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Fitotecnia: Soja e 
Milho
Introdução ao estudo da cultura do 
milho
Msc. Flávia Luciane Bidóia
• Unidade de Ensino: 3
• Competência da Unidade: conhecer os diversos aspectos que influenciam 
no planejamento e na implantação da cultura do milho e as técnicas para 
manejar e conduzir essa cultura.
• Resumo: Implantação da cultura do milho em campo e conhecimento 
sobre as características fisiológicas e morfológicas da planta.
• Palavras-chave: milho, implantação, manejo, fisiologia
• Título da Tele aula: Introdução ao estudo da cultura do milho
• Tele aula nº: 03
Introdução
• Cultura do milho: mais produzida no mundo
• Brasil: é a segunda cultura mais produzida
• Atuar em diversos segmentos:
• Insumos para produção agrícola
• Produtos agropecuários
• Comercialização e armazenagem
• Indústrias de 1° segmento: rações para animais / moagem
• Indústria de 2° segmento: produção animal / indústrias alimentícias
• Distribuição ao consumidor: atacado e varejo
Introdução
• É um produto muito demandado pelo mercado: Brasil 65% 
do milho: alimentação animal, e 11%: indústria
• Produtividade média de 5.355 kg/ha (média de 90sc/ha)
• Possibilidades: 18.000 kg/ha (300 sc/ha)
• Aumento na produtividade: tecnologias a campo e 
melhoramento genético
•
Introdução
• Aspectos que influenciam no planejamento e 
implantação da cultura do milho
• Características morfológicas e fisiológicas da 
planta de milho
Introdução
• Centro de origem e o seu ancestral, quais foram os 
primeiros povos a cultivá-lo e para quais finalidades
• Abordar a importância socioeconômica da cultura no 
contexto mundial e nacional
• Comercialização no Brasil e as questões sociais e 
ambientais
1 2
3 4
5 6
Qual a importância desses conceitos? 
• Aspectos que influenciam 
no planejamento e 
implantação da lavoura
• Responsáveis pelo 
sucesso da produção 
comercial da lavoura de 
milho
Flávia Bidóia
Origem e importância 
socioeconômica da 
cultura do milho
Morfologia
Importância e caracterização da cultura do milho
• Milho: Zea mays
• Culturas mais antigas
• Extrema importância econômica e social
• Grão mais produzido mundialmente
• Terceiro cereal mais cultivado
Origem genética:
• A partir da evolução do teosinto (Zea mays
subsp. mexicana)
• Gramínea da família das Poaceae
• Utilizada alimentação animal
• Apresenta perfilhos
• Primeiros registros do cultivos: 7.300 anos 
na Mesoamérica
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/31/Zea_mays_subsp._mexicana.jpg/640px-
Zea_mays_subsp._mexicana.jpg
Expansão da cultura:
• Fins ornamentais
• Apresentou valor alimentício
• Disseminação para o “Novo Mundo” - 2500 aC.
