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Quando o pecado secreto dele despedaca o seu coracao

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QQuuaannddoo oo ppeeccaaddoo sseeccrreettoo ddeellee 
ddeessppeeddaaççaa oo sseeuu ccoorraaççããoo 
 
Cartas para esposas feridas 
 
Kathy Gallaguer 
 
© Kathy Gallagher, 2003 
PURE LIFE MINISTRIES 
Título original: "When his secret sin breaks your heart" 
Tradução: Dra. Maria Eugênia da Silva Fernandes 
Graça Artes Gráficas e Editora Ltda. 
Rio de Janeiro, 2005 
ISBN: 85-7343-723-5 
 
Digitalizado por Luis Carlos 
 
www.semeadoresdapalavra.net 
 
Nossos e-books são disponibilizados 
gratuitamente, com a única finalidade de 
oferecer leitura edificante a todos aqueles que 
não tem condições econômicas para comprar. 
Se você é financeiramente privilegiado, então 
utilize nosso acervo apenas para avaliação, e, 
se gostar, abençoe autores, editoras e 
livrarias, adquirindo os livros. 
 
SEMEADORES DA PALAVRA e-books evangélicos 
 
Sumário 
Prefácio ....................................................................................... 6 
Introdução................................................................................... 8 
Minha História .............................................................................11 
CARTAS .............................................................................. 22 
A presença de Deus na dor ...........................................................22 
A luta do marido..........................................................................25 
Lidando com as suspeitas .............................................................28 
Por que devo aguentar isso? .........................................................31 
A esposa encorajadora .................................................................35 
A esposa irada.............................................................................37 
Sinto-me como se estivesse enlouquecendo!...................................39 
Pare já com isso ..........................................................................41 
“Condenação e adoração” .............................................................43 
A obsessão errada .......................................................................46 
Vozes demais ..............................................................................48 
Preenchendo o vazio ....................................................................50 
A batalha da tv............................................................................52 
Frutos do arrependimento.............................................................53 
Confrontando o marido.................................................................57 
O marido que abusa.....................................................................59 
Onde Deus está? .........................................................................62 
Vagas suspeitas...........................................................................64 
Medo de outras mulheres..............................................................66 
Abandonada por Deus ..................................................................68 
Carregando o fardo ......................................................................70 
As raízes da homossexualidade .....................................................72 
A esposa conciliadora ...................................................................75 
Intercessão pelo marido ...............................................................78 
O castigo de um pai .....................................................................82 
Casamento na rotina ....................................................................84 
Lidando com o medo ....................................................................87 
O marido que fracassa..................................................................90 
A esposa negligenciada ................................................................92 
A esposa policial ..........................................................................95 
Reconciliação ..............................................................................97 
A esposa ofendida......................................................................100 
A esposa incansável ...................................................................105 
O marido que não se arrepende...................................................108 
A esposa adúltera ......................................................................110 
Minhas necessidades sexuais.......................................................112 
O molestador de crianças............................................................116 
Capacidade de prestar conta .......................................................120 
Divórcio....................................................................................124 
Respeito perdido........................................................................126 
A vida de misericórdia ................................................................128 
Amor perdido ............................................................................131 
Não-confiável com relação ao dinheiro..........................................135 
Expectativas elevadas ................................................................137 
Vendo pornografia .....................................................................140 
A importância da gratidão...........................................................143 
Não pare de crer........................................................................146 
A esposa que dá oportunidade.....................................................148 
Separada e com um namorado....................................................150 
Carta de um marido ...................................................................152 
Lidando com a falta de perdão.....................................................154 
Sentindo-se traída .....................................................................156 
Sexo estranho ...........................................................................158 
Casamento de conto de fadas......................................................160 
Noiva de um compulsivo em pornografia ......................................162 
DIÁRIO de 30 dias.............................................................. 164 
 
 
 
 
Dedicatória 
 
Este livro é dedicado ao meu amado. 
Quanto nós andamos, desde as cinzas até a beleza! 
O Senhor endireitou nossos caminhos tortuosos, 
E você se tornou para mim a personificação 
do amor de Deus. 
Obrigada por você me amar e ser fiel a mim. 
Realmente, o meu amado é meu, e eu sou dele. 
 
Agradecimentos 
Antes de começar a escrever estas cartas, uma amiga me 
disse que a tarefa seria difícil e pesada, mas que se tratava da 
vontade de Deus. Descobri que a afirmação era verdadeira. 
Quero, antes de tudo, agradecer ao Senhor por toda a 
Sua misericórdia e severidade. Ele tem sido paciente e 
compassivo comigo. Contudo, foi incansável em Seu desejo de 
me fazer viver as palavras que escrevi neste livro. Eu O amarei 
para sempre por cuidar de mim o suficiente, sem me fazer 
mimos demais. 
Agradeço a Rosaline Bush por ser a catalisadora que 
Deus usou para conseguir que eu começasse este projeto. 
"Que deliciosa é uma palavra falada na estação certa". 
Sou grata ao meu marido pelo seu encorajamento para 
que eu não desistisse e pelas horas incontáveis que ele passou 
editando e reescrevendo. 
Quero agradecer à minha querida amiga e companheira 
na fé, Rose Colón, que tem sido muito fiel em descer às 
trincheiras para me ajudar a sustentar o peso de tantos 
corações arrebentados. 
Também expressar a minha gratidão a Ken e Robin 
Halcomb e a Bradley Furges pela ajuda diligente na edição. 
Finalmente, a Wayne Brown, o único conselheiro que teve 
a coragem de confrontar Steve Gallagher há muitos anos. 
Obrigada, Wayne, também por seu auxílio nesta obra. 
 
PREFÁCIO 
 
Nos vemos todos os dias na rotina diária. Várias imagens 
nos bombardeiamconstantemente em jornais, revistas, filmes, 
letreiros e na televisão. Agora, podem ser facilmente acessadas 
pela Internet. Além disso, a pornografia, o homossexualismo e 
o adultério se tornaram não apenas prevalentes, mas também 
aceitáveis, e, hoje, existe uma sociedade saturada pelo sexo. 
Por esse motivo, não é surpresa que muitos homens 
julguem difícil guardar a mente pura e tenham sucumbido 
diante de algum tipo de pecado sexual. A pornografia é a forma 
mais comum dessa espécie de transgressão. Estima-se que 
40% dos homens americanos comprem materiais eróticos a 
cada ano. O entretenimento adulto é uma indústria de bilhões 
de dólares, e aqueles que lucram com isso sabem que a 
natureza da pornografia e das atividades relacionadas vicia e 
leva.os homens a gastarem uma quantidade cada vez maior de 
dinheiro e energia. Entretanto, o que muitos deixam de 
perceber é que o pecado sexual carrega consigo um custo 
maior do que o impacto na carteira de um homem. Ele pode 
devastar todos os seus relacionamentos, especialmente com a 
mulher e os filhos. 
A Igreja está começando a reconhecer, agora, que a 
pornografia e a prostituição também são problemas para os 
homens cristãos. No passado, esses problemas foram 
ignorados ou limitados àqueles que estavam fora da 
congregação. Ainda bem que muitos pastores e várias igrejas 
estão começando a lidar com o que tem sido chamado de 
pecado secreto, providenciando estudos bíblicos e grupos de 
apoio para homens e mulheres afetados por tal iniqüidade. 
Se você é uma esposa cujo marido está envolvido com o 
pecado sexual, meu coração está com você! Trata-se de uma 
das traições mais profundas que uma mulher enfrenta. Com 
freqüência, você se sente só, receosa, frustrada e insegura com 
relação ao lugar onde conseguir ajuda. Quero que saiba que 
não está sozinha. Deus a está guardando, e continuará a fazê-
lo. Ele quer ser a sua Fonte de força. Não é uma estrada fácil 
de se percorrer, mas o Senhor prometeu dar-lhe a força de que 
precisa para resistir. Em meio a esses tempos de provação, 
você desenvolverá um relacionamento mais profundo com o 
Pai, caso confie nEle. Ele é amoroso e fiel, e, ao mesmo tempo, 
pode usar essas circunstâncias a fim de aparar algumas 
arestas e desenvolver caráter em seu interior. 
Este livro também foi escrito para amigos e familiares que 
conhecem mulheres cujos maridos têm-se desviado 
sexualmente. Você desenvolverá uma compreensão maior 
quanto às lutas que elas encaram. Essas esposas necessitam 
de encorajamento, apoio, condição para fazer confidências, 
oração e aconselhamento bíblico. O apóstolo Paulo adverte os 
cristãos a suportarem os fardos uns dos outros. Esse é um 
fardo difícil para uma mulher carregar sozinha, e Satanás 
pode levá-la facilmente ao desespero, à ira e à amargura. O 
amor e apoio que você ofereça podem fazer diferença não 
apenas na vida dela, como também na do cônjuge, enquanto 
ela se esforça por ajudá-lo. 
Quando uma mulher descobre que seu esposo está 
envolvido com pecado sexual, muitas emoções e perguntas 
passam pela mente dela. A experiência pessoal de Kathy e os 
seus anos como conselheira lhe conferiram uma percepção 
tremenda com relação às dúvidas e incertezas que tais esposas 
se deparam. 
 
Beverly LaHaye 
Concerned Women for America 
[Mulheres Interessadas pela América] 
 
INTRODUÇÃO 
 
Na sociedade decadente de hoje, há diversas combinações 
de problemas conjugais que podem surgir quando um cônjuge 
é controlado por algum pecado que domina a vida dele. Esta 
obra é uma compilação de cartas escritas a esposas feridas, 
cujos maridos estiveram ou estão envolvidos com o pecado 
sexual. Escolhi cartas específicas, as quais abordam os 
denominadores comuns que essas esposas enfrentam, tais 
como: desconfiança, medo, desespero, dúvida, raiva, falta de 
perdão, dentre outros. Você perceberá que cada mensagem 
provê muito apoio e oferece bastante esperança e 
encorajamento; com isso, descobrirá que não está sozinha. 
Existe, finalmente, alguém que compreende realmente a 
situação. Além disso, este livro oferece às esposas feridas 
conselhos divinos e práticos; alguns que vão contra a natureza 
de muitas "soluções" populares vendidas nestes dias. 
Isso me leva a outro ponto importante. Ao ler tais cartas, 
você encontrará algumas que, aparentemente, encorajam-na a 
ir por um caminho que você tem tomado, o qual está errado. 
Deixe-me explicar. Talvez, você já tenha resolvido divorciar-se, 
embora os problemas de seu marido não sejam piores do que 
ver pornografia de vez em quando. Se já possui essa tendência, 
então, você não irá querer ler a carta escrita para Sue, na qual 
eu, na verdade, incentivo-a a deixar o esposo, pois a situação 
dela justifica isso. A sua, provavelmente, não. Mas, se estiver 
determinada a ler apenas o que deseja, então, poderá usar 
aquelas palavras na tentativa de justificar as suas ações. Eu 
sugeriria, em vez disso, que você lesse as cartas para Teresa e 
Lauren. 
Talvez, você esteja fraca, abatida, e prefira esquecer que 
descobriu o adultério do marido. Você precisa de ânimo para 
ser forte por causa do seu esposo, conforme descrevi nas 
cartas a Judy e Robin. Você não gostaria de seguir o conselho 
da carta de Kelly, a qual deseja policiar cada movimento do 
marido. 
Outra questão fundamental que precisa ser abordada é 
que estas cartas de aconselhamento foram escritas sob uma 
perspectiva completamente bíblica. O plano de Deus para se 
lidar com as ofensas não é sempre o caminho mais fácil de se 
tomar. Na verdade, você pode entrar em qualquer livraria 
cristã do país e encontrar muitos livros que, em nome do amor 
cristão, dão uma alternativa àquelas respostas encontradas na 
Bíblia. Não posso responder por esses autores. Tudo o que 
posso dizer é que o Senhor não me deu a liberdade de 
aconselhar fora dos parâmetros estabelecidos em Sua Palavra. 
Minha experiência tem mostrado que aqueles que 
gravitam em torno de soluções mais fáceis e preferem, em 
lugar das soluções bíblicas, as respostas dos "tapinhas nas 
costas" da psicologia popular, geralmente, sofrem mais no 
final. Lidar com os problemas da vida à maneira de Deus pode 
parecer frequentemente difícil, mas aqueles que optam por 
fazer assim sempre colhem os benefícios. Emerge uma nova 
pessoa, não por causa do avivamento de qualquer auto-estima, 
mas por haver descoberto que a presença do Senhor é 
suficiente para suportar qualquer provação e luta. 
De certa forma, tive as minhas lutas escrevendo estas 
linhas, sabendo que, às vezes, poderia parecer à leitora, à 
mulher arrasada, que não tenho compaixão por ela. Há 
exemplos em que a confronto na carta, e a leitora pode até 
pensar que eu, de certa maneira, esteja defendendo o 
comportamento pecaminoso do marido. Por favor, entenda que 
o meu coração está com as esposas feridas, porque também 
experimentei dor e desespero semelhantes. Foi por causa de 
muita vivência que cheguei à convicção de que fazer as coisas 
do jeito de Deus é sempre ricamente compensador. Recuso-me 
a sucumbir à pressão (isto é, às concessões) ou a me juntar às 
fileiras daqueles que apresentam, gratuitamente, uma saída 
fácil às mulheres. Fazer isso é somente difundir a misericórdia 
humanista, em vez de a misericórdia de Deus, que está sempre 
acoplada à Verdade que nos liberta. 
Estreito é o Caminho que leva à vida, e a vida que flui de 
Deus sempre é exatamente aquilo de que as esposas feridas 
mais necessitam. 
O propósito deste livro é fornecer à esposa magoada 
respostas sólidas, bíblicas, e soluções práticas para os 
problemas de todo dia, relacionadas ao fato de se estar casada 
com um homem em pecado sexual. Algumas respostas mais 
práticas podem e devem ser aplicadas imediatamente. Outras 
tendem a ser princípios de vida, que são mais idealistas, e 
somente serão alcançados com muito esforço e muita luta. 
Lembre-se de que Deus não é um Juiz zangado, o qual exige a 
sua perfeição antes de ouvir o seu clamor. Pelo contrário, Eleé 
um Pai amoroso que deseja ajudá-la a atravessar suas 
penosas provações. Para o Senhor, a melhor coisa que pode 
resultar da sua situação é um relacionamento mais profundo 
com Ele. Espero que estas linhas a conduzam nessa direção. 
 
Kathy Gallagher 
 
MINHA HISTÓRIA 
 
Em janeiro de 1970, após vários anos de abuso físico, 
casada com um membro do clube de motociclismo Hells 
Angels, o interesse por outro homem era a coisa mais distante 
em minha mente. Finalmente, sentia-me livre da tirania de um 
marido controlador, do medo em que vivia constantemente e 
do abuso. Tinha um emprego, meu próprio carro e, mais 
importante, a minha vida. 
Mas, poucos meses antes disso, tive de fugir quando 
deixei meu marido. Ele era um homem rude e me apavorava. 
Permaneci incógnita, até que as coisas se acalmassem o 
suficiente para que eu pudesse retomar a minha amizade com 
seu irmão mais velho, Gale, e sua mulher, Joanne. 
Foi na cabana deles, um dia, em Sacramento, que 
encontrei Steve Gallagher pela primeira vez. Eu me esquentava 
perto do aquecedor quando ele passou dançando pela porta da 
frente da cabana. Minha primeira impressão foi a de que ele 
parecia deslocado naquele ambiente. Steve era um corretor de 
imóveis e havia ido à casa de Gale, porque este estava 
interessado em adquirir uma casa. Anos antes, Steve e Gale 
andaram juntos nas drogas e no crime, mas não mantinham 
contato. 
Jamais me passou pela cabeça que, um dia, eu iria 
envolver-me com esse homem. Ele tinha 24 anos e eu, apenas 
18. Ele pareceu velho demais para mim. De qualquer forma, 
deparando-se comigo na cabana, durante as semanas 
seguintes, ele começou a cultivar interesse por mim. Steve me 
contou mais tarde que, desde a primeira vez em que nos 
encontramos, sabia que nascemos um para o outro. Eu não 
compartilhava desse sentimento e, realmente, não tinha 
vontade de sair com ele. Não obstante, pela insistência de Gale 
e Joanne, finalmente, concordei com um encontro. 
Ele foi buscar-me com seu espaçoso Ford LTD e dirigiu-
se rapidamente a um cinema ao ar livre. Antes de chegar ao 
cinema, ele expressou o desejo de se sentar mais perto de 
mim. Eu logo lhe informei que não me sentia obrigada a me 
aconchegar junto a um estranho. Assim, nosso primeiro 
encontro terminou em discussão. Explodi de irritação no 
carro, e ele, finalmente, levou-me para casa. Ele gritou comigo 
para que eu voltasse, o que fiz depois que ele se humilhou e, 
educadamente, sugeriu que começássemos tudo outra vez. 
Concordei relutantemente. 
Continuamos a sair nas semanas seguintes. Certa 
ocasião, ele me pediu que fosse com ele a um hotel na praia, 
em Santa Cruz, no final de semana -somente nós dois. Eu 
sabia o que queria dizer: estaríamos no mesmo quarto de hotel 
durante todo aquele período. Seria uma tarefa árdua. Para 
mim, aquilo significava compromisso; que eu estava 
entregando-me a ele, devia baixar a guarda e dar-lhe o meu 
coração. Muito nervosa, não tinha convicção se estava pronta 
para essa iniciativa. Acho que lhe perguntei: "Vamos ficar no 
mesmo quarto?". Eu queria somente ter certeza de que nos 
entendíamos. 
Foi uma decisão dura para mim, uma das maiores da 
minha vida adulta. Em minha mente, consentir seria o mesmo 
que dizer "sim" a um pedido de casamento. Se eu me 
entregasse a ele, significaria que eu era dele, e ele era meu. 
Esse não seria simplesmente um encontro ou um final de 
semana divertido com alguém. Contudo, de alguma forma, 
senti como se estivesse sendo atraída sem remédio para essa 
relação, à qual eu não conseguia resistir. Concordei, 
finalmente. 
Estávamos cheios de entusiasmo e passamos um tempo 
absolutamente maravilhoso. Você já sabe: apaixonei-me pelo 
"príncipe encantado". Na verdade, acho que já amava Steve 
muito tempo antes daquele final de semana, mas foi em Santa 
Cruz que tive a certeza de que queria passar o resto da minha 
vida com ele. 
Quando voltamos para casa no domingo, imediatamente 
nos mudamos - fomos morar juntos. No princípio, eu estava 
nas nuvens, mas logo comecei a ver como Steve era realmente. 
Cheio de ambição, ele trabalhava dia e noite na agência 
imobiliária. Tinha inclinação para o sucesso, mas, por causa 
das suas grandes expectativas, colocava sobre si uma pressão 
exagerada. Isso resultou no seu mau humor em casa. Eu 
atribuía sua impaciência comigo ao estresse do 
empreendimento imobiliário e esperava que ele mudasse. 
Apesar de tudo, surgiu algo muito interessante entre nós: 
Steve começou a falar comigo sobre Deus. Ele compartilhou 
comigo que se tinha achegado ao Senhor quando cumpria 
pena na cadeia aos 16 anos, mas se desviara logo depois. 
Contou que, um dia, gostaria de se acertar com Deus 
novamente. 
Era tudo novo para mim, mas, imediatamente, encontrei-
me sob condenação, porque estávamos morando juntos em 
pecado. Nos meses seguintes, vivi com a sensação de que 
estava com problema com Deus, mas não sabia realmente o 
que fazer. 
Depois, certa vez, na casa de minha irmã, encontrei o 
irmão Jess, que era um pastor gentil da Igreja Batista do Sul. 
Ele me alertou que eu era uma pecadora e precisava de um 
Salvador. O Senhor havia preparado esse encontro divino, e, 
naquele momento, fiz de Jesus o Senhor e Mestre da minha 
vida. No dia seguinte, reuni todos os meus pertences e deixei 
Steve. 
Bem, apaixonei-me pelo Senhor. Estava muito 
entusiasmada com Jesus. Ele tornou-Se o centro da minha 
vida. Passava horas lendo a Palavra, maravilhada pela Sua 
sabedoria profunda e revelação dos eventos futuros. Eu estava 
na igreja sempre que as portas abriam e, quase sem ajuda, 
virei a pequena igreja de cabeça para baixo, contagiando todos 
com a minha alegria recém-descoberta. Por onde ia, 
conversava com os outros sobre Deus. As pessoas não 
conseguiam acreditar na mudança que ocorrera comigo; 
transformei-me em uma pessoa diferente. 
Um dia, zelosa por ver as pessoas irem e conhecerem o 
Senhor, chamei Steve, tentando testemunhar para ele. Queria 
que ele tivesse o que eu tinha, mas os anos haviam feito dele 
uma pessoa com o coração endurecido para o Pai. Quando eu 
o deixara "pelo Senhor", ele se sentiu traído por Deus. No final 
da nossa conversa, completamente do nada, ele me pediu que 
eu orasse sobre se deveríamos ou não nos casar. Era 
impensável! Ele estava morto para as realidades espirituais, 
enquanto eu estava completamente feliz, servindo a Deus 
como uma cristã solteira. Não obstante, suas palavras ficaram 
ressoando em meus ouvidos nas semanas seguintes. Pareceu 
que eu não conseguiria escapar delas. 
Um mês mais tarde, em janeiro de 1980, nós nos 
casamos. Havia cinco meses que eu era cristã. No início, ele 
começou a freqüentar a igreja comigo, no entanto, pouco a 
pouco, afastou-se de Deus mais uma vez, não querendo 
render-se ao Senhor. 
Embora Steve fosse muito mais refinado do que meu 
primeiro marido, era mais difícil de se conviver. Nunca abusou 
de mim fisicamente, mas eu tinha medo dele mais do que do 
meu ex-esposo, o qual, conforme mencionei, era muito 
agressivo. Steve possuía uma raiva efervescente, violenta, que 
vinha à tona a qualquer momento. Eu o via como alguém que 
podia falar asperamente e começar a matar as pessoas ao 
acaso. 
Sua ira - sempre dirigida a mim - vinha pela sua língua 
afiada, cortante. Era extremamente crítico e sarcástico. Ele me 
ridicularizava sempre que eu fazia alguma coisa errada. Eu 
nunca conseguia contentá-lo ou fazia algo correto. Isso, 
naturalmente, deixou em mim profundas feridas emocionais, 
que doíam mais do que as bofetadas do meu primeiro cônjuge. 
Não obstante, tentei esperar o melhor. Eu sabia que 
muito da sua frustração era devido, em parte, ao fato de que o 
mercado imobiliário tinha sofrido um tremendo golpe com o 
aumento das taxas de juros. Como resultado, a carreira de 
Steve, que ele havia trabalhado tanto para estabelecer, 
começou a desmoronar. Incapaz de continuar nesse ramo, 
começou a procurar emprego na área da Justiça. 
Isso nos levou a Los Angeles, ondeSteve começou um 
processo longo e torturante para se tornar alguém autorizado 
a exercer os poderes de vice-xerife. Em vez de as coisas 
melhorarem, o estresse de estar no Departamento piorou a 
situação. Ele se tornou mais agressivo comigo. Infelizmente, eu 
buscava a aprovação de Steve, em lugar de a aprovação de 
Deus. Tornei-me mais fraca e dependente dele. Gradualmente, 
também me desviei. Pouco tentava ler a Bíblia e orar, mas, por 
dentro, não tinha força ou fome. Fazia tempo que tinha saído 
da igreja. 
Pouco depois que nos mudamos para Los Angeles, 
descobri o vício dele por pornografia. De acordo com Steve, 
isso o fazia desfrutar mais do sexo. Gentilmente, ele me fez 
saber que eu não era suficiente, mas, se introduzíssemos a 
obscenidade em nosso leito conjugal, Steve ficaria satisfeito. 
Obviamente, senti-me esmagada. Tinha de competir com 
as mulheres de revistas e filmes dessa natureza. Isso foi 
arrasador para mim, mas, em vez de me voltar para Deus, 
tentei agradar ainda mais ao Steve. 
Buscava intensamente a sua afeição e o seu amor mais 
do que nunca. Havia momentos em que eu sentia que meu 
coração, literalmente, explodia pela dor e rejeição. Em outras 
ocasiões, geralmente quando ele era doce comigo, eu tinha a 
esperança de que ele mudaria. Decidi deixar que a pornografia 
entrasse em nosso relacionamento, e ele me garantiu que ela 
incrementaria nossa vida sexual e melhoraria a situação entre 
nós. 
O que aconteceu, ao invés disso, foi que a pornografia 
apenas o motivou a exigir mais. Para manter o apetite 
insaciável dele, envolvemo-nos sexualmente com outras 
pessoas. A única maneira de administrar a perda total da 
minha dignidade e do respeito por mim mesma foi afogar-me 
nas drogas e no álcool. Tornei-me viciada em meta-
anfetamina. 
Depois de vários anos fazendo tudo o que podia para 
conquistar Steve, acabei desistindo. Eu o amava muito e 
estava disposta a fazer, literalmente, qualquer coisa para 
conservá-lo, mas a obsessão dele pelo sexo ilícito havia-se 
tornado insana. Tendo perdido toda a esperança, eu o 
abandonei e pedi o divórcio. Estava destruída. Nesse meio 
tempo, não somente tinha perdido a batalha para conquistá-lo, 
como também havia desistido completamente da minha moral 
e do respeito próprio. Tive de encarar essa transformação. 
Foi então que, quase por um milagre de Deus, encontrei 
um sujeito chamado Tim. Depois de anos de abuso emocional, 
ele foi como uma lufada de ar fresco! Logo esqueci toda a dor. 
Estar com ele me ajudou a enterrar a cabeça na areia e 
esquecer a perda que havia sofrido. 
Tim era tão bom para mim! Ele abria as portas do carro, 
tratava-me com gentileza e respeito e me fazia rir muito. 
Diferente de Steve, Tim era muito sensível e tinha 
consideração. Outra coisa que eu apreciava nele era a maneira 
pela qual se abria comigo. Isso nunca aconteceu com os meus 
ex-maridos. 
Meu envolvimento com Tim durou várias semanas. Quase 
que imediatamente, comecei a dormir com ele, enganando-me 
ao crer que Deus entenderia, porque realmente nos 
amávamos. Sua embriaguez contínua e rápida disposição para 
estar em adultério deveriam ter feito com que eu duvidasse da 
sua sinceridade como cristão, mas eu estava tão fascinada por 
ele, que reprimi minhas irritantes dúvidas. 
Não tive contato com Steve durante esse tempo, então, 
não sabia se, quando o deixei, ele tinha voltado aos seus 
velhos hábitos de "caçar" garotas. Uma manhã, sem que eu 
soubesse, ele acordou no apartamento de uma das suas 
namoradas, sentindo o vazio em sua vida. O dia todo, ele se 
sentiu miserável. Naquele tarde, Steve saiu para o trabalho na 
prisão. Por ter sido uma noite movimentada, ele só foi jantar 
no refeitório dos agentes bem tarde. 
Não havia outros colegas lá quando ele chegou. Quando 
Steve estava sentando ali, comendo em um silêncio atroz, 
entrou alegre um agente chamado Willy. Ele também havia 
chegado tarde, e, de alguma forma, a conversa girou em torno 
das lutas de Steve. Depois de ouvir que Willy era cristão, ele 
derramou seu coração, contando-lhe quão vazio e infeliz se 
sentia na vida. Willy sugeriu que Steve se entregasse ao 
Senhor, e foi o que ele fez. 
"Senti-me como se milhares de quilos saíssem das 
minhas costas!", exclamou Steve. "Mas não durou muito. 
Quando cheguei a minha casa naquela noite, tudo o que 
conseguia pensar era em trazer minha esposa de volta. Rolei 
na cama o tempo todo, aborrecido por causa de Kathy. No 
meio da noite, ouvi uma voz dizer-me que ela ligaria pela 
manhã. Eu não sabia se eu estava ouvindo coisas, ou o quê!". 
Na manhã seguinte, eu tinha levado Tim para o trabalho, 
mas, depois de deixá-lo, fiz uma coisa muito estranha. 
Comecei a dirigir para o norte na via expressa, em direção ao 
vale de São Fernando, onde Steve e eu havíamos morado. Não 
fazia idéia por que estava fazendo aquilo. Parecia que alguém 
mais estava dirigindo o carro. Quando cheguei a Van Nuys, 
parei em uma cabine telefônica e liguei para Steve. 
Ele ficou muito animado ao me ouvir, contando-me o que 
havia acontecido na noite anterior. Fiquei feliz ao escutar 
sobre a nova vida dele, mas não tinha a intenção de voltar. 
Meus sentimentos por ele estavam mortos. Eu tinha aquilo 
que havia desejado tanto. Estava convencida de que Deus 
havia mandado Tim para a minha vida e não tinha vontade de 
me reconciliar com Steve. No que me dizia respeito, ele tinha 
perdido a sua oportunidade, e, naquele momento, o Senhor 
estava restaurando "os anos comidos pelo gafanhoto". Na 
época, eu já me estava acostumando a ser tratada como uma 
princesa. Tim me dava o amor que eu queria receber de Steve, 
e eu seria uma tola se voltasse para ele. 
Finalmente, no desespero, Steve me desafiou a pedir 
conselho aos meus pais. Eu estava mais do que feliz em fazer 
isso, pois sabia que eles haviam ficado furiosos com Steve 
quando lhes contei tudo o que ele havia feito. Concordei e dei o 
telefonema. Meu pai atendeu e, quando expliquei a situação, 
para minha surpresa, ele me disse que o Senhor tinha falado 
sobre mim, e, claramente, havia dito a ele e à mamãe que eu 
deveria voltar para o meu marido. Sentei-me na cabine 
telefônica e comecei a chorar. Não queria voltar para ele. 
Finalmente, recompus-me e fui ao apartamento de Steve. 
Na manhã seguinte, eu disse ao Steve que precisava 
pegar as minhas coisas na casa de Tim. Steve concordou 
relutantemente em me deixar ir, depois que disquei o número 
de Tim e não houve quem atendesse. Fui lá naquele dia, e o 
carro de Tim não estava lá. Quando entrei na casa, entretanto, 
descobri-o sentado na cama. Todo o charme se foi, e ele ficou 
furioso. 
Nas duas horas seguintes, ele tentou, raivosamente, 
convencer-me do erro que seria voltar para Steve. Continuou a 
me enfastiar, e eu fiquei confusa. Eu sabia perfeitamente bem 
como Steve era e não queria voltar. Tim oscilava entre os 
argumentos calmos, razoáveis, e as acusações iradas. 
Finalmente, enfurecido, ele arrancou a minha blusa e me 
pegou à força. Eu estava tão fraca e sem forças para reagir na 
ocasião, que o deixei fazer o que queria. De uma forma 
estranha, essa foi a coisa que me levou de volta para Tim. 
Por insistência dele, acabei ligando para Steve. "Eu não 
amo mais você, amo Tim e não voltarei para você", disse-lhe 
friamente. Quando ele ouviu isso, agarrou o revólver e girou o 
cilindro em frente ao bocal do telefone para que eu pudesse 
ouvir. "Tudo bem, então, ouça-me estourar os miolos!", ele 
berrou. 
"Steve, não faça isso!", gritei. Quando disse aquilo, Tim 
agarrou o meu braço. Olhei para ele e vi o olhar mais maligno 
que já tinha visto no rosto de alguém em toda a minha vida. 
"Kathy, se ele quiser tirar a própria vida, deixe que ele se mate. 
Não é culpa sua!". Foi quando percebi que aquele homem, o 
qual eu havia considerado um príncipe, estava cheio do diabo. 
Um pastor tinha chegado ao apartamento de Steve, 
conversou comigo pelo telefone e perguntou se podia orar por 
mim. Fiquei apavorada e queria apenassair daquela casa, mas 
tinha medo de dizer alguma coisa. Eu disse que encontraria 
Steve e o pastor na igreja e desliguei o telefone. A princípio, 
Tim ficou inflexível, dizendo que eu não podia ir, mas ele viu 
que eu queria apenas sair de lá e, finalmente, amansou. 
Quando cheguei ao local onde Steve estava, já se havia 
passado um período de seis horas - um inferno para ambos. 
Foi necessária essa experiência para que eu visse como 
Tim realmente era, mas ela não tornou mais fácil a minha 
volta com Steve. Foi muito difícil por um longo tempo. Durante 
os primeiros meses, senti-me como se tivesse cometido um 
grande erro e estava absolutamente arrebentada não somente 
por causa do meu pecado e pela vergonha do adultério, mas 
também porque os meus sentimentos por ele estavam mortos. 
Sentia, frequentemente, que preferia estar sozinha a estar com 
ele. Eu mal podia suportar quando ele me tocava. 
Para piorar as coisas, Steve estava experimentando um 
avivamento em seu coração. Inflamado pelo fogo do Senhor, ele 
se apaixonou perdidamente por mim outra vez. A afeição que 
eu tinha desejado por tanto tempo recebia em abundância. Ele 
segurava constantemente a minha mão, abraçava-me e me 
beijava, e eu ficava mal. "Por que você não foi assim há cinco 
anos?", eu perguntava silenciosamente. Houve muitas noites 
em que chorei quando íamos para cama. Eu me esforçava para 
que ele não percebesse, porque não desejava feri-lo, mas a 
verdade é que eu não o queria mais. Eu tinha de lutar 
constantemente contra os sentimentos de desgosto. 
Gradualmente, durante meses, a situação melhorou. 
Tínhamos muito a superar. Ele ainda manifestava algumas 
das velhas atitudes. Houve ocasiões em que ele acusava, 
manipulava e, às vezes, explodia de raiva. Apesar de sua 
paixão recém-descoberta por Jesus, ainda lutava contra a 
pornografia; porém, havia um quebrantamento em Steve que 
ele nunca havia tido antes. Deus estava prevalecendo na vida 
dele. 
Levou algum tempo para que os meus sentimentos por 
ele voltassem, mas, pouco a pouco, eles ressurgiram. Na 
verdade, acho que Deus destruiu o antigo fundamento e 
estabeleceu um novo, pois, quando o Senhor restaurou o amor 
e o respeito que eu tinha perdido por Steve, eles retornaram 
novos em folha. Comecei a respeitá-lo e a admirá-lo mais do 
que antes. Houve ocasiões em que meu amor por ele se tornou 
impressionante, não da maneira idólatra de outrora, mas da 
forma que se conduz o amor do Senhor. Nesses anos em que 
retomamos o casamento, tenho observado Steve permitir que 
Deus o humilhe, corrija-o e até o esmague. Agora, ele se 
tornou verdadeiramente o homem dos meus sonhos. 
Ele não era o único que precisava mudar. Também tive 
de aprender a colocar Deus em primeiro lugar em minha vida. 
Percebi que tinha sido tão consumida por Steve quanto ele 
havia sido consumido pelo sexo. Em meu egoísmo, virava-me 
de um homem para outro, procurando uma realização na vida. 
Aprendi, gradativamente, a me voltar para Deus como o Centro 
da minha existência. Isso não me fez amar menos Steve; 
simplesmente, purificou o meu amor por ele. Em lugar do 
"amor" egoísta que era oferecido com a idéia de ter as minhas 
necessidades supridas, aprendi a dar-lhe o amor não-egoísta 
do Senhor. Nosso casamento fortaleceu-se cada vez mais. 
Quase imediatamente, Steve e eu começamos a passar 
um tempo com o Senhor todas as manhãs. Isso estabeleceu 
um padrão que durou por muitos anos. Estar ligada ao Pai, 
todos os dias, deu-me uma força que eu não conhecia. No 
princípio, enquanto Steve continuava a lutar contra seu vício 
em pornografia, tornei-me obcecada pela libertação dele. 
Silenciosamente, Deus começou a me convencer disso e 
continuou a me dirigir de volta para Ele. Logo descobri que, 
quanto mais interessada no Pai celestial, mais força eu tinha 
para ajudar meu marido com o problema que ele enfrentava. 
A medida que crescia no Senhor, era capaz de reconhecer 
o bem que veio do fracasso, em vez de ver aquilo como uma 
catástrofe. Porque Steve era sério com relação à sua vida 
cristã, cada volta ao pecado servia como uma bênção 
escondida, pois crescia nele o ódio pela transgressão. Em vez 
de desmoronar quando ele não obtinha êxito, tornei-me um 
encorajamento para ajudá-lo a vencer aqueles insucessos. Meu 
desejo de apoiar, de maneira amorosa, seus esforços nessa 
luta e mantê-lo responsável, fortaleceu-se. Houve um tempo 
em que não tive a maturidade ou força emocional para apoiá-lo 
corretamente, porém, quanto mais eu me aproximava do 
Senhor, mais era capaz de agüentar. Percebi que, enquanto 
Steve (ou a sua vitória) estivessem no centro do meu coração, 
minha alegria poderia desmoronar-se sempre que ele falhasse. 
Mas, quando passei a permitir que Deus ocupasse, cada vez 
mais, o trono do meu coração, descobri que possuía a força 
para auxiliar meu esposo a superar os fracassos. 
Steve fez uma última tentativa em maio de 1985. 
Demorou algum tempo para percebermos, mas ele estava livre! 
Agora, as coisas começavam a mudar realmente. Ele foi 
tornando-se forte espiritualmente. Eu podia inclinar-me para 
ele e confessar-lhe os meus erros. Revertemos os papéis: ele se 
tornou minha cabeça espiritual, e eu me tornei uma esposa 
que conseguia submeter-se com alegria ao líder. 
Que alívio foi quando, finalmente, notei que não 
precisava desconfiar. Ainda tive de continuar a me arrepender 
pela minha tendência natural à suspeita, mas, em meu 
coração, eu sabia que tinha atravessado as águas profundas 
do vício sexual. Agora, temos profundidade em nosso 
relacionamento que poucos desfrutam. Confiar em Deus na 
retomada ao relacionamento com Steve não só foi um ponto 
critico em minha vida, mas também o começo da minha 
restauração. A reconstrução do nosso casamento ocorreu 
quando nós começamos a desejar o Senhor mais do que os 
nossos anseios. 
Quando escrevi este livro (em 2003), já se havia passado 
18 anos da última queda de Steve, mais de 20 anos desde que, 
relutando, voltei para ele, e 21 do nosso casamento. Um ano 
depois que Steve deixou o pecado, Deus colocou no coração 
dele a idéia de iniciar os Ministérios Vida Pura. A partir 
daquele momento, nosso amor pelo Altíssimo se intensificou, 
assim como se aprofundou o amor que até hoje temos um pelo 
outro. O que Deus me tem dado compensa toda a dor que 
suportei durante anos, não em conseqüência do meu 
casamento feliz, mas por causa do que tenho no Senhor. 
Escrever este livro não significa que a história tenha 
terminado. Eu apenas vejo as coisas cada vez melhores tanto 
para Steve quanto para mim, pois continuamos a nos sujeitar 
ao Todo-Poderoso, olhando para Ele, que nos pode trazer a 
realização desejada. 
Seguramente, a profundidade do amor de Deus é maior 
do que as profundezas de qualquer poço. 
CCAARRTTAASS 
 
