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Ensino de qualidade focado em concursos. 
 
91 
www.preparatoriojc.com.br 
Nós somos CONCURSEIROS! 
responsáveis pela aplicação da Justiça, mas nada é 
feito para evitá-los ou sequer reduzi-los." Analisando 
sintaticamente essa frase, pode-se afirmar: 
I – Trata-se de um período composto por 
coordenação. 
II – Trata-se de um período composto por 
subordinação. 
III – O “mas" introduz uma oração coordenada 
sindética adversativa e o “ou", uma oração 
coordenada sindética alternativa. 
 
 
9) 2016 – CETREDE – Prefeitura de Caucaia/CE 
Indique a opção CORRETA quanto à classificação da 
oração destacada. 
a) Este mundo é redondo, mas está ficando muito 
chato. Coordenada sindética explicativa. 
b) Vem, que eu te quero sorrindo. Coordenada 
sindética conclusiva 
c) Não só provocaram graves problemas, mas 
abandonaram os projetos antes de terminar. 
Coordenada sindética aditiva. 
d) A situação é delicada, devemos, pois, agir 
cuidadosamente. Coordenada sindética explicativa. 
e) Ela se mudou, pois seu apartamento está vazio. 
Coordenada sindética conclusiva. 
 
 
10) 2016 – CONPASS – Prefeitura de Carpina/PE 
No período “Diminua a volume que a Dona Carol do 
1º andar está enferma”, a oração destacada 
classifica-se como: 
a) coordenada sindética conclusiva 
b) coordenada sindética aditiva 
c) coordenada assindética 
d) coordenada sindética explicativa 
e) subordinada substantiva subjetiva 
 
 
GABARITO: 
 
1 - B 3 – C 5 – D 7 – A 9 – C 
2 – B 4 – D 6 – B 8 – A 10 – D 
 
 
PONTUAÇÃO 
 
Campanha dos 100 anos da ABI 
(Associação Brasileira de Imprensa) 
 
Vírgula, aquele sinal incômodo que às vezes sobra, 
às vezes falta, e outras vezes muda o 
sentido do texto. 
A vírgula pode ser uma pausa... ou não. 
Não, espere. 
Não espere. 
Ela pode sumir com seu dinheiro. 
23,4. 
2,34. 
Pode ser autoritária. 
Aceito, obrigado. 
Aceito obrigado. 
Pode criar heróis. 
Isso só, ele resolve. 
Isso só ele resolve. 
E vilões. 
Este, juiz, é corrupto. 
Este juiz é corrupto. 
Ela pode ser a solução. 
Vamos perder, nada foi resolvido. 
Vamos perder nada, foi resolvido. 
A vírgula muda uma opinião. 
Não queremos saber. 
Não, queremos saber. 
Isto serve para nos lembrar que vírgula não é 
problema de gramática, mas de informação. 
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude 
uma vírgula 
da sua informação. 
Vamos aos sinais de pontuação tradicionalmente 
usados nos textos de nossa língua: 
• Vírgula [ , ] 
• Ponto e Vírgula [ ; ] 
• Dois-pontos [ : ] 
• Ponto [ . ] 
• Ponto de Interrogação [ ? ] 
• Ponto de Exclamação [ ! ] 
• Travessão [ – ] 
• Parênteses [ ( ) ] 
• Aspas [ “ ” ] 
• Reticências [ ... ] 
 
 
Vírgula 
 
A vírgula pouco ou nada tem a ver com prosódia, mas 
tem muito a ver com sintaxe. Estou insistindo nisso 
porque algumas pessoas colocam vírgulas por causa 
de pausas feitas na fala. A vírgula, na escrita, não 
necessariamente é uma pausa na fala, tampouco é 
usada para pausar quando se lê um trecho virgulado. 
Assim, vale dizer que o importante é, primeiro, saber 
em que situações gerais não se usa a vírgula. 
 
