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Higienização das mãos Técnica de lavagem das mãos 1. Abrir a torneira e molhar as mãos, evitando encostar-se à pia; 2. Aplicar uma quantidade de sabonete suficiente nas mãos; 3. Esfregar a palma das mãos; 4. Esfregar o dorso das mãos entrelaçando os dedos; 5. Esfregar o dorso dos dedos da mão direta e esquerda; 6. Esfregar os dedões com movimento circular; 7. Esfregar a ponta dos dedos/unha na palma das mãos; 8. Esfregar os punhos; 9. Enxaguar as mãos sem encostar na torneira, com as pontas do dedo para cima, em formato de “coxinha”; 10. Secar as mãos com papel toalha, iniciando pelas mãos e seguindo para os punhos; 11. Descartar o papel na lixeira com saco preto. Momentos para higienização das mãos 1. Antes do contato com o paciente; 2. Antes de realizar qualquer procedimento asséptico; 3. Após exposição de fluidos corporais; 4. Após contato com o paciente; 5. Após contato com as áreas próximas do paciente. Figura 1. técnica correta para re rada das luvas estéreis Administração de medicamentos O profissional que prescrever ou administrar o medicamento deve ter conhecimento o suficiente para oferecer informações precisas ao paciente ou familiar. As informações mais relevantes estão relacionadas ao objetivo terapêutico, dosagem adequada, reações adversas, interações com outros medicamentos, contraindicações e tempo de tratamento. Na hora da administração do medicamento é importante estar atento ao preparo da medicação, ter em mãos a presccricao médica, ler o rótulo comparando com a prescrição, identificar o paciente antes de administrar, checar os horários após a administração e quando NÃO administrar, anotar o motivo. Nove acertos – maneiras para evitar erros no preparo e adm. de medicamentos: 1. Paciente certo; 2. Medicação certa; 3. Dose certa; 4. Via certa; 5. Hora certa; 6. Compatibilidade medicamentosa; 7. Orientação ao paciente; 8. Direito de recusa; 9. Anotação correta; 10. Educar o paciente e familiares. O medicamento é um agente farmacológico capaz de interagir com organismos vivos para produzir efeitos biológicos, e as medicações podem ser de várias formas – sólidas, líquidas e diversas. Vias de administração Oral (VO); Bucal; Sublingual (SL); Retal (VR); Tópica; Ocular; Nasal; Inalatória; Intradérmica (ID); Subcutânea (SC); Intramuscular (IM); Endovenosa/intraven osa (EV/IV); Intra-arterial; Intracardíaca; Intratecal (espaço subaracnóideo); Peridural; Vaginal. Via ocular – aplicada na conjuntiva ocular, com colírio ou pomada. Aplicação de colírio Lavar as mãos e preparar o material; Levar o material e explicar ao paciente sobre o cuidado; Conferir a medicação, dose, hora, via e paciente; Posicionar o paciente com a cabeça inclinada para trás; Retirar no conta gotas, a quantidade do medicamento prescrito; Afastar com polegar a pálpebra inferior, com auxílio de lenço ou gaze, expondo o saco conjuntival; Solicitar que o paciente olhe para cima e instilar o medicamento, manter olho levemente aberto, sem forçar; Enxugar o excesso de líquido; Providenciar limpeza e ordem do material; Checar e anotar o cuidado prestado. Aplicação de pomada: Afastar a pálpebra inferior com o polegar; Colocar cerca de 2 cm de pomada; Após aplicação, solicitar que o paciente feche levemente as pálpebras e faça movimentos giratórios do globo ocular; Retirar o excesso de pomada e fazer uma pequena fricção sobre o olho, para que a medicação se espalhe; Ocluir o olho, se necessário. Via nasal – administração na mucosa nasal. Material Medicamento; Algodão ou cotonete (se for em creme); Conta-gotas (se for liquido); Cuba rim; Gaze ou lenço de papel. Procedimento Levar o material e orientar o paciente sobre o cuidado; Conferir a medicação, dose, hora, via e paciente; Solicitar que faça higiene das narinas, SN; Inclinar a cabeça para trás (sentado ou deitado); Pingar o medicamento na parte superior da cavidade nasal (evitar que o conta gotas toque na mucosa); Solicitar que