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RAIVA HUMANAZOONOSES


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RAIVA
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No decorrer do E-book você irá observar a presença de um QR Code, o 
qual, ao apontar a câmera do seu celular, te direciona para os 
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da web, que são relevantes para o aprofundamento do tema 
estudado.
DICA!
2023. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. 
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – 
Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, 
desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Câmara Brasileira 
do Livro (CBL) - https://www.cblservicos.org.br
Elaboração, distribuição e informações:
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde e 
Ambiente - SVSA
SRTV 702, Via W5 Norte 
Edifício PO 700, 7º andar 
CEP: 70723-040 – Brasília/DF 
Tel.: (61) 3315-3777
E-mail: gabnetesvsa@saude.gov.br
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS 
MUNICIPAIS DE SAÚDE – Conasems
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, 
Sala 144
Zona Cívico-Administrativo, Brasília/DF
CEP: 70058-900
Tel.:(61) 3022-8900
Núcleo Pedagógico Conasems
Rua Professor Antônio Aleixo, 756
CEP 30180-150 Belo Horizonte/MG 
Tel: (31) 2534-2640
Diretoria Conasems 
Presidente 
Hisham Mohamad Hamida
Vice Presidente 
Nilo César Do Vale Baracho
Sayonara Moura De Oliveira Cidade
Diretor Administrativo
Marcel Jandson Menezes
Diretor Financeiro 
Cristiane Martins Pantaleão
Secretário Executivo 
Mauro Guimarães Junqueira
Organização:
Núcleo Pedagógico do Conasems
 
Supervisão-geral:
Rubensmidt Ramos Riani
Coordenação Pedagógica
Cristina Fatima dos Santos Crespo
Valdívia França Marçal 
Coordenação Educacional
Kelly Cristina Santana
Coordenação-técnica:
Edilson Correa de Moura
Luisa Wenceslau 
Elaboração de texto:
Enio Pietra Pedroso
Designers Instrucionais:
Alexandra da Silva Gusmão
Jacqueline Cristina dos Santos
Laís Soares Pereira German
Pollyanna Micheline Lucarelli
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone 
 
Diagramação e projeto gráfico:
Aidan Bruno 
Alexandre Itabayana
Caroline Boaventura
Lucas Mendonça 
Ygor Baeta Lourenço
 
Fotografias e ilustrações: 
Fototeca do Conasems
 
Imagens: 
Envato Elements
https://elements.envato.com
Freepik
https://br.freepik.com
 
Revisão linguística:
Gehilde Reis Paula de Moura
Assessoria executiva:
Conexões Consultoria em Saúde Ltda.
 
Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde Ebook Raiva [livro eletrônico] / Conselho Nacional de 
Secretarias Municipais de Saúde ; [elaboração do texto Enio Pietra Pedroso]. -- 1. ed. -- Brasília, DF : CONASEMS, 2023. PDF
Vários colaboradores. Bibliografia. ISBN 978-85-63923-45-5
1. Doenças imunológicas - Prevenção 2. Educação a distância 3. Raiva I. Pedroso, Enio Pietra. II. Título. 
CDD-614.4
23-178275 NLM-WA-100
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático: 1. Epidemiologia : Saúde pública 614.4 Aline Graziele Benitez - Bibliotecária - CRB-1/3129
Tiragem: 1ª edição – 2023 – versão eletrônica
https://www.cblservicos.org.br
EPI | Equipamento de Proteção Individual
IFD| Imunofluorescência Direta
PB| Prova Biológica
PM | Pittman-Moore
PNPR | Programa Nacional de Profilaxia da Raiva
PV | Vírus Pasteur
PVC | Pressão Venosa Central
RT-PCR | Reação em Cadeia de Polimerase em Tempo Real
SNC | Sistema Nervoso Central
Lista de 
Siglas
Figura 1 | Ciclos epidemiológicos de transmissão do vírus da Raiva. - pág. 14
Figura 2 | Casos de Raiva humana por espécie animal de transmissão, 
1986-2022, Brasil. - pág. 17
Figura 3 | Espécies animais e fragmentos de eleição do sistema nervoso 
central a serem coletados para diagnóstico laboratorial da Raiva. - pág. 35
Figura 4 | Administração de Soro: Opção Via Parenteral. - pág. 56
Figura 5 | Administração de Soro: Opção Via Oral. - pág. 57
Figura 6 | Administração de Soro: Opção Via Mista. - pág. 57
Lista de 
Gráficos,
Figuras
e Quadros
PATOGÊNESE E RESPOSTA 
IMUNOLÓGICA
08
11
20
26
32
36
Introdução
Etiologia e Epidemiologia
Manifestações Clínicas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção e Profilaxia
49 Vacina
51Soro
PATOGÊNESE E RESPOSTA 
IMUNOLÓGICA
63
69
Conclusão
Bibliografia
BOAS-
VINDAS
Neste e-book, descreveremos os aspectos históricos, epidemiológicos e clínicos 
da infecção pelo vírus da Raiva, seu impacto na humanidade e as medidas de 
tratamento e de prevenção disponíveis.
Além do e-book, você também terá acesso à Teleaula, à Aula Web e a outros 
materiais complementares que compõem a Trilha de Conhecimento.
Bons 
estudos!
7
Este é o seu 
E-book da 
Raiva
Introdução
A Raiva Humana (Hidrofobia) é uma doença infecciosa, zoonótica e 
antropozoonótica, que afeta mamíferos, sendo causada pelo vírus da Raiva, que 
se instala e multiplica, inicialmente, nos nervos periféricos e, a seguir, no sistema 
nervoso central, provocando uma encefalite fatal, seguindo-se para as glândulas 
salivares, de onde se multiplica e propaga para outros hospedeiros. 
Devido às suas consequências clínicas e à letalidade máxima, a Raiva constitui-se 
em problema grave de Saúde Pública, quando comparada com qualquer doença 
infecciosa, se deixada evoluir de forma natural, ou não houver intervenção 
precoce, que impeça o estabelecimento da doença; e por seus custos 
decorrentes do tratamento pós-exposição e da assistência médica. 
Foram descritos até 2006, seis casos de cura entre humanos, dos quais cinco 
haviam recebido o tratamento vacinal pré e pós-exposição, e um, em 2004, que 
parece não ter recebido esses cuidados. 
O que é a Raiva Humana?
9
É doença passível de ser eliminada no seu ciclo urbano (transmitido por cão e 
gato) e pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação 
humana e animal; a disponibilização de soro antirrábico humano e a realização 
de bloqueios de foco. Para esse fim, requer o seguimento de protocolos rígidos 
de atuação médico-epidemiológica. 
Clique ou escaneie o QR Code para 
saber a respeito do Histórico inicial da 
doença.
10
O tratamento da Raiva consiste em medidas preventivas e de profilaxia a 
começar pela vigilância sanitária em relação à sua epidemiologia como zoonose 
e aos riscos humanos associados, em função de sua antropozoonose, e que se 
baseia na administração de vacina e soro imunoterápico para impedir que 
provoque a encefalite fatal.
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/material-complementar-raiva-historico-inicial-da-doenca-1697037642.pdf
Etiologia e 
Epidemiologia
Etiologia
A Raiva parece ser causada por várias espécies de vírus neurotrópicos, da família 
Rhabdoviridae e gênero Lyssavirus, com a forma de uma bala e com um genoma 
de RNA de fita simples de sentido negativo. A sua cópia é que exerce funções de 
RNA-mensageiro na síntese proteica, que codifica sete proteínas estruturais. 
