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CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS Aula Prática 1: Avaliação de comunidades infestantes de plantas daninhas Prof. Dra. Cristina Célia Krawulski • Unidade de Ensino: 2, Seção 2.3 • Competência da Unidade: Aprender a avaliar comunidades infestantes de plantas daninhas. • Resumo: Serão abordadas diferentes formas de avaliar comunidades infestantes, perdas de produção e o manejo integrado de plantas daninhas. • Palavras-chave: Levantamento florístico; Método do Gabarito. • Título da aula prática: Avaliação de comunidades infestantes de plantas daninhas. • Aula Prática nº: 1 • Avaliar uma comunidade infestante de plantas daninhas; • Aprender a utilizar o gabarito; • Construir uma “curva” para delimitar a área mínima a ser amostrada; • Gerar parâmetros fitossociológicos. Conceitos importantes • População: conjunto de indivíduos da mesma espécie que habitam determinada área: Bidens pilosa; Ageratum conyzoides. • Comunidade infestante: Conjunto de todas as populações de plantas daninhas que infestam as áreas agrícolas, pastagens, pomares e reflorestamentos. • Não inclui a planta cultivada na área (interações). • Utilizar a expressão comunidade infestante para designar o conjunto de plantas daninhas que habita determinado ambiente; • Comunidade infestante de lavouras de café; • Comunidade infestante de margens de rodovias; • Comunidade infestante de linhas de transmissão elétrica. Pitelli (2015): Fotos: KRAWULSKI (2020). Fotos: KRAWULSKI (2020). Foto: KRAWULSKI (2020). Avaliação de perdas de produção • Pesquisa. • Isolar o efeito da competição de plantas daninhas; • Experimentos: Convivência e interferência das plantas daninhas com a cultura; Sem interferência (capinas); • Modelos matemáticos de competição entre culturas e plantas daninhas são essenciais para análise econômica de curto ou longo prazo (equações). • Regressão não-linear: • Análise do nível de tolerância de Portugal: • Contabilização individual de espécies (índices; espécies dominantes); • Notas de controle e cobertura (mais práticos); • Processamento de imagens; • Levantamento florístico (parâmetros fitossociológicos). • Gabarito. Avaliação de comunidade infestante Foto: KRAWULSKI (2021). 1. Escala de notas • Avaliar o controle; • Comparação (área onde não é feito); • Áreas experimentais (testemunha). 2. Notas de cobertura • Ausência de cobertura do gabarito com plantas daninhas: 0% • Total cobertura do gabarito com plantas daninhas: 100%. • Unidade mínima de 5% (NKOA; OWEN; SWANTON, 2015): 0%; 1 a 5%; 5 a 10%; 10 a 25% 25 a 50%; 50 a 75%; 75 a 100% • Caráter subjetivo (cada avaliador). Foto: KRAWULSKI (2021). Exemplo 1 Fotos: KRAWULSKI (2021). Foto: KRAWULSKI (2021). Exemplo 2 Fotos: KRAWULSKI (2021). 3. Processamento de imagens • Fotografias das amostragens; • Isolar as plantas daninhas; • Determinar sua cobertura relativa (%); • Software ImageJ® (Image Processing and Analysis In Java); • Gratuito; National Institutes of Health/EUA); • Astronomia, Ciência de Materiais, Pedologia, Climatologia, Imagiologia Médica, Cristalografia, Análise Foliar. Fonte: SANTOS et al. (2016). Interface do software ImageJ® para a estimativa de cobertura por gramíneas invasoras. Fonte: SANTOS et al. (2016). a) capina manual; c) capina mecânica ; e) capina química; g) capina mecânica + química. Análise de imagens pelo software ImageJ® Fonte: MARTINELLI, ORZARI e FERREIRA (2019, p. 88). A: Fotografia de Raphanus raphanistrum (L.); B: seleção da área foliar; remoção dos ruídos da fotografia e conversão da imagem para preto e branco (binário) para posterior cálculo da área foliar (C). 