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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO 
UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA 
CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO II 
 
 
 
 
Jeferson Henrique Soares Silva 
 
Unidade curricular: Estágio 
Supervisionado Obrigatório 
II (ESO II). Prof. Antônio 
Inácio Diniz Júnior. Período 
2022.3 
 
 
 
 
 
Serra Talhada – PE, 2023 
2 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO 
UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA 
CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA 
 
 
Jeferson Henrique Soares Silva 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO II 
 
 
 
Relatório apresentado ao docente 
Antônio Inácio Diniz Júnior, como 
requisito parcial para aprovação na 
unidade curricular Estágio 
Supervisionado Obrigatório II, curso 
de graduação em Licenciatura em 
Química, da Universidade Federal 
Rural de Pernambuco, Unidade 
Acadêmica de Serra Talhada. 
 
 
 
 
Serra Talhada – PE, 2023 
3 
 
SUMÁRIO 
Introdução------------------------------------------------------------------------------- 
Fundamentação Teórica (dividida em subtópicos - Revisão sobre o 
Ensino de Química e/ou Prática Docente voltadas para o estágio) 
Caracterização da escola (considerando as informações levantadas 
durante o estágio e também a partir do PPP da escola campo e também 
elencando as observações da estrutura física da escola). 
Relato descritivo (Explicando detalhadamente como se deu as 
conversas com o professor supervisor, bem como o planejamento das 
observações/participações) 
Análise e discussão das observações/participações realizadas na 
escola-campo (descrever detalhadamente as aulas 
observadas/participações, inserindo tudo que foi vivenciado, e com 
posterior análise das observações/participações, fazendo um confronto 
com estudos da literatura voltados para o estágio e a prática docente no 
ensino de Química). 
Considerações Finais. 
Referências 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Introdução 
 Segundo FREIRE (1987), propor uma educação vai além do ato de depositar 
conhecimento aos alunos, mas que estimule a reflexão crítica do mundo e sua realidade. 
Essa teoria é conhecida como "Pedagogia do Oprimido". 
A teoria de Freire se baseia na ideia de que a educação não deve ser um processo 
de mera transferência de informações, mas um diálogo de igual para igual entre professor 
e aluno, onde o conhecimento é construído coletivamente. Neste sentido, a prática de 
estágio supervisionado obrigatório pode ser uma excelente forma de aplicar as teorias 
freirianas. Durante o estágio, o estudante tem oportunidade de se envolver em um 
ambiente real de ensino, com todas as suas complexidades e desafios. 
O estágio supervisionado permite ao estagiário não apenas transmitir 
conhecimento aos alunos, mas também aprender com eles, em um processo de troca que 
está totalmente alinhado com as ideias de Freire. Além disso, o estágio oferece a chance 
de reflexão crítica sobre o papel do educador e das estratégias de ensino e aprendizagem. 
Portanto, a ligação entre a teoria e prática de Freire e o Estágio Supervisionado 
Obrigatório está na concepção educacional que promove uma prática dialógica, reflexiva 
e crítica, onde o ensino e aprendizagem são construídos através da interação entre 
educador e educando. 
 O Estágio Supervisionado é uma exigência da Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (nº 9394/96), sendo obrigatório à formação profissional a fim de 
adequar essa formação às expectativas do mercado de trabalho onde o licenciado irá atuar. 
Oferece aos acadêmicos a oportunidade de compartilhar construções de aprendizagem, 
pois na maioria das vezes é o primeiro contato com a realidade escolar, podendo assim o 
acadêmico aplicar a teoria à prática. 
 De acordo com Pimenta e Lima (2004), o estágio supervisionado é fundamental 
para a formação de professores, pois é nele que o futuro docente tem contato com a 
realidade escolar e desenvolve saberes essenciais para a prática profissional. Durante o 
estágio, o aluno sai da posição de estudante e assume o papel de professor, podendo 
experienciar na prática os desafios do cotidiano escolar. 
Isso permite que o estagiário construa sua identidade docente, ao mesmo tempo 
em que desenvolve habilidades didático-pedagógicas. O contato direto com a sala de aula 
5 
 
