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Técnicas radiográficas orais na pediatria Docência: Tatiana Fraize. Radiografia na pediatria Recurso auxiliar para diagnóstico e plano de tratamento. O exame radiográfico em Odontopediatria deve ser feito com cautela, já que a criança é mais suscetível aos efeitos danosos da radiação X. O conceito de ALARA defende a mínima exposição possível. Quando for submeter a criança ao exame radiográfico devemos utilizar as medidas protetivas, como o avental de chumbo e protetor da tireóide e reduzir o tempo de exposição o máximo possível. As principais razões para se radiografar os dentes e tecidos de suporte dentário nas crianças são: detecção da doença cárie; diagnóstico de lesões dentárias; irregularidades no desenvolvimento dos dentes; exame de outras patologias. Técnicas radiográficas Intrabucais: realizadas no interior da boca. Extrabucais: realizadas no exterior da boca. Radiografia Oclusal Radiografia Interproximal Radiografia Periapical Técnicas Intraorais Radiografia Periapical Proservação pós trauma É indicada para pós trauma Avaliação do processo de formação do ápice da raiz Presença de fístula Dor espontânea, pulsante que não cessa Presença de pólio e/ou exposição pulpar Radiografia Periapical blog.suryadental.com.br Paralelismo Necessita de posicionador Menor risco de insucesso Há um distanciamento entre o dente e o sensor O filme radiográfico é posicionado paralelamente ao plano do eixo do dente com a ajuda de um posicionador. O raio central deve incidir perpendicularmente e em direção ao centro do longo eixo do dente e do plano do filme. Deve ser usado um cilindro (cone) longo, para evitar a distorção da imagem radiográfica. Radiografia Periapical revodonto.bvsalud.org Baseada na lei isométrica de Ciesynski, que diz que “o ângulo formado pelo longo eixo do dente e o longo eixo do filme resultará em uma bissetriz, na qual o feixe de raios-x deverá incidir perpendicularmente”. Bissetriz Sem posicionador Utilizada quando não há possibilidade de realizar a técnica do paralelismo Maior risco de insucesso Radiografia Interproximal É indicada para a visualização da região coronária e interproximal dos dentes posteriores (pré-molares e molares), em regiões clinicamente inacessíveis A exposição às radiografias é mais rápida, mais fácil e requer menos tempo. Pacientes não têm uma mordida firme na região radiografada ou quando a área alvo está sem dentes Radiografia Interproximal Radiografia Oclusal Técnica que é usada em combinação com a radiografia periapical para ver a maxila e a mandíbula em uma área maior. É usada para examinar o palato e a mandíbula para lesões e anormalidades, bem como diagnosticar e avaliar fraturas, auxiliar na localização da estrutura, buscar cálculos salivares, fendas palatinas, dentes não irrompidos e outras doenças Radiografia de tecidos moles Radiografia do mento Radiografia panorâmica Radiografia lateral do nariz (lateral de Fazzi) Técnicas Extraorais Radiografia Panorâmica Permite a identificação dos desvios no padrão normal de erupção. Permite a visualização dos fatores etiológicos locais das maloclusões. Podemos monitorar o desenvolvimento ósseo, as estruturas adjacentes, incluindo a ATM, os seios da face e a cavidade nasal e, além disso, visualizar prematuramente anomalias de desenvolvimento, como anodontias ou supranumerários. é importante também para aspectos legais, já que há um registro da situação em determinado momento, seja mostrando a presença de doença ou em situação prévia ao tratamento. Grande parte dos casos de maloclusão tem sua origem na época de dentadura mista e a intervenção e diagnostico precoce nessa fase aumentam as possibilidades de se direcionar o crescimento e de se guiar a oclusão, eliminando ou diminuindo a severidade de problemas no futuro. A imagem panorâmica é importante para a avaliação da posição e do estágio de desenvolvimento intra-ósseo dos germes dos dentes permanentes permite a identificação dos desvios no padrão normal de erupção, que podem ocasionar desordens na oclusão. Além do desenvolvimento dentário, podemos monitorar o desenvolvimento ósseo, as estruturas adjacentes, (ATM), os seios da face e a cavidade nasal e, além disso, visualizar prematuramente anomalias de desenvolvimento, como anodontias ou supranumerários.cistos foliculares ou tumores odontogênicos). Assim como outros exames radiográficos é importante também para aspectos legais, já que há um registro da situação em determinado momento, seja mostrando a presença de doença ou em situação prévia ao tratamento. Recentemente, com os avanços tecnológicos, novos equipamentos de radiografia panorâmica permitem a realização de radiografias interproximais extrabucais ou de panorâmicas com imagem interproximal melhorada, que apresentam qualidade diagnóstica semelhante às técnicas intrabucais .