1) A vírgula não pode ser usada entre o sujeito e 
logo após o seu verbo. 
– Todos os alunos daquele professor, entenderam a 
explicação. 
 
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2) A vírgula não pode ser usada entre o verbo e 
logo após o seu complemento (objeto direto, 
indireto (em forma de oração, inclusive)) ou 
predicativo do sujeito. 
– Os alunos entenderam, toda aquela explicação do 
professor sobre vírgula. 
– Os alunos precisam, de uma explicação detalhada 
sobre vírgula. 
– Os alunos entenderam, que precisam estudar bem 
a vírgula. 
– Os alunos precisam de, que os professores os 
ajudem. 
– Os alunos ficaram, satisfeitos com a explicação. 
 
3) A vírgula é facultativa entre o complemento de 
um verbo e logo após um adjunto adverbial. 
– Nossos alunos ficaram exercitando questões de 
vírgula ontem à noite. 
– Nossos alunos ficaram exercitando questões de 
vírgula, ontem à noite. 
 
4) A vírgula não pode ser usada entre um 
substantivo e seu complemento nominal ou 
adjunto adnominal. 
– Todos os alunos, daquele professor entenderam a 
explicação. 
 
Normalmente as vírgulas são colocadas entre termos 
que interrompem a estrutura S V C A. Veja: 
 
1) Sujeito, ..., verbo + complemento + adjunto 
adverbial 
– O professor do curso, Fernando Pestana, ministra 
aulas de Português. 
 
2) Sujeito + verbo, ..., complemento + adjunto 
adverbial 
– Eu estudei, Pestana, toda a aula de ontem, ok? 
 
3) Sujeito + verbo + complemento, ..., adjunto 
adverbial 
– O professor explicou Pontuação, que é minha maior 
dificuldade, magistralmente. 
 
4) Locução verbal de voz passiva, ..., + agente da 
passiva 
– Fui homenageado, ontem à noite, por alguns alunos 
e amigos. 
 
 
Ponto e Vírgula 
 
O ponto e vírgula é usado para marcar uma pausa 
maior do que a da vírgula. Seu objetivo é colaborar 
com a clareza do texto. O ponto e vírgula serve para: 
 
1) Separar orações coordenadas assindéticas, 
normalmente entre trechos já separados por 
vírgula (ou outros sinais de pontuação), marcando 
uma enumeração. 
– As leis, em qualquer caso, não podem ser 
infringidas; mesmo em caso de dúvida, portanto, elas 
devem ser respeitadas. 
– Em criança, era um menino tímido mas inteligente; 
quando moço, era esperto e alegre; agora, como 
homem maduro, tornou-se um chato. 
– Por que Deus permite terremotos (como os que 
ocorreram 
 
2) Separar vários itens de uma enumeração 
(frequente em leis). 
Art. 1o A República Federativa do Brasil, formada 
pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do 
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático 
de Direito e tem como fundamentos: 
I – a soberania; 
II – a cidadania; 
III – a dignidade da pessoa humana; 
IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
 
4) Separar orações coordenadas adversativas e 
conclusivas com conectivo deslocado. 
– Ficarei com esta; não posso pagá-la à vista, porém. 
– Finalmente vencemos; fiquemos, pois, felizes com 
nossa conquista! 
 
Dois-pontos 
 
Os dois-pontos marcam uma supressão de voz em 
frase ainda não concluída. Em termos práticos, este 
sinal é usado para: 
 
1) Introduzir uma citação (discurso direto). 
– Assim disse Voltaire: “Devemos julgar um homem 
mais pelas suas perguntas que pelas respostas.” 
 
2) Introduzir um aposto explicativo, enumerativo, 
distributivo ou uma oração subordinada 
substantiva apositiva. 
– Amanda tinha conseguido finalmente realizar seu 
maior propósito: seduzir Pedro, que, por sua vez, 
amara três pessoas: Magda, Luana e, principalmente, 
a si mesmo. 
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– Em nosso meio, há bons profissionais: professores, 
jornalistas, médicos... 
 
