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DIPTEROS HEMATOFAGOS - STOMOXYS E HAEMATOBIA

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DIPTEROS HEMATOFAGOS – STOMOXYS CALCITRANS E HAEMATOBIA IRRITANS
STOMOXYS: 
Stomoxys = mosca hematófaga dolorosa cuja epidemiologia depende de matéria orgânica úmida e manejo ambiental, causando forte estresse e perdas produtivas. Ocorre muito em ruminantes. 
1. Biologia importante
É hematófaga (machos e fêmeas).
“Qual importância da hematofagia?”
· retirada sanguínea 
· dor 
· irritação 
· estresse. 
2. Epidemiologia (o coração)
Aqui está o principal.
Não depende só do animal
A Stomoxys depende MUITO do:
criadouro ambiental.
Isso é ESSENCIAL.
Larvas se desenvolvem em:
· matéria orgânica úmida 
· esterco misturado com palha 
· restos vegetais 
· silagem 
· capim fermentando 
· cama úmida. 
Pergunta clássica:
“Por que surtos de Stomoxys ocorrem após acúmulo de matéria orgânica?”
→ porque são criadouros larvais.
Águas e umidade 🌧️
MUITO importante.
Águas favorecem porque:
· ↑ umidade 
· ↑ fermentação 
· ↑ matéria orgânica úmida. 
Resultado:
↓
mais criadouros.
Pergunta clássica:
“Por que aumenta nas águas?”
→ umidade favorece desenvolvimento larval.
Microclima
Larvas gostam de:
· ambiente úmido 
· protegido 
· temperatura moderada. 
Então: pilhas de matéria orgânica
= microclima ideal.
Lotação e manejo
Mais animais:
↓
· mais esterco 
· mais resíduo 
· mais substrato larval. 
· Abrigos, confinamentos 
4. Problemática na fazenda (MUITO COBRADA)
Aqui mora o ouro.
Principal problema:
impacto produtivo.
Não é só “mosca incomoda”.
Ela reduz:
· ganho de peso 
· produção leiteira 
· eficiência alimentar. 
Por quê?
Animal:
· pasteja menos 
· descansa menos 
· gasta energia se defendendo. 
Pergunta clássica:
“Como Stomoxys causa prejuízo mesmo sem doença grave?”
→ estresse e menor produtividade.
Outro problema
Surtos explosivos.
Professor ama isso.
Como o desenvolvimento é rápido:
um criadouro
↓
gera muitas moscas.
Pergunta:
“Por que surtos aparecem rapidamente?”
→ abundância de criadouros e rápido ciclo.
5. Controle e profilaxia (FOCO PRINCIPAL)
O foco é: manejo ambiental.
1. Remoção de matéria orgânica (PRINCIPAL)
Mais importante.
Porque: larvas dependem dela.
Remover:
· palhada 
· esterco 
· silagem deteriorada 
· resíduos. 
↓
quebra criadouro.
Pergunta:
“Por que limpeza funciona?”
→ destrói habitat larval.
2. Controle da umidade
Muito importante.
Porque: larvas precisam:
· umidade 
· fermentação. 
Então:
· drenagem 
· secagem 
· evitar acúmulo. 
3. Controle químico
Ajuda.
sozinho costuma falhar.
Por quê?
Porque: moscas continuam emergindo.
Pergunta:
“Por que inseticida sozinho falha?”
→ criadouro permanece.
4. Manejo integrado
Melhor abordagem.
Combina:
· ambiente 
· químico 
· redução criadouro. 
Vetor?
SIM, pode atuar como vetor mecânico de alguns agentes.
Mas geralmente o foco na prova é:
· hematofagia 
· impacto produtivo 
· criadouros. 
· Grande capacidade de dispersão
O controle de Stomoxys calcitrans baseia-se principalmente na eliminação dos criadouros larvais por meio da remoção de matéria orgânica e controle da umidade, pois as larvas dependem desses substratos para se desenvolver. O manejo adequado do esterco e o uso racional de inseticidas auxiliam no controle, sendo o manejo integrado a estratégia mais eficaz.
