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84 ciÊncias da natureZa e suas tecnoloGias Física IV Anual – Volume 1 Figura 2.6: Refl exão regular ou especular, base do funcionamento de um espelho plano Irregular ou difusa, em superfícies rugosas ou foscas. Figura 2.7: Refl exão difusa A refl exão difusa é a que nos permite ver os objetos. Refl exão difusa seletiva. Cor de um corpo Conforme já vimos, a luz branca é na verdade a soma de todas as cores do espectro visível do vermelho ao violeta, como mostramos na fi gura a seguir. Luz branca Figura 2.8: Luz policromática branca. Quando iluminado com luz branca o objeto ele será visto em sua cor real, que corresponde à cor da luz que ele refl ete difusamente. Caso o corpo seja branco, refl etirá todas as cores e será visto como branco; caso seja preto, absorverá todas as cores e não será visto (ou parecerá preto), conforme as fi guras adiante. ud ai x/ 12 3R F/ Ea sy pi x Figura 2.9: A superfície branca refl ete todas as cores e, portanto, é vista branca ud ai x/ 12 3R F/ Ea sy pi x Figura 2.10: A superfície preta absorve todas as cores e, portanto, não é vista Um corpo iluminado com luz monocromática será visto em sua cor real se a luz for de sua mesma cor e fi cará preto se a luz for de cor diferente. Para ilustrar isto, vamos considerar uma bandeira brasileira com suas cores ofi ciais, isto é: VERDE (retângulo e lema), AMARELO (losango), AZUL (círculo) e BRANCO (tarja com o lema e estrelas). Figura 2.11: Bandeira brasileira ofi cial, sob luz branca Vejamos como fi cariam as cores da bandeira ao ser iluminada com luz monocromática amarela: Figura 2.12: Bandeira brasileira ofi cial, sob luz monocromática amarela 85 ciÊncias da natureZa e suas tecnoloGiasFísica IV Anual – Volume 1 Como os elementos de cores diferentes do amarelo o absorveriam, não refl etindo nada, e os elementos brancos, bem como os amarelos refl etiriam essa cor, teríamos a seguinte sequência de cores: PRETO (retângulo, lema e círculo) e AMARELO (losango, tarja e estrelas). Refração Te er aw ut M as aw at /1 23 RF /E as yp ix Figura 2.13: A luz que parte de dentro da água atravessa sua superfície um pouco agitada dando a impressão que a pele imersa está deformada. A explicação para o fato mostrado na fi gura é a refração, que ocorre quando uma onda (luz) passa de um meio de propagação para outro, alterando, necessariamente sua velocidade de propagação, sem alterar, contudo, sua frequência (cor). Em uma superfície plana a refração é regular, permitindo ver nitidamente o que há do outro lado. meio 1 meio 2 Figura 2.14: Refração regular Em superfícies irregulares como a água agitada de uma piscina ou vidro fosco, a refração é dita irregular, difi cultando ver com clareza o que há por trás. meio 1 meio 2 Figura 2.15: Refração irregular A refração luminosa pode ser também seletiva, deixando passar apenas um determinado comprimento de onda (cor), através de tratamentos químicos ou películas coloridas, como aquelas utilizadas em óculos para esquiar ou dirigir à noite. km itu /1 23 RF /E as yp ix Figura 2.16: Óculos para dirigir à noite A explicação para a escolha da cor amarela se deve ao fato do olho humano ser mais sensível a essa cor, assim a lente absorve as demais cores deixando passar apenas o amarelo, otimizando a visão sob baixa luminosidade. Exercícios de Fixação • Utilize as informações e os esquemas para responder à questão a seguir. Em um experimento realizado para verifi car de que forma materiais de cores diferentes absorvem energia luminosa, foi montado o equipamento ilustrado a seguir. Termômetro Lâmpada Corpo claro Corpo claro Termômetro Nesse experimento, os copos foram colocados a uma mesma distância da lâmpada; em seguida, a lâmpada foi ligada, e a temperatura dos copos foi medida de minuto em minuto, durante dez minutos. Posteriormente, a lâmpada foi apagada, e a temperatura continuou a ser medida de minuto em minuto, até o vigésimo minuto. O resultado encontra-se representado no gráfi co a