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O legado de Lewis O problema do mal em obras literárias de Lewis e Tolkien Dra. Aliana Cerqueira 01. Apresentação das principais obras ficiconais de Lewis. Visão geral Tratamento da dor, do pecado: tentação e confissão. Sacrifício. Consumação. O mal em As crônicas de Nárnia02. Ideias agostinianas, filosofia e teologia: o bem e o mal. Herança Medieval03. Resumo Visão geral 01 Sinopses e análises Obra Ficcional Apologeta, anglicano, medievalista, escritor reconhecido por sua obra ficcional, principalmente a saga As crônicas de Nárnia. Também foi crítico literário, ensaísta, acadêmico de Oxford e locutor de radio. ● O Regresso do Peregrino, 1933; ● As Crônicas de Nárnia (7 volumes); ● Trilogia Espacial (Trilogia Cósmica): ○ Além do Planeta Silencioso, 1938; ○ Perelandra, 1943; ○ Aquela Força Medonha, 1945; ● Cartas de um diabo ao seu aprendiz, 1942 (ou Cartas do inferno); ○ O diabo propõe um brinde; ● O grande abismo, 1945; ● Até que Tenhamos Rostos, 1956; ● Oração - Cartas a Malcolm, 1963; ● A Torre Negra e outras histórias, 1977; ● Boxen: The Imaginary World of the Young C. S. Lewis, 1985. Poesia ● Spirits in Bondage, 1919; publicado sob o pseudônimo de Clive Hamilton); ● Dymer, 1926; publicado sob o pseudônimo de Clive Hamilton); ● Narrative Poems; inclui Dymer, 1969; ● The Collected Poems of C. S. Lewis; inclui Spirits in Bondage, 1994. O regreso do peregrino ● Romance de 1933, primeira obra de ficção em prosa publicada por Lewis e terceira publicação geral; ● Primeiro livro publicado após sua conversão. ● Ficcionalização da busca por uma satisfação espiritual que o levou ao Cristianismo; ● Apesar de expressar sua experiência pessoal, representa a natural busca do ser humano pela satisfação – e desilusão consequente; ● Inspirado em O peregrino, de John Bunyan, não cópia, mas um diálogo, clara alusão a essa obra clássica; ● Retrata algumas correntes teológicas da época, com a passagem do protagonista por lugares tais como as cidades ; Escrópolis e Caçaplauso ; e através do Vale da Humilhação; ● Ficção apologética. Cartas de um diabo a seu aprendiz ● As cartas apareceram pela primeira vez no The Guardian (Manchester Guardian) e foram compiladas e publicadas como um livro em 1942; ● Trata-se dos conselhos de “Maldanado/Fitafuso”, um poderoso demônio, para seu sobrinho, “Vermelindo/Vermebile”, aprendiz na arte de fazer humanos cair em pecado; ● A partir disso, lemos as diversas táticas ensinadas ao jovem demônio para conduzir o “paciente” para longe do “Inimigo”: Deus; ● De forma descontraída e inteligente, Lewis aborda de modo singular os caminhos de um cristão e suas atitudes quanto às tentações. ● O ponto de vista narrativo é o lado mau, com o qual mostra uma diversidade incrível de falhas pessoais, as quais dificilmente perceberíamos no cotidiano se não nos fosse apresentada a estratégia adversária; ● Acaba sendo um certo debate entre o leitor e o demônio, no qual, o humano que acompanha a obra entende, passo a passo, as táticas do perseguidor e pensamentos precipitados pessoais, os quais nos afastam de Deus; ● Com bom humor latente, irônico e irreverente, a escrita suaviza a dureza que poderia tonalizar a obra, esta deixa de estar presente pela fluidez da escrita e do aspecto caricatural da personagem protagonista. (LEWIS, 2009, p. 1) (LEWIS, 2009, p. 2) O mal em As crônicas de Nárnia 02 Alusão, alegoria e simbolismos na fantasia. “Narnia es un ‘mundo medieval’ de caballeros y reinas, de brujas y dragones, de navíos y castillos. Todo ese ropaje medieval es una enorme alegoría del cristianismo, con el objeto de introducir al lector en una ‘atmósfera’ determinada, en un mundo en el que conociendo a Aslan por ese nombre, lo conozcamos en el otro mundo con otro nombre. Así las grandes ideas de la filosofía y teología cristiana medieval toman vida en