Logo Passei Direto
Buscar

Desempenho da Laranja na Bahia

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 
 
Desempenho da cultura da laranja no Estado da Bahia: 1990 a 2015 
 
Milena Andrade Nogueira1; José da Silva Souza2; Clóvis Oliveira de Almeida2 
 
1Estudante do CEMAM – Centro Educacional Maria Milza, a.milenanogueira@hotmail.com; 
 2Pesquidasor da Embrapa Mandioca e Fruticultura, jssouza_cza@hotmail.com, clovis.almeida@embrapa.br 
 
A produção de laranja na Bahia ocupa a terceira posição no cenário nacional, atrás dos estados de São 
Paulo e Minas Gerais. Na agricultura baiana, a laranja ocupa a 15ª posição em área colhida e 19ª posição 
no valor da produção agrícola do Estado. Com relação às demais fruteiras produzidas na Bahia, a laranja 
ocupa a 5ª posição em valor da produção, atrás de banana, mamão, côco-da-baia e maracujá. Certamente 
a cultivar predominante é a ‘Pera’. Uma das evidências disso é a participação das cultivares de laranjas 
comercializadas na CEASA (BA) em 2015, oriundas do Estado, na qual a ‘Pêra’ teve a maior participação 
(99,0%), enquanto que as cultivares ‘Bahia’ e ‘Lima’ participaram com 0,9% e 0,1%, respectivamente 
(EBAL, 2015). O objetivo desse trabalho foi analisar o desempenho da cultura da laranja no Estado da 
Bahia, no período de 1990 a 2015, considerando as seguintes variáveis: área colhida; produção; 
rendimento; valor da produção; preços médios ao nível do produtor; e número de municípios produtores. As 
informações para área colhida, produção, rendimento e valor da produção durante o período de 1990 a 
2015 foram coletadas no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram 
tabulados em planilhas eletrônicas e posteriormente confecciondas tabelas, gráficos e calculadas as Taxas 
Geométricas de Crescimento (TGC), as médias e os valores máximos e mínimos das séries históricas. Com 
o objetivo de anular os efeitos da inflação sobre os preços no período estudado, os mesmos foram 
atualizados para o último ano (2015), utilizando o Índice Geral de Preços, Disponibilidade Interna, da 
Fundação Getúlio Vargas (IGP-DI). No período estudado, a produção baiana de laranja passou de 423.195 t 
(1990) para 962.978 (2015), evidenciando uma variação percentual de 127,55% e uma taxa anual de 
crescimento 2,82%. Esse crescimento foi devido, principalmente, ao aumento da área colhida, que em igual 
período foi de 2,42% a.a., enquanto que o desempenho do rendimento, embora positivo, ficou em torno de 
apenas 0,38% ao ano. Estas informações permitem afirmar que o crescimento da produção foi mais 
impulsionado pelo efeito da área colhida, que do rendimento. O desempenho do valor da produção da 
cultura, em igual período, foi baixo, com uma taxa de 0,61% ao ano, enquanto que o do preço médio da 
tonelada de laranja, ao nível do produtor, foi negativo (-2,14% ao ano). Essa informação permite afirmar 
que, para a variável valor da produção, o que se conseguiu com o aumento da produção (via aumento de 
área colhida e rendimento) foi neutralizado pelo péssimo desempenho do preço médio da tonelada. Com 
relação aos números de municípios produtores de laranja na Bahia, o indicador de crescimento foi negativo 
(-3,28% a.a.), indicando que, em igual período, ocorreu uma redução no número de municípios produtores. 
Como a produção continuou crescendo, conclui-se que ocorreu um processo de concentração da cultura no 
Estado. No período estudado, os 10 maiores municípios produtores, segundo a média dos 26 anos 
considerados, foram: Rio Real, Itapicuru, Inhambupe, Cruz das Almas, Sapeaçu, Jandaíra, Alagoinhas, 
Governador Mangabeira, Esplanada e Muritiba. As posições ocupadas pelos maiores municípios variaram 
bastante de ano para ano. As principais conclusões foram: (a) O número de municípios produtores de 
laranja no Estado variou bastante, de um máximo de 342 municípios para um mínimo de 154 municípios, 
sendo que no último ano (2015), o número foi de 160 municípios. Durante o período analisado, a produção 
aumentou, principalmente pelo aumento de área colhida, em um número menor de municípios, 
evidenciando a tendência de concentração da cultura no Estado; (b) houve crescimento da produção e o 
principal fator de crescimento foi aumento da área colhida; (c) o valor da produção registrou apenas um 
pequano aumento ao longo do período, uma vez que os preços da laranja apresentaram uma taxa negativa. 
Em virtude disso, todo o crescimento conseguido pelo aumento da área colhida e do rendimento foi 
praticamente anulado pela redução dos preços. 
 
