Prévia do material em texto
1 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S 2 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S 3 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Núcleo de Educação a Distância GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino Revisão Ortográfica: Águyda Beatriz Teles PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira. O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho. O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem. 4 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Prezado(a) Pós-Graduando(a), Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional! Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as suas expectativas. A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra- dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a ascensão social e econômica da população de um país. Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida- de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas pessoais e profissionais. Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi- ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu- ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe- rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de ensino. E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos conhecimentos. Um abraço, Grupo Prominas - Educação e Tecnologia 5 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S 6 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas! É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo- sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve- rança, disciplina e organização. Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho. Estude bastante e um grande abraço! Professor: José Augusto 7 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc- nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela conhecimento. Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in- formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao seu sucesso profisisional. 8 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Esta unidade fundamentará os conceitos para implementa- ção de um Sistema de Gestão Ambiental. Especificamente, foram en- focados: os Conceitos e Políticas de Gestão Ambiental; as etapas e ferramentas utilizadas para implementação de um Sistema de Gestão Ambiental. Trata-se de uma pesquisa aplicada e descritiva, a fim de esclarecer ao máximo os conceitos de sistemas de gestão ambiental, e assim possibilitar a aplicação efetiva destes instrumentos na esfera empresarial. Justifica-se por causa do cenário globalizado e compe- titivo do mercado, em que os consumidores exigem cada vez mais o comprometimento das empresas para com o desenvolvimento sus- tentável de seus produtos, garantindo seus anseios sociais futuristas. A implementação de um Sistema de Gestão Ambiental proporciona competitividade às empresas tanto para a sobrevivência no mercado, quanto para o controle dos aspectos ambientais. Evidencia também que ao garantir a Sustentabilidade do Processo de Desenvolvimento Sustentável, consequentemente, há a melhoria da qualidade ambien- tal e de vida da população. Sistema de Gestão Ambiental. Desenvolvimento Sustentável. Políticas Públicas. Certificação. 9 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 01 INTRODUÇÃO À AUDITORIA AMBIENTAL Apresentação do Módulo ______________________________________ 11 12 39 15 A Complexidade da Gestão Ambiental __________________________ Atividades da Auditoria ________________________________________ Características dos Processos de Auditoria Ambiental _____________ CAPÍTULO 02 AUDITORIA AMBIENTAL: PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Princípios e Processos de Auditoria _____________________________ 32 27Recapitulando ________________________________________________ 21 23 Princípios Gerais da Auditoria Ambiental: ISO 19011 ______________ Auditoria Compulsória _________________________________________ Recapitulando _________________________________________________ 45 CAPÍTULO 03 PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DA AUDITORIA AMBIENTAL Caracterização do Auditor _____________________________________ 50 Avaliação do Auditor ___________________________________________ Recapitulando _________________________________________________ 55 57 10 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Fechando a Unidade ____________________________________________ 61 Referências _____________________________________________________ 64 11 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S A Auditoria Ambiental surge a partir do desenvolvimento da ci- vilização humana está intrinsecamente relacionado com a incansável busca pela satisfação de suas necessidades, o que implica na explo- ração da natureza. Mesmo possuindo tecnologias suficientes para não comprometer as condições naturais do meio ambiente, a interação das atividades antrópicas com os ecossistemas é constante. Durante décadas, o meio ambiente não foi levado em conside- ração, visto que havia a concepção de que os recursos e bens naturais eram infinitos, logo não havia motivos para se investir no desenvolvi- mento de tecnologias que tivessem como foco o monitoramento e con- trole dos processos industriais. A Questão Ambiental passou a ser considerada apenas quan- do as atividades produtivas de uma região começaram a interferir na qualidade de vida de outra. Assim, os aspectos ambientais e impactos potenciais deixaram de ser pontuais ou locais e passaram a ser vistos de forma holística e globalizada. Atualmente, devido à crescente conscientização ambiental da humanidade e, aos esforços atribuídos pelas Organizações Não Gover- namentais (ONGs) e aos Órgãos Fiscalizadores, a adoção de práticas voltadas à melhoria do desempenho ambiental, como a implementação de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), é necessária para controlar os aspectos e impactos gerados pelas atividades, diminuir os danos ao meio ambiente e atender as legislações ambientais. No Brasil, a norma mais adotada para o SGA é a NBR ISO 14.001, pois esta norma éinternacional e abrange requisitos como o comprometimento da empresa com o meio ambiente, o controle das atividades potencialmente poluidoras, a responsabilidade por toda a ca- deia de prestação de serviços e, a melhoria contínua do sistema. 12 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S A COMPLEXIDADE DA GESTÃO AMBIENTAL O conceito de meio ambiente, para muitos autores, é redun- dante. Nele estão contidas todas as relações entre os seres vivos e não vivos que ocorrem na Terra. A palavra “meio” indica uma posição espacial, ao ato de ser e estar inserido em algo. Já a palavra “ambiente” refere-se a tudo que rodeia algo. De acordo com a Resolução CONAMA 306/2002, meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química, biológica, social, cultural e urbanís- tica, que permitem, abrigam e regem a vida em todas as suas formas. A atuação humana interfere diretamente sobre o meio ambien- te. A ordem dominante no quesito econômico é progredir a qualquer INTRODUÇÃO À AUDITORIA AMBIENTAL 12 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S 13 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S custo, para que o crescimento econômico e a prosperidade humana possam ser alcançados. Em contrapartida, a existência humana sem o meio ambiente não existe. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), começaram a surgir ativamente muitos movimentos de preservação ambien- tal e Organizações Não Governamentais (ONGs), período este que deu início ao contexto denominado “despertar da consciência eco- lógica”. Segundo Filho (1993), o desenvolvimento quando volta- do para as necessidades sociais mais abrangentes, diz respeito à melhoria da qualidade de vida da maior parte da população e ao cuidado com a preservação ambiental como uma responsabilidade para com as gerações futuras. Devido à complexidade do homem em compreender e utilizar o ambiente, bem como as incertezas inerentes às inter-relações do homem com o meio, resulta na dificuldade em estabelecer desempenhos e ava- liações dos impactos das atividades humanas sobre o meio ambiente. As políticas públicas exercem papel fundamental para que ocorra o desenvolvimento econômico e o ambiental. É a partir das le- gislações, resoluções e normas elaboradas pelas entidades estatais, que definem e estabelecem diretrizes das quais as organizações devem seguir em busca do desenvolvimento sustentável. A Política Nacional de Meio Ambiente só surgiu no Brasil em 1981, Lei n.º 6.938, regulamentada pelo Decreto n.º 99.274/1990, definindo os objetivos e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) e criando o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA). Os instrumentos da PNMA resultaram na exigência de licenças ambientais para organizações que exerçam atividades po- luidoras e degradadoras do meio ambiente. Esse licenciamento é realizado pelas instituições ambientais nos níveis federal, estadual e municipal. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm 14 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S No cenário atual, há a exigência cada vez maior do mercado por organizações que adotem um modelo de gestão sustentável, fato este que tem levado as empresas em busca pela melhoria de seus pro- cessos no intuito de atender a legislação aplicável e diminuir, ou até mesmo eliminar, os impactos ambientais de suas atividades. Simultaneamente, o interesse dos consumidores por produtos ambientalmente corretos, também influenciam nas iniciativas ambien- tais das empresas e o marketing vinculado a elas, visando atender tanto o mercado, quanto os consumidores. Os Órgãos Reguladores e Fiscalizadores do meio ambien- te no Brasil que compõem o SISNAMA são: ÓRGÃO SUPERIOR (Conselho do Governo); ÓRGÃO CONSULTIVO E DELIBERATIVO (CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente); ÓRGÃO CEN- TRAL (MMA – Ministério do Meio Ambiente); ÓRGÃO EXECUTOR (IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Na- turais Renováveis); ÓRGÃOS SECCIONAIS (COSEMA, GAMA...); ÓRGÃOS LOCAIS (entidades municipais); Leis, Decretos, Resolu- ções, Portarias e normas nível Federal, Estadual e Municipal. http:// www2.mma.gov.br/port/conama/estr1.cfm A partir desta premissa surge a gestão ambiental. Instrumento este que tem como objetivo conciliar o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento ambiental, visando controlar os impactos ambientais e reduzi-los, além de expandir e implantar as políticas públicas. Além do desenvolvimento sustentável, outro conceito que o instrumento da gestão ambiental coloca em prática é o de atuação res- ponsável. Este conceito produz mudança na imagem das empresas, pela introdução do enfoque pró-ativo para as questões ambientais, pela busca de melhoria contínua, antecipando-se à própria legislação, e por sua visão sistêmica sobre os aspectos de segurança, saúde ocupacio- nal e meio ambiente (VALLE, 1995). Ao utilizar esse conceito, as empresas transnacionais estabele- ceram padrões de qualidade ambiental e de segurança para as empresas, mundialmente, mesmo quando o grau de exigência local é pouco rigoroso. 