seguir. Lâmpada acesa Lâmpada apagada Corpo claro Corpo escuro 0 0 0 0 Tempo (min) 20 Te m pe ra tu ra (° C ) 30 25 20 86 ciÊncias da natureZa e suas tecnoloGias Física IV Anual – Volume 1 01. (Vunesp/Embraer-SP/2016) Com relação ao comportamento energético dos copos, é possível verifi car que A) ambos os copos absorvem igualmente a energia térmica da lâmpada, razão pela qual a temperatura aumenta igualmente neles. B) a energia luminosa da lâmpada é absorvida diferentemente pelos copos e é transformada em calor por eles, enquanto a lâmpada está acesa. C) a energia térmica deixa de ser absorvida pelos copos ao ser desligada a lâmpada e, por esse motivo, os copos perdem toda a energia que ganharam. D) a energia luminosa é absorvida igualmente pelos copos, mas a perda de energia térmica é diferente quando a lâmpada está apagada. 02. (Unesp/2013.1) Um vaso com uma planta de folhas verdes foi colocado sobre uma mesa, no centro de um quarto totalmente vedado, de modo a impedir a entrada da luz externa, e ali permaneceu por 24 horas. Durante as 12 primeiras horas (período I), a planta foi iluminada com luz verde, de comprimento de onda na faixa de 500 a 550 nm. Nas 12 horas seguintes (período II), a planta foi iluminada com luz laranja-avermelhada, de comprimento de onda na faixa de 650 a 700 nm. Considerando a incidência da luz sobre a planta e a taxa fotossintética, é correto afirmar que, aos olhos de um observador não daltônico que estivesse no quarto, as folhas da planta se apresentariam A) de cor verde no período I e enegrecidas no período II, e a taxa de fotossíntese seria maior no período II e reduzida ou nula no período I. B) enegrecidas no período I e de cor vermelha no período II, e a taxa de fotossíntese seria maior no período I e reduzida ou nula no período II. C) enegrecidas no período I e enegrecidas no período II, e em ambos os períodos a planta não realizaria fotossíntese, mas apenas respiração. D) de cor verde no período I e de cor vermelha no período II, e a taxa de fotossíntese seria maior no período I do que no período II. E) de cor verde no período I e de cor verde no período II, e a taxa de fotossíntese seria a mesma em ambos os períodos. 03. (Enem/2017.1) A epilação a laser (popularmente conhecida como depilação a laser) consiste na aplicação de uma fonte de luz para aquecer e causar uma lesão localizada e controlada nos folículos capilares. Para evitar que outros tecidos sejam danifi cados, selecionam-se comprimentos de onda que são absorvidos pela melanina presente nos pelos, mas que não afetam a oxi-hemoglobina do sangue e a água dos tecidos da região em que o tratamento será aplicado. A fi gura mostra como é a absorção de diferentes comprimentos de onda pela melanina, oxi-hemoglobina e água. 400 0 12,5 25,0 37,5 50,0 Melanina A bs or çã o (% ) Comprimento de onda (nm) Oxi-hemoglobina 500 600 700 800 900 1000 1100 MACEDO, F.S.; MONTEIRO, E. O. Epilação com laser e luz intensa pulsada Revista Brasileira de Medicina Disponível em: <www.moreirajr.com.br>. Acesso em: 4 set. 2015. Adaptado. Qual é o comprimento de onda, em nm, ideal para a epilação a laser? A) 400 B) 700 C) 1100 D) 900 E) 500 04. (Enem/2015.1) A radiação ultravioleta (UV) é dividida, de acordo com três faixas de frequência, em UV-A, UV-B e UV-C, conforme a fi gura. 7,47 x 1014 9,34 x 1014 Frequência (s-1) UV-A UV-B UV-C 1,03 x 1015 2,99 x 1015 Para selecionar um fi ltro solar que apresente absorção máxima na faixa de UV-B, uma pessoa analisou os espectros de absorção da radiação UV de cinco fi ltros solares: Comprimento de onda (nm) Filtro solar I Filtro solar II Filtro solar III Filtro solar IV Filtro solar V 240 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 290 340 390 440 A bs or bâ nc ia (u ni da de s ar bi tr ár ia s) Considere: Velocidade da luz = 3,0 ⋅ 108 m/s e 1 nm = 1,0 ⋅ 10–9 m. O fi ltro solar que a pessoa deve selecionaré o A) V B) IV C) III D) II E) I 05. (Unicentro-PR/2015.2) Um estudante segura um livro cuja capa possui listras nas