o paciente permaneça nesta posição por alguns minutos; Providenciar limpeza e ordem do material; Checar e anotar o cuidado prestado. Via auricular – introdução do medicamento no canal auditivo externo. Material Medicamento; Cuba rim; Gaze e bolas de algodão. Procedimento Levar o material e explicar o procedimento; Conferir a medicação, dose, hora, via e paciente; Inclinar a cabeça do paciente lateralmente; Preparar o medicamento; Entreabrir a orelha e instilar a medicação no conduto auditivo Adulto: Puxar pavilhão da orelha para cima e para trás; Criança: para baixo e para trás; Colocar um floco de algodão no orifício externo da orelha; Providenciar a limpeza e a ordem do material; Checar e anotar o cuidado. Via tópica – administração de medicamento por fricção na pele, sob forma de pomadas, cremes, e sua ação pode ser local ou geral. Material Bandeja; Espátulas; Gaze; Luvas de procedimento; Medicação prescrita. Procedimento Lavar as mãos; Reunir o material; Conferir a medicação, dose, hora, via e paciente; Explicar o procedimento ao cliente; Calçar as luvas e expor o local; Aplicar uma fina camada do medicamento sobre a pele (gaze, espátula ou diretamente na pele); Friccionar, se necessário; Deixar o paciente confortável; Recolher o material; Retirar as luvas; Lavar as mãos; Checar a medicação; Registrar possíveis reações. Via enteral (oral, bucal, sublingual, retal, vaginal) – a absorção pode ocorrer na boca, intestino delgado e em menor extensão no estomago e intestino grosso. Possui várias formas: comprimidos, cápsulas, drágeas, suspensões, emulsões, elixires, xaropes e soluções. Vantagens: comodidade de aplicação e menor custo, mais seguro, níveis plasmáticos atingidos gradualmente, minimizando efeitos colaterais; Desvantagens: alguns são irritantes para a mucosa digestiva, impossível de ser administrado quando há vômitos ou dificuldade na deglutição, sabor e odor desagradável dificultam a deglutição. Via oral Materiais Bandeja; Copo descartável; Adesivo de identificação com a medicação prescrita, via, hora, dose e paciente; Copo com água; Se necessário: seringa, triturador de comprimido, copo de medida. Procedimento Lavar as mãos; Reunir material; Conferir a medicação, dose, hora, via e paciente (5 certos); Colocá-lo no recipiente identificado; Ao administrar perguntar o nome do paciente, checar identificação; Orientá-lo quanto a medicação; Oferecê-la junto a um copo de água; Esperar o paciente deglutir a medicação. Via oral – por sonda Triturar os comprimidos e diluir em água; Devem ser administrados com seringa; Testar o posicionamento da sonda e resíduo gástrico; Introduzir 10 a 20 ml de água após a medicação; Recolher o material; Lavar as mãos; Checar a medicação. Via bucal – administração de fármacos de efeito local. Pode ser aplicação, fricção, instilação, irrigação, aerossol e bochecho. Sublingual Consiste em colocar o medicamento debaixo da língua e deixar que seja absorvido pela mucosa bucal; Absorção é rápida devido a rico suprimento sanguíneo e à pouca espessura da mucosa absortiva; A via sublingual é usada para administração do isordil, que é utilizada no alívio da angina (dor no peito); Não oferecer água e pedir para o paciente abster-se de engolir a saliva até se dilua por completo; Não podem ser deglutidos. Retal É a introdução de medicamento no reto, em forma de supositórios ou clister glicerinado; Protege os fármacos suscetíveis das inativações gastrintestinais e hepáticas, pois 50% do fluxo venoso retal têm acesso à circulação portal; Tem como desvantagem o incômodo para administração.Procedimento Explicar o procedimento; Proteger com biombos; Lavar as mãos e calçar luvas de procedimento; Colocar o supositório sobre uma gaze (bandeja/cuba rim); Posicionar o paciente em posição de SIMS (DLE); Com o polegar e indicador da mão dominante, entreabrir as nádegas; Introduzir o supositório no reto, delicadamente, e pedir para que o paciente retenha; Recolher o material; Retirar luvas