Prévia do material em texto
ECONOMIA PARA ENGENHARIA Prezado(a) aluno(a)! A relação entre economia e meio ambiente é fundamental para entender os desafios que enfrentamos na atualidade. Esta aula aborda conceitos-chave que ilustram como as atividades econômicas afetam o meio ambiente e vice-versa. Estudaremos o Modelo de Fluxo Circular, que representa a interdependência entre produção, consumo e resíduos, e o Modelo de Balanço de Materiais, que analisa o ciclo dos recursos naturais. Também discutiremos os danos ambientais resultantes dessas interações e a importância do desenvolvimento sustentável, que busca equilibrar o crescimento econômico com a preservação da biodiversidade. Compreender essas questões é essencial para promover um futuro em que as necessidades humanas sejam atendidas sem comprometer a saúde do planeta. Bons estudos! AULA 08 – ECONOMIA NA GESTÃO AMBIENTAL 8 ECONOMIA E MEIO AMBIENTE Um dos aspectos mais notáveis da teoria econômica é sua capacidade de explicar de forma lógica os fenômenos que observamos na vida cotidiana. Por meio da análise microeconômica, podemos compreender o comportamento de consumidores e empresas, bem como as decisões que moldam o mercado. Essa mesma abordagem teórica pode ser aplicada para examinar questões ambientais, investigando suas causas e possíveis soluções (THOMAS; CALLAN, 2016). Ao refletir sobre a origem da poluição ou do esgotamento dos recursos naturais, não precisamos recorrer a um nível científico complexo; uma perspectiva conceitual é suficiente. A resposta é que esses problemas resultam de decisões tomadas tanto por cidadãos comuns quanto por empresas. O consumo e a produção utilizam os recursos naturais disponíveis no planeta, e ambas as atividades geram subprodutos que podem poluir o meio ambiente. Isso implica que as decisões fundamentais que guiam uma atividade econômica estão diretamente ligadas aos desafios ambientais. Para ilustrar essa conexão, começaremos apresentando um modelo básico de atividade econômica. 8.1 Modelo de Fluxo Circular A base para modelar a relação entre atividade econômica e meio ambiente é a mesma que fundamenta toda a teoria econômica – o modelo de fluxo circular, apresentado na Figura 1. Tipicamente, esse é o primeiro modelo que os estudantes aprendem na introdução à economia. Primeiro perceba como o fluxo opera, mantendo todo o resto constante. Veja como o fluxo real (ex.: o fluxo não monetário) corre no sentido anti-horário entre os dois setores do mercado, famílias (consumidores) e empresas (produtores). Famílias fornecem recursos ou fatores de produção para o mercado de fatores, em que são demandados pelas empresas para produzir bens e serviços. Esses produtos então são colocados no mercado de produtos, em que há demanda pelas famílias. No sentido horário está o fluxo do dinheiro. A troca de insumos no mercado de fatores gera um fluxo de renda para as famílias, e esse fluxo representa custos incorridos pelas empresas. Analogamente, o fluxo do dinheiro por intermédio do mercado de produtos mostra como despesas assumidas pelas famílias que adquirem bens e serviços são receitas para as empresas. Figura 1 - Modelo de Fluxo Circular Fonte: Thomas; Callan, 2016. Agora, considere como o volume das atividades econômicas e a magnitude dos fluxos são afetados por fatores como crescimento populacional, mudanças tecnológicas, produtividade do trabalho, acúmulo de capital e fenômenos naturais, como secas e enchentes. Por exemplo, se mantivermos todos os outros fatores constantes, um avanço tecnológico certamente aumentaria a capacidade produtiva da economia, resultando em um incremento no fluxo econômico. De maneira semelhante, o crescimento populacional geraria uma demanda maior por bens e serviços, o que levaria a um aumento na produção e, consequentemente, a um fluxo circular ainda mais robusto. Ao examinar como o fluxo econômico funciona e como o tamanho de uma economia pode variar, conseguimos compreender os princípios básicos de um sistema econômico e as interações de mercado entre famílias e empresas. No entanto, o modelo atual não revela claramente a conexão entre a atividade econômica e o meio ambiente. Para demonstrar essa interdependência, é necessário expandir o modelo do fluxo circular, permitindo uma representação do funcionamento dos mercados dentro de um paradigma mais amplo, conhecido como modelo do balanço de materiais. 