cores verde e branca, isso quando é iluminado com luz branca. Considerando que o estudante entra em uma sala iluminada com luz vermelha monocromática, as listras serão observadas com as cores A) vermelha e branca. B) verde e branca. C) verde e vermelha. D) marrom e vermelha. E) preta e vermelha. Exercícios Propostos 01. (Unitau-SP/2014.2) Um feixe de luz, ao incidir em uma superfície de separação de dois meios, pode sofrer três processos: reflexão, refração e absorção. Sobre esses três processos, é correto afi rmar que A) a luz refratada é o retorno de um feixe luminoso que não passa de um meio para outro. B) a luz refl etida é a passagem do feixe luminoso de um meio para outro. 87 ciÊncias da natureZa e suas tecnoloGiasFísica IV Anual – Volume 1 C) um corpo vermelho, iluminado por uma luz branca, absorve todas as cores. D) a luz refl etida é o retorno do feixe luminoso que não passa de um meio para outro. E) a luz refratada é a passagem do feixe luminoso de um meio para outro, com alteração na sua frequência de emissão. 02. (UEL-PR/2002.2) É hábito comum entre os brasileiros assar carnes envolvendo-as em papel-alumínio, para se obter um bom cozimento. O papel-alumínio possui um dos lados mais brilhante que o outro. Ao envolver a carne com o papel- alumínio, a maneira mais correta de fazê-lo é: A) Deixar a face mais brilhante do papel em contato direto com a carne, para que ele refl ita as ondas eletromagnéticas na região do infravermelho de volta para a carne, elevando nela a energia interna e a temperatura. B) Deixar a face menos brilhante em contato direto com a carne, para que as ondas eletromagnéticas na região do infravermelho sejam refl etidas para o interior do forno ou churrasqueira e, com isso, seja preservado o calor próximo à carne. C) Deixar a face menos brilhante em contato direto com a carne, para que as ondas eletromagnéticas na região do visível ao ultravioleta sejam refl etidas para o interior do forno ou churrasqueira e, com isso, seja preservado o calor próximo à carne. D) Deixar a face mais brilhante em contato direto com a carne, para que ele refl ita as ondas eletromagnéticas na região do ultravioleta de volta para a carne, pois esta é a radiação que mais responde pelo aquecimento da carne. E) Deixar a face menos brilhante em contato direto com a carne, para que as ondas eletromagnéticas na região do ultravioleta sejam refl etidas para o interior do forno ou churrasqueira, e com isso seja preservado o calor próximo à carne. 03. (IFSUL-RS/2012.1) Quando mergulhamos em uma piscina, parece que nossas pernas tiveram o seu tamanho encurtado. Isso ocorre porque a luz tem a sua velocidade de propagação alterada, quando passa do ar para a água. O fenômeno físico citado chama-se A) refl exão da luz. B) dispersão da luz. C) refração da luz. D) absorção da luz. 04. (FEI-SP/2015.1) Em uma exposição de quadros, uma pintura colorida é iluminada por uma luz branca, e o observador enxerga várias cores. A percepção das cores pelo observador depende da A) refl exão da luz pela pintura. B) absorção da luz pela pintura. C) difração da luz pela pintura. D) refração da luz pela pintura. E) interferência da luz pela pintura. 05. (Unirio-RJ/2005) Nas estradas que atravessam serras, é comum observarmos placas onde se diz: “Em dias de neblina, utilize farol baixo”. Esta determinação é apresentada porque a luz emitida pelo farol A) alto refrata na neblina e por isso ofusca o motorista. B) baixo não reflete na neblina e por isso não ofusca o motorista. C) alto refl ete na neblina e por isso ofusca o motorista. D) baixo se dispersa na neblina e por isso não ofusca o motorista. E) alto ou baixo não refrata na neblina e por isso não ofusca o motorista. 06. (Unifenas-MG/2016.2) A bandeira japonesa é branca, com um círculo central vermelho, sob iluminação natural. Caso seja colocada em um quarto escuro e, em seguida, iluminada com um fonte de luz amarela, o que poderia ser visto? A) Uma bandeira amarela com um círculo vermelho. B) Uma bandeira amarela com um círculo preto. C) Uma bandeira vermelha com um círculo amarelo. D) Apenas o círculo vermelho. E) Nada poderia ser visto, pois a luz amarela seria absorvida e, consequentemente, a bandeira estaria preta dentro do quarto escuro. 