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ESTADO DA PARAIBA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MEDIO PROF. JOSE BAPTISTA DE MELLO APOSTILA DE ARTE - Prof. Carlos Machado. CONCEITO DE ARTE A arte (do latim ars) é o conceito que engloba todas as criações realizadas pelo ser humano para expressar uma visão/abordagem sensível do mundo, seja este real ou fruto da imaginação. Através de recursos plásticos, linguísticos ou sonoros, a arte permite expressar ideias, emoções, percepções e sensações. Arte pode ser definida ainda como o reflexo da cultura e da história. Sendo que ela existem em todas as culturas e nos mais diferentes períodos da história. E tal reflexo existe tendo como base os valores estéticos da beleza e da harmonia. Vemos que desde os tempos pré-históricos o homem sente a necessidade de representar o mundo e o que nele há de acordo com suas perspectivas. E essa arte evoluiu e continua a evoluir conforme o tempo passa. A história indica que, com o aparecimento do Homo Sapiens, a arte teve uma função ritual e mágico-religiosa, que foi sofrendo alterações ao longo do tempo. Seja como for, a definição do termo “arte” varia consoante a época e a cultura. Com o Renascimento italiano, em finais do século XV, começa a fazer-se a distinção entre o artesanato e as belas artes. O artesão é aquele que se dedica à produção de obras múltiplas, ao passo que o artista é quem cria obras únicas. A classificação utilizada na Grécia Antiga incluía seis ramos dentro da própria arte: a arquitetura, a dança, a escultura, a música, a pintura e a poesia (literatura). Posteriormente, isto é, mais recentemente, passou-se a incluir o cinema como sendo a sétima arte. Um antigo conceito de arte que fora duramente criticado foi o de Aristóteles. Para ele a arte era a imitação da realidade, no entanto muitos artistas refutaram tal ideia, já que para eles a arte era também baseada na criação e não somente na imitação. https://conceito.de/ser https://conceito.de/quem https://conceito.de/era http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=https://conceito.de/arte http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=https://conceito.de/arte ARTE NA PRE-HISTÓRIA Quando se fala em arte na Pré-História, estamos falando da produção vista como artística na Pré-História, isto é, durante os períodos Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais. Em geral, compreende pinturas realizadas em cavernas, gravuras esculpidas em rochas, esculturas, estatuetas etc. Para facilitar sua compreensão a respeito do assunto, é importante considerarmos que os três períodos citados e que são considerados como parte da Pré-História são: Paleolítico: período que compreende de 2.5 milhões de anos atrás a 10.000 a.C. Neolítico: período que se estende de 10.000 a.C. até 5.000 a.C. Idade dos Metais: período que se estende de 5.000 a 3.500 a.C. Outra observação importante é que as extensões de cada período em todo o planeta são bastante distintas. Neste texto, optamos por colocar a datação clássica, mas os avanços e desenvolvimentos no estilo de vida humana foram distintos nos diferentes locais do planeta. Sendo assim, houve locais em que o avanço que caracterizou as diferenças de uma era para outra foi bastante rápido e outros em que os avanços foram lentos. A arte na Pré-História manifestou-se de diferentes formas. A intenção dessas obras é alvo de grande debate pelos especialistas. As motivações mais comumente mencionadas são que as populações pré-históricas faziam esses registros como forma de: Registrar o cotidiano apenas por registrar. Nesse caso, o registro artístico seria no sentido “a arte pela arte”. Registrar com fins ritualísticos de criar uma conexão do homem com a natureza. De toda forma, apesar dos debates e dos avançados estudos feitos no sentido de buscar uma compreensão dessa arte, a verdade é que o entendimento real da mensagem da arte pré-histórica é quase impossível, uma vez que não conhecemos os códigos da real mensagem que os autores dessas obras desejavam transmitir → Arte no Período Paleolítico No caso do Paleolítico, o grande destaque são as pinturas rupestres, que são as gravuras desenhadas nas paredes de cavernas. Os especialistas acreditam que as pinturas rupestres tenham surgido aproximadamente há 40 mil anos em grupos humanos que já possuíam domínio do fogo e tinham acesso a ferramentas produzidas por