A PRESENÇA DE DEUS NA DOR 
Querida Melody 
Não me incomoda absolutamente que você tenha 
"desabafado" comigo. Sei bem o que é ter um "mau dia" e 
enfrentar as tais "ondas de dor", conforme compartilhou em 
sua carta. Provavelmente, seu sentimento é o de estar 
afogando-se em um oceano de desespero, sem resgate à vista. 
Creia-me, estive muitas vezes assim no passado. Quem dera 
que eu tivesse encontrado alguém com quem pudesse 
conversar quando as ondas me golpearam. 
Posso entender que você fique frustrada com todos os 
seus problemas, perguntando: "Qual é o objetivo de tudo 
isso?". A primeira vista, a opção de simplesmente abandoná-lo 
e ir embora parece muito atraente, quando se considera todo o 
sofrimento que você, provavelmente, terá de passar se 
permanecer com seu marido. Mas, deixe-me perguntar-lhe 
algo: o que a tem impedido de desistir, depois de 15 anos de 
dor com esse casamento? Qual tem sido a sua motivação para 
seguir em frente? Talvez, você concorde comigo que é mais do 
que simplesmente seu compromisso conjugal e o amor pelo 
seu marido. Deve haver algo mais profundo. 
Todos esses anos, você focou a falta de vontade do seu 
marido em mudar e tem perguntado asi mesma por que 
continua com ele. Talvez, você não tenha desistido porque, no 
fundo do seu coração, sabe que Deus fará algo muito 
maravilhoso no interior do seu esposo. Assim, apesar do 
quanto isso machuca, você não deseja sair das mãos do Oleiro. 
Com base nas palavras de sua carta, você entenderá o 
que desejo compartilhar. As experiências mais íntimas e 
maravilhosas que tive com o Senhor aconteceram quando eu 
estava remoendo-me em total angústia e absoluto desespero. 
Que existência amarga e, ao mesmo tempo, doce experimentei 
durante aquele período! Embora eu desejasse o fim do 
sofrimento, quando ele acabou, percebi que, de certa forma, 
havia perdido aquela intimidade constante que você está 
experimentando agora com o Senhor. A alegria dessa 
proximidade nos move a buscá-lO na dor. Não existe coisa 
igual. 
Frequentemente, ouço bonitos sermões sobre o amor e a 
fidelidade de Deus. Infelizmente, na maioria das vezes, 
tentamos entender o caráter do Pai com a nossa mente. Isso, 
naturalmente, impede-nos de compreender o Supremo em 
nosso coração. Entretanto, em meio às atuais circunstâncias, 
Ele está transmitindo-lhe um conhecimento dEle que não pode 
ser aprendido por meio de sermões ou livros. O Senhor está 
fazendo uma obra profunda e definitiva em sua alma, 
moldando-a carinhosamente à imagem de Seu Filho, Jesus 
Cristo. Um dia, você dará valor ao que o Pai está fazendo agora 
em seu interior, até mais do que já valorizou o fato de ter um 
"bom casamento". 
O apóstolo Paulo, que suportou muitos sofrimentos pela 
causa do Mestre, testificou: Porque, como as aflições de Cristo 
são abundantes em nós, assim também a nossa consolação 
sobeja por meio de Cristo (2 Co 1.5 - ARA). Sentimos a 
presença de Deus de uma maneira muito poderosa quando Ele 
nos permite a experiência da dor, porque nossos olhos estão 
fixos nAquele que é capaz de nos confortar em todas as nossas 
aflições. 
Outra bênção importante em tudo o que você está 
atravessando é a maneira pela qual o Senhor será capaz de 
usá-la um dia para ajudar outros que estejam passando por 
algo semelhante. Na mesma passagem, Paulo também disse 
que nosso Pai celestial nos consola em toda a nossa tribulação, 
para que também possamos consolar os que estiverem em 
alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos 
somos consolados de Deus (2 Co 1.4). 
Isso me faz lembrar da história verídica de Corrie e Betsy 
Ten Boom, duas irmãs que suportaram um sofrimento 
indescritível em um campo de concentração nazista durante a 
Segunda Guerra Mundial. Quando Betsy estava morrendo, 
virou-se para a irmã e disse: "Nós precisamos contar a eles, 
Corrie; para todos aqueles que ouvirem. Eles acreditarão em 
nós porque estivemos lá". 
Então, Melody, tenha bom ânimo e saiba que Deus está 
desenvolvendo em você um testemunho poderoso. O poder de 
apoio do Senhor a sustenta nessa travessia de águas muito 
profundas. Você descobrirá como o amor do Altíssimo 
ultrapassa a felicidade passageira que resulta das 
circunstâncias exteriores favoráveis. 
Deus lhe conceda forças para se dedicar àquilo que, 
agora, parece-lhe muito doloroso, mas, afinal, irá transformar-
se em algo muito útil à sua alma. E como tenho orado ao 
Senhor por você. 
 
A LUTA DO MARIDO 
 
Querida Miriam 
Recordo-me de que, durante os anos mais difíceis do 
meu casamento, senti-me da mesma forma como você se sente 
agora. As vezes, convencia-me de que meu marido, 
propositalmente, estava tentando deixar-me louca. Pelo fato de 
estar atolada em meu mundinho, perdi a perspectiva 
equilibrada com relação aos outros e à vida em geral. Tudo se 
centralizava no modo pelo qual as atitudes de Steve me 
afetavam. Minha dor e as circunstâncias eram imensas, 
enquanto Deus era muito "pequeno" aos meus olhos. Como 
resultado, raramente, eu considerava as carências do próximo; 
inclusive a necessidade desesperadora do meu esposo pelo 
Senhor. Eu não me dava conta de que o pecado dele também o 
estava destruindo. 
Embora pareça bastante difícil, tente colocar-se no lugar 
de seu marido por um momento. Por favor, entenda que eu 
não ousaria tentar minimizar ou ignorar a responsabilidade 
dele na questão. Frequentemente, a última coisa que um 
homem em pecado sexual deseja fazer é confessar francamente 
os próprios erros. Entretanto, para o seu bem, você deve 
procurar compreender o ataque ao qual ele tem sido 
submetido em nossa cultura orientada para o sexo. 
Você mencionou uma vez que Phil foi exposto à 
pornografia desde a tenra idade. Aliás, esse é um denominador 
comum único entre os compulsivos sexuais nestes dias. Sem 
dúvida, tal exposição distorceu a perspectiva dele acerca da 
sexualidade. E, desde então, as escolhas que ele fez na vida 
levaram-no a essa escravidão atual. Mesmo assim, é fácil 
descrever um marido infiel como um monstro, sem considerar 
aquilo que forneceu combustível para essa luxúria ardente 
durante todos esses anos. 
Em nossa sociedade permissiva, costuma-se dizer: "Se 
sentir que é bom, então faça!". Em conseqüência, as mulheres 
são vistas como meros objetos sexuais. Hoje em dia, os 
meninos praticamente não têm escolha nessa área. São 
bombardeados constantemente pela pornografia disfarçada 
em toda a parte. Isso está na TV, em revistas, nas lojas, nos 
letreiros das estradas, na fila do caixa dos supermercados etc. 
Para onde quer que se virem, são atacados pela mensagem de 
que o prazer é o propósito da vida, e o sexo, a suprema 
experiência do prazer. 
Durante os anos em que é mais influenciável, o garoto 
passa praticamente por uma lavagem cerebral com essa 
mensagem. Como resultado, ele entra na adolescência cheio de 
curiosidade e é atraído para quase qualquer coisa de 
conotação sexual. Ele tende a começar a masturbar-se como 
um impulso incansável para sentir o desejo sexual. Nessa 
altura, o adolescente já armazenou inúmeras imagens de 
luxúria, que o ajudam a desenvolver uma vida de fantasia 
elaborada, acoplada à autogratificação. Posteriormente, 
quando está cursando o Ensino Médio, aprende a conseguir 
namoradas, especialmente as mais dispostas a entregar o 
corpo. Na idade adulta, ele é praticamente um maníaco sexual 
plenamente desenvolvido. Descobre que sua curiosidade de 
garoto se transformou em uma besta voraz, sempre exigindo 
mais. Sem problema! As áreas de libertinagem lhe oferecem 
uma ampla seleção de locais mais "quentes" para o 
desnudamento, casas de massagem e becos de prostituição, se 
ele tiver condições de pagar. 
Você sabe que a pornografia é uma indústria de muitos 
bilhões de dólares? Hoje, está ainda mais acessível do que 
nunca, por causa da Internet -em alguns aspectos, realmente, 
uma "rede mundial" do maligno. Os homens, agora, podem 
"surfar" ou "navegar", eu diria, na rede em busca de prazer, 
sem precisar sair de casa. 
Muitas mulheres são desprovidas de compaixão pelas 
lutas dos seus maridos, porque elas mesmas nunca foram 
controladas pelos desejos sexuais. O problema é que não 
conseguem entender como o impulso sexual é poderoso em um 
homem, e como ele é suscetível à tentação em uma cultura 
cheia de imagens obscenas.* 
Detesto ser tão descritiva, mas é importante que você veja 
o quanto o diabo facilitou o esquema para que os jovens se 
tornem compulsivos pela atividade sexual ilícita. De certa 
forma, não deveria surpreender a qualquer esposa que seu 
marido lute contra o pecado na área da sexualidade. De fato, é 
um espanto que nem todos os homens da América sejam 
viciados sexuais! 
Estar mais ciente das tentações enormes que seu marido 
deve enfrentar todos os dias irá ajudá-la de muitas maneiras. 
Em primeiro lugar, você perceberá que o vício dele não é 
definitivamente culpa sua. Em segundo, você estará mais 
inclinada a resistir à idéia de justiça própria, à qual nós, 
mulheres, frequentemente nos entregamos, ao pensar: "Ele só 
precisa controlar-se!". Em terceiro, você terá compaixão por ele 
em seu coração, e isso, espero, acalmará qualquer tempestade 
de ira que, de outraforma, iria governá-la. Enfim, será possível 
saber exatamente como orar por seu esposo. 
 
* Incentivo bastante todas as esposas a lerem o livro do meu marido, At the altar of sexual 
idolatry (No altar da idolatria sexual), para terem uma percepção tremenda sobre o que o 
dependente sexual experimenta e o que é necessário para ele vencer o problema. 
Nota do Digitalizador: Temos esse livro no acervo do Semeadores da Palavra: 
No Altar Da Idolatria Sexual- Steve Gallagher 
 
LIDANDO COM AS SUSPEITAS 
 
Querida Janet 
Muito boa é a sua pergunta sobre confrontar ou não o 
seu marido por causa das suas suspeitas. É importante que 
você avalie primeiro se as suas suspeitas estão fundamentadas 
em fatos reais ou apenas no medo. 
Os homens em pecado sexual podem ser muito espertos e 
extremamente bons para disfarçar. A maioria se aperfeiçoou 
na arte de enganar e leva vida dupla durante muitos anos. No 
entanto, o Senhor conhece toda a verdade sobre o que um 
homem faz na vida privada. Por conseguinte, a esposa deve 
realmente voltar-se para Deus e pedir ajuda para descobrir 
tudo o que está ocorrendo. Experimentei os dois lados da 
moeda: viver com medo obsessivo, apenas esperando a 
próxima revelação devastadora, e com esperança, aguardando 
confiantemente o Senhor operar. 
Recordo-me de uma experiência em Los Angeles antes de 
Steve voltar-se para Jesus. Ele trabalhava no turno da noite 
na delegacia e, geralmente, ia para casa por volta das oito 
horas. Mas, em uma determinada manhã, chamei-o várias 
vezes do meu emprego. Não obtive resposta. Meu coração 
começou a afundar. Eu sabia que algo estava errado, pois, 
naquela época, meu marido entrava e saía do pecado sexual o 
tempo todo. Era possível que tivesse ido a uma loja ou a 
qualquer outro lugar, mas senti que ele não estava fazendo 
boa coisa. Para mim, seu desaparecimento era um sinal 
intrigante de que, talvez, estivesse com uma prostituta. 
Não pude falar com ele antes de voltar para casa naquela 
noite. Sem fazer rodeios, perguntei-lhe diretamente se ele 
estivera com alguém durante o dia. Ele, é claro, jurou que não, 
mas não acreditei em uma palavra sequer. Continuei 
questionando-o até que, finalmente, ele admitiu ter estado com 
uma prostituta. 
Naqueles dias, eu não conseguia discernir quando Deus 
estava revelando-me algo ou quando se tratava apenas das 
minhas suspeitas perturbando-me. Com freqüência, ao 
pressentir que ele estava sendo infiel, eu estava errada. 
Mesmo depois que Steve acertou sua vida diante do 
Senhor e começou a mudar, eu ainda suspeitava demais. 
Fiquei dessa forma durante os vários anos em que ele já estava 
andando em vitória. Eu imaginava toda sorte de cenário 
quando ele estava sozinho ou se atrasava para voltar. Na 
verdade, tornei-me tão paranóica e medrosa nos anos em que 
meu esposo esteve em pecado, que, acredito, o diabo ganhou 
alguma espécie de posição segura em mim. Se eu tivesse 
verbalizado meu medo, provavelmente, nós dois teríamos 
acabado na justiça para nos divorciarmos. 
Minha obsessão com o que ele estava fazendo, pensando, 
dizendo, conspirando, dentre outras coisas, reforçava os meus 
temores. Quando o telefone tocava e eu não conseguia 
perceber com quem ele estava conversando, eu imaginava que 
se tratasse de uma amante secreta. Para meu alívio e 
embaraço, acabava sendo algum amigo nosso. Minha 
imaginação hiperativa me manteve na prisão do desespero 
durante todo aquele período. 
Como você sabe se suas dúvidas estão enraizadas no 
medo e influenciadas pelo diabo ou estão fundamentadas em 
fatos e são divinamente inspiradas? Aqui estão algumas 
perguntas que você pode fazer para si mesma: 
Qual tem sido o comportamento de seu marido durante 
os últimos seis meses? Você realmente o flagrou em pecado? 
Existe alguma evidência que justifique as suas suspeitas? Por 
exemplo, ele tem voltado tarde do trabalho? Tem desaparecido 
dinheiro sem que ele explique? Seu esposo dá respostas vagas 
ou não parece sincero? Ele tem ficado zangado, na defensiva 
ou agressivo como, talvez, ele tenha sido no passado? Como 
ele trata você e as crianças? 
Como está a caminhada dele com Deus? Ele parece 
faminto pelo Senhor? Ele espera o momento de ir à igreja, ou 
procura um jeito de não ir? Seu marido passa um tempo com o 
Pai todos os dias? Está lendo a Bíblia? Ou passa horas 
sentado na frente da televisão? 
Conhecemos um ministro com uma personalidade 
amabilíssima, mas é um exemplo de enganador. A esposa 
jamais imaginou a transgressão vulgar (bestialidade) em que 
ele estava envolvido, por causa do tratamento que dava a ela, 
aos filhos e aos outros. Felizmente, o Senhor continuou a 
revelar para ela o pecado dele. 
E importante que a esposa esteja no limite entre a 
confiança e a precaução. Um extremo mantém a mulher na 
ignorância, e o marido, no pecado secreto; o outro submete a 
mulher a uma terrível vida de medo que nunca desaparece 
completamente, não importando o quanto o cônjuge tente. 
Eu a animo a usar as perguntas listadas anteriormente 
como ferramentas para ajudá-la a avaliar honestamente as 
suas suspeitas. Se, após respondê-las, ainda não tiver algo de 
concreto, exceto um senso perturbador de que algo está 
errado, ajoelhe-se diante de Deus. Coloque deliberadamente 
seu marido nas mãos do Senhor. Depois, peça-Lhe que revele 
algum pecado secreto com o qual ele possa estar envolvido. 
Finalmente, ore para que o Todo-Poderoso a liberte de 
qualquer medo que domine a sua vida. Confie no fato de que 
Ele responderá às suas orações. 
 
POR QUE DEVO AGUENTAR ISSO? 
 
Querida Lauren 
Sim, concordo que a sua vida seria provavelmente muito 
mais fácil sem toda essa dor no coração e essa tristeza por 
causa desse casamento. Mas ter uma vida confortável, sem 
sofrimento, significa tanto para você a ponto de terminar seu 
casamento por causa do vício do seu esposo? Isso realmente 
justifica o divórcio? Sei que concorda que algumas coisas são 
importantes o suficiente para lutar por elas. 
Todos nós enfrentamos a adversidade e o sofrimento na 
vida, simplesmente porque este mundo está, na maior parte, 
nas mãos do inimigo. O modo como respondemos à dor 
determinará, em grande extensão, o caminho que nossa 
existência toma com Deus. 
Para o coração que busca, existe uma única resposta: 
uma disposição humilde para entregar o coração golpeado pela 
angústia nas mãos do Pai celestial. Essa resposta vem do 
desejo de ser mais como Jesus. E a submissão de todo ser ao 
Onipotente, aos Seus processos que transformam vidas. 
Ter um marido em pecado sexual é tão doloroso quanto 
humilhante. Ajuda uma mulher a perceber a própria 
necessidade do Senhor em sua vida. E difícil estar nessa 
posição de desespero e dor, mas, porque Deus é atraído para 
os aflitos, a Sua presença pode fazer dessa circunstância uma 
situação gloriosa com a qual nada se compara na terra. 
Entretanto, não interprete mal, pois Deus usa esse sofrimento 
para purificar a mulher do egoísmo, da justiça própria e da 
auto-suficiência. Por meio dessa provação feroz, a compaixão 
dela pelas necessidades dos outros cresce e amadurece. 
Depois de ter o coração despedaçado, a esposa tende a ver 
mais as necessidades do que os fracassos do cônjuge. 
Existe uma outra resposta a esse sofrimento: uma 
amargura justificável quando se foi ferido pelo pecado do 
outro. E fácil uma esposa ver-se como vítima do erro do 
marido, mais especialmente quando ela está rodeada por 
outras pessoas que a tratam assim. Naturalmente, é verdade 
que, de uma forma bastante real, a mulher é vitimada pela 
transgressão do esposo. Entretanto, é importante que ela 
lembre que todo ser humano é atingido, de uma forma ou de 
outra, pela iniqüidade dos seus semelhantes. E uma parte 
inevitável da vida. 
A amargura pode levar o coração de uma pessoa a 
afastar-se de Jesus. Tudo o que se faz vem do coração. A 
maneira pela qual os cristãos tratam aqueles que os ferem é 
um aspecto importantedo cristianismo. Devemos lembrar que 
o nosso Salvador sofreu açoites, humilhação, e foi 
assassinado. Contudo, Ele nunca retaliou seus opressores. 
Leia as palavras de Pedro com relação a esse assunto: 
 
Porque é coisa agradável que alguém, por causa da 
consciência para com Deus, sofra agravos, 
padecendo injustamente. Porque que glória será 
essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas, 
se fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é 
agradável a Deus. Porque para isto sois chamados, 
pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o 
exemplo, para que sigais as suas pisadas, o qual não 
cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano, 
o qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando 
padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele 
que julga justamente. 
(1 Pedro 2.19-23) 
 
 
O Senhor deseja consolar a mulher em seu sofrimento e, 
depois, usar o problema para ajudá-la a crescer e se tornar 
mais semelhante a Cristo. No entanto, se ela não cresce e se vê 
sempre como vítima, nada de bom pode ser alcançado em sua 
vida por meio da dificuldade: terá sofrido em vão! Em vez de 
perceber o Senhor ao seu lado no decorrer de toda a prova, 
ajudando-a, guardando-a, sustentando-a e moldando-a, tudo o 
que ela consegue enxergar é o fato de ter sido prejudicada por 
alguém. 
Acredito que a única razão pela qual Deus permite que 
passemos por tanta dor é para nos trazer dessa forma a 
revelação sobre como somos realmente, com o objetivo 
supremo de nos fazer mais parecidos com Jesus. Uma 
ilustração que o meu marido Steve usou no passado é a do 
tubo de pasta de dente. Quando você o pressiona, a única 
coisa que sai é o conteúdo. Da mesma forma, quando a aflição 
começa a nos apertar, o que está em nosso interior sairá. 
Outra ilustração é a de que, quando o fogo é aplicado ao 
metal, as impurezas sobem para o topo, onde podem ser 
retiradas. 
Deus está muito decidido, eu creio, a conseguir que 
sejamos autênticos com Ele e conosco. Os dias do cristianismo 
superficial estão chegando ao fim. O Pai fará com que olhemos 
para o nosso interior e vejamos como somos realmente, a fim 
de nos arrependermos e nos tornarmos o povo santo como Ele 
deseja. 
Também sofri demais nas mãos de um esposo infiel, mas 
chegou um momento em que comecei a ver além do pecado 
dele e a reconhecer a minha necessidade de correção e ajuda. 
Uma vez atingida essa percepção, toda a minha perspectiva 
mudou. Agora posso olhar para trás, para aquele período da 
minha vida e, com toda a sinceridade, agradecer a Deus cada 
porçãozinha do meu passado. Por quê? Porque essa 
experiência difícil foi o único caminho para que Ele pudesse 
ajudar-me em minha carência. Antes de passar por aquela 
aflição, meu senso de necessidade de Deus era muito 
superficial, mas a dor e a rejeição me fizeram dobrar os joelhos 
e colocaram algo profundo em mim. Isso fez valer a pena tudo 
o que atravessei. 
Imagino que tenha à sua volta aqueles que estão 
estimulando a idéia: "Por que devo agüentar isso?". A resposta 
a essa pergunta tem duas partes. A primeira é que você 
suportará a dor da infidelidade mental do seu marido, porque 
almeja estender a ele a mesma misericórdia e o mesmo perdão 
que o Senhor proporcionou à sua própria vida. A segunda é a 
sua opção de permitir que o Soberano use esse tempo para 
moldá-la à imagem de Cristo, em vez de fugir. Espero que esta 
carta a anime a tudo sofrer, tudo crer, tudo esperar, tudo 
suportar. O amor nunca falha (1 Co 13.7,8). 
 
A ESPOSA ENCORAJADORA 
 
Querida Ann 
Apreciei muito o seu desejo de ser uma bênção para o 
seu esposo. A vida fica bem mais fácil quando se tem um 
cônjuge que está realmente tentando fazer alguma coisa certa. 
A chave para a sua vida vitoriosa é a fidelidade e a 
perseverança. Se o seu esposo permanecer diligente e escolher 
fazer as coisas que Deus lhe tem mostrado, ele conseguirá! 
Seu papel é ser líder da torcida do seu marido não só 
quando ele marca um ponto, mas também depois de cada vez 
que ele tocar a bola! Procure nunca relembrar os erros dele. 
Da melhor maneira que puder, crie uma atmosfera agradável 
no lar.1 Deixe-o saber que você está totalmente comprometida 
com ele. Não interessa o dia que seu esposo teve; mostre que 
você está por perto. O desejo sincero de andar em vitória irá 
capacitá-la para apoiá-lo completamente. 
Estou feliz em saber que você lhe tem correspondido nos 
momentos de intimidade. Muitas esposas punem os cônjuges 
na cama, rejeitando as propostas amorosas deles.2 Entretanto, 
o que elas não percebem é que, com freqüência, isso piora as 
coisas. Em geral, quanto mais satisfeito um marido estiver em 
casa, menos inclinado estará a procurar fora! Em 1 Coríntios 
7.5, Paulo adverte os casais: 
 
 
1 Existe uma pequena diferença entre deixar um marido permanecer no pecado e criar uma 
atmosfera agradável no lar. Essa atitude do esposo permite isso (cartas a Judy e Robin) 
2 Novamente, há um outro lado. Há ocasiões em que a abstinência é a melhor atitude, 
especialmente quando existe um receio legítimo de que o marido transmita alguma doença 
sexualmente transmissível. 
Não vos defraudeis um ao outro, senão por consen-
timento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes 
a oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que 
Satanás vos não tente pela vossa incontinência. 
 
Por favor, continue a encorajar seu esposo a ter o 
momento diário com o Senhor. Como você sabe, é essencial 
apoiá-lo, sem irritá-lo. Talvez, você possa até sugerir que os 
dois passem juntos um tempo com a leitura da Bíblia todas as 
noites. 
Quando seu marido amadurecer na caminhada com o 
Senhor, um dia, ele atravessará a linha divisória, e o pecado 
sexual ficará completamente para trás. Imagino que, quando 
esse momento chegar, ele terá a dizer alegremente sobre a sua 
esposa: 
 
 Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-
aventurada; como também seu marido, que a louva, 
dizendo: Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu 
a todas és superior. Enganosa é a graça, e vaidade, 
a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, 
essa será louvada. 
(Pv 31.28-30). 
 
A ESPOSA IRADA 
 
Querida Deborah 
É difícil saber como responder à sua carta. Estou muito 
triste pela profundidade de sua mágoa com relação ao seu 
marido. Fiquei com a impressão de que mais do que procurar 
ajuda, você simplesmente queria descarregar toda a raiva por 
causa da infidelidade dele. 
De qualquer forma, tentarei filtrar por meio da amargura 
expressada em sua carta e espero dizer alguma coisa tão 
significativa quanto útil. Minha oração é que você permita que 
Deus amacie o seu coração, para conseguir receber a vitória da 
qual necessita desesperadamente. Sua falta de vontade em 
amar seu esposo não deixa espaço para um Pai de amor. 
Jesus disse: 
 
 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, 
também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, 
porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, 
também vosso Pai vos não perdoará as vossas 
ofensas. 
(Mt 6.14,15). 
 
Eis por onde você tem de começar: pelo perdão. Para se 
acertar com Deus, precisa estar disposta a perdoar ao seu 
marido, seja qual for o pecado que ele tenha cometido. Jesus 
diz isso! 
Sem dúvida, você foi ferida no que é, provavelmente, a 
área mais sensível da alma de uma mulher - a dedicação e a 
fidelidade do seu marido. A dor é real, e o Senhor compreende 
as lutas que uma esposa trava com a ira. Quando alguém é 
ferido desse jeito, é natural que levante um muro ao redor do 
seu coração. Entretanto, espera-se que os cristãos ainda 
procurem obedecer a Deus. 
Muitas mulheres suportaram o que você está sofrendo 
agora. E necessário um pequeno esforço para desenraizar os 
sentimentos da amargura. É muito fácil odiar quando você foi 
ferida ou violada de alguma forma, mas Jesus nos ensina uma 
maneira melhor de responder a esse mau trato: Amai a vossos 
inimigos (Mt 5.44a). Amar alguém difícil de ser amado requerhumildade, paciência e verdadeira força de caráter. 
Deborah, é possível libertar-se ainda hoje da prisão à 
qual você mesma se submeteu. Procure arrepender-se do ódio 
que consumiu seu coração e, depois, permita que Cristo ame 
seu marido por seu intermédio. Parece impossível, mas não é! 
Você pode fazer isso porque Jesus nos mostrou como agir. Ele 
foi acusado falsamente, espancado com brutalidade e 
crucificado entre dois criminosos, mas jamais sucumbiu à 
tentação de odiar. Em vez disso, enquanto era pregado na 
cruz, orou pelos Seus perseguidores. Portanto, porque o 
Mestre é o nosso Exemplo, podemos escolher estar naquele 
mesmo Espírito, em lugar do espírito de homicídio, que é a 
marca registrada deste mundo. Não há algo mais parecido com 
Deus do que o perdão. Faça agora a seguinte oração: "Querido 
Senhor, eu me arrependo da minha amargura, do meu ódio, 
egoísmo e orgulho. Por favor, ajuda-me a aprender com o 
exemplo do Teu sofrimento. Dá-me o desejo e o poder de 
perdoar ao meu marido. Ajuda-me a amá-lo como Tu o amas. 
Em Nome de Jesus, amem! 
 
SINTO-ME COMO SE ESTIVESSE 
ENLOUQUECENDO! 
 