O vírus da Raiva é constituídopor um envelope bilipídico, de cerca de 170 e 70 
nanômetros de comprimento e de largura (11 a 15 kb), respectivamente. A 
genética molecular distingue sete tipos distintos de vírus, quatro novos 
detectados na Europa e Ásia em quirópteros, que ainda estão sendo 
adequadamente analisados. 
A produção dos anticorpos é estimulada pela glicoproteína do envoltório viral. O 
vírus, por sua vez, é inativado por intermédio da ação de vários agentes físicos e 
químicos, especialmente, radiação ultravioleta ou X e álcool.
12
Epidemiologia
A Raiva é uma antropozoonose transmitida ao homem pela inoculação do vírus 
rábico contido na saliva do animal infectado, principalmente, por intermédio da 
mordedura e, raramente, pela lambedura ou arranhadura de mucosas. 
Constitui-se em problema de saúde pública nos países em desenvolvimento, 
tendo, no Brasil, como as principais fontes de infecção urbana o cão e o gato, 
mantendo-se a cadeia de transmissão animal doméstico e ser humano; e, 
silvestre, o morcego. Outros reservatórios silvestres são: chacal, coiote, gambá, 
gato-do-mato, guaxinim, jaritataca, macaco, mangusto e raposa. 
Estima-se que cerca de 59 mil pessoas morrem por ano devido à Raiva, 
principalmente, na Ásia e na África, apesar da disponibilidade da vacina 
antirrábica.
13
A Raiva apresenta dois ciclos básicos de transmissão, o urbano, principalmente 
entre cães e gatos, de grande importância nos países subdesenvolvidos, e o 
silvestre, principalmente entre morcegos, macacos e raposas. Na zona rural, a 
doença afeta animais de produção como bovinos e equinos. 
O instituto Pasteur compreende que a cadeia epidemiológica da doença 
apresenta quatro ciclos de transmissão: urbano, rural, silvestre aéreo e silvestre 
terrestre. (Figura 1). 
Ciclos de transmissão
O vírus da Raiva é transmitido ao ser humano pela sua inoculação por 
intermédio da saliva ou secreções de um mamífero (cão, gato e animais 
silvestres como coiotes, lobos, morcegos hematófagos e raposas) infectado, 
principalmente por intermédio da mordedura e, raramente, pela lambedura ou 
arranhadura de mucosas. 
Pode ser transmitido também pela via inalatória, placenta, pelo aleitamento, e 
pelo transplante de córnea.
14
Figura 1 - Ciclos epidemiológicos de transmissão do vírus da Raiva.
Fonte: Instituto Pasteur – SES/SP.
A Raiva possui distribuição mundial, mas não é observada na Antártica, Espanha, 
Japão, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido, Suécia e algumas ilhas do Caribe. 
Países das Américas como: Uruguai, Barbados, Jamaica e Ilhas do Caribe e da 
Europa como: Portugal, Irlanda, Países Baixos e Bulgária, encontram-se livres 
da infecção no seu ciclo urbano, entretanto, outros países como França, Estados 
Unidos da América e Canadá enfrentam problemas quanto ao ciclo silvestre. 
A Índia e a China registram mais de 25 mil casos ao ano, respectivamente. 
Na África, são registrados casos de cães assintomáticos na Etiópia e Nigéria, além 
da detecção de RNA viral em hienas, o que sugere a existência de cepas de baixa 
capacidade patogênica nesta espécie. A incidência da doença em herbívoros tem 
significativo impacto econômico; apenas em bovinos, ela representa valor 
estimado em 50 milhões de dólares ao ano, em todo o mundo.
Distribuição
Nos países em desenvolvimento, os cães raivosos são responsáveis pelo menos 
por 90% dos casos relatados de Raiva transmitida a humanos, mas a doença 
está eliminada como endemia desde a década de 1970.
15
As ações de vigilância e controle da Raiva canina e felina, realizadas no Brasil nos 
últimos 30 anos, permitiram a redução significativa nas taxas de mortalidade por 
Raiva humana, com o predomínio de casos de forma esporádica e acidental, 
conforme pode ser visto na Figura 2.
A distribuição da Raiva não é uniforme, podendo existir áreas livres e outras de 
endemicidade alta ou baixa e, em alguns momentos, formas epizoóticas. A 
Raiva é endêmica no Brasil, com dispersão variada, e prevalência entre 1991 até 
2003 de 54,2%, 17,5%, 10,8%, 10,4%, e 0,4% nas regiões Nordeste, Norte, 
Sudeste, Centro-Oeste e Sul, respectivamente. 
Distribuição no Brasil
ATENÇÃO!
A transmissão da Raiva para os seres humanos ocorre por:
Cães e gatos 80%
Morcegos 10,6%
*Outros animais 4,8%
* Raposas, saguis, gato selvagem, bovinos, 
equinos, caititus, gambás, suínos e caprinos.
A fonte de infecção é desconhecida no restante dos casos. 
16
O coeficiente de morbimortalidade da Raiva humana nos últimos anos vem 
diminuindo de forma gradativa: de 0,05/100 mil habitantes, em 1990, para 
0,01/100 mil habitantes, atualmente. 
Na série histórica de casos de Raiva humana no Brasil, são descritas duas curas, 
enquanto todos os demais evoluíram para óbito (Figura 2). 
Figura 2 - Casos de Raiva humana por espécie animal de transmissão, 1986-2022, Brasil 
Fonte: SANARMED. SVS/MS., 2022. 
17
Em 2022, foram confirmados cinco casos, quatro deles em aldeia indígena em 
Bertópolis/Minas Gerais, sendo dois adolescentes de 12 anos e duas crianças de 
4 e 5 anos de idade, e um caso no Distrito Federal, um adolescente entre 15 e 19 
anos).
Período de incubação 
18
O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com 
média de 45 dias no homem e de 10 dias a 2 meses no cão. Em crianças, tende 
para um período menor que no adulto. 
Esse período está relacionado diretamente com as características apresentadas 
pela ferida. 
Veja o que deve ser observado:
➢ Localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, 
lambedura ou tipo de contato com a saliva de animais infectados. 
➢ Proximidade entre o local do ferimento com o cérebro e troncos nervosos.
➢ Concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.
Período transmissão
A transmissão inter-humana pode ocorrer por intermédio 
de transplante de córnea. É muito menos provável a 
transmissão pelas vias respiratória, sexual e vertical.
• Todos os mamíferos são susceptíveis à infecção pelo vírus da Raiva. 
• Não há relato de casos de imunidade natural no ser humano. 
• A imunidade é conferida através de vacinação, acompanhada ou não por 
soro.
Susceptibilidade e imunidade 
Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre 
de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, 
persistindo durante toda a evolução da doença. A morte 
do animal acontece, em média, entre 5 a 7 dias após a 
apresentação da sintomatologia. 
Nos animais silvestres, há poucos estudos sobre o 
período de transmissão, sabendo-se que varia de espécie 
para espécie, sendo que, entre os morcegos, pode o vírus 
permanecer por longo período, sem sintomatologia 
aparente. 
19
Manifestações 
clínicas
O vírus multiplica-se no ponto em que é inoculado, e daí atinge o sistema 
nervoso periférico e, em sequência, o sistema nervoso central. 
A partir daí, dissemina-se para vários órgãos e glândulas salivares, onde também 
se replica, sendo eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos. 