meio da lascagem de pedra. Essa arte, em geral, mostra o homem em meio a grandes grupos de animais, representando, principalmente, cenas de caçadas, mas também retrata outras cenas do cotidiano humano. Os especialistas falam que a arte rupestre utilizava materiais como terra, carvão, sangue, flores etc. Os principais exemplos dessa arte são encontrados na Caverna de Chauvet e Lascaux, na França, mas também estão em outros locais, como Espanha, Austrália, Argentina etc. Aqui no Brasil o grande centro de arte rupestre fica na Serra da Capivara, localizada no Piauí. https://brasilescola.uol.com.br/historiag/pre-historia.htm https://brasilescola.uol.com.br/historiag/paleolitico.htm https://brasilescola.uol.com.br/historiag/neolitico.htm https://brasilescola.uol.com.br/historiag/idade-metais.htm https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-rupestre.htm A Vênus de Willendorf foi localizada na Áustria e é uma das estatuetas de Vênus mais famosas Não há registro somente de arte rupestre no Paleolítico, pois existem também pequenas esculturas que foram produzidas nesse período. Nesse caso, o grande destaque são as estatuetas de Vênus, produzidas entre 40.000 a.C. e 10.000 a.C. Essas estatuetas conhecidas como Vênus reproduzem sempre um corpo feminino nu com formas bastante voluptuosas, destacando-se os seios grandes e os quadris largos. Essas esculturas são entendidas pelos especialistas como um registro relacionado com um culto à fertilidade, o qual pode estar associado como uma divindade conhecida como Deusa Mãe. A estatueta Vênus mais conhecida é a Vênus de Willendorf, localizada na Áustria e que tem aproximadamente 25 mil anos de existência. → Arte no Período Neolítico O período Neolítico apresenta grandes transformações e avanços em relação ao Paleolítico – embora de modo não uniforme. Esses avanços podem ser destacados, principalmente, pela sedentarização do homem por meio do domínio das técnicas agrícolas e da domesticação dos animais. Isso permitiu que o homem desenvolvesse novas ferramentas, que trouxeram melhoria para a sua vida. Um dos grandes avanços do Neolítico está relacionado com as construções, uma vez que pouco a pouco o homem foi desenvolvendo habilidades arquitetônicas. No Neolítico, destacam-se as construções megalíticas, como a de Stonehenge, na Inglaterra. A Serra da Capivara é um dos sítios de pintura rupestre mais famosos do Brasil. No caso do Brasil, existem algumas produções de arte pré-histórica localizadas em alguns estados, como Piauí, Paraíba, Mato Grosso e Santa Catarina. O grande destaque são as pinturas rupestres encontradas na Serra da Capivara, no estado do Piauí, que abriga mais de 100 pinturas rupestres que retratam cenas de caça, guerra, sexo etc. Resumo A arte pré-histórica é aquela produzida durante os períodos cronológicos da Pré- História, com destaque para os períodos Paleolítico e Neolítico. A arte pré- histórica inclui produções artísticas como as pinturas rupestres e gravuras feitas em pedra, além de esculturas e estatuetas. O objetivo dessas produções é alvo de debate entre os historiadores, mas teorias apontam para duas teses: uma forma de expressão ou uma forma de o homem conectar-se ritualisticamente com a natureza. No caso do Paleolítico, destacam-se as pinturas rupestres, como as localizadas na Serra da Capivara, no estado do Piauí, e as estatuetas Vênus, encontradas em diferentes partes do mundo. No caso do Neolítico, destacam-se as construções megalíticas, como as de Stonehenge, na Inglaterra. Arte Egípcia A Arte Egípcia antiga é a pintura,escultura, arquitetura e outras artes produzidas pela civilização do Egito Antigo na parte inferior do Vale do Nilo, cerca de 3000 aC a 100 dC. A Arte Egípcia antiga atingiu um nível elevado em pintura e escultura, e foi altamente estilizado e simbólico. Grande parte da arte que sobreviveu vem de túmulos e monumentos e, portanto, há uma ênfase sobre a vida após a morte e a preservação do conhecimento do passado. A Arte Egípcia antiga foi criada usando meios que vão desde desenhos em papiros, madeira, pedra, e pinturas. A Arte Egípcia antiga exibe uma representação extraordinariamente vívida de sistemas de crenças e de status socioeconômicos do egito antigo. Estilos egípcios mudou muito pouco ao longo de mais de três mil anos. A Arte Egípcia teve muita influência da religiosidade durante a Idade Antiga. O povo glorificava os deuses e idolatrava os faraós, para os quais construíam grandes templos e pirâmides. Um aspecto que caracteriza essa arte é a Lei da Frontalidade, na qual as figuras humanas representadas estão sempre com a cabeça e as pernas de perfil, e os olhos e tronco, de frente. O tamanho das pessoas também varia de acordo com sua posição social. A pintura egípcia é harmoniosa, assim como a escultura e a arquitetura. As obras passam a ilusão de força, majestade e imortalidade, pois a civilização acreditava que a vida após a morte seria muito melhor do que a atual. As figuras masculinas eram pintadas em vermelho, e as femininas, em ocre, com formas piramidais e simétricas. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos, que eram divididos em três categorias: Pirâmide (túmulo real destinado ao faraó), Mastaba (túmulo para a nobreza) e Hipogeu (túmulo destinado ao povo). A combinação de regularidade geométrica e observação aguçada da natureza é uma característica de todas as artes egípcias. Tudo tinha que ser representada a partir do seu ângulo mais característico. Artesanato egípcios em todo o estátuas, pinturas, jóias e cerâmica parecem cair no lugar, como se obedecessem a uma lei. A arte egípcia estava intimamente ligada à religião, por isso era bastante padronizada, não dando margens à criatividade ou à imaginação pessoal, pois a obra devia revelar um perfeito domínio das técnicas e não o estilo do artista. A arte egípcia caracteriza-se pela representação da figura humana sempre com o tronco desenhado de frente, enquanto a cabeça, as pernas e os pés são colocados de perfil. O convencionalismo e o conservadorismo das técnicas de criação voltaram a produzir esculturas e retratos estereotipados que representam a aparência ideal dos seres, principalmente dos reis, e não seu aspecto real. Após a morte de Ramsés II, o poder real tornou-se muito fraco. O Egito foi invadido sucessivamente pelos etíopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos. Os egípcios não representaram as partes do corpo humano com base na sua posição real, mas sim levando em consideração a posição de onde melhor se observasse cada uma das partes: o nariz e o toucado aparecem de perfil, que é a posição em que eles mais se destacam; os olhos, braços e tronco são mostrados de frente. Essa estética manteve-se até meados do império novo, manifestando-se depois a preferência pela representação frontal. Um capítulo à parte na arte egípcia é representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 símbolos gráficos, denominados hieróglifos, desenvolveu-se a partir do ano 3300 a.C. e seu estudo e fixação foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro. A escrita e a pintura estavam estreitamente vinculadas por sua função religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pirâmides eram acompanhadas de textos e fórmulas mágicas dirigidas às divindades e aos mortos. A pirâmide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magnífica obra lhe valeu a divinização. No início as tumbas egípcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a idéia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pirâmide. As mais célebres do mundo pertencem com certeza à dinastia IV e se encontram em Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos, cujas faces são completamente lisas. .Normalmente eram divididos em duas ou três câmaras: a primeira para os profanos; a segunda para o faraó e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote.A entrada a esses templos era protegida por galerias de estátuas de grande porte e esfinges. Os egípcios amavam demais o mundo terreno para acreditarem que os seus prazeres chegassem necessariamente ao fim com a morte. Achavam que pelo menos os ricos e poderosos poderiam desfrutar as delicias da vida pela eternidade afora, desde que as imagens desses falecidos fossem reproduzidas em suas respectivas tumbas. Assim, boa parte da pintura egípcia era feita em prol dos mortos. Entretanto, é possível que os egípcios não julgassem que garantir uma boa vida após a morte exigisse muito gasto e que, por isso tenham escolhido a pintura como um recurso que poupava mão de obra e cortava gastos. A Pintura nas Tumbas Egipcías Talvez uma das imagens mais impressionantes das tumbas egípcias sejam os Gansos de Medum, três majestosas aves da tumba de Nefermaat (um filho de Snefru, o primeiro faraó da IV Dinastia) e de sua esposa