Querida Anna 
Você expressou enfaticamente a agonia de muitas 
mulheres: “Meu marido é um mentiroso, ou estou apenas 
imaginando tudo? Não sei mais no que acreditar. Sinto-me 
como se estivesse enlouquecendo”! 
Segundo diz em sua carta, Anna, é óbvio que seu marido 
a está controlando. Você mencionou que, ao tentar discutir 
sobre os problemas do casamento, ele, de alguma forma, 
distorce toda a conversa, esquece a própria responsabilidade e 
faz sempre de você o ponto principal da discussão. Sua carta 
declara ainda que, quando o confronta com uma evidência 
inegável da infidelidade, seu esposo consegue deixá-la tão 
confusa como “se fosse uma idiota”. 
Deixe-me dizer-lhe: já passei por isso e fiz igual! 
Experimentei a mesma coisa com Steve. Quando eu tentava 
conversar sobre o envolvimento dele com o pecado sexual, ou 
mesmo quando me maltratava, ele tomava conta da conversa, 
com esperteza, e, de um modo ou de outro, colocava o foco em 
mim. Ate hoje, não sei exatamente como. Toda vez, ao final da 
nossa discussão, eu me sentia como se tivesse feito uma 
grande tempestade por nada, ou que estava apenas 
imaginando coisas. 
Uma das razões para ele escapar como fazia é porque eu 
queria desesperadamente acreditar no melhor sobre o meu 
esposo, e ele era capaz de tirar partido disso com sua 
personalidade forte, dominadora. Usando com facilidade tanto 
a força bruta quanto a sua capacidade de enganar, ele me 
intimidava emocionalmente até levar-me à submissão. 
Acontece que as minhas suspeitas acertaram o alvo. 
Quando, finalmente, percebi que era uma causa perdida tentar 
convencer Steve a agir corretamente, simplesmente desisti. 
Recusei-me a aceitar as mentiras, a manipulação e a mania 
dele de dormir fora de casa. Eu sabia que, enquanto tolerasse 
isso, ele permaneceria sem vontade para reconhecer seu 
problema e lidar com a questão. 
Anna, você deve ser forte e ficar firme no seu 
relacionamento com o Alfredo no futuro. Pelo que pôde 
compartilhar em sua carta, não existe dúvida de que ele é 
infiel. Como seu esposo não está respondendo com sinceridade 
durante as discussões, você pode considerar a necessidade de 
uma separação temporária. Pode ser justamente a sacudida de 
que ele precisa! Peça ao Senhor a sabedoria para fazer o 
melhor e a força para seguir aquilo que Ele puser em seu 
coração. 
 
PARE JÁ COM ISSO 
 
Querida Janie 
Em sua carta mais recente, você perguntou: "Por que ele 
não pode simplesmente parar com isso?". Nós, mulheres, que 
nunca vivemos somente para o sexo, não conseguimos 
compreender o que há de tão difícil em dizer não para o 
pecado sexual. Frequentemente, usamos aqueles versículos da 
Bíblia que você citou para fortalecer o nosso argumento: 
 
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel 
éDeus, que vos não deixará tentar acima do que 
podeis; antes, com a tentação dará também o escape, 
para que a possais suportar. Portanto, meus amados, 
fugi da idolatria. 
(1 Co 10.13,14). 
 
No entanto, você precisa entender que, se fosse fácil para 
o seu marido, o problema dele não seria chamado de vício. Por 
definição, um comportamento vicioso é um hábito 
incontrolável, do qual é difícil desistir e, quase sempre, leva a 
conseqüências negativas. Tome, por exemplo, uma jovem pros-
tituta, viciada em cocaína, que vive nas ruas de Nova Iorque. 
Talvez, em algum momento, ela anteveja um futuro brilhante à 
sua frente. Entretanto, ao longo dos anos, a vida dela torna-se 
um ciclo vicioso de degradação e miséria. Para nós, parece tão 
ridículo que uma mulher jogue fora a vida desse jeito, porque, 
talvez, não compreendamos o poder avassalador do pecado. 
Ou será que compreendemos? 
O que dizer daquele mau hábito da fofoca, do qual você 
se arrependeu dúzias de vezes? Frequentemente, não temos 
compaixão pelos outros que estão presos a alguma 
transgressão contra o qual nunca lutamos. E muito fácil ter 
justiça própria e apontar o dedo para condenar alguém com 
um problema que o domine. 
Durante anos, fui uma consumidora compulsiva. 
Comprava roupas, utensílios para a casa e qualquer coisa que 
parecesse uma barganha ou uma necessidade. Sem usar a 
sabedoria, gastava dinheiro de uma maneira frívola e egoísta. 
Mas, pelo fato de a cobiça não ser mencionada na Igreja 
americana, eu era capaz de justificar as minhas constantes 
desculpas para aquela conduta. Steve estava preso pelo 
pecado sexual, e eu, presa pelo vício de jogar dinheiro fora em 
coisas desnecessárias. Aos olhos de Deus, eu era má 
administradora e tão errada quanto Steve, provavelmente 
mais, por causa da minha justiça própria. 
A passagem bíblica citada aplica-se a todo cristão 
genuíno que aprendeu a apropriar-se do poder de Deus em 
sua vida. Entretanto, qualquer um que aceite Jesus Cristo, 
depois de anos de profunda escravidão, deve aprender a andar 
na verdade desses versículos. Com freqüência, não é fácil para 
um cristão imaturo conseguir escapar em meio a uma 
tentação dominante. 
Por que seu marido simplesmente não pára? Parece que 
ele está tentando sinceramente resistir à tentação. 
A mudança exige tempo. Fracassos podem ser quase 
esperados ao longo do caminho. Seja paciente e demonstre-lhe 
compaixão. Deus está trabalhando na vida de seu esposo e, 
seguramente, parece que ele está respondendo. 
Aproxima-se rapidamente o dia em que ele há de parar, 
pela graça de Deus! 
 
“CONDENAÇÃO E ADORAÇÃO” 
 
Querida Karen 
Sei bem como se sente, questionando sua caminhada 
com Deus por causa do jeito de tratar seu marido de vez em 
quando. O Senhor compreende a sua luta. Não seja dura 
demais consigo mesma. 
Cada um de nós nasce com uma natureza pecadora. 
Entretanto, quando ferimos ou ofendemos os outros, podemos 
demonstrar-lhes arrependimento, e também a Deus. Em 
seguida, fazemos o possível para não repetir o erro. É o que o 
Senhor espera de nós. Em troca, nossos pecados não são 
apenas perdoados, mas, sim, colocados em um mar de 
esquecimento. 
Você perguntou: "Como posso adorar o Senhor quando, 
por dentro, sinto-me tão mal?". Isso demonstra que você não 
tem uma compreensão plena do seu relacionamento com 
Deus. Nós, cristãos, somos constantemente presos ao conceito 
errôneo de que temos de ser, em primeiro lugar, 
completamente obedientes antes de ousar entrar na presença 
do Pai. Existe um grau de verdade nisso. Nunca devemos 
chegar à sala do trono do Todo-Poderoso de maneira 
presunçosa ou irreverente. 
Por favor, tenha em mente que nosso Pai celestial sabe 
que somos humanos e, inúmeras vezes, não percebemos o 
alvo. Não obstante, Ele nos ama e deseja ter uma comunhão 
constante conosco. Quando O adoramos de coração, nós nos 
unimos a Ele espiritualmente, situação bem parecida com o 
que ocorre quando os cônjuges fazem amor um com o outro. 
Infelizmente, muitas pessoas "põem os carros antes dos 
bois", por assim dizer. Elas consideram quese devem tornar 
santas antes de ser íntimas com Deus. Não é assim! Quando 
chegamos humildemente diante do Senhor, pela graça dEle, 
temos autorização para entrar em Sua santidade, a qual nos 
faz desejar agir corretamente. 
Entretanto, o maligno tenta convencer-nos de que, 
primeiro, devemos punir-nos antes que o Pai sequer ouça as 
nossas orações. Quando acreditamos nessa mentira 
deslavada, somos nossos próprios juízes. O relacionamento 
com o Senhor torna-se completamente fundamentado em 
nosso desempenho, isto é, naquilo que realizamos ou 
deixamos de realizar. Então, estamos no centro, em vez de 
Jesus; este é precisamente o alvo do diabo. Mas a verdade 
nessa questão é que, quando confessamos os nossos pecados, 
ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de 
toda injustiça (1 Jo 1.9). 
Ensinamos aos homens do programa de residência para 
irem às reuniões prontos para adorar a Deus, mesmo se 
agiram como o próprio diabo 15 minutos antes do encontro! O 
melhor jeito de se libertar de um espírito demoníaco é se 
arrepender e entrar no Espírito do Senhor. O arrependimento 
não envolve apenas o nosso afastamento do pecado, mas 
também significa que nos voltamos para o Altíssimo. 
Você luta contra a amargura que sente quando seu 
marido é infiel. Ressalto, no entanto, que o melhor remédio 
para a água amarga do poço é jogá-la fora e substituí-la pela 
Água da Vida! Karen, algumas das minhas experiências mais 
libertadoras ocorreram quando eu descobria um lugar 
tranqüilo para me desligar de todas as distrações do mundo, 
ajoelhava-me e começava a contar para Jesus o quanto eu O 
amava. 
Embora a maioria das minhas duas horas com o Senhor, 
de manhã, seja gasta em oração e estudo bíblico, também 
tento passar um tempo simplesmente adorando o Senhor. 
Gosto particularmente da música de Hillsong e Vineyard, 
porque esses grupos parecem ter uma unção real de nos levar 
à sincera adoração ao Soberano. 
Há ocasiões em que eu me torno tão dominada pela 
bondade de Deus, que acabo com meu rosto enterrado no 
tapete, chorando. Em outras ocasiões, fico tão entusiasmada 
por Sua presença, que começo a dançar! Gosto de adorar o 
Senhor Jesus e contar-Lhe como eu O amo e aprecio tudo o 
quanto Ele tem feito por mim. 
Várias esposas comentaram que elas expressariam tal 
gratidão somente se seus casamentos fossem restaurados. 
Mas, deixe-me dizer-lhe que isso, simplesmente, não é 
verdade. Se você não aprender a adorar o Altíssimo e 
agradecer-Lhe em meio às provações, certamente, nunca fará 
isso com sinceridade quando estas terminarem. Quanto mais 
você louva o Senhor, mais deseja adorá-lO, sejam quais forem 
as circunstâncias. Quando sentir que não há alguém com 
quem possa contar, encontre abrigo e tenha plenitude de 
alegria na presença do Todo-Poderoso. 
Por favor, lembre-se de que o Pai almeja estar com você, 
apesar dos seus fracassos. Simplesmente, arrependa-se e 
entre na presença de Deus! 
 
A OBSESSÃO ERRADA 
 
Querida Bernice 
Compreendo seu desejo profundo de ver seu marido 
arrepender-se para que seu casamento rompido seja 
restaurado. Entretanto, suspeito que você esteja cometendo o 
mesmo erro que cometi uma vez: está obcecada por ver isso 
acontecer. 
Salomão disse: A esperança demorada enfraquece o 
coração (Pv 13.12a). Bernice, assim como a preocupação do 
seu marido com sexo irá deixá-lo vazio e miserável, sua 
obsessão fará o mesmo com você. 
E bem melhor (e mais sábio) focalizar sua atenção no 
Majestoso, no Alfa e Omega, no Ancião de Dias. Somente Ele 
pode preencher o vazio em seu coração e confortá-la em meio à 
sua dor. Só Jesus é capaz de tratar e curar suas feridas tão 
profundas. A alegria dEle é sua força (Ne 8.10). 
E preciso ter em mente que o Pai a está treinando. Você 
quer que esteja tudo bem, mas o Senhor não está pensando 
nesses moldes. E mais importante para Ele que você tenha 
algo substancial em seu interior que seja dEle. A preocupação 
do Pai é o seu bem-estar eterno, não necessariamente sua 
felicidade temporária. Você se tornou obcecada em seus 
esforços para acumular tesouros na terra, mas, Bernice, esses 
tesouros são suscetíveis à ferrugem e ao mofo. Deus está 
tentando dar-lhe riquezas eternas. 
O pecado do meu marido era também encarado nor mim 
como uma interrupção indesejada da vida "feliz para sempre", 
como sonhei que teríamos juntos. Mas sou muito grata hoje 
por tudo de bom em resultado disso! Sou agradecida porque 
Deus não teve uma varinha mágica para me conceder o que eu 
queria e da forma como supliquei na ocasião. Em cada passo 
da caminhada, Ele me levou a algo de que eu precisava 
desesperadamente: intimidade verdadeira com Ele. Então, 
encorajo-a a conservar seus olhos fixos no Senhor e a permitir-
Lhe que faça a obra maravilhosa em sua vida, mas do modo 
realmente necessário. 
 
VOZES DEMAIS 
 
Querida Cynthia 
 
É difícil imaginar como deve ser duro ter uma família 
assim tão contra o seu casamento. Quando se casou com 
James, você entrou em um relacionamento exclusivo, ao qual 
ninguém mais tem qualquer direito de acesso. Você terá de ser 
a pessoa a estabelecer esse fato para os membros da sua 
família, que, aparentemente, acham que lhes cabe dizer como 
administrar a sua vida conjugal. 
Em Gênesis, o Senhor disse: 
 
Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e 
apegar-se-á a sua mulher, e serão ambos uma carne. 
(Gn 2.24). 
 
O mesmo vale para a filha que se casa. 
Pode ser muito confuso ouvirmos vozes demais. Todos 
têm uma opinião sobre como você deve lidar com uma 
determinada situação; geralmente, a opinião de todos é 
diferente. E raro encontrar uma família que seja objetiva e, ao 
mesmo tempo, dê apoio quando vê um amado ferido ou 
atribulado. 
Por que sua família quer que se divorcie de James? Como 
isso irá ajudar você? E o que Deus lhe está dizendo? Algumas 
vezes, familiares bem-intencionados não percebem a 
verdadeira condição dos próprios corações, ou seja, que eles 
mesmos têm justiça própria e estão sujeitos ao pecado. 
Insisto enfaticamente a não permitir que seu pai e sua 
mãe a aconselhem, porque já demonstraram estar aborrecidos 
e magoados com um irmão no Senhor. 
Cynthia, se sua posição quanto ao casamento levá-la a 
romper com sua família, você pode ser forçada a decidir o que 
é mais importante. Uma coisa posso assegurar-lhe: se tiver 
sobrado alguma esperança, ainda que seja mínima para o seu 
matrimônio, então, Deus está nela. Agarre-se ao conselho do 
Senhor e ouça a voz dEle. 
Espero que isso sirva para encorajá-la. 
 
PREENCHENDO O VAZIO 
 
Querida Susan 
Aprecio realmente como você derramou o seu coração na 
carta. Sei, em primeira mão, o que é buscar as coisas indignas 
a fim de trazer uma satisfação momentânea. 
Durante os anos iniciais do meu casamento, desperdicei 
muitas horas e gastei milhares de dólares apenas para me 
sentir melhor. Por quê? Bem, na maior parte do tempo, sentia-
me vazia e só. Minha vida parecia sem sentido. Assim, no 
desespero, tentei preencher o vazio fazendo compras. Nunca 
estava satisfeita com o que possuía. Uma parte de todos os 
talões de cheques era gasta em alguma roupa nova. Eu tinha 
de arrumar o cabelo e fazer as unhas frequentemente. Mais 
tarde, entrei para a decoração de interiores. Estava em missão 
para arrumar a casa. Comprava constantemente mobília nova 
e pequenos enfeites aqui e ali. Quando adquiria algo novo, 
quer fosse uma roupa ou um conjunto para o quarto, eu me 
sentia maravilhosamente bem por alguns dias. Depois, o 
sentimento de vazio retornava e permanecia até a próxima 
loucura de compras. Agora, em retrospecto, vejo que quanto 
mais comprava, maior era a sensação de vazio. 
Na ocasião, nunca me ocorreu que eu pudesse estar 
fazendo algo que desagradasse a Deus. 
Naturalmente, comprar uma saia nova não é pecado. 
Contudo, na realidade, eu tinha-me tornado tão obcecada em 
gastar dinheiro quanto meu marido era obstinado por sexo. 
Enquanto meu pecado parecia inocente, comparadoao dele, 
ambos eram tentativas idólatras de completar um vazio que 
somente Jesus poderia preencher. 
À medida que amadureci e entrei em uma compreensão 
mais profunda de Deus, Ele começou misericordiosamente a 
me convencer dos meus gastos excessivos. Vi o quanto eu 
tinha me voltado para os prazeres mundanos na minha dor, 
em vez de me achegar ao Senhor. Tinha minimizado e até 
justificado minha ostentação, por causa de toda agonia que 
meu marido me fazia passar. Não obstante, assim como foram 
necessários anos para que ele vencesse a terrível fortaleza da 
cobiça sexual, levou algum tempo para que eu me libertasse 
da minha cobiça. 
Desde então, ter um relacionamento com o Pai celestial 
tem trazido um grande significado à minha vida. Amo meu 
marido e nunca voltarei àqueles anos penosos deixados para 
trás, porque a grande alegria em meu coração vem do que 
tenho em Deus, e não das coisas do mundo. Espero e oro para 
que você também descubra a Fonte e o Manancial verdadeiros 
de toda a realização: o Senhor Jesus. 
 
A BATALHA DA TV 
 
Querida Patrícia 
Em sua carta, você declarou: "Fico louca da vida de não 
poder assistir à televisão por causa do pecado do meu marido. 
Não é justo! Sinto que, se ele tem um problema, deveria 
simplesmente sair da sala". 
Também mencionou que seu marido se convenceu 
daquilo que significa assistir à TV, após ler a respeito de seus 
efeitos nos cristãos em At the altar of sexual idolatry [No altar 
da idolatria sexual]. Não tomarei tempo aqui mencionando 
todas as influências impuras relacionadas no livro por meu 
esposo sobre esse meio de comunicação, mas direi o quanto 
ela afeta negativamente todos os cristãos, não apenas quem 
está lutando contra o pecado sexual. Basicamente, a televisão 
afasta de Deus os servos mais do que os aproxima dEle. Muito 
mais ainda no caso do homem em luta contra a luxúria! 
Percebo que você tem suportado o peso da tola 
impulsividade do seu cônjuge, e parece estar sendo castigada 
pelo erro dele. Na verdade, é muito difícil, mas você consegue 
ver que, agora, ele está tentando sinceramente agir certo? Os 
esforços dele para se consagrar ao Senhor são altamente 
louváveis. Muitas mulheres desejariam que o esposo, ao se 
submeter à direção de Deus, tivesse mais vontade de enfrentar 
os problemas. 
Sei que você não estava esperando uma resposta como 
esta, mas desejo incentivá-la a deixar de lado os próprios 
desejos e buscar o Senhor de coração aberto. O Altíssimo é 
sempre bom e sabe o que é melhor para a sua vida. Deus não 
apenas irá guiá-la pelo caminho reto, mas também fará com 
que obedecer a Ele signifique um prazer para você. 
 
FRUTOS DO ARREPENDIMENTO 
 
Querida Pam 
Quero responder à sua pergunta: “Como posso saber se 
meu marido se arrependeu de verdade?”. Naturalmente, o 
arrependimento é absolutamente essencial para vencer o 
pecado. 
Infelizmente, muitos dos que estão em pecado sexual 
nunca experimentam o verdadeiro arrependimento. Embora 
possam lamentar sobre seu pecado, implorando a Deus para 
libertá-los, e fazer determinados “esforços” para alcançar a 
vitória ou votos solenes de nunca mais cair, eles não tiveram 
uma verdadeira mudança no coração. 
Lembro-me de um casal, Bill e Fran, aconselhados por 
nós há algum tempo. Eles estavam casados havia oito anos e 
tinham duas crianças pequenas, na época em que Bill entrou 
em nosso programa de aconselhamento. Ele tinha uma grande 
lista de infidelidade. Como muitos homens nesse tipo de 
transgressão, Bill parecia fazer algo de bom durante algum 
tempo, mas logo voltava para um período excessivo de pecado 
sexual. Cada vez mais abundantes eram as lágrimas de 
tristeza e as promessas de “nunca mais farei isso de novo!”. 
“Não sei por que Deus não me liberta!”, Bill protestava. “Estou 
fazendo tudo o que sei para conquistar a vitória”, exclamava 
com um pouco de ressentimento em relação ao Senhor. Fran 
até mesmo percebeu que ela mesma estava aborrecida com o 
Pai por estar convencida de que seu esposo realmente se havia 
arrependido. 
Durante todo esse período, Bill levou a esposa a acreditar 
que os problemas dele estavam limitados à pornografia. No 
entanto, havia sido infiel ao visitar prostitutas. Não por acaso, 
mas movida por Deus, ela encontrou os Ministérios Vida Pura, 
ao mesmo tempo em que descobria tudo isso. 
Imediatamente, Fran deu-lhe um ultimato. “É isso aí, 
Bill! Ou você vai para o Pure Life, ou terminamos!”, ela lhe 
disse irritada. 
Bill consentiu em entrar no programa de residência e 
assegurou à equipe que queria sinceramente a ajuda. 
Geralmente, quando um novo participante ingressa em 
nosso programa, os conselheiros percebem rapidamente quais 
são os seus problemas, como ele irá relacionar-se com os 
outros aconselhados e o quanto cooperará com a equipe. O 
que leva tempo é realmente discernir se ele está sendo sincero 
em vencer o pecado em seu coração. No final, se ele 
permanecer no programa o período suficiente, a verdade virá à 
tona. 
Levou bastante tempo para descobrirmos o que Bill 
pretendia afinal. Ele foi um desafio real, porque era muito bom 
na apresentação de uma imagem falsa. Chegou até a enganar 
nossos conselheiros por um tempo. No entanto, nossa equipe 
sabe o quanto esses homens podem iludir, pois os próprios 
orientadores viveram em engano semelhante antes de se 
unirem ao grupo de ajudadores. Os conselheiros sabem que, 
sem a ajuda do Espírito Santo, não conseguem descobrir a 
falsidade de determinados indivíduos. 
Por muitas semanas, Bill fez tudo certo no programa de 
internação. Ele realizava a tarefa de casa com sinceridade, 
cumpria o que os seus conselheiros ordenavam e ouvia 
atentamente as mensagens ministradas durantes os cultos na 
capela. Além disso, expressava continuamente um desejo de 
amadurecer como cristão, mas não havia experimentado um 
quebrantamento real. Seria falta de motivação? Estaria ainda 
preso a algum pecado secreto? Esconderia algo que 
desconhecíamos? Só o tempo poderia dizer. 
Logo começamos a suspeitar de que os ataques 
lacrimosos de arrependimento de Bill não eram sinceros. 
Então, descobrimos, um dia, que ele estava assediando uma 
mulher em seu trabalho. Ficou claro para nós que, mesmo 
com todos os seus protestos em contrário, aquele homem 
simplesmente não se havia arrependido verdadeiramente de 
sua transgressão. Ele foi capaz de obedecer a Deus até um 
certo ponto, mas vacilou quando o Supremo começou a cobrar 
dele uma redenção completa. 
O nível de sinceridade de um homem é muito mais difícil 
de se avaliar quando ele está em casa. Leva tempo para alguns 
indivíduos saírem das garras do pecado sexual. Mas estou 
convencida de que não há um homem sincero que não consiga 
vencer o pecado no programa de residência de Pure Life. Digo 
isso porque tudo aquilo de que ele precisa para encontrar a 
vitória está disponível por lá: um ambiente santo; conselheiros 
que sabem como agir e oferecem sabedoria para vencer um 
pecado que domine alguém; exigência de responsabilidade e, 
mais do que tudo, um senso elevado da presença do Senhor. 
A falta de sinceridade de Bill tornou-se óbvia depois que 
a esposa entregou-lhe os papéis de divórcio e ele abandonou o 
programa. Não havia mais motivo para continuar com a farsa. 
Geralmente, o arrependimento acontece por etapas. Um 
homem profundamente envolvido com o pecado sexual tem 
anos de maus hábitos interiorizados contra os quais terá de 
lutar. Ele sofrerá com sentimentos de desesperança que 
paralisam até o mais bem-intencionado. Tudo isso está ligado 
ao grande apego desenvolvido por seu pecado. Mas, ainda 
assim, se for sincero, as mudanças começarão a acontecer, 
enquanto ele receberá nova direção e esperança real por 
intermédio de Jesus Cristo. 
Costumamos encorajar as esposas a procurarem os 
frutos do arrependimento, como João Batista os chamou. 
Deve haver alguma evidência de que um esforço genuíno está 
sendo realizado. Uma vez que o seu marido se firme no 
caminho certo para a vitória, verifiquese ele demonstra 
arrependimento constante. Observe, ainda, se o seu esposo 
dedica-se a Palavra e à oração, sendo responsável e amando os 
outros (especialmente a esposa). Só assim Deus fará com que 
ele cruze a linha dos vencedores. Chegará o dia, então, que o 
Criador irá colocá-lo em uma posição espiritual em que fará, 
com certeza, a entrega final e a consagração ao Pai. 
Os frutos do arrependimento são indicadores de que uma 
transformação real do coração está a caminho. Observe-os, e 
você terá uma idéia melhor do nível de compromisso de seu 
marido. 
 
CONFRONTANDO O MARIDO 
 
Querida Joyce 
Talvez seja a hora de confrontar seu esposo. O fato de ele 
continuar a ver pornografia e, depois mentir, merece que você 
tome alguma atitude séria. 
No evangelho de Mateus, Jesus estabelece a estrutura 
para uma confrontação bíblica adequada. Ele disse: 
 
Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o 
entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. 
Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, 
para que, pela boca de duas ou três testemunhas, 
toda palavra seja confirmada. E, se não as escutar, 
dize-o a igreja; e, se também não escutar a igreja, 
considera-o como um gentio e publicano. 
(Mt 18.15-17). 
 
Você compartilhou em sua carta que tentou, em três 
ocasiões diferentes, conversar com Peter sobre o problema 
dele. Todas as vezes, seu esposo ficou muito defensivo e cheio 
de argumentos. Nas palavras de Jesus, ele não a ouviu. 
Então, seu próximo passo é levá-lo a um ou dois outros 
cristãos. Como você está começando, sugiro que marque uma 
reunião com seu pastor. Explique-lhe a sua situação e peça 
que converse com seu marido. Digo isso somente porque seu 
esposo freqüenta a igreja e se considera cristão. 
Se seu pastor não quiser envolver-se, não desista! 
Procure uma pessoa idônea que vocês dois respeitem; talvez, 
um amigo próximo ou um presbítero da igreja. 
É bem provável que seu esposo fique com raiva e veja 
isso como uma invasão de privacidade. Sem dúvida, uma 
exposição como essa será humilhante para ele. De qualquer 
forma, é importante que, nesse momento, a esposa seja forte e 
tenha compaixão durante todo o processo. Enquanto se 
prepara para fazer isso, você sentirá uma forte tentação de 
parar com tudo. Resista! Poderá prejudicá-lo muito se 
continuar a ignorar a hipocrisia dele. Se a esposa não amá-lo o 
suficiente para confrontá-lo, quem fará isso? 
Não se sinta culpada por envolver outras pessoas no 
problema. Seria muita falta de misericórdia de sua parte se 
desse cobertura a ele e fingisse estar tudo bem. Certamente, 
seu marido poderá ficar zangado, mas isso não importa. 
Não quero ser insensível, mas ele superará. Joyce, é 
preciso manter a perspectiva adequada: a alma de seu esposo 
pode estar em jogo. Um golpe severo no orgulho é uma das 
maiores necessidades dele, e os sentimentos feridos de Peter 
são apenas conseqüências menores no esquema todo. Veja, 
você não pode permitir que ele use a raiva ou o ressentimento 
para dominar a situação. Por causa dele, terá de permanecer 
racional e firme, não importando como ele responda. Isso irá 
possibilitar a você ter uma chance maior de salvar o seu 
casamento. Vamos orar para que Peter acorde do engano de 
pensar que pode participar de tantas trevas e ainda acreditar 
que está andando com o Senhor. 
No que diz respeito à idéia da separação, sugiro dar um 
tempo para ver como ele reage depois do confronto. Não seria 
sábio ameaçá-lo com uma separação, a menos que esteja 
preparada para seguir em frente e aceitar todas as prováveis 
conseqüências disso. Entretanto, se nada mudar depois de um 
mês, você deve considerar a possibilidade de tomar medidas 
mais sérias. 
Estarei orando por você e espero que o Senhor abra os 
olhos de seu esposo. 
 
O MARIDO QUE ABUSA 
 
Querida Elaine 
Parece que você e seus filhos estão em uma situação 
extremamente vulnerável. Não apenas seu marido é viciado em 
pornografia, insanamente ciumento e muito controlador, mas 
também ele está abusando de vocês física e emocionalmente. 
A palavra-chave, nesse caso, é controle. Você está 
emocionalmente abatida e totalmente intimidada por ele. Por 
isso, seu esposo está usando o seu temperamento 
enfraquecido para manipular e exercer domínio sobre sua 
vida. 
Elaine, muitas mulheres continuam com relacionamentos 
não-saudáveis, como no seu caso. De alguma maneira 
doentia, elas começam a sentir como se necessitassem da 
aprovação de quem abusa. Quanto mais desaprovação essas 
mulheres recebem, por meio da raiva e, talvez, até pela 
violência, mais pronunciado é o desejo delas de ganhar a 
aprovação perdida. De alguma forma, elas se tornam "viciadas" 
em todo o processo de desrespeito, que envolve um carrossel 
desesperador de manipulação e egoísmo tanto da parte do 
marido quanto da própria esposa contra si mesma. Parece que 
isso descreve a situação. Por favor, deixe-me dar-lhe um 
conselho útil. 
Primeiro, é preciso assumir o comando da situação. Você 
está permitindo que seu marido a controle com sua raiva. Isso 
não somente a deixa abatida e incapaz de encontrar o Senhor 
por si mesma, como também o mantém longe de perceber sua 
necessidade desesperadora de Deus. 
Acredito que suas circunstâncias sejam graves o 
suficiente para garantir tanto uma separação imediata quanto 
uma ordem judicial. Se você tem medo da natureza violenta e 
controladora de seu esposo, sugiro que pegue seus filhos e o 
deixe, enquanto ele estiver no trabalho (procure verificar com 
um advogado antes de tomar essa atitude). 
Uma vez que o tenha deixado, esteja ciente do fato de que 
você desejará o carinho e a atenção dele novamente. Então, 
provavelmente, pensará outra vez sobre sua decisão de tê-lo 
abandonado. Em seguida, um sentimento de insegurança 
completa poderá surgir em seu interior. Isso pode fazer com 
que você se lembre do lado positivo do seu marido e, até 
mesmo, fique remoendo os momentos felizes que teve com ele. 
Nesse meio tempo, suas lembranças sobre as agressões talvez 
desapareçam. Ao sentir uma tentação incontrolável de 
procurá-lo “só para ver como ele está”, resista! Não abaixe a 
guarda! Quanto menos entrar em contato, melhor. 
Dê-lhe alguns dias para se acalmar e ficar ciente da 
realidade. Quando encontrá-lo, permaneça calma e distante. 
Não converse como se estivesse com muita raiva e não permita 
que ele a convença a voltar para casa. Lembre-se: ele é 
controlador e usará todas as armas possíveis para conseguir 
seu objetivo. Apenas o interrompa e mantenha a conversa 
estritamente sobre assuntos pertinentes, como, por exemplo, 
sobre o horário de visita às crianças; as contas que precisam 
ser pagas, ou algo assim. Uma vez que se tenha separado dele, 
você terá o controle da situação. Não desista! 
Em tempo, se ele mostrar arrependimento verdadeiro e 
voltar-se para o Senhor, esforços sinceros dele para tê-la de 
volta serão substituídos por uma nova paixão por Jesus. Isso 
é, na verdade, o que você está buscando: frutos do 
arrependimento. 
Não estou sugerindo o divórcio, mas sinto realmente que 
não é seguro para você ou as crianças ficarem com seu marido 
do jeito como está. O melhor, nesse momento, é voltar-se para 
o Senhor ao longo de todo o processo. Só Ele pode dar-lhe a 
força necessária para libertar-se desse relacionamento 
complicado. Sem você no caminho, Deus também terá mais 
chance de alcançar o coração de seu cônjuge. 
Pode levar tempo para que ele mude. De qualquer 
maneira, você deve assumir o compromisso real de confiar no 
fato de que o Pai celestial operará, não importa quanto tempo 
seja necessário. Tenha bom ânimo, pois Deus está no controle 
supremo, e coisa alguma é difícil demais para Ele. Pelo meu 
testemunho, sei que o Altíssimo pode transformar a pior coisa 
em algo melhor do que imaginamos. 
 
ONDE DEUS ESTÁ? 
 
Querida Jenny 
Faz cinco anos que tive notícias suas. Na ocasião, havia 
sete anos que você tinha se casado. Lamento saber que elemergulhou ainda mais no pecado e permanece sem 
arrependimento. Isso a deixa frustrada e a faz perguntar: 
"Onde Deus está em tudo isso?". 
Então, agora, com 12 anos de casada, parece que suas 
orações têm sido em vão, e Deus está surdo. Jenny, isso não é 
verdade! Ele está atento aos seus clamores e está sempre aí, 
passando tudo junto de você. O Senhor sabe mais do que 
qualquer um de nós o que é ser maltratado pela pessoa 
amada. Durante séculos, o Pai tem sofrido pacientemente a 
rejeição e a infidelidade dos Seus filhos. Não obstante, Seu 
coração é exatamente o mesmo agora como sempre o foi: "O, 
povo meu, quanto desejo que volte para mim". Suas 
motivações não são egoístas, de modo algum, mas para o seu 
bem. Ainda assim, eles continuam a despedaçar o Seu coração 
quando buscam o prazer e a realização longe dEle. Isso os 
mantém presos a cadeias. O Supremo deseja libertá-los, mas 
eles preferem a escravidão. Isso lhe parece familiar? 
Sua situação se encaixa no cenário do "divórcio 
biblicamente permissível", mas eu nunca iria aconselhá-la a se 
divorciar de seu esposo. Somente o Criador conhece o coração 
dele. Quem somos nós para dizer que ele não se arrependeria 
na próxima semana? Apenas o Todo-Poderoso pode dirigi-la 
nessa questão. 
Talvez, seja uma boa idéia afastar-se por alguns dias 
para buscar o Senhor. Dessa forma, você não estará imersa 
em toda a opressão e as circunstâncias geradas pela 
infidelidade de seu marido. Sua mente vai clarear, e seu tempo 
com Deus irá mostrar-se frutífero. Esperamos que você seja 
capaz de conseguir uma direção exata do Soberano sobre o 
que fazer. 
Muitas pessoas iriam considerá-la uma tola por 
permanecer com Joe. Mas eu, por exemplo, admiro sua 
coragem e determinação de ficar "na brecha" por ele e por seu 
casamento. Com base em nossas conversas anteriores, não 
creio que você esteja resistindo por causa de alguma 
"necessidade" egoísta, mas, simplesmente, porque a felicidade 
temporária não é a prioridade número um em sua vida. 
Sua paciência com Joe ilustra como Jesus entregou Sua 
vida por nós todos os dias. Que sensação ruim tive um dia ao 
ouvir um programa de rádio cristão. Uma esposa ferida tinha 
uma situação difícil similar à sua, e o locutor a censurou no 
ar: "Siga em frente com a sua vida, pois Deus quer usá-la". 
Isso me perturbou muito. E o até que a morte nos separe? 
Que tal explorar a possibilidade de se reconciliarem? E quanto 
a ter compaixão do esposo e perdoar-lhe? 
E o amor de Cristo? Nestes dias, parece que a nossa 
compreensão do cristianismo autêntico está tornando-se cada 
vez mais superficial à medida que o amor de muitos se esfria 
(Mt 24.12). Muito do assim chamado aconselhamento cristão 
se fundamenta, na verdade, em idéias e princípios mundanos 
que enfatizam a autoproteção a todo custo. A Psicologia tende 
a enfatizar a felicidade pessoal acima da obediência verdadeira 
aos princípios cristãos. 
Não obstante, Jenny, continue a confiar em Deus para 
guiá-la. Suas promessas são seguras e verdadeiras, e Seu 
conselho dura para sempre. Continue a buscar de todo o 
coração a face do Senhor e saiba que Ele prometeu jamais 
deixá-la desamparada. 
 
