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Sumário
Ficha	Técnica
Palavra	do	Editor
Introdução
Capítulo	1	-	A	Batalha	pela	Fé
Capítulo	2	-	Estabelecidos	em	Justiça
Capítulo	3	-	A	Encarnação
Capítulo	4	-	O	Que	Aconteceu	Durante	a	Caminhada	Terrena	de	Jesus?
Capítulo	5	-	O	Que	Aconteceu	no	Jardim?
Capítulo	6	-	O	Que	Aconteceu	no	Julgamento?
Capítulo	7	-	O	Que	Aconteceu	na	Cruz?
Capítulo	8	-	O	Que	Aconteceu	Quando	o	Véu	foi	Rasgado?
Capítulo	9	-	O	Que	Aconteceu	Durante	os	Três	Dias	e	as	Três	Noites?
Capítulo	10	-	O	Que	Aconteceu	na	Ressurreição?
Capítulo	11	-	O	Que	Aconteceu	Durante	os	Quarenta	Dias?
Capítulo	12	-	O	Que	Aconteceu	Quando	Ele	Entrou	Com	Seu	Sangue?
Capítulo	13	-	O	Que	Aconteceu	no	Cenáculo?
Capítulo	14	-	O	Que	Satanás	Viu	no	Dia	de	Pentecostes?
Capítulo	15	-	O	Que	a	Nova	Criação	Significou	no	Céu?
Capítulo	16	-	O	Que	Estava	Disponível	ao	Homem?
Capítulo	17	-	Por	que	os	Tempos	nos	Castigam?
Capítulo	18	-	O	Jesus	dos	Quatro	Evangelhos
Capítulo	19	-	Os	Três	Homens	de	Paulo
Capítulo	20	-	A	Igreja	Está	Debaixo	da	Lei	Mosaica?
Capítulo	21	-	Alguns	Fatos	Sobre	o	Livro	de	Atos
Capítulo	22	-	Nossa	Confissão
Capítulo	23	-	Resposta	à	Capacidade	de	Deus
Capítulo	24	-	Alguns	Fatos	Sobre	Estar	“em	Cristo”
Capítulo	25	-	O	Ministério	de	Jesus	nos	Nossos	Dias
Capítulo	26	-	O	Cuidado	do	Pai
E	Agora?
Rhema	Brasil	Publicações
Rua	Izabel	Silveira	Guimarães,	172
58.410-841	-	Campina	Grande	-	PB
Fone:	83.3065	4506
www.rhemabrasilpublicacoes.org.br
editora@rhemabrasilpublicacoes.org.br
Publicado	no	Brasil	por	Rhema	Brasil	Publicações	com	a	devida	autorização	de
Kenyon’s	Gospel	Publishing	Society.
Direção:	Samir	Ferreira	de	Souza
Supervisão:	Ministério	Verbo	da	Vida
Tradução:	Maria	Lucia	Godde	Cortez
Revisão	e	Copidesque:	Idiomas	&	Cia
Capa:	Bárbara	Giselle
Diagramação	versão	digital:	DIAG	Editorial
Copyright	©	2010	por	Kenyon’s	Gospel	Publishing	Society.
Todos	os	direitos	reservados.
Copyright	©	2020	Rhema	Brasil	Publicações.
Esta	é	uma	tradução	da	1a	edição	do	título	original	e	a	1a	edição	em	língua
portuguesa.
Título	original:	What	Happened	From	The	Cross	To	The	Throne
As	citações	bíblicas,	exceto	quando	indicado	em	contrário,	foram	extraídas	da
Bíblia	Sagrada,	Almeida	Edição	Revista	e	Atualizada,	©	1993,	Sociedade
Bíblica	do	Brasil.	Outras	versões	utilizadas:	Almeida	Corrigida	Fiel	(ACF),
Nova	Versão	Internacional	(NVI),	Nova	Tradução	na	Linguagem	de	Hoje
(NTLH)	e	King	James	Atualizada	(KJA).	As	versões	English	Revised	Version
(ERV)	e	Amplified	Version	(AMP)	foram	traduzidas	livremente	por	falta	de
correspondência	em	língua	portuguesa.
Proibida	a	reprodução,	de	quaisquer	formas	ou	meios,	eletrônicos	ou	mecânicos,
sem	a	permissão	da	editora,	salvo	em	breve	citações,	com	indicação	da	fonte.
1a	Edição
PALAVRA	DO	EDITOR
Essek	William	Kenyon	nasceu	em	24	de	abril	de	1867.	Foi	um	evangelista,
pastor,	autor,	compositor	e	poeta.	Embora	tenha	falecido	em	19	de	março	de
1948	e	seus	escritos	tenham	quase	um	século,	seus	ensinamentos	continuam	a
edificar,	estimular	e	iluminar	aqueles	que	os	leem,	desafiando-os	a	possuir	tudo	o
que	Cristo	conquistou	para	eles	na	cruz.
A	Rhema	Brasil	Publicações	tem	a	honra	de	compartilhar	com	seus	leitores	uma
das	obras	mais	reveladoras	e	profundas	de	Kenyon.	Publicada	originalmente	pela
primeira	vez	em	1946,	esta	obra	tem	sido	reeditada	ao	longo	de	décadas,	para	a
edificação	do	Corpo	de	Cristo.	Com	uma	mensagem	densa	e,	no	entanto,	muito
compreensível,	este	clássico	cristão	deveria	ser	lido	por	todo	aquele	que	deseja
viver	o	Evangelho	em	sua	plenitude.	Com	esse	objetivo,	buscamos	modernizar
sua	linguagem	e	estilo,	traduzindo	o	que	parece	ser	uma	transcrição	de	uma	de
suas	mensagens	para	um	estilo	literário	mais	claro,	porém	preservando	a
revelação	do	autor.
Kenyon	teve	um	relacionamento	com	Deus	que	transcende	o	tempo.	Ele	foi	um
autor	em	sintonia	com	o	Espírito	de	Deus	que	pouco	falava	de	si	mesmo,	pois
extraía	todas	as	suas	afirmações	da	Palavra	de	Deus.
Este	livro	lhe	revelará	a	cruz	em	toda	a	sua	glória	e	abrirá	o	véu	do	Santo	dos
Santos	para	você.	Recomendamos	que	você	o	leia	com	sua	Bíblia	ao	lado,
absorva	essa	revelação	que	tem	passado	no	teste	do	tempo	e	seja	edificado	em
seu	espírito.
Samir	Souza,
Editor	Rhema	Brasil	Publicações
INTRODUÇÃO
Este	livro	abrirá	um	novo	caminho	para	a	interpretação	construtiva	da	revelação
paulina,	desvendando	novos	ramos	de	verdades	primordiais	há	muito	encobertas
pela	interpretação	da	Palavra	através	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos.
Os	doze	primeiros	capítulos	falam	do	aspecto	legal	do	plano	da	redenção.	Isso
representa	o	que	Deus	fez	em	Cristo	desde	a	encarnação	até	sentar-se	à	destra	da
Majestade	nas	alturas.	Trata-se	de	um	resumo	do	que	a	encarnação	encerrava	em
si	mesma.
A	caminhada	terrena	do	homem	revela	o	fato	de	que	Israel	tinha	Jeová	em	suas
mãos.	O	Autor	da	Aliança,	da	Lei	e	dos	sacrifícios;	Aquele	que	havia
estabelecido	o	sacerdócio	e	o	grande	dia	da	expiação	estava	no	meio	deles	e	eles
não	o	reconheceram.	Vemos	a	tragédia	da	cena	do	jardim,	o	engano	e	a
desonestidade,	onde	o	Deus	da	Velha	Aliança	foi	cuspido,	insultado	e	banido
pelas	mesmas	pessoas	que	Ele	trouxera	à	existência.	A	cruz	com	suas	agonias,
onde	o	Homem	Deus	herói	se	tornou	pecado;	talvez	o	mais	estranho	de	tudo
tenha	sido	o	fato	de	que	ninguém	soubesse	que	Ele	estava	morrendo	pelos
pecados	humanos,	que	Ele	estava	levando	o	castigo	pelas	nossas	transgressões.
Três	dias	de	escuridão	e	tristeza	caíram	sobre	os	corações	dos	discípulos,	os
sonhos	com	o	Reino	haviam	terminado.	Eles	não	entenderam	para	onde	o	Mestre
havia	ido	ou	o	que	Ele	estava	sofrendo,	ficaram	perplexos	com	Sua	ressurreição
e	confusos	com	os	quarenta	dias	antes	da	Sua	ascensão.	Eles	não	sabiam	que
Jesus	havia	levado	Seu	sangue	até	o	Santo	dos	Santos	Celestial,	nem	que	Ele
havia	libertado	os	santos	do	Antigo	Testamento	do	Paraíso	quando	subiu	do
monte	das	Oliveiras.	Eles	mal	reconheceram	o	fato	de	que	a	nuvem	que	havia
recebido	Jesus,	fora	da	vista	deles,	era	na	verdade	os	santos	do	Antigo
Testamento	sendo	levados	à	casa	do	Pai.	Eles	não	sabiam	que	Jesus	deveria
sentar-se	à	destra	da	Majestade	nas	alturas.
A	parte	legal	da	obra	da	redenção	havia	sido	concluída	e	agora	a	parte	vital
poderia	ter	início	no	Cenáculo.	Grande	parte	dessa	história	será	nova	para	você,
mas	quero	que	a	leia	com	a	mente	aberta.	Há	um	poder	transformador	nesta
revelação.	Muitos	acreditam	que	esta	mensagem	irá	preceder	um	grande
derramamento	do	Espírito	Santo,	com	um	avivamento	como	jamais	se	conheceu.
Seria	maravilhoso	se	essa	fosse	a	introdução	dos	últimos	dias.
Se	você	não	leu	nenhum	dos	meus	livros	anteriores,	e	se	seu	coração	tem	fome
de	um	conhecimento	mais	claro	sobre	seus	direitos	e	privilégios	em	Cristo,	nós	o
incentivamos	a	tirar	o	máximo	proveito	deles.
Este	livro	pode	parecer	repetitivo,	no	entanto	fazer	isso	é	inevitável,	já	que	os
assuntos	ficariam	incompletos	sem	essa	repetição.
CAPÍTULO	1
A	BATALHA	PELA	FÉ
O	problema	da	fé	está	se	tornando	cada	vez	mais	grave.	Ondas	de	incredulidade
estão	varrendo	a	Igreja.	Muitos	dos	nossos	líderes	foram	levados	pelo
redemoinho	da	modernidade.	Pensadores	honestos	estão	em	busca	de	uma
solução.	Grande	parte	dos	escritos	devocionais	do	século	passado	vem	dos
místicos.
Hoje	há	uma	demanda	por	um	caminho	definitivo	e	bem	definido,	a	fim	de	que
as	mentes	confusas	desta	era	perturbada	possam	encontrar	seu	caminho	para	a
dimensão	da	fé.	Portanto,	faz-se	necessária	uma	nova	investigação	da	revelação
do	apóstolo	Paulo.	Há	uma	pergunta	que	paira	no	ar:	Será	que	já	temos	toda	a
verdade?	Nós	reverenciamos	esses	estudiosos	pelos	conhecimentos	que	eles	nos
deram,	mas	houve	muito	pouco	progresso	no	conhecimento	da	revelação	paulina
desde	aqueles	dias.
Eis	uma	nova	abordagem	para	o	coração	da	Redenção	e	uma	resposta	à	pergunta:
O	que	aconteceu	no	intervalo	entre	a	cruz	e	o	momento	em	que	o	Mestre	sentou-
se	à	destra	da	Majestade	nas	alturas?	Acreditamos	que	a	era	das	doutrinas
geradas	pelo	conhecimento	que	vemdos	sentidos	se	encerrou.
O	cristianismo	não	está	velho,	ele	está	mais	forte	do	que	qualquer	um	dos
pensadores	já	reconheceu.	Nele	encontramos	a	solução	para	o	problema	humano;
ele	tem	a	vitalidade	e	a	capacidade	de	Deus.	E	também	a	revelação	paulina,	que
tem	a	solução	para	o	problema	da	fé.
Quando	descobri	que	os	apóstolos	que	andavam	em	íntima	comunhão	com	o
Mestre	não	sabiam	nada	sobre	a	verdadeira	missão	do	homem,	fiquei	perplexo.
Eles	não	tinham	conhecimento	do	que	aconteceu	na	Encarnação;	de	fato,	nem
sequer	sabiam	que	aquilo	era	uma	Encarnação.	Se	Maria	realmente	contou	o	que
havia	acontecido,	eles	receberam	o	ocorrido	como	delírios	de	uma	mãe
orgulhosa.	Quando	ficaram	diante	da	cruz	e	viram	as	contrações	de	morte	do
Homem	que	estava	pendurado	ali,	eles	não	sabiam	que	se	tratava	de	Jeová,	o
Deus	de	Abraão,	Isaque	e	Jacó.	Israel	estava	crucificando	o	Parceiro	da	aliança
de	sangue	com	Abraão	e	eles	ignoravam	isso.
Quando	Jesus	ordenou	que	esperassem	até	o	Espírito	vir,	os	apóstolos	não
entenderam	o	que	iria	acontecer.	Eles	haviam	seguido	o	Homem	das	maravilhas,
mas	quem	Ele	era,	por	que	veio,	o	que	devia	sofrer	e	o	que	eles	iriam	ganhar
através	do	sofrimento	dele?	Tudo	isso	era	desconhecido.	Eles	não	sabiam	o	que
tinha	acontecido	na	cruz	ou	durante	os	três	dias	e	noites	antes	da	Sua
ressurreição,	mas	nós	precisamos	saber	sobre	isso	porque	é	o	que	vai	edificar	a
nossa	fé.	O	mistério	está	oculto	nesses	três	dias.
Eu	me	pergunto	se	nós	ousaríamos	encarar	os	fatos	como	eles	realmente	são.	Se
você	pudesse	apagar	tudo	o	que	sabe	sobre	Jesus	a	partir	das	epístolas	de	Paulo	e
voltar	comigo	agora,	ficando	de	pé	diante	da	cruz	como	os	apóstolos	estavam,
creio	que	daríamos	um	grande	valor	à	revelação	que	o	Pai	deu	a	Paulo.
Os	discípulos	não	conheceram	Jesus	como	um	Substituto.	Eles	não	conseguiam
compreender	o	que	ia	acontecer	no	Cenáculo.
CAPÍTULO	2
ESTABELECIDOS	EM	JUSTIÇA
J	ustiça	é	a	palavra-chave	nas	epístolas	de	Paulo.	Significa	a	capacidade	de
permanecer	na	presença	do	Pai	sem	sentimento	de	medo,	condenação	ou
inferioridade.	Eis	uma	promessa	disso:	“Todos	os	teus	filhos	serão	ensinados	do
Senhor;	e	será	grande	a	paz	de	teus	filhos.	Serás	estabelecida	em	justiça,	longe
da	opressão,	porque	já	não	temerás,	e	também	do	espanto,	porque	não	chegará	a
ti”	(Isaías	54:13-14).
A	maior	bênção	da	nova	criação	é	ser	estabelecida	em	justiça,	adquirir	uma
consciência	de	justiça.	Mas	nós	também	temos	uma	consciência	de	pecado	e
fraqueza	que	nos	tem	mantido	escravos	do	medo.	Como	adultos	responsáveis,
temos	consciência	das	nossas	obrigações,	mas	que	senso	de	vitória	e	de
liberdade	teríamos	se	soubéssemos	que	somos	a	justiça	de	Deus	e	que	estamos
firmados	nesse	fato!
A	consciência	do	pecado	nos	fez	escravos	da	raça	humana.	Ela	destrói	a
iniciativa	das	pessoas	e	é	a	mais	antiga	e	persistente	inimiga	da	fé.	Não	se	pode
ter	fé	na	Palavra	quando	se	está	debaixo	de	condenação.
Justiça	significa	a	capacidade	de	estar	na	presença	de	Deus.	De	que	valeria	a
filiação	se	não	tivéssemos	justificação?	O	Pai	não	teria	prazer	nos	Seus	filhos
porque	eles	seriam	medrosos	e	covardes,	se	encolhendo	de	medo.	Os	filhos
nunca	desfrutariam	a	presença	do	Pai.	Nenhuma	redenção	que	não	incluísse	a
justificação	mereceria	ter	esse	nome.	Nenhuma	nova	criação	e	filiação	seriam
dignas	desse	título	se	a	justiça	não	tivesse	se	tornado	parte	delas.
Então,	o	objetivo	da	redenção	que	Deus	forjou	em	Seu	Filho	foi	tornar	o	homem
justo.	Esse	foi	o	objetivo	supremo	do	Pai.	Ele	ousou	fazer	do	Seu	Filho	um
Substituto	para	a	raça	humana,	pois	nós	estávamos	falidos,	entregues	ao
adversário	e	impotentes.	Efésios	2:12	descreve:	“Naquele	tempo,	estáveis	sem
Cristo,	separados	da	comunidade	de	Israel	e	estranhos	às	alianças	da	promessa,
não	tendo	esperança	e	sem	Deus	no	mundo”.
Sem	esperança,	sem	Deus,	perdidos	aqui.
Então,	Deus	coloca	sobre	Seu	precioso	Filho	as	iniquidades	de	todos	nós.	Jesus
não	apenas	paga	o	castigo	pela	nossa	transgressão,	como	vence	nosso	inimigo	e
senhor	Satanás,	e	o	despoja	da	sua	autoridade.	Em	seguida,	Ele	torna	a	nova
criação	uma	possibilidade	em	termos	legais.
Agora	Deus	pode	dar	ao	homem	a	vida	eterna,	a	Sua	natureza.	Ele	retira	do
homem	a	velha	natureza,	o	velho	eu	e	lhe	dá	um	novo	ser,	uma	nova	natureza.	O
homem	se	torna	uma	nova	criatura	(ver	2	Coríntios	5:17).	O	velho	homem	que	é
recriado	é	o	espírito	humano.	Então,	Deus	renova	a	mente	dele,	trazendo-a	à
sujeição	ao	seu	espírito	recriado.	O	novo	homem	ganha	ascendência	sobre	os
sentidos,	ou	o	corpo	físico,	e	se	torna	senhor	de	si	mesmo	em	Cristo.	Esse	novo
homem	agora	é	a	justiça	de	Deus	em	Cristo:	“Aquele	que	não	conheceu	pecado,
ele	o	fez	pecado	por	nós;	para	que,	nele,	fôssemos	feitos	justiça	de	Deus”	(2
Coríntios	5:21).
Nós	nos	tornamos	justos	ao	recebermos	uma	nova	natureza.
Israel	tinha	a	justiça	contabilizada	a	seu	favor,	colocada	na	conta	deles,	mas	a
nova	criatura	tem	o	próprio	Deus	como	sua	justiça.	Romanos	3:26	diz:	“...para
ele	mesmo	ser	justo	e	o	justificador	daquele	que	tem	fé	em	Jesus”.
Não	apenas	o	próprio	Pai	se	tornou	nosso	defensor	e	nossa	justiça,	como	em	1
Coríntios	1:30,	“vós	sois	dele,	em	Cristo	Jesus,	o	qual	se	nos	tornou,	da	parte	de
Deus,	sabedoria,	e	justiça,	e	santificação,	e	redenção”.
Agora	temos	certeza	de	que	Ele	é	a	nossa	justiça,	porque	Deus	o	fez	ser.
Se	palavras	significam	alguma	coisa,	temos	o	direito	legal	agora	de	comparecer
na	presença	do	Pai	como	se	o	pecado	jamais	tivesse	existido.	Está	claro	em	2
Coríntios	9:10:	“Ora,	aquele	que	dá	semente	ao	que	semeia	e	pão	para	alimento
também	suprirá	e	aumentará	a	vossa	sementeira	e	multiplicará	os	frutos	da	vossa
justiça”.
Jesus	disse:	“Eu	sou	a	videira,	vós,	os	ramos”	(João	15:5).	A	videira	é	justa,	e	o
ramo	é	a	justiça	da	videira.	Assim,	os	frutos	que	a	videira	daria	naturalmente
através	dos	ramos	serão	chamados	frutos	de	justiça,	os	quais	serão	o	mesmo	tipo
de	fruto	que	Jesus	deu	na	Sua	caminhada	terrena.	Temos	a	alegria	de	dar	um	tipo
de	fruto	que	Jesus	não	podia	dar	na	Sua	caminhada	terrena.	Ele	podia	curar	os
enfermos,	alimentar	os	famintos	e	ressuscitar	os	mortos.	Mas	nós	damos	outro
tipo	de	fruto:	nós	levamos	homens	a	Cristo,	o	qual	lhes	dá	vida	eterna.
Podemos	levar	os	homens	às	profundezas	do	conhecimento	da	justiça	de	Deus
forjada	em	Cristo	para	nós.	Podemos	fazer	coisas	pelos	espíritos	dos	homens	que
Cristo	não	podia	fazer.	Ele	ainda	não	havia	morrido	e	cumprido	o	castigo	pelos
nossos	pecados,	tornando	possível	a	nova	criação.	Nós	podemos	ter	essa
frutificação	espiritual	em	Cristo;	estando	firmados	em	justiça,	temos	uma	base
sobre	a	qual	podemos	estar	firmes	e	uma	confiança	em	nossa	perspectiva	para	a
vida.
O	homem	sempre	foi	servo	do	diabo,	um	escravo	bajulador.	Mas	a	nova	criação,
com	essa	justiça,	faz	do	homem	um	senhor.	Ele	não	é	mais	um	súdito	do
adversário.	Ele	agora	reina	sobre	o	inimigo.	O	homem	não	fala	das	suas
fraquezas	e	falhas,	mas	da	alegria	na	habilidade	recém-descoberta	de	agradar	ao
coração	do	Pai.	Agora	ele	deve	agir	como	se	soubesse	que	é	justo.	Deve	se
beneficiar	do	fato	de	que	é	a	justiça	de	Deus.	Seu	convite	está	de	pé	para	entrar
na	Sala	do	Trono	e	visitar	o	Pai	a	qualquer	momento.	Hebreus	4:16	diz:
“Acheguemo-nos,	portanto,	confiadamente,	junto	ao	trono	da	graça...”.
A	nova	criação	sabe	que	é	a	justiça	de	Deus	tão	claramente	quanto	uma	mulher
sabe	que	está	casada	com	seu	marido	quando	a	cerimônia	de	casamento	termina.
Ela	agora	ocupa	o	lugar	de	esposa	no	lar	do	casal.	Os	dois	se	tornaram	um.	A
nova	criação	sabe	que	é	a	justiça	de	Deus,	e	que	tem	o	direito	legal	de	usar	o
Nome	de	Jesus.	Sabe	que	o	Nome	tem	toda	autoridade	nos	três	mundos.	Pela	sua
união	com	Cristo,	a	nova	criação	se	tornou	não	apenas	herdeira	da	autoridade
contida	nesse	Nome,	como	portadora	dessa	autoridade.	Ela	agora	pode	usá-la.
Quando	Jesus	disse:	“Toda	autoridade	me	foi	dada	no	céu	e	na	terra”	(Mateus
28:18),	essa	autoridade	era	para	a	nova	criação,	e	não	para	Ele	próprio.
A	justiça	de	Deus	torna	o	homem	realmente	um	com	Cristo.	Ela	deu	ao	homemuma	capacidade	criativa,	um	espírito	dominante.	Agora	ele	é	vencedor,	ele	é
senhor,	e	a	nova	vida	de	amor	do	Mestre	tomou	posse	dele.	Ele	se	tornou	um
verdadeiro	Jesus-homem.
O	homem	da	nova	criação	toma	o	lugar	de	Jesus	na	terra.	Ele	não	é	como
aqueles	que	estavam	debaixo	da	Velha	Aliança,	os	quais	tinham	uma	justiça
limitada,	ao	contrário,	a	nova	criação	tem	justiça	ilimitada.	Essa	justiça	é
transferida	a	ela	e	é	a	própria	natureza	do	Pai.
Israel	tornou-se	justa	por	decreto.	Nós	nos	tornamos	justos	pela	nova	criação.
Essa	nova	e	maravilhosa	justiça	nos	habilita	como	companheiros	de	Jesus,	e	nos
capacitará	para	a	eterna	comunhão	com	o	Pai	ao	longo	das	eras.	Portanto,	esta	é
realmente	a	genialidade	da	Redenção:	o	milagre	da	nova	criação.
Agora	ouse	pensar	em	si	mesmo	como	sendo	exatamente	o	que	o	Pai	diz	que
você	é.	Ouse	entrar	na	presença	do	Pai	com	uma	alegria	destemida,	dando	a
conhecer	a	Ele	o	seu	pedido.	Ele	é	seu	Pai,	você	é	Seu	filho.	Em	nome	do
Redentor,	você	tem	acesso	à	presença	do	Pai	a	qualquer	momento,	pois
“tudo	quanto	pedirdes	ao	Pai	em	meu	nome,	ele	vo-lo	conceda”	(João	15:16).
Não	estamos	honrando	nosso	lugar	como	filhos	ou	nossa	posição	em	justiça	se
não	tomarmos	nosso	lugar.
Façamos	o	Pai,	o	Senhor	Jesus	e	o	Espírito	Santo	serem	orgulhosos	de	nós.
Uma	Mensagem	Sincera
Quando	Jesus	se	aproximou	do	túmulo	de	Lázaro	e	disse	“Tirai	a	pedra”	(João
11:39),	Marta	deve	ter	agarrado	o	braço	dele	e	sussurrado:	“É	tarde	demais,
Mestre,	o	corpo	dele	já	se	decompôs”.
Jesus	a	olhou	nos	olhos,	dizendo:	“Não	te	disse	eu	que,	se	creres,	verás	a	glória
de	Deus?”	(v.	40).
Então,	a	pedra	foi	retirada.	Jesus	andou	até	a	entrada	do	túmulo	com	convicção
divina.	Jesus	não	tinha	uma	“sensação	de	fé”	nem	falta	de	fé	—	Ele
simplesmente	era	a	ilustração	de	uma	justiça	inconsciente.	Ele	revelou	o	que	a
justiça	realmente	é.
Em	minha	imaginação	me	coloquei	ao	lado	do	Mestre	quando	Ele	gritou:
“Lázaro,	vem	para	fora!”	(v.	43).	Eu	temi	pela	reputação	do	Mestre.	O	que	as
pessoas	iriam	pensar	se	Lázaro	não	saísse?	Aqueles	pensamentos	de	medo,
nascidos	do	conhecimento	gerado	pelos	sentidos,	foram	interrompidos	porque	a
justiça	havia	falado	e	Lázaro	saiu.
RESUMO
A	Encarnação	foi	a	união	da	Divindade	com	a	humanidade	por	intermédio	do
Bebê	de	Belém	—	foi	a	invasão	do	amor	na	dimensão	do	individualismo.
O	que	há	muito	era	esperado	finalmente	havia	chegado.	Deus	havia	se	unido	à
humanidade.	E	a	invasão	não	foi	com	um	exército,	mas	na	forma	de	um	delicado
bebê.	Era	como	o	amor,	algo	inevitável.
E	lhe	deram	o	nome	de	Jesus,	um	Nome	que	encheu	as	eras	de	canções	e
melodias.	Jesus	trouxe	coragem	aos	derrotados,	liberdade	aos	cativos,	força	aos
fracos,	cura	aos	enfermos	e	vida	eterna	ao	mundo.
Aquele	Bebê	deu	a	Maria	sua	primeira	grande	alegria	em	uma	pequena	aldeia	de
Belém	e	devolveu	à	mulher	a	coroa	que	ela	havia	perdido	no	jardim	do	Éden.
A	mulher	era	a	auxiliadora	do	homem	e	tornou-se	sua	escrava	após	a	queda.
Jesus	lhe	deu	esperança,	igualdade	e	fez	dela	a	rainha	do	coração	da	nova
criação.
CAPÍTULO	3
A	ENCARNAÇÃO
O	nascimento	sobrenatural	de	Jesus	foi	parte	da	promessa	da	Aliança	de	Deus
com	Abraão.	Como	uma	criança	poderia	nascer	sem	pecado,	de	modo	que
pudesse	estar	na	presença	de	Deus	sem	culpa	ou	sentimento	de	inferioridade?
Este	é	o	milagre	da	encarnação.
Fisiologistas	provaram	que	a	mãe	não	transfere	seu	sangue	para	o	bebê	em
formação:
Agora	se	sabe	definitivamente	que	o	sangue	que	flui	nas	artérias	e	nas	veias	de
um	bebê	não	nascido	não	deriva	da	mãe,	mas	é	produzido	dentro	do	corpo	do
feto	somente	após	a	introdução	do	esperma	do	homem.	Um	óvulo	não	fertilizado
nunca	desenvolverá	sangue,	uma	vez	que	o	óvulo	da	mulher	não	contém	os
elementos	essenciais	para	a	produção	do	sangue.	Somente	depois	que	o
elemento	masculino	entra	no	óvulo	é	que	isso	acontece...	O	elemento	masculino
acrescentou	vida	ao	óvulo...	Como	não	há	vida	no	óvulo	até	que	o	esperma
masculino	se	una	a	ele,	e	a	vida	está	no	sangue,	depreende-se	que	o	esperma
masculino	é	a	fonte	do	sangue.¹
Se	o	ovo	fertilizado	de	uma	galinha	for	colocado	em	uma	incubadora	por	vários
dias,	pequenas	veias	de	sangue	se	formarão	no	interior;	isso	não	acontece	com
um	ovo	que	não	é	fertilizado.	Isso	prova	que	o	sangue	vem	do	esperma	do
macho.
Sabemos	que	se	Jesus	tivesse	nascido	naturalmente,	tendo	por	pai	José,	Ele	teria
tido	o	sangue	do	homem	caído.	Mas	Ele	foi	concebido	do	Espírito	Santo,	a	vida
que	foi	transferida	para	Ele	vinha	de	Deus.	O	sangue	daquele	Bebê	não	era	o
sangue	de	um	homem	comum.	Ele	não	tinha	a	mancha	do	pecado.
Sabemos	que	o	pecado	está	no	sangue,	e	que	o	sangue	humano	e	o	espírito
humano	estão	unidos	de	alguma	maneira.	Jesus	tinha	nele	o	sangue	de	Deus,	Seu
Pai,	assim	como	toda	criança	tem	o	sangue	do	pai.
A	vida	está	no	sangue:	“Porque	a	vida	da	carne	está	no	sangue.	Eu	vo-lo	tenho
dado	sobre	o	altar,	para	fazer	expiação	pela	vossa	alma,	porquanto	é	o	sangue
que	fará	expiação	em	virtude	da	vida”	(Levítico	17:11).	Observe:	“Porque	a	vida
da	carne	está	no	sangue”	e	“em	virtude	da	vida”,	o	que	significa	“em	virtude	da
vida	no	sangue”.	Trata-se	de	uma	afirmação	clara:	a	vida	da	carne	está	no
sangue.	Quando	o	sangue	é	retirado	do	corpo	acontece	a	morte.	A	vida	de	Deus
foi	transmitida	no	sangue	de	Jesus;	assim	Jesus	nasceu	sem	a	natureza	adâmica,
ou	sem	o	pecado	que	veio	através	do	sangue	de	Adão	na	Sua	concepção.
Jesus	era	sem	pecado.
É	evidente	que	a	vida	que	é	transmitida	a	um	homem	no	novo	nascimento	entra
na	sua	corrente	sanguínea.	Quando	nos	tornamos	participantes	da	natureza
divina,	nosso	espírito	é	recriado.	Há	um	tipo	de	união	entre	o	espírito	e	o	sangue
—	como	isso	acontece,	nós	não	sabemos.	Assim,	nossa	corrente	sanguínea	é
purificada	do	pecado	que	foi	transmitido	através	do	sangue	da	raça	humana.
Jesus	foi	concebido	sem	pecado.	Seu	corpo	não	era	mortal	e	não	se	tornou
mortal	até	o	Pai	colocar	nossa	natureza	de	pecado	sobre	Ele	quando	Ele	foi
pendurado	na	cruz.	No	instante	em	que	se	tornou	pecado,	Seu	corpo	tornou-se
mortal,	só	então	Ele	pôde	morrer.	Quando	isso	aconteceu,	a	morte	espiritual,	a
natureza	de	Satanás,	tomou	posse	do	Seu	Espírito.	“Aquele	que	não	conheceu
pecado,	ele	o	fez	pecado	por	nós;	para	que,	nele,	fôssemos	feitos	justiça	de
Deus”	(2	Coríntios	5:21).	Essa	fase	da	encarnação	é	vital	para	nós.
Podemos	entender	agora	por	que	Jesus	tinha	domínio	sobre	as	leis	da	natureza,
sobre	os	peixes	do	mar,	sobre	a	vida	e	a	morte.	Ele	curava	os	enfermos,
ressuscitava	os	mortos	e	dominava	as	forças	das	trevas.	Era	o	Deus	da	Aliança
manifesto	em	carne,	de	modo	que	era	necessário	que	Ele	fosse	circuncidado
nessa	Aliança.	Um	dia	Ele	dera	essa	Lei	da	Aliança,	e	tudo	que	dizia	respeito	a
ela,	a	Moisés	por	meio	de	um	anjo.	Então,	Ele	veio	para	cumprir	Sua	Aliança
com	Abraão.	O	sumo	sacerdócio	e	o	Senado	tinham	Jeová	em	suas	mãos,	mas
não	sabiam	disso.	Sempre	me	perguntei	por	que	eles	o	odiavam	tanto.	Dá	para
entender	a	amargura	deles:	eles	tinham	a	natureza	de	Satanás,	que	odiava	Jesus
porque	Ele	era	Deus.	Por	isso,	ele	tentou	destruí-lo	desde	o	momento	do	Seu
nascimento.	Satanás	fez	muitas	tentativas	contra	a	vida	de	Jesus.
Isso	nos	diz	algo	sobre	o	ódio	que	os	judeus	têm	por	Jesus	hoje.	Ele	era	o	Deus
da	Aliança	de	Sangue	deles.	Com	a	fúria	nascida	do	poder	satânico	que	estava
sobre	eles,	eles	tramaram	a	Sua	morte.	Havia	sido	gerado	neles	um	ódio	que
percorreu	eras.	Eles	desprezam	o	próprio	Nome	de	Jesus,	mesmo	sendo	Ele	o
Deus	da	Aliança	de	Sangue	deles,	manifesto	em	carne.
O	Aspecto	Legal
Uma	substituição	legal	e	legítima	seria	impossível	sem	encarnação.	A	Divindade
precisava	assumir	a	responsabilidade	pela	queda	da	humanidade.	Deus
provavelmente	sabia	que	o	homem	cairia	quando	o	criou,	e	o	homem	foi	criado
mesmo	assim.	A	humanidade	exigia	que	a	Divindade	assumisse	a
responsabilidade	por	essa	queda.
Mas	era	preciso	um	substituto	que	realmente	tomasse	o	lugar	do	homem,
sofrendo	o	que	a	humanidade	deveria	sofrer,	atendendo	a	cada	exigência	da
Justiça	em	favor	do	homem	caído;	só	então	Deuspoderia	ser	vingado.
Um	anjo	não	poderia	cumprir	essas	exigências.	Nenhum	homem	poderia	ser	o
substituto,	somente	o	próprio	Deus	poderia	atender	a	esses	requisitos.	Então,	era
necessária	uma	encarnação	da	Divindade	e	da	humanidade.
O	relato	da	encarnação	está	no	evangelho	de	Lucas.	Ele	conta	sobre	o	Altíssimo
cobrindo	Maria	com	Sua	sombra,	e	ela	concebendo	no	seu	ventre	aquele	Ser
Santo.	Jesus	não	participou	da	natureza	de	Sua	mãe,	ela	simplesmente	o	revestiu
de	carne	sem	pecado.	Se	Ele	tivesse	sido	concebido	da	semente	de	José,	Seu
corpo	teria	sido	mortal.	Por	ter	sido	concebido	do	Espírito	Santo,	Jesus	tinha	um
corpo	como	o	de	Adão	no	jardim	antes	da	queda.
A	encarnação	de	Jesus	prova	a	preexistência	do	Homem-Jesus.	Não	poderia
haver	uma	encarnação	se	Jesus	não	tivesse	tido	uma	preexistência	como
Divindade.
Pois	ele,	subsistindo	em	forma	de	Deus,	não	julgou	como	usurpação	o	ser	igual
a	Deus,	antes,	a	si	mesmo	se	esvaziou,	assumindo	a	forma	de	servo,	tornando-se
em	semelhança	de	homens;	e,	reconhecido	em	figura	humana,	a	si	mesmo	se
humilhou,	tornando-se	obediente	até	a	morte	e	morte	de	cruz.
—	Filipenses	2:6-8
No	princípio	era	o	Verbo,	e	o	Verbo	estava	com	Deus,	e	o	Verbo	era	Deus.	Ele
estava	no	princípio	com	Deus.	Todas	as	coisas	foram	feitas	por	intermédio	dele,
e,	sem	ele,	nada	do	que	foi	feito	se	fez.
—	João	1:1-3
A	palavra	“Verbo”	vem	do	original	grego	logos;	então	podemos	dizer,	em	outras
palavras:	“No	princípio	era	o	Logos,	e	o	Logos	estava	com	Deus,	e	o	Logos	era
Deus”.	Assim,	vemos	que	não	poderia	haver	encarnação	a	não	ser	que	houvesse
uma	unidade	perfeita	entre	a	Divindade	e	a	humanidade.	Isso	ocorreu	com	o
Homem-Jesus.	Aos	olhos	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos,	isso	é	um
milagre;	mas	aos	olhos	do	conhecimento	de	Deus,	isso	é	normal	porque
conhecimento	de	Deus	é	espiritual	e	o	conhecimento	do	homem	vem	dos
sentidos.	“Ora,	o	homem	natural	não	aceita	as	coisas	do	Espírito	de	Deus,	porque
lhe	são	loucura;	e	não	pode	entendê-las,	porque	elas	se	discernem
espiritualmente”	(1	Coríntios	2:14).
Já	mencionei	que	a	encarnação	era	o	desejo	do	homem	natural.	Os	povos
primitivos	acreditavam	em	encarnação.	Mas	para	mim,	a	encarnação	foi	Deus
irrompendo	na	dimensão	dos	sentidos,	manifestando-se	em	carne.	Ele	fez	uma
aliança	com	Abraão,	agora	Ele	está	cumprindo	essa	aliança.
De	fato,	Deus	lançou-se	sobre	a	nação	judaica,	especialmente	sobre	o	Sumo
Sacerdócio.	Eles	não	entenderam	que	o	Deus	a	quem	vinham	oferecendo
sacrifícios	finalmente	estava	entre	eles	e	havia	entrado	no	meio	deles	incógnito.
Jesus	só	se	revelou	a	eles	através	dos	Seus	milagres	e	do	Seu	intenso	amor	pela
humanidade.	E	mesmo	assim	não	conseguiram	reconhecê-lo.	Satanás	havia
cegado	os	olhos	de	Israel,	o	Jeová	deles	estava	ali,	mas	eles	não	o	conheceram.
No	meu	livro	The	Father	and	His	Family	(O	Pai	e	Sua	Família)	detalhei	mais
este	assunto.
RESUMO
Somente	um	ser	celestial	poderia	lhe	dizer	o	que	a	caminhada	terrena	do	Homem
da	Galileia	significava	para	a	humanidade.
Jeová,	da	Velha	Aliança	feita	com	Abraão,	de	repente	havia	aparecido	na	forma
de	um	Homem.
Todos	pensavam	que	Ele	era	apenas	o	filho	de	José	e	Maria.
Jesus	era	um	completo	desconhecido.	Ele	veio	para	aqueles	que	eram	Seus,	mas
eles	não	foram	capazes	de	ver	além	do	disfarce	do	Amor.	Ele	andou	por	toda
parte	fazendo	atos	de	amor.
Seu	arauto,	João	Batista,	apontava	para	Ele	e	dizia:	“Eis	o	Cordeiro	de	Deus,	que
tira	os	pecados	do	mundo!”	(João	1:29).	Ninguém	sabia	que	João	estava	falando
do	Rei	dos	judeus,	o	Jeová	deles	que	havia	vindo	para	o	Seu	povo	de	Israel.
Quando	uma	pessoa	lê	os	quatro	evangelhos,	ela	é	convencida	de	uma	restrição
sobre	cada	escritor.
Todos	eles	sabiam	quem	Jesus	era.
Lucas	havia	encontrado	Cristo	através	do	ministério	de	Paulo.	Ele	conhecia	a
revelação	paulina,	mas	não	existe	uma	frase	nos	escritos	de	Lucas	que	dê	a
entender	esse	fato.
Marcos	havia	sido	companheiro	de	Paulo	e	a	mesma	coisa	acontece	nos	seus
escritos,	pois	eles	só	escreviam	o	que	o	Espírito	lhes	mostrava.
No	evangelho	de	João	há	apenas	duas	sugestões	sobre	a	revelação	paulina,	no
entanto,	João	deve	ter	conhecido	essa	revelação.
É	emocionante	pensar	na	restrição	Divina	que	era	colocada	sobre	cada	um	dos
homens	que	deviam	contar	a	história	de	Jesus.
¹	M.R.	De	Haan,	M.D.,	The	Chemistry	of	the	Blood,	pp.	31-32.
CAPÍTULO	4
O	QUE	ACONTECEU	DURANTE	A	CAMINHADA	TERRENA
DE	JESUS?
A	visitação	de	Jeová	ao	Seu	povo	da	Aliança	não	pode	ser	comparada	a	qualquer
acontecimento	anterior	na	história	de	Israel	como	nação,	pois	foi	diferente	de
tudo	que	eles	haviam	conhecido	antes.	Ele	era	o	Deus	da	Aliança	deles,	uma
Aliança	solene	feita	com	Abraão.	No	meu	entendimento,	não	há	dúvida	que	o
Mestre	sempre	esteve	consciente	desta	Aliança.	Jeová	havia	assumido	a	forma
humana,	mas	nem	por	uma	vez	revelou	que	foi	Ele	quem	havia	libertado	seus
antecessores	do	Egito.	Eles	honravam	mais	a	Moisés	do	que	a	Jeová	e	adoravam
mais	a	Lei	do	que	ao	Senhor.
Quando	Jesus	disse:	“...antes	que	Abraão	existisse,	Eu	Sou”	(João	8:58),	o	povo
pegou	em	pedras	para	atirar	nele.	Jesus	os	deixou	perplexos,	pois	havia	chegado
perto	de	declarar	quem	realmente	era,	mas	os	homens	cheios	do	conhecimento
que	vem	dos	sentidos	não	conseguiram	captar	isso.
E,	quanto	à	ressurreição	dos	mortos,	não	tendes	lido	o	que	Deus	vos	declarou:
‘Eu	sou	o	Deus	de	Abraão,	o	Deus	de	Isaque	e	o	Deus	de	Jacó’?	Ele	não	é	Deus
de	mortos,	e	sim	de	vivos.
—	Mateus	22:31-32
Esse	foi	o	limite	até	onde	o	Mestre	podia	se	revelar.	Nós,	como	cristãos,
podemos	voltar	àquela	cena	e	reconhecê-lo	como	o	Deus	da	Velha	Aliança,	mas
temos	o	conhecimento	que	nos	foi	dado	através	da	revelação	paulina.	Filipenses
2:5-9	nos	dá	uma	ilustração	de	Jesus	na	Sua	caminhada	terrena:
Tende	em	vós	o	mesmo	sentimento	que	houve	também	em	Cristo	Jesus,	pois	ele,
subsistindo	em	forma	de	Deus,	não	julgou	como	usurpação	o	ser	igual	a	Deus;
antes,	a	si	mesmo	se	esvaziou,	assumindo	a	forma	de	servo,	tornando-se	em
semelhança	de	homens;	e,	reconhecido	em	figura	humana,	a	si	mesmo	se
humilhou,	tornando-se	obediente	até	a	morte	e	morte	de	cruz.
Esta	é	a	caminhada	terrena	de	Jeová,	“Aquele	que	foi	manifestado	na	carne”	(1
Timóteo	3:16).	2	Coríntios	4:4	mostra	o	estado	de	Israel:	“nos	quais	o	deus	deste
século	cegou	o	entendimento	dos	incrédulos,	para	que	lhes	não	resplandeça	a	luz
do	evangelho	da	glória	de	Cristo,	o	qual	é	a	imagem	de	Deus”.	Eles	estavam	em
trevas	espirituais,	o	que	significa:	cativeiro	satânico	na	mente	e	no	espírito.
Gálatas	4:4-5	acrescenta	ainda	mais	a	essa	imagem:	“vindo,	porém,	a	plenitude
do	tempo,	Deus	enviou	seu	Filho,	nascido	de	mulher,	nascido	sob	a	lei,	para
resgatar	os	que	estavam	sob	a	lei,	a	fim	de	que	recebêssemos	a	adoção	de
filhos”.	Muitas	vezes	me	perguntei	o	que	teria	acontecido	se	os	olhos	de	Israel	de
repente	tivessem	sido	abertos.
Rejeitado
Era	desprezado	e	o	mais	rejeitado	entre	os	homens;	homem	de	dores	e	que	sabe
o	que	é	padecer;	e,	como	um	de	quem	os	homens	escondem	o	rosto,	era
desprezado,	e	dele	não	fizemos	caso.
—	Isaías	53:3
Jeová	havia	vindo	para	os	Seus,	mas	eles	o	desprezaram.	Ele	veio	a	um	lugar	de
sofrimento	e	rejeição.
Tomando	consigo	os	doze,	disse-lhes	Jesus:	“Eis	que	subimos	para	Jerusalém,	e
vai	cumprir-se	ali	tudo	quanto	está	escrito	por	intermédio	dos	profetas,	no
tocante	ao	Filho	do	Homem;	pois	será	ele	entregue	aos	gentios,	escarnecido,
ultrajado	e	cuspido;	e,	depois	de	o	açoitarem,	tirar-lhe-ão	a	vida;	mas,	ao
terceiro	dia,	ressuscitará”.	Eles,	porém,	nada	compreenderam	acerca	destas
coisas;	e	o	sentido	destas	palavras	era-lhes	encoberto,	de	sorte	que	não
percebiam	o	que	ele	dizia.
—	Lucas	18:31-34
A	caminhada	terrena	de	Jeová	foi	a	caminhada	mais	triste	que	já	foi
empreendida.	Podemos	lembrar,	em	Mateus	27:22-26,	quando	os	sacerdotes
estavam	forçando	Pilatos	a	crucificar	Jesus,	Pilatos	se	recusou	a	se
responsabilizar	pelo	sangue	derramado	e	lavou	as	mãos	de	tudo	aquilo.	A
multidão	gritava:	“Caia	sobre	nós	o	seu	sangue	e	sobre	nossos	filhos!”	(v.	25).
“Crucifica-o!Crucifica-o!”	(Lucas	23:21),	era	a	exigência	louca	deles.	Eles
estavam	clamando	pelo	sangue	do	Deus	de	Abraão	e	não	sabiam	disso.
Este	era	o	Deus	Eterno	dos	três	tempos	sendo	julgado	pelo	povo	da	Sua	Aliança
de	sangue	porque	“Jesus	Cristo,	ontem	e	hoje,	é	o	mesmo	e	o	será	para	sempre”
(Hebreus	13:8).
1	Coríntios	2:8	traz	lágrimas	aos	olhos:	“sabedoria	essa	que	nenhum	dos
poderosos	deste	século	conheceu;	porque,	se	a	tivessem	conhecido,	jamais
teriam	crucificado	o	Senhor	da	glória”.	Eles	crucificaram	o	Senhor	da	glória	e
não	tiveram	consciência	da	monstruosidade	do	que	haviam	feito.	Paulo	foi	o
primeiro	a	receber	uma	revelação	disso.	Ele	reconheceu	Jesus	como	o	Messias,	o
Deus	da	Velha	Aliança.	O	Deus	da	Velha	Aliança	era	esse	Deus	de	Amor.
Quando	Ele	foi	manifestado	na	carne	como	Jesus,	era	realmente	o	Amor	em
forma	humana.
Jesus	tinha	a	habilidade	do	amor	para	abençoar	e	ajudar	os	homens.	Ele	sabia
quem	era,	porque	veio	e	o	que	isso	lhe	custaria.	Jesus	era	o	amor	encarnado:
“veio	buscar	e	salvar	o	perdido”	(Lucas	19:10).	Ele	era	o	Filho	que	Deus	deu
porque	tanto	amou	aqueles	homens	iludidos	e	amaldiçoados	pelo	pecado	(ver
João	3:16).
Em	Lucas	20:9-19	Jesus	conta	a	história	do	homem	que	plantou	uma	vinha,
deixou-a	com	lavradores	e	foi	para	outro	país	por	muito	tempo.	Então,	ele
enviou	um	servo	para	visitar	a	vinha	e	receber	os	frutos	dela.	Mas	ele	foi
espancado	e	mandado	embora	de	mãos	vazias.	Isso	ocorreu	por	três	vezes	e
então	o	homem	decidiu	enviar	o	próprio	filho	na	esperança	de	que	eles	o
reverenciassem.	Mas	os	lavradores	armaram	uma	trama	para	matá-lo,	para	que	a
herança	pudesse	ser	deles.
Deus	enviou	Seu	Filho	à	vinha	e	Ele	foi	maltratado	e	crucificado.	Ele	foi	pouco
apreciado	pelos	Seus,	a	quem	Deus	tanto	amava.	Por	isso	entendemos	que	foi	o
amor	que	levou	Jesus	a	encarnar.	O	amor	o	moveu	durante	Seus	três	anos	e	meio
de	ministério	público.	Não	foram	os	pregos	cruéis	que	traspassaram	Suas	mãos	e
Seus	pés	pelas	mãos	dos	soldados	romanos	que	o	mantiveram	preso	à	maldita
cruz;	foi	o	amor.
João	6:37-38	poderia	nos	ajudar	a	entender	isso	mais	claramente:	“Todo	aquele
que	o	Pai	me	dá,	esse	virá	a	mim;	e	o	que	vem	a	mim,	de	modo	nenhum	o
lançarei	fora.	Porque	eu	desci	do	céu,	não	para	fazer	a	minha	própria	vontade,	e
sim	a	vontade	daquele	que	me	enviou”.
A	vida	estava	nele	a	vida	era	a	luz	dos	homens.	(João	1:4)
...Eu	vim	para	que	tenham	vida	e	a	tenham	em	abundância.	(João	10:10)
O	amor	o	enviou.	O	amor	o	sustentou.	O	amor	era	Sua	habilidade.
Ele	veio	com	um	único	propósito	de	redimir	o	homem	da	dimensão	do	egoísmo,
onde	Satanás	governava	como	rei.	Jesus	viveu	nesta	dimensão	por	trinta	e	três
anos	e	meio.	Ele	andou	na	dimensão	do	egoísmo	e	do	pecado,	no	entanto	andou
em	amor.	O	pecado	não	o	maculou.
Ele	era	um	estranho	entre	Seu	povo.	Não	foi	compreendido	pela	mãe,	pelos
meios-irmãos	ou	pelos	amigos.
O	amor	havia	entrado	na	dimensão	de	Satanás.	Ele	era	amor;	Ele	revelou	o
amor;	Ele	agiu	em	amor.	Ele	é	o	maravilhoso	e	amado	Jesus,	o	primeiro	Senhor
de	Satanás.	Como	isso	nos	maravilha,	que	o	amor	possa	dominar	o	egoísmo!
Jesus	foi	o	primeiro	homem	livre	do	mundo.	Nenhum	homem	havia	sido	livre
antes	dele.	“Se,	pois,	o	Filho	vos	libertar,	verdadeiramente	sereis	livres”	(João
8:36).	Somente	um	homem	livre	pode	libertar	outros.	Somente	alguém	que	ama
pode	inspirar	outros	a	amar.	Jesus	foi	o	primeiro	homem	livre	do	egoísmo	que	o
mundo	conheceu.	Não	é	de	admirar	que	eles	quisessem	se	livrar	dele.
Ele	não	buscou	o	que	era	Seu.
Ele	não	reivindicou	nada.
Ele	deu	tudo.
Ele	revelou	um	novo	tipo	de	amor.
Ele	foi	a	primeira	experiência	do	amor	em	forma	humana.
Ele	foi	a	Palavra	de	Deus	que	se	fez	carne.
Depois	disso,	podemos	entender	os	versículos:	“No	princípio	era	o	Verbo,	e	o
Verbo	estava	com	Deus,	e	o	Verbo	era	Deus.	Tudo	foi	feito	por	meio	dele,	e	sem
Ele	nada	do	que	foi	feito	se	fez”	(João	1:1-3).	Ele	era	o	verdadeiro
conhecimento,	o	Verbo	Vivo.
A	razão	não	pode	entender	isso,	mas	o	Espírito	se	alimenta	disso	com	alegria:	“E
o	Verbo	se	fez	carne	e	habitou	entre	nós,	cheio	de	graça	e	de	verdade,	e	vimos	a
sua	glória,	glória	como	do	unigênito	do	Pai”	(João	1:14).
Na	Bíblia	na	versão	de	Moffat,	Hebreus	4:12	fica	assim:	“O	Logos	de	Deus	é
algo	vivo,	ativo	e	mais	cortante	do	que	qualquer	espada	de	dois	gumes,
penetrando	até	a	divisão	entre	alma,	espírito,	juntas	e	medulas.	Examinando	os
próprios	pensamentos	e	conceitos	do	coração.	E	nenhuma	coisa	criada	está
oculta	a	Ele,	todas	as	coisas	estão	abertas	e	expostas	diante	dos	olhos	Daquele	a
quem	havemos	de	prestar	contas”.	Ele	está	se	referindo	à	Bíblia	como	a
conhecemos,	e	é	este	Logos	Vivo	de	Deus	a	quem	teremos	de	prestar	contas.	A
Palavra	assume	personalidade,	examina	meus	pensamentos	e	conhece	as	ideias	e
os	objetivos	mais	íntimos	do	meu	coração.	A	Palavra	se	torna	viva	em	lábios	de
fé	e	coração	de	amor.
Os	atos	de	Jesus	foram	motivados	pelo	amor.	Ele	não	tentou	provar	Sua
Divindade	realizando	milagres,	era	o	amor	que	o	movia,	pois	Ele	queria	aliviar	o
sofrimento,	a	agonia,	a	dor	e	o	luto	nas	pessoas.	Mateus	23:37	traz	uma	das
imagens	mais	vívidas	do	amor	na	vida	do	Mestre:	“Jerusalém,	Jerusalém,	que
matas	os	profetas	e	apedrejas	os	que	te	foram	enviados!	Quantas	vezes	quis	eu
reunir	os	teus	filhos,	como	a	galinha	ajunta	os	seus	pintinhos	debaixo	das	asas,	e
vós	não	o	quisestes!”.
Há	um	soluço	entre	essas	palavras,	lágrimas	misturadas	com	agonia.	Mal	se	pode
ler	o	próximo	versículo:	“Eis	que	a	vossa	casa	vos	ficará	deserta”	(v.	38).	Agora
você	pode	entender	as	palavras	trágicas	ditas	na	cruz:	“Está	consumado!”	(João
19:30).	Foi	então	que	o	véu	do	templo	se	rasgou	de	alto	a	baixo,	o	Templo	e	o
Santo	dos	Santos	ficaram	desertos.	Deus	os	havia	abandonado.	O	povo	da
Aliança	de	sangue	havia	rejeitado	seu	Jeová	e	Ele	estava	chorando	por	isso.	Ele
voltou	Seus	passos	em	direção	à	cruz,	o	ápice	da	Sua	caminhada	terrena.
Jeová,	o	Homem	da	Galileia,	nasceu	em	uma	manjedoura	e	foi	criado	entre	os
pobres	e	os	desprivilegiados.	“As	raposas	têm	seus	covis,	e	as	aves	do	céu,
ninhos;	mas	o	Filho	do	Homem	não	tem	onde	reclinar	a	cabeça”	(Mateus	8:20).
Portanto,	é	difícil	conceber	a	solidão	experimentada	pelo	Criador.	Lares	se
fecharam	para	Ele,	em	vez	de	suportar	a	perseguição	e	a	zombaria	por	parte	dos
líderes	religiosos	da	época,	eles	excluíram	o	Jeová	deles	dos	seus	círculos.
Ele	era	um	proscrito:	“Sobre	ti	fui	lançado	desde	a	madre”	(Salmos	22:10,
ARC).	Satanás	buscava	tirar	Sua	vida	desde	o	nascimento.	Se	soubéssemos	mais
sobre	a	caminhada	terrena	do	Mestre,	talvez	veríamos	uma	vida	cheia	de	solidão
e	sofrimento.	“Homem	de	dores	e	que	sabe	o	que	é	padecer”	(Isaías	53:3).	Ele	é
o	desprezado	e	o	rejeitado,	no	entanto	Ele	é	amor.
RESUMO
Eis	um	retrato	do	Deus	homem.
Aquele	que	havia	sido	movido	pelo	amor	a	enfrentar	o	sacrifício	de	Si	mesmo.
Eis	uma	demonstração	do	amor	supremo:	Deus	amou	de	tal	maneira	que	Ele	deu
(ver	João	3:16).	E	o	Filho	amou	de	tal	maneira	que	Ele	sofreu.	Creio	que	Ele
sofreu	mais	no	jardim	do	que	na	cruz,	porque	estava	enfrentando	o	Hades.
Na	Cruz	Ele	sentiu	a	agonia	do	Hades,	no	jardim	Ele	sabia	que	precisava	ser
feito	pecado,	e	todo	o	Seu	ser	se	esquivava	disso,	mas	Seu	amor	o	impulsionou	a
seguir	em	frente.
Se	você	o	tivesse	seguido	no	jardim	e	o	ouvisse	orar,	talvez	fosse	tomado	por
uma	nova	força	um	tanto	estranha.	Era	a	Divindade	em	agonia,	revelando	o
poder	do	Amor,	algo	que	o	mundo	nunca	havia	experimentado	antes.
A	capacidade	do	Amor	de	sofrer,	de	se	sacrificar	e	de	resistir	se	comprovou	no
consentimento	do	Amor	em	se	fazer	pecado	indo	para	o	Hades	a	fim	de	sofrer	os
tormentos	dos	condenados	pelo	homem	indigno,	quando	Ele	clamou:	“...não	se
faça	a	minha	vontade,	e	sim	a	tua”	(Lucas	22:42).
CAPÍTULO	5
O	QUE	ACONTECEU	NO	JARDIM?
A	Divindade	estava	enfrentando	a	Substituição	no	jardim.
O	momento	crítico	havia	chegado.
Jesus	e	três	dos	Seus	discípulos	haviam	ido	ao	lugar	ao	qual	Ele	costumava
recorrer	para	orar,	sob	oliveiras	antigas	e	retorcidas.	Eles	o	haviam	visto	orando
muitas	vezes,mas	desta	vez	era	diferente.
Dizendo	a	eles	para	esperar	e	vigiar,	Ele	foi	sozinho	alguns	passos	adiante	e
prostrou-se	sobre	Seu	rosto.	Eles	ouviam	Sua	voz,	mas	não	conseguiam
distinguir	Suas	palavras.	Ele	estava	enfrentando	o	fato	de	estar	sendo	feito
pecado,	mas	os	discípulos	não	sabiam	disso.
Não	foi	uma	substituição	teológica	ou	metafísica,	mas	Ele	realmente	deveria	se
tornar	um	Substituto	para	o	homem	caído.	Ele	deveria	se	tornar	um	participante
do	corpo	físico	do	homem,	mas	ainda	não	havia	participado	do	pecado	ou	da
mortalidade	do	homem.
Jesus	foi	concebido	do	Espírito	Santo,	nascido	da	virgem,	mas	não	por	geração
natural.	Seu	corpo	era	como	o	corpo	de	Adão	no	jardim	antes	de	pecar;	não	era
nem	mortal,	nem	imortal.	Era	um	corpo	humano	perfeito.	O	corpo	de	Adão
tornou-se	mortal	no	instante	em	que	ele	pecou	no	jardim.	Como	mortal,	seu
corpo	passou	a	estar	sujeito	à	doença	e	à	morte.
O	corpo	que	Jesus	possuía	era	um	corpo	humano	perfeito.	Lembre-se	que	João
10:17-18	diz:	“Por	isso,	o	Pai	me	ama,	porque	eu	dou	a	minha	vida	para	a
reassumir.	Ninguém	a	tira	de	mim;	pelo	contrário,	eu	espontaneamente	a	dou.
Tenho	autoridade	para	a	entregar	e	também	para	reavê-la.	Este	mandato	recebi
de	meu	Pai”.	Entende-se,	então,	que	ninguém	podia	matar	Jesus,	pois	o	corpo
dele	não	era	mortal,	ou	melhor,	Ele	não	se	tornou	mortal	até	estar	pendurado	na
cruz:	“Aquele	que	não	conheceu	pecado,	ele	[Deus]	o	fez	pecado”	(2	Coríntios
5:21,	grifo	nosso),	portanto	Jesus	se	tornou	pecado.	Seu	espírito	foi	terrivelmente
separado	de	Deus,	como	o	de	Adão	no	jardim.
Não	parece	possível	que	Jesus	pudesse	se	tornar	pecado.	Ele	era	tão	Santo
quanto	Deus	é	Santo.	O	pecado	nunca	o	havia	tocado.	É	verdade	que	por	muitos
anos	Ele	havia	vivido	em	meio	ao	pecado,	“tentado	em	tudo	assim	como	nós”
(Hebreus	4:15),	mas	o	pecado	nunca	havia	se	tornado	parte	dele.	Mas	Ele
precisou	se	tornar	pecado	e	ser	separado	de	Seu	Pai.
Como	Substituto	para	o	pecado	do	homem,	Ele	precisa	ir	ao	lugar	onde	o
homem	que	o	rejeita	deve	ir.	Ele	precisa	sofrer	ali	até	que	toda	a	dívida	que	a
humanidade	tinha	para	com	a	Justiça	fosse	paga.	Jesus	sabia	por	que	havia	saído
do	Pai.	Ele	sabia	por	que	veio	ao	mundo,	dessa	maneira	Ele	sabia	antes	de	vir	o
que	teria	de	enfrentar.	Ele	sabia	o	que	precisava	sofrer.
Agora	podemos	entender	aquele	grito	de	agonia	em	Mateus	26:36-46:
Em	seguida,	foi	Jesus	com	eles	a	um	lugar	chamado	Getsêmani	e	disse	a	seus
discípulos:	“Assentai-vos	aqui,	enquanto	eu	vou	ali	orar”;	e,	levando	consigo	a
Pedro	e	aos	dois	filhos	de	Zebedeu,	começou	a	entristecer-se	e	a	angustiar-se.
Então,	lhes	disse:	“A	minha	alma	está	profundamente	triste	até	a	morte;	ficai
aqui	e	vigiai	comigo”.	Adiantando-se	um	pouco,	prostrou-se	sobre	o	seu	rosto,
orando	e	dizendo:	“Meu	Pai,	se	possível,	passe	de	mim	este	cálice!	Todavia,	não
seja	como	eu	quero,	e	sim	como	tu	queres”.	E,	voltando	para	os	discípulos,
achou-os	dormindo;	e	disse	a	Pedro:	“Então,	nem	uma	hora	pudestes	vós	vigiar
comigo?	Vigiai	e	orai,	para	que	não	entreis	em	tentação;	o	espírito,	na	verdade,
está	pronto,	mas	a	carne	é	fraca”.	Tornando	a	retirar-se,	orou	de	novo,	dizendo:
“Meu	Pai,	se	não	é	possível	passar	de	mim	este	cálice	sem	que	eu	o	beba,	faça-
se	a	tua	vontade”.
É	difícil	compreender	o	que	isso	significava	para	o	Mestre.	Era	mais	que	uma
separação	do	Pai,	por	três	dias	e	três	noites.	Ele	devia	participar	da	morte
espiritual,	a	natureza	do	adversário.	No	entanto,	disseram	que	Deus	não	podia
fazer	algo	assim,	o	que	é	um	raciocínio	fruto	do	Conhecimento	que	vem	dos
sentidos.
É	difícil	entender	como	Ele	poderia	se	tornar	pecado,	mas	sei	que	isso
aconteceu.	O	conhecimento	que	vem	dos	sentidos	é	limitado,	ele	não	pode
entender	as	coisas	espirituais	de	Deus.	1	Coríntios	2:14	diz:	“Ora,	o	homem
natural	não	aceita	as	coisas	do	Espírito	de	Deus,	porque	lhe	são	loucura...”.
Quando	uma	pessoa	me	diz:	“Sabe,	não	posso	aceitar	isso,	não	posso	crer
naquilo”,	eu	entendo	o	motivo.	Vivemos	na	dimensão	dos	sentidos	exatamente
onde	Pedro,	Tiago	e	João	viviam	quando	andavam	com	o	Mestre.	A	mente	deles
estava	obscurecida	no	que	dizia	respeito	às	coisas	espirituais.	Eles	não
conseguiam	entender.
Nós	recebemos	a	natureza	e	a	vida	de	Deus.	Temos	o	mesmo	Espírito	Santo	em
nós	que	habitava	em	Jesus,	e	que	o	ressuscitou	dos	mortos.	Essa	é	a	razão	pela
qual	nós	compreendemos	as	coisas	do	Espírito.	Jesus	sabia	que	o	momento	havia
chegado,	e	Ele	devia	se	tornar	pecado.	Ele	devia	participar	daquela	natureza
terrível	do	adversário.	Seu	corpo	se	tornaria	mortal.	Satanás	se	tornaria	Seu
senhor.
Essa	foi	a	tragédia	do	jardim.	Jesus	devia	sofrer	a	agonia	dos	perdidos.	Ele	devia
ser	contado	entre	os	transgressores,	levar	as	enfermidades	e	os	pecados	da	raça
humana.	Ele	devia	ser	abandonado	pelo	Pai.
Não	é	de	admirar	que	“seu	suor	se	tornou	como	gotas	de	sangue”	(Lucas	22:44),
ou	que	Ele	tenha	clamado	algo	como:	“Pai,	se	existe	algum	outro	jeito...”.	Mas
não	havia	nenhum	outro	jeito.	Ele,	e	somente	Ele,	devia	pagar	o	preço,	ou	a
humanidade	estaria	eternamente	perdida,	e	Deus	ficaria	sem	filhos	por	toda	a
eternidade.
Anjos	vieram	e	ministraram	a	Ele,	mas	não	ministraram	a	Ele	na	cruz.	A	versão
Almeida	Revista	e	Atualizada	diz:	“se	queres,	passa	de	mim	este	cálice;	contudo,
não	se	faça	a	minha	vontade,	e	sim	a	tua”	(v.	42).	Não	foi	uma	submissão	fraca
ao	inevitável.	Foi	o	Filho	de	Deus	enfrentando	a	grande	necessidade	da
humanidade	e	clamando	ao	Pai:	“Leve	isto	a	cabo	até	o	fim	e	salve	a	raça
humana”.	Foi	por	isso	que	Paulo	afirmou:	“Ele	me	amou,	e	se	entregou	por
mim”	(ver	Gálatas	2:20).
Cheguei	à	conclusão	de	que	houve	maior	agonia	espiritual	no	jardim	do	que	na
cruz.	A	expectativa	da	união	com	a	morte	espiritual	era	tão	horrenda,	tão
impensável,	que	se	os	anjos	não	tivessem	ministrado	a	Ele,	não	sabemos	o	que
teria	acontecido.	Entretanto,	quando	Jesus	saiu	do	jardim	e	encarou	os	discípulos
que	dormiam,	Ele	o	fez	como	um	Senhor.