e lavar as mãos; Checar e anotar o cuidado prestado. O paciente poderá colocar o supositório sob orientação da enfermagem; Se o paciente for incapaz de reter o medicamento, comprimir levemente as nádegas para evitar o retorno do supositório. Procedimento – clister Lubrificar a sonda retal com gel lubrificante, adaptá-la ao frasco já aquecido de clister e introduzir lentamente no reto, com o paciente em posição de SIMS. Mais comum deixar o clister pingando gota a gota. Solicitado em prescrição médica. Esperar 15 minutos para fazer efeito e oferecer comadre. Lavar as mãos e anotar efeito. Vaginal Material Luvas de procedimento; Medicamento; Gaze. Procedimento Lavar as mãos e organizar o material; Explicar o procedimento; Proteger com biombo; Calçar luvas de procedimento; Colocar o paciente em posição ginecológica; Abrir os lábios maiores e menores do pudendo e expor o orifício vaginal e introduzir o medicamento com auxílio do aplicador; Pedir para que a paciente permaneça em DDH; Providenciar ordem do material; Retirar luvas e lavar as mãos; Checar o medicamento e anotar o cuidado. Administração de medicamentos – Via parenteral Via parenteral – é a administração de medicamentos através das vias: Intradérmica (ID), seringa de 1 e 3 ml; Subcutânea (SC), seringa de 1 e 3 ml; Intramuscular (IM), seringa de 3 e 5 ml; Via endovenosa (EV/IV) – seringa de 10 ou 20 ml. Tipos de agulhas e vias ID: 10x5, 13x4.5 SC: 13x3.5, 13x4.5 (90º), 20x5.5 (45º) EV direta: 30x7, 25x7 Preparo e aspiração do medicamento: 40x12; IM para adultos (anexo): Estrutura da seringa e agulha VIA Intradérmica Introdução de medicamento dentro da derme, possui efeito mais lento que em outras vias parenterais. Além disso, o VOLUME MÁXIMO para aplicação é de 0.5 ml. É usada para: Provas de PPD (tuberculose) e sensibilidade de algumas alergias; Aplicação de BCG (vacina contra tuberculose), de uso mundial. A SERINGA utilizada é a de insulina/tuberculínica. A AGULHA utilizada é a 13x4.5 ou 10x5. O ÂNGULO DA AGULHA é de 10º a 15º. Os LOCAIS DE APLICAÇÃO são: m. deltoide direito (BCG), face anterior do antebraço (PPD) e região subescapular. Observações: A injeção ID é feita SEM ANTISSEPSIA, para que não interfira na reação da droga; A substancia injetada deve formar uma PÁPULA na pele; A penetração da agulha não deve passar 2 mm, só pode injetar o BISEL; O local não dever ser massageado. Complicações: Ulceração: adm. de medicamentos contraindicados por esta via; Infecções especificas: contaminação do material; Sangramento e desconforto: agulha de grosso calibre; Dor intensa e prurido: substancias muito concentradas; Choque anafilático: intolerância ao medicamento. VIA Subcutânea É a introdução de medicamentos no tecido subcutâneo. É uma absorção lenta através de capilares de forma continua e segura. O VOLUME MÁXIMO é de 1.5 ml. É usada para: Vacinas (antirrábica e sarampo); Anticoagulantes (heparina); Hipoglicemiantes (insulina). A SERINGA utilizada é de 1 ml. A AGULHA utilizada é a 13x3.5, 13x4.5 (90º) ou 20x55 (45º). Os LOCAIS DE APLICAÇÃO são: região sup. externa do braço, abdome (entre os rebordos costais e a crista ilíaca), região anterior das coxas e região lombar. ATENTAR-SE AO PESO CORPORAL: Pessoa magra – ângulo de 45º; Pessoa obesa – ângulo de 90º. Complicações (PROVA): Abscesso e infecções: contaminação do material; Embolia: introdução de medicamentos em vasos sanguíneos; Ulcerações ou necrose: adm. de medicamentos contraindicados por esta via; Choque anafilático: reação alérgica; Hematoma: lesão de vaso sanguíneo; Lipodistrofia: aumento do tecido subcutâneo no local da aplicação por falta de rodizio (insulina) Nódulo: aplicações repetidas no mesmo local; Lesão de nervos: aplicação em local contraindicado. Técnica e preparo – Intradérmica Material: Algodão/gaze; Frasco álcool 70%; Agulha 40x12 (preparo); Agulha 13x4.5/13x3.5; Seringa de 1 ou 3 ml; Medicamento prescrito; Caixa perfurocortante. Técnica e preparo – Subcutânea Material: Algodão/gaze; Frasco álcool 70%; Agulha 40x12 (preparo); Agulha 13x4.5/13x3.5 (90º), 25x7 (45º); Seringa de 1 ou 3 ml; Medicamento prescrito; Caixa perfurocortante. Aplicação VIA Intramuscular Introdução de medicamentos diretamente nas camadas musculares. Depois da via EV, é considerada a de absorção mais rápida. É usada para: Aplicação de substancias irritantes, de difícil absorção, oleosas e a base de ferro. A SERINGA utilizada é a de 3, 5 ou 10 ml. A AGULHA utilizada é a 30x7 ou 30x8, 25x7 ou 25x8, ou 40x7 (injeções a base de ferro). O ÂNGULO DA AGULHA é de 90º. O BISEL deve estar LATERALIZADO, para acompanhar as fibras musculares, minimizando agressões das fibras e a dor. Os LOCAIS DE APLICAÇÃO são Vasto lateral: no terço médio; Glúteo: região dorso glútea (quadrante sup. lateral); Figura 2. aplicação IM em ADULTOS Glúteo: região ventro glútea “Hochstetter” (aplicado no “centro V”, formado pelos seguintes vértices – palma da mão na porção do trocanter maior, o dedo indicador na espinha ilíaca anterossuperior e o dedo médio estendendo-se até a crista ilíaca; Deltóide: aprox. 4cm abaixo do acrômio. Vasto lateral O local é identificado dividindo-se entre a área do joelho e o grande trocanter em terços, a injeção é aplicada na face lateral do terço médio; Determina-se o local respeitando a distancia de 12 cm abaixo do trocanter maior, 9 a 12 cm acima do joelho; A aplicação é feita entre a linha media LATERAL e a linha media ANTERIOR da coxa. Figura 4. seleção do local de aplicação IM e calibre da agulha, de acordo com as caracterís cas do paciente. Figura 3. seleção do local de aplicação de injeção IM e o vol. máximo a ser aplicado, segundo a faixa etária. Dorso glúteo Dividir o glúteo em 4 partes e aplicar no quadrante sup. externo; Os braços devem ficar ao longo do corpo e os pés virados para dentro. Ventro glútea – Hochstetter Colocar a mao esquerda no quadril direito do paciente ou vice-versa formando os seguintes vértices: palma da mao na porcao do trocanter maior, o dedo indicador na espinha ilíaca anterossuperior e o dedo médio estendendo-se ate a crista ilíaca; Fazer a injeção no centro da área limitada pelos dois dedos abertos em V. M. deltóide Face lateral do braco, aprox. 3 a 4 dedos (3 a 4 cm) abaixo do processo acromial, no centro no m. deltoide; Paciente deve estar preferencialmente sentado, com o antebraço flexionado, expondo completamente o braço e o ombro. Técnica em Z – Intramuscular Fig. A – puxando a pele sobrejacente com o dorso da mao durante a injeção IM, o tecido é movido p/ prevenir uma trilha subsequente; Fig. B – a técnica do traçado em Z impede o vazamento do medicamento do local depositado p/ outros tecidos. Complicações: Abscessos; Ulcerações; Infecções inespecíficas; Necrose, etc. Técnica de aplicação Adm. de medicamentos – Via endovenosa A via EV é aquela na qual a adm. do medicamento é realizada diretamente na corrente sanguínea. Apresenta efeito mais rápido, visto que é a primeira opção utilizada duranteemergências, e suporta bastante quantidade de líquidos e medicamentos. As SERINGAS utilizadas são: preferencialmente de bico lateral. As AGULHAS de adm. direta utilizadas são: 30x8, 30x7 em adultos. A ADMINISTRAÇÃO pode ser feita também por: scalp, jelco, intracath, port-a-cath, dissecção. O ÂNGULO DA AGULHA é de aprox. 15º - furar em 25º e ajeitar a angulação em 15º. Materiais Algodão com álcool 70% e seco; Garrote; Luvas de procedimento; Bandeja; Óculos de proteção. Técnica para punção: Lavar as mãos; Acrescentar, ao material, um garrote; Levar a bandeja contendo a medicação prepara próxima ao cliente; Colocar o cliente deitado, em decúbito dorsal, ou sentado, escolher a veia a ser puncionada, apoiando o local; Calçar as luvas; Garrotear mais ou menos 4cm acima do local a ser puncionado; Palpar, com o dedo indicador e o médio, a veia onde será administrada a solução; Fazer a antissepsia ampla com movimentos de baixo para cima; Fixar a veia com o polegar da mão não