VAGAS SUSPEITAS 
 
Querida Laura 
VOCÊ não deve ficar surpresa por ter essas suspeitas que 
a incomodam, porque já passou muitas dificuldades com o seu 
marido. Durante um longo período, ele teve vários casos, 
envolveu-se em todos os tipos de perversão e manteve isso 
completamente escondido até você descobrir. Sua falta de 
confiança nele é compreensível, mas acho que posso 
compartilhar algumas coisas para ajudá-la. 
Em primeiro lugar, pelo fato de ter sido profundamente 
ferida pelo comportamento dele, você, naturalmente, tende a 
imaginar o pior cenário para o caso. Se deixar a sua mente 
voar, imaginará que seu esposo está na cama com alguma 
mulher todas as vezes que ele sai de casa. Mas só por esses 
pensamentos chegarem à sua mente, isso não significa que 
sejam legítimos. 
Em segundo, você mencionou o bom comportamento de 
seu marido desde que ele se arrependeu. Não existe indicação 
de infidelidade há algum tempo. Ele tem sido honesto com 
relação aos fracassos pessoais e continua a ser impelido para 
Deus. Você não o vê mais lançar um olhar lascivo para as 
mulheres quando vocês estão juntos. Embora ele ainda tenha 
suas lutas de tempos em tempos, parece que, no geral, está 
indo bem. 
Em terceiro, você deve lembrar que existe um agente 
envolvido em sua situação, o qual deseja sabotar o seu 
casamento: o diabo. Ele é conhecido como o nosso acusador e 
se deleita em incutir pensamentos de incriminação na mente 
de uma esposa em relação ao marido. Esteja atenta, pois ele 
traz à sua mente lembranças de experiências passadas 
dolorosas na tentativa de atormentá-la e levantar suspeitas. 
Portanto, é muito importante que você esteja vigiando 
constantemente seus pensamentos. Sei como é fácil sentar-se 
e imaginar o pior - surge naturalmente, sem o menor esforço. 
Mas, vivendo dentro de você, está o Espírito Santo de Deus, 
que a capacita a crer no melhor. Isso requer muita disciplina 
da sua parte. Em obediência ao Senhor, você deve examinar e 
levar todos os pensamentos cativos a Cristo (2 Co 10.5). Eles 
são verdadeiros, honestos, justos, puros, amáveis e de boa 
fama? (Fp 4.8). 
Nós, mulheres, precisamos saber que, quando 
permitimos que o medo e a dúvida consumam nossa mente, 
tornamo-nos tão egocêntricas quanto o homem controlado pela 
luxúria. Por quê? Porque quando o fazemos, estamos 
pensando em nós mesmas, e tudo gira em torno de nossa 
existência. Assim, da próxima vez que aquelas suspeitas 
diabólicas se infiltrarem e começarem a invadir a sua mente, 
procure logo sair de si mesma, intercedendo por seu marido. 
Em outras palavras, ore, em vez de pensar! Se você praticar 
isso, gradualmente, irá tornar-se vitoriosa em sua forma de 
pensar e estará mais inclinada a confiar em seu cônjuge. Além 
disso, suas orações irão ajudá-lo a atingir a vitória real. O 
perdedor será o diabo, que ficará desanimado e fugirá de 
vocês, pois as acusações dele servirão apenas para estimular 
as orações! 
 
MEDO DE OUTRAS MULHERES 
 
Querida Rachel 
Aprecio sua carta com o pedido de desculpas. Sei que 
você está tentando crescer no Senhor, mas ainda comete erros 
como todos nós. Talvez possamos usar essa situação como um 
ponto de partida para ajudá-la em algumas das suas lutas. 
Naturalmente, o comentário feito por você em sua 
primeira carta de que eu devo “gostar de ficar rodeada por 
todos esses homens” nas instalações dos Ministérios Vida Pura 
foi bastante desagradável para mim. Para dizer a verdade, 
morar aqui durante vários anos, ministrando aos homens que 
vêm de passados sórdidos e cujos corações estão cheios de 
toda espécie de perversão imaginável, tem sido extremamente 
difícil. Por favor, entenda que eu amo meu esposo e não tenho 
interesse em ganhar a atenção de seu marido nem de qualquer 
outro homem. Mas esta carta é sobre você, não sobre mim. 
Acredito que o receio que você tem de outras mulheres 
precipitou o seu comentário. O medo pode fazer com que as 
pessoas digam e façam coisas cruéis e desagradáveis, porque 
esse sentimento é particularmente autoprotetor. Quanto maior 
o medo no coração de uma mulher, maior o potencial que ela 
tem de ferir os outros na tentativa de autodefesa. 
É bastante claro que você está intimidada e até se sente 
ameaçada por outras mulheres. Isso é parcialmente devido à 
dor que sofreu por causa das lutas do Ed com a luxúria. Não 
obstante, seus problemas não têm origem no coração de seu 
esposo, mas no seu. 
Tenho boas notícias para você: existe uma saída para a 
prisão auto-imposta do medo que a tem mantido cativa! O 
apóstolo João disse que o amor lança fora o medo (1 Jo 4.18). 
Quando você permite que o Senhor ame os outros por seu 
intermédio, seu medo de outras mulheres gradualmente se 
desvanece. 
Deixe-me dar-lhe alguns passos práticos para auxiliá-la a 
se libertar dessa escravidão.Primeiro, você deve reconhecer 
que seu espírito de medo é pecaminoso e deve arrepender-se 
dele. Humilhe-se diante do Senhor e confesse a Ele o quanto 
você está absorvida em si mesma. Arrependa-se dessa atitude 
egoísta e da falta de interesse pelo bem-estar dos outros. 
Depois, peça-Lhe que a ajude a mudar. 
Segundo, quando você estiver perto de outra mulher 
cristã e começar a sentir o receio brotar, esforce-se para ir até 
ela e puxar uma conversa amigável. Isso irá ajudá-la a 
enfraquecer e, talvez, dissipar o temor paralisante contra o 
qual tem lutado. Percebo que seus sentimentos podem, às 
vezes, parecer avassaladores, mas, em algum momento, você 
precisará ir além deles e começar a entrar na vida de fé em 
Deus. O Senhor irá guiá-la a se voltar para Ele. 
Terceiro, você deve entender que ter pensamentos de 
suspeita faz parte da natureza pecaminosa do ser humano, e o 
diabo gosta de atormentá-la quando se entrega a isso. Por essa 
razão, você deve começar a exercitar o autocontrole mental. 
Como fazer isso de maneira prática? Focalize sua atenção e 
energia no suprimento das necessidades do próximo. Ore pelos 
outros durante o dia, especialmente por seu marido. Envolva-
se em trabalhos auxiliares em sua igreja. Seja voluntária em 
alguma casa de repouso local. 
Rachel, eu a animo a fazer as coisas que lhe sugeri e a 
voltar-se para o Senhor. Ele quer libertá-la! Lembre-se: 
 
Deus não lhe deu o espírito de medo, mas de 
fortaleza, e de amor, e de moderação. 
(2 Tm 1.7). 
 
ABANDONADA POR DEUS 
 
Querida Shirley 
Recebi sua carta há, aproximadamente, uma semana e 
tenho orado sobre como responder. 
Posso entender seu sentimento de que Deus a 
abandonou. Não o endosso de jeito nenhum, mas compreendo, 
porque passei pela mesma coisa. 
Deixe-me compartilhar brevemente o meu testemunho. 
Minha pergunta número um durante anos foi: “Por que Deus 
deixou que eu me casasse com 'esse cara' se sabia como ele 
era?”. 
Eu não era cristã quando Steve e eu nos encontramos, 
mas, depois de vários meses morando com ele, aceitei Jesus e 
entreguei-Lhe todo o meu coração. Deixei Steve no dia 
seguinte. Estava cheia do fogo do Espírito, amava o Senhor e 
não tinha interesse em uma relação. Pela primeira vez em 
minha vida, estava feliz e realizada como uma cristã solteira. 
Depois de vários meses andando com o Mestre, senti-me 
guiada a ligar para o Steve e compartilhar do Salvador com ele. 
No final de uma conversa estranha e difícil, um homem 
que era frio, de coração duro e irado para com o Pai celestial, 
disse-me que eu deveria orar sobre a questão de me casar com 
ele. Você pode imaginar um pedido de casamento de uma 
pessoa que odeia Deus? Fiquei chocada, mas, de alguma 
forma, senti que era exatamente o que o Senhor queria de 
mim. Não consigo explicar.1 
 
1 A Bíblia é muito clara em dizer que os cristãos não devem entrar em jugo desigual com os 
não-cristãos (2 Co 6.14), e já ouvi muitas histórias de partir o coração. Eram sobre mulheres 
que foram contra esse mandamento bíblico. Entretanto, nas questões espirituais, algumas 
Mesmo quando ainda estava namorando Steve, não fazia 
idéia de que ele era infiel a mim. Mas Deus sabia, em primeira 
mão, toda a dor horrível que eu acabaria passando em meu 
matrimônio com ele - a dor e a desgraça que eu suportaria. Por 
que Ele não impediu tudo isso? 
Seria muito fácil ficar zangada com o Pai, considerando o 
fato de que esse era o meu segundo casamento e parecia 
destinado ao divórcio. Eu ignorava os planos do Senhor com 
relação à minha vida conjugal. Tudo o que eu podia prever era 
uma trilha de lágrimas e sofrimento infindável. Às vezes, o 
Criador me parecia muito distante. Contudo, Ele estava ali em 
toda a provação, sofrendo comigo. 
Existe uma história similar na Bíblia. Refiro-me a Oséias 
e Gomer. O Todo-Poderoso também disse a Oséias que se 
casasse com alguém que provou ser infiel: Vai, toma uma 
mulher de prostituições (Os 1.2b). Ele obedeceu ao Senhor e 
teve de suportar a infidelidade dela durante anos, mas o 
Onipotente tinha em mente um plano maior. 
Se eu não desposasse Steve? Sim, tal escolha iria 
poupar-me de muita dor com ele, mas quem garante que eu 
acabaria em uma situação menos penosa? Não apenas isso, 
mas teria perdido a obra eterna que Deus desejava fazer por 
meio da minha experiência. Não importa com quem eu 
acabasse casando-me, eu não poderia ter um relacionamento 
conjugal mais maravilhoso do que tenho agora com Steve. 
Seja o que for que aconteça em sua situação, Shirley, 
saiba que o Pai celestial está bem ao seu lado. Ele jamais irá 
abandoná-la e sempre lhe dará graça para resistir a qualquer 
sofrimento que Ele permitir em sua vida. Estabeleça um 
propósito em seu coração de buscar a face de Deus como 
nunca o fez antes. 
Você encontrará não somente conforto e força em tempo 
de fraqueza, mas também descobrirá que a graça do Senhor é, 
de fato, suficiente para você. 
 
vezes, o tratamento de Deus com Seus filhos não se encaixa perfeitamente em um pacote 
pronto. Por isso, sei que fui criada para ser a esposa de Steve Gallagher. 
 
CARREGANDO O FARDO 
 
Querida Clara 
Seguramente, identifico-me com o seu sentimento de 
estar carregando um peso de 500kg. Ter um marido viciado em 
sexo pode ser um fardo enorme. 
Como esposa e mãe, você se sente obrigada a ser a líder 
espiritual do lar, pois seu marido é incapaz de assumir o papel 
dele. Consequentemente, o bem-estar da família inteira 
repousa sobre os seus ombros. Alguns esposos ficam tão 
desesperados pelo pecado cometido, que requerem o cuidado e 
a atenção dispensados naturalmente a uma criança. Quem 
fará isso por ele a não ser sua mulher? Ela deve ter nos 
ombros todas essas responsabilidades, bem como tem de lidar 
com a dor, o medo e as necessidades emocionais. 
Algumas mulheres de temperamento forte não são 
abaladas facilmente e conseguem superar de modo notável as 
pressões constantes. Outras, entretanto, tornam-se 
dominadas e, mais cedo ou mais tarde, geralmente entram em 
colapso sob o peso. Qualquer que seja o caso, é vital que uma 
esposa ferida aprenda a levar tudo ao Senhor em oração. Até 
as mais alegres, se confiarem apenas na própria força, em 
algum momento, tratarão o marido de maneira errada. 
O salmista disse: Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e 
ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado (SI 
55.22). Ele também disse: Bendito seja o Senhor que, dia a dia, 
leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação (SI 68.19 - ARA). 
A chave para permitir que o Soberano seja o seu 
Carregador de fardo é permanecer em comunhão constante 
com Ele. Se você aprender a firmar-se na presença de Jesus, 
Ele irá conceder-lhe a graça que fará suas cargas pesarem 
menos. 
Você se lembra da história de Maria e Marta no evangelho 
de Lucas? Lá estava Marta toda frenética, correndo 
ansiosamente para ajeitar tudo, enquanto sua irmã, Maria, 
sentava-se aos pés de Jesus. O Mestre advertiu: Marta, Marta, 
estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é 
necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será 
tirada (Lc 10.41,42). 
Algumas vezes, parece muito difícil sentar-se aos pés de 
Cristo quando nos sentimos sobrecarregadas de problemas. A 
alternativa, então, é levar o peso. Mas, se fizer assim, você 
muito provavelmente acabará frustrada e aborrecida. 
Não me leve a mal: está certo uma esposa suportar os 
fardos do seu marido em vez de ignorá-los ou negligenciá-los. 
Entretanto, ela deve carregá-los apenas até o trono do 
Onipotente. É dever da mulher batalhar espiritualmente pelo 
esposo, o que somente pode ser feito de joelhos diante do 
Senhor. 
Para resumir, Clara, exercite a prática diária de lançar 
sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de 
vós (1 Pe 5.7). Ore fervorosamente por seu esposo e, depois,deixe as preocupações no trono de Deus. Quando você 
aprender a fazer isso, poderá tornar-se como Maria e, mesmo 
no meio da tempestade, encontrará a alegria da presença do 
Senhor. 
 
AS RAÍZES DA HOMOSSEXUALIDADE 
 
Querida Janice 
Lamento saber a decisão de seu marido de “assumir-se”. 
Que trágico ele ter escolhido entregar-se aos sentimentos que 
suprimiu durante anos, em vez de procurar ajuda. Tentarei 
responder à sua pergunta, considerando onde esses 
sentimentos se originaram. 
Há muitos fatores que podem contribuir para que um 
homem sinta atração sexual por outros homens. 
Muitos parecem ter nascido desse jeito. Os pesquisadores 
afirmam que podem provar que alguns possuem uma certa 
predisposição genética para a homossexualidade. Vários 
homossexuais contam aos nossos conselheiros que sentem 
atração pelo mesmo sexo desde quando podem lembrar-se de 
alguma coisa. Certamente, o conjunto de genes foi corrompido 
pela queda no jardim do Éden, e isso aconteceu de várias 
maneiras incompreensíveis ao nosso entendimento. Toda 
pessoa tem o pecado da luxúria inerente, como um desafio a 
vencer na vida. Nossa natureza decaída nos faz predispostos a 
certos tipos de transgressão. O fato de existirem pessoas 
propensas ao homossexualismo não nos deveria surpreender. 
Outros que se tornam homossexuais vêm de uma família 
estereotipada, na qual existe uma mãe forte e um pai fraco ou 
ausente. Esse arranjo parece criar uma necessidade dentro do 
menino nos seus anos de formação, que, mais tarde, pode 
levá-lo a buscar aceitação por meio da atividade sexual com 
homens. 
Há aqueles que desenvolvem a luxúria homossexual 
como resultado de terem sido molestados quando crianças ou 
por meio da experimentação sexual na adolescência. A 
sensualidade, iniciada muito cedo, é cultivada quando ele fica 
mais velho. Outro grupo que se encaixa nessa categoria é o de 
homossexuais masculinos que vêem pornografia regularmente, 
especialmente vídeos. Quando eles observam homens e 
mulheres tendo relações sexuais, a luxúria pelo mesmo sexo 
começa a crescer no coração. 
Não importa como uma pessoa adquira a luxúria 
homossexual, o fato é que ela ainda terá a escolha de se 
entregar ou não a isso. Como afirmei anteriormente, cada um 
de nós é predisposto a algum pecado. Tiago exemplificou: Mas 
cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria 
concupiscência (Tg 1.14). Há uma quantidade imensa de 
pecados e cobiças diferentes para provocá-los. O desejo sexual 
é apenas um deles. Consequentemente, a origem do pecado 
homossexual não é importante. Nós todos temos livre-arbítrio 
e devemos escolher obedecer ou desobedecer à Palavra de 
Deus. 
Entendo sua luta contra a injustiça de tudo isso. Você 
disse: "Meu marido não pediu esses sentimentos. Isso somente 
não me parece justo!". Janice, é justo que uma criança nasça 
cega ou um bebê tenha a tendência, desde o nascimento, de 
ser viciado em crack? É justo ainda que um outro menino seja 
deficiente mental? Eu poderia continuar com essa lista 
durante muito tempo, claro. A raça humana está toda errada, 
desde a queda de nossos primeiros pais no jardim. Além disso, 
precisamos lembrar que, a partir daquele acontecimento, o 
mundo passou a ser controlado pela presença maligna - 
Satanás e seus anjos. Por razões óbvias, ele é chamado de 
assassino e destruidor. 
Mas, glória a Deus! Temos um Pai amoroso e fiel, sempre 
pronto a nos guiar para a vida cristã abundante, se nos 
voltamos para Ele com todo o nosso coração. Não há razão 
para alguém viver na miséria, não interessa o quão difíceis 
sejam as lutas ou as circunstâncias. Você deve dar-se conta de 
que o seu marido jamais entregou o coração, verdadeiramente, 
a Deus. Ele esteve envolvido com as questões do cristianismo, 
mas não se entregou completamente ao Senhor. Dessa forma, 
está impossibilitado de se apropriar de tudo aquilo que o Todo-
Poderoso tem para a vida dele. Sua falta de envolvimento 
autêntico resultou em uma carência de vitória real. 
Finalmente, com uma espécie de autopiedade, ele cedeu 
completamente aos desejos sensuais, tendo-se convencido de 
“ter dado a Deus todas as oportunidades de libertá-lo”. 
Ore para que ele logo veja o vazio do comportamento 
homossexual e, então, arrependa-se para também buscar o Pai 
celeste de todo o coração. 
 
A ESPOSA CONCILIADORA 
 
Querida Judy 
Que história trágica você compartilhou comigo: anos de 
abuso emocional e físico por um marido controlador e tirano 
terminaram em divórcio por faltar vontade dele se arrepender. 
Acredito que você fez o certo. Seu esposo foi envolvido 
sexualmente com outras mulheres, abusava de você e de seus 
filhos e não mostrou qualquer disposição para mudar. 
Em sua carta, você expressou como lamenta 
terrivelmente não tê-lo enfrentado anos antes, especialmente 
por causa das crianças. Algumas vezes, leva muito tempo para 
que o sofrimento nos force a fazer o que é necessário. Para 
você, era pavoroso confrontá-lo. 
Como você está tentando ver agora o que saiu errado 
durante aqueles anos, como reagiu ao pecado dele do jeito que 
fez, e assim por diante, quero compartilhar com você algumas 
características da esposa que manipula o marido pela 
conciliação. 
Uma mulher conciliadora é tão dependente do esposo, 
que não consegue imaginar a vida sem a sua presença e fará 
quase tudo para segurá-lo. Em vez de receber o seu valor como 
uma pessoa do Senhor, ela busca isso do cônjuge. Então, se 
ele está feliz com a esposa, ela se sente bem consigo mesma; 
caso contrário, sente-se mal. 
Quando uma esposa como essa descobre que o marido 
tem obsessão por outras mulheres, ela fica arrasada e, 
frequentemente, culpa-se pelo comportamento egocêntrico 
dele. A mulher não entende que o comportamento do esposo 
não tem a ver com ela. Esse problema mostraria a sua “cara 
feia” na vida de qualquer compulsivo sexual, fosse ele casado 
ou não com a mulher mais deslumbrante do mundo. 
À medida que ela se agita freneticamente para salvar seu 
casamento, com freqüência, entra na vida íntima do marido. 
Essa mulher começará a ver vídeos pornográficos com ele, 
pensando que isso irá satisfazê-lo em casa. Entretanto, ela não 
sabe o quanto a pornografia é catalisadora - ou seja, atiça as 
chamas da luxúria que ele já possui. Enquanto alguns homens 
farão a esposa praticar os diferentes atos sexuais que eles 
vêem nos filmes, outros tentarão persuadi-la a permitir a 
participação de outras pessoas na vida sexual do casal. 
Por exemplo, Richard convenceu a esposa, Rebecca, a 
fazer isso. Ele percebeu a baixa auto-estima dela e usou essa 
fraqueza para forçá-la a encenar as fantasias dele. Durante 
muito tempo, eles estiveram completamente envolvidos em 
orgias com outros casais. Rebecca continuava a achar que ele 
ficaria satisfeito (ou enjoado), mas isso nunca aconteceu. 
Quanto mais participavam daquilo, mais ele queria. Melhorou 
o casamento deles? Não, absolutamente! 
Repito, a esposa conciliadora fará qualquer coisa que 
puder para segurar o marido. Ela é duramente ferida, mas 
prefere passar pela humilhação a encarar sozinha a vida. 
Então, para suportar o problema, ela apela para a negação do 
que está acontecendo com o esposo, louco por sexo, e continua 
a justificar o comportamento dele para os que estão ao redor. 
Em casos extremos, ela pode até ocupar-se de todas as 
responsabilidades diárias, porque seu marido está muito 
envolvido com o sexo para fazer alguma coisa útil em casa. 
Muitas dessas mulheres se tornam dependentes de 
drogas, álcool ou comem demais, na tentativa de escaparem do 
sofrimento. Eu mesma recorri ao uso de anfetaminas para 
evitar a dor. 
Consequentemente, por duas razões, a mulher 
conciliadora entra em pânico com a idéia de confrontar o 
marido: a primeira, porque, de qualquer maneira, ela 
geralmente está fraca naquela área da vida. Esse tipo de 
pessoa costuma passar a vida tentando evitar o confronto com 
qualquer um. A idéia de confrontar um marido tirano a 
intimidamuito. A segunda razão é o medo de ser abandonada. 
Ela é tão dependente do esposo para tudo, que estaria 
totalmente perdida se tivesse de viver sem ele. Seu desejo de 
conservá-lo a deixa cega para a realidade de que, considerando 
tudo isso, ela estaria bem melhor sem ele. 
Lamento, sinceramente, tudo o que você tem passado, 
mas fico muito feliz por saber que, finalmente, decidiu tomar 
uma posição. E uma vergonha que seu esposo tenha optado 
por continuar no pecado, em vez de tentar vencê-lo. Vamos 
continuar a orar por ele. 
 
INTERCESSÃO PELO MARIDO 
 
Querida Terry 
Você perguntou: "Como devo orar pelo meu marido?". 
Que pergunta maravilhosa! Sem dúvida, ela vem do desejo de 
libertá-lo do pecado sexual. Eu a admiro por sua disposição de 
entregar a sua vida pelo Lou dessa maneira e gostaria de lhe 
passar algumas orações práticas, diárias, para você fazer por 
ele. Mas, em primeiro lugar, deixe-me compartilhar alguns 
princípios da intercessão. 
Durante o período em que Steve estava saindo do pecado, 
minha vida de oração consistiu principalmente no que eu 
chamo de orações de esperança, que não estavam 
fundamentadas na fé e na confiança reais em Deus. Eu, 
simplesmente, lançava-as para o Céu, esperando que o Senhor 
as atendesse. 
Mais tarde, percebi que o importante não é tanto o 
número de orações nem necessariamente o fervor, mas, sim, o 
grau de fé com o qual elas são expressas. Tiago disse: A oração 
feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16b). O que 
faz um crente ser justo? Muitas vezes, no texto bíblico, vemos 
que a fé é capaz de chamar a atenção do Senhor. Talvez, 
possamos declarar da seguinte maneira: quem ora com fé em 
Deus pode conseguir muito. 
Fé em quê? Em nossa capacidade de oferecer petições 
eloquentes ao Pai celestial? Na habilidade em exercer um 
grande autocontrole, recusando-nos a permitir que qualquer 
dúvida paire em nossa mente? Ou na capacidade de orar com 
tanta paixão, que, de algum modo, force um Pai relutante a 
realizar algo que Ele não deseja realmente fazer? Não, nossa fé 
está no caráter de Deus, em quem Ele é, como é, e o que 
podemos esperar dEle, independentemente do que 
enfrentamos na vida. 
Daniel, um homem de grande fé, fez a seguinte oração: 
 
E orei ao SENHOR, meu Deus, e confessei, e disse: 
Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o 
concerto e a misericórdia para com os que te amam e 
guardam os teus mandamentos; pecamos, e 
cometemos iniqüidade, e procedemos impiamente, e 
fomos rebeldes, apartando-nos dos teus 
mandamentos e dos teus juízos [...]. Ao Senhor, nosso 
Deus, pertence a misericórdia e o perdão; pois nos 
rebelamos contra ele e não obedecemos à voz do 
SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, 
que nos deu pela mão de seus servos, os profetas 
[...]. Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu 
servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário 
assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do 
Senhor. Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos e ouve; 
abre os teus olhos e olha para a nossa desolação e 
para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque 
não lançamos as nossas súplicas perante a tua face 
fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas 
misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó 
Senhor, atende-nos e opera sem tardar; por amor de 
ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu 
povo se chamam pelo teu nome. 
(Daniel 9.4-19) 
 
Essa oração dá todas as indicações de que esse homem 
conhecia Deus profundamente. Daniel sabia que Ele é 
misericordioso, compassivo e rápido em perdoar. Então, o 
profeta apelou para o caráter do Altíssimo. Devemos fazer a 
mesma coisa ao orarmos pelo esposo. Se confiamos no Pai de 
misericórdia, a nossa fé aumenta quando oramos, porque Ele é 
um Senhor bondoso, que deseja salvar. As petições que 
dependem da nossa capacidade de orar e convencer o Todo-
Poderoso em fazer o bem deixam-nos com o sentimento de 
derrota e vazio. 
O que dá poder às nossas orações é o conhecimento do 
caráter bom e misericordioso de Deus e a percepção de que a 
atividade diária do céu é toda misericórdia, com a atmosfera 
cheia de amor puro. 
A maravilha da oração centralizada no caráter do Senhor 
está em termos o nosso foco fixo nEle. Quando estamos em 
Sua presença, a atmosfera de amor invade o nosso espaço. 
Prostrados diante da majestade do Pai, é provável que 
passemos mais tempo, simplesmente, adorando-O do que 
fixando nossos olhos em nós ou em nossos pedidos urgentes. 
Como Jesus disse: Vosso Pai sabe o que vos é necessário antes 
de vós lho pedirdes (Mt 6.8b). 
Se você aprender a orar assim, Ele começará a 
transformar a sua natureza para combinar com a dEle. 
Adentrar na presença maravilhosa desse Pai de amor, 
misericórdia e compaixão irá colocá-la no mesmo Espírito no 
qual Ele está. Ter a mente e o coração do Soberano com 
relação a outras pessoas é o caminho mais efetivo de ajudá-
las. Logo, você começará a sentir o amor de Cristo pelos 
outros, especialmente pelo seu cônjuge. Quanto mais o amor 
de Deus molda as nossas orações, mais poder existe na 
intercessão. Orar por seu esposo não é uma questão de 
convencer um Deus relutante de que Ele precisa fazer-lhe um 
favor. Por meio da fé, é possível apropriar-se do poder do 
Altíssimo para suprir as necessidades do seu marido, o que o 
Senhor já tem paixão por fazer. 
Assim, à luz de tudo que acabei de compartilhar, 
permita-me fazer algumas sugestões concernentes às suas 
devocionais diárias. Geralmente, começo o meu tempo com o 
Senhor lendo a Bíblia. Isso ajuda a alinhar a nossa mente com 
o modo de pensar de Deus. 
Também é muito importante passar algum tempo 
adorando o Senhor. Não existe melhor jeito de criar uma 
atmosfera celestial. Sugiro música dos grupos Vineyard, 
Hillsong ou Hosanna. Se eles não a atraem, você pode passar 
um tempo adorando o Pai celeste com um hino ou qualquer 
canção que a dirija de um modo maravilhoso. 
Depois de passar um tempo fazendo essas coisas, você 
está pronta para se aproximar do trono do Todo-Poderoso com 
suas petições. Sem dúvida, talvez você tenha muitas coisas e 
pessoas pelas quais orar, mas eu gostaria de apresentar 
alguns exemplos de palavras que você pode dizer a Deus em 
favor do seu esposo. Tais frases não são para serem colocadas 
na oração como se existisse algum poder nas palavras em si, 
mas para fazer com que você interceda, com fé, ao Altíssimo 
pelo seu marido. 
Senhor, não há algo que eu possa fazer para salvar o meu 
marido. Creio que Tu és bom e misericordioso para levá-lo à 
vitória. Apelo para que a Tua misericórdia o ajude em sua 
grande necessidade. 
Repreende o poder das trevas na vida do meu esposo. 
Anula a atração que o prazer sexual tem sobre ele. Faze toda a 
sensualidade repulsiva para ele, exceto quando for com a sua 
esposa. Concede-lhe o dom do arrependimento. Põe um escudo 
de proteção à sua volta. Faze com que toda experiência sexual 
ilícita que ele tenha pareça vazia e fútil. Remove a importância 
que o sexo tem na vida dele, quando estiver fora do nosso lar. 
Diminui o desejo dele pelo comportamento sexual ilícito. 
Quebra o orgulho e a arrogância, substituindo-os pelo espírito 
de humildade. 
Ajuda-o a fazer uma consagração a Ti, ó Senhor. 
Aumenta o desejo dele pelas coisas do Céu. Dá-lhe uma visão 
do Calvário e do que a cruz significa. Enche-o de fome e sede 
de justiça. Conceda-lhe a Tua paz que é a integridade em 
Cristo. Supre as necessidades desesperadoras do seu coração, 
Senhor. Preenche o vazio do seu interior com a Tua presença. 
Faze a Tua misericórdia ser real para ele, e que o sangue 
de Jesus seja a sua própria vida. Dá-lhe um coração 
compassivo pelas pessoas das quais ele tira proveito em 
pensamento. Dá-lhe um coração grato, Senhor, e o desejo de 
entregar a sua vida pela esposa e a família. Abençoa o nosso 
leito conjugal, ó Senhor. Faze do nosso tempo juntos algo 
gratificante para nós. Confio em Ti, ó Deus, e creio que Tu 
fazes todo o possível para salvar a alma domeu esposo e levá-
lo à maturidade em Cristo. 
 
O CASTIGO DE UM PAI 
 
Querida Lucy 
Lamento saber que seu marido se foi com outra mulher. 
As notícias de como eles estão felizes devem ser esmagadoras 
para você, enquanto tudo parece estar desmoronando à sua 
volta. Posso entender por que você se sente como se Deus 
estivesse abençoando os dois e amaldiçoando-a. Eles estão 
ganhando dinheiro, indo à igreja, vivendo em prosperidade, 
aparentemente sem problema algum. Ao mesmo tempo, a sua 
vida está repleta de dificuldades. Seu trabalho mal dá para a 
sua sobrevivência; o motor do seu carro precisa ser 
consertado, e você se sente sozinha. 
Lucy, já lhe ocorreu que, talvez, esses dois não conheçam 
o Senhor? Entendi que se dizem cristãos, mas a conduta de 
ambos é tudo, exceto semelhante à de Cristo. No mínimo, eles 
estão desviados e realmente iludidos. Conseguir que tudo vá 
bem não é necessariamente um sinal da bênção do Pai 
celestial na vida de alguém. Com efeito, especialmente em um 
caso desses, parece mais provável que seja um sinal da falta 
da mão de Deus na vida deles. Ou é isso ou Ele simplesmente 
os entregou às próprias cobiças. 
Compare com a sua vida. O que vejo é uma crente 
sincera, lutando para se sustentar e permanecer fiel a Deus 
em meio à dor e à adversidade. Experimentei muito isso em 
meu relacionamento com o Todo-Poderoso e fui descobrindo 
cada vez mais que Ele me disciplinava para o meu bem. Deixe-
me compartilhar com você as palavras de Salomão: Filho meu 
[filha minha nesse caso!], não rejeites a correção do SENHOR, 
nem te enojes da sua repreensão. Porque o SENHOR repreende 
aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem 
(Pv 3.11,12). 
Não conheço essa situação o suficiente para formar 
algum juízo real. Mas me parece que os dois estão seguindo o 
próprio caminho, sem o menor interesse pelo que Deus pensa, 
enquanto você, por outro lado, está sendo refinada na fornalha 
da aflição. 
Não deixe que a "felicidade" exterior de ambos a engane, 
Lucy. A felicidade que se apoia em circunstâncias favoráveis 
tem só um milímetro de profundidade. Davi escreveu certa vez: 
Não te indignes por causa dos malfeitores (SI 37.1a). Seu filho, 
Salomão, disse mais tarde: O caminho dos prevaricadores é 
áspero (Pv 13.15b). Um dia, eles terão de lidar com as 
conseqüências de suas ações, seja aqui na terra ou diante do 
Altíssimo. 
A notícia maravilhosa para você é que o Senhor a ama e 
está envolvido, de um modo particular e organizado, em todos 
os aspectos da sua vida. Em tempos como este, pode parecer 
que Ele esteja distante, mas, creia, o Pai nunca esteve tão 
perto. Coloque seu marido nas mãos do Senhor e vire-se para 
Deus a fim de obter o consolo que somente Ele lhe pode dar. 
 