15 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S A Autorregulamentação toma forma entre as décadas de 70 e 90, em que as empresas, além de se enquadrarem na legislação ambiental, buscam melhorar a sua relação com o meio ambiente ao criar uma política ambiental, identificar seus aspectos e impactos ambientais, e definir objetivos e metas. Com essa estratégia, há uma melhora no desempenho ambiental da empresa, sem que haja uma pressão dos órgãos ambientais, ou seja, a própria empresa está comprometida com a gestão ambiental. CARACTERÍSTICAS DOS PROCESSOS DE AUDITORIA AMBIENTAL A auditoria passou a ser vastamente utilizada a partir da década de 80, pela Inglaterra e Estados Unidos. Ela era aplicada em diferentes contextos e finalidades. As principais auditorias aplicadas nas organiza- ções eram as contábeis e financeiras, e logo em seguida, emergiram as auditorias de cunho intelectual, médica, de ensino, judiciais, tecnológi- cas, de sistemas de gestão e as ambientais. A auditoria é rotineiramente remetida ao conceito de rigor e penalidade pelo eventual não cumprimento de legislações e normas das quais as empresas estão submetidas. “A Auditoria é o processo de comparação de eventos pré- -determinados (Padrão) com os eventos realizados (Real), tendo como objetivo manifestar um julgamento (Opinião) para terceiros interessado”. (Jerônimo Antunes) Instituições que representam o setor industrial utilizam o contexto das auditorias contábeis para implementar a auditoria de gestão da quali- dade e incorporar rigor aos processos produtivos (MARTINS, 2015). Po- rém, como a auditoria ambiental é uma extensão da auditoria de qualidade, e esta, não sujeita as empresas à penalidades e multas legais, a sua apli- cação permite que as metas sejam estabelecidas de forma mais tolerante. A Auditoria de Qualidade é tão bem aceita pela indústria, que 16 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S as empresas, de forma geral, aderem suas diretrizes com o objetivo de se certificarem, e desta forma, expandir o comércio de seus produtos a nível internacional. O Sistema de Gestão da Qualidade é definido pela série ISO 9000, e tem como características a avaliação e análise dos processos de produção, através de métodos específicos realizados na presença do auditor. Este conceito de auditoria da gestão da qualidade é adotado pela série ISO 14000, que estabelece as normas e diretrizes para a auditoria ambiental. Inicialmente, a auditoria ambiental foi utilizada para definir as responsabilidades empresariais em relação ao meio ambiente e as le- gislações ambientais (SINCLAIR; GABEL, 1996). Ela tornou-se uma ferramenta para avaliar a segurança do meio ambiente, e dos colabora-dores inseridos no contexto empresarial. A auditoria como ferramenta auxiliadora da gestão ambiental, se bem conduzida, proporciona benefícios para as organizações que geram danos ambientais ou que retiram os recursos naturais do meio ambiente. A partir dela é possível avaliar a ocorrência de impactos am- bientais e melhorar a imagem da organização para com seus clientes e fornecedores (OLIVEIRA, 2010). Tipos de Auditorias A classificação da auditoria ambiental depende do contexto em que ela será aplicada. Entretanto, alguns tipos de auditoria podem se inter- -relacionarem caso seja de interesse da organização auditada (MARTINS, 2015). Os principais tipos de auditorias ambientais são definidos abaixo • Auditoria de Conformidade Legal: Avalia a adequação da empresa quanto à legislação ambiental vigente. Este tipo de auditoria pode ser aplicado tanto no caso de au- ditorias compulsórias – que são aquelas determinadas pelo governo – como no caso de auditorias voluntárias – realizadas quando a empresa tem interesses internos, sejam por requisição de fornecedores, investi- dores, ou outros motivos. • Auditoria de Desempenho Ambiental: Avalia a conformidade com a legislação, regulamentos e indi- 17 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S cadores setoriais, através do levantamento, descrição e divulgação do desempenho ambiental da empresa em cada atividade que ela executa. Os dados auditados podem abrangir os riscos, impactos ambientais, a política ambiental, programas, custos, passivos ambientais, entre outros. As informações são comparadas tanto com os requisitos legais, como também com as metas e objetivos estabelecidos pela organização. • Auditoria de Sistema de Gestão Ambiental: Avalia o cumprimento dos requisitos do Sistema de Gestão Am- biental segundo a norma ISO 14001, quanto a adequação e eficácia des- te sistema. Esta auditoria visa a adequação ou a certificação ambiental. • Auditoria de Certificação: Avalia a conformidade da empresa com os princípios da norma certificadora. Esta avaliação é realizada através do monitoramento e medições dos indicadores, a fim de analisar se as metas estão sendo alcançadas. A auditoria de certificação deve ser capaz de verificar se o SGA está conforme o planejado. • Auditoria de Descomissionamento: Avalia os danos ao entorno pela desativação da unidade pro- dutiva, portanto, ela só acontece quando existe o encerramento das atividades do empreendimento naquele local. • Auditoria de Sítios: Avalia o grau e estágio de contaminação de um determinado local, identificando assim a existência de passivos ambientais. • Auditoria Pontual: Avalia a otimização dos recursos, com o intuito de melhorar a eficiência do processo produtivo, e consequentemente, minimizar a geração de resíduos e consumo de recursos naturais. 18 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S • Auditoria de Responsabilidade: Avalia os eventuais passivos ambientais que poderão impactar o meio ambiente, além de especificar e valorar estes passivos ambientais. Esta auditoria também é conhecida como auditoria de due dilligence. • Auditoria Ambiental de Acompanhamento: Verifica se as condições estabelecidas em certificações ante- riores continuam sendo cumpridas. • Auditoria Compulsória: Visa determinar se os requisitos legais ambientais obrigatórios às suas atividades e processos estão em conformidade legal. Este tipo de auditoria é exigido pelos órgãos governamentais, e geralmente é apresentada no âmbito de processos de licenciamento ambiental. Etapas da Auditoria Ambiental Segundo La Rovere (2008), os processos da auditoria ambien- tal podem sofrer variações. Em decorrência dos objetivos da audito- ria, algumas etapas poder ser detalhadas de formas mais ou menos expressivas (Figura 1). As normas relativas à auditoria ambiental são as ISO 14010, ISO 14011 e ISO 14012 – a partir de 2002 elas foram substituídas pela ISO 19011 –, elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A norma ABNT ISO 19011 passou por uma série de atua- lizações ao longo dos anos, por isso a versão mais atualizada foi publicada no ano de 2018. No qual contempla informações impor- tantes sobre a realização das auditorias ambientais. Vejamos um esquema geral de uma auditoria ambiental: 19 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Figura 1 – Esquema Geral de Auditoria Ambiental Fonte – LA ROVERE, 2008. A auditoria sempre tem início com o auditor e o cliente deter- minando o objetivo e o escopo da auditoria. O cliente que também é denominado auditado determina o campo de atuação a qual a auditoria será realizada, e estabelece os critérios correspondentes às políticas, práticas, procedimentos ou requisitos sejam eles de cunho legal ou or- ganizacional para a coleta das evidências. 20 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Após a organização estabelecer os critérios da auditoria, a equipe de auditores seleciona os processos, procedimentos, da- dos e todas as informações necessárias para atender o objetivo e escopo estabelecidos inicialmente. Como material de apoio, a equipe geralmente utiliza um check list para verificar os critérios. As etapas de auditoria são caracterizadas por três fases: a Pré- -auditoria, a Auditoria em si, e a Pós-auditoria. Na etapa de Pré-auditoria, são determinados os recursos hu- manos, físicos e financeiros a serem utilizados (Tabela 1.1). Estas infor- mações possibilitam a compreensão dos processos da organização, os mecanismos de controle e gestão, e as responsabilidades da empresa (MARTINS, 2015). Tabela 1.1 – Informações Básicas para a Pré-auditoria. Fonte – adaptado de PHILIPPI; AGUIAR, 2006. Após a etapa de Pré-auditoria, com a data definida da aplica- ção da auditoria, e com todos os colaboradores cientes da execução dela, os auditores vão a campo para aplicar a auditoria ambiental. Na etapa da auditoria inicia-se a coleta, análise e avaliação das evidências. É estabelecida a identificação das evidências, que inclui a aná- lise de documentos, observação das atividades da empresa e entrevista com os colaboradores, inclusive a alta administração (MARTINS, 2015). 21 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S A avaliação e conclusão da auditoria são fundamentadas nas evidências que são coletadas durante o seu processo. As evidências obtidas são então, resumidas e analisadas pela equipe de auditores, para posterior apresentação do relatório de conclusão. Após a análise das evidências, os resultados são apresenta- dos à alta administração, de forma escrita, contendo a data e a assina- tura do auditor líder. Nestes relatórios de conclusão devem conter as medidas corretivas, caso haja, e a relevância delas. O processo de auditoria deve contemplar os seguintes itens: Pré-auditoria: organização que será auditada equipe de au- ditoria, objetivos e critérios da auditoria, acesso aos documentos da organização, recursos humanos e físicos, plano de auditoria, definição de atribuições. Auditoria: reunião inicial, coleta, análise, avalição e con- clusão das evidências. Pós-Auditoria: revisão, medidas corretivas, elaboração e entrega do relatório final. PRINCÍPIOS GERAIS DA AUDITORIA AMBIENTAL: ISO 19011 A auditoria de sistema de gestão ambiental verifica o cumprimen- to dos requisitos legais por parte da organização auditada, possibilitando que o conceito de melhoria contínua da gestão ambiental seja colocado em prática. O fato de os países possuírem legislações ambientais distintas, não afeta as relações comerciais entre eles, pelo contrário, é visto como uma vantagem competitiva, pois desta forma é possível atender os dife- rentes níveis de mercados com exigências ambientais (MARTINS, 2015). De acordo com a norma ISO 19011, a auditoria ambiental asse- gura que a política ambiental adotada pela empresaestá em conformi- dade com a ISO 14001. Mesmo que a ISO 14001 seja uma norma com aspecto genérico, ela inclui a auditoria ambiental como uma ferramenta auxiliadora para a aplicação da melhoria contínua do desempenho am- biental das organizações. A aplicação da auditoria ambiental, segundo Vilela (2006), possi- bilita a verificação da conformidade legal em relação aos aspectos ambien- tais da empresa, redução de custos devido a redução de perdas, redução 22 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S no consumo de recursos naturais, e a melhoria do ambiente de trabalho. Porém, existem possíveis dificuldades empresariais na implan- tação do sistema de gestão ambiental e sua posterior auditoria ambien- tal. Segundo La Rovere (2008), há a possibilidade de a organização investir em recursos para atender a não conformidade, indicando falsa segurança em relação aos impactos ambientais, e devido a isto, sofrer pressão