Ele	venceu	a	batalha,	mas	não	foi	chorando	ou	se	lamentando.	Ele	foi	o
vencedor!
Há	dois	momentos	na	carreira	de	Cristo	que	desafiam	o	coração.	O	primeiro	é
quando	Ele	encontrou	Judas	e	os	soldados	no	jardim.	Ele	se	conduz	como	o
perfeito	herói,	o	vencedor	inigualável.	Jesus	havia	vencido	a	primeira	batalha	e
estava	pronto	para	o	julgamento,	pronto	para	o	flagelo,	pronto	para	a	cruz.	O
segundo	momento	foi	quando	Ele	deixou	o	túmulo	e	encontrou-se	com	os
discípulos	e	exclamou:	“Paz	seja	com	vocês!”.
Ele	havia	vencido.	Ele	havia	exterminado	o	pecado.
Então,	Jesus	se	ergueu	como	o	Senhor	dos	senhores.	A	vergonha	e	a	agonia	do
inferno	terminaram.	Ele	é	o	Deus	Herói,	o	meu	Senhor,	o	meu	Mestre,	o
Vencedor.	A	batalha	no	jardim	foi	espiritual.	O	conhecimento	que	vem	dos
sentidos	não	pode	entender	isso.	Ele	havia	irrompido	pela	dimensão	do
conhecimento	que	vem	dos	sentidos	e	proposto	redimir	o	homem	da	mão	do
inimigo.	Para	fazer	isso	Ele	precisa	se	render	a	esse	inimigo.
Há	duas	grandes	forças	aqui,	uma	visível,	a	outra	invisível,	e	ambas	são
dominadas	por	Satanás.	Satanás	governava	o	Sinédrio,	o	Senado	e	o	governador
romano.	Ele	estava	procurando	dominar	o	Espírito	do	Filho	de	Deus	e	sujeitá-lo
a	ele.	Jesus	sabia	que	estava	chegando	a	hora	em	que	Satanás	o	teria	sob	seu
controle.	Mas	agora,	enfrentando	os	soldados	e	o	julgamento	do	Sinédrio,	e	o
pavilhão	de	julgamento	de	Pilatos,	Ele	andava	como	um	Rei!
RESUMO
Esta	é	a	tragédia	das	eras.
Aquele	que	havia	feito	a	Aliança	com	Abraão,	que	cuidava	dos	filhos	de	Israel
como	uma	mãe	que	amamenta	cuida	do	seu	filho,	estava	sendo	julgado	pelo
mesmo	sumo	sacerdócio	que	Ele	havia	estabelecido.
Ele	não	era	apenas	o	Filho	de	Maria,	mas	Deus,	o	próprio	Jeová.
O	quão	brilhantemente	este	versículo	se	destaca:	“Veio	para	o	que	era	seu,	e	os
seus	não	o	receberam”	(João	1:11).
Eles	só	o	receberam	para	pregá-lo	à	cruz.	Naquele	julgamento	Ele	compareceu
diante	de	Pilatos,	do	Senado	e	do	sumo	sacerdócio	com	a	dignidade	de	Deus.
Nem	uma	só	vez	Jesus	chamou	a	atenção	deles	para	quem	Ele	era.
Ele	não	discutiu	com	eles.	Ele	não	suplicou	pormisericórdia:	“Sendo	este
entregue	pelo	determinado	desígnio	e	presciência	de	Deus”	(Atos	2:23).
O	sumo	sacerdócio	era	representado	por	aqueles	que	deviam	executar	essa
vontade	determinada	do	Amor.
A	Divindade	nunca	foi	demonstrada	tão	claramente	quanto	no	julgamento.	Cristo
era,	em	cada	centímetro	do	Seu	corpo,	Deus.
Ele	não	estava	resignado;	Ele	não	era	submisso;	Ele	não	era	um	mártir;	Ele	era
Amor.
Você	se	lembra	de	com	um	único	olhar	Jesus	partiu	o	coração	de	Pedro?	Não	é
de	admirar	que	Pôncio	Pilatos	procurasse	salvá-lo	da	cruz.
O	amor	estava	sendo	julgado,	mas	Ele	era	um	Senhor	absoluto.
Ele	era	Deus	manifestado	na	carne.
CAPÍTULO	6
O	QUE	ACONTECEU	NO	JULGAMENTO?
A	prisão	e	o	julgamento	de	Jesus	foram	uma	das	maiores	tragédias	da	raça
humana,	e	especialmente	do	povo	escolhido	de	Deus.	Esse	povo	da	Aliança
estava	familiarizado	com	a	Aliança	Abraâmica	que	os	havia	levado	a	ser	uma
nação,	então	eles	conheciam	o	significado	da	Aliança	de	sangue.
A	tragédia	é	que	Jeová,	o	amigo	que	fez	uma	Aliança	de	sangue	com	Abraão,
veio	à	terra,	foi	concebido	no	ventre	da	virgem	Maria,	nasceu	em	uma
manjedoura,	foi	recebido	por	um	coro	de	anjos,	cresceu	entre	Seu	povo,	mas
continuou	sendo	um	estranho	para	eles.
Eles	não	o	conheciam	realmente.
Eles	testemunharam	Seus	milagres.	Sua	compaixão	e	Seu	amor	por	eles	eram
reconhecidos	por	todos.	Ele	transformou	água	em	vinho,	fez	com	que	uma
árvore	morresse	através	de	uma	única	frase,	dominou	as	leis	da	natureza,	curou
os	enfermos	e	ressuscitou	os	mortos	com	palavras.	Seu	povo	testemunhou	tudo
isso.
Ele	andou	sobre	as	ondas	e	acalmou	a	tempestade.	Com	certeza	eles	devem	ter
sabido	que	Ele	era	o	Filho	de	Deus.	Ainda	assim,	o	ciúme	dominou	o	coração
dos	líderes	a	tal	ponto	que	eles	procuraram	matá-lo.
Ele	e	Seu	povo	não	puderam	viver	juntos.	Você	e	eu	podemos	ver	que	Ele	é
Jeová.	Como	nação,	eles	tinham	Jeová	em	suas	mãos,	e	o	que	fizeram	com	Ele?
Jesus	havia	sido	circuncidado	na	Aliança	e	fazia	parte	dela.	Ele	havia	vindo	para
os	Seus,	mas	aqueles	que	eram	dele	não	queriam	ter	nada	a	ver	com	Ele.	Jesus
veio	para	redimi-los,	e	eles	o	repeliram.
Ele	era	o	Jeová	do	mar	Vermelho	e	de	Jericó.	Ele	havia	feito	o	sol	e	a	lua
pararem	nos	dias	de	Josué.	Ele	os	havia	abençoado	e	protegido,	até	que	eles	o
repudiaram	e	foram	levados	cativos.
Ele	era	Jeová,	manifestado	aos	sentidos	como	Jesus,	o	qual	trilhou	o	chão	que
dera	a	Abraão	como	o	lar	do	povo	da	Sua	Aliança.	Ele	era	o	Jeová	do	povo	da
Sua	Aliança	de	sangue.	Ele	os	amava	e	eles	o	desprezaram,	exigindo	Sua	prisão.
Eles	levaram	Seu	Jeová	a	julgamento.	Você,	que	entende	o	significado	da
Aliança	de	sangue,	treme	diante	da	ideia	do	que	o	povo	realmente	fez.	A	Pessoa
que	eles	levaram	a	julgamento	havia	feito	a	Aliança	com	Abraão.	Todos	os
homens	que	gritaram:	“Crucifica-o!	Crucifica-o!”	(Lucas	23:21),	“Caia	sobre
nós	o	seu	sangue	e	sobre	nossos	filhos!”	(Mateus	27:25),	tinham	a	marca	da
circuncisão	sobre	a	carne,	e	de	fato	estavam	gritando:	“Crucifica	o	Deus	que	fez
a	aliança	de	sangue	com	Abraão”.
Você	consegue	perceber	a	magnitude	da	tragédia	que	eles	protagonizaram?	Que
sofrimento	eles	trouxeram	sobre	si	mesmos!	“Caia	sobre	nós	o	seu	sangue”,
Aquele	era	o	Jeová	da	Aliança	de	sangue	deles!
Eles	negaram	Seu	Deus	da	Aliança	de	sangue.	Eles	o	entregaram	a	um
governador	pagão	para	ser	ultrajado,	coroado	com	espinhos	e	crucificado.	Os
homens	da	Sua	Aliança	o	seguiram	até	o	Calvário	enquanto	Ele	carregava	Sua
cruz,	lançando	palavras	de	zombaria	e	ódio.	Paulo	disse	que	a	cegueira	havia
caído	sobre	eles.
O	Deus	da	Aliança	estava	no	meio	deles	e	nem	uma	pessoa	sequer	o	reconheceu.
Ele	não	foi	nem	amado	nem	adorado	pelo	Seu	povo.	Zacarias	13:6	descreve	isso
claramente:	“Se	alguém	lhe	disser:	‘Que	feridas	são	essas	nas	tuas	mãos?’,
responderá	ele:	‘São	as	feridas	com	que	fui	ferido	na	casa	dos	meus	amigos’”.
Ele	os	chamou	de	os	Amados	da	Sua	Aliança	de	sangue.	Esses	mesmos	homens
insistiram	que	seu	Jeová	fosse	pregado	à	cruz,	a	tragédia	das	Eras.
Muitas	vezes	me	perguntei	por	que	o	povo	judeu	tem	sofrido	tão	intensamente.
Parece	ter	nascido	neles	um	ódio	amargo	pelo	Homem	que	eles	haviam
crucificado.	Em	outras	palavras,	o	homem	odeia	aquele	a	quem	ele	traiu.	Eles
apresentam	a	mesma	atitude	hoje	ante	a	menção	do	Seu	Nome,	e	Ele	era	o	amigo
e	o	Senhor	da	Aliança	de	sangue	deles.
Ele	foi	traído	na	casa	de	Israel,	entre	os	amigos	da	Sua	Aliança	de	sangue.	Seu
povo	tratou-o	como	um	inimigo.	Eles	o	crucificaram	e	gritaram:	“Caia	sobre	nós
o	seu	sangue”.	Era	o	sangue	do	juízo	que	deveria	ter	sido	o	sangue	que	os	ligaria
eternamente	ao	Deus	da	Aliança	deles,	na	Nova	Aliança.	Eles	fizeram	dele	o
sangue	do	juízo,	separando-os	do	seu	Salvador	e	do	Deus	Pai.
Jesus	veio	para	confirmar	as	promessas	da	Aliança	e	fazer	deles	filhos	e	filhas.
Ele	veio	para	estabelecer	uma	Nova	Aliança,	com	o	próprio	sangue.
E	eles	o	crucificaram.
RESUMO
A	cruz	foi	o	clímax	do	Amor	manifestado.
Não	existe	amor	sem	ação.	Até	que	aja,	não	é	amor.
O	amor	foi	desvendado	na	cruz.	Aquele	Deus	Homem	que	estava	pendurado	ali
viera	por	vontade	própria.
Ele	não	era	um	mártir;	Ele	era	o	Amor	supremo.
“Deus	amou	de	tal	maneira...”	(ver	João	3:16),	esse	Deus	era	Cristo.
Todos	os	atributos	de	Deus	se	manifestaram	na	cruz.
Havia	uma	dignidade	santa,	uma	estranha	serenidade;	uma	sensação	maravilhosa
de	segurança	em	toda	a	cena.
Jesus	era	apenas	um	Confidente,	um	Senhor	na	cruz,	assim	como	era	quando
disse:	“Tirai	a	pedra”	(João	11:39).
Pilatos,	o	Sacerdócio	e	o	Senado	não	condenaram	Jesus	à	morte,	nem	os
soldados	romanos	o	pregaram	ao	madeiro,	foram	as	forças	invisíveis	de	Satanás
que	os	guiaram.	Eles	foram	meramente	instrumentos.
Aquela	potestade	acreditava	que	havia	adquirido	domínio	e	que	era	o	senhor.	Ele
não	sabia	que	estava	destruindo	a	si	mesmo	ao	tentar	destruir	o	homem.
Aquela	hierarquia	judaica	não	sabia	que	na	mente	da	Justiça	eles	estavam
crucificando	a	nação	judaica,	e	que	o	Sumo	Sacerdócio	morreria	com	Cristo	na
cruz.
Eles	não	sabiam	que	o	sacrifício	de	touros	e	bodes	havia	terminado.	Quando
Jesus	disse:	“Está	consumado!”	(João	19:30),	o	sacerdócio	deles	estava
terminado.
CAPÍTULO	7
O	QUE	ACONTECEU	NA	CRUZ?
O	conhecimento	que	vem	dos	sentidos	emudece	diante	da	tragédia	das
eternidades.	A	Divindade	deve	sofrer	pela	humanidade.	A	Justiça	havia
decretado	que	o	homem	deve	pagar	o	castigo	pela	sua	transgressão.
O	homem	está	falido.
O	homem	está	impotente.
O	homem	é	um	escravo.
Ele	não	pode	se	aproximar	de	Deus	e	não	pode	atender	às	exigências	da	justiça.
E	assim,	do	coração	de	Deus,	vem	a	solução	para	o	problema	do	homem.	Seu
filho	diz:	“Eis-me	aqui,	envia-me”	(Isaías	6:8).	E	Ele	segue	em	direção	à	cruz.
Uma	das	características	mais	difíceis	deste	estudo	é	a	ignorância	dos	discípulos
acerca	do	que	estava	acontecendo.	Eles	não	reconheceram	Jesus	na	Sua
caminhada	terrena.	Eles	não	passavam	de	homens	guiados	pelo	conhecimento
que	vem	dos	sentidos.	Com	isso,	quero	dizer	que	todo	o	conhecimento	que	eles
tinham	veio	através	do	que	eles	podiam	ver,	do	que	podiam	ouvir,	do	que
podiam	sentir,	do	que	podiam	provar,	ou	do	que	podiam	cheirar.	Esses	cinco
sentidos	eram	seus	únicos	mestres.
O	que	era	desde	o	princípio,	o	que	temos	ouvido,	o	que	temos	visto	com	os
nossos	próprios	olhos,	o	que	contemplamos,	e	as	nossas	mãos	apalparam,	com
respeito	ao	Verbo	da	vida	(e	a	vida	se	manifestou,	e	nós	a	temos	visto,	e	dela
damos	testemunho,	e	vo-la	anunciamos,	a	vida	eterna,	a	qual	estava	com	o	Pai	e
nos	foi	manifestada),	o	que	temos	visto	e	ouvido	anunciamos	também	a	vós
outros,	para	que	vós,	igualmente,	mantenhais	comunhão	conosco.	Ora,	a	nossa
comunhão	é	com	o	Pai	e	com	seu	Filho,	Jesus	Cristo.
—	1	João	1:1-3
Entenda	que	nosso	mundo	acadêmico	não	tem	outro	conhecimento	além	daquele
que	vem	através	desses	cinco	sentidos.	Há	outro	tipo	de	conhecimento	que	as
pessoas	do	mundo	repudiam.	É	o	conhecimento	revelado,	o	conhecimento	de
Deus.
Os	discípulos	não	sabiam	que	Jesus	iria	se	fazer	pecado	na	cruz,	que	Ele	iria
morrerespiritualmente,	que	Ele	era	o	Substituto	deles	e	que	Ele	iria	eliminar	o
pecado	e	tornar	possível	que	eles	recebessem	legalmente	a	vida	eterna,	a	própria
natureza	de	Deus.	Eles	não	sabiam	que	o	Homem	na	cruz	iria	ressuscitar	dos
mortos	e	ser	o	Cabeça	de	uma	nova	criação,	um	novo	tipo	de	homem.
Ninguém	nunca	havia	lhes	falado	sobre	receber	a	vida	eterna.	Ninguém	nunca
havia	recebido	vida	eterna	antes,	portanto	era	uma	nova	experiência,	uma
experiência	revolucionária.	Eles	ouviram	Jesus	dizer:	“eu	vim	para	que	tenham
vida	e	a	tenham	em	abundância”	(João	10:10)	e	“Aquele	que	crê	em	mim,
passará	da	morte	para	a	vida”	(ver	João	5:24).	Eles	sabiam	que	Jesus	usava	uma
palavra	estranha,	“zoe”,	mas	não	sabiam	que	havia	dois	tipos	de	vida,	“zoe”	e
“psuche”.
Eles	também	não	sabiam	que	há	dois	tipos	de	morte,	a	morte	física	e	a	morte
espiritual.	Ninguém	nunca	disse	a	eles	que	havia	um	novo	tipo	de	vida	vindo	ao
mundo,	e	todos	os	que	se	tornassem	participantes	desta	vida	seriam	uma	nova
criação.
Eles	não	sabiam	para	onde	Jesus	tinha	ido	quando	Seu	corpo	foi	declarado	morto
na	cruz.	Eles	não	viram	a	terrível	tragédia	que	estava	ocorrendo	enquanto	Ele
estava	pendurado	ali.	Eles	testemunharam	o	estranho	fenômeno	mencionado	em
Lucas	23:44:	“Já	era	quase	a	hora	sexta,	e,	escurecendo-se	o	sol,	houve	trevas
sobre	toda	a	terra	até	a	hora	nona”.
A	criação	ficou	de	luto	quando	o	Criador	se	tornou	o	Substituto	do	homem.
Mateus	27:51-54	diz	que	houve	um	terremoto.	A	criação	foi	abalada	até	o	âmago
pela	tragédia	da	Divindade	que	se	tornava	o	Substituto	da	humanidade.	“Eis	que
o	véu	do	santuário	se	rasgou	em	duas	partes	de	alto	a	baixo”	(v.	51).
Ninguém	sabia	o	que	isso	significava.	O	Santo	dos	Santos	não	era	mais	a
habitação	de	Jeová.	Ele	havia	se	mudado	para	fora	do	templo.	Jesus	havia
cumprido	a	Aliança	Abraâmica	e	a	Lei	da	Aliança.	Não	havia	mais	necessidade
de	um	sacerdócio.	O	sumo	sacerdote	encerrou	seu	ministério	quando	fez	o
grande	sacrifício	do	Cordeiro	de	Deus,	que	devia	tirar	o	pecado	do	mundo.	Não
haverá	mais	um	Santo	dos	Santos,	um	lugar	para	o	sangue	da	expiação	ser
aspergido.	Quando	Jesus	disse:	“Destruirei	este	templo	e	vou	restaurá-lo	em	três
dias”	(ver	Marcos	14:58),	eles	também	não	o	entenderam.	“Não	sabeis	que	sois
santuário	de	Deus	e	que	o	Espírito	de	Deus	habita	em	vós?”	(1	Coríntios	3:16).	A
nova	criação	é	o	templo	de	Deus	hoje.	A	morte	e	a	substituição	de	Jesus
tornaram	o	antigo	templo	desnecessário.	Ele	era	o	novo	Sumo	Sacerdote.	Ele
havia	feito	um	único	sacrifício	pelos	pecados	para	sempre,	e	deve	sentar-se	à
destra	da	Majestade	nas	Alturas.
Os	sacerdotes	não	sabiam	que	seus	deveres	sacerdotais	haviam	se	encerrado.	Os
judeus	que	estavam	próximos	à	cruz	não	sabiam	o	que	Deus	iria	dar	a	Paulo
vinte	anos	depois.	Leia	os	oito	primeiros	capítulos	de	Hebreus	e	você	terá	uma
prova	disso.
“Fui	crucificado	com	Cristo”	(ver	Gálatas	2:19),	mas	toda	a	nação	judaica	havia
sido	crucificada	com	Ele.	Toda	a	raça	humana	havia	sido	crucificada	com	Ele.
Eles	não	o	conheciam.
A	história	nos	diz	que	cinquenta	anos	após	a	crucificação	de	Jesus,	não	havia	um
único	membro	da	família	sacerdotal	vivo;	e	também	não	conseguiram	encontrar
um	membro	da	família	davídica.	O	sacerdócio	deveria	durar	“até	Siló	vir”.	Siló
veio	e	eles	não	o	reconheceram.	“O	cetro	não	se	arredará	de	Judá,	nem	o	bastão
de	entre	seus	pés,	até	que	venha	Siló;	e	a	ele	obedecerão	os	povos”	(Gênesis
49:10).	Eles	não	sabiam	que	o	Homem	pendurado	na	cruz	era	a	Siló	deles.	Eles
não	sabiam	que	o	sacerdócio	deixaria	de	funcionar	diante	de	Deus,	quando	eles	o
mataram.	Eles	não	sabiam	que	a	Lei	Mosaica	que	eles	adoravam,	mas	não
guardavam,	deixaria	de	funcionar	quando	eles	o	pregassem	à	cruz.
Certamente,	ele	tomou	sobre	si	as	nossas	enfermidades	e	as	nossas	dores	levou
sobre	si;	e	nós	o	reputávamos	por	aflito,	ferido	de	Deus	e	oprimido.	Mas	ele	foi
traspassado	pelas	nossas	transgressões	e	moído	pelas	nossas	iniquidades;	o
castigo	que	nos	traz	a	paz	estava	sobre	ele,	e	pelas	suas	pisaduras	fomos
sarados.	Todos	nós	andávamos	desgarrados	como	ovelhas;	cada	um	se	desviava
pelo	caminho,	mas	o
Senhor
fez	cair	sobre	ele	a	iniquidade	de	nós	todos.
—	Isaías	53:4-6
Eis	uma	imagem	do	Sacrifício	Substitutivo	de	Cristo.
No	versículo	9,	Isaías	diz:	“Designaram-lhe	a	sepultura	com	os	perversos,	mas
com	o	rico	esteve	na	sua	morte...”.	A	palavra	“morte”	em	hebraico	é	plural,
indicando	que	Jesus	morreu	duas	vezes	na	cruz.	Ele	morreu	espiritualmente	no
momento	em	que	Deus	colocou	nosso	pecado	sobre	Ele.	No	momento	em	que
aquele	que	não	conheceu	pecado	se	tornou	pecado,	aquele	precioso	corpo	se
tornou	mortal,	e	Ele	pôde	morrer	fisicamente.
Se	você	observar,	no	instante	em	que	Jesus	se	tornou	pecado,	as	trevas	desceram
sobre	o	Gólgota,	e	Ele	soltou	um	grito	amargo:	“...Deus	meu,	Deus	meu,	por	que
me	desamparaste?”	(Mateus	27:46).	Esta	foi	a	hora	mais	escura	da	eternidade	no
céu.	Como	os	anjos	devem	ter	coberto	seus	rostos!	O	universo	ficou	de	luto
quando	Deus	tornou	Jesus	em	pecado.
Agora	podemos	entender	Isaías	53:10-12:
Todavia,	ao	Senhor	agradou	moê-lo,	fazendo-o	enfermar;	quando	der	ele	a	sua
alma	como	oferta	pelo	pecado,	verá	a	sua	posteridade	e	prolongará	os	seus
dias;	e	a	vontade	do	Senhor	prosperará	nas	suas	mãos.	Ele	verá	o	fruto	do
penoso	trabalho	de	sua	alma	e	ficará	satisfeito;	o	meu	Servo,	o	Justo,	com	o	seu
conhecimento,	justificará	a	muitos,	porque	as	iniquidades	deles	levará	sobre	si.
Por	isso,	eu	lhe	darei	muitos	como	a	sua	parte,	e	com	os	poderosos	repartirá	ele
o	despojo,	porquanto	derramou	a	sua	alma	na	morte;	foi	contado	com	os
transgressores;	contudo,	levou	sobre	si	o	pecado	de	muitos	e	pelos
transgressores	intercedeu.
Salmos	22	nos	dá	uma	imagem	gráfica	da	crucificação	de	Jesus	mais	clara	que	a
de	João,	Mateus	ou	Marcos,	que	a	testemunharam.	Essa	cena	da	crucificação	foi
escrita	mil	anos	antes	do	solitário	galileu	ser	pendurado	na	cruz.	Ela	abre	com	o
Seu	grito	na	cruz:
Deus	meu,	Deus	meu,	por	que	me	desamparaste?	Por	que	se	acham	longe	de
minha	salvação	as	palavras	de	meu	bramido?	Deus	meu,	clamo	de	dia,	e	não	me
respondes;	também	de	noite,	porém	não	tenho	sossego.	Contudo,	tu	és	santo,
entronizado	entre	os	louvores	de	Israel.	Nossos	pais	confiaram	em	ti;	confiaram,
e	os	livraste.	A	ti	clamaram	e	se	livraram;	confiaram	em	ti	e	não	foram
confundidos.	Mas	eu	sou	verme	e	não	homem;	opróbrio	dos	homens	e
desprezado	do	povo.
—	vv.	1-6
Você	consegue	vê-lo	pendurado	ali	na	cruz.	Ele	não	está	prestando	atenção	à
multidão	ao	redor.	A	profunda	agonia	física,	a	terrível	vergonha	de	estar
pendurado	nu	na	presença	dos	Seus	inimigos,	o	conhecimento	de	que	Seu	Pai	o
havia	abandonado	está	partindo	Seu	coração.
Então,	Jesus	se	lembra	da	história	de	Israel:	Jeová	havia	ouvido	o	clamor	deles	e
os	havia	liberto.	Mas	Ele	diz	as	palavras	mais	estranhas:	“Contudo,	tu	és	santo”
(v.	3).	O	que	isso	significa?	Ele	está	se	tornando	pecado.	É	possível	ouvir
aqueles	lábios	ressecados	gritarem:	“Sou	verme	e	não	homem”.
Ele	está	espiritualmente	morto,	o	verme.	Ele	se	tornou	o	que	o	evangelho	de
João	3:14	afirmou:	“E	do	modo	por	que	Moisés	levantou	a	serpente	no	deserto,
assim	importa	que	o	Filho	do	Homem	seja	levantado”.	Ele	havia	sido	levantado
como	uma	serpente.	A	serpente	é	Satanás.	Jesus	sabia	que	seria	levantado,	unido
com	o	adversário,	o	homem	santo	de	Deus.	O	salmista	o	vê	como	o	verme,	o
opróbrio	do	povo.	“Todos	os	que	me	veem	zombam	de	mim;	afrouxam	os	lábios
e	meneiam	a	cabeça:	Confiou	no	Senhor!	Livre-o	ele;	salve-o,	pois	nele	tem
prazer”	(Salmos	22:7-8).	Que	Ele	desça	da	cruz,	então	creremos	nele.
Jesus	está	pendurado	ali,	cercado	pela	multidão	liderada	pelo	sumo	sacerdote.
Ele	clama:	“Contudo,	tu	és	quem	me	fez	nascer;	e	me	preservaste,	estando	eu
ainda	ao	seio	de	minha	mãe.	A	ti	me	entreguei	desde	o	meu	nascimento;	desde	o
ventre	de	minha	mãe,	tu	és	meu	Deus”	(vv.	9-10).	Lembre-se	de	que	assim	que
Jesus	nasceu,	um	anjo	disse	a	José	para	levá-lo	ao	Egito.	Ele	era	o	Bebê	de
Belém	de	quem	Deus	cuidava,	mas	depois	Ele	era	o	Filho	que	Deus	haviaabandonado	pendurado	na	cruz.	Abandonado,	Ele	clama:	“Não	te	distancies	de
mim,	porque	a	tribulação	está	próxima,	e	não	há	quem	me	acuda”	(v.	11).
Os	discípulos	nada	podiam	fazer.	Seu	povo,	liderado	pelo	sumo	sacerdote,	viu
que	Ele	foi	pregado	à	cruz.	“Não	há	quem	me	acuda”.	E	Ele	continua	dizendo
palavras	estranhas:	“Muitos	touros	me	cercam,	fortes	touros	de	Basã	me
rodeiam.	Contra	mim	abrem	a	boca,	como	faz	o	leão	que	despedaça	e	ruge”	(vv.
12-13).	O	que	Ele	quer	dizer	com	“os	touros	de	Basã”?	É	o	Sinédrio	e	o	Senado,
os	líderes	do	rebanho,	eles	abrem	a	boca	contra	Ele	e	o	crucificam.
Em	seguida,	outra	frase	estranha:	“Derramei-me	como	água,	e	todos	os	meus
ossos	se	desconjuntaram;	meu	coração	fez-se	como	cera,	derreteu-se	dentro	de
mim”	(v.	14).	O	que	isso	significa?	João	19:31-34	nos	diz	o	que	aconteceu:
Então,	os	judeus,	para	que	no	sábado	não	ficassem	os	corpos	na	cruz,	visto
como	era	a	preparação,	pois	era	grande	o	dia	daquele	sábado,	rogaram	a
Pilatos	que	se	lhes	quebrassem	as	pernas,	e	fossem	tirados.	Os	soldados	foram	e
quebraram	as	pernas	ao	primeiro	e	ao	outro	que	com	ele	tinham	sido
crucificados;	chegando-se,	porém,	a	Jesus,	como	vissem	que	já	estava	morto,
não	lhe	quebraram	as	pernas.	Mas	um	dos	soldados	lhe	abriu	o	lado	com	uma
lança,	e	logo	saiu	sangue	e	água.
Jesus	havia	morrido	com	o	coração	rompido.	O	sangue	de	todas	as	partes	do	Seu
corpo	jorrou	para	dentro	daquela	ruptura,	para	dentro	da	bolsa	que	contém	o
coração.	À	medida	que	o	corpo	esfriou,	os	glóbulos	vermelhos	coagularam	e
ficaram	por	cima.	O	sérum	transparente	se	instalou	na	parte	de	baixo.
Quando	a	lança	daquele	soldado	romano	perfurou	a	bolsa	que	continha	o	sangue,
a	água	jorrou	primeiro.	Depois	o	sangue	coagulado	escorreu	para	fora,	descendo
pelo	Seu	lado	até	o	chão,	e	João	deu	testemunho	disso.	O	salmista,	mil	anos
antes	da	terrível	cena	no	Gólgota,	descreveu-a	com	mais	precisão	que	qualquer
uma	das	testemunhas	oculares:	“Secou-se	o	meu	vigor,	como	um	caco	de	barro,
e	a	língua	se	me	apega	ao	céu	da	boca;	assim,	me	deitas	no	pó	da	morte”
(Salmos	22:15).	Por	isso	sempre	davam	ao	crucificado	vinagre	para	beber.
Então,	vem	a	próxima	frase	terrível:	“Cães	me	cercam;	uma	súcia	de	malfeitores
me	rodeia;	traspassaram-me	as	mãos	e	os	pés”	(v.	16).	Quem	eram	esses	cães?
Os	soldados	romanos.	Eles	o	haviam	pregado	à	cruz.	E	observe	que	Jesus	os
chamou	de	cães.	Os	judeus	sempre	chamavam	as	pessoas	que	estavam	fora	da
aliança	de	“cães”,	ou	“não	povo”.	“Posso	contar	todos	os	meus	ossos”.	Cada
osso	do	Seu	corpo	estava	clamando	contra	aquela	agonia	desumana	e	demoníaca.
Para	mim,	uma	das	afirmações	mais	tristes	que	saiu	daqueles	lábios	ressecados
foi:	“Eles	me	estão	olhando	e	encarando	em	mim”	(v.	17).	Aquele	Homem	Santo
estava	nu	diante	dos	Seus	inimigos.	“...Repartem	entre	si	as	minhas	vestes	e
sobre	a	minha	túnica	deitam	sortes”	(v.	18).
À	sombra	da	cruz,
sentados	no	chão,
apostando	pelas	Suas	vestes	íntimas,
os	soldados	pressionavam.
Eles	não	deram	ouvidos	à	Sua	agonia,
ao	suor	da	morte	ou	à	dor.
Eles	eram	como	as	pessoas	de	hoje.
Seus	corações	estavam	voltados	para	a	ganância.
Trata-se	de	uma	imagem	de	algo	escrito	duzentos	e	cinquenta	anos	antes	da
crucificação,	mil	anos	antes	da	tragédia	do	Gólgota	ser	encenada.
Não	permita	que	os	sofrimentos	físicos	ou	a	cena	do	Gólgota	roubem	de	você	a
realidade	do	Filho	de	Deus	sendo	feito	pecado	por	nós.	Vimos	que	a	morte	de
Jesus	na	cruz	foi	mais	que	uma	morte	física.	Ele	estava	ali	pela	escolha	e	pelo
plano	divinos.	Ele	realmente	se	fez	pecado	com	o	nosso	pecado.	Ele	foi	o
Substituto	de	Deus	para	a	raça	humana.	Quando	se	fez	pecado,	Ele	foi	entregue
por	Deus	ao	adversário.	Quando	aquela	frase	de	partir	o	coração	saiu	de	Seus
lábios:	“Deus	meu,	Deus	meu,	por	que	me	desamparaste?”,	Satanás	tornou-se
Seu	senhor.
Lembre-se	de	que	foi	Jesus	quem	pronunciou	a	frase:	“Está	consumado!”,	mas
Ele	não	quis	dizer	que	havia	concluído	Sua	obra	substitutiva,	mas	que	havia
concluído	a	obra	que	o	Pai	lhe	dera	para	fazer	primeiro.	Como	Filho,	Ele	havia
feito	a	vontade	do	Pai,	falado	a	Palavra	do	Pai	e	feito	as	obras	do	Pai.	Em
segundo	lugar,	Ele	havia	concluído	Sua	obra	como	filho	de	Abraão,	cumprindo	a
Aliança	Abraâmica,	bem	como	guardado	a	Lei	Mosaica.
Em	seguida,	Jesus	deveria	se	tornar	um	Substituto	e	lidar	com	o	problema	do
pecado,	eliminando-o.	Ele	deveria	satisfazer	as	reivindicações	da	Justiça	contra	a
raça	humana,	mas	não	podia	fazer	isso	em	Sua	vida	física,	pois	o	pecado	é
basicamente	algo	espiritual,	de	modo	que	precisa	ser	tratado	na	dimensão
espiritual.	Se	Jesus	pagou	o	castigo	do	pecado	na	cruz,	então	o	pecado	não	passa
de	um	ato	físico.	Se	Sua	morte	pagou	por	ele,	então	todo	homem	podia	morrer
para	si	mesmo.
Mas	o	pecado	está	na	dimensão	do	espírito	e	Sua	morte	física	não	passou	de	um
meio	para	alcançar	um	fim.	Paulo	diz	isto	em	Hebreus	10:12:	“Jesus,	porém,
tendo	oferecido,	para	sempre,	um	único	sacrifício	pelos	pecados,	assentou-se	à
destra	de	Deus”.
Quando	Jesus	morreu,	Seu	espírito	foi	levado	pelo	adversário	e	transportado	para
o	lugar	onde	o	espírito	do	pecador	vai	quando	morre.
RESUMO
O	rasgar	do	véu	foi	o	rasgar	da	Aliança	Abraâmica.
As	pessoas	sabiam	muito	pouco	quando	clamaram:	“Que	o	Seu	sangue	caia
sobre	nós	e	sobre	nossos	filhos”;	elas	estavam	pedindo	que	o	sangue	do	amor	se
tornasse	um	sangue	de	juízo.
Elas	não	sabiam	que	mataram	a	si	mesmas	naquela	cruz.
Anás	e	Caifás	estavam	matando	o	Cordeiro	de	Deus,	o	último	sacrifício	deles
diante	de	Jeová.
Homens	matarão	animais	diante	de	homens,	mas	isso	não	será	aceito	por	Deus.
Não	haverá	expiação	para	Israel,	nem	cobertura	para	seus	pecados.
Há	uma	redenção	aguardando	por	eles,	mas	seus	olhos	estão	cegos,	pois
crucificaram	o	Jeová	que	fez	a	Aliança	com	Abraão,	mas	ignoram	isso.	Ele	era
Jeová	manifesto	na	carne	e	não	houve	um	único	olho	que	penetrasse	além	do
disfarce.
Quando	Ele	clamou:	“Está	consumado!”,	esse	foi	o	fim	da	Aliança	Abraâmica.
Quanto	à	caminhada	terrena	daquele	povo,	foi	o	descer	da	cortina	sobre	a	nação
judaica.
CAPÍTULO	8
O	QUE	ACONTECEU	QUANDO	O	VÉU	FOI	RASGADO?
Muitas	tragédias	aconteceram	enquanto	Jesus	estava	pendurado	na	cruz,	mas
quero	que	você	pense	em	dois	eventos	de	importância	eterna.
Lembre-se	que	Jesus	disse	em	Mateus	23:38:	“Eis	que	a	vossa	casa	vos	ficará
deserta”.	Jesus	estava	pronunciando	uma	predição	do	evento	mais	maravilhoso
que	já	aconteceu	ao	povo	israelita.	Mais	uma	vez,	Mateus	26:60-61	diz:	“...Mas,
afinal,	compareceram	duas,	afirmando:	‘Este	disse:	Posso	destruir	o	santuário	de
Deus	e	reedificá-lo	em	três	dias’”.
Jesus	estava	diante	do	Sinédrio.	O	sumo	sacerdócio	e	os	anciãos	finalmente	o
tinham	em	suas	mãos,	e	eles	estavam	levando	testemunhas	contra	Ele.	Duas
delas	o	acusaram	de	dizer:	“Posso	destruir	o	santuário	de	Deus	e	reedificá-lo	em
três	dias”	(v.	61).	Mal	sabiam	a	que	Jesus	estava	se	referindo,	ou	que	isso
realmente	aconteceria.	O	Templo	foi	destruído	como	o	lugar	onde	Jeová
habitava,	quando	o	véu	foi	rasgado	de	cima	a	baixo.
Em	Mateus	27:50-51	lemos:	“E	Jesus,	clamando	outra	vez	com	grande	voz,
entregou	o	espírito.	Eis	que	o	véu	do	santuário	se	rasgou	em	duas	partes	de	alto	a
baixo...”.	Imediatamente	antes	de	isso	acontecer,	Ele	pronunciou:	“Está
consumado!”.
O	que	Ele	quis	dizer?	Observe	a	afirmação:	“Está	consumado”.	Jesus	veio	como
o	Encarnado,	o	Homem	Deus,	Jeová!	Ele	andou	diante	de	Seu	Pai	por	trinta	e
três	anos	e	meio.	Por	duas	vezes,	ouviu	Seu	Pai	dizer:	“Este	é	o	meu	Filho
amado,	em	quem	me	comprazo”	(Mateus	3:17;	17:5).	Nunca	havia	existido	um
homem	antes	que	houvesse	agradado	ao	Pai.	Eu	o	chamo	“Aquele	que	agrada	ao
Pai”.	Todos	os	outros	viveram	para	agradar	a	si	mesmos.	Finalmente	Deus	tinha
um	homem	na	terra	vivendo	para	fazer	Sua	vontade.
Mas	Ele	lhes	disse:	“Uma	comida	tenho	para	comer,	que	vós	não	conheceis”.
Diziam,	então,	os	discípulos	uns	aos	outros:	“Ter-lhe-ia,	porventura,	alguém
trazido	o	que	comer?”.	Disse-lhes	Jesus:	“A	minha	comida	consiste	em	fazer	a
vontade	daquele	que	me	enviou	e	realizar	a	suaobra”.
—	João	4:32-34
Eu	nada	posso	fazer	de	mim	mesmo;	na	forma	por	que	ouço,	julgo.	O	meu	juízo
é	justo,	porque	não	procuro	a	minha	própria	vontade,	e	sim	a	daquele	que	me
enviou.
—	João	5:30
Observe	o	seguinte:	“Não	procuro	a	minha	própria	vontade,	e	sim	a	daquele	que
me	enviou”.	Novamente	Jesus	disse	em	João	6:38:	“Porque	eu	desci	do	céu,	não
para	fazer	a	minha	própria	vontade,	e	sim	a	vontade	daquele	que	me	enviou”.
A	razão	pela	qual	Ele	veio	foi	para	fazer	a	vontade	do	Seu	Pai.	Ele	morreu	pelos
nossos	pecados	porque	essa	era	a	vontade	do	Pai.	Mas	João	8:29	é,	para	mim,	de
certa	forma,	a	passagem	mais	encantadora:	“E	aquele	que	me	enviou	está
comigo,	não	me	deixou	só,	porque	eu	faço	sempre	o	que	lhe	agrada”.
Como	Jesus	devia	ser	precioso	para	o	Pai.	Como	é	precioso	alguém	que	vive	a
vida	de	Jesus	para	Aquele	que	deu	Jesus	por	nós.	Jesus	viveu	para	agradar	o
coração	daquele	que	criou	o	primeiro	homem	no	jardim,	o	qual	se	tornou	o
fracasso	da	humanidade.
Em	seguida,	Jesus	não	apenas	satisfez	o	coração	do	Pai,	como	foi	circuncidado
na	Aliança	de	Abraão.	Ele	havia	se	tornado	parte	de	Israel,	era	o	amigo	que	tinha
uma	Aliança	de	sangue	com	Abraão,	Jeová!	Ele	precisava	cumprir	essa	Aliança
Abraâmica.
O	que	isso	significaria	para	Israel?	Essa	Aliança	lhes	dera	a	vida	nacional,	a	lei
deles,	seu	sacrifício,	seu	sacerdócio,	seu	lar	nacional,	o	sangue	da	expiação,	bem
como	seu	Templo,	onde	Deus	habitava	no	Santo	dos	Santos,	e	seu	Messias,	o
qual	eles	pregaram	a	uma	cruz,	Jeová	manifestado	na	carne!
E	quando	Jesus	disse:	“Está	consumado”,	a	Aliança	Abraâmica	havia	chegado	ao
fim,	no	que	dizia	respeito	a	Israel.	Não	apenas	a	Aliança	havia	terminado,	como
tudo	o	que	dizia	respeito	a	ela.	Era	o	fim	da	Lei	da	Aliança,	dos	Dez
Mandamentos.
O	povo	havia	adorado	essa	Lei,	uma	lei	de	morte	que	gerava	medo	no	coração
dos	homens.	Não	era	uma	lei	de	amor,	nem	uma	lei	de	vida.	Paulo	chamou-a	de
“lei	do	pecado	e	da	morte”	(Romanos	8:2),	mas	eles	a	amavam.	Era	uma	lei	para
o	homem	natural,	assim	como	a	Aliança	Abraâmica	era	para	o	homem	natural.
Nunca	haverá	outro	bode	expiatório	para	tipificar	os	pecados	de	Israel	sendo
levados	para	longe.	Era	o	fim	do	Santo	dos	Santos	no	Templo	de	Israel.	Esse	foi
o	significado	do	que	Jesus	disse:	“Está	consumado”,	então	entregou	Seu	espírito,
“o	véu	foi	rasgado	de	cima	a	baixo”,	e	o	Templo	deles	ficou	deserto.	Não	é	de
admirar	que	tenha	havido	um	terremoto.	Não	é	de	admirar	que	as	trevas	tenham
descido	e	se	instalado	sobre	Jerusalém	e	o	Gólgota.
O	coração	do	Filho	do	Homem	foi	partido	naquela	cruz.	Ele	foi	feito	pecado.	Ele
disse	“Está	consumado”,	e	todo	o	céu	o	ouviu.	Os	ouvidos	do	homem	não
assimilaram	isso.	Você	consegue	perceber	que	este	não	foi	apenas	o	fim	de
Israel,	de	Judá	e	de	tudo	que	dizia	respeito	a	eles	como	nação,	mas	foi	o	começo
de	uma	nova	Aliança?
Lembre-se	de	que	Jesus	disse,	logo	antes	de	morrer:	“...Tenho	desejado
ansiosamente	comer	convosco	esta	Páscoa,	antes	do	meu	sofrimento.	Pois	vos
digo	que	nunca	mais	a	comerei,	até	que	ela	se	cumpra	no	reino	de	Deus”	(Lucas
22:15).	Trata-se	da	história	da	instituição	da	Ceia	do	Senhor.	Observe	os
versículos:	“E,	tomando	um	pão,	tendo	dado	graças,	o	partiu	e	lhes	deu,	dizendo:
‘Isto	é	o	meu	corpo	oferecido	por	vós;	fazei	isto	em	memória	de	mim’”	(v.	19).
Sobre	o	cálice,	Ele	disse:	“...Este	é	o	cálice	da	nova	aliança	no	meu	sangue
derramado	em	favor	de	vós”	(v.	20).	Mateus	26:28	diz:	“Porque	isto	é	o	meu
sangue,	o	sangue	da	[nova]	aliança,	derramado	em	favor	de	muitos,	para
remissão	de	pecados”.
A	Velha	Aliança	morreu.
A	Nova	Aliança	nasceu.
A	Nova	Aliança	começou	a	funcionar	no	Dia	de	Pentecostes.	Ela	não	foi
estabelecida	no	céu	até	Jesus	levar	Seu	sangue	para	dentro	do	Santo	dos	Santos	e
derramá-lo	ali	como	o	selo	vermelho	sobre	o	documento	da	nossa	redenção.	Não
temos	valorizado	o	suficiente	a	Nova	Aliança	no	Seu	sangue!	Os	homens	da
Velha	Aliança	tinham	uma	justiça	limitada,	e	com	base	nela	eles	realizavam	os
milagres	e	prodígios	que	o	povo	de	Israel	via.
Podemos	ler	a	maravilhosa	oração	de	Abraão	em	Gênesis	18.	Os	milagres	que
aconteceram	sob	o	ministério	de	Moisés	conduzindo	Israel	para	fora	do	Egito.
Os	milagres	de	Josué,	Elias,	Eliseu,	Davi	e	Daniel	foram	realizados	com	justiça
limitada.	Ela	se	baseava	em	uma	Aliança	selada	com	o	sangue	de	Abraão,	junto
com	o	sangue	da	oferta	de	Deus,	um	touro.	Agora	temos	uma	Nova	Aliança,	e
ela	está	selada	não	com	o	sangue	de	touros	e	bodes,	mas	com	o	sangue	da
Divindade	unida	com	a	humanidade.
A	estranha	característica	sobre	essa	oferta	era	que	os	representantes	da	Aliança
Abraâmica	ofereceram	Jesus,	o	Jeová	deles,	no	altar	da	cruz	e	não	sabiam	disso.
Ele	foi	entregue	à	força	nas	mãos	do	governo	romano	para	ser	crucificado.
Assim,	as	mãos	do	sacerdócio	e	as	mãos	dos	gentios	romanos	se	encontraram	no
sacrifício	que	eles	ofereceram	sobre	o	altar	da	cruz.	Israel	e	os	gentios
identificaram-se	com	aquela	oferta,	e	assim	como	nenhuma	oferta	era	aceitável	a
não	ser	que	fossem	impostas	mãos	sobre	sua	cabeça	sob	a	Aliança	Abraâmica,	a
oferta	do	corpo	de	Cristo	tornou-se	aceitável	porque	o	sacerdócio	e	o	governo
romano	colocaram	as	mãos	sobre	o	nosso	amado	Senhor,	“o	Cordeiro	de	Deus
que	tira	os	pecados	do	mundo”	(João	1:29).
Essa	nova	Aliança	nos	deu	o	início	da	nova	criação,	cuja	circuncisão	estaria	no
coração.
Nele,	também	fostes	circuncidados,	não	por	intermédio	de	mãos,	mas	no
despojamento	do	corpo	da	carne,	que	é	a	circuncisão	de	Cristo,	tendo	sido
sepultados,	juntamente	com	ele,	no	batismo,	no	qual	igualmente	fostes
ressuscitados	mediante	a	fé	no	poder	de	Deus	que	o	ressuscitou	dentre	os
mortos.
—	Colossenses	2:11-12
Uma	pessoa	entrava	na	Aliança	Abraâmica	pela	circuncisão.	Nós	entramos	na
Nova	Aliança	pela	circuncisão	do	coração,	ou	o	novo	nascimento.	A	primeira
Aliança	foi	feita	para	o	homem	natural.	Tudo	ligado	a	ela	era	para	o	homem
natural.	A	Nova	Aliança	é	para	o	homem	recriado,	o	novo	homem	em	Cristo.
Não	se	trata	apenas	do	início	de	uma	nova	criação,	mas	do	começo	de	um	novo
sacerdócio.
Ora,	o	essencial	das	coisas	que	temos	dito	é	que	possuímos	tal	sumo	sacerdote,
que	se	assentou	à	destra	do	trono	da	Majestade	nos	céus,	como	ministro	do
santuário	e	do	verdadeiro	tabernáculo	que	o	Senhor	erigiu,	não	o	homem.
—	Hebreus	8:1-2
Leia	com	muita	atenção	a	passagem	de	Hebreus.	A	Bíblia	fala	sobre	a	Nova
Aliança	que	será	dada	à	nova	criação	e	encerra	com	este	significativo	versículo:
“Quando	ele	diz	Nova,	torna	antiquada	a	primeira.	Ora,	aquilo	que	se	torna
antiquado	e	envelhecido	está	prestes	a	desaparecer”	(v.	13).	Houve	uma	anulação
do	mandamento	e	da	Aliança	precedente,	e	do	sacerdócio	e	dos	sacrifícios
precedentes.	Inaugurou-se	a	Nova	Aliança,	o	novo	sacerdócio	com	as	pessoas	da
nova	criação	que	são	chamadas	“o	povo	da	Nova	Aliança”.
A	Nova	Aliança	tinha	uma	nova	lei:
Novo	mandamento	vos	dou:	que	vos	ameis	uns	aos	outros;	assim	como	eu	vos
amei,	que	também	vos	ameis	uns	aos	outros.	Nisto	conhecerão	todos	que	sois
meus	discípulos:	se	tiverdes	amor	uns	aos	outros.
—	João	13:34-35
A	Velha	Aliança	tinha	uma	lei	baseada	no	medo,	a	Nova	Aliança	tem	uma	lei	de
vida	e	de	amor:	“Agora,	pois,	já	nenhuma	condenação	há	para	os	que	estão	em
Cristo	Jesus.	Porque	a	lei	do	Espírito	da	vida,	em	Cristo	Jesus,	te	livrou	da	lei	do
pecado	e	da	morte”	(Romanos	8:1-2).	Observe	o	contraste	entre	as	duas
Alianças,	a	Velha	Aliança	com	o	homem	natural	e	a	Nova	Aliança	com	o	homem
recriado.	Nosso	coração	não	pode	entender	claramente	o	significado	do	fato	de
que	a	Lei	do	Amor	da	Nova	Aliança	deve	governar	a	Igreja	de	maneira	absoluta.
Os	livros	de	Levítico	e	Deuteronômio	são	uma	exposição	da	Lei	da	Velha
Aliança,	conhecida	como	os	Dez	Mandamentos.	A	revelação	paulina	é	uma
exposição	da	Lei	da	Nova	Aliança.	1	Coríntios	13	nos	dá,	em	forma	condensada,
as	características	notáveis	da	lei	da	Nova	Aliança.	Hebreus	9:11-12	nos	dá	uma
descrição	da	entrada	de	Cristo	no	Santo	dos	Santos	Celestial,	com	Seu	sangue.
Observe	atentamente:	“Não	por	meio	de	sangue	de	bodes	e	debezerros,	mas	pelo
seu	próprio	sangue,	entrou	no	Santo	dos	Santos,	uma	vez	por	todas,	tendo	obtido
eterna	redenção”	(v.	12).	O	sumo	sacerdote	entrava	com	o	sangue	uma	vez	por
ano	para	cobrir	a	lei	quebrada	para	o	Israel	espiritualmente	morto.	Mas	Cristo
entra	com	Seu	sangue	no	Santo	dos	Santos	Celestial	de	uma	vez	por	todas,
obtendo	para	nós	a	eterna	redenção.
Como	nosso	coração	estremece	diante	do	fato	de	que	a	nossa	redenção	é	eterna!
O	versículo	14	é	bem	sugestivo:	“muito	mais	o	sangue	de	Cristo,	que,	pelo
Espírito	eterno,	a	si	mesmo	se	ofereceu	sem	mácula	a	Deus,	purificará	a	nossa
consciência	de	obras	mortas,	para	servirmos	ao	Deus	vivo!”.
Por	isso	mesmo	Ele	é	o	Mediador	da	Nova	Aliança.	Ele	morreu	pelos	pecados
sob	a	Primeira	Aliança.	Não	devemos	omitir	Hebreus	9:24:	“Porque	Cristo	não
entrou	em	santuário	feito	por	mãos,	figura	do	verdadeiro,	porém	no	mesmo	céu,
para	comparecer,	agora,	por	nós,	diante	de	Deus”.
1	Pedro	2:3-10	nos	dá	uma	imagem	dos	novos	sacrifícios	que	oferecemos	ao	Pai.
Eis	uma	visão	do	duplo	sacerdócio	da	Igreja:	dos	versículos	3	a	5,	vemos	o	santo
sacerdócio	oferecendo	“sacrifícios	espirituais	aceitáveis	a	Deus	por	meio	de
Jesus	Cristo”.	É	o	Santo	dos	Santos	particular	de	cada	cristão.	Hebreus	13:15	nos
dá	uma	bela	imagem	disso:	“Por	meio	de	Jesus,	pois,	ofereçamos	a	Deus,
sempre,	sacrifício	de	louvor,	que	é	o	fruto	de	lábios	que	confessam	o	seu	nome”.
No	santo	sacerdócio	oferecemos	nossos	louvores,	nossa	adoração	e	nosso	amor
através	de	Jesus	Cristo,	nosso	Senhor.	Isso	se	conecta	perfeitamente	com	Efésios
5:20:	“dando	sempre	graças	por	tudo	a	nosso	Deus	e	Pai,	em	nome	de	nosso
Senhor	Jesus	Cristo”.	Nunca	oferecemos	ações	de	graças	ao	Pai,	a	não	ser
através	do	Nome	de	Jesus.
Por	quê?	Porque	isso	glorifica	o	Filho,	enfatiza	constantemente	em	nosso
coração	Seu	lugar	de	Mediador	e	Seu	grande	ministério	como	Sumo	Sacerdote.
Em	1	Pedro	2:9-10,	temos	um	vislumbre	do	sacerdócio	real:
Vós,	porém,	sois	raça	eleita,	sacerdócio	real,	nação	santa,	povo	de	propriedade
exclusiva	de	Deus,	a	fim	de	proclamardes	as	virtudes	daquele	que	vos	chamou
das	trevas	para	a	sua	maravilhosa	luz;	vós,	sim,	que,	antes,	não	éreis	povo,	mas,
agora,	sois	povo	de	Deus,	que	não	tínheis	alcançado	misericórdia,	mas,	agora,
alcançastes	misericórdia.
Observe	que	aqui	está	um	ministério	maravilhoso.	Ele	é	para	o	mundo,	e
também	para	a	Igreja.	Diante	do	mundo	está	a	revelação	de	Cristo	como	o
Redentor	deles.	Eu	me	coloco	diante	da	congregação	e	ministro	a	eles	no
sacerdócio	real.	O	coração	deve	sempre	se	lembrar	disso.	Meu	sacerdócio	real
não	funciona	de	fato	a	não	ser	que	tenha	havido	um	tempo	gasto	no	sacerdócio
santo.	A	não	ser	que	meus	lábios	tenham	dado	frutos	de	amor	e	adoração	e
comunhão	com	o	Pai	no	sacerdócio	santo,	eles	serão	lábios	mortos	quando	eu
tentar	desvendar	a	Palavra	para	o	Corpo	de	Cristo	no	sacerdócio	real.
A	Palavra	se	torna	algo	vivo	nos	lábios	do	amor.	Os	lábios	do	amor	são	sempre
lábios	que	geram	fé.	As	palavras	que	você	diz	serão	saciadas	com	amor	e	graça	e
temperadas	com	sabedoria.	Porque	pegamos	a	Bíblia,	entramos	no	santo	lugar	e
tivemos	comunhão	com	nosso	Pai	e	o	visitamos	até	que	todo	o	nosso	ser	parece
estar	saturado	de	amor.
Hebreus	10:19-22	nos	dá	um	vislumbre	do	novo	Santo	dos	Santos:
Tendo,	pois,	irmãos,	intrepidez	para	entrar	no	Santo	dos	Santos,	pelo	sangue	de
Jesus,	pelo	novo	e	vivo	caminho	que	ele	nos	consagrou	pelo	véu,	isto	é,	pela	sua
carne,	e	tendo	grande	sacerdote	sobre	a	casa	de	Deus,	aproximemo-nos,	com
sincero	coração,	em	plena	certeza	de	fé,	tendo	o	coração	purificado	de	má
consciência	e	lavado	o	corpo	com	água	pura.
Nossa	caminhada	terrena	é	purificada	pela	Palavra.
Em	Hebreus	4:16,	Ele	nos	convidou	para	entrarmos	com	ousadia	junto	ao	trono
da	graça.	Esse	é	o	novo	Santo	dos	Santos,	a	nova	Sala	do	Trono	onde	nós,	como
filhos	e	filhas,	temos	um	convite	para	ir.
Nós	não	apenas	vamos	ao	Senhor	quando	nosso	coração	está	carregado	de
tristeza	e	necessidade,	como	vamos	a	Ele	quando	nosso	coração	está	cheio	de
alegria	e	riso.	Nós	entramos	e	damos	a	conhecer	nossos	pedidos.	Abrimos	o
coração	para	o	Senhor	com	a	máxima	confiança.	Temos	a	garantia	de	Jesus:
“tudo	quanto	pedirdes	a	meu	Pai,	em	meu	nome,	ele	vo-lo	há	de	dar”.	Nós	somos
os	filhos	do	Seu	amor.
Com	isso,	chegamos	a	uma	das	palavras	mais	notáveis	dos	lábios	de	Jesus.	Elas
já	foram	citadas,	mas	quero	que	você	as	observe	novamente	em	Mateus	26:61	e
1	Coríntios	3:16.
Vocês	lembram	que	eu	disse	que	era	possível	destruir	aquele	Templo	e
reconstruí-lo	em	três	dias.	Eles	não	entenderam,	mas	Deus	realmente	destruiu	o
Templo,	não	foi?	Quando	Ele	disse	“Está	consumado!”,	o	Templo	tornou-se	um
prédio	vazio	e	Deus	estava	pronto	para	se	mudar	para	o	novo	prédio.	O	véu	que
guardava	o	Santo	dos	Santos	foi	rasgado	em	dois	de	alto	a	baixo;	não	havia	mais
Santo	dos	Santos	na	terra	agora.
“Não	sabeis	que	sois	santuário	de	Deus	e	que	o	Espírito	de	Deus	habita	em	vós?
Se	alguém	destruir	o	santuário	de	Deus,	Deus	o	destruirá;	porque	o	santuário	de
Deus,	que	sois	vós,	é	sagrado”	(1	Coríntios	3:16-17).	Esse	é	o	templo	que	Jesus
levantou	ou	construiu	em	três	dias.	Essa	é	a	nova	casa	de	Deus.	Não	apenas	a
Igreja	é	o	corpo	coletivo	onde	Ele	habita,	como	1	Coríntios	6:19-20	nos	mostra
um	contato	e	um	relacionamento	mais	próximo:
Acaso,	não	sabeis	que	o	vosso	corpo	é	santuário	do	Espírito	Santo,	que	está	em
vós,	o	qual	tendes	da	parte	de	Deus,	e	que	não	sois	de	vós	mesmos?	Porque
fostes	comprados	por	preço.	Agora,	pois,	glorificai	a	Deus	no	vosso	corpo.
Observe	que	seu	corpo,	como	o	Templo	dele,	é	santo.	Romanos	12:1	diz:	“Rogo-
vos,	pois,	irmãos,	pelas	misericórdias	de	Deus,	que	apresenteis	o	vosso	corpo	por
sacrifício	vivo,	santo	e	agradável	a	Deus,	que	é	o	vosso	culto	racional”.
Esse	corpo	se	torna	o	Santo	dos	Santos	de	Deus.	Ele	é	a	coisa	mais	sagrada	na
terra	hoje.	Posso	entender	como	Satanás	o	odeia	e	quer	enchê-lo	de	doenças	e
enfermidades.	Posso	entender	como	Jesus	passou	a	maior	parte	dos	Seus	três
anos	de	ministério	público	curando	corpos	enfermos.	Ele	sabia	o	que	eles
deviam	ser.	Ele	sabia	o	que	eles	seriam	quando	o	espírito	do	homem	que	estava
naquele	corpo	fosse	recriado	e	recebesse	a	natureza	e	a	vida	do	Pai.	Ele	sabia
que	aquele	corpo	então	se	tornaria	o	Santo	dos	Santos	terreno	no	qual	Deus
habitaria.
Que	coisa	maravilhosa	podermos	ter	Deus	dentro	de	nós!	“Maior	é	aquele	que
está	em	vós	do	que	aquele	que	está	no	mundo”	(1	João	4:4).	Eu	me	pergunto	se
Efésios	2:19-22	alguma	vez	desafiou	o	seu	coração?
Assim,	já	não	sois	estrangeiros	e	peregrinos,	mas	concidadãos	dos	santos,	e	sois
da	família	de	Deus,	edificados	sobre	o	fundamento	dos	apóstolos	e	profetas,
sendo	ele	mesmo,	Cristo	Jesus,	a	pedra	angular;	no	qual	todo	o	edifício,	bem-
ajustado,	cresce	para	santuário	dedicado	ao	Senhor,	no	qual	também	vós
juntamente	estais	sendo	edificados	para	habitação	de	Deus	no	Espírito.
Observe	que	nós	estamos	bem	ajustados	e	crescemos	para	sermos	um	santo
templo	no	Senhor	e	passamos	a	estar	edificados	para	habitação	de	Deus	no
Espírito.	Agora	você	pode	entender	esse	estranho	fenômeno	que	ocorre	quando
um	corpo	de	cristãos	começa	a	andar	em	amor.	O	lugar	onde	eles	se	reúnem,	seja
o	templo	ou	outro	espaço,	parece	carregado	de	alguma	coisa	que	os	homens
podem	sentir.	Já	ouvi	dizer	que	o	poder	de	Deus	era	tão	grande	em	uma
congregação	que	homens	e	mulheres	podiam	sentir	isso	quando	passavam	pela
porta	de	entrada.	Ouvi	a	confissão	de	alguns	deles:	“Havia	um	poder	que	me
levou	para	dentro	da	igreja	naquele	dia”.	Isso	acontece	quando	o	Corpo	de	Cristo
passa	a	ser	a	habitação	do	Espírito,	quando	o	amor	é	liberado	em	nós.	A	própria
atmosfera	de	Deus	nos	domina.
Em	Colossenses	1:18,	Jesus	é	chamado	o	Cabeça	da	Igreja,	e	como	o	Cabeça	do
Corpo,	a	Igreja,	Ele	é	o	princípio	ou	o	primogênito	dos	mortos.	Lembre-se	de
que	Ele	provou	a	morte	(a	morte	espiritual)	na	cruz.	No	instante	em	que	o
pecado	foi	colocado	sobre	Seu	espírito,	Ele	morreu	no	espírito.	Anteriormente
expliquei	que	Ele	morreu	no	espírito	primeiro	e	depoisno	corpo,	isto	é,	Ele
voltou	à	vida	duas	vezes.	Ele	foi	“vivificado	no	espírito”	(1	Pedro	3:18).	Depois,
Seu	corpo	foi	ressuscitado	dos	mortos.	Ele	foi	a	primeira	pessoa	que	nasceu	de
novo.	Aqueles	que	estavam	presentes	no	Dia	de	Pentecostes	foram	o	primeiro
grupo	de	pessoas	que	nasceu	de	novo.
Que	maravilhoso	é	tornar-se	participante	da	natureza	divina!	Tornar-se	filhos	e
filhas	de	Deus!
Recapitulando,	a	Velha	Aliança	não	foi	para	os	gentios,	mas	somente	para	Israel.
Nenhum	gentio	podia	entrar	naquela	Aliança	a	não	ser	através	de	um	longo
processo.	Ela	era	apenas	para	o	homem	natural,	e	não	para	os	cristãos.
Aquela	Velha	Aliança	se	cumpriu	e	foi	deixada	de	lado.	Que	infortúnio	o	fato	de
que	homens	e	mulheres	estejam	tentando	entrar	nessa	Aliança	agora.	Há	um
grande	número	de	homens	e	mulheres	hoje	que	estão	tentando	guardar	a	Lei
Mosaica,	como	eles	a	chamam,	mas	ela	foi	cumprida	e	deixada	de	lado.	Veja
bem,	ninguém	podia	cumprir	essa	Aliança	fora	da	Palestina.	Eles	não	podiam
cumpri-la	sem	um	sumo	sacerdote,	sem	os	sacrifícios	e	sem	a	expiação	pelo
sangue.	O	israelita	que	havia	deixado	sua	terra	natal	por	razões	comerciais	era
obrigado	a	voltar	uma	vez	por	ano	a	fim	de	manter-se	debaixo	do	sacrifício	de
sangue	da	Aliança	Abraâmica.	Que	tragédia	o	fato	de	homens	tentarem	se
colocar	debaixo	dessa	Aliança	hoje	e	guardarem	a	Lei,	quando	Deus	a	deixou	de
lado,	assim	como	tudo	que	diz	respeito	a	ela.
A	Nova	Aliança	tem	seu	sacerdócio,	seus	sacrifícios	e	o	seu	Santo	dos	Santos.
Mas	ela	tem	a	redenção	em	lugar	da	expiação;	remissão	em	lugar	de	um	bode
expiatório;	novo	nascimento	em	lugar	da	circuncisão.	Ela	tem	comunhão	com	o
Pai	em	lugar	da	oferta	queimada,	da	oferta	de	paz	e	da	oferta	de	manjares.	Tem	o
nome	de	Jesus	em	lugar	do	Urim	e	do	Tumim.	A	Nova	Aliança	tem	a	mesa	do
Senhor	em	lugar	da	Páscoa.	Somos	filhos	em	lugar	de	servos.	Temos	a	lei	do
amor	em	lugar	da	lei	do	pecado	e	da	morte.	Temos	vida	em	lugar	da	morte.
Temos	justificação	em	lugar	de	condenação.	Quando	quebramos	a	lei	do	amor,
temos	um	Advogado.
Eles	tinham	juízo,	apedrejamento	e	morte.	Nós	temos	um	Pai	vivo	que	cuida	de
nós.
RESUMO
Este	capítulo	é	uma	revelação	do	amor	eterno,	Jesus,	o	Senhor	de	Satanás,
entregue	ao	seu	controle.
É	Deus	manifestado	na	carne	se	fazendo	pecado,	Aquele	que	pronunciou	o	grito
dilacerante:	“Deus	meu,	Deus	meu,	por	que	me	desamparaste?”.
Jesus	é	o	substituto	da	humanidade,	pagando	o	castigo	pelas	suas	transgressões.
Ele	está	carregando	o	fruto	do	pecado	de	Adão	na	substituição.
Ele	está	sofrendo	os	tormentos	dos	condenados,	pelos	homens	que	o
crucificaram.	Ele	era	Deus	manifestado	na	carne	enquanto	andou	sobre	a	terra;
Ele	é	Deus	feito	pecado	agora,	sofrendo	em	nosso	lugar.
Se	alguém	pudesse	escrever	uma	palavra	sobre	este	capítulo	em	letras	de	luz
viva,	essa	palavra	seria	“amor”,	pois	“Deus	amou	de	tal	maneira”.
Nossa	linguagem	é	inadequada	para	expressar	esse	amor	de	Alguém	que	se
tornou	pecado	por	nós.
A	Divindade	está	pagando	o	castigo	por	ter	amado	tanto	a	humanidade,	e	por
ansiar	ter	uma	família.	Deus	está	sofrendo	porque	criou	a	humanidade;	porque
trouxe	o	homem	à	existência.
“Aquele	que	não	conheceu	pecado	se	fez	pecado”	(ver	2	Coríntios	5:21).
“Ele	está	eliminando	o	pecado	pelo	sacrifício	de	si	mesmo”	(ver	Hebreus	9:26).
As	agonias	da	Divindade	ao	redimir	a	raça	humana	nunca	poderão	ser
conhecidas	pela	mente	finita.