HAEMATOBIA IRRITANS
Bovinos como hospedeiros principais
Bolo fecal do bovino é o nicho de desenvolvimento
1. Biologia importante
Aqui está a diferença-chave da Stomoxys.
Vive no animal
MUITO importante.
A Haematobia:
· permanece quase todo tempo no bovino 
· sai basicamente para postura. 
“Qual diferença entre Stomoxys e Haematobia?”
Stomoxys: fica no ambiente e visita para alimentar.
Haematobia: vive sobre o hospedeiro.
Hematófaga (macho e fêmea)
hematofagia é contínua.
2. Epidemiologia (o coração)
Aqui está o principal.
Dependência do bolo fecal fresco (ESSENCIAL)
Essa é a chave da Haematobia.
Larvas se desenvolvem:no esterco fresco bovino. Não em palhada fermentando como Stomoxys.
Pergunta clássica:
“Por que o esterco fresco é tão importante?”
→ é o criadouro larval.
Águas e umidade 🌧️
SIM — influenciam MUITO.
Porque favorecem:
· umidade do bolo fecal 
· sobrevivência larval 
· desenvolvimento. 
Então:
águas
↓
mais criadouros viáveis
↓
mais moscas.
Pergunta:
“Por que aumenta nas águas?”
→ melhor desenvolvimento no esterco úmido.
Lotação
Muito importante.
Mais bovinos
↓
mais fezes frescas
↓
mais criadouros.
Microclima do bolo fecal
Aqui entra microclima.
O bolo fecal:
· mantém umidade 
· temperatura moderada 
· proteção. 
É um:
microambiente favorável.
4. Problemática na fazenda (MUITO COBRADA)
Aqui mora o ouro.
Principal problema:
queda produtiva.
Não é só desconforto.
Ocorre:
· menor ganho peso 
· menor leite 
· pior conversão. 
Por quê?
Animal:
· pasteja menos 
· descansa menos 
· gasta energia se defendendo. 
Pergunta clássica:
“Como Haematobia gera prejuízo?”
→ hematofagia contínua e estresse.
Outro problema importante
Resistência a inseticidas
Uso repetido:
↓
seleciona resistentes.
Pergunta:
“Por que tratamento químico pode falhar?”
→ resistência.
5. Controle e profilaxia
Aqui o raciocínio é: reduzir adultos no animal e interferir no ciclo no esterco.
1. Controle químico estratégico
Muito usado.
Ex:
· brincos inseticidas 
· pour-on 
· pulverização. 
Base biológica
Adultos:
vivem no bovino.
Então:
tratamento do animal
↓
mata adultos.
Mas:
sozinho pode falhar 
2. Manejo do esterco / controle ambiental
Importante.
Porque: larvas dependem:
do bolo fecal fresco.
Pergunta:
“Por que o esterco participa do controle?”
→ local de desenvolvimento larval.
3. Controle integrado (melhor)
Combina:
· químico 
· manejo 
· monitoramento. 
QUESTOES DA PROVA, SOBRE DESVANTAGENS E VANTAGENS NO CASO DE TRATAMENTO QUIMICO EM AGREGAÇÃO PARASITARIA 
É a ideia de que:
os parasitos NÃO estão distribuídos igualmente no rebanho.
Normalmente ocorre:
· poucos animais → muita carga parasitária 
· maioria dos animais → baixa carga. 
Professor pode falar:
“80/20”
≈ 20% dos animais carregam grande parte dos parasitos.
Isso é MUITO importante.
Tratamento químico baseado na agregação parasitária
Significa:
não tratar todo mundo automaticamente.
Tratar principalmente:
· animais muito parasitados 
· clínicos 
· maiores eliminadores. 
Isso é:
tratamento seletivo/dirigido.
Vantagens (o que professor gosta)
1. Menor seleção de resistência (PRINCIPAL)
Maior vantagem.
Quando trata todo rebanho:
↓
mata sensíveis
↓
sobrevivem resistentes
↓
resistência aumenta.
No seletivo:
parte da população parasitária permanece sem pressão química.