dos órgãos governamentais e entidades não governamentais para demonstrar seu desempenho ambiental publicamente. A Norma ISO 19011 estabelece, também, diretrizes para as au- ditorias de sistemas de gestão ambiental. A frequência destas auditorias deve ocorrem no mínimo a cada três anos. Os requisitos da norma de auditoria de sistemas ambientais es- tabelecem que a organização auditada deva definir o objetivo da auditoria e documentá-lo; o auditor líder decide se as informações que a auditada forneceu são suficientes e apropriadas para iniciar o processo de auditoria. O Processo de Auditoria somente é viável, caso a equipe auditora tenha total cooperação da empresa auditada, tanto a nível administrativo, quanto operacional. Os princípios gerais para a auditoria ambiental são regidos pela definição dos objetivos e escopa da auditoria. Objetividade, indepen- dência e competência; profissionalismo; procedimentos sistemáticos; critérios, evidências e constatações; confiabilidade das constatações e conclusões da auditoria; e elaboração do relatório final de auditoria, conforme o (Quadro 1.1), contemplam estes princípios. Quadro 1.1 – Princípios Gerais de Auditoria Ambiental 23 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S AUDITORIA COMPULSÓRIA A auditoria ambiental compulsória é aplicada por exigência dos órgãos governamentais, para determinadas atividades potencialmente poluidoras (La Rovere, Barata, 2009). A principal diferença entre as au- ditorias ambientais e as demais auditorias está no caráter multidiscipli- nar que as auditorias ambientais exigem, pois enquanto elas abrangem diversas áreas – jurídica técnica –, as outras abrangem apenas as áre- as específicas – auditoria contábil envolve apenas a contabilidade e assim por diante. As políticas públicas inseriram a auditoria ambiental compul- sória no contexto empresarial. Ela tem papel de ferramenta de controle dos aspectos ambientais que a organização pode ocasionar. No Brasil, a auditoria ambiental compulsória é prevista nas Legislações Federais (Figura 1.2), estaduais e municipais, sendo que as legislações estadu- ais e municipais são mais restritivas que as leis federais. 24 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Figura1. 2 – Estados da Federação em que a Auditoria Ambiental Compulsó- ria é Obrigatória. Fonte – MARTINS, 2015 As características restritivas das legislações são consequên- cias da reação aos eventos causados pelos processos potencialmente poluidores. Segundo Piva (2009), estas políticas visam resultados ime- diatos na proteção do meio ambiente. As políticas ambientais que preveem a auditoria compulsó- ria estão dispostas nas Resoluções CONAMA – 265/2000, 306/2002 e 381/2006 – e na Lei n.º 9966/2000. Para saber mais, acesse: http:// www2.mma.gov.br/port/conama/legiano.cfm?codlegitipo=3 http:// 25 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9966.htm A Resolução CONAMA 265/2000 e a Lei n.º9966/2000 estabe- lecem a obrigatoriedade das auditorias ambientais, porém, os critérios de auditoria são definidos na Resolução CONAMA 306/2002. A (Figura 1.3) ilustra as atividades auditadas em (14) quatorze Estados do Brasil. Para saber mais sobre as Políticas Ambientais que preve- em a Auditoria Compulsória em cada Estado da Federação Brasilei- ra, é preciso consultar as Leis e Decretos elaborados por cada um deles. Segue um link para acesso: http://www.legislacao.sp.gov.br/ legislacao/index.htm Desta forma, a auditoria ambiental é utilizada tanto de forma compulsória, quanto voluntária, distinguindo-se nas consequências após a empresa ser auditada, pois estes dependem do tipo de auditoria que foi adotada. Nos dois casos, a auditoria ambiental é praticamente a mesma, as suas aplicações convergem para os mesmos resultados, no entanto, quando a auditoria ambiental é voluntária incide sobre o SGA da empre- sa as não conformidades não tem características punitivas, e quando a auditoria é compulsória, ela pode gerar aplicação de penalidades legais. Figura 1.3 – Tabela de Atividades Auditáveis nos Estados 26 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Fonte – MARTINS, 2015 27 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO 1 Ano: 2022 Banca: INEP BRASIL Órgão: Prefeitura de Palestina de Goiás - GO Prova: INEP BRASIL - 2022 - Prefeitura de Palestina de Goiás - GO - Analista Ambiental As auditorias são instrumentos de múltiplos propósitos, sendo um procedimento empregado há um certo tempo. Há relatos mostrando que as autoridades do antigo Egito, da Grécia e de Roma usavam ve- rificações independentes sobre registros de cobranças de impostos e pagamentos autorizados. Com o desenvolvimento do comércio e da contabilidade a partir do século XV, essa atividade se desenvol- veu, recebeu o nome auditoria e surgiriam pessoas encarregadas de executá-la, os auditores, palavra de origem latina, auditore, que significa “ouvinte” ou “aquele que ouve”, indicando que ouvir as pessoas era um dos principais meios para realizar essa atividade. Fonte: BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial - conceitos, modelos e instrumentos, 2016. No âmbito ambiental a auditoria serve para verificar a conformida- de de determinado empreendimento em relação às normas e legis- lação ambiental. Ela é exigida por um mercado consumidor que se preocupa em adquirir um produto final que atendeu aos preceitos da sustentabilidade ambiental em toda a sua cadeia de produção. Com relação à auditoria ambiental e sua aplicação no âmbito empre- sarial, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I - A auditoria de conformidade legal teve um caráter reativo, uma vez que as primeiras normas legais quase sempre eram do tipo comando e controle PORQUE II - Com surgimento de instrumentos econômicos de política públi- ca ambiental, as auditorias de conformidade passaram a apresen- tar um caráter proativo, na medida em que se revelaram oportuni- dades relacionadas a tributos, subsídios, compras governamentais e outras espécies desse gênero de instrumentos. a) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa; b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justifi- cativa correta da I; d) As asserções I e II são proposições falsas; d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira; e) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 28 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 2 Ano: 2021 Banca: CEV-URCA Órgão: Prefeitura de Crato - CE Pro- va: CEV-URCA - 2021 - Prefeitura de Crato - CE - Analista Ambiental A norma ISO 19011 define Auditoria Ambiental como sendo: "Um processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma objetiva,evidências de auditoria para determinar se as atividades, eventos, sistemas de gestão e con- dições ambientais especificados, ou as informações relacionadas a estes estão em conformidade com os critérios de auditoria, e para comunicar os resultados deste processo ao cliente". Acerca de definições, finalidades e classificação da Auditoria Ambiental, assinale a alternativa CORRETA: a) A auditoria de responsabilidade destina-se a avaliar o passivo am- biental das empresas. b) Na realização de uma auditoria ambiental, se audita o ambiente como tal, assim como a eficácia de sistemas de gestão ambiental em obter melhorias no desempenho ambiental, no sentido da proteção do meio ambiente e maior produtividade. c) O termo "auditoria" pode ser considerado sinônimo de "avaliação" ou "análise". Alguns gerentes ambientais fazem distinção entre auditorias ambientais de empresas ou organizações existentes e avaliações am- bientais de novos projetos ou empreendimentos, o que pode ser consi- derado um equívoco conceitual. d) Assegurar conformidade com a legislação vigente e às normas am- bientais e códigos de prática são objetivos específicos da auditoria de certificação ambiental. e) A frequência da realização das auditorias independe dos resultados de auditorias anteriores ou dos fatores de risco de desempenho am- biental. Áreas administrativas devem ser auditadas na mesma frequên- cia que áreas de alto risco com processos complexos de produção. QUESTÃO 3 Ano: 2022 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2022 - UERJ - Técnico em Meio Ambiental A auditoria ambiental é uma ferramenta eficaz e confiável da ges- tão ambiental, fornecendo informações sobre as quais uma orga- nização pode agir para melhorar seu desempenho. A respeito da auditoria ambiental, é correto afirmar que: a) visa a produção e organização de informações ambientais consisten- tes e atualizadas do desempenho ambiental da empresa, que podem ser acessadas por investidores e outras pessoas físicas ou jurídicas envolvidas nas operações de financiamento e transações da unidade 29 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S auditada b) pode ser realizada para fornecer um diagnóstico de desempenho am- biental no que diz respeito à poluição do ar, águas e resíduos sólidos, mas não deve fornecer recomendações de ações emergenciais c) os auditores devem ter um curso superior como titulação mínima exi- gida e ter por princípio uma conduta ética, apresentação justa, devido cuidado profissional, independência e abordagem baseada em evidência d) os auditores documentam as informações por meio de relatórios, de acordo o modelo definido na ISO 19011/2018, sendo comum o uso de fotos para auxiliar na explicação das não conformidades e) Nenhuma das alternativas QUESTÃO 4 Ano: 2021 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de São Gonçalo do Ama- rante - RN Prova: IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Ama- rante - RN - Analista Ambiental Auditoria Ambiental possui diversos intuitos, podendo visar ao li- cenciamento, à certificação ou à conservação da biodiversidade. Analise as afirmativas abaixo: I. A auditoria de sistema de gestão ambiental avalia o cumprimen- to dos princípios estabelecidos no Sistema de Gestão Ambiental (SGA) da empresa e suas adequações e eficácias. II. A Auditoria de sítios é destinada a otimizar a gestão dos recur- sos, a melhorar a eficiência do processo produtivo e, consequen- temente, minimizar a geração de resíduos, o uso de energia ou de outros insumos. III. A Auditoria de certificação avalia a conformidade da empresa com princípios estabelecidos nas normas pela qual a empresa es- teja desejando se certificar. Assinale a alternativa correta. a) Apenas as afirmativas II e III estão corretas b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas c) As afirmativas I, II e III estão corretas d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas e) Apena a afirmativa II está correta QUESTÃO 5 Ano: 2022 Banca: OBJETIVA Órgão: Prefeitura de São Miguel do Passa Quatro - GO Prova: OBJETIVA - 2022 - Prefeitura de São Mi- guel do Passa Quatro - GO - Analista Ambiental Biólogo Considerando-se alguns dos tipos de auditoria ambiental, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que 30 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S apresenta a sequência CORRETA: (1) Auditoria de conformidade. (2) Auditoria de desempenho am- biental. (3) Auditoria de sistema de gestão ambiental. (---) Avalia o desempenho de unidades produtivas em relação à ge- ração de poluentes e ao consumo de energia e materiais. (---) Verifica o grau de conformidade com a legislação ambiental. (---) Avalia