• Base alimentar: Olmecas, Maias, Astecas e Incas
• Consolidação: século XV
• Produção mundial: + 1 bilhão de toneladas
7 8
9 10
11 12
• Mercado consumidor crescente: alta demanda 
• Com isso houve um aumento de área e de produtividade
• Brasil: 2° maior exportador
• Produto utilizado como matéria-prima em diversos 
produtos e insumo em sistemas agroindustriais
• Utilizado no setor industrial e energético
• Alimentação humana e pratos típicos
Características da planta de milho
• Monocotiledônea 
• Família Poaceae, gênero Zea, espécie mays
• Diploide: 2n – 2x – 20 cromossomos
• Monoica: inflorescência feminina e masculina na 
mesma planta, em locais diferentes
• Protândrica: inflorescência masculina aparece primeiro / 
3-5 dias antes da emergência estilo-estigma
• Alógama
• C4: melhor aproveitamento luz solar
Morfologia
• Colmo
• Folhas
• Pendão
• Espigas
• Grãos/sementes
• Sistema radicular
www.istockphoto.com
Sistema radicular
• Raízes primárias ou temporárias
• Raízes secundárias ou permanentes
• Raízes adventícias ou aéreas
Colmos
• Formados por nós e entrenós (10-25 genótipo)
• Órgão de reserva de fotoassimilados: reserva que 
poderá ser convertida para grãos – 5/50%
• Suportar folhas e partes florais
Folhas 
• Alternadas e lanceoladas
• Lisas e com cerosidades
• Emergem dos nós
• Nervuras paralelas
https://commons.wikimedia.org/
13 14
15 16
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• Partes: 
• Lâminas: produção de fotoassimilados
• Bainha foliar: fixação da folha
• Aurícula: permite mobilidade
• Lígula: evitar contaminações externas/ 
reduz de perda de água
https://commons.wikimedia.org/
Terço superior: 50%
Terço médio: 30%
Terço inferior: 20%
www.istockphoto.com
Pendão 
• Inflorescência masculina
• Formado por espiguetas
• Grão pólen
• Viável por 24h
• Liberação: 5-8 dias (14 dias 
após a abertura floral)
• Alcançar 500 m 
www.istockphoto.com
Espiga
• Inflorescência feminina
• Ramo lateral modificado
• Apresenta: estilo-estigma
• Viáveis por 2 semanas
• Acontecer veranico: viabilidade do estilo-
estigma é reduzido
• “cabelo”: vai degenerar, indiferente da 
fertilização acontecer ou não
www.istockphoto.com
Grãos
• Cariopse (produto seco)
• Composição:
• 70% amido
• 8-10% proteínas
• 10% fibras
• 5% óleo
• Partes: pedicelo, pericarpo, endosperma e embrião
Desenvolvimento do 
milho em campo
19 20
21 22
23 24
Estádios fenológicos
Qual a importância de se identificar e acompanhar o 
desenvolvimento de uma lavoura por meio dos estádios 
de crescimento da planta? 
• Os estádios de crescimento da planta de milho se 
dividem em vegetativos e reprodutivos
• A importância em identificar a planta pelos diversos estádios 
prende-se ao fato de que o clima (luminosidade, temperatura 
e chuva) varia de ano para ano agrícola. 
• O aparecimento de cada estádio vai depender do meio 
ambiente.
• Correto é planejar qualquer medida de manejo pelo nível de 
desenvolvimento (número de folhas formadas ou estádio de 
formação do grão), em vez de se utilizar números de dias 
após o plantio. 
Estádios fenológicos
• Vegetativos: V1, V2, V3... Vn
• n: folha final totalmente expandida produzida antes do pendoamento
• Reprodutivos
• R1: formação e polinização
• R2: grão bolha d’água
• R3: grão leitoso
• R4: grão pastoso
• R5: formação de dente
• R6: maturidade fisiológica
VE – emergência
• Semeadura – germinação – emergência
• Duração: 4/5 dias
• Condições adversas: baixa umidade, alta temperatura, 
pode atrasar a emergência em 2 semanas
V1/V3 – 3 folhas verdadeiras expandidas
• 14 dias após a emergência
• Pelos do sistema radicular
• Geradas todas as folhas e espigas
• Rendimento de grãos e definição de produção
V1/V3 – ocorrência de condições adversas
• Baixas temperaturas
- Expandir tempo entre as fases
- Produzir maior número de folhas
- Retardar emissão pendão
- Reduzir teores disponíveis para a planta
• Excesso de água
- Morte das plantas
25 26
27 28
29 30
V5 – 5 folhas expandidas
• Produção folhas e espigas completas
• Pendão no ápice do caule
• Ponto de crescimento sob a superfície do solo
