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PEF3310 Mecânica dos Solos e das Rochas II Coleção 2 
 Aterros sobre solos moles – Recalques e estabilidade 
WH Rev. 2 Pág. 1 de 5 
Uma rodovia com plataforma de 30 m de largura, atravessando uma região de baixada 
litorânea caracterizada pela ocorrência de camadas de argila orgânica em uma grande 
extensão do traçado, será construída sobre um aterro de areia. 
 
Para oferecer condições de trafegabilidade em épocas de inundação, a cota mínima 
imposta no projeto geométrico para o greide do aterro é de +3 m. 
 
1. Verificar se um aterro construído com altura inicial de 4 m atende aos requisitos de 
projeto para a pista. 
2. Calcular em primeira aproximação a altura inicial do aterro para que o greide da pista 
esteja sempre acima da cota de inundação, considerando apenas a ocorrência do 
recalque primário. Observe que ainda não está sendo discutido o tempo de ocorrência 
desse recalque. 
3. Verificar o tempo necessário para a ocorrência de 95% dos recalques. Caso se deseje 
reduzir esse tempo, citar as soluções possíveis, realizando um pré-dimensionamento e 
comentando suas vantagens e desvantagens. 
4. Verificar a condição de estabilidade para esta altura do aterro, admitindo um talude 
normal de terraplenagem (1V:1,5H). Foi sugerido que se aceitasse um coeficiente de 
segurança de 1,3, que é típico de obras provisórias. Discuta essa sugestão. 
5. Caso a condição de estabilidade não esteja atendida, propor soluções de estabilização 
com pré-dimensionamento a partir dos ábacos fornecidos. Os modelos de 
comportamento, baseados no conceito de “equilíbrio limite” (equilíbrio na iminência 
de ruptura) utilizados para a elaboração dos ábacos das Figuras 3 a 7 serão discutidos 
na sequência da disciplina. 
 
 
Os parâmetros geotécnicos da camada de argila mole estão apresentados a seguir: 
 
 = 15kN/m3 
OCR = 1,2 cv = 3 x 10-3 cm2/s 
Cc / (1+e0) = 0,35 cvh = 5 x 10-3 cm2/s 
Cr / Cc = 0,1 wL = 80% e wP = 45% 
 
 
 
+ 3,00 
h 
PEF3310 Mecânica dos Solos e das Rochas II Coleção 2 
 Aterros sobre solos moles – Recalques e estabilidade 
WH Rev. 2 Pág. 2 de 5 
 
Adensamento radial por drenos de areia (+ adensamento vertical natural) 
 
     rv UUU  111 
2d
tC
T vr
r  m
T
r
r
eU
8
1

 
 
2
2
2
2
4
13
ln
1 n
n
n
n
n
m



 sendo 
ed
d
n  
 
d = distância entre drenos e de = diâmetro equivalente do dreno 
 
 
 
Figura 1 – Resultado da campanha de ensaios de palheta (“vane test”) in situ 
 
 
 
Figura 2 – Correções propostas por Bjerrum para levar em consideração tempo e 
anisotropia (Pinto, 2000) 
 
 
PEF3310 Mecânica dos Solos e das Rochas II Coleção 2 
 Aterros sobre solos moles – Recalques e estabilidade 
WH Rev. 2 Pág. 3 de 5 
 
Figura 3 – Estabilidade de taludes em argilas moles profundas (Pinto, 1974) 
 
 
Figura 4 – Estabilidade de taludes em argilas moles pouco profundas (Pinto, 1974) 
 
PEF3310 Mecânica dos Solos e das Rochas II Coleção 2 
 Aterros sobre solos moles – Recalques e estabilidade 
WH Rev. 2 Pág. 4 de 5 
 
Figura 5 – Estabilidade de carga rígida em argila mole (Pinto, 1974) 
 
 
Figura 6 – Ábaco para o cálculo de estabilidade de aterro com uma berma (Pinto, 1994) 
 
 
qqFS r / 00 cr NCq  aterroaterro Hq   
 
 
 
PEF3310 Mecânica dos Solos e das Rochas II Coleção 2 
 Aterros sobre solos moles – Recalques e estabilidade 
WH Rev. 2 Pág. 5 de 5 
 
Figura 7 – Ábaco para o dimensionamento de reforço (Almeida, 1996) 
 

















 

R
R
aterroaterroref
I
F
F
HP
0
2
1
 
0F = Fator de Segurança sem Reforço 
RF = Fator de Segurança com Reforço

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