CASAMENTO NA ROTINA 
 
Querida Connie 
Creio que posso dar-lhe uma perspectiva de como 
proceder com seu esposo e seu relacionamento conjugal, o 
qual parece estar "atolado". O que você compartilhou em sua 
carta disse muito sobre suas lutas pessoais. 
Você principiou com a afirmação: "Fiz tudo o que sabia 
para manter meu casamento e ajudar a preservar a vitória do 
meu esposo, mas foi tudo em vão". Depois, em um outro 
trecho da carta, mencionou o quanto tem sido "árida" a sua 
caminhada com o Senhor. Pareceu-me que esses eram dois 
dilemas completamente distintos em sua mente. Mas quero 
ajudá-la a ver como eles estão realmente conectados. Em 
primeiro lugar, deixe-me contar-lhe uma história dolorosa: 
Certa vez, nos Ministérios Vida Pura, trabalhou um 
homem muito próximo de Steve e de mim. Infelizmente, o 
relacionamento azedou em grande parte, por permitirmos que 
ele se tornasse muito íntimo de nós. Deixamos de manter os 
limites exigidos de quando a autoridade espiritual adequada é 
estabelecida. 
Ted fazia tudo certo, na maior parte do tempo, mas 
chegou um momento em que Steve e eu tivemos de demiti-lo 
da equipe de PLM. Para alguém de fora, pode ter parecido que 
erramos em nossa decisão. Todos o amavam e respeitavam, 
pois, aparentemente, ele tinha um temperamento muito 
agradável. Mas havia algo em seu coração que apenas os mais 
próximos podiam detectar: uma atitude insubmissa e um 
desejo de não se arrepender. 
Ele tinha uma capacidade tremenda de discernir os 
problemas na vida dos aconselhados. O Senhor foi capaz de 
usar esse dom para ajudar os homens que ele orientou. Ao 
longo dos anos em que nós três trabalhamos juntos, o orgulho 
infiltrou-se em Ted sem fazer alarde. Ele estava bem-inteirado 
das falhas de Steve, que sobressaíam de forma evidente. Ele 
exigia que meu marido andasse próximo à perfeição e estava 
pronto a confrontá-lo caso não o fizesse. Mas se indignava se 
tentássemos apontar algum erro na vida dele. Steve, muito 
ciente das próprias fraquezas, sempre se humilhava para ele e 
aceitava a correção. O desejo de ser semelhante a Cristo era 
tão forte em meu esposo, que ele acataria a correção de 
qualquer um. 
Gradualmente, Ted se tornou, no próprio entendimento, o 
conselheiro de Steve. No entanto, aquele não era o seu lugar. E 
meu marido errou em permitir tanta autoridade, mesmo 
tentando ser humilde. Como resultado, Ted tornou-se tão 
controlador em relação às falhas de Steve, que começou a ter 
justiça própria e a negligenciar o próprio coração. Assim, 
quando finalmente Steve precisou confrontá-lo, ele ficou 
furioso. Naquela altura, não tivemos outra alternativa senão 
deixar que ele fosse embora. 
Frequentemente, vemos essa atitude nas esposas que 
aconselhamos. Uma mulher pode facilmente estar tão 
preocupada com o pecado de seu marido a ponto de não 
permitir que o seu coração seja examinado por Deus. Tudo o 
que ela vê são os defeitos do esposo, pois está completamente 
cega com o argueiro no próprio olho. Nesse meio tempo, o 
marido sincero arrepende-se diante de Deus, aceita a correção 
do Pai e amadurece como cristão. Infelizmente, a mulher fica 
estagnada, cheia de justiça própria e orgulho. Em outras 
palavras, ele cresce, e ela permanece espiritualmente imatura. 
Um pastor muito sábio, conhecido meu e de Steve, disse 
certa ocasião: "A maioria das pessoas sai de uma vida de 
profundo pecado ou de uma vida de profunda justiça própria". 
Isso é tão verdadeiro! 
Connie, por favor, não permita que o orgulho a destrua, 
como fez com Ted. Humilhe-se diante de Deus e convide-O a 
ministrar a correção em sua vida, para lhe mostrar as áreas de 
seu interior que não agradam ao Pai. Quando fizer isso, 
tornar-se-á mais doce, mais parecida com Cristo e será um 
apoio bem maior para o seu esposo. Você não pode conservá-lo 
em vitória, conforme declarou, mas pode ser uma bênção e um 
encorajamento para ele ao longo do caminho. Enquanto isso, 
acredito que poderá sentir a aridez espiritual desaparecer, 
enquanto seu casamento sairá da rotina. 
 
LIDANDO COM O MEDO 
 
Querida Alice 
Obrigada por compartilhar comigo as suas lutas. Devo 
admitir que é muito difícil tentar ajudar por meio de cartas. 
Não há tempo suficiente para alcançar tudo o que precisa ser 
abordado. Entretanto, eu gostaria de externar algumas coisas 
com relação ao medo, o qual parece dominar a sua vida mais 
do que qualquer outra coisa. 
Sei o que é ser paralisada e controlada por esse 
sentimento. Ele me manteve presa às suas garras gélidas 
durante muitos anos. A razão de não me livrar dele é que as 
minhas percepções sobre ele eram falhas. Fiquei tão 
acostumada a viver com medo, que estava convencida de que 
tinha o direito de experimentá-lo. Eu me via sem ajuda, vítima 
de uma emoção avassaladora que não conseguia controlar. 
Depois de abraçar esse papel, eu esperava que as pessoas 
tivessem pena de mim. 
Um dos meus maiores receios era de acidente de carro. 
Quando Steve e eu íamos para algum lugar, eu chamava o 
tempo todo a atenção dele sobre o seu modo de dirigir: 
"Reduza a velocidade", "Tenha cuidado", "Preste atenção", e 
assim por diante. Um dia, há muitos anos, fiz um dos meus 
comentários, enquanto estávamos em uma estrada.Para meu 
total espanto, ele me repreendeu de uma maneira 
contundente. 
"Você percebe o quanto tem sido egoísta? Tudo com que 
você se preocupa é em preservar a própria vida!". Ele 
prosseguiu descrevendo o quanto eu o atrapalhava quando 
estava, constantemente, criticando-o e tentando controlar seu 
modo de dirigir. Reagi um pouco defensivamente a princípio, 
mas rapidamente me retraí, sabendo que ele estava dizendo a 
verdade e, mais ainda, eu sabia que era algo da parte do 
Senhor para mim. 
Meus olhos se abriram para o fato de que eu estava 
sendo completamente egoísta. Meus temores eram totalmente 
sem razão. Não havia algo de impulsivo em Steve como 
motorista. Eu estava simplesmente enfocando o pior dos 
cenários. 
Naquele dia, comecei a ver as coisas sob uma perspectiva 
diferente. O Senhor mostrou-me que o medo é fundamentado 
na falta de confiança nEle e, portanto, é pecado. Creia ou não, 
foi uma notícia maravilhosa! Por quê? Eu não era mais uma 
vítima indefesa, sem esperança de superar os meus temores. 
Como era pecado, eu tinha uma saída. Podia arrepender-me 
do medo e pedir ao Senhor que me ajudasse a vencer esse mal. 
Com o arrependimento como ponto de partida, o Senhor foi 
então capaz de demonstrar a Sua fidelidade e ajudar-me. 
Temos a tendência de sentir medo até certo ponto, e uma 
das maiores fontes desse sentimento, para as mulheres, tem a 
ver com o casamento. Inclinamo-nos a nos preocupar mais do 
que os homens com os relacionamentos, os quais significam 
tudo para nós. Nossa vida gira em torno da família, e qualquer 
coisa que a ameace pode, rapidamente, tornar-se uma fonte de 
muita ansiedade. 
A maioria das mulheres crônicamente preocupadas não 
busca ajuda do Senhor, porque, infelizmente, está muito 
confortável com essa situação. De qualquer maneira, elas 
sempre lidaram com esses problemas. Exige menor esforço 
ficar sentada e aflita do que se ajoelhar e orar. Quando 
estamos prisioneiras do medo, confiamos em nossas ideias 
para administrar as dificuldades, em vez de lançarmos nossa 
ansiedade sobre Aquele que nos pode ajudar. 
A raiz do medo é a autopreservaçao e o egocentrismo; é 
ficar preocupada com a própria vida. Com freqüência, a 
mulher temerosa com um relacionamento está realmente 
angustiada consigo.1 Não é incomum aconselharmos uma 
esposa que não esteja tão apreensiva com as necessidades do 
 
1 Não quero dizer que seja algo maligno uma esposa estar preocupada com o casamento. No 
entanto, há algo errado quando a preocupação se transforma em medo avassalador. 
marido, mas apenas com o quanto as atitudes dele - o 
problema em questão - irão afetá-la. Quando confrontada com 
isso, a mulher que não ama a sua família tende a ficar na 
defensiva e até ressentida. Mas é realidade, apesar de tudo. 
Na verdade, o medo não produz algo de bom. Ele exclui 
Deus da questão e faz você confiar na própria capacidade de 
encontrar uma solução. Ele a mantém envolvida em si mesma 
e longe do Senhor. Além de atormentar, não conduz a alguma 
coisa aproveitável. Quanto mais você se entregar às imagens 
do temor, mais atormentada e egoísta poderá tornar-se. Só 
experimentará um senso de paz quando as coisas estiverem 
exatamente do seu jeito. 
Como era diferente o modo de pensar do apóstolo Paulo! 
O medo não controlou a mente dele, mesmo quando 
experimentou circunstâncias apavorantes, porque sua vida era 
completamente dedicada ao bem-estar dos outros. Da 
Macedônia, lugar de onde sofreu inúmeros açoites, ele 
escreveu: 
 
Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso 
homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se 
renova de dia em dia. 
(2 Co 4.16). 
 
Não houve lugar para o medo na vida de Paulo, pois ele 
estava comprometido em ver e suprir as necessidades do 
próximo. 
Volte-se para Deus, Alice. Arrependa-se do egoísmo que 
mantém vivo o medo em seu coração. Comece a se envolver em 
ajudar o próximo. Depois observe o que o Senhor fará por 
você. Lembre-se: 
 
O perfeito amor [a dedicação aos outros] lança fora o 
medo ( 1Jo 4.18a -ARA). 
 
O MARIDO QUE FRACASSA 
 
Querida Verônica 
Embora seja difícil perceber agora, você é abençoada por 
ter o Stan como marido - com lutas e tudo mais! Digo isso 
porque ele está buscando sinceramente o Senhor e se recusa a 
desistir. 
Você perguntou: "Como pode esse marido e pai tão 
exemplar, que passa um tempo de qualidade com o Senhor 
todos os dias, continuar a lutar com algo tão nojento como a 
pornografia?". 
Stan é um pecador, como todos nós. Ele cresceu em uma 
cultura na qual a perversão sexual quase se tornou uma 
norma. Desde a infância, os homens são bombardeados com a 
mensagem de que ter sexo é a forma suprema de prazer e é a 
razão da vida. Não fico chocada pelo fato de que tantos 
homens sejam viciados em pornografia na América hoje -até 
homens cristãos (veja carta à Miriam). 
Pelo fato de seu marido estar fazendo as coisas certas - 
sendo aberto com você, arrependendo-se, passando um tempo 
com o Senhor diariamente e responsabilizando-se -, não existe 
necessidade de se preocupar ou temer que seu casamento 
piore. Sem dúvida, levará algum tempo para que venha a sua 
vitória total. Você deve ser paciente com seu esposo enquanto 
ele se livra da obsessão por sexo. Suas escapadelas ocasionais 
são fracassos penosos, mas, de alguma forma, o Senhor é fiel 
em usá-las para o bem na vida de um crente sincero. Stan tem 
demonstrado querer a libertação do pecado sexual e achegar-
se ao Senhor. Assim, existe muita esperança para vocês dois! 
Recordo-me de quando Steve falou seriamente em vencer 
a transgressão. Realmente, era doloroso para mim quando ele 
caía em alguma tentação, mas todos esses fracassos estavam, 
na verdade, trabalhando em nosso favor. Cada vez que meu 
esposo fraquejava, aumentava o seu ódio pelo pecado, e ele 
aprendeu a andar em arrependimento diário. No final, Steve 
alcançou um ponto em que começou a calcular o custo de 
tudo aquilo e fez a escolha consciente de resistir às tentações 
que enfrentava. 
Parece que Stan está na mesma posição de Steve, um 
pouco antes de realmente entrar na vitória. Anime-se! Seu 
esposo é um guerreiro e, pela graça de Deus, ele conseguirá! 
 
A ESPOSA NEGLIGENCIADA 
 
Querida Tammy 
A primeira coisa que você perguntou em sua carta foi se 
Steve me fazia elogios ou se demonstrava afeição por mim 
quando ainda estava na compulsão sexual. Devo deduzir, por 
essa pergunta, que você se sente negligenciada por seu 
marido, e ele não a faz sentir-se aceita e amada. Isso é muito 
típico de uma mulher casada com um homem em luta contra o 
pecado. 
Você deve entender o que acontece com um indivíduo que 
se envolveu com a pornografia. E semelhante a um veneno que 
entra no organismo. Corrompe a maneira pela qual ele vê o 
sexo, as mulheres e os relacionamentos pessoais. Para piorar 
as coisas, leva ao vício extremo, fazendo com que o homem 
sempre erre outras vezes. Toda nova ida à loja de pornografia 
aprofunda mais a corrupção da sua personalidade. 
E preciso entender que muitos homens não são afetuosos 
por natureza. Eles podem ser carinhosos quando encontram 
uma garota pela primeira vez e se apaixonam por ela, mas, de 
modo geral, tão logo termina a lua-de-mel, eles se adaptam ao 
cotidiano no qual a afeição não é prioridade máxima. A maioria 
dos homens fica contente de saber que suas esposas estão lá. 
A parte dos efeitos do pecado sexual, muitos maridos precisam 
aprender a amar a esposa, a acariciá-las, a expressar afeição 
ou fazer um elogio. O afeto, simplesmente, não acontece com 
naturalidade para alguns homens. 
Outra coisa que pode piorar a situação é quando o 
marido, no tempo de criança, tenha crescido em um lar onde 
viu poucas expressões de amor, ou, quem sabe, o afeto tenha 
sido demonstrado de modo inconveniente. Esse foi o caso do 
meu esposo, que nunca ouviu de seus pais que era amado. Por 
outro lado, cresci em uma família onde as crianças tinhama 
certeza de serem amadas. Meus pais tiveram seus defeitos e 
fracassaram conosco em alguns aspectos, mas sempre era 
evidente que eles se amavam e nos amavam também. Essa 
espécie de criação estabelece algo definitivo no coração de uma 
pessoa, ao contrário de quem foi criado de modo diferente. 
Como mencionei antes, o homem que se envolve com a 
atividade sexual ilícita, mesmo que seja somente ver 
pornografia de vez em quando, torna-se profundamente 
afetado por isso em muitas áreas de sua existência. De um 
modo quase inexplicável, esse hábito cria uma barreira entre o 
indivíduo e a família. Ele se torna distante e superficial e 
passa a fugir de conversas significativas. Tem uma vida 
secreta de ilusão que prossegue interiormente. Sua obsessão 
pela fantasia faz com que ele se desloque para fora da 
dimensão da realidade. Deixa de ser atraído pelos 
componentes mais importantes da vida: Deus, o amor, as 
amizades, dentre outros. 
Tudo passa a girar em torno de um mundo secreto de 
sensualidade e prazer. Não é que ele seja frio de propósito; é 
simplesmente parte do "pacote" do vício da pornografia. De 
certa maneira, a pessoa fica emocionalmente morta. 
Tudo isso, naturalmente, é devastador para os familiares 
do compulsivo. Eles o amam e também estão esperando 
afeição e apoio da parte dele. Mas, infelizmente, ele não tem 
para dar. Enquanto não for libertado das influências da 
pornografia, não se pode esperar que tenha reações normais 
com os entes queridos. 
Há outro aspecto em tudo isso que desejo mencionar-lhe. 
A atração de seu marido por ver mulheres nuas não significa 
que exista algo errado com você. O problema está totalmente 
com ele, no coração dele. Costumamos dizer frequentemente 
às esposas que não importaria nem mesmo se elas se 
parecessem com Marilyn Monroe. Um homem compulsivo no 
hábito da pornografia é atraído por outras mulheres, apenas 
isso. Em certo sentido, esse fato pode aliviar bastante a 
pressão que você tem colocado em si mesma para tentar 
parecer mais bonita, mais sensual ou seja o que for. Não estou 
sugerindo que a mulher deixe de se cuidar, mas a raiz da 
obsessão do marido está no interior dele, não na aparência da 
esposa. 
A melhor coisa que você pode fazer para atrair o seu 
esposo é permitir que o Senhor a transforme à imagem dEle. 
Você já deve ter ouvido falar que a beleza tem apenas a 
profundidade da pele, mas existe uma formosura com a qual 
Deus pode revesti-la. Ela começa no interior e transforma toda 
a sua aparência. Não é o tipo de sensualidade para atrair a 
atenção carnal dos homens, mas uma beleza espiritual, que 
transparece em todos os aspectos. 
Enquanto ele luta para sair desse poço profundo, eu a 
animo a ser paciente com seu marido, sabendo que, por um 
tempo, você não será capaz de encontrar nele qualquer apoio 
emocional. Se conseguir reduzir as próprias expectativas nessa 
área, ficará menos desapontada. Volte-se para Deus e permita 
que Ele a transforme a partir do seu interior. Lembre-se: o 
Senhor está operando na vida de vocês dois. 
 
A ESPOSA POLICIAL 
 
Querida Kelly 
Você deu bastante informações em sua carta com relação 
aos seus esforços para ajudar seu marido a vencer o pecado 
sexual. Acho que posso ajudá-la. Você mencionou: "Faço tudo 
o que posso para apoiá-lo, mas ele continua a desperdiçar as 
oportunidades. Eu monitoro seu tempo e dinheiro. Faço com 
que ele me preste contas das suas ações. Pergunto-lhe todas 
as noites como passou aquele dia e o confronto regularmente 
sobre o seu pecado". 
Vamos observar detalhadamente o que você disse. 
Percebeu a palavra que mais transparece? Eu, eu, eu! 
Repetidas vezes sua carta enfatiza o que você está fazendo 
para ajudar seu esposo. Devo dizer-lhe: onde Deus está nessa 
situação? 
Em razão do que compartilhou comigo até agora, você me 
impressiona por ser o tipo de pessoa que gosta de estar no 
controle das circunstâncias da sua vida. A luta de seu marido 
contra a luxúria e a masturbação parece-lhe tão 
desconcertante quanto desafiadora, porque se sente incapaz 
de conseguir que ele faça o que deve fazer. 
Tenho certeza de que você está ainda mais envolvida na 
batalha dele para vencer do que compartilhou em sua carta. 
Com que freqüência costuma fazer observações cortantes 
sobre os fracassos dele? Quantas vezes o aborrece ou critica? 
Você já tentou envergonhar o Ben na frente dos outros 
ressaltando a transgressão dele? Como seu esposo descreveria 
seus esforços para apoiá-lo? 
Percebo que você tem sido profundamente ferida pelo 
interesse dele por outras mulheres e não quero, de modo 
algum, minimizar sua dor. Quero apenas ajudá-la a lidar 
melhor com isso. O que terá de aceitar, Kelly, é que você não 
pode fazer com que Ben acerte. Não adianta conversar com ele, 
envergonhá-lo, policiar a vida dele ou fazer ameaças. 
Entretanto, o que você pode fazer é começar a aprender o 
segredo de como confiá-lo às mãos do Senhor. Além do mais, 
só Deus pode mudar o coração de seu esposo. 
Minha querida irmã, se você aprender a controlar esse 
zelo de uma maneira construtiva, o inferno começará a tremer! 
Quero incentivá-la a começar a morder a língua. Toda vez que 
sentir necessidade de corrigir ou confrontar seu esposo, segure 
as palavras e comece imediatamente a orar por ele. Sua 
amolação somente ajudará a manter seu cônjuge atolado onde 
ele está. 
Em toda a sua dor, aprenda a se voltar para o Pai 
celestial, em vez de tentar resolver o problema por meios 
humanos. O Altíssimo está muito motivado no desejo de 
ajudar seu esposo. Mas o que Ele precisa é de alguém disposto 
a ficar “na brecha” por Ben. Canalize aquela energia que você 
tem em supervisionar a vida dele para uma direção positiva, 
levando-o diariamente ao Todo-Poderoso. Depois, recue e 
observe a mão de Deus operar em seu favor! 
 
RECONCILIAÇÃO 
 
Querida Sonja 
Voltar a ficar junto de seu marido depois de um ano de 
separação deve ser tão excitante quanto amedrontador. Fico 
feliz em saber que seu pastor está envolvido e tem dado apoio 
em sua situação. Obrigada por permitir que eu contribua com 
minhas perspectivas sobre como seguir adiante na 
reconciliação. 
Em primeiro lugar, antes de dar o grande passo à frente 
nessa área, deve haver um progresso objetivo, visível e 
mensurável, na vida do seu esposo. Por exemplo, durante suas 
visitas ocasionais, ele fica impaciente e zangado, além de exigir 
que as coisas sejam feitas do jeito dele? Você tem a impressão 
de que ele está representando para você, mas é alguém muito 
diferente quando não há quem esteja olhando? Sei que pode 
parecer tolice, mas as respostas a essas perguntas são bons 
indicadores de que ele tenha ou não resolvido alguns assuntos 
básicos. Se o seu marido ainda estiver lutando nessas áreas, 
provavelmente, ainda não cuidou dos assuntos mais 
profundos. 
Outra referência para se procurar um sinal de como ele 
está é o seu parceiro de prestação de contas. Ele tem alguma 
pessoa a quem ele se reporte com relação às responsabilidades 
que tem? Você perguntou a opinião desse homem sobre o 
Chris? 
 Eu a encorajo a verificar primeiro o progresso de seu 
esposo. Dependendo do resultado, pode ser mais sábio adiar a 
reconciliação, até que ele estabeleça o hábito de se reportar a 
alguma pessoa na qual você confie. Peça ao seu pastor ajuda 
nesse caso também. Se seu marido demonstrar má vontade em 
se abrir para mais alguém, então, eu voltaria atrás em 
qualquer plano imediato de reconciliação. Falta de vontade de 
se humilhar para outra pessoa é uma espécie de bandeira 
vermelha para alertar de que as coisas não estão certas. 
Eu imagino que ele esteja ansioso pelo retorno do 
casamento, mas ele tem consideração pela sua agenda e os 
seus sentimentos? Ou tem sido impositivo e impaciente? Um 
sinal do verdadeiro arrependimento é ele estar disposto a fazer 
o que for necessário para acertar as coisas com você. Não 
admita que ele a force a consentir com a programação dele. 
Ele parece faminto pelo Senhor?Isto é, está na Palavra 
de Deus de livre e espontânea vontade? Passa um tempo 
orando sem ser coagido? Vai à igreja tão frequentemente 
quanto possível? Embora não deva esperar a perfeição, você 
pode insistir para que ele demonstre um desejo genuíno por 
esse tipo de vida. Se você tem de forçá-lo a ter uma vida cristã, 
o que isso lhe diz? 
Antes de terminar oficialmente a separação, é importante 
que você estabeleça algumas regras fundamentais sobre o que 
é esperado de ambas as partes. Ele precisa estar envolvido em 
algum estudo bíblico estruturado. Deve ter um tempo de 
oração bem-estabelecido. Precisa continuar a se encontrar com 
aquela pessoa a quem presta conta e também, de vez em 
quando, trocar idéias com seu pastor. Eu até sugiro que você 
coloque por escrito todas as suas expectativas, juntamente 
com uma cláusula, declarando que, se ele deixar de manter 
esse estilo de vida, deverá concordar com outra separação, até 
o momento de provar sua fidelidade. 
Esteja preparada para se deparar com alguns pontos 
fracos. Não entre em pânico quando surgirem. Lembre-se, você 
não está procurando a perfeição da parte dele, somente uma 
disposição sincera de crescer, amadurecer e vencer. 
Em certo sentido, a pressão para conquistá-la de volta 
está sobre seu marido. É certo que seja assim. Você deve 
andar no limite estreito entre encorajá-lo, mesmo que ele falhe, 
e ficar firme nas suas expectativas quanto à fidelidade dele. 
Ainda que tenha andado bem quando ficou sozinho lá fora, ele 
pode ser tentado a descumprir um pouco do combinado 
quando a pressão desaparecer. Procure ser paciente, mas, ao 
mesmo tempo, ele deve ser responsável por prestar conta da 
própria conduta. 
Trabalhe para incentivar nas crianças uma atitude de 
aceitação e amor pelo pai. Estou certa de que isso já está 
acontecendo, porém, seus filhos terão alguma dificuldade 
nesse período de ajuste. Não é prejudicial incentivar tal 
aceitação, pois se trata de uma atitude semelhante à de Cristo. 
Também seria muito bom para ambos se vocês 
separassem uma noite da semana para saírem juntos. Se você 
ainda não está muito preparada para voltar, esse é o momento 
para iniciar essa prática. Tenham encontros, mas não aceite 
intimidades com ele a menos que já estejam vivendo 
novamente como marido e mulher! O tempo semanal deve ser 
algo muito especial para os dois. Faça o seu melhor, de modo 
que seja mesmo uma ocasião especial. Para ele, será uma 
fonte real de encorajamento. 
Parece que vocês estão bem no caminho para uma 
reconciliação maravilhosa. Não tenha medo de esperar o 
melhor! 
 
A ESPOSA OFENDIDA 
 
Querida Penny 
Creio que posso resumir a fonte da suas frustrações e 
ofensas em uma única palavra: ingratidão. As outras pessoas 
não são o seu problema, Penny, mas o espírito no qual você 
está. Os outros podem provocar-nos, mas devemos optar por 
responder do modo certo. Bem ou mal, somente o que estiver 
dentro de nós sobressairá. 
Em alguns trechos de sua carta, tive a impressão de 
conhecer sua personalidade, a mulher verdadeira quando não 
há quem esteja olhando. Minha opinião é que você tende a ser 
negativa e crítica. Examina de perto todos os detalhes. É uma 
descobridora de falhas, procurando sempre o pior nos outros. 
Isso a deixa frustrada com as demais pessoas quando não 
agem "do jeito que deveriam". 
Essas atitudes não a transformam em um monstro. Deus 
tem um escape. Você não está presa em uma armadilha. Pode 
optar e arrepender-se por ser dura, crítica e ingrata. Quero 
desafiá-la a se arrepender diante do Senhor pelo modo como, 
em seu coração, tem tratado as pessoas. Seguramente, você 
não as tem amado do jeito que o Senhor a ama. A seguir, deve 
ir até seu marido e mudar o jeito como o trata. 
Agindo dessa forma, você estará pronta para dar o passo 
seguinte: cultivar uma atitude de gratidão. Deus tem feito 
tanto em seu favor, Penny! Comece a fazer uma lista de 50 
bênçãos que Ele tenha-lhe dado, pelas quais pode ser grata ao 
Senhor. Na próxima semana, faça uma lista de 50 
características de seu marido pelas quais é agradecida. Na 
semana seguinte, escreva 50 itens da sua vida pelas quais 
pode expressar gratidão. Faça o mesmo com seu trabalho, seu 
lar, seu chefe, sua família, seu pastor, seus vizinhos etc. 
Quando começar a fazer isso regularmente, começará a pensar 
corretamente com relação à vida. 
Se fizer essas coisas, Penny, ficará surpresa de ver quão 
rapidamente deixará de ser (perdoe-me por dizer!) uma 
avarenta (que não quer dar nem gastar) e passará a ser uma 
pessoa em volta da qual os demais desejarão estar. Ser grata é 
a chave! 
 
A vida amorosa 
 
Querida Paula 
 
Em resposta à sua pergunta: "Por que meu marido não 
me ama?", eu gostaria de desenvolver a idéia de que ele a ama, 
só que não é um amor santo. Deixe-me explicar. Há quatro 
palavras no grego que descrevem o que resumimos em nossa 
língua em uma única palavra: amor - phileo, storge, agápe e 
eros. Tentarei dizer algumas coisas sobre cada uma em relação 
ao seu casamento. 
O termo phileo significa amor fraternal. É o sentimento de 
amizade que se desenvolve entre duas pessoas e deve ser a 
base do relacionamento matrimonial. Bons casamentos 
começam com boas amizades. 
Storge é a cola conjugal que une um casal à medida da 
passagem dos anos. É uma noção de compromisso que se 
aprofunda quando um casal vive maritalmente. Produz uma 
confiança contínua, que leva à maior abertura e sinceridade 
entre os dois. Esse sentimento de afeição, de um pelo outro, 
leva tempo para se desenvolver. Constitui a base para a 
declaração feita frequentemente por um marido, ao desfrutar 
de um bom relacionamento no decorrer dos anos: "Eu a amo 
mais do que nunca!". 
Enquanto phileo, storge e eros são emoções geradas no 
interior da alma humana, o ágape vem de Deus. Com efeito, a 
Bíblia nos diz que Deus é ágape (1 Jo 4.8). Esse tipo de amor é 
divino por ser completamente desprovido de egoísmo e 
considerar somente o bem-estar da outra pessoa. Alguém que 
seja cheio da presença de Jesus é, consequentemente, cheio de 
Sua compaixão pelos outros. O amor ágape ajuda a mulher 
cristã a suportar pacientemente e interceder por um marido 
que não tem amor. Só Deus pode amar alguém desse jeito, 
mas os cristãos maduros sabem como permitir que Ele ame as 
pessoas por intermédio deles. 
Reservei eros para o final, porque parece ser a afeição 
primária sobre a qual seu casamento se baseia. Não quero 
dizer que isso implique a não-existência de traços dos demais 
elementos até certo ponto, mas, simplesmente, quero sinalizar 
que ele parece ser o predominante. 
Antes de abordarmos o seu relacionamento, deixe-me 
dizer algumas coisas sobre esse impulso natural. Eros é o 
amor erótico e atua apenas na questão do prazer. Tem o seu 
lugar no mais santo dos casamentos, mas, se não estiver 
equilibrado pelos outros três amores, acabará com um arranjo 
egoísta no qual um ama o outro simplesmente pelo que ele ou 
ela extrai da relação. A autora Kay Arthur diz o seguinte sobre 
o tema: 
Embora eros seja dirigido para o outro, na verdade, tem o 
ego em mente. Por exemplo: "Eu amo você, porque você me faz 
feliz". O fundamento desse tipo de amor é alguma 
característica da outra pessoa que agrada mais. Se o 
determinado traço deixar de existir, a razão do amor acaba, 
sendo o resultado: "Não amo mais você". 
Eros olha para o que pode receber. Quando doa, é com a 
finalidade de receber. Se deixar de obter o que deseja ou 
espera, a amargura e o ressentimento podem surgir [...]. 
A filosofia de eros é que o amor depende de se parecer 
atraente para a outra pessoa de algum modo. Por causa dessa 
dependência, eros seria considerado um tipo de amor 
condicional.1 
Isso parece resumir o seu relacionamento com o Cari. 
Como admitiu, você no princípio foi atraída por ele por causa 
da aparência. Da mesma forma, parece que ele também foi 
atraído pela sua aparência. Desde o primeiro encontro, vocês 
começaram a ter relações sexuais.Sua vida sexual começou 
"incrível" e só tem melhorado. Mesmo depois que vocês 
aceitaram o Senhor e casaram-se, o relacionamento pareceu 
encontrar a força na cama. 
 
1 Kay Arthur, Marriage without regrets [Casamento sem lamentos], Precept Ministries, 
Chattanooga, TN. 
Agora, cinco anos depois, você sente que a vida conjugal 
se esvaziou. Isso que sente se deve à negligência do casal em 
estimular os outros três tipos de amor no lar. 
Ter uma vida sexual "incrível" é uma coisa boa. Mesmo 
que o Cari continue a lutar contra a luxúria e a pornografia, 
imagino que a realização que ele recebe em casa tem muito a 
ver com a razão de ele não ser infiel. É hora de cada um de 
vocês empreender um esforço mais objetivo para aprender a 
não ser egoísta no casamento. Você pode ser a iniciadora, 
Paula. Comece a praticar pequenos gestos de bondade em 
relação a ele. No começo, provavelmente, seu esposo nem 
notará, quanto mais corresponder. Mas dê um tempo para ele. 
Se continuar a demonstrar um amor sem egoísmo e não 
cometer o deslize de contar a ele, ou pior, o erro de ficar louca 
da vida porque ele não dá valor, provavelmente, ele responderá 
com o tempo. 
Mais importante também é começar uma vida de 
intercessão real pelo seu marido. Não há algo que crie e 
estimule mais o amor ágape do que a intercessão. As orações 
transformam você em um vaso do amor de Deus e ajudam o 
Senhor a realizar em seu esposo a obra que Ele deseja. 
 