 
 
Significado e impacto do trabalho: Estudar a dinâmica do crescimento de uma determinada cultura numa 
região permite identificar as variáveis mais importantes envolvidas no processo. Diante da expressividade 
da cultura da laranja no Estado da Bahia, realizaram-se análises de desempenhos dos principais fatores de 
crescimento da produção e do valor da produção. O conhecimento e a divulgação dos resultados permitem 
compreender e explicar a situação atual dessa cultura no Estado. 
 
 
 
7
mailto:a.milenanogueira@hotmail.com
11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 
Índice não paramétrico na seleção da rentabilidade de espaçamentos de citros no 
estado de São Paulo 
 
Sávio Santos Bulhões¹; Lucas de Oliveira Ribeiro2; Aurea Fabiana A. de Albuquerque Gerum3; Eduardo 
Augusto Girardi3 
 
1Estudante de Graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Maria Milza - FAMAM, savio.bulhoes@hotmail.com; 
2Estudante de Doutorado em Ciências Agrárias da Universidade do Recôncavo da Bahia - UFRB, 
lucasdeoliveira2@yahoo.com.br; 3Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas, e-mails: 
aurea.albuquerque@embrapa.br, eduardo.girardi@embrapa.br 
 
O Brasil possui atualmente a maior produção de suco concentrado de laranja do mundo, advinda em quase 
toda sua totalidade do Estado de São Paulo. A citricultura moderna vem buscando gradativamente uma 
maior produção, diminuição nos custos e consequentemente uma maior rentabilidade para o produtor. A 
aplicação do sistema adensado se torna uma ferramenta estratégica para aumentar a produtividade. O 
objetivo do trabalho foi analisar a rentabilidade de espaçamentos de citros com base em um método não 
paramétrico, para se obter informações referentes aos melhores espaçamentos avaliados. Foram 
analisados 16 espaçamentos (m x m) de citros (7x4; 7x3; 7x2; 7x1; 6x4; 6x3; 6x2; 6x1; 5x4; 5x3; 5x2; 5x1; 
4x4; 4x3; 4x2; 4x1), utilizando o Índice de Mulamba & Mock, que serve para ranquear postos classificando 
cada variável, somando-se o número de ordem exposto em cada caráter. Nesse caso, o menor valor da 
soma será a melhor classificação dos postos, na seleção. As variáveis utilizadas foram: Valor Presente 
Líquido (VPL); Relação Benefício-Custo; Taxa Interna de Retorno (TIR); e Custo Unitário por caixa (40,8 
kg). Os dados apurados referentes aos preços e quantidades foram coletados no Agrianual 2017, da região 
referencial de Araraquara-SP e de produtores do Parque Citrícola do Estado de São Paulo; o progama 
utilizado para a realização do ranqueamento foi o Excel 2013 (Microsoft). Com base na análise realizada, os 
espaçamentos (m x m) que apresentaram maior receita líquida foram, respectivamente: 7x4, 6x4, 7x3, 5x4, 
6x3, 7x2, 5x3 e 4x4. O Índice de Mulamba e Mock foi eficiente em classificar os espaçamentos fornecendo 
informações de alta concordância. 
 
Significado e impacto do trabalho: Os resultados deste trabalho apresentam aos produtores de citros 
(atuais e potenciais) quais espaçamentos oferecem a melhor receita líquida, ou seja, a diferença entre o que 
se recebe com as vendas das caixas de laranjas e o que se gasta para plantar e colher. 
 
 
 
 
8
	1_AI.pdf
	AI-D_086_17_V01-Aprovado
	AI-I_060_17_V01_RV1-Aprovado

Mais conteúdos dessa disciplina