e os alunos possibilita que o professor em formação entenda melhor a complexidade do 
processo de ensino-aprendizagem. Além disso, o estágio supervisionado promove uma 
nova visão sobre o ambiente escolar, que muitas vezes é idealizado durante a graduação. 
Ao vivenciar a rotina, os alunos percebem que a prática docente vai muito além de 
transmitir conteúdos, envolvendo questões comportamentais, sociais, políticas, entre 
outras. 
O presente relatório descreve o estágio realizado de forma remota na Escola 
Estadual de Ensino Médio Solidônio Leite, localizada em Serra Talhada, no alto sertão de 
Pernambuco, a 415 km da capital Recife. A instituição foi escolhida por oferecer o Ensino 
Médio em tempo integral, uma modalidade inovadora de ensino que atende estudantes de 
diferentes classes sociais. A escola possui uma estrutura adequada para receber alunos 
que desejam concluir o ensino médio. Além disso, conta com um corpo docente e técnico 
qualificado, com profissionais que possuem diferentes níveis de formação acadêmica. 
 
Referencial teórico 
A inclusão da química no currículo do Ensino Médio desempenha um papel 
crucial na formação dos estudantes, pois permite a compreensão das mudanças químicas 
que ocorrem no ambiente físico, fornecendo uma base sólida para a tomada de decisões 
informadas e a interação com o mundo como indivíduos e cidadãos (Silva et al., 2020). 
A química desempenha um papel essencial na educação, permitindo que os alunos 
entendam melhor o mundo natural, desenvolvam habilidades críticas e tomem decisões 
embasadas na ciência. Além disso, ela capacita os cidadãos a serem mais informados e 
participativos em questões que envolvem ciência e tecnologia, contribuindo para uma 
sociedade mais bem preparada para os desafios do século XXI. Portanto, é fundamental 
que a química continue a ser parte integrante do currículo do Ensino Médio. 
De acordo com Silva (2011), os alunos frequentemente consideram a química 
como uma das disciplinas mais desafiadoras tanto no Ensino Fundamental quanto no 
Ensino Médio. Uma das razões para essa percepção é a abstração e complexidade 
associadas à química. Os alunos expressam dificuldade em decorar fórmulas, 
propriedades e equações químicas. Essas preocupações surgem em um contexto em que 
as diretrizes educacionais já passaram por significativas mudanças no ensino de química. 
No entanto, a prática educacional ainda enfrenta desafios significativos, uma vez que 
6 
 
muitas instituições de ensino continuam a adotar uma abordagem predominantemente 
teórica e com pouca contextualização. Isso muitas vezes é resultado de um modelo de 
ensino que valoriza a racionalidade técnica, conforme observado por Lourenço, Abib e 
Murilo (2016). Esse modelo tende a priorizar a técnica em detrimento da prática docente, 
o que perpetua a percepção de que a química é uma disciplina complexa e abstrata, 
afastada do contexto da vida cotidiana dos alunos. 
A abordagem tradicional do ensino de química, que se baseia principalmente na 
transmissão de conteúdo e na memorização de fórmulas, tem sido objeto de críticas ao 
longo dos anos. Essa abordagem enfatiza a memorização de informações isoladas em vez 
de promover uma compreensão profunda dos princípios químicos e de suas aplicações no 
mundo real. 
Muitas vezes enfatiza a memorização de fórmulas, reações e fatos, sem 
necessariamente promover a compreensão dos princípios subjacentes. Isso leva os alunos 
a "decorar" a química em vez de entendê-la. John Dewey, um renomado filósofo e 
educador, argumentou que o ensino deve se concentrarna compreensão, em vez de na 
mera memorização, para que o conhecimento seja útil e significativo para os alunos. 
 Outro fato é a não contextualizar os conceitos químicos na vida cotidiana dos 
alunos, tornando a química abstrata e distante de sua realidade. Lev Vygotsky, um 
psicólogo do desenvolvimento, destacou a importância da aprendizagem contextualizada, 
argumentando que os alunos aprendem melhor quando os conceitos são relacionados a 
situações do mundo real. 
Para superar as limitações da abordagem tradicional, educadores têm adotado 
práticas pedagógicas mais modernas e eficazes, como a aprendizagem ativa, o uso de 
exemplos do mundo real, a resolução de problemas, a exploração prática e a 
interdisciplinaridade. Essas abordagens buscam não apenas transmitir conhecimento, mas 
também promover uma compreensão mais profunda e uma maior motivação dos alunos 
para a química, tornando-a uma disciplina mais envolvente e relevante para suas vidas. 
A abordagem construtivista no ensino de química valoriza a ideia de que os alunos 
constroem ativamente o conhecimento por meio da exploração, experimentação e 
resolução de problemas. Em contraste com a abordagem tradicional que se concentra na 
transmissão passiva de informações, o construtivismo coloca os alunos no centro do 
processo de aprendizado, incentivando a participação ativa e a construção de seu próprio 
entendimento. 
7 
 