CAPÍTULO	9
O	QUE	ACONTECEU	DURANTE	OS	TRÊS	DIAS	E	AS	TRÊS
NOITES?
A	natureza	do	sofrimento	do	Substituto	tem	sido	um	desafio	ao	longo	dos
séculos.	Trata-se	do	sofrimento	mental,	físico,	ou	de	algum	modo	inexplicável,
espiritual?	Não	poderia	ter	sido	mental	porque	Ele	e	o	Pai	planejaram	isso.	Não
poderia	ser	físico,	porque	o	pecado	não	é	físico.
Um	homem	pode	pensar	em	assassinato,	mas	ele	precisa	falar	ou	agir	antes	de	se
tornar	responsável	perante	a	lei.	O	homem	só	opera	na	dimensão	do
conhecimento	que	vem	dos	sentidos.	Deus	opera	na	dimensão	espiritual.
No	primeiro	sermão	pregado	após	a	ressurreição	do	Senhor,	Pedro	disse	estas
palavras	notáveis:	“sendo	este	entregue	pelo	determinado	desígnio	e	presciência
de	Deus,	vós	o	matastes,	crucificando-o	por	mãos	de	iníquos;	ao	qual,	porém,
Deus	ressuscitou,	rompendo	os	grilhões	da	morte;	porquanto	não	era	possível
fosse	ele	retido	por	ela”	(Atos	2:23-24).
Uma	tradução	mais	correta	para	“grilhões	da	morte”	é	“as	contrações	de	parto	da
morte”,	sugerindo	que	a	igreja	nasceu	das	contrações	ou	dos	espasmos	do
espírito	de	Jesus.	“Porque	não	deixarás	a	minha	alma	na	morte,	nem	permitirás
que	o	teu	Santo	veja	corrupção	[no	túmulo	de	José]”	(v.	27,	grifo	nosso).
Vejamos	os	versículos	29-31:
Irmãos,	seja-me	permitido	dizer-vos	claramente	a	respeito	do	patriarca	Davi
que	ele	morreu	e	foi	sepultado,	e	o	seu	túmulo	permanece	entre	nós	até	hoje.
Sendo,	pois,	profeta	e	sabendo	que	Deus	lhe	havia	jurado	que	um	dos	seus
descendentes	se	assentaria	no	seu	trono,	prevendo	isto,	referiu-se	à	ressurreição
de	Cristo,	que	nem	foi	deixado	na	morte,	nem	o	seu	corpo	experimentou
corrupção.
Pedro	entregou	uma	mensagem	admirável,	a	qual	falou	por	revelação.	Ele	disse
que	Jesus	estava	sentado	à	destra	de	Deus,	mas	nenhuma	intimação	havia	sido
dada	com	relação	a	isso.	Observe	que	a	alma	dele	não	foi	deixada	no	Hades,	nem
Seu	corpo	viu	a	corrupção	no	túmulo	de	José.	Salmos	88	nos	dá	uma	prévia	do
sacrifício	substitutivo	de	Jesus	no	Hades.	Detalho	isso	no	capítulo	“Como	Deus
Pode	Ser	Justo”,	em	meu	livro	“The	Father	and	His	Family”	(O	Pai	e	Sua
Família).
É	importante	que	você	entenda	que	Jesus	foi	realmente	entregue	por	causa	das
nossas	transgressões	e	ressuscitado	quando	havia	satisfeito	as	reivindicações	da
justiça.	Com	relação	a	isso,	há	duas	ou	três	objeções	que	poderíamos	considerar.
Lembre-se	de	que	Jesus	disse	ao	ladrão	na	cruz:	“Hoje	estarás	comigo	no
paraíso”	(Lucas	23:43).	No	grego	não	existe	pontuação,	a	qual	é	determinada
pela	ênfase.	Rotherham,	em	suas	notas	sobre	isso,	traduz:	“Eu	lhe	digo	Hoje”	(a
palavra	hoje	é	enfática,	e	na	American	Revision	ela	é	escrita	com	letra
maiúscula).	A	tradução	mais	adequada	seria:	“Eu	lhe	digo	Hoje,	tu	estarás
comigo	no	Paraíso”,	como	se	dissesse:	“Eu	lhe	digo	hoje,	eu	o	encontrarei	em
São	Paulo”.
Isso	não	significa	que	Jesus	foi	ao	Paraíso	quando	o	espírito	deixou	Seu	corpo.	O
Paraíso	era	um	lugar	para	os	santos	do	Antigo	Testamento	aguardarem	a
conclusão	da	obra	redentora	de	Cristo.	Eles	estavam	esperando	o	cumprimento
da	Velha	Aliança.	Em	outras	palavras,	em	termos	atuais,	eles	estavam
aguardando	que	Ele	sacasse	as	notas	promissórias	do	sangue	da	expiação	pelos
mil	e	quinhentos	anos.	Mas	a	obra	não	foi	consumada	na	cruz.	Ela	não	foi
consumada	até	que	Jesus	ressuscitasse	dos	mortos	e	levasse	Seu	sangue	para
dentro	do	Santo	dos	Santos,	e	a	suprema	corte	do	universo	tivesse	aceitado
aquele	sangue	e	tivesse	justificado	os	santos	do	Velho	Testamento.	É	o	que	diz
Romanos	4:25:	“[Ele]	foi	entregue	por	causa	das	nossas	transgressões	e
ressuscitou	por	causa	da	nossa	[judeus	e	gentios]	justificação”	(grifo	nosso).
Nesse	caso,	não	poderia	haver	substituição	a	não	ser	que	Cristo	realmente
pagasse	o	castigo	espiritual	pela	transgressão	do	homem.	O	pecado	de	Adão	deu
a	Satanás	domínio	sobre	ele.	Satanás	soprou	em	Adão	a	sua	natureza.	Adão
realmente	nasceu	de	novo	no	jardim.	Ele	não	tinha	a	natureza	de	Deus.	Ele	tinha
a	natureza	humana	perfeita.	Ele	tinha	a	vida	humana	perfeita.	Dentro	do	seu
espírito,	Satanás	derramou	a	própria	natureza.	O	homem	tornou-se
instantaneamente	um	mentiroso,	um	ser	covarde	e	medroso.	Essa	natureza	foi
reproduzida	na	raça	humana	ao	longo	das	eras.	João	8:44-45	nos	dá	uma	imagem
perfeita	do	que	aconteceu	com	a	raça	humana	através	da	transgressão	de	Adão.
Vós	sois	do	diabo,	que	é	vosso	pai,	e	quereis	satisfazer-lhe	os	desejos.	Ele	foi
homicida	desde	o	princípio	e	jamais	se	firmou	na	verdade,	porque	nele	não	há
verdade.	Quando	ele	profere	mentira,	fala	do	que	lhe	é	próprio,	porque	é
mentiroso	e	pai	da	mentira.	Mas,	porque	eu	digo	a	verdade,	não	me	credes.
A	palavraverdade	significa	realidade.	Satanás	é	a	ausência	de	realidade,	o	que
explica	Romanos	1:25.	Falando	do	homem	universal,	o	versículo	diz:	“...pois
eles	mudaram	a	realidade	de	Deus	pelo	que	não	é	real”,	em	uma	tradução
incrível	e	fiel	ao	original.
Agora	você	pode	ver	o	estado	em	que	o	homem	estava.	Ele	perdeu	a
proximidade	com	Deus,	não	tinha	uma	posição	junto	a	Deus,	não	tinha	nenhum
direito	de	aliança	com	Deus.	Ele	se	tornou,	como	Paulo	nos	diz	em	Romanos
8:7,	“a	inclinação	da	carne	[que]	é	inimizade	contra	Deus,	pois	não	é	sujeita	à	lei
de	Deus,	nem,	em	verdade,	o	pode	ser”	(ACF,	grifo	nosso).
Sua	natureza	é	antagônica	a	Deus.	Isso	explica	por	que,	naquela	grande
Substituição	que	Deus	operou	em	Seu	Filho,	Ele	teve	de	fazer	provisão	em
termos	legais	para	o	homem	se	tornar	participante	da	Sua	natureza,	a	vida	eterna.
Isaías	53	é	um	retrato	do	sofrimento	substitutivo	em	nosso	lugar,	o	qual,	como	já
mencionado,	não	é	um	sofrimento	mental	nem	físico,	mas	no	espírito.	O	Salmo
22	nos	dá	uma	imagem	do	Seu	sofrimento	físico,	mas	Isaías	oferece	uma
imagem	do	Seu	espírito,	enquanto	o	corpo	do	Filho	de	Deus	estava	pendurado	na
cruz.
Era	desprezado	e	o	mais	rejeitado	entre	os	homens;	homem	de	dores	e	que	sabe
o	que	é	padecer;	e,	como	um	de	quem	os	homens	escondem	o	rosto,	era
desprezado,	e	dele	não	fizemos	caso.	Certamente,	ele	tomou	sobre	si	as	nossas
enfermidades	e	as	nossas	dores	levou	sobre	si;	e	nós	o	reputávamos	por	aflito,
ferido	de	Deus	e	oprimido	[pelas	nossas	doenças].
—	vv.	3-4,	grifo	nosso
É	lamentável	o	fato	de	sermos	tão	lentos	para	valorizar	o	que	o	Senhor	realmente
fez	em	nosso	favor.	Deus	vê	a	doença	como	algo	espiritual,	Ele	não	colocou
nossa	doença	física	sobre	o	espírito	de	Cristo,	mas	a	doença	espiritual.	Então,	a
doença	é	um	fato	espiritual,	assim	como	o	pecado	é	um	fato	espiritual.	Foi	Deus
quem	colocou	nossas	doenças	sobre	Ele.
Mas	ele	foi	traspassado	pelas	nossas	transgressões	e	moído	pelas	nossas
iniquidades;	o	castigo	que	nos	traz	a	paz	estava	sobre	ele,	e	pelas	suas
pisaduras	fomos	sarados.	Todos	nós	andávamos	desgarrados	como	ovelhas;
cada	um	se	desviava	pelo	caminho,	mas	o
Senhor
fez	cair	sobre	ele	a	iniquidade	de	nós	todos.	(vv.	5-6)
O	estudioso	atento	perceberá	que	Ele	tratou	com	o	problema	da	doença	antes	de
tratar	com	o	problema	do	pecado.	Não	cabe	a	nós	perguntarmos	por	que	Ele	fez
isso,	mas	o	fato	é	que	Ele	o	fez.	Pode	ser	que	sejamos	tão	conscientes	dos	nossos
sentidos	que	tenha	sido	necessário	Deus	lidar	com	o	homem	sensorial	antes	de
tratar	com	o	homem	espiritual.	Deveríamos	observar	que	o	homem	está	na
mesma	classe	com	Deus.	Ele	é	um	ser	eterno,	um	ser	espiritual	que	foi	criado	de
maneira	a	poder	tornar-se	participante	da	natureza	de	Deus.	Ele	foi	ferido	no	Seu
espírito	com	nossas	iniquidades.	O	castigo	que	poderia	nos	trazer	paz	estava
sobre	Ele,	e	“por	suas	pisaduras	fomos	sarados”.	Não	são	pisaduras	físicas.	É	a
justiça	tratando	com	nosso	substituto	na	dimensão	do	espírito.
Na	versão	American	Revision	lemos:
Mas	agradou	a	Jeová	feri-lo;	Ele	o	fez	sofrer;	quando	der	Ele	a	Sua	alma	como
oferta	pelo	pecado,	Ele	verá	Sua	semente,	Ele	prolongará	Seus	dias,	e	o	prazer
de	Jeová	prosperará	na	Sua	mão.	Ele	verá	o	esforço	da	Sua	alma,	e	ficará
satisfeito;	pelo	conhecimento	dele	meu	servo	justo	justificará	a	muitos;	e	Ele
levará	as	iniquidades	deles.	Por	isso	Eu	dividirei	com	ele	uma	parte	com	os
grandes,	e	ele	dividirá	o	despojo	com	os	fortes;	porque	derramou	a	sua	alma	na
morte,	e	foi	contado	com	os	transgressores.
—	vv.	10-12
Algumas	traduções	para	o	versículo	10	dizem:
1.“Todavia,	ao	Senhor	agradou	moê-lo,	fazendo-o	enfermar”	(ARA).
2.“Contudo,	foi	da	vontade	do	Senhor	esmagá-lo	e	fazê-lo	sofrer”	(NVI).
3.“...o	plano	perfeito	do	Senhor	exigia	sua	morte	e	seu	sofrimento”	(NBV).
4.“Todavia	foi	do	agrado	de	Jeová	esmagá-lo;	deu-lhe	enfermidades”	(TB).
Não	há	como	fugir	do	fato	de	que	doença	e	pecado	são	uma	coisa	só.	Eles	têm
uma	origem	em	comum,	mas	duas	maneiras	diferentes	de	se	manifestar,	uma	no
corpo	físico	e	outra	no	corpo	espiritual.	Romanos	8:3	declara:	“...condenou
Deus,	na	carne,	o	pecado”.	Sem	dúvida,	com	isso	ele	quer	dizer	o	pecado	e	as
doenças,	pois	eles	têm	uma	origem	comum	em	Satanás	e	estão	debaixo	de
condenação	por	parte	de	Deus.
Mas	creio	que	a	declaração	mais	terrível	de	Isaías	53	é:	“...quando	der	ele	a	sua
alma	como	oferta	pelo	pecado”	(v.	10)	ou	“quando	a	sua	alma	se	puser	por
expiação	do	pecado”	(ARC).	Observe	também	esta	tradução:	“fazendo-o
enfermar;	quando	a	sua	alma	se	puser	por	expiação	do	pecado”	(ACF).
O	versículo	11	apresenta	algumas	traduções	impressionantes.	Depois	que	Ele	foi
justificado	no	espírito,	“então	Ele	foi	concebido	por	Deus”.	De	acordo	com	1
Timóteo	3:16,	Ele	foi	justificado	no	espírito.	Ele	é	o	primogênito	da	morte
espiritual,	a	primeira	pessoa	a	nascer	de	novo.	Agora	nossos	corações	podem
assimilar	esta	verdade:	“Ele	verá	o	fruto	do	penoso	trabalho	de	sua	alma	e	ficará
satisfeito;	o	meu	Servo,	o	Justo,	com	o	seu	conhecimento,	justificará	a	muitos,
porque	as	iniquidades	deles	levará	sobre	si”	(Isaías	53:11).	Essa	versão	é
realmente	impressionante.	A	versão	King	James	Atualizada	diz:	“ele
contemplará	o	resultado	da	sua	obra,	o	empenho	de	sua	alma,	e	ficará	satisfeito”.
A	partir	dessas	versões,	você	pode	ter	um	vislumbre	do	sacrifício	substitutivo	do
nosso	grande	Mestre.	Seu	espírito	ficou	absolutamente	impregnado	com	a
natureza	pecaminosa	do	mundo	e	Ele	desceu	até	as	profundezas	mais	baixas	do
Hades	(ver	Salmos	88).	A	mente	humana	não	pode	captar	isso,	não	há	linguagem
que	o	descreva.	Não	temos	nada	com	o	que	possamos	comparar,	pois	aquele	que
não	conheceu	pecado,	Deus	o	fez	pecado.
A	oferta	pelo	pecado	segundo	a	lei	lhes	havia	sido	imputada.	Cristo	não	tinha
nenhum	pecado	imputado	a	Ele,	mas	se	fez	pecado.	Os	israelitas	tiveram	a
justiça	imputada	a	eles;	nós	temos	a	justiça	transferida	a	nós.	Essa	justiça	nos
permite	comparecer	na	presença	do	Pai	como	se	o	pecado	nunca	tivesse	existido.
Acerca	disso,	vejamos	algumas	versões	de	Salmos	88.
•“minha	alma	está	farta	de	males”	(v.	3,	ARA).
•“a	minha	alma	está	cheia	de	angústias”	(v.	3,	ARC).
•“Puseste-me	na	cova	mais	profunda”	(v.	6,	NVI).
•“Sobre	mim	pesa	a	tua	ira;	tu	me	abates	com	todas	as	tuas	ondas”	(v.	7,	ARA).
•“Sobre	mim	pesa	a	tua	cólera;	tu	me	abateste	com	todas	as	tuas	ondas.	(Selá)”
(v.	7,	ARC).
•“Tua	ira	pesa	sobre	mim;	com	todas	as	tuas	ondas	me	afligiste”	(v.	7,	NVI).
•“Estou	fechado”	(v.	9,	ARC).
•“Ando	aflito	e	prestes	a	expirar	desde	moço;	sob	o	peso	dos	teus	terrores,	estou
desorientado.	Por	sobre	mim	passaram	as	tuas	iras,	os	teus	terrores	deram	cabo
de	mim”	(vv.	15-16,	ARA).
Temos	aí	um	quadro	de	algo	que	vai	além	da	razão	humana,	que	retrata	nosso
Príncipe	e	Salvador	sofrendo	no	nosso	lugar	para	poder	nos	tornar	justos.
Justiça	significa	a	capacidade	de	estar	na	presença	do	Pai	sem	sentimento	de
culpa,	condenação	ou	inferioridade.	Nós	comparecemos	diante	dele	como	filhos
na	presença	do	Pai	de	amor.	Fomos	recriados	a	partir	do	Seu	coração.	Somos
feitos	da	Sua	substância.	Que	grande	dia	será	aquele	em	que	os	cristãos	passarão
a	entender	quem	eles	realmente	são	em	Cristo,	“se	alguém	está	em	Cristo,	é	nova
criatura”	(2	Coríntios	5:17).
Esse	homem	é	uma	nova	espécie;	algo	que	o	mundo	nunca	conheceu	até	o	Dia
de	Pentecostes.	Ele	é	tão	semelhante	a	Cristo,	tão	completamente	um	com	Ele,
que	Cristo	pode	dizer:	“Eu	sou	a	videira,	vós,	os	ramos”	(João	15:5).	Nós	nos
tornamos	participantes	da	Sua	natureza.	Não	apenas	isso,	mas	Ele	ousou	vir	e
fazer	do	nosso	corpo	a	Sua	habitação.	Não	posso	entender	isso	com	o
conhecimento	que	vem	dos	sentidos,	apenas	sei	que	isso	é	um	fato,	e	meu
espírito	testifica	com	a	Palavra	que	é	verdade.
Ele	está	em	mim	agora.	Aquele	grande	e	poderoso	Espírito	que	ressuscitou	Jesus
dentre	os	mortos	está	em	mim	enquanto	eu	dito	estas	palavras.	Ele	está
iluminando	a	Palavra,	fazendo	meu	coração	entender	as	maravilhas	da	graça	do
Pai	reveladas	em	Jesus.	Você	consegue	ver	a	necessidade	de	estudarmos	para
descobrirquem	realmente	somos	em	Cristo?	O	que	o	espírito,	através	da	Palavra,
realmente	operou	em	nós	que	nos	tornou	aceitáveis	até	Ele	poder	sussurrar:
Vocês	estão	no	Amado	(ver	Efésios	1:6).
Isso	significa	que	você	está	tão	próximo	do	coração	do	Pai	quanto	Jesus.	A
grande	oração	de	Jesus	em	João	17:23	chega	a	ser	um	grito:	“...para	que	o
mundo	conheça	que	tu...	os	amaste,	como	também	amaste	a	mim”.
Aquele	que	foi	manifestado	na	carne	foi	justificado	em	espírito.
—	1	Timóteo	3:16
Pois	também	Cristo	morreu,	uma	única	vez,	pelos	pecados,	o	justo	pelos
injustos,	para	conduzir-vos	a	Deus;	morto,	sim,	na	carne,	mas	vivificado	no
espírito.
—	1	Pedro	3:18
O	fato	de	Jesus	ter	nascido	de	novo	antes	de	ressuscitar	dos	mortos	é	algo
realmente	impressionante.
Depois	de	cumprirem	tudo	o	que	a	respeito	dele	estava	escrito,	tirando-o	do
madeiro,	puseram-no	em	um	túmulo.	Mas	Deus	o	ressuscitou	dentre	os	mortos;	e
foi	visto	muitos	dias	pelos	que,	com	ele,	subiram	da	Galileia	para	Jerusalém,	os
quais	são	agora	as	suas	testemunhas	perante	o	povo.	Nós	vos	anunciamos	o
evangelho	da	promessa	feita	a	nossos	pais,	como	Deus	a	cumpriu	plenamente	a
nós,	seus	filhos,	ressuscitando	a	Jesus,	como	também	está	escrito	no	Salmo
segundo:	“Tu	és	meu	Filho,	eu,	hoje,	te	gerei”.	E,	que	Deus	o	ressuscitou	dentre
os	mortos	para	que	jamais	voltasse	à	corrupção,	desta	maneira	o	disse:	“E
cumprirei	a	vosso	favor	as	santas	e	fiéis	promessas	feitas	a	Davi”.
—	Atos	13:29-34
Um	dos	incidentes	mais	dramáticos	e	notáveis	ocorre	com	relação	à	obra
substitutiva	de	Cristo.	Colossenses	2	faz	a	descrição	de	uma	batalha	que	ocorreu
no	Hades	antes	de	Jesus	ressuscitar	dos	mortos.	Em	Lucas,	a	Palavra	nos	diz	que
Ele	entrou	na	casa	do	valente	e	o	amarrou.	Jesus,	depois	de	ter	sido	justificado	e
vivificado	no	espírito,	tornou-se	o	Senhor	de	Satanás,	e	“despojando	os
principados	e	potestades,	publicamente	os	expôs	ao	desprezo,	triunfando	deles
na	cruz”	(v.	15).
Isso	fica	mais	claro	ainda	em	outra	versão:	“Tendo	despojado	de	si	mesmo	os
principados	e	as	potestades...”	(English	Revised	Version,	tradução	livre).	Seria
como	se	todas	as	hostes	do	inferno	estivessem	sobre	Ele.	Jesus	estava	passando
por	agonias	indescritíveis	e,	de	repente	é	justificado	e	vivificado.
Ele	reduziu	a	nada	as	hostes	das	trevas	(ver	Hebreus	2:14),	ou	permitiu	que	elas
fossem	derrotadas;	Ele	paralisou	o	poder	delas	de	lidar	com	a	morte.	E	quando
se	encontrou	com	João,	Jesus	disse:	“[Eu	sou]	aquele	que	vive;	estive	morto,
mas	eis	que	estou	vivo	pelos	séculos	dos	séculos	e	tenho	as	chaves	da	morte	e	do
inferno”	(Apocalipse	1:18).	Ele	havia	vencido	Satanás	e	o	havia	despojado	da
sua	autoridade	(chaves	representam	autoridade).	Jesus	era	o	Senhor	de	todo	o
inferno.	Ele	não	venceu	Satanás	para	Si	mesmo,	mas	por	nós,	por	você	e	por
mim.	Foi	como	se	você	tivesse	encontrado	Satanás	pessoalmente	e	o	vencido	e	o
despojado	da	sua	autoridade	e	se	tornado	senhor	dele.	Por	isso	Jesus	nos	deu	a
procuração	para	usarmos	Seu	Nome.	Ele	disse:	“Em	Meu	nome	expulsarão
demônios.	Imporão	as	mãos	sobre	os	enfermos	e	eles	serão	curados”	(ver
Marcos	16:17-18).
Lembre-se	de	Mateus	28:18-19:	“...Toda	autoridade	me	foi	dada	nos	céus	e	na
terra.	Ide,	portanto,	fazei	discípulos	[alunos]	de	todas	as	nações...”	(grifo	nosso).
E	esses	discípulos	têm	a	autoridade	que	Jesus	manifestou	no	inferno	hoje	nesse
poderoso	Nome.
Você	precisa	entender	que	realmente	tem	o	direito	legal	à	autoridade	e	ao	poder
que	estão	investidos	no	Nome	de	Jesus	e	que	você	pode	usá-lo.	Você	tem	a
procuração	para	usar	o	Nome	de	Jesus;	você	é	um	senhor	absoluto	das	forças
satânicas.	Agora	estamos	preparados	para	entender	Romanos	4:25:	“O	qual	foi
entregue	por	causa	das	nossas	transgressões	e	ressuscitou	por	causa	da	nossa
justificação”.
Se	você	tivesse	ficado	ao	lado	da	cruz	com	Pedro,	João	e	os	outros,	não	veria
nada	além	do	que	eles	viram.	Nenhum	deles	sabia	que	Deus	estava	tratando	com
o	espírito	de	Cristo,	que	Ele	foi	“aflito,	ferido	de	Deus	e	oprimido”	(Isaías	53:4)
com	todas	as	doenças	e	todos	os	pecados	do	ser	humano.	As	leituras	dos
comentários	da	Bíblia	de	referências	cruzadas	sobre	Isaías	52:13-15	oferecem
muita	luz	sobre	esse	problema.	O	versículo	14	diz:	“Como	pasmaram	muitos	à
vista	dele	(pois	o	seu	aspecto	estava	mui	desfigurado,	mais	do	que	o	de	outro
qualquer,	e	a	sua	aparência,	mais	do	que	a	dos	outros	filhos	dos	homens)”.
Vejamos	outras	versões:
“Mas	muitos	ficarão	espantados	quando	o	virem.	Eles	verão	o	meu	servo	coberto
de	sangue,	com	suas	feições	completamente	deformadas”	(NBV).
“Muitos	ficaram	horrorizados	quando	o	viram,	pois	ele	estava	tão	desfigurado
que	nem	parecia	um	ser	humano”	(NTLH).
“Assim	como	houve	muitos	que	ficaram	pasmados	diante	dele;	sua	aparência
estava	tão	desfigurada,	que	ele	se	tornou	irreconhecível	como	homem”	(NVI).
É	difícil	entender	como	o	espírito	de	Jesus	havia	ficado	tão	deformado	pelos
pecados	e	doenças	do	ser	humano,	a	ponto	de	não	se	parecer	mais	com	um
homem.	Isaías	53:5	traz	algumas	explicações:	“Homem	de	dores,	e	de
sofrimento,	de	tristeza,	acostumado	com	a	dor,	familiarizado	com	os	males
[literalmente,	doenças]”	(grifo	nosso).	O	versículo	4	também	é	impactante:
“Certamente,	ele	tomou	sobre	si	as	nossas	enfermidades	e	as	nossas	dores	levou
sobre	si;	e	nós	o	reputávamos	por	aflito,	ferido	de	Deus	e	oprimido”.	Outra
versão	diz:	“No	entanto,	era	o	nosso	sofrimento	que	ele	estava	carregando,	era	a
nossa	dor	que	ele	estava	suportando.	E	nós	pensávamos	que	era	por	causa	das
suas	próprias	culpas	que	Deus	o	estava	castigando,	que	Deus	o	estava
maltratando	e	ferindo”	(NTLH).	A	Nova	Versão	Transformadora	diz:	“Quando
ele	vir	tudo	que	resultar	de	sua	angústia,	ficará	satisfeito.	E,	por	causa	de	tudo
que	meu	servo	justo	passou,	ele	fará	que	muitos	sejam	considerados	justos,	pois
levará	sobre	si	os	pecados	deles”	(v.	11).	Agora,	veja	o	que	diz	a	Nova	Bíblia
Viva:	“E	quando	ele	puder	ver	o	resultado	do	seu	terrível	sofrimento,	verá	a	luz	e
ficará	satisfeito.	Através	de	tudo	o	que	passou,	o	meu	servo,	o	justo,	fará	que
muitos	se	tornem	justos	diante	de	mim,	porque	ele	mesmo	levará	sobre	si	os
pecados	deles”.
A	passagem	de	Romanos	4:25	é	mais	clara:	“...o	qual	foi	entregue	por	causa	das
nossas	transgressões	e	ressuscitou	por	causa	da	nossa	justificação”.
Há	duas	fases	da	justiça.	Quando	Cristo	ressuscitou	do	túmulo,	todos	receberam
justificação,	o	que	lhes	daria	o	direito	legal	à	vida	eterna.	Mas	essa	justiça	não	se
tornou	deles	até	aceitarem	Jesus	Cristo	pessoalmente	como	seu	Salvador	e	o
confessarem	como	seu	Senhor.	Aqueles	que	ensinam	uma	salvação	universal	só
captaram	o	lado	legal	da	justiça.
Todos	os	filhos	em	Israel	tinham	o	direito	legal	a	todos	os	benefícios	da	Aliança,
mas	isso	não	lhes	pertencia	pessoalmente	até	eles	serem	circuncidados.	A	vida
eterna	se	torna	nossa	no	instante	em	que	nós	recebemos	Jesus	Cristo
pessoalmente	como	Salvador	e	o	confessamos	como	o	Senhor	da	nossa	vida.
RESUMO
Vejamos	os	ápices	da	breve	vida	do	Homem.	Houve	um	no	jardim,	um	no
julgamento	e	outro	na	cruz,	mas	somente	um	anjo	podia	retratar	o	clímax	da	Sua
ressurreição.	O	Homem	pagou	o	castigo	pela	transgressão	da	humanidade.	Ele	se
tornou	pecado	e	foi	justificado.	O	Pai	lhe	disse:	“Eu	hoje	te	gerei”,	e	Ele	foi
vivificado	no	espírito,	“o	Primogênito	dos	mortos”	(Apocalipse	1:5).
Ele	expulsou	as	forças	das	trevas	que	o	detinham	em	cativeiro	e	as	despojou	da
sua	autoridade	e	do	seu	domínio	sobre	o	homem.	Era	o	senhor	da	morte	e	o
conquistador	do	túmulo.	Revestiu-se	de	imortalidade	como	de	uma	veste,
aparecendo	entre	os	discípulos	da	mesma	maneira	simples	e	divina	com	a	qual
havia	se	misturado	com	eles	por	três	anos	e	meio.	Seus	lábios	pronunciaram
apenas	uma	palavra:	“Salve!”.	A	manhã	da	redenção	havia	chegado.	A	nova
criação	agora	podia	se	tornar	uma	realidade.	O	Filho	de	Deus,	que	morreu	como
um	cordeiro,	havia	ressuscitado	como	o	Senhor	e	Sumo	Sacerdote	da	Nova
Aliança.
O	amor	paira	sobre	esse	novo	título.	O	título	mais	sagrado,	o	mais	belo	que	os
lábios	já	pronunciaram,	mas	até	agora	desconhecidoao	homem.	Maria	caiu	aos
Seus	pés	e	Ele	disse:	“Não	me	toques,	porque	ainda	não	subi	para	o	Pai”	(ver
João	20:17).	Ele	entrou	no	céu	como	o	Sumo	Sacerdote	e	levou	o	próprio	sangue
para	dentro	do	novo	Santo	dos	Santos.
CAPÍTULO	10
O	QUE	ACONTECEU	NA	RESSURREIÇÃO?
A	ressurreição	de	Jesus	foi	o	maior	evento	que	já	aconteceu,	seja	na	dimensão
dos	sentidos,	seja	na	dimensão	do	espírito.	Satanás	foi	derrotado.	O	cabeça	da
Nova	Criação	é	o	vencedor	e	o	exemplo	para	todos	os	membros	da	nova	criação.
Eles	devem	ser	vencedores,	senhores	das	circunstâncias	e	de	todas	as	forças
demoníacas.
Cristo	ergueu-se	à	plena	estatura	da	Sua	Divindade	na	presença	do	adversário.
Ele	despojou	de	si	mesmo	os	principados	e	as	potestades,	os	exibiu	publicamente
na	presença	de	todo	o	inferno.	Depois,	tirando	o	troféu	da	mão	do	vencido,
ressuscitou	dos	mortos.	Podemos	ouvi-lo	dizer:	“Estive	morto,	mas	eis	que	estou
vivo	pelos	séculos	dos	séculos	e	tenho	as	chaves	da	morte	e	do	inferno”
(Apocalipse	1:18).
Isso	traz	à	memória	a	cena	de	Mateus	28:5-6.	As	mulheres	haviam	ido	até	a
sepultura,	que	estava	vazia,	mas	um	anjo	estava	lá.	E	o	anjo	respondeu	às
mulheres:	“Não	temais;	porque	sei	que	buscais	Jesus,	que	foi	crucificado.	Ele
não	está	aqui;	ressuscitou,	como	tinha	dito.	Vinde	ver	onde	ele	jazia”.	O	Senhor
do	pecado,	da	doença,	da	morte	e	de	Satanás,	morreu	como	Jesus,	o	Cordeiro.
Ele	ressuscitou	como	Senhor	e	Sumo	Sacerdote,	venceu	a	morte	e	o	túmulo.
Quando	Maria	o	encontrou,	ela	caiu	aos	Seus	pés,	chamando-o	de	seu	Senhor.
Ele	lhe	disse:	“Não	me	detenhas;	porque	ainda	não	subi	para	meu	Pai”	(João
20:17).
O	último	grito	de	Jesus	na	cruz	havia	sido:	“Deus	meu,	Deus	meu,	por	que	me
desemparaste?”.	Ele	pagou	o	castigo	pela	transgressão	do	homem	e	atendeu	às
exigências	da	justiça,	para	então	levar	o	próprio	sangue,	como	o	Sumo
Sacerdote,	ao	Santo	dos	Santos	Celestial,	a	fim	de	fazer	a	redenção	eterna.
A	ressurreição	do	Senhor	Jesus	liberou	o	amor,	permitiu	que	Deus	desse	vida
eterna,	uma	redenção	perfeita,	uma	libertação	perfeita	ao	homem	escravizado
por	Satanás.	Ela	fez	de	Jesus	o	Cabeça	de	uma	nova	criação.	Fez	do	homem	da
nova	criação	um	ser	criativo,	que	está	na	mesma	classe	de	Deus.	Daquele	túmulo
escuro	veio	a	luz	das	eras.
Agora	podemos	entender	João	8:12:	“Eu	sou	a	luz	do	mundo;	quem	me	segue
não	andará	nas	trevas;	pelo	contrário,	terá	a	luz	da	vida”.	São	homens	de	uma
nova	criação;	um	novo	tipo,	uma	nova	espécie	de	homens,	deve	andar	pela	terra.
Houve	um	tempo	em	que	havia	gigantes	físicos	sobre	a	terra.	Agora	existem
gigantes	espirituais.	Existem	os	gigantes	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos.
Agora,	com	a	revelação	paulina	desvendada,	temos	gigantes	espirituais.
João	1:4	agora	brilha	radiante:	“A	vida	estava	nele	e	a	vida	era	a	luz	dos
homens”.	Jesus	tinha	a	vida	e	a	luz	nele,	mas	ela	não	podia	brilhar	durante	Sua
caminhada	terrena.	Então,	Ele	deu	essa	vida	aos	pequenos	portadores	da	luz:	a
nova	criação.	Em	meio	à	escuridão	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos,
devemos	resplandecer	como	luzes.	A	vida	da	qual	Jesus	falou	com	tanta
frequência	ia	produzir	a	luz,	a	sabedoria,	a	habilidade	criativa	que	o	mundo
nunca	teve.	Não	havia	existido	uma	mente	criativa	desde	a	queda	do	homem.
Era	a	vida	e	a	luz	vindas	do	túmulo.	Veio	fluindo	um	brilho	que	iluminou	o
mundo.	Alguém	com	inclinação	poética	teria	um	pensamento	lírico	ao	ver	Jesus
vindo	daquele	sepulcro	vazio,	como	se	dando	à	luz	vida,	liberdade,	amor	e	uma
nova	criação.	Eles	pensaram	que	haviam	se	livrado	de	Jesus,	mas	aquele
sepulcro	vazio	deu	à	luz	milhões	de	homens-Jesus.	Quando	percebemos	o	que	a
ressurreição	de	Jesus	significou	para	a	raça	humana,	ficamos	impressionados.	O
sepulcro	aberto	deu	liberdade	às	mulheres.	As	mulheres	eram	vistas	como
escravas,	mas	hoje	estão	em	todos	os	lugares	nos	quais	a	ressurreição	de	Jesus
influenciou	as	mentes	dos	homens.	A	ressurreição	deu	ao	homem	um	novo	tipo
de	amor.	O	amor	que	o	homem	conhecia	derivava	do	egoísmo.	O	homem	natural
não	tem	amor	real,	pois	não	passa	de	egoísmo	refinado.	Se	o	objeto	do	seu	amor,
para	quem	ele	escreveu	poesias	e	músicas,	rejeita	esse	amor	e	ousa	amar	outro,
seu	amor	se	transforma	em	ódio	e	assassinato.
Não	há	solução	para	o	problema	humano	fora	da	ressurreição	de	Cristo,	“o	qual
foi	entregue	por	causa	das	nossas	transgressões	e	ressuscitou	por	causa	da	nossa
justificação”	(Romanos	4:25).
As	guerras	fratricidas	que	varreram	as	eras	poderiam	nunca	ter	ocorrido	se	esse
novo	tipo	de	amor	que	Jesus	trouxe	ao	mundo	tivesse	dominado	todas	as	esferas.
Falamos	sobre	patriotismo,	que	muitas	vezes	foi	o	pai	do	extermínio.	Porque
quando	o	Mestre	ressuscitou	do	túmulo	em	Jerusalém,	Ele	deu	ao	mundo	um
novo	tipo	de	amor,	um	novo	tipo	de	vida,	do	qual	nasceu	um	novo	tipo	de	ética	e
um	novo	padrão	de	vida	que	destruiria	a	guerra,	o	ódio,	o	ciúme,	a	amargura	e	o
egoísmo	em	todas	as	formas.
Jesus	viveu	esse	amor.	De	acordo	com	Paulo,	esse	amor	“...é	paciente...	Não
maltrata,	não	procura	seus	interesses”	(1	Coríntios	13:4-5).	Esse	algo	novo	que
saiu	do	sepulcro	vazio	é	a	coisa	mais	revolucionária	que	já	tocou	um	ser
humano.
Ele	nunca	tira	vantagem.
Ele	nunca	faz	algo	que	não	seja	gentil.
Ele	não	é	conivente	com	a	tirania	ou	com	o	derramamento	de	sangue.
Ele	dá	à	luz	os	homens	da	nova	criação	com	a	vida	de	Deus.	Não	apenas
transferindo	Sua	natureza	aos	homens,	mas	realmente	entrando	neles	e	fazendo
do	corpo	deles	o	Seu	templo.	Esse	novo	tipo	de	vida	dá	ao	homem	a	capacidade
para	estar	na	presença	de	Deus	sem	sentimento	de	culpa,	condenação	ou
inferioridade.
Ele	tirou	do	homem	o	medo	das	circunstâncias,	o	pavor	da	velhice,	o
acovardamento	dos	fracos	diante	dos	fortes.	Ele	tornou	todos	os	homens	iguais.
Ele	fez	os	fortes	levarem	os	fardos	dos	fracos.	Fez	do	mundo	um	lugar	seguro
para	os	bebês	nascerem	e	serem	criados.
Um	dia	incomparável	amanheceu	com	a	nova	criação.	Foi	um	dia	maravilhoso
quando	Jesus	nasceu	na	manjedoura,	mas	foi	um	dia	incrível	quando	Deus	fez
provisão	para	a	nova	criação.	Da	manhã	da	ressurreição	ao	Pentecostes,	aqueles
quarenta	ou	cinquenta	dias	estavam	cheios	dos	planos	de	Deus	para	o
nascimento	da	Igreja.
A	manhã	da	ressurreição	foi	a	manhã	de	todas	as	manhãs!
Era	o	começo	de	um	novo	dia,	quando	um	novo	tipo	de	amor	deveria	dominar
onde	antes	o	ódio	havia	corrido	desenfreado.	A	ressurreição	de	Jesus	significou
que	Satanás	foi	derrotado;	seus	escravos	se	tornariam	seus	senhores.	Toda	nova
criatura	seria	vencedora.	Um	novo	senso	de	justiça	dominou	onde	o	medo	havia
governado.	O	domínio	destemido	do	antigo	dominador	de	escravos	havia	sido
desterrado.
A	nova	criação	é	senhora.
“Quem	é	aquele	que	vence	o	mundo?	Aquele	que	nasce	de	Deus”	(ver	1	João
5:4-5).
RESUMO
Se	o	mistério	tem	a	capacidade	de	nos	fascinar,	então	aqueles	quarenta	dias
foram	fascinantes.
Que	eu	saiba,	só	houve	um	livro	escrito	sobre	esse	tema,	no	entanto	as	coisas
mais	marcantes	ocorrem	durante	esse	período.
Após	a	ressurreição,	Jesus	levou	Seu	sangue	para	dentro	do	Santo	dos	Santos;
Ele	morreu	como	um	Cordeiro	e	ressuscitou	como	o	Sumo	Sacerdote	da	Nova
Aliança,	a	qual	tinha	acabado	de	existir	quando	Ele	levou	Seu	sangue	à	presença
da	suprema	corte	do	universo.
O	sangue	foi	aceito.
Esse	sangue	purificou	os	santos	do	Antigo	Testamento	que	confiaram	no	sangue
de	touros	e	bodes,	e	eliminou	o	pecado	deles.	Esse	sangue	selou	a	Nova	Aliança.
Só	uma	oferta	era	necessária.
Jesus	então	pôde	ir	ao	paraíso	e	proclamar	aos	santos	da	Velha	Aliança	que
aguardavam,	que	Ele	fez	uma	redenção	perfeita,	sacou	cada	uma	das	notas
promissórias	da	expiação.
Agora	os	santos	do	Antigo	Testamento	estão	prontos	para	ir	para	o	céu.	“Na	casa
de	meu	Pai	há	muitas	moradas...”	(João	14:2).
Eles	devem	ir	e	ocupar	seu	novo	lar.	Entre	eles	estarão	todos	os	que	confiaram
na	promessa,	de	Adão	ao	ladrão	na	cruz.
CAPÍTULO	11
O	QUE	ACONTECEU	durante	os	QUARENTA	dias?
P	ara	a	maioria	das	pessoas,	foram	dias	surpreendentes	de	obscuridade,	mas
percorrendo	com	atenção	os	quatro	evangelhos	e	depois	voltandoàs	epístolas	de
Paulo,	temos	vislumbres	do	que	aconteceu	em	alguns	momentos	durante	esses
quarenta	dias.
Um	versículo	com	o	qual	estamos	familiarizados	é	Hebreus	9:12:	“Não	por	meio
de	sangue	de	bodes	e	de	bezerros,	mas	pelo	seu	próprio	sangue,	entrou	no	Santo
dos	Santos,	uma	vez	por	todas,	tendo	obtido	eterna	redenção”.
O	Espírito	está	falando,	através	de	Paulo,	de	Jesus	como	o	Novo	Sumo
Sacerdote,	levando	Seu	sangue	para	o	Santo	dos	Santos	e	obtendo	redenção
eterna,	mas	antes	de	entrar	com	Seu	sangue	há	um	pequeno	toque	humano	nesse
drama	que	não	devemos	ignorar,	que	está	em	João	20:11-18.	O	Mestre	apareceu
a	Maria,	a	irmã	de	Marta.	Ela	não	soube	quem	era	Ele,	o	qual	disse
carinhosamente:	“Mulher,	por	que	choras?	A	quem	procuras?”	(v.	15).	Ela
pensou	que	Jesus	fosse	o	jardineiro.
Mal	podemos	conter	as	lágrimas	quando	lemos	a	resposta	dela:	“Senhor,	se	tu	o
tiraste,	dize-me	onde	o	puseste,	e	eu	o	levarei”	(v.	15).	Jesus	chorou	sobre	o
túmulo	de	Lázaro.	Talvez	Ele	tenha	chorado	novamente	nesse	momento,	pois
Seu	coração	deve	ter	sido	tocado	com	a	lealdade	daquela	mulher.	Em	resposta,
Ele	virou-se	para	ela	e	disse	apenas	uma	palavra:	“Maria”	(v.	16).
Era	a	velha	voz,	a	voz	que	eles	haviam	passado	a	amar.	Quantas	vezes	Ele	havia
dito	“Maria”	na	casa	dela,	em	Betânia.	Quantas	vezes	ela	ouviu:	“Marta”	e
“Lázaro”.	Isso	irrompeu	sobre	ela	como	uma	inundação.	Ela	virou-se,	olhou	para
Ele,	caiu	aos	Seus	pés	e	sussurrou:	“Raboni”	(v.	16).	Ela	queria	segurar	Seus	pés,
e	eu	não	me	admiro.	Quantas	vezes	eu	sonhei:	“Ah,	se	eu	pudesse	beijar	aqueles
pés	e	as	feridas	naquelas	lindas	mãos”.
Mas	Ele	disse	a	ela	carinhosamente,	quase	em	um	sussurro:	“Não	me	toque...
porque	eu	ainda	não	subi	ao	Pai”	(João	20:17,	NBV).	Você	sabe	o	que	Ele	quis
dizer.	Ele	morreu	como	um	cordeiro,	como	um	substituto,	e	ressuscitou	como	o
Senhor	e	Sumo	Sacerdote.
Lembre-se	de	que	o	véu	foi	rasgado	no	Santo	dos	Santos	de	alto	a	baixo.	Isso
significa	que	não	havia	mais	um	sumo	sacerdote	sob	a	Velha	Aliança.	O
sacerdócio	foi	abolido.	Não	havia	Lei,	pois	já	havia	sido	cumprida.	Não	havia
mais	sacrifícios;	o	sumo	sacerdote	não	sabia	disso,	mas	ele	havia	oferecido	o
Cordeiro	de	Deus	como	o	grande	sacrifício	por	toda	a	eternidade.	E	o	Cordeiro
do	sacrifício	havia	ressuscitado	dos	mortos	como	o	Sumo	Sacerdote	da	Nova
Aliança.
A	Aliança	Abraâmica	havia	sido	concluída.	Chegou	um	novo	Sumo	Sacerdote
que	não	pertenceu	à	família	de	Levi,	mas	que	havia	sido	feito	Sumo	Sacerdote
com	toda	autoridade.	Ele	era	segundo	a	ordem	de	Melquisedeque,	e	não
pertencia	à	família	sacerdotal.
Então,	Ele	diz	carinhosamente	a	Maria:	“Não	me	detenhas;	porque	ainda	não
subi	para	meu	Pai”	(v.	17).	Embora	a	Bíblia	não	relate,	podemos	imaginar	a
continuação	do	diálogo:
Vou	levar	o	Meu	sangue	ao	Novo	Santo	dos	Santos,	espargi-lo	sobre	o
propiciatório	assim	como	os	nossos	Sumo	Sacerdotes	têm	feito	uma	vez	por	ano,
mas	o	meu	será	um	sacrifício	eterno.	Vou	consumar	a	sua	redenção,	Maria.	Você
não	sabe	disso,	filha,	mas	Eu	morri	pelos	seus	pecados,	eu	os	aboli.
Agora	estou	levando	o	selo	do	seu	sacrifício	para	Meu	Pai.
Quando	Eu	voltar,	você	poderá	colocar	as	mãos	em	Mim,	você	poderá	Me	tocar,
você	poderá	saber	que	Eu	sou	carne	e	sangue,	mas	agora,	adeus.	Vou	para	Meu
Pai.
E	Ele	se	foi.
Permitimos	que	nosso	coração	romantize	um	pouco	aqui,	mas	tudo	fazia	parte	do
sonho,	do	plano.	Podemos	ver	isso	no	livro	de	Hebreus.	Depois	que	Jesus	levou
Seu	sangue	para	o	Santo	dos	Santos	Celestial,	e	a	suprema	corte	do	universo	o
aceitou,	Ele	tinha	outras	coisas	para	fazer.	Ele	morreu	pelos	pecados	sob	a
primeira	Aliança.
Por	isso	mesmo,	ele	é	o	Mediador	da	nova	aliança,	a	fim	de	que,	intervindo	a
morte	para	remissão	das	transgressões	que	havia	sob	a	primeira	aliança,
recebam	a	promessa	da	eterna	herança	aqueles	que	têm	sido	chamados.
—	Hebreus	9:15
Observe	que	a	Nova	Aliança	passou	a	operar	no	instante	em	que	Ele	levou	Seu
sangue	para	o	Santo	dos	Santos	Celestial	e	que	Ele	se	tornou	instantaneamente	o
Mediador	entre	o	homem	caído	e	o	Pai.	Ele	havia	morrido	pela	redenção	das
transgressões	sob	a	primeira	Aliança.	E	então	os	homens	da	Velha	Aliança
deveriam	receber	sua	herança	eterna.
Eles	recebiam	essa	promessa	toda	vez	que	o	Sumo	Sacerdote	levava	o	sangue
para	o	Santo	dos	Santos,	e	isso	continuou	por	mil	e	quinhentos	anos.	Os	pais	do
Antigo	Testamento	foram	redimidos.	Eles	estavam	no	paraíso	esperando	por	Ele.
O	ladrão	que	morreu	na	cruz	estava	entre	eles	no	paraíso.	Jesus	ia	cumprir	Sua
promessa	agora.
Ele	disse:	“Em	verdade	te	digo	que	hoje	estarás	comigo	no	paraíso”	(Lucas
23:43).	Jesus	não	disse	para	o	homem	que	iria	para	o	paraíso	com	ele,	mas	disse
que	naquele	dia	estaria	com	ele	no	paraíso.	E	então,	cumpriu	Sua	promessa.
Pedro	lançou	luz	sobre	isso	em	1	Pedro	3:18-19:
Pois	também	Cristo	morreu,	uma	única	vez,	pelos	pecados,	o	justo	pelos
injustos,	para	conduzir-vos	a	Deus;	morto,	sim,	na	carne,	mas	vivificado	no
espírito,	no	qual	também	foi	e	pregou	aos	espíritos	em	prisão.
Jesus	não	tinha	nada	para	pregar	até	que	Seu	sangue	tivesse	sido	levado	ao	Santo
dos	Santos.	“...Quando	ele	subiu	às	alturas,	levou	cativo	o	cativeiro	e	concedeu
dons	aos	homens.	Ora,	que	quer	dizer	subiu,	senão	que	também	havia	descido
até	às	regiões	inferiores	da	terra?”	(Efésios	4:8-9).
O	que	ele	quis	dizer	com	isso?	Ele	entrou	no	lugar	onde	os	santos	do	Antigo
Testamento	estavam	sendo	mantidos	no	paraíso,	proclamou	a	eles	a	alegre
notícia	da	sua	redenção	e	levou	cativos	e	lhes	concedeu	dons.
Ditas	estas	palavras,	foi	Jesus	elevado	às	alturas,	à	vista	deles,	e	uma	nuvem	o
encobriu	dos	seus	olhos.	E,	estando	eles	com	os	olhos	fitos	no	céu,	enquanto
Jesus	subia,	eis	que	dois	varões	vestidos	de	branco	se	puseram	ao	lado	deles	e
lhes	disseram:	“Varões	galileus,	por	que	estais	olhando	para	as	alturas?	Esse
Jesus	que	dentre	vós	foi	assunto	ao	céu	virá	do	modo	como	o	vistes	subir”.
—	Atos	1:9-11
Não	sei	se	você	percebeu,	mas	em	muitos	lugares	uma	nuvem	exerceu	um	papel
importante.	Por	exemplo,	na	transfiguração,	enquanto	Jesus	estava	falando,	uma
nuvem	brilhante	o	cobriu,	e	uma	voz	saindo	da	nuvem	falou	com	todos	os	que
estavam	ali.	No	retorno	do	Mestre,	o	Filho	do	Homem	virá	nas	nuvens	do	céu.
E	no	fim	uma	nuvem	o	recebeu.
A	maior	parte	dos	comentaristas	espirituais	acredita	que	a	nuvem	eram	os	santos
do	Antigo	Testamento	levados	do	paraíso	para	o	céu.	Eu	concordo	com	eles.
É	uma	linda	concepção	que	eles	nos	deram,	do	Mestre	levando	esses	santos	do
Antigo	Testamento,	como	Abraão,	Davi	e	outros,	como	as	primícias	do	Seu
grande	sacrifício.	Ninguém	na	terra	ainda	havia	recebido	o	benefício	do	Seu
sacrifício	substitutivo.	Ninguém	ainda	havia	nascido	de	novo.	Ninguém	sabia
nada	sobre	isso.	Duvida-se	que	até	mesmo	os	mais	íntimos	soubessem	o	que
aqueles	quarenta	dias	significavam,	e	que	os	entes	queridos	deles	haviam	ido	se
encontrar	com	Deus.
Durante	os	quarenta	dias	aconteceu	uma	viagem	até	Emaús	(ver	Lucas	24:13-
35).	Dois	dos	discípulos	estavam	a	caminho	dessa	pequena	aldeia.	Eles	estavam
conversando	sobre	o	que	havia	acontecido	e	sobre	os	relatos	em	toda	a	Jerusalém
sobre	a	ressurreição	de	Jesus.	Um	estranho	juntou-se	a	eles	e	perguntou-lhes
sobre	o	que	eles	estavam	conversando.	Cleopas	respondeu:	“És	o	único,
porventura,	que,	tendo	estado	em	Jerusalém,	ignoras	as	ocorrências	destes
últimos	dias?”	(Lucas	24:18).	Então,	Ele	lhes	perguntou	a	que	coisas	eles
estavam	se	referindo.	Eles	disseram:	“...O	que	aconteceu	a	Jesus,	o	Nazareno,
que	era	varão	profeta,	poderoso	em	obras	e	palavras,	diante	de	Deus	e	de	todo	o
povo,	e	como	os	principais	sacerdotes	e	as	nossas	autoridades	o	entregaram	para
ser	condenado	à	morte	e	o	crucificaram”	(vv.	19-20).	E	continuaram:	“De	fato,
alguns	dos	nossos	foram	ao	sepulcro	e	verificaram	a	exatidão	do	que	disseram	as
mulheres;	mas	não	o	viram”	(v.	24).	Então,	Jesus	disse:	“Ó	néscios	e	tardos	de
coração	para	crer	tudo	o	que	os	profetas	disseram!”	(v.	25).
Como	você	pode	ver,	eles	ainda	eram	homens	naturais	e	Jesus	não	passava	de
um	profeta	para	eles.Eles	não	podiam	entender	as	Escrituras,	e	imagino	que
depois	que	receberam	o	Espírito	Santo,	aquela	caminhada	até	Emaús	tornou-se
um	dos	testemunhos	mais	impactantes	daquele	pequeno	grupo	em	Jerusalém.
“Então,	lhes	abriu	o	entendimento	para	compreenderem	as	Escrituras”	(v.	45).
Jesus	nunca	teve	de	abrir	a	mente	deles	novamente	depois	do	Dia	de	Pentecostes,
porque	eles	tinham	finalmente	recebido	vida	eterna,	e	podiam	entender	as	coisas
espirituais.
João	20:22-23	retrata	claramente	o	mesmo	encontro	que	está	registrado	em
Lucas	24:44-46.	Aqui	Jesus	sopra	sobre	eles	e	diz:	“Recebei	o	Espírito	Santo”
(João	20:22).
Isso	não	é	receber	o	Espírito	Santo	como	no	Dia	de	Pentecostes.	Não	é	receber	a
vida	eterna.	Foi	simplesmente	dar	a	eles	inspiração	para	entenderem	o	que	Ele
estava	ensinando.	Nenhum	dos	discípulos	tinha	recebido	a	vida	eterna.	O
Espírito	ainda	não	tinha	vindo	para	assumir	Seu	ministério	na	Nova	Aliança.
A	Velha	Aliança	havia	passado	com	o	rasgar	do	véu.	A	Nova	Aliança	passou	a
existir	com	o	sangue	de	Jesus	sendo	levado	ao	Santo	dos	Santos,	mas	o
ministério	do	Espírito	Santo	foi	contido	por	dez	dias	depois	que	Jesus	os	deixou.
O	Mestre	teve	de	sentar-se	à	destra	da	Majestade	nas	alturas	e	entrar	no	Seu
descanso.	Então,	o	Espírito	Santo	assumiu	Seu	Ministério.	Ele	veio	no	Dia	de
Pentecostes,	cinquenta	dias	após	a	crucificação.	Os	discípulos	estavam
esperando	no	Cenáculo.	Eles	não	estavam	agindo	com	muita	sabedoria,	pois
tentavam	colocar	alguém	no	lugar	de	Judas,	e	estavam	fazendo	isso	pelo	método
natural.	Eles	estavam	lançando	sortes	como	os	homens	fazem	hoje,	jogando	uma
moeda	para	o	alto	e	dizendo:	“Cara	ou	coroa”.
O	Pai	ignorou-os	completamente.	Quando	chegou	a	hora	em	que	Ele	estava
pronto,	nomeou	Saulo	de	Tarso	em	lugar	de	Judas.	Observe	que	em	Atos	1:14	é
dito:	“Todos	estes	perseveravam	unânimes	em	oração,	com	as	mulheres,	com
Maria,	mãe	de	Jesus,	e	com	os	irmãos	dele”.	Não	devemos	levar	nada	das
epístolas	de	Paulo	para	essa	cena.
Quero	que	você	entenda	que	até	esse	momento	ninguém	ainda	havia	nascido	de
novo.	Eles	se	associaram	com	Jesus,	viram	Seus	milagres,	mas	não	entendiam	as
coisas	espirituais	até	receberem	o	Espírito	Santo.	Eles	não	estavam	orando	pelo
derramamento	do	Espírito	Santo,	pois	nem	sabiam	o	que	isso	significava.	Eles
não	estavam	orando	por	poder,	isso	é	dito	várias	vezes	na	Bíblia.
Lembro-me	de	ler	“The	Tongue	of	Fire”	(A	língua	de	fogo),	de	William	Arthur.
É	um	livro	maravilhoso!	Arthur	descreve	a	cena	dos	cento	e	vinte	orando
reunidos,	esperando	que	o	poder	de	Deus	caísse	sobre	eles.
Jesus	não	disse	nada	aos	discípulos,	até	onde	sabemos,	sobre	o	que	ia	acontecer
no	Cenáculo.	Ele	também	não	lhes	disse	como	se	preparar	para	aquilo.	O
Espírito	Santo	não	podia	vir	antes	da	hora	exata.	Ele	veio	quando	Deus	planejou.
A	oração	deles	não	podia	nem	trazer	o	Espírito	Santo,	nem	o	impedir	de	vir.
Deus	não	pediu	que	eles	se	arrependessem	dos	seus	pecados,	nem	que	tivessem
alguma	fé	especial.	Ele	não	exigiu	nada,	apenas	que	aguardassem	no	Cenáculo
até	a	promessa	do	Pai	chegar.
RESUMO
Esse	foi	o	clímax	do	sonho.	A	redenção	finalmente	estava	consumada.
O	aspecto	legal	dessa	grande	carta	redentora	passou	a	existir.	Jesus,	saído	a
pouco	da	terrível	agonia	e	tortura	da	Substituição,	estava	entrando	no	novo	Santo
dos	Santos	com	Seu	sangue.
Jesus	esteve	ausente	por	trinta	anos,	dedicado	a	essa	missão.	Então,	Ele	voltou
para	casa!	E	que	recepção!	Ele	estava	levando	o	próprio	sangue	como	o	Sumo
Sacerdote	da	Nova	Aliança.	Ele	foi	Homem.	Antes,	era	um	espírito.	Ele	nunca
deixará	de	lado	Sua	humanidade:	por	toda	a	Eternidade	será	o	Deus	Homem,	o
Cabeça	da	Igreja,	o	Primogênito	do	povo	da	Nova	Aliança.
Ele	estava	levando	Seu	sangue	para	o	novo	Santo	dos	Santos,	pois	o	Santo	dos
Santos	da	primeira	Aliança	deixou	de	existir.	Seu	sangue	é	o	selo	vermelho	sobre
o	documento	de	uma	redenção	perfeita.	Ele	fez	provisão	para	a	recriação	da	raça
humana.
Deus	está	vingado!
O	homem	acusou	Deus	de	criá-lo	diante	do	fato	de	que	Ele	deveria	saber	que	o
homem	cairia.	Agora	Ele	pagou	o	castigo	pela	transgressão	do	homem,	e	o
homem	pôde	receber	vida	eterna	e	se	tornar	a	Justiça	de	Deus	em	Cristo.
Que	batalha	tremenda	foi	essa,	mas	o	Amor	venceu.
CAPÍTULO	12
O	QUE	ACONTECEU	QUANDO	ELE	ENTROU	COM	O	SEU
SANGUE?
O	Espírito	se	calou	na	presença	daquele	evento	histórico.	Nunca	antes	havia
existido	um	momento	como	aquele.	O	Pai	viu	o	Filho	pregado	à	cruz,	mas
quando	o	pecado	o	tocou,	virou	as	costas	para	Ele.	O	Filho	não	estivera	na
presença	do	Pai,	até	onde	sabemos,	desde	aquele	momento	pavoroso	na	cruz.	O
Pai	viu	Seu	sofrimento	e	gritou	“Basta!”,	quando	o	castigo	foi	pago.	O	Pai	viu	o
Filho	ser	recriado,	ser	trazido	de	volta	à	comunhão	com	Ele,	e	testemunhou
aquele	combate	terrível	com	as	forças	do	inferno,	quando	o	Filho	as	despojou	da
sua	autoridade,	despojou	de	sobre	Si	principados	e	potestades	e	fez	exibição
deles	publicamente,	triunfando	sobre	eles.
Mas	agora	o	Filho	havia	chegado	à	consumação	de	todo	o	drama.	Morreu	como
um	Cordeiro,	sofreu	como	um	Substituto	e	foi	justificado	naquela	região
tenebrosa,	vencendo	o	adversário.	E	como	o	Senhor	e	Herói,	Ele	ressuscitou
dentre	os	mortos.
Agora	Jesus	é	o	Sumo	Sacerdote.
Levar	Seu	sangue	para	o	Santo	dos	Santos	foi	a	primeira	obra	que	Jesus	realizou
no	Seu	ofício	de	Sumo	Sacerdote.	Ele	não	terá	de	levá-lo	para	lá	periodicamente.
Foi	um	sacrifício	feito	de	uma	vez	por	todas.	Satanás	foi	vencido.	As
reivindicações	da	justiça	foram	atendidas	e	a	humanidade	foi	redimida.	Deus
agora	pode,	com	base	legal,	dar	vida	eterna	ao	homem.
Jesus	se	tornou	o	Salvador.	Ele	tratou	com	o	problema	do	pecado	do	homem,	o
qual	foi	finalmente	resgatado	e	a	dívida	foi	paga.	Quando	Jesus	sentou-se,	Ele
entrou	no	Seu	descanso	e	tornou-se	automaticamente	o	Ministro	do	novo
santuário,	que	não	foi	feito	por	mãos	humanas.	Ele	se	tornou	o	Mediador	da
Nova	Aliança.	Que	maravilha	o	fato	de	uma	Nova	Aliança,	selada	com	o	sangue
do	próprio	Filho	de	Deus,	ter	começado	a	operar	naquele	dia!
O	primeiro	ministério	foi	o	Filho	levar	o	próprio	sangue	como	o	Sumo	Sacerdote
da	Nova	Aliança	para	o	Santo	dos	Santos.	Assim	que	isso	foi	feito,	e	Ele	foi
reconhecido	como	o	único	Salvador	do	homem,	Ele	tornou-se	o	Intercessor	do
homem	salvo.	Nessa	função,	Ele	se	coloca	entre	os	homens	perdidos	e	Deus,	e
vive	para	sempre	para	interceder	pelos	homens	salvos.
Ele	ora	por	eles.	Ele	cuida	deles.	De	fato,	Jesus	morreu	por	eles,	tornando	a
redenção	e	a	vida	eterna	possibilidades	para	eles.	Agora	Ele	vive	para	sempre
para	ministrar	a	essa	nova	criação	e	cuidar	dela.	Ele	não	é	apenas	o	Sumo
Sacerdote,	o	Mediador,	o	Salvador,	o	Intercessor,	como	Ele	é	também	o
Advogado	Celestial	deles,	o	Senhor	Procurador-Geral.	“Se,	todavia,	alguém
pecar,	temos	Advogado	junto	ao	Pai,	Jesus	Cristo,	o	Justo”	(1	João	2:1).	Que
função	maravilhosa!
Quando	o	cristão	peca,	ele	perde	o	senso	de	justiça,	perde	o	direito	de
aproximar-se	do	Pai,	mas	ele	tem	um	Advogado	muito	justo.	Porque	quando	esse
cristão	é	preso	nas	armadilhas	do	adversário,	e	clama	por	ajuda	e	perdão,	Jesus
assume	a	causa,	tornando-se	seu	Advogado,	e	a	comunhão	é	restaurada.
Se	confessarmos	os	nossos	pecados,	ele	é	fiel	e	justo	para	nos	perdoar	os
pecados,	e	nos	purificar	de	toda	injustiça.
—	1	João	1:9
Filhinhos	meus,	estas	coisas	vos	escrevo	coisas	para	que	não	pequeis.	Se,
todavia,	alguém	pecar,	temos	Advogado	junto	ao	Pai,	Jesus	Cristo,	o	Justo.
—	1	João	2:1-2
Esse	é	o	mais	maravilhoso	de	todos	os	ministérios	do	Homem	à	destra	de	Deus,
mas	não	é	tudo.	Hebreus	7:22	diz:	“...Jesus	se	tem	tornado	fiador	de	superior
aliança”.	Ele	é	quem	garante	todo	o	Novo	Testamento	de	Mateus	1	a	Apocalipse
22.	Apoiando	essa	Nova	Aliança	está	a	integridade	do	Pai,	de	Jesus	e	do	Espírito
Santo.	O	trono	dele	está	respaldando	cada	palavra.
Você	se	lembra	do	que	Deus	disse	a	Abraão	quando	a	Velha	Aliança	começou	a
operar,	e	Ele	se	tornou	Seu	fiador?	“Jurei,	por	mim	mesmo...”	(Gênesis	22:16).
Agora	Jesus	se	torna	o	fiador	da	Nova	Aliança.	E	nãoé	apenas	isso,	mas	é
também	nosso	Senhor,	Sumo	Sacerdote	e	Provedor.	Ele	é	como	um	marido	para
uma	esposa.	Ele	é	verdadeiramente	nosso	Noivo,	e	como	Senhor	e	Noivo,	Ele
supre	nossas	necessidades,	cuida	de	nós,	nos	defende	do	inimigo	e	é	o	nosso
protetor.
Salmos	23	é	um	retrato	perfeito	da	caminhada	terrena	do	cristão.
“O	Senhor	é	o	meu	pastor”	(v.	1),	o	meu	Provedor.	O	que	mais	posso	querer?	Ele
me	faz	“repousar	em	pastos	verdejantes”	(v.	2).	Vivo	em	abundância	divina.	Ele
conhece	cada	necessidade	da	minha	vida,	então	deito-me,	debaixo	da	Sua
proteção,	em	verdes	pastos	de	fartura.	Doces	águas	fluem	ao	meu	lado,	claras	e
brilhantes	como	o	cristal,	sou	cuidado	por	Jesus.	“Refrigera-me	a	alma”	(v.	3),
ou	seja,	se	existe	alguma	coisa	que	me	amedrontou,	que	me	trouxe	preocupação,
que	me	encheu	de	medo,	Ele	refrigera	minha	alma,	tira	o	meu	medo	e	me	leva	ao
descanso	e	à	tranquilidade;	e	ainda	“guia-me	pelas	veredas”	(v.	3)	desse	novo
tipo	de	justiça	no	qual	eu	não	temo	os	inimigos.	As	“veredas	da	justiça”	(v.	3)
são	os	caminhos	da	nova	criação.	Embora	eu	ande	na	dimensão	da	morte
espiritual	onde	todos	são	governados	pelo	inimigo,	“não	temerei	mal	nenhum”
(v.	4),	porque	eu	ouço	quando	Ele	sussurra:	“Eis	que	estou	convosco	todos	os
dias,	até	a	consumação	do	século”	(Mateus	28:20).	“Tua	vara”	de	proteção	e	“teu
cajado”	de	abundância	“me	consolam”	(v.	4).	Sou	protegido,	sou	cuidado,	estou
sempre	escondido	nele.	Ele	é	a	minha	proteção.
