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 A pediatria é o ramo da 
medicina que se 
especializa na saúde e 
nas doenças das 
crianças. 
 Trata-se de uma 
especialidade médica 
que se centra nos 
pacientes desde o 
momento do nascimento 
até à adolescência, sem 
que exista um limite 
preciso que determine o 
final da sua validez.
A medicina do 
adolescente também 
conhecida como 
medicina do 
adolescente e do 
adulto jovem é uma 
subespecialidade
médica que se 
concentra no cuidado 
de pacientes que 
estão no período de 
desenvolvimento da 
adolescência. Este 
período começa na 
puberdade e dura até 
o crescimento parar, 
quando começa a 
idade adulta.
 Qual a diferença entre 
pediatra e hebiatra?
O médico PEDIATRA é o 
especialista que se dedica à 
assistência da criança 
e do adolescente, nos seus 
diversos aspectos, preventivos 
ou curativos! 
O médico HEBIATRA é 
o pediatra que tem uma segunda 
especialização, destinada 
especificamente aos cuidados 
dos adolescentes.
 Todas crianças devem ser amparadas por direitos 
fundamentais destinados a garantir sua proteção e 
pleno desenvolvimento como indivíduos.
 Para isso, a criança deve ser considerada como 
prioridade e deve ter acesso a direitos como: saúde, 
alimentação, educação, dignidade, segurança, bem-
estar e convívio familiar e social.
 Os princípios que são a base dos direitos das crianças 
foram definidos na Declaração Universal dos Direitos 
das Crianças, aprovada pelas Nações Unidas no ano de 
1959.
 Reforçam a ideia de que as medidas de proteção devem 
priorizar os interesses e necessidades das crianças. 
Conheça um pouco mais sobre cada um deles:
1. Todas as crianças devem ter seus direitos garantidos.
Este primeiro princípio assegura que todas crianças devem receber 
assistência e garantia dos direitos determinados pelas Nações Unidas, com 
base na Declaração Universal dos Direitos da Criança.
Determina que isso deve acontecer independentemente de qualquer tipo de 
discriminação (como cor, sexo, etnia, nacionalidade, opinião política, 
condição financeira ou religião). Isto é, as crianças devem ter seus direitos 
garantidos, livres das consequências de qualquer ato de exclusão.
2. A criança será protegida e terá direito ao pleno desenvolvimento.
Este princípio menciona o direito de proteção especial da criança para 
garantir seu "desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social". Ela 
deve ser mantida segura e ter acesso a oportunidades e serviços que 
possam ajudá-la em seu processo de desenvolvimento como ser humano.
Além disso, o princípio estabelece que estes serviços devem ser 
determinados por leis e oferecidos em condições que possibilitem liberdade 
e ambiente digno para as crianças.
 3. Crianças têm direito a nome e nacionalidade.
 Este princípio garante que toda as crianças, desde o momento de 
seu nascimento, têm direito a receber um nome e a atribuição de 
uma nacionalidade.
 Tanto o registro do nome, como a alegação da nacionalidade, são 
responsabilidade dos pais ou dos responsáveis legais pela criança.
 4. Toda criança tem direito à alimentação, lazer e assistência 
médica.
 Este princípio assegura que a toda criança tem direito à assistência 
da Previdência Social, além de boa alimentação, moradia, lazer e 
cuidados médicos adequados, pois são indispensáveis ao 
desenvolvimento saudável e digno.
 Estes direitos de assistência valem tanto para criança, quanto para 
mãe, inclusive durante e após a gestação, como nos casos de 
realização de exames pré-natal e prestação de acompanhamento 
após o parto.
5. Toda criança portadora de necessidades especiais terá direito a 
atendimento adequado.
Este princípio é voltado para que as necessidades de crianças que tenham 
alguma necessidade especial ou dificuldade sejam atendidas. Elas têm 
direito a cuidados e acesso a tratamentos adequados, além de ter direito 
à educação.
As crianças que sofrem algum tipo de dificuldade social por suas 
necessidades especiais devem ter acesso a oportunidades para que 
possam ser incluídas na sociedade, levando-se em conta as 
particularidades da situação de cada uma.
6. Toda criança precisa de amor e compreensão.
O princípio menciona que toda criança precisa e deve receber amor e 
compreensão tanto por parte dos pais, dos seus responsáveis e da 
sociedade. Por estar em fase de desenvolvimento, a criança necessita 
dessa atenção especial para que ela cresça de maneira plena e 
harmoniosa, sentindo-se segura e com o amparo necessário dos pais e 
responsáveis.
Esse princípio também determina que, em regra, crianças não devem ser 
separadas de suas mães, o que deve acontecer apenas em situações de 
exceção.
7. Toda criança tem direito a receber educação.
Este princípio aborda a garantia do direito à educação e ao 
lazer infantil. Determina que a educação oferecida deve 
ser gratuita, no mínimo nos graus iniciais. O principal 
objetivo é garantir a igualdade de acesso e de 
oportunidades educativas para todas as crianças.
A educação oferecida deve cumprir requisitos que permitam 
o desenvolvimento de suas aptidões e de sua cultura, além 
de estimular o senso crítico e as responsabilidades.
A criança deve ser exposta a ensinamentos e aprendizados 
através de dinâmicas lúdicas, voltadas à sua idade e nível 
de aprendizado.
8. A criança deve ser a primeira a receber proteção.
Este princípio estabelece o direito da criança de receber 
proteção e socorro em primeiro lugar (em acidentes, 
desastres ou calamidades, por exemplo).
Isso significa que, em quaisquer situações que representem 
risco, as crianças devem ser as primeiras pessoas 
protegidas.
9. As crianças devem ser protegidas de crueldade e exploração.
Neste princípio existe a garantia de que crianças devem ser protegidas contra qualquer 
tipo de abandono ou de exploração, como acontece em casos de exploração do 
trabalho infantil.
Crianças não podem ser forçadas a fazer qualquer trabalho ou atividade que traga 
prejuízos à sua saúde ou dificulte sua educação.
Da mesma maneira, não podem ser envolvidas em atividades que as coloquem em risco 
e causem danos ao desenvolvimento físico, mental ou moral.
10. Toda criança tem direito à proteção contra atos de discriminação.
O último princípio determina que as crianças devem ser protegidas da exposição a 
qualquer tipo de discriminação ou de exclusão, pois elas têm direito a viver em uma 
sociedade pautada em valores de solidariedade, paz, compreensão e tolerância.