A ESPOSA INCANSÁVEL 
 
Querida Margaret 
Devo dizer que estou um tanto chocada de saber que o 
Jeff pediu o divórcio. Sei que a nossa última reunião com 
vocês foi muito difícil. Steve não deixou que o aconselhamento 
prosseguisse, porque não parecia que vocês estivessem sendo 
francos. 
Talvez, agora que o Jeff se foi, você esteja mais aberta 
para o que nós estávamos tentando dizer-lhe o tempo todo. 
Desde a primeira vez que nós a aconselhamos, percebemos 
que você se via como vítima da perversidade de seu marido. 
Existe alguma verdade nisso, naturalmente, pois ele estava 
envolvido em pecado sexual, e você não sabia. 
Entretanto, um dos principais obstáculos que 
descobrimos como prejudiciais ao progresso de Jeff foi a sua 
atitude negativa e sem misericórdia para com ele. Você exigia 
que ele andasse na linha reta da perfeição e não estava 
disposta a demonstrar paciência, apoio ou amor por ele. Era 
praticamente impossível que ele sobrevivesse às suas 
expectativas tão elevadas. Quando tentamos aconselhá-lo e 
mostrar-lhe a saída, algumas vezes, ele sentia novamente 
como se os nossos esforços para ajudá-lo fossem distorcidos 
em casa, por causa do seu cinismo e as acusações que você 
fazia. 
Outra coisa lamentável foi a sua decisão de não ter 
relações sexuais com ele, o que enfatizou sua falta de vontade 
em acreditar nele. 
Quando tentei discutir esses assuntos com você nas 
sessões de aconselhamento, o foco da conversa sempre se 
desviou da sua vida para a lista de todas as ofensas que o Jeff 
havia feito naquela semana. Não satisfeita com os fracassos 
dele, você também fazia contra ele acusações contínuas sem 
provas. Estava inclinada a criar um caso com seu marido e 
ficou paranóica por sermos incapazes de raciocinar junto com 
você. 
A questão é que, embora seu marido tenha apresentado 
uma vez um problema com pornografia, ele se arrependeu. Jeff 
admitiu que ainda lutava para não encarar as mulheres em 
público e veio pedir-nos ajuda voluntariamente! Mas você o 
tratou com a severidade aplicável a um marido que está saindo 
com prostitutas e não tem a mínima intenção de mudar. Como 
resultado, ele ficou desanimado e sentiu que jamais poderia 
corresponder às suas exigências. Sim, ele era um fracasso em 
algumas áreas, mas você o tratou como se ele fosse um 
perdedor que jamais teria sucesso. Não se pode tratar um 
homem dessa forma e esperar que ele fique ao seu lado. 
Lamento por você, Margaret, não apenas porque seu 
coração está arrebentado com esse divórcio, mas, 
principalmente, porque parece que você ainda se considera a 
única vítima nesse casamento. O triste é que, devido à sua 
amargura e seu ressentimento, você escolheu um caminho de 
miséria e infelicidade que não será alterado, a menos que você 
se arrependa. Entretanto, parece que a sua probabilidade de 
chegar ao arrependimento está a um milhão de quilômetros 
dos seus pensamentos. 
Devo admitir que estou surpresa com o seu desejo de ver 
o casamento restaurado. O que há para consertar? Se Jeff é o 
mesmo “velho pervertido” que sempre foi, por que você haveria 
de querer voltar para ele? 
Não acredito que possa ser recuperada para seu esposo 
antes de ser, primeiro, restaurada para o Senhor. Isso só 
acontecerá quando perceber que também é uma pecadora, a 
qual precisa desesperadamente da graça de Deus. Quando 
tiver um entendimento real do Calvário, o local onde o 
Inocente entregou a Sua vida pelos nossos pecados, então, 
estará pronta para se ajoelhar com humildade e quebrantar-se 
diante do Pai. 
Jesus contou, certa vez, a história de dois homens que 
foram ao templo orar. Um deles considerou-se um pecador 
nojento, indigno de sequer olhar para o Supremo. O outro fez 
uma auto-análise e considerou-se alguém que andava em uma 
espiritualidade tremenda, muito adiante dos outros ao seu 
redor. O Mestre disse que apenas um desses homens saiu do 
templo justificado aos olhos do Senhor. Margaret, seu futuro 
espiritual depende de qual dessas duas atitudes tomará na 
sala do trono de Deus. Se você se humilhar e arrepender-se, 
estou certa de que há não somente esperança para a 
restauração do seu casamento, como também para a sua 
felicidade no futuro. 
 
O MARIDO QUE NÃO SE ARREPENDE 
 
Querida Sue 
Obrigada pelo seu bilhete. Gosto da sua franqueza e 
honestidade. É muito difícil saber como escrever para alguém 
que suportou tanto de um marido que tem repetido o mesmo 
comportamento inúmeras vezes. 
Você passou pelos muitos estágios de dor que uma 
esposa enfrenta quando lida com um marido compulsivo 
sexual. Admito que a maioria das mulheres não aguentaria 
isso que você teve de enfrentar. E fácil ficar irada e magoada. 
Mas Deus, que é Especialista em cirurgia cardíaca, por causa 
do Seu grande amor por você, utilizará o bisturi para remover 
do seu coração qualquer evidência desse "câncer". O Pai 
celestial não permitirá que a amargura devore a sua alma, 
contanto que você continue a se voltar para Ele. 
Não posso dizer-lhe o que eu faria na sua situação, Sue. 
A descoberta recente de que seu marido está interessando-se 
pela bestialidade lança uma nova luz no problema e complica 
ainda mais a questão. Seu marido atravessou uma linha muito 
aterradora. É bom que ele tenha ao menos admitido isso, em 
vez de ser apanhado no próprio ato. Mas não tem sido sempre 
assim o seu padrão de conduta? É pouco comum que um 
homem seja honesto sobre o pecado se não for sincero em 
obter ajuda, mas Gil tem um histórico de se sentir culpado, 
confessar tudo e, no entanto, permanecer errado em seu 
coração. 
O arrependimento verdadeiro é a chave para quebrar o 
ciclo. Que vantagem há em ser honesto e não se arrepender? 
Nenhuma! Creio que admitir a iniqüidade dá ao seu marido 
uma espécie de alívio temporário da culpa tremenda que ele 
sente. Talvez, de alguma forma distorcida, ele se convença de 
que é sincero em seus esforços, porque ele fala de si mesmo 
voluntariamente. Mas o arrependimento verdadeiro gera fruto 
real, que se traduz em um comportamento transformado, o 
qual se pode observar. Todavia, parece que isso nunca 
acontece com ele. 
Temo que Gil esteja direcionando-se para o alvo, ou 
talvez já tenha ultrapassado o ponto em que Deus irá entregá-
lo completamente às paixões degradantes. Se isso já aconteceu 
verdadeiramente, então, ele se colocou além do alcance da 
convicção do Espírito Santo. Outra possibilidade é que seu 
marido nunca tenha experimentado uma conversão genuína a 
Cristo. Ele pode, simplesmente,ter aprendido a exercer o 
cristianismo exteriormente, sem nunca ter recebido um 
coração regenerado. Isso explicaria a falta de um 
arrependimento verdadeiro. 
Estou convencida de que um dos maiores obstáculos de 
Gil tem sido o fato de ser “um cara bom”, que facilita o seu 
convencimento de que é santo. Pessoas com temperamentos 
agradáveis são muito suscetíveis a essa espécie de ilusão. 
Com relação a se separar ou não dele, eu a incentivo 
enfaticamente a fazê-lo por várias razoes. Você deve levar em 
consideração o modo pelo qual o pecado dele poderia afetar os 
filhos, que já descobriram uma das revistas pornográficas. 
Além do mais, é muito provável que todos os tipos de espíritos 
malignos estejam residindo em seu lar por causa das 
perversões. Um pecado como esse tende a ter implicações de 
longo alcance. Seu esposo age, provavelmente, como a maioria 
dos homens em pecado sexual, por pensar que seu 
comportamento não afeta os outros, mas isso certamente não 
é verdade. Seu pastor poderá ajudá-la a considerar algumas 
das outras implicações de tal decisão. 
A falta de interesse de Gil quanto às conseqüências do 
seu comportamento, de alguma forma me surpreende. Percebo 
que você nem sempre administrou tudo perfeitamente, mas, 
sim, ficou atolada com ele. Talvez, uma separação seja 
exatamente o abalo de que seu marido necessita nesse 
momento. 
Nossas orações estão voltadas para você. 
 
A ESPOSA ADÚLTERA 
 
Querida Stacey 
Você acredita realmente que ajudaria a melhorar o seu 
casamento (ou a si mesma) retribuir ao seu marido o mesmo 
que ele lhe causou? Por que, então, não fez? Agora, creio, você 
é apenas uma mulher muito ferida e não está falando sério a 
respeito de cometer adultério. 
Posso lembrar-me muito bem de quando tinha 22 anos, 
ferida e com o coração despedaçado. Eu era vulnerável, porque 
não estava procurando o Senhor para obter consolo e ajuda. 
Naturalmente, o diabo ficou bastante feliz por me fornecer 
uma fonte alternativa de conforto, a qual veio na forma de um 
homem que parecia interessado em mim e cheio de compaixão. 
Poucos minutos após me encontrar, aquele homem observou 
como eu era ingênua e o quanto estava fragilizada. Não percebi 
na ocasião, mas eu era um alvo ambulante para alguém como 
ele. Tolamente, permiti que minhas emoções me 
influenciassem. Antes de perceber o que havia acontecido, fui 
rapidamente levada a um novo relacionamento que parecia 
prometer-me o mundo. 
Realmente, eu precisava de uma mulher cristã, 
santificada, que se sentasse comigo e falasse alguma coisa que 
fizesse sentido para mim. Infelizmente, tomei muitas decisões 
que não foram sábias. 
Oh, se eu pudesse compartilhar com você como lamento 
profundamente as coisas que eu fiz no decurso dos anos! 
Stacey, você também está suscetível agora. Se não se 
voltar para o Senhor, o diabo vai querer “levantá-la” 
exatamente como ele fez comigo há alguns anos. Algum 
sujeito, com pose de príncipe encantado, aparecerá 
subitamente em sua vida. Você não conseguirá perceber quão 
cega está pela sua própria dor, e, assim, não dará atenção 
para a bandeira vermelha de advertência sobre que tipo de 
sujeito ele realmente é. Poderá cair diretamente na armadilha 
e descobrirá que sua vida estará em uma bagunça pior do que 
antes. 
Tentar encontrar alívio por meio de algum método carnal 
somente levará a mais problemas e pesares. Isso irá colocá-la 
no ciclo vicioso do pecado, da vergonha e do medo, que farão 
com que seja mais difícil escapar. Creia ou não, você está 
agora em uma encruzilhada. A decisão errada poderá 
literalmente arruinar o resto de sua vida. 
O que lhe sugiro é tentar acalmar-se. Por que não passar 
algum tempo meditando nos Salmos? Sei que isso parece não 
se tratar de uma ajuda para a sua situação, mas irá alinhá-la 
com a mente do Senhor. O louvor e a adoração a Deus, 
transmitidos nos Salmos, podem realmente levá-la a uma 
atmosfera de paz e consolo. 
A seguir, tente marcar um horário com seu pastor ou a 
esposa dele. Faria muito bem a você ter alguém desse tipo 
envolvido em sua vida agora. Percebo que pode ser 
constrangedor confessar suas lutas, mas eles entenderão. 
Mais importante, suas tentações serão expostas, para que 
cristãos maduros sejam capazes de ajudá-la a lidar com elas e 
vencê-las. 
Stacey, o que você está experimentando nesse momento é 
a pior parte. Essa situação, por mais obscura que pareça, 
melhorará se tomar as decisões certas. Um dia, olhará para 
trás e agradecerá ao Senhor por encorajá-la à vitória. Vamos 
orar para que Deus lhe conceda a força necessária para 
atravessar esse período doloroso e difícil. 
 
MINHAS NECESSIDADES SEXUAIS 
 
Querida Darlene 
Você está certa. Não há respostas fáceis para o seu 
problema. A falta de interesse sexual do seu marido por você 
faz com que, no ponto de vista emocional, a atração dele pela 
pornografia seja mais difícil de se lidar. 
Para mim, é muito complicado não me tornar emocionada 
e comovida com esse assunto, ao considerar o egoísmo 
extremo dos homens que esperam o sexo sob exigência, sem 
preocupar-se em suprir as necessidades da esposa. Indivíduos 
assim geralmente pensam que o sexo é somente para eles. 
Muitos homens não percebem que as mulheres têm 
necessidades tão reais quanto as deles. Na verdade, elas não 
têm a constituição hormonal semelhante à dos homens. 
Entretanto, as necessidades emocionais femininas, que 
requerem um certo grau de intimidade real, mais do que 
compensam as outras. Você sabe bem como se sente rejeitada 
por dentro quando seu marido a negligencia, depois de ele ter 
sua própria satisfação. 
Tenho uma amiga que lidou com esse mesmo problema 
durante longo tempo. Sue foi casada com o Jimmy por 12 
anos, mas calcula que, em 11 anos, eles tiveram relações 
sexuais apenas uma dúzia de vezes. A luta de Jimmy era com 
o homossexualismo, o que explica alguns dos problemas. 
Outras mulheres sofrem, como você, com um marido que se 
tornou viciado em pornografia e masturbação a ponto de ser 
quase impossível o sexo com sua esposa. Seja qual for a razão, 
a mulher sofre muito. 
A reação de Sue à negligência vacilava entre a tolerância 
e a aceitação até a raiva e o ressentimento. Uma das 
conseqüências infelizes da falta de interesse de Jimmy por ela 
foi que o seu relacionamento jamais se aprofundou. Quando 
uma pessoa é verdadeiramente íntima e sensível à outra, não 
há segredos e restrições. O que mais feriu Sue foi o 
distanciamento entre os dois. 
Infelizmente, ela não se voltou realmente para o Pai 
celestial para pedir ajuda. Tentou vagamente orar e pedir 
auxílio, mas sua necessidade de atenção da parte do Jimmy se 
tornou a paixão que a consumia, a ponto de sua caminhada 
com o Senhor simplesmente se desvanecer. 
Nesse estado de espírito, não foi difícil Sue justificar o 
seu problema crescente com a masturbação. Quando uma 
pessoa se masturba, a fantasia sexual é envolvida. Pouco a 
pouco, o coração dela se tornou cheio das trevas da luxúria. 
Isso não aconteceu porque estivesse andando ao redor de 
homens sedutores, mas em conseqüência de algo bem mais 
sutil. Foi mais uma fantasia de romance que dominava o seu 
coração, encorajado em parte pelo seu envolvimento crescente 
em ler histórias de amor e assistir às novelas. Geralmente, 
tudo se tornava fantasia sexual quando ela se masturbava. 
Tais ilusões românticas aumentaram ainda mais a 
distância entre ela e Jimmy, porque eram como um lembrete 
contínuo do fracasso dele como marido. Ela notou que, quanto 
mais se envolvia com histórias romanceadas e novelas, mais 
ressentida ficava com relação ao esposo. 
O Senhor começou a tratar do coração de Sue. Uma 
convicção forte lhe sobrevinha quando ela se masturbava e até 
quando assistia às novelas. A restauração do Espírito Santo 
aumentou, sem alarde, até que, uma manhã, ela acordou e 
descobriu a necessidade de se arrepender. A pergunta formada 
em sua mente foi: “O que estou fazendo em meu coração é 
diferente do que o Jimmy estáfazendo?”. Essa pergunta 
empurrou-a para a realidade. Em lágrimas, com grande 
arrependimento, ela se voltou para o Senhor naquela manhã. 
A base do seu quebrantamento foi a percepção de estar errada 
e precisar de Deus. Decidiu, então, obedecer ao Senhor e 
confiar nEle, não importando o que o cônjuge fizesse. 
A primeira coisa que ela fez foi livrar-se das revistas de 
romance. Caixas cheias foram para o lixo. Depois, 
voluntariamente, ela começou a passar as tardes no centro de 
atendimento da igreja. Dessa forma, não apenas se desligou da 
tentação de assistir às novelas, mas se envolveu na ajuda aos 
outros. Passava todas as manhãs estudando a Palavra de 
Deus, a qual, no seu quebrantamento recém-descoberto, 
pareceu-lhe viva. Ela percebeu que fazer estudos indutivos 
(produzidos pelos Precept Ministries [Ministérios Preceitos]) a 
ajudaram a restaurar a paixão perdida pelas Escrituras. Um 
tempo de oração consistente também se tornou parte da sua 
rotina. Quase da noite para o dia, Sue transformou-se em uma 
pessoa diferente. 
Essa renovação no Senhor também teve um impacto real 
no relacionamento com Jimmy. Embora ele ainda não 
estivesse suprindo as necessidades de Sue, ela se arrependeu 
do ressentimento para com ele. Isso ajudou a preencher a 
lacuna que havia crescido entre eles ao longo dos anos. Com o 
arrependimento, chegou ao fim o espírito de reclamação que 
ela nutria por ele. A medida que Jesus tornou-se mais real 
para ela, mais verdadeiro mostrou-se o poder do Senhor de 
operar em favor dela. Isso a ajudou a apoiar mais e a 
compreender as lutas de Jimmy. 
Recentemente, recebi de Sue um relato radiante. Parece 
que várias semanas depois que ela teve a experiência com 
Deus, Jimmy teve a dele. “Estou casada com um novo 
homem”, escreveu. “Ele me trata como uma princesa, e 
fazemos amor regularmente. Estamos tendo definitivamente a 
nossa primeira e real lua-de-mel”. 
O que favoreceu a mudança? O arrependimento de 
ambas as partes. Uma mulher nessa situação não pode voltar-
se para Deus como se isso fosse uma fórmula para conseguir 
receber de seu marido o que ela quer. Ela deve perceber o 
quanto sua vida tem desagradado ao Senhor e a necessidade 
de se acertar com Ele. Não há garantias de que o esposo faça a 
coisa certa apenas porque ela a fez. Entretanto, há duas 
certezas. A primeira, a convicção de que, se uma mulher com 
esse espírito arrepender-se, encontrará a presença 
maravilhosa de Jesus preenchendo a vida dela. Seus 
problemas diminuirão por causa da tremenda presença do 
Senhor. A segunda, à medida que ela se acertar com o Pai, Ele 
operará em favor dela e de seu marido, de uma forma mais 
maravilhosa. Repito, não há garantias, mas as chances de que 
ele se arrependa aumentam muito. 
Jesus é seu Marido, Darlene, e conhece as suas 
necessidades. Muitos consideram esse tipo de ensino fora da 
realidade ou, talvez, até ingênuo. Posso dizer, no entanto, que 
tal perspectiva provém da lógica humana. O poder de Deus 
para abençoar alguém que se achegue a Ele é bem maior do 
que os nossos problemas. Entretanto, muitas mulheres, 
simplesmente, não têm esse grau de confiança no Senhor e 
não estão dispostas a colocar a fé nEle. Meu testemunho para 
você é que, quando uma esposa realmente se volta para o 
Soberano com confiança, Ele nunca falha nem a desaponta. 
 
O MOLESTADOR DE CRIANÇAS 
 
Querida Ericka 
Lamento saber do ocorrido com sua filha. O que pode ser 
pior para uma mulher do que ter de lidar com o fato de que o 
marido molesta um de seus filhos? Aprecio a sinceridade das 
suas perguntas sobre se deve ficar com ele ou, simplesmente, 
divorciar-se. Em certo sentido, é bom que ele vá para a prisão 
por alguns anos. Isso dará a você algum tempo para realmente 
buscar a mente do Senhor. 
Por favor, leia as cartas que escrevi para Sonja e Pam 
sobre a reconciliação e a procura dos frutos do 
arrependimento. O que quero conversar com você é sobre 
algumas coisas que enfrentará sendo casada com um 
molestador de crianças. 
Uma vez que ele tenha saído da prisão e obtido permissão 
de voltar para casa (isso, geralmente, não ocorre após a saída 
da prisão, mas depois que ele completar o programa estadual 
para ofensores sexuais enquanto estiver livre e sozinho), você 
deve ter em mente que ele será um abusador sexual registrado 
para o resto da vida. Essa salvaguarda comunitária torna mais 
difícil para o homem (e sua família) que esteja mesmo tentando 
mudar. É um estigma que ele terá de suportar por algum 
tempo. 
Outra coisa a considerar é que, até certo ponto, ele terá 
de provar, por meio das ações, que pode ser confiável. Com um 
adúltero, isso não é um problema tão grande, mas uma 
“escorregada” de um molestador tem conseqüências trágicas. 
Essa é uma questão séria a ser considerada por uma mãe. 
Não estou querendo dizer que Deus não possa mudar 
totalmente o coração de uma pessoa. Nós temos visto os 
ofensores mais vis completamente quebrantados e 
transformados pelo Senhor. Mas, com toda a sinceridade, 
também preciso informar-lhe que não temos tido um bom 
índice de sucesso com os molestadores de crianças. Segundo a 
maior parte dos psicólogos, não é possível mudar um 
molestador. Mas, por experiência, sabemos que o Senhor pode 
fazer o impossível quando um homem se arrepende 
verdadeiramente. Infelizmente, porém, temos notado que, no 
caso da maioria dos molestadores, o pecado os levou a tais 
extremos de engano e insanidade a ponto de não serem mais 
capazes de responder à convicção do Espírito Santo. E 
também são levados a repetir seus erros apesar das 
conseqüências - a vida atrás das grades. 
Geralmente, molestadores de crianças são notórios 
transferidores de culpa. Suponho que eles tenham dificuldade 
em aceitar a responsabilidade por suas ações desprezíveis. 
Mais ainda, o pecado engana o coração, e uma transgressão 
dessa magnitude e profundidade carrega consigo uma porção 
correspondente de engano. Se você perceber que seu marido 
transfere a culpa ou justifica suas ações, pode estar certa de 
que ele não está verdadeiramente arrependido do seu 
comportamento. 
Outro problema comum associado a um homem que 
molesta sua enteada é que, às vezes, a mãe luta com o 
ressentimento contra sua filha. Ela pode questionar 
(especialmente se o marido alegou isso) o quanto foi provocado 
de alguma forma pela adolescente ou jovem. Tem sido nossa 
experiência (especialmente no caso de uma menina mais nova) 
que isso acontece muito raramente. Entretanto, algumas 
vezes, uma adolescente tentará seduzir seu padrasto. Mas 
essa circunstância também é extremamente rara, a menos que 
ela já seja sexualmente promíscua. Casos mais típicos de 
abuso ou incesto envolvem a enteada que busca afeição de seu 
novo pai, o qual, em sua maneira distorcida de pensar, 
interpreta erroneamente essa atitude como um convite sexual. 
Esteja ciente da possibilidade de ter de experimentar 
uma luta interior tremenda com relação à sua filha. Se você 
souber que ela foi promíscua no passado e suspeitar que, de 
algum modo, incitou intencionalmente as paixões do seu 
marido, será preciso tratar com ela sobre esse ponto de vista 
(de forma alguma, isso alivia a responsabilidade do seu 
marido, o qual, sendo adulto, deveria saber melhor. Todavia, a 
situação poderá ficar um pouco mais compreensível). 
Caso não tenha uma comprovação absoluta, você deve 
dar à jovem toda a compreensão da possibilidade de que seja 
inocente no caso. Essa grande provação será extremamente 
dolorosa para você, mas, por favor, demonstre toda a 
sensibilidade e compaixão possíveis para com sua filha. Ela foi 
violentada emocionalmente. Seria insuportável para ela 
perceber qualquer ressentimento da sua parte ou se alguém 
lhe disser que o lar se desfez por causa dela. A jovem também 
perderá a confiança em você se sentir a possibilidade de sua 
inclinação de voltar para ele, sem levar em conta os 
sentimentos dela. Pode ser muito difícil compreender por que a 
mãe iria querer voltar paraalguém que a feriu tanto. Não 
estou sugerindo que atenda todos os caprichos ou as 
exigências de sua filha, mas apenas ressalto a necessidade de 
considerar bem a situação dela. 
Até hoje, tratamos de uma única família na qual o marido 
se tornou obcecado pela enteada, a ponto de espreitá-la nas 
janelas. Ele recebeu a nossa ajuda, assim como a esposa. Ela 
também lutou contra o ressentimento pela filha, mas, depois 
de saber a verdade, arrependeu-se antes que aquilo fosse um 
problema para as duas. Quando se aproximou a formatura 
dele em nosso programa de residência, a mulher começou a 
falar para a filha que o cônjuge estava voltando para casa. A 
jovem ficou muito receosa, mas a mãe lhe assegurou que não 
toleraria mais quaisquer incidentes da parte do esposo. Isso e 
mais a ajuda recebida do conselheiro bíblico transmitiram-lhes 
segurança. Da última vez que ouvi falar deles, a família estava 
indo bem. 
Seja culpada ou não, é importante que sua filha receba 
aconselhamento imediatamente. Ela precisa ser capaz de 
trabalhar todas as emoções e todos os sentimentos 
conflitantes surgidos. Se não tiver a oportunidade de fazer 
isso, esteja certa de que o diabo usará o fato, distorcerá a sua 
mente e tentará destruir a vida dela. 
A impressão que tive de sua carta, Ericka, foi de que está 
muito comprometida com seu marido e quer agir certo. A 
partir das poucas coisas mencionadas sobre ele, parece estar 
convencida de que ele se arrependeu verdadeiramente. 
Certifique-se de buscar a mente do Senhor, considere os 
sentimentos de sua filha e seja muito cuidadosa ao lidar com 
essa questão. Que Deus abençoe seus esforços, ao mesmo 
tempo em que você busca a cura para si e toda a família! 
 
CAPACIDADE DE PRESTAR CONTA 
 
Querida Deanna 
Oferecerei algumas diretrizes para que seu esposo se 
responsabilize por prestar-lhe conta, mas tem a certeza de 
conseguir lidar com isso? Se ele disser que comprou uma 
revista depois do trabalho e se masturbou, como será a sua 
reação? Se contar de sua luta para não pecar com uma moça 
no trabalho, o que você fará? Na possibilidade de seu esposo 
confessar as fantasias homossexuais, ainda irá respeitá-lo? 
Quando ele começar a expor a própria alma, você poderá lutar 
com o inesperado. 
Em nossa experiência, é melhor que uma mulher tenha 
um papel limitado na prestação de conta do marido. Os dois 
devem procurar estabelecer um plano de ação com o qual 
ambos concordem. Até sugerimos que o casal o assine, como 
se fosse um contrato, por meio do qual reforçam as barreiras 
protetoras para ajudá-lo a não cair mais nos velhos padrões de 
pecado. Quanto mais fortes elas forem, é menos provável que 
ele as viole posteriormente. 
Há certas áreas da vida dos compulsivos sexuais com as 
quais toda esposa deve estar envolvida. Em primeiro lugar, ela 
precisa encarregar-se das finanças, mesmo que ele não 
demonstre irresponsabilidade. De modo geral, os homens 
precisam de dinheiro para se envolver com pornografia. 
Nunca subestime a perspicácia de um homem que deseja 
transgredir. Steve costumava juntar dinheiro aos poucos, 
esperando pela oportunidade de ir a uma casa de massagem 
ou à loja de pornografia. Quando decidiu mudar seriamente, 
ele tornou-se muito mais honesto. 
Outro elemento a ser avaliado é o tempo. Para aqueles 
homens que têm horas estabelecidas de trabalho em um local 
específico, isso não tende a ser muito difícil. Mas há empregos 
que lhes dão muita liberdade (como no caso de vendedores, 
motoristas de caminhão, homens que fazem consertos diversos 
etc). O estabelecimento de prioridades é da maior importância. 
Se o seu cônjuge tem essa liberdade e continua a lutar, vocês 
devem questionar se, realmente, vale a pena manter aquele 
emprego. Entretanto, se, por alguma razão, não existir 
alternativa, então, a próxima coisa a ser feita é combinar que 
todas as noites você olhará para os olhos dele e perguntará 
como foi o dia. Ter de enfrentar isso poderá ajudá-lo quando 
estiver em tentação. Entretanto, esse sistema não funciona tão 
tranquilamente, porque tende a criar atrito entre os cônjuges. 
O tempo devocional é mais uma área com a qual a 
mulher precisa envolver-se. Isso significa que você deve estar 
absolutamente comprometida a se encontrar com Deus 
diariamente por si mesma. Uma coisa que ajuda a estabelecer 
o hábito é um estudo bíblico estruturado. Há muitos 
disponíveis. Sugiro, para sua consideração, The walk of 
repentance (A caminhada do arrependimento) 1, escrito por meu 
marido, tendo em mente o compulsivo sexual e a esposa 
ferida. É um estudo bíblico de 24 semanas. Um tempo de 
oração consistente também deve fazer parte diariamente do 
seu devocional. 
Outra coisa que a esposa deve monitorar é a televisão. 
Costumamos recomendar, de modo firme, que os casais 
simplesmente se livrem da TV. Contudo, se, por alguma razão, 
você não estiver querendo fazer isso, pelo menos o ato de 
assistir à televisão deve ser limitado. Escolham programas 
juntos em que haja concordância de que sejam 
comparativamente seguros. Planeje seu tempo de assistir a 
uma determinada programação, em vez de simplesmente ligar 
todas as noites e permitir que a TV governe o seu lar. Você 
deve estabelecer regras e segui-las. 
Outro problema é a Internet! Seu marido tem acesso à 
rede em casa ou no trabalho? Se afirmativo, descubra se ele já 
 
1 Steve Gallagher, The walk of repentance (A caminhada do arrependimento). Este livro ainda 
não foi traduzido para o português. 
visitou páginas pornográficas. Caso não precise de Internet, 
não a leve de jeito algum para a sua casa. Na minha opinião, a 
tentação é grande demais para qualquer homem que lute 
contra o pecado sexual. Entretanto, se você já assinou um 
provedor e tiver necessidade de acessar a rede, por favor, 
instale imediatamente um sistema de filtros. 
Finalmente, o casal deve firmar o compromisso de ir à 
igreja em todas as oportunidades. Reafirmo que, se você for 
indiferente quanto a freqüentar a comunhão com os irmãos, 
não espere algo mais do seu marido. 
Essas são todas as áreas com as quais a esposa de um 
dependente sexual deve estar envolvida. Como já afirmei, 
manter seu marido capacitado a prestar conta do pecado 
sexual é algo melhor quando administrado por alguém do sexo 
masculino, o qual tenha amizade por ele. O melhor para isso 
seria que seu marido viesse para o programa residencial dos 
Ministérios Vida Pura, ou pelo menos passasse pelo Programa 
do Vencedor em Casa.1 Vocês dois poderiam, então, receber 
conselho, encorajamento e a prestação de conta de que 
necessitam. Um dos benefícios é que os nossos conselheiros 
estão em constante comunicação entre si sobre os casais 
aconselhados. Se o marido está confessando ao orientador algo 
o qual sentimos que a esposa deve saber, os conselheiros da 
mulher compartilham com ela. Isso também pode ser obtido 
por meio de um bom conselheiro bíblico.2 
Para o casal que, por alguma razão, sentir que a esposa 
deve ser a pessoa a quem o marido irá reportar-se, são 
apropriadas as seguintes diretrizes: 
Quando ele confessar o quanto foi tentado, não insista 
nos detalhes. Por exemplo, se, certa noite, disser a você que, 
naquele dia, lutou contra a fantasia, você não precisa saber 
mais nada especificamente. Se ele contar que foi à casa de 
 
1 Veja a lista de programas dos Ministérios Vida Pura em nossa página: w w w.purelif 
eministries .org. 
2 Recomendo que você entre em contato com a National Association of Nouthetic Counselors 
(NANC), Associação Nacional de Conselheiros Exortadores, tel. 765.448.9100, nanc.org ou a 
International Association of Biblical Counselors (IABC - Associação Internacional de 
Conselheiros Bíblicos), tel. 303.469.4222, iabc.net para encontrar conselheiros bíblicos. 
massagem, não pergunte como era a garota. Conseguiu 
perceber a idéia? 
Quando o seu esposo confessar as lutas dele, você não 
poderádar-se ao luxo de desmoronar emocionalmente nem 
gritar com ele, tampouco taxá-lo de culpado. Sei que é pedir 
muito, mas seu marido deve saber a importância de ser leal 
sem ser castigado por isso. Se seu cônjuge tiver de esperar 
sempre a punição pela própria honestidade de contar a 
transgressão, ele não se importará mais em lhe dizer algo 
sobre o que estiver enfrentando. 
Você não apenas deve controlar seus sentimentos - o que 
poucas mulheres fazem - mas precisa também demonstrar seu 
apreço pela honestidade dele. Apóie a disposição dele em ser 
vulnerável. Lembre-se de como é difícil um homem admitir 
essas coisas para uma mulher, especialmente para a esposa. 
Evite, ainda, da melhor forma possível, não citar os fracassos 
passados dele. Seja uma boa ouvinte e não assuma o papel de 
uma interrogadora sem misericórdia. 
Você pode ver, por essas diretrizes, por que encorajamos 
os casais a encontrarem alguém de fora do casamento como 
fonte de responsabilização. Use os princípios aplicáveis à sua 
situação, Deanna. Faça tudo o que puder com compaixão e 
graça. Auxilie como puder. Se ele for sincero, um dia, você 
colherá as bênçãos dos seus esforços em ajudá-lo. Como diz 
Paulo em Gálatas 6.9: 
E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu 
tempo ceifaremos, se não houvermos, desfalecido. 
 