Porém,	“Preparas-me	uma	mesa	na	presença	dos	meus	adversários”	(v.	5).
Ninguém	pode	comer	na	presença	dos	inimigos,	pois	o	apetite	desaparece.	Mas
esses	são	inimigos	vencidos	e	aprisionados.	Onde	eu	fui	derrotado,	vencido	e
conquistado,	talvez	colocado	em	desgraça,	agora	reino	na	dimensão	da	vida
através	de	Jesus	Cristo,	meu	Senhor.
Com	“unges-me	a	cabeça	com	óleo”	eu	descubro	que	estou	no	sacerdócio	e
pertenço	à	família	real,	pois	só	eles	são	ungidos.	“O	meu	cálice	transborda”	(v.
5),	isto	é,	tenho	alegrias	indizíveis.	Particularmente,	vivo	uma	vida	maravilhosa
com	meu	Senhor,	e	agora,	“bondade	e	misericórdia”	(v.	6),	as	gêmeas	da	graça,
andam	de	braços	dados	comigo	ao	longo	do	caminho	maravilhoso	da	vida.	Estou
habitando	na	presença	do	meu	Senhor	para	sempre.	Aleluia!
Essa	é	apenas	uma	pequena	imagem	das	realidades	da	Nova	Criação.
Descobrimos	aquilo	pelo	qual	o	coração	humano	tem	ansiado	por	todas	as	eras.
Quando	Jesus	sentou-se,	Sua	obra	estava	consumada,	e	Ele	me	fez	sentar	ao	Seu
lado,	me	ressuscitou	com	Ele.	Eu	sou	um	com	Ele:	se	Ele	é	o	Cabeça,	eu	sou
parte	do	Corpo.	Ele	é	a	Videira,	eu	sou	o	ramo.
Minha	vida	está	escondida	com	Cristo	em	Deus,	meu	Salvador,	meu	Senhor.
Meu	gracioso	e	maravilhoso	Salvador,	Sumo	Sacerdote,	voltará	depois	para	me
receber	para	Si.
RESUMO
O	coração	do	Pai	está	cheio	de	alegria,	pois	naquele	Cenáculo	o	Espírito	Santo
deu	à	luz	o	começo	de	uma	nova	e	poderosa	família.
Homens	que	eram	governados	por	Satanás	de	repente	nasceram	de	novo.	Os
anjos	observam	essa	estranha	cena,	pois	eles	podem	ver	a	vida	do	coração	do
homem,	uma	vez	que	testemunharam	o	novo	nascimento	de	Pedro,	de	João,	da
mãe	de	Jesus	e	de	todos	os	outros.	Jesus	nasceu	na	manjedoura	trinta	anos	antes;
e	então	o	Espírito	Santo	deu	à	luz	naquele	Cenáculo	a	cento	e	vinte	homens	e
mulheres.	Os	demônios	assistiram	a	tudo	consternados.
Eles	tiveram	uma	visão	estranha:	o	nascimento	de	cento	e	vinte	homens	e
mulheres	semelhantes	a	Jesus.	Essas	pessoas	receberam	a	natureza	de	Deus.
Dentro	delas	agora	está	a	habilidade	de	Deus	e	cada	um	se	torna	senhor	do
adversário,	e	ele	sabe	disso.	O	homem	outrora	governado	por	Satanás	passou	a
ser	um	filho	de	Deus,	tendo	a	vida	de	Deus	e	a	natureza	de	Deus;	agora	Deus
pode	habitar	nesse	homem.
O	corpo	de	todo	homem	que	nasceu	de	novo	se	transforma	em	um	tabernáculo
para	o	Espírito	Santo.	O	corpo	coletivo	de	cristãos	será	chamado	o	Templo	de
Deus.	Aconteceu	algo	novo	e	estranho.	O	problema	do	pecado	está	resolvido
para	eles,	eles	se	tornaram	novas	criaturas,	criadas	em	Cristo	Jesus.	Eles	são	os
frutos	dos	três	dias	e	três	noites	do	penoso	trabalho	e	das	agonias	espirituais	de
Cristo.
CAPÍTULO	13
O	QUE	ACONTECEU	No	cenáculo?
V	amos	nos	transportar	de	volta	até	o	Dia	de	Pentecostes	quando,	no	Cenáculo,
cento	e	vinte	homens	e	mulheres	nasceram	na	família	de	Deus.
Tudo	havia	sido	preparado	com	precisão	divina,	a	obra	Substitutiva	de	Cristo
tinha	sido	consumada.	Os	Santos	do	Antigo	Testamento	haviam	sido	levados	do
paraíso	para	o	céu.	O	sangue	do	Cordeiro	de	Deus	havia	sido	aceito.	Jesus
sentou-se	à	destra	da	Majestade	nas	alturas	e	Espírito	Santo	deixou	o	céu	e	veio
à	terra	para	recriar	homens	e	mulheres.	Que	grande	dia	deve	ter	sido	aquele!
Com	relação	ao	nascimento	do	Corpo	de	Cristo,	certos	fatos	devem	ser
observados.	Primeiro,	não	foi	necessária	nenhuma	fé.	Não	foi	dito	que
precisavam	se	arrepender.	Eles	não	estavam	conscientes	do	que	ia	ocorrer.
Ninguém	nunca	havia	nascido	de	novo.	Eles	também	não	sabiam	que	a	primeira
Aliança	havia	se	cumprido	e	sido	deixada	de	lado,	e	que	uma	Nova	Aliança
tomaria	seu	lugar.
O	fato	de	a	circuncisão	ter	se	desenvolvido	e	passado	a	representar	o	Novo
Nascimento	era	desconhecido	para	eles.	Ninguém	sabia	que	o	sacerdócio	havia
deixado	de	funcionar.	Eles	ignoravam	o	fato	de	que	sacrifícios,	expiações	e
ofertas	não	seriam	mais	aceitos	por	Jeová.	Não	havia	mais	um	santo	dos	santos
terreno.	A	Lei	de	Moisés	agora	era	obsoleta.	Uma	Nova	Aliança,	um	Novo
Sacerdócio	e	uma	Nova	Lei	haviam	passado	a	existir.	“...aquilo	que	se	torna
antiquado	e	envelhecido	está	prestes	a	desaparecer”	(Hebreus	8:13),	pois	o	véu
do	Templo	havia	se	rasgado	de	cima	a	baixo.	Jeová	tinha	deixado	o	santo	dos
santos	terreno	e	passado	para	um	novo	tempo:	o	Santo	dos	Santos	no	céu.
Eles	não	sabiam	que	tinham	herdado	uma	Nova	Aliança	e	que	deviam	ser
iniciados	nela	sendo	recriados,	nascidos	do	Alto.	Eles	não	haviam	despertado
para	o	fato	de	que	agora	seria	uma	circuncisão	espiritual	em	vez	de	física.	O	véu
rasgado	não	foi	entendido.	Eles	não	puderam	compreender	seu	significado.
O	que	aconteceu	na	cruz	e	durante	os	três	dias	e	três	noites	era	um	livro	fechado
para	eles,	e	eles	não	faziam	ideia	dos	eventos	durante	os	quarenta	dias.	Eles	não
sabiam	que	Jesus	havia	levado	Seu	sangue	para	o	Santo	dos	Santos	Celestial,
também	ignoravam	que	Ele	agora	era	o	Sumo	Sacerdote.	Eles	não	tinham	a
menor	ideia	de	que	o	Senhor	a	quem	eles	amavam,	agora	estava	sentado	à	destra
da	Majestade	nas	alturas.
Ninguém	considerava	ainda	o	fato	de	que	Deus	tinha	uma	família,	em	vez	de
uma	nação.	Eles	não	julgaram	o	fato	de	que	tinham	um	Pai	de	amor	em	vez	de
Jeová.	A	comunhão	das	ervas	amargas	da	Páscoa	judaica	foi	substituída	pela
doce	comunhão	a	ser	desfrutada	com	o	Pai,	por	meio	de	Jesus	Cristo.
É	difícil	olharmos	para	trás,	para	aquele	pequeno	grupo	de	homens	e	mulheres
no	Cenáculo,	e	pensar	neles	como	israelitas	que	não	faziam	ideia	do	que	ia
acontecer.	Precisamos	entender	que	tudo	o	que	aconteceu	no	Cenáculo,	além	da
recriação,	foi	na	dimensão	dos	sentidos.	Deus	teve	de	trabalhar	em	ambas	as
dimensões.	Isso	era	completamente	novo,	tudo	ligado	à	primeira	Aliança	havia
sido	na	dimensão	dos	sentidos.
Quando	o	Espírito	veio,	eles	ouviram	um	som	como	de	um	vento	impetuoso.
Eles	viram	as	línguas	de	fogo	e	ouviram	uns	aos	outros	falando	em	outras
línguas.	Aquelas	pessoas	não	estavam	a	par	do	fato	de	que	tinham	nascido
repentinamente	na	família	de	Deus.	Ninguém	sabia	que	eles	eram	novas
criaturas,	bem	como	sobre	a	justiça.	Eles	não	sabiam	nada	sobre	a	redenção.	Eles
haviam	vencido,	mas	ignoravam	esse	fato.	Receberam	vida	eterna	e	tinham	o
Espírito	Santo	habitando	neles,	mas	nenhum	deles	sabia	do	que	se	tratava.	Eles
foram	cheios	de	alegria	indizível	e	cheia	de	glória.	A	paz	celestial	encheu	o
coração	deles.
Eles	tinham	vida	eterna.	Eles	eram	a	justiça	de	Deus.
Eles	tinham	uma	nova	alegria	que	nenhum	outro	ser	humano	jamais	havia	tido.
Cada	um	deles	podia	entrar	no	Santo	dos	Santos.	Ninguém	estava	debaixo	de
condenação,	ao	contrário,	todos	tinhamo	mesmo	Espírito	Santo	que	havia
ressuscitado	Cristo	Jesus	dos	mortos.	No	entanto,	eles	ignoravam	todas	essas
maravilhas,	mas	desfrutavam	delas.
Vamos	olhar	para	isso	de	maneira	crítica	por	um	instante.	De	acordo	com	Jesus	e
com	João	Batista,	eles	deveriam	ser	imersos	no	Espírito	Santo.	1	Coríntios	12:13
explica	o	que	aconteceu:	“Pois,	em	um	só	Espírito,	todos	nós	fomos	batizados
em	um	corpo,	quer	judeus,	quer	gregos,	quer	escravos,	quer	livres.	E	a	todos	nós
foi	dado	beber	de	um	só	Espírito”.	No	instante	em	que	eles	foram	imersos	no
Espírito,	nasceram	do	Espírito.	Você	não	pode	nascer	a	não	ser	que	saia	de	um
ventre.	Eles	saíram	do	ventre	do	Espírito,	que	deu	à	luz	a	eles	naquele	Cenáculo
e	eles	receberam	vida	eterna.
Hoje,	quando	homens	e	mulheres	recebem	vida	eterna,	o	Espírito	Santo	cobre-os
com	Sua	sombra,	assim	como	Ele	fez	naquele	Cenáculo,	transferindo	ao	espírito
deles	a	vida	eterna,	a	natureza	de	Deus.	Aquela	foi	a	primeira	vez	na	história
humana	que	um	homem	recebeu	a	natureza	de	Deus.
É	verdade	que	Jesus	recebeu	a	vida	eterna	antes	da	Sua	ressurreição,	mas	Ele
não	está	classificado	com	os	outros.	Ele	era	o	“primogênito	de	entre	os	mortos”.
Isso	é	contemplado	em	Colossenses	1:18:	“Ele	é	a	cabeça	do	corpo,	da	igreja.
Ele	é	o	princípio,	o	primogênito	de	entre	os	mortos,	para	em	todas	as	coisas	ter	a
primazia”	(ver	também	Romanos	8:29).
Naquele	momento,	um	estranho	fenômeno	ocorreu.	Línguas	tremulantes	de	fogo
pousaram	sobre	a	cabeça	de	cada	um	deles;	significava	que	a	mensagem	que	eles
iriam	levar	ao	mundo	seria	dada	com	uma	força	irredutível.	A	vida	de	Estêvão
foi	uma	prova	disso:	os	homens	só	conseguiram	calá-lo	apedrejando-o	até	a
morte	(ver	Atos	7:54	a	8:8).
Deus	deu	àqueles	homens	da	nova	criação	uma	natureza	de	amor,	a	Sua
natureza,	que	podia	resistir	diante	da	morte	e	do	ódio,	a	natureza	de	um
vencedor.	Essa	é	uma	mensagem	que	não	pode	ser	extinta	pelo	adversário.	Por
quê?	Porque	o	homem	natural	tem	fome	de	Deus.	Ele	tem	fome	de	vida	eterna.
Ele	pode	não	saber	ou	não	entender,	mas	quando	ouve	essa	mensagem,	ela
sacode	até	as	profundezas	do	seu	ser.	A	mensagem	da	nova	criação	é	uma
resposta	ao	grito	do	coração	do	homem	universal.
Quatro	eventos	poderosos	ocorreram	naquele	Cenáculo.	Primeiro,	eles	foram
recriados.	Segundo,	línguas	de	fogo	pousaram	sobre	cada	um	deles.	Terceiro,	o
Espírito	Santo	entrou	no	corpo	deles.	E	quarto,	eles	falaram	em	outras	línguas.
Eles	foram	os	primeiros	a	receber	o	Espírito	Santo	desse	jeito.
Sob	a	primeira	Aliança,	o	Espírito	Santo	vinha	sobre	os	homens	para	a
realização	de	uma	ministração	especial,	mas	Ele	sempre	os	deixava	depois.	Eles
não	podiam	receber	o	Espírito	Santo,	como	os	discípulos	receberam	no
Cenáculo,	porque	não	haviam	nascido	de	novo.	Os	discípulos	nasceram	de	novo,
assim	o	Espírito	Santo	pôde	entrar	em	seus	corpos	e	fazer	deles	a	Sua	casa
permanente.	Não	percebemos	isso,	mas	no	Cenáculo	o	que	Jesus	profetizou
aconteceu.	Deus	havia	saído	do	Santo	dos	Santos	no	Templo.	O	véu	rasgado	é
um	testemunho	desse	fato.	O	Espírito	entrou	em	um	novo	Templo	naquele
Cenáculo,	um	Templo	que	não	foi	feito	por	mãos	humanas:	“Não	sabeis	que	sois
santuário	de	Deus	e	que	o	Espírito	de	Deus	habita	em	vós?	Se	alguém	destruir	o
santuário	de	Deus,	Deus	o	destruirá;	porque	o	santuário	de	Deus,	que	sois	vós,	é
sagrado”	(1	Coríntios	3:16).
Não	é	incrível	como	um	corpo	coletivo	é	chamado	de	santuário,	e	que	nós	somos
chamados	individualmente	de	tabernáculos?	No	instante	em	que	o	Espírito	Santo
entrou	no	corpo	deles	e	tomou	posse	deles,	começaram	a	falar	em	línguas.	Que
momento	impactante	deve	ter	sido	esse!	Se	todos	eles	falaram	ou	não	em
línguas,	não	sabemos,	mas	sabemos	que	todos	eles	receberam	o	Espírito	Santo.
As	multidões	que	estavam	reunidas	ali	eram	de	muitas	nações,	mas	cada	um
entendia	a	mensagem	na	própria	língua.	Não	temos	certeza	se	o	Espírito	Santo
interpretou	a	mensagem	para	cada	um,	ou	se	deu	a	alguns	membros	daquelas
cento	e	vinte	pessoas	um	dom	especial	de	falar	em	outras	línguas,	mas	sabemos
que	os	discípulos	nasceram	de	novo	e	foram	habitados	por	Deus.
O	sonho	de	amor	do	Pai	havia	se	realizado.	O	aspecto	legal	do	plano	da	redenção
estava	consumado;	agora	viria	o	aspecto	vital.
O	Pai	viu	homens	e	mulheres	receberem	vida	eterna	e	se	tornarem	filhos	e	filhas.
A	obra	de	Jesus	como	Substituto	foi	um	sucesso.	Ele	viu	o	Espírito	Santo	dar	à
luz	espiritualmente	homens	e	mulheres;	os	viu	passar	da	morte	para	a	vida,	da
derrota	para	a	vitória.	Homens	comuns	se	tornaram	vencedores.	Ele	viu	o	reino
de	justiça,	onde	a	condenação	antes	detivera	o	controle	total.	Foi	o	início	da	nova
criação,	uma	nova	era,	uma	nova	classe	de	homens,	uma	nova	espécie	do	próprio
Deus.	Era	o	fim	do	governo	do	conhecimento	que	vinha	dos	sentidos.
A	Aliança	Abraâmica	e	tudo	o	que	dizia	respeito	a	ela	foi	abolida.	Era	o	início	de
uma	Nova	Aliança	no	Espírito.	Essa	Nova	Aliança	deveria	unir	o	espírito	do
homem	com	o	Espírito	de	Deus.	Uma	nova	família	passou	a	existir,	que	consistia
de	filhos	e	filhas	habitados	e	ensinados	por	Deus.	Era	uma	demonstração	do	que
a	vida	eterna	podia	fazer	em	um	ser	humano.	Era	o	derramamento	de	um	novo
tipo	de	amor	no	coração	dos	homens.
O	drama	do	Cenáculo	foi	iniciado	pelo	Pai	da	maior	realidade	que	já	veio	à
consciência	humana.	Os	homens	receberam	vida	eterna	e	foram	habitados	pelo
próprio	Deus.
RESUMO
Satanás	era	o	senhor	da	raça	humana	desde	a	queda	até	a	cruz.	Naquela	cruz	ele
pensou	que	havia	vencido	o	Homem	que	disse:	“Para	trás	de	mim,	Satanás”
(Mateus	16:23,	ARC).	Aquele	mesmo	Homem	havia	ordenado	aos	demônios
“Saiam	dela”.
Na	cruz,	Satanás	acreditou	que	tinha	o	Homem	à	sua	mercê.	Por	três	dias	e	três
noites	ele	fez	com	que	o	Homem	sofresse	além	de	tudo	o	que	a	mente	pode
imaginar.	Então,	ele	viu	esse	mesmo	Homem	se	libertar	das	forças	das	trevas,
despojá-lo	do	seu	domínio,	paralisar	os	espasmos	da	morte	e	ressuscitar	dentre
os	mortos.
Mas	então,	um	estranho	fenômeno	ocorria	no	Cenáculo.	Ele	viu	a	recriação	de
homens	e	mulheres,	viu	o	pecado	deixar	de	existir	na	vida	deles	e	ser	apagado
como	se	nunca	tivesse	existido.	Ele	viu	a	própria	natureza	de	Deus	entrar	no
espírito	deles	e	recriá-los.	A	imagem	que	Adão	perdeu	é	vista	nessas	pessoas
recriadas:	homens	e	mulheres	semelhantes	a	Jesus.	O	Cenáculo	significa	a	eterna
derrota	de	Satanás.
Satanás	deve	ter	ficado	chocado;	talvez	ele	soubesse	que,	daquele	momento	em
diante,	travaria	uma	batalha	com	os	humanos	que	detinham	a	autoridade	que
Jesus	havia	revelado.	O	medo	deve	ter	tomado	conta	do	coração	dele.
CAPÍTULO	14
O	QUE	Satanás	viu	no	dia	de	pentecostes?
S	atanás	venceu	Jesus	na	cruz	ao	ativar	o	coração	egoísta	do	sumo	sacerdócio	até
que,	em	um	frenesi	de	ciúmes,	eles	o	crucificaram.	O	Pai	havia	colocado	sobre
Ele	os	pecados	do	mundo.
Jesus	estava	só.	Deus	virou	as	costas	para	Ele.
Satanás	levou	triunfantemente	o	Seu	Espírito	para	as	regiões	tenebrosas	do
Hades.	Todos	os	sofrimentos	e	tormentos	que	o	inferno	podia	produzir	foram
colocados	sobre	Jesus,	que	passou	pelas	agonias	do	inferno	por	três	dias	e	três
noites.	Mas	então,	a	suprema	corte	do	universo	gritou:	“Basta!”.	Jesus	pagou	o
castigo	e	atendeu	às	reivindicações	da	justiça.	Satanás	o	viu	ser	justificado.	Deus
o	vivificou	no	Espírito	bem	ali	na	presença	das	coortes	do	Hades.	Jesus	foi	feito
uma	nova	criação.
Porquanto	aos	que	de	antemão	conheceu,	também	os	predestinou	para	serem
conformes	à	imagem	de	seu	Filho,	a	fim	de	que	ele	seja	o	primogênito	entre
muitos	irmãos.
—	Romanos	8:29
Ele	é	a	cabeça	do	corpo,	da	igreja.	Ele	é	o	princípio,	o	primogênito	de	entre	os
mortos,	para	em	todas	as	coisas	ter	a	primazia.
—	Colossenses	1:18
Jesus	nasceu	para	a	Nova	Aliança	no	Hades.	Colossenses	2:15	descreve	isso	em
parte:	“e,	despojando	os	principados	e	as	potestades,	publicamente	os	expôs	ao
desprezo,	triunfando	deles	na	cruz”.	Satanás	foi	derrotado.	“E	livrasse	todos	que,
pelo	pavor	da	morte,	estavam	sujeitos	à	escravidão	por	toda	a	vida”	(Hebreus
2:15).	Jesus	paralisou	a	autoridade	de	Satanás	para	lidarcom	a	morte.	Ele	levou
cativo	o	cativeiro.
Jesus	derrotou	as	hostes	do	inferno	como	nosso	Substituto.	No	Cenáculo,
Satanás	testemunhou	os	resultados:	viu	homens	e	mulheres	recriados,	os	viu
receberem	a	vida	eterna.	Ele	assistiu	quando	os	pecados	deles	foram	cancelados
e	apagados	como	se	nunca	tivessem	existido.	Viu	o	poder	e	a	energia	do	Espírito
Santo	nos	homens,	e	tomou	consciência	de	que	o	povo	da	nova	criação	passou	a
ser	seu	senhor.	Ele	entendeu	que	aquelas	pessoas	tinham	autoridade	para	usar	o
Nome	de	Jesus	e	seriam	capazes	de	realizar	o	mesmo	tipo	de	milagre	que	Jesus
realizou	na	Sua	caminhada	terrena.	Ele	deve	ter	se	lembrado	de	quando	Jesus
disse:	“Toda	a	autoridade	me	foi	dada	no	céu	e	na	terra”	(Mateus	28:18).	Jesus
era	o	Senhor	do	inferno,	e	esse	povo	da	nova	criação	havia	recebido	essa
autoridade.
Ele	viu	corações	cheios	de	alegria,	onde	antes	as	lágrimas	eram	a	única	bebida.
Viu	os	derrotados	se	tornarem	senhores	e	seus	escravos	se	livrarem	das	algemas.
Observou	os	lares	que	estavam	cheios	de	miséria	se	transformarem	em
miniaturas	do	céu	com	seus	habitantes	se	tornando	novas	criaturas	semelhantes	a
Jesus.	Eles	consideraram	as	coisas	que	não	existiam	como	se	existissem,	e	elas
passaram	a	existir,	por	outro	lado,	consideraram	as	coisas	que	existiam	como	se
não	existissem,	e	elas	deixaram	de	existir.
Satanás	viu	a	fé	crescer	onde	a	dúvida	e	o	medo	havia	se	sentado	no	trono	por
anos.	Viu	uma	nova	raça	de	homens,	uma	nova	espécie	passar	a	existir,	isto	é,	o
novo	nascimento.	Ele	viu	Deus	tirar	homens	das	suas	garras	e	encher	o	coração
deles	de	amor,	onde	antes	o	ódio	havia	reinado	supremo.	Ele	viu	o	egoísmo	ser
abreviado	e	a	justiça	se	tornar	realidade.
O	mais	estranho	para	ele	foi	contemplar	homens	e	mulheres	na	presença	de	Deus
sem	se	sentirem	culpados,	inferiores	ou	condenados.	Isso	abalou	os	fundamentos
do	inferno.	Um	novo	idioma	passou	a	ser	falado	na	família	da	nova	criação,	uma
linguagem	permeada	de	palavras	de	amor.	Os	homens	governavam	como	reis
nessa	nova	dimensão	de	vida	em	que	um	novo	tipo	de	amor	adquiriu	domínio
sobre	as	pessoas.
Satanás	matou	Jesus	para	aniquilá-lo,	no	entanto,	em	vez	disso,	Sua	morte	e	Sua
ressurreição	deu	à	luz	a	família	da	nova	criação.	Eles	se	multiplicaram	tão
rapidamente	que	ele	percebeu	que	precisava	destruí-los	antes	que	o	destruíssem.
Certa	vez	me	perguntaram:	“Você	acha	que	Satanás	sabia	de	tudo	isso	antes?	Ele
não	sabia	o	que	Cristo	estava	fazendo	na	cruz?	Ele	não	sabia	que	se	Cristo	fosse
ao	inferno	Ele	iria	subjugá-lo?”.	Respondo	com	Efésios	3:9-10:
E	para	fazer	todos	os	homens	verem	o	que	é	a	dispensação	do	mistério	que	por
séculos	esteve	oculto	em	Deus,	que	criou	todas	as	coisas;	com	a	intenção	de	que
agora,	se	faça	conhecida	dos	principados	e	potestades	nos	lugares	celestiais,
através	da	igreja,	a	multiforme	sabedoria	de	Deus,	de	acordo	com	o	propósito
eterno	que	Ele	propôs	em	Cristo	Jesus	nosso	Senhor.	(AMP,	tradução	livre)
Agora	observe	este	fato	maravilhoso:	o	plano	poderoso	da	redenção	foi	selado
entre	o	Pai	e	Jesus	para	ser	revelado	em	um	tempo	determinado.	Satanás	não
sabia	nada	sobre	isso.	Satanás	agora	vê	que	está	derrotado.	Toda	vez	que	ele
destruía	um	cristão,	isso	fazia	outro	nascer.	Ele	temia	a	Palavra	de	Deus	nos
lábios	dessas	novas	criaturas	mais	do	que	qualquer	coisa	que	já	enfrentou.	Ele
precisa	destruir	a	Palavra,	mas	Lutero,	por	exemplo,	deu	à	luz	a	Palavra	outra
vez.
Em	muitos	países	hoje,	a	Palavra	aparentemente	foi	erradicada;	no	entanto,	ela
ainda	permanece	no	coração	de	algumas	pessoas.	Satanás	viu	que	essas	pessoas
semelhantes	a	Jesus	se	alimentavam	da	Palavra	e,	ao	fazer	isso,	se	tornavam
cada	vez	mais	como	o	Mestre.	Então,	destruir	a	Palavra	deteria	a	multiplicação
dessas	pessoas.	Agora,	ele	sabe	o	que	precisa	fazer.	Agora	você	pode	entender
qual	é	o	nosso	ministério:	precisamos	pregar	a	Palavra	viva,	pois	nada	pode
tomar	seu	lugar.
RESUMO
Se	o	céu	algum	dia	teve	um	feriado,	foi	quando	o	milagre	aconteceu	no
Cenáculo,	no	dia	em	que	o	Pai,	Jesus	e	o	Espírito	Santo	viram	o	primeiro	filho
nascido	do	grande	sacrifício	substitutivo	de	Cristo.
Os	anjos	devem	ter	olhado	completamente	maravilhados.	Você	e	eu	só	podemos
ver	o	externo,	mas	eles	podiam	ver	o	homem	interno	recriado	em	Cristo	Jesus.
Eles	podiam	ver	aquilo	que	o	Pai	sonhou	que	aconteceria	ao	longo	das	eras.
Não	temos	ideia	de	quanto	Deus	nos	amou,	mas	foi	de	tal	maneira	que,	quando
ainda	éramos	governados	pelo	diabo,	Ele	sacrificou	Seu	Filho	para	tornar
possível	que	recebêssemos	a	vida	eterna.
Se	a	Igreja	algum	dia	tivesse	um	vislumbre	do	quanto	é	bela	e	querida	aos	olhos
do	Pai,	isso	poderia	tê-la	transformado.	Os	próprios	anjos	se	tornaram	seus
guardiões,	pois	andaram	com	ela,	cuidaram	dela,	a	protegeram	e	a	guardaram	do
perigo.
Eu	me	perguntava	como	Jesus	via	as	novas	criaturas	e	como	Ele	se	sentia	com
relação	a	elas.	Ele	amou	a	todos	em	Sua	caminhada	terrena,	agora	todos	são
novas	criaturas	redimidas	com	Seu	sangue.
Que	valor	inestimável	elas	devem	ter	para	Ele!
Lembre-se	de	como	Paulo	revelou	isso:	Jesus	“me	amou	e	a	si	mesmo	se
entregou	por	mim”	(Gálatas	2:20).	Creio	que	se	soubéssemos	o	quanto	o	Mestre
nos	amou,	faríamos	a	mesma	confissão.
CAPÍTULO	15
O	QUE	A	NOVA	CRIAÇÃO	SIGNIFICOU	NO	CÉU?
S	e	você	pudesse	visualizar	o	que	aconteceu	no	Dia	de	Pentecostes	nos	três
mundos,	isso	desvendaria	ao	seu	coração	um	dos	maiores	milagres	da	história	da
humanidade.	Eu	me	pergunto,	que	efeito	isso	teve	sobre	o	Pai	e	Jesus?	O	Pai
havia	sofrido	mil	infernos	ao	ver	o	sofrimento	de	Seu	Filho	para	tornar	esse	dia
possível.	Você	pode	perguntar:	“O	que	aconteceu?”.	Ora,	a	família	de	Deus	foi
instituída;	ela	passou	a	existir.	Os	primeiros	filhos	nascidos	da	nova	raça	de
homens	passaram	a	existir	naquele	Cenáculo.	Deus	havia	perdido	Seu	homem	no
jardim,	agora	Ele	o	havia	encontrado	novamente	no	Cenáculo.
Deus	finalmente	era	um	Pai	e	Jesus	era	um	Salvador	real.	Ele	nunca	havia	sido
um	Salvador	antes.	Ele	tinha	sido	o	Criador,	Deus	manifestado	em	carne.	Ele	foi
o	grande	cumpridor	da	Velha	Aliança	e	de	tudo	o	que	dizia	respeito	a	ela,	bem
como	o	substituto.	Durante	três	dias	e	três	noites	Ele	passou	pelas	agonias	da
eternidade	para	redimir	o	homem	e	justificar	Deus.	Ele	satisfez	as	reivindicações
da	justiça;	assim	Deus	Pai	teve	o	direito,	naquele	dia	maravilhoso,	de	dar	ao
homem	a	Sua	natureza.	Então,	aqueles	cem	homens	e	mulheres	nasceram	na
família	de	Deus.
Jesus	não	apenas	se	tornou	um	Salvador,	como	Ele	é	o	nosso	Senhor	assentado	à
destra	do	Pai,	um	Mediador	entre	Deus	e	a	humanidade.	Não	apenas	isso,	mas
quando	o	homem	nasceu	de	novo	na	família	de	Deus,	Ele	se	tornou	seu
Intercessor,	que	vive	para	sempre	para	orar	pela	humanidade.	Que	ministério	a
encarnação	iniciou!	Nosso	coração	mal	consegue	captar	isso.
Ele	não	apenas	é	o	Grande	Intercessor,	o	chefe	da	Liga	de	Oração	de	todas	as
eras	e	o	exemplo	para	todos	os	homens	que	oram,	mas	também	é	o	seu
Advogado.	Quando	surgem	os	problemas	e	nós	cedemos	por	um	instante	ao
inimigo,	temos	um	Advogado,	à	destra	da	Majestade	nas	Alturas.	Ele	é	o	nosso
Procurador-Geral.	É	o	Grande	Mestre,	Cristo,	o	meu	Senhor.
Mas	isso	não	é	tudo.
Naquele	Dia	maravilhoso	de	Pentecostes,	Ele	se	tornou	o	cabeça	do	Corpo,	esse
novo	Templo	que	seria	construído	com	pedras	vivas;	esse	algo	novo	e	estranho,	a
nova	espécie	de	homens,	o	novo	tipo	de	homens	semelhantes	a	Jesus.
Ele	é	o	Cabeça.
Ele	é	o	Senhor	da	Igreja.
Ele	é	o	Cuidador,	o	Provedor,	o	Escudo	e	o	Protetor.
Como	o	termo	“Cuidador”	estremeceu	meu	coração!
Ele	cuida	de	mim.
Ele	vela	sobre	mim.
Ele	conhece	todos	os	meus	desejos	e	necessidades.	O	meu	Senhor.
Mas	o	quadro	não	estaria	completo	se	eu	não	chamasse	sua	atenção	para	o	fato
de	que	Ele	é	a	garantia,	o	fiador	da	Nova	Aliança.	Seu	Trono	é	a	espinha	dorsal
dessa	Aliança.	Esse	Trono	é	a	garantia	da	Nova	Aliança	no	Seu	sangue.	Que	selo
tremendo	é	este	sobre	o	Trono,	o	sangue	do	Filho	de	Deus!	Agora	podemos	falar
de	Deus	como	o	nosso	Pai.
No	entanto,	Deus	sempre	foi	um	Pai.	Por	toda	a	eternidade,houve	um	coração
de	Pai	ansiando	por	filhos.	Ele	levou	eras	para	criar	nosso	mundo	como	um	lar
para	Seu	homem.	A	terra	era	o	ninho	de	amor	do	coração	de	Deus	para	Sua
família.	Ele	levou	muitas	gerações	para	guarnecê-la	com	minerais,	metais,	gases
e	óleo	para	Seu	homem	desfrutar.
Que	Deus	é	este,	que	tem	um	coração	de	Pai?	Temos	vislumbres	desse	grande
coração	nos	quatro	evangelhos,	mas	o	desabrochar	completo	é	visto	nas
epístolas.	As	palavras	não	podem	descrevê-lo,	porque	vivemos	em	um	mundo
dominado	pelo	conhecimento	que	vem	dos	sentidos,	cercado	de	imagens
derivadas	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos.	Todas	as	nossas	reações
passaram	pelas	concepções	resultantes	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos.
Que	dia	celestial	deve	ter	sido	aquele	no	qual	a	família	de	Deus	passou	a	existir.
Que	hinos	os	anjos	devem	ter	cantado!	Que	coros	devem	ter	ecoado	pelos
espaços	celestiais	naquele	dia	do	nascimento	da	gloriosa	nova	criação;	o	dia	em
que	a	Nova	Aliança	começou	a	operar	na	terra!
A	Aliança	foi	entre	Jesus	e	o	Pai.	A	Igreja	é	a	beneficiária	desse	maravilhoso
documento.	Ela	provou	que	o	Sangue	de	Cristo	havia	sido	aceito	e	que	o
sacrifício	foi	suficiente.	A	Lei	da	Nova	Aliança	passou	a	existir	e	os	homens
receberam	a	natureza	de	Deus.
O	amor	se	tornou	uma	coisa	natural.	O	amor	na	verdade	passou	a	existir	de	um
salto.	Não	é	de	admirar	que	os	homens	não	mais	reivindicassem	o	que	era	seu,
mas	tivessem	tudo	em	comum.
A	velha	ordem	das	coisas	morreu	quando	o	véu	do	Templo	se	rasgou,	e	Deus
abandonou	o	santo	dos	santos	terreno	e	entrou	no	Santo	dos	Santos	Celestial.	O
Espírito	Santo	havia	recriado	cento	e	vinte	homens	e	mulheres.	Naquele
Cenáculo,	a	Igreja	—	Corpo	de	Cristo	—	foi	formada.	Esse	Corpo	é	o	Templo	do
Espírito	Santo.
Jerusalém	tinha	seu	Templo,	no	qual	os	grandes	sacrifícios	foram	feitos.	Naquele
tempo	havia	também	tabernáculos	onde	as	pessoas	se	reuniam	em	busca	de
inspiração	e	comunhão.	Nossos	corpos	são	os	tabernáculos	onde	o	Espírito	nos
dá	inspiração	e	comunhão	através	da	Palavra.
Os	anjos	tinham	um	novo	ministério.	Eles	haviam	ministrado	aos	servos	de
Jeová,	agora	eles	deviam	ministrar	aos	filhos	e	filhas	de	Deus.	O	estado	anterior
deles	como	mediadores	entre	Jeová	e	o	homem	havia	terminado.	Jesus	agora	era
o	Grande	Mediador.
Todo	filho	e	toda	filha	de	Deus	tem	o	direito	legal	de	entrar	no	Santo	dos	Santos.
Na	época	da	primeira	Aliança,	somente	o	sumo	sacerdote	podia	entrar,	e	somente
uma	vez	por	ano.	Agora	nós,	como	filhos	e	filhas,	podemos	entrar	à	vontade.
Podemos	entrar	para	adorar,	para	fazer	nossas	petições,	para	ter	comunhão	ou
simplesmente	para	nos	reunirmos	em	amor.
O	ministério	do	Espírito	Santo	foi	o	primeiro	a	recriar.	Ele	dá	à	luz	filhos	e	filhas
de	Deus;	traz	convicção	ao	nosso	coração,	nos	mostra	o	que	a	vida	eterna	pode
fazer	por	nós	e	revela	o	quanto	o	Pai	Celestial	é	melhor	do	que	o	Jeová	da	Velha
Aliança.	Mostra	não	somente	a	enorme	diferença	entre	a	vida	antiga	e	a	vida	em
Cristo,	como	revela	as	grandes	possibilidades	que	vieram	ao	homem	depois	que
recebeu	a	vida	eterna.	O	grande	efeito	que	isso	teve	sobre	os	cristãos,	foi
revelado	por	Ele,	pois	desvendou	para	o	novo	homem	o	que	significa	andar	em
amor,	viver	como	o	Mestre	viveu.	Ele	fez	com	que	aqueles	homens	soubessem
que	haviam	se	tornado	participantes	da	Divina	Natureza.
Talvez	a	maior	recompensa	que	aqueles	homens	da	Nova	Criação	poderiam
receber	fosse	o	entendimento	de	que	trariam	alegria	para	o	grande	coração	de	Pai
de	Deus.	O	Pai	podia	sentir	o	mesmo	entusiasmo	com	Seus	filhos	que	um	pai
terreno	sente	com	sua	prole.	Que	ministério	incrível	Ele	teve,	de	nos	trazer	a
consciência	do	nosso	relacionamento	e	dos	nossos	privilégios	e	direitos	na
família	de	Deus!	Ele	agora	tem	o	programa	de	Deus	a	ser	executado	no	mundo	e
deve	operar	através	de	uma	nova	raça	de	homens.
Se	Deus	disse	a	Adão	para	dominar	e	sujeitar	a	terra,	não	para	enchê-la,	como
diz	uma	antiga	versão,	que	ministério	o	homem	da	nova	criação	tem	de	sujeitar	o
egoísmo,	a	crueldade	e	a	amargura	com	amor,	paz	e	alegria!
Uma	nova	espécie	de	homem	e	uma	nova	espécie	de	amor.
Segundo	Jesus	disse,	em	João	13:34-35:	“Novo	mandamento	vos	dou:	que	ameis
uns	aos	outros;	assim	como	eu	vos	amei...	Nisto	conhecerão	todos	que	sois	meus
discípulos:	se	tiverdes	amor	uns	aos	outros”.
Uma	raça	de	amor.
Uma	Aliança	de	amor.
Um	Comandante	de	amor.
Uma	família	de	amor.
O	tempo	da	dureza	e	do	egoísmo	termina	em	amor.
Estes	últimos	vinte	e	cinco	anos	de	guerras	terríveis	cegaram	nossa	consciência
de	tal	maneira	para	o	certo	e	o	errado,	para	o	amor	e	a	alegria,	que	mal	podemos
assimilar	essa	verdade,	mas	o	sonho	do	Pai	foi	que	o	amor	dominasse	e
governasse	cada	um	de	nós.
Há	duas	forças	principais	no	mundo:	o	egoísmo	e	o	amor.	O	egoísmo	deu	à	luz
todas	as	nossas	tristezas,	sofrimentos	e	lágrimas.	Causou	guerras	e	outras
atrocidades	das	quais	os	homens	participaram.	O	mundo	ainda	não	conhece	o
novo	tipo	de	amor,	o	amor	ágape.	Poucos	o	viram	em	prática,	e	menos	ainda
desfrutam	sua	plenitude.	Ele	elimina	completamente	o	egoísmo.	Durante	anos,
eu	me	perguntei	o	que	era	a	morte	espiritual.	Eu	sabia	que	a	vida	espiritual	era	a
natureza	do	Pai,	então	a	morte	espiritual	devia	ser	a	natureza	de	Satanás.	Assim,
vi	que	a	natureza	do	Pai	é	revelada	através	da	nossa	conduta,	dos	nossos	atos	de
amor.	Como	um	flash,	pude	ver	que	a	natureza	de	Satanás	é	o	egoísmo.
Deus	amou	de	tal	maneira	que	deu.	Satanás	era	tão	egoísta	que	tentou	roubar	de
Deus	e	da	raça	humana	tudo	de	valor.	O	egoísmo	era	um	ladrão	que	reinou	sem
rival	ao	longo	das	eras.	Mas	então,	uma	nova	força	poderosa	havia	irrompido	na
dimensão	dos	sentidos.	Essa	força	poderosa	é	o	amor	(para	mais	detalhes,	leia
meu	livro	“The	New	Kind	of	Love”	[Uma	Nova	Espécie	de	Amor]).
O	amor	começa	em	Deus,	foi	revelado	em	Cristo	e	está	se	tornando	operante	em
nós.
O	amor	sem	a	habilidade	para	usá-lo	não	seria	tão	bom.	Foi	por	isso	que	Jesus
foi	feito	Sabedoria	para	nós.	Sabedoria	é	a	habilidade	de	usar	o	conhecimento	de
maneira	benéfica.	A	sabedoria	é	vista	em	cada	detalhe	da	criação.	Todos	os
gases,	minerais	e	óleos	maravilhosos	que	estão	escondidos	na	terra	e	no	mar
nunca	teriam	sido	descobertos	se	Deus	não	tivesse	dado	à	nova	criação	a
Sabedoria	para	descobri-los.
O	que	temos	de	reconhecer	é	que	é	o	espírito	do	homem	que	é	recriado.	Esse
espírito	é	o	verdadeiro	homem	e	dá	à	luz	toda	capacidade	criativa.	Quer	seja	no
âmbito	das	invenções,	no	âmbito	literário,	artístico	ou	musical,	a	capacidade	vem
da	mesma	fonte.	Diríamos	que	nasce	de	um	útero,	o	espírito	recriado.
Isto	não	é	tudo	o	que	nasce	da	maravilhosa	mãe	da	ciência	e	das	artes,	mas	o
amor	e	a	alegria	também	são	suas	criações	e	o	cerne	do	espírito	humano.	O
espírito	do	homem	natural	não	pode	dar	à	luz	essas	coisas.	Essa	é	a	razão	pela
qual	as	nações	que	nunca	receberam	vida	eterna	são	atrasadas,	sem	capacidade
criativa.	Elas	não	têm	o	novo	tipo	de	amor,	que	nasce	do	novo	tipo	de	vida	que
Jesus	trouxe	ao	mundo.
RESUMO
Agora	estamos	do	outro	lado	da	Sua	grande	obra	substitutiva	pela	nova	criação.
Estamos	olhando	para	os	homens	e	as	mulheres	que	nasceram	do	Alto.	Essas
pessoas	receberam	a	vida	e	a	natureza	de	Deus.
E	o	que	está	disponível	a	elas	agora?
Existem	segredos	e	verdades	ocultas	que	tenham	sido	escondidos	de	nós?	Que
efeito	teriam	em	nossa	vida	se	tivéssemos	consciência	deles?
Tudo	o	que	o	Pai	fez	em	Cristo	nos	pertence,	pois	“nos	tem	abençoado	com	toda
sorte	de	bênção	espiritual	nas	regiões	celestiais	em	Cristo”	(Efésios	1:3).
Temos	direito	à	sabedoria	que	Jesus	usou	na	Sua	caminhada	terrena.	Ele	foi	feito
para	nós	Sabedoria,	para	nos	ensinar	a	usar	a	habilidade	que	nos	foi	dada
“Porque	todos	nós	temos	recebido	da	sua	plenitude”	(João	1:16).
Agora	temos	a	capacidade	de	usar	essa	plenitude	para	ingressar	em	todas	as
riquezas	da	Sua	obra	consumada,	mas	uma	das	bênçãos	mais	raras	que
recebemos	foi	a	de	podermos	deixar	o	coração	do	Pai	alegre	na	nossa	caminhada
diária.
CAPÍTULO	16
O	QUE	ESTAVA	DISPONÍVEL	AO	HOMEM?
E	ntão,	Jesus	sentou-seà	destra	do	Pai,	o	problema	do	pecado	estava	resolvido,
mas	o	problema	do	pecador	ainda	tinha	de	ser	resolvido	individualmente.	O
grande	dilema	da	redenção	do	homem	foi	concluído.	Jesus	satisfez	as
reivindicações	da	justiça	subjugando	Satanás	e	despojando	sua	autoridade.	Ele
tornou	possível	que	os	homens,	que	estavam	sob	o	cativeiro	de	Satanás	fossem
independentes	do	inimigo.
As	acusações	amargas	lançadas	contra	Deus,	por	criar	o	homem	diante	do	fato
de	que	era	certo	que	ele	falharia,	não	podiam	mais	continuar.	Deus	atendeu	ao
clamor	do	homem	universal,	fazendo	do	próprio	Filho	o	Substituto,	pagando	o
castigo	por	todas	as	transgressões	do	homem.	Em	outras	palavras,	um	novo	tipo
de	comunhão.	Comunhão	com	o	próprio	Deus.
Quando	tudo	terminou,	Deus	tinha	o	direito	legal	de	dar	ao	homem	a	Sua
natureza.	Essa	foi	a	única	solução	para	o	problema	do	pecado.	Se	Deus	podia,
com	base	legal,	dar	vida	eterna	ao	homem,	então	o	homem	podia	sair	da	servidão
de	Satanás	e	se	tornar	um	homem-senhor.
Deus	tinha	o	direito	legal	de	fazer	do	homem	uma	nova	criação.	Perdoar	o
pecado	do	homem	e	depois	deixá-lo	de	nada	adiantaria,	pois	ele	voltaria	a	pecar.
Deus	precisava	fazer	do	homem	uma	nova	criatura.	Ele	precisava	eliminar	o	que,
na	natureza	humana,	havia	feito	dele	um	súdito	de	Satanás	e	transferir	Sua
natureza	divina,	que	o	tornará	justo.
Tudo	isso	teve	de	ser	feito	com	base	legal.	O	homem	era	legalmente	um	filho	do
adversário;	ele	precisava	se	tornar	legalmente	um	filho	de	Deus.	De	alguma
maneira,	Deus	tinha	de	tornar	esse	homem	justo.	O	homem	precisava	ser	capaz
de	comparecer	diante	da	presença	de	Deus	sem	sentimento	de	culpa,
inferioridade	ou	condenação.
Ao	mesmo	tempo,	todo	medo	tinha	de	ser	expulso,	permitindo	que	o	homem
estivesse	diante	de	Satanás	sem	sentimento	de	inferioridade.	Isso	só	poderia	ser
feito	pela	transferência	da	natureza	de	Deus	a	ele.	Então,	foi	necessária	uma
recriação	do	seu	espírito.	Ele	não	podia	ter	duas	naturezas,	pois	isso	iria	mantê-
lo	cativo.	Era	preciso	se	tornar	um	novo	homem,	completo	e	perfeito.	Era
preciso	ser	uma	nova	criatura.
E,	assim,	se	alguém	está	em	Cristo,	é	nova	criatura;	as	coisas	antigas	já
passaram;	eis	que	se	fizeram	novas.	Ora,	tudo	provém	de	Deus,	que	nos
reconciliou	consigo	mesmo	por	meio	de	Cristo...
—	2	Coríntios	5:17-18
Deus	fez	provisão,	através	do	sacrifício	substitutivo	do	próprio	Filho,	para	criar
um	novo	homem	sobre	quem	Satanás	não	teria	domínio.	Na	verdade,	esse	novo
homem	se	tornou	senhor	sobre	as	forças	da	escuridão	do	príncipe	das	trevas.
Talvez	o	fato	mais	maravilhoso	de	todos	seja	que	Deus	tornou	possível	que	o
Espírito	Santo	entrasse	no	corpo	do	homem	recriado	e	fizesse	dele	Sua
habitação.	É	algo	incrível	Deus	estar	com	o	homem,	ajudando-o	em	todas	as
dificuldades,	mas	Jesus	disse:	“...ele	[o	Espírito	Santo]	habita	convosco	e	estará
em	vós”	(João	14:17,	grifo	nosso).
Não	apenas	Deus	iria	habitar	no	homem,	como	há	outra	verdade	maravilhosa:
Jesus,	o	Substituto,	veio	para	tornar	possível	que	os	homens	vivessem	juntos,	e
fossem	leais	uns	aos	outros,	sem	medo,	em	comunhão	uns	com	os	outros,
comunhão	com	Sua	Palavra	viva.
Comunhão	significa	compartilhar	de	maneira	igualitária.	Nesta	nova	irmandade
não	há	ditadores.	Todos	nós	servimos	uns	aos	outros.	O	escravo	e	o	senhor	estão
em	termos	iguais.	Esse	era	o	sonho	do	Pai	para	Sua	Família	e	deu	um	fim	ao
governo	dos	sentidos.
O	espírito	humano	recriado	deve	dominar	o	homem	da	nova	criação.	Todos	os
grandes	líderes	do	mundo	foram	homens	guiados	pelo	conhecimento	que	vem
dos	sentidos.	Agora	devemos	ser	líderes	espirituais.	Cristo	é	o	Cabeça	da	Igreja,
e	o	Cabeça	do	Corpo.	Ele	deve	governar	o	homem	da	nova	criação	através	do
espírito.
Sabedoria
Uma	das	características	que	mais	distinguem	esse	novo	homem	é	a	sabedoria,
seu	novo	tipo	de	sabedoria.	A	sabedoria	terrena	é	sensual,	egoísta	e	demoníaca
(ver	Tiago	3:15).	É	a	sabedoria	do	próprio	Satanás.	Podemos	comprovar	isso	nas
atuais	guerras.
Porém,	o	novo	tipo	de	sabedoria	é	gentil,	dominada	pelo	amor	e	permeada	de
mansidão	e	alegria.	Aprendemos	neste	livro	que	a	capacidade	criativa	está	no
Espírito	humano	recriado.	Deus	assumiu	o	domínio	do	homem	nesta	nova
criação.	Ele	nos	transferiu	a	própria	natureza.	Sua	capacidade	criativa	pode	ser
vista	em	áreas	como	tecnologia,	medicina	e	química.	Que	era	maravilhosa	é	esta!
Não	posso	deixar	de	chamar	sua	atenção	para	outro	dom	divino	do	novo	homem,
que	é	a	paz.	O	mundo	não	conhece	nada	sobre	essa	paz,	esse	descanso	tranquilo.
Uma	sensação	de	estar	trancado	com	Ele,	sob	Sua	proteção	e	Seu	cuidado.	Não
apenas	este	novo	homem	tem	uma	paz	que	excede	todo	entendimento,	como
carrega	uma	alegria	indizível	e	cheia	de	glória.	A	felicidade	vem	do	nosso
ambiente,	do	que	está	à	nossa	volta,	dos	nossos	prazeres	físicos.
A	alegria	é	algo	interior,	pertence	somente	ao	espírito	recriado.	Ela	é	o	elemento
dominante	da	nova	vida.	A	alegria	leva	o	homem	ao	descanso.	Você	tem	a
sensação	de	segurança	completa,	pois	seu	Pai	está	cuidando	de	você.	Ele
culmina	tudo	isso	transferindo	ao	homem	um	novo	tipo	de	amor;	Sua	Natureza,
que	opera	através	deste	homem	da	nova	criação.
RESUMO
O	próximo	capítulo	pode	surpreender	você.
A	forma	como	você	se	expressa	pode	trazer	benefícios	ou	malefícios.	Se	você
colocar	o	desejo	do	seu	coração	no	futuro,	ele	nunca	irá	se	materializar.
Se	você	diz:	“Vou	receber	a	minha	cura.	Sei	que	Cristo	levará	minha	doença,	por
isso	terei	direito	à	cura”,	isso	não	altera	sua	doença.	Os	“tempos	verbais”	o
aprisionaram.	Mas	se	você	disser:	“Sei	que	Ele	levou	minha	doença	e	agradeço
por	isso,	sei	que	pelas	Suas	pisaduras	eu	estou	sarado”,	os	“tempos	verbais”
estão	trabalhando	a	seu	favor	agora.
Quando	souber	claramente	a	diferença	entre	os	aspectos	legais	e	vitais	da
redenção,	você	terá	resolvido	um	dos	seus	problemas	mais	difíceis.
O	aspecto	legal	foi	o	que	Deus	fez	por	você	em	Cristo.
O	aspecto	vital	é	o	que	o	Espírito	Santo	faz	em	você	através	da	Palavra.
Você	não	encontrará	essa	confissão	se	rendendo	ou	se	consagrando,	ou	mesmo
jejuando,	mas	somente	quando	você	começar	a	agir	com	base	na	Palavra,	que	é
sua.
Comece	a	agir	como	se	você	já	a	possuísse,	confesse	que	você	a	possui,	e	ela	é
sua.
Se	você	praticar	isso,	este	capítulo	lhe	dará	sua	“Terra	Prometida”.
CAPÍTULO	17
POR	QUE	OS	TEMPOS	NOS	CASTIGAM?
N	ão	percebemos	como	os	“tempos	verbais”	muitas	vezes	são	governados	pelos
sentidos.	Boa	parte	dos	nossos	hinos	mais	populares	está	no	futuro	ou	no
passado.	Nossos	líderes	nos	dizem	o	que	deveríamos	ser	e	o	que	deveríamos
fazer.	Eles	nos	dizem	o	que	deveríamos	nos	esforçar	para	conseguir,	mas
raramente	nos	dizem	como	conseguir	essas	coisas.
Não	sei	se	você	já	pensou	nisso,	mas	tudo	na	dimensão	espiritual	de	que	o
cristão	precisa	para	ter	êxito,	já	pertence	a	ele.
Cantamos	“Tudo	Entregarei”	e	“Está	Tudo	no	Altar”	sem	perceber	que	quando
recebemos	Cristo	como	nosso	Salvador,	nós	o	confessamos	como	nosso	Senhor.
Se,	com	a	tua	boca,	confessares	Jesus	como	Senhor	e,	em	teu	coração,	creres
que	Deus	o	ressuscitou	dentre	os	mortos,	serás	salvo.	Porque	com	o	coração	se
crê	para	justiça	e	com	a	boca	se	confessa	a	respeito	da	salvação.
—	Romanos	10:9-10
Observe	atentamente	que	a	pessoa	confessa	o	Senhorio	de	Jesus.	Se	ela	faz	isso,
não	tem	nada	a	entregar,	uma	vez	que	ela	passa	a	reconhecer	o	fato	de	que	não
pertence	mais	a	si	mesma,	mas	foi	comprada	por	um	preço	(1	Coríntios	6:20),	e
não	pode	entregar	uma	coisa	que	não	lhe	pertence,	nem	colocar	no	altar	de	Deus
aquilo	que	não	é	seu.
Você	pertence	a	Ele,	e	não	apenas	pelo	seu	consentimento,	mas	como	uma
esposa	que	diz	sim	na	cerimônia	de	casamento,	que	se	entrega	àquele	homem.	A
esposa	não	precisa	que	a	cerimônia	seja	repetida	dia	após	dia.	A	esposa	pertence
ao	marido.	Da	mesma	maneira,	o	cristão	pertence	a	Cristo.	Trata-se	de	uma
união	que	foi	feita	uma	vez	por	todas.	Está	no	tempo	passado.	Já	foi	feito.	Foi
consumada	quando	você	recebeu	vida	eterna	e	se	tornou	uma	nova	criatura	em
Cristo	Jesus.	Quando	reconhece	isso,	você	passaa	conhecer	a	realidade	desse
fato,	de	modo	que	você	vive	diariamente	com	a	consciência	da	sua	união	com
Ele,	da	sua	unidade	com	Ele.
Ele	é	seu;	você	é	dele.	Tudo	o	que	Ele	consumou	para	você	no	Seu	sacrifício
substitutivo	é	seu.	Você	não	precisa	se	esforçar	para	conseguir	isso,	não	precisa
se	render	para	isso,	não	precisa	orar	por	isso.	Essas	coisas	são	suas,	tanto	quanto
suas	mãos	são	suas,	tanto	quanto	seus	pés	são	seus.	Todo	o	nosso	esforço,
orações	e	jejuns	para	conseguir	poder,	são	inúteis	e	construíram	dentro	de	nós
um	tipo	de	incredulidade	que	é	muito	difícil	de	vencer.
“Ora,	àquele	que	é	poderoso	para	fazer	infinitamente	mais	do	que	tudo	quanto
pedimos	ou	pensamos,	conforme	o	seu	poder	que	opera	em	nós”	(Efésios	3:20).
A	palavra	“poder”	aqui	significa	“capacidade”.	Podemos	parafrasear	isso	assim:
“De	acordo	com	a	capacidade	de	Deus	que	está	operando	dentro	de	nós”.
Filipenses	2:13	também	diz:	“Pois	Deus	está	sempre	agindo	em	vocês”	(NTLH).
Se	você	tem	Deus	no	seu	interior,	tem	a	usina	geradora	no	seu	interior.	E	se	você
se	rende	à	capacidade	dele,	então	você	deixa	que	Ele	o	controle,	e	tudo	que	você
precisa	está	ali	em	estoque,	pronto	para	ser	usado.
Eu	costumava	me	consagrar	e	me	entregar	ao	Senhor	diariamente.	Depois	de
algum	tempo	descobri	que	estava	andando	em	círculos.	Eu	estava	fazendo	a
mesma	coisa	dia	após	dia.	Não	havia	nenhum	progresso	nisso.	Dessa	maneira,
muitos	dos	nossos	líderes	espirituais	têm	operado	com	base	em	uma	filosofia	de
fracasso	que	se	baseia	na	incredulidade.	Eles	nos	ensinam	inconscientemente	a
duvidar,	não	reconheceram	que	existem	duas	fases	na	redenção,	a	legal	e	a	vital.
A	fase	legal	está	sempre	no	passado.	É	o	que	Deus	fez	por	nós	na	Grande
Substituição.	Ele	nos	redimiu.	Nossa	redenção	está	no	tempo	passado,	Ele	não
precisa	nos	redimir	novamente.	No	instante	em	que	confessou	Cristo	e
reconheceu	o	senhorio	dele,	você	se	tornou	uma	nova	criatura.	Ali,	o	Pai
transferiu	a	Sua	natureza	para	você,	de	modo	que	agora	você	é,	por	natureza,	um
filho	de	Deus.	Isso	está	no	passado	e	não	pode	ser	feito	novamente.	Agora
estamos	em	Cristo,	somos	um	com	Ele,	ramos	da	Videira.
Então,	você	pede	ao	Espírito	Santo	para	entrar	e	ocupar	a	Sua	nova	criação.
Tudo	o	que	Deus	está	fazendo	em	você	na	nova	criação	é	vital.	Quando	entender
a	diferença	entre	o	lado	legal	e	o	lado	vital	da	redenção,	você	poderá	tirar
proveito	do	que	foi	feito	por	você	e	do	que	Ele	está	fazendo	em	você	através	do
Espírito	Santo,	através	da	Palavra;	e	do	que	Jesus	está	fazendo	agora	por	você	à
destra	do	Pai.
O	fracasso	do	cristão	em	geral	pode	ser	devido	à	falta	de	compreensão	clara
sobre	quem	ele	realmente	é	em	Cristo,	quando	ele	pode	dizer	silenciosamente:
“Sou	uma	nova	criatura.	Tenho	em	mim	agora	a	vida,	a	natureza	do	meu	Deus	e
Pai,	e	sou	um	participante	da	Sua	natureza	de	amor.	Tudo	o	que	preciso	para
permitir	que	eu	ande	em	amor	é	deixar	que	a	Sua	natureza	me	domine”.
Alguém	pode	perguntar:	“Bem,	como	posso	fazer	isso?”.	É	fácil,	simplesmente
comece	a	praticar	ou	a	agir	com	base	na	Palavra.	Crer	é	agir	com	base	no	que
Ele	lhe	pediu	para	fazer.	Não	existe	crer	sem	ação.	A	fé	é	um	substantivo.	Você
agiu,	chegou	lá	e,	com	base	nisso,	começa	a	tomar	seu	lugar	como	filho	ou	filha
na	família	de	Deus.	Você	tem	atrás	de	si,	como	apoio,	a	Sua	Palavra	viva,	e
respaldando	a	Palavra	está	o	Seu	Trono,	e	respaldando	o	Trono	está	o	próprio
Deus.	Você	está	totalmente	seguro.
Abrace	essa	ideia	e	terá	uma	confissão	destemida.	Você	ousará	dizer	ao	mundo	o
que	você	é	e	o	que	você	pode	fazer.	Você	poderá	dizer	sem	medo:	“Quando	oro,
o	Pai	me	ouve”.	Você	não	terá	medo	de	dizer:	“Maior	é	Aquele	que	está	em	mim
do	que	qualquer	circunstância	que	possa	me	confrontar.	Em	Cristo	eu	me	torno	o
senhor	das	circunstâncias.	Passei	a	reconhecer	a	realidade	da	habitação	dele	no
meu	interior	e	tornei-me	consciente	da	presença	de	Deus	dentro	de	mim”.
Você	entende	o	que	quero	dizer?	Nós	pensamos	como	alguém	que	acabou	de
comprar	um	carro.	Não	pensamos	mais	em	andar	ou	em	contratar	um	motorista.
Nós	entramos	no	carro	e	vamos	para	o	nosso	destino.
Agora	pensamos	com	base	na	Palavra.	A	Palavra	quer	dizer	exatamente	o	que	ela
diz.	Quando	eu	a	leio,	ela	é	a	mensagem	dele	no	tempo	presente	para	o	meu
coração,	pois	a	Palavra	é	sempre	Agora.	O	Pai	é	sempre	Agora.	Jesus	é	o	meu
Senhor	Já,	e	assim	estou	construindo	dentro	de	mim	mesmo,	através	da	ajuda	do
Espírito	Santo,	a	realidade	da	Palavra.
Essa	é	a	parte	vital	do	que	Ele	está	fazendo	em	mim.
Ele	edifica	a	Si	mesmo	dentro	de	mim,	edifica	Sua	fé	dentro	de	mim,	edifica	Sua
sabedoria	dentro	de	mim.	Jesus	foi	feito	para	mim	sabedoria	de	Deus	(ver	1
Coríntios	30).	À	medida	que	o	coração	absorve	essa	realidade,	a	mente	é
renovada	e	entra	em	comunhão	com	o	espírito	recriado.	Isso	significa	que	você
está	em	comunhão	com	a	Palavra	e	com	o	Pai.	Não	haverá	limites	para	você
agora,	pois	você	está	ligado	com	Ele.	A	capacidade	dele	se	tornou	a	sua
capacidade.	Sim,	Ele	é	seu.
Tudo	o	que	Ele	é,	Ele	é	em	você,	e	você	começa	a	tirar	proveito	disso.	Vamos
supor	que	você	descobriu	que	tem	uma	doença	que	o	torna	incapacitado	para
trabalhar.	Você	diz:	“Não	posso	fazer	este	trabalho	porque	não	tenho	forças	para
isso”.	Ou:	“Não	posso	ir	até	lá	porque	não	tenho	capacidade	para	ir”.	“Não	posso
fazer	isso;	não	posso	fazer	aquilo”.	Desse	modo,	você	constrói	dentro	de	si
elementos	dos	quais	sua	doença	se	alimenta,	e	suas	dúvidas	e	medos	se
alimentam,	até	que,	depois	de	algum	tempo,	eles	adquirem	supremacia	absoluta
sobre	você.	Por	fim,	você	está	impotente.	Sua	confissão	acrescenta	combustível
com	o	qual	eles	passam	a	agir,	queimando	sua	resistência.
Você	precisa	reconhecer	que	é	uma	nova	criação.	Você	tem	a	vida	de	Deus	e	o
grande	e	poderoso	Espírito	Santo,	que	ressuscitou	Jesus	dentre	os	mortos,	dentro
de	você,	e	se	o	Espírito	que	ressuscitou	Jesus	dentre	os	mortos	habita	no	seu
interior,	Ele	trará	a	vida	do	Pai	em	plenitude	para	dentro	de	você,	até	que	ela
expulse	a	doença,	as	dúvidas	e	os	medos.	Ele	levará	você	para	dentro	da	própria
força	de	Deus.
Lembre-se	de	2	Coríntios	5:4,	na	última	parte:	“...para	que	o	mortal	seja
absorvido	pela	vida”.	Essa	vida	é	a	vida	de	Deus;	a	palavra	grega	é	zoe.	A	vida
de	Deus	se	derrama	para	dentro	do	seu	corpo	físico	e	destrói	as	doenças	que	há
nele.	Se	Jesus	tardar,	todos	nós	morreremos	fisicamente,	mas	enquanto	estamos
vivos,	Ele	pretende	que	esses	corpos	sejam	saudáveis	e	fortes.
Houve	vezes	em	que	orei	por	pessoas	que	passaram	por	cirurgias	e	partes	de
algum	membro	do	corpo	foram	retiradas;	então	elas	puderam	sentir	a	vida	de
Deus	se	derramando	para	dentro	delas,	recriando	a	parte	perdida.	Orei	por	um
homem	cuja	coluna	havia	sido	esmagada.	As	vértebras	foram	destruídas,	de
modo	que	não	havia	forma	nelas.	Quando	oramos,	uma	nova	coluna	foi	criada,
uma	coluna	perfeita,	de	modo	que	apenas	em	alguns	instantes,	ele	retirou	o
equipamento	que	o	prendia	e	conseguiu	dobrar	seu	corpo	para	todos	os	lados.
Em	outro	caso,	certo	homem	tinha	uma	hérnia	há	dezesseis	anos.	Ele	usava	um
cinto	de	aço	e	sofria	dores	contínuas	enquanto	trabalhava.	No	instante	em	que
ele	agiu	com	base	na	Palavra,	aquela	hérnia	se	fechou	e	seu	corpo	ficou
perfeitamente	normal.	Ele	retirou	o	cinto	de	aço	e	ficou	bem.
Isso	é	agir	com	base	na	Palavra.	É	consciência	no	tempo	presente.	Não	há	nada
de	religião	nisso.	É	a	Palavra	viva	se	tornando	realidade	na	nossa	consciência.
Agora	você	entende	o	que	significa	quando	colocamos	essas	coisas	no	futuro	e	a
esperança	no	lugar	da	fé.	Porque	se	eu	digo:	“Eu	espero	receber	minha	cura.
Estou	certo	de	que	em	algum	momento	irei	recebê-la”,	não	há	valor	nessa
confissão,	é	apenas	uma	ilusão.	Isso	não	é	fé,	e	sim	apenas	esperança	baseada	no
conhecimento	que	vem	dos	sentidos.	Agora	eu	conheço	a	Palavra,	e	se	eu	orar,
eu	recebo,	pois	sei	que	Jesus	levou	a	doença,	sei	que	Isaías	53:4-5	é	um	fato
absoluto:
Certamente,	ele	tomou	sobre	si	as	nossas	enfermidades	e	as	nossas	dores	levou
sobre	si;	e	nós	o	reputávamos	por	aflito,	ferido	de	Deus	e	oprimido.	Mas	ele	foitraspassado	pelas	nossas	transgressões	e	moído	pelas	nossas	iniquidades;	o
castigo	que	nos	traz	a	paz	estava	sobre	ele,	e	pelas	suas	pisaduras	fomos
sarados.