4. Levantamento florístico • Verificar a relação entre o nº espécies x nº amostragens; • Nº de amostras é determinado quando essa relação chega a uma curva assíntota (a partir de um certo nº de amostras não são identificadas novas espécies (suficiência amostral); • Qualquer tipo de comunidade de plantas. Fonte: MARTINELLI, ORZARI e FERREIRA (2019, p. 86). Fonte: elaborado pela autora. Foto: KRAWULSKI (2021). Comunidade infestante a ser avaliada Fotos: KRAWULSKI (2021). Fotos: KRAWULSKI (2021). Fotos: KRAWULSKI (2021). Levantamento florístico (fitossociológico) • Grupos (5 alunos); • Número de amostragens já definido (10); • Dispor o gabarito na área, de forma aleatória (10 vezes cada grupo); • Em cada amostragem, identificar e quantificar as plantas daninhas por espécie (Trapoeraba - 4; Buva - 3; Bidens pilosa - 3); • Em cada amostra, cortar a biomassa da parte aérea de todas as plantas daninhas espécie; • Colocar a biomassa cortada em sacos de papel; Procedimento 1 Amostragem de plantas daninhas Am Nº esp Nº plantas/espécie 1 13 3B-4b-1T-3Bu-2Ca-4Cc-2m-1S-1Bd-1Am-2Ac-2G-3Se 2 9 3B-4b-2T-5Bu-3Ca-2Cc-6m-5S-4Bd 3 11 5B-6b-1T-3Bu-3Ca-4Cc-2m-2S-1Bd-1Am-2Ac 4 9 5B-3b-2T-5Bu-3Ca-2Cc-3Am-1G-4Se 5 9 3B-4T-2Bu-5S-3Bd-2Am-6Ac-5G-4Se 6 8 3b-4T-2Bu-4Cc-3m-2Am-3Ac-2G 7 8 3B-4b-2T-5Bu-3Ca-2Cc-6m-1S 8 8 3b-4T-2Bu-5S-3Bd-2Am-6G-5Se 9 8 2T-3Bu-1Ca-3Cc-2Bd-1Am-3Ac-5Se 10 8 1T-2Bu-1Cc-3S-1Bd-2Am-1Ac-3Se B: Bidens pilosa b: Beldroega T: Trapoeraba Bu: Buva Ca: Capim amargoso Cc: Capim colchão m: Mentrasto S: Sida sp Bd: Brachiaria decumbens Am: Amaranthus sp Ac: Acanthospermum G: Galinsoga sp Se: Serralha • Cada espécie de planta daninha um saco de papel; • Pesar (matéria verde por espécie); • Levar as amostras para secagem, em estufa de ventilação forçada (63ºC, durante 72 horas); • Pesar a biomassa seca de cada espécie. Procedimento 2 • Tabular os dados coletados (planilha); • Criar um conjunto de dados pareados: Nº de amostragens; Nº de espécies novas encontradas. • Construir um gráfico de linhas: Eixo X = número de amostragens. Eixo Y = número de espécies. Fonte: elaborado pela autora. Pesagem e secagem das amostras de plantas daninhas Índice de valor de importância (IVI) = FreR + DenR + DomR Fonte: MARTINELLI, ORZARI e FERREIRA (2019, p. 86). Estimativa dos parâmetros fitossociológicos Equações de Mueller-Dombois e Ellenberg (1974) Am B b T Bu Ca Cc m S Bd Am Ac G Se 1 3 4 1 3 2 4 2 1 1 1 2 2 3 2 3 4 2 5 3 2 6 5 4 - - - - 3 5 6 1 3 3 4 2 2 1 1 2 - - 4 5 3 2 5 3 2 - - - 3 - 1 4 5 3 - 4 2 - - - 5 3 2 6 5 4 6 - 3 4 2 - 4 3 - - 2 3 2 - 7 3 4 2 5 3 2 6 1 - - - - - 8 - 3 4 2 - - - 5 3 2 - 6 5 9 - - 2 3 1 3 - - 2 1 3 - 5 10 - - 1 2 - 1 - 3 1 2 1 - 3 22 27 23 32 15 22 19 22 15 14 17 16 24 B: Bidens pilosa b: Beldroega sp T: Trapoeraba Bu: Buva Ca: Capim amargoso; Cc: Capim colchão m: Mentrasto S: Sida sp Bd: Brachiaria decumbens Am: Amaranthus sp Ac: Acanthospermum sp G: Galinsoga sp Se: Serralha B b T Bu Ca Cc m S Bd Am Ac G Se Fre 0,6 0,7 1,0 1,0 0,6 0,8 0,5 0,7 0,7 0,8 0,6 0,5 0,6 9,1 FreR 6,6 7,7 10,9 10,9 6,59 8,8 5,5 7,69 7,69 8,8 6,59 5,5 6,59 Den 8,8 10,8 9,2 12,8 6,0 8,8 7,6 8,8 6,0 5,6 6,8 6,4 9,6 107,2 DenR 8,2 10,1 8,6 11,9 5,6 8,2 7,1 8,2 5,6 5,2 6,3 5,9 8,9 Bio* 25 32 55 54 29 24 23 43 46 58 21 19 37 366 Dom 0,07 0,08 0,15 0,14 0,07 0,06 0,06 0,12 0,12 0,16 0,06 0,05 0,10 1,24 DomR 5,64 6,45 12,1 11,3 5,64 4,84 4,84 9,68 9,68 12,9 4,84 4,03 8,06 IVI 20,4 24,5 31,6 34,1 17,8 21,8 17,4 25,6 22,8 26,9 17,7 15,4 23,5 * Matéria seca (g) B: Bidens pilosa b: Beldroega sp T: Trapoeraba Bu: Buva Ca: Capim amargoso; Cc: Capim colchão m: Mentrasto S: Sida sp Bd: Brachiaria decumbens Am: Amaranthus sp Ac: Acanthospermum sp G: Galinsoga sp Se: Serralha Fonte: OLIVEIRA e FREITAS (2008)). Sugestões de leitura SILVEIRA, Leonardo Palhares da; PIUZANA, Danielle; PEREIRA, Israel Marinho; OLIVEIRA, Marcio Leles Romarco de; SANTOS, José Barbosa dos. Estimativa da cobertura de gramíneas invasoras em área degradada de cerrado por meio do Software Imagej. Revista Espacios, v. 37, n. 31, p. 26, 2016. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/310634196_Estimativa_da_cobertura_de_ gramineas_invasoras_em_area_degradada_de_cerrado_por_meio_do_Software_ImageJ. Acesso em: 10 fev. 2021. SANTOS, W.F., PROCÓPIO, S.O., SILVA, A.G., FERNANDES, M.F., BARROSO, A.L.L. Levantamento fitossociológico e florístico de plantas daninhas em áreas agrícolas da região Sudoeste de Goiás. Planta Daninha, v. 34, n. 1, p. 65-80, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/pd/v34n1/0100-8358-pd-34-01-00065.pdf. Acesso em: 13 fev. 2021.