Após o período de incubação, aparecem manifestações clínicas inespecíficas, 
constituindo os pródromos, que progridem (período de progressão) para o 
período de estado da doença com evolução irreversível para o óbito.
Pródromos
As manifestações clínicas inespecíficas dos pródromos duram em média de 2 a 
4 dias, e suas principais características são:
Como o vírus da Raiva se 
multiplica?
Leve elevação da temperatura corpórea 
Podem ocorrer adenopatia, disestesia hiperestésica no trajeto de nervos 
periféricos, próximos ao local do ferimento, e alterações de comportamento.
21
Cefaleia
Dor de garganta
Irritabilidade
Sensação de angústia
Mal-estar geral
Anorexia 
Náuseas
Obnubilação
Inquietude
Período de Progressão
O período de progressão é marcado pela sintomatologia que evolui, surgindo 
manifestações mais intensas e graves, como:
A apresentação da doença surge em seu estado clínico, por intermédio da 
evolução dos espasmos muscularespara paralisia, provocando alterações 
cardiorrespiratórias, retenção urinária e obstipação intestinal. A disfagia torna-se 
mais intensa, com aerofobia, hiperacusia e fotofobia. 
O paciente se mantém consciente, com período de alucinações, até a instalação 
de coma, insuficiência respiratória e óbito. O período de evolução depois de 
instalados os sinais e sintomas até o óbito, é, em geral, de 5 a 7 dias.
Período de estado 
22
Espasmos dos músculos da 
laringe, faringe e língua quando 
o paciente vê ou tenta ingerir 
líquido, apresentando sialorreia 
intensa (hidrofobia).
Delírios, espasmos 
musculares involuntários 
generalizados, ou 
convulsões
Ansiedade e hiperexcitabilidade 
crescentes
Temperatura corpórea mais 
elevada
Alguns dados clínico-epidemiológicos auxiliam o diagnóstico da Raiva. Veja abaixo 
quais são eles:
➢ História de mordedura, arranhadura ou lambedura de mucosas provocadas 
por animal raivoso;
➢ Anamnese, que é, geralmente, realizada com o acompanhante, com 
identificação da epidemiologia, sintomatologia prodrômica e estado 
vacinal;
➢ Observação da mímica facial;
➢ Presença de: hiperacusia, hiperosmia, fotofobia, aerofobia, hidrofobia e 
alterações do comportamento (sinais típicos da Raiva que são observados 
em cerca de 80% dos pacientes);
➢ Na Raiva humana transmitida por morcegos hematófagos, a expressão 
clínica é predominantemente paralítica.
Em relação à ferida e ao acidente, é 
importante avaliar o local, a 
profundidade, a extensão e número de 
lesões. Além de estabelecer as 
características do animal envolvido no 
acidente.
23
Extensão e número de lesões 
Observar a extensão da lesão e se ocorreu uma ou múltiplas, isto é, uma ou 
várias entradas para o vírus, ou outros agentes.
Ao avaliar o ferimento, deve-se levar em consideração na 
análise o seguinte:
Local 
As lesões em regiões próximas ao sistema nervoso central (cabeça, face ou 
pescoço) ou muito inervadas (mãos, polpas digitais e planta dos pés) são graves 
porque facilitam a exposição neurológica ao vírus. 
A lambedura da pele íntegra não oferece risco, mas a lambedura de mucosas é 
grave porque as mucosas são permeáveis ao vírus, mesmo quando intactas, e 
porque as lambeduras, geralmente, abrangem áreas mais extensas.
Profundidade 
A lesão é superficial (sem presença de sangramento) ou profunda (com 
sangramento, ou seja, ultrapassam a derme). 
O ferimento profundo, além de aumentar o risco de exposição do sistema 
nervoso, oferece dificuldade à assepsia. 
O ferimento puntiforme é considerado como profundo e algumas vezes não 
apresenta sangramento.
24
É imprescindível estabelecer a classificação dos acidentes. 
As características deles permitem classificá-los em:
ACIDENTES GRAVES
Ferimentos na cabeça, face, 
pescoço, mão, polpa digital e/ou 
planta do pé; ferimentos 
profundos, múltiplos ou extensos, 
em qualquer região do corpo; 
lambeduras de mucosas; 
lambeduras de pele onde já existe 
lesão grave; ferimentos profundos 
causados por unha de gato; 
quaisquer ferimentos causados por 
morcego.
ACIDENTES LEVES
Ferimentos superficiais, pouco 
extensos, geralmente únicos, em 
tronco e membros (exceto mãos, 
polpas digitais e planta dos pés). 
Podem acontecer em decorrência 
de mordeduras ou arranhaduras 
causadas por unha ou dente; 
lambedura de pele com lesões 
superficiais.
25
Diagnóstico
Diagnóstico Diferencial
Várias são as entidades nosológicas que requerem o diagnóstico diferencial para 
a Raiva e que também devem ser reconhecidas para que o tratamento seja 
iniciado imediatamente a fim de que seja possível evitar a morte. Veja quais são 
elas:
Tétano.
Pasteurelose 
por 
mordedura de 
gato ou cão.
Infecção por vírus 
B (Herpesvirus 
simiae), 
por mordedura de 
macaco.
Botulismo e 
febre por 
mordida de 
rato 
(Sodóku). 
Febre por 
arranhadura
 de gato 
(linforreticulose 
benigna de 
inoculação).
Encefalite 
pós-vacinal .
Distúrbios
psiquiátricos. 
Outras encefalites 
virais, 
especialmente, por 
outros rabdovírus. 
Tularemia. 
 Intoxicação por 
mercúrio, 
principalmente, 
na região 
amazônica.
27
O diagnóstico laboratorial é essencial para a definição de estratégias de 
abordagem do paciente como para o conhecimento do risco da doença na região 
de procedência do animal.
Os espécimes clínicos de eleição para exame são cérebro, cerebelo e medula.
Para os equídeos, deve-se usar também o tronco encefálico e a medula. 
Pode-se enviar a cabeça ou o animal inteiro, se de pequeno porte, quando não é 
possível realizar a coleta do material. O material deverá ser coletado por 
profissional habilitado, de acordo com técnicas de biossegurança.
Diagnóstico Laboratorial
28
Deve ser colocada em caixa de 
isopor, rotulada e bem fechada, 
sem vazamentos que possam 
contaminar quem a transporte, 
com gelo suficiente para que 
chegue bem conservada ao seu 
destino. 
O material para diagnóstico deve ser acondicionado em saco plástico duplo, 
vedado hermeticamente, identificado de forma clara e legível, não permitindo 
que a identificação se apague em contato com água ou gelo. 
O modo de conservação dependerá do tempo (estimado) decorrido entre a 
remessa ao laboratório e o processamento da amostra, sendo de:
✔ até 24 horas: refrigerado;
✔ mais de 24 horas: congelado;
✔ na ausência de condições adequadas de refrigeração: conservar em solução 
com glicerina a 50%.
Acondicionamento, conservação 
e transporte
29
Depende do estado de conservação do material enviado. Os materiais 
autolisados interferem nas técnicas laboratoriais, impedindo, muitas vezes, a 
definição diagnóstica. O material a ser examinado deve ser acompanhado da 
ficha epidemiológica completa, com os seguintes dados:
• nome e endereço do solicitante;
• espécie do animal e os possíveis 
contatos com humanos e animais; 
• relato, quando possível, da 
observação do animal doente e qual o 
período; 
• relato, quando possível, sobre se o 
animal foi sacrificado ou morreu 
naturalmente;
• especificação e identificação de 
todos os fragmentos enviados. 