Ela deve ser protegida de todos os atos que incentivem preconceitos e discriminações, 
sejam raciais, religiosas ou de qualquer outra espécie.
Direitos da criança no Brasil
No Brasil, os direitos das crianças estão amparados pela lei n.º 8.069/1990, o Estatuto 
da Criança e do Adolescente (ECA). A lei prevê medidas para garantir condições de 
vida saudáveis e dignas para crianças (até 12 anos) e para adolescentes (até 18 
anos).
Também contém determinações a respeito de atos infracionais cometidos por crianças 
e adolescentes, além de medidas protetivas e socioeducativas que podem ser 
aplicadas nessas situações.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
O Estatuto da Criança e do Adolescente foi legalizado em 1990, pela Lei Federal n. 8069. Ao 
prestar sua assistência, os técnicos e os auxiliares de enfermagem, assim como os demais 
profissionais de saúde, deverão considerar os direitos prescritos pelo Estatuto, sob pena de 
serem acionados judicialmente. No Brasil, com relação à saúde, as crianças e adolescentes têm 
os seguintes direitos:
Art. 7° A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e à saúde; mediante a efetivação de 
políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, 
em condições dignas de existência.
Art. 8° É assegurado à gestante, através do Sistema Único de Saúde, o atendimento pré e perinatal.
Art. 9° O Poder Público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao 
aleitamento materno, inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa deliberdade.
Art. 10° Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e 
particulares, são obrigatórios a:
I – manter registro das atividades desenvolvidas pelo prazo de 18 anos;
II – identificar o recém-nascido;
III – proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica de anormalidades no metabolismo do 
recém-nascido, bem como, a orientação dos pais;
IV – fornecer declaração de nascimento onde constem as intercorrências do parto e do 
desenvolvimento do neonato.
Art. 11° É assegurado atendimento médico à criança e ao adolescente, 
através do Sistema Único de Saúde, garantindo o acesso universal e 
igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação 
da saúde.
Art. 12° Os estabelecimentos de atendimentos à saúde deverão 
proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos 
pais ou responsável nos casos de internação de crianças ou adolescentes.
Art. 13° Os casos de suspeita ou maus tratos contra a criança ou 
adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da 
Respectiva localidade.
Art. 14° O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência 
médica e odontológica para a prevenção das enfermidades que 
ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação 
sanitária para pais, educadores e alunos.
Parágrafo Único. É obrigatória a vacinação das crianças nos casos 
recomendados pelas autoridades sanitárias.
ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA – AISC
Ao nível da assistência, o Ministério da Saúde e as Secretarias 
Estaduais e Municipais de Saúde adotam a estratégia de Assistência 
Integral à Saúde da Criança – AISC, que propõe:
- assegurar integralidade na assistência;
- substituir a tradicional assistência baseada em patologias pelo 
acompanhamento do processo de crescimento e desenvolvimento;
- aumento da extensão de cobertura da rede básica de saúde;
- aumento da resolutividade.
Isto com baixos custos e complexidade tecnológica adequada nos 
diversos níveis de serviços.
Quais são os objetivos do ECA?
Sendo um instrumento legal substituto do então Código de Menores, o 
estatuto foi criado com o objetivo de garantir direitos e proteger a 
criança e adolescente brasileiro. A lei possui 267 artigos, mas 
podemos resumir seu objetivo em três pontos: Atender crianças e 
adolescentes e aplicar medidas de proteção.
ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA – AISC
Ao nível da assistência, o Ministério da Saúde e as Secretarias 
Estaduais e Municipais de Saúde adotam a estratégia de Assistência 
Integral à Saúde da Criança – AISC, que propõe - assegurar 
integralidade na assistência;
- substituir a tradicional assistência baseada em patologias pelo 
acompanhamento do processo de crescimento e desenvolvimento;
- aumento da extensão de cobertura da rede básica de saúde;
- aumento da resolutividade.
Isto com baixos custos e complexidade tecnológica adequada nos 
diversos níveis de serviços.
OBJETIVOS
Objetivo geral da AISC: reduzir mortalidade na faixa etária de zero a cinco anos.
Objetivos específicos da AISC:
- utilizar o crescimento e desenvolvimento (CD) como metodologia para a 
organização da assistência à criança;
- promover o aleitamento materno;
- orientar a alimentação no primeiro ano de vida;
- aumentar níveis de cobertura vacinal;
- identificar precocemente processos patológicos para diagnóstico e tratamento 
oportunos;
-promover educação para a saúde.
ATIVIDADES PRIORITÁRIAS DA AISC
- acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança;
- incentivar o aleitamento materno e fornecer orientação para o desmame;
- controlar as doenças diarréicas; - controlar as infecções respiratórias agudas;
- controlar as doenças preveníveis por imunização.
II – ACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NORMAL 
DA CRIANÇA – CD
AUXOLOGIA
É a ciência que estuda o crescimento.
Crescimento: constitui as alterações biológicas que implicam em aumento 
corporal da criança, considerando-se especialmente, a evolução do peso, 
da estatura e do perímetro cefálico.
DESENVOLVIMENTO
É o aumento da capacidade do indivíduo na realização de funções cada vez 
mais complexas. A criança desenvolve controle: neuro-muscular, destreza 
e traços de caráter, funções que só podem ser medidas por meio de provas 
funcionais.
O crescimento e o desenvolvimento são o que caracteriza a criança. Assim, 
a Pediatria existe para:
- promover o C e o D normais da 
criança desde o nascimento até o 
fim da adolescência;
- prevenir as doenças evitáveis 
durante o período de C e D;
-curar as crianças doentes com o 
objetivo de reintegrá-las o mais 
rapidamente possível ao ritmo 
normal de C e D.
- Sabe-se que o C e o D são 
indicadores da saúde das crianças; 
por esta razão o acompanhamento 
destes processos se constitui na 
ação-eixo da assistência à saúde da 
criança. 
Estar alerta para intervir, quando 
necessário da maneira mias precoce 
possível no processo de C e D: esta 
é a proposta do PAISC.
FATORES QUE INTERFEREM NO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
O C e D são decorrência da associação de vários fatores, dependendo do organismo 
da criança e do ambiente onde vive.