A visão de Serafim (2011) sobre a importância da experimentação no ensino de 
ciências destaca a necessidade de conectar a teoria à prática e de aproximar o 
conhecimento científico da realidade cotidiana dos alunos. Ele argumenta que, para 
compreender verdadeiramente a teoria, os alunos precisam experimentar e aplicar o 
conhecimento em situações práticas. No entanto, Serafim também reconhece que há 
desafios adicionais a serem enfrentados no ensino de ciências que vão além da simples 
realização de experimentos. Embora seja verdade que a diversidade de experiências dos 
alunos possa levar a diferentes interpretações, isso não deve ser visto como um problema, 
mas como uma oportunidade para enriquecer a discussão em sala de aula e promover a 
compreensão profunda dos conceitos científicos. Além disso, a experimentação não 
apenas beneficia os alunos, mas também os professores, ajudando-os a melhorar seu 
próprio preparo e habilidades pedagógicas. 
A citação de Fagundes (2007) destaca uma questão fundamental no ensino de 
ciências, incluindo a química: o papel da experimentação no processo de aprendizagem. 
A perspectiva tradicional muitas vezes vê a experimentação como uma atividade 
complementar à teoria, realizada após a explicação do conceito. No entanto, Fagundes 
argumenta que essa abordagem não está alinhada com o verdadeiro potencial da 
experimentação como estratégia de ensino. A experimentação não deve ser vista como 
um mero exercício ou atividade para confirmar teorias já apresentadas. Em vez disso, ela 
pode ser uma estratégia de ensino integral, na qual os alunos se envolvem ativamente na 
construção do conhecimento. Através da experimentação, os alunos podem fazer 
descobertas, testar hipóteses e explorar conceitos de forma prática. 
 
Caracterização da escola 
INFORMAÇÕES SOBRE A ESCOLA CAMPO 
 A escola escolhida, para realizar a prática de carga horaria da disciplina de Estágio 
Supervisionado Obrigatório II (ESO II), foi a Escola Estadual Solidônio Leite, localizada 
à rua Fancisca Godoy, S/N, Nossa Senhora da Penha, Serra Talhada – PE, CEP: 56903-
650. 
Inaugurada em julho de 1943, vem prestando relevantes serviços à comunidade 
serratalhadense. Passou a ser Escola Solidônio Leite – ensino de 1º e 2º graus, através do 
decreto nº 7.905 de 1º de abril de 1982, publicado no diário oficial de 20 de abril de 1982. 
8 
 