07. (Enem/2013.1) Em um experimento foram utilizadas duas garrafas PET, uma pintada de branco e a outra de preto, acopladas cada uma a um termômetro. No ponto médio da distância entre as garrafas, foi mantida acesa, durante alguns minutos, uma lâmpada incandescente. Em seguida a lâmpada foi desligada. Durante o experimento, foram monitoradas as temperaturas das garrafas: a) enquanto a lâmpada permaneceu acesa e b) após a lâmpada ser desligada e atingirem equilíbrio térmico com o ambiente. Termômetro A taxa de variação da temperatura da garrafa preta, em comparação à da branca, durante todo experimento, foi A) igual no aquecimento e igual no resfriamento. B) maior no aquecimento e igual no resfriamento. C) menor no aquecimento e igual no resfriamento. D) maior no aquecimento e menor no resfriamento. E) maior no aquecimento e maior no resfriamento. 08. (Vunesp/UFTM-MG/2012.1-CG) O gráfi co ilustra o espectro de absorção da luz pelas clorofilas a e b, em diferentes comprimentos de onda. Elas são duas das principais clorofi las presentes nos eucariontes fotossintetizantes. clorofila a clorofila b (www.austinee.edu) 90 80 70 60 50 40 30 20 10 pe rc en tu al d e ab so rç ão comprimento de onda (nm) 0 violeta azul verde amarelo laranja vermelho 400 450 500 550 600 650 700 88 ciÊncias da natureZa e suas tecnoloGias Física IV Anual – Volume 1 Suponha que três plantas (I, II e III) da mesma espécie fi caram expostas diariamente aos comprimentos de onda 460 nm, 550 nm e 660 nm por um mês, respectivamente. É possível supor que A) todas sucumbiram depois desse período, devido à falta de reservas orgânicas. B) apenas a planta II conseguiu sintetizar matéria orgânica sufi ciente para crescer. C) as plantas I e III conseguiram sintetizar matéria orgânica sufi ciente para crescerem. D) todas permaneceram no seu ponto de compensação fótico durante esse período. E) a planta II respirou e as outras realizaram somente a fotossíntese para crescer. 09. (Unesp/2010) Um professor de física propôs aos seus alunos que idealizassem uma experiência relativa ao fenômeno luminoso. Pediu para que eles se imaginassem numa sala completamente escura, sem qualquer material em suspensão no ar e cujas paredes foram pintadas com uma tinta preta ideal, capaz de absorver toda a luz que incidisse sobre ela. Em uma das paredes da sala, os alunos deveriam imaginar uma fonte de luz emitindo um único raio de luz branca que incidisse obliquamente em um extenso espelho plano ideal, capaz de refl etir toda a luz nele incidente, fi xado na parede oposta àquela na qual o estudante estaria encostado (observe a fi gura). olho do estudante fonte de luz raio de luz espelho Se tal experiência pudesse ser realizada nas condições ideais propostas pelo professor, o estudante dentro da sala A) enxergaria somente o raio de luz. B) enxergaria somente a fonte de luz. C) não enxergaria nem o espelho, nem o raio de luz. D) enxergaria somente o espelho em toda sua extensão. E) enxergaria o espelho em toda sua extensão e também o raio de luz. 10. (UEPB/2009) Num dia de sol intenso, com o intuito de diminuir a intensidade da radiação solar que penetra em sua cozinha, através de uma porta de vidro transparente, a dona de casa decidiu abri-la. Com base nesta atitude, analise as seguintes proposições: I. Ela foi feliz com tal procedimento, porque a intensidade da radiação solar na cozinha diminuiu, já que os raios solares são concentrados na cozinha pela porta de vidro; II. Ela foi feliz com tal procedimento, porquea intensidade da radiação solar diminuiu devido à convecção solar provocada pela radiação; III. Ela não teve sucesso com este procedimento, pois ao abrir a porta de vidro, parte da luz solar que antes era refl etida, agora não é mais, assim a intensidade