Buscar

TICS Pressão de Perfusão Cerebral (PPC)

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

Tarefa de TIC 
Nome: Jailton Gomes Monteiro Junior 
Tema da Semana: Pressão de Perfusão Cerebral (PPC) 
Data: 14/11/2023 
 
Como podemos calcular a pressão de perfusão cerebral? Quais os valores de 
referência? Quais as medidas imediatas devemos tomar na suspeita de 
elevação da Pressão Intracraneana (PIC)? 
RESPOSTA: 
Como podemos calcular a pressão de perfusão cerebral? 
A pressão de perfusão cerebral (PPC) é calculada pela formula simples: PPC = 
PAM (Pressão arterial média) - PIC (Pressão intracraniana cerebral). Ou seja, 
PPC = PAM - PIC. Segundo Mascarenhas et. Al, 2012, a pressão de perfusão 
cerebral (PPC) é definida como pressão do sangue dentro do cérebro e 
geralmente têm os valores mantidos constantes. Quando a PIC aumenta, a PPC 
diminui. Por essa razão, quando existe um controle da PIC, a manutenção da 
PPC é um parâmetro que deve ser avaliado e mantido. 
Quais os valores de referência? 
Nos pacientes adultos, a HIC é definida como a presença de medida de pressão 
intracraniana (PIC) acima de 20mmHg, que persiste por mais de 20 minutos. São 
considerados como valores normais ou desejáveis, PIC menores que 10mmHg 
(tolerada até 20mmHg), pressão de perfusão cerebral (PPC) acima de 70mmHg 
e a pressão arterial média (PAM) entre 70-110 mmHg. Aumentos da PIC podem 
ocasionar diminuição da PPC. se não houver aumento concomitante da PAM. 
Quais as medidas imediatas devemos tomar na suspeita de elevação da 
Pressão Intracraneana (PIC)? 
Caso haja suspeita, o cuidado deve ser tomado para minimizar maior elevação 
durante a intubação. com posicionamento correto do paciente, assim como 
sedação adequada. Além disso, hipotensão arterial e hipoxemia podem induzir 
a vasodilatação cerebral reativa, hipertensão intracraniana e hipoperfusão 
cerebral. Outras medidas que devem ser tomadas são: 
• Exames laboratoriais devem ser mantidos dentro dos limites da 
normalidade (osmolaridade idade sérica. o balanço ácido, o hematocrito 
e os eletrólitos). 
• Elevação da cabeceira do leito a 30° 
 
 
• Manter alinhamento da cabeça do paciente para facilitar o retorno venoso 
e diminuir a compressão da veia jugular 
• Evitar aspirações mecânicas intempestivas da secreção 
traqueobrônquica, com duração tal que possa provocar hipóxia 
• Evitar mobilização que ocasionem a manobra de Valsalva ou contrações 
musculares isométricas. 
• Sistema de conexão de monitores devem ser sempre fechados e 
assépticos 
• Monitor calibrado frequentemente, além da manutenção periódica 
 
REFERÊNCIAS: 
ARAUJO, S.; FILHO, V.P.D. et al. Influência da fisioterapia respiratória na 
pressão intracraniana em pacientes com traumatismo cranioencefálico 
grave. Revista Arq Neuropsiquiatrica 2005; v.63, n.1, p 110-113. 
Goldman L, Schafer AI. Goldman-Cecil: Medicina. 25th ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier; 2018. 
JANTZEN, J. Prevenção e tratamento da hipertensão intracraniana. Pract 
Res Clin Anaesthesiol. 2007; v.21, n.4, p 517-38. 
NEMER, S.N.; MACHADO, S.T.; CALDEIRA, J.B.; AZEREDO, L.M.; CLIPES, 
T.; GAGO, R. et al. Efeitos da fisioterapia respiratória e da mobilização 
passiva sobre a pressão intracraniana. Fisioterapia Bras 2005; v.6, n.6, p 
437-43. 
PORTH, C. M. GROSMAN, S. Porth Fisiopatologia. 9° edição. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. 
Toledo, Cassia et al. Efeitos da fisioterapia respiratória na pressão 
intracraniana e pressão de perfusão cerebral no traumatismo 
cranioencefálico grave. Revista Brasileira de Terapia Intensiva [online]. 
2008, v. 20, n. 4 [Acessado 26 Outubro 2022], pp. 339-343. Disponível 
em: <https://doi.org/10.1590/S0103-507X2008000400004>. Epub 05 Fev 
2009. ISSN 1982-4335. https://doi.org/10.1590/S0103-507X2008000400004.

Continue navegando

Outros materiais