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O CÓDIGO FLORESTAL Para atingir o seu objetivo de preservação, o código estabeleceu dois tipos de áreas: Área de Preservação Permanente (APP) Reserva Legal. As APP’s têm a função de preservar locais frágeis como beiras de rios, topos de morros e encostas, que não podem ser desmatados para não causar erosões e deslizamentos, além de proteger nascentes, fauna, flora e a biodiversidade destas áreas. As APPs são áreas naturais intocáveis, com rígidos limites, onde não é permitido construir, cultivar ou explorar economicamente. Encostas com declividade superior a 45º Em áreas de inclinação de 25 a 45º serão permitidos o manejo florestal e a exploração de atividades agrossilvipastoris, observadas as boas práticas agronômicas, sendo vedadas a exploração de novas áreas. Ao longo dos cursos d’água Regra geral prevista no Código Florestal. As matas ciliares se alargam à medida que aumenta a largura dos rios REGRA GERAL – 50 metros. Recomposição mínima exigida – 15 metros PARA AS PROPRIEDADES QUE ESTEJAM EM DESACORDO COM O CÓDIGO Largura do rio Tamanho da propriedade ou imóvel rural Reserva Legal A Reserva Legal é a parcela de cada propriedade que deve ser preservada, por abrigar parcela representativa do ambiente natural da região onde está inserida e, por isso, necessária à manutenção da biodiversidade local. A exploração pelo manejo florestal sustentável se dá nos limites estabelecidos em lei para o bioma em que está a propriedade. O que mudou: A medição da área de proteção leva em consideração o leito do rio em períodos regulares e não mais nas cheias (Art. 4º, Inciso I). • As encostas ou partes destas com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive (Art. 4º, Inciso V). Fonte da ilustração: Estadão, nov/2011. 11 O CAR é o registro público eletrônico das informações ambientais dos imóveis rurais. Objetivos: Promover a identificação e integração das informações ambientais das propriedades rurais, visando ao planejamento ambiental, monitoramento, combate ao desmatamento e regularização ambiental. Programa de Regularização Ambiental – PRA Após o cadastramento no CAR, os proprietários que tiverem passivos ambientais relativos à APP e RL poderão aderir ao PRA para regularizarem seus imóveis. Ao aderir ao PRA, os proprietários deverão apresentar propostas de recuperação do passivo ambiental de seus imóveis para a aprovação dos órgãos responsáveis e assinatura de termo de compromisso. Para a regularização ambiental dos passivos ambientais dos imóveis rurais, os proprietários deverão: I- Suspender, imediatamente, as atividades em área de Reserva Legal desmatada irregularmente após 22 de julho de 2008 e iniciar o processo de recomposição da Reserva Legal; II- Recuperar as APPs, na forma estabelecida na Lei 12.651; III- Optar pelas formas isoladas ou conjuntas de regenerar, recompor ou compensar as áreas de Reserva Legal. É permitida a compensação da Reserva Legal mediante: - A aquisição de Cota de Reserva Legal – CRA; - O arrendamento de área sob regime de servidão ambiental; - O cadastramento de área equivalente em outro imóvel do mesmo proprietário ou adquirido de terceiros; - A doação ao poder público de área localizada no interior de Unidades de Conservação de domínio público.