DIVÓRCIO 
 
Querida Theresa 
Ficou claro para mim se você estava esperando ou não 
que eu respondesse à sua carta, na qual explicou o motivo 
pelo qual estava pedindo o divórcio. Contudo, deduzo que você 
queira um retorno. 
Divórcio é uma palavra feia, não é? Ela envolve mais do 
que, simplesmente, a dissolução legal de um contrato 
conjugal, e creio que tem conseqüências eternas, porque o 
Senhor diz que odeia o divórcio (Ml 2.16). Além disso, Jesus 
revelou o coração de Deus a respeito da questão, quando 
disse: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos 
permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim 
(Mt 19.8). Em outras palavras, o divórcio nunca fez parte do 
plano original do Criador. E apenas o caminho que muitas 
pessoas escolhem para lidar com seus problemas conjugais. 
O índice de divórcio entre cristãos, hoje em dia, está 
aumentando o tempo todo. Para muitos, conseguir a separação 
parece ser o único caminho para escapar de um casamento 
infeliz ou tratar circunstâncias dolorosas. Entretanto, nós, 
cristãos, somos chamados a ter a mente de Cristo (1 Co 2.16b). 
Isso significa que temos de suportar os outros pacientemente a 
despeito de suas falhas. 
Em sua carta, você justificou o divórcio dizendo que seu 
marido tem "cometido adultério no coração". Estou certa de 
que você sabe que, quando Jesus condenou essa prática em 
Mateus 5.32, Ele fez referência àqueles que estavam em 
fornicação constante com outra pessoa sem demonstrar 
arrependimento. Embora seja verdade que o adultério tenha 
início no coração, as lutas mentais do seu marido dificilmente 
se encaixam nessa categoria. 
Você disse que tem lutado contra isso durante cinco 
anos, e "não pode aguentar mais". Eu poderia entender o 
divórcio se seu marido estivesse envolvido em um caso esse 
tempo todo e não quisesse arrepender-se, mas você não acha 
que está desistindo muito facilmente? 
Theresa, eu a encorajo a buscar realmente o Senhor 
sobre a questão antes de prosseguir. Abra o seu coração à 
vontade de Deus. O Pai irá proporcionar-lhe a graça de amar e 
suportar seu marido. Se fizer isso, você encontrará os 
benefícios de longo prazo, que excedem em muito o alívio 
temporário do divórcio. 
 
RESPEITO PERDIDO 
 
Querida Jeri 
Ouço a mesma coisa de muitas mulheres: "Perdi todo o 
respeito pelo meu esposo". Sei como é, pois já experimentei o 
mesmo. 
A perda de respeito surge quando se vê a pessoa amada 
continuar a praticar atos que consideramos vergonhosos e 
degradantes. Uma mulher tende a olhar para o esposo como o 
forte da família, aquele de quem ela pode depender e que 
exercita uma liderança sábia e estável. A maioria das esposas 
deseja admirar o cônjuge. Isso se torna difícil quando o marido 
é controlado por alguma paixão impura, que poderia 
potencialmente destruir o casamento. Tal fraqueza e falta de 
autocontrole provocam frequentemente, no coração da esposa, 
um senso de desdém em relação a ele. 
Entretanto, é preciso lembrar que essa perda de respeito 
é simplesmente um sentimento. Para uma esposa ferida, é 
uma resposta emocional negativa aos fracassos do marido. 
Isso pode ser avassalador para aquelas mulheres que 
suportaram tanto. De modo algum, quero reduzir sua 
importância. Sei muito bem como é ter de lidar com isso. 
O fato de ser um sentimento é boa notícia, porque os 
sentimentos podem ser tratados e até transformados com o 
tempo. Podemos influenciar ou não o pecado de alguém. As 
ações dos outros estão, na maioria, fora da dimensão do nosso 
controle. Mas a nossa própria reação ao seu comportamento 
pecaminoso é algo sobre o qual podemos exercer algum 
comando. 
Então, o que uma esposa deve fazer? Paulo diz à mulher 
que ela deve respeitar o marido. A tradução grega dessa 
palavra é phobeo, que vem da palavra medo. E traduzida na 
versão King James da Bíblia como reverência.1 Como é 
possível ter reverência ou até respeito por um homem 
envolvido em perversão? O que nos ajuda é o fato de que esse 
é um mandamento bíblico, e não uma sugestão ou opção para 
uma esposa cristã. Se fosse, Paulo teria dito algo assim: 
"Mulheres, tratai vossos maridos com respeito quando as 
ações deles mostrarem merecimento". É fácil estimar ou 
honrar alguém que seja respeitável. O mandamento, contudo, 
diz-nos que devemos fazer isso sem levar em conta como nos 
sentimos. Da mesma forma, Jesus disse aos Seus seguidores 
que deveriam amar seus inimigos (Mt 5.44). Não há quem 
tenha a capacidade de agir assim pela própria força. O poder 
de amar aqueles que nos odeiam provém somente do Espírito 
Santo. 
É verdade que seu marido tem feito coisas deploráveis. 
Mas, em vez de ser desrespeitosa, considere os sentimentos de 
Jesus em relação a ele. Ele o ama e o vê com olhos de amor. 
Quando conseguir aprender a andar de acordo com o 
Espírito de Cristo, sua atitude em relação ao seu marido 
mudará. Você ainda observará os fracassos dele, mas, em vez 
de enxergá-los com um espírito crítico, começará a vê-los com 
os olhos da compaixão. A chave toda, de respeitar seu esposo, 
encontra-se em permanecer em Espírito. 
Como tratar esses sentimentos avassaladores ao mesmo 
tempo? Ore por ele, trate-o com bondade e o apóie como 
puder. Você descobrirá que os sentimentos seguem o 
comportamento, e, assim, quando fizer o seu melhor para 
tratá-lo como Jesus faria, descobrirá que seus sentimentos de 
desgosto por ele ficarão bastante reduzidos. 
Entregue-se ao Senhor com confiança, Jeri. Faça o 
melhor que puder. Permaneça em oração e deixe o Senhor 
fortalecê-la, enchendo-a com o Espírito Santo. 
 
1 Nota da Revisão - Na tradução Revista e Corrigida, correspondente a KJV, encontramos a 
expressão sujeitas, como se pode ler, por exemplo, em Colossenses 3.18: Vás, mulheres, estai 
sujeitas a vosso próprio marido, como convém no Senhor. 
 
A VIDA DE MISERICÓRDIA 
 
Querida Yolanda 
É sempre uma alegria receber uma carta como a sua. 
Nela, você disse que queria saber mais sobre a vida de 
misericórdia, sobre a qual ouviu Steve referir-se em algumas 
das suas mensagens, e como aplicá-la em seu casamento. 
Você confessou que sua luta com essa espécie de ensino é 
porque parece contraditório demonstrar misericórdia por 
alguém tão cheio de pecado. 
Passei pela mesma luta. Para mim, parecia errado ser 
gentil com alguém que permanecia na iniqüidade sem 
arrependimento. Eu sentia necessidade de punir aquela 
transgressão de alguma maneira, e tinha de deixar o pecador 
saber que eu não aprovava as ações dele. Todo o conceito de 
amar o pecador, mas odiar o pecado era estranho para mim e 
ia contra a minha natureza. Somente bem maistarde, percebi 
realmente que a benignidade de Deus te leva ao 
arrependimento (Rm 2.4b). 
As pessoas que não compreendem a própria situação de 
pecado e impureza não conseguem compreender a 
misericórdia divina. A razão de eu e meu marido abraçarmos a 
vida de misericórdia é porque fomos esses tais pecadores. A 
menos que você entre em um acordo de como está o seu 
coração, a misericórdia tem pouco ou nenhum valor real para 
você. Esse é o problema experimentado por muitas mulheres 
com as quais eu lido. Elas estão olhando para o pecado do 
marido em vez de examinar o próprio coração. 
Uma vez tendo visto como você tem sido pecadora e o 
quanto o Todo-Poderoso lhe é misericordioso, a gratidão que 
brota do seu coração a impulsiona a praticar com os outros a 
mesma compaixão que o Senhor teve por sua vida. 
Infelizmente, a maioria dos cristãos é rápida em tomar para si 
a misericórdia de Deus, mas muito lenta em praticá-la com os 
outros. 
A vida de misericórdia é simplesmente uma descrição 
verdadeira de como deve ser a vida cristã. Estender a 
compaixão ao próximo é, principalmente, um ato de suprir as 
necessidades daquela pessoa, sem buscar algo em troca. Para 
alguém sedento, ela é água. Para os famintos, é alimento. Para 
os sem-teto, é comida, roupa ou abrigo. Para um parente que 
não é salvo, pode ser o compartilhar de um testemunho ou o 
ato de continuar a sustentá-lo em oração. Para uma aldeia na 
Africa atingida pela fome, poderia significar doar dinheiro, 
alimento ou até implementos agrícolas. Para um órfão, seria 
uma família pronta a adotá-lo. 
Levar uma vida de misericórdia significa permitir que 
Deus use você para suprir as carências daqueles que Ele põe 
em seu caminho. Pode ser um ministério formal ou, 
simplesmente, o cotidiano de um cristão santificado. 
No contexto de estar casada com um homem que luta 
contra o pecado sexual, no seu ponto de vista, quais são as 
maiores necessidades dele? Como o Senhor poderia usá-la 
para suprir aquelas carências? 
Eu diria que o fato de responsabilizá-lo por prestar 
contas dos próprios atos, com um espírito de amor, seria 
considerado misericórdia do Pai para com ele. Encorajar seu 
esposo quando está abatido ou dar-lhe uma forte exortação 
quando ele descarta as responsabilidades seriam consideradas 
atitudes de misericórdia, se fossem tomadas com um espírito 
de compaixão. 
A melhor coisa que você pode fazer para ajudar o seu 
marido, entretanto, é interceder por ele continuamente. Que 
coisa melhor você poderia fazer por seu esposo do que 
“bombardear” o céu em favor dele? Isso não apenas terá um 
grande efeito na vida de Jessie, como também capacitará o 
mover de Deus em prol dele. Talvez, e mais importante, é que 
isso irá ajudá-la a permanecer no espírito certo em relação a 
ele. É difícil ficar furiosa com uma pessoa por quem se 
derrama o coração todos os dias. 
Sei que você está orando pelo seu esposo. Quero apenas 
incentivá-la a continuar esforçando-se diante de Deus por 
causa de Jessie e também por si mesma. Você encontrará no 
Senhor a solução dos problemas e a esperança de todos os 
seus sonhos. 
 
AMOR PERDIDO 
 
Querida Diane 
Discordo da sua afirmação de que, aos olhos de Deus, 
seu casamento terminou, porque você não ama mais o seu 
marido. Esse não é o coração do Senhor, Diane. 
Creia-me, sei o que é viver com um homem quando os 
sentimentos se foram. Parece que nada pode restaurar o amor 
e o respeito. Existe pouco ou nenhum desejo de reconciliação. 
Você diz que é amiga de seu esposo, mas perdeu seus 
sentimentos românticos por ele. Parece que, na sua cabeça, 
romantismo e amor são sinônimos. Muitos cristãos caem 
nessa mentira, pois esse é o conceito ensinado pelo mundo. No 
livro No altar da idolatria sexual, meu marido deu a seguinte 
ilustração: 
Talvez a razão de Hollywood promover tão facilmente o 
adúltero é porque este tem uma idéia superficial do que seja o 
amor. Nos filmes, o amor é uma torrente irresistível de 
emoção, que toma conta da pessoa quase contra a própria 
vontade. Quantos filmes existem onde a mulher casada 
inevitavelmente se apaixona por outro homem? Ela sabe que é 
errado, mas simplesmente não consegue sair dessa. É claro 
que o marido é sempre apresentado como um “monstro”, de 
forma que todo mundo se alegra quando a esposa angustiada 
finalmente cede aos próprios sentimentos e comete adultério.1 
Pela perspectiva do mundo, os sentimentos de uma 
pessoa ditam como se deve tratar os outros. Entretanto, esse 
não é o caso dos cristãos, que têm um chamado muito mais 
 
1 Steve Gallagher, No altar da idolatria sexual 
elevado. Jesus estabeleceu o caminho para os Seus 
seguidores, ao dizer: 
 
Mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, 
fazei bem aos que vos aborrecem, bendizei os que 
vos maldizem e orai pelos que vos caluniam [...]. E 
como vós quereis que os homens vos façam, da 
mesma maneira fazei-lhes vós também. E, se 
amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? 
Também os pecadores amam aos que os amam. 
Lucas 6.27-32 
 
Temos aqui orientações claras da parte do nosso 
Salvador, para amarmos aqueles que não nos tratam do jeito 
pelo qual gostaríamos de ser tratados. Mas, como Jesus pode 
esperar sentimentos doces de nossa parte para com aqueles 
que nos amaldiçoam e maltratam? Ele não espera. Embora, 
geralmente, não possamos dominar os nossos sentimentos, 
podemos controlar as nossas palavras e ações ao obedecermos 
às palavras do Mestre. 
No grande capítulo do amor de 1 Coríntios 13, podemos 
ver 15 ações estabelecidas, às quais resumem a palavra amor 
para o cristão. A mulher pode não ter sentimentos românticos 
por seu marido, mas nada a impede de ser boa, humilde, 
paciente ou até capaz de se sacrificar por ele. Novamente, 
citarei Steve: 
O fundamento do amor bíblico tem como base a ação da 
pessoa, não os sentimentos. Quando um homem é gentil com 
a esposa, por exemplo, ele a está amando; assim, quando for 
indelicado com ela, não a estará amando. Uma vez que o amor 
é uma ação que a pessoa pode escolher fazer, suas emoções 
devem sempre ser secundárias à sua conduta. É por isso que 
Jesus podia ordenar a Seus seguidores que amassem seus 
inimigos. Ele não esperava que eles tivessem sentimentos 
ternos quando outros os maltratassem.1 
 
1 Steve Gallagher, No altar da idolatria sexual. 
Bem, não quero elaborar muito sobre esse tópico, mas, 
talvez, eu possa encorajá-la a fazer a seguinte tarefa de casa: 
assuma o compromisso de que, durante um mês, fará todo o 
possível para agir segundo a orientação de Deus. Durante 30 
dias, você deixará de lado seus sentimentos, sua agenda e 
seus planos. Considere esse um projeto para o Senhor. Se 
nada mudar para você e seu marido após esse período, então, 
você poderá reconsiderar suas opções. Mas, durante esse 
tempo, nem pense em divórcio. 
Você deve, primeiro, buscar o Senhor com a atitude 
correta, dispondo-se a permitir que Ele transforme as suas 
emoções. Se considerar as circunstâncias e recusar-se a abrir 
seu coração para o Pai, esse projeto está fadado ao insucesso 
desde o princípio. Peça, simplesmente, ao Todo-Poderoso que a 
ajude a se dispor para cumprir a Sua vontade. 
Todas as manhãs desse mês, durante seu momento 
devocional, passe alguns instantes orando 1 Coríntios 13.1-8 e 
Lucas 6.27-46. Medite e ore sobre cada versículo. Peça ao 
Senhor que torne reais as palavras dEle para você e a ajude a 
viver esses ensinos no dia-a-dia. 
Durante esse período, você deve comprometer-se a viver 
essas orientações quanto ao seu marido. Pessoa alguma está 
esperando que você faça isso com perfeição, mas faça o melhor 
que puder e de todo o coração. 
Diane, você disse, em sua carta, que estava buscando a 
vontade de Deus para a sua vida. Quero lembrar-lhe apenas 
que o Pai sempre deseja que o cristão trate os outros com 
amor, até os não-amáveis. A melhor forma de permanecer no 
propósitodo Altíssimo é fazer a vontade dEle onde quer que 
esteja. Naturalmente, se estiver simplesmente buscando uma 
desculpa para terminar seu casamento, então, nada disso irá 
interessar-lhe. Entretanto, caso esteja realmente certa de 
desejar submeter-se à direção do Soberano, então, esse 
exercício irá alinhá-la com a maneira de pensar do Senhor, e 
você poderá ouvir melhor a voz do Pai. 
Ao concluir esta carta, deixe-me especular sobre a luta 
para fazer esse experimento. Talvez, quando ler a minha 
sugestão, uma falta de vontade se levante em seu interior. Se 
for assim, considere que a origem disso é o medo, porque você 
foi ferida e já decidiu não ser mais vulnerável. Sendo assim, 
toda a idéia de se doar emocionalmente ao seu marido dessa 
forma, provavelmente, terá deixado seu coração temeroso. 
Você precisa perceber, Diane, é que não sente mais amor 
porque não quer mais dar amor. Você fechou seu coração ao 
seu esposo e deseja continuar a viver sem ele. Entretanto, só 
não percebe que, quando fecha o coração para outra pessoa, já 
o fechou para Deus em primeiro lugar. 
Sei que você foi ferida e despedaçada emocionalmente, 
mas a cura da qual necessita nunca virá se desistir das 
circunstâncias dolorosas. Ela virá do Senhor quando você 
permanecer no Espírito do Senhor. Não estou tentando impor-
lhe coisa alguma, irmã, mas apenas procurando desviá-la de 
um curso desastroso. 
Em sua mente, você pode ter tudo elaborado. Colocará 
um ponto final nesse capítulo horrível da sua existência e 
prosseguirá sua vida com o Criador. Sente que seu casamento 
foi um erro, o qual você consertará agora, mas acabará 
descobrindo que enfrentará as mesmas dificuldades e conflitos 
semelhantes em relacionamentos futuros. Se não aprender a 
amar incondicionalmente a partir de agora, viverá derrotada, 
sem conseguir agradar ao Senhor e obedecer ao mandamento 
de amar o próximo como a você mesma (Mc 12.31). 
Humilhe-se diante do Pai, Diane, e deixe que Ele 
substitua sua forma de pensar pelos pensamentos dEle, 
dando-lhe um novo coração. Depois, você encontrará a alegria 
e a paz para entender as suas motivações. 
 
NÃO-CONFIÁVEL COM RELAÇÃO AO DINHEIRO 
 
Querida Carla 
Não a censuro por se sentir como se não pudesse confiar 
em seu marido. De acordo com sua carta, ele continua a 
drenar a conta bancária, a aumentar o débito do cartão de 
crédito e, depois, mente. Na verdade, não se pode esperar 
mesmo a sua confiança em alguém que tem demonstrado não 
merecê-la. 
Lidar com um esposo assim é muito desanimador. Pode 
ser extremamente frustrante uma pessoa responsável receber 
uma fatura de cartão de crédito pelo correio, esperando 
encontrar um saldo zero, e descobrir que há um débito de 700 
dólares. Ter, ainda, os cheques sem fundo voltarem para você 
com 20 dólares de taxas bancárias em cada um deles; ou, ao 
fazer o pagamento da casa, descobrir que a conta foi 
esvaziada. 
Você não mencionou se seu marido demonstrou ou não a 
disposição de mudar de comportamento. Se ele, 
aparentemente, lamentar as atitudes passadas e tiver boa 
vontade para cooperar com você, então, há passos definidos 
que podem ser úteis para controlar essas ações irresponsáveis. 
Carla, é possível buscar a ajuda de um consultor 
financeiro cristão. A pessoa certa pode dar uma ajuda para o 
seu marido na administração do orçamento. Talvez, uma 
financiadora possa orientá-la com as dívidas e estabelecer um 
plano razoável de pagamento. 
Se não for possível, sugiro fazer o seguinte: primeiro, 
sente-se com seu marido e coloque no papel um plano 
estratégico. Ao completá-lo, peça-lhe que assine, expressando 
a disposição dele em cooperar com o combinado. Segundo, 
você deve destruir o cartão de crédito ou, no mínimo, colocá-lo 
onde ele não consiga encontrar. Apenas lembre que, se ele 
souber o número do cartão, ainda poderá usá-lo. Jamais 
subestime a astúcia de um homem que deseja pecar. 
Finalmente, você deve assumir o controle completo da 
conta bancária. Sugiro, ainda, tirar o nome de seu esposo, pelo 
menos até ele alcançar um nível razoável de confiabilidade. 
Isso irá impedi-lo de acabar com a conta em prol das próprias 
exigências egoístas. Também aconselho outros passos para 
assegurar que você seja a única a receber o pagamento. Ele 
pode acertar tudo para que o contracheque seja enviado para 
casa ou também comunicar ao chefe dele que a esposa será a 
única a receber o dinheiro. Obviamente, também será 
necessário pegar com ele o cartão do caixa automático. Todas 
as manhãs, você pode dar-lhe apenas a quantia necessária 
para passar o dia. 
Uma das razões pelas quais Steve foi capaz de derrotar o 
poder do vício sexual foi o fato de estar muito disposto a 
cumprir as salvaguardas que implementei em nossa vida. 
Steve sabia que ele não era confiável. Assim, de boa vontade, 
permitiu-me controlar e administrar o dinheiro, e me prestava 
conta do seu tempo. Naquela época de fraqueza e tentação, as 
barreiras o impediram de fazer o que poderia lamentar mais 
tarde. 
Os homens que teimam em ter o próprio caminho são 
impossíveis de serem ajudados. Você não pode monitorar 
alguém determinado a pecar. Se for essa a atitude comprovada 
de seu marido, então, será preciso tomar medidas mais 
drásticas. 
Sei que ele sempre administrou as finanças, mas você 
pode fazer isso, Carla. Volte-se para o Senhor e peça ajuda. 
Comprometa-se a estar nas mãos do Pai e não tenha medo de 
ser forte. Seu marido precisa da sua força agora. 
 
EXPECTATIVAS ELEVADAS 
 
Querida Glória 
Deixe-me começar com umas palavras de advertência: se 
você não começar a ser mais compassiva e misericordiosa com 
seu marido, ele irá embora pela porta da frente. 
Imagino que essa afirmação chame a sua atenção! Mas, 
por favor, não me leve a mal. Minha impressão é de que você é 
muito intolerante com o pecado, tanto na própria vida quanto 
na de seu esposo. De certa maneira, é admirável que tenha 
essa postura, mas precisa ser extremamente cuidadosa para 
não se transformar em uma pessoa com justiça própria. Se 
você se entregar a tal atitude, logo estará vangloriando-se, 
como o fariseu: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os 
demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda 
como este publicano (Lc 18.11b). Nesse caso, seu marido 
poderá ser encontrado batendo no peito, em humilde 
arrependimento, enquanto você não voltará para casa 
justificada. 
Percebo que sua firme determinação tem-lhe ajudado a 
vencer os problemas na própria vida. Entretanto, nem todos 
progridem na mesma velocidade e da mesma maneira. Você 
não pode dar um ultimato ao seu esposo, dizendo: “Você tem 
de ser curado em três meses ou, então, está tudo acabado”. 
Isso é irracional e sem misericórdia, quando se considera o 
quanto ele terá de batalhar. 
Essa afirmação revela muitas concepções errôneas sobre 
como Deus é e o que Ele espera dos Seus seguidores. Em 
primeiro lugar, o Pai não coloca limites de tempo para nós. Ele 
sabe como é forte o controle do pecado sobre uma pessoa. Isso 
não significa que o Senhor o deixe passar. Demonstra, sim, 
que o Todo-Poderoso tem tamanha misericórdia pelo pecador, 
que suporta os atos de desobediência do transgressor 
enquanto quebra a fortaleza das iniqüidades na vida dele. 
O Senhor não é intolerante nem é impaciente conosco 
quando estamos lutando. Ele nos ama profundamente e está 
disposto a andar muito conosco a fim de nos disciplinar para 
alcançarmos a santificação. O Cirurgião de almas penetra em 
nosso coração e remove uma espécie de "câncer" que, de outra 
forma, iria matar-nos. 
As pessoas que exigem santidade dos outros geralmente 
têm pouquíssima compreensão do que significa a verdadeira 
santificação. Deus não vive por algum arranjo rígido de 
normas que Ele jamais transgride, por isso, Ele é perfeito. As 
regras da Bíblia derivam do coração do Altíssimo para o bem 
das pessoas, e Seu desejo é que nós, também, caminhemos no 
mesmo amor para com os outros. 
Veja, por exemplo, os últimos seisdos Dez Mandamentos 
(Ex 20.12-17). Cada uma dessas regras tem a ver com o modo 
de tratarmos as pessoas. Deus nos pediu que os 
guardássemos com um coração que sente amor e dedicação 
pelo próximo. 
Concordo com você que seu marido não está sendo 
amoroso com relação às mulheres que ele deseja. Embora seja 
verdade, o Senhor é o único que pode ajudá-lo a superar essa 
cobiça. Mesmo que você, de alguma forma, fosse capaz de 
policiá-lo para que ele mantivesse uma vida sem pecado, muito 
provavelmente isso apenas significaria que ele iria tornar-se 
um fariseu. Eles guardavam as leis de Deus a fim de 
parecerem religiosos e receberem elogios dos homens, não 
porque estivessem tão cheios de amor pelos outros a ponto de 
não querer ofendê-los. A cobiça é algo contra o qual seu 
marido deve lutar, mas, em última instância, é o amor do Pai 
que a desenraiza e suplanta. 
Se você está vivendo de forma consagrada, como disse em 
sua carta, isso é maravilhoso! Essa consagração deve apoiá-la 
a ser mais como o Criador, para ver as pessoas como Ele vê, 
sentir compaixão por elas como Ele sente e suportar os seus 
fracassos. 
Creio que você, provavelmente, deve reavaliar suas 
“diretrizes e regras” severas. Sei que foi instruída pelos seus 
conselheiros a estabelecer limites para o seu marido, mas 
tenho a impressão de que exagerou um pouco. Como se pode 
estabelecer um limite na mente de outro ser humano? Acho 
altamente louvável, Glória, que ele tenha sido tão honesto, 
considerando o quanto você pode ser explosiva. Sua 
intolerância pela luta de seu esposo, provavelmente, fê-lo 
lamentar o fato de ter sido tão aberto. 
Por que não se humilhar e ir até ele? Deixe-o saber que 
você está errada em lhe dar um ultimato e deseja estar ao seu 
lado nas lutas. Isso significaria tudo para seu marido. Você 
iria ajudá-lo muito mais a vencer, em vez de legislar e 
estabelecer regras para a vida de seu companheiro, as quais 
ele não é capaz de seguir. Que Deus a abençoe em sua paixão 
por santidade, pela dedicação ao seu marido e àqueles ao seu 
redor. 
 
VENDO PORNOGRAFIA 
 
Querida Wanda 
Sem ser condescendente, concordo com sua afirmação 
do quanto você está confusa. Suspeito que é exatamente isso 
que seu marido está esperando. A confusão consome a 
resistência de alguém ao diabo. A pergunta principal de sua 
carta foi: “É errado ver pornografia com meu marido na 
privacidade do lar?”. Na sociedade atual em que “qualquer 
coisa vai bem”, a maioria acha que não existe algo de errado. 
Mas, entendo, você está buscando uma resposta bíblica de 
alguém que já passou por isso. 
Há muitos anos, eu estava como você, muito confusa e 
ferida. Na época, a pornografia pareceu ser o único jeito de 
melhorar meu casamento, depois de ter tentado tudo para 
impedir a infidelidade de meu esposo. Foram muito 
persuasivos os argumentos dele de que era algo que 
poderíamos desfrutar juntos, quando, ao mesmo tempo, ele 
satisfaria sua obsessão e encerraria suas escapadas. Paguei 
um preço caríssimo do ponto de vista espiritual e emocional. 
Inicialmente, as coisas foram bem. Steve estava tão grato, 
que não escapava mais. Em sua mente doentia e pecadora, ele 
acreditava sinceramente no que me dissera. No princípio desse 
período, meu esposo me tratou melhor do que em anos 
anteriores. Mas logo a emoção se dissipou, como sempre 
acontece com o pecado, e ele começou a escapar novamente 
para as casas de massagem. Depois, sugeriu que 
convidássemos outras pessoas para a nossa vida sexual. 
Novamente, em meu desejo obsessivo de conservá-lo, 
concordei mesmo relutando. Nós dois começamos a queda. 
Depois de alguns meses, também fiquei entorpecida por esse 
novo fetiche. Minha consciência estava sendo cauterizada. 
Meu senso de convicção moral estava quase vazio. Foi quando 
percebi, finalmente, que teria de deixá-lo. Meus dias de 
promiscuidade sexual terminaram, e eu queria sair de um 
casamento que azedara. 
Se eu soubesse o que aquilo iria custar-me, em primeiro 
lugar, não me teria envolvido. Em minha grande determinação 
de ganhar o amor de meu esposo a qualquer custo, eu me 
propus a sacrificar o respeito próprio, a moral com a qual 
cresci e, mais importante de tudo, minha caminhada com 
Deus. Durante um longo período, sentia-me cheia de culpa e 
vergonha com relação àquilo que eu havia assistido e tudo o 
que tinha feito. 
Mas isso não foi tudo. Levou anos para que aquelas 
imagens desaparecessem. Por algum tempo, tive de lidar com 
alguns desejos não-naturais, os quais eu nunca havia sentido 
antes. Os filmes pornográficos criam uma ilusão de que todo 
mundo é altamente interessado em sexo e pervertido. Eles 
alteram a perspectiva de alguém sobre as outras pessoas. Por 
um bom tempo, via toda mulher como se fosse alguém que 
desejasse seduzir o meu marido e todo homem como um 
devasso. 
Depois disso, deixe-me fazer algumas perguntas diretas: 
você acha que é certo ser tão fácil para um homem de forma a 
sentir que se está degradando com a pornografia, apenas para 
manter o relacionamento? Que tipo de pessoa terá de se tornar 
para fazê-lo feliz? Você realmente está preparada para se 
envolver e aprovar as perversões secretas de seu marido? Ao 
mergulhar no mundo da pornografia, tem idéia de que apenas 
dará permissão a ele para cobiçar abertamente outras garotas 
em sua presença? Tem certeza, portanto, de estar disposta a 
se submeter a isso? 
Você está pronta a um envolvimento com algo tão ruim e 
sombrio como a pornografia? Tem certeza de que deseja andar 
longe de Deus para satisfazer o seu esposo? Uma vez que você 
tenha endurecido o seu coração contra o Senhor e preenchido 
sua mente com a perversão, o que a impedirá de dar o próximo 
passo e os outros seguintes? Essas são perguntas sobre as 
quais é necessário meditar cuidadosamente antes de tomar 
alguma atitude. 
Creio que a sua carta foi um pedido sincero de ajuda, 
assim como alguém que gritaria se tivesse caído em uma 
armadilha debaixo de uma pilha de pedras. Ore pela força de 
Deus, ponha os pés no chão e diga ao seu marido que você não 
apenas desaprova, como também não está disposta a se 
envolver com a perversão dele. 
 
A IMPORTÂNCIA DA GRATIDÃO 
 
Querida Sylvia 
Você queria que eu a fizesse lembrar novamente por que 
deve ser grata. Que seu coração seja abençoado! Deduzo da 
sua carta que você está lutando contra um espírito ingrato e 
crítico. E tão difícil passar por esse caminho estreito, não é? 
Houve dias em que eu queria jogar a toalha e dizer: “Esqueça! 
Depois de ficar louca e magoada, vou desfrutar. Deixe-me em 
paz!”. Isso me faz lembrar de um dia típico de mau humor. A 
mulher fica tão frustrada, que deseja até raspar a cabeça! 
Naturalmente, você não faz isso por saber que amanhã tudo 
vai melhorar. 
Sim, a vida pode ser muito melhor do que a existência 
cheia de nervosismo, na qual se espera que o Senhor repare 
em sua vida um dia e responda às suas orações. Primeiro, é 
preciso contabilizar suas bênçãos e reconhecer que o Pai faz 
por você muito além do seu merecimento - e isso vale para 
todos nós. 
Conforme ouvi falar, um coração agradecido é pleno, e 
descobri que isso é verdade. De fato, vou além para dizer que a 
razão principal da minha alegria hoje e da vitória do meu 
marido sobre o pecado sexual está diretamente relacionada ao 
nosso nível de gratidão. Se não tivéssemos aberto nossos olhos 
para ver o agir misericordioso do Altíssimo em nossa vida, 
estaríamos cheios de miséria, remorso e derrota. 
Por favor, entenda que escolher ser grata é algo que parte 
de você mesma. Em vez de se queixar e lamentar por todas as 
coisas ruins, poderá tomar a decisão de declarar maravilhosas 
todas as coisas que o Senhor fez por você. Sabe de uma coisa? 
Não pode permitir que seus sentimentos ditem quando deverá 
expressar gratidão. E mais fácil ver o negativo e acreditar no 
pior, entretanto, se fizer uma escolha voluntária por ver Deus 
à luz da bondade dEle, sua atitude mudará a despeito das 
circunstâncias. Seragradecida a mantém no mesmo Espírito 
em que Jesus viveu na terra. Quanto mais se sentir assim em 
seu coração, mais agradecida irá tornar-se. Começará a ver 
quão misericordioso o Pai celestial tem sido ao longo da sua 
vida. Mesmo quando você era inimiga dEle. 
O que Paulo ensinou é muito verdadeiro: você colhe o que 
semeia (Gl 6.7). Se cultivar um coração grato, colherá a alegria 
e o contentamento que vêm com ele. Da mesma forma, ao 
entregar-se a um espírito amargo e pessimista, ceifará uma 
colheita abundante de miséria. Isso, por sua vez, afetará todos 
os aspectos da sua vida, especialmente os seus amados. 
No programa residencial dos Ministérios Vida Pura, uma 
tarefa de casa regular para os homens cheios de autopiedade 
ou ressentimento é escrever uma lista de gratidão de 50 itens 
relativos à pessoa ou à situação sobre a qual se queixam. Esse 
pode ser um desafio e tanto para quem está acostumado a 
viver no negativismo. Mas é espetacular ver como uma tarefa 
tão simples muda rapidamente a visão de vida de uma pessoa 
sincera. 
O que nos mantém derrotados e no sentimento de 
ingratidão é a falta de fé. Logo que começar a ver como o 
Senhor é realmente e como está envolvido de forma particular 
em seu viver, você, simplesmente, agradecerá a Ele por todas 
as bênçãos. 
Há tanto para agradecer! Eu poderia escrever um livro 
inteiro sobre o assunto. Somente em nível espiritual, devemos 
agradecer ao Pai por enviar Seu Filho. Podemos agradecer a 
Jesus por ter deixado o Seu trono e vindo à terra para morrer 
na cruz pelos nossos pecados. Agradecemos ao Espírito Santo 
por arranjar cuidadosamente as circunstâncias da nossa vida, 
de modo que vejamos a nossa necessidade de Deus, 
convencendo-nos de nossos pecados na hora exata e guiando-
nos para a igreja ou a pessoa certa a fim de nos levar ao 
conhecimento do Senhor. 
Nós também deveríamos ser gratos regularmente ao Pai 
por tudo o que Ele nos dá de graça. Como, por exemplo? O 
Supremo nos dá as chaves do Reino dos céus (Mt 16.19); o 
poder de pisar em serpentes (Lc 10.19); a paz (Jo 14.27); a 
vida eterna (Rm 6.23); tudo o que diz respeito à vida e piedade 
(2 Pe 1.3,4); dons espirituais (1 Co 12); conhecimento dos 
mistérios do Céu (Mt 13.11); poder para nos tornarmos filhos 
de Deus (Jo 1.12), e a lista continua! Considerando todas 
essas coisas, é possível uma pessoa viver em espírito de 
gratidão o tempo inteiro. 
No seu caso, Sylvia, eu a encorajo a passar algum tempo 
meditando sobre tudo o que o Altíssimo está fazendo por você 
nessa situação difícil. Faça sua própria lista. Dar-lhe-ei alguns 
exemplos: o Senhor está lá como o seu Refúgio; está tentando 
fazer bem a você e ao seu marido, mostrando o quanto vocês 
precisam dEle e aprofundando a sua fé, dentre tantas outras 
dádivas. 
Não posso dizer o suficiente, porque há muito para 
manifestar gratidão! Uma das coisas que dizemos aos homens 
do programa residencial é que, para tudo o que vemos o 
Senhor fazer por nós, há centenas de outras coisas que nos 
são desconhecidas. E muito importante cultivar um coração 
grato, pois ajuda a pôr a vida na perspectiva correta. 
Deus tem para você somente o bem, Sylvia. Não seria 
melhor expressar-Lhe gratidão regularmente, em vez de 
reclamar? Você pode optar por ser grata! O Todo-Poderoso está 
ao seu lado e lhe concederá a graça para perseverar e 
atravessar as águas profundas. 
 