dominante; Segurar a seringa, horizontalmente, com a mão dominante, com o dedo indicador sobre o canhão da agulha, mantendo o bisel e a graduação da seringa voltada; Introduzir a agulha na veia num ângulo de 15°, diminuindo este ângulo até que a seringa fique paralela à região puncionada; Observar o refluxo de sangue na seringa e soltar o garrote; Injetar, lentamente, a medicação, mantendo a agulha na posição adequada até terminar a administração; Observar frequentemente o refluxo de sangue; e as reações do paciente; Colocar o algodão (que deverá estar na mão não dominante), sobre a agulha e retirá-la, pressionando levemente o local; Solicitar ao cliente para não flexionar o membro quando a punção ocorrer na dobra do cotovelo, pois este procedimento poderá causar lesão no tecido; Observar se o sangramento cessou, e então desprezar o algodão na cuba; Retirar as luvas; Lavar as mãos e proceder as anotações. Preparo da medicação Conferir a medicação na prescrição; 9 certos Orientar o paciente; Ver aceitação (direito de recusa); Realizar o procedimento; Anotação correta (checar e/ou anotar intercorrências, recusa, etc. Não tocar o bico ou a parte inferior do cilindro, o canhão, o cabo do êmbolo ou a agulha; Tamanho da agulha e seringa compatível com a via de administração; Lavar as mãos; Uso de luvas apenas em acesso venoso; Não deixar a ampola/agulha abertas muito tempo; Não tocar partes estéreis; Não encostar a ponta da agulha no gargalo da ampola; Trocar a agulha de preparo antes da administração escolhendo o melhor calibre; Descartar material perfurocortante em local apropriado. Tipos de infusão Rápida: aplicação em um tempo entre 1 min e 30min; Contínua: aplicação com duração > 60 min sem interrupção; Intermitente: aplicação com duração > 60 min com intervalos; Bolus: aplicação em um tempo menor ou igual a 1 min; Lenta: aplicação em um intervalo de 30 a 60 min. Complicações Infiltração – ocorre quando a agulha está fora do vaso e no tecido subcutâneo. Edema tecidual doloroso e redução da velocidade da infusão. A agulha deve ser retirada e a infusão interrompida Cuidados: compressas mornas ajudam a diminuir o desconforto. Sangramento – acontece da parede do vaso para o tecido subcutâneo Descoloração e tumefação em torno do local da venopunção Incapacidade de comprimir adequadamente Transfixação da veia durante a punção. Cuidados: curativos compressivos e elevação do membro afetado. Flebite inflamação – ação bacteriana ou irritação química ou física do vaso Dor ao longo do trajeto da veia Descoloração da pele próxima à agulha Tumefação tecidual Aumento da temperatura local e corporal. Cuidados: interromper a fusão, compressas mornas sobre o local, elevação do membro afetado p/ aliviar o desconforto e repouso no leito. Infecção local – assepsia insatisfatória; Febre; Dor no local; Inflamação; Descoloração Drenagem de pus. Cuidados: interromper infusão, colher amostra de material p/ cultura, pomadas e antibióticos tópicos, curativos antibióticos sistêmicos. Lesão do nervo – compressão exagerada de material na contensão do paciente, podendo comprometer a circulação local e luxar os nervos locais, resultando em dormência ou formigamento do membro. Infecção generalizada – assepsia insatisfatória bacteremia hiperemia, calafrios, dores nas costas, vômitos e desconforto. Embolia – uma parte do cateter pode soltar-se e alojar-se em outro ponto do corpo, obstruindo o fluxo sanguíneo. O ar pode entrar na veia quando o frasco de soro esvazia e a agulha é obstruída por um coágulo. Choque pirogênico – preparo inadequado de solução ou corpo estranho. A eeação do paciente: aumento de temperatura, calafrios, dor, mal estar, vômitos e náuseas. Cuidados: suspender a solução, controlar sinais vitais e guardar solução p/ analise. Higienização do paciente Serve para proporcionar conforto e bem estar geral. É dividido por partes: Higiene do couro cabeludo e cabelo: o cabelo e o couro cabeludo devem ser lavados sempre que necessário