Sendo, mais tarde, elevada à categoria de ensino médio através do decreto nº 25.784 de 
25 de agosto de 2003 e posteriormente tornou-se escola de referência em 2018. 
Atualmente a escola está sob a gestão de Girlene Maria Pereira de Carvalho Alves, que 
junto com o corpo docente, vem prestando relevantes serviços à comunidade serra-
talhadense. 
Tem como órgão mantenedor a Secretaria de Educação de Pernambuco, sob 
orientação e supervisão da Gerência Regional de Educação – Sertão do Alto Pajeú – 
Afogados da Ingazeira. Esta Unidade de Ensino conta com 30 turmas, Ensino Médio e 
EJA, que funcionam nos turnos da manhã, tarde e noite com público pertencente as mais 
diversas camadas sociais e localidade das zonas rurais e urbanas. 
 
DESCRIÇÃO DA ESTRUTURA ESCOLAR 
Esta escola dispõe de um bom espaço físico. O prédio é composto por 12 salas de 
aula, 01 quadra esportiva, 01 diretoria, 01 secretaria, 01 sala de educador de apoio, 01 
sala de professores, 08 sanitários sendo, 04 masculinos e 04 femininos com um lavabo 
para ala masculina e 01 lavabo para a ala feminina, 01 cozinha com despensa, 01 
refeitório, 01 biblioteca, 01 sala de informática, 01 depósito de merenda, 01 depósito para 
material de limpeza, 01 salão para reuniões. 
Atualmente esta escola dispõe de 64 funcionários, sendo 43 professores, 01 gestor, 
01 gestor adjunto, 01 chefe de secretaria, 01 educador de apoio, 01 analista educacional, 
04 agentes administrativos, 02 auxiliares de serviço administrativo, 03 auxiliares de 
serviços gerais, 03 merendeiras e 02 porteiros localizados neste colégio. 
A estrutura é de estilo comum, murada com tijolos e piso em cerâmica e granito. 
Existe, conselho escolar, conselho de classe, conselho de professores e representantes de 
estudantes. Desenvolve projetos de diversos componentes curriculares e projetos de 
intervenção SAEPE nas áreas de língua portuguesa e matemática. Dispõe de livros de 
registro com atas de conselho escolar, conselho de classe, dos resultados finais de 
reuniões, diários de classe, livro de ocorrências e livro de tombamento. 
 
AÇÕES, PROGRAMAS E/OU PROJETOS NA ESCOLA 
9 
 
O trabalho nesta escola busca melhorar a qualidade da educação, promover o 
desenvolvimento integral dos alunos e criar um ambiente educacional mais eficiente e 
inclusivo. Eles são elaborados para abordar desafios específicos, alcançar metas 
educacionais e proporcionar uma experiência educacional enriquecedora para todos os 
envolvidos. 
Busca salientar o papel do professor e do estudante na consolidação do 
conhecimento, dentro de uma concepção sócio-interacionalista, trabalhando a 
interdisciplinaridade e transversalidade. Portanto, esta escola sugere que a equipe 
pedagógica e professores passe a dar uma relevância maior ao trabalho com projetos. 
(SHRAM, et. al.) 
Nesse sentido, a escola implementa o estudo da “História da Cultura Afro-
Brasileira e Indígena” (Lei n° 11.645, de 10.03.2008), que é um projeto que valoriza o 
ensino da história da África e da cultura afro-brasileira com o propósito de envolver toda 
a Unidade de Ensino e integrar as mais diferentes disciplinas. Além disso, também é 
implementado o ensino da música, artes visuais e teatro (Lei Federal nº 13.278, de 
02.05.2016), uma vez que o Brasil possui uma riqueza cultura e artística que precisa ser 
incorporada, de fato, no seu projeto educacional. 
Isso acontece, pois, é valorizado o contexto musical, artístico visual e teatral, 
como também, conteúdos e formas culturais presentes na diversidade da textura social. 
(SANTANNA, 2014) 
 