8.2 Modelo do balanço de materiais A relação explícita entre atividade econômica e o meio natural é ilustrada pelo modelo do balanço de materiais apresentado na Figura 2. Observe como o fluxo real do modelo de fluxo circular está inserido dentro de um esquema mais amplo para mostrar as conexões entre tomada de decisão econômica e o ambiente natural. Fluxo de Recursos: Economia de Recursos Naturais Observe as conexões entre o retângulo superior, que representa a natureza, e os dois setores do mercado (famílias e empresas), preste atenção à direção das setas. Uma das maneiras pelas quais um sistema econômico se relaciona com a natureza é através de um fluxo de materiais ou recursos naturais que se desloca do meio ambiente para a economia, especialmente por meio do setor consumidor do mercado (as famílias). É importante lembrar que, como premissa, as famílias são proprietárias de todos os fatores de produção, incluindo os recursos naturais. Esse fluxo ilustra como a atividade econômica utiliza o estoque de recursos naturais do planeta, como solo, minerais e água. Fluxo de Resíduos: Economia Ambiental Um segundo conjunto de conexões flui na direção oposta, da economia para o meio ambiente. Esse fluxo ilustra como as matérias-primas que entram no sistema econômico eventualmente retornam à natureza na forma de subprodutos ou resíduos. A maior parte dos resíduos se apresenta sob a forma de gases liberados na atmosfera, que, a curto prazo, não são prejudiciais. Na verdade, alguns desses gases são absorvidos naturalmente por meio da capacidade de assimilação ambiental. Por exemplo, as emissões de dióxido de carbono resultantes da queima de combustíveis fósseis (como óleo, carvão e gás natural) podem ser parcialmente absorvidas pelos oceanos e florestas (THOMAS; CALLAN, 2016). Por outro lado, existem gases que não são facilmente assimilados e podem causar danos, mesmo a curto prazo. Além disso, há resíduos líquidos, como águas residuais descartadas pela indústria, e resíduos sólidos, como lixo urbano e materiais perigosos — todos representando potenciais ameaças à saúde e ao meio ambiente. Na Figura 2, podemos observar dois fluxos de saída de resíduos, cada um proveniente de um dos setores do mercado, demonstrando que os resíduos surgem tanto das atividades de consumo quanto de produção. Esse conjunto de fluxos é a principal preocupação da economia ambiental, um campo de estudo dedicado aos resíduos que retornam da atividade econômica para a natureza. Figura 2 - Modelo do Balanço de Materiais Fonte: Thomas; Callan, 2016. É possível adiar, mas não evitar completamente o lançamento de resíduos de volta ao meio ambiente, por meio de práticas como recuperação, reciclagem e reutilização. No modelo, observamos fluxos internos que retornam dos dois fluxos de saída de resíduos para o mercado de fatores. Esses fluxos internos indicam que alguns resíduos podem ser recuperados e até reciclados ou reutilizados em sua forma original. Embora os esforços de reciclagem sejam significativos, é importante lembrar que essas medidas desempenham apenas um papel a curto prazo, já que os produtos, mesmo quando reciclados ou reutilizados, eventualmente se tornam resíduos que retornarão à natureza. De fato, o modelo de balanço de materiais demonstraque todos os recursos extraídos do meio ambiente inevitavelmente voltarão na forma de resíduos. Esses dois fluxos estão equilibrados, um fato importante que é respaldado pela ciência. 