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Ilmo. Sr. Dr. Diretor do Departamento e Operação do Sistema Viário – DSV. 
 
 
 (Nome completo), brasileiro, solteiro, advogado, portador da Cédula de 
Identidade RG n. ( )e da Carteira Nacional de Habilitação n. ( ), inscrito no CPF do 
MF sob n. ( ), residente e domiciliado na (endereço), condutor e proprietário do veículo 
de placas ___ ____, marca/modelo ( ) cor ( ) espécie Passageiro/Automóvel, 
categoria Particular, ano ____/____, vem, tempestivamente, interpor 
 
RECURSO ADMINISTRATIVO 
 
Contra a Notificação de Penalidade de Multa a Infração de Trânsito n. ( )emitida em 
( ) de ( )de ( ), pelas razões de fato e direito que passa a expor: 
 
Dos Fatos 
 
O Recorrente foi autuado por supostamente violar o disposto no artigo 187, 
inciso I do Código Brasileiro de Transito, em razão de transitar em local/horário não permitido 
(operação horário de pico – rodízio municipal). 
 
Destaca-se que a infração teria ocorrido na (local e data da infração). 
 
Ademais, destaca-se que a infração foi auferida por sistema automático não 
metrológico de fiscalização. 
 
Por fim, destaca-se que a (local da infração) é totalmente desprovida de 
qualquer sinalização a respeito do rodízio municipal de veículos. 
Do Direito 
 
Inicialmente, há de se ressaltar que a atual legislação de trânsito brasileira não 
prevê infração específica para o descumprimento do “rodízio de veículos”, implantado no 
Município de São Paulo pela Lei n. 12.490/97, no entanto a fiscalização municipal vem 
multando os motoristas com base no artigo 187, inciso I do Código de Trânsito Brasileiro. 
 
O dispositivo legal em questão estabelece que: 
 
“Transitar em locais e horários não permitidos 
pelaregulamentação estabelecida pela autoridade competente. 
I – Para todos os tipos de veículos: infração – média.” 
 
 
Por oportuno vejamos o conceito, constante do Anexo I do Código de Transito 
Brasileiro para a expressão “regulamentação da via”: 
 
 “implantação de sinalização de regulamentação pelo órgão ou entidade 
competente com circunscrição sobre a via, definindo, entre outros, 
sentido de direção, tipo de estacionamento, horários e dias”. 
 
Portanto, verifica-se que no rodízio de veículos vigente em são Paulo o órgão 
competente de trânsito, nos termos da Resolução CONTRAN 180/05, está obrigado a implantar 
a placa de sinalização denominada R-10, com as devidas informações adicionais necessárias a 
regulamentação da restrição de circulação veicular, com o objetivo de se legitimar o disposto 
na legislação que implantou o citado rodízio. 
 
A respeito do tema, cumpre salientar o estabelecido na mencionada resolução, 
a qual aprovou o Volume I do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, com as regras de 
instalação e interpretação para toda a Sinalização vertical de regulamentação: 
 
“Sinal: Proibido trânsito de veículos automotores R-10. 
Significado: Assinala ao condutor de qualquer veículo automotor a 
proibição de transitar, a partir do ponto sinalizado, na área ou via/pista ou 
faixa. 
Princípios de utilização: O sinal R-10 deve ser utilizado em área, via/pista 
ou faixa para proibir o trânsito de veículos automotores. 
Quando utilizado para regulamentar a proibição em determinada(s) 
faixa(s) deve vir acompanhado de informação complementar. 
Pode ser utilizado associado a informação complementar “EXCETO...”, ou 
“PERMITIDO...”, liberando o trânsito a determinada espécie ou categoria 
de veículo ou ainda outras informações complementares tais como 
horário, dia da semana e/ou seta de controle de faixa. 
O sinal R-10 tem validade a partir do ponto onde é colocado. 
Posicionamento na via: A placa deve ser colocada no início do trecho da 
restrição, à direita ou à esquerda ou em ambos os lados, conforme o 
caso. 
 ... 
Relacionamento com outras sinalizações: O sinal R-10 pode ser 
antecedido de sinalização especial de advertência informando sobre a 
restrição à frente e/ou placa de orientação indicando rotas alternativas. 
Enquadramento: O desrespeito ao sinal R-10 caracteriza infração prevista 
no art. 187, inciso I, do CTB.” 
 
Assim sendo, verifica-se que norma do CONTRAN obriga a existência da placa 
R-10 para informar, orientar e advertir o condutor acerca da restrição de circulação em 
determinados locais e horários imposta pela municipalidade, só assim poderá se configurar a 
infração do artigo 187, inciso I, do CTB. 
 
Portanto, a ausência da sinalização exigida implica na impossibilidade de 
autuação do condutor, com base no artigo 187, inciso I, do CTB, face ao disposto no artigo 90 
da mesma codificação o qual estabelece que“Não serão aplicadas as sanções previstas 
neste Código por inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta”. 
 
 Ademais, ressalta-se que os atos administrativos para terem total validade devem 
estar revestidos do principio da legalidade, instituído no artigo 37 da Constituição Federal, ou 
seja, deve seguir estritamente a forma prescrita em lei. 
 
Por fim, há de se observar que o Poder Judiciário já se manifestou a respeito 
tema em questão, abraçando a tese aqui ventilada, ao conceder liminar em ação civil pública, 
em tramite perante a 10ª Vara da Fazenda Pública (processo nº 583.53.2007.108594-1), ou 
seja: 
 
“...Nesse contexto, é de se ter em conta que malgrado o tempo já 
decorrido desde a implantação desse “programa de restrição ao tráfego”, 
em 1997, esse dever legal não pode ser olvidado ou descumprido, seja 
porque a Lei assim o prevê, exigindo seu efetivo cumprimento, seja 
porque é fato que muitas pessoas de outras cidades circulam por esta 
Capital e quando o fazem sujeitam-se evidentemente a esse tipo de 
restrição e às sanções legalmente previstas (multa e pontuação negativa 
em prontuário de condutor), a tornar ainda mais necessária essa 
sinalização de informação e advertência, sobretudo porque são várias as 
vias públicas atingidas em extenso perímetro urbano, o que pode causar 
(e certamente causa) confusão aos motoristas, mesmo àqueles que com 
maior freqüência transitam por esta Capital, que nem sempre podem, com 
clareza e segurança, identificar o que constitui territorialmente como 
“centro expandido...” 
 
Do Pedido 
Isto posto, requer seja o presente Recurso Administrativo conhecido e provido 
em todos os seus termos, para determinar o cancelamento da penalidade imposta com a 
conseqüente anulação do Auto de Infração e revogação dos pontos de meu prontuário, 
protestando ainda pela produção de provas por todos os meios admitidos em direito e cabíveis 
à espécie, em especial a pericial e testemunhal. 
 
Termos em que, 
Pede deferimento, 
Local e data 
(nome e assinatura)

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