V6 – 6 folhas expandidas
• Local de crescimento e pendão acima da superfície do solo
• Colmo com alongamento acelerado
V8 – 8 folhas expandidas
• Abscisão de folhas pioneiras
• Tolerar excesso de chuvas (menos período prolongado)
• Déficit hídrico:
- Reduzir tamanho de internódios
- Reduzir potencial reserva de açúcares
- Colmos finos
- Plantas menores
- Menor área foliar
31 32
33 34
35 36
V9 – 9 folhas expandidas
• Espigas visíveis
• Cada nó, com exceção do 6° ao 8° abaixo do pendão, 
pode gerar uma espiga
• Crescer 1 a 3 espigas: depende do caráter prolífero do 
genótipo
• Aumento da taxa de desenvolvimento dos órgãos 
florais e pendão
V10 – 10 folhas expandidas
• Demanda por água e nutrientes
• Acelerado e constante crescimento
• Armazenamento de açúcares
• Elevação do peso seco
V12 – 12 folhas expandidas
• Número de grãos ou óvulos para boa produção
• Comprimento da espiga
• Maior risco de perdas até a polinização
37 38
39 40
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V17 – 17 folhas expandidas
• Definição da quantidade de grãos por fileiras, ocorre 7 
dias após o florescimento
• Déficit hídrico:
- 14 dias antes ou após o florescimento pode ocasionar 
redução no rendimento
V18 
• Plantas do milho estãohá sete dias do período de florescer, 
crescimento da espiga permanece acelerado
• Déficit hídrico: afetar de forma crescimento dos órgãos 
femininos
• Dificuldade na sincronização: emissão de pólen para a 
captura pela espiga
• Falta de água permanecer: retardar o desenvolvimento do 
cabelo até o final da liberação do pólen, ou seja, óvulos 
emitirem o estilo-estigma depois da liberação do pólen não 
serão fertilizados 
VT – pendoamento (pendão = Tassel)
• Ramo final do pendão totalmente visível
• Falta ou excesso de água + temperatura acima de 
35°C, pode reduzir a produção
Desenvolvimento do 
milho em campo
VT – R1
• Plantas suscetíveis à falta ou excesso de água, baixa 
ou alta temperatura, ataque de pragas e doenças
• R1: formação de espiga e polinização
• R2: bolha d’ água
• R3: leitoso
• R4: pastoso
• R5: farináceo
• R6: maturidade fisiológica
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Estádio R1
• Florescimento e polinização
• Crescimento dos estilo-estigmas até serem polinizados
• Cessa a elongação do colmo e internódios
• Definição do número de óvulos fertilizados
• Colheita de minimilho
Estádio R2
• Grãos bolha d’água
• Grãos – 85% de umidade
• Definição da densidade do grão
• Início da formação do embrião
• Problemas com período nublado e déficit hídrico
Estádio R3
• Grãos leitosos
• Translocação de fotoassimilados – enchimento dos 
grãos – 80% de umidade
• Colheita milho verde
Estádio R4
• Grãos pastosos
• Acúmulo de amido – 70% de umidade
• Rápido acúmulo de MS
Estádio R5
• Grãos farináceo – formação do dente
• Grão assumindo forma 
• Perda de umidade acelerada – 55% umidade
• Matéria seca: 33-37%
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Estádio R6
• Ponto de maturidade fisiológica
• Máximo: vigor e matéria seca
• Aparecimento de camada negra
• 30-38% umidade
Quais os estádios de desenvolvimento da planta mais 
suscetíveis a ocorrência de algum tipo de estresse?
• Iniciação floral e desenvolvimento da inflorescência: V5
• Período de florescimento: conhecido como VT/R1 -
fertilização dos grãos – altas taxas de metabolismo
• Enchimento de grãos: R2 a R6 - depósito de matéria seca 
nos grãos contribuindo para aumentar o seu peso
Quais são as principais consequências do déficit hídrico?
• Tempo seco na época do florescimento é prejudicial 
porque o cabelo da boneca seca e pode não conter 
umidade suficiente para suportar a germinação do 
pólen e o crescimento do tubo polínico até o ovário. 
• Dois dias de estresse hídrico no florescimento 
diminuem o rendimento em mais de 20%. 
• Durante a floração, 4 a 8 dias de seca diminuem a 
produção em mais de 50%. 
• O efeito do estresse hídrico sobre o crescimento da 
planta será diretamente no alongamento celular, 
enquanto a divisão celular não é tão afetada. 