8.3 Usando Ciência para Entender o Balanço de Materiais De acordo com a primeira lei da termodinâmica, matéria e energia não podem ser criadas nem destruídas. Aplicar essa lei fundamental ao modelo de balanço de materiais implica que, a longo prazo, o fluxo de materiais e energia extraídos da natureza, por meio de consumo e produção, deve ser igual ao fluxo de resíduos gerados que retornam ao ecossistema. Em outras palavras, quando matérias-primas são utilizadas em uma atividade econômica, elas são transformadas em outra forma de matéria e energia, mas nada se perde no processo. Com o tempo, todos esses materiais se tornam resíduos que voltarão à natureza. Alguns resíduos aparecem a curto prazo, como os descartes gerados durante o processo produtivo. Outros são inicialmente transformados em mercadorias e só se tornam resíduos após serem consumidos. Nesse estágio, os resíduos podem se manifestar de várias formas, como emissões de monóxido de carbono resultantes da combustão da gasolina ou o descarte de lixo urbano em aterros sanitários. Mesmo quando recuperados, a conversão de resíduos em bens reciclados ou reutilizados é apenas temporária. Mais cedo ou mais tarde, esses também se transformarão em resíduos. Há ainda outro aspecto a considerar. Embora a matéria e a energia não possam ser destruídas, pode parecer que o fluxo de materiais pode se estender indefinidamente. No entanto, a segunda lei da termodinâmica afirma que a capacidade da natureza de converter matéria e energia não é ilimitada. Durante esse processo de conversão de energia, uma parte se torna inutilizável. Embora ainda exista, essa energia não está mais disponível para ser utilizada em outros processos. Como resultado, o processo fundamental do qual a atividade econômica depende é finito. As leis científicas que sustentam o modelo de balanço de materiais oferecem informações práticas significativas para a sociedade. Em primeiro lugar, é fundamental reconhecer que todos os recursos transformados pela atividade econômica acabam se tornando resíduos, com potencial para degradar o meio ambiente. Embora esse processo possa ser retardado por meio da recuperação de materiais, ele não pode ser completamente interrompido. Em segundo lugar, a capacidade da natureza de converter recursos em outras formas de matéria e energia é limitada. Juntas, essas constatações proporcionam uma visão clara dos problemas ambientais e das importantes interconexões entre a atividade econômica e a natureza. A existência dessas conexões é o que impulsiona a disciplina de economia ambiental. 8.4 Danos ambientais Embora não seja necessário ter um domínio rigoroso da ciência ambiental, é importante estar familiarizado com os conceitos básicos utilizados para identificar danos ambientais e descrever soluções políticas. Para esse propósito, apresentamos a seguir um breve panorama de termos e conceitos selecionados em economia ambiental. A economia ambiental se dedica a identificar e resolver o problema dos danos ambientais (ou da poluição) associados ao fluxo de resíduos. Embora a poluição possa ser definida de várias maneiras em diferentes contextos, ela pode ser genericamente considerada como a presença de matéria ou energia cuja natureza, localização ou quantidade causa efeitos indesejados ao meio ambiente. Virtualmente, qualquer substância pode ser considerada poluente com base em uma única característica, que pode ser seus componentes fundamentais, sua localização ou sua quantidade. Isso implica que encontrar soluções para os danos ambientais depende crucialmente da identificação das causas, fontes e do alcance do problema (THOMAS; CALLAN, 2016). Como podemos identificar quais substâncias estão causando danos ambientais? Uma maneira de fazer isso é através da sua origem, ou seja, se são poluentes naturais, provenientes da natureza ou se são poluentes antropogênicos, resultantes da atividade humana. • Poluentes naturais surgem de processos não artificiais da natureza, tais como partículas de erupções vulcânicas, névoa salina dos oceanos e pólen. • Poluentes antropogênicos são introduzidos pelo homem e incluem todos os resíduos associados ao consumo e à produção. Exemplos incluem os gases da combustão e resíduos químicos gerados a partir de certos processos industriais. Dos dois, os poluentes antropogênicos são os mais preocupantes para os economistas ambientais, particularmente para aqueles aos quais a natureza tem pouca ou nenhuma capacidade assimilativa. Uma vez que os danos foram identificados, o próximo passo é determinar