Pode ser realizada por intermédio de:
• Imunofluorescência direta (IFD) em espécime clínico coletado de impressão 
de córnea, raspado de mucosa lingual (swab);
• Biópsia de tecido bulbar de folículos pilosos a partir da pele da região 
cervical;
• Todo procedimento que deve ser feito mediante o uso de equipamento de 
proteção individual (EPI);
• A sensibilidade dessas provas é limitada e, quando negativas, não se pode 
excluir a possibilidade de Raiva. 
Qualidade do resultado laboratorial
Confirmação laboratorial em vida
30
Deve ser realizado por intermédio da autópsia, que pode ser essencial para a 
confirmação diagnóstica. O sistema nervoso central (cérebro, cerebelo e medula) 
deverá ser examinado, e conservado, preferencialmente refrigerado, em até 24 
horas, e congelado após esse tempo. Na ausência de possibilidade de 
refrigeração, deve ser conservado em solução de NaCl 0,9%, com glicerina a 50%, 
em recipiente de parede rígida, hermeticamente fechado, com identificação de 
risco biológico e cópia da ficha de notificação ou de investigação. 
Não deve ser usado formol para a conservação. O diagnóstico pode ainda ser 
feito em fragmentos do sistema nervoso central através das técnicas de 
Imunofluorescência Direta (IFD)e inoculação em camundongos recém-nascidos 
ou de 21 dias.
Diagnóstico após a morte
31
Tratamento
O paciente deve ser encaminhado para Unidade de Saúde com capacidade para 
ser atendido de forma adequada e oportuna; e as principais medidas a serem 
instituídas em sua abordagem são:
• isolamento em quarto com pouca luminosidade, sem ruídos e sem 
formação de correntes de ar;
• proibição de visitas. Somente é permitida a presença de pessoal da equipe 
de atendimento com o paciente;
Qual é o tratamento da Raiva já 
instalada?
A Raiva é uma doença de letalidade máxima, sem tratamentoespecífico, por isso, 
é fundamental a rápida abordagem com base na prevenção, em que a vacinação 
pré ou pós-exposição constitui medida que permite evitar a evolução da 
encefalite rábica para morte.
Internação Hospitalar
33
➢ capacitação das equipes de enfermagem, higiene e limpeza para lidar com 
o paciente e com o seu ambiente, 
➢ uso de equipamento de proteção individual (EPI), bem como estarem 
pré-imunizados;
➢ esquema de vacinação completo com a obrigatoriedade da busca ativa 
pelos profissionais da rede dos serviços de saúde.
IMPORTANTE
O tratamento de suporte avançado de vida requer:
➔ Administrar dieta por sonda nasogástrica e hidratação para manutenção da 
nutrição e do balanço hídrico e eletrolítico.
➔ Instalar sonda vesical de demora para reduzir a manipulação do paciente.
➔ Controlar a febre e o vômito.
➔ Administrar betabloqueadores na vigência de hiperatividade simpática.
➔ Avaliar a pertinência de antiácidos, pela sonda nasogástrica ou 
nasoentérica, para a prevenção de úlcera de estresse.
➔ Instalar cateter venoso central para aferir a pressão venosa central (PVC) e 
ajudar a corrigir a volemia diante de choque.
➔ Estabelecer o tratamento apropriado das arritmias cardíacas, de acordo 
com as suas características.
➔ Promover a sedação de acordo com as manifestações clínicas, não devendo 
ser contínua, mas que pode atingir ao coma profundo induzido.
34
Todas as medidas de suporte básico ou avançado de vida são insuficientes para 
interromper a evolução das lesões no sistema nervoso central e a evolução para 
o óbito, já que a evolução da encefalite rábica é inexorável para a morte.
Figura 3 - Espécies animais e fragmentos de eleição do sistema nervoso central a serem coletados 
para diagnóstico laboratorial da Raiva
Espécie animal
Fragmentos do Sistema Nervoso Central (SNC) 
a serem coletados (preferencialmente) 
Humanos Cérebro, cerebelo e medula
Caninos/felinos Como de Amon e medula
Bovinos Cerebelo e medula
Equídeos (cavalo, juramento, burro) Tronco encefálico e medula
Ovinos, caprinos e suínos Cérebro, cerebelo e medula
Animais silvestres
Quando possível, enviar o animal inteiro, para 
identificação da espécie; se não for possível, 
enviar o cérebro, cerebelo e medula. 
Fonte: Elaborado pelo autor ( 2023).
35
Prevenção e 
Profilaxia
O controle da Raiva requer de forma coordenada e complementar a integração 
da assistência médica com a vigilância epidemiológica e ambiental. 
Os dados epidemiológicos são essenciais para que a profilaxia de pós-exposição 
seja decidida em tempo oportuno, e para que os médicos veterinários adotem 
medidas de bloqueio de foco e controle animal. 
A inexistência de tratamento 
específico torna as medidas de 
prevenção e profilaxia a base para a 
sobrevivência do paciente 
contaminado pelo vírus da Raiva.
É preciso estabelecer critérios de risco de infecção, para que não se perca o 
tempo adequado para impedir a progressão letal do vírus, e orientar as medidas 
mais apropriadas em cada momento da infecção, como veremos a seguir.
37
➢ Caso suspeito: todo paciente com manifestações sugestivas de encefalite, 
com antecedentes ou não de exposição à infecção pelo vírus rábico.
➢ Caso confirmado: as seguintes medidas são necessárias para o 
estabelecimento da confirmação diagnóstica de Raiva.
Caso suspeito com sintomatologia compatível, para a 
qual houve positividade para a Imunofluorescência 
Direta (IFD), ou isolamento do vírus por intermédio de 
Prova Biológica (PB) em camundongos ou cultura 
celular, ou Reação em Cadeia de Polimerase em Tempo 
Real (RT-PCR); Imunofluorescência Indireta com 
anticorpos monoclonais, técnica específica e rápida, e 
da caracterização genética. As técnicas de biologia 
molecular devem estar sempre associadas à 
investigação epidemiológica de campo, porque só assim 
se atingirá o maior poder discriminatório. É preciso 
realizar o estudo antigênico e genético em 100% das 
amostras isoladas de humanos, cães e gatos de áreas 
livres ou controladas e de animais silvestres.
Constitui a base de toda a abordagem de prevenção e profilaxia e objetiva 
detectar precocemente a circulação do vírus em animais (urbanos e silvestres), 
visando impedir a ocorrência de casos humanos, propor e avaliar as medidas de 
prevenção e controle, identificar a fonte de infecção de cada caso humano ou 
animal, determinar a magnitude da Raiva humana e as áreas de risco, para 
intervenção. Baseia-se nas seguintes caracterizações 
clínico-epidemiológicas-laboratoriais:
Definição do caso
Critério 
laboratorial
38
É realizado com fragmentos do sistema nervoso 
central, por intermédio de técnicas de IFD e 
isolamento viral (por inoculação em 
camundongos recém-nascidos ou de 21 dias), ou 
por cultivo celular (Prova Biológica).
Diagnóstico 
post-mortem
Pode ser realizado pelo método de IFD, em 
impressão de córnea, raspado de mucosa lingual 
(swab) ou tecido bulbar de folículos pilosos, 
obtidos por biópsia de pele da região cervical. 
Este procedimento deve ser feito de forma 
adequada, com o uso de EPI. A sensibilidade 
dessas provas é limitada e, quando negativas, 
não se pode excluir a possibilidade de infecção. A 
realização da autópsia é de extrema importância 
para a confirmação diagnóstica.