• Isso equivale dizer que a planta, mesmo sob condições 
de falta de água, continua sua divisão celular, porém o 
alongamento é reduzido ou até paralisado, 
dependendo da duração e da intensidade do estresse. 
55 56
57 58
59 60
• Submetida a déficit hídrico, as plantas fecham 
estômatos, eliminam mecanismo de resfriamento e 
aumentam a temperatura da folha, afetando a 
respiração. 
• Com isso, vai haver maior consumo de reservas, o que 
vai reduzir não só o crescimento como a produção de 
matéria seca de uma maneira geral. 
• A redução na fotossíntese se dá por: fechamento 
estomático e diminuição da área foliar. Plantas em 
condições de estresse hídrico passam mais tempo 
respirando do que fotossintetizando. 
• Água é de fundamental importância, porém sua falta é 
o fator mais inibidor da produção, após a luz: se não 
tem água, não tem fotossíntese.
Quais são os efeitos diretos da elevação e da diminuição 
da temperatura nas diversas fases de desenvolvimento 
da cultura?
• Se forem consideradas as fases da emergência à 
polinização, a elevação da temperatura acelera o 
pendoamento, enquanto na polinização o efeito da 
temperatura (acima de 30 °C) vai reduzir a viabilidade 
do pólen. 
• Da polinização à maturidade fisiológica, a elevação de 
temperatura vai provocar o encurtamento da fase de 
enchimento de grãos, com consequente menor taxa de 
acúmulo de matéria seca nos grãos e menor teor de 
proteína. 
• Com a redução da temperatura abaixo de 12 °C, vai 
haver redução da germinação, e o desenvolvimento 
será reduzido da emergência ao pendoamento, uma 
vez que o metabolismo diminui com a baixa da 
temperatura. 
• Após a maturação fisiológica, o metabolismo vai 
continuar lento, com baixa perda de umidade nos 
grãos e comprometimento na qualidade de grãos.
61 62
63 64
65 66
Ecofisiologia e 
exigências 
edafoclimáticas para a 
cultura do milho
Plantas C3
• 85% das plantas apresentam mecanismo C3
• Leguminosas e gramíneas de inverno (trigo, cevada)
• Capturar CO2 e formar compostos com 3 carbonos
• Enzima responsável: Rubisco
• Estômatos: capturar de CO2 / Perda de água pela transpiração
• Plantas esbanjadoras de água
• Necessitam de grandes quantidades de água no calor
• Plantas não fazem estoque de CO2
• Rubisco + O2 = fotorrespiração (gasto de energia)
Plantas C4
• Gramíneas tropicais (milho e cana)
• Possuem 2 mecanismos isolados: primeiro vai capturar CO2 e 
armazenar, e um segundo, utilizar o CO2
• Ação 2 enzimas: PEP-carboxilase e Rubisco
• Apresentam estoque de carbono
• Evitam fotorrespiração, menos dependentes de água, melhor 
aproveitamento da MO
• Plantas em altas temperaturas, elevada intensidade luminosa 
e falta de água: acumular o dobro de biomassa por área foliar 
no mesmo espaço de tempo que uma planta C3
Ecofisiologia do Milho
- Apresenta rota fotossintética C4
- Possui duas enzimas 
responsáveis pela fixação de 
CO2
Exigências climáticas
• Como o clima influencia a cultura do milho?
• Qual a importância da luz solar para o 
desenvolvimento do milho?
• O milho é sensível a fotoperíodo? 
• Qual é o efeito da temperatura no desenvolvimento da 
cultura e na produção de grãos?
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69 70
71 72
Exigências climáticas
• Qual é o efeito da altitude na produtividade do milho?
• O que significam acúmulo térmico, soma térmica e 
índice graus-dia?
Como o clima influencia a cultura do milho?
• A radiação solar, a precipitação e a temperatura são as 
variáveis que mais influenciam na produção de grãos e 
de matéria seca da cultura do milho
• A radiação solar: fotossíntese para a produção de 
biomassa
• Precipitações: abastecer solo de água e reduzem as 
taxas de radiação por meio das nuvens
• Temperatura: fisiologia da planta e na sinergia com o ambiente, 
regulada por essas alternâncias e pelas estações do ano
• Regiões mais frias: baixas temperaturas provocam geadas, congelando 
o orvalho.