este relato. El mal como ‘corrupción’ en la conversión a la forma de dragón de Edmundo [Eustáquio] en El viaje del explorador del amanecer, o en esta misma obra las ideas de providencia divina y libertad humana. La creación como algo bueno y la posibilidad de ordenar aún el mal para el bien, en El sobrino del mago. La concepción de un mundo en el que se manifiesta un orden natural que debe ser respetado; el mismo Aslan señalaba: ‘Así fue –dijo Aslan– ¿Crees que no iba a obedecer mis propias reglas?’” (CAVIGLIA GRIGERA, 2017, p. 630) As crônicas de Nárnia Um mundo fantástico envolvido em uma grande batalha entre o Bem e o Mal Ordem de escrita ● O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (1950); ● Príncipe Caspian (1951); ● A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952); ● A Cadeira de Prata (1953); ● O Cavalo e seu Menino (1954); ● O Sobrinho do Mago (1955); ● A Última Batalha (1956). Personagem principal: o Grande Leão, Aslam. Demais personagens centrais: crianças; outros: anões, animais falantes e diversas criaturas. O cavalo e seu menino 3 4 5 62 7 O sobrinho do mago 1 O leão, a feiticeira e o guarda-roupa O cavalo e seu menino Príncipe Caspian A viagem do Peregrino da Alvorada A cadeira de prata A última batalha Ordem cronológica da narrativa Três romances principais Do ponto de vista teológico-imaginativo: ● O Sobrinho do Mago; ● O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa; ● A Última Batalha; ● Apresentam os grandes temas da teologia cristã: Criação, Queda, Redenção e Consumação. “’O mal virá desse mal’, todas as guerras, inverno, fome e outros males que aconteceram em Nárnia se devem à entrada desse mal primário, a feiticeira. Há um profundo tom de gravidade, do tipo mais séria, e de advertência, do tipo mais repreensiva, na fala de Aslam; mas, ainda assim, uma profunda compaixão, do tipo mais caridosa, e de graça, do tipo mais benevolente, em suas palavras: ‘Cuidarei para que o pior caia em cima de mim’. A Terra foi criada, Nárnia foi criada. A Terra caiu, Nárnia a seguiu. A Terra foi redimida pelo “Leão da tribo de Judá”, Nárnia também, pelo “ Grande Leão”, terrível e maravilhoso, como Cristo — tema de redenção que, inclusive, aparece em seu ponto mais alto em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, quando o próprio Aslam se sacrifica para salvar um traidor. Seu nome era Edmundo, mas bem que poderia se chamar — em tom buyaniano — Humanidade.” (GASPAR e GREGGERSEN, 2021, p. 36-7) O sobrinho do mago “Há caminhos que ao homem parecem direitos, mas seu fim é caminho de morte.” (Provérbios 14. 12) “Todos conseguem o que desejam, mas nem sempre os agrada.” (Aslam) ● O mal é a essência do que Deus não é; ● Quando rejeitamos a Deus, automaticamente abraçamos o mal; ● Podemos olhar o sol, ou voltar-nos e ver a sombra projetada em nossa decisão; ● Em O grande divórcio, Lewis escreveu que, no final, há duas classes de pessoas: ○ Aquelas que dizem a Deus: “Faça-se a tua vontade”; ○ Aquelas a quem Deus diz: “faça-se a tua vontade”. ● Digory submeteu-se à vontade de Aslam, resistindo a tentação de fazer seu próprio destino; ● Evitou miséria e morte, que são parte do que Deus não é, e recebeu gozo e a vida, que são parte do que Ele é. A maçã de prata Tradição agostiniana ● As quatro crianças vão a uma casa de campo, fugindo dos bombardeios da guerra; ● Lúcia, Susana, Pedro, Edmundo e o seu papel na restauração de Nárnia; ● Depois de uma grande confusão, os quatro entraram no guarda-roupa e chegaram ao lugar fantástico; ● Após o deslumbramento, encontraram animais falantes que iriam ajudá-los em sua missão; ● Porém, algo inesperado aconteceu: nem sete horas se passaram e já havia um traidor: Edmundo. O leão, a feiticeira e o guarda-roupa Quando a carne de Adão, Quando o osso de Adão, Em Cair Paravel, No trono sentar, Então há de chegar Ao fim a aflição. SOBRE