Diagnóstico 
ante-mortem
Critério 
Clínico-epidemiológico
Paciente com manifestações clínicas agudas 
próprias de encefalite, caracterizadas por 
hiperatividade, seguido de síndrome paralítica 
com progressão para coma, sem possibilidade de 
diagnóstico laboratorial, mas com antecedente 
de exposição a provável fonte de infecção.
39
Caso descartado: trata-se de todo caso suspeito com IFD e PB negativa ou que 
durante a investigação teve seu diagnóstico confirmado laboratorialmente por 
outra etiologia, em região com comprovada circulação de vírus rábico, ou todo 
caso suspeito que não tenha evoluído para óbito. A possibilidade de exumação 
deve ser considerada, mesmo nos casos nos quais a suspeita foi considerada após 
o óbito, visto que atualmente se dispõe de técnicas laboratoriais que, no seu 
conjunto, apresentam grande sensibilidade e especificidade.
Notificação: todo caso humano suspeito de Raiva é de notificação compulsória e 
imediata nas esferas municipal, estadual e federal. A notificação deve ser 
registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), por meio 
do preenchimento e envio da Ficha de Investigação Raiva Humana.
40
São eficientes para impedir a progressão da Raiva e são caracterizadas, como:
➢ evitar se aproximar, mexer ou tocar em cães e gatos sem donos, quando 
estiverem se alimentando, com crias ou mesmo dormindo;
➢ nunca tocar em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, 
principalmente, quando estiverem caídos no chão ou encontrados em 
situações não habituais;
➢ administrar: vacinas e soro, quando há exposição ao vírus rábico pela 
mordedura, lambedura de mucosas ou arranhões provocados por animais 
transmissores da Raiva. A vacinação não tem contraindicação, devendo ser 
iniciada o mais breve possível e garantir o completo esquema de vacinação 
preconizado. As vacinas humana e animal são de distribuição pelo SUS.
Medidas de proteção 
41
É a medida preventiva a ser instituída para pessoas com risco de exposição 
permanente ao vírus da Raiva e deve ser realizada durante as suas atividades 
ocupacionais.
Profilaxia pré-exposição 
Profissionais e Atividades associadas ao maior risco de contrair 
a Raiva:
➢ Médico veterinário, biólogo, técnico de laboratório de 
virologia e anatomopatologia para Raiva; 
➢ Estudantes de medicina veterinária, zootecnia, biologia, 
agronomia, agrotécnica e áreas afins. 
➢ Trabalhador que atua em captura, contenção, manejo, coleta 
de amostras, vacinação, pesquisas, investigações 
ecoepidemiológicas;
➢ Identificação e classificação de mamíferos domésticos (cão e 
gato) ou de produção animal (bovídeos, caprinos, equídeos,ovinos e suínos), animais silvestres de vida livre ou de 
cativeiro, inclusive funcionário de zoológico; 
➢ Espeleólogo, guia de ecoturismo, pescador e outros 
profissionais que trabalham em áreas de risco; 
➢ Pessoa com risco de exposição ocasional ao vírus, como 
turista que viaja para áreas de Raiva não controlada, deve ser 
avaliado individualmente, podendo receber a profilaxia 
pré-exposição dependendo do risco a que seja exposto 
durante a viagem.
42
 Vantagens da profilaxia pré-exposição:
• Simplifica a terapia pós-exposição, eliminando a necessidade de imunização 
passiva (soro ou imunoglobulina).
• Diminui o número de doses da vacina.
• Desencadeia resposta imune secundária mais rápida (reforço), quando 
iniciada a pós-exposição.
• Em caso de título inadequado, deve ser aplicada uma dose de reforço e 
reavaliar 14 dias após.
Para saber a respeito do Programa de 
vacinação antirrábica canina e felina, 
clique ou escaneie o QR Code.
43
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/material-complementar-raiva-programa-de-vacinacao-antirrabica-canina-e-felina-1697041089.pdf
Conduta após a exposição por algum animal 
(bases gerais do tratamento)
➔ instituir o tratamento antirrábico humano, mesmo com a história de 
vacinação do animal agressor;
➔ instituir a complementação das doses da vacina prescritas anteriormente, e 
não iniciar nova série, diante de ocorrência de interrupção do tratamento;
➔ evitar esforços físicos excessivos e ingestão de bebida alcoólica, logo após a 
administração do tratamento;
➔ administrar o esquema completo (vacina e soro), diante de acidente por 
vacina antirrábica de vírus vivo;
➔ não administrar o soro antirrábico para os pacientes imunizados por 
tratamento anterior; exceto em imunossuprimidos ou na dúvida sobre o 
tratamento anterior, devendo ser administrado o soro;
➔ administrar o soro antes da aplicação ou até a 3ª dose da vacina de cultivo 
celular, nos casos em que se reconhece tardiamente a necessidade do uso do 
soro antirrábico ou quando há qualquer impedimento para o seu uso. Após 
esse prazo o soro não é mais necessário;
➔ suspeitar de todo cão ou gato que apresentar mudança brusca de 
comportamento ou sinais e sintomas compatíveis com a Raiva, como 
salivação abundante, disfagia, mudança nos hábitos alimentares e paralisia 
das patas traseiras;
A assistência médica deve ser imediata, 
com a abordagem constituída por:
➔ iniciar a profilaxia o mais 
precocemente possível; sempre que 
houver indicação, e em qualquer 
momento, independentemente do 
tempo transcorrido entre a exposição 
e o acesso à Unidade de Saúde;
44
➔ observar, sempre que possível, os cães e gatos pelo período de 10 (dez) dias. 
Nesse período, se o animal morrer ou desenvolver sintomatologia compatível 
com Raiva, amostras de seu sistema nervoso central deverão ser enviadas 
para o laboratório de diagnóstico. O animal deve ser, se necessário, 
sacrificado após o aparecimento de sintomatologia de paralisia. A 
manipulação desses animais deve ser feita com cuidado, inclusive com 
Equipamento de Proteção Individual, para evitar acidentes;
➔ avaliar a necessidade de tratamento, quando a agressão for realizada por 
outros animais domésticos (bovinos, ovinos, caprinos, equídeos e suínos) e, 
se necessário, iniciar o tratamento profilático. Não está indicada a observação 
desses animais com o objetivo de definir a conduta para o ser humano. 
Coletar amostra de tecido do sistema nervoso central se o animal morrer, 
sempre que possível e enviar ao laboratório de diagnóstico;
➔ iniciar o tratamento em todo caso de agressão por animal silvestre, mesmo 
quando domiciliado e domesticado;
➔ não realizar o tratamento nas agressões causadas pelos seguintes roedores e 
lagomorfos (de áreas urbanas ou de criação): ratazana-de-esgoto (Rattus 
norvegicus); rato-de-telhado (Rattus rattus); camundongo (Mus musculus); 
cobaia ou porquinho-da-índia (Cavea porcellus); hamster (Mesocricetus 
auratus); coelho (Oryetolagus cuniculus);
45
➔ iniciar a sorovacinação diante das agressões por morcegos, 
independentemente do morcego agressor, tempo decorrido e gravidade da 
lesão. Em caso de reexposição, seguir as orientações específicas para cada 
caso;
➔ suspender o tratamento do paciente, a critério médico, e aguardar o 
resultado da prova biológica, se a imunofluorescência para a Raiva for 
negativa para o animal agressor, devido à alta sensibilidade e especificidade 
desse exame. Essa abordagem não se aplica nos casos de acidente por 
equídeos (cavalo, burro, jumento), exceto quando os fragmentos para o 
diagnóstico desses animais tenham sido retirados do tronco encefálico ou 
medula espinhal;
➔ prescrever o esquema de profilaxia da Raiva humana, seja pelo médico ou 
enfermeiro, que avaliará o caso indicando a aplicação de vacina ou soro. Nos 
casos de agressão por cães e gatos, quando possível, observar o animal por 
10 dias para ver se ele manifesta doença ou morre;
➔ informar, imediatamente, o serviço de saúde em caso, nesse período, do 
animal adoecer, desaparecer ou morrer.
