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UNIVERSIDADE PAULISTA CAMPUS SÃO JOSÉ DO RIO PARDO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA GABRIELY CRISTINA MIQUELIN – F187DH-4 FICHAMENTO DE PSICOLOGIA ESCOLAR “Apresentando a Orientação à Queixa Escolar” SÃO JOSÉ DO RIO PARDO – SP 2024 APRESENTANDO A ORIENTAÇÃO À QUEIXA ESCOLAR A escola é um local onde deve-se haver muito intervenção entre a equipe escola, professores, pais e alunos, com o intuito de problematiza e reverter alguns funcionamentos de fracasso escolar ou até mesmo encaminhamento para atendimento psicológico, desenvolvendo assim frentes de trabalhos diferenciadas para a transformação social profunda (SOUZA, 2007). O atendimento às queixas escolares, com o foco no individuo e na instituição escolar, se faz necessário realizar a investigação e intervenção para melhor compreensão da queixa e de toda a história de vida da pessoa. A principal abordagem para a queixa escolar, é interpretada como aquele que tem em seu centro, o processo de escolarização, rede de relações que tem com diversas pessoas, geralmente, a criança, escola e sua família (SOUZA, 2007). Desse modo, deve-se investigar e intervir em como as relações se integram e desenvolvem-se, ao longo da construção de sua história que lhe dá sentido, com o maior objetivo de conquistar uma movimentação nessa rede e de todos os participantes e da superação a queixa escolar (SOUZA, 2007). No momento de intervenção, precisa-se avaliar o ambiente em que o indivíduo se encontra, pois inclui grupos, escolas e instituições com participação importante no psiquismo, é através da escola que a criança consegue exercer a sua subjetividade, que se forma não apenas nas fases precoces do desenvolvimento, com a importância de o profissional fazer intervenções focado no sofrimento da pessoa que o procura (SOUZA, 2007). Há alguns princípios técnicos que devem se considerados para a intervenção escolar, como por exemplo, colher as queixas e problematizar versões de cada participante, incluindo à criança, família e escola. Durante o diálogo é importante promover a circulação das informações e desenvolver reflexões pertinentes de integração ou confronto, buscando assim soluções em conjunto e posteriormente, identificar e fortalecer as potencias contidas nesta rede, no sentido da superação da situação da queixa principal (SOUZA, 2007). A abordagem breve e focal utilizadas na Psicologia Escolar, breve pois o objetivo principal é a superação da configuração a qual a queixa se deu e focal, pois é centrada na queixa escolar de ampla investigação e intervenção (SOUZA, 2007). Segundo Winnicott (1984), os primeiros encontros são voltados a subjetividade do paciente, se está necessidade é devidamente acolhida pelo profissional, a qual entende e que é capaz de ajudá-lo, podendo assim produzir mudanças profundas se for bem manejado (SOUZA, 2007). A triagem durante p atendimento, é necessário oferecer aos demandantes que possam escolher estar ou não incluídos no processo, colher as versões familiares acerca da queixa, investigar e pensar na demanda que se apresenta, procurando soluções de orientação. As perguntando durante este processo devem surgir naturalmente durante a conversa, se houverem sentido com a queixa principal (SOUZA, 2007). Desse modo, os pais são convidados a expressar suas hipóteses, pensar juntamente com o profissional e estar trazendo possíveis saídas, avaliar os recursos que serão utilizados durante a jornada, pois, facilitando o diálogo horizontal traz a possibilidade de trocas de informações, reflexões e soluções para todos integrados (SOUZA, 2007). Os encontros com as crianças, tem o objetivo de colher a versão da criança sobre a queixa, propiciar a conquista e valorização do sujeito e sua própria história, pensar com a criança o que ela não tem o poder de determinar ou mudar, aquilo que comete sem abrir espaço para o outro gesto, acolher e perceber suas necessidades, oferecer acolhimento para os seus sofrimentos e dificuldades, favorecer a manifestação e utilização de suas capacidades e potencialidades, afetivas e cognitivas (SOUZA, 2007). No meio do processo, é solicitado ao âmbito escolar um relatório descritivo da criança, se possível agendar uma reunião com os professores da criança, ou até mesmo o coordenador, mas tem que se uma pessoa próxima a criança para que possa fornecer as informações e possibilitar continuidade no processo terapêutico. O contato com os educadores no espaço da escola tem-se mostrado importante, pois revela aspectos do ambiente que uma conversa por telefone não revelaria (SOUZA, 2007). Para finalizar o processo é importante realizar a entrevista de fechamento, a qual podem surgir a necessidade ou tirar dúvidas de novas informações e esclarecimentos antes do final dos encontros com a criança e a visita escolar, é combinado então um último encontro com os pais, para o bem desenvolvimento dos trabalhos, realizar intervenção junto a pais durante o processo e quando os próprios pais solicitarem (SOUZA, 2007). REFERÊNCIA In SOUZA, B. P. (Org.) Orientação à queixa Escolar. Portal de livros abertos da USP, 1ª. Ed. – São Paulo, 2007.