3) Introduzir uma explicação ou enumeração após 
as expressões por exemplo, isto é, ou seja, a 
saber, como etc. 
– Adquirimos vários saberes, como: Linguagens, 
Filosofia, Ciências... 
 
4) Marcar uma pausa entre orações coordenadas 
(normalmente a relação semântica entre elas é de 
oposição, explicação/causa ou consequência). 
– Ele já leu muitos livros: pode-se dizer que é um 
homem considerado culto. 
– Precisamos ousar na vida: devemos fazê-lo com 
cautela. 
5) Marcar a invocação em correspondências. 
– Prezados senhores: 
 
Ponto 
 
Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o fim 
de uma frase declarativa de um período simples ou 
composto. Pode substituir a vírgula quando o autor 
quer realçar, enfatizar o que vem após (evita-se isso 
em linguagem formal). 
– Posso ouvir o vento assoprar com força. 
Derrubando tudo! 
O ponto é também usadoem quase todas as 
abreviaturas: fev. = fevereiro, hab. = habitante, rod. = 
rodovia, etc. = et cætera. 
O ponto do etc. termina o período, logo não pode 
haver outro ponto: “..., feijão, arroz, etc..”. Absurdo 
também é usar etc. seguido de reticências: “... feijão, 
arroz, etc....”. 
Chama-se ponto parágrafo aquele que encerra um 
período e a ele se segue outro período em linha 
diferente. Esse último ponto agora (antes do Esse) é 
chamado de ponto continuativo, pois a ele se segue 
outro período no mesmo parágrafo. Ponto final é 
este que virá agora. 
 
Ponto de Interrogação 
 
O ponto de interrogação marca uma entoação 
ascendente (elevação da voz) com tom questionador. 
Usa-se nestes casos: 
 
1) Frase interrogativa direta. 
– O que você faria se só lhe restasse um dia? 
 
2) Entre parênteses para indicar incerteza sobre o 
que se disse. 
– Eu disse a palavra peremptório (?), mas acho que 
havia palavra melhor naquele contexto. 
 
3) Combinado com o ponto de exclamação para 
denotar surpresa, admiração etc. 
– Você não conseguiu chegar ao local de prova?! 
(ou!?) 
 
4) Em interrogações retóricas (sentença que é 
uma interrogação na forma, mas que expressa 
uma afirmação ou gera uma reflexão com 
resposta subentendida). 
– E o que tenho eu com isso? (Ou seja: “Não tenho 
nada com isso.”) 
– Pessoas morrem de fome de 5 em 5 segundos no 
mundo. Jogaremos comida fora à toa? (Ou seja: 
“Claro que não jogaremos comida fora à toa.”) 
 
Ponto de Exclamação 
 
O ponto de exclamação é empregado para marcar o 
fim de qualquer frase com entonação exclamativa, 
indicando altissonância, exaltação de espírito. 
 
1) Normalmente exprime admiração, surpresa, 
assombro, indignação, ordem etc. 
– Coitada dessa menina! 
– Que linda mulher! 
– Saia daqui! 
 
2) Vem após as interjeições usualmente. 
– Nossa! Deus do céu! Como não vimos isso antes? 
Oh! Isso é fantástico! 
3) É usado para substituir as vírgulas em 
vocativos enfáticos. 
– Minha mãe me dizia quando eu era criança: 
“Fernando José! onde estava até esta hora?”. 
 
4) É repetido (duas ou mais vezes) quando a 
intenção é marcar uma ênfase, uma intensidade 
na voz. 
– Neymar driblou um, driblou dois, ficou de cara para 
o gol e... perdeu!!! Inacreditável Futebol Clube! 
 
Travessão 
O travessão é um sinal bastante usado na narração, 
na descrição, na dissertação e no diálogo, portanto, 
figura repetida em qualquer prova; é um instrumento 
eficaz em uma redação. Pode vir em dupla, se vier 
intercalado na frase. Veja seus usos: 
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