O RETORNO DE ASLAM: O mal será bem quando Aslam chegar, Nos seus dentes, o inverno morrerá, Na sua juba, a flor há de voltar ● Como Edmundo havia traído seus irmãos, a profecia não se cumpriria; ● Num grande sacrifício,Aslam entregou-se à feiticeira no lugar de Edmundo, que passou da morte para a vida por meio da morte do leão. Foi redimido. ● Havia uma Lei de que a feiticeira havia se esquecido: “se uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor, a mesa [onde Aslam foi sacrificado] estalaria e a própria morte começaria a andar para trás...” ● E Aslam era inocente. Cristo rompeu “o feitiço” do pecado e da morte. A profecia e a Magia Profunda Os “buracos de minhocas” “– Mas, professor, acha mesmo que pode existir outro mundo, em qualquer lugar, tão pertinho?” (O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, Cap. 15 - Outra vez do lado de cá) ● Fantasias contemporâneas e a ficção científica mostram a possibilidade da existência de dimensões paralelas e universos alternativos; ● Corredores, passagens ou “buracos de minhocas” que os conectam; ● Lewis compartilhava esse fascínio – fendas e abismos; ● Bosque entre dois mundos; pintura na parede do quarto de tia Alberta, porta na parede atrás de um laboratório; ● Lúcia descobriu uma dessas fendas – maior o interior que o exterior; ● Fazem ver que este não é o único mundo que existe - os encontros inesperados do mundo desconhecido estão espreitando à volta da esquina; ● As descobertas divinas esperam para dar-nos uma surpresa a cada passo; ● O mundo rotineiro não é tudo que existe. “O Reino de Deus está perto.” (Marcos 1:15) “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.” (João 10:9) Fendas e abismos “A água roubada é doce, e o pão comido às escondidas é saboroso. Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno.” (Provérbios 9:17-18) ● Satisfação de desejos, uma cilada proposta; ● Com uma guloseima inglesa saborosa e irresistível, a Feiticeira Branca arquitetou levar Edmundo ao redemoinho da sua influência mortal; ● Manjar turco: delicioso, impossível parar, mas se comer muito, deixa com dor no estômago; ● Mesmo assim, para satisfazer seu desejo, Edmundo colocou-se debaixo do controle da rainha; ● Os efêmeros prazeres do pecado (Hb 11:25). Manjar turco O cavalo e seu menino Uma história de aventura e reviravoltas: o jovem escravo Shasta, junto com o cavalo narniano Bri, fogem da Calormânia, país vizinho e rival de Nárnia, em uma viagem para livrá-los da condição de escravos. No caminho, juntam-se a eles a garota Aravis e sua égua Huin, que também estão fugindo, pois Aravis não aceita o seu casamento arranjado. Precisam atravessar a cidade calormana de Tashbaan, algumas tumbas assombradas e um grande deserto. Para complicar as coisas, Aravis descobre um plano dos calormanos para invadir Nárnia e Arquelândia, e em conjunto com seus amigos procura avisar aos narnianos a tempo de se prepararem para a tentativa de invasão. Ao final há uma grande batalha que pode definir o destino de muitos. Coragem, honra, heroísmo, orgulho x humildade, ações e suas consequências... ● Nárnia seguiu em Paz por muito tempo, mas aos poucos o mal começou a retornar; ● Manhoso e Confuso: um falso Aslam e muita maldade; ● Houve guerras, fome, traição, até sua Consumação; ● Talvez os últimos anos de Nárnia tenham sido os piores de sua história, mas os que vieram depois deles, foram os melhores. A última batalha O mal tem seu final “A velha Nárnia ficou para trás, uma Nova Nárnia começou, como se fossem ‘Novos Céus e Nova Terra’, infinitamente superior em maravilha e beleza, embora ainda lembrasse a Nárnia antiga, esta que, mesmo caída, remetia à Nárnia perfeita de outrora, criada pelo canto de Aslam, e nunca deixará de apontar para essa perfeição original.” (GASPAR e GREGGERSEN, 2021, p. 42). ● Uma última passagem da crônica A Última Batalha mostra