Isso mantém:
refúgio (refugia).
Pergunta clássica:
“Por que reduz resistência?”
→ preserva parasitos sensíveis.
2. Menor uso de medicamento
· menor custo 
· menos aplicação 
· menor resíduo. 
3. Mantém eficácia dos anti-helmínticos/inseticidas
Muito importante.
Porque:
menos pressão seletiva
↓
vida útil maior do produto.
4. Manejo mais racional
Trata:
· quem precisa 
· quando precisa. 
Desvantagens
Professor geralmente cobra equilíbrio.
1. Exige monitoramento
Principal desvantagem.
Não é simples.
Precisa:
· avaliar animal 
· OPG/FAMACHA/infestação 
· observação clínica. 
Mais trabalho.
2. Pode haver erro de seleção
Se identificar errado:
· animal muito parasitado fica sem tratamento. 
↓
mantém doença.
3. Nem sempre é fácil em grandes rebanhos
Mais difícil operacionalmente.
Especialmente:
· muitos animais 
· pouco manejo individual. 
4. Exige conhecimento epidemiológico
Não é:
“vermifuga e pronto”.
Precisa entender:
· sazonalidade 
· categoria animal 
· risco. 
Resposta discursiva curta (estilo prova)
O tratamento químico baseado no índice de agregação parasitária consiste em tratar seletivamente os animais mais parasitados, considerando que a maior parte da carga parasitária concentra-se em poucos indivíduos. Suas vantagens incluem menor uso de medicamentos, redução de custos e principalmente menor seleção de resistência, devido à manutenção do refúgio parasitário. Como desvantagens, exige monitoramento frequente, maior conhecimento epidemiológico e pode falhar caso os animais de maior risco não sejam corretamente identificados.
Frase pradecorar:
Agregação parasitária = poucos animais concentram muitos parasitos; por isso nem sempre tratar todo o rebanho é a melhor estratégia.
Prefere animais adultos, machos do que femeas e inteiros do que castrados. 
Besouros coprófagos (controle biológico) 🪲
Isso é MUITO bonito epidemiologicamente.
Besouros:
· enterram 
· fragmentam 
· removem fezes. 
Base biológica
Destrói o:
· microclima 
· umidade 
· substrato larval. 
Sem bolo íntegro:
↓
larvas têm menor sobrevivência.
Pergunta clássica:
“Qual importância dos besouros coprófagos?”
→ reduzem criadouros.
3. Manejo de lotação e pastejo
Mais animais:
↓
mais fezes frescas
↓
mais criadouros.
Então:
· evitar superlotação 
· distribuir melhor animais. 
Base epidemiológica
↓
menor densidade de bolo fecal.
4. Controle químico dos adultos (indireto)
Parece estranho, mas funciona.
Menos moscas adultas:
↓
menos postura
↓
menos ovos no esterco.
Então o adulto e o bolo fecal se conectam.
5. Manejo integrado (o principal)
não existe uma solução única.
Combina:
· controle adulto 
· manejo do rebanho 
· interferência no esterco 
· controle biológico. 
Pegadinha importante:
Haematobia precisa de bolo fecal FRESCO.
Então:
bolo velho e seco
↓
menor importância.
Essa é boa de guardar.
Caso peça: discorra sobre dípteros hematófagos resposta:
Dípteros hematófagos são insetos que se alimentam de sangue e apresentam grande importância veterinária devido à hematofagia, dor, irritação e perdas produtivas que causam aos animais. Sua epidemiologia é fortemente influenciada por fatores ambientais, como umidade, temperatura e estação chuvosa, além do manejo da propriedade e disponibilidade de criadouros, como matéria orgânica e esterco. Esses insetos promovem estresse, redução do pastejo, menor ganho de peso e queda da produção, podendo ainda atuar como vetores de agentes infecciosos. O controle deve basear-se no manejo integrado, com eliminação de criadouros, manejo ambiental e uso racional de inseticidas.
Pra esse professor, eu diria que os 4 pilares são:
hematofagia + epidemiologia ambiental + impacto produtivo + controle baseado no criadouro.

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