CURRÍCULO 
A escola campo parte de uma concepção humanista de educação, tendo ainda 
como base os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), as Orientações Teórico-
Metodológicas (OTMs) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 
Nesse sentido, a combinação da concepção humanista de educação com os 
Parâmetros Curriculares Nacionais, as Orientações Teórico-Metodológicas e a Base 
Nacional Comum Curricular refletem um compromisso da escola com o avanço do 
desenvolvimento integral dos alunos, a formação de cidadãos conscientes e críticos, e a 
busca por uma educaçãode qualidade alinhada com as diretrizes educacionais do país.4 
Centrada numa avaliação diagnóstica, pois constitui-se num processo de avançar 
no desenvolvimento e no crescimento da autonomia do estudante, sendo capaz de 
10 
 
descobrir seu nível de aprendizagem, adquirindo consciência das suas limitações e 
necessidades a serem avançadas. 
Essa abordagem centrada em avaliação diagnóstica na educação reconhece a 
importância de entender o ponto de partida de cada aluno e ajustar a instrução de acordo 
com suas necessidades individuais. Isso não apenas impulsiona o crescimento acadêmico, 
mas também promove a autonomia do aluno e cria um ambiente de aprendizagem mais 
inclusivo e eficaz. (SILVA, et. al., 2014) 
É essencial perceber o estudante como ser social e político que possui a capacidade 
de pensar criticamente sobre seus atos e dotado de experiências, sujeito do seu próprio 
desenvolvimento. 
É fundamental para uma educação completa e significativa, pois reconhece a 
complexidade das identidades e experiências individuais dentro de um contexto maior. 
Essa abordagem considera não apenas a dimensão cognitiva do aprendizado, mas também 
a formação de cidadãos conscientes, críticos e responsáveis. (SHRAM, et. al.) 
A gestão escolar é o processo que rege o funcionamento desta mesma, 
compreendendo tomada de decisão conjunta no planejamento, execução, 
acompanhamento e avaliação das questões pedagógicas e administrativas, envolvendo a 
participação de toda a comunidade escolar que é o conjunto constituído pelos 
profissionais da educação, estudantes, pais ou responsáveis e funcionários que participam 
da ação educativa nesta unidade de ensino. 
As escolas são instituições imprescindíveis para o desenvolvimento e para o bem-
estar das pessoas, das organizações e das sociedades. São nelas que a grande maioria das 
crianças e dos jovens aprendem uma diversidade de conhecimentos e competências que 
dificilmente poderão aprender noutros contextos. Por isso mesmo elas têm que 
desempenhar um papel fundamental e insubstituível na consolidação das sociedades 
democráticas baseadas no conhecimento, na justiça social, na igualdade, na solidariedade 
e em princípios sociais e éticos irrepreensíveis. (SANTANNA, 2014) 
 A proposta da Escola Estadual Solidônio Leite orienta todas as decisões e ações 
educacionais, assegurando que a instituição esteja alinhada com seus princípios e 
objetivos. Ela serve como guia para a criação de um ambiente educativo coerente, eficaz 
e significativo para todos os envolvidos. 
 
 Relato descritivo (Explicando detalhadamente como se deu as 
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conversas com o professor supervisor, bem como o planejamento das 
observações/participações) 
 
Análise e discussão das observações/participações realizadas na 
escola-campo (descrever detalhadamente as aulas 
observadas/participações, inserindo tudo que foi vivenciado, e com 
posterior análise das observações/participações, fazendo um confronto 
com estudos da literatura voltados para o estágio e a prática docente no 
ensino de Química). 
 