Coloque	isso	na	primeira	pessoa	do	singular	para	simplificar	as	coisas:	Ele
tomou	sobre	si	minhas	enfermidades	e	minhas	dores,	e	eu	sou	grato	por	isso.	Sei
que	está	feito.	No	instante	em	que	o	homem	aceita	Cristo,	ele	entra	em	tudo	isso.
Jesus	levou	as	doenças	assim	como	levou	os	pecados.	Ele	não	se	perturba	com
os	antigos	pecados.	No	instante	em	que	aceitamos	Cristo,	fomos	redimidos.	O
mesmo	acontece	com	as	doenças.
Vamos	supor	que	depois	que	uma	pessoa	foi	recriada	e	seus	antigos	pecados
foram	todos	remidos,	apagados	como	se	nunca	tivessem	existido,	ela	permita
que	o	inimigo	camufle	tudo	isso	e	traga	de	volta	a	memória	da	sua	velha	vida	e	a
mantenha	diante	dos	seus	olhos	continuamente.	Dessa	maneira,	ela	perde	a	paz,
a	sensação	de	comunhão	com	o	Pai	e	a	consciência	da	justificação.	Ela	volta
para	suas	dúvidas	e	seus	medos	mais	tenebrosos	porque	nunca	deveria	permitir
que	o	inimigo	fizesse	isso.	O	inimigo	não	pode	trazer	antigas	doenças	de	volta,
não	pode	trazer	a	velha	natureza	de	volta	—	tudo	isso	foi	consumado	quando	o
ser	humano	foi	recriado.
Do	mesmo	modo,	o	adversário	camufla	nossas	doenças	e	nos	mantém	cativos.
Ele	pode	nos	enganar	com	doenças	a	tal	ponto	que	elas	se	tornam	uma	realidade
para	nós	e	perdemos	a	consciência	da	nossa	cura.	Assim,	Satanás	se	torna	nosso
mestre.
Precisamos	aprender	o	segredo	do	poder	das	palavras,	que	é	tão	forte	quanto	o
das	ações.	Hebreus	4:14	diz:	“Visto	que	temos	um	grande	sumo	sacerdote,	Jesus,
Filho	de	Deus,	que	penetrou	nos	céus,	retenhamos	firmemente	a	nossa
confissão”.	Uma	versão	antiga	usa	a	palavra	profissão.	Confissão	é	bem	melhor.
O	cristianismo	é	uma	confissão.	Por	quê?	Porque	é	sobre	a	fé,	e	a	fé	depende	da
nossa	confissão.
Como	vimos,	nossa	cura	foi	consumada	em	Cristo,	em	Sua	grande	Substituição.
O	Pai	colocou	suas	enfermidades	sob	o	espírito	de	Jesus.	O	câncer,	o	tumor,	a
tuberculose	foram	colocados	sob	o	espírito	do	Mestre,	e	Ele	se	tornou	doente	por
causa	delas	na	cruz.	Ele	foi	o	ser	mais	doente	que	o	universo	já	conheceu.
Ele	não	somente	carregou	sobre	si	os	nossos	pecados,	sendo	feito	pecado	com	os
nossos	pecados,	mas	foi	feito	doente	com	as	nossas	doenças.
Então,	na	mente	do	Pai,	a	passagem	de	1	Pedro	2:24	é	verdadeira:	“...carregando
ele	mesmo	em	seu	corpo,	sobre	o	madeiro,	os	nossos	pecados,	para	que	nós,
mortos	para	os	pecados,	vivamos	para	a	justiça;	por	suas	chagas,	fostes	sarados”.
É	assim	que	o	Pai	cuida	de	nós.
Seus	pecados	e	doenças	foram	lançados	fora.
Você	se	tornou	a	justiça	de	Deus	em	Cristo.
Você	se	tornou	perfeitamente	curado	por	intermédio	do	Trabalho	Substitutivo	de
Jesus.
E	quando	descobre	isso,	apesar	do	fato	de	que	o	câncer	ainda	está	lá,	você	pode
começar	a	louvar	o	Pai	por	sua	perfeita	cura.	Seus	amigos	que	são	governados
pelos	sentidos	não	vão	conseguir	entender	você.	Eles	pensarão	que	você	está
fora	de	si.	Você	não	está,	mas	pela	fé	você	está	agora	assumindo	sua	posição	e
está	confessando	o	que	realmente	é	em	Cristo,	e	em	meio	à	dor	você	se	agarra	na
sua	confissão.
Em	meio	a	tudo,	você	se	agarra	ao	fato	de	que	Ele	disse	que	você	é	curado,	e,	se
Ele	disse	que	é	curado,	você	é.
Ouse	dizer	em	voz	alta:	“Eu	sou	quem	Ele	diz	que	sou.	Posso	fazer	o	que	Ele	diz
que	posso	fazer.	Ele	diz	que	posso	ir	com	coragem	ao	Trono	da	Graça	e	ter
minhas	orações	respondidas.	Ele	diz	que	tenho	autoridade	sobre	todo	o	poder	do
inimigo,	que	sou	mestre	dos	demônios	e	mestre	da	doença	em	nome	de	Jesus
Cristo,	Seu	Filho,	e	sei	que	Ele	não	pode	mentir.	Sei	que	o	que	Ele	diz	é	verdade.
Com	ousadia	assumo	a	minha	posição,	e	em	meio	a	tudo	que	possa	vir,
mantenho	firme	a	minha	confissão”.
Agora	vivemos	no	tempo	presente.	Somos	quem	Deus	diz	que	somos.	Sua
Palavra	não	pode	mentir,	e	você	pode	se	agarrar	a	ela	na	sua	confissão.	Se	você
tem	medo	de	fazer	sua	confissão,	o	inimigo	vai	se	aproveitar	disso.	Se	hesitar	na
sua	confissão,	em	um	momento	dizendo	que	é	verdade	e	no	momento	seguinte
dando	ouvidos	aos	sentidos,	o	inimigo	vai	se	aproveitar	disso.	Mas	você	pode
dizer:	“Não	seria	mentir	eu	dizer	que	estou	curado,	quando	não	estou?”.	Não,
pois	existem	dois	tipos	de	verdade.	Há	a	verdade	revelada,	a	Bíblia,
especialmente	nas	epístolas	paulinas,	com	as	quais	estamos	lidando,	e	há	a
verdade	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos.
A	verdade	revelada	me	ensina	que	meu	tornozelo	inchado	está	curado.	Descubro
isso	como	um	homem	descobre	ouro,	fico	cheio	de	exaltação	e	alegria,	e	digo
alegremente	aos	meus	amigos:	“Vejam,	‘pelas	Suas	pisaduras	eu	fui	sarado’”.
Mas	meus	amigos	respondem:	“Isso	é	tolice!	Veja,	o	tornozelo	ainda	está
inchado”.	“Sim,	eu	sei	disso,	mas	a	Palavra	declara	que	Ele	colocou	essa	doença
sobre	Jesus,	e	o	que	Deus	diz	é	a	verdade”,	afirmo.	Eu	me	agarro	à	minha
confissão,	e	o	inimigo	perde	o	domínio	sobre	meu	corpo,	então	fico
perfeitamente	normal	e	bem.	Agora	sei	a	diferença	entre	fé	e	esperança.	Agora
sei	que	a	esperança	é	boa	em	esperar,	mas	não	é	boa	em	receber.
RESUMO
Jesus	ilustrou	na	Sua	caminhada	diária	as	coisas	que	os	profetas	tentaram
expressar.	Ele	era	como	Seu	Pai,	criava	as	coisas	por	meio	de	palavras.	Ele	nos
ensinou	como	usar	as	palavras,	como	enchê-las	de	autoridade	e	poder.
Para	mim,	a	coisa	mais	notável	na	vida	do	Mestre	era	a	autoridade	que	Ele
exercia	através	das	palavras.	Ele	nos	deu	uma	nova	concepção	do	valor	das
palavras.	Ele	nos	ensinou	outra	lição,	o	valor	da	justiça.	Jesus	não	tinha	noção	de
falta	ou	necessidade.	Creio	que	era	o	desejo	do	Pai	que	fôssemos	como	Jesus;
que	usássemos	a	nossa	Justiça	para	podermos	entrar	na	Sua	presença	sem
qualquer	consciência	de	pecado;	e	estar	diante	de	Satanás	ou	das	suas	obras	sem
sentimento	de	inferioridade.
A	confissão	de	Jesus	é	outro	exemplo	assombroso	da	Sua	fé	em	Si	mesmo:
“Eu	sou	o	pão	da	vida”	(João	6:48).
“Eu	sou	a	luz	da	vida,	aquele	que	me	segue	não	andará	em	trevas,	mas	terá	a	luz
da	vida”	(João	8:12).
“Eu	vim	do	Pai.	Eu	vim	ao	mundo,	e	novamente	deixo	o	mundo	e	vou	para	o
Pai”	(João	16:28).
Ele	sabia	quem	era.
Ele	sabia	o	que	era.
Ele	sabia	por	que	veio.
CAPÍTULO	18
O	JESUS	DOS	QUATRO	EVANGELHOS
E	is	uma	afirmação	que	o	Mestre	fez	em	João	14:12:	“Em	verdade,	em	verdade
vos	digo	que	aquele	que	crê	em	mim	fará	também	as	obras	que	eu	faço	e	outras
maiores	fará,	porque	eu	vou	para	junto	do	Pai”.	Essa	declaração	me	incomodava
muito;	eu	me	perguntava	o	que	Ele	queria	dizer.
Nos	primeiros	dias	do	meu	ministério,	parecia-me	que	Ele	estava	nos	intimando
a	realizar	milagres	maiores	que	os	dele.	Na	época,	eu	era	governado	em	grande
parte	por	ensinamentos	que	diziam	respeito	ao	conhecimento	que	vinha	dos
sentidos.	No	entanto,	nunca	me	satisfiz	com	essa	interpretação.	Mas	um	dia	a
ficha	caiu	e	eu	entendi	a	verdade:	deveríamos	fazer	outro	tipo	de	milagre.	Esses
milagres	deviam	acontecer	na	dimensão	do	espírito,	e	eram	maiores	que	os
realizados	na	dimensão	física.
Deveríamos	conduzir	homens	e	mulheres	a	Cristo,	e	eles	receberiam	a	vida
eterna.	Nossos	milagres	estariam	ligados	à	recriação	de	homens	e	mulheres.	Os
milagres	de	Jesus	foram	todos	realizados	na	dimensão	dos	sentidos.	Os
discípulos	e	seguidores	de	Jesus	acreditavam	somente	nas	coisas	que	eles	viam,
ouviam,	sentiam	ou	experimentavam	na	dimensão	física.	O	conhecimento	deles
estava	preso	aos	sentidos.
Deus	enviou	Seu	Filho	para	a	dimensão	dos	sentidos	para	que	os	homens
pudessem	testemunhar	Seus	milagres	e	vê-lo	como	um	homem:	“Aquele	que	foi
manifestado	na	carne”	(1	Timóteo	3:16).	“E	o	Verbo	se	fez	carne	e	habitou	entre
nós,	cheio	de	graça	e	de	verdade,	e	vimos	a	sua	glória,	glória	como	do	unigênito
do	Pai”	(João	1:14).	A	Palavra	veio	para	a	dimensão	dos	sentidos.
Os	discípulos	seguiram	Jesus	durante	os	três	anos	do	Seu	ministério	público,
testemunhando	Seus	milagres.	Jesus	controlou	os	ventos	e	as	ondas;	andou	sobre
o	mar	da	Galileia	tão	facilmente	quanto	nós	andamos	sobre	a	terra.	Eles
testemunharam	Sua	compaixãopela	multidão;	Ele	era	de	fato	o	Amor	manifesto
aos	sentidos.	Tinha	sabedoria	muito	além	da	do	homem	natural.	Conhecia	os
homens,	como	diríamos,	de	cima	a	baixo.	Eles	ouviram	Seus	ensinamentos,
ficaram	impactados	com	Suas	palavras	e	viram	milagres	acontecerem	dia	após
dia.
Jesus	curou	as	pessoas	com	palavras,	ressuscitou	os	mortos	com	palavras,	fez	o
pão	se	multiplicar	com	palavras,	transformou	água	em	vinho	com	palavras.
Sobre	Ele,	diziam:	“Jamais	alguém	falou	como	este	homem”	(João	7:46).	Uma
das	maiores	revelações	que	Jesus	trouxe	para	a	dimensão	dos	sentidos	foi	a
autoridade	e	o	poder	que	podiam	estar	investidos	nas	palavras.	Os	discípulos
testemunharam	um	novo	modo	de	vida:	o	caminho	do	amor,	mas	ninguém
entendia.	Dificilmente	alguém	poderia	imitá-lo.
Quando	Jesus	afirmou:	“Eu	sou	o	caminho,	a	verdade,	e	a	vida”	(João	14:6),
ninguém	entendeu	o	que	Ele	quis	dizer.	Ele	tinha	uma	vantagem,	se	é	que
podemos	dizer	assim:	Sua	capacidade	de	entrar	na	presença	do	Pai	sem
sentimento	de	culpa	ou	de	indignidade.	As	multidões	que	o	apertavam	temiam	a
Deus.	Elas	foram	ensinadas	a	temê-lo.	Elas	conheciam	o	pavor	que	o	sumo
sacerdote	sentia	quando	entrava	no	Santo	dos	Santos	uma	vez	por	ano,	em	prol
dos	pecados	de	Israel.	Elas	ficaram	perplexas	quando	Jesus	chamou	o	Deus	dos
judeus	de	Pai.	Ele	falava	de	Jeová	em	termos	íntimos.
Junto	ao	túmulo	de	Lázaro,	elas	o	ouviram	dizer:	“Pai,	graças	te	dou	porque	me
ouviste”	(v.	41).	Elas	podiam	sentir	uma	intimidade	divina	entre	Jesus	e	o	Pai
que	as	deixava	atônitas.	Nós,	como	novas	criaturas,	podemos	olhar	para	trás,
para	a	caminhada	terrena	do	Mestre,	e	observar	certos	limites	na	Sua	vida
milagrosa.	É	difícil	conceber	que	haja	limitações	na	caminhada	daquele	que	é
ilimitado.	Ele	controlava	as	leis	da	natureza	como	um	general	controlaria	um
exército.	Toda	lei,	até	onde	sabemos,	estava	sujeita	à	Sua	vontade.
Apesar	do	fato	de	Jesus	poder	curar	os	corpos	enfermos	dos	homens,	Ele	não
podia	curar	o	espírito	deles.	Ele	podia	perdoar	pecados,	uma	vez	que	eles	eram
perdoados	sob	a	Lei,	mas	não	podia	remir	os	pecados,	uma	vez	que	foram
redimidos	somente	após	Sua	morte	e	Sua	ressurreição.	Ele	podia	transferir	vida
natural	(psuche),	mas	não	podia	dar	a	eles	vida	eterna	(zoe).
Ele	disse:	“Eu	vim	para	que	tenham	vida	e	a	tenham	em	abundância”	(João
10:10)	e	“Aquele	que	crê	em	mim	passará	da	morte	para	a	vida”	(ver	João	5:24).
Isso	significa	que	eles	deveriam	passar	da	dimensão	da	morte	espiritual	para	a
dimensão	da	vida	espiritual,	e	isso	não	poderia	ocorrer	enquanto	Jesus	vivesse,
pois	Ele	não	podia	recriá-los.	Ele	não	podia	dizer:	“Se	vocês	crerem	em	Mim	Eu
lhes	darei	vida	eterna”	ou	“Eu	vou	recriar	vocês,	Eu	vou	fazer	de	vocês	novas
criaturas”.
Alguém	pode	perguntar:	“Os	discípulos	não	acreditavam	nele?”	“Maria	e	Marta
não	acreditavam	nele?”.
Sim,	de	certa	forma	eles	acreditavam	nele,	mas	no	que	eles	acreditavam?	Eles
acreditavam	que	Jesus	havia	morrido	pelos	pecados	deles	de	acordo	com	as
Escrituras?	Que	eles	tinham	vida	através	do	Seu	Nome?	Eles	acreditavam	que
Ele	era	o	Mediador	entre	Deus	e	o	homem?	Claro	que	não.	Os	discípulos
acreditavam	que	Ele	era	o	Filho	de	Deus,	o	Messias.	Eles	não	sabiam	nada	sobre
Seu	sacrifício	substitutivo;	não	sabiam	que	Ele	ia	morrer	na	cruz	como	o
Substituto	para	o	pecado	deles;	não	sabiam	que	Ele	ia	ressuscitar	dos	mortos	e
levar	Seu	sangue	para	o	Santo	dos	Santos	Celestial.	Eles	ignoravam	todas	essas
verdades.
É	extremamente	importante	que	o	cristão	entenda	a	diferença	entre	a	fé	que	os
homens	tinham	em	Jesus	na	Sua	caminhada	terrena,	e	a	fé	que	temos	nele	agora
como	nosso	Senhor,	Salvador	e	Substituto.
Jesus	não	podia	torná-los	justos.	Amando-os	como	Ele	os	amava,	ainda	assim
Ele	não	tinha	a	autoridade	para	torná-los	justos,	o	que	lhes	permitiria	permanecer
na	presença	de	Deus	sem	sentimento	de	culpa,	condenação	ou	inferioridade.	Ele
podia	curar	as	doenças	deles,	mas	não	podia	mudar	a	natureza	deles.	Ele	podia
expulsar	demônios	de	seus	corpos,	quebrando	o	poder	deles	sobre	seus	corpos
físicos,	mas	não	podia	redimi-los	da	autoridade	de	Satanás,	da	condenação	e	do
juízo.	Ele	não	podia	dar	a	eles	a	capacidade	de	terem	comunhão	com	o	Pai.
Apesar	do	Seu	amor	intenso,	eles	não	podiam	ter	comunhão	com	o	Senhor.	Eles
estavam	espiritualmente	mortos,	isto	é,	ainda	não	haviam	passado	da	morte	para
a	vida.	“Fiel	é	Deus,	pelo	qual	fostes	chamados	à	comunhão	de	seu	Filho	Jesus
Cristo,	nosso	Senhor”	(1	Coríntios	1:9).
Eles	foram	chamados	para	serem	discípulos,	alunos	e	apóstolos,	mas	só	depois
da	morte	e	da	ressurreição	dele	é	que	eles	foram	chamados	para	ter	comunhão
com	o	Senhor.	Se	você	observar,	em	João	15:14-15,	no	último	discurso	do
Mestre,	Ele	disse:	“Vós	sois	meus	amigos,	se	fazeis	o	que	eu	vos	mando.	Já	não
vos	chamo	servos,	porque	o	servo	não	sabe	o	que	faz	o	seu	senhor;	mas	tenho-
vos	chamado	amigos,	porque	tudo	quanto	ouvi	de	meu	Pai	vos	tenho	dado	a
conhecer”.	Ele	podia	chamá-los	de	amigos,	mas	não	de	irmãos.	É	importante
fazer	essa	distinção	na	sua	mente.	Jesus	não	é	nosso	amigo	hoje,	Ele	é	nosso
Senhor	e	Salvador.	Um	amigo	é	alguém	de	fora	da	família.
A	maioria	dos	ensinamentos	alegava	que	os	discípulos	eram	cristãos	quando
andavam	com	Jesus	antes	da	Sua	morte,	só	porque	Ele	os	chamava	de	amigos,
mas	eles	tinham	tudo,	menos	a	experiência	de	receber	o	Espírito	Santo.	Se	isso
fosse	verdade,	então	não	era	necessário	Cristo	morrer;	pois	o	homem	natural
teria	tudo	o	que	nós,	como	homens	e	mulheres	da	nova	criação,	possuímos.
Mas	vemos	que	isso	não	era	verdade,	pois	“Cristo	morreu	pelos	nossos	pecados,
segundo	as	Escrituras”	(1	Coríntios	15:3)	e	“se	manifestou	uma	vez	por	todas,
para	aniquilar,	pelo	sacrifício	de	si	mesmo,	o	pecado”	(Hebreus	9:26).	Não	havia
base	para	Cristo	remir	as	transgressões	e	os	pecados	do	homem	natural	até	que
Ele	tivesse	sofrido	como	o	Substituto	dele:	“Declarou-lhes,	pois,	Jesus:	‘Eu	sou
o	pão	da	vida;	o	que	vem	a	mim	jamais	terá	fome;	e	o	que	crê	em	mim	jamais
terá	sede’”	(João	6:35).	Isso	não	podia	ser	verdade	até	Cristo	ter	lidado	com	o
problema	do	pecado,	ter	levado	Seu	sangue	para	o	Santo	dos	Santos,	até	que	Seu
sacrifício	tivesse	sido	aceito	e	Ele	se	sentasse	à	destra	do	Pai.
Quando	Jesus	declarou	que	deveríamos	comer	Seu	corpo	e	beber	Seu	sangue,
Ele	estava	se	referindo	à	Nova	Aliança	de	sangue.	Quando	participamos	da	Mesa
do	Senhor,	estamos	ratificando	essa	Nova	Aliança	entre	Cristo	e	o	Pai,	da	qual
nós	somos	os	beneficiários.	Jesus	é	a	garantia	dessa	Nova	Aliança.	Ele	não	podia
dar	a	eles	a	luz	da	vida	mencionada	em	João	8:12:	“Eu	sou	a	luz	do	mundo;
quem	me	segue	não	andará	nas	trevas;	pelo	contrário,	terá	a	luz	da	vida”,	e	em
João	1:4:	“A	vida	estava	nele	e	a	vida	era	a	luz	dos	homens”.
Foi	somente	depois	do	Seu	sacrifício	substitutivo	que	essa	passagem	da	Bíblia
pôde	se	tornar	realidade.	A	luz	da	vida	na	verdade	é	a	sabedoria	de	Deus:	“Mas
vós	sois	dele,	em	Cristo	Jesus,	o	qual	se	nos	tornou,	da	parte	de	Deus,	sabedoria,
e	justiça,	e	santificação,	e	redenção”	(1	Coríntios	1:30).	Jesus	se	tornou	para	nós
Sabedoria.	Essa	Sabedoria	é	Luz,	é	a	transferência	da	habilidade	de	Deus	para
nós.
Respondeu-lhes	Jesus:	“Ainda	por	um	pouco	a	luz	está	convosco.	Andai
enquanto	tendes	a	luz,	para	que	as	trevas	não	vos	apanhem;	e	quem	anda	nas
trevas	não	sabe	para	onde	vai.	Enquanto	tendes	a	luz,	crede	na	luz,	para	que	vos
torneis	filhos	da	luz”.
—	João	12:35-36
Ora,	a	mensagem	que,	da	parte	dele,	temos	ouvido	e	vos	anunciamos	é	esta:	que
Deus	é	luz,	e	não	há	nele	treva	nenhuma.	Se	dissermos	que	mantemos	comunhão
com	ele	e	andarmos	nas	trevas,	mentimos	e	não	praticamos	a	verdade.	Se,
porém,	andarmos	na	luz,	como	Ele	está	na	luz,	mantemos	comunhão	uns	com	os
outros,	e	o	sangue	de	Jesus,	seu	Filho,	nos	purifica	de	todo	pecado.
—	1	João	1:5-7
Aqui	você	vê	a	razão	para	a	vida	eterna	no	espírito	humano.	Quando	entramos
no	relacionamento	de	filhos	de	Deus,	é	porque	recebemos	vida	eterna,	a	natureza
do	Pai.	Isso	não	poderia	ocorrer	até	a	grande	substituição.	Veja	o	que	Jesus	disse
à	mulher	de	Samaria:“Aquele,	porém,	que	beber	da	água	que	eu	lhe	der	nunca
mais	terá	sede;	pelo	contrário,	a	água	que	eu	lhe	der	será	nele	uma	fonte	a	jorrar
para	a	vida	eterna”	(João	4:14).	Isso	significa	que	Jesus	não	podia	dar	aquela
água	a	ninguém	até	ter	pagado	pelos	pecados	deles.	Quando	os	homens	foram
recriados,	eles	puderam	receber	a	água	da	Vida.	Mas	veja	bem,	Ele	curou	seus
corpos,	mas	eles	adoeceram	novamente.	Ele	os	alimentou,	mas	eles	sentiram
fome	novamente.	Ele	os	vestiu,	mas	eles	ficaram	nus	novamente.	Ele	os
ressuscitou	dos	mortos,	para	que	eles	morressem	outra	vez.	Jesus	podia	suprir
todas	as	necessidades	físicas	dos	homens,	mas	Ele	não	podia	mudar	o	estado
espiritual	deles	até	ter	morrido	por	eles.	Podia	expulsar	Satanás	do	corpo	físico
deles,	mas	Ele	ainda	teria	de	despojar	Satanás	da	sua	autoridade	sobre	o	espírito
deles:	“e,	despojando	os	principados	e	as	potestades,	publicamente	os	expôs	ao
desprezo,	triunfando	deles	na	cruz”	(Colossenses	2:15)
Talvez	você	pergunte:	“Mas	o	que	Jesus	quis	dizer	em	João	15:5	com	‘Eu	sou	a
videira,	vós,	os	ramos.	Quem	permanece	em	mim,	e	eu,	nele,	esse	dá	muito
fruto;	porque	sem	mim	nada	podeis	fazer’?”.	João	14-17	é	uma	profecia	e	uma
promessa.	Esses	capítulos	revelam	o	que	os	discípulos	deveriam	ser	depois	que
nascessem	de	novo.	Isso	foi	escrito	setenta	anos	depois	do	Dia	de	Pentecostes,	e
se	referia	somente	àqueles	que	nasceram	de	novo.
O	Cristo	que	Paulo	Conhecia
Paulo	não	conheceu	o	Jesus	dos	quatro	evangelhos	com	quem	Pedro	e	João
tiveram	comunhão	por	três	anos	e	meio.	Em	2	Coríntios	5:16	o	apóstolo	nos	diz:
“Assim	que,	nós,	daqui	por	diante,	a	ninguém	conhecemos	segundo	a	carne;	e,	se
antes	conhecemos	Cristo	segundo	a	carne,	já	agora	não	o	conhecemos	deste
modo”.
Essa	passagem	bíblica	me	incomodou	por	muito	tempo,	mas	meu	entendimento
se	abriu	e	vi	que	Paulo	tinha	o	mesmo	Cristo	que	João	tinha,	mas	João	o	havia
visto	somente	com	os	olhos	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos.
João	tinha	um	conceito	de	Jesus	com	base	no	conhecimento	que	vem	dos
sentidos.	Deus	dera	a	Paulo	uma	revelação	de	Jesus.	Ele	não	viu	o	homem	físico,
mas	o	homem	espiritual.	Ele	o	viu	como	o	Substituto.	Paulo	o	viu	se	tornar
pecado	na	cruz.	Ele	não	viu	o	Homem	que	os	outros	viram	pregado	à	cruz,	mas
Seu	Espírito	levando	os	pecados	e	as	doenças	da	raça	humana.	Ele	viu	esse
Espírito	se	tornar	pecado.	Era	a	Divindade	que	havia	sido	escondida	na
humanidade	daquele	corpo	físico.
Para	Paulo	sempre	foi	a	Divindade.	Ele	o	viu	tomar	o	lugar	do	homem,	ir	para
onde	o	homem	deveria	ir,	sofrer	o	que	o	homem	deveria	sofrer	por	causa	da
tragédia	adâmica.	Paulo	o	viu	quando	a	suprema	corte	do	universo	declarou	que
Ele	tinha	pagado	o	preço	pela	transgressão	do	homem	e	satisfeito	as	exigências
da	justiça.	Paulo	o	viu	ser	justificado	como	o	primogênito	dentre	os	mortos.	Ele
o	viu	quando	Deus	disse:	“Hoje	eu	te	gerei”.
Em	outras	palavras,	Paulo	viu	Jesus	nascer	de	novo	nas	regiões	tenebrosas	onde
Ele	havia	sofrido	os	tormentos	dos	condenados	no	lugar	da	humanidade.	Agora
Ele	não	apenas	é	declarado	Justo,	mas	é	feito	Justo.	Paulo	viu	Jesus	se	tornar	o
Dominador	das	forças	das	trevas:	“E,	despojando	os	principados	e	as	potestades,
publicamente	os	expôs	ao	desprezo,	triunfando	deles	na	cruz”,	ou	seja,	Jesus	os
dominou.	Então,	Ele	pode	dizer:	“...estive	morto,	mas	eis	que	estou	vivo	pelos
séculos	dos	séculos	e	tenho	as	chaves	da	morte	e	do	inferno”	(Apocalipse	1:18).
Na	versão	da	Bíblia	de	Roth	para	Hebreus	2:14,	lemos	que	“Ele	paralisou	o
poder	de	Satanás	de	lidar	com	a	morte”	(tradução	livre).	Jesus	quebrou	os
vínculos	da	morte	e	deixou	o	Hades.	Ele	entrou	no	Seu	corpo	imortal.
Quando	estava	na	cruz	e	o	pecado	tocou	Seu	corpo,	Jesus	imediatamente	se
tornou	mortal,	ou	seja,	sujeito	à	morte.	Agora	aquele	corpo	mortal	recebeu
imortalidade.	Mas	quando	Jesus	apareceu	diante	dos	discípulos,	eles	não	sabiam
sobre	Sua	imortalidade.	Seus	olhos	estavam	cegos;	eles	só	tinham	o
conhecimento	que	vinha	dos	sentidos.	Ele	havia	morrido	como	homem,	até	onde
eles	sabiam.	Ele	havia	ressuscitado	dos	mortos	como	homem.	Eles	ficaram
perplexos,	mas	extremamente	felizes	com	a	ressurreição.	Alguns	tinham	grandes
sonhos	com	uma	nação	judaica	com	Jesus	como	o	Rei.
Lembre-se	de	que	em	Atos	1,	antes	da	ascensão,	os	discípulos	perguntaram	a
Jesus	se	Ele	estava	prestes	a	restaurar	o	Reino.	Havia,	então,	aspirações	políticas,
pois	eles	eram	homens	naturais.	Ninguém	o	conhecia.	Paulo	foi	a	primeira
pessoa	que	realmente	conheceu	Jesus.	Ele	o	viu	ascender	com	o	próprio	sangue	e
entrar	no	Santo	dos	Santos	celestial.	Ele	viu	o	Pai	aceitar	o	sangue	de	Jesus
como	o	selo	da	redenção	eterna	do	homem.	Paulo	o	viu	ir	para	o	paraíso	com	as
boas	novas	da	Sua	redenção	consumada;	sacar	as	notas	promissórias	da	expiação
que	havia	sido	dada	de	ano	em	ano	pelo	sumo	sacerdote	no	santo	dos	Santos
terreno.	Os	santos	do	Antigo	Testamento	foram	redimidos	e	Ele	os	levou	para	o
céu.
Paulo	viu	tudo	isso.
Então,	como	o	clímax	do	maravilhoso	drama	da	redenção,	Paulo	viu	Jesus
sentar-se	à	destra	da	Majestade	nas	alturas	como	o	grande	Sumo	Sacerdote	da
Nova	Aliança.	Ele	lhes	deu	a	nova	lei	da	Nova	Aliança.	A	Igreja	foi	a
beneficiária	da	Nova	Aliança	e	dois	sacerdócios	surgiram:	um	Sacerdócio	Santo
e	um	Sacerdócio	Real.
O	Sacerdócio	Santo	será	a	nossa	comunhão	e	caminhada	com	o	Pai;	sempre	será
com	relação	a	Ele.	O	Sacerdócio	Real	será	para	“anunciar	as	grandezas	daquele
que	os	chamou	das	trevas	para	a	sua	maravilhosa	luz”	(1	Pedro	2:9,	NVI).	Será
um	sacerdócio	duplo;	uma	parte	será	dirigida	ao	mundo	e	a	outra	parte	será
dirigida	ao	corpo	de	Cristo.
A	revelação	paulina	se	destacou	para	sempre	como	o	documento	mais
maravilhoso	que	já	foi	impresso.	Há	mais	de	cem	ensinamentos	distintos	que
ninguém	nunca	antes	sonhou	redigir.	Se	Paulo	é	simplesmente	um	gênio
literário,	então	ele	ultrapassa	qualquer	coisa	que	o	mundo	já	conheceu.
Tudo	que	o	homem	natural	já	foi	capaz	de	fazer	ou	de	conseguir	foi	produto	dos
seus	cinco	sentidos.	Por	isso,	o	ministério	de	Paulo	foi	uma	revelação.
RESUMO
O	capítulo	seguinte	contém	uma	verdade	muito	simples,	mas	valiosa.
O	pregador	comum	não	prega	a	Palavra	de	acordo	com	sua	congregação;
consequentemente,	muitas	vezes,	ele	entrega	uma	mensagem	para	o	cristão	que
deveria	ser	pregada	ao	incrédulo;	ou	uma	mensagem	que	pertence	aos	adultos	é
pregada	aos	bebês	em	Cristo.	A	mensagem	que	deveria	ser	entregue	aos	bebês	às
vezes	é	totalmente	ignorada.
Quero	neste	capítulo	mostrar	os	três	homens	de	Paulo:	o	homem	natural	sem
vida	eterna;	a	nova	criatura	que	nunca	cresceu	ou	se	desenvolveu	em	vida
divina;	e	o	cristão	que	se	apropriou	dos	seus	direitos	em	Cristo	e	cresceu	até	o
ponto	de	poder	dar	fruto	para	a	glória	do	Pai.
Esse	cristão	passou	a	valorizar	sua	justiça.	Ele	sabe	que	o	conhecimento	traz
responsabilidade	e	também	sabe	que	tem	a	capacidade	de	Deus	para	atender	a
essa	demanda.
CAPÍTULO	19
OS	TRÊS	HOMENS	DE	PAULO
A	revelação	que	Deus	deu	a	Paulo	tem	muitas	surpresas	chocantes.	Uma	delas
encontra-se	em	1	Coríntios	10:32:	“Não	vos	torneis	causa	de	tropeço	nem	para
judeus,	nem	para	gentios,	nem	tampouco	para	a	igreja	de	Deus”.	Aqui	temos	as
divisões	étnicas	de	Deus	para	a	raça	humana.
O	judeu	é	sempre	um	judeu.	Ele	pode	se	tornar	um	cristão,	mas	ele	será	um
judeu	cristão.	O	gentio	representa	o	mundo	pagão.	Todos	fora	de	Cristo	que	não
são	judeus	são	pagãos	ou	gentios.	A	Igreja,	o	Corpo	de	Cristo,	a	nova	criação,
está	inteiramente	só.	Não	se	trata	dos	que	professam	ser	Igreja,	mas	da	nova
criação.
Em	seguida,	Paulo	fala	da	outra	divisão:	o	homem	natural,	o	homem	carnal	e	o
homem	espiritual.	O	homem	natural	é	aquele	que	nunca	passou	da	morte	para	a
vida,	que	nunca	foi	recriado.	Ele	está	espiritualmente	morto,	sem	Deus	e	sem
esperança.	O	homem	carnal	é	a	nova	criatura	em	Cristo	que	nunca	se
desenvolveu	ou	cresceu.	Ele	pode	ficar	nesse	estado	ao	longo	de	uma	vida	longa,
sem	nunca	se	desenvolver	ou	passar	do	estado	de	um	bebê	da	nova	criação.	Ele	é
governado	pelos	sentidos,	e	não	pelo	espírito.	Já	o	homem	espiritualé	aquele
que	se	desenvolveu	nas	coisas	divinas.	Seu	espírito	adquiriu	ascendência	sobre
seus	processos	intelectuais	e	seus	sentidos.	Deus	o	governa	através	da	Sua
Palavra.	Vamos	olhar	atentamente	para	estes	três	homens.
O	Homem	Natural
“Ora,	o	homem	natural	não	aceita	as	coisas	do	Espírito	de	Deus,	porque	lhe	são
loucura;	e	não	pode	entendê-las,	porque	elas	se	discernem	espiritualmente”	(1
Coríntios	2:14).	Entenda,	o	homem	natural	é	o	homem	não	espiritual,	o	homem
físico.	Em	algumas	passagens,	como	em	Tiago	3:15,	ele	é	chamado	de	homem
demoníaco,	aquele	que	é	governado	por	Satanás.
Porquanto	a	inclinação	da	carne	(dos	sentidos)	é	inimizade	contra	Deus,	pois
não	é	sujeita	à	lei	de	Deus,	nem,	em	verdade,	o	pode	ser.	Portanto,	os	que	estão
na	carne	não	podem	agradar	a	Deus.
—	Romanos	8:7-8,	ACF,	grifo	nosso
Esse	é	o	homem	que	vive	com	base	nos	sentidos.	No	capítulo	8	de	Romanos,
onde	quer	que	a	palavra	“carne”	apareça,	devemos	ter	a	ideia	espiritual	real	e
traduzi-la	por	“sentidos”.	Por	exemplo,	vejamos	Romanos	8:3:	“Porquanto	o	que
fora	impossível	à	lei,	no	que	estava	enferma	pela	carne	[pelos	sentidos],	isso	fez
Deus	enviando	o	seu	próprio	Filho	em	semelhança	de	carne	pecaminosa	e	no
tocante	ao	pecado;	e,	com	efeito,	condenou	Deus,	na	carne,	o	pecado”	(grifo
nosso).	Entendemos	que	todo	o	conhecimento	natural	que	o	homem	tem	é
recebido	por	ele	através	dos	cinco	sentidos,	e	que	sua	mente	é	governada	por
esses	sentidos.	O	conhecimento	que	vem	dos	sentidos	é	todo	o	conhecimento
que	o	mundo	possui.	Temos	o	conhecimento	revelado	além	do	conhecimento
deste	mundo.
É	extremamente	importante	que	todo	cristão	observe	o	contraste	entre	o
conhecimento	dos	sentidos	e	o	conhecimento	revelado.	Muitos	dos	nossos
teólogos	modernos	são	homens	guiados	pelo	conhecimento	que	vem	dos
sentidos.	A	maioria	dos	nossos	líderes	da	igreja	hoje	são	homens	guiados	pelo
conhecimento	que	vem	dos	sentidos.	Eles	não	são	espiritualmente
desenvolvidos,	mas	são	governados	pelos	sentidos.	Muitos	repudiam	o
conhecimento	revelado	dando	a	ele	um	lugar	secundário.	O	homem	natural	não
pode	entender	as	coisas	do	Espírito	de	Deus,	pois	são	loucura	para	ele.
Ele	vos	deu	vida,	estando	vós	mortos	nos	vossos	delitos	e	pecados,	nos	quais
andastes	outrora,	segundo	o	curso	deste	mundo,	segundo	o	príncipe	da
potestade	do	ar,	do	espírito	que	agora	atua	nos	filhos	da	desobediência.
—	Efésios	2:1-2
Eis	aqui	o	homem	natural,	andando	de	acordo	com	o	curso	desta	era.	Ele	está
andando	de	acordo	com	o	príncipe	da	autoridade	do	ar	e	está	sendo	governado
pelo	espírito	que	está	operando	nos	filhos	da	desobediência.
O	próximo	versículo	diz	que	ele	está	fazendo	a	vontade	dos	sentidos	e	é	por
natureza	filho	da	ira:	“entre	os	quais	também	todos	nós	andamos	outrora,
segundo	as	inclinações	da	nossa	carne,	fazendo	a	vontade	da	carne	e	dos
pensamentos;	e	éramos,	por	natureza,	filhos	da	ira,	como	também	os	demais”	(v.
3).	Trata-se	de	uma	imagem	muito	forte,	mas	ela	descreve	o	homem	fora	de
Cristo.
Portanto,	lembrai-vos	de	que,	outrora,	vós,	gentios	na	carne,	chamados
incircuncisão	por	aqueles	que	se	intitulam	circuncisos,	na	carne,	por	mãos
humanas,	naquele	tempo,	estáveis	sem	Cristo,	separados	da	comunidade	de
Israel	e	estranhos	às	alianças	da	promessa,	não	tendo	esperança	e	sem	Deus	no
mundo.
—	vv.	11-12
Os	gentios	não	têm	direitos	ou	influência	diante	de	Deus	hoje.	Eles	não	têm	uma
posição	legal	ou	direitos	legais.
“E	Deus	escolheu	as	coisas	humildes	do	mundo,	e	as	desprezadas,	e	aquelas	que
não	são,	para	reduzir	a	nada	as	que	são...”	(1	Coríntios	1:28).	A	versão
Centenary	da	Bíblia	revela	que	as	coisas	“que	não	são”	representavam	os
escravos	do	império	romano.	Eles	não	tinham	posição,	nem	voz,	eles	eram
apenas	coisas	que	não	existiam.	Quando	se	tornavam	cristãos,	eles	tinham	uma
posição	diante	de	Deus.
“Vós,	sim,	que,	antes,	não	éreis	povo,	mas,	agora,	sois	povo	de	Deus,	que	não
tínheis	alcançado	misericórdia,	mas,	agora,	alcançastes	misericórdia”	(1	Pedro
2:10).	Os	gentios	não	tinham	posição.	Eles	não	estavam	incluídos	como	“povo”.
Com	toda	a	cultura	da	qual	eles	se	vangloriavam,	com	toda	a	sua	capacidade	e
seu	dinheiro,	eles	não	tinham	voz,	não	tinham	representatividade	diante	de	Deus.
Essa	é	a	imagem	de	um	cativeiro	espiritual	completo.	É	como	uma	floresta	em
chamas,	totalmente	sem	esperança.	Quando	ele	diz	que	está	“sem	Deus	no
mundo”	(v.	12),	isso	significa	ímpio.	“Sem	esperança”	significa	desesperado.
Isto,	portanto,	digo	e	no	Senhor	testifico	que	não	mais	andeis	como	também
andam	os	gentios,	na	vaidade	dos	seus	próprios	pensamentos,	obscurecidos	de
entendimento,	alheios	à	vida	de	Deus	por	causa	da	ignorância	em	que	vivem,
pela	dureza	do	seu	coração,	os	quais,	tendo-se	tornado	insensíveis,	se
entregaram	à	dissolução	para,	com	avidez,	cometerem	toda	sorte	de	impureza.
—	Efésios	4:17-19
Eles	estavam	andando	na	vaidade	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos.	Se	o
mundo	acadêmico	não	consegue	ver	seu	reflexo	aqui,	eles	nunca	verão.	Eles
estavam	obscurecidos	no	seu	entendimento,	alienados	da	vida	de	Deus,	cheios
do	próprio	conhecimento;	isto	é,	a	ignorância	das	coisas	espirituais:	“Porquanto,
tendo	conhecimento	de	Deus,	não	o	glorificaram	como	Deus,	nem	lhe	deram
graças;	antes,	se	tornaram	nulos	em	seus	próprios	raciocínios,	obscurecendo-se-
lhes	o	coração	insensato.	Inculcando-se	por	sábios,	tornaram-se	loucos...	eles
mudaram	a	verdade	de	Deus	em	mentira”	(Romanos	1:21-22,	25).
Nos	quais	o	deus	deste	século	cegou	o	entendimento	dos	incrédulos,	para	que
lhes	não	resplandeça	a	luz	do	evangelho	da	glória	de	Cristo,	o	qual	é	a	imagem
de	Deus.
—	2	Coríntios	4:4
A	esperança	desse	homem	é	descrita	pelo	Mestre	em	João	14:6:	“Eu	sou	o
caminho,	e	a	verdade,	e	a	vida;	ninguém	vem	ao	Pai	a	não	ser	por	mim”.
“E	não	há	salvação	em	nenhum	outro;	porque	abaixo	do	céu	não	existe	nenhum
outro	nome,	dado	entre	os	homens,	pelo	qual	importa	que	sejamos	salvos”	(Atos
4:12).	Há	um	modo	de	Acesso	e	um	Nome.	Sendo	esse	Acesso	e	esse	Nome
negligenciados,	desprezados	ou	rejeitados,	isso	deixa	o	homem	absolutamente
sem	esperança.	Mas	a	redenção	pertence	a	ele.	A	vida	eterna	é	dele.
“Porque	Deus	amou	o	mundo	de	tal	maneira,	que	deu	o	Seu	Filho	unigênito,	para
que	todo	aquele	que	nele	crê,	não	pereça,	mas	tenha	a	vida	eterna”	(João	3:16).	A
vida	eterna	é	oferecida	a	ele.	Ela	na	verdade	pertence	a	ele	se	tomar	posse	dela.
Romanos	3:21-26	declara	até	onde	Deus	foi	para	dar	o	homem	a	vida	eterna	e	a
justiça.	Essas	duas	grandes	bênçãos	pertencem	ao	homem.	Ele	não	precisa
chorar	ou	orar	por	elas.	Tudo	que	ele	tem	a	fazer	é	recebê-las.	Elas	pertencem	a
ele	como	um	presente.
Tendo	em	vista	a	manifestação	da	sua	justiça	no	tempo	presente,	para	ele	mesmo
ser	justo	e	o	justificador	daquele	que	tem	fé	em	Jesus.
—	Romanos	3:26
O	qual	foi	entregue	por	causa	das	nossas	transgressões	e	ressuscitou	por	causa
da	nossa	justificação.
—	Romanos	4:25
Cristo	tomou	o	nosso	lugar	como	nosso	Substituto	e	pagou	o	preço	pela	nossa
transgressão.
“Justificados,	pois,	mediante	a	fé,	temos	paz	com	Deus	por	meio	de	nosso
Senhor	Jesus	Cristo”	(Romanos	5:1).	Ela	pertence	a	nós,	ela	é	nossa.	“Logo,
muito	mais	agora,	sendo	justificados	pelo	seu	sangue,	seremos	por	ele	salvos	da
ira.	Porque,	se	nós,	quando	inimigos,	fomos	reconciliados	com	Deus	mediante	a
morte	do	seu	Filho,	muito	mais,	estando	já	reconciliados,	seremos	salvos	pela
sua	vida”	(v.	9-10).	Portanto,	todo	homem	não	salvo	tem	o	direito	legal	à	vida
eterna	se	ele	a	aceitar.
Deus	não	pode	impor	isso	a	ele,	mas	se	ele	a	aceitar,	ele	pode	tê-la.
O	Homem	Carnal	ou	o	Bebê	em	Cristo
A	palavra	grega	que	é	traduzida	por	“carnal”	gerou	muitos	comentários	e	um
pouco	de	confusão	entre	os	mestres	da	Bíblia.	Somente	nos	últimos	anos	o
Espírito	tornou	essa	palavra	clara	para	nossas	mentes.	A	palavra	“carnal”	na
verdade	significa	que	o	homem	é	governado	pelos	sentidos.	Ele	anda	segundo	a
ordem	do	homem.
“Eu,	porém,	irmãos,	não	vos	pude	falar	como	a	espirituais,	e	sim	como	a	carnais,
como	a	crianças	em	Cristo”	(1	Coríntios	3:1).	Paulo	nosdá	sua	definição	da
palavra	grega	sarx.	Ela	se	refere	a	um	bebê	que	ainda	vai	se	desenvolver.
Leite	vos	dei	a	beber,	não	vos	dei	alimento	sólido;	porque	ainda	não	podíeis
suportá-lo.	Nem	ainda	agora	podeis,	porque	ainda	sois	carnais.	Porquanto,
havendo	entre	vós	ciúmes	e	contendas,	não	é	assim	que	sois	carnais	e	andais
segundo	o	homem?
—	1	Coríntios	3:2-3
Eles	estavam	andando	exatamente	como	os	homens	do	mundo	andavam,	porque
não	haviam	aprendido	ainda	a	lei	do	amor	nem	a	caminhada	do	amor.	Pois
quando	começamos	a	andar	em	amor,	deixamos	de	ser	invejosos;	deixamos	as
contendas,	a	amargura	e	a	maledicência.	Todos	esses	são	sinais	de
subdesenvolvimento	por	parte	do	cristão.	Enquanto	você	for	egoísta,	sensível	e
rancoroso,	você	ainda	é	um	bebê	em	Cristo.	Precisamos	estudar	com	muita
atenção	1	Coríntios	13	com	a	primeira	epístola	de	João,	revendo	todos	aqueles
grandes	ensinamentos	sobre	o	amor.
“[O	amor]	não	procura	os	seus	interesses”	(1	Coríntios	13:5,	grifo	nosso).
Crianças	se	queixam	mais	ou	menos	assim:	“Mamãe,	o	fulaninho	pegou	meu
brinquedo”.	Eles	estão	brigando	pelos	seus	interesses,	pelo	que	alguém	roubou
deles.	As	brigas	nos	lares	modernos,	os	divórcios,	nos	dão	um	quadro	do	estado
de	infantilidade	da	igreja	atual,	o	qual	pode	ser	remediado	pelo	estudo	da
Palavra.	Todo	cristão	deveria	aprender	em	seu	curso	de	estudo	bíblico	sobre	o
plano	da	redenção,	pois	isso	o	levaria	a	sair	do	seu	estado	infantil	para	a	plena
maturidade	em	Cristo.
Efésios	4:7	é	o	comentário	de	Deus	sobre	isso:	“E	a	graça	foi	concedida	a	cada
um	de	nós	segundo	a	proporção	do	dom	de	Cristo”.	Aqui	vemos	que	cada	cristão
tem	um	depósito	de	graça	que	atenderá	a	cada	emergência	na	sua	vida.	Todo
cristão	tem	o	mesmo	Espírito	Santo,	a	mesma	vida	eterna,	o	mesmo	amor,	a
mesma	graça	e	a	mesma	capacidade	de	Deus.	Temos	o	mesmo	Deus	e	Pai
incomparável,	o	mesmo	Intercessor	eterno,	Cristo.	Não	há	razão	para	nenhum	de
nós	ser	fraco.	Não	há	razão	para	continuarmos	sendo	bebês	quando,	devido	ao
tempo,	deveríamos	estar	desenvolvidos.
E	ele	mesmo	concedeu	uns	para	apóstolos,	outros	para	profetas,	outros	para
evangelistas	e	outros	para	pastores	e	mestres,	com	vistas	ao	aperfeiçoamento
dos	santos	para	o	desempenho	do	seu	serviço,	para	a	edificação	do	corpo	de
Cristo,	até	que	todos	cheguemos	à	unidade	da	fé	e	do	pleno	conhecimento	do
Filho	de	Deus,	à	perfeita	varonilidade,	à	medida	da	estatura	da	plenitude	de
Cristo.
—	Efésios	4:11-13
Que	imagem	tremenda	esta,	de	um	cristão	totalmente	maduro,	de	um	homem	que
divide	a	Palavra	corretamente,	um	homem	descansando	tranquilamente	na	força
de	Deus.	A	partir	daí,	Salmos	27:1	se	torna	realidade:	“O	Senhor	é	a	minha	luz	e
a	minha	salvação;	de	quem	terei	medo?	O	Senhor	é	a	fortaleza	da	minha	vida;	a
quem	temerei?”.
Ele	é	a	sua	luz.
Ele	é	a	sua	salvação.
Ele	é	a	sua	força	física	e	mental.
Você	é	um	vencedor,	um	vitorioso,	um	conquistador	nele.
Deus	nunca	pretendeu	que	você	permanecesse	um	bebê	espiritualmente,	assim
como	não	pretendeu	que	você	permanecesse	um	bebê	física	e	mentalmente:
“Ora,	àquele	que	é	poderoso	para	fazer	infinitamente	mais	do	que	tudo	quanto
pedimos	ou	pensamos,	conforme	o	seu	poder	que	opera	em	nós”	(Efésios	3:20).
Isso	porque	temos	a	capacidade	de	Deus	em	nós:	Tudo	posso	naquele	que	é	a
minha	capacidade,	a	minha	força	(ver	Filipenses	4:13),	e	não	há	lugar	para	o
subdesenvolvimento.
“A	esse	respeito	temos	muitas	coisas	que	dizer	e	difíceis	de	explicar,	porquanto
vos	tendes	tornado	tardios	em	ouvir”	(Hebreus	5:11),	isso	significa	que	se	o
cristão	não	tomar	cuidado,	ele	se	tornará	tardio	em	ouvir,	de	modo	que	a	Palavra
não	poderá	alcançá-lo.
Pois,	com	efeito,	quando	devíeis	ser	mestres,	atendendo	ao	tempo	decorrido,
tendes,	novamente,	necessidade	de	alguém	que	vos	ensine,	de	novo,	quais	são	os
princípios	elementares	dos	oráculos	de	Deus;	assim,	vos	tornastes	como
necessitados	de	leite	e	não	de	alimento	sólido.
—	v.	12
Todo	cristão	deveria	aspirar	ser	um	mestre,	pelo	menos	de	alguém:	“Ora,	todo
aquele	que	se	alimenta	de	leite	é	inexperiente	na	palavra	da	justiça,	porque	é
criança”	(v.	13).	“Mas	o	alimento	sólido	é	para	os	adultos,	para	aqueles	que,	pela
prática,	têm	as	suas	faculdades	exercitadas	para	discernir	não	somente	o	bem,
mas	também	o	mal”	(v.	14).	O	alimento	sólido	é	para	os	adultos	“que	aprendem
sempre	e	jamais	podem	chegar	ao	conhecimento	da	verdade”	(2	Timóteo	3:7).
Vemos	as	pessoas	indo	à	igreja	domingo	após	domingo,	sempre	ouvindo,	sempre
aprendendo,	mas	nunca	chegando	ao	conhecimento	da	verdade.	Se	a	calamidade,
a	doença,	a	perda	de	propriedades	ou	a	morte	de	entes	queridos	chegam,	elas
ficam	paralisadas	e	impotentes	na	presença	do	inimigo.	Elas	têm	os	recursos	de
Deus,	a	capacidade	de	Deus,	a	Palavra	amorosa	de	Deus,	mas	nunca	se
apropriaram	dela.	Elas	nunca	se	beneficiaram	das	riquezas	que	lhes	pertencem.
Quando	a	crise	vem,	elas	são	incapazes	de	tirar	proveito	da	capacidade	de	Deus.
Essas	pessoas	são	os	filhos	de	Deus	que	nunca	se	desenvolveram,	que
permaneceram	na	infância.	Efésios	5:1-2	mostra	o	que	elas	poderiam	ser:	“Sede,
pois,	imitadores	de	Deus,	como	filhos	amados;	e	andai	em	amor,	como	também
Cristo	nos	amou...”.	Isso	é	privilégio	delas,	é	assim	que	poderiam	viver,	mas	elas
não	conhecem	a	lei	da	Nova	Aliança	que	deve	governá-las.
Novo	mandamento	vos	dou:	que	vos	ameis	uns	aos	outros;	assim	como	eu	vos
amei,	que	também	vos	ameis	uns	aos	outros.	Nisto	conhecerão	todos	que	sois
meus	discípulos:	se	tiverdes	amor	uns	aos	outros.
—	João	13:34-35
Esse	amor	deve	governar	a	vida	da	Igreja	de	maneira	absoluta.
“Ninguém	busque	o	seu	próprio	interesse,	e	sim	o	de	outrem”	(1	Coríntios
10:24).	Quando	o	amor	não	governa,	nossa	razão	de	viver	fica	distorcida,	a
conduta	se	torna	anormal	e	os	sentidos	governam	o	espírito,	fazendo	com	que	a
mente	fique	cativa	das	coisas	terrenas.	Romanos	12:2	mostra	que	a	principal
necessidade	desse	homem	é	ter	a	sua	mente	renovada:	“E	não	vos	conformeis
com	este	século,	mas	transformai-vos	pela	renovação	da	vossa	mente,	para	que
experimenteis	qual	seja	a	boa,	agradável	e	perfeita	vontade	de	Deus”.	A	mente
não	renovada	é	o	estado	de	infância.
“E	vos	revestistes	do	novo	homem	que	se	refaz	para	o	pleno	conhecimento,
segundo	a	imagem	daquele	que	o	criou”	(Colossenses	3:10).	É	extremamente
importante	que	a	mente	do	cristão	seja	renovada	para	o	conhecimento	segundo	a
imagem	de	Jesus.	Isso	só	pode	acontecer	quando	o	Espírito	nos	leva	à	realidade
da	nossa	Redenção	em	Cristo.
Em	João	16:13-14,	Jesus	disse:	“quando	vier,	porém,	o	Espírito	da	verdade,	ele
vos	guiará	a	toda	a	verdade;	porque	não	falará	por	si	mesmo,	mas	dirá	tudo	o	que
tiver	ouvido	e	vos	anunciará	as	coisas	que	hão	de	vir.	Ele	me	glorificará,	porque
há	de	receber	do	que	é	meu	e	vo-lo	há	de	anunciar”.	Esse	é	o	privilégio	de	todo
cristão.	Efésios	4:23-24	é	outra	exortação	do	Espírito:	“e	vos	renoveis	no	espírito
do	vosso	entendimento,	e	vos	revistais	do	novo	homem,	criado	segundo	Deus,
em	justiça	e	retidão	procedentes	da	verdade”.	Precisamos	simplesmente	aprender
a	conhecer	o	Pai	e	a	crescer	na	Palavra	até	andarmos	em	amor.
O	Homem	Espiritual
Bendito	o	Deus	e	Pai	de	nosso	Senhor	Jesus	Cristo,	que	nos	tem	abençoado	com
toda	sorte	de	bênção	espiritual	nas	regiões	celestiais	em	Cristo.
—	Efésios	1:3
O	homem	espiritual	é	alguém	que	bebeu	profundamente	da	fonte,	alimentou-se
regularmente	à	mesa	do	Senhor	e	depois	se	embriagou	de	amor.	Esse	homem
passou	a	conhecer	o	Pai	em	verdade,	a	conhecer	o	Senhor	Jesus	no	Seu	grande
ministério	à	destra	do	Pai,	e	passou	a	conhecer	a	bendita	intimidade	do	Espírito
como	Ele	é	revelado	na	Palavra.
1	Coríntios	2:12	é	outro	convite	precioso	do	Espírito	para	entrarmos	nas	coisas
profundas	de	Deus:	“Ora,	nós	não	temos	recebido	o	espírito	do	mundo,	e	sim	o
Espírito	que	vem	de	Deus,	para	que	conheçamos	o	que	por	Deus	nos	foi	dado
gratuitamente”.
O	homem	espiritual	é	alguém	em	quem	a	Palavra	adquiriu	ascendência	sobre	a
mente	e	o	corpo.	Ela	o	harmonizou	com	a	vontade	do	Pai	para	esta	era.	As	coisas
que	nos	foram	dadas	gratuitamentepor	Deus	são	as	coisas	das	quais	falamos,
não	com	as	palavras	que	a	sabedoria	humana	ensina,	mas	com	as	que	o	Espírito
ensina.	É	um	desvendar	de	coisas	espirituais	com	a	ajuda	e	a	energia	do	próprio
Deus.
“...dando	graças	ao	Pai,	que	vos	fez	idôneos	à	parte	que	vos	cabe	da	herança	dos
santos	na	luz”	(Colossenses	1:12).	Deus	é	a	nossa	capacidade	que	se	revela	ao
desvendarmos	os	tesouros	da	graça	que	nos	pertencem	agora.
Jesus	disse	em	Atos	1:8:	“...recebereis	poder,	ao	descer	sobre	vós	o	Espírito
Santo...”.	A	palavra	“poder”	é	“capacidade”.	Você	tem	capacidade	para
testemunhar,	para	conhecer	e	fazer	a	vontade	do	Pai,	e	para	saber	como	usar	o
Nome	de	Jesus	e	como	entrar	em	toda	a	plenitude	da	nossa	herança	em	Cristo.	O
Espírito	Santo	é	sua	capacitação.
Ele	nos	libertou	do	império	das	trevas	e	nos	transportou	para	o	reino	do	Filho
do	seu	amor,	no	qual	temos	a	redenção,	a	remissão	dos	pecados.
—	Colossenses	1:13-14
Fomos	libertos	da	autoridade	de	Satanás.
Fomos	transladados	para	o	Reino	do	Filho	do	Seu	amor.
Estamos	em	um	lugar	protegido	e	cuidado	por	Deus.
Estamos	no	lugar	onde	somos	alimentados	com	o	pão	do	Todo-Poderoso.
O	maná	do	céu	está	na	Sua	Palavra	viva.	Ao	alimentar-se	com	ele,	você	crescerá
espiritualmente	até	a	imagem	e	a	estatura	do	Filho	de	Deus.	A	oração	não	será
mais	gemer	e	se	debater,	nem	será	sempre	uma	súplica	pedindo	fé	e	perdão.	Ela
será	uma	doce	e	santa	intimidade.	Você	entrará	na	presença	do	Pai	com	base	nos
seus	direitos.	O	homem	espiritual	sabe	que	ele	é	a	justiça	de	Deus	e	sabe	que
justiça	significa	a	capacidade	de	estar	na	presença	do	Pai	como	se	o	pecado
nunca	tivesse	existido.	A	justiça	lhe	dá	o	senso	de	igualdade	e	de	relacionamento
com	o	Pai.	Ele	é	um	filho	e	tem	o	lugar	de	filho.	Ele	toma	posse	dos	privilégios
de	um	filho	e	desfruta	deles.	Ele	assume	as	responsabilidades	de	um	filho	e	se
eleva	ao	nível	das	suas	oportunidades.
Ele	não	é	um	mendigo.
Ele	não	é	apenas	um	pecador	que	foi	perdoado.
Ele	agora	é	uma	nova	criatura	criada	em	Cristo	Jesus.
2	Coríntios	5:17-18	é	o	pano	de	fundo	da	sua	vida:	“E,	assim,	se	alguém	está	em
Cristo,	é	nova	criatura;	as	coisas	antigas	já	passaram;	eis	que	se	fizeram	novas.
Ora,	tudo	provém	de	Deus,	que	nos	reconciliou	consigo	mesmo	por	meio	de
Cristo...”.
Estamos	na	família.	Somos	filhos	e	filhas.	As	coisas	antigas	de	fraqueza	e
fracasso,	de	dúvida	e	medo,	foram	relegadas	ao	esquecimento.	Tomamos	nosso
lugar	e	desfrutamos	nossos	direitos.	Sabemos	o	que	significa	o	senhorio	do	amor.
Podemos	sussurrar	para	o	Pai:	“O	Senhor	é	o	meu	Pastor.	Nada	me	faltará.	Hoje,
Ele	me	guia	para	pastos	verdejantes	e	para	águas	de	mansidão	pacífica.	Restaura
minha	alma	e	me	torna	perfeitamente	normal.	Retira	a	sensação	de	fraqueza	e	de
fracasso.	Ele	me	guia	pelas	veredas	da	justiça	onde	eu	uso	Seu	Nome	e	ando
com	Ele.	Não	tenho	sentimento	de	culpa	ou	de	pecado.	Estou	no	Amado.	O
grande	Espírito	que	ressuscitou	Jesus	dentre	os	mortos	faz	do	meu	corpo	o	Seu
lar”.
Ele	é	a	Justiça	de	Deus
De	todas	as	riquezas	da	graça	que	foram	reveladas	em	Cristo,	nada	se	iguala	ao
fato	de	termos	nos	tornado,	através	do	novo	nascimento,	a	justiça	de	Deus.	Isso
nos	abre	as	portas	do	céu	e	permite	acesso	ao	Santo	dos	Santos.	É	a	nossa
entrada	na	presença	do	próprio	Pai	com	alegria	indizível	e	cheia	de	glória.	Agora
somos	não	apenas	filhos	e	filhas,	mas	somos	a	justiça	de	Deus	nele:	“Aquele	que
não	conheceu	pecado,	Ele	o	fez	pecado	por	nós;	para	que,	nele,	fôssemos	feitos
justiça	de	Deus”	(2	Coríntios	5:21).
Entramos	na	dimensão	dessa	justiça.	Agora	somos	capazes	de	ter	a	mais	doce	e
plena	comunhão	com	o	Pai,	pois	1	Coríntios	1:9	nos	diz	que	Ele	nos	chamou	à
comunhão	com	Seu	Filho.	E	essa	é	a	mais	alta	honra	que	o	Pai	pode	nos
conceder.	Não	há	lembrança	do	que	fomos	um	dia,	só	existe	o	fato	do	que	somos
agora.	Somos	filhos	de	Deus	com	uma	posição	que	o	próprio	Deus	nos	deu,	com
um	relacionamento	que	Sua	natureza	nos	deu,	com	privilégios	que	somente	o
amor	poderia	conceder.	Passamos	do	estado	de	bebês	para	os	plenos	direitos	e
privilégios	da	maturidade.	A	doença	e	a	fraqueza	não	podem	mais	se	alimentar
da	nossa	vitalidade	e	extrair	de	nós	a	nossa	virilidade	espiritual.
Sabemos	que	Isaías	53:4-5	é	verdade:
Certamente,	ele	tomou	sobre	si	as	nossas	enfermidades	e	as	nossas	dores	levou
sobre	si;	e	nós	o	reputávamos	por	aflito,	ferido	de	Deus	e	oprimido.	Mas	ele	foi
traspassado	pelas	nossas	transgressões	e	moído	pelas	nossas	iniquidades;	o
castigo	que	nos	traz	a	paz	estava	sobre	ele,	e	pelas	suas	pisaduras	fomos
sarados.
Isso	pertence	àquele	que	passou	a	saborear	os	frutos	da	justiça.	Agora,	em	lugar
de	orar	por	cura,	você	simplesmente	olha	para	o	alto	e	diz:	“Pai,	eu	Te	agradeço
porque	pelas	Tuas	pisaduras	agora	estou	curado.	Meu	espírito	está	livre	do
pecado	e	da	doença.	Portanto	não	existe	condenação	para	mim,	porque	estou	em
Cristo	Jesus,	onde	nenhuma	doença	tem	direito	de	reinar”.	Não	faz	diferença
qual	seja	a	doença,	pelas	pisaduras	dele	você	está	curado.	Não	existe	“talvez”.
Não	existe	qualquer	problema	de	fé	nesse	aspecto.
Você	está	na	família.	Foi	preciso	fé	para	entrar	na	família,	mas	agora	você	está
nela	e	tudo	de	que	a	família	dispõe	é	seu.	Você	pode	dizer:	“Eu	Te	agradeço
porque	através	de	Jesus	Cristo,	sou	completamente	livre;	pelas	Tuas	pisaduras	eu
estou	curado.	Sei	que	o	meu	Deus	supre	cada	necessidade	minha	—	física,
mental	e	espiritual.	O	domínio	de	Satanás	sobre	mim	terminou.	Graças	a	Deus,
finalmente	estou	livre”.
RESUMO
Suponho	que	sempre	houve	um	grupo	de	judaizantes,	como	Paulo	os	chamava,
que	procurava	se	colocar	debaixo	da	primeira	Aliança	e	guardar	a	sua	Lei.
Eles	ignoram	o	que	a	Nova	Aliança	lhes	concedeu,	não	sabem	que	nela	há	uma
Lei	que	cobre	tudo	que	a	Lei	Mosaica	cobria.
Eles	também	não	entendem	que	os	que	são	novas	criaturas	não	podem	viver	sob
a	Lei	Mosaica,	nem	a	velha	criatura	pode	viver	sob	a	lei	da	Nova	Aliança.
A	Nova	Aliança	pertence	às	novas	criaturas,	aos	filhos	e	às	filhas	de	Deus.
A	Aliança	Abraâmica	pertence	às	pessoas	da	Velha	Aliança,	aos	servos	de	Jeová;
ela	foi	dada	somente	aos	filhos	de	Abraão,	e	pertencia	somente	a	Israel.
A	Nova	Aliança	não	é	dada	ao	mundo,	e	sim	às	novas	criaturas	somente.