as fontes responsáveis pelo lançamento de poluentes. As fontes de poluição são numerosas e variadas, abrangendo desde automóveis até aterros sanitários. Até mesmo uma área agrícola de baixa intensidade pode se tornar uma fonte de poluição se a água da chuva transportar resíduos de defensivos agrícolas ou fertilizantes para lagos e córregos locais. Devido à diversidade das fontes de poluentes, elas costumam ser classificadas em categorias amplas que são relevantes para a formulação de políticas de desenvolvimento. Dependendo do ambiente (ar, água ou solo), as fontes de poluição são geralmente agrupadas por (1) sua mobilidade (fonte estacionária ou móvel) e (2) sua identificabilidade (fonte pontual ou não pontual) (Tabela 1). Tabela 1 – Fontes de poluição Fonte: Thomas; Callan, 2016. A poluição ambiental é classificada conforme o tamanho relativo do impacto geográfico, como: • Poluição local: refere-se à degradação ambiental que não se expande a grandes distâncias da fonte poluidora e tipicamente está confinada a uma única comunidade. Embora os efeitos negativos sejam limitados em extensão, por outro lado causam risco à sociedade e podem ser de difícil controle. • Poluição regional: a poluição ambiental que se distancia da fonte geradora é chamada de poluição regional. Um importante exemplo é a deposição ácida, a qual surge de componentes ácidos que se misturam com outras partículas e caem sobre o solo tanto na forma de depósitos secos como neblina, neve ou chuva. Deposição ácida é comumente chamada de “chuva ácida”. Chuva ácida é caracterizada como poluição regional porque as emissões de componentes perigosos podem viajar centenas de quilômetros de suas fontes. • Poluição Global: é algo difícil de controlar, primeiro porque os riscos inerentes estão amplamente distribuídos e também porque é necessária uma cooperação internacional para se alcançar soluções eficazes. Considere, por exemplo, o problema do aquecimento global. Conhecido também como efeito estufa, o aquecimento global ocorre conforme a luz do sol passa através da atmosfera até a superfície da Terra e é irradiada de volta ao ar, onde é absorvida pelos chamados gases de efeito estufa (ex.: dióxido de carbono). Embora esse processo de aquecimento seja natural, atividades como queima de combustíveis fósseis aumentam o nível normal de gases do efeito estufa, que pode elevar a temperatura natural do planeta Terra. Esses distúrbios climáticos podem afetar a produtividade agrícola, as condições climáticas e o nível dos oceanos – esses efeitos têm alcance mundial. 8.5 Desenvolvimento sustentável Crescimento econômico é definido como um aumento real do Produto Interno Bruto (PIB). Embora o crescimento econômico seja um resultado positivo, ele traz implicações de longo prazo, como sugere o modelo de balanço de materiais. Encontrar um equilíbrio adequado entre crescimento econômico e preservação dos recursos naturais é fundamental para o conceito de desenvolvimento sustentável, que busca garantir a gestão dos recursos do planeta de forma a assegurar sua qualidade e abundânciapara as gerações futuras (SOUZA, 2015). Isso nos lembra que o fluxo circular das atividades econômicas não pode ser plenamente compreendido sem reconhecer sua inserção em um sistema maior que inclui o ambiente natural. Surpreendentemente, essa visão mais ampla e realista começou a ser aceita por economistas e pela sociedade em geral apenas muito recentemente (THOMAS; CALLAN, 2016). Em uma perspectiva mais ampla, a Declaração do Rio, elaborada durante a Cúpula da Terra (Rio 92), delineia princípios que servem como diretrizes para a proteção ambiental global e o desenvolvimento econômico. Compromissos semelhantes foram abordados na Agenda 21, um documento internacional de 40 capítulos que estabelece metas abrangentes para questões ambientais. A Agenda 21 é amplamente dedicada ao desenvolvimento sustentável, com foco nas regiões onde alcançar esse objetivo é especialmente crucial, como nas nações em desenvolvimento. Para celebrar o 10º aniversário da Cúpula da Terra no Rio, em 1992, outro encontro global ocorreu na África do Sul em 