e devem anteceder o banho. Materiais Luva de procedimento; Bolas de algodão; 1 toalha de banho; 1 toalha de rosto; Jarro com água morna; Hamper; Bacia; Xampu Higiene oral: necessário para preservar a limpeza bucal, devendo ser realizada pela manhã, após as refeições e todas as vezes que forem necessárias, a fim de manter a boca em boas condições e diminuir a colonização de microrganismos. Materiais Escova de dente macia ou espátula e gaze; Creme dental; Solução antisséptica bucal; Copo com água; Canudo plástico; Toalha de rosto; Cuba rim; Luva de procedimento; ATENÇÃO Antes da realização a higienização, verificar na prescrição do enfermeiro ou médica se há orientação específica com relação ao procedimento; Pacientes sem restrição de movimentos devem ser estimulados a realizar a própria escovação; Pacientes inconscientes, intubados e em jejum oral necessitam de higiene oral com maior frequência, para evitar colonizações e infecções nos tratos digestivo e respiratório; Se for possível, solicite que o paciente faça gargarejo com solução antisséptica bucal, para melhor higienização e estímulo da base da língua. Durante o procedimento deverá ser observado minuciosamente as condições da mucosa do paciente. Atentar para aparecimento de alergias, irritação da mucosa. Higiene corporal: a limpeza estimula a circulação da pele e mucosas e remoção de obstáculos, auxiliando no controle da temperatura corporal e fornecimento do bem estar do paciente. Materiais Toalha de banho, tapete, lençóis, fronha e hamper; Luva de procedimento e luva de banho (se preferir); Acessórios de higiene do paciente; Cadeira de banho (se necessário) e avental para o funcionário (se for auxiliar no banho) ATENÇÃO Antes encaminhar ao banho verificar na prescrição do enfermeiro ou médica se há orientação especificada com relação ao procedimento. O banho de chuveiro só será realizado com autorização médica. O paciente no pós- operatório imediato, não será deixado só no banheiro. Durante o banho deverá haver observação minuciosa das condições da pele do paciente. Qualquer anormalidade percebida durante a higienização do paciente, como: edemas, escoriações, manchas na pele entre ouras, deverá ser anotada na papeleta. Proteger acesso venoso, o aparelho de gesso e outros acessórios terapêuticos antes de levá-lo ao banho. Os jarros e bacias após uso serão lavados com água, sabão neutro, desinfetados com álcool a 70% e guardados no armário do setor Banho no leito (céfalo-podal) Materiais Mesa auxiliar; Balde com água quente, jarro e bacia; Comadre e cuba rim; Material para higiene oral; Sabonete líquido ou o trazido pelo paciente; Toalhade rosto, toalha de banho e roupa de cama; Luvas de banho e luvas de procedimentos; Avental e hamper. Higiene íntima: pode ser feita pelo próprio paciente, com a orientação da enfermagem, caso esteja apto e pacientes com cateterismo vesical: higiene deve ser feita 3x ao dia e sempre que necessário. Higiene feminina e masculina Materiais Mesa auxiliar, hamper e biombo; Jarro com água morna; Comadre e sabonete líquido; Luvas de procedimento e duas luvas de banho; Toalha de banho e forro Posição de exames A preparação dos exames é feita por um enfermeiro e é feita em ambiente adequado, tranquilo, confortável e com poucas interrupções. Posição de Sims – são avaliadas as áreas do reto e vagina. A flexão do quadril e do joelho melhora a exposição da área retal. Limitações: as deformidades da articulação prejudicam a capacidade do paciente de dobrar o quadril e o joelho. Posições de conforto O desconforto pode ocorrer por diversas situações e é importante mudar de decúbito periodicamente e manter as roupas limpas, sem rugas ou umidades. Além disso, é importante estimular e auxiliar a deambulação. Existem meios de proporcionar confrto físico, entre eles: os rolos (impedir que o paciente escorregue da cama e diminui a tensão dos musculos abdominais), cobertores, argolas de algodão, travesseiros, massagens (hidrata a pele).