A	Velha	Aliança,	com	a	sua	Lei,	só	pode	ser	cumprida	na	Palestina.	Ela	requer
um	sacerdócio	para	fazer	uma	expiação	anual	porque	é	a	Lei	do	pecado	e	da
morte.
A	Nova	Aliança	é	a	Lei	da	justiça	e	da	vida.
CAPÍTULO	20
A	IGREJA	ESTÁ	DEBAIXO	DA	LEI	MOSAICA?
N	unca	houve	uma	distinção	definida	na	Igreja	entre	a	Aliança	Abraâmica	e	a
Nova	Aliança	no	sangue	de	Cristo.	Quando	Deus	fez	a	Aliança	com	Abraão,	foi
com	a	finalidade	de	que	pudesse	passar	a	existir	uma	nova	nação,	um	povo	em
um	relacionamento	de	Aliança	com	Deus;	e	desse	povo	da	Aliança	viria	o
Redentor	da	raça	humana.
Os	descendentes	de	Abraão,	durante	um	período	de	fome,	migraram	para	o	Egito
e	se	tornaram	uma	nação	de	cerca	de	quatro	milhões	de	pessoas.	Eles	foram
tirados	do	cativeiro,	atravessaram	o	mar	Vermelho	e	iniciaram	sua	jornada	em
direção	à	Terra	Prometida.	Tudo	o	que	eles	tinham	era	a	memória	de	uma
Aliança	e	o	selo	da	circuncisão.	Eles	não	tinham	lei	nem	sacerdócio.
Aquele	grupo	de	pessoas	não	tinha	ensinamento	religioso.	Quando	saíram	do
Egito,	uma	nação	de	escravos,	Deus	lhes	deu	a	Lei	da	Aliança.	Com	essa	Lei,
Ele	lhes	deu	o	sacerdócio,	os	sacrifícios	e	as	ofertas.	Então,	Ele	deu	uma
interpretação	da	Lei	que	está	relatada	em	Números	e	Deuteronômio.
O	Livro	de	Levítico	tem	a	ver	em	grande	parte	com	as	ofertas	e	o	sacerdócio,	os
sacrifícios	e	os	dias	santos.	A	Lei,	a	cerimônia	e	o	sacerdócio	foram	dados	aos
israelitas	e	aos	israelitas	somente.	Nenhum	gentio	estava	sob	essas	leis	nem	tinha
qualquer	parte	nas	bênçãos	da	aliança.	Enquanto	Israel	guardava	a	Aliança	e
andava	na	Lei,	não	havia	doenças	entre	eles,	nem	as	nações	podiam	vencê-los.
Os	guerreiros	que	tinham	uma	aliança	de	sangue	com	Davi	nos	oferecem	uma
impactante	história	de	super-heróis.
O	Livro	de	Daniel	nos	dá	uma	imagem	do	povo	da	Aliança	de	Deus	no	cativeiro,ameaçado	pelo	paganismo	e	pelas	religiões	pagãs,	o	que	os	teria	destruído
completamente	se	Deus	não	tivesse	poupado	Israel,	através	de	Daniel	e	de	seus
três	amigos,	da	adoração	aos	ídolos.	Os	milagres	do	sonho	e	da	interpretação	de
Daniel,	dos	três	filhos	hebreus	sendo	lançados	na	fornalha	ardente,	do
livramento	na	cova	dos	leões	e	da	tradução	do	escrito	na	parede,	abalaram	não
apenas	a	nação	pagã	até	as	bases,	como	emanciparam	Israel	dos	deuses	pagãos.
Eles	nunca	mais	voltaram	a	servir	a	esses	deuses	novamente,	embora	estivessem
desesperadamente	envolvidos	em	um	cativeiro	estrangeiro.
Quando	Israel	andava	na	Aliança,	nem	doença	nem	pobreza	havia	entre	eles.
Essa	Lei	não	foi	dada	aos	pagãos,	mas	somente	ao	povo	da	Aliança,	aos	filhos	de
Abraão.	Durante	o	ministério	de	Jesus,	Ele	explicou	a	Lei	e	chamou	Israel	de
volta	à	Aliança;	Jesus	não	colocou	as	nações	pagãs	sob	a	Lei.	Ninguém	estava
debaixo	da	Lei	nos	dias	de	Cristo,	a	não	ser	os	judeus.	A	vinda	de	Jesus	foi	para
o	cumprimento	da	Aliança	Abraâmica,	ou	seja,	quando	Ele	cumpriu	essa
Aliança,	a	Lei	automaticamente	parou	de	funcionar.	O	sacerdócio	deixou	de
ministrar	diante	de	Jeová	e	os	sacrifícios	não	tinham	mais	qualquer	sentido.
Jesus	havia	cumprido	a	Aliança	Abraâmica.	Ela	foi	dobrada	como	uma	roupa
usada	e	deixada	de	lado.	Jesus	introduziu	uma	Nova	Aliança,	uma	nova	Lei,	com
um	novo	sacerdócio,	um	novo	sacrifício	e	um	novo	povo.
O	primeiro	povo	nasceu	do	parentesco	da	circuncisão.	O	segundo	povo	nasceu
do	Espírito,	e	em	vez	da	circuncisão	do	corpo,	houve	a	circuncisão	do	coração,	o
novo	nascimento.	Com	o	povo	da	nova	criação	veio	a	nova	Lei	que	Jesus
proclamou	em	João	13:34-35:	“Novo	mandamento	vos	dou:	que	vos	ameis	uns
aos	outros;	assim	como	eu	vos	amei,	que	também	vos	ameis	uns	aos	outros.
Nisto	conhecerão	todos	que	sois	meus	discípulos:	se	tiverdes	amor	uns	aos
outros”.	Essa	é	a	Lei	que	deve	governar	a	nova	criação,	o	povo	da	nova	criação.
Hebreus	8:1-2	nos	diz	que	Jesus	é	o	Sumo	Sacerdote	da	Nova	Aliança.	Quando	o
véu	do	Templo	foi	rasgado	em	dois	de	alto	a	baixo	conforme	registrado	em
Mateus	27:50-51,	foi	o	fim	do	Santo	dos	Santos	terreno.	Ele	não	funciona	mais,
pois	o	novo	Santo	dos	Santos	está	no	céu.	Jesus	é	o	nosso	Sumo	Sacerdote.
1	Pedro	2:1-9	nos	fala	sobre	os	dois	sacerdócios	na	terra	agora:	o	Sacerdócio
Santo,	que	oferece	sacrifícios	de	adoração	e	amor;	e	o	Sacerdócio	Real,	que
proclama	as	virtudes	daquele	que	nos	chamou	das	trevas	para	a	luz.	Um	é	o
nosso	ministério	santo	e	particular	de	amor;	o	outro	é	o	ministério	público	da
Palavra.
O	problema	que	confronta	a	igreja	agora	é	a	sua	relação	com	a	Velha	Aliança.
Não	há	nenhum	relacionamento	com	ela,	nenhum	gentio	jamais	esteve	sob	a
Velha	Aliança	ou	pôde	ficar	debaixo	dela,	a	não	ser	pela	circuncisão	e	pela
obediência	a	um	ritual	especial.	Nenhum	judeu	ou	israelita	pode	entrar	na	Velha
Aliança	agora	porque	ela	foi	deixada	de	lado	e	foi	substituída	pela	Nova	Aliança.
A	Igreja	agora	deve	cumprir	os	Dez	Mandamentos?	Não,	os	Dez	Mandamentos
foram	dados	ao	homem	não	recriado.	Eles	não	se	encaixam	na	vida	do	cristão.
Se	somos	novas	criaturas,	podemos	obedecer	à	nova	lei	da	Nova	Aliança,	que
abrange	tudo	o	que	estava	na	lei	da	primeira	Aliança.	1	Coríntios	10:32	nos	dá	a
divisão	de	Deus	para	a	raça	humana:	os	judeus,	os	gentios	e	a	Igreja	de	Deus.
Os	gentios	representam	todas	as	pessoas	que	não	nasceram	de	novo.	A	Igreja
representa	somente	aqueles	que	se	tornaram	novas	criaturas,	e	não	o	grande
corpo	do	denominacionalismo,	os	que	professam	ser	cristãos,	mas	que	não
nasceram	de	novo.
Em	outras	palavras,	há	três	categorias:	judeus,	mundo	não	salvo	e	nova	criação.
O	mundo	não	está	nem	debaixo	da	Lei	Judaica	nem	da	Lei	da	Nova	Aliança.
Eles	estão	de	fora.	1	Pedro	2:10	declara	que	eles	“não	eram	povo”.	Eles	não	têm
representatividade	diante	de	Deus,	que	não	os	reconhece.	Só	existe	um	pecado
pelo	qual	eles	serão	julgados:	pela	rejeição	ao	Senhor	Jesus.	Eles	não	estão
debaixo	do	ensinamento	de	Jesus	nos	quatro	evangelhos.	Nós	tentamos	elaborar
leis	para	eles	ali.	A	Igreja	tentou	fazer	leis	que	governassem	o	mundo	não	salvo	e
colocá-lo	sob	o	cativeiro	da	Bíblia,	mas	essas	pessoas	não	têm	qualquer	relação
com	ela.
Somente	os	filhos	e	as	filhas	de	Deus	estão	debaixo	das	obrigações	para	com	a
Nova	Aliança.	Veja	como	ilustração	o	tema	do	casamento.	Moisés	estabeleceu	a
Lei	com	relação	ao	casamento.	A	interpretação	de	Jesus	dessa	lei	a	eleva	ao	seu
lugar	real	na	mente	de	Jeová.	Mas	essa	lei	não	governa	o	mundo	não	salvo	nem	a
igreja.	As	leis	do	casamento	e	do	divórcio	são	dadas	na	revelação	de	Deus	à
Igreja	nas	epístolas	de	Paulo.
1	Coríntios	7	nos	mostra	claramente	que	dois	cristãos	não	têm	direito	ao	divórcio
e	a	um	novo	casamento.	Durante	a	separação,	eles	devem	voltar	a	se	unir	em	vez
de	se	divorciarem	e	se	casarem	novamente,	mas	quanto	ao	casamento	misto
(entre	cristãos	e	incrédulos),	Paulo	disse:	“...e	a	mulher	que	tem	marido
incrédulo,	e	este	consente	em	viver	com	ela,	não	deixe	o	marido”.	Mas	se	ele	a
deixar,	a	mulher	não	fica	presa	aos	votos	conjugais.	Isso	deixa	o	cristão	livre
para	casar-se	novamente.	Ele	proíbe	o	casamento	de	cristãos	com	incrédulos.
Eles	não	devem	se	colocar	debaixo	de	jugo	desigual,	mas	se	estiverem	nesse
estado,	o	cristão	deve	permanecer	e	procurar	levar	o	outro	a	Cristo.
A	Igreja	não	podia	estar	debaixo	da	Lei.	A	Igreja	Primitiva	nos	deu	o
ensinamento	distinto	com	relação	ao	relacionamento	da	igreja	com	a	Lei:	“Não
colocar	jugo	sobre	o	pescoço	dos	cristãos	gentios	que	nós,	judeus,	não	podemos
suportar”	(ver	Atos	15:10).
Houve	muita	discussão	entre	os	cristãos	gentios	e	os	cristãos	judeus	quanto	a	se
eles	estavam	ou	não	debaixo	da	Lei	Mosaica.	Eles	enviaram	Paulo	e	Barnabé	a
Jerusalém	e,	depois	de	muita	discussão,	eles	disseram:	“Mas	cremos	que	fomos
salvos	pela	graça	do	Senhor	Jesus,	como	também	aqueles	o	foram”	(Atos	15:11).
Então,	Tiago,	o	meio-irmão	de	Jesus,	que	estava	à	frente	da	igreja	de	Jerusalém,
assim	disse:
Pelo	que,	julgo	eu,	não	devemos	perturbar	aqueles	que,	dentre	os	gentios,	se
convertem	a	Deus,	mas	escrever-lhes	que	se	abstenham	das	contaminações	dos
ídolos,	bem	como	das	relações	sexuais	ilícitas,	da	carne	de	animais	sufocados	e
do	sangue.	Porque	Moisés	tem,	em	cada	cidade,	desde	tempos	antigos,	os	que	o
pregam	nas	sinagogas,	onde	é	lido	todos	os	sábados...	Pois	pareceu	bem	ao
Espírito	Santo	e	a	nós	não	vos	impor	maior	encargo	além	destas	coisas
essenciais.
—	Atos	15:19-21,	28
Não	há	uma	única	palavra	sobre	guardar	o	Shabat	(sábado)	ou	guardar	a	Lei.	A
Lei,	com	seus	Shabats	e	todos	os	seus	sacrifícios,	pertencia	à	velha	ordem,	à
Velha	Aliança.	Não	se	pode	separar	os	Dez	Mandamentos	mosaicos	do	sacrifício
e	das	ofertas	mosaicas.	Eles	ilustram	para	nós	a	atitude	e	o	ensinamento	de	Deus
ao	homem	natural,	debaixo	da	Lei.	Eles	não	eram	novas	criaturas,	ninguém
havia	nascido	de	novo	até	o	Dia	de	Pentecostes.	“Mas”,	você	diz,	“a	fé	em	Jesus
não	é	o	meio	para	a	salvação?”.	Sim,	mas	é	a	fé	na	Sua	ressurreição:	“Se,	com	a
tua	boca,	confessares	Jesus	como	Senhor	e,	em	teu	coração,	creres	que	Deus	o
ressuscitou	dentre	os	mortos,	serás	salvo”	(Romanos	10:9-10).
A	fé	dos	discípulos	até	o	Dia	de	Pentecostes,	e	a	fé	dos	judeus	ao	redor	de	Jesus
não	era	fé	no	Seu	sacrifício	substitutivo	e	na	Sua	ressurreição.	Era	fé	na	Sua
capacidade	de	ressuscitar	os	mortos	e	de	curar	os	enfermos.	A	fé	deles	se
baseava	na	evidência	dos	sentidos.	Nossa	fé	se	baseia	na	Palavra	de	Deus.
Cremos	que	Ele	morreu	pelos	nossos	pecados	de	acordo	com	a	Bíblia	e	que
ressuscitou	para	nossa	justificação.
Os	discípulos	criam	que	Ele	era	o	profeta.	Alguns	acreditavam	que	era	o	Filho
de	Deus,	mas	não	acreditavam	que	Ele	havia	morrido	por	eles	e	que	ia
ressuscitar	para	justificá-los.	Não	havia	uma	única	alma	que	aceitasse	a
ressurreição	até	a	evidência	dos	sentidos	tê-los	satisfeito	completamente.	Se	uma
pessoa	pudesse	ter	nascido	de	novo	antes	de	Cristo	ter	morrido	e	ressuscitado	e
antes	de	o	Espírito	Santo	vir,	então,	todas	as	pessoas	poderiam	ter	nascido	de
novoporque	todos	estão	debaixo	do	pecado.
Todos	estavam	condenados	por	uma	coisa:	eles	estão	espiritualmente	mortos.	O
mundo	precisa	não	apenas	do	perdão	dos	pecados,	mas	de	vida	eterna	e	de	uma
nova	criação.	Que	fique	totalmente	entendido	que	o	perdão	dos	pecados	não
salvará	o	pecador	hoje.	Ele	precisa	ter	algo	mais	que	perdão,	pois	se	tudo	o	que
Deus	fizesse	fosse	perdoá-lo	pelos	seus	pecados,	ele	continuaria	vivendo	em
pecado;	pois	não	poderia	evitá-lo.	O	pecado	está	no	espírito	do	homem,	é	o
espírito	do	homem	que	é	recriado.
O	homem	precisava	nascer	de	novo,	nascer	do	alto,	e	receber	a	vida	eterna.
A	maioria	das	pessoas	que	tentam	se	colocar	debaixo	da	Lei	hoje	não	acredita	na
nova	criação.	Elas	acreditam	que	o	novo	nascimento	vem	na	segunda	vinda	de
Jesus,	que	os	cristãos	que	morreram	estão	dormindo	no	túmulo	e	que	quando
ressuscitarem,	eles	serão	recriados.	Se	eles	não	foram	recriados	agora,	então
simplesmente	não	são	salvos,	e	não	sendo	salvos,	não	podem	entender	ou
conhecer	a	Palavra.
“Ora,	o	homem	natural	não	aceita	as	coisas	do	Espírito	de	Deus,	porque	lhe	são
loucura;	e	não	pode	entendê-las,	porque	elas	se	discernem	espiritualmente”	(1
Coríntios	2:14).	As	pessoas	que	negam	o	novo	nascimento	não	podem	entender	a
Palavra	de	Deus.	Consequentemente,	elas	tentam	se	colocar	debaixo	da	Velha
Aliança.	Tiago	nos	fala	que	até	mesmo	os	judeus	não	conseguiam	cumprir	essa
Lei	e	ser	justificados.	Essas	pessoas	estão	tentando	se	justificar	cumprindo	a	Lei.
Agora,	Paulo	não	está	falando	de	uma	lei	cerimonial,	mas	da	lei	da	Velha
Aliança:
Porventura,	ignorais,	irmãos	(pois	falo	aos	que	conhecem	a	lei),	que	a	lei	tem
domínio	sobre	o	homem	toda	a	sua	vida?	Ora,	a	mulher	casada	está	ligada	pela
lei	ao	marido,	enquanto	ele	vive;	mas,	se	o	mesmo	morrer,	desobrigada	ficará
da	lei	conjugal.
—	Romanos	7:1-2
Ele	está	falando	aqui	a	judeus,	e	está	mostrando	a	eles	que	quando	Jesus	morreu
na	cruz,	todos	os	judeus	morreram	em	Cristo	para	a	Lei.	Quando	Cristo	foi
ressuscitado	dentre	os	mortos,	a	Lei	se	cumpriu	e	foi	deixada	de	lado.	Agora	os
judeus	podem	se	casar	com	Jesus	e	não	serem	adúlteros.	Mas	se	um	homem	está
guardando	a	Lei	e	tentando	se	casar	com	Jesus,	então	ele	tem	dois	maridos,	e
isso	é	adultério.	Em	outras	palavras,	a	Lei	foi	cumprida	e	deixada	de	lado;	de
modo	que	agora	o	judeu	está	livre	para	aceitar	Cristo	como	Salvador.
O	mesmo	é	verdade	em	Gálatas	4:24-25,	pois	a	Velha	Aliança	era	o	Sinai:
“...estas	mulheres	são	duas	alianças;	uma,	na	verdade,	se	refere	ao	monte	Sinai,
que	gera	para	escravidão;	esta	é	Agar.	Ora,	Agar	é	o	monte	Sinai,	na	Arábia,	e
corresponde	à	Jerusalém	atual,	que	está	em	escravidão	com	seus	filhos”.
Vós,	porém,	irmãos,	sois	filhos	da	promessa,	como	Isaque.	Como,	porém,
outrora,	o	que	nascera	segundo	a	carne	perseguia	ao	que	nasceu	segundo	o
Espírito,	assim	também	agora.	Contudo,	que	diz	a	Escritura?	Lança	fora	a
escrava	e	seu	filho,	porque	de	modo	algum	o	filho	da	escrava	será	herdeiro	com
o	filho	da	livre.	E,	assim,	irmãos,	somos	filhos	não	da	escrava,	e	sim	da	livre.
—	Gálatas	4:28-31
Ele	quer	dizer	que	a	Lei	e	a	primeira	Aliança	foram	expulsas,	assim	como	Hagar
foi	expulsa	com	Ismael	e	não	teve	direito	à	herança	com	Isaque.	Nós	somos
Isaque,	a	nova	criação.	Não	estamos	debaixo	da	Lei.	Não	estamos	sujeitos	à	Lei.
Somos	livres.
Vemos	em	Gálatas	que	a	promessa	de	Deus	era	para	a	nova	criação.	“É,
porventura,	a	lei	contrária	às	promessas	de	Deus?	De	modo	nenhum!	Porque,	se
fosse	promulgada	uma	lei	que	pudesse	dar	vida,	a	justiça,	na	verdade,	seria
procedente	de	lei”	(Gálatas	3:21).
E	continua:	“Mas	a	Escritura	encerrou	tudo	sob	o	pecado,	para	que,	mediante	a
fé	em	Jesus	Cristo,	fosse	a	promessa	concedida	aos	que	creem”	(v.	22).	A	lei	não
podia	dar	justiça,	nem	vida	eterna.	A	obra	consumada	de	Cristo	nos	dá	justiça	e
vida	eterna.
Mas,	antes	que	viesse	a	fé,	estávamos	[os	judeus]	sob	a	tutela	da	lei	e	nela
encerrados,	para	essa	fé	que,	de	futuro,	haveria	de	revelar-se.	De	maneira	que	a
lei	nos	serviu	de	aio	para	nos	conduzir	a	Cristo,	a	fim	de	que	fôssemos
justificados	por	fé.	Mas,	tendo	vindo	a	fé,	já	não	permanecemos	subordinados
ao	aio.
—	vv.	23-25,	grifo	nosso
A	razão	pela	qual	os	atuais	cumpridores	do	Shabat	são	tão	zelosos	é	porque	eles
estão	tentando	salvar-se	obedecendo	à	Lei	do	Shabat.	Eles	ignoram	a	obra
consumada	de	Cristo.	Todo	homem	ou	mulher	que	está	tentando	guardar	a	Lei,	a
não	ser	que	tenha	nascido	de	novo	anteriormente,	não	nasceu	de	novo.	As
reuniões	evangelísticas	dos	cumpridores	do	Shabat	não	são	com	o	propósito	de
salvar	almas,	mas	a	fim	de	fazer	dos	cristãos	professos	prosélitos,	e	de	levar
homens	e	mulheres	não	salvos	a	guardarem	a	Lei	Mosaica.	“E	é	evidente	que,
pela	lei,	ninguém	é	justificado	diante	de	Deus,	porque	o	justo	viverá	pela	fé”
(Gálatas	3:11).
A	Lei	não	era	de	fé,	mas	de	obras.	A	Lei	é	condenação.	A	fé	em	Jesus	Cristo
significa	fé	na	obra	que	Ele	consumou	a	nosso	favor.	Não	temos	de	fazer	nada	a
não	ser	aceitá-lo	como	nosso	Salvador.	Sobre	os	gentios	veio	a	bênção	de
Abraão	em	Cristo	Jesus.	Recebemos	a	promessa	do	Espírito	com	base	na	fé.
Nossa	Igreja	moderna	está	lentamente	deixando	a	dimensão	da	fé	para	a
dimensão	das	obras.	A	maioria	das	nossas	pregações	evangelísticas	é	sobre
obras.	Dizemos	o	que	as	pessoas	precisam	fazer	para	serem	salvas,	mas	só	há
uma	coisa	que	elas	precisam	fazer:	crer	no	Senhor	Jesus	Cristo.	Nossa	redenção
foi	concluída;	a	obra	foi	consumada.	Tudo	que	eles	precisam	fazer	é	aceitá-la.
Em	Gálatas	5:1,	Paulo	fez	a	grande	advertência:	“Para	a	liberdade	foi	que	Cristo
nos	libertou.	Permanecei,	pois,	firmes	e	não	vos	submetais,	de	novo,	a	jugo	de
escravidão”.	Cristo	libertou	você	da	Aliança	Abraâmica	e	da	Lei	Mosaica	e	dos
seus	rituais	(ele	está	falando	aos	judeus).	Ele	não	está	falando	aos	gentios,	pois
eles	nunca	estiveram	debaixo	da	Lei	Mosaica	ou	da	Aliança	Abraâmica.
Assim,	também	nós	[judeus],	quando	éramos	menores,	estávamos	servilmente
sujeitos	aos	rudimentos	do	mundo;	vindo,	porém,	a	plenitude	do	tempo,	Deus
enviou	seu	Filho,	nascido	de	mulher,	nascido	sob	a	lei,	para	resgatar	os	que
estavam	sob	a	lei,	a	fim	de	que	recebêssemos	a	adoção	de	filhos.	E,	porque	vós
sois	filhos,	enviou	Deus	ao	nosso	coração	o	Espírito	de	seu	Filho,	que	clama:
Aba,	Pai!
—	Gálatas	4:3-6,	grifo	nosso
Observe	o	próximo	versículo:	“De	sorte	que	já	não	és	escravo,	porém	filho...”	(v.
7).	Os	filhos	de	Abraão	eram	os	servos	de	Deus.	Eles	nunca	foram	nada	acima
disso.	A	Igreja	é	chamada	de	filha	de	Deus.	Os	gentios	são	pagãos,	estão	fora	de
Deus.
A	Aliança	Abraâmica	deu	aos	judeus	os	direitos	da	Aliança.	A	nova	criação	dá
ao	cristão	o	lugar	de	filho.	Os	judeus	nunca	foram	nada	além	de	servos.	Agora,
para	os	judeus	que	aceitaram	Cristo,	Paulo	diz:	“De	sorte	que	já	não	és	escravo,
porém	filho;	e,	sendo	filho,	também	herdeiro	por	Deus”.
Os	gentios	não	têm	direitos	em	Deus.	Eles	estão	fora.	Os	judeus	tinham	uma
posição,	eram	homens	de	Aliança.	Jesus	veio	e	cumpriu	a	Aliança,	possibilitou
que	o	judeu	se	tornasse	filho.	No	instante	em	que	Ele	se	torna	um	filho,	ele
chama	Deus	de	Pai.	Ele	não	está	mais	sob	a	primeira	Aliança,	ele	está	na	Nova
Aliança	em	Cristo	Jesus.
Os	gentios	de	hoje	que	tentam	se	colocar	debaixo	da	Lei	estão	tentando	algo
infrutífero.	A	Lei	se	cumpriu	e	foi	deixada	de	lado	com	a	Aliança	à	qual	ela
pertencia.	O	gentio	de	hoje	está	ignorando	a	obra	consumada	de	Cristo	e	está
tentando	salvar	a	si	mesmo	cumprindo	o	Shabat	judaico,	que	foi	satisfeito	e
deixado	de	lado.
RESUMO
Esta	é	a	gênese	da	Nova	Aliança:	é	o	que	Jesus	começou	a	fazer	e	a	ensinar	nos
primeiros	trinta	e	cinco	anos	da	Igreja.
Não	havia	a	Palavra	escrita	como	nós	a	conhecemos	hoje;	nenhum	dos	quatro
evangelhos	havia	sido	escrito;	mas	tudo	que	o	Pai	havia	feito	por	nós	em	Cristo
foi	desfrutado.
Certa	vez	contei	quarenta	e	dois	fatos	diferentes	da	nova	criação	que	começaram
a	existir	durante	esse	período.	Desde	então,	passei	a	perceber	que	há	mais	de
cem	coisas	incrivelmente	novas	desde	o	momento	que	Deus	disse:	“Haja
vegetação	na	terra”.Esses	novos	fatos	não	foram	mencionados	no	livro	de	Atos,
e	sim	nas	epístolas,	mas	eles	são	praticados	no	livro	de	Atos.	A	omissão	dessas
coisas	em	Atos	é	mais	impactante	que	o	que	foi	mencionado.
Por	exemplo,	Lucas,	que	escreveu	o	livro	de	Atos,	foi	levado	a	Cristo	por	Paulo.
Eles	viajaram	juntos	durante	quinze	a	dezoito	anos.	Lucas	conhecia	a	revelação
Paulina,	mas	não	mencionou	uma	única	verdade	que	nos	é	dada	nas	epístolas	de
Paulo.	Isso	prova	que	Deus	governou	a	escrita	da	Bíblia.	A	mesma	coisa
aconteceu	com	o	evangelho	de	Lucas.	Leia	este	capítulo	em	espírito	de	oração	e
estude	o	livro	de	Atos	a	partir	desse	novo	ângulo.
CAPÍTULO	21
ALGUNS	FATOS	SOBRE	O	LIVRO	DE	ATOS
O	livro	de	Atos	foi	escrito	por	Lucas	em	65	d.C.	Ele	foi	o	companheiro	de	Paulo
por	cerca	de	dezoito	anos	e	evidentemente	foi	levado	a	Cristo	por	ele.	Lucas
conhecia	a	revelação	paulina,	sem	dúvida,	no	entanto,	quando	escreveu	seu
evangelho	não	deixou	marcas	da	revelação	paulina	nele.	O	mesmo	aconteceu	no
Livro	de	Atos.
Isso	nos	leva	à	conclusão	de	que	os	homens	que	escreveram	o	Novo	Testamento
não	escreveram	suas	filosofias,	suas	opiniões	ou	opiniões	de	outros.	Nem
escreveram	sobre	as	próprias	convicções,	mas	registraram	os	fatos	à	medida	que
o	Espírito	Santo	lhes	dava	a	Palavra.
O	Livro	de	Atos	é	realmente	a	gênese	da	Nova	Aliança.	Ele	é	o	livro	do	início	de
tudo	que	estava	ligado	a	ela,	é	o	início	da	nova	redenção,	uma	redenção
espiritual.	É	também	a	redenção	de	Satanás.	Efésios	1:7	nos	dá	os	fatos	relativos
a	isso:	“No	qual	temos	a	redenção,	pelo	seu	sangue,	a	remissão	dos	pecados,
segundo	a	riqueza	da	sua	graça”.	E	também	Colossenses	1:13-14:	“Ele	nos
libertou	do	império	das	trevas	e	nos	transportou	para	o	reino	do	Filho	do	seu
amor,	no	qual	temos	a	redenção,	a	remissão	dos	pecados”.
Israel	conquistou	a	redenção	do	Egito	na	dimensão	dos	sentidos.	Mas	essa
Redenção	estava	fora	da	mão	de	Satanás	que	havia	mantido	o	homem	sob	seu
poder	ao	longo	das	eras.	Ela	ocorreu	na	dimensão	do	espírito.
O	Começo	da	Nova	Aliança	no	Sangue	de	Jesus
Enquanto	comiam,	tomou	Jesus	um	pão,	e,	abençoando-o,	o	partiu,	e	o	deu	aos
discípulos,	dizendo:	“Tomai,	comei;	isto	é	o	meu	corpo”.	A	seguir,	tomou	um
cálice	e,	tendo	dado	graças,	o	deu	aos	discípulos,	dizendo:	“Bebei	dele	todos;
porque	isto	é	o	meu	sangue,	o	sangue	da	[nova]	aliança,	derramado	em	favor	de
muitos,	para	remissão	de	pecados.	E	digo-vos	que,	desta	hora	em	diante,	não
beberei	deste	fruto	da	videira,	até	aquele	dia	em	que	o	hei	de	beber,	novo,
convosco	no	reino	de	meu	Pai”.
—	Mateus	26:26-29
Observe	o	versículo	27:	“Porque	isto	é	o	meu	sangue,	o	sangue	da	[nova]
aliança,	derramado	em	favor	de	muitos,	para	remissão	de	pecados”.	A	Aliança
Abraâmica	foi	selada	entre	Abraão	e	Jeová	com	o	sangue	de	Jeová	e	de	Abraão.
Mas	a	Nova	Aliança	é	selada	pelo	sangue	(ou	a	vida)	da	Divindade	e	da
humanidade	unidas	no	Homem	Jesus:	entre	o	Pai	e	Jesus.
A	Aliança	Abraâmica	deu	a	Israel	o	seu	lar,	a	Palestina.	Ela	lhes	deu	o	que	era
conhecido	como	a	Lei	Mosaica,	o	sacerdócio,	a	expiação,	os	sacrifícios.	Tudo
isso	foi	anulado	quando	Jesus	disse:	“Está	consumado”,	na	cruz,	e	o	véu	do
templo	foi	rasgado	de	alto	a	baixo.
Deus	mostra,	por	meio	desse	ato,	que	a	Aliança	havia	terminado	e	que	a	Nova
Aliança	de	que	Jesus	havia	falado	passaria	a	existir	de	uma	só	vez.	A	Velha
Aliança	havia	sido	feita	com	o	homem	natural.	A	Nova	Aliança	é	para	o	homem
da	nova	criação.	A	outra	Aliança	tinha	escravos,	esta	tem	filhos.
Pois	somos	feitura	dele,	criados	em	Cristo	Jesus	para	boas	obras,	as	quais	Deus
de	antemão	preparou	para	que	andássemos	nelas.
—	Efésios	2:10
E,	assim,	se	alguém	está	em	Cristo,	é	nova	criatura;	as	coisas	antigas	já
passaram;	eis	que	se	fizeram	novas.	Ora,	tudo	provém	de	Deus...
—	2	Coríntios	5:17-18
Temos	um	novo	tipo	de	humanidade.	Deus	lhes	deu	a	própria	natureza,	a	vida
eterna,	logo	este	foi	o	começo	do	homem	com	vida	eterna,	a	natureza	de	Deus.
Não	há	dúvida	de	que	o	homem	poderia	ter	recebido	essa	natureza	no	Éden,	se
tivesse	comido	da	árvore	da	vida	em	lugar	da	árvore	do	conhecimento	do	bem	e
do	mal.
Mas	agora	temos	o	começo	da	família	de	Deus.	Deve	ter	sido	um	momento
empolgante	no	céu	quando	os	primeiros	filhos	nasceram	(ver	Atos	2:1-4).
Pois	todos	os	que	são	guiados	pelo	Espírito	de	Deus	são	filhos	de	Deus.	Porque
não	recebestes	o	espírito	de	escravidão,	para	viverdes,	outra	vez,	atemorizados,
mas	recebestes	o	espírito	de	adoção,	baseados	no	qual	clamamos:	“Aba,	Pai”.
O	próprio	Espírito	testifica	com	o	nosso	espírito	que	somos	filhos	de	Deus.	Ora,
se	somos	filhos,	somos	também	herdeiros,	herdeiros	de	Deus	e	coerdeiros	com
Cristo;	se	com	ele	sofremos,	também	com	ele	seremos	glorificados.
—	Romanos	8:14-17
Foi	o	começo	de	Deus	como	Pai.	Jesus	apresentou-o	como	Deus	Pai	no	Seu
ministério	público,	mas	até	onde	sabemos,	Ele	nunca	havia	tido	um	filho	nascido
dessa	maneira	nova	até	Jesus	nascer	do	espírito,	antes	de	ressuscitar	dos	mortos.
“Ele	é	a	cabeça	do	corpo,	da	igreja.	Ele	é	o	princípio,	o	primogênito	de	entre	os
mortos,	para	em	todas	as	coisas	ter	a	primazia”	(Colossenses	1:18).
Foi	o	início	da	remissão	dos	pecados.	Sob	a	primeira	Aliança,	as	pessoas	tinham
um	bode	expiatório	que	tipificava	os	pecados	sendo	levados.	Jesus	eliminou	o
pecado	pelo	sacrifício	de	Si	mesmo,	tanto	que	João	Batista	disse:	“Eis	o
Cordeiro	de	Deus	que	tira	os	pecados	do	mundo”	(João	1:29).	Com	base	nisso,
quando	um	homem	nasce	de	novo,	ele	recebe	a	remissão	de	todas	as	coisas	que
já	fez	enquanto	estava	na	vida	de	pecado.	Agora	ele	entra	para	a	família	de	Deus.
Esse	foi	realmente	o	começo	do	maravilhoso	ministério	de	Cristo	à	destra	do	Pai.
Ele	é	o	novo	Sumo	Sacerdote	que	entrou	no	Santo	dos	Santos	Celestial	com	o
próprio	sangue	fazendo	uma	redenção	eterna	por	nós.	Então	Ele	se	senta	à	destra
do	Pai.	Ele	agora	é	o	Mediador	da	Nova	Aliança.	Nenhum	homem	pode	chegar
ao	Pai	a	não	ser	por	Ele:	“Respondeu-lhe	Jesus:	‘Eu	sou	o	caminho,	e	a	verdade,
e	a	vida;	ninguém	vem	ao	Pai	senão	por	mim’”	(João	14:6).
Assim	que	eles	chegaram	ao	Pai,	então	Jesus	se	tornou	o	Intercessor	deles:	“Por
isso,	também	pode	salvar	totalmente	os	que	por	Ele	se	chegam	a	Deus,	vivendo
sempre	para	interceder	por	eles”	(Hebreus	7:25).
Ele	está	ali,	diante	do	Trono,	sempre,	para	interceder	pelos	filhos	e	filhas	da
maravilhosa	família	de	Deus.	Ele	não	apenas	é	o	Mediador	e	o	Intercessor,	mas
também	é	o	Advogado	deles,	o	Advogado	da	família:	“Filhinhos	meus,	estas
coisas	vos	escrevo	para	que	não	pequeis.	Se,	todavia,	alguém	pecar,	temos
Advogado	junto	ao	Pai,	Jesus	Cristo,	o	Justo”	(1	João	2:1).
E	não	apenas	isso,	como	Hebreus	7:22	declara	que	Ele	é	o	Fiador	da	Nova
Aliança.	Assim	como	Jeová	era	o	Fiador	da	Velha	Aliança,	Jesus	assumiu	o
ofício	na	Nova	Aliança.	Ele	está	respaldando	cada	promessa	desde	Mateus	1	a
Apocalipse	22.	Jesus	apenas	as	respalda,	como	o	Trono	as	respalda	e	o	Pai	as
respalda.	Nenhuma	palavra	de	Deus	pode	deixar	de	se	cumprir.
Jesus	detém	outro	ofício	que	para	mim	é	o	mais	inestimável.	Ele	é	o	Senhor	da
Nova	Aliança.	Senhor	significa	provedor,	cuidador	e	protetor.	Ele	é	tudo	que	o
coração	poderia	ansiar.	Esse	foi	o	início	da	comunhão	com	o	Pai,	a	qual	é	uma
das	coisas	mais	belas	do	cristianismo.
Ao	longo	das	eras,	o	homem	tem	ansiado	pela	comunhão	com	o	céu,	mas	não
havia	base	para	isso.	A	natureza	do	homem	era	de	inimizade	contra	Deus:
“...pois	não	está	sujeito	à	lei	de	Deus,	nem	mesmo	pode	estar”	(Romanos	8:7).
A	esperança	do	casamento	é	a	comunhão.	A	esperança	das	organizações
humanas	é	basicamente	a	comunhão.	Ela	é	a	melhor	parte	do	relacionamento.
Quando	pecamos,	quebramos	a	comunhão.	Nós	erramos,	mas	não	quebramos	o
nosso	relacionamento.	Só	Deus	pode	quebrá-lo.	O	segredo	de	conhecer	a	Bíblia,
de	entendê-la,	é	viver	em	comunhão	com	seu	Autor.	Quando	quebramos	a
comunhão,	entramos	em	trevas.	A	Palavra	não	se	abre	mais	para	nós:	“Se,
porém,	andarmos	na	luz,	como	ele	está	na	luz,	mantemos	comunhão	uns	com	os
outros,	e	o	sangue	de	Jesus,	seu	Filho,	nos	purifica	de	todo	pecado”	(1	João1:7).
Outro	começo	maravilhoso	foi	o	do	uso	do	Nome	de	Jesus,	o	qual	deu	o	direito
legal,	realmente	uma	procuração	para	as	pessoas	usarem	Seu	Nome.
Estes	sinais	hão	de	acompanhar	aqueles	que	creem:	em	Meu	nome,	expelirão
demônios;	falarão	novas	línguas.
—	Marcos	16:17
E	tudo	quanto	pedirdes	em	Meu	nome,	isso	farei,	a	fim	de	que	o	Pai	seja
glorificado	no	Filho.	Se	me	pedirdes	alguma	coisa	em	Meu	nome,	Eu	o	farei.
—	João	14:13-14
...em	meu	nome	expulsarão	demônios;	falarão	novas	línguas...	imporão	as	mãos
sobre	os	doentes,	e	estes	ficarão	curados.
—	Marcos	16:17-18
Coisas	poderosas	seriam	feitas	em	Nome	de	Jesus.	Trata-se	de	uma	verdade
perdida	para	a	Igreja	(para	mais	detalhes,	leia	meu	livro	“O	Maravilhoso	Nome
de	Jesus”).	O	início	da	habitação	do	Espírito	em	nós	foi	a	promessa	mais	notável
feita	por	Jesus:	“o	Espírito	da	verdade,	que	o	mundo	não	pode	receber,	porque
não	o	vê,	nem	o	conhece;	vós	o	conheceis,	porque	ele	habita	convosco	e	estará
em	vós”	(João	14:17).	O	versículo	fala	do	Espírito	Santo	e	diz	que	Ele	está	com
você	agora.	“Quando	vier,	porém,	o	Espírito	da	verdade,	Ele	vos	guiará	a	toda	a
verdade;	porque	não	falará	por	si	mesmo,	mas	dirá	tudo	o	que	tiver	ouvido	e	vos
anunciará	as	coisas	que	hão	de	vir”	(João	16:13).
Ele	estará	em	você,	fará	Sua	habitação	em	você.
No	Dia	de	Pentecostes	o	Espírito	Santo	veio	e	encheu	o	Cenáculo	onde	os
discípulos	estavam	sentados.	Quando	foi	imerso	neles,	o	Espírito	Santo	os
recriou.	Uma	língua	de	fogo	pousou	sobre	a	fronte	de	cada	um	deles,	indicando
que	a	mensagem	seria	a	Palavra	falada	habitada	pelo	próprio	Deus,	uma
mensagem	irresistível.	E,	então,	o	Espírito	Santo	entrou	no	corpo	daqueles
homens	e	mulheres	da	nova	criação.	Eles	foram	feitos	novas	criaturas.
Deus	se	mudou	para	o	Seu	templo.	Ele	havia	saído	do	antigo	templo	quando	o
véu	se	rasgou.	Então,	se	mudou	para	dentro	daqueles	homens	e	mulheres
recriados	para	habitar	neles.	Ele	ia	tornar	real	neles	tudo	o	que	havia	feito	por
eles	em	Cristo.	Assim,	Deus	começou	a	lhes	falar	em	línguas	desconhecidas,
como	o	Espírito	os	levava	a	pronunciar.	Esse	foi	o	nascimento	e	o	começo	do
povo	da	Nova	Aliança.
Quero	que	você	observe	com	atenção	o	fato	de	essas	pessoas	da	Nova	Aliança
terem	sido	habitadas	por	Deus.	Você	perceberá	que	elas	nasceram	de	novo	antes
de	serem	habitadas.	O	Espírito	Santo	lhes	deu	vida	eterna	primeiro,	tornando-as
novas	criaturas.	Então,	Ele	entrou	nelas	para	que	pudesse	gerar	em	seu	interior
as	mesmas	características	de	Jesus,	o	Filho	de	Deus.
Sob	a	primeira	Aliança,	o	Espírito	Santo	vinha	sobre	os	homens	e	Ele	falava
através	deles,	ou	os	inspirava	a	escrever	o	Antigo	Testamento	e	a	realizar
milagres,	mas	assim	que	a	obra	estava	concluída,	Ele	os	deixava.	Ele	não	mudou
a	natureza	deles.	Eles	eram	os	mesmos	homens	de	antes	depois	de	operar	esses
milagres.	Isso	pode	ter	deixado	alguma	influência	sobre	eles,	mas	eles	eram
homens	naturais.
Mas	Deus	fez	deles	homens	espirituais,	homens	recriados,	e	Ele	habitava	dentro
deles.	Esse	foi	o	começo	da	graça	de	Deus	para	todos	os	homens.
Ide,	portanto,	e	fazei	discípulos	de	todas	as	nações,	batizando-os	em	nome	do
Pai,	e	do	Filho	e	do	Espírito	Santo;	ensinando-lhes	a	guardar	todas	as	coisas
que	vos	tenho	mandado;	e	eis	que	estou	convosco	até	a	consumação	dos	séculos.
—	Mateus	28:19-20
Os	discípulos	deveriam	fazer	de	todas	as	pessoas	seus	alunos.	Isso	significa	mais
do	que	convertidos.	Eles	deviam	não	apenas	levar	o	homem	a	aceitar	Cristo,	mas
também	ensinar-lhes	as	coisas	de	Cristo.	Esse	foi	o	começo	da	era	de	milagres
entre	todos	os	povos.	Até	o	novo	nascimento	foi	um	milagre.	Cada	oração
respondida	foi	um	milagre.	Cada	nova	criatura	era	um	milagre	vivendo	em	um
mundo	governado	pelos	sentidos.	Esse	foi	o	começo	do	homem	recebendo	vida
eterna.	Mencionamos	isso	antes,	mas	queremos	ampliar	o	assunto	neste
momento.
“Em	verdade,	em	verdade	vos	digo:	quem	crê	em	mim	tem	a	vida	eterna”	(João
6:47).	Há	duas	palavras	gregas	que	são	traduzidas	por	“vida”	nesse	versículo.
Sob	a	primeira	Aliança,	Deus	deu	ao	homem	natural	uma	Lei	e	disse	a	ele	para
cumpri-la.	Agora	Ele	oferece	ao	homem	uma	Nova	Lei	e	dá	a	ele	a	natureza	para
obedecer	a	ela.	A	vida	eterna	deu	ao	homem	tudo	o	que	há	de	melhor	na	nossa
civilização.
As	nações	atrasadas	do	mundo	são	atrasadas	porque	não	têm	vida	eterna.	Sempre
que	uma	nação	tem	pessoas	suficientes	para	ter	vida	eterna,	ela	se	torna	um	país
civilizado.	É	bom	observarmos	esse	fato,	uma	vez	que	o	renascimento	da
Alemanha,	da	Inglaterra	e	dos	países	escandinavos	só	começou	depois	do
avivamento	luterano.
Isso	deveria	fazer	com	que	todo	homem	pensante	fizesse	uma	pergunta:	“O	que
havia	no	avivamento	luterano	que	nos	deu	a	máquina	de	impressão	e	todas	as
outras	invenções	que	chegaram	até	nós	nos	últimos	quatrocentos	anos?”.	Foi	a
capacidade	criativa	de	Deus	que	entrou	no	espírito	do	homem.	Entenda	que	as
faculdades	de	raciocínio	não	são	criativas.	Os	grandes	filósofos	não	foram
criativos.	Eles	podem	ter	descoberto	algumas	leis	da	natureza	que	haviam	sido
ignoradas	por	outros.	Aconteceu	simplesmente	que	eles	descobriram	alguns	fatos
que	foram	negligenciados	por	outros.	Porém,	quando	um	homem	cria	uma
máquina	de	impressão,	bem	como	as	outras	máquinas	que	foram	criadas,	isso	é
algo	que	o	raciocínio	humano	natural	não	pode	produzir.
Os	maometanos	nunca	inventaram	nem	criaram	nada.	Somente	as	pessoas	que
receberam	vida	eterna	no	novo	nascimento	foram	pessoas	criativas.	Se	você
estudar	com	atenção,	descobrirá	que	há	mais	de	quarenta	começos	relacionados	à
Nova	Aliança	que	ocorreram	no	Dia	de	Pentecostes	no	Cenáculo,	entre	eles	a
filiação.	Os	israelitas	eram	escravos	de	Deus.	Ninguém	jamais	havia	chamado
Deus	de	Pai.	Ninguém	nunca	havia	reconhecido	Deus	como	Pai.
Os	israelitas	o	temiam,	não	o	amavam	e	obedeciam	a	Ele	como	escravos,	como
servos.	Se	eles	não	obedecessem,	eram	punidos.	Havia	uma	Lei	com	um	castigo,
caso	ela	fosse	quebrada.	Agora	eles	nasceram	na	Sua	família.	Cada	um	deles
naquele	Cenáculo	era	um	membro	da	nova	família	da	qual	Jesus	era	o	Senhor	e	o
Cabeça:	“Amados,	agora,	somos	filhos	de	Deus,	e	ainda	não	se	manifestou	o	que
haveremos	de	ser.	Sabemos	que,	quando	ele	se	manifestar,	seremos	semelhantes
a	ele,	porque	haveremos	de	vê-lo	como	ele	é”	(1	João	3:2).
Observe	que,	no	instante	em	que	os	homens	reconheceram	seus	direitos	de
filiação	e	seu	lugar	de	filhos	na	família,	a	vida	passou	a	ser	diferente.	Surgiu	uma
nova	terminologia	acerca	de	Deus.	Você	podia	ouvir	os	homens	chamando-o	de
“Meu	Pai”.	Ele	era	o	Deus	dos	pecadores,	mas	agora	é	o	nosso	Pai.
Amo	chamá-lo	de	“Meu	Deus	e	Pai”.	Ele	sempre	teve	um	coração	de	Pai.	Os
homens	passaram	a	existir	em	resposta	e	esse	grito	primordial	do	coração	do
Criador.	Você	consegue	ver	como	o	fato	de	Ele	ser	seu	Pai	resolve	todos	os
problemas	da	sua	vida?	Você	não	pensaria	em	pedir	a	Ele,	como	Pai,	para	lhe	dar
fé.	Mas	você	poderia	fazer	isso	se	Ele	é	somente	Deus.	Se	Ele	é	seu	Pai,	tudo
que	você	precisa	fazer	é	passar	a	conhecê-lo	e	cultivar	a	consciência	de	filho.
Lembro-me	de	quando	comecei	a	pensar	nele	como	meu	Pai.	Eu	estava	no
ministério	havia	alguns	anos,	mas	nunca	havia	lido	um	livro	que	fosse
especializado	na	questão	do	Pai.	No	instante	em	que	alguém	começa	a	entender
que	o	grande	Deus	do	universo	é	seu	Pai,	e	que	ele	é	o	filho	desse	Pai,	e	que	ele
tem	um	lugar	de	filho	no	coração	do	Pai,	que	tem	os	direitos	de	um	filho	e	as
responsabilidades	de	um	filho,	a	vida	passa	a	ser	diferente.
Quando	essa	verdade	entrou	no	meu	coração	pela	primeira	vez,	fiquei	totalmente
chocado.	Ele	não	era	mais	Deus,	e	sim	meu	Pai.	E,	então,	comecei	a	me	lembrar
dos	versículos.	O	Espírito	me	trazia	um	após	o	outro:	“Respondeu	Jesus:	‘Se
alguém	me	ama,	guardará	a	minha	palavra;	e	meu	Pai	o	amará,	e	viremos	para
ele	e	faremos	nele	morada’”	(João	14:23).	Eu	nunca	percebi	que	isso	significava
que	Ele	realmente	viveria	comigo.	Até	então,	as	palavras	“E	eis	que	estou
convosco	todos	os	dias”	(Mateus	28:20)	eram	apenas	uma	figura	de	linguagem,
mas	nesse	momento	se	tornaram	realidade.Jesus	disse:	“Quando	vier,	porém,	o	Espírito	da	verdade,	ele	vos	guiará	a	toda	a
verdade”	(João	16:13),	e	Ele	começou	a	me	guiar	para	a	verdade	da	filiação.	Ele
nunca	havia	sido	muito	real	em	minha	vida,	pois	eu	ainda	não	tinha	entendido
João	16:15:	“Tudo	quanto	o	Pai	tem	é	meu;	por	isso	é	que	vos	disse	que	há	de
receber	do	que	é	meu	e	vo-lo	há	de	anunciar”.
Ao	entender	pela	primeira	vez	a	unidade	de	Jesus	e	do	Pai	quando	Ele	disse:
“Tudo	quanto	o	Pai	tem	é	meu”,	eu	soube	que	tudo	o	que	era	do	Pai	também	era
meu,	assim	como	o	filho	diz:	“Esta	é	a	nossa	fazenda”,	ao	falar	da	fazenda	de
seu	pai.
O	Pai	e	o	Filho	são	um.	É	aquela	unidade	familiar,	aquela	unidade	vital	entre	o
Pai	e	Seu	Filho.	E	o	Espírito	então	começava	a	me	guiar	para	a	realidade	da
minha	unidade	com	Jesus	e	com	o	Pai.	A	oração	de	Jesus	no	capítulo	17	de	João
começou	a	ser	uma	realidade	para	mim:	“A	fim	de	que	todos	sejam	um;	e	como
és	tu,	ó	Pai,	em	mim	e	Eu	em	ti,	também	sejam	eles	em	nós;	para	que	o	mundo
creia	que	tu	me	enviaste”	(v.	21).
Devemos	nos	tornar	um	com	o	Pai	e	com	Jesus.	Os	interesses	do	Pai,	a	obra	do
Pai,	a	palavra	do	Pai	precisam	ser	um	comigo.	Quando	Jesus	disse:	“Eu	conheço
o	Meu	Pai”	(ver	Mateus	11:27),	então	eu	soube	que	eu	poderia	passar	a	conhecê-
lo	também,	pois	o	Espírito	da	Verdade	iria	me	guiar	para	a	realidade	dessa
filiação.	Você	consegue	ver	que	isso	pertence	a	cada	um	de	nós?	Que	este	é	o	fim
da	antiga	batalha	pela	fé?
Ora,	a	fé	passa	a	ser	tão	normal	e	natural	quanto	o	é	em	uma	bela	família.	Os
filhos	não	têm	consciência	da	fé,	mas	têm	consciência	do	amor.	Eles	têm
consciência	do	Pai,	têm	consciência	de	filhos.	Você	pode	entender	agora	a
necessidade	do	coração	do	homem	de	ter	consciência	desse	relacionamento
santo?	Isso	aconteceu	quando	as	pessoas	começaram	a	ir	para	o	céu.	Até	aquele
momento	os	homens	iam	para	o	paraíso	quando	morriam.
Não	se	turbe	o	vosso	coração;	credes	em	Deus,	crede	também	em	mim.	Na	casa
de	meu	Pai	há	muitas	moradas.	Se	assim	não	fora,	eu	vo-lo	teria	dito.	Pois	vou
preparar-vos	lugar.	E,	quando	eu	for	e	vos	preparar	lugar,	voltarei	e	vos
receberei	para	mim	mesmo,	para	que,	onde	Eu	estou,	estejais	vós	também.	E	vós
sabeis	o	caminho	para	onde	Eu	vou.	Disse-lhe	Tomé:	“Senhor,	não	sabemos
para	onde	vais;	como	saber	o	caminho?”.	Respondeu-lhe	Jesus:	“Eu	sou	o
caminho,	e	a	verdade,	e	a	vida;	ninguém	vem	ao	Pai	senão	por	mim”.
—	João	14:1-6
Observe	a	frase:	“Na	casa	de	meu	Pai”	(v.	2).	Na	casa	de	meu	Pai	há	muitas
moradas,	há	espaço	suficiente	para	mim.	Jesus	disse:	“Vou	preparar-vos	lugar”
(v.	2).	Esse	lugar	será	presidido	pelo	Pai.	Ele	será	um	lar	de	amor	para	os	filhos
do	amor.	Estou	certo	de	que	vamos	conhecer	uns	aos	outros.	Vamos	encontrar
aqueles	que	morreram	antes	de	nós.
Que	reunião	familiar!	Se	o	coração	apenas	absorver	essa	verdade,	ela	tirará	da
vida	todo	seu	terror.	Porque	o	verdadeiro	terror	da	vida	é	um	novo	organismo
forte	e	espiritual.	O	seu	Cabeça	está	assentado	à	destra	da	Majestade	nas	Alturas.
Passamos	a	estar	unidos	com	Ele	espiritualmente.	Ele	assemelha	isso	à	videira	e
aos	ramos.	Paulo,	em	1	Coríntios	12,	faz	um	paralelo	com	o	corpo	físico.
No	entanto,	uma	verdade	se	destaca	sobre	tudo	o	mais	nessa	união	mística:	nossa
completa	unidade	com	Ele	e	uns	com	os	outros.	Somos	realmente	um	com	Ele.
Morremos	com	Ele,	fomos	sepultados	com	Ele,	sofremos	com	Ele,	fomos
justificados	com	Ele,	fomos	vivificados	com	Ele,	vencemos	Satanás	com	Ele,
fomos	ressuscitados	dentre	os	mortos	com	Ele,	e	agora	estamos	sentados	com
Ele.	Reinamos	em	vida	com	Ele.	Realmente	pertencemos	à	realeza.	Somos	tanto
parte	de	Jesus	quanto	Ele	e	o	Pai	são	parte	um	do	outro.	Sua	substância	e
existência	estão	em	nós.
Eu	me	pergunto	o	que	aconteceria	conosco	se	meditássemos	na	nossa	unidade
com	Cristo,	na	nossa	união	com	o	Corpo	de	Cristo.	1	Coríntios	12:12-30	deveria
ser	lido	com	mais	frequência.	Foi	o	começo	dos	homens	passarem	a	ter
esperança	de	imortalidade	para	seus	corpos.	O	corpo	físico	era	mortal	por	causa
da	queda.	Agora,	toda	pessoa	que	recebe	vida	eterna	tem	a	promessa	da
imortalidade	para	seu	corpo	quando	Jesus	voltar.	Então	nossos	corpos	nunca
mais	morrerão.	Viveremos	neles	por	toda	a	eternidade.	Eles	serão	corpos
glorificados.	Nenhuma	doença	ou	enfermidade	jamais	poderá	tocá-los.
Suponho	que	essa	tenha	sido	a	razão	pela	qual	Deus	proibiu	os	judeus	de
fazerem	marcas	ou	cortarem	seus	corpos.	Essa	é	a	razão	pela	qual	Ele	nos	diz	em
1	Coríntios	6:19	que	nossos	corpos	são	santos,	sagrados	para	Deus	e	que
devemos	glorificar	a	Deus	neles.
Rogo-vos,	pois,	irmãos,	pelas	misericórdias	de	Deus,	que	apresenteis	o	vosso
corpo	por	sacrifício	vivo,	santo	e	agradável	a	Deus,	que	é	o	vosso	culto
racional.	E	não	vos	conformeis	com	este	século,	mas	transformai-vos	pela
renovação	da	vossa	mente,	para	que	experimenteis	qual	seja	a	boa,	agradável	e
perfeita	vontade	de	Deus.
—	Romanos	12:1-2
Devemos	oferecer	nossos	corpos	como	sacrifícios	vivos,	pois	nossos	corpos	são
para	o	Senhor:	“Acaso,	não	sabeis	que	o	vosso	corpo	é	santuário	do	Espírito
Santo,	que	está	em	vós,	o	qual	tendes	da	parte	de	Deus,	e	que	não	sois	de	vós
mesmos?”	(1	Coríntios	6:19).	Eles	foram	comprados	por	um	alto	preço.	Que
estudo	tremendo	seria	percorrer	toda	a	Palavra	e	descobrir	o	quanto	o	corpo
humano	é	sagrado	para	o	Pai	e	o	quanto	ele	deveria	ser	sagrado	para	nós.	Esse
foi	o	começo	da	vitória	do	cristão	sobre	Satanás.
Satanás	havia	sido	o	senhor	do	homem	ao	longo	das	eras	desde	a	queda.	Ele
agora	deveria	provar	a	amargura	de	ser	subordinado	ao	homem	que	ele	havia
subjugado	ao	pecado.	Jesus	dera	ao	homem	o	direito	legal	de	usar	Seu	Nome	que
tem	toda	autoridade	sobre	Satanás.	Quão	temível	se	torna	alguém	que	conhece	o
poder	e	a	autoridade	do	Nome	de	Jesus!	“E	tudo	quanto	pedirdes	em	meu	nome,
isso	farei”	(João	14:13).	Satanás	é	o	único	poder	que	impede	a	oração.	Podemos
escorraçá-lo	e	tomar	posse	dos	nossos	direitos	nesse	Nome	incomparável.
Quando	uma	mãe	sabe	que	foi	um	espírito	maligno	que	entrou	na	criança	que	a
tornou	desobediente,	ela	pode	expulsá-lo	com	esse	Nome	precioso.	Quando	um
mau	hábito	nos	domina,	esse	Nome	traz	libertação.	O	homem,	esse	novo
homem,	é	o	homem-senhor	de	Deus.
O	Início	do	Caminho	do	Amor
Jesus	introduziu	um	novo	modo	de	vida,	Ele	nos	deu	a	capacidade	de	vivermos
dessa	nova	maneira.	Deveríamos	estar	subordinados	à	vida	de	amor	que	pertence
à	nova	criação.	Devemos	andar	em	amor,	pensar	em	amor	e	exercer	o	amor.	Isso
vai	resolver	o	problema	no	lar.	Não	haverá	mais	discussões	e	quebra	de
comunhão.	Não	haverá	mais	rupturas	nos	lares	e	nas	vidas,	nem	crianças	sendo
criadas	por	outras	pessoas	que	não	seus	pais.	Será	uma	nova	espécie	de	vida.
O	egoísmo	busca	a	própria	felicidade.	Essa	é	a	razão	pela	qual	uma	mãe	se	torna
viciada	em	cigarro	e	satura	o	sistema	neurológico	do	bebê	antes	do	nascimento.
Ela	pode	andar	pelos	bares	bebendo	e	ouvindo	histórias	terríveis	e	negligenciar
seus	filhos	e	sua	casa.	Essa	mãe	não	possui	esse	novo	tipo	de	vida.
A	novidade	que	Jesus	trouxe	glorificou	a	maternidade,	tornou	os	bebês	e	a
posição	da	esposa	sagrados,	pois	“não	procura	os	seus	interesses”	(1	Coríntios
13:5).	Com	essa	novidade,	não	há	divórcio,	não	há	briga	por	propriedades,
apenas	o	bem	do	outro	em	lugar	do	seu	próprio.	Essa	também	é	a	vida	de	Jesus,
é	o	modo	de	Jesus	na	nossa	caminhada	diária,	que	o	coloca	em	contato	com	o
mundo	em	todas	as	fases	da	nossa	jornada.	É	a	nova	Lei	que	deve	governar	o
casamento	e	os	lares.
A	antiga	Lei	judaica	do	casamento	estava	fundamentada	no	fato	de	que	o	homem
estava	espiritualmente	morto.	A	nova	Lei	se	baseia	no	fato	de	que	o	homem	foi
feito	nova	criatura,	criada	em	Cristo.
O	Início	da	Justificação
Entre	as	muitas	coisas	maravilhosas	que	a	nova	criação	nos	dá,	está	a
justificação.	Entenda	que	a	justificação	é	algo	novo	que	Jesus	trouxe	e	deu	à
nova	criação.	Se	a	comunhão	é	o	clímax	da	redenção,	a	justificação	é	o	meio
pelo	qual	a	comunhão	pode	se	tornar	uma	realidade.	Ela	significa	a	capacidade
de	estar	na	presença	do	Pai	sem	sentimento	de	culpa,	condenação	ouinferioridade.	Você	pode	comparecer	na	Sua	presença	como	um	filho	ou	uma
filha	está	na	presença	de	um	Pai	amoroso.
Você	foi	justificado	com	a	Sua	natureza,	isto	é,	você	se	tornou	participante	da
natureza	divina,	se	tornou	justo	com	base	legal.	Não	se	trata	de	tolerância	ou
piedade.	É	uma	justificação	legal,	definida.	Você	é	o	que	Ele	o	criou	para	ser.
Você	se	tornou	a	justiça	de	Deus	em	Cristo.	Isso	não	é	resultado	de	nenhuma
obra	que	você	tenha	feito.	Você	simplesmente	aceitou	Cristo	como	seu	Salvador,
confessou-o	como	seu	Senhor,	e	Deus	tornou	você	justiça	em	Seu	Filho.
O	que	isso	tem	a	ver	com	você?
Primeiro,	isso	lhe	dá	representatividade	diante	do	Pai.	Você	pode	entrar	com
ousadia	na	Sala	do	Trono	a	qualquer	momento.	Isso	faz	de	você	senhor	dos
demônios	e	de	todas	as	obras	deles,	um	vencedor	sobre	as	circunstâncias	e	um
senhor	das	leis	da	natureza	quando	necessário.	Isso	faz	Satanás	ter	medo	de	você
porque	ele	reconhece	que	você	é	a	justiça	de	Deus	em	Cristo,	e	que	você	sabe
que	é	quem	Deus	diz	que	você	é,	e	que	você	ousa	assumir	seu	lugar	e	fazer	sua
parte.	Trata-se	de	uma	atitude	de	domínio.
Cada	um	de	vocês	que	ler	isto	deveria	ir	fundo.	Desfrute	o	que	pertence	a	você.
Você	honrará	o	Pai	ousando	agir	como	um	filho	deve	agir,	na	presença	do	Pai	ou
em	qualquer	crise	que	possa	surgir.	A	justiça	remove	a	consciência	de	pecado,	a
sensação	de	indignidade,	aquele	velho	sentimento	de	fraqueza	e	de	falta	de
capacidade.
Você	é	um	senhor	sob	o	senhorio	de	Deus.
Se	eu	pudesse	ousar,	diria	que	você	se	tornou	o	super-homem	de	Deus.	Não	há
limite	para	o	que	você	pode	fazer	em	Cristo.	Você	se	tornou	a	parte	de	Cristo	que
dá	frutos.	Isso	significa	que	a	obra	que	Cristo	começou	a	fazer,	você	pode
terminar.	Você	não	é	mais	escravo	dos	homens,	das	circunstâncias,	da	doença	ou
de	qualquer	espécie	de	tirania	satânica.
A	Revelação	de	um	Escravo	do	Amor
Durante	muito	tempo,	eu	me	perguntei	o	que	a	palavra	grega	doulos	realmente
significava.	Romanos	1:1	é	uma	boa	ilustração:	“Paulo,	servo	de	Jesus	Cristo”.
Observe	que	em	nenhum	lugar	na	revelação	paulina	o	homem	é	chamado	de
servo	de	Deus,	a	não	ser	uma	vez.	Trata-se	de	um	ajuste,	pois	deveria	ser	“servo
de	Jesus	Cristo”.
Vou	fazer	aqui	uma	paráfrase	que	se	encaixa	perfeitamente	nisso:	“Paulo	(ou	o
pequeno),	escravo	do	amor	de	Jesus	Cristo”.	Jesus	foi	o	primeiro	escravo	do
amor.	Seu	amor	o	impulsionou	a	realizar	todos	os	milagres	que	abençoaram	a
humanidade:	o	amor	o	levou	para	a	cruz;	o	amor	fez	dele	um	Substituto	para	o
pecado;	o	amor	o	mantém	agora	como	Mediador,	Intercessor	e	Salvador	à	destra
do	Pai.	Ele	não	tirou	férias	de	dois	mil	anos,	Ele	é	um	escravo	do	amor.
Quando	vi	que	eu	poderia	me	tornar	um	escravo	do	amor,	me	pareceu	que	os
sonhos	do	meu	coração	iam	se	realizar.	Um	escravo	do	amor	de	Jesus!	Isso
significa	viver	e	andar	sob	os	impulsos	do	amor,	não	buscando	os	próprios
interesses,	mas	os	dele;	não	querendo	as	coisas	do	meu	jeito.
Você	pode	imaginar	o	que	significa	alguém	dizer:	“Amo	o	meu	Senhor,	amo	o
meu	grande	Deus	e	Pai”.
Eu	escolho	essa	vida	de	escravo	do	amor.	Eu	me	torno	um	escravo	do	Corpo	de
Cristo.	Eu	vivo	para	aperfeiçoar	cada	cristão.	Eu	vivo	para	despertá-los	para	seus
direitos	e	privilégios,	para	desvendar	suas	riquezas	em	Cristo,	as	riquezas
escondidas	da	graça	e	do	amor.	Não	estou	buscando	meus	interesses;	eu	os
encontrei	em	Cristo.	O	dinheiro	perdeu	seu	valor,	a	não	ser	para	ajudar	outros	e
glorificarem	o	Mestre.
O	conhecimento	que	vem	dos	sentidos	é	lixo	diante	da	excelência	do
conhecimento	que	fará	de	mim	um	melhor	escravo	do	amor.	Agora	posso
entender	a	passagem:	“não	procura	os	seus	interesses”.	Não	tenho	sonhos	a	não
ser	a	felicidade	dos	outros	e	o	crescimento	deles	na	graça.