o grau de conformidade com requisitos da norma utiliza- da e com a política da empresa. a) 1 - 2 - 3. b) 3 - 2 - 1. c) 2 - 1 - 3. d) 2 - 3 - 1. e) 3 – 1 – 2. QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE A maioria das unidades de negócio e de serviço da Petrobras possui certificação ISO 14001. Isso significa dizer, necessariamente, que, nes- tas unidades, houve auditoria? TREINO INÉDITO Considerando o Ambiente da Gestão Ambiental, assinale a alterna- tiva que se refere à seguinte definição: “Qualquer modificação do ambiente, adversa ou benéfica, que re- sulte, no seu todo ou em parte, das atividades, produtos e serviços de uma organização”. a) Diagnóstico ambiental. b) Indicador ambiental. c) Efeito ambiental. d) Monitoramento ambiental. e) Impacto ambiental. NA MÍDIA O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, conselheiro Fer- nando Guimarães, ministrou palestra sobre auditoria ambiental na tarde desta quarta-feira (16 de outubro), durante o curso online Gestão Florestal e Controle Externo, realizado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), em conjunto com a Transparência Interna- cional - Brasil (TI-BR), o Mapbiomas e o Conselho Nacional dos Procu- radores-Gerais de Contas (CNPGC). Na palestra, Guimarães apresentou a metodologia e os resultados da auditoria operacional Gestão Florestal Compartilhada, realizada pelo TCE-PR em 2010. A fiscalização envolveu os procedimentos relativos ao controle do transporte de produtos e subpro- 31 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S dutos florestais nativos no Paraná, que era executado, de forma comparti- lhada, pelo então Iapar (atual Instituto Água e Terra) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Título: Auditoria ambiental é tema de palestra do presidente do TCE-PR em curso nacional Data da publicação: 16/08/2023 Fonte: https://www1.tce.pr.gov.br/noticias/auditoria-ambiental-e-tema- -de-palestra-do-presidente-do-tce-pr-em-curso-nacional/10725/N NA PRÁTICA Os problemas ambientais causados pelas empresas têm atraído a aten- ção social, aumentando a pressão sobre as autoridades para que assu- mam maior responsabilidade social e ambiental e desenvolvam normas como forma de proteger o meio ambiente e alcançar o desenvolvimento sustentável. A pesquisa realizada afirma que uma dessas normas é a promulgação de leis nacionais exigindo a aplicação de auditorias ambien- tais, utilizadas nas empresas como uma ferramenta eficaz de proteção ao meio ambiente, com a função de verificar possíveis infrações às normas ambientais. De forma geral, este trabalho mostrou a importância da au- ditoria ambiental como forma de avaliação nas empresas evitando e re- duzindo os impactos causados ao meio ambiente, e, um meio de auxiliar os gestores na tomada de decisões, buscando um melhor desempenho. sustentável por meio do cumprimento de leis estaduais específicas. Título: Auditoria ambiental e sua aplicabilidade com base na Lei 10.165/2000 da política nacional do meio ambiente Data da publicação: 31/01/2023 Fonte: https://bio10publicacao.com.br/jesh/article/view/197/90 PARA SABER MAIS Título: Tipos de auditorias ambientais Data da publicação: 20/04/2023 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=zJCFmx9LuuI32 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S PRINCÍPIOS E PROCESSOS DE AUDITORIA A Norma ISO 19011 estabelece os procedimentos para condução de auditorias de sistema de gestão ambiental. Sua estrutura é baseada em suas definições, objetivos, funções e responsabilidade da auditoria. Esta norma tem como objetivo fornecer orientações sobre os processos, programas, a realização de auditorias, e as competências dos auditores. Aplica-se esta norma em todos os ramos de atividades que necessitam realizar tanto auditorias ambientais internas, quanto externas. Os documentos normativos são fundamentados nas normas mais recentes das ISO 9000 – Sistema de Gestão da Qualidade – e, ISO 14000 – Sistema de Gestão Ambiental. AUDITORIA AMBIENTAL: PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 32 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S 33 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S A compreensão dos termos utilizados na norma é essencial para a aplicação adequada da auditoria ambiental (ABNT, 2018). • Auditoria: Processo sistemático, independente e documentado, que ser- ve como base para a obtenção das evidências de auditoria. A avaliação objetiva destas evidências determina a extensão do atendimento aos critérios da Auditoria. • Critério de Auditoria: Conjunto de requisitos necessários para a aplicação da audito- ria. Os critérios servem como padrão de referência na comparação com as evidências. • Evidência de Auditoria: Evidências são os registros, dados, informações e apresenta- ção de fatos que estão vinculados aos critérios de auditoria, e podem ser verificáveis. Elas podem ser quantitativas ou qualitativas. • Constatação de Auditoria: Resultados obtidos a partir da avaliação das evidências de au- ditoria que foram coletadas, e comparadas com os critérios de auditoria. • Conclusão de Auditoria: Após a equipe de auditoria ponderar os objetivos da auditoria e todas as contatações de auditoria, ela conclui a auditoria apresentando os seus resultados. • Cliente da Auditoria: O cliente da auditoria é a própria organização que está sendo auditada ou a pessoa que solicitou a auditoria. Esta pessoa mesmo não sendo parte integrante da organização auditada, pode requerer a auditoria 34 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S caso tenha o direito regulamentar ou contratual para fazer a solicitação. • Auditado: É a empresa que está sendo auditada. • Auditor: É a pessoa que têm competência para realizar os procedimen- tos de auditoria. • Equipe de Auditoria: Composta por um ou mais auditores que realizam a audito- ria. A equipe pode ser composta, também, por especialistas caso haja necessidade. Um dos auditores será o auditor líder. A equipe deve ter característica multidisciplinar. • Especialista: Profissional que fornece conhecimentos ou experiências rela- cionadas ao ramo de atividade da empresa auditada. • Programa de Auditoria: Conjunto de uma ou mais auditorias. Estas auditorias podem ser planejadas dentro de um dado período de tempo, e direcionadas a um pro- pósito específico. O programa de auditoria inclui todas as etapas da audito- ria, seja o planejamento, a organização ou a realização da auditoria. • Plano de Auditoria: Baseado na descrição e arranjos dos processos da empresa para a auditoria. 35 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S • Escopo de Auditoria: Definido pela abrangência e limites de uma auditoria. Nele está inclusa a descrição física das localidades, unidades da empresa e ativi- dades e processos. • Competência: São os atributos pessoais que caracterizam a capacidade dos integrantes da equipe de auditoria em aplicar seus conhecimentos e habilidades. A auditoria deve ser uma ferramenta eficaz e confiável, que apoie as políticas da empresa, e que a partir dela, seja possível fornecer infor- mações sobre as condutas que a organização pode aderir para melhorar o seu desempenho ambiental. Para tanto, a auditoria é caracterizada pela confiança em alguns princípios que os auditores devem seguir. O princípio da integridade fundamenta na confiança, condu- ta ética, confidencialidade e descrição do profissional que faz parte da equipe de auditoria. A apresentação justa é definida como obrigação de reportar com exatidão e verdade. As constatações da auditoria, a conclusão e relatórios elaborados devem ser um reflexo da realidade dos processas da organização. Se durante o processo de auditoria houver qualquer tipo de problema entre a equipe de auditores, estas divergências de- vem ser relatadas ao auditor líder da auditoria. O princípio do devido cuidado profissional estabelece que todo o auditor devesse tomar os cuidados necessários para que a confiança dos clientes para com eles não seja questionada. A imparcialidade e objetividade das conclusões da auditoria são caracterizadas pelo princípio da independência. Os auditores não podem ter vínculos com a organização auditada, ou quaisquer conflitos de interesse. O estado de mente aberta é essencial para assegurar as constatações e conclusões da auditora. Outro princípio de grande importância é o da abordagem baseada 36 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S em evidência. A verificação das evidências é baseada nas informações dis- ponibilizadas e sua análise deve ser de forma racional, resultando em con- clusões confiáveis e reproduzíveis em um processo sistêmico de auditoria. E, ainda o princípio da confidencialidade no qual todas as infor- mações devem ser seguras e munidas de discrição na sua utilização e a devida proteção. Dentre outros. Gerenciamento do Programa de Auditoria O Programa de Auditoria inclui uma ou várias auditorias. O ta- manho, a natureza e a complexidade dos processos da empresa audi- tada é que determinará a quantidade de auditorias necessárias para a conclusão do programa (ABNT. 2018). O fluxo de processo da gestão do programa de auditoria con- tém algumas fases que vão do estabelecimento dos objetivos do pro- grama de auditoria até a condução do acompanhamento da auditoria. Como podemos observar abaixo: Figura 2.1 – Fluxo do Processo Para Gerenciamento de um Programa da Auditoria. 37 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Fonte – ABNT, 2018. É importante ressaltar que a aplicação de auditorias do siste- ma de gestão ambiental e do sistema de gestão da qualidade podem ser combinadas e incluídas em um mesmo programa de auditoria. Ou se mais de uma organização coopera entre si, o programa de auditoria também pode incluir a auditoria destas organizações de forma conjunta. Para a elaboração do programa de auditoria, é necessário es- tabelecer objetivos de modo que estes direcionem o planejamento e a aplicação da auditoria. Estes objetivos são baseados na: a) Prioridade da Alta Administração; b) Intenções Comerciais; c) Requisitos de SGA; d) Requisitos Internos da Organização; e) Avaliação de Fornecedores; f) Requisitos dos Clientes; g) Riscos da Organização. Dependendo do tamanho, natureza e complexidade dos pro- cessos da organização, os seguintes elementos influenciarão na deter- minação da abrangência do programa de auditoria: a) Escopo, objetivo e duração de cada auditoria; b) Frequência das auditorias; c) Número, importância, complexidade, semelhança e localiza- ção do empreendimento; d) Requisitos internos da organização; e) Necessidades para credenciamento ou certificação; f) Conclusões das auditorias anteriores; 38 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S g) Idiomas e questões culturais; h) Mudanças significativas nos processos da organização. O Programa de Auditoria deve ser minucioso e contemplar todas as recomendações da norma ISO 19011. O sucesso da audi- toria depende de cada etapa descrita no programa. A auditoria deve sergerenciada por um ou mais auditores que tenham conhecimentos suficientes dos requisitos da norma, habilidade, competência e experiência em auditoria. O responsável tem por obri- gação estabelecer os objetivos e abrangência, assegurar sua implanta- ção, manter registros da auditoria, e monitorar, analisar criticamente e melhorar o programa de auditoria. Os recursos necessários para a aplicação da auditoria são elencados de forma a considerar o tempo de viagem, acomodações para a equipe auditora, e possíveis investimentos em técnicas essen- ciais ao desenvolvimento, implementação, gerência e aperfeiçoamento das atividades de auditoria. A etapa de implementação do programa de auditoria contem- pla os seguintes elementos: a) Comunicar o programa de auditoria às partes interessadas; b) Coordenar e programar auditorias pertinentes; c) Estabelecer e manter processos que possibilitem a avalia- ção dos auditores e seu desenvolvimento profissional contínuo; d) Assegurar a seleção da equipe auditora; e) Fornecer os recursos que a equipe auditora necessitar; f) Assegurar as auditorias planejadas no programa; g) Controlar os registros de auditoria; h) Analisar criticamente e aprovar os relatórios de auditoria; i) Assegurar que o cliente tenha acesso aos relatórios. Os registros que devem ser controlados e mantidos são os de planos, relatórios da auditoria, relatórios de não conformidade, relatórios das ações corretivas e preventivas, resultados da análise crítica do pro- grama, documentos referentes aos profissionais da equipe de auditora. Além de implementar o programa, ele também precisa ser mo- nitorado com intervalos apropriados, de forma que os resultados sejam relatados à alta administração da organização, e assim, assegurem os objetivos da auditoria. 