No estudo dos fatores do C, deve-se considerar os seguintes aspectos:
a) Fatores extrínsecos:
-fatores ambientais e nutricionais: morbígenos, socioeconômicos, psicológicos, 
familiares e climáticos;
b) Fatores intrínsecos: genéticos e congênitos, neurológicos, órgãos terminais e 
endócrinos.
Para o D os fatores são: maturação neurológica, modificações anatômicas, 
estruturais, bioquímicas e funcionais, processos emocionais, processos cognitivos, 
experiência e aprendizagem.
Sabe-se que, em condições normais, em cada célula, tecido ou órgão, o crescimento 
acontece segundo padrão, grau e velocidade próprios. Por exemplo: o tecido 
neuronal tem maior crescimento na vida uterina e nos primeiros anos de vida; o 
tecido linfóide cresce em alta velocidade até os dez anos; já o aparelho genital 
acelera seu crescimento a partir do início da puberdade.
O desenvolvimento da criança, em cada faixa etária, tem sido avaliado 
com a utilização de guias que contenham esses parâmetros.
A avaliação do crescimento pode ser feita com o auxílio de parâmetros de 
normalidade definidos, com o auxílio de fórmulas e das curvas de peso. 
As curvas de peso se utilizam dos percentis para definir os parâmetros de 
normalidade, sendo consideradas o parâmetro mais eficiente e prático, 
pois permite a avaliação contínua da evolução do peso, da estatura e dos 
perímetros.
A criança dobra de peso aos cinco meses e triplica aos 12 meses. No 
primeiro ano, a criança cresce, em estatura, cerca de 50% da estatura do 
nascimento.
O perímetro cefálico, ao nascer a criança é de 34/35 cm, após seis meses 
será de 42/43 cm e, no fim do primeiro ano, de 47 cm. No segundo ano 
aumenta só 2 cm.
Os Perímetros torácico e abdominal, aos dois anos, são de 49 e 50 cm, 
respectivamente.
A altura dos meninos de dois anos, multiplicada por dois, deverá ser sua 
estatura quando adultos. Para as meninas subtrai-se 10 a 12 cm no 
cálculo anterior.
Fazer medições é um processo de rotina, freqüentemente subestimado, 
porém, de grande importância.
As medidas físicas refletem a taxa de C da criança e qualquer alteração 
no padrão delas pode indicar problemas sérios. A técnica deve ser 
rigorosa, os dados corretos com registro e interpretação exatos. 
Mais importante que os valores deve ser a observação das tendências, 
das diferenças súbitas e dos graves desvios do padrão normal.
A criança e a mãe devem ser informados do procedimento a ser 
executado.
É necessária a padronização destas técnicas no serviço:
a) Peso:
É a medida mais importante para a avaliação do crescimento da criança e do seu 
estado nutricional.
A verificação do peso na criança sadia deve ser realizada antes de cada consulta 
médica ou de enfermagem. A criança hospitalizada deve ser pesada diariamente.
A balança tipo “bebê”, com capacidade para 16 kg e escala com intervalos de até 10 g 
deve ser usada paracrianças de até dois anos. A balança tipo “plataforma”ou adulta 
com intervalos de até 100 g, deve ser usada para crianças maiores de dois anos.
O procedimento para pesagem:
A balança deve estar em local plano, afastada da parede e deve permitir boa 
visualização da escala.
- destravar e tarar a balança, antes de toda e qualquer pesagem;
- criança menor de dois anos deve estar completamente despida e descalça;
- criança maior de dois anos permanecer com calcinha ou short;
- colocar a criança pequena deitada ou sentada no meio do prato da balança;
- a criança maior deve ser colocada de pé, no centro da plataforma, com os braços 
estendidos ao longo do corpo;
mover o marcador maior de zero da escala até um determinado ponto que evidencie mais peso 
que o peso real da criança (o braço da balança se inclina para baixo);
- mover o marcador maior em sentido contrário e, se necessário, o marcador menor, até haver 
equilíbrio entre o peso evidenciado na escala e o peso da criança (braço da balança em linha 
reta);
- ler o peso da criança em quilos (kg) na escala maior e em gramas (g) na escala menor;
- anotar o peso na folha do prontuário e registrá-lo nos gráficos de crescimento (do prontuário e 
do cartão da criança), ligando este ponto ao anterior e completando assim o traçado de 
crescimento da criança.
Colocar novamente o marcado no ponto zero da escala e travar a balança após cada pesagem.
Cuidados de enfermagem:
- proteger a balança com fralda ou papel toalha;
- pesar a criança pela manhã ainda em jejum, para obter o peso real (criança hospitalizada);
- prevenir acidentes;
- a criança deve ser pesada sempre na mesma balança, sempre pela mesma pessoa e no mesmo 
horário;
- assegurar um ambiente arejado, mas livre de correntes de ar, e aquecido, quando necessário;
- evitar propagação de infecção, desinfetar a balança quando fizer necessário;
- cuidar para que a criança inteira esteja dentro da cesta da balança.
b) Estatura: 
É uma medida do crescimento muscular e esquelético da criança. Deve ser avaliada do nascimento 
até a idade adulta.
É uma medida importante, influenciada pela hereditariedade, pela nutrição, por problemas 
mentais, pelos hormônios do crescimento, por infecções crônicas, por alergias ou problemas 
renais e cardíacos, entre outros fatores.
Valores normais:
Nascimento ± 50 cm;
1° trimestre: 9 cm;
2° trimestre: 7 cm;
3° trimestre: 5 cm;
4° trimestre: 3 cm;
aos 23 meses: ± 74 cm.
Para crianças acima de dois anos teremos a seguinte fórmula:
ESTATURA = IDADE X 5 + 80
Ex.: uma criança com quatro anos
Estatura = 4 x 5 + 80
Estatura = 100 cm
No ambulatório, deve-se medir a criança de acordo com o calendário, preconizado pelo 
acompanhamento do CD, ou antes de cada consulta médica ou de enfermagem. No hospital uma 
vez ao mês é suficiente. São necessárias duas pessoas, sendo uma a própria mãe para medir a 
criança pequena. A criança deve estar deitada em decúbito dorsal.
c) Perímetro cefálico:
É a circunferência do crânio. A circunferência da cabeça aumenta 
rapidamente no primeiro ano de vida, a fim de adaptar-se ao crescimento 
do cérebro.
Esta medida permite identificar “alterações”. Quando a equipe de 
enfermagem identificar alguma medida que possa indicar alguma 
alteração, este fato deve ser registrado, e o paciente deve ser 
encaminhado, já que estas alterações podem indicar problemas graves. 