Eu	costumava	me	questionar	sobre	Colossenses	1:28-29:	“...a	fim	de	que
apresentemos	todo	homem	perfeito	em	Cristo;	para	isso	é	que	eu	também	me
afadigo,	esforçando-me	o	mais	possível,	segundo	a	sua	eficácia	que	opera
eficientemente	em	mim”.
Eu	estava	conversando	com	uma	“escrava	do	amor”	certa	vez,	quando	ela	me
disse:	“Eu	não	conseguia	entender	por	que	eu	estava	de	joelhos,	soluçando”.	Era
a	intercessão	do	Espírito	nela,	que	clamava	através	dela	por	alguém.	Mas	ela
continuou	dizendo:	“Eu	não	entendia	aquilo”.	Finalmente	eu	respondi:	“Não	era
necessário.	Ele	sabia	o	que	estava	buscando	e	você	era	o	instrumento	rendido	a
Ele”.
Algumas	vezes	me	senti	completamente	tomado	por	Ele	porque	o	Espírito	estava
intercedendo	através	do	meu	espírito.	Eu	era	um	escravo	do	amor	e	estava
tomando	o	lugar	de	Jesus,	chorando	pelos	não	salvos.
Eu	estava	palestrando	em	Chicago	sobre	ser	escravo	do	amor	quando	um	jovem
brilhante	veio	a	mim	no	final	do	culto	e	disse:	“Senhor	Kenyon,	você	acha	que
Ele	me	aceitaria	como	um	escravo	do	amor?”.	Eu	disse:	“Suponhamos	que	você
solicite.	Pergunte	a	Ele”.	Por	fim,	ele	se	tornou	um	dos	escolhidos	de	Deus,	um
dos	que	Ele	usa.
Você,	que	está	lendo	isto,	talvez	tenha	sido	poderosamente	tocado	por	algumas
dessas	mensagens	nos	meus	livros.	Mas	eu	me	pergunto	se	você	tem	sido	como
um	iceberg,	que	derretia	enquanto	o	sol	estava	batendo	em	você	e	depois
congelava	quando	o	sol	se	punha.	Você	foi	ativado	enquanto	estava	lendo	ou
ouvindo,	mas	assim	que	tocou	o	mundo	outra	vez,	outras	emoções	foram
despertadas	e	você	se	esqueceu?
O	Escravo	do	Amor
Quando	eu	vacilo	e	paro	no	caminho
Meu	coração	perde	a	coragem	e	de	orar	desanimo
Lembra-me,	querido	Senhor,	daquela	cruz	ali
E	do	Homem	nela	pregado,	para	a	missão
do	amor	cumprir.
Quando	eu	for	tentado	a	esquecer	meu	chamado
A	abandonar	minha	missão,	a	tudo	deixar	de	lado
Lembra-me,	querido	Senhor,	daquela	cruz	ali
E	do	Homem	nela	pregado,	para	a	missão	do
amor	cumprir.
Vem	em	meu	ser,	querido	Senhor,	uma	paixão	ativar
Por	cumprir	a	Tua	missão,	a	Tua	Palavra	proclamar
Até	que	todas	as	nações	ouçam	o	alegre	cantar
Da	Tua	redenção,	que	por	tanto	tempo
estavam	a	aguardar.
RESUMO
Jesus	evidentemente	andou	com	base	em	Sua	confissão.
Ele	era	o	que	confessava.	É	estranho	que	até	recentemente	não	soubéssemos	que
a	fé	segue	a	nossa	confissão,	que	é	a	confissão	quem	constrói	a	estrada	sobre	a
qual	a	fé	transporta	sua	poderosa	carga.
Com	o	tempo,	você	vai	aprender	que	nunca	será	possível	ser	superior	à	sua	a
confissão.	Você	nunca	desfrutará	das	riquezas	da	graça	até	confessá-las.	Você	vai
descobrir	que	sua	própria	confissão	sobre	quem	Deus	é,	o	que	Ele	fez	por	você	e
o	que	você	é	nele,	sempre	precede	Sua	revelação	de	Si	mesmo.
A	salvação	segue	a	confissão:	“Se,	com	a	tua	boca,	confessares	Jesus	como
Senhor”	(Romanos	10:9).	E	o	mesmo	acontece	com	receber	o	Espírito	Santo.
Nossa	cura	também	segue	a	nossa	confissão.
Algumas	pessoas	precisam	“guardar	firme	a	sua	confissão”	(ver	Hebreus	10:23)
diante	da	aparente	derrota	e	se	recusar	a	ceder	às	evidências	dos	sentidos.	Temos
de	aprender	sobre	o	perigo	da	confissão	dupla:	em	um	instante	confessar	a
absoluta	integridade	da	Palavra,	mas	no	momento	seguinte	confessar	que	Deus
não	a	fez	atuar	bem	no	seu	caso.
A	confissão	é	aquilo	que	desafia	o	mundo.	É	aquilo	que	faz	com	que	as	pessoas
se	aventurem	na	vida	de	fé.
O	cristianismo	é	a	grande	confissão.	Ele	culmina	em	Jesus	na	Sua	confissão;	e
em	seguida	em	nós,	na	nossa	ousada	declaração	da	total	autenticidade	da	Palavra
viva.
CAPÍTULO	22
NOSSA	CONFISSÃO
A	compreensão	só	pode	se	vir	após	a	confissão.	Andamos	na	luz	do	nosso
testemunho.	A	Palavra	de	Deus	se	torna	real	à	medida	que	confessamos	sua
realidade.	Satanás	teme	nosso	testemunho.	Se	você	confessa	alguma	coisa	com	a
boca,	ela	reage	sobre	o	coração	ou	o	espírito.
Nós	confessamos	o	que	somos	em	Cristo,	depois	agimos	com	base	em	nossa
confissão.	Se	confessarmos	medos,	eles	nos	dominarão.	Se	confessarmos	o
domínio	da	doença,	ela	garante	seu	senhorio	sobre	nosso	corpo	de	maneira
completa.	Se	confessarmos	liberdade,	que	o	Filho	nos	fez	livres,	Deus	torna	essa
confissão	uma	realidade.
Quando	entendemos	que	Jesus	encontrou	a	derrota	e	a	venceu,	e	ousamos	fazer
essa	confissão,	a	derrota	e	o	fracasso	perdemo	domínio	sobre	nós.	O
cristianismo	é	chamado	de	“A	Grande	Confissão”:	“...considerai	atentamente	o
Apóstolo	e	Sumo	Sacerdote	da	nossa	confissão,	Jesus...	Tendo,	pois,	a	Jesus,	o
Filho	de	Deus,	como	grande	sumo	sacerdote	que	penetrou	os	céus,	conservemos
firmes	a	nossa	confissão”	(Hebreus	3:1;	4:14).
Qual	é	a	confissão	que	devemos	conservar	firme?	A	de	que	nele	temos	uma
perfeita	redenção:	“Ele	nos	libertou	do	império	das	trevas	e	nos	transportou	para
o	reino	do	Filho	do	seu	amor,	no	qual	temos	a	redenção,	a	remissão	dos	pecados”
(Colossenses	1:13-14).	Essa	redenção	nunca	se	torna	realidade	até	que	a
confessemos;	poucos	parecem	compreender	esse	fato.	Diante	da	derrota
aparente,	confessamos	nossa	redenção	e	libertação,	e	elas	se	tornam	realidade.
Nós	não	pedimos	redenção,	e	sim	agradecemos	a	Ele	por	ela.
Essa	redenção	foi	forjada	de	acordo	com	1	Pedro	1:18-19:
Sabendo	que	não	foi	mediante	coisas	corruptíveis,	como	prata	ou	ouro,	que
fostes	resgatados	do	vosso	fútil	procedimento	que	vossos	pais	vos	legaram,	mas
pelo	precioso	sangue,	como	de	cordeiro	sem	defeito	e	sem	mácula,	o	sangue	de
Cristo.
Isso	não	é	uma	promessa,	mas	um	fato.
Pois	somos	feitura	dele,	criados	em	Cristo	Jesus	para	boas	obras,	as	quais	Deus
de	antemão	preparou	para	que	andássemos	nelas.
—	Efésios	2:10
E,	assim,	se	alguém	está	em	Cristo,	é	nova	criatura;	as	coisas	antigas	já
passaram;	eis	que	se	fizeram	novas.	Ora,	tudo	provém	de	Deus,	que	nos
reconciliou	consigo	mesmo	por	meio	de	Cristo.
—	2	Coríntios	5:17-18
Sabemos	que	não	apenas	fomos	redimidos	e	feitos	novas	criaturas,	como
também	fomos	reconciliados.	Ousamos	confessar	isso	diante	do	mundo.
Confessamos	nossa	redenção	da	mão	de	Satanás,	que	ele	é	incapaz	de	colocar
doenças	sobre	nós	e	nos	manter	cativos:	“Eles,	pois,	o	venceram	por	causa	do
sangue	do	Cordeiro	e	por	causa	da	palavra	do	testemunho”	(Apocalipse	12:11).
A	palavra	aqui	é	“logos”.	Eles	venceram	o	inimigo	por	causa	do	sangue	do
Cordeiro,	e	do	logos	(palavra)	que	estava	no	testemunho	deles.	Eles	descansaram
na	integridade	da	Palavra.	Eles	ousaram	confessar	que	o	que	Deus	disse	era
verdade.
O	qual	foi	entregue	por	causa	das	nossas	transgressões	e	ressuscitou	por	causa
da	nossa	justificação.
—	Romanos	4:25
Justificados,	pois,	mediante	a	fé,	temos	paz	com	Deus	por	meio	de	nosso	Senhor
Jesus	Cristo.
—	Romanos	5:1
Então,	ouse	confessar	que	isso	é	verdade	agora.	Confesse	sua	justificação	em
Cristo.	Agora	somos	a	justiça	de	Deus	em	Cristo.	Ousamos	declarar	isso	diante
do	mundo.	Ousamos	confessar	que	o	próprio	Deus	se	tornou	a	nossa	justiça	(ver
Romanos	3:26).
Pelo	novo	nascimento	e	pelo	Espírito,	fomos	feitos	a	própria	justiça	de	Deus
nele.	“Aquele	que	não	conheceu	pecado,	Ele	o	fez	pecado	por	nós;	para	que,
nele,	fôssemos	feitos	justiça	de	Deus”	(2	Coríntios	5:21).	Essa	é	a	declaração	do
próprio	Deus	do	que	somos	agora;	não	do	que	queremos	ser,	mas	do	que	Deus
fez	com	que	fôssemos.
1	Pedro	2:24	declara	que	fomos	curados:	“carregando	Ele	mesmo	em	seu	corpo,
sobre	o	madeiro,	os	nossos	pecados,	para	que	nós,	mortos	para	os	pecados,
vivamos	para	a	justiça;	por	suas	chagas,	fostes	sarados”.
A	obra	está	feita.
Não	se	trata	de	recebermos	a	cura,	nem	é	uma	questão	de	fé.	Trata-se	da
integridade	da	Palavra	de	Deus.	Podemos	depender	dessa	Palavra?	“...eu	velo
sobre	a	minha	palavra	para	a	cumprir”	(Jeremias	1:12).
Nossa	confissão	precisa	ser	uma	confissão	da	fidelidade	absoluta	da	Palavra,	da
Sua	obra	consumada	e	da	realidade	do	nosso	relacionamento	como	filhos	e
filhas.	Nossas	palavras	determinam	a	nossa	fé	e	são	a	nossa	confissão.	Se	eu
confessar	falta	continuamente,	eu	creio	na	falta;	minha	confissão	com	certeza	se
torna	realidade.	Eu	confesso	as	coisas	nas	quais	acredito.	Se	eu	acredito	no
fracasso	e	na	fraqueza,	confessarei	essas	coisas.	Viverei	segundo	o	padrão	da
minha	confissão.
Se	eu	ousar	dizer	que	o	Salmo	34:10	é	verdadeiro,	“porém	aos	que	buscam	o
Senhor	bem	nenhum	lhes	faltará”,	e	se	eu	mantiver	minha	confissão,	Deus
confirmará	tudo	o	que	eu	confessei	“Porque	o	Senhor	Deus	é	sol	e	escudo;	o
Senhor	dá	graça	e	glória;	nenhum	bem	sonega	aos	que	andam	retamente.	Ó
Senhor	dos	Exércitos,	feliz	o	homem	que	em	ti	confia”	(Salmos	84:11-12).
Ouso	confessar	Provérbios	3:5-6:	“Confia	no	Senhor	de	todo	o	teu	coração	e	não
te	estribes	no	teu	próprio	entendimento.	Reconhece-o	em	todos	os	teus
caminhos,	e	Ele	endireitará	as	tuas	veredas”.
Isso	é	direção.
Não	apenas	a	libertação	das	circunstâncias,	como	também	uma	orientação	para	a
vontade	dele,	para	os	caminhos	de	abundância.	Nesse	sentido,	Filipenses	4:19	se
torna	a	canção	do	meu	coração:	“E	o	meu	Deus,	segundo	a	sua	riqueza	em
glória,	há	de	suprir	em	Cristo	Jesus	cada	uma	das	vossas	necessidades”.
Que	confissão!	O	coração	bate	forte.
“‘Toda	arma	forjada	contra	ti	não	prosperará;	toda	língua	que	ousar	contra	ti	em
juízo,	tu	a	condenarás;	esta	é	a	herança	dos	servos	do	Senhor	e	o	seu	direito	que
de	mim	procede’,	diz	o	Senhor”	(Isaías	54:17).	Deus	assumiu	a	obrigação	de
ficar	de	prontidão	e	de	cuidar	dos	Seus.	Ele	não	pode	falhar	conosco.
O
Senhor
está	comigo;	não	temerei.	Que	me	poderá	fazer	o	homem?
—	Salmos	118:6
Não	temas,	porque	eu	sou	contigo;	não	te	assombres,	porque	eu	sou	o	teu	Deus;
eu	te	fortaleço,	e	te	ajudo,	e	te	sustento	com	a	minha	destra	fiel.
—	Isaías	41:10
Esse	é	o	desafio	de	Deus,	e	ouso	confessá-lo	diante	do	mundo.	Que	confissão!
Deus	diz	a	mim	pessoalmente:	“Não	tenha	medo,	filho,	eu	estou	com	você.	Não
fique	assombrado:	Eu	sou	o	seu	Deus”.
Ele	era	o	Deus	de	Israel.	Você	se	lembra	do	que	aconteceu	com	o	Faraó,	o	Egito
e	os	filisteus?	(ver	Êxodo	14:21-31;	1	Samuel	14).	Você	se	lembra	do	que
aconteceu	com	todas	as	nações	que	colocaram	as	mãos	sobre	Israel,	enquanto
eles	estavam	guardando	a	Aliança?	“Não	toqueis	nos	meus	ungidos”	(1	Crônicas
16:22).	Então,	Ele	cuidará	de	nós	como	cuidou	deles.	Ele	será	nosso	Protetor	e
Cuidador.	Jesus	disse	que	a	fé	venceria.	A	fé	venceu.	Somos	testemunhas	dessa
tremenda	realidade.
A	Bíblia	é	a	confissão	de	Deus.	Quanto	mais	eu	a	leio,	mais	essa	grande	verdade
supera	tudo,	de	Gênesis	a	Apocalipse.	Ela	é	uma	confissão	contínua	da	Sua
grandeza,	da	Sua	capacidade,	do	Seu	amor	e	do	Seu	grande	coração	de	Pai.
Quando	você	vê	Jesus	nos	quatro	evangelhos,	Ele	está	fazendo	confissões	o
tempo	todo.	Ele	é	o	Grande	Pastor;	Ele	é	a	Luz	do	Mundo.
Eu	sou	o	bom	pastor.	O	bom	pastor	dá	a	vida	pelas	ovelhas.
—	João	10:11
Eu	sou	a	luz	do	mundo;	quem	me	segue	não	andará	nas	trevas;	pelo	contrário,
terá	a	luz	da	vida.
—	João	8:12
Eu	sou	o	caminho,	e	a	verdade,	e	a	vida.
—	João	14:6
Eu	sou	a	ressurreição	e	a	vida.
—	João	11:25
Eu	sou	o	pão	da	vida.
—	João	6:35
Essas	são	confissões	tremendas.
“Aquilo	que	meu	Pai	me	deu	é	maior	do	que	tudo;	e	da	mão	do	Pai	ninguém
pode	arrebatar”	(João	10:29).	A	confissão	de	Jesus	levou-o	direto	para	o
Calvário:	“Por	isso,	pois,	os	judeus	ainda	mais	procuravam	matá-lo,	porque	não
somente	violava	o	sábado,	mas	também	dizia	que	Deus	era	seu	próprio	Pai,
fazendo-se	igual	a	Deus”	(João	5:18).
As	confissões	destemidas	dos	homens	ao	longo	das	eras	nos	deram	nossos
mártires.	A	fé	dá	coragem	para	confessar	e	as	confissões	dão	ousadia	à	fé.	Sua
confissão	alinha	você,	lhe	dá	seu	lugar,	define	sua	posição.	Sabemos	o	que	você
é.	Se	você	ficar	em	silêncio,	não	podemos	colocá-lo	no	seu	lugar.	A	confissão
cura	ou	o	mantém	doente.	Pela	sua	confissão,	você	é	salvo	ou	perdido.	Pela	sua
confissão,	você	tem	abundância,	ou	tem	falta.	Pela	sua	confissão,	você	é	fraco	ou
forte.	Você	é	o	que	confessa	com	seus	lábios	e	o	que	crê	no	seu	coração.
Uma	confissão	de	fracasso	o	mantém	na	dimensão	do	fracasso.	Uma	confissão
da	capacidade	de	Deus	para	livrá-lo	da	situação	o	coloca	acima	dela:	“Estás
enredado	com	o	que	dizem	os	teus	lábios,	estás	preso	com	as	palavras	da	tua
boca”	(Provérbios	6:2).
Somos	enredados	pela	nossa	confissão,	ou	somos	libertos	pelas	palavras	da
nossa	confissão.	Faça	com	que	sua	confissão	esteja	em	harmonia	com	a	Palavra
de	Deus.	Ela	não	se	harmonizará	com	o	conhecimentoque	vem	dos	sentidos.
Não	tente	fazer	isso.	O	conhecimento	que	vem	dos	sentidos	chama	isso	de
presunção	ou	fanatismo,	mas	Deus	chama	isso	de	fé	e	honra	essa	atitude:	“Ora	a
fé	é	a	certeza	das	coisas	que	se	espera,	a	convicção	de	fatos	que	não	se	veem”
(Hebreus	11:1).
Deus	fez	tudo	o	que	podia	ser	feito	por	nós.	Ele	disse	que	Sua	redenção	está
completa.	Você	confessa	que	está	feito,	assumindo	seu	lugar,	chamando	a	si
mesmo	pelo	nome	que	Ele	o	chamou,	reconhecendo	tudo	o	que	a	Palavra	diz	que
é	Seu.	Você	agora	declara	que	tudo	o	que	Deus	disse,	no	seu	caso,	é	verdade:	“E
conhecereis	a	verdade,	e	a	verdade	vos	libertará...	Se,	pois,	o	Filho	vos	libertar,
verdadeiramente	sereis	livres”	(João	8:32,	36).
A	verdade	o	liberta.	Você	declara	que	aquele	a	quem	o	Filho	libertou	é
verdadeiramente	livre,	que	o	pecado	não	pode	mais	se	impor	sobre	você,	que	a
doença	e	a	enfermidade	não	podem	se	impor	sobre	você.	“Porque	o	pecado	não
terá	domínio	sobre	vós...”	(Romanos	6:14).
A	preocupação	e	a	ansiedade	não	podem	dominar	você.	O	domínio	de	Satanás
terminou.	Você	está	completo	nele.	Poucos	de	nós	entendemos	o	poder	da	Sua
Palavra	nos	nossos	lábios.	Ele	disse	em	Marcos	16:18	que	se	os	que	creem
“impuserem	as	mãos	sobre	enfermos,	eles	ficarão	curados”,	bem	como	em	João
14:13:	“E	tudo	quanto	pedirdes	em	meu	nome,	isso	farei...”.
Atos	3:4,	6	trata	do	Nome	de	Jesus	nos	lábios	de	Pedro.	Ele	disse:	“Olha	para
nós...	Em	nome	de	Jesus	Cristo,	o	Nazareno,	anda!”.	Se	você	não	usar	o	Nome,	o
Nome	não	poderá	fazer	nada.	Mas	se	você	usar	o	Nome,	ele	será	como	se	o
Nome	do	Pai	estivesse	nos	lábios	de	Jesus.	Em	Atos	4:18-37	somos	lembrados
de	como	um	lugar	foi	abalado	pelo	nome	de	Jesus:	“Chamando-os,	ordenaram-
lhes	que	absolutamente	não	falassem,	nem	ensinassem	em	o	nome	de	Jesus”	(v.
18).
O	Nome	nos	lábios	deles	havia	sacudido	Jerusalém	até	as	bases.	Atos	16:16-18
mostra	o	poder	do	Nome	nos	lábios	de	Paulo:	“Em	nome	de	Jesus	Cristo,	eu	te
mando:	retira-te	dela”	(v.	18),	e	houve	cura	e	libertação,	pois,	de	acordo	com
João	15:7:	“Se	permanecerdes	em	Mim,	e	as	Minhas	palavras	permanecerem	em
vós,	pedireis	o	que	quiserdes,	e	vos	será	feito”.
A	Palavra	nos	seus	lábios	não	apenas	liberta	você,	como	liberta	outros.
A	Palavra	nos	seus	lábios	cura	os	enfermos.
A	Palavra	nos	seus	lábios	gera	fé	no	coração	daqueles	que	o	ouvem.
A	Palavra	nos	seus	lábios	transformará	vidas	quando	elas	ouvirem.
É	a	própria	vida	de	Deus	nessas	palavras.
A	Bíblia	é	a	Palavra	de	Deus.	Nos	lábios	do	amor	e	da	fé	cada	Palavra	é	cheia	de
Deus.	Nossa	conversa	diária	é	a	Grande	Confissão,	pois	confessamos	Cristo
diante	do	mundo,	confessamos	a	plenitude	da	Sua	graça,	confessamos	a
integridade	da	Revelação.
Nossa	primeira	confissão	é	Romanos	10:9-10:	“Se,	com	a	tua	boca,	confessares
Jesus	como	Senhor	e,	em	teu	coração,	creres	que	Deus	o	ressuscitou	dentre	os
mortos,	serás	salvo.	Porque	com	o	coração	se	crê	para	justiça	e	com	a	boca	se
confessa	a	respeito	da	salvação”.	Encontramos	uma	redenção	perfeita	e	nós	a
confessamos	ao	mundo.
Em	Atos	10:36,	Pedro	diz:	“Este	é	o	Senhor	de	todos”.	Como	isso	impacta	o
coração!	Ele	é	o	Senhor	dos	três	mundos:	céu,	terra	e	inferno.	Todo	joelho	se
dobra	a	esse	Nome.	Com	alegria	confessamos:
O
Senhor
é	o	meu	pastor;	nada	me	faltará.
—	Salmos	23:1
Ó
Senhor
,	força	minha,	e	fortaleza	minha,	e	refúgio	meu	no	dia	da	angústia.
—	Jeremias	16:19
Tudo	posso	naquele	que	me	fortalece.
—	Filipenses	4:13
Digo	ao	mundo:	“O	Senhor	Jesus	é	a	minha	provisão.	Ele	é	o	meu	Pastor;	nada
me	falta”.
No	entanto,	há	o	risco	de	fazermos	uma	confissão	errada,	uma	afirmação	errada:
confessarmos	medos	e	dúvidas.	Isso	dá	domínio	a	Satanás.	Confessamos	nossa
doença	e	essa	confissão	torna	nossa	vontade	cativa	e	nos	mantém	em	cativeiro
absoluto.	Confessamos	falta	de	capacidade	diante	do	fato	de	que	Deus	disse	que
Ele	era	a	fortaleza	da	nossa	vida.	Essas	confissões	de	fracasso	mantêm	o	Pai	de
fora,	e	permitem	que	Satanás	entre;	elas	dão	a	ele	direito	de	passagem.	Essas
confissões	negam	a	validade	da	Palavra	de	Deus	e	honram	Satanás.
O	que	devemos	confessar?
1.Você	não	tem	mais	medo	e	confessa	isso:	“O	Senhor	é	o	meu	pastor;	nada	me
faltará”	(Salmos	23:1).
2.Nossas	palavras	nos	aprisionam	ou	nos	libertam.	Podem	nos	colocar	em
cativeiro	e	impedir	nossa	liberdade	em	Cristo:	“Aquilo	que	meu	Pai	me	deu	é
maior	do	que	tudo”	(João	10:29).
3.Isto	acontece	quando	nossas	palavras	guerreiam	contra	a	Palavra	de	Deus:
“‘As	vossas	palavras	foram	duras	para	mim’,	diz	o	Senhor”	(Malaquias	3:13).
Uma	mulher	me	procurou	certa	vez	e	disse:	“Senhor	Kenyon,	tenho	recebido
oração,	mas	não	consigo	ser	liberta”,	ora,	a	palavra	dela	contradizia	a	Palavra	de
Deus.	A	Palavra	dele	diz:	“Se	pedirdes	alguma	coisa	ao	Pai,	ele	vo-la	concederá
em	meu	nome”	(João	16:23).
[Aqueles	que	creem]	se	impuserem	as	mãos	sobre	enfermos,	eles	ficarão
curados.
—	Marcos	16:18,	grifo	nosso
Aquela	mulher	negou	a	validade	da	Palavra;	ela	negou	que	a	Palavra	era
verdadeira.	Suas	palavras	estavam	guerreando	contra	a	Palavra	de	Deus.	Ela
havia	adotado	de	maneira	inconsciente	uma	atitude	mental	que	era	contra	a
Palavra;	mesmo	não	tendo	essa	intenção,	ela	havia	feito	isso;	e	essa	atitude	a
fazia	permanecer	cativa.
Enquanto	conversávamos,	ela	foi	liberta	da	dor,	mas	sua	voz	não	abandonou
aquela	atitude	de	choramingar.	Não	houve	confissão	de	vitória	em	seus	lábios.
Há	sempre	o	risco	de	uma	confissão	ser	fundamentada	apenas	na	concordância
mental.	A	concordância	mental	reconhece	a	veracidade	da	Palavra,	mas	nunca
age	com	base	nela.	Sua	confissão	é:	“Oh,	sim,	há	cura	na	Palavra.	Há	salvação	e
libertação	na	Palavra,	mas...”.
Por	outro	lado,	a	fé	confessa	alegremente	sua	vitória.	Sua	alegria	é	uma
celebração;	é	um	triunfo	sobre	o	testemunho	dos	sentidos.	A	fé	dá	uma	noção	de
segurança,	de	certeza	absoluta,	de	tranquilidade	e	quando	isso	explode	em
confissão,	ela	se	torna	realidade.	O	coração	precisa	estar	arraigado	e	firmado	na
Palavra	e	no	amor.
“Assim,	a	palavra	do	Senhor	crescia	e	prevalecia	poderosamente”	(Atos	19:20),
ou	seja,	a	fé	é	simplesmente	a	Palavra	prevalecendo	sobre	a	evidência	dos
sentidos.	Atos	20:32	nos	dá	uma	ilustração	chocante:	“Agora,	pois,	encomendo-
vos	ao	Senhor	e	à	palavra	da	sua	graça,	que	tem	poder	para	vos	edificar	e	dar
herança	entre	todos	os	que	são	santificados”.	Portanto,	é	a	Palavra	que
estabelece;	é	a	Palavra	que	edifica;	é	a	Palavra	da	Sua	graça	que	edifica	a	fé	no
coração	do	cristão.
A	confissão	de	Jesus	requer	uma	atenção	mais	cuidadosa.
Eis	dez	afirmações	de	Jesus	(ver	João	5-11),	cada	uma	delas	o	coloca	na	classe
de	Divindade.	Leia-as	com	atenção	e	sublinhe-as	na	Sua	Bíblia.
•“Eu	vim	em	nome	de	meu	Pai”	(João	5:43).
•“Porque,	se,	de	fato,	crêsseis	em	Moisés,	também	creríeis	em	mim”	(João	5:46).
•“Eu	sou	o	pão	da	vida;	o	que	vem	a	mim	jamais	terá	fome;	e	o	que	crê	em	mim
jamais	terá	sede”	(João	6:35).
•“Quem	crê	em	mim	tem	a	vida	eterna.	Eu	sou	o	pão	da	vida”	(João	6:47-48).
•“Eu	o	conheço,	porque	venho	da	parte	dele	e	fui	por	ele	enviado”	(João	7:29).
•“Eu	faço	sempre	o	que	lhe	agrada”	(João	8:29).
•“Eu	vim	para	que	tenham	vida	e	a	tenham	em	abundância”	(João	10:10).
•“Eu	e	o	Pai	somos	um”	(João	10:30).
•“Eu	sou	a	ressurreição	e	a	vida.	Quem	crê	em	mim,	ainda	que	morra,	viverá”
(João	11:25).
Essas	são	algumas	das	confissões	de	Jesus.	Será	que	ousamos	confessar	o	que
somos	em	Cristo	e	o	que	temos	em	Cristo?	Será	que	ousamos	confessar	João
1:16:	“...todos	nós	temos	recebido	da	sua	plenitude	e	graça	sobre	graça”?
Recebemos	da	Sua	plenitude,	mas	isso	de	nada	nos	adiantou,	porque	falhamos
em	transformar	em	uma	confissão.	Todo	cristão	sabe	que	Deus	colocou	suas
doenças	em	Jesus;	mas	ele	teme	fazer	a	confissão	e	agir	com	base	na	Palavra.
Esse	medo	vem	do	inimigo.	Isso	indica	que	temos	mais	confiança	no	inimigo	do
que	na	Palavra	de	Deus.	Confessamos	que	o	que	Ele	diz	é	verdade.	Então,
demonstramos	isso	na	nossa	vida	diária.	Não	existe	confissão	na	vida	de	muitas
pessoas.	Há	muita	oração,	mas	não	há	confissão	de	que	a	Palavra	é	verdadeira.Não	é	de	oração	que	muitos	precisam,	mas	de	confissão	da	Palavra	(não	estou
me	referindo	à	confissão	de	pecados).
Uma	mulher	me	disse	recentemente,	depois	que	orei	por	ela	e	abri	a	Palavra	para
ela:	“Você	vai	continuar	orando	pela	minha	doença,	não	vai?”.	A	confissão	dela
era	a	de	que	a	Palavra	era	uma	mentira.
Você	deve	confessar	que	pode	fazer	o	que	Ele	diz	que	você	pode	fazer,	que	você
é	o	que	a	Palavra	diz	que	você	é.	Ele	diz	que	você	é	uma	nova	criatura	criada	em
Cristo	Jesus.	Ele	diz	que	você	é	mais	que	vencedor,	que	você	é	um	conquistador.
Ele	criou	você	para	ser	um	filho	ou	uma	filha	do	Deus	Todo-Poderoso,	um
herdeiro	de	Deus	e	coerdeiro	com	Jesus	Cristo.	Você	pode	todas	as	coisas
naquele	que	é	a	sua	força	(Filipenses	4:13).	O	que	Ele	diz	que	eu	posso	fazer,	eu
declaro	que	posso	fazer.	O	que	Ele	diz	que	eu	sou,	eu	declaro	que	sou.	Faço
minha	confissão	com	ousadia.
Você	faz	a	sua	confissão:	“Deus	é	meu	Pai;	eu	sou	filho	dele.	Como	um	filho	na
Sua	família,	estou	assumindo	meu	lugar.	Estou	fazendo	minha	parte.	Eu	estou
em	Cristo.	Cristo	está	em	mim”.
Lembre-se	de	que	o	Pai	será	para	você	o	que	você	confessa	que	Ele	é.	Se	a
oração	não	for	atendida,	mantenha	sua	confissão.	Se	o	Nome	de	Jesus	não
trouxer	libertação	instantânea,	mantenha	sua	confissão.	Se	o	dinheiro	não	chegar,
mantenha	sua	confissão.
Porque	para	Deus	não	haverá	impossíveis	em	todas	as	suas	promessas.
—	Lucas	1:37
Assim	será	a	palavra	que	sair	da	minha	boca:	não	voltará	para	mim	vazia,	mas
fará	o	que	me	apraz	e	prosperará	naquilo	para	que	a	designei.
—	Isaías	55:11
Há	o	risco	de	orar	e	depois	voltar	atrás	na	sua	oração.	Quando	você	ora	por
alguma	necessidade	e	declara	que	a	necessidade	não	foi	atendida,	você	negou	a
validade	da	oração.	Mas	a	oração	é	respondida,	a	Palavra	é	verdadeira.	Não
anule	a	Palavra	por	meio	de	uma	confissão	negativa:	“Não	temas,	porque	eu	sou
contigo;	não	te	assombres,	porque	eu	sou	o	teu	Deus;	eu	te	fortaleço,	e	eu	te
ajudo,	eu	te	sustento	com	a	destra	da	minha	justiça”	(Isaías	41:10).
Reivindicando	o	Que	é	Seu
Ora,	a	fé	é	a	certeza	de	coisas	que	se	esperam,	a	convicção	de	fatos	que	se	não
veem.
—	Hebreus	11:1
Fé	é	considerar	a	oração	respondida	antes	do	Pai	agir.	Jesus	disse:	“Por	isso,	vos
digo	que	tudo	quanto	em	oração	pedirdes,	crede	que	recebestes,	e	será	assim
convosco”	(Marcos	11:24).	Isso	não	é	uma	promessa,	é	uma	afirmação.	Essa	é	a
escritura	de	posse	das	coisas	pedidas	em	oração.	A	fé	é	a	nossa	carta	de	direitos.
Quando	você	nasce	de	novo,	você	entra	na	Nova	Aliança;	você	passa	a	fazer
parte	dessa	Nova	Aliança	tornando-se	um	membro	dela,	e	tudo	o	que	foi
comprado	nessa	redenção	é	seu,	e	você	está	livre	de	tudo	aquilo	de	que	foi
redimido.	Sua	redenção	o	liberta	do	domínio	do	pecado,	da	autoridade	do
pecado,	da	culpa	do	pecado	e	da	impureza	do	pecado.
Você	está	livre	disso.	Você	está	livre	de	tudo.	Essa	redenção	libertou	você.	Você
não	apenas	está	livre,	como	possui	toda	a	Sua	redenção	comprada	para	você.
Você	tem	direito	a	tudo	que	a	redenção	levou,	mas	quando	você	vai	entender
isso?
Somos	livres,	redimidos,	no	entanto	ficamos	sentados	no	meio-fio	diante	da
mansão	que	herdamos,	e	clamamos	por	fé	e	sabedoria	para	entrarmos	pela	porta
que	está	aberta.
Sem	que	nos	déssemos	conta,	nosso	ministério	nos	paralisou,	de	modo	que
somos	incapazes	de	nos	levantar	e	de	tomar	o	que	nos	pertence.	Entretanto,	em
Colossenses	1:12,	a	versão	de	Rotherham	traduz	deste	modo:	“Graças	sejam
dadas	a	Deus	que	nos	tornou	aceitáveis	para	a	nossa	parte	da	herança	dos	santos
em	vida”	(tradução	livre).
Ele	nos	tornou	aceitáveis	para	desfrutarmos	todas	as	nossas	riquezas,	para
desfrutarmos	nossa	libertação	perfeita,	e	nos	tornou	aceitáveis	para	andarmos	na
plenitude	da	nossa	redenção	em	Cristo.	Não	há	espaço	para	fraqueza;	não	há
razão	para	fracasso.	Não	temos	o	direito	de	ser	vencidos	e	desonrados.	Todo	o
plano	e	o	esquema	do	coração	de	Pai	de	Deus	é	que	andássemos	na	plenitude	da
vida	divina.	Quando	Ele	diz:	“Somos	completos	nele”	(ver	Colossenses	2:10),
Ele	está	falando	sério.	Isto	é,	na	plenitude	desta	vida,	nos	nossos	direitos
estabelecidos.	Satanás	não	tem	absolutamente	nenhum	domínio	sobre	nós.
Fomos	trasladados	da	autoridade	das	trevas	e	transportados	para	o	Reino	do
Filho	do	Seu	amor,	em	quem	temos	nossa	redenção	completa	agora.	Como	o
desonramos	quando	somos	fracos,	vacilantes	e	hesitantes!
Não	devemos	ter	dúvidas,	assim	como	não	devemos	nos	envolver	com	o	crime.
Não	temos	mais	o	direito	de	ter	dúvidas	tanto	quanto	não	temos	o	direito	de	nos
envolver	com	narcóticos.	As	dúvidas	são	do	diabo,	e	honrar	as	dúvidas	é	honrar
Satanás;	honrar	a	incredulidade	é	desonrar	a	Deus.
Devemos	pensar	em	termos	de	fé,	usar	a	linguagem	da	fé,	andar	na	dimensão	da
fé,	e	nos	recusarmos	a	andar	de	qualquer	outra	maneira.	Somos	filhos	de	Deus	e
devemos	andar	como	o	Filho	primogênito	andou	quando	caminhou	sobre	a	terra.
Levamos	no	nosso	corpo	o	poder	de	ressurreição	de	Jesus;	a	vida	de	Jesus.
Temos	em	nossos	corpos	o	grande	e	poderoso	Espírito	Santo.	Ele	faz	do	nosso
corpo	o	Seu	templo.	Nós	temos	todo	o	poder	que	existe.	E	nós	o	temos	agora.
Você	tem	Jesus?	Você	diz:	“Sim”.	Bem,	se	você	tem	Jesus,	você	tem	tudo.	Use
seus	direitos	e	seus	privilégios.	Deixe	Jesus	Cristo	ser	grande	em	você.	Conte
com	Ele	em	vez	de	contar	com	a	fraqueza.	Conte	com	Ele	em	vez	de	contar	com
as	circunstâncias.	Descanse	e	assuma	seu	lugar	nele.	Dê	a	Ele	lugar	na	sua	vida.
Faça	isso	agora,	e	diga	ao	seu	coração:	“Sou	mais	que	vencedor.	Sou	mais	que
vitorioso;	sou	identificado	com	o	próprio	Filho	de	Deus;	Ele	é	identificado
comigo”.	Agora,	viva	e	deixe	que	Ele	viva	em	você.
RESUMO
Veremos	agora	um	dos	maiores	dramas	da	graça	divina.
Devemos	aceitar	o	desafio	do	amor	e	usar	a	habilidade	do	Pai	na	nossa
caminhada	diária.
Este	tema	é	um	desafio	para	o	leitor.	É	aqui	que	você	deve	contar	suas	riquezas
em	Cristo.	Você	vai	adicioná-las	ao	método	divino	de	somar	de	Deus,	então	seu
coração	sussurrará:	“Era	isso	que	eu	estava	buscando.	Isso	é	o	que	tenho
desejado,	mas	não	sei	como	recebê-lo”.
Você	pode	viver	de	agora	em	diante	na	terra	de	maravilhas	do	sobrenatural	com
Deus	e	conhecerá	a	realidade	da	vida	do	ramo	e	da	videira,	experimentará	o
relacionamento	de	um	filho	com	o	Deus	Pai	e	entenderá	que	sabedoria	e
capacidade	pertencem	a	você	em	Cristo.
Você	está	na	dimensão	da	vida	na	sua	plenitude.
CAPÍTULO	23
NOSSA	RESPOSTA	À	CAPACIDADE	DE	DEUS
S	erá	que	a	Igreja	moderna	está	na	sua	melhor	forma,	como	uma	verdadeira
representante	da	Igreja	de	que	Paulo	falou	nas	suas	epístolas?	Estamos	andando
na	plenitude	do	nosso	privilégio?	O	mundo	está	recebendo	de	nós	os	benefícios
da	vida	divina	que	deveriam	pertencer	a	ele?
Este	é	um	estudo	sobre	“o	que	possuímos	em	Cristo”,	o	que	realmente	nos
pertence	nesta	vida	divina.	Deus	planejou	que	a	Igreja	fosse	composta	de	super-
homens	e	super-mulheres	que	vencessem	a	doença	e	a	enfermidade,	que
governassem	as	circunstâncias,	que	transformassem	fraqueza	em	força,	fracasso
em	sucesso,	e	pegassem	as	coisas	fracas	deste	mundo	e	confundissem	as
poderosas.
Vamos	dar	uma	olhada	na	nossa	herança	em	Cristo:	“Da	sua	plenitude	temos
recebido,	e	graça	sobre	graça”	(João	1:16).	O	que	é	a	Sua	plenitude?	É
completude.	Nele	está	tudo	o	que	a	humanidade	necessita.	Ele	representa	todos
os	desejos	do	coração	do	Pai	para	a	humanidade.	Ele	é	o	banco	de	onde	o
coração	do	homem	pode	sacar	para	estar	completo,	pois	“Da	sua	plenitude	temos
recebido”.	E	nós	não	recebemos	parte.	Mas	cada	um	de	nós	recebeu	a	Sua
plenitude.
Há	plenitude	de	amor	para	nos	erguermos	acima	do	egoísmo	e	“não	buscarmos
os	próprios	interesses”.	Há	tamanha	plenitude	de	amor	que	não	podemos	falhar,
porque	o	amor	nunca	falha.	Há	o	amor	que	levou	Jesus	a	nos	salvar,	é	o	amor
que	adquire	o	domínio	até	que	clamamos	com	Paulo	em	2	Coríntios	5:14-15:
“Pois	o	amor	de	Cristo	nos	constrange,	julgando	nós	isto:	um	morreu	por	todos;
logo,	todos	morreram.	E	ele	morreu	por	todos,	para	que	os	que	vivem	não	vivam
mais	para	si	mesmos,	mas	para	aquele	que	poreles	morreu	e	ressuscitou”.
Há	não	apenas	a	Sua	plenitude	de	amor,	como	há	uma	plenitude	de	liberdade	na
obra	redentora	de	Cristo,	para	que	nenhum	cristão	necessite	viver	com	limitação
ou	cativo	dos	sentidos,	uma	vez	que	vive	na	plenitude	da	liberdade	de	Cristo,	a
plenitude	da	Sua	redenção	completa	e	perfeita:	“No	qual	temos	a	redenção,	pelo
seu	sangue,	a	remissão	dos	pecados,	segundo	a	riqueza	da	sua	graça”	(Efésios
1:7).
Essa	redenção	é	ilimitada	e	é	nossa,	não	como	uma	teoria,	ou	como	uma
excelente	doutrina	sobre	a	qual	podemos	discutir,	mas	como	uma	realidade	viva,
doce	e	bela	para	a	vida	diária.
“Da	sua	plenitude”	de	descanso,	tranquilidade	e	segurança	temos	recebido.
Conheça	a	mãe	da	fé.	É	aqui	que	a	vida	divina	conduz	ao	próprio	coração	do
Filho	de	Deus	e	descansa	na	Sua	quietude.	Acompanhe	o	Mestre	desde	o
momento	da	prisão	até	a	morte	na	cruz.	Não	há	excitação,	não	há	inquietação,
não	há	impaciência.	Ele	é	o	senhor	absoluto	das	circunstâncias	que	cercam	a
crucificação.
Da	Sua	quietude	todos	nós	temos	recebido:	“O	efeito	da	justiça	será	paz,	e	o
fruto	da	justiça,	repouso	e	segurança,	para	sempre”	(Isaías	32:17).
Há	uma	abundância,	uma	plenitude	total	nessa	tranquilidade	que	deriva	da
justiça.	O	Senhor	se	tornou	a	nossa	justiça,	e	Ele,	da	Sua	Justiça,	da	Sua
tranquilidade,	da	Sua	supremacia,	sobre	tudo	que	é	antagônico	ao	nosso	coração,
nos	trouxe	tranquilidade.
Descansamos	no	Seu	descanso.	O	Salmo	37:3-7	nos	dá	uma	imagem	da	quietude
e	da	tranquilidade.	“Confia	no	Senhor	e	faze	o	bem;	habita	na	terra	e	alimenta-te
da	verdade”.	O	coração	não	está	mais	se	alimentando	do	fracasso	e	da	fraqueza,
mas	está	se	deleitando	em	Jeová	e	encontrando	seu	desejo.	Tudo	foi	entregue	a
Ele;	tudo	é	confiado	às	Suas	mãos.
Agora,	dessa	confiança	flui	o	descanso	tranquilo.	Não	há	mais	aflição	ou
irritação.	Estamos	descansando,	pois	Sua	plenitude	é	a	nossa	plenitude.	A
completude	de	Jesus	é	a	nossa	completude:	“E	pôs	todas	as	coisas	debaixo	dos
pés	e,	para	ser	o	cabeça	sobre	todas	as	coisas,	o	deu	à	igreja,	a	qual	é	o	seu
corpo,	a	plenitude	daquele	que	a	tudo	enche	em	todas	as	coisas”	(Efésios	1:22-
23).
Todo	o	poder	foi	colocado	debaixo	dos	Seus	pés.	Nós	somos	Seu	corpo.	Nós
somos	Seus	pés.	O	domínio	de	Satanás	foi	quebrado.	Fomos	colocados	no	lugar
de	domínio.	Isso	não	foi	resultado	de	termos	lutado	e	orado.	Nós	herdamos	isso.
Sua	completude	é	a	plenitude	da	vitória.	Todas	as	coisas	estão	debaixo	dos	Seus
pés.
Ele	deu	Cristo	para	ser	o	Cabeça	sobre	todas	as	coisas.	Estamos	sentados	com
Ele	nas	regiões	celestiais:	“e,	juntamente	com	ele,	nos	ressuscitou,	e	nos	fez
assentar	nos	lugares	celestiais	em	Cristo	Jesus”	(Efésios	2:6).	Estamos	sentados
ali	na	mente	do	Pai.	Toda	autoridade,	domínio,	doença,	enfermidade	e	fracasso
está	debaixo	dos	nossos	pés.
Para	que,	segundo	a	riqueza	da	sua	glória,	vos	conceda	que	sejais	fortalecidos
com	poder,	mediante	o	seu	Espírito	no	homem	interior;	e,	assim,	habite	Cristo
no	vosso	coração,	pela	fé,	estando	vós	arraigados	e	alicerçados	em	amor,	a	fim
de	poderdes	compreender,	com	todos	os	santos,	qual	é	a	largura,	e	o
comprimento,	e	a	altura,	e	a	profundidade	e	conhecer	o	amor	de	Cristo,	que
excede	todo	entendimento.
—	Efésios	3:16-20
Isso	está	de	acordo	com	a	Sua	plenitude.	Você	não	é	abençoado	de	acordo	com	a
sua	concepção,	mas	de	acordo	com	as	riquezas	em	glória	de	Deus.	Você	deve	ser
fortalecido	com	Sua	força	no	homem	interior,	para	que	Cristo	possa	realmente
adquirir	o	domínio,	para	que	você	possa	estar	arraigado	e	fundamentado	em
amor.	Estar	arraigado	e	fundamentado	em	amor	é	a	consumação	da	vida.	O	que
mais	você	poderia	pedir?	Você	estará	dando	frutos	de	amor.
Você	terá	a	essência,	a	habilidade	e	o	poder	do	amor.	Você	pode	ver	que	Deus,
sendo	amor,	quer	dizer	que	você	está	arraigado	e	fundamentado	nele,	quando
está	arraigado	e	fundamentado	no	amor.	Do	Seu	coração	vem	se	derramando
para	dentro	de	você	e	através	de	você	a	graciosidade,	a	beleza	e	as	riquezas	do
coração	do	Pai.
A	fim	de	poderdes	compreender,	com	todos	os	santos,	qual	é	a	largura,	e	o
comprimento,	e	a	altura,	e	a	profundidade	e	conhecer	o	amor	de	Cristo,	que
excede	todo	entendimento...
—	vv.	18-19
A	mente	não	pode	ir	além	disso.	A	graça	se	inclina,	nos	toma	pela	mão	e	nos
eleva	à	dimensão	espiritual	da	Sua	plenitude.	Não	temos	consciência	de	nós
mesmos,	somos	cheios	de	toda	a	plenitude	de	Deus.	Sua	natureza	é	amor	e	nós
participamos	dessa	natureza.
“Ora,	àquele	que	é	poderoso	para	fazer	infinitamente	mais	do	que	tudo	quanto
pedimos	ou	pensamos,	conforme	o	seu	poder	que	opera	em	nós”	(v.	20).	Como
falar	em	ser	fraco,	em	ser	impotente,	diante	desse	versículo?	Compare	qualquer
testemunho	atual	sobre	inutilidade	com	essa	revelação	da	Sua	plenitude.
“Da	Sua	plenitude	temos	recebido”.	Os	próprios	portões	do	céu	estão	abertos.
Deus	está	derramando	tamanha	bênção	que	nossos	corações	não	conseguem
recebê-la,	de	modo	que	Ele	precisa	alargar	nosso	coração,	assim	como	o	homem
mencionado	em	Lucas	12:16-21	ampliou	seus	celeiros	a	fim	de	ter	lugar	para
armazenar	seus	grãos.	Deus	precisa	alargar	nosso	coração	para	que	possamos
receber	Sua	plenitude	e	não	nos	rompermos.
Com	vistas	ao	aperfeiçoamento	dos	santos	para	o	desempenho	do	seu	serviço,
para	a	edificação	do	corpo	de	Cristo,	até	que	todos	cheguemos	à	unidade	da	fé	e
do	pleno	conhecimento	do	Filho	de	Deus,	à	perfeita	varonilidade,	à	medida	da
estatura	da	plenitude	de	Cristo.
—	Efésios	4:12-13
Ele	tem	como	alvo	nos	aperfeiçoar.	É	tudo	obra	dele.	É	a	operação	do	Espírito
através	da	Sua	Palavra.	E	o	que	devemos	fazer?	Nós	nos	rendemos	a	essa
perfeição,	a	essa	plenitude.	Nós	nos	rendemos	ao	rio	de	saúde	que	flui	das
pisaduras,	com	cura,	graça	e	força,	até	atingirmos	a	plenitude	da	fé	e	a	plenitude
do	conhecimento,	até	que	a	própria	plenitude	de	Jesus	nos	controle.	Não	há	lugar
para	fraqueza	nem	para	o	fracasso,	pois,	de	acordo	com	Filipenses	4:13:	“Tudo
posso	naquele	que	me	fortalece”.
Não	somos	mais	cristãos	limitados.	Não	estamos	mais	vivendo	com	a	noção	de
cativeiro	e	fraqueza.	Estamos	inalando	o	ar	da	Sua	plenitude.	Não,	não	é	isso.
Estamos	exalando	o	ar	da	Sua	plenitude,	pois	a	Sua	plenitude	está	em	nós.	Em
Gálatas	2:20,	Paulo	disse:	“logo,	já	não	sou	eu	quem	vive,	mas	Cristo	vive	em
mim...”.	O	Cristo	sem	restrições,	sem	impedimentos,	está	vivendo	Sua	vida
incrível	em	nós.
“Porque	aprouve	a	Deus	que,	nele,	residisse	toda	a	plenitude”	(Colossenses
1:19).	Ele	não	é	apenas	um	feixe	de	luz	do	Trono,	Ele	é	a	Luz.	Aprouve	ao	Pai
que	cada	um	de	nós	participasse	dessa	plenitude.	Colossenses	1:29	diz	que	Ele
quer	apresentar	todo	homem	perfeito	em	Cristo:	“Para	isso	é	que	eu	também	me
afadigo,	esforçando-me	o	mais	possível,	segundo	a	sua	eficácia	que	opera
eficientemente	em	mim”.
Paulo	reconheceu	que	era	Deus	quem	estava	operando	dentro	dele:	“Porque
Deus	é	quem	efetua	em	vós	tanto	o	querer	como	o	realizar,	segundo	a	sua	boa
vontade”	(Filipenses	2:13).	Não	é	uma	realidade	bela	e	chocante?	Seu	coração
consegue	capturá-la	em	toda	a	sua	doce	simplicidade.
Colossenses	2:9-10	é	o	desafio	final	da	palavra	“plenitude”:	“porquanto,	nele,
habita,	corporalmente,	toda	a	plenitude	da	Divindade.	Também,	nele,	estais
aperfeiçoados.	Ele	é	o	cabeça	de	todo	principado	e	potestade”.
Ele	não	tenta	fazer	com	que	você	seja	aperfeiçoado,	Ele	simplesmente	o
aperfeiçoou.	E	você	descansa	nisso;	é	verdade.	Você	é	o	que	Ele	diz	que	você	é.
O	problema	é:	Vamos	usar	essa	nossa	habilidade?
Aqui	está	a	plenitude	de	Deus	à	nossa	disposição.	Ela	é	o	fato	mais
extraordinário	deste	lado	do	céu.	Estamos	unidos	com	Deus	em	Cristo,	uma
união	da	vida	na	vida.	Ele	derramou	Sua	vida	dentro	de	nós,	e	essa	vida	nos
recriou,	de	modo	que	agora	somos	o	que	Ele	diz	que	somos	em	Efésios	2:10:
“Pois	somos	feitura	dele,	criados	em	Cristo	Jesus...”.	Fomos	criados	para	as	boas
obras,	“...as	quais	Deus	de	antemão	preparou	para	que	andássemos	nelas”	(v.
10).	Quais	são	as	Suas	boas	obras?	Abrir	a	Palavra,	conduzir	os	fracos	e
temerosos	à	sua	herança?	Ele	preparou	essa	boa	obra	para	nós.	Descobrimosque
por	onde	quer	que	os	cristãos	fossem,	Deus	ia	com	eles	confirmando	a	Palavra
com	os	sinais	que	se	seguiam	(ver	Marcos	16:17).
“Toda	a	autoridade	me	foi	dada	no	céu	e	na	terra”	(Mateus	28:18),	ou	seja:
A	vocês	Eu	dou	o	direito
de	usarem	o	Meu	Nome	e	o	Meu	poder
nesta	luta	longa	e	amarga
até	que	Eu	venha.
Ele	disse:	“E	eis	que	estou	convosco	todos	os	dias”	(v.	20),	isto	é,	Ele	está	aqui
para	abençoar,	fortalecer,	dar	poder	e	sabedoria,	até	que	todo	o	nosso	ser	entre
em	ritmo	com	a	Sua	vontade.	Ele	não	nos	deixou	sem	autoridade.
“Permanecei,	pois,	na	cidade,	até	que	do	alto	sejais	revestidos	de	poder”	(Lucas
24:49).	A	palavra	“poder”	aqui	significa	habilidade.	Os	discípulos	obedeceram	e
permaneceram,	e	essa	habilidade	veio.	Então,	eles	saíram	e	a	usaram	para	a
glória	de	Deus	e	para	a	alegria	dos	homens.
Ele	não	está	mais	nos	pedindo	para	esperar.
O	tempo	da	espera	terminou.
Os	dias	de	trabalhar	estão	sobre	nós.
Nosso	chamado	é	para	sermos	cheios	com	o	Seu	poder,	cheios	da	pessoa	dele,
tendo	sobre	nossos	lábios	as	palavras	dele.	Assim	como	Jesus	tinha	as	palavras
do	Pai	nos	Seus	lábios	e	eles	curavam	os	enfermos	e	ressuscitavam	os	mortos,	do
mesmo	modo	Ele	nos	diz	para	sairmos	com	Suas	palavras	em	nossos	lábios
agora,	pois	Ele	trabalhará	conosco	e	confirmará	a	Palavra	com	os	sinais	que	se
seguirão.
João	5:24	diz:	“...quem	ouve	a	minha	palavra	e	crê	naquele	que	me	enviou	tem	a
vida	eterna...”.	Temos	a	vida	eterna.	João	6:47	diz:	“...quem	crê	em	mim	tem	a
vida	eterna”.	A	vida	eterna	é	a	natureza	de	Deus,	essa	natureza	é	nossa.	Essa
natureza	não	deve	ser	impedida	de	chegar	a	nós,	para	que	ela	produza	em	nós	os
mesmos	resultados	que	produziu	em	Cristo	na	Sua	caminhada	terrena.
“Amados,	agora,	somos	filhos	de	Deus”	(1	João	3:2).	O	mesmo	Espírito
poderoso	que	operava	em	Cristo	está	em	nós.	Somos	um	filho	agora.	Romanos
8:14-16	é	absolutamente	verdade	e	é	real	na	nossa	vida.	Nós	somos	filhos	e
filhas	de	Deus	por	meio	de	um	nascimento	real	do	qual	Jesus	falou	em	João	3:3-
8.	“Não	te	admires	de	eu	te	dizer:	importa-vos	nascer	de	novo”	(v.	7).	Você
nasceu	do	mesmo	Espírito	que	concebeu	Jesus.	Você	foi	cheio	com	o	mesmo
Espírito	que	operou	em	Cristo	e	finalmente	o	ressuscitou	dentre	os	mortos.
Se	habita	em	vós	o	Espírito	daquele	que	ressuscitou	a	Jesus	dentre	os	mortos,
esse	mesmo	que	ressuscitou	a	Cristo	Jesus	dentre	os	mortos	vivificará	também	o
vosso	corpo	mortal,	por	meio	do	seu	Espírito,	que	em	vós	habita.
—	Romanos	8:11
Esse	mesmo	Espírito	poderoso	habita	em	você	agora	e	talvez	você	nunca	tenha
dado	crédito	à	Palavra.	Você	nunca	a	leu,	a	não	ser	através	dos	olhos	da	doutrina.
O	que	seu	credo	e	suas	doutrinas	ensinavam	era	o	que	governava	você,	em	lugar
da	Palavra	de	Deus.	Está	se	aproximando	o	desafio	de	você	ser	maior	que	suas
doutrinas.	Use	a	habilidade	de	Deus	agora	e	permita	que	a	habilidade	de	Deus	o
use.
A	vida	dele	e	a	sua	vida	estão	mescladas	em	uma	única	vida.	Você	recebeu	a
natureza	dele.	Deixe	que	essa	natureza	domine	você	agora.	Lembre-se	de	que
“segundo	ele	é,	também	nós	somos	neste	mundo”	(1	João	4:17),	isso	nos	diz	que
Ele	é	o	amado;	você	é	um	amado.	Ele	é	o	forte.	Você	é	forte	com	a	força	dele.
Ele	é	o	vencedor;	você	também	é.
E	quem	é	aquele	que	vence	o	mundo,	senão	aquele	que	crê	que	Jesus	é	o	Filho
de	Deus?
—	1	João	5:5
Você	nasceu	de	Deus,	portanto	é	um	vencedor	e	vitorioso.	Você	vai	usar	a
habilidade	de	Deus	para	abençoar	a	humanidade	e	não	vai	mais	falar	sobre
doença.
“O	Senhor	é	a	minha	luz	e	a	minha	salvação;	de	quem	terei	medo?	O	Senhor	é	a
fortaleza	da	minha	vida;	a	quem	temerei?”	(Salmos	27:1).	Ele	é	a	sua	luz.	Ele
lança	luz	sobre	seu	caminho.	“Lâmpada	para	os	meus	pés	é	a	tua	palavra	e,	luz
para	os	meus	caminhos”	(Salmos	119:105).	Ele	é	a	sua	salvação;	isso	é
libertação	e	redenção.	Você	foi	redimido.	Essa	redenção	não	é	uma	teoria	nem
uma	doutrina,	nem	um	artigo	do	seu	credo.	Ela	é	um	dos	fatos	da	Palavra	de
Deus.	Você	foi	redimido.	Deus	é	a	fortaleza	da	sua	vida.
Você	não	precisa	de	força	física,	não	precisa	da	força	do	homem.	Você	tem	a
força	de	Deus.	Você	não	precisa	da	plenitude,	da	sabedoria	ou	do	conhecimento
do	homem	porque	você	tem	o	conhecimento	de	Deus.	Do	mesmo	modo,	você
não	precisa	da	habilidade	do	homem;	você	tem	a	habilidade	de	Deus.
Isso	nos	eleva	à	dimensão	do	sobrenatural,	nos	coloca	ao	lado	do	Homem	da
Galileia,	que	é	o	lugar	ao	qual	pertencemos.	“Toda	a	autoridade	me	foi	dada	no
céu	e	na	terra”	(Mateus	28:18).	Ele	nos	envia	com	autoridade	e	habilidade	para
cancelar	e	realizar	coisas	para	o	nosso	bem	e	para	o	bem	da	humanidade.
Vamos	olhar	para	este	super-homem	que	está	em	Cristo,	o	homem	que	assumiu	o
lugar	de	Jesus	e	está	agindo	no	lugar	dele.	Este	super-homem	tem	a	vida	de	Deus
e	tem	o	Nome	de	Jesus.
Pelo	que	também	Deus	o	exaltou	sobremaneira	e	lhe	deu	o	nome	que	está	acima
de	todo	nome,	para	que	ao	nome	de	Jesus	se	dobre	todo	joelho,	nos	céus,	na
terra	e	debaixo	da	terra,	e	toda	língua	confesse	que	Jesus	Cristo	é	Senhor,	para
glória	de	Deus	Pai.
—	Filipenses	2:9-11
Esse	Nome	restaura	ao	homem	a	autoridade	de	Adão	que	foi	perdida.	Todo	filho
de	Deus	tem	o	direito	legal	de	usá-lo.	Essa	é	a	habilidade	de	Deus.	Todo	filho	de
Deus	pode	ter	Deus	dentro	dele	se	desejar.	Tudo	que	você	tem	a	fazer	é	seguir
Lucas	11:13:	“...quanto	mais	o	Pai	celestial	dará	o	Espírito	Santo	àqueles	que	lho
pedirem?”.
Você	pede	a	Ele	o	Espírito	Santo.	Ele	não	pode	fazer	muito	em	nós	até	que	Ele
habite	em	nós.
Porque	Deus	é	quem	efetua	em	vós	tanto	o	querer	como	o	realizar,	segundo	a
sua	boa	vontade.
—	Filipenses	2:13
Filhinhos,	vós	sois	de	Deus	e	tendes	vencido	os	falsos	profetas,	porque	maior	é
aquele	que	está	em	vós	do	que	aquele	que	está	no	mundo.
—	1	João	4:4
Isso	coloca	você	no	topo	de	todas	as	coisas.	Isso	faz	de	você	um	senhor,	um
vencedor	na	velha	batalha	da	vida.
Você	não	apenas	tem	Deus	no	seu	interior,	como	Romanos	8:31	declara	que
Deus	está	a	seu	favor:	“...Se	Deus	é	por	nós,	quem	pode	ser	contra	nós?”.	Você
tem	Deus	por	você.	Ele	está	do	seu	lado.	Você	não	está	só.	O	que	Ele	disse	a
Josafá	em	2	Crônicas	20:17,	Ele	diz	a	você:	“Neste	encontro,	não	tereis	de
pelejar;	tomai	posição,	ficai	parados	e	vede	o	salvamento	que	o	Senhor	vos
dará”.
Você	não	apenas	tem	Deus	com	você	e	por	você,	como	você	está	entre	os
próprios	filhos	de	Deus.	Você	tem	o	direito	de	entrar	e	sair	da	presença	do	seu
Deus	e	Pai.
Você	é	por	natureza	herdeiro	de	Deus	e	coerdeiro	com	Cristo.	Você	não	é	um
escravo.	Você	não	é	um	homem	contratado.	Você	tem	o	direito	legal	na	vida	de
oração.	Para	você	a	oração	não	se	baseia	mais	em	sofrimento	nem	em	piedade,
mas	na	Palavra	de	Deus.
Você	é	legalmente	um	filho,	um	embaixador.	Você	recebeu	o	direito	legal	de	usar
o	Nome	de	Jesus	na	sua	vida	de	oração.
Se	permanecerdes	em	mim,	e	as	minhas	palavras	permanecerem	em	vós,	pedireis
o	que	quiserdes	e	vos	será	feito.
—	João	15:7
Até	agora	nada	tendes	pedido	em	meu	nome;	pedi	e	recebereis,	para	que	a	vossa
alegria	seja	completa.
—	João	16:24
Ele	lhe	deu	a	procuração	para	usar	Seu	Nome.	Esse	Nome	está	acima	de	todo
nome.	Você	tem	liberdade	e	assume	seus	direitos	em	Cristo	e	faz	o	diabo	ter
medo	das	palavras	de	Deus	nos	seus	lábios.	A	doença	não	pode	resistir	à
presença	desse	Nome	nos	seus	lábios.	O	céu	honra	esse	Nome	nos	seus	lábios.	O
céu	o	respalda.
A	doença	e	a	enfermidade	cedem	seus	direitos	ao	Nome.	As	leis	da	natureza	se
rendem	a	esse	Nome	nos	seus	lábios.	As	circunstâncias	se	tornam	servas	dele,	os
demônios	obedecem	a	ele.
Vá	e	use	esse	Nome	poderoso.
Lembre-se	de	1	João	4:4:	“vós	sois	de	Deus”.	Assim	como	Lord	Nelson²	dizia	ao
seu	exército:	“Vocês	são	da	Inglaterra”,	do	mesmo	modo	a	Palavra	está	lhe
dizendo	hoje:	“Você	é	de	Deus”.
RESUMO
O	fator	“em	Cristo”	é	o	aspecto	vital	do	plano	da	redenção;	ele	está	sempre	no
tempo	presente.
“E,	assim,	se	alguém	está	em	Cristo,	é	nova	criatura”	(2	Coríntios	5:17).
O	novo	nascimento	é	um	fato	“em	Cristo”.	A	justiça	vem	até	nós	“em	Cristo”:
“Agora,	pois,	já	nenhuma	condenação	há	para	os	que	estão	em	CristoJesus”
(Romanos	8:1).
Quando	nascemos	de	novo,	nós	entramos	em	Cristo.	Essa	é	a	vida	da	videira	e
dos	ramos.	Você	é	enxertado	em	Cristo.	Você	se	torna	parte	de	Cristo.	Então	a
natureza	dele	flui	através	de	você,	a	habilidade	dele	lhe	pertence.
Assim	como	o	sangue	flui	pelo	seu	corpo,	do	mesmo	modo	a	vida	eterna	flui
através	de	você.	Não	podemos	entender	isso,	assim	como	não	entendemos	a
circulação	do	sangue	no	corpo.
É	“Em	quem	temos	a	nossa	redenção”.	O	domínio,	o	poder	e	a	autoridade	de
Satanás	sobre	você	estão	quebrados	“em	Cristo”.	Fomos	abençoados	com	todas
as	bênçãos	espirituais	nele	(ver	Efésios	1:3).	Entramos	para	a	nova	vida	de
unidade	“nele”.
“A	vida	estava	nele	e	a	vida	era	a	luz	dos	homens”	(João	1:4).
Eu	estou	“nele”.
Nele	estão	escondidos	todos	os	tesouros	da	sabedoria	e	da	vida,	e	eu	estou
“nele”.
²	Lord	Horatio	Nelson	foi	um	oficial	britânico	da	Marinha	Real	Britânica,
famoso	por	suas	intervenções	nas	Guerras	Napoleônicas.	Ganhou	várias
batalhas	da	qual	se	destaca	a	Batalha	de	Trafalgar,	em	1805,	durante	a	qual
foi	morto.	(N.	do	T.)
CAPÍTULO	24
ALGUNS	FATOS	SOBRE	ESTAR	“EM	CRISTO”
É	muito	importante	que	o	cristão	saiba	a	diferença	entre	o	aspecto	legal	da
redenção	e	o	aspecto	vital.	O	legal	está	sempre	no	tempo	passado,	é	o	que	Deus
fez	por	nós	em	Cristo.	O	legal	começa	na	cruz	e	termina	quando	Cristo	sentou-se
à	destra	do	Pai.