39 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S ATIVIDADES DA AUDITORIA Como parte do programa de auditoria, a etapa de planejamento e gerenciamento das atividades da auditoria abrange quais as providências aplicáveis para a realização da auditoria. A auditoria precisa de análise críti- ca dos documentos, local para realizar as atividades, coleta de evidências, preparação do relatório, condução e acompanhamento da auditoria. A equipe de auditoria primeiro precisa eleger um auditor líder. Caso a auditoria seja conjunta, o auditor líder tem a responsabilidade so- bre a auditoria de todas as organizações. A equipe realizará a auditoria com base nos objetivos definidos pelo cliente, que podem ser baseados na: a) Extensão da conformidade do sistema de gestão, ou com o critério de auditoria; b) Capacidade do sistema de gestão estar em conformidade com os requisitos internos; c) Eficácia de o sistema alcançar os seus objetivos; d) Seleção dos processos que precisam de melhorias. Tanto o escopo, como o critério de auditoria, serve como pa- drão de referência para a auditoria. Contêm as legislações e políticas aplicáveis, requisitos do sistema de gestão ambiental e sistema de ges- tão da qualidade, e requisitos internos da empresa. Estes elementos de- vem ser definidos entre o auditor líder e o cliente da auditoria, pois caso ocorra alguma modificação nos objetivos, escopo ou critério, ambas as partes precisam estar de acordo. Uma auditoria só é iniciada se a equipe de auditoria determinar que haja e recursos suficientes para a sua aplicação, se há a coopera- ção e aceitação de todos os colaboradores da empresa, e se as infor- mações às quais a equipe tem acesso são suficientes para a verifica- ção, análise e conclusão do processo de auditoria. Se o Processo de Auditoria é viável, a equipe de auditoria deve ser determinada. O nível de conhecimento, competência e ex- periência dos membros desta equipe devem ser levados em consi- deração, afinal, são eles quem executará as atividades de auditoria e elaboração dos relatórios de conclusão. Estabelecida à equipe de auditores, os seguintes critérios de- 40 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S vem ser considerados: • Definição clara e objetiva dos objetivos, escopo e critério, e o período da execução da auditoria; • Definir se a auditoria é em conjunto ou individual; • Competência de todos os membros da equipe; • Os requisitos internos da empresa; • Se há a independência da equipe da auditoria em relação às atividades, e a ausência de conflitos de interesse; • O relacionamento entre os membros da equipe. O cliente da auditoria e o auditado podem pedir a substituição de determinados membros da equipe da auditoria, por motivos razoáveis, baseados nos princípios de auditoria descritos no item 2.1 deste capítulo. O contato inicial entre cliente auditado e a equipe de au- ditoria deve ser realizado a fim de estabelecer uma relação com o representante do auditado, confirmando a necessidade e interesse da realização da auditoria, fornecendo informações sobre o perío- do e a equipe de auditoria, pedir acesso aos documentos e regis- tros da organização, determinar as regras de segurança do local, modificar eventuais atividades da auditoria, e fornecer funcioná- rios para guiar o auditor pelas instalações do empreendimento. A documentação necessária para o processo de auditoria pode incluir documentos e registros do sistema de gestão da qualidade e do SGA, e relatórios anteriores. Se a documentação for considerada ina- dequada, é de responsabilidade de o auditor líder informar ao cliente de auditoria, e demais designados. O auditor líder pode optar por encerrar o processo de auditoria, ou prosseguir, enquanto as considerações da documentação não sejam resolvidas. Condução das Atividades de Auditoria A execução da auditoria tem início com a reunião de abertura realizada entre a equipe de auditoria e o cliente da auditoria. O propósito desta reunião é o de confirmar o plano de auditoria, resumir as ativida- des que serão aplicadas, confirmar os canais de comunicação entre as duas partes e disponibilizar um momento para o auditado tirar dúvidas. 41 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S A comunicação durante a execução da auditoria é de grande significância, o progresso da auditoria e quaisquer preocupações devem ser reportados. A coleta de evidências que possa proporcionar algum risco à equipe deve ser relatada ao auditado e ao auditor líder. Convém que situações que fogem ao escopo, mas que tenham relevância para a auditoria seja comunicado a todos os envolvidos. Guias e observadores podem acompanhar a equipe de auditoria durante suas atividades, mas não podem influenciar e tão pouco interferir em sua realização. O papel de guias e observadores limita-se em: • Estabelecer contatos e programas para as entrevistas; • Organizar visitas para locais específicos da empresa; • Assegurar que os auditores sigam as regras de segurança e afins; • Testemunhar a auditoria em nome do auditado; • Fornecer esclarecimentos ou ajuda na coleta de informações. Durante a auditoria, as informações relacionadas aos objeti- vos, escopo e critérios, incluindo informações em relação aos funcio- nários e processos da organização, exigem que as coletadas sejam de forma metodológica e registradas. Evidências de Auditoria são todas as informações coleta- das que podem ser verificáveis. A forma de verificação pode ser feita através de imagens e fotografias, drones, índices medidos por equipamentos validados pelo INMETRO, entre outros. As evidências de auditoria são baseadas nas amostras das in- formações disponíveis no empreendimento. Seu processo de validação segue o demonstrado na Figura 2.3. Figura 2.3 – Visão geral de um Processo Usual Para Coletar e Verificar Infor- mação 42 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Fonte – ABNT, 2018. Os métodos para a coleta de informações incluem: entrevis- tas com os colaboradores e moradores no entorno do empreendimento; observação de atividades, dos ambientes e das condiçõesde trabalho; análise crítica dos documentos de política ambiental, objetivos e metas, planos de ação, procedimentos e instruções, normas e especificações, licenças, permissões, desenhos, contratos e ordens; registros de inspe- ção, nota de reuniões, relatórios de auditoria, registros de monitoramen- to de programas e resultados de medições; resumo de dados e análise de indicadores de desempenho; informações dos programas de amos- tragem e procedimentos de controle da amostragem; processos de me- dição; relatórios vinculados a partes externas e fornecedores; banco de dados, web sites e sistema de gestão integrada. O meio de coleta de informações mais importante é o de en- trevistas. Devem ser conduzidas de maneira adaptada à situação e ao entrevistado, porém o auditor deve considerar os seguintes elementos: a) Realizar entrevistas com pessoas de níveis e funções apro- priadas e que executem tarefas dentro do escopo da auditoria; b) Realizar as entrevistas dentro do horário de trabalho do co- laborador, quando possível, no local de trabalho dele; c) Estabelecer uma relação de confiança com o colaborador para que ele se sinta à vontade, antes e durante a entrevista; d) Explicar ao entrevistado o motivo de todas as perguntas e anotações realizadas; e) Pedir para que o entrevistado descreva seu local de trabalho; f) Evitar perguntas que possam tendenciar a resposta do cola- borador; 43 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S g) Resumir e analisar criticamente os resultados da entrevista junto ao entrevistado; h) Agradecer ao colaborador pela cooperação e participação da entrevista. Constatações e Conclusões da Auditoria Após a coleta das evidências, as mesmas devem ser avaliadas de acordo com o critério de auditoria. Esta exigência garante que as constata- ções da auditoria sejam validadas de acordo com o escopo estabelecido. Os auditores devem se reunir periodicamente ou conforme ne- cessidade, para analisar as constatações. A conformidade com o critério de auditoria de forma resumida auxilia na indicação da localização, fun- ções e processos que foram auditados. A não conformidade que forem identificadas deve ser registra- da juntamente com as evidências que apoiam esta constatação. A aná- lise delas junto ao auditado auxilia na compreensão e reconhecimento desta constatação, e convém que juntos encontrem soluções para que o processo se torne conforme. Ao final das constatações de evidências, a equipe de auditoria deve concluir a auditoria. Para tanto, é realizada uma reunião de encer- ramento afim de: • Analisar criticamente as constatações de auditoria e todas as informações coletadas durante a auditoria; • Entrar em acordo em relação às conclusões da auditoria, pon- derando as incertezas e obstáculos encontrados no processo de auditoria; • Elaborar recomendações e medidas corretivas, se especifica- do pelos objetivos da auditoria; • Discutir sobre ações de acompanhamento de auditoria, caso contemplem o plano de auditoria. As conclusões podem apontar diversos assuntos, inclu- sive conduzir recomendações que visem à melhoria, as relações empresariais, a certificação ambiental, e até mesmo atividades fu- turas que a empresa tenha interesse em auditar. Os principais as- suntos que ela aborda são: 1) A extensão da conformidade do sistema de gestão da qua- 44 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S lidade e do sistema de gestão ambiental com o critério de auditoria. 2) A implementação eficaz, a manutenção e a melhoria dos requisitos do sistema de gestão. 