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Movimento plano em trajetória curva 329 Exercícios de Aprofundamento 42. (UFPel-RS) Um estudante, indo para a faculdade em seu carro, desloca-se num plano horizontal, no qual descreve uma trajetória curvilínea de 48 m de raio, com uma velocidade constante em módu- lo. Entre os pneus e a pista, existe um coeficien- te de atrito de 0,30. v 1 v 2 B A d ir e çã o i n ic ia l direção final Considerando a figura, a aceleração da gravidade no local, com módulo de 10 m/s2, e a massa do carro de 1,2 t, faça o que se pede. a) Caso o estudante resolva imprimir uma velo- cidade de módulo 60 km/h ao carro, ele con- seguirá fazer a curva? Justifique. b) A velocidade escalar máxima possível, para que o carro possa fazer a curva, sem derrapar, irá se alterar se diminuirmos a sua massa? Explique. c) O vetor velocidade apresenta variações neste movimento? Justifique. 43. (UFV-MG) Em um autódromo completamente plano e horizontal, um veículo parte da largada no instante t = 0 e percorre as curvas circulares C 1 , C 2 , C 3 , C 4 e C 5 , conforme indicado na figura, com uma velocidade constante em módulo. C 1 C 2C 3 C 4 C 5 sentido do trajeto largada Sabendo-se que o raio de C 2 > C 1 = C 3 > C 4 = C 5 , o gráfico que melhor representa a intensidade da força resultante que atua sobre o veículo ao percorrer o circuito é: a) F (N) t (s) b) F (N) t (s) c) F (N) t (s) d) F (N) t (s) 44. (Udesc-SC) Um engenheiro civil, trabalhando em um projeto de construção de estradas, faz algumas hipóteses: considera que um carro de massa de 1 200 kg transita por uma estrada plana e horizontal e, ao realizar uma curva, descreve uma trajetória circular de raio igual a 100 m. A velocidade do carro é constante e tem módulo igual a 90,0 km/h, em toda a curva. a) Calcule o módulo da força centrípeta atuante sobre o carro. b) Considerando que o coeficiente de atri- to estático entre os pneus e a pista é de 0,80 m, calcule o valor máximo da força de atri- to estático que pode ser exercida pela estrada sobre o carro. O carro conseguirá fazer a curva nessa velocidade (90,0 km/h), sem perigo de derrapagens? Justifique sua resposta. Adote g = 10,0 m/s2. c) Em dias de chuva, carros com pneus próprios para pista seca conseguem fazer a curva, sem derrapar, a uma velocidade escalar máxima igual a 72,0 km/h. Nessas condições, calcule o coeficiente de atrito estático entre os pneus e a pista. 45. (Unesp-SP) Uma bola de massa 1,0 kg, presa à extremidade livre de uma mola esticada de cons- tante elástica k = 2 000 N/m, descreve um movi- mento circular e uniforme de raio r = 0,50 m com velocidade v = 10 m/s sobre uma mesa horizontal e sem atrito. A outra extremidade da mola está presa a um pino em O, segundo a figura a seguir. v a) Determine o valor da força que a mola aplica na bola para que esta realize o movimento descrito. b) Qual era o comprimento original da mola antes de ter sido esticada? 46. (Fuvest-SP) Um acrobata, de massa M A = 60 kg, quer realizar uma apresentação em que, segurando uma corda suspensa em um ponto Q fixo, pretende descrever um círculo de raio R = 4,9 m, de tal forma que a corda mantenha um ângulo de 45° com a vertical. Visando garantir sua total seguran- Il U sT R A ç õ Es : zA PT Movimento plano em trajetória curva 329 Capítulo 17330 ça, há uma recomendação pela qual essa corda deva ser capaz de suportar uma tensão de, no mínimo, três vezes o valor da tensão a que é submetida durante a apresentação. Para testar a corda, com ela parada e na vertical, é pendurado em sua extremi- dade um bloco de massa M 0 , calculada de tal forma que a tensão na corda atenda às condições mínimas estabelecidas pela recomendação de segurança. gg Q 45º R Q situação de teste M A M 0 Nessa situação: a) Represente a direção e o sentido das forças que agem sobre o acrobata, durante sua apresenta- ção, identificando-as, por meio de um desenho em escala aproximada. g Q 45¼ b) Estime o tempo t A , em segundos, que o acro- bata leva para dar uma volta completa em sua órbita circular. c) Estime o valor da massa M 0 , em kg, que deve ser utilizada para realizar o teste de segurança. (Note e adote: força centrípeta F c = mv2 R ; π ≅ 3; g = 10 m/s2.) 47. (U. F. Triângulo Mineiro-MG) A figura mostra uma esfera de massa 0,5 kg suspensa por um fio ideal de comprimento 5,0 m, preso no ponto P, e girando em movimento circular e uniforme, livre de qualquer resistência, numa trajetória contida num plano horizontal. 