O	vital	começa	com	o	novo	nascimento	e	termina	quando	deixarmos	nossa
habitação	pessoal,	o	corpo,	e	encontrarmos	com	o	Senhor.	O	vital	é	o	que	Ele
está	fazendo	em	mim	hoje:	pegando	as	coisas	de	Cristo	e	construindo-as	dentro
de	mim.	Começou	quando	eu	aceitei	Cristo	como	meu	Salvador	e	o	confessei
como	meu	Senhor.	O	Espírito	Santo	me	cobriu	com	Sua	sombra	e	derramou	no
meu	espírito	a	vida	eterna,	a	natureza	do	Pai,	e	eu	me	tornei	filho	dele.	Tudo	o
que	Ele	fez	por	mim	pode	ser	feito	em	mim;	Sua	palavra	se	torna	parte	de	mim.
O	Senhor	abre	Sua	Palavra	para	mim	e	se	revela	nela.	Ele	começa	a	edificar	a
Palavra	dentro	do	meu	espírito	à	medida	que	eu	a	pratico,	uma	vez	que	passo	a
entender	seu	significado	espiritual	e	me	torno	semelhante	a	Jesus.	João	15:7-8	é
uma	boa	ilustração:	“Se	permanecerdes	em	mim	e	as	minhas	palavras
permanecerem	em	vós,	pedireis	o	que	quiserdes	e	vos	será	feito.	Nisto	é
glorificado	meu	Pai,	em	que	deis	muito	fruto;	e	assim	vos	tornareis	meus
discípulos”.
Agora	observe	o	que	isso	significa.	“Se	permanecerdes	em	mim”:	quando	nasci
de	novo,	eu	entrei	em	Cristo.	Esse	é	o	aspecto	vital	da	vida	divina.	Isso	é
ilustrado	desta	maneira:	“Eu	sou	a	videira,	vós,	os	ramos”	(João	15:5).	O	ramo
está	na	videira,	ele	é	parte	da	videira;	então	somos	parte	da	videira.
Agora,	“as	minhas	palavras	permanecerem	em	vós”.	A	Palavra	vive	em	mim	na
medida	em	que	eu	a	pratico.	Meu	espírito	se	alimenta	da	Palavra	assim	como
meu	corpo	se	alimenta	de	comida.	Assim,	à	medida	que	eu	medito	na	Palavra,	eu
permito	que	ela	tenha	livre	curso	em	mim,	me	ensinando	e	me	governando.
Então,	reconheço	seu	senhorio	sobre	mim,	assim	como	eu	reconheceria	o
senhorio	do	Mestre	se	Ele	estivesse	aqui	na	sala.
Essa	Palavra	é	parte	do	próprio	Pai,	e	o	Pai	é	amor.	Então,	permito	que	a	Palavra
viva	através	de	mim	enquanto	o	Espírito	constrói	a	natureza	de	amor	do	Pai
dentro	de	mim.	Ele	diz:	“pedireis	o	que	quiserdes”	(João	15:7).	Uma	tradução
diz:	“Exigireis	os	vossos	direitos”.	Isso	significa	assumir	meu	lugar	como	filho.
Eu	sou	um	membro	da	família.	Passei	a	reconhecer	minha	posição	em	Cristo,	e
estou	trabalhando	junto	com	Ele.	Estou	assumindo	o	lugar	de	Jesus	na	Sua
ausência.	Estou	fazendo	a	vontade	do	Pai,	assim	como	Jesus	fez	na	Sua
caminhada	terrena.	Não	sou	um	escravo;	sou	um	filho.	Sou	um	filho	de	amor,	e
estou	executando	a	vontade	do	meu	Pai.
Portanto,	agora,	tendo	a	Palavra	estabelecida	como	parte	de	mim,	passei	a
conhecer	Sua	vontade.	Não	estou	preocupado	em	saber	qual	a	vontade	dele,	eu	a
conheço.	O	fim	desse	versículo	é	incrível:	“E	vos	será	feito”	(v.	7).	Ou,	como	um
tradutor	afirma,	“E	vos	será	gerado”.	A	ideia	é	de	dar	à	luz.	Isso	nascerá	para
você.
Segundo	a	tradução	de	Miss	Rabe:	“Se	vocês	permanecerem	em	Mim	e	as
Minhas	palavras	tiverem	o	seu	lugar	em	vocês,	vocês	orarão	ao	Pai,	e	Ele	criará,
ou	dará	à	luz	aquilo,	e	o	fará	acontecer”.	Porque	você	é	um	ramo	da	videira	e
você	está	dando	os	frutos	de	Deus.	Você	está	dando	à	luz	os	atos	que	são
inspirados	por	Deus	Pai,	os	atos	de	amor,	enquanto	Ele	está	estabelecendo	a	Si
mesmo	dentro	de	você.
No	próximo	versículo	Ele	diz:	“Nisto	é	Meu	Pai	glorificado,	em	que	deis	muito
fruto”.	É	algo	maravilhoso	dar	o	fruto	dele.
“As	palavras	que	eu	vos	tenho	dito	são	espírito	e	são	vida”	(João	6:63),	ou	seja,
elas	nasceram	do	espírito	e	possuem	a	vida	de	Deus.	Nos	lábios	dos	homens,
recriam	os	homens.	Essas	palavras	dão	coragem	ao	cansado,	dão	fé	ao	que
duvida,	transformam	o	fraco	em	forte	e	têm	em	si	o	elemento	que	dá	vitória	aos
homens	depois	de	uma	longa	derrota.
Vamos	analisar	uma	passagem	muito	familiar,	Colossenses	1:12-14,	e	observar
esta	versão:	“Dando	graças	ao	Pai	que	nos	fez	idôneos	para	participar	da	herança
dos	santos	na	luz”	(v.	12,	ACF).	Veja	bem,	Ele	colocou	dentro	de	mim	a	própria
capacidade,	e	agora	Sua	capacidade	em	mim	me	permite	participar	da	minha
porção	daquilo	que	Cristo	realizou	na	Sua	substituição.	Essa	é	a	minha	herança.
Pode	ser	sabedoria,	para	que	eu	saiba	como	usar	o	conhecimento	que	adquiri
através	da	Palavra.
Pode	ser	paciência,	para	que	eu	possa	ter	alegria	em	uma	situação	difícil	onde
tudo	é	desagradável,	e	onde	a	amargura	e	o	egoísmo	correm	desenfreados	ao
meu	redor.
Ou	pode	ser	tolerância,	para	que	eu	seja	como	o	Mestre	com	aqueles	que	são
fracos	e	egoístas.
Ou	pode	ser	que	eu	precise	de	força	no	meu	homem	interior,	para	me	manter
firme	no	meu	lugar	na	vida,	para	que	eu	possa	viver	como	o	Mestre	viveria	em
meu	lugar.
Terei	minha	porção	da	herança	dos	santos	na	vida.	Independentemente	do	quanto
essa	porção	possa	significar,	ela	me	pertence.	E	talvez	eu	precise	dela	se	eu
entendo	o	próximo	versículo:	“O	qual	nos	tirou	da	potestade	das	trevas,	e	nos
transportou	para	o	reino	do	Filho	do	seu	amor”	(v.	13).
Poucos	sabem	que	foram	libertos	da	autoridade	de	Satanás.	Não	sabem	que
Satanás	foi	derrotado	e	que	eles	foram	redimidos.	Satanás	não	tem	autoridade
legal	sobre	eles,	e	eles	têm	direito	legal	à	sua	liberdade	em	Cristo.	Eles	não
sabem	que	Satanás	não	tem	domínio	sobre	eles	agora,	sem	que	consintam	isso
pessoalmente.	Eles	foram	transportados	para	o	Reino	do	Filho	do	Seu	amor.
Jesus	disse:	“Eu	sou	a	luz	do	mundo;	quem	me	segue	não	andará	nas	trevas;	pelo
contrário,	terá	a	luz	da	vida”	(João	8:12).	“Luz	da	vida”	parece	uma	expressão
estranha,	mas	a	palavra	“vida”	é	“zoe”,	que	significa	a	vida	de	Deus,	“Deus	é
luz,	e	não	há	nele	treva	nenhuma”	(1	João	1:5).	Fomos	transportados	para	a
dimensão	da	vida,	isto	é,	estamos	na	dimensão	de	Deus.
Você	está	no	Amado.
Você	está	nele.
Você	está	na	família	de	Deus.
Como	membro	dessa	família,	você	tem	autoridade	sobre	as	circunstâncias	que	o
cercam.
Paulo	diz	em	Filipenses	4:11:
Digo	isto,	não	por	causa	da	pobreza,	porque	aprendi	a	viver	contente	em	toda	e
qualquer	situação.	Tanto	sei	estar	humilhado	como	também	ser	honrado;	de
tudo	e	em	todas	as	circunstâncias,	já	tenho	experiência,	tanto	de	fartura	como
de	fome;	assim	de	abundância	como	de	escassez.
Passei	a	reconhecer	que	meu	Pai	é	maior	que	tudo	e	que	cada	necessidade	minha
é	suprida.	Ele	é	o	Deus	de	toda	capacidade,	e	Ele	é	o	meu	Pai.	Agora	Filipenses
4:13	se	tornou	parte	da	minha	vida	diária:	“Tudo	posso	naquele	que	me
fortalece”.
É	bem	simples.	Estou	saindo	da	dimensão	da	fraqueza	humana	para	a	grande,
enorme	e	imensa	dimensão	da	vida.	Agora,	Colossenses	1:14	é	sugestivo:	“No
qual	temos	a	redenção,	a	remissão	dos	pecados”.	Eu	tenho	a	minha	redenção.
Satanás	não	tem	domínio	sobre	mim.	Eu	a	tenho;	estou	livre.	Sou	tão	livre
quanto	Israel	foi	liberto	do	cativeiro	do	Egito	quando	o	mar	Vermelho	desabou
sobre	seus	antigos	senhores.	A	ressurreição	de	Jesus	Cristome	libertou	do	meu
antigo	senhor	e	me	tornou	livre.	Estou	unido,	ligado,	e	sou	um	com	o	meu
Senhor	que	está	assentado.	Já	não	tenho	mais	uma	vida	de	esforço	e	tentativas.
Eu	estou	nisso	porque	Ele	me	colocou	nisso:	me	tirou	do	cativeiro	e	me	colocou
na	dimensão	da	liberdade.	Reino	como	um	rei	por	meio	de	Jesus	Cristo,	meu
Senhor.
Não	presto	atenção	às	coisas	que	anteriormente	me	enchiam	de	medo.	Estou
ocupado	com	meu	Senhor.	O	Senhor	é	quem	cuida	de	mim	e	quem	provê	meu
pão,	Ele	é	a	fortaleza	da	minha	vida.	De	quem,	ou	de	quê,	terei	medo?	Não	tenho
medo	da	doença,	da	enfermidade	ou	da	velhice.	O	espírito	humano	que	recebeu	a
natureza	e	a	vida	de	Deus	não	tem	idade.	Não	existem	dias	e	anos	para	o	espírito
humano.	Dias	e	anos	pertencem	à	mortalidade,	ao	corpo.	Recebemos	vida	eterna
em	nossos	espíritos,	e	agora	estamos	andando	na	plenitude	dessa	vida.
“Se,	porém,	andarmos	na	luz,	como	ele	está	na	luz,	mantemos	comunhão	uns
com	os	outros”	(1	João	1:7)	e	com	Aquele	que	dá	luz.	Não	estamos	andando	em
trevas.	Sabemos	para	onde	estamos	indo	porque	Ele	se	tornou	a	luz	da	nossa
vida.	Há	uma	tremenda	realidade	nessa	união	com	Cristo	que	muda	todo	o	nosso
panorama.	Nós	passamos	a	estar	conscientes	da	justiça.	Nós	nos	tornamos	a
justiça	de	Deus	em	Cristo.
É	o	fim	da	condenação	e	o	começo	da	verdadeira	comunhão.	Começamos	a
descobrir	nossos	direitos	e	privilégios	como	Filhos	de	Deus	e	a	dar	frutos	de
justiça.	Que	vida	maravilhosa	é	esta!
Jesus	foi	o	primeiro	a	dar	os	frutos	de	justiça.	Então,	quando	fomos	enxertados
na	videira,	os	ramos	se	tornaram	aqueles	que	dão	frutos	de	justiça.	Somos	os
senhores	do	nosso	antigo	senhor	de	escravos,	Satanás.	Não	temos	medo	de	nada
que	ele	possa	fazer	porque	nosso	Pai	é	maior	do	que	tudo.	E	Jesus	disse:	“Se
alguém	me	ama,	guardará	a	minha	palavra;	e	meu	Pai	o	amará,	e	viremos	para
ele	e	faremos	nele	morada”	(João	14:23).
Não	tenho	medo	da	pobreza	ou	da	falta	de	qualquer	espécie,	porque	Ele	vive
aqui	comigo.	Ele	sabe	o	que	tenho	na	carteira,	sabe	quais	são	minhas
necessidades.	Ele	conhece	as	minhas	contas.	O	próprio	Pai	me	ama.	Isso	é	lindo.
Agora	reconheço	o	que	significa	ter	sido	feito	Justo	com	Sua	Justiça.	Então,	sem
condenação,	entro	na	Sua	presença	a	qualquer	momento.
Nunca	penso	sobre	a	fé.	Sou	como	uma	criança	que	está	andando	alegremente
com	seus	pais	e	sabe	que	tudo	que	o	pai	tem	pertence	ao	filho.	Tudo	que	Jesus
fez	e	é,	pertence	a	você	e	a	mim.	A	justiça	nos	dá	posição	diante	do	Pai.	É	o	que
realmente	somos	em	Cristo,	e	não	o	que	Ele	está	tentando	nos	fazer	ou	o	que
estamos	tentando	fazer	de	nós	mesmos,	mas	o	que	somos	pela	nova	criação.
Alguns	estão	começando	a	ter	consciência	do	Deus	que	habita	dentro	de	cada	um
de	nós.	De	fato,	um	dos	dias	mais	incríveis	da	minha	vida	foi	aquele	em	que
passei	a	ter	consciência	Daquele	que	habita	dentro	de	mim.	Eu	havia	pedido	a
Ele	para	vir	anos	antes,	e	eu	sabia	que	Ele	estava	ali.	Mas	eu	não	sabia	como
fazer	uso	dele.	Então,	lembrei-me	de	que	o	Mestre	foi	feito	para	mim	justiça,
sabedoria,	santificação	e	redenção.	Mas	essas	coisas	não	significavam	nada	para
mim.	Eu	não	podia	usar	a	sabedoria,	não	podia	me	beneficiar	da	minha	justiça,
nem	desfrutar	da	minha	redenção.	Porém,	o	véu	foi	removido.	Eu	vi	as	coisas
como	elas	eram.
A	luz	entrou	e	brilhou.	Eu	estava	em	Cristo.	Tudo	o	que	Ele	é	passou	a	pertencer
a	mim.	O	grande	e	poderoso	Espírito,	que	ressuscitou	Jesus	dentre	os	mortos,
estava	em	mim,	para	fazer	da	Palavra	que	tenho	lido	uma	realidade	viva.
Chorei	de	alegria.	Fiquei	impactado.	Ah,	fiquei	impactado	e	com	uma	alegria
indizível.	Ele	estava	em	mim!
E	o	Espírito	Santo	começou	a	pegar	as	coisas	de	Jesus	e	a	torná-las	reais	para	a
consciência	do	meu	espírito.	Foi	como	abrir	uma	arca	de	tesouros	atrás	da	outra.
Vi	as	riquezas	da	Sua	glória,	da	Sua	graça.	E	tudo	aquilo	era	meu.	Eu	não	tinha
de	me	esforçar	para	ter	Sabedoria	porque	ela	estava	ali	estocada.	Agora	eu	tinha
capacidade	para	lidar	com	cada	emergência.	Eu	tinha	força	suficiente	para
qualquer	coisa.	Eu	estava	cheio	das	riquezas	dele.	Fui	redimido,	e	sei	como
desfrutar	minha	liberdade.	Eu	era	justo	com	a	justiça	dele,	e	comecei	a	entender
o	que	essa	justiça	podia	fazer	por	mim	e	me	permitia	fazer	pelos	outros.
Ah,	foram	horas	felizes,	horas	incríveis,	horas	tremendas	em	que	a	comunhão
assumiu	uma	coloração	tão	rósea	que	a	vida	se	tornou	muito	diferente.	Minha
vida	estava	escondida	nele;	a	vida	dele	estava	revelada	em	mim.	Comecei	a
conhecer	o	segredo	do	Nome	de	Jesus.
Jamais	me	esquecerei	da	primeira	vez	em	que	disse:	“Em	Nome	de	Jesus	Cristo,
você	está	curado”,	e	vi	um	homem	que	estivera	cativo	por	anos	se	tornar
perfeitamente	livre,	saltar	e	começar	a	dançar	e	a	gritar	de	alegria.	Eu	finalmente
descobri!	Ninguém	nunca	ficou	mais	impactado	quando	descobriu	ouro,	do	que
eu	quando	descobri	a	capacidade	do	Nome	de	Jesus.	Também	não	me	esqueço	da
primeira	vez	em	que	usei	Seu	Nome	com	uma	pessoa	não	salva,	que	me	disse:
“Senhor	Kenyon,	quero	ser	salvo,	mas	parece	que	simplesmente	não	consigo.
Parece	que	estou	preso”.	Eu	respondi:	“Em	Nome	de	Jesus,	eu	o	liberto”.	Esse
homem	está	pregando	o	Evangelho	agora	porque	eu	o	libertei	com	o	Nome	de
Jesus.
A	autoridade	estava	no	Nome.
Quando	eu	me	aproximo	do	Pai	em	Seu	Nome,	posso	me	aproximar	do	Trono	a
qualquer	momento:	“...tudo	quanto	pedirdes	ao	Pai	em	meu	nome,	ele	vo-lo
conceda”	(João	15:16).
A	Igreja	Primitiva	pregava	o	Nome	e	a	Palavra.	Nós	nunca	fizemos	isso.	Nós
pregamos	sobre	o	Nome	e	pregamos	sobre	a	Palavra,	e	os	homens	escrevem
livros	sobre	o	Senhor.	Essas	coisas	não	significam	muito	para	nós.	É	o	Nome,
nos	lábios	do	amor,	que	quebra	o	poder	do	diabo	sobre	o	ser	humano	derrotado.
Então,	agora,	estamos	passando	para	a	dimensão	da	Vida,	como	filhos	da
liberdade.	Na	liberdade	que	Ele	nos	deu,	estamos	desfrutando	nossos	direitos	e
privilégios,	e	bradamos	nossos	louvores	nesse	Nome	maravilhoso.
RESUMO
Esta	é	a	verdade	mais	impactante	de	todas	as	verdades	da	redenção.
Jesus	atendeu	às	exigências	da	justiça;	Ele	atendeu	às	necessidades	do	homem	na
redenção,	agora	Ele	deve	atender	às	necessidades	da	nova	criação.
Entenda	que	Ele	entrou	no	Santo	dos	Santos	como	o	Sumo	Sacerdote	da	nova
criação.	Quando	Ele	sentou-se,	Seu	primeiro	ofício	foi	o	de	Mediador.	Ele	é	o
Sumo	Sacerdote	Mediador	entre	Deus	e	o	homem,	pois	o	homem	natural	não
pode	se	aproximar	de	Deus.
Jesus	está	entre	o	homem	natural	e	Aquele	que	é	Santo	e	está	assentado	sobre	o
Trono.
Sua	obra	como	Mediador	é	a	obra	de	valor	mais	inestimável.	É	o	que	Ele	está
fazendo	por	nós	agora,	pois	Ele	vive	para	sempre	para	interceder	pela	nova
criação.
Tenho	a	consciência	contínua	de	que	existe	Alguém	que	me	amou	o	suficiente
para	morrer	por	mim	e	agora	vive	para	orar	por	mim.
Se	por	alguma	razão	minha	oração	não	for	eficaz,	a	oração	dele	supre	a	minha
necessidade.
Ele	não	apenas	é	o	meu	Intercessor,	mas	também,	se	eu	tiver	problemas	e	o
inimigo	tiver	ascendência	sobre	mim,	tenho	um	Advogado	junto	ao	Pai.
Ele	é	o	Senhor	Advogado	a	favor	da	nova	criação.
CAPÍTULO	25
O	MINISTÉRIO	DE	JESUS	NOS	NOSSOS	DIAS
Q	uando	terminou	Sua	obra	na	redenção,	Ele	sentou-se	à	destra	da	Majestade	nas
alturas.	Sua	obra	como	Messias,	Aquele	que	foi	encarnado	e	que	foi	Membro	da
Aliança	Abraâmica,	estava	concluída.	Ele	havia	cumprido	aquela	Aliança.	Suas
leis,	seus	sacrifícios	e	seu	sacerdócio	terminaram	aos	olhos	de	Deus.	Que
período	crucial	na	história	de	Israel	foi	aquele!	Era	o	início	de	uma	Nova
Aliança	no	Seu	sangue.
Agora,	com	efeito,	obteve	Jesus	ministério	tanto	mais	excelente,	quanto	é	ele
também	mediador	de	superior	aliança	instituída	com	base	em	superiores
promessas.	Porque,	se	aquela	primeira	aliança	tivesse	sido	sem	defeito,	de
maneira	alguma	estaria	sendo	buscado	lugar	para	uma	segunda...	Quando	ele
diz	Nova,	torna	antiquada	a	primeira.	Ora,	aquilo	que	se	torna	antiquado	e
envelhecido	está	prestes	a	desaparecer.
—	Hebreus	8:6-7,	13
A	Nova	Aliança	tem	um	Sumo	Sacerdote:	Jesus	Cristo.	Ela	tem	sacrifícios:	Jesus
foi	o	maior	deles,	o	SacrifícioEterno.	Agora	temos	um	sacrifício	de	louvor:	“Por
meio	de	Jesus,	pois,	ofereçamos	a	Deus,	sempre,	sacrifício	de	louvor,	que	é	o
fruto	de	lábios	que	confessam	o	seu	nome”	(Hebreus	13:15).
O	sacrifício	da	primeira	Aliança	era	o	sangue	de	animais.	Ele	era	derramado	ao
redor	da	base	do	altar	de	bronze.	Nossos	sacrifícios	são	palavras	nascidas	do
amor.	A	Velha	Aliança	era	para	escravos,	a	Nova	Aliança	é	composta	de	filhos.
A	Velha	Aliança	deu	a	Jeová	uma	nação;	a	Nova	Aliança	dá	ao	Pai	uma	família.
A	Velha	Aliança	era	encabeçada	por	Jeová.	A	Nova	Aliança	é	encabeçada	por
Jesus,	o	Senhor	desta	Aliança.
João	20:17	nos	diz	que	Jesus	apareceu	de	repente	a	Maria	após	a	ressurreição.
Quando	Ele	se	revelou,	ela	clamou:	“Raboni	(que	quer	dizer	Mestre)”	(João
20:16),	e	caiu	aos	Seus	pés.	Jesus	disse:	“Não	me	toques,	porque	ainda	não	subi
para	o	Pai”.	Ele	havia	morrido	como	um	Cordeiro	e	ressuscitou	como	o	Sumo
Sacerdote	da	Nova	Aliança:	“Não	por	meio	de	sangue	de	bodes	e	de	bezerros,
mas	pelo	seu	próprio	sangue,	entrou	no	Santo	dos	Santos,	uma	vez	por	todas,
tendo	obtido	eterna	redenção”	(Hebreus	9:12).	Ele	entrou	no	novo	Santo	dos
Santos	levando	Seu	sangue	como	o	novo	Sumo	Sacerdote.
Quando	Seu	sangue	foi	aceito,	foi	possível	para	Deus,	com	base	legal,	remir	os
pecados	de	todas	as	pessoas	que	aceitassem	Cristo	como	Salvador	e	o
confessassem	como	seu	Senhor.	Quando	elas	fizessem	isso,	receberiam	vida
eterna,	o	que	faria	delas	novas	criaturas.	Hebreus	1:3	é	um	tributo	a	Jesus	e	se
revela	como	um	fato	de	grande	importância:	“Ele,	que	é	o	resplendor	da	glória	e
a	expressão	exata	do	seu	Ser,	sustentando	todas	as	coisas	pela	palavra	do	seu
poder,	depois	de	ter	feito	a	purificação	dos	pecados,	assentou-se	à	direita	da
Majestade,	nas	alturas”.
Essa	declaração	é	o	clímax	da	obra	consumada	de	Cristo.	A	obra	havia	sido
concluída.	Ele	sentou-se,	entrou	no	Seu	descanso.	Ele	atendeu	às	exigências	da
justiça,	supriu	as	necessidades	da	humanidade.	Deus	agora	podia	reivindicar
todos	os	que	viessem	a	Ele	através	de	Cristo,	como	filhos	e	filhas,	com	base
absolutamente	legal:	“...agora,	porém,	ao	se	cumprirem	os	tempos,	se	manifestou
uma	vez	por	todas,	para	aniquilar,	pelo	sacrifício	de	si	mesmo,	o	pecado”
(Hebreus	9:26).
O	pecado	não	podia	ser	aniquilado	pelo	homem.	Isso	tinha	de	ser	feito	pelo
próprio	Deus:	“Por	isso	mesmo,	ele	é	o	mediador	da	nova	aliança,	a	fim	de	que,
intervindo	a	morte	para	remissão	das	transgressões	que	havia	sob	a	primeira
aliança,	recebam	a	promessa	da	eterna	herança	aqueles	que	têm	sido	chamados”
(Hebreus	9:15).
Ele	não	apenas	morreu	pelos	nossos	pecados	nos	dando	uma	posição	diante	de
Deus,	como	também	estava	lidando	com	o	problema	do	pecado	daqueles	que
estavam	debaixo	da	primeira	Aliança,	para	que	eles	pudessem	receber	a	herança
prometida.
Jesus	é	o	Mediador
É	importante	agora	que	entendamos	que	Jesus	é	o	Mediador	da	Nova	Aliança.
Jesus	disse	aos	discípulos	em	João	14:6:	“Eu	sou	o	caminho,	a	verdade,	e	a	vida;
ninguém	vem	ao	Pai	senão	por	mim”.	Pedro,	pregando	aos	judeus	em	Atos	4:12,
diz	a	eles:	“E	não	há	salvação	em	nenhum	outro;	porque	abaixo	do	céu	não
existe	nenhum	outro	nome,	dado	entre	os	homens,	pelo	qual	importa	que
sejamos	salvos”.	Esse	Nome	é	Jesus:	“Porquanto	há	um	só	Deus	e	um	só
Mediador	entre	Deus	e	os	homens,	Cristo	Jesus,	homem,	o	qual	a	si	mesmo	se
deu	em	resgate	por	todos”	(1	Timóteo	2:5-6).
Como	dói	ouvir	homens	ignorantes	dizendo	que	são	bons	o	bastante	para
comparecerem	diante	de	Deus	independente	deste	Mediador.	Não	faz	diferença	o
quanto	você	é	religioso,	ou	quanto	dinheiro	você	dá,	ou	o	quão	alto	você	prega,
se	você	negar	Jesus	Cristo	como	o	Mediador	entre	Deus	e	o	homem,	você	está
perdido.	Cristo	é	a	única	maneira	do	homem	se	aproximar	de	Deus.
O	homem	precisa	ter	vida	eterna	e	não	há	como	receber	vida	eterna	a	não	ser
através	de	Jesus	Cristo,	é	o	único	Salvador	do	homem:	“Ora,	é	para	esse	fim	que
labutamos	e	nos	esforçamos	sobremodo,	porquanto	temos	posto	a	nossa
esperança	no	Deus	vivo,	Salvador	de	todos	os	homens,	especialmente	dos	fiéis”
(1	Timóteo	4:10).
O	homem	está	espiritualmente	morto,	sem	Deus	e	sem	esperança.	Ele	só	pode
encontrar	vida	eterna	através	do	Homem	Jesus	Cristo.
Jesus	é	o	Salvador
Ninguém	pode	salvar	a	si	mesmo:	“Porque	pela	graça	sois	salvos,	mediante	a	fé,
e	isso	não	vem	de	vós,	é	dom	de	Deus”	(Efésios	2:8).	E	esse	Salvador	é	o	dom
de	Deus,	com	Ele	vem	a	vida	eterna.	É	muito	importante	que	o	coração	entenda
isto:	Jesus	é	o	Mediador	entre	o	homem	caído	e	Deus,	quando	o	homem	O	aceita
como	tal,	Ele	se	torna	seu	Salvador,	transferindo	a	Ele	a	vida	eterna,	que	o	traz
para	a	família	de	Deus.
Jesus	é	o	Intercessor
Ele	agora	é	o	Intercessor	do	homem:	“Por	isso,	também	pode	salvar	totalmente
os	que	por	ele	se	chegam	a	Deus,	vivendo	sempre	para	interceder	por	eles”
(Hebreus	7:25).
Não	faz	diferença	o	quanto	um	problema	possa	parecer	difícil,	temos	Alguém
sentado	à	destra	do	Pai	que	vive	para	sempre	para	interceder	por	nós.	Até	onde
sabemos,	Ele	nunca	tirou	férias.	O	amor	fez	dele	nosso	escravo.	Ele	é	o	Chefe
dos	escravos	do	amor.
Jesus	é	a	Nossa	Justiça
Outra	verdade	maravilhosa	é	que	Jesus	é	a	nossa	justiça	(ver	1	Coríntios	1:30).
Quando	nos	sentimos	indignos	e	inadequados	para	nos	aproximarmos	do	Trono,
temos	um	Intercessor	Justo	que	vive	para	sempre	para	orar	por	nós.	Essa	certeza
me	impediu	de	me	sentir	desanimado	muitas	vezes	durante	meus	anos	de
ministério.	Passei	a	estar	muito	consciente	do	poder	sustentador	dos	braços	da
Sua	graça	e	da	Sua	Intercessão.
Paulo	disse:	“[Jesus]	me	amou	e	a	si	mesmo	se	entregou	por	mim”	(Gálatas
2:20).	Ele	teve	um	vislumbre	da	intercessão	do	amor	à	destra	do	Pai.	Isso	deve
ter	derretido	seu	coração.	Não	é	de	admirar	que	ele	tenha	se	rendido	tão
completamente	ao	domínio	do	Mestre.	O	ministério	do	meu	Senhor	à	destra	da
Majestade	nas	Alturas	é	a	verdade	de	valor	inestimável	que	o	meu	coração
passou	a	conhecer.
Jesus	é	o	Nosso	Advogado
Ele	não	apenas	é	nosso	Intercessor,	como	Ele	é	nosso	Advogado.	O	Advogado
da	Nova	Aliança	é	um	belo	título.	Ele	é	o	Procurador-Geral	da	família	de	Deus:
“Filhinhos	meus,	estas	coisas	vos	escrevo	para	que	não	pequeis.	Se,	todavia,
alguém	pecar,	temos	Advogado	junto	ao	Pai,	Jesus	Cristo,	o	Justo”	(1	João	2:1).
Há	lágrimas	nessa	passagem	bíblica,	lágrimas	misturadas	com	alegria.	Ela	é	uma
das	coisas	mais	impactantes	que	foram	escritas	na	Nova	Aliança.	Em	um
capítulo	anterior	você	viu	que	quando	uma	pessoa	sai	da	dimensão	do	amor	para
a	dimensão	do	egoísmo,	ela	peca.	Quando	ela	peca,	ela	quebra	a	comunhão.	Mas
isso	não	quer	dizer	que	ela	quebra	o	relacionamento.	Os	homens	não	podem
fazer	isso,	somente	Aquele	que	fez	deles	filhos	pode	quebrar	esse
relacionamento.	Não	precisamos	nos	preocupar	em	cometer	o	pecado
imperdoável,	acontece	simplesmente	que	nos	desviamos	e	satisfizemos	as
exigências	de	algum	impulso	egoísta,	quebrando	assim	a	nossa	comunhão:	“Se
confessarmos	os	nossos	pecados,	ele	é	fiel	e	justo	para	nos	perdoar	os	pecados	e
nos	purificar	de	toda	injustiça”	(1	João	1:9).
É	muito	importante	entendermos	que	no	instante	em	que	saímos	do	amor
entramos	nas	trevas,	e	nessas	trevas	não	sabemos	para	onde	ir,	pois	as	trevas
cegam	os	nossos	olhos	(ver	1	João	2:11).	As	trevas	são	a	dimensão	de	Satanás.
Somos	filhos	de	Deus,	mas	o	egoísmo	nos	seduz	a	deixar	a	dimensão	do	amor	e
a	passar	para	a	dimensão	das	trevas	ou	do	egoísmo.	Quando	fazemos	isso,
perdemos	o	contato	com	o	Pai.	Perdemos	a	noção	de	justiça	e	precisamos	de	um
Advogado	Justo,	alguém	que	possa	entrar	na	presença	do	Pai,	assumir	nossa
causa	e	restaurar	a	comunhão	perdida.	Não	é	maravilhoso	que	Ele	seja	chamado
o	Advogado	Justo,	que	pode	estar	sempre	na	presença	do	Pai	por	aquele	que
erra?	Não	é	que	nunca	erremos,	mas	é	somente	quando	saímos	do	amor	que
erramos.	Só	existe	um	pecado	real	para	o	cristão:	quebrar	a	lei	do	amor.
“Novo	mandamento	vos	dou:	que	vos	ameis	uns	aos	outros;	assim	como	eu	vos
amei,	que	também	vos	ameis	uns	aos	outros.	Nisto	conhecerão	todos	que	sois
meus	discípulos:	se	tiverdes	amor	unsaos	outros”	(João	13:34-35).	Esse	não	é
apenas	o	crachá	da	nova	criatura,	como	a	lei	da	nova	criação.	O	Pai	espera	que
cumpramos	essa	lei	tão	fielmente	quanto	Israel	guardava	os	Dez	Mandamentos.
Lembre-se	de	que	eles	adoravam	os	Dez	Mandamentos.	Eles	podem	nem	sempre
tê-los	guardado,	mas	sempre	tiveram	consciência	deles.	Não	seria	lindo	se	nós,
filhos	e	filhas	de	Deus,	que	cremos,	estivéssemos	sempre	conscientes	desse	novo
mandamento?	Não	faz	diferença	que	pecado	você	cometa,	esse	pecado	é	afastar-
se	do	amor.	Se	andarmos	em	amor,	nunca	pecaremos.
Jesus	é	o	Nosso	Senhor
Ele	não	apenas	é	o	nosso	grande	Advogado,	como	também	é	nosso	Senhor.
Entramos	para	a	família	confessando	Seu	senhorio:	“Se,	com	a	tua	boca,
confessares	Jesus	como	Senhor	e,	em	teu	coração,	creres	que	Deus	o	ressuscitou
dentre	os	mortos,	serás	salvo.	Porque	com	o	coração	se	crê	para	justiça	e	com	a
boca	se	confessa	a	respeito	da	salvação”	(Romanos	10:9-10).
Observe	que	entramos	para	a	família	confessando	com	nossos	lábios	o	Senhorio
deste	Homem	da	nova	criação.	Ele	é	o	Cabeça	da	nova	criação.	Ele	é	o
primogênito	dentre	os	mortos.
Pelo	que	também	Deus	o	exaltou	sobremaneira	e	lhe	deu	o	nome	que	está	acima
de	todo	nome,	para	que	ao	nome	de	Jesus	se	dobre	todo	joelho,	nos	céus,	na
terra	e	debaixo	da	terra,	e	toda	língua	confesse	que	Jesus	Cristo	é	Senhor,	para
glória	de	Deus	Pai.
—	Filipenses	2:9-11
Quando	você	confessa	Seu	Senhorio,	seu	coração	aceita	o	fato	de	que	Ele	se
torna	automaticamente	a	sua	justiça.	Ele	não	apenas	se	torna	a	sua	justiça,	como
você	se	torna	a	justiça	de	Deus	nele.	Isso	o	coloca	dentro	da	comunhão	mais
próxima	possível	com	o	Pai.	Através	do	Filho,	o	Espírito	Santo	transferiu	a	você
a	vida	eterna,	a	natureza	do	Pai.	Agora	você	é	um	filho	por	natureza;	você	é	um
herdeiro	de	Deus,	um	coerdeiro	com	Jesus	Cristo.	Você	pergunta:	“O	que
significa	esse	Senhorio?”.	Significa	que	Ele	é	seu	Protetor,	seu	Pastor,	Senhor	da
nova	criação,	Cuidador	da	nova	criação.	Salmos	23:1	o	descreve:	“O	Senhor	é	o
meu	pastor;	nada	me	faltará”.
Você	sabe	que	o	Jeová	da	Velha	Aliança	é	o	Jesus	da	Nova	Aliança.	Ele	é	o
mesmo	ontem,	hoje	e	eternamente.	Ele	é	o	Senhor	dos	três	tempos:	passado,
presente	e	futuro.	O	que	Ele	era	ontem,	Ele	é	hoje	e	o	que	Ele	é	hoje,	Ele	será
amanhã.
Como	seu	Mediador,	Ele	o	colocou	em	uma	união	vital	com	o	Pai.	Como
Intercessor,	Ele	vive	para	sempre	para	orar	por	você.	Como	seu	Advogado,	Ele	o
protege	contra	o	inimigo.	Como	seu	Senhor,	Ele	é	a	sua	provisão	para	suprir
cada	uma	das	suas	necessidades.
Você	pode	dizer	com	Paulo:	“Digo	isto,	não	por	causa	da	pobreza,	porque
aprendi	a	viver	contente	em	toda	e	qualquer	situação...	tudo	posso	naquele	que
me	fortalece”	(Filipenses	4:11,	13).
“E	o	meu	Deus,	segundo	a	sua	riqueza	em	glória,	há	de	suprir	em	Cristo	Jesus,
cada	uma	das	vossas	necessidades”	(v.	19).	A	riqueza	do	céu	é	nossa.	A	riqueza
do	amor	está	à	nossa	disposição.	Jesus	nos	deu	instruções	sobre	isso	no	Sermão
da	Montanha:	“buscai,	pois,	em	primeiro	lugar,	o	seu	reino	e	a	sua	justiça,	e
todas	estas	coisas	vos	serão	acrescentadas”	(Mateus	6:33).	O	Reino	ainda	não
tinha	chegado.	A	justiça	ainda	não	estava	disponível.	Eles	ainda	não	haviam
nascido	de	novo.
Observe	Romanos	10:11:	“...Todo	aquele	que	nele	crê	não	será	confundido”.	Em
outras	palavras,	todo	aquele	que	nele	crê	não	ficará	perambulando
distraidamente,	procurando	outro	protetor,	salvador	ou	senhor.	De	todas	as
promessas	dadas	na	revelação	paulina,	para	mim	essa	é	a	mais	inestimável,	a	de
que	não	seremos	confundidos	(ou	envergonhados).
Não	existe	poder	suficiente	em	todo	este	mundo	egoísta	para	cortar,	lesionar	ou
impedir	que	um	ramo	dessa	videira	dê	fruto.	Podemos	dizer	que	há	grande	paz
naqueles	que	amam	o	Mestre.	Nada	pode	escandalizá-los.	Você	pode	descansar
na	segurança	absoluta	do	Seu	cuidado	protetor.	O	Senhor	não	pode	ignorar	ou
esquecer	que	você	está	ligado	a	Ele,	assim	como	um	ramo	está	ligado	à	videira.
Jesus	é	o	Fiador	da	Nova	Aliança
Mas	este,	com	juramento,	por	aquele	que	lhe	disse:	O	Senhor	jurou	e	não	se
arrependerá:	Tu	és	sacerdote	para	sempre;	por	isso	mesmo,	Jesus	se	tem
tornado	fiador	de	superior	aliança.
—	Hebreus	7:21-22
Não	conheço	nenhum	outro	versículo	que	impacte	mais	o	meu	coração.	Ele
sentou-se	à	destra	da	Majestade	nas	Alturas,	depois	de	concluir	Sua	obra,	para	se
tornar	o	Mediador.	Assim	que	encontramos	Cristo	como	Salvador	e	recebemos
vida	eterna,	Ele	se	torna	o	nosso	Intercessor,	e	depois	nosso	Advogado.	Ele	é	o
nosso	Senhor,	e	agora	olhamos	para	Ele	como	o	Fiador,	o	Avalista	da	Nova
Aliança.	O	Trono	está	respaldando	cada	Palavra	de	Mateus	a	Apocalipse.	Jesus,
o	Pai	e	o	Espírito	Santo	respaldam	o	Trono.	Agora	nosso	coração	pode	descansar
no	Seu	amor.
Quantas	vezes	sussurrei	as	palavras	de	Lucas	1:37:	“Porque	para	Deus	não
haverá	impossíveis	em	todas	as	suas	promessas”.	E	também	Isaías	55:11:
“...assim	será	a	palavra	que	sair	da	minha	boca:	não	voltará	para	mim	vazia,	mas
fará	o	que	me	apraz	e	prosperará	naquilo	para	que	a	designei”.	Sua	palavra	não
pode	ser	quebrada,	então	descanso	com	uma	certeza	tranquila.
“Que	deveras	te	abençoarei	e	certamente	multiplicarei	a	tua	descendência	como
as	estrelas	dos	céus	e	como	a	areia	na	praia	do	mar;	a	tua	descendência	possuirá
a	cidade	dos	seus	inimigos”	(Gênesis	22:17).	Assim	como	Jeová	respaldava
aquela	primeira	Aliança,	Jesus	está	respaldando	a	Nova	Aliança.
Isaías	42:6	é	uma	declaração	notável:	“Eu,	o	Senhor,	te	chamei	em	justiça,
tomar-te-ei	pela	mão,	e	te	guardarei,	e	te	farei	mediador	da	aliança	com	o	povo	e
luz	para	os	gentios”.	Setecentos	e	cinquenta	anos	antes	de	Jesus	vir,	Ele	foi
prometido	para	ser	a	Aliança.	Ele	se	tornou	o	Cordeiro	da	Aliança,	o	Sacrifício
da	Aliança	que	Israel	ofereceu	sobre	a	cruz.	Meu	coração	pode	ver	como	Ele	me
ama,	Ele	morreu	por	mim	e	Ele	vive	para	sempre	para	mim.
Jesus	é	o	Sumo	Sacerdote
O	ministério	de	Sumo	Sacerdote	do	Mestre	à	destra	do	Pai	tem	um	valor
inestimável.	Jesus	ofereceu	o	próprio	sangue	como	a	base	da	Nova	Aliança.	Ele
é	o	grande	Sumo	Sacerdote	que	torna	nossa	adoração	e	nosso	amor	aceitáveis	ao
Pai.	Nenhuma	verdade	na	vida	é	mais	impactante	e	inestimável	que	essa.	Você
pode	ver	agora	que	a	obra	de	Cristo	foi	primeiramente	por	nós,	como	o
Substituto	do	pecado;	depois	em	nós,	através	da	Palavra	pelo	Espírito	Santo,
inserindo	a	própria	natureza	da	vida	de	Cristo	no	nosso	interior,	fazendo	do
homem	interior	um	companheiro	apto	para	o	Mestre.	Mas	isso	estaria
incompleto	se	Ele	não	tivesse	um	ministério	para	os	filhos	de	Deus	agora.
Assim,	o	mais	vital	de	todos	os	ensinamentos	é	o	ministério	dado	neste	capítulo.
Leia-o	vez	após	vez	até	que	seu	coração	o	assimile	e	você	saiba	que	Ele	vive
para	sempre	por	você,	que	Ele	o	ama	e	o	leva	sobre	Seus	ombros	diante	do	Pai:
“E,	juntamente	com	Ele,	nos	ressuscitou,	e	nos	fez	assentar	nos	lugares	celestiais
em	Cristo	Jesus”	(Efésios	2:6).
Seu	Senhor	está	ali;	seu	Pai	está	ali;	seu	nome	está	inscrito	ali	e	você	está	ali
como	membro	desse	novo	Corpo	do	qual	Cristo	é	o	Cabeça.
RESUMO
Meu	coração	fica	impactado	enquanto	vou	de	uma	cena	à	outra	com	o	Homem
da	cruz,	da	ressurreição	e	do	Trono.
Nós	o	vimos	sentado	à	destra	da	Majestade	nas	Alturas	após	a	conclusão	da
redenção	eterna.	Agora	chegamos	ao	encerramento	e	lhe	damos	este	capítulo
final.
De	alguma	maneira,	nosso	coração	volta	àqueles	dias	cruciais	da	grande
Substituição	e	vemos	estas	palavras	escritas	com	letras	de	luz:	“Deus	amou	o
mundo	de	tal	maneira”	(ver	João	3:16).
Se	Ele	amou	o	mundo	que	estava	sendo	mantido	cativo	pela	natureza	satânica,
imagine	como	Ele	deve	amar	aqueles	a	quem	Ele	redimiu	e	recriou;	aqueles	que
receberam	a	Sua	natureza,	a	Sua	substância	e	o	Seu	ser.	Ele	agora	os	recriou	e
fez	deles	Seus	filhos	e	Suas	filhas.	Se	Ele	os	amou	o	suficiente	para	dar	o	Seu
Filho	como	um	Substituto	enquanto	eles	ainda	eram	Seus	inimigos,	então,	quem
pode	medir	Seu	amor	por	eles	agora	como	filhos	e	filhas?
Eles	estão	no	Amado.	Eles	são	parte	dele.	É	a	Sua	alegria	cuidar	deles	e	consolá-
los.	O	Senhoré	amor	e	eles	pertencem	a	Ele.
Jesus	disse:	“Se	alguém	me	ama,	guardará	a	minha	palavra;	e	meu	Pai	o	amará,	e
viremos	para	ele	e	faremos	nele	morada”	(João	14:23).	Posso	ouvi-lo	sussurrar:
“Lance	sobre	Mim	toda	a	sua	ansiedade,	porque	Eu	estou	cuidando	de	você”	(ver
1	Pedro	5:7).
CAPÍTULO	26
O	CUIDADO	DO	PAI
N	enhuma	verdade	é	tão	abrangente	quanto	este	fato	bendito:	nosso	Pai	cuida	de
nós.	Para	Israel,	Ele	foi	somente	Elohim,	El	Shaddai	e	Jeová,	e	estava	no	Santo
dos	Santos.	Ele	exerceu	um	terrível	juízo	sobre	os	que	quebraram	a	lei	e
desobedeceram.	Eles	não	o	conheciam	como	Pai,	não	o	conheciam	como	o
Amado.	Eles	tinham	ordens	de	amar	e	obedecer	a	Ele	ou	sofrer	as
consequências.	Então,	nessa	atmosfera	dura	e	severa	de	justiça,	Jesus	veio,	mas
eles	não	conseguiram	entendê-lo.
Jesus	falava	sobre	o	Deus	deles	como	Seu	Pai.	E	falou	sobre	o	amor	do	Pai,
sobre	o	cuidado	do	Pai	pelos	Seus.	Ele	os	deixou	perplexos.
Se	tivesse	vindo	com	uma	mensagem	como	a	de	João	Batista,	ordenando	que
eles	se	arrependessem,	chamando-os	de	nomes	duros	que	eles	tinham	de
reconhecer	que	eram	verdade,	talvez	teriam	entendido.	Quando	Ele	apresentou
um	Deus	Pai,	de	amor,	palavras	caíram	sobre	ouvidos	indiferentes.
Observe	os	versículos	a	seguir	e	você	admitirá	que	nós,	como	filhos	e	filhas	de
Deus	Pai,	nunca	vimos	esse	lado	cheio	de	amor.
Naquele	dia,	nada	me	perguntareis.	Em	verdade,	em	verdade	vos	digo:	se
pedirdes	alguma	coisa	ao	Pai,	ele	vo-la	concederá	em	meu	nome.
—	João	16:23
Porque	o	próprio	Pai	vos	ama.
—	João	16:27
Não	vos	assemelheis,	pois,	a	eles;	porque	Deus,	o	vosso	Pai,	sabe	o	de	que
tendes	necessidade,	antes	que	lho	peçais.	Portanto,	vós	orareis	assim:	Pai
nosso...
—	Mateus	6:8-9
Observe	a	imensa	ternura	dessas	palavras	e	mais	estas:	“Observai	as	aves	do	céu:
não	semeiam,	não	colhem,	nem	ajuntam	em	celeiros;	contudo,	vosso	Pai	celeste
as	sustenta.	Porventura,	não	valeis	vós	muito	mais	do	que	as	aves?”	(v.	26).
As	pessoas	da	Velha	Aliança	nunca	entenderam	isso,	pois	era	completamente
novo.	E	ainda	é	novo	para	a	maioria	dos	membros	das	nossas	igrejas	hoje,	uma
vez	que	fomos	ensinados	a	temer	e	a	se	acovardar	diante	de	um	Deus	de	justiça.
Ora,	se	Deus	veste	assim	a	erva	do	campo,	que	hoje	existe	e	amanhã	é	lançada
no	forno,	quanto	mais	a	vós	outros,	homens	de	pequena	fé?	Portanto,	não	vos
inquieteis,	dizendo:	‘Que	comeremos?	Que	beberemos?’.	Ou:	‘Com	que	nos
vestiremos?’.	Porque	os	gentios	é	que	procuram	todas	estas	coisas;	pois	vosso
Pai	celeste	sabe	que	necessitais	de	todas	elas;	buscai,	pois,	em	primeiro	lugar,	o
seu	reino	e	a	sua	justiça,	e	todas	estas	coisas	vos	serão	acrescentadas.	Portanto,
não	vos	inquieteis	com	o	dia	de	amanhã.
—	vv.	30-34
Não	tenha	preocupações,	nem	se	aflija	ou	fique	ansioso.	O	seu	Pai	celestial	sabe
que	você	precisa	de	várias	coisas.	Se	Ele	é	o	seu	Pai,	você	pode	ter	certeza	de
que	Ele	tomará	o	lugar	de	um	Pai	e	fará	o	papel	de	um	Pai.	Você	pode	ter	certeza
de	que	se	Ele	é	o	seu	Pai,	Ele	ama	você	e	cuidará	de	você.	“Se	alguém	me	ama,
guardará	a	minha	palavra;	e	meu	Pai	o	amará,	e	viremos	para	ele	e	faremos	nele
morada”	(João	14:23).
Essa	é	uma	revelação	da	atitude	do	Pai	para	com	Seus	filhos.	“Aquele	que	tem
os	meus	mandamentos	e	os	guarda,	esse	é	o	que	me	ama;	e	aquele	que	me	ama
será	amado	por	meu	Pai,	e	eu	também	o	amarei	e	me	manifestarei	a	ele”	(v.	21).
Duas	coisas	são	sugeridas	aqui:	“Aquele	que	tem	os	meus	mandamentos”.	Os
mandamentos	dele	são	que	amemos	uns	aos	outros,	assim	como	Ele	nos	amou
(ver	João	15:12).	O	segundo	fato	é	este:	“será	amado	por	meu	Pai”.	Se	você	anda
em	amor,	você	anda	na	dimensão	de	Deus.	O	grande	Deus	Pai	é	um	Pai	de	amor.
Sua	natureza	o	move	a	cuidar	de	nós	e	a	nos	proteger	e	a	nos	guardar.	Nossa
relação	como	filhos	e	filhas	é	um	desafio	ao	Seu	amor.	Nós	temos	a	mesma
relação	com	Ele	que	Jesus	tinha	quando	andou	pela	terra.
“Eu	sou	a	videira,	e	meu	Pai	é	o	agricultor”	(v.	1).	O	Pai	é	o	agricultor,	o
cuidador,	o	protetor,	o	escudo,	o	provedor,	o	treinador	e	o	educador.	Assim	como
se	direcionam	os	ramos	de	uma	videira,	do	mesmo	modo	Ele	direciona	os	ramos
do	Corpo	de	Cristo.
Ele	é	amor,	e	quando	Ele	nos	diz	para	andarmos	em	amor,	isso	significa	andar
nele:	“eu	neles,	e	tu	em	mim,	a	fim	de	que	sejam	aperfeiçoados	na	unidade,	para
que	o	mundo	conheça	que	tu	me	enviaste	e	os	amaste,	como	também	amaste	a
mim”	(João	17:23).
Deus	estava	com	o	Mestre:	“...não	estou	só,	porque	o	Pai	está	comigo”	(João
16:32).	O	que	Jesus	disse	sobre	a	relação	do	Pai	com	Ele	é	verdade	com	relação
à	atitude	e	à	relação	dele	com	você	e	comigo:	“Porque	o	próprio	Pai	vos	ama,
visto	que	me	tendes	amado	e	tendes	crido	que	eu	vim	da	parte	de	Deus”	(v.	27).
Nada	poderia	ser	mais	forte,	ou	mais	consolador,	que	o	próprio	Pai	conheça
você,	ame	você	e	anseie	por	abençoá-lo.	Esses	versículos	nos	pertencem.
“Lançando	sobre	ele	toda	a	vossa	ansiedade,	porque	ele	tem	cuidado	de	vós”	(1
Pedro	5:7).	Essa	é	a	mensagem	do	Pai	para	o	seu	coração.	Ele	quer	que	você
pare	com	a	preocupação,	o	medo	e	a	dúvida	e	se	entregue	aos	Seus	cuidados	e	ao
Seu	amor.	“Não	andeis	ansiosos	de	coisa	alguma”	(Filipenses	4:6).	Seu	Pai
celestial	quer	andar	com	você	como	Ele	andava	com	Jesus	quando	estava	aqui	na
terra.
“Tudo	posso	naquele	que	me	fortalece”	(Filipenses	4:13).	Você	não	pode	fazer
nada.	Você	pode	chegar	a	um	ponto	em	que	não	tem	medo	das	circunstâncias
mais	desagradáveis,	porque	o	Pai	está	ao	seu	lado.
“Se	Deus	é	por	nós,	quem	será	contra	nós?”	(Romanos	8:31).	O	amor	do	Pai	o
move	a	cuidar	de	nós.	Quando	você	passar	a	conhecer	o	Seu	amor	e	a	andar	livre
nesse	amor,	todas	as	dúvidas	e	medos	serão	destruídos.	O	amor	do	Pai	por	você
não	tem	valor	algum	se	não	for	conhecido.	Se	for	conhecido	e	você	não	agir	com
base	nele,	ele	não	terá	nenhum	valor.	É	quando	agimos	com	base	na	verdade	que
nosso	coração	recebe	dividendos.	Você	precisa	aprender	a	confiar	nele	com	todo
o	seu	coração	e	parar	de	se	apoiar	no	próprio	entendimento.	Você	precisa	sair	da
dimensão	do	conhecimento	que	vem	dos	sentidos	e	entrar	na	dimensão	do
espírito.
Confia	no
Senhor
de	todo	o	teu	coração	e	não	te	estribes	no	teu	próprio	entendimento.	Reconhece-
o	em	todos	os	teus	caminhos,	e	ele	endireitará	as	tuas	veredas.
—	Provérbios	3:5-6
O
Senhor
é	a	minha	luz	e	a	minha	salvação;	de	quem	terei	medo?	O
Senhor
é	a	fortaleza	da	minha	vida;	a	quem	temerei?
—	Salmos	27:1
Ele	é	a	sua	luz.	Ele	é	a	sua	libertação.	Ele	é	a	fortaleza	da	sua	vida.	Não	há	nada
a	temer.	O	que	o	homem	pode	fazer	ao	homem	a	quem	Deus	ama	e	protege?
Satanás	soube	disso	quando	disse:	“Acaso,	não	o	cercaste	com	sebe,	a	ele,	a	sua
casa	e	a	tudo	quanto	tem	[de	modo	que	não	posso	alcançá-lo]?”	(Jó	1:10,	grifo
nosso).	O	Pai	constrói	uma	sebe,	isto	é,	uma	cerca	ao	redor	daqueles	que	o	amam
e	que	andam	com	Ele.
“Pois	em	ti	está	o	manancial	da	vida;	na	tua	luz,	vemos	a	luz”	(Salmos	36:9).
Deus	é	a	fonte	de	vida,	de	força.	Ele	é	a	sua	fonte,	é	a	sua	luz.	Nessa	luz	você	vê
a	Sua	vontade	e	passa	a	conhecê-la.
Estas	são	as	mensagens	do	Pai	para	você:
O	anjo	do
Senhor
acampa-se	ao	redor	dos	que	o	temem,	e	os	livra...	Temei	o
Senhor
,	vós	os	seus	santos,	pois	nada	falta	aos	que	o	temem.	Os	leõezinhos	sofrem
necessidade	e	passam	fome,	porém	aos	que	buscam	o
Senhor
bem	nenhum	lhes	faltará.
—	Salmos	34:7,	9-10
Os	que	confiam	no
Senhor
são	como	o	monte	Sião,	que	não	se	abala,	firme	para	sempre.	Como	em	redor	de
Jerusalém	estão	os	montes,	assim	o
Senhor
,	em	derredor	do	seu	povo,	desde	agora	e	para	sempre.
—	Salmos	125:1-2
“Mas	agora”,	assim	diz	o
Senhor
,	que	te	criou,	ó	Jacó,	e	que	te	formou,	ó	Israel:	“Não	temas,	porque	eu	te	remi;
chamei-te	pelo	teu	nome,	tu	és	meu.	Quando	passares	pelas	águas,	eu	serei
contigo;	quando,	pelos	rios,	eles	não	te	submergirão;	quando	passares	pelo
fogo,	não	te	queimarás,	nem	a	chama	arderá	em	ti”.
—	Isaías	43:1-2
Este	é	o	seu	Pai	falando.	Ouça-o	sussurrar	novamente	(e	não	existe	mensagem
mais	doce):	“não	temas,	porque	eu	sou	contigo;	não	te	assombres,	porque	eu	sou
o	teu	Deus;	eu	te	fortaleço,e	te	ajudo,	e	te	sustento	com	a	minha	destra	fiel”
(Isaías	41:10).	Observe	que	Ele	lhe	diz:	“Não	temas,	porque	eu	sou	contigo”.	No
versículo	anterior,	Ele	disse:	“eu	te	escolhi	e	não	te	rejeitei”	(v.	9).	Como	o
coração	dele	procura	por	nós!	Ele	não	quer	que	temamos	mais,	pois	o	Criador
está	conosco.	“Não	te	assombres”,	ou	seja,	não	tenha	medo	de	nada.	Não	há
quem	possa	vencer	você.	Ele	está	cuidando	de	você	e	suprirá	suas	necessidades.
“O	meu	Deus,	segundo	sua	riqueza	em	glória,	há	de	suprir	em	Cristo	Jesus,	cada
uma	das	vossas	necessidades”	(Filipenses	4:19).
Isso	não	é	religião	ou	pregação,	e	sim	uma	verdade	viva	do	coração	do	Pai	para
você.
“Não	te	assombres	porque	eu	sou	o	teu	Deus”.	Ele	sabe	quem	Ele	é.	Sabe	que
Ele	criou	o	universo	pela	palavra	do	Seu	poder.	Ele	conhece	a	Sua	capacidade.
Ele	sabe	que	pode	vencer	seus	inimigos	e	vencer	as	circunstâncias	que	cercam
sua	vida.
“Eu	te	fortaleço”.	Essa	é	a	força	e	a	habilidade	de	Deus	para	você.	Não	é	de
admirar	que	Paulo,	falando	desse	mesmo	assunto	em	2	Coríntios	3:5-6,	tenha
dito:	“...a	nossa	suficiência	vem	de	Deus,	o	qual	nos	habilitou	para	sermos
ministros	de	uma	nova	aliança...”.	A	habilidade	de	Deus	se	torna	a	sua
habilidade.
“Porque	Deus	é	quem	efetua	em	vós	tanto	o	querer	como	o	realizar,	segundo	a
sua	boa	vontade”	(Filipenses	2:13).	É	o	nosso	Pai	energizando	a	sua	mente,
suplementando	a	sua	fraqueza	com	a	força	dele.
“Para	que,	segundo	a	riqueza	da	sua	glória,	vos	conceda	que	sejais	fortalecidos
com	poder,	mediante	o	seu	Espírito	no	homem	interior”	(Efésios	3:16).	A
capacidade	de	Deus	está	em	você.	“Ora,	àquele	que	é	poderoso	para	fazer
infinitamente	mais	do	que	tudo	quanto	pedimos	ou	pensamos,	conforme	o	seu
poder	que	opera	em	nós”	(v.	20).
O	cuidado	do	Pai	é	o	dom	mais	precioso	que	o	céu	já	nos	deu	desde	que
adquirimos	a	filiação.	O	Pai	está	cuidando	de	nós.	Ele	está	tomando	conta,
ouvindo	nosso	clamor.	Ele	é	o	Ajudador.	O	que	mais	podemos	pedir	se	Ele	está
nos	sustentando	com	a	destra	da	Sua	justiça?	Essa	destra	é	Jesus.	Ele	está	nos
sustentando	com	Jesus,	com	a	Sua	vida	e	a	Sua	força.
“Acaso,	não	sabeis	que	o	vosso	corpo	é	santuário	do	Espírito	Santo,	que	está	em
vós,	o	qual	tendes	da	parte	de	Deus,	e	que	não	sois	de	vós	mesmos?”	(1
Coríntios	6:19).	Deus	entra	no	nosso	corpo,	faz	dele	a	Sua	casa,	habita	nele	para
que	Ele	possa	falar	através	da	nossa	voz,	pensar	através	da	nossa	mente,	amar
através	do	nosso	coração,	tornar-se	absolutamente	um	conosco,	envolvendo	a
nossa	fraqueza	com	Sua	força.	Ele	absorve	nossa	ineficácia	com	Sua	suficiência.
Nossos	privilégios	não	podem	ser	avaliados.
A	habitação	do	Espírito	em	nós	é	o	fato	mais	incrível	da	experiência	humana.
Não	existe	uma	passagem	que	descreva	a	atitude	de	amor	do	Pai	e	de	Jesus	para
conosco	mais	lindamente	do	que	Salmos	23:1:	“O	Senhor	é	o	meu	pastor,	nada
me	faltará”.
Isso	é	a	satisfação	perfeita,	é	encontrar	o	máximo	da	vida:	“Nada	me	faltará”.
Está	além	da	nossa	compreensão.	Está	na	dimensão	do	espírito.
“Ele	me	faz	repousar	em	pastos	verdejantes”	(v.	2).	É	onde	a	vegetação	atraente
e	a	grama	tenra	cobrem	o	chão.	Não	é	necessário	esforço	aqui	para	ter	o
suficiente.	Ele	não	apenas	me	leva	a	pastos	verdejantes,	como	me	leva	para	junto
das	águas	de	tranquilidade	suave.	Água	e	alimento	são	os	pilares	que	sustentam	a
vida.	Ele	me	faz	deitar	e	descansar	em	segurança	e	tranquilidade	nos	pastos	da
abundância.	Perto	de	mim	há	um	córrego	borbulhante.	Suas	águas	vivas	atendem
ao	clamor	do	meu	coração.	Tenho	água.	Tenho	alimento.	Tenho	proteção.	Tenho
abrigo.	Tenho	Seu	cuidado.	Este	é	o	Pai.	Quando	estou	assustado	e	cheio	de
medo,	todo	o	meu	ser	é	convulsionado	em	agonia,	então	Ele	“refrigera	a	minha
alma”.
O	Senhor	me	mantém	tranquilo	e	me	faz	ficar	bem	outra	vez.	Ele	espanta	meus
medos	e	minhas	ansiedades.	Ele	me	abraça	contra	Seu	peito	e	sopra	dentro	de
mim	a	Sua	coragem	e	a	Sua	fé.	Meu	coração	ri	dos	meus	inimigos.	Porque	Ele
me	guia	pelas	veredas	da	graça,	para	a	dimensão	da	justiça,	onde	fico	na	Sua
presença	como	se	o	pecado	nunca	tivesse	existido,	onde	salto	e	brinco	na	sala	do
Trono	da	graça	sem	nenhum	único	pensamento	de	medo	ou	pavor.	Meu	Pai	é
Aquele	que	está	no	Trono.	Ele	pode	ser	o	juiz	do	mundo.	Ele	pode	ser	o	Deus
para	o	pecador,	mas	Ele	é	o	meu	Pai.	Ele	me	ama	e	cuida	de	mim.
“Pois	vosso	Pai	celeste	sabe	que	necessitais	de	todas	elas”	(Mateus	6:32).	Essa
palavra	ecoa	na	minha	alma.	Eu	a	emoldurei	e	a	pendurei	no	fundo	da	memória
para	me	lembrar	a	cada	manhã	que	meu	Pai	está	cuidando	de	mim.	Mas	não	será
tão	perfeito	a	não	ser	que	leiamos	João	10:29:	“Aquilo	que	meu	Pai	me	deu	é
maior	do	que	tudo”.	Nós	nunca	consideramos	esse	fato	do	Pai.	Ele	está	vindo	à
frente	para	suprir	as	necessidades	do	coração	nesse	período	obscuro	de
sofrimento	humano.	O	Deus	que	está	sobre	o	Trono	é	o	seu	Pai.	Aquele	a	quem
você	temia	e	adorava	de	longe	é	o	seu	Pai.
Ele	está	pedindo	que	você	se	aproxime	do	Seu	trono	de	presentes	de	amor	para
que	possa	derramar	sobre	você	as	riquezas	do	Seu	amor	e	da	Sua	graça	para
suprir	cada	uma	das	suas	necessidades.	“Acheguemo-nos,	portanto,
confiadamente,	junto	ao	trono	da	graça,	a	fim	de	recebermos	misericórdia	e
acharmos	graça	para	socorro	em	ocasião	oportuna”	(Hebreus	4:16).
E	AGORA?
O	que	este	livro	fez	por	você?
Um	dos	leitores	do	original	disse:	“Este	livro	deveria	ser	lido	pelos	líderes	da
nossa	nação”.
O	que	você	me	diz?
O	que	você	vai	fazer	daqui	para	frente	com	essas	informações?
Providencie	para	que	seus	amigos	tenham	um	exemplar.
Seja	um	ramo	que	dá	fruto!
	Cover Page
	O que Aconteceu da Cruz ao Trono
	Ficha Técnica
	Palavra do Editor
	Introdução
	Capítulo 1 - A Batalha pela Fé
	Capítulo 2 - Estabelecidos em Justiça
	Capítulo 3 - A Encarnação
	Capítulo 4 - O Que Aconteceu Durante a Caminhada Terrena de Jesus?
	Capítulo 5 - O Que Aconteceu no Jardim?
	Capítulo 6 - O Que Aconteceu no Julgamento?
	Capítulo 7 - O Que Aconteceu na Cruz?
	Capítulo 8 - O Que Aconteceu Quando o Véu foi Rasgado?
	Capítulo 9 - O Que Aconteceu Durante os Três Dias e as Três Noites?
	Capítulo 10 - O Que Aconteceu na Ressurreição?
	Capítulo 11 - O Que Aconteceu Durante os Quarenta Dias?
	Capítulo 12 - O Que Aconteceu Quando Ele Entrou Com Seu Sangue?
	Capítulo 13 - O Que Aconteceu no Cenáculo?
	Capítulo 14 - O Que Satanás Viu no Dia de Pentecostes?
	Capítulo 15 - O Que a Nova Criação Significou no Céu?
	Capítulo 16 - O Que Estava Disponível ao Homem?
	Capítulo 17 - Por que os Tempos nos Castigam?
	Capítulo 18 - O Jesus dos Quatro Evangelhos
	Capítulo 19 - Os Três Homens de Paulo
	Capítulo 20 - A Igreja Está Debaixo da Lei Mosaica?
	Capítulo 21 - Alguns Fatos Sobre o Livro de Atos
	Capítulo 22 - Nossa Confissão
	Capítulo 23 - Resposta à Capacidade de Deus
	Capítulo 24 - Alguns Fatos Sobre Estar “em Cristo”
	Capítulo 25 - O Ministério de Jesus nos Nossos Dias
	Capítulo 26 - O Cuidado do Pai
	E Agora?

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