Por exemplo, quando o perímetro cefálico cresce mais rápido que o 
esperado, deve ser investigada a presença de hidrocefalia. Ou no caso de 
um perímetro cefálico que está além do esperado para a idade, ou de uma 
criança que registra pouco ou nenhum crescimento, nos primeiros meses 
de vida, deve ser investigada a presença de microcefalia.
O perímetro cefálico, especialmente no primeiro ano de vida, deve ser 
verificado a cada consulta ambulatorial. Se há indicação de 
anormalidades, deve ser medido diariamente.
Idade PC/ (cm)
Nascimento 35,0
3 meses 40,4
6 meses 43,4
9 meses 45,5
1 ano 46,6
1 ano e 6
meses
47,9
2 anos 48,9
3 anos 49,2
4 anos 50,4
5 anos 50,8
d) Perímetro torácico:
Colocar a fita métrica em volta do 
tórax, passando sobre os mamilos. 
Anotar o resultado em cm.
e) Perímetro abdominal:
Colocar a fita métrica em volta do 
abdome, sobre a cicatriz umbilical. 
Anotar o resultado em cm.
;
PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO –
CD ( CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO)
O Ministério da Saúde propõem o acompanhamento do CD por meio de ações de saúde que, dentro de 
um calendário mínimo de observações periódicas, avaliem e assistam o processo através de:
- obtenção periódica e padronizada de informações;
- registro e interpretação das informações;
- busca de explicações sobre deficiências encontradas;
- assistência contínua.
Clientela: crianças menores de cinco anos. Estas ações devem ser observadas todas as vezes que a 
criança comparecer à unidade:
- acompanhamento do CD;
- promoção do aleitamento materno e orientação alimentar;
- verificação do esquema de vacinação;
- atividade de educação para a saúde.
A inscrição no programa deverá constar de:
- registro da criança na Unidade;
- abertura de prontuário para anotação de todos os atendimentos feitos à criança;
- preenchimento de cartão, que deverá ficar com a mãe.
O calendário mínimo de atendimento registrará dados relativos a: 1, 2, 4, 6, 9, 12, 18 e 24 meses e 3, 
4 e 5 anos.
Este calendário será modificado de acordo com a rotina da unidade e as possibilidades de retorno das 
famílias, nas seguintes condições:
- peso de nascimento inferior a 2,500 g;
- desmame precoce;
- déficit de C ou problemas de D;
- patologia crônica ou aguda.
ATIVIDADES REALIZADAS NO ATENDIMENTO À CRIANÇA
- pesar a criança;
- anotar no prontuário;
- registrar nos gráficos (do prontuário e da mãe); - consulta clínica 
intercorrências patológicas e dos eventos importantes ocorridos com a 
criança;
- orientação à mãe sobre a saúde da criança e os cuidados relativos 
aquele momento.
Estas atividades são realizadas por equipe multidisciplinar capacitada, 
inclusive por auxiliares e técnicos de enfermagem.
a) Avaliação do crescimento.
b) Acompanhamento do desenvolvimento
Observação Recomendação
- Respostas esperadas
pela idade;
- D satisfatório;
- Falha em alcançar o
D para a idade
- Reavaliar na consulta
seguinte; conversar
com a criança durante
os cuidados diários
- Persistência do
atraso do D por mais
de 2 consultas.
- Diagnosticar
patologias;
- no caso de
desnutrição e/ou de
privação social, ensinar
à mãe técnicas
simplificadas de
estimulação essencial.
FATORES DE DESENVOLVIMENTO
1° Motricidade:
- Reflexos (preensão e sucção)
- Locomoção
- Coordenação de movimentos
2° Linguagem:
- Comunicação visual, auditiva, tátil
- Imitações
- Interpretação da linguagem
3° Adaptação: Frente a objetos e 
situações que lhe são propostas ex. 
cubos coloridos, lápis, pincéis e papel 
branco.
4° Pessoal – Social: Análise das reações 
individuais da criança frente à outras
8° à 24° mês: Idade dos porquês? Começa a comer sozinho pronuncia palavras 
corretamente. Canta e reconhece canções. Obedece rotinas. Retira fraldas. Gosta 
de brinquedos de encaixe, bonecas e botões de apertar. A partir do 18° mês 
adquire controle esfincteriana. Usa freqüentemente a mão e é teimosa, mantém 
distância de estranho. Diz seu nome, constrói frases simples
3 anos: Necessita de espaço para andar e correr, coloca calçados, se veste e se 
despe sozinha. Tem grande imaginação e medos. Gosta de histórias repetitivas e 
curiosas. Gosta de brincadeiras dirigidas, trabalhos manuais, faz-de-conta, 
colagens, pintura, recortes e brinquedos em geral. Sabe seu nome, sua idade fica 
sobre apenas 1 dos pés momentaneamente.
4 anos: Pula sobre um dos pés, reconhece cores, dá recados, lava-se sozinha sob 
supervisão. Constrói uma ponte de 5 cubos. Desenha um homem.
5 anos: Escreve seu primeiro nome, pula alternadamente de um pé para outro, 
começa a diferenciar direita e esquerda, gosta de contar histórias e usar fantasias, 
escova osdentes, se veste e se penteia sozinha.
6 anos: Gosta de banhar e trocar-se sem auxílio, é capaz de dar laços nos sapatos, 
tem curiosidade sexual, atende bem o telefone, sabe seu endereço e o nome dos 
familiares mais próximos.
7 anos: É a fase da guerra inconsciente entre meninos e meninas, é o “clube 
do bolinha”e o da “luluzinha”, desenha bem , tem ritmos para música e 
dança, recorta e cola; escuta histórias de quando era bebê. Curiosidade sobre 
sexo. Gosta de brincadeiras livres, trabalhos manuais colagem e pintura.
8 anos: Gosta de brincadeiras e jogos mais violentos, Admira coleção; se 
opõe as ordens dadas, gosta de se exibir e admira os pais.
9 anos: Prefere jogos coletivos, discute vocação profissional, gosta de 
liberdade, é responsável nas tarefas, evita a exposição do corpo desnudo.
10 anos: O menino identifica-se com o pai, adquire maior capacidade de 
concentração, tem excelente memória. É responsável. 11 anos: Anseia pela 
maturidade sexual, é observador, não gosta de mentiras, identifica-se com 
seus heróis.