3) A capacidade do processo de análise crítica pela alta administração em assegurar a melhoria contínua, a adequação, a eficácia e a melhoria do sistema de gestão. Preparação, Aprovação e Distribuição do Relatório de Auditoria A elaboração do relatório de auditoria é de responsabilidade do auditor líder. O relatório somente tem validade se estiver assinado por ele e contemplar os itens descritos no (Quadro 2.1). Quadro 2.1 – Critérios Essenciais ao Relatório de Auditoria A última atividade da auditoria é a elaboração do relatório de auditoria. Ele deve ser datado, analisado e aprovado por todos os mem- bros da equipe. As informações e os dados contidos nele são confiden- ciais e de propriedade do cliente da auditoria. O encerramento das atividades de auditoria somente ocorre quando todas as atividades do plano de auditoria forem realizadas. Se a conclusão da auditoria indicar a necessidade de elaboração de planos e ações corretivas, seja visando à melhoria dos processos da organiza- ção ou para fins preventivos, estas indicações devem ser verificadas na próxima auditoria. 45 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO 1 Ano: 2022 Banca: CESGRANRIO Órgão: ELETROBRAS-ELETRO- NUCLEAR Prova: CESGRANRIO - 2022 - ELETROBRAS-ELETRO- NUCLEAR - Técnico em Meio Ambiente No contexto da NBR ISO 19.011:2018, a auditoria é caracterizada pela confiança em alguns princípios, que fazem da auditoria uma ferra- menta eficaz e confiável, em apoio a políticas de gestão e controles. Nesse contexto, entre os princípios da auditoria, identifica-se o princípio da independência que significa a(o) a) aplicação de diligência e o julgamento na auditoria, contemplando o cuidado necessário, considerando a importância da tarefa que os audi- tores executam e a confiança a eles atribuída pelos clientes de auditoria e outras partes interessadas. b) base para a imparcialidade da auditoria e objetividade das conclu- sões de auditoria, uma vez que auditores são independentes da ativida- de a ser auditada e são livres de tendência e conflito de interesse. c) obrigação de reportar com veracidade e exatidão, incluindo consta- tações de auditoria, as conclusões de auditoria nos relatórios que refle- tem, verdadeiramente e com precisão, as atividades da auditoria. d) método racional para alcançar conclusões de auditoria confiáveis e reproduzíveis em um processo sistemático de auditoria. e) profissionalismo, contemplando confiança, integridade, confidenciali- dade e discrição como elementos essenciais para auditar. QUESTÃO 2 Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: Prefeitura de Cristalina - GO Prova: Quadrix - 2019 - Prefeitura de Cristalina - GO - Engenheiro Ambiental A Política Nacional de Meio Ambiente (Lei Federal n.º 6.938/1981) estabelece uma série de instrumentos da gestão ambiental públi- ca. Para os agentes econômicos na esfera privada, existe também uma série de instrumentos para a incorporação da sustentabilida- de ambiental nas atividades. Quanto às normas ISO relacionadas aos sistemas de gestão ambiental e às diretrizes para auditorias de sistemas de gestão, assinale a alternativa correta. a) Um sistema de gestão ambiental (SGA) é um conjunto inter‐relacio- nado de políticas, práticas e procedimentos organizacionais, técnicos e administrativos de uma empresa, que tem como objetivo a obtenção de um melhor desempenho ambiental, bem como o controle e a redução dos impactos ambientais. b) A auditoria ambiental pode ser definida como uma avaliação de de- 46 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S sempenho ambiental, que é um processo para medir, analisar e descre- ver o desempenho ambiental de uma organização, em relação a crité- rios acordados para os objetivos apropriados da gestão. c) A Norma NBR ISO n.º 14.001/2015 estabelece os princípios que de- vem nortear um processo de auditoria. São eles: integridade; apresen- tação justa; devido cuidado profissional; confidencialidade; independên- cia; abordagem baseada em evidência; e abordagem baseada em risco. d) Dentro do escopo definido no SGA, conforme a ABNT NBR ISO n.º 19.011/2018, a organização deve determinar os aspectos ambientais das atividades, dos produtos e dos serviços que ela possa controlar e influenciar e os impactos ambientais associados, considerando uma perspectivade ciclo de vida. e) O ciclo PDCA, no qual a norma ABNT NBR ISO 14.001‐2015 se baseia, deve ser utilizado apenas em casos especiais, isto é, quando o SGA na empresa é implementado juntamente com o processo de audi- toria ambiental. QUESTÃO 3 Ano: 2022 Banca: CESGRANRIO Órgão: ELETROBRAS-ELETRO- NUCLEAR Prova: CESGRANRIO - 2022 - ELETROBRAS-ELETRO- NUCLEAR - Técnico em Meio Ambiente No contexto da NBR ISO 19.011:2018, a auditoria é caracterizada pela confiança em alguns princípios, que fazem da auditoria uma ferra- menta eficaz e confiável, em apoio a políticas de gestão e controles. Nesse contexto, entre os princípios da auditoria, identifica-se o princípio da independência que significa a(o) a) aplicação de diligência e o julgamento na auditoria, contemplando o cuidado necessário, considerando a importância da tarefa que os audi- tores executam e a confiança a eles atribuída pelos clientes de auditoria e outras partes interessadas. b) base para a imparcialidade da auditoria e objetividade das conclu- sões de auditoria, uma vez que auditores são independentes da ativida- de a ser auditada e são livres de tendência e conflito de interesse. c) obrigação de reportar com veracidade e exatidão, incluindo consta- tações de auditoria, as conclusões de auditoria nos relatórios que refle- tem, verdadeiramente e com precisão, as atividades da auditoria. d) método racional para alcançar conclusões de auditoria confiáveis e reproduzíveis em um processo sistemático de auditoria. e) profissionalismo, contemplando confiança, integridade, confidenciali- dade e discrição como elementos essenciais para auditar. 47 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 4 Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TCE-PI Prova: FGV - 2021 - TCE-PI - Auditor de Controle Externo O planejamento das atividades de auditoria requer a definição de algumas informações acerca do objeto a ser auditado. São consideradas informações essenciais, EXCETO: a) escopo do trabalho; b) local de realização dos trabalhos de auditoria; c) avaliação sumária do risco inerente ao objeto a ser auditado; d) faixas de remuneração do pessoal que compõe a equipe de trabalho; e) cronograma com definição de data de início e término dos trabalhos. QUESTÃO 5 Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: DEINFRA - SC Prova: FEPESE - 2019 - DEINFRA - SC - Engenheiro - Engenharia Ambiental Analise o texto abaixo em relação aos tipos de auditoria ambiental. A auditoria ________________________ confere se as não confor- midades de auditorias anteriores foram corrigidas. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto. a) de certificação b) de aquisição e alienação c) de sistema de gestão ambiental d) ambiental de verificação de correções e) ambiental técnica QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE Descreva qual o propósito geral da Norma ISO 19011 de 2002. TREINO INÉDITO Acerca do processo de auditoria, conforme estabelecido pela NBR ISO n.º 19.011, assinale a opção correta. a) A NBR ISO n.º 19.011 estabelece que toda equipe de auditoria deve ser composta por um auditor líder e membros selecionados de acordo com a competência que apresentem para atingir os objetivos planejados. b) A pessoa que gerencia o programa de auditoria deve assegurar que os relatórios de auditoria, ao serem aprovados depois de submetidos à análise crítica, possam ser amplamente divulgados para a alta direção da organização e para quem mais tiver interesse em conhecer as infor- mações ali constantes. c) Caso se constate que um programa de auditoria não apresenta uma margem de confiança razoável para que os objetivos possam ser atingidos, deve-se determinar a inviabilidade do programa e se encerrar o processo. 48 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S d) A direção de uma organização deve assegurar que os objetivos do programa de auditoria sejam estabelecidos com o intuito de direcionar o planejamento e a realização de auditorias, garantindo que o programa seja eficazmente implementado, de acordo com os objetivos da política do sistema de gestão. e) Caso uma empresa seja auditada por duas ou mais organizações auditoras, cada uma delas deverá utilizar seu próprio programa de au- ditoria, pois a NBR ISO n.º 19.011 não estabelece a possibilidade de realização de auditoria conjunta. NA MÍDIA Na última sexta-feira, 28, o controlador-geral do Estado do Acre, Luís Al- mir Brandão, participou de uma visita técnica ao controlador de Rondô- nia, Francisco Lopes Fernandes Netto, que está à frente da Controlado- ria-Geral do Estado (CGE) de Rondônia, com objetivo de solicitar apoio acerca da implantação de uma Auditoria Ambiental no Acre. O projeto e o plano de Auditoria Ambiental, que o controlador Francisco Lopes Fernan- des Netto cedeu para a Controladoria-Geral do Estado (CGE) do Acre, servirá para o desenvolvimento das atividades, tais como a implantação e elaboração de um plano estratégico, com objetivo de fornecer elementos para que os órgãos de controle interno fortaleçam a atuação junto ao Ins- tituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), responsáveis pela gestão florestal e de unidades de conservação dos dados ambientais. Título: Controladoria busca apoio para implantar uma Auditoria Ambien- tal no estado do Acre Data da publicação: 29/04/2023 Fonte: https://agencia.ac.gov.br/controladoria-busca-apoio-para-im- plantar-uma-auditoria-ambiental-no-estado-do-acre/ NA PRÁTICA As auditorias ambientais e seus resultados fornecem informações úteis para fornecer à administração informações sobre a gestão e o desem- penho do ambiente da empresa como insumo para a tomada de deci- sões, identificar riscos relacionados à responsabilidade ambiental e tomar medidas para implementá-los, assegurar que as operações da empresa cumpram com as leis e exigências ambientais e, se não, tomar as ações corretivas necessárias, identificar as deficiências do sistema de gestão ambiental antes que causem problemas, desenvolver a cultura organi- zacional e aumentar a consciência ambiental entre as pessoas dentro da empresa, identificar oportunidades de melhoria na gestão ambiental e no desempenho para aumentar a eficiência e a economia de custos, 49 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S melhorar a transparência da empresa para as partes interessadas, tais como governo, clientes e investidores para apoiar boas relações de longo prazo com eles, incentivar a publicidade positiva através da publicação de resultados de auditoria, melhorando assim a reputação e a imagem da empresa, e desenvolver estratégias de marketing e fortalecer a equidade da marca, incentivar os consumidores a permanecerem leais à empresa. Título: O uso da auditoria ambiental no desenvolvimento da gestão am- biental Data da publicação: 28/12/2022 Fonte: https://bio10publicacao.com.br/jesh/article/view/198/89 PARA SABER MAIS Título: ISO 19011 - Diretrizes para Auditorias de Sistema de Gestão Data da publicação: 26/07/2022 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=sXxIUNUpoJQ 50 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S CARACTERIZAÇÃO DO AUDITOR A segurança e confiança da auditoria dependem da compe- tência dos auditores que a conduzem. A competência baseia-se na de- monstração de