5,0 m 60º 60º A B P Sabendo que a esfera vai de A até B em 0,5 s e adotando g = 10 m/s2 e π = 3, determine: a) a frequência de rotação da esfera, em Hz; b) a intensidade da força de tração no fio, em N. 48. Uma partícula percorre em movimento uniforme- mente retardado o interior de uma casca cilíndrica de eixo vertical, fixa no solo. A sua trajetória é uma circun- ferência situada num plano imaginário horizontal (um anel horizontal). O coeficien- te de atrito dinâmico entre a partícula e a superfície é μ d e o estático é μ e . Sendo m a massa da partícula, g o módulo da aceleração da gravidade e R o raio da base do cilindro, determine: a) o menor valor da velocidade angular ω atin- gido pela partícula imediatamente antes de deixar o anel horizontal; b) a intensidade da resultante tangencial hori- zontal nas condições do item anterior. 49. (Fuvest-SP) Um brinquedo consiste de duas pequenas bolas, A e B, de massa M, e um fio flexível: a bola B está presa na extremidade do fio e a bola A possui um orifício pelo qual o fio passa livremente. Para o jogo, um operador (com treino!) deve segurar o fio e girá-lo, de tal forma que as bolas descrevam trajetórias circulares, com o mesmo período T e raios diferentes. Nessa situação, como indicado na figura 1, as bolas permanecem em lados opostos em relação ao eixo vertical fixo que passa pelo ponto O. A figura 2 representa o plano que contém as bolas e gira em torno do eixo vertical, indicando os raios e os ângulos que o fio faz com a horizontal. B Figura 1. A O g A O Figura 2. α θ R 2 R 1 B Assim, determine: a) o módulo da força de tensão F, que perma- nece constante ao longo de todo o fio, em função de M e g. b) a razão K = sen α sen θ , entre os senos dos ângu- los que o fio faz com a horizontal. c) o número N de voltas por segundo que o con- junto realiza quando o raio R 1 da trajetória descrita pela bolinha B for igual a 0,10 m. (Note e adote: não há atrito entre as bolas e o fio. Considere sen θ ≈ 0,4 e cos θ ≈ 0,9; π ≈ 3.) R Il U sT R A ç õ Es : zA PT Capítulo 17330 Movimento plano em trajetória curva 331 50. Um cubo de dimensões desprezíveis, massa 0,2 kg, desliza sem atrito sobre um anel circular de raio inter- no 0,2 m, em posição vertical, como mostra a figura. Ao passar pela posição A sua velocidade escalar é 2,0 m/s. Sendo g = 10 m/s², determine a intensidade da: a) força resultante na posição A; b) força de reação normal de apoio na posição A; c) aceleração do cubo imediatamente após ter abandonado o anel pela ranhura em B. (Adote: sen 37° = 0,6.) 51. (UF-RJ) Pistas com curvas de piso inclinado são projetadas para permitir que um automóvel possa descrever uma curva com mais segurança, reduzindo as forças de atrito da estrada sobre ele. Para simplificar, considere o automóvel como um ponto material. α R O horizontal a) Suponha a situação mostrada na figura ante- rior, onde se representa um automóvel des- crevendo uma curva de raio R, contida em um plano horizontal, com velocidade de módulo v tal que a estrada não exerça forças de atrito sobre o automóvel. Calcule o ângulo α de inclinação da curva, em função do módulo da aceleração da gravidade g e de v. b) Suponha agora que o automóvelfaça a curva de raio R, com uma velocidade maior do que v. Faça um diagrama representando por setas as forças que atuam sobre o automóvel nessa situação. Nessa situação pode haver atrito. 52. Uma cunha triangular é fixada sobre a tampa giratória de uma mesa de tal modo que a extre- midade inferior da cunha coincide com a linha que passa pelo centro da mesa (fig. a). A super- fície da cunha possui um canalete e, no interior deste, um pequeno bloco pode deslizar livremen- te. Observa-se que, quando a tampa gira com velocidade angular constante, o bloco permanece em equilíbrio sobre a cunha, estando seu centro de massa a uma altura h = 0,4 m em relação ao nível da tampa giratória (fig. b). Figura a. θ h Figura b. Sendo θ o ângulo de inclinação da cunha, deter- mine a velocidade escalar do pequeno bloco: a) para um referencial fixo na tampa giratória; b) para um referencial fixo no solo. 53. (Mackenzie-SP) Um avião efetua uma curva em um plano horizontal, de forma que o ângulo entre esse plano e a força de sustentação F é α. Sendo P o peso do avião, R o raio da curva e g o módulo da aceleração da gravidade no local, a relação F P , entre a in tensidade da força de sustentação do avião e seu peso, é: a) V2 Rg sec α d) V2 Rg sen α b) V2 Rg tg α e) V2 g cos α c) Rg V2 cos sec α 54. Uma esfera lisa, de pequena dimensão, foi lança- da na boca do tubo de diâmetro d = 0,48 m, com uma velocidade escalar v 0 . Verificou-se que: • quando a velocidade de lançamento fosse a máxima, a esfera atingiria o ponto mais alto com uma velocidade escalar v 1 = 4,0 m/s e receberia uma força de reação normal de 1,0 N. • quando a velocidade de lançamento fosse a mínima, a esfera atingiria o ponto mais alto com uma velocidade v 2 , apoiar-se-ia na super- fície inferior do tubo e receberia uma força normal de 1,0 N. g v O d r tubula•‹o em posi•‹o vertical Sendo dados g = 10 m/s² e r = 0,8 m, determine: a) a massa da esfera; b) a velocidade v 2 . g A B O vertical anel em posição vertical 53º37 º g P F R0 vertical α Il U sT R A ç õ Es : zA PT Movimento plano em trajetória curva 331