12 anos: Gosta de ouvir música, torna-se mais sociável, imita 
comportamento dos adultos, iniciam-se as sensações corporais devido aos 
hormônios.
13 anos: Busca liberdade de expressão, demonstra diferenças 
comportamentais (rebeldia/ isolamento) prefere sua turma aos pais. Curte o 
modismo e utiliza sua turma aos pais. Curte o modismo e utiliza-se das 
gírias.
14 anos: É mais expansivo, possui imaginação fértil, curte namoros.
NTOXICAÇÃO EXÔGENA – ABORDAGEM 
ESPECIAL
- Cuidados com substâncias químicas, as 
mais inocentes podem intoxicar;
- Proteja as crianças das plantas, pois 
existem grandes variedades de plantas 
venenosas;
- Mantenha todo medicamento fora do 
alcance das crianças;
- Não dar sem prescrição médica, nenhum 
tipo de droga farmacêutica;
- Evitar fumar próximo às crianças e não 
deixar cinzeiros com cinza ou tocos de 
cigarros ao alcance das mesmas.
- Nunca deixar produtos de limpeza ao 
alcance as crianças;
- Não usar inseticidas na presença das 
crianças;
- Arejar bem os ambientes ao utilizar tintas, 
solventes ou cola.
SOBRE A CRIANÇA
Noções Gerais
Para compreender as reações da criança frente à doença e à 
hospitalização, deve-se ter uma noção de suas características 
psicológicas e sociais em cada uma das faixas etárias. Estes aspectos são 
bastante amplos e profundos, e o que se apresenta neste capítulo 
consiste apenas em um breve resumo, que enfoca os pontos 
considerados de maior interesse para prevenir a ocorrência de agravos 
durante a hospitalização da criança e/ou atenuá-los caso já estejam 
instalados.
Características e necessidades psicossociais da 
criança
1 – Recém – nascido e lactante
O recém – nascido interage com o meio apenas em função de suas 
necessidades fisiológicas como fome, sede, frio etc. O id (inconsciente) 
refere-se às reações instintivas que podem ser percebidas por atos 
reflexos diante das sensações de prazer ou desprazer. As emoções da 
criança são expressas através do choro, grito (desprazer) ou sono 
tranqüilo e faces de bem – estar (prazer).
No recém – nascido, o reflexo de sucção é acentuado. Sua sensibilidade 
para os movimentos, para o som e o tato é bem desenvolvida. A sucção 
é a principal forma pela qual ele relaciona-se com o meio. Até os seis 
meses de idade, a sucção é a atividade mais gratificante para a criança. 
Enquanto suga, a criança sente prazer de maneira tão intensa que se 
reduz sua tensão muscular e ela sente-se segura e protegida. Além 
disso a sucção proporciona o contato físico e o calor.
o corpo materno, completando as necessidades de afeto do bebê.
A criança que não tem atendidas essas necessidades pode desenvolver o 
que Spitz chamou de “carência afetiva”. Segundo este autor, a criança 
com carência afetiva apresenta o seguinte comportamento:
- inicialmente torna-se chorona, exigente e agarra-se a quem cuida 
dela;
- os choros vão se transformando em gritos, ela perde peso e seu 
desenvolvimento motor estaciona; o corpo materno, completando as 
necessidades de afeto do bebê.
A criança que não tem atendidas essas necessidades pode desenvolver o 
que Spitz chamou de “carência afetiva”. Segundo este autor, a criança 
com carência afetiva apresenta o seguinte comportamento:
-inicialmente torna-se chorona, exigente e agarra-se a quem cuida 
dela;
-- os choros vão se transformando em gritos, ela perde peso e seu 
desenvolvimento motor estaciona;passa a maior parte do tempo deitada 
de bruços, tem insônia e facilidade para adoecer e sofre atraso 
generalizado do desenvolvimento motor;
- se não for tratada, o choro 
transforma-se em gemidos, o 
retardo aumenta e se converte 
em letargia.
Se a presença da mãe (ou da 
pessoa mais importante para a 
criança) for restituída, o quadro 
cessa e ela volta a se 
desenvolver. A idade em que a 
criança é mais sensível à 
separação da mãe é entre seis 
meses e dois anos de vida. E a 
idade em que a hospitalização 
(com ou sem presença da mãe) 
provoca maior sofrimento para a 
criança é entre dezoito meses e 
cinco anos.
2 – Pré-escolar
A criança desenvolve a linguagem, é observadora e faz perguntas. Fica insegura 
quando seus hábitos e rotinas sofrem alguma modificação. Movimenta-se muito, 
anda, corre, sobe, desce e pula. Seu pensamento orienta-se principalmente pela 
imaginação e fantasia. Aprende principalmente por imitação e tem medo das 
pessoas que não conhece. Sua relação com a mãe é muito intensa, caracterizada 
especialmente porque depende dela para realizar várias atividades, e com ela 
estabelece uma intensa comunicação. Para ela, a mãe é a fonte de segurança, 
proteção e ajuda nas situações de angústia e sofrimento.
O pré-escolar não tem noção de perigo e por isso é muito vulnerável a acidentes. 
Sua noção de tempo, espaço e distância é limitada, mesmo que seja por curto 
espaço de tempo, temendo que esta ausência seja definitiva.
3 – Escolar
Nesta fase, a criança adquire grande independência física, social e psicológica. 
Criatividade e aprendizagem são características marcantes. Desenvolve o raciocínio 
e a compreensão, mas resguarda ainda um pouco da imaginação e da fantasia. Seu 
vocabulário torna-se cada vez mais rico.
Tem mais medo do abstrato do que do real. Possui boa noção de tempo 
e de espaço. Gosta de correr, pular, perseguir, fugir e participar das 
tarefas dos adultos. Interessa-se por atividades em grupo e é capaz de 
obedecer às regras nos jogos. Prefere demonstrar coragem mesmo 
quando está temerosa ou com angústia. Teme a rejeição pelos 
familiares e amigos. Embora apresente um grau avançado de 
independência em todos os aspectos, ainda necessita de carícias físicas 
e do afeto. Sua individualidade e sua privacidade devem ser respeitadas.
4 – Adolescente
Ele passa por um momento de auto-definição e identificação de seu 
papel. Imita as pessoas ou “ídolos” que admira. Embora esteja em fase 
de amadurecimento emocional, às vezes apresenta grande instabilidade. 
