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Em um ambulatório universitário de acompanhamento nutricional de adultos com doenças crônicas, uma equipe multiprofissional discute a evolução clínica de uma paciente de 52 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2, ganho de peso progressivo nos últimos anos e dificuldade para manter a glicemia em faixa adequada apenas com orientações alimentares e mudança do estilo de vida. Durante as consultas, a paciente relata adesão parcial às recomendações dietéticas e refere que, embora tenha reduzido bebidas açucaradas e organizado melhor os horários das refeições, seus exames recentes continuam mostrando controle glicêmico insatisfatório. Ela pergunta por que o médico decidiu iniciar tratamento medicamentoso e comenta que ouviu de outras pessoas que “todo remédio para diabetes funciona do mesmo jeito”. A nutricionista, ao perceber a dúvida, propõe discutir com os estudantes a lógica farmacológica do primeiro medicamento geralmente empregado nessa situação clínica, destacando que a escolha terapêutica deve considerar mecanismo de ação, impacto metabólico e efeitos adversos mais esperados. Na conversa, também surge a preocupação com desconfortos gastrointestinais, pois a paciente refere tendência a distensão abdominal e episódios ocasionais de náusea quando faz refeições mais volumosas. A equipe reforça que o raciocínio farmacológico precisa ser coerente com o quadro da paciente, especialmente porque ela apresenta excesso de peso e ainda não utiliza insulina. Considerando esse cenário, os estudantes devem identificar a classe farmacológica que, de acordo com a lógica terapêutica descrita no conteúdo trabalhado, costuma ser a primeira escolha para o tratamento farmacológico do diabetes tipo 2 quando dieta e exercício, isoladamente, não alcançam controle adequado da glicose sanguínea. Com base na lógica terapêutica apresentada para o diabetes mellitus tipo 2, qual alternativa descreve corretamente o fármaco de primeira linha e seu principal racional farmacológico nesse contexto clínico?
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Nayara Asquineli De Sousa

há 20 horas

Respostas

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há 20 horas

No tratamento do diabetes mellitus tipo 2, quando dieta e exercício não são suficientes para controlar a glicemia, o fármaco de primeira linha geralmente é a metformina, que pertence à classe das biguanidas. Racional farmacológico da metformina: - Mecanismo de ação: Reduz a produção hepática de glicose (gliconeogênese) e melhora a sensibilidade periférica à insulina, aumentando a captação e utilização da glicose pelos tecidos. - Impacto metabólico: Promove redução dos níveis de glicose no sangue sem causar hipoglicemia significativa. - Efeitos adversos mais comuns: Desconfortos gastrointestinais, como náuseas, diarreia e distensão abdominal, que podem ser minimizados com ajuste da dose e administração durante as refeições. - Benefícios adicionais: Auxilia na perda ou controle do peso corporal, importante para pacientes com excesso de peso. Portanto, a metformina é a primeira escolha terapêutica para pacientes com diabetes tipo 2, excesso de peso e sem uso prévio de insulina, alinhando-se ao quadro clínico e às preocupações da paciente descritas.

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