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636 636 636 637 637 638 638 638 639 639 641 641 642 642 645 645 646 647 647 648 648 648 650 652 653 656 657 658 658 658 5. Idade Moderna 5.1 Expansão Marítima 5.2 Renascimento Cultural 5.3 Reforma Protestante 5.4 Absolutismo 5.5 Revoluções Inglesas 5.6 Mercantilismo 5.7 Iluminismo 5.8 Independência dos Eua 5.9 Colonização da América 6. Idade Contemporânea 6.1 Revolução Francesa 6.2 Era Napoleônica 6.3 Revolução Industrial 6.4 Doutrinas Sociais 6.5 Revoluções Liberais 6.6 Eua No Século XIX 6.7 Uni�cações 6.8 Imperialismo ou Neocolonialismo 6.9 Primeira Guerra Mundial 6.10 Revolução Russa 6.11 Crise de 29 6.12 Totalitarismo ou Nazifascismo 6.13 Segunda Guerra Mundial 6.14 Guerra Fria 6.15 Descolonização 6.16 Con�itos no Oriente Médio 6.17 América Latina do Séclo XX 6.18 Nova Ordem Mundial 7. Patrimônio Cultural 579X X CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIASHISTÓRIA X A U L A S 06 APOSTILAS: TEORIA + 65 QUESTÕES CAIU NO ENEM: 05 | EXERCÍCIOS ONLINE: 30 1 COLÔNIA 1.1 PRÉ-COLONIAL QUESTÃO 01 (ENEM 2009 CANCELADO) Distantes uma da outra quase 100 anos, as duas telas seguintes, que integram o patrimônio cultural brasileiro, valorizam a cena da primeira missa no Brasil, relatada na carta de Pero Vaz de Caminha. Enquanto a primeira retrata fi elmente a carta, a segunda — ao excluir a natureza e os índios — critica a narrativa do escrivão da frota de Cabral. Além disso, na segunda, não se vê a cruz fi ncada no altar. Ao comparar os quadros e levando-se em consideração a explicação dada, observa-se que: A. a ausência dos índios na segunda tela signifi ca que Portinari quis enaltecer o feito dos portugueses. B. a segunda tela, ao diminuir o destaque da cruz, nega a importância da religião no processo dos descobrimentos. C. a tela de Victor Meirelles contribuiu para uma visão romantizada dos primeiros dias dos portugueses no Brasil. D. a infl uência da religião católica na catequização do povo nativo é objeto das duas telas. E. ambas, apesar de diferentes, retratam um mesmo momento e apresentam uma mesma visão do fato histórico. QUESTÃO 02 (ENEM 2010 2ª APLICAÇÃO) Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito. Eram pardos, todos nus. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Não fazem o menos caso de encobrir ou de mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros. Os cabelos seus são corredios. CAMINHA, P. V. Carta. RIBEIRO, D. et al Viagem pela história do Brasil: documentos.São Paulo: Companhia das Letras, 1997 (adaptado). O texto é parte da famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, documento fundamental para a formação de identidade brasileira. Tratando da relação que, desde esse primeiro contato, se estabeleceu entre portugueses e indígenas, esse trecho da carta revela a: A. preocupação em garantir a integridade do colonizador diante da resistência dos índios à ocupação da terra. B. oposição de interesses entre portugueses e índios, que difi cultava o trabalho catequético e exigia amplos recursos para a defesa da posse da nova terra. C. orientação da política da Coroa Portuguesa quanto à utilização dos nativos como mão de obra para colonizar a nova terra. D. abundância da terra descoberta, o que possibilitou a sua incorporação aos interesses mercantis portugueses, por meio da exploração econômica dos índios. E. postura etnocêntrica do europeu diante das características físicas e práticas culturais do indígena. QUESTÃO 03 (ENEM 2010 2ª APLICAÇÃO) Chegança Sou Pataxó, Sou Xavante e Carriri, lanomâmi, sou Tupi Guarani, sou Carajá. Sou Pancaruru, Carijó, Tupinajé, Sou Potiguar, sou Caeté, Ful-ni-ô, Tupinambá. Eu atraquei num porto muito seguro, Céu azul, paz e ar puro... Botei as pernas pro ar. Logo sonhei que estava no paraíso, Onde nem era preciso dormir para sonhar. Mas de repente me acordei com a surpresa: Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar. Da grande-nau, Um branco de barba escura, Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar. E assustado dei um pulo da rede, Pressenti a fome, a sede, Eu pensei: “vão me acabar”. 0 Levantei-me de Borduna já na mão. Aí, senti no coração, O Brasil vai começar. NÓBREGA; e FREIRE. W. CD Pernambuco falando para o mundo. 1998. A letra da canção apresenta um tema recorrente na história da colonização brasileira, as relações de poder entre portugueses e povos nativos, e representa uma crítica à ideia presente no chamado mito: A. da cordialidade brasileira, advinda da forma como os povos nativos se associaram economicamente aos portugueses, participando dos negócios coloniais açucareiros. B. do encontro, que identifi ca a colonização portuguesa como pacífi ca em função das relações de troca estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e nativos. C. da democracia racial, originado das relações cordiais estabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior ao início da colonização brasileira. D. do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da colonização. Importante: Esse arquivo digital pertence ao CPF: 706.034.921-93. Proibida a reprodução e o compartilhamento 580 X X CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIASHISTÓRIA E. da natural miscigenação, resultante da forma como a metrópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e nativas para acelerar o povoamento da colônia. QUESTÃO 04 (ENEM 2013 1ª APLICAÇÃO) De ponta a ponta, é tudo praia- palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001. A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo: A. Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar a ausência de trabalho. B. Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa. C. Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos. D. Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente. E. Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia. QUESTÃO 05 (ENEM 2019 2a APLICAÇÃO) É amplamente conhecida a grande diversidade gastronômica da espécie humana. Frequentemente, essa diversidade é utilizada para classificações depreciativas. Assim, no início do século, os americanos denominavam os franceses de “comedores de rãs”. Os índios kaapor discriminam os timbiras chamando-os pejorativamente de “comedores de cobra”. E a palavra potiguara pode significar realmente “comedores de camarão”. As pessoas não se chocam apenas porque as outras comem coisas variadas, mas também pela maneira que agem à mesa. Como utilizamos garfos, surpreendemo-nos com o uso dos palitos pelos japoneses e das mãos por certos segmentos de nossa sociedade. LARAIA, R. Cultura: um conceito antropológico. São Paulo: Jorge Zahar, 2001 O processo de estranhamento citado, com base em um conjunto de representações que grupos ou indivíduos formam sobre outros, tem como causa o(a) A. reconhecimento mútuo entre povos. B. etnocentrismo recorrente entre populações. C. comportamento hostil em zonas de conflito. D. constatação de agressividade no estado de natureza. E. transmutação de valores no contexto da modernidade. X A U L A S 05 APOSTILAS: TEORIA + 64 QUESTÕES CAIU NO ENEM: 04 | EXERCÍCIOS ONLINE: 30 1 COLÔNIA 1.2 INÍCIO DA COLONIZAÇÃO QUESTÃO 01 (ENEM2011 2ª APLICAÇÃO) Após as três primeiras décadas, marcadas pelo esforço de garantir a posse da nova terra, a colonização começou a tomar forma. A política da metrópole portuguesa consistirá no incentivo à empresa comercial com base em uns poucos produtos exportáveis em grande escala, assentada na grande propriedade. Essa diretriz deveria atender aos interesses de acumulação de riqueza na metrópole lusa, em mãos dos grandes comerciantes, da Coroa e de seus afilhados. FAUSTO, B. História Concisa do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2002 (adaptado). Para concretizar as aspirações expansionistas e mercantis estabelecidas pela Coroa Portuguesa para a América, a estratégia lusa se constituiu em A. apostar na agricultura tropical em grandes propriedades e no domínio da Colônia pelo monopólio comercial e pelo povoamento. B. disseminar o modelo de colonização já utilizado com sucesso pela Grã-Bretanha nas suas treze colônias na América do Norte. C. acelerar a desocupação da terra e transferi-la para mãos familiarizadas ao trabalho agrícola de culturas tropicais. D. desestimular a escravização do indígena e incentivar sua integração na sociedade colonial por meio da atividade comercial. E. intensificar a pecuária como a principal cultura capaz de forçar a penetração do homem branco no interior do continente. QUESTÃO 02 (ENEM 2013 2ª APLICAÇÃO) É preciso ressaltar que, de todas as capitanias brasileiras, Minas era a mais urbanizada. Não havia ali hegemonia de um ou dois grandes centros. A região era repleta de vilas e arraiais, grandes e pequenos, em cujas ruas muita gente circulava. PAIVA, E. F. O ouro e as transformações na sociedade colonial. São Paulo: Atual, 1998. As regiões da América portuguesa tiveram distintas lógicas de ocupação. Uma explicação para a especificidade da região descrita no texto está identificada na: A. autonomia administrativa diante das instituições metropolitanas. B. apropriação cultural diante das influências externas. C. fiscalização estatal diante das particularidades econômicas. D. produção manufatureira diante do exclusivo comercial. E. insubordinação religiosa diante da hierarquia eclesiástica. QUESTÃO 03 (ENEM 2014 2ª APLICAÇÃO) Áreas em estabelecimento de atividades econômicas sempre se colocaram como grande chamariz. Foi assim no litoral nordestino, no início da colonização, com o pau-brasil, a cana-de-açúcar, o fumo, as produções de alimentos e o comércio. O enriquecimento rápido exacerbou o espírito de aventura do homem moderno. FARIA, S. C. A Colônia em movimento. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998 (adaptado). O processo descrito no texto trouxe como efeito o(a): A. construção de relações de trabalho menos desiguais que as da Metrópole, inspiradas pelo em preendedorismo. B. surgimento de grandes cidades coloniais, voltadas para o comércio e com grande concentração monetária. C. acumulação de capitais na Colônia, propiciando a criação de um ambiente intelectual efervescente. D. favorecimento dos naturais da Colônia na concessão de títulos de nobreza e fidalguia pela Monarquia.