É ansioso, inseguro e deprime-se com facilidade.
Gosta de quebrar regras sociais e de contrariar opiniões.
Valoriza, de modo acentuado, a imagem corporal, a sensualidade, a 
privacidade e a autonomia.
Prefere determinados amigos com os quais forma grupos. Para o 
adolescente, estar em grupo é muito importante.
- dar carinho e atenção a todas as crianças, particularmente às que 
correm risco de carência afetiva: as desacompanhadas, as com doença 
grave, as inconscientes, as em isolamento, etc,;
- quando a separação da mãe ou pessoa importante for inevitável, 
procurar fazê-la de modo gradual para minimizar as conseqüências;
- quando a criança estiver sem acompanhante, convidar e estimular as 
outras mães a dar carinho e atenção a esta criança;
- quando se observar que a mãe ou pessoa significativa rejeita a 
criança, tentar ajudá-la através de sugestões ou encaminhá-la ao 
atendimento psicológico. Nunca se deve hostilizar a mãe, pois na 
maioria das vezes ela está emocionalmente sobrecarregada e as críticas 
e acusações só agravam ainda mais a situação;- colaborar com as mães que estejam fisicamente cansadas, pois o 
desgaste e o cansaço físico interferem negativamente na relação com a 
criança;
- procurar conhecer e compreender reações esperadas, tanto as da 
criança como as da família, que geralmente ocorrem na hospitalização 
(medo, depressão, agressividade), preparando-se para lidar 
adequadamente com elas;
- prestar assistência individualizada, ou às demais;
- facilitar a adaptação da criança ao ambiente hospitalar, permitindo, sempre que 
possível, que traga de casa um brinquedo ou objeto importante para ela. Estimular sua 
interação com outras crianças. Propiciar um “ambiente infantil” e acolhedor;
- evitar que a criança ouça diálogos ou tempos de que, por sua imaturidade, não seja
colaborar com as mães que estejam fisicamente cansadas, pois o desgaste e o cansaço 
físico interferem negativamente na relação com a criança;
- procurar conhecer e compreender reações esperadas, tanto as da criança como as da 
família, que geralmente ocorrem na hospitalização (medo, depressão, agressividade), 
preparando-se para lidar adequadamente com elas;
- prestar assistência individualizada, ou seja, atender a cada criança respeitando sua 
maneira de ser e suas diferenças em relação às demais;
- facilitar a adaptação da criança ao ambiente hospitalar, permitindo, sempre que 
possível, que traga de casa um brinquedo ou objeto importante para ela. Estimular sua 
interação com outras crianças. Propiciar um “ambiente infantil” e acolhedor;
- evitar que a criança ouça diálogos ou tempos de que, por sua imaturidade, não sejaapaz
de compreender o significado, podendo ficar temerosa e angustiada;
- evitar as restrições, as proibições, e a padronização de cuidados, a não ser a 
estritamente necessária, procurando modificá-las tão logo as circunstâncias permitam;
- ensinar e estimular as crianças e os pais ao autocuidado;
- jamais mentir para a criança, inclusive sobre dor, e nunca pedir que aceite passivamente 
aquilo que teme ou que lhe causa sofrimento;
- procurar detectar qualquer problema emocional da criança ou da mãe, tentando 
solucioná-lo o mais rápido possível.
Comportamentos comuns após a alta:
- Maior apego aos pais (quer dormir no quarto dos pais)
- Temores, insegurança;
- Tiques nervosos;
- insônia, pesadelos;
-Regressão comportamental 
Sentimentos mais comuns com a criança hospitalizada:
- Ansiedade devido a falta de informação quanto ao diagnóstico e 
tratamento;
- Receio de gastos extras;
- Medo em relação a própria doença, prognóstico, fatalidades, etc;
- Culpa;
-Angústia diante da própria incapacidade (sentem-se impotentes); 
- Atitudes ambíguas (super proteção rejeição total) 
PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA INFÂNCIA
Os acidentes na infância são responsáveis em grandes proporções por 
lesões e seqüelas muitas vezes irreversíveis ou até mesmo morte na 
infância. Cabe aos pais e responsáveis (incluindo os profissionais da saúde) 
a responsabilidade na proteção, segurança e prevenção de acidentes 
infantis.
Acidentes mais comuns:
-Queimaduras
-Choques elétricos
-Intoxicação exógena por plantas e substâncias químicas, plantas, etc..
-Afogamentos
-Acidentes de trânsito
-Asfixia
-Quedas
-Armas de fogo
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS EM PEDIATRIA
Noções Gerais
A administração de medicamentos à criança, quanto aos princípios básicos de enfermagem, 
não é diferente da que se refere ao adulto. Neste capítulo serão descritas apenas 
particularidades no que se refere à criança, procurando-se abordar os pontos principais para 
que este aspecto da assistência à criança seja implementado com eficiência. Entretanto, há 
que se resultar que a atenção e a responsabilidade devem ser redobradas, especialmente no 
que se refere às dosagens, uma vez que, para a criança, pequenas diferenças para mais ou 
para menos podem causar grandes prejuízos.
Via Oral
Nos recém – nascidos e lactantes, deve-se ter o cuidado especial de impedir quea criança se 
“sufoque” ao deglutir o medicamento. O pré-escolar e o escolar devem ser encorajados a 
aceitar o medicamento e, sempre que possível, deixar que o tome sozinho, porém na 
presença da enfermagem, para se ter a certeza de que realmente ingeriu o medicamento.
Quando a criança ou a mãe recusarem o medicamento, (e isto é valido para qualquer via), não 
se deve forçar a aceitação, mas comunicar a equipe, inclusive ao médico responsável pelo 
tratamento, tomando iniciativas no sentido de se retornar ao uso do medicamento o mais 
rápido possível. Nos casos de vômitos leves ou de a criança cuspir o medicamento, a dose 
deve ser repetida.
Para a administração pela via oral em crianças menores pode-se utilizar, além dos recipientes 
já recomendados, seringas são práticas e precisas na medicação da dose.
Quando for a mãe quem oferece o medicamento à criança, certificar-se de que ela realmente 
o fez, auxiliando-a e orientando no que for necessário.
Administração tópica
É a aplicação direta de medicamentos na pele ou nas mucosas. Pode ser 
por via ocular, nasal, otológica, cutânea ou retal.