como Pedro, Lúcia e todos os que estavam com eles entraram na Nova Nárnia; ● A consumação de todas as coisas trouxe Nárnia de volta a seu estado original. Também nós, em nosso mundo, “esperamos novos céus e nova terra”. A entrada nessa bendita terra é “apenas o começo da verdadeira história; ● “Igual a uma cebola, só que ao contrário: quanto mais para dentro, maior o anel.” (LEWIS, 2002, p. 2090) Heraça Medieval 03 Ideias agostinianas, filosofia e teologia: o bem e o mal. ● A alegoria do amor (conhecimento de autores como Chaucer, Gower y Thomas Usk); ● A imagem descartada, uma introdução à literatura medieval e renascentista, com profundo conhecimento e análise da obra de Boecio; ● Herança do platonismo medieval: elementos dessa influência em A trilogia cósmica; ● O problema da dor, pensamento de Tomás de Aquino e Agostinho: questão de Deus e o mal e a visão dos autores sobre a onipotência divina e liberdade humana. Um grande medievalista Agostinho e Tomás de Aquino Ressonâncias no século XX Estes grandes pensadores da filosofia e teologia cristã do Medievo ecoam vozes nas palavras de Lewis em grandes questões: Deus e o mal, o amor e a dor. A grande marca de Agostinho Sobre o problema do mal, Lewis seguiu a tradição agostiniana. ● Uma das ideias centrais: o que é o mal e qual a sua causa; ● O mal não como algo originário nem proveniente de Deus, mas uma realidade “parasitária”, na qual o mal é uma privação do bem, uma corrupção de algo originalmente bom; ● Para Agostinho, toda a natureza, como natureza, é um bem; ● Deus é o sumo Ser, Bondade e Beleza; tudo que provêm dele participa dessas propriedades; ● Portanto, todos os bens só podem proceder do mesmo bem supremo; ● Lewis também entende o mal como privação do bem, e uma ausência ou privação do ser; ● Encontramos essa tradição em obras como Cristianismo puro e simples, Cartas de um diabo a seu aprendiz e As crônicas de Nárnia. Rejeição à visão maniqueísta ● Lewis denomina essa visão de dualismo, segundo a qual há dois princípios: um do bem e um do mal; “No hay más ser no creado que Dios. Dios no tiene contrario. Ningún ser podría alcanzar una ‘perfecta maldad’ opuesta a la perfecta bondad de Dios, ya que, una vez descartado todo lo bueno (inteligencia, voluntad, memoria, energía, y la existencia misma), no quedaría nada de él.” (Prefácio a Cartas de un diablo a su sobrino, p. 10). ● Sobre a base da visão criacionista, considera que o mal não é originário, mas histórico, ou seja: depende do bem para existir, sustenta Maldonado: ○ Eles (os demônios) não podem criar (já que só Deus cria), só podem corromper algo que em sua origem é bom. ● O mal sempre será dependente do bem e toda eficácia do mal provêm do que tenha de bom; ● A ideia do mal como deficiente é um elemento importante da tradição de Agostinho e Tomás de Aquino. “Nunca se esqueça de que, quando lidamos com qualquer prazer, na sua forma normal e gratificante, estamos, de certo modo, no campo do Inimigo. Eu sei que já ganhamos várias almas através do prazer. Ainda assim, o prazer é invenção d'Ele, não nossa. Ele concebeu os prazeres. Nossa pesquisa, até o momento, não permitiu que produzíssemos sequer um deles. Tudo o que podemos fazer é encorajar os humanos a abordar os prazeres que o nosso Inimigo criou e usá-los de certas formas, ou em certos momentos, ou em certo grau que Ele tenha proibido. Sempre tentamos, portanto, trabalhar longe das condições naturais de qualquer prazer, e sim naquelas em que ele é menos natural, em que menos sugira seu Criador, e menos gratificante. A fórmula, portanto, resume-se a uma ânsia cada vez maior por um prazer cada vez menor.” (LEWIS, 2009, p. 42-43) “Sei que Cascaférido e alguns outros vêem na guerra uma grande oportunidade para atacar a fé, mas eu considero esse ponto de vista exagerado. O Inimigo já deixou bem claro para Seus simpatizantes humanos que