É importante que a criança seja capaz de se manter em posição estática durante o período de exame, caso contrário pode ocorrer duplicação de imagens. É uma técnica de boa aceitação em crianças, pois evita o incômodo do posicionamento do filme intra-bucal. por ser um exame extra-bucal representa uma alternativa em casos de trismos, imobilizações, pacientes que não permitem tratamento e para o acompanhamento do tratamento ortodôntico. Para minimizar possíveis danos pode-se utilizar algumas medidas tais como a calibração do aparelho de raios-x, filtração que elimina parte da radiação, colimação , filmes ultra-rápidos que necessitam de menor tempo de exposição e proteção as gônadas. O último item é realizado com a utilização de aventais pumblíferos com o comprimento suficiente para a proteção da região. Protetores de tireóide, dispositivos em forma de placa de chumbo em meia lua, de colocação submentoniana, também tem seu uso indicado (FREITAS, 2004). Radiografia lateral do nariz (lateral de Fazzi) Localiza corpos estranhos, dentes supranumerários ou dentes decíduos intruídos após traumatismos. Avalia a posição das raízes ou mesmo a profundidade de intrusões. Pode ser realizada com o filme periapical convencional ou oclusal, posicionado verticalmente ao lado do nariz para que o feixe de raios X incida perpendicularmente Radiografia lateral do nariz: posicionamento do filme (A) e imagem radiográfica evidenciando deslocamento apical do dente decíduo para a vestibular (B). Radiografia lateral do nariz: posicionamento do filme (A) e imagem radiográfica evidenciando deslocamento apical do dente decíduo para a vestibular Pode ser realizada com o filme periapical convencional ou oclusal, posicionado verticalmente ao lado do nariz para que o feixe de raios X incida perpendicularmente Nos casos de luxação intrusiva Realiza-se além da tomada radiográfica periapical modificada, a técnica radiográfica lateral de Fazzi com filme periapical adulto ou pode-se utilizar o filme oclusal, para avaliar a direção do dente intruído. TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS Esta tomada radiográfica auxilia na visualização vestibulopalatina, em que se observa a relação do dente intruído com a tábua óssea vestibular e o germe do permanente Radiografia lateral do nariz (lateral de Fazzi) Esta tomada radiográfica auxilia na visualização vestibulopalatina, em que se observa a relação do dente intruído com a tábua óssea vestibular. O filme periapical pode ser mantido em posição pelo responsável, que o apoiará de encontro à face da criança. Note que o filme se encontra na altura da comissura labial Para auxiliar nesta tomada radiográfica pode ser utilizado espátula de madeira Radiografia do mento O filme radiográfico pode ser posicionado horizontalmenteabaixo do queixo, sendo a posição do feixe de raios X orientada de acordo com a região de maior interesse. Radiografia de tecidos moles Pode-se utilizar filmes ou sensores radiográficos infantis ou convencionais, e reduzir o tempo de exposição para ¼ da dose. Radiografia digital Sensores que enviam registros para o computador Os receptores rígidos possuem fios e cabos eletrônicos a ele acoplados que transmitem diretamente a imagem ao computador, mas não são recomendados para crianças menores de 4 ou 5 anos de idade por apresentarem maior espessura, rigidez e fios a ele acoplados Os sistemas que utilizam placas de fósforo são mais indicados em Odontopediatria por se assemelhar ao filme convencional em sua espessura e flexibilidade Radiografia convencional digitalizada x radiografia digital Radiografia convencional digitalizada As radiografias convencionais podem ser digitalizadas por meio de fotografias ou escaneamento. Este método simples permite seu arquivo digital, alteração do brilho, contraste e aumento das imagens, favorecendo a visualização e interpretação das mesmas. Ainda, alguns