Administração por via ocular
É a aplicação de medicamentos (soluções ou pomadas) no saco 
conjuntival. Os objetivos da administração por via ocular são:
- lubrificar a conjuntiva (pacientes comatosos);
- dilatar a pupila;
- tratar infecções;
- anestesiar.
O olho é um órgão delicado, altamente suscetível a infecção e a lesão. 
Embora nunca esteja isento de microorganismos, as secreções da 
conjuntiva têm uma ação protetora contra muitos patógenos. Para a 
máxima segurança do paciente, o equipamento e as soluções ou 
pomadas introduzidas no saco conjuntival devem serestéreis. Se isso 
não for possível, todos os cuidados de assepsia devem ser seguidos.
Para aplicação usa-se o conta-gotas. Não se deve encher o conta-gotas 
mais do que o necessário, pois recolocar a solução usada de volta no 
vidro de origem é uma prática pouco segura.
Aplicação de pomada ocular:
- proceder como na instilação ocular até o afastamento 
da pálpebra inferior;
- colocar o medicamento com auxílio de gaze ou 
espátula descartável.
- continuar os demais procedimentos citados na 
instilação ocular.
Administração por via nasal
Consiste em aplicar um medicamento diretamente na 
mucosa nasal. Os objetivos são: desobstruir as vias 
aéreas superiores, facilitar a drenagem de secreções e 
manter adequada a umidade das vias aéreas superiores.
Administração por via otológica
Consiste na aplicação de medicamentos no canal auditivo.
No adulto, o canal auditivo está orientado para dentro, anteriormente e 
para baixo. Na criança, nos primeiros anos de vida, o canal auditivo é 
quase reto. É importante considerar-se a direção do canal quando se 
administra medicamento e qualquer outro tratamento no ouvido. Na 
criança, para que a solução alcance todas as partes do canal auditivo, 
deve-se puxar o pavilhão externo para baixo e para trás.
A membrana timpânica separa o ouvido externo do ouvido médio. 
Normalmente é intacta e fecha completamente a entrada para o ouvido 
médio. Normalmente é intacta e fecha completamente a entrada para o 
ouvido médio. Quando rompida, espontaneamente ou por ato cirúrgico, 
permite a comunicação direta entre o ouvido médio e o ouvido externo. 
Nestes casos, as instilações e irrigações devem obedecer à rigorosa 
assepsia para se evitar contaminação do meio externo para o ouvido 
médio.
Os objetivos da administração por via otológica são: dor, retirar 
excesso de secreção, prevenir e tratar infecções.
Administração por via retal
Após a via endovenosa, a via retal é a que apresenta maior absorção.
Pode ser usada para administrar medicamentos analgésico/ antitérmicos, 
anticonvulsivantes, antiespasmódicos, estimulantes do peristaltismo, 
laxativos ou outros.
Os medicamentos para administração por via retal geralmente são em 
forma de supositório ou de solução.
Administração por via cutânea
É a administração de medicamentos diretamente na pele. Os objetivos são: 
lubrificar a pele, promover a higienização, tratar as alergias e afecções da 
pele,etc...
Administração parenteral de medicamentos
O termo parenteral é usado para indicar vias de injeção e é neste contexto 
que será utilizado nesta unidade. Os laboratórios fabricantes de 
medicamentos, geralmente, especificam a via parenteral a ser utilizada e um 
medicamento não deve ser administrado por outra via que não seja a 
especificada. Por exemplo: um medicamento indicado para via 
intramuscular não deve ser administrado pela via endovenosa.
;
Administração pela via intradérmica – ID
É a injeção em uma área (derme) localiza entre a pele e o tecido 
subcutâneo. É indicada para injeção de pequenas doses (até 0,5ml).
Os objetivos são: imunização, como a BCG, e testes diagnósticos, como 
PPD.
Administração pela via subcutânea – SC
É a injeção no tecido subcutâneo. Pode ser usada para aplicação de 
medicamento, como o anti-sarampo.
Administração pela via intramuscular – IM
Usa-se freqüentemente esta via para administrar de medicamentos em 
crianças. Porém, é uma via sujeita à ocorrência de complicações. As 
complicações mais comuns são: abscessos, necrose tecidual, lesão de 
nervos, lesão de vasos sanguíneos, etc.
Um ponto importantíssimo na administração IM é a seleção do local da 
injeção
Administração via endovenosa- Ev
Infusão endovenosa- Venóclise
INTERCORRÊNCIA PATOLÓGICAS MAIS FREQUENTES NA CRIANÇA
DERMATOLÓGICAS
Dermatite das fraldas (ou amoniacal) É também chamada popularmente de 
“assadura”. A alta temperatura ambiente, a gordura subcutânea espessa, o 
excesso de roupas, o uso freqüente de calça plástica ou de fralda 
impermeável e a higiene inadequada são fatores que predispõem a 
dermatite das fraldas.
As alterações da pele mais freqüentes são: hiperemia, vesículas, bolhas, 
crostas, erosão da pele, fissuras, prurido e dor. A criança chora com 
freqüência e fica irritada.
Cuidados com a criança:
- suspender o uso da calça plástica ou de fralda impermeável;
- identificar a presença de fatores predisponentes (citados acima) e afastá-los;
- não permitir que se acumule suor na pele da criança;
- realizar higiene com água e sabão neutro (glicerina) após cada evacuação ou 
micção;
- manter a criança seca e limpa;
- promover ventilação da pele lesada várias vezes ao dia, deixando a área 
descoberta;
- expor as áreas lesadas, sem roupas, ao sol, por poucos minutos pela manhã, das 
7 às 9 horas.
Monilíase oral (candidíase oral)
É a infecção causada pelo fungo Cândida albicans. Caracteriza-se pela presença de 
placas esbranquiçadas na mucosa oral, semelhantes a restos de leite. Geralmente é 
benigna e desaparece com duas semanas de tratamento, mas pode evoluir para o 
quadro severo como esofagite, enterite e até septicemia (infecção generalizada).
Os sinais e sintomas são: perda de apetite, irritabilidade, insônia, recusa de 
alimentos, dificuldade de deglutir, vômitos. A língua, as bochechas e gengivas 
ficam cobertas por placas esbranquiçadas que não se consegue remover com 
espátula ou cotonete.
URINÁRIAS
Infecção do trato urinário
É o conjunto de alterações patológicas e fisiológicas decorrentes da multiplicação de 
microorganismos patogênicos no rim e nas vias excretoras da urina. Pode persistir meses 
ou anos sem sintomas e levar a dano renal grave.