2002, conhecido como Cúpula de Joanesburgo. Assim como no evento anterior, milhares de participantes, incluindo chefes de Estado, delegados nacionais e líderes empresariais, se reuniram para discutir questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável. 8.6 Biodiversidade Outro objetivo ambiental relacionado ao legado que deixaremos para as gerações futuras é a biodiversidade, que se refere à variedade de diferentes espécies, sua variabilidade genética e a diversidade de ecossistemas que habitam. Ainda há muito que os cientistas desconhecem sobre a diversidade da vida na Terra. Embora aproximadamente 1,8 milhão de espécies já tenham sido identificadas, as estimativas sugerem que o número real pode variar entre 5 a 10 milhões, e alguns biólogos acreditam que esse número pode chegar até 100 milhões. Apesar de muitas espécies ainda serem desconhecidas, há um consenso na comunidade científica sobre a importância da diversidade de espécies para a ecologia. Além da relevância da preservação das espécies individualmente, é amplamente reconhecido que toda forma de vida na Terra está interconectada. Assim, a extinção de uma única espécie pode ter sérias consequências para outras, incluindo para a vida humana. A longevidade de qualquer espécie biológica pode ser diretamente ameaçada pela exposição a poluentes ou pela ação humana, como a caça comercial ou esportiva. No entanto, a principal ameaça à biodiversidade é a destruição do habitat natural, resultante de mudanças no uso da terra, que impactam ecossistemas inteiros. O crescimento populacional e o desenvolvimento econômico são os principais responsáveis por essa destruição, incluindo a derrubada das florestas tropicais e sua conversão para outros usos (SOUZA, 2015). Por exemplo, acredita-se que mais de 220 milhões de hectares de pântano existiam nos Estados Unidos, mas hoje restam menos da metade desse total, com cerca de 107,7 milhões de hectares ainda intactos. Entre 1998 e 2004, estima-se que 361.000 hectares de pântanos na costa leste dos Estados Unidos foram perdidos, mesmo com um ganho geral de 192.000 hectares de áreas pantanosas no país durante esse mesmo período. A biodiversidade também pode ser afetada por alterações no habitat, que geralmente são atribuídas à poluição ambiental. Por exemplo, a chuva ácida tem sido associada a mudanças nas composições químicas de rios e lagos, além de contribuir para o declínio das florestas na Europa e na América do Norte. Essas perturbações nas condições naturais às quais as espécies se adaptaram podem ameaçar sua longevidade. A extensão da perda de biodiversidade ainda não é completamente conhecida, mas há evidências que indicam que essa preocupação é válida. Em 2012, mais de 1.380 grupos de plantas e animais foram classificados como espécies ameaçadas de extinção nos Estados Unidos, e mais de 600 em outros países, conforme mostrado na Tabela 2. O fato de que esse tema é uma preocupação global é evidenciado pela Convenção sobre a Diversidade Biológica, realizada por 153 nações durante a Cúpula da Terra no Rio, em 1992. Entre os tópicos abordados na convenção estão as medidas para identificar quais espécies estão em declínio e as razões para esses declínios. Tabela 2 - Espécies em Perigo ou Ameaçadas desde 2012 Fonte: Thomas; Callan, 2016. Coletivamente, as metas de qualidade ambiental, desenvolvimento sustentável e biodiversidade formam uma agenda ambiciosa. Isso implica que toda a sociedade deve se unir para desenvolver iniciativas eficazes na formulação de políticas ambientais. No centro desses esforços está o processo de planejamento, que envolve a participação de agentes públicos, da indústria e dos cidadãos (THOMAS; CALLAN, 2016). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SAGOFF, Mark. The Economy of the Earth: Philosophy, law and the Environment. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2007. SOUZA, V. F. A. Economia e sustentabilidade. XXXV Encontro Nacional de Engenharia de Producao. Fortaleza, Ceará. 2015. THOMAS, J.M., CALLAN, S. J.Economia ambiental: aplicações, políticas e teoria. 2. ed. São Paulo, SP: Cengage Learning, 2016. .