programas de computador permitem a realização de medidas lineares e volumétricas para a avaliação quantitativa de tratamentos realizados, como a extensão de lesões radioluscentes ou o relacionamento entre estruturas dentais e ósseas (De Rossi et al., 2007). Radiografia digital As radiografias digitais são obtidas por meio de sensores ou receptores sensíveis aos raios X que transmitem as imagens obtidas para o computador, em alta resolução. Existem dois tipos de sensores (ou receptores): receptores rígidos ou placas de fósforo flexíveis, que também estão disponíveis em tamanho infantil ou adulto. Os receptores rígidos possuem fios e cabos eletrônicos a ele acoplados que transmitem diretamente a imagem ao computador, mas não são recomendados para crianças menores de 4 ou 5 anos de idade por apresentarem maior espessura, rigidez e fios a ele acoplados. Os sistemas que utilizam placas de fósforo são mais indicados em Odontopediatria por se assemelharem ao filme convencional em sua espessura e flexibilidade (Fig. 1B), o que permite melhor adaptação à reduzida cavidade bucal da criança e adaptação aos posicionadores radiográficos convencionais. Pela ausência de fios, a imagem é transmitida indiretamente para o computador, por meio de um processador de imagens ultrarrápido. A maior vantagem dos sistemas digitais para crianças é a menor dose de radiação ionizante necessária. Embora o custo do equipamento e dos sensores seja superior, seu tamanho é semelhante ao equipamento convencional e os sensores são reutilizáveis e não necessitam de processamento químico, o que reduz consideravelmente o tempo clínico, os erros de processamento e a contaminação ambiental. Outra vantagem dos sistemas digitais consiste na possibilidade de arquivo e ajuste no aumento, brilho, contraste e definição da imagem, além da utilização de inúmeros programas para cálculo de dimensões ou variações na densidade das imagens. Conclusão No segmento da radiologia pediátrica deve ter compreensão dos diversos tipos de técnicas que podem ser utilizadas para que o processo da radiografia em crianças seja bem realizado. Desse modo, cada técnica auxilia esses profissionais para o êxito no momento de tirar a radiografia. As técnicas utilizadas com crianças podem variar de acordo com o comportamento de cada uma, dessa forma, o profissional deve estar atento e efetuar corretamente as técnicas de orientação para as crianças seguirem o protocolo no processo de efetivação da radiografia. Para isso, o profissional deve compreender todo o contexto apresentado pela criança, para assim, efetuar uma metodologia que não necessite de repetições. É imprescindível o conhecimento de como se aplicar as técnicas de radiografia na pediatria, pois, a exposição a esse processo por diversas vezes pode ser prejudicial para a criança, além de retirar a credibilidade do profissional. REFERÊNC IAS Borges, Márcia Reck, Icléo Faria, and Fernando Borba de Araújo. "Radiologia em odontopediatria: importância e indicações." Revista da Faculdade de Odontologia de Porto Alegre 30.30/31 (1990): 12-15. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/RevistadaFaculdadeOdontologia/article/view/102118/56758 OLIVEIRA, Gessle Coelho Mourão; DA SILVA MAGALHÃES, Nicael; DE OLIVEIRA, Alline Jesuino. TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS EM ODONTOPEDIATRIA. Facit Business and Technology Journal, v. 2, n. 31, 2021. Disponível em: http://revistas.faculdadefacit.edu.br/index.php/JNT/article/view/1335/891 ROSSI, Andiara de. IMAGINOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA. 2019. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5063938/mod_resource/content/3/2%20Imaginologia%20em%20Odontopediatria%20.pdf. SANTOS, M. A. DOS; FACSETE, F. RADIOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA: INDICAÇÕES E TÉCNICAS ADEQUADAS AO PACIENTE INFANTIL. Disponível em: https://faculdadefacsete.edu.br/monografia/items/show/4749 image5.png image10.png image17.png image21.png image12.png image11.png image16.png image14.png image6.png image4.png image7.png image18.png image2.png image1.png image13.png image3.png image8.png image9.png image19.png image24.png image15.png image34.png image23.png image28.png image20.png image37.png image22.png image31.png image29.png image27.png image32.png image30.png image35.png image33.png image25.jpg image36.png image26.png