O quadro clínico pode ser de duas formas:
a) Clássica: febre, dor espontânea ou à palpação, alterações da micção, prostração e 
alterações gastrointestinais;
b) Atípica (mais comum em lactantes): perda de apetite, vômitos, peso estacionário, 
atraso no desenvolvimento, febre inexplicada. Pode ser também completamente 
assintomática.
O modo de contaminação mais comum é através da via ascendente, por higiene deficiente 
da genitália externa, de região perineal e das nádegas. Ocorrendo principalmente na fase 
do uso de fraldas. Pode ser, ainda, por defeitos anatômicos que permitem o refluxo 
vesico-ureteral.
Além disso existem certas condições que contribuem para a instalação das infecções do 
trato urinário. São elas:
- obstrução ao fluxo urinário (congênita ou por cálculo) ou estase urinária;
- infecções em outros locais;
- higiene deficiente; 
- uretra feminina muito curta e reta (na lactente pequena corresponde a mais ou menos 
1cm de comprimento);
- cateterismo, instrumentação ou corpo estranho;
- penetração de irritações pela uretra;
- incapacidade de defesa da mucosa vesical contra invasão bacteriana;
- qualquer condição que provoque refluxo urinário;
- doenças dos vasos sanguíneos (asterosclerose);
- certas condições subjacentes: traço falcêmico, diabetes mellius, etc.
Os tipos de infecções podem ser:
a) Cistite: a proliferação bacteriana está limitada à bexiga. Geralmente não 
há febre e os sintomas variam de simples dor no hipogástrico até 
alterações de micção;
b) Pielonefrite: a infecção localiza-se na pelve renal, nos túbulos e no 
tecido intersticial, em um ou em ambos os rins. Pode ser aguda ou crônica;
c) Cálculos renais: 
localizam-se nos cálices e bacinetes, provocam dor lombar e infecções 
repetidas. O sinal sugestivo é a hematória;
- cálculos ureterais, provocam retenção urinária aguda e cólicas nefréticas
ou sintomas dolorosos mal definidos que podem ser confundidos com 
apendicite;
-cálculos vesicais: provocam dor intensa durante a micção, irradiada para 
os genitais, e alteração da micção (interrupção do jato urinário).
TÉCNICA: VERIFICAÇÃO DOS SINAIS VITAIS
Temperatura:
Pode ser verificada por via oral, retal ou axilar (mais indicada). Ao 
verificar a temperatura axilar da criança, deixa-se o termômetro em 
sua axila por cerca de 4 minutos, mantendo seu braço próximo ao 
tórax. É comum colocar o termômetro pela frente, o que causa 
apreensão da criança. Nossa experiência sugere que o termômetro 
seja colocado com a criança no colo da mãe e por trás, para que o 
termômetro fique longe dos olhos da criança, diminuindo o estresse. 
Se a criança estiver chorando, a equipe de enfermagem deve colocá-la 
no colo da mãe para que se acalme; a mãe pode ajudar segurando seu 
bracinho um abraço.
Excepcionalmente nas crianças menores verifica-se a temperatura 
retal. Para isso, mantém-se a criança em decúbito lateral com as 
pernas fletidas, ou em decúbito ventral. Introduz-se o termômetro 
numa profundidade de 4cm, retirando-o após dois ou três minutos. 
Quando registrar, fazer avaliação e indicar via utilizada.
Variações Térmicas do Organismo (temperatura axilar em °C)
Normotermia 36 a 37°C
Hipotermia Abaixo de 36°C
Temp. Subfebris 37 a 37,5°C
Febre Baixa 37,5 a 38,5 °C
Febre Moderada 38,5 a 39,5 °C
Febre Alta (pirexia) 39,5 a 40,5 °C
Febre muito Alta (hiperpirexia) Acima de 40,5 °C
.
Frequência Cardíaca (FC):
Em crianças menores de 
três anos, a ausculta deve 
ser do pulso apical (no 
ápice de coração, no 
quinto espaço intercostal 
esquerdo). Em crianças 
maiores de três anos, o 
pulso a ser verificado 
pode ser radial, femoral, 
carotídeo ou temporal.
-Taquicardia
-Bradicardia
Valores Normais da 
Freqüência Cardíaca
Recém –
nascido
140 bpm +/-
10
1 ano 120 bpm +/-
10
2 anos 110 bpm +/-
10
3 a 5 anos 90 bpm +/-
10
6 a 11 anos 80 bpm +/-
10
Frequência Respiratória (FR):
Nas crianças menos de três anos, a ampliação dos pulmões ocorre graças 
ao diafragma, que se contrai e aumenta a altura do tórax. A parede anterior 
do abdome eleva-se na inspiração e deprime-se na expiração, e é por seus 
movimentos que se aprecia a freqüência, amplitude e ritmo respiratório. No 
início do terceiro ano de vida inicia-se a respiração torácica. Mas só aos 
sete anos é que se observa a passagem franca para este tipo respiratório. A 
predominância da respiração torácica opera-se mais cedo no sexo 
masculino. No recém-nascido, a respiração é rápida. Além disso, 
freqüência, amplitude e ritmo variam consideravelmente aos menores 
estímulos. A freqüência respiratória deve ser contada durante um minuto 
completo com a criança em repouso físico e emocional, de preferência 
dormindo.
- eupnéia: movimentos respiratórios normais; - bradipnéia: diminuição da 
freqüência respiratória;
- taquipnéia:aumento considerável da freqüência respiratória;
- dispnéia: movimentos respiratórios realizados com dificuldade.
Após a verificação registrar a FR e suas características – eupnéica, 
taquipnéica, apnéica, bradipnéica, BAN (Batimento de Asas do Nariz), 
ruidosa, suspirosa, estertorosa, gemida, rítmica; ofegante.
Freqüência Respiratória 
Normal (em IRPM)
Recém
Nascido
40-45 irpm
Lactante 25-35 irpm
Pré-escolar 20-25 irpm
Escolar 18-20 irpm
Classificação da Taquicardia 
de Acordo com a Faixa 
Etária nas Infecções 
Respiratórias Agudas (IRA)
Idade Taquipnéia
Menor de 2
meses
Maior ou igual
a 60 irpm
2 a 11
meses
Maior ou igual
a 50 irpm
1 a 4 anos Maior ou igual
a 40 irpm

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