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HISTÓRIA - A primeira etapa do período colonial IM PR IM IR Voltar GA BA RI TO Avançar 9 25. UFMG Leia este trecho de documento: “Mando que todos e quaisquer naturais ou moradores dos meus reinos e domínios de qualquer estado, sexo ou condição que seja que (na boa fé de que se trata somente de espiritualidade) se acharem ou incorporados na dita companhia chamada de Jesus ou nela professar ou associar a alguma confraria que haja sido estabelecida debaixo da direção da mesma companhia, sejam obrigados debaixo de penas a se manifestarem aos juízes e magistrados, depois dos quais serão as penas irremissivelmente neles executadas.” Palácio de Nossa Senhora D’Ajuda, 28 de agosto de 1767. Esse trecho faz referência à conjuntura da: a) expulsão dos jesuítas das colônias portuguesas, em razão da política do Reino de reafirmar a subordinação da Igreja ao Estado; b) guerra entre Portugal e França, devido ao avanço das idéias defendidas pelos hugue- notes nos reinos portugueses; c) proibição da presença de ordens religiosas regulares nos países ibéricos, determinada pela bula papal Animarum Saluti; d) visitação do Santo Ofício aos domínios ultramarinos de Portugal, em busca de here- ges, integrantes de confrarias e irmandades. 26. UFSC A lavoura da cana-de-açúcar tornou-se, no século XVII, a base da economia brasileira. Sobre a lavoura canavieira e suas conseqüências, é verdadeiro: 01. O engenho era a unidade de produção. Compreendia, além das instalações usadas para produzir açúcar, a casa-grande, a capela e a senzala. 02. A mão-de-obra predominante era a do trabalhador escravo. Este, reduzido à condi- ção de coisa, era tratado e marcado com fogo como animal. Podia ser vendido ou castigado. 04. A sociedade que se organizou, na época de apogeu do cultivo da cana-de-açúcar, possuía um caráter aristocrático. Embora fosse grande a mobilidade social, era mui- to difícil para um escravo tornar-se trabalhador livre e este transformar-se em senhor de engenho. 08. A família, que se formou nesta época, era patriarcal. A mulher, os filhos e todos os que rodeavam o senhor de engenho a ele temiam e obedeciam. 16. A mineração foi uma atividade dependente da lavoura canavieira, uma vez que o ouro produzido era utilizado para pagar as importações dos insumos (ferramentas, mão-de-obra) necessários ao cultivo da cana. 32. O crescimento da lavoura de cana-de-açúcar teve, entre outras conseqüências, o de- senvolvimento da lavoura de subsistência e da pecuária. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 27. U.F. Uberlândia-MG No Brasil, a sociedade que se estruturou na região das minas possuía características que a diferenciavam do restante da colônia. A esse respeito, assinale a alternativa correta. a) O ouro, os diamantes e o comércio possibilitaram a formação de uma sociedade onde a riqueza era atribuída mais eqüitativamente, não se reproduzindo ali os contrastes entre a fortuna de poucos e a pobreza da maioria. b) A intensa miscigenação entre homens brancos e mulheres negras contribuiu para di- minuir sensivelmente o preconceito racial, levando os senhores a dispensarem um tratamento humanitário aos seus escravos. c) A arte barroca de Aleijadinho, profundamente influenciada pelos dogmas religiosos da época, foi colocada a serviço da rica elite local, traduzindo um sentimento de con- formismo e aceitação da ordem social vigente. d) Era uma sociedade urbanizada e heterogênea, formada por comerciantes, funcionári- os reais, artesãos, profissionais liberais e escravos, onde a riqueza proporcionada pelo ouro, diamantes e comércio estava concentrada nas mãos de poucos, contrastando com a miséria da maioria da população. HISTÓRIA - A primeira etapa do período colonial IM PR IM IR Voltar GA BA RI TO Avançar 10 28. Unirio “Guaixará Esta virtude estrangeira me irrita sobremaneira. Quem a teria trazido, com os seus hábitos polidos estragando a terra inteira? (...) Quem é forte como eu? Como eu, conceituado? Sou diabo bem assado, a fama me precedeu: Guaixará sou chamado (...) Que bom costume é bailar! Adornar-se, andar pintado, tingir pernas, empenado fumar e curandeirar, andar de negro pintado. (...) Para isso com os índios convivi. Vêm os tais padres agora com regras fora de hora para que duvidem de mim. Lei de Deus que não vigora.” ANCHIETA, José de. “Auto de São Lourenço” In: Teatro de Anchieta. São Paulo, Loyola, pp.61-62. A leitura de Anchieta nos permite afirmar que a ação da Companhia de Jesus no processo da colonização do Brasil foi marcada pela(o): a) completa aceitação das práticas culturais indígenas e pela sua incondicional defesa diante da Coroa portuguesa; b) intolerância radical com relação às comunidades indígenas e pela defesa da escraviza- ção indiscriminada destas comunidades; c) aceitação da cultura indígena e afirmação dos seus valores em detrimento das bases culturais do catolicismo ocidental; d) mecanismo de apropriação da cultura indígena, utilizando seus elementos como for- ma de empreender a catequese dos nativos sob os moldes católicos; e) indiferentismo em relação à cultura indígena, por ser considerada demoníaca e irrecu- perável, mesmo diante dos ensinamentos cristãos. 29. UEPG Sobre os primeiros tempos da colonização européia no Brasil, assinale o que for correto. 01. As diferenças culturais e ambientais despertaram inúmeras curiosidades entre colo- nizadores e colonizados, e a analogia fez parte do processo de compreensão e descri- ção desse mundo novo e desconhecido. 02. Apesar da importância dos engenhos, as vilas tiveram um papel fundamental na ocupa- ção do território. As maiores, no litoral, eram simultaneamente bases da administração, bases militares, pontos de referência no contato com a metrópole e centros comerciais. 04. A economia colonial se inseriu num sistema amplo cujo centro dinamizador estava nas metrópoles européias. As relações entre a colônia e a metrópole exigiram da primeira uma economia não especializada e altamente diversificada. 08. A instituição do Governo-Geral significou centralização administrativa, concentra- ção dos poderes e efetiva comunicação entre as capitanias. 16. O fracasso das capitanias e fatores externos como os primeiros sinais de crise nos negócios da Índia e as derrotas militares no Marrocos influenciaram a decisão de D. João III de implantar o Governo-Geral do Brasil. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.