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11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 Avaliação de parâmetros fisiológicos da seca no comportamento de porta-enxerto de citros como suporte à proteômica. Iane dos Santos Queiroz¹; Ariana Silva Santos2; Diana Matos Neves2; Ana Claudia Oliveira Barbosa3; Abelmon da Silva Gesteira4; Cláudia Fortes Ferreira4 1Estudante de Agronomia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, q.iane@hotmail.com; 2Estudante de Doutorado da Universidade Estadual de Santa Cruz, ana.silva0491@hotmail.com, diana_matos6@yahoo.com.br; 3Estudante de Biologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, aina-cob2@hotmail.com; 4Pesquisador (a) da Embrapa Mandioca e Fruticultura, abelmon.gesteira@embrapa.br, claudia.ferreira@embrapa.br; Os citros estão entre o grupo de fruteiras mais importantes para o Brasil devido ao seu alto valor nutritivo e grande importância econômica e social. A utilização de poucas combinações entre as copas e os porta- enxertos torna o cultivo de citros no Brasil vulnerável aos principais fatores bióticos e abióticos que acometem a cultura. A utilização de copa e porta-enxerto com boa capacidade de adaptação a estresses abióticos pode ser determinante na obtenção de melhores rendimentos. Desse modo, são de fundamental importância os estudos das relações hídricas nas plantas e das interações causadas pelo déficit hídrico sobre os processos fisiológicos. Com isso, o objetivo desse trabalho foi avaliar os parâmetros fisiológicos em porta-enxertos de citros contrastantes para tolerância à seca como auxílio à técnica de proteômica. O experimento foi instalado em casa de vegetação da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas – Bahia. Foram utilizadas duas variedades de porta-enxerto, o Limoeiro ‘Cravo’ e a tangerineira ‘Sunki Maravilha’, com padrões contrastantes de tolerância à seca, tolerante e suscetível, respectivamente. Como copa utilizou-se a variedade de limeira ácida ‘Tahiti’. As plantas com 3 meses de idade, cultivadas em vasos de 20 L, foram submetidas a condições severas de estresse recorrente por deficiência hídrica, em que foram realizados três momentos de estresse para cada grupo de plantas, atingindo potenciais hídricos de -2,0 Mpa. Foram coletados os seguintes dados fisiológicos: potêncial osmótico foliar; potêncial hídrico foliar; potêncial hídrico do solo; parâmetros fotossintéticos e área foliar. A umidade do solo (q) foi monitorada por meio de sondas TDR. Para evitar a evaporação da água do solo, todos os vasos foram cobertos com plástico transparente e laminado. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com três repetições para as plantas submetidas ao déficit hídrico, em esquema fatorial 2 x 3 (dois genótipos combinação copa/porta-enxertos e três momentos de estresse: DH1; DH2; e DH3). Os dados fisológicos encontram-se em fase final de análise e posteriormente poderá ser feita a identificação de genótipos com melhor adaptação à restrição hídrica provenientes dos principais programas de melhoramento de citros. Significado e impacto do trabalho: A utilização de genótipos de citros adaptados a estresses hídricos permite melhores rendimentos para os agricultores. 24 mailto:q.iane@hotmail.com mailto:ana.silva0491@hotmail.com mailto:diana_matos6@yahoo.com.br mailto:abelmon.gesteira@embrapa.br 11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 Avaliação do comportamento de diferentes porta-enxertos de citros em casa de vegetação, submetidos a estresse hídrico Felipe de Oliveira Melo1; José Luciano Rebouças Nery Junior1; Cláudio Luiz Leone Azevedo2 1Estudante de Agronomia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, email: felipe.o.melo@hotmail.com 2Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, claudio.leone@embrapa.br O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento de difertentes porta-enxertos do Programa de Melhoramento Genético de Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura - PMG Citros, em Cruz das Almas-BA, mediante condições de estresse hídrico. Sabe-se que a citricultura da região Nordeste é conduzida em sua grande parte com plantios em sequeiro, muitas vezes sob déficit hídrico, e que os porta- enxertos podem conferir à planta determinada tolerância à seca. Nesse sentido, estudos que visem elucidar a contribuição de porta-enxertos com essa característica são de grande valia na escolha das combinações copa x porta-enxerto. O experimento foi conduzido em casa de vegetação entre os meses de agosto de 2016 e março de 2017, utilizando 17 porta-enxertos: TSKC x (LCR x TR) - 059; TSKC x (LCR x TR) – 020; TSKC x (LCR x TR) – 073; TSKC x (LCR x TR) - 001; TSKC x CTSW - 033; TSKC x CTSW - 036; TSKC x CTSW - 041; TSKC x CTSW - 028; HTR - 051; HTR - 053; HTR - 069; HTR - 208; ‘Cravo Santa Cruz’ (LCRSTC); ‘Sunki Maravilha’ (TSKMA); ‘Sunki Tropical’ (TSKTR); Cleópatra; e Citromelo Swingle. O limoeiro ‘Cravo Santa Cruz’ (LCRSTC) representou o tratamento testemunha por ser o porta-enxerto mais usado na citricultura da região Nordeste e a segunda em produção no Brasil. Foram plantadas quatro sementes de cada porta-enxerto em tubos de PVC com dimensões de 30,0 cm x 7,5 cm, preenchidos com areia lavada, sendo cada tratamento composto por cinco repetições. A irrigação dos tubos foi realizada até 30 dias após germinação. Ao término desse período, a irrigação foi interrompida e foi usada para avaliação uma escala de notas referente à evolução dos sintomas de estresse, demonstrando o percentual de folhas amareladas ou secas, até a morte completa das plantas. As avaliações com essa metodologia foram semanais, durante um período de 75 dias. Os porta-enxertos Sunki Maravilha, Sunki Tropical, HTR-051 e o HTR-069 foram aqueles que apresentaram maior percentual de mortalidade ou de sintomas de estresse ao fim do período de avaliação, nas condições estudadas. Significado e impacto do trabalho: A citricultura brasileira possui grande importância econômico-social com números expressivos que corroboram para o êxito de sua contribuição para a economia do país. Pesquisas em desenvolvimento de híbridos mais eficientes geneticamente e resistentes a fatores bióticos e abióticos, a exemplo de déficit hídrico, é de suma importância para garantir o continuo sucesso da citricultura brasileira, ampliando áreas de produção e diminuido os custos de produção, o que traz como consequência direta uma maior sustentabilidade dessa atividade agrícola. 25 mailto:felipe.o.melo@hotmail.com mailto:claudio.leone@embrapa.br 1_DV.pdf DV-A2-044_17_V02-Aprovado DV-A3-063_17_V02-Aprovado