o sofrimento é parte essencial do que Ele chama de redenção; assim, uma fé que foi destruída por uma guerra ou por uma peste não vale todo o nosso esforço para destruí-la. Estou falando daquele sofrimento difuso durante um longo período de tempo, que é o que uma guerra produz. Obviamente,naquele exato momento de horror, de luto ou dor física você poderá capturar a sua presa, quando ela deixar momentaneamente de raciocinar. Mas eu descobri que, mesmo nesse instante, se ele buscar refúgio no Inimigo, quase sempre será atendido.” (LEWIS, 2009, p. 24-25) Ideias cristãs: são atemporais “[…] encontramos a un autor cuyas obras tienen una gran difusión e influencia, pero a su vez el ‘humus’ en que crecieron contiene semillas del Medioevo. Por lo que nuestro reconocido escritor, se encuentra, entre otras cosas, transmitiendo ideas de San Agustín por la BBC, (Mero Cristianismo, es la traducción por escrito de la famosa serie de conferencias radiales que dio Lewis, que fue después de Churchil una de las voces más reconocidas en la radio por el público inglés). También hay que recordar que las ‘Cartas del diablo a su sobrino’ y ‘Los cuatro amores’ son de los libros más leídos y reconocidos y que incluso recientemente se ha hecho una adaptación de las ‘Cartas’ al teatro en EEUU. Ni falta hablar hace de la enorme difusión de las ‘Crónicas’, no sólo a mediados del siglo XX sino además en el XXI con su adaptación al cine. ¿Ideas medievales en pleno siglo XX y XXI?” (CAVIGLIA GRIGERA, 2017, 630-631) Referências CAVIGLIA GRIGERA, L. Un Oxford Medieval en el s.XX: La influencia del pensamiento medieval en la obra de C.S. Lewis y su vigencia. In. Actas del XVI Congreso Latinoamericano de Filosofía Medieval, “Corporalidad, política y espiritualidade pervivencia y actualidad del medievo”. Santiago, 2017. GASPAR, I. e GREGGERSEN, G. Os Inklings: o grupo literário de C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien. São Paulo: Trinitas, 2021. LEWIS, C. S. As crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago. Trad. Paulo Mendes Campos, São Paulo: Martins Fontes, 2002. _____. As crônicas de Nárnia: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Trad. Paulo Mendes Campos, São Paulo: Martins Fontes, 2002. _____. As crônicas de Nárnia: A última batalha. Trad. Paulo Mendes Campos, São Paulo: Martins Fontes, 2002. _____. Cartas del diablo a su sobrino. Santiago, Ed. Andrés Bello, 1993. _____. Cartas de um diabo a seu aprendiz. Trad. Juliana Lemos. 2. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009. CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo, including icons by Flaticon, infographics & images by Freepik Please keep this slide for attribution https://slidesgo.com/ https://www.flaticon.com/ https://www.freepik.com/ Diapositiva 1: O legado de Lewis Diapositiva 2: 01. Diapositiva 3: Visão geral Diapositiva 4: Obra Ficcional Diapositiva 5 Diapositiva 6: O regreso do peregrino Diapositiva 7: Cartas de um diabo a seu aprendiz Diapositiva 8 Diapositiva 9 Diapositiva 10 Diapositiva 11: O mal em As crônicas de Nárnia Diapositiva 12 Diapositiva 13 Diapositiva 14: Ordem de escrita Diapositiva 15 Diapositiva 16: Três romances principais Diapositiva 17: O sobrinho do mago Diapositiva 18: A maçã de prata Diapositiva 19: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa Diapositiva 20: A profecia e a Magia Profunda Diapositiva 21 Diapositiva 22: Fendas e abismos Diapositiva 23 Diapositiva 24: Manjar turco Diapositiva 25: O cavalo e seu menino Diapositiva 26: A última batalha Diapositiva 27 Diapositiva 28 Diapositiva 29: Heraça Medieval Diapositiva 30: Diapositiva 31: Agostinho e Tomás de Aquino Diapositiva 32: A grande marca de Agostinho Diapositiva 33: Rejeição à visão maniqueísta Diapositiva 34 Diapositiva 35 Diapositiva 36: Ideias cristãs: são atemporais Diapositiva 37: Referências Diapositiva 38