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RESUMO DO CAPITULO O SANTARRÃO, DO LIVRO MIMESIS: A REPRESENTAÇÃO DA REALIDADE, DE ERICH AUERBACH. DISCENTE: DAIANE SANTANA SANTOS No livro “De la mode”, de La Bruyère, contém várias alusões polemicas ao Tartufo de Molière. O Santarrão, aquele que simula pureza, é um hipócrita querendo ser um devoto. O Santarrão é que realiza tarefas sem fraqueza humana ou lacuna, guiado pela razão. Molière leva em cena um Santarrão diferente da proposta de La Bruyère: O Santarrão precisava de efeitos fortemente cômicos, já o Tartufo não engana o público. O que deixa o Santarrão com humor é o desejo de ser honesto. Já em Tartufo são dois personagens que têm como humor os seus costumes e instintos adulados. Em sua obra, Molière não cria o personagem avarento ou misantropo, ele se encaixa no século moralista típico, uma vez que procura individualmente o ridículo. Mesmo que a obra de Molière seja criticada por la Bruyère, para Auerbach, a atitude moralista é a mesma, mas cada uma com suas particularidades. Boileau também critica a obra de Molière, afirmando que o cômico não comporta trágicas dores e que, mesmo assim, seu objetivo não é encantar o populacho com palavras sujas e baixas (p. 324). Para Auerbach essa crítica é justificada porque Molière acrescenta em suas obras elementos da vida quotidiana a comicidade por meio da farsa. Nas comedias de Molière os efeitos farsescos não se limitam a personagens do povo, por exemplo, na École des femmes onde ele introduz a figura do marquês ridículo. Segundo Auerbach, o máximo de realismo que a literatura poderia oferecer era a arte de Molière, pois ele não estabelece uma tipificação psicológica e são raras as alusões políticas. Auerbach afirma quando se trata do estilo mais elevado, trágico, as críticas são mais severas. Os personagens de Racine não são realistas, por exemplo, o aspecto do estado do príncipe é muito mais uma atitude do que uma função prática. Os príncipes de Racine se entregam por inteiro às emoções mais importantes e fortes. Todas as considerações de ordem pratica surgem de personagem de classes mais baixas, por exemplo em Fedra, quem cria todas as calunias sobre Hipólito é a Enone. Nas obras antigas, o amor era tratado como tema principal somente no estilo médio. O amor é um motivo trágico e sublime, igual foi desenvolvida no início. O natural não era contratado como conceito de civilização, ‘natural era sinônimo de razoável e decente’ (p.348). O natural era psicológico. Auerbach diz que a separação de estilos do período clássico francês é mais do que mera imitação da Antiguidade RESUMO DO CAPITULO O SANTARRÃO, DO LIVRO MIMESIS: A REPRESENTAÇÃO DA REALIDADE, DE ERICH AUERBACH. DISCENTE : DAIANE SANTANA SANTOS No livro “De la mode ” , de La Bruyère, cont ém várias alusões polemicas ao Tartufo de Molière. O S antarrão, aquele que simula pureza, é um hipócr ita querendo ser um devoto. O Santarrão é que realiza tarefas sem fra q ueza humana ou l acuna, guiado pela razão. Molière leva em cena um Santarrão diferente da proposta de La Bruyère: O Santarrão precisava de efeitos fortemente cômicos, já o Tartufo não e n gana o público . O que deixa o Santarrão com humor é o desejo de ser honesto. Já em Tart ufo são dois personagens que têm como humor os seus costumes e instintos adulados. Em sua obra, Molière não cria o personagem avarento ou misant ropo, ele se encaixa no século moralista típico, uma vez que procura in dividualmente o ridículo . M esmo que a obra de Moli ère seja criticada por la Bruyère, para Auerbach, a atitude moralista é a mesma, mas cada uma com suas particularidades. Boileau também critica a obra de Molière , afirma n do que o cômico não comporta trágicas dores e que, mesmo assim, seu objetivo não é encantar o populacho com palavras sujas e baixas (p. 324). Para Auerbach essa crítica é justificada porque Molière acrescenta em suas obras elementos da vida quotidiana a comicidade por meio da farsa . Nas comedias de Moliè re os efeitos farsescos não se limitam a personagens do povo, por exemplo, na École des femmes onde ele introduz a figura do marquês ridícul o . S egundo Auerbach, o máximo de realismo que a literatura poderia oferecer era a arte de Molière, pois ele n ão estabelece uma tipificação psicológica e são raras as alusões políticas. Auerbach afirma quando se trata do estilo mais elevado , trágico , as críticas são mais severas. O s personagens de Racine não são realistas, por exemplo, o aspecto do estado do príncipe é m uito mais uma atitude do que uma função prática . RESUMO DO CAPITULO O SANTARRÃO, DO LIVRO MIMESIS: A REPRESENTAÇÃO DA REALIDADE, DE ERICH AUERBACH. DISCENTE: DAIANE SANTANA SANTOS No livro “De la mode”, de La Bruyère, contém várias alusões polemicas ao Tartufo de Molière. O Santarrão, aquele que simula pureza, é um hipócrita querendo ser um devoto. O Santarrão é que realiza tarefas sem fraqueza humana ou lacuna, guiado pela razão. Molière leva em cena um Santarrão diferente da proposta de La Bruyère: O Santarrão precisava de efeitos fortemente cômicos, já o Tartufo não engana o público. O que deixa o Santarrão com humor é o desejo de ser honesto. Já em Tartufo são dois personagens que têm como humor os seus costumes e instintos adulados. Em sua obra, Molière não cria o personagem avarento ou misantropo, ele se encaixa no século moralista típico, uma vez que procura individualmente o ridículo. Mesmo que a obra de Molière seja criticada por la Bruyère, para Auerbach, a atitude moralista é a mesma, mas cada uma com suas particularidades. Boileau também critica a obra de Molière, afirmando que o cômico não comporta trágicas dores e que, mesmo assim, seu objetivo não é encantar o populacho com palavras sujas e baixas (p. 324). Para Auerbach essa crítica é justificada porque Molière acrescenta em suas obras elementos da vida quotidiana a comicidade por meio da farsa. Nas comedias de Molière os efeitos farsescos não se limitam a personagens do povo, por exemplo, na École des femmes onde ele introduz a figura do marquês ridículo. Segundo Auerbach, o máximo de realismo que a literatura poderia oferecer era a arte de Molière, pois ele não estabelece uma tipificação psicológica e são raras as alusões políticas. Auerbach afirma quando se trata do estilo mais elevado, trágico, as críticas são mais severas. Os personagens de Racine não são realistas, por exemplo, o aspecto do estado do príncipe é muito mais uma atitude do que uma função prática.