atributos pessoais e na capacidade que o auditor possui em aplicar seus conhecimentos advindos da educação, experiência pro- fissional e treinamentos em auditoria. Alguns conhecimentos e habilidades são essenciais a todos os auditores, já outros, são específicos de acordo com a área de atuação e de aplicação da auditoria. É devido a isto que a equipe de auditoria deve ser multidisciplinar. As características e competências dos auditores são mantidas PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DA AUDITORIA AMBIENTAL 50 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S 51 A UD IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S e aperfeiçoadas através do aprendizado contínuo, desenvolvido na par- ticipação regular em processos de auditoria. Os atributos pessoais é o que permite, junto com os princípios de auditoria, exercer a função de auditor, sendo eles: a) Ética, justiça, verdade, sinceridade, honestidade e discrição; b) Mente aberta, disposição em considerar ideias ou pontos de vista alternativos; c) Diplomacia e tato para lidar com as pessoas; d) Observação e atenção às circunstâncias ao seu redor; e) Percepção, instintividade e compreensão das situações; f) Versatilidade; g) Tenacidade e foco nos objetivos; h) Decisivo e raciocínio lógico; i) Autoconfiança e independência; j) Ter atuação firme; k) Disposto a melhorar; l) Ser colaborativo. Para uma pessoa se tornar auditor, ela deve antes desen- volver atributos pessoais, adquirir conhecimento e experiência para desempenhar sua função na auditoria de forma a alcançar os objetivos estabelecidos em seu programa. As habilidades e conhecimentos do auditor são adquiridos no decorrer do tempo e em sua experiência. É importante que o foco cen- tral de seu desenvolvimento seja em diferentes áreas. Área 1: Princípios, Procedimentos e Técnicas de Auditoria – possibilita que o auditor aplique o que for apropriado em diferentes auditorias, de for- ma a assegurar a consistência e sistematização do processo de auditoria. • Aplicar princípios, procedimentos e técnicas de auditoria; • Planejar e organizar o trabalho com eficácia; • Realizar a auditoria dentro da programação acordada; • Priorizar e enfocar assuntos de importância; • Coletar informações através de entrevistas eficazes, escutar, 52 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S observar e analisar criticamente documentos, registros e dados; • Entender a conveniência e consequências de usar técnicas de amostragem para auditar; • Verificar a precisão das informações coletadas; • Confirmar a suficiência e conveniência das evidências de audi- toria, com o intuito de apoiar as constatações e conclusões da auditoria; • Avaliar os fatores que possam afetar a confiabilidade das constatações; • Utilizar documentos para registrar as atividades; • Preparar relatórios; • Praticar a confidencialidade das informações; • Estabelecer comunicação com os demais envolvidos. Área 2: Sistemas de Gestão e documentos de referência – permitem que o auditor compreenda o escopo e aplique critérios de auditoria. • Aplicação de diferentes sistemas de gestão em diversas em- presas. • Interação entre os componentes do sistema de gestão. • Aplicação de normas de sistemas de gestão de qualidade e sistema de gestão ambiental, bem como procedimentos e demais docu- mentos utilizados como critério de auditoria. • Reconhecimento das diferenças e prioridades dos documen- tos de referência. • Aplicação de documentos de referência em situações distin- tas da auditoria. • Conhecimento em sistemas de informação e tecnologias para autorização, segurança, distribuição e controle dos documentos e infor- mações registradas. Área 3: Situações Organizacionais – possibilitam que o auditor com- preenda as operações da empresa. • Tamanho da empresa, estrutura, funções e relações. • Processos e terminologias relacionadas à atividade da em- presa. • Costumes culturais e sociais da empresa. 53 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Área 4: Leis, Regulamentos e outros requisitos – permitem que o audi- tor trabalhe de forma atenta aos requisitos da empresa auditada. • Códigos locais, regionais e nacionais, bem como legislações e regulamentos. • Contratos e Acordos. • Tratados e Convenções Internacionais • Requisitos internos da empresa auditada. Além das habilidades citadas, o líder da equipe de auditoria tem responsabilidades diferentes dos demais auditores. Cabe a eles ajudarem sua equipe a cumprir os prazos, a serem eficazes no trabalho e a motivá-los. Os líderes devem planejar a auditoria, organizar e diri- gir os membros da equipe de auditoria, representar a equipe auditora, orientar os membros da equipe, prevenir e solucionar eventuais proble- mas, e preparar e completar o relatório da auditoria. A Norma ISO 19011 também faz referência aos conhecimentos que a equipe deve ter em relação aos sistemas de gestão de qualidade e ambiental. Os requisitos úteis para o conhecimento específico sistema de gestão de qualidade são separados em dois tipos: a) Métodos e Técnicas que permitem ao auditor examinar o sistema de gestão e gerar constatações e conclusões apropriadas. • Terminologia da Qualidade. • Princípios de Gestão da Qualidade e sua aplicação. • Ferramentas de Gestão da Qualidade – exemplos, controle estatístico de processos, análise de modo de efeito e falha. b) Processos e produtos, incluindo serviços que auxiliam na com- preensão do contexto tecnológico na qual a auditoria está sendo aplicada. • Terminologia específica do setor. • Características de Processos, produtos e serviços. • Processos e Práticas específicas do setor. A mesma situação acontece com os requisitos de conhecimen- to específico de Sistemas de Gestão Ambiental: a) Métodos e Técnicas que permitem ao auditor examinar o sistema de gestão e gerar constatações e conclusões apropriadas. • Terminologia Ambiental. • Princípios de Gestão Ambiental e sua aplicação; • Ferramentas de Gestão Ambiental – exemplos, avaliação de aspectos ambientais e impactos, avaliação do ciclo de vida, avaliação de desempenho ambiental. b) Ciência e Tecnologia Ambiental, que auxiliam na compreen- 54 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S são das relações entre as atividades e o ambiente. • Impacto das atividades da empresa no meio ambiente. • Interação de ecossistemas. • Mídia ambiental. • Gestão dos recursos naturais. • Metodologias que visam a proteção ambiental. c) Aspectos Técnicos e Ambientais de Operações que possibi- litam a compreensão da interação das atividades, produtos, serviços e operações da empresa. • Terminologia específica do setor. • Aspectos e Impactos Ambientais. • Métodos de Avaliação da significância dos aspectos ambientais. • Características críticas dos processos operacionais, produtos e serviços. • Técnicas de Monitoramento e medição. • Tecnologias para a prevenção da poluição. Em relação à educação, experiência profissional, treinamento em auditorias e experiências como auditor, é necessário que os audi- tores tenham ensino superior completo, experiências que contribuam para o desenvolvimento e habilidades descritas anteriormente seja em posição técnica ou gerencial, mas necessariamente que envolva o exer- cício de julgamento de atividades e a busca por soluções de problemas, treinamento completo em auditoria, e ter participado de auditorias sob a orientação de um auditor líder. As experiências e área de conhecimento do auditor determi- narão quais as funções e responsabilidades que ele executará durante o processo de auditoria. Vale ressaltar que quem faz esta atribuição de responsabilidades é o auditor líder. Os líderes da equipe devem ter experiências adicionais que os demais auditores da equipe de auditoria. Os auditores que auditam sistemas de gestão da qualidade ou ambientais e desejam tornarem-se auditores em mais de uma disciplina, dentro do mesmo contexto, precisam passar por treinamentos e experi- ências profissionais para adquirir habilidades, através de participações em auditorias que cubram a disciplina almejada. 55 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S Um líder da equipe somente poderá ocupar esta posição se suas experiências, habilidades e conhecimento abrangerem to- das as áreas que englobam a auditoria em questão. A organização auditada é quem define os níveis de conheci- mento e experiência que o auditor deve possuir para realizar a auditoria. O desenvolvimento profissionalnão se limita ao conhecimento que o auditor possui. Este é um desenvolvimento contínuo e preza pela manutenção e melhoria profissional. Todas as participações em auditorias auxiliam para o seu desenvolvimento, sejam elas realizadas por meio de treinamentos e presença em reuniões, ou até mesmo em participação de seminários, conferências e outras atividades pertinentes aos auditores. AVALIAÇÃO DO AUDITOR A avaliação de auditores e líderes de equipe é feita a partir do planejamento, implementação e registros conforme estabelecidos nos pro- gramas de auditoria, fornecendo um resultado objetivo, com consistência, justiça e confiabilidade. Este processo é capaz de identificar as necessida- des de treinamentos e demais reforços de habilidades pessoais. A avaliação dos auditores acontece nas seguintes etapas: 1) Avaliação inicial das pessoas que desejam serem auditores; 2) Avaliação dos auditores como parte do processo de seleção da equipe; 3) Avaliação contínua do desempenho individual, a fim de iden- tificar as manutenções e aperfeiçoamentos tanto do conhecimento, quanto da habilidade. Para auxiliar as etapas de avaliação, existem quatro passos a serem seguidos. O primeiro é o de identificação dos atributos pessoais e do conhecimento necessários para atender os requisitos do programa de auditoria. O segundo é em estabelecer critérios de avaliações. O ter- ceiro é selecionar o método de avaliação apropriado. O quarto é voltado para a condução da avaliação. 1) Ao decidir o nível de conhecimento e habilidades apropria- dos, convém considerar: • Tamanho, natureza e complexidade da empresa; • Objetivos e abrangências do programa de auditoria; 56 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S • Requisitos de certificação; • Função do processo de auditoria na gestão; • Nível de confiança do programa; • Complexidade do sistema de gestão. 2) Os critérios podem ser de dois tipos: • Quantitativo – tempo de educação, número de auditorias rea- lizadas, horas de treinamentos etc.; • Qualitativo – ter demonstrado conhecimento, desempenho com as habilidades e treinamentos etc. 3) A avaliação deve ser realizada por pessoas externas e que não possuem conflito de interesses, utilizando os métodos do Quadro 3.1: • Os métodos representam uma série de opções e nem sempre se aplicam a todas as situações; • Os métodos podem deferir em sua confiabilidade; • Combinação de métodos para assegurar um resultado objeti- vo, consistente, justo e confiável. 4) Comparar as informações coletadas sobre cada indivíduo com os critérios estabelecidos no passo 2. Quando alguma pessoa não atender ao critério, realizar uma reavaliação (Quadro 3.1). Quadro 3.2 – Método de avaliação Fonte – ABNT, 2002. 