➔ Cuidados com a ferida:
○ Lavar o ferimento intensamente com água e sabão, ou outro detergente, o 
mais rápido possível, após ter havido o acidente direto ou indireto, por 
objetos ou utensílios contaminados com secreções ou lambeduras da pele 
íntegra, por animal suspeito, no local ou em casa, visando eliminar as 
sujidades sem agravar a ferida – conduta que diminui o risco da instalação 
da Raiva.
46
➔ Essa medida deve ser repetida na Unidade de Saúde, independentemente 
do tempo transcorrido. A limpeza deve ser cuidadosa, visando eliminar as 
sujidades sem agravar o ferimento e, em seguida, devem ser utilizados 
antissépticos como o polivinilpirrolidona-iodo, povidine e digluconato de 
clorexidina ou álcool-iodado. Essas substâncias deverão ser utilizadas 
somente na primeira consulta. Nas seguintes, devem-se realizar cuidados 
gerais orientados de acordo com a avaliação da lesão;
○ Lavar a mucosa ocular, quando afetada, com NaCl 0,9% ou água 
corrente.
○ Não suturar os ferimentos e, quando for absolutamente necessário, 
as bordas da ferida podem ser aproximadas com pontos isolados e, o 
soro antirrábico, se indicado, deverá ser infiltrado uma hora antes da 
sutura. Deve ser aplicado o soro perifocal na(s) porta(s) de entrada. 
A quantidade restante deve ser aplicada pela via intramuscular, 
quando não for possível infiltrar toda a dose, podendo ser utilizada 
a região glútea. Sempre aplicar em local anatômico diferente do que 
aplicou a vacina.
47
➔ Administrar a profilaxia do tétano 
segundo o esquema preconizado (caso 
não seja vacinado ou com esquema 
vacinal incompleto) e a 
antibioticoterapia, após avaliação 
médica.
➔ Notificar ao Sistema de Informação de 
Agravos de Notificação (SINAN), de 
todos os casos de profilaxia antirrábica 
humana suspeitos ou confirmados. Essa 
notificação individual deve ser feita aos 
níveis municipal, estadual e federal. 
Todo atendimento antirrábico deve ser 
notificado, independente do paciente ter 
indicação de receber vacina ou soro 
antirrábico.
Para saber quais são as orientações 
para a Proteção da população, clique 
ou escaneie o QR Code.
48
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/material-complementar-raiva-monitoramento-da-raiva-animal-1697037672.pdf
Vacina
As vacinas de cultivo celular são potentes, seguras e isentas de risco. São 
produzidas em cultura de células (diploides humanas, células Vero, células de 
embrião de galinha), com cepas de vírus Pasteur (PV) ou Pittman-Moore (PM) 
inativados pela betapropiolactona. A sua apresentação é sob a forma liofilizada, 
acompanhadas de diluente; e conservadas em temperatura entre + 2° e + 8° C, 
até o momento de sua aplicação, com validade especificada pelo fabricante. 
A potência mínima destas vacinas é 
2,5 UI/dose. São apresentadas nas 
dosesde 0,5ml e 1mL. A dose a ser 
aplicada independe da idade e do 
peso do paciente. A via de 
aplicação é a intramuscular, na 
região do deltoide ou vasto lateral 
da coxa. Em crianças até 2 anos de 
idade, está indicado o vasto lateral 
da coxa. Não deve ser aplicada na 
região glútea.
Você sabia que a vacina para o vírus 
da Raiva foi criada por Pasteur há 
mais de cem anos? 
Esta vacina está amplamente disponível, e os produtos atuais são altamente 
eficazes e efetivos e de grande segurança.
Vacinas de cultivo celular
50
Não tem contraindicação na gravidez, em lactantes, diante de doença 
intercorrente ou outros tratamentos. Está recomendada a suspensão, se possível, 
de corticoterapia ou imunossupressor, ao ser administrada; e não sendo possível, 
considerar a pessoa como imunodeprimida.
São mais frequentes a reação local, febre, mal-estar, náuseas e cefaleia. A 
presença de reações neurológicas ocorre na proporção de 1 para 500.000 doses, 
e caracterizadas por: astenia, paresia muscular permanente do músculo deltoide, 
e esclerose múltipla. Não há relato de óbito associado ao uso da vacina de cultivo 
celular. 
Contraindicação
Eventos adversos
A reação de hipersensibilidade dos tipo I e III 
são observadas em 1 para 10.000 e de 10 
para 10.000 tratamentos, respectivamente. 
A evolução é boa e a maioria dos pacientes 
não necessita de internação hospitalar. 
A incidência de reações alérgicas notificadas à 
vacina de células diploides é de 0,11% e 
variam desde urticárias até anafilaxia, e 
ocorrem principalmente após as doses de 
reforço. 
51
Soro
É obtido a partir de uma solução concentrada e purificada de anticorpos, 
preparada em equídeos imunizados contra o vírus da Raiva, e conservada em 
geladeira, entre +2º a +8ºC, para ser administrada de acordo com seu período de 
validade, de acordo com: 
➢ Dose: é de 40 UI/kg de peso do paciente;
➢ Administração: infiltrar nas lesões a maior quantidade possível da dose do 
soro, com os seguintes cuidados:
■ aplicar a dose indicada, na lesão extensa e múltipla. Ela deve ser diluída 
em NaCl 0,9%, para que todas as lesões sejam infiltradas; 
■ caso não seja possível utilizar toda a dose indicada, aplicar o restante 
(tentando que seja o menor possível) por via intramuscular na região 
glútea;
■ aplicar a dose que for disponível, quando não se dispuser do soro em 
sua dose total;
■ iniciar imediatamente a vacinação; e administrar o restante da dose de 
soro recomendada antes da terceira dose da vacina de cultivo celular. 
Após esse prazo, o soro não é mais necessário.
A imunização de forma passiva 
utiliza-se de soro heterólogo ou 
homólogo. Isso requer alguns 
cuidados. 
Soro heterólogo
53
 
Observações: 
✔ a administração do soro não é necessária, quando o paciente recebeu, 
previamente, o tratamento completo. Em pacientes imunossuprimidos 
ou diante de dúvida com relação ao tratamento anterior, entretanto, e se 
houver indicação, o soro deve ser recomendado;
✔ a infusão deve ser realizada em 20 a 30 minutos, após a administração da 
pré-medicação parenteral; com o cuidado de observar o paciente por 2 
horas.
O soro é seguro, mas pode causar reações adversas, as quais não o 
contraindicam, que são caracterizadas, principalmente, por manifestações:
➢ Locais: caracterizadas como, dor, edema e hiperemia e, raramente, 
abscesso. Não é necessário notificar, e o tratamento requer o uso de 
medidas locais para diminuir a dor, a tumefação e a vermelhidão.