NÃO PARE DE CRER 
 
Querida Marcie 
Posso ouvir o choro de dor em sua carta. Sua observação 
diz tudo: "Ele não ama a mim nem os bebês; está só 
preocupado consigo mesmo". Essa é a marca registrada do 
pecado sexual, não é? O total egocentrismo. Ter alguém que 
simpatize com você pode ajudar, mas não transforma o seu 
marido. 
Acho que sua abordagem é muito boa e saudável. E 
preciso mesmo seguir a sua vida com Deus, Marcie. Não é que 
você não tenha sido paciente com o Wayne. 
Embora não possa voltar ao campo missionário, há 
muitas coisas a fazer se você se ocupar com as necessidades 
do próximo. Ajudando os outros, será abençoada e receberá a 
cura. 
Continue a orar e a crer em Deus para atrair o Wayne. 
Com Deus, todas as coisas são possíveis. Não se entregue ao 
desânimo e à incredulidade. Não olhe para os erros do seu 
esposo, ou você ficará cada vez mais desanimada e desistirá. 
Olhe para o Único capaz de transformá-lo. 
Algumas pessoas, diante de um pecado desses, são 
levadas a uma postura de sujeição total. Sei que o próprio 
Steve estabeleceu o propósito de ser tão comprometido com o 
Senhor como tinha sido com o pecado sexual. Teve de ser 
daquele jeito com ele. Nada inferior a uma consagração total 
iria mantê-lo na vida de vitória. O Criador está fazendo o 
mesmo com Wayne. Homens desse tipo não podem ficar “em 
cima do muro” com um pé dentro e outro fora da vida cristã. O 
pecado sempre vencerá diante da condescendência e do 
compromisso pela metade. 
Temos visto pecadores desesperados, os ofensores mais 
vis, irem ao encontro de Deus quando todos já haviam 
desistido deles. Meu marido era um desses “intocáveis”. 
Persevere, Marcie. Busque o Pai celeste, levando para Ele 
tudo o que você tem. Continue levando uma vida santa. 
Eduque seus filhos nos caminhos do Senhor e não deixe de 
crer no poder dEle para libertar seu marido. 
 
A ESPOSA QUE DÁ OPORTUNIDADE 
 
Querida Robin 
Lamento saber que você recebeu a revelação terrível de 
que seu marido teve muitos casos durante os 19 anos de 
casamento. Em sua carta, você teceu alguns comentários que 
me ajudaram a fazer uma idéia mais clara sobre a razão pela 
qual o Jake foi capaz de levar uma vida dupla por tanto tempo. 
Você mencionou suas muitas suspeitas durante esses 
anos e que deveria ter percebido o que estava acontecendo. Em 
seguida, concluiu: “Simplesmente, eu queria acreditar no que 
o meu esposo falava”. 
Essa afirmação sintetiza o que chamamos de a esposa 
que dá oportunidade. Muitas mulheres não sentem que podem 
administrar o fato de o cônjuge ser infiel. A idéia de 
infidelidade é muito dolorosa e avassaladora, por isso, elas 
preferem não pensar nisso. E mais fácil reprimir as suspeitas 
do que enfrentá-las diretamente. 
Sejamos francas, quando uma mulher descobre que o 
esposo teve vários casos extraconjugais, não existem soluções 
fáceis. Em primeiro lugar, ela fica arrasada. Então, 
naturalmente, “enterrar a cabeça na areia”, fingindo que não 
há adultério, ajuda a escapar da dor. Bem no fundo do 
coração, a esposa ferida sabe que terá de tomar algumas 
decisões bem dolorosas. Porém, há um grande número de 
mulheres muito dependentes dos maridos, e elas nem 
consideram a hipótese de deixá-los. Outras estão fracas 
demais para confrontá-los. O recurso mais fácil, então, é agir 
como se não houvesse problema e esperar que a questão se 
resolva ou desapareça com o tempo. 
A conseqüência infeliz desse tipo de reação é que não 
acontece algo para forçar o marido a tomar uma decisão sobre 
o pecado. A falta de resposta da esposa leva-o a manter seu lar 
e suas amantes: o sonho de todos os adúlteros. Uma vez que a 
esposa não o confronta e não o obriga a se decidir entre ela e o 
pecado, ele é capaz de manter os dois. Nesse meio tempo, o 
homem está perdido e a caminho do inferno. É um preço alto a 
pagar por essa opção fácil, que expõe o egoísmo no coração 
dessa mulher. Porque ela o deixa nessa situação tão perigosa 
no intuito de manter a imagem do casamento e uma espécie de 
território de conforto. 
Estou feliz por saber de sua capacidade em confrontar o 
Jake quando teve a evidência inegável dos casos. Você 
concorda, tenho certeza, que, finalmente, lidar com isso foi 
tirar um grande peso das suas costas. Veja o seu marido 
agora! Ele está no fogo de Deus! Ficou preso no pecado 
durante tantos anos, indo à igreja, mas perdido. Agora, ele 
também é livre! Tudo porque foi levado a decidir entre você e a 
transgressão. Nem sempre histórias como esta terminam com 
tanta alegria, mas, certamente, é uma bênção quando isso 
acontece. 
Obrigada porcompartilhar esta vitória comigo, Robin. 
Espero ouvir mais testemunhos maravilhosos no futuro. 
 
SEPARADA E COM UM NAMORADO 
 
Querida Lisa 
Serei direta para responder às suas perguntas. Parece-
me que ter um namorado não apenas piorará a separação de 
seu marido, que já dura dois anos, como também terá um 
impacto negativo em todas as áreas de sua vida. Creio que, no 
fundo do seu coração, você sabe disso ou, então, não teria 
perguntado. 
Você deixou claro que não está tendo relações sexuais 
com ele, mas não acho que possa justificar esse 
relacionamento dessa forma ou de qualquer outro modo. Aos 
olhos de Deus, você ainda é uma mulher casada e deve 
permanecer fiel ao seu esposo, mesmo que ele esteja sendo 
infiel. Sua atitude deve ser como se ele fosse o único homem 
na terra. Sim, é verdade, ele está em pecado e não demonstra 
remorso ou disposição ao arrependimento. Talvez, se sentir 
que o Senhor a está liberando desse casamento, você deva 
considerar o divórcio. Mas, por enquanto, deve continuar a 
agir como uma mulher casada. Isso é agradar ao Senhor. 
Parece-me que, com esse namorado, você está tentando 
preencher o vazio em seu coração. Está esperando que suas 
necessidades emocionais sejam supridas por ele, não pelo 
Senhor. Um dos problemas é que você não está recebendo a 
cura emocional e espiritual que o Senhor lhe está 
proporcionando. Fazendo as coisas do seu jeito, você mantém 
as feridas abertas, o que torna a sua situação cada vez pior. 
Sei o quanto é doloroso passar por essa experiência, mas, 
se você não se voltar para o Consolador enquanto está na 
fornalha, coisa alguma será resolvida. O Senhor está tentando 
fazer uma obra profunda e eterna em seu coração por meio 
das provações, mas isso somente acontecerá se você aprender 
a se voltar para Ele na dor, em vez de se voltar para outro 
homem. Outra coisa: quando você confiar a sua vida ao 
Senhor, Ele irá abençoá-la e ajudá-la. Não impeça as mãos 
dEle, Lisa. 
Ter um namorado também gera os próprios problemas, 
complicando ainda mais a questão. Que tipo de mensagem 
você está passando para os seus filhos? O que pensam os 
outros, que olham para você como representante de Cristo? O 
que acontecerá com ele se seu marido arrepender-se? Você irá 
descartá-lo, uma vez que não necessite mais da sua 
companhia? Ou irá contra a restauração do seu casamento, 
feita pelo Senhor, recusando-se a voltar com seu marido? Além 
disso, como o fato de estar envolvido com uma mulher casada 
afeta a caminhada desse homem com o Senhor? Por favor, 
pare e considere o que está fazendo. Não permita que seus 
próprios desejos obscureçam seu pensamento, fazendo com 
que você continue a se mover fora da vontade de Deus. 
Em vez de procurar a realização em algum outro 
indivíduo, ou tentar escapar dos seus problemas, por que não 
fazer de Jesus o seu companheiro nesse momento? Passe mais 
tempo em Sua presença, converse e permaneça com Ele. 
Somente o Príncipe da Paz pode suprir as suas necessidades e 
abençoar a sua vida. 
 
CARTA DE UM MARIDO 
 
Querida Valerie 
Estou realmente assumindo o risco de ajudar, 
escrevendo esta carta. E algo que eu nunca faria normalmente, 
mas me sinto dirigida pelo Senhor para dar continuidade a 
uma carta que recebi de seu marido, na qual ele expressa 
frustração pela falta de interesse que você tem pelo pecado 
sexual dele. 
Respeito o desejo sincero de John quanto a obter a vitória 
total sobre o seu vício. Ele parece estar disposto a fazer o que 
for necessário para se libertar. Leva a sério o fato de precisar 
arrepender-se do pecado e o quer fora da sua vida. E óbvio, na 
carta de seu esposo, que ele deseja desesperadamente que 
você perceba o que está acontecendo e tente apoiá-lo mais. 
Dentre outras coisas, ele disse que você “vive em um 
mundo de conto de fadas e acredita que, de algum modo, tudo 
irá resolver-se”. Incluí, junto a esta, a carta a uma senhora 
chamada Robin,1 a qual aconselho que você leia. Ela também 
lutou por não querer enfrentar a realidade da transgressão do 
esposo. 
Outra coisa que John mencionou foi que ele estava sob 
“uma tentação tremenda para desistir”. Aquela declaração 
levantou para mim uma bandeira vermelha, Valerie. Isso me 
fez saber que ele estava ficando exausto e começando a perder 
a esperança. Essa sensação foi mais tarde confirmada quando 
ele disse que “é muito desalentador seguir sozinho”. 
Valerie, John é seu marido, e o problema dele é o seu 
problema. Da mesma forma, o desafio dele torna-se o seu 
 
1 Veja: A esposa que dá oportunidade. 
desafio. Não acredito que ele queira que você entre em pânico 
ou em depressão, mas sua recusa em tratar a realidade o força 
a lutar sozinho. Lembre-se, vocês dois são uma só carne. 
A compulsão pela pornografia é muito real e 
extremamente poderosa. Acho que seria bom você ler o livro do 
meu marido, No altar da idolatria sexual. Ele não descreve 
somente o vício, mas também suas conseqüências e como isso 
afeta os outros e o próprio transgressor. Acho que a leitura 
desse livro irá ajudá-la a perceber a batalha enorme que seu 
marido está enfrentando. 
Quero encorajá-la a começar realmente a interceder pelo 
John. Inicialmente, pergunte como ele vai. Passe a 
desempenhar uma parte ativa no processo de superação do 
problema. Sinto que John começará a vencer essa batalha com 
o seu estímulo, apoio e suas orações. Confio que esta carta irá 
motivá-la na direção certa - junto do seu esposo. 
 
LIDANDO COM A FALTA DE PERDÃO 
 
Querida Rita 
Aprecio que você busque conselho quanto a perdoar a 
alguém que a feriu tão profundamente. Segundo disse em sua 
carta, as pessoas a têm acusado de não perdoar, porque você 
luta com certos sentimentos diretamente relacionados à 
infidelidade de seu marido. Por mais que algumas pessoas 
sejam bem-intencionadas, Rita, muitas delas não 
compreendem a profundidade da sua dor. Elas não imaginam 
o quanto tem sido devastador para você a batalha de seu 
marido com o pecado sexual. Sua dificuldade não é, 
necessariamente, contra a falta de perdão. Você é humana e 
ainda está lidando com algumas questões muito sérias. 
Você parece ser uma cristã bastante sincera, que deseja 
agradar ao Senhor. Em sua carta, não demonstra, 
absolutamente, ser vingativa ao declarar: “Desejo a cura e 
quero meu marido restaurado, para que, juntos, possamos 
agradar ao Senhor”. Isso não soa como o sentimento de uma 
mulher cheia de amargura. 
Firmada nessas observações, abordarei o seu problema. 
Jesus lidava menos com o exterior e mais com o coração das 
pessoas. Com precisão, Ele ia direto à raiz enterrada no 
profundo interior. Como uma espada de dois gumes, Suas 
palavras penetravam na divisão da alma e do espírito, 
discernindo os pensamentos e as intenções do coração (Hb 
4.12). Em Mateus 5.28, quando falou sobre o adultério no 
coração, Ele não estava dando às esposas licença para se 
divorciarem do marido. O Mestre procurava demonstrar a 
depravação do coração daqueles homens cheios de cobiça. Ele 
falou de modo semelhante sobre a ira. Cristo disse que, se 
você estiver irada com alguém, estará no mesmo espírito que 
um assassino (Mt 5.22). As palavras do Cordeiro santo expõem 
o nosso coração e revelam o quanto somos hipócritas. 
Julgamos de acordo com as aparências externas, mas Deus vê 
o coração. 
É o mesmo com o perdão. Percebo sua luta com os 
sentimentos de traição e amargura. Quem não iria senti-los, 
considerando o que tem suportado? Agora você está no 
processo de lutar com algumas questões muito dolorosas, que 
foram arrasadoras. Por favor, entenda que os sentimentos vão 
e voltam, mas o Senhor está mais interessado em seu coração. 
Pelas informações de sua carta, parece que você deseja o 
melhor para o seu marido. Sim, ainda tem aqueles momentos 
de ira, mas, na maior parte do tempo, deseja sinceramente ver 
libertado seu marido. Porque o ama e quer que ele vença, não 
fica lembrando o passado, lançando-lheem rosto. 
O perdão é um processo que leva algum tempo. Não 
quero dizer que temos desculpas para não perdoar. É muito 
difícil uma mulher sentir que pode confiar novamente no 
esposo. Porque foi ele quem quebrou a confiança e está nos 
ombros dele o fardo de estabelecer um relacionamento 
construído na confiança e na sinceridade. 
A esposa que perdoa deseja a vitória do marido e faz o 
possível para encorajá-lo. Por conseguinte, espera que ele leve 
a questão a sério. Já aquela que não perdoa, faz com que ele 
se lembre continuamente das ofensas passadas e antecipa seu 
fracasso constante. Isso, naturalmente, serve apenas para 
desmoralizá-lo mais e retardar os seus esforços de libertação. 
O ídolo no coração de uma pessoa que não perdoa é o ego. Ela 
está mais preocupada em se proteger contra qualquer ferida 
do que em restaurar o casamento e apoiar o esposo na luta 
para vencer o pecado sexual. 
Não seja dura demais com você mesma, Rita. Parece que 
vocês estão bem no caminho no sentido de deixar para trás 
todo esse caso horrível. Deus irá ajudá-la a sair dessa. Os 
sentimentos de ira desaparecerão, e seu coração abrir-se-á 
novamente para o seu marido. 
 
SENTINDO-SE TRAÍDA 
 
Querida Rebecca 
Não posso dizer-lhe quantas vezes ouvi as palavras: 
"Sinto-me tão traída", provenientes de esposas feridas, cujos 
maridos foram infiéis. A traição é apenas um conceito vago até 
você experimentar pessoalmente o seu ferrão. Ela deixa a 
pessoa totalmente abandonada e vazia. Seguem algumas 
definições e sinônimos para a palavra abandonar: lançar fora, 
descartar, deixar cair, jogar fora, rejeitar, fugir, dar as costas. 
Estou certa de que você tem a ver com cada uma dessas 
descrições. 
Imagino que, se seu marido lesse esta carta, ele diria que 
não fez com você alguma dessas coisas intencionalmente. Não 
é que ele tenha sido infiel porque tivesse o desejo de ferí-la. 
Isso aconteceu porque foi levado por uma cobiça egoísta pelo 
sexo. A ofensa dele, naturalmente, foi um desrespeito gritante 
para com os seus sentimentos, mas é improvável que tivesse o 
objetivo premeditado de prejudicá-la. 
Não obstante, um homem não pode despedaçar o coração 
da esposa mais profundamente do que quando toma o que é 
tão pessoal e o dá para mais alguém. A intimidade sexual do 
casamento é a máxima expressão do amor de um pelo outro. 
Lembro-me bem da dor intensa que senti ao lidar com a 
infidelidade de Steve. Em meu ponto de vista, nossa 
intimidade era sagrada. Dizer sim no altar tornou isso 
exclusivo e fora do alcance dos outros. Ele era meu, e eu era 
dele. O que tínhamos em particular era nosso, e eu era a única 
que o conhecia daquela maneira. O sexo no casamento é o laço 
que une fisicamente dois indivíduos, e sua santidade está 
ligada ao vínculo espiritual criado. 
Quando descobri que Steve era infiel, fiquei arrasada. Ele 
estava, espiritualmente, tornando-se uma só carne com 
qualquer “rabo-de-saia”, dando-lhe aquilo que era meu! O 
círculo de unidade entre nós havia sido quebrado, e nosso leito 
conjugal, profanado. Não tínhamos mais aquela união especial 
que pertencia apenas a nós dois. Nossa intimidade sexual 
tinha sido desvalorizada -na verdade, ignorada -, porque 
estava sendo repartida com outras pessoas. Parecia que eu 
tinha pouco ou nenhum valor para Steve, que preferia uma 
emoção barata, em vez de algo real: a esposa. O prazer que ele 
queria em nossa união podia ser encontrado ou comprado em 
qualquer esquina ou em alguma casa de massagem. 
Até onde eu sabia, naquele momento, não havia mais 
coisa alguma que fosse exclusivamente nosso. Éramos 
somente duas pessoas vivendo juntas, dividindo o espaço. Isso 
me matou. Dia após dia, a dor da realidade de que nosso 
matrimônio estava destruído atingia-me como as ondas do 
mar. 
Enquanto isso era, às vezes, insuportável para mim, ele 
parecia ser completamente insensível à devastação e miséria 
que nos estava causando. 
Contudo, Rebecca, de alguma forma, em meio à dor 
avassaladora, Jesus veio. Embora a dor não fosse embora, ela 
amplificava a grandeza do amor de Deus por mim. Então, 
aquilo que eu achava que me destruía tornou-se o meio pelo 
qual Deus me estendeu a Sua vida abundante no calor de uma 
batalha intensa. 
Sou grata, tão grata, que o Senhor não tenha poupado 
medidas para me dar mais do que eu precisava: o Príncipe da 
Paz. Ele usou a ferida, a dor, a miséria - tudo isso - para me 
proporcionar essa grandiosa bênção. 
Seus sentimentos de traição são reais, mas existe uma 
vida abundante a ser encontrada nas cinzas. Você tem 
esperança, não porque o seu marido está agora se 
arrependendo, mas porque conta com o Salvador, o qual 
deseja inundar a sua alma com Seu Espírito maravilhoso, que 
dá vida. Minha oração é para que, um dia, você também tenha 
um casamento muito mais profundo e mais forte do que seria 
se a traição não tivesse acontecido. 
 
SEXO ESTRANHO 
 
Querida Elizabeth 
Sua carta foi breve e direta. Contudo, senti uma 
pergunta bem maior do que simplesmente: “O sexo oral é 
errado?”. Fiquei com a impressão de que seu marido está 
pedindo que você faça toda espécie de coisa considerada 
anormal. Pareceu-me que sua pergunta sobre sexo oral foi a 
única forma encontrada por você para resumir tudo em sua 
carta. 
Não sinto que alguém possa responder-lhe essa questão, 
mas é algo que você deve levar até o Senhor. Entretanto, por 
favor, deixe-me agora tecer alguns comentários. 
Em primeiro lugar, muitos ministros indicariam a 
referência de Paulo ao lesbianismo em Romanos 1.26b, onde 
ele condena mudar o uso natural, no contrário a natureza, para 
mostrar que o sexo oral é uma forma de perversão e, por 
conseguinte, pecado. Eles estão possivelmente certos. 
Em segundo, qualquer coisa fora do comum pode ser 
bem uma pedra de tropeço para um homem que esteja 
envolvido em perversão sexual a maior parte da sua vida. 
Especialmente perturbador é o fato que o sexo oral induz à 
fantasia sexual. 
Agora, deixe-me demonstrar-lhe algo sobre o sexo 
conjugal. O Criador pretende que a intimidade entre marido e 
mulher possibilite prazer e, sim, seja até emocionante! Não 
precisamos ser hipócritas. É desejo do nosso Pai celestial que 
os casados desfrutem do corpo um do outro. Dar satisfação à 
outra pessoa de modo não-egoísta pode ser considerado o 
maior ato de amor, contanto que, naturalmente, ambos 
tenham o mesmo modo de pensar. 
No final das contas, Steve e eu concluímos que as 
palavras de Paulo em Romanos 14.14 eram apropriadas para 
aconselhar (embora sexo oral não fosse o contexto): Eu sei e 
estou certo, no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma 
imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse 
é imunda. 
Elizabeth, sugiro que você faça uma lista de tudo o que 
seu marido deseja de você na cama. Siga cada item em oração 
e tente ouvir a voz do Senhor. Isso é algo imundo? Poderia 
encorajar perspectivas distorcidas de sexualidade em seu 
marido? Seria desagradável a Deus? Ou pode ser considerado 
um caminho para abençoar a outra pessoa sem desagradar ao 
Senhor? E necessário equilíbrio para ser livre e ter prazer na 
intimidade, sem que isso os torne pervertidos ou os leve à 
autocondenação. Espero que a minha resposta seja útil. 
 
CASAMENTO DE CONTO DE FADAS 
 
Querida Heather 
O modo descrito em sua carta sobre como deve ser um 
casamento é maravilhoso! Que mulher não desejaria ter todos 
aqueles atributos em um marido? Infelizmente, Heather, penso 
que você está preparando-se para uma verdadeira decepção. O 
que você fará se perceber que seu marido não consegue 
corresponder às suas expectativas? Você só está casada há 
três meses e já está começando a ver que o Will é humano e 
possui defeitos como todo mundo. 
Em sua carta, você diz que ele deve estar presente para 
suprir as suas necessidades emocionais; ser gentil, ter 
consideração e pensar no que você deseja, sem que precise 
dizer a ele. Uma das coisas que a trouxe para a realidade de 
que seu marido eramenos do que perfeito foi quando começou 
a notar que ele tinha olhos que percorriam outras mulheres, 
quando, em suas palavras, “ele deveria ter olhos somente para 
mim”. Não entre em pânico, Heather, mas você precisa ser 
mais realista e menos egoísta em suas expectativas. 
Não há algo errado em desejar que seu marido pense em 
você como a única mulher na terra ou que ele a trate como sua 
rainha. Deus deseja isso para o seu casamento também. Mas 
você deve entender que a estrada a percorrer para se chegar 
àquele lugar não é rápida nem fácil. 
Achei interessante que, em sua carta, você não tenha 
mencionado uma única vez o seu desejo de ser uma bênção 
para o seu esposo. A carta inteira foi sobre como você queria 
que ele a fizesse feliz e a confusão que está experimentando 
agora por ele não fazer isso. 
Recordo-me muito bem de como eu me senti igualmente 
desnorteada quando me casei pela primeira vez. Eu era 
também muito egoísta em minha visão acerca do casamento. 
Eu esperava que Steve suprisse todas as minhas necessidades 
emocionais, realizasse todos os meus desejos, dentre outras 
coisas. Você pode imaginar como me senti frustrada e 
desiludida quando ele fez exatamente o oposto do que eu 
esperava. Logo eu estava descontente e sentindo-me um trapo. 
Levou tempo, mas, pouco a pouco, comecei a perceber 
que o casamento não era só meu; era sobre a outra pessoa - 
meu marido! Com o estímulo consistente do Senhor, comecei a 
realmente colocar o coração na relação conjugal. Como 
procurei sinceramente abençoar (em vez de buscar uma 
bênção para mim), encontrei um espaço maravilhoso de alegria 
e contentamento. Quanto mais fazia por Steve, mais ele fazia 
por mim e vice-versa. Quando recebíamos a gentileza um do 
outro, éramos motivados a responder reciprocamente no 
mesmo espírito. 
Bem, posso dizer honestamente que tenho um esposo 
como o que descreveu em sua carta, mas isso não aconteceu 
de forma barata ou imediatamente. Levou tempo e muito 
trabalho. Heather, em vez de pensar em como deseja que seu 
marido a trate, passe algum tempo considerando as 
qualidades de uma boa esposa. Talvez, você precise fazer uma 
lista de tudo o que acha que uma mulher deve ser para o 
esposo e realizar por ele. Comece a orar com base em 
Provérbios 31, o qual dá a descrição da mulher virtuosa. A 
medida que fizer isso, as palavras de Jesus terão um 
significado maior em sua vida: Portanto, tudo o que vós quereis 
que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é 
a lei e os profetas (Mt- 7.12). 
 
NOIVA DE UM COMPULSIVO EM PORNOGRAFIA 
 
Querida Alissa 
Estou respondendo à sua carta na qual você pediu 
conselho sobre seu noivado com Mark. Você compartilhou 
comigo que uma das coisas que a atraiu para ele foi seu 
envolvimento ativo no grupo de adoração na igreja. Entretanto, 
você perdeu muito do respeito e da confiança por ele quando, 
sem que ele soubesse, deparou-se ontem com material 
pornográfico no computador dele. Agora, você está 
questionando sua decisão de se casar. 
Alissa, como noiva dele, você tem o direito de perguntar 
ao Mark se ele já lutou contra o pecado sexual. Se ele 
reconhecer o problema, você pode prosseguir com a certeza de 
que ele está desejando ser honesto. A falta de sinceridade 
sobre isso irá mostrar a você que ele prefere mentir a lidar com 
o problema de maneira direta. 
Você deve insistir para que seu noivo confesse o pecado 
ao pastor. Isso é especialmente importante, porque ele tem 
uma posição muito importante na igreja. O apóstolo João 
declara: Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos 
em trevas, mentimos e não praticamos a verdade (1 Jo 1.6). 
Mark jamais será libertado se mantiver sua transgressão 
em segredo. 
Se ele não estiver disposto a reconhecer diante do pastor 
o vício por pornografia, eu colocaria o relacionamento “em 
suspenso” até que seu noivo se empenhasse seriamente em 
vencê-lo. A falta de honestidade em relação a você e aos líderes 
espirituais deve ser uma grande bandeira vermelha e um 
indicador do que se pode esperar desse casamento. Se ele não 
tratar do assunto agora, então, certamente, não o levará a 
sério depois de ter aprisionado você na união conjugal. 
Se ele estiver disposto a se purificar, mesmo assim você 
deve observar seu progresso espiritual com cautela. Quero 
adverti-la de que estar casada com um compulsivo sexual 
poderá significar muito desgosto para você. Por favor, prossiga 
com muito cuidado. 
 
DDIIÁÁRRIIOO ddee 3300 ddiiaass 
 
 
 
Dia 1 
Perto está o SENHOR dos que têm o coração 
 quebrantado e salva os contritos de espírito. 
Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR 
 o livra de todas. 
Salmo 34.18,19 
 
Dia 2 
O amor se revela ao amor. 
Devemos compreendê-lo pela afeição. 
Anônimo. 
 
Dia 3 
E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, 
 pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, 
 meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas 
 e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo. 
Filipenses 3.8 
 
Dia 4 
Mede a tua vida pela perda e não pelo ganho, 
não pelo vinho bebido, mas pelo vinho derramado, 
pois a força do amor reside no sacrifício do amor, 
e aquele que sofreu tem mais para dar. 
Jonathan Goforth 
 
Dia 5 
Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta.: 
 Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 
Gálatas 5.14 
 
Dia 7 
Um homem deve estabelecer-se tão plenamente em Deus, 
que não necessite buscar muitos confortos humanos. 
Gerhard Groote 
 
Dia 8 
Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; 
 porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, 
a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. 
Tiago 1.12 
 
Dia 9 
Se eu encontrar em mim um desejo que nenhuma experiência 
do mundo possa satisfazer, a explicação mais provável 
é que fui feito para outro mundo. 
C. S. Lewis 
 
Dia 10 
Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, 
 vós todos os que esperais no SENHOR. 
Salmo 31.24 
 
Dia 11 
Gostaríamos de que os outros fossem perfeitos, contudo, 
não consertamos as nossas faltas. Então, parece que 
é raro pesarmos os nossos vizinhos 
na mesma balança em que nos pesamos. 
Gerhard Groote 
 
Dia 12 
Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio 
marido, para que também, se algum não obedece a palavra, pelo 
procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra, 
considerando a vossa vida casta, em temor. 1 Pedro 3.1,2 
 
Dia 13 
Às vezes, parece que Deus nos aprisionou à dor, e as cadeias são 
pesadas demais para serem movidas. Mas o que Ele procura é o 
clamor do coração em meio às piores provações: "A bondade do 
Senhor nunca cessa, 
pois Suas compaixões nunca falham". 
Anônimo 
 
Dia 14 
Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, 
sobre os que esperam na sua misericórdia. 
Salmo 33.18 
 
Dia 15 
Se eu pensar que a fé significa obter um final favorável para 
aquilo em que creio, isso não será fé. A fé crê em Deus, não 
importando qual seja o resultado. Fé também mostra a aceitação 
da vontade do Senhor, 
sem importar o que ela signifique. 
Anônimo 
 
Dia 16 
A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, 
esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que se atêm a ele, 
para a alma que o busca. 
Lamentações 3.24,25 
 
Dia 17 
Quando uma pessoa chega a uma situação em que não busca o 
conforto em qualquer criatura, então, ela começa a se deleitar 
perfeitamente em Deus e fica contente com o que lhe sucede. 
Anônimo 
 
Dia 18 
Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão 
segundo a grandeza das suas misericórdias. Porque não aflige 
nem entristece 
de bom grado os filhos dos homens. 
Lamentações 3.32,33 
 
Dia 19 
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu 
braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a 
sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, labaredas 
do SENHOR. As muitas águas não poderiam apagar esse amor 
nemos rios afogá-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de 
sua casa por este amor, certamente a desprezariam. 
 Cantares 8.6,7 
 
Dia 20 
Por alguns anos, agora tem sido minha convicção constante de 
que 
é impossível desfrutar de uma felicidade verdadeira sem estar 
inteiramente devotado (submisso) a Deus. 
David Brainerd 
 
Dia 21 
Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na 
vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam 
mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos 
currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, 
exultarei no Deus da minha salvação. 
Habacuque 3.17,18 
 
Dia 22 
Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha 
súplica. 
Porque inclinou para mim os seus ouvidos; 
 portanto, invocá-lo-ei enquanto viver. 
Salmo 116.1,2 
 
Dia 23 
Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém! 
1 João 5.21 
 
Dia 24 
Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o 
efetuar, 
 segundo a sua boa vontade. Fazei todas as coisas sem 
murmurações nem contendas; para que sejais irrepreensíveis e 
sinceros,filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração 
corrompida e perversa, entre a qual 
resplandeceis como astros no mundo. 
Filipenses 2.13-15 
 
Dia 25 
Nós somos os quebrantados; Tu és Aquele que cura, 
Jesus Redentor, poderoso para salvar. 
 
Dia 26 
O pecado é a doença da alma. A santidade é a saúde da alma. Se 
você for saudável em sua alma, suas emoções e mente tornar-se-
ão santos. 
J. B. Chapman 
 
Dia 27 
Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em 
mim? 
Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua 
presença. 
 Salmo 42.5 
 
Dia 28 
E realmente bondade que a vida eterna venha visitar os mortais, 
que lhes alcance a vida eterna e, depois, entregue-a a eles! 
Adam Clarke 
 
Dia 29 
Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo 
na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto. 
João 12.24 
 
Dia 30 
Algum dia, você entenderá que tudo era simplesmente Jesus; 
então, você compreenderá. 
Martha Wing Robinson 
 
***FIM***

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