da radiação solar no interior da cozinha aumentou; IV. Ela não teve sucesso, uma vez que a intensidade da radiação solar no interior de sua cozinha permanece constante. Das proposições anteriores apresentadas, está(ão) correta(s): A) Somente I B) Somente III C) Somente II D) Somente IV E) Somente I e II Aula 03: Espelhos Planos I (Simetria e Campo Visual) Introdução Espelhos planos são superfícies planas e bem polidas onde a refl exão especular da luz se destaca em relação aos outros fenômenos. br un o1 35 /1 23 RF /E as yp ix Figura 3.1: Exemplo de um espelho plano Apesar das imagens conjugadas por um espelho plano não apresentarem distorções, elas sofrem uma inversão horizontal, trocando a esquerda pela direita, como é possível ver na fi gura anterior, onde a imagem da mão direita da modelo parece apontar para sua “mão esquerda”. superfície refletora superfície opaca Figura 3.2: Representação esquemática de um espelho plano Leis da refl exão luminosa As leis da refl exão valem para qualquer superfície, todavia para nossos fi ns, consideraremos apenas superfícies planas. Sejam os planos a e b, os raios incidente (RI), refl etido (RR) e a reta N, conforme a fi gura adiante. i r RI RR N S � � Figura 3.3: As leis da refl exão luminosa Empiricamente demonstra-se que: C-5 H-18 C-6 H-22Aula 03 89 ciÊncias da natureZa e suas tecnoloGiasFísica IV Anual – Volume 1 1ª Lei Os raios incidentes (RI) e refl etido (RR), bem como a reta normal (N) são coplanares. i = r 2ª Lei Os ângulos de incidência (i) e refl exão (r) possuem a mesma medida. Princípio da Simetria Sejam o espelho plano E e um ponto objeto O, colocado a uma distância x, em relação à superfície do espelho. E O O’ y x Figura 3.4: Simetria em um espelho plano Prolongando-se os raios refl etidos notamos que a imagem O’ (cruzamento dos raios refl etidos) se forma atrás do espelho formando um ponto imagem virtual a uma distância y deste. Tomando a fi gura anterior destacamos os triângulos ABO e ABO’, conforme a fi gura seguinte. E O O’ y x AB � � Figura 3.5: Demonstrando a simetria De acordo com a 2ª lei, os ângulos a e b são iguais e, portanto, os triângulos são congruentes, e as medidas x e y iguais! Isto demonstra a simetria em relação às distâncias entre pontos objeto e imagem em relação ao espelho. Natureza das imagens num espelho plano Na primeira aula deste curso de Óptica Geométrica falamos sobre ponto objeto e ponto imagem, conceitos de extrema relevância para classifi car a natureza das imagens conjugadas por espelhos, como veremos a seguir. No exemplo anterior partimos de um ponto objeto real e, a partir dele, encontramos um ponto imagem virtual, será que o contrário se verifi ca? A resposta é sim! A justifi cativa: Princípio da Reversibilidade, segundo o qual o caminho percorrido pelos raios não se altera quando trocamos o sentido de propagação. Basta permutar as posições e verifi car, como veremos na fi gura adiante: E O’ (ponto imagem real) O (ponto objeto virtual) Figura 3.6: A natureza das imagens conjugadas por um espelho plano é sempre oposta à natureza do objeto, ou seja, de objetos reais são conjugadas imagens virtuais e vice-versa. A natureza das imagens produzidas ou conjugadas por um espelho plano é sempre oposta à natureza do objeto, ou seja: Natureza do objeto Natureza da imagem Objeto real Imagem virtual Objeto virtual Imagem real Reversão das imagens. Enantiomorfi smo Conforme dito no início desta aula, as imagens formadas por um espelho plano apresentam uma inversão horizontal, ou seja, trocam a direita pela esquerda, este fenômeno é reversão ou enantiomorfi smo, uma consequência da simetria. Para entendermos melhor, considere a próxima fi gura. E Física Física Figura 3.7: Objeto diante de um espelho plano e sua imagem enantiomorfa Por essa razão, veículos de socorro ou policiamento utilizam nomes ao contrário a fi m de que os motoristas que trafegam à sua frente os percebam com maior facilidade através do espelho retrovisor. Como mostrado na fi gura adiante.