➢ Sistêmicos: são variados e podem ocorrer de forma:
● Imediata: como o choque anafilático, de ocorrência rara e nas 
primeiras duas horas após a aplicação do soro. A sintomatologia mais 
comum, entretanto, consiste em: disestesia labial, palidez 
cutaneomucosa, dispneia, edemas, exantemas, hipotensão e perda de 
consciência. Essa ocorrência deve ser notificada e investigada. Neste 
caso, o soro deve ser substituído por imunoglobulina antirrábica, e o 
tratamento realizado em Cuidado Intensivo;
Eventos adversos
54
● Tardia: são mais frequentes até a segunda semana após a aplicação do soro 
e constituem-se em:
○ Doença do soro: caracterizada por edema e eritema no local de 
aplicação do soro, febre, mioartralgia (poliartrite serosa), astenia, 
cefaleia, sudorese, desidratação, exantema com máculas e pápulas 
pruriginosas, adenomegalia, e raramente, vasculite e nefrite.
○ Reação de Arthus: caracterizada por vasculite local acompanhada de 
necrose, dor, tumefação, rubor e úlceras profundas. Deve ser 
notificada e investigada, acompanhada de vigilância clínica.
O valor preditivo do teste é baixo, por isso, não está indicado, entretanto, alguns 
cuidados são necessários antes da administração do soro, como:
❖ avaliar a ocorrência e gravidade de manifestações anteriores semelhantes;
❖ identificar se o paciente fez uso anterior de imunoglobulinas de origem 
equídea;
❖ avaliar contatos frequentes, profissional ou por lazer com animais, 
principalmente equídeos;
Teste de sensibilidade ao soro heterólogo
55
55
❖ estabelecer alerta para a presença dessas questões, o que faz considerar o 
paciente de risco, para efeitos adversos, e reavaliar a possibilidade de 
substituição, se possível, do soro heterólogo pelo homólogo (imunoglobulina 
humana antirrábica);
❖ iniciar, diante da indisponibilidade do soro homólogo, a pré-medicação antes 
da aplicação do soro heterólogo, com estes cuidados:
➢ obter bom acesso venoso, mantendo-o com NaCl 0,9% em infusão 
lenta;
➢ deixar disponível para uso rápido: laringoscópio com lâminas e tubos 
traqueais adequados para o peso e idade; NaCl 0,9% ou Ringer 
lactado; solução aquosa de epinefrina (adrenalina) na diluição de 
1:1000 e de teofilina (aminofilina) 10ml = 240mg;
➢ administrar bloqueadores dos receptores H1 da histamina 
(anti-histamínicos) e um corticosteroide em dose anti-inflamatória 
(Figuras 5, 6 e 7).
Figura 4 - Administração de soro: opção via parenteral
Crianças Adultos
Antagonistas dos receptores H1 da histamina
Maleato de dextroclorfeniramina ou 
Prometazina
 
0,08mg/kg
0,5mg/kg
5mg
50mg
Antagonistas dos receptores H2 da Histamina
Cimetidina ou
Ranitidina
10mg/kg
1,5mg/kg
300mg
50mg
Corticosteroide 10mg/kg 500mg
Fonte: Elaborado pelo autor ( 2023).
 
56
57
Figura 5 - Administração de Soro: Opção Via Oral
Posologia Dose máxima
Antagonistas dos receptores H1
Maleato de dextroclorfeniramina oral (xarope) 0,2mg/kg 5mg
Antagonistas dos receptores H2
Cimetidina ou
Ranitidina
20 a 
30mg/kg
1 a 2mg/kg
400mg
300mg
Corticosteroide
Hidrocortisona (via venosa) ou
Dexametasona(fosfato) intramuscular
10mg/kg
2 ou 4mg
1000mg
20mg
Fonte: Elaborado pelo autor ( 2023).
 
Figura 6 - Administração de Soro: Opção Via Mista
Crianças Dose máxima
Antagonistas dos receptores H1 – via oral
Maleato de dextroclorfeniramina oral (xarope) 0,2mg/kg 5mg
Antagonistas dos receptores H2 - parenteral
Cimetidina ou
Ranitidina
10mg/kg
3mg/kg
300mg
100mg
Corticosteroide
Hidrocortisona – intravenosa ou
Dexametasona - intramuscular
10mg/kg
2 ou 4mg
1000mg
20mg
Fonte: Elaborado pelo autor ( 2023).
 
Administração de Soro homólogo 
(Imunoglobulina humana antirrábica)
A imunoglobulina humana antirrábica é uma solução concentrada e purificada de 
anticorpos, preparada a partir de hemoderivados de indivíduos imunizados com 
antígeno rábico. É mais segura do que o soro heterólogo, porém de produção 
limitada e, por isso, de baixa disponibilidade e alto custo. Deve ser conservada 
entre + 2° e + 8° C, protegida da luz, e verificada a validade conforme 
especificada em sua embalagem. Está disponível nos Centros de Referência para 
Imunobiológicos Especiais (Cries) do Programa de Imunizações das secretarias de 
saúde dos estados e do Distrito Federal. Os cuidados a serem dispensados são os 
seguintes:
➢ Dose: 20 UI/kg de peso;
➢ Administração: a maior quantidade possível deve ser injetada na(s) 
lesão(ões).A dose total deve ser diluída em NaCl 0,9%, quando a lesão for 
muito extensa e múltipla, para que todas as lesões sejam infiltradas. 
Aplicar pela via intramuscular glútea, a quantidade restante não injetada, 
quando a região anatômica afetada não permitir a infiltração de toda a 
dose.
Administração: as seguintes medidas devem ser instituídas:
58
Reações adversas: o soro é seguro, mas pode causar manifestações benignas, 
que não contraindicam a sua prescrição e são caracterizadas, principalmente, por 
manifestações:
➢ Locais: dor, edema e hiperemia e, raramente, abscesso. Não é necessário 
notificar, e o tratamento requer o uso de medidas locais para diminuir a 
dor, a tumefação e a vermelhidão;
➢ Sistêmicas: caracterizadas por leve estado febril. Em presença de 
gama-globulinemia ou hipogamaglobulinemia pode ocorrer reação 
anafilática, que deve ser tratada como acima descrito para as reações 
devidas ao soro heterólogo, notificadas e investigadas.
59
Abandono de tratamento
O abandono de tratamento deve ser evitado a todo custo, caso contrário, o 
paciente desenvolverá Raiva e morte. O SUS deve garantir o tratamento 
profilático antirrábico humano todos os dias, inclusive nos finais de semana e 
feriados, até a última dose prescrita (esquema completo).
É também de responsabilidade do SUS realizar a busca ativa imediata dos 
pacientes que não comparecem nas datas agendadas para a aplicação de cada 
dose da vacina prescrita. A seguinte abordagem deve ser garantida aos que não 
comparecem na data agendada:
Pacientes em uso da vacina de cultivo celular: os cuidados são seguidos de 
forma rígida para que não haja risco inexorável de morte. As seguintes medidas 
são essenciais:
➢ Doses: as cinco doses (dias 0, 3, 7, 14 e 
28 ) devem ser administradas no período 
de 28 dias a partir do início do 
tratamento.
➢ Ausência do paciente para a segunda 
dose: aplicar a dose que falta no dia que 
comparecer e agendar a terceira dose 
com intervalo mínimo de 2 dias.
➢ Ausência do paciente para a terceira 
dose: aplicar a dose que falta no dia que 
comparecer e agendar a quarta dose com 
intervalo mínimo de 4 dias.