57 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO 1 Ano: 2021 Banca: CETREDE Órgão: IMAMN Prova: CETREDE - 2021 - IMAMN - Técnico em Educação Ambiental Em relação à auditoria ambiental, tem-se que, I. independentemente de sua classificação, as auditorias são iden- tificadas pelas seguintes características: legitimidade, planeja- mento/operação e transparências entre outras. II. as auditorias devem verificar se a empresa atende a todos os requisitos ambientais legais, regulatórios e de políticas internas. III. os auditores devem estar atentos, entre outros, ao seguinte cri- tério: as avaliações devem ser realizadas, preferencialmente, nos locais onde os trabalhos são executados. IV. as auditorias ambientais podem ser classificadas somente de acor- do com critérios de auditoria, ou seja, de conformidade legal ambien- tal, de desempenho ambiental, ou de sistemas de gestão ambiental. Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS. a) I – II – III. b) I – II – IV. c) II – III – IV. d) I – II – III – IV. e) II – III. QUESTÃO 2 Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: CGM - RJ Prova: FGV - 2023 - CGM - RJ - Técnico de Controle Interno A comunicação de resultados é considerada a principal oportunida- de para a atividade de auditoria interna reforçar o seu valor perante a organização. E a qualidade dessa comunicação é dada a partir de algumas características. Assim, entre outras qualidades, o auditor deve se comprometer em comunicar informações precisas, ou seja: a) justas, imparciais, neutras, livres de influência indevida; b) livres de erros e distorções, e fiéis aos fatos e evidências que lhes dão suporte; c) lógicas e que considerem todas as informações significativas e rele- vantes; d) significativas e relevantes, e que apoiem conclusões e recomendações; e) úteis para os destinatários do trabalho de auditoria e que conduzam a melhorias onde necessário. 58 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 3 Ano: 2023 Banca: CONSULPLAN Órgão: CFC Prova: CONSUL- PLAN - 2023 - CFC - Bacharel em Ciências Contábeis Além de profundo conhecimento na área contábil, o auditor deve ter elevado senso de responsabilidade na condução do seu tra- balho e ter consciência dos limites de suas atribuições, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é do auditor. ( ) É importante que o auditor também atue como supervisor geral dos responsáveis pela governança e enfatize a importância de se prevenir fraudes. ( ) O auditor é o responsável pela criação de uma cultura de hones- tidade e comportamento ético na entidade auditada, o que deve ser reforçado por supervisão ativa dos responsáveis pela governança. ( ) A responsabilidade do auditor pela governança da entidade au- ditada inclui a consideração do potencial de burlar controles ou de outra influência indevida sobre o processo de elaboração de informações contábeis. A sequência está correta em a) F, F, F, F. b) V, V, F, F. c) F, V, V, V. d) V, F, V, V. e) V, V, F, F. QUESTÃO 4 Ano: 2021 Banca: AMAUC Órgão: Prefeitura de Seara - SC Prova: AMAUC - 2021 - Prefeitura de Seara - SC - Técnico - Controlador Interno O auditor deve realizar a seguinte atividade antes de iniciar a etapa de planejamento: a) Definir os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedi- mentos de avaliação de risco. b) Realizar uma avaliação da conformidade com os requisitos éticos, inclusive independência. c) Obter entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regula- tório aplicável à entidade. d) Determinar a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. e) Definir o envolvimento de especialistas. 59 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 5 Ano: 2023 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rio Branco - AC Pro- va: IBADE - 2023 - Prefeitura de Rio Branco - AC - Auditor Municipal de Controle Interno Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS. (__) A auditoria é responsável pela execução das atividades audita- das sendo responsável por realizar as ações corretivas necessárias. (__) Os auditores devem atuar de forma imparcial e livre de confli- tos de interesse, garantindo sua independência em relação à área ou processo que estão auditando. (__) Os auditores são responsáveis pela tomada de decisão execu- tiva a partir da análise dos resultados. A sequência CORRETA é: a) F, F, V. b) F, V, F. c) V, V, V. d) V, F,V. e) V, F, F. QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE Cite quais as características imprescindíveis aos membros da equipe que exerçam a função de auditor? TREINO INÉDITO Conforme a NBR ISO 19011, no processo de auditoria, o princípio relacionado aos auditores é o de: a) Especialidade. b) Conduta Ética. c) Competência. d) Pontualidade. e) Discernimento. NA MÍDIA Os auditores ambientais realizam seu trabalho para detalhar as práticas de uma empresa e fazer recomendações sobre o que precisa ser fei- to para que as regulamentações ambientais relevantes estejam sendo seguidas. O processo de auditoria ambiental pode ser variado e requer conhecimento de métodos e técnicas de gestãoambiental, leis ambien- tais, regulamentos e documentos relacionados, sistemas e padrões de gestão ambiental e procedimentos, processos e técnicas de auditoria. As auditorias ambientais são avaliações internas de empresas e órgãos governamentais, para verificar o cumprimento de exigências legais, bem 60 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S como de suas próprias políticas e normas internas. Eles são conduzidos por empresas, agências governamentais e outros de forma voluntária, e são realizados por consultores externos ou funcionários da empresa ou instalação de fora da unidade de trabalho auditada. Título: A competência para a auditoria e certificação em sistemas de gestão ambiental Data: 29/11/2022 Fonte: https://www.revistaadnormas.com.br/2022/11/29/a-competencia- -para-a-auditoria-e-certificacao-em-sistemas-de-gestao-ambiental NA PRÁTICA A auditoria ambiental é uma ferramenta importante para garantir que as empresas estejam em conformidade com as regulamentações ambientais, além de proteger a saúde e segurança dos trabalhadores. A caracteriza- ção de ambientes insalubres é uma das etapas dessa auditoria, que busca identificar e avaliar as condições de trabalho que podem representar riscos à saúde dos funcionários. Segundo a Norma Regulamentadora 9 (NR-9), do Ministério do Trabalho e Emprego, a caracterização de ambientes insa- lubres é uma obrigação do empregador, que deve identificar e avaliar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho. Essa norma estabelece os critérios e procedimentos para a avaliação e controle desses riscos, in- cluindo a utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva. Título: Auditoria Ambiental: Protegendo a saúde dos trabalhadores atra- vés da caracterização de ambientes insalubres. Data da publicação: 20/04/2023 Fonte: https://pt.linkedin.com/pulse/auditoria-ambiental-protegendo- -sa%C3%BAde-dos-atrav%C3%A9s-da-de-j%C3%BAlio-cezar PARA SABER MAIS Título: Revisão narrativa sobre auditoria ambiental no brasil: uma refle- xão acerca da sua eficácia Data da publicação: 03/01/2023 Fonte: https://bio10publicacao.com.br/jesh/article/view/196/91 61 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S GABARITOS CAPÍTULO 01 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA Sim. Para que uma empresa seja reconhecida com o certificado ISSO, ela precisa obrigatoriamente ter passado pelo processo de auditoria, conforme requisitos gerais da norma. TREINO INÉDITO Gabarito: E 62 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 02 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA A Norma ISO 19011 estabelece os procedimentos para condução de auditorias de Sistema de Gestão Ambiental. Sua estrutura é baseada em suas definições, objetivos, funções e responsabilidade da auditoria. Esta Norma tem como objetivo fornecer orientações sobre os proces- sos, programas, a realização de auditorias, e as competências dos au- ditores. Aplica-se esta Norma em todos os ramos de atividades que ne- cessitam realizar tanto auditorias ambientais internas, quanto externas. Os documentos normativos são fundamentados nas normas mais re- centes das ISO 9000 – Sistema de Gestão da Qualidade – e, ISO 14000 – Sistema de Gestão Ambiental. TREINO INÉDITO Gabarito: D 63 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 03 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA As características e competências dos auditores são mantidas e aper- feiçoadas através do aprendizado contínuo, desenvolvido na participa- ção regular em processos de auditoria. Os atributos pessoais é o que permite, junto com os princípios de auditoria, exercer a função de audi- tor, sendo eles: a) Ética, justiça, verdade, sinceridade, honestidade e discrição; b) Mente aberta, disposição em considerar ideias ou pontos de vista alternativos; c) Diplomacia e tato para lidar com as pessoas; d) Observação e atenção às circunstâncias ao seu redor; e) Percepção, instintividade e compreensão das situações; f) Versatilidade; g) Tenacidade e foco nos objetivos; h) Decisivo e raciocínio lógico; i) Autoconfiança e independência. TREINO INÉDITO Gabarito: B 64 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S MARTINS, G. J. P. Panorama Brasileiro da Auditoria Ambiental. 2015. Dis- sertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. SINCLAIR, B.; GABEL, H. L. Environmental auditing in management systems and public policy. Cirano.qc.ca. Montreal, Canada. 1996. OLIVEIRA, C. M. Gestão e auditoria ambiental – Normas nacionais e internacionais. Editora Rima. São Carlos-SP. 2010. 148 p. LA ROVERE, E. L. et al. Manual de Auditoria Ambiental, 2ª edição, Rio de Janeiro, editora Qualitymark, 2008, 136 p. PHILIPPI JR., A. e AGUIAR, A. O. Auditoria Ambiental. In: PHILIPPI JR., A.; ROMÉRO, M. A. e BRUNA, G. C. [editores]. Curso de Gestão Ambien- tal. 1ª edição (reimpressão). São Paulo, editora Manole, 2006. p. 805-856. VILELA, A. J. Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da evolução e Perspectiva da Ferramenta. In: VILELA, A. J.; DEMAJOROVIC, J. [or- ganizadores]. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental: Desafios e Perspectivas para as organizações, 1ª edição, São Paulo, editora Se- nac, 2006, p. 149-168. VALLE, C. E. Como se preparar para as normas Iso 14000: qualidade ambiental – o desafio de ser competitivo protegendo o meio ambiente. 2 ed. São Paulo: Pioneira, 1995. CONAMA. Resolução 306, de 5 de julho de 2002, que estabelece requi- sitos mínimos e o termo de referência para a realização de auditorias ambientais. Brasília, DOU 19/7/2002. FILHO, G. M. Ecodesenvolvimento e desenvolvimento sustentável: con- ceitos e princípios. Florianópolis, v. 4, n. 1, p. 131-142, 1993. LA ROVERE, E. L.; BARATA, M. L. A Aplicação da Auditoria Ambiental nas Empresas no Brasil. 2009. Disponível em: <http://www.niead.ufrj.br/ artigomartha.htm>. Acesso em: 15 de fevereiro de 2019. PIVA, A. L. Auditoria Ambiental: Um Enfoque Sobre a Auditoria Ambien- tal Compulsória e a Aplicação dos Princípios Ambientais. 2009. Disponí- vel em: <www.conpedi.org/manaus/arquivos/anais/bh/ana_luiza_piva. 65 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S pdf>. Acesso em: 21 de fevereiro de 2019. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011 – Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou am- biental. Rio de Janeiro, 2002. 66 A U D IT O R IA A M B IE N TA L - G R U P O P R O M IN A S