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Taurina propulsora de saúde mitocondrial

Texto sobre taurina e saúde mitocondrial: descreve funções citoprotetoras e mecanismos antioxidantes — conjugação ao tRNA mitocondrial; eliminação de ácido hipocloroso formando N‑clorotaurina e ativação de Nrf2 — aumento de glutationa, regulação do cálcio e proteção da função mitocondrial.

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Taurina: propulsora de saúde mitocondrial
Estudos demonstraram claramente a importância da taurina como agente citoprotetor com múltiplas
funções fisiológicas, entre elas efeitos benéficos na manutenção da saúde mitocondrial.
A taurina é um aminoácido sulfurado de ocorrência natural que é ubiquamente expressa na maioria dos
tecidos, particularmente nos tecidos excitáveis, como o coração, a retina, o cérebro e os músculos. A
taurina foi isolada pela primeira vez nos anos 1800, mas não se sabia muito sobre essa molécula até a
década de 1990. Em 1985, a taurina foi aprovada pela primeira vez como tratamento entre pacientes
com insuficiência cardíaca no Japão. O acúmulo de estudos mostra que a suplementação com taurina
protege contra patologias associadas a doenças mitocondriais, como síndrome metabólica, câncer,
doenças cardiovasculares e distúrbios neurológicos.
Embora não seja conhecida como sequestradora de radicais, o mecanismo subjacente da taurina como
antioxidante pode ocorrer através da conjugação com uridina do tRNA mitocondrial, do equilíbrio de
antioxidantes intracelulares ou pela estabilização da homeostase mitocondrial.
A taurina é um eliminador direto do ácido hipocloroso, que é gerado a partir de H2O2 na presença de
íons cloreto, produzindo N-clorotaurina, que ativa Nrf2, que controla a transcrição de vários genes
antioxidantes e, posteriormente, previne a inflamação.
Acredita-se que a taurina tenha papel na mediação dos efeitos de Cu/Zn-SOD no nível da proteína. Seu
papel antioxidante também foi atribuído ao aumento da glutationa reduzida intracelular, que é essencial
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para a desintoxicação de xenobióticos.
Como o cálcio é conhecido por regular a fosforilação oxidativa mitocondrial para produzir ATP, a
regulação da homeostase do cálcio intracelular pela taurina pode melhorar a produção de energia
através da manutenção da função mitocondrial.
Taurina para disfunção mitocondrial
A disfunção mitocondrial, juntamente com o estresse oxidativo, é marca registrada de várias patologias,
como envelhecimento, doenças cardiovasculares, doenças mitocondriais, síndrome metabólica, câncer,
doenças neurodegenerativas e distúrbios do neurodesenvolvimento. Terapias antioxidantes com
coenzima Q, vitamina E, extrato de gingko biloba, creatina, ácido lipóico, melatonina ou L-arginina, por
exemplo, fornecem proteção ao melhorarem a função mitocondrial e reduzirem o estresse oxidativo
nessas doenças.
Conforme evidenciado em muitos estudos, a suplementação com taurina inibe a disfunção mitocondrial,
o estresse oxidativo e a apoptose. A terapia com taurina, portanto, poderia melhorar a saúde
mitocondrial, particularmente em patologias direcionadas às mitocôndrias.
Referência
Jong, Chian Ju et al. “The Role of Taurine in Mitochondria Health: More Than Just an Antioxidant.”
Molecules (Basel, Switzerland) vol. 26,16 4913. 13 Aug. 2021, doi:10.3390/molecules26164913
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https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34443494/
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