➢ Ausência do paciente para a quarta dose: 
aplicar a dose que falta no dia que 
comparecer e agendar a quinta dose para 
14 dias após.
60
As ações de educação em saúde constituem-se em medidas básicas de 
prevenção e controle da Raiva com participação e a comunicação social, devendo 
ser, necessariamente, envolvidos os serviços interinstitucionais, intersetoriais e 
multidisciplinares, incluindo os profissionais de saúde, a agricultura, as escolas, 
as universidades, o meio ambiente, as Ongs, as associações de moradores, os 
sindicatos rurais, os proprietários de animais de estimação, os proprietários de 
grandes animais e a população em geral, sendo necessário:
• estimular a posse responsável de animais;
• desmistificar a castração dos animais de estimação;
• adotar medidas de informação e comunicação que levem a população a 
reconhecer a gravidade de qualquer tipo de exposição a um animal; a 
necessidade de atendimento imediato; as medidas auxiliares a serem 
adotadas com as pessoas que foram expostas ou agredidas; 
 • identificar a sintomatologia de animal suspeito;
• divulgar os serviços existentes e esclarecer sobre o tratamento profilático 
antirrábico humano e estimular a responsabilidade do paciente com o 
cumprimento do esquema indicado, visando a diminuição do abandono e 
o risco de ocorrência de casos;
• estimular a imunização antirrábica animal, inclusive do cão errante;
• desenvolver ações educativas especificamente voltadas para o ensino 
fundamental.
Ações de educação em saúde
61
Tratamento profilático de 
pessoas agredidas.
As medidas de prevenção baseiam-se naquelas que 
assegurem:
Vacinação das pessoas sob 
risco.
A vacinação periódica e rotineira de 
80% dos cães (população real 
estimada) e gatos pode impedir que 
o vírus alcance a população, 
interrompendo o ciclo urbano da 
Raiva.
Eliminação de 20% da população 
canina visando reduzir a circulação 
do vírus, já que dificilmente se 
consegue vacinar os cães errantes, 
fundamentais para a persistência de 
transmissão.
A captura de animais e o envio de 
amostras ao laboratório ajudam no 
monitoramento da circulação do 
vírus.
Pesquisa da Raiva no ciclo silvestre, 
juntamente com os órgãos 
ambientais, permitirá traçar o perfil 
epidemiológico e identificar a 
circulação viral.
Identificação da Raiva em morcego, 
devido a ocorrência crescente de 
casos de Raiva humana transmitida 
por esse animal, o que requer que se 
compreenda o seu comportamento, a 
distribuição e as maneiras de 
controle.
62
Conclusão
Como foi apresentado, a Raiva 
humana (hidrofobia) é uma 
doença infecciosa, zoonótica e 
antropozoonótica que afeta 
mamíferos. É causada pelo vírus 
da Raiva, que se instala e se 
multiplica, inicialmente, nos 
nervos periféricos e, a seguir, no 
sistema nervoso central, 
seguindo-se para as glândulas 
salivares, onde se multiplica e se 
propaga para outros hospedeiros. 
Constitui-se em problema grave 
de Saúde Pública, devido: à sua 
letalidade máxima; ao fato de 
evoluir de forma natural, ou seja, 
sem intervenção médica precoce, 
capaz de impedir o 
estabelecimento da doença; além 
de seus custos decorrentes do 
tratamento pós-exposição e da 
assistência médica, dos efeitos 
econômicos ao afetar animais de 
importância na alimentação 
humana. 
A observação de Raiva humana 
no Brasil nos últimos dois anos 
representa alerta especial, o que 
significa máximo estímulo para 
que medidas de saúde pública 
sejam implementadas 
imediatamente.
64
A Raiva provoca uma encefalite aguda com dois ciclos 
principais de transmissão:
Urbano Silvestre 
A transmissão é feita pela inoculação do vírus 
rábico presente na saliva ou nas secreções de 
um mamífero (cão, gato, e animais silvestres 
como lobos, raposas, coiotes e morcegos 
hematófagos) infectado, especialmente, por 
intermédio da mordedura e, raramente, pela 
lambedura ou arranhadura de mucosas. 
Pode ser transmitida também pela via 
inalatória, placenta e pelo aleitamento, e pelo 
transplante de córnea. 
Cerca de 80% dos casos registrados de animais 
infectados são carnívoros. 80%
65
O período de estado é caracterizado pelos espasmos musculares que evoluem 
para paralisia, alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e obstipação 
intestinal. Segue-se por:
A consciência é mantida, com período de alucinações, até a instalação de coma, 
insuficiência respiratória e óbito. O período de evolução até o óbito, é, em geral, 
de 5 a 7 dias.
disfagia
aero e 
fotofobia
Hiperacusia
Os dados clínico-epidemiológicos que auxiliam o 
diagnóstico da Raiva são constituídos pela: história de 
mordedura, arranhadura ou lambedura de mucosas, 
provocadas por animal raivoso; anamnese, para 
identificação da epidemiologia, do pródromo, do estado 
vacinal; presença de hiperacusia, hiperosmia, fotofobia, 
aerofobia, hidrofobia e alterações do comportamento que 
são observados em cerca de 80% dos pacientes.
O diagnóstico laboratorial pode ser realizado pelo método de 
imunofluorescência direta em espécime clínico coletado de impressão de 
córnea, raspado de mucosa lingual (swab); ou de tecido bulbar de folículos 
pilosos, obtidos por biópsia de pele da região cervical. A sensibilidade dessas 
provas é limitada e, quando negativas, não se exclui a possibilidade de Raiva. A 
autópsia é essencial para a confirmação diagnóstica. O sistema nervoso central 
(cérebro, cerebelo e medula) deverá ser examinado e conservado, 
preferencialmente, refrigerado em até 24 horas, e congelado após este prazo. 
66
A Raiva por sua letalidade máxima, sem tratamento específico, requer rápida 
abordagem com base na prevenção, em que a vacinação pré ou pós-exposição 
constitui medida que permite evitar a evolução para a morte.Todas as medidas de suporte básico ou avançado de vida são insuficientes para 
interromper a evolução das lesões no sistema nervoso central e o óbito. 
A definição do caso constitui a base de toda a abordagem de prevenção e 
profilaxia e objetiva detectar precocemente a circulação do vírus em animais 
(urbanos e silvestres), visando impedir a ocorrência de casos humanos; propor e 
avaliar as medidas de prevenção e controle; identificar a fonte de infecção de 
cada caso humano ou animal; determinar a magnitude da Raiva humana e as 
áreas de risco, para intervenção. Baseia-se nas caracterizações 
clínico-epidemiológicas-laboratoriais, como Caso: 
➢ Suspeito, 
➢ Confirmado, 
➢ Excluído,
➢ Diagnóstico ante e post-mortem. 
67
A vigilância da Raiva animal é baseada em ações desenvolvidas pelo Ministério 
da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que compartilham 
informações referentes a casos de Raiva em animais de interesse para a saúde 
pública como cães, gatos e animais silvestres, incluindo os morcegos, 
hematófagos ou não; e entre bovinos, equinos e outros.
Essas informações auxiliam na organização das ações de controle e redução dos 
casos de Raiva em animais e na prevenção de riscos humanos, com o bloqueio 
vacinal, se necessário, para impedir a disseminação do vírus entres as diferentes 
espécies de animais.
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para recordar, refletir e ampliar seus conhecimentos. 
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68
Bibliografia
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