• Regiões menos úmidas: quantidade de chuvas, no período mais crítico 
da cultura, pode ser insuficiente.
• Baixa precipitação e chuvas concentradas em um período estreito 
limitam drasticamente a produção de milho.
Qual a importância da luz solar para o desenvolvimento 
do milho?
• O milho é uma planta C4, o que equivale dizer que é 
altamente eficiente na presença da luz, assim como 
tolera altos níveis de radiação luminosa.
• Maior sensibilidade: início da fase reprodutiva, primeiros 
10–15 dias após o pendoamento. Redução da radiação 
luminosa ocasionar diminuição da densidade dos grãos.
Períodos de muita chuva e nebulosidade: 
• Crescimento maior da planta, que se mantém vistosa 
com um verde intenso, porém a produção de grãos 
cai. 
• Em um período de nebulosidade de 25 dias, a queda 
na produção pode chegar a 40%.
O milho é sensível a fotoperíodo? 
Praticamente não. O milho é originalmente uma planta de dias 
curtos, embora os limites dessas horas de luz não sejam 
idênticos nem definidos para as diferentes cultivares.
Dias longos: aumento da fase vegetativa e do número de 
folhas, ocasionando o atraso no florescimento. 
Plantas de milho são sensíveis ao fotoperíodo apenas em 
latitudes superiores a 33° S.
73 74
75 76
77 78
Qual é o efeito da temperatura no desenvolvimento da 
cultura e na produçãode grãos?
O ideal é ter temperaturas em torno de 25°C e 30°C durante o 
dia e com noites frias, em torno de 16°C e 19°C. 
Noites e dias quentes aceleram o ciclo e perda de rendimento
Noites e dias frios aumentam em muito o ciclo, sem no entanto 
trazer nenhuma vantagem para o rendimento final
Qual é o efeito da altitude na produtividade do milho?
• A altitude tem um efeito direto na temperatura, tanto 
diurna como noturna, afetando a fotossíntese e a 
respiração. 
• Maiores altitudes: maior número de dias para atingir o 
pendoamento, aumentando o ciclo e apresentando maior 
rendimento de grãos
• Maiores altitudes: temperaturas máximas menores e 
mais próximas da temperatura ótima.
• Menores temperaturas noturnas diminuem a taxa de 
respiração, resultando na redução do ponto de 
compensação (ponto em que a fotossíntese e a 
respiração são idênticas), que também implica o 
aumento da produtividade.
O que significam acúmulo térmico, soma térmica e índice 
graus-dia?
• Cada subperíodo fisiológico do ciclo de vida da planta 
de milho requer o acúmulo de uma determinada 
quantidade de calor.
• Índice graus-dia: calculado considerando a soma das 
temperaturas diárias acima da temperatura base para 
o desenvolvimento da cultura
• O conceito de graus-dia assume a existência de uma 
temperatura base, abaixo da qual o crescimento e o 
desenvolvimento da planta são interrompidos ou 
extremamente reduzidos. 
• O tempo entre plantio e florescimento do milho está 
mais relacionado com a temperatura (soma térmica) 
do subperíodo emergência-florescimento do que com o 
número de dias após o cultivo.
Classificação
Esses resultados contribuem para classificar o ciclo:
• Híbridos tardios: acima de 890 graus-dia para o 
florescimento;
• Precoces mais de 831 e menos de 890 graus-dia; 
• Superprecoces necessitam de menos de 830 graus-dia.
79 80
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83 84
Classificação em três grupos de acordo com as unidades 
calóricas
• Grupo I - requer até 780 U.C (precoce) (n < 110 dias). 
• Grupo II - precisa entre 780 e 860 U.C. (ciclo médio) 
(110 dias < n < 145 dias). 
• Grupo III – necessita de mais que 860 U.C. (ciclo tardio) 
(n > 145 dias). 
Em que “n” expressa o número de dias da emergência à 
maturação fisiológica.
Finalizando
Finalizando...
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