Considerações Finais. 
Por fim, o estágio supervisionado desempenha um papel essencial na formação do 
professor, especialmente quando consideramos os desafios enfrentados no cotidiano 
escolar. As dificuldades estruturais, a falta de recursos e as inúmeras demandas das 
instituições de ensino fazem com que os estudantes em formação se sintam inicialmente 
pouco preparados para lidar com os problemas inerentes à docência. No entanto, é 
justamente por meio do estágio que esses futuros professores passam a experienciar na 
prática a complexidade do trabalho docente. Durante a vivência em sala de aula, eles 
aprendem a enfrentar desafios como a indisciplina, a falta de engajamento dos alunos e 
as limitações das escolas. Ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades para lidar com 
esses problemas e encontrar estratégias pedagógicas eficazes. Após o período de estágio, 
os futuros professores costumam sentir-se mais capacitados para o exercício da docência. 
Isso porque tiveram a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos e 
de construir uma visão mais realista da profissão. Além disso, o estágio proporciona 
momentos fundamentais de reflexão sobre a prática pedagógica. Durante essa etapa, os 
estudantes pensam constantemente sobre suas aulas, repensam estratégias, avaliam o que 
deu certo e o que pode ser melhorado. Essa postura reflexiva é imprescindível para o 
amadurecimento do futuro professor. Assim, concluímos que o estágio supervisionado se 
apresenta como uma etapa crucial na formação do educador. 
12 
 
 
Referências 
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 17°. Ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987. 
São Paulo: Saraiva, 1996. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 
9394/1996. 
PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência. 2. Ed. São 
Paulo: Cortez, 2004. 
Ensino de química: o que pensem os estudantes da escola pública?. Revista Valore, Volta 
Redonda, 5, e-5033, 2020. Disponível: 
https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/download/541/506#:~:text=Ela%20tem%2
0um%20grande%20grau,as%20leis%20que%20as%20regem. Acessado em: 01 de setembro de 
2023. 
 
SILVA, Francisco Edivanio. A Interdisciplinaridade nos livros de Química no Ensino Médio. 
Monografia (Curso de Licenciatura em Química). Universidade Estadual do Ceará. Fortaleza-
CE, 2011. 
 
Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Revista Thema. 
2017 | Volume 14 | Nº 1 | Pág. 268 a 288. Disponível: 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4650060/mod_resource/content/1/404-1658-1-
PB%20%281%29.pdf. Acessado em: 01 de setembro de 2023. 
 
Fagundes, S. M. K. (2007). Experimentação nas aulas de ciências: um meio para formação da 
autonomia? In: Galliazzi, M. C. et al. Construção curricular em rede na educação em ciências: 
uma aposta de pesquisa em sala de aula. Unijui,Ijui. 
 
Serafim, M. C. (2011). A falácia de dicotomia teoria-prática. Espaço Acadêmico, Acesso em 
04.out.2011. disponível em: www.espaçoacademico.com.bd. 
 
SCHRAM, S. C.; CARVALHO, M. A. B. O pensar educação em Paulo Freire. Para uma 
pedagogia de mudança. Disponível em: 
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/852-2.pdf. Acessado em: 07 de 
agosto de 2023. 
 
https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/download/541/506#:~:text=Ela%20tem%20um%20grande%20grau,as%20leis%20que%20as%20regem
https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/download/541/506#:~:text=Ela%20tem%20um%20grande%20grau,as%20leis%20que%20as%20regem
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4650060/mod_resource/content/1/404-1658-1-PB%20%281%29.pdf
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about:blank
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/852-2.pdf
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SILVA, J. A.; SILVA, M. J.; ALVEZ, S. C. A aplicação de avaliação diagnostica no ambiente 
escolar: um olhar reflexivo. Orientador: Walkíria Pinto. 55 páginas. Monografia - graduação 
em Pedagogia – UFPB/CE. João Pessoa PB, 2014. Disponível em: 
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/2964/1/JAS15092014.pdf . Acessado em: 
07 de agosto de 2023. 
 
PEREIRA, J. P. O.; PEREIRA, J. P. O. O currículo e a aprendizagem: uma análise 
comparativa entre a BNCC e o PCN no eixo de números e operações dos anos finais do 
ensino fundamental. Disponível em: 
https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2018/TRABALHO_EV117_MD1_SA2
_ID5055_08092018141312.pdf. Acessado em: 07 de agosto de 2023. 
 
 
 
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/2964/1/JAS15092014.pdf
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