Itet. Gansos de Medum Os gansos, que remontam a mais de 2 mil anos antes de Cristo, são apenas um detalhe num friso pictórico na antiga cidade de Medum, mas já sugerem a vitalidade e pujança dos triunfos escultóricos que estavam por vir. Outra pintura egípcia, da tumba de Ramose, mostra uma procissão funerária de Mulheres Lamentosas. Nessa pintura, as mulheres são bidimensionais e esquemáticas, mas os gestos angustiados vibram com o pesar. Tumba de Ramose Toda figura era mostrada do ângulo em que pudesse ser mais facilmente identificada, conforme uma escala que se baseava na hierarquia, sendo o tamanho dependente da posição social. Daí resultava um aspecto muitíssimo padronizado, esquemático e quase diagramático. A absoluta preocupação com a precisão e a representação completa aplicava-se a todos os temas; assim, a cabeça humana é sempre reproduzida de perfil, mas os olhos são sempre mostrados de frente. Por essa razão, não há perspectiva nas pinturas egípcias tudo é bidimensional. Caça as Aves O nobre está de pé em seu barco, segurando na mão direita três aves que acabou de abater e na esquerda uma espécie de bumerangue. É acompanhado pela esposa, que segura um buquê e usa um traje complexo, com um cone perfumado na cabeça. Entre as pernas de Nebamun, acocora-se sua filha, a pequena figura que apanha na água uma flor de lótus (a composição é um exemplo de como se convencionava determinar as dimensões das figuras conforme a hierarquia familiar e social). Na origem, essa pintura era parte de uma obra maior, que também incluía uma cena de pesca. Os egípcios não adornavam apenas tumbas: eles também pintavam esculturas. Acredita-se que essa bela escultura de calcário, a Cabeça de Nefertite, esposa do faraó Akhenaton, tenha sido uma cópia de ateliê, pois a encontraram entre as ruínas da oficina de um escultor. Cabeça de Nefertite EXERCICIO 1. Qual o Conceito de Arte? 2. A arte varia de cultura á cultura? Justifique sua Resposta. 3. Veja a imagem de uma das esculturas pré-históricas mais famosas, a “Vênus de Willendorf”. Vênus de Willendorf Sobre essa escultura, é correto afirmar que: a) foi encontrada no sítio arqueológico da Serra da Capivara, no Sul do Piauí. b) foi descoberta em 1990, por um arqueólogo chamado Willendorf. c) está relacionada a cultos arcaicos de fertilidade. d) serviu diretamente como modelo para a criação da “Vênus de Milo”, na Grécia Antiga. e) foi encontrada ao lado de uma múmia,no Vale de Gizé, no Egito. 4. Pintura rupestre da Toca do Pajaú – PI. Internet: www.betocelli.com A pintura rupestre acima, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa: a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do Brasil. b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros. c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do Brasil. d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos. e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período colonial. 5. Em relação à arte do Egito Antigo, assinale a alternativa correta. A. Visava à valorização individual do artista. B. Manifestava as ideias estéticas com representações da natureza, evitando a representação da figura humana. C. Estava destinada à glorificação do faraó e à representação da vida de além-túmulo. D. Aproveitava os hieróglifos como ornamentação. E. Era um arte abstrata de difícil interpretação. 6. Sobre a arte egípcia, é incorreto afirmar: a) As grandes manifestações da arquitetura egípcia foram os magníficos templos religiosos, as pirâmides, os hipogeus e as mastabas. b) Na pintura, as figuras eram representadas com os olhos e os ombros em perfil, embora com o restante do corpo de frente. c) A escultura egípcia obedecia a uma orientação predominantemente religiosa. Eram numerosas as estátuas esculpidas com a finalidade de ficar dentro de túmulos. A escultura egípcia atingiu seu desenvolvimento máximo com os sarcófagos, esculpidos em pedra ou madeira. d) A cultura egípcia foi profundamente marcada pela religião e pela supremacia política do faraó. Esses dois elementos exerceram grande influência nas artes (arquitetura, escultura, pintura, literatura) e na atividade científica. e) A gradação, a mistura de tonalidades e o claro-escuro não eram utilizados. 7. Onde estão localizadas as pirâmides de Queops, Quefren e Miquerinos? 8. Resuma o conceito de arte? 9. O que é aLei da Frontalidade? 10. Em que tipo de papel eram escritos os hieróglifos?