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REDAÇÃO
DIVULGAÇÃO PÚBLICA DA IMAGEM DE CRIANÇAS QUE 
PRECISAM DE ADOÇÃO: EXPOSIÇÃO DESNECESSÁRIA OU 
MEDIDA VÁLIDA?
PROENEM.COM.BR1
REDAÇÃO DIVULGAÇÃO PÚBLICA DA IMAGEM DE CRIANÇAS QUE PRECISAM DE 
ADOÇÃO: EXPOSIÇÃO DESNECESSÁRIA OU MEDIDA VÁLIDA?
IN
ST
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ÇÃ
O A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos 
ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita 
formal da língua portuguesa sobre o tema “Divulgação Pública Da Imagem De Crianças 
Que Precisam De Adoção: Exposição Desnecessária Ou Medida Válida?”, apresentando 
proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de 
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
TEXTO I
Em um shopping de Cuiabá, crianças e adolescentes de 4 a 17 anos aptos a serem adotados participam 
de um desfile. O evento foi alvo de críticas na internet, com pessoas dizendo que as crianças "não são 
produtos", que "faltou bom senso" e que "parecia uma feira de adoção de animais".
A Seccional Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), uma das organizadoras do 
evento, e Pantanal o Shopping, que sediou o evento, emitiram notas no mesmo dia se explicando. Na manhã 
desta quinta-feira (23) o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) publicou nota de 
pesar condenando o desfile.
Apesar da comoção nas redes, o evento não é inédito. Esta foi a sua segunda edição. No material de 
divulgação a advogada Tatiana Ramalho, presidente da Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da OAB-MT, 
afirma que o objetivo era "dar visibilidade a essas crianças e a esses adolescentes que estão aptos para 
adoção ". Na nota de esclarecimento publicada, a entidade explicou que "nunca foi o objetivo do evento 
apresentar as crianças e adolescentes a famílias para a concretização da adoção " e que "nenhuma criança 
ou adolescente foi obrigado a participar".
https://oglobo.globo.com/sociedade/desfile-de-criancas-para-adocao-organizadores-shopping-pedem-desculpas-ministerio-
manifesta-pesar-23687412
TEXTO II
O Projeto A.DOT (...) tem por objetivo permitir que crianças e adolescentes, em condições de serem 
adotados, mas que ainda não encontraram uma família, possam ser conhecidos por aqueles que estão 
habilitados para adotar.
Com o aplicativo A.DOT, que poderá ser baixado, num primeiro momento, no site da Google Play Store 
e, no próximo mês, também no site da Apple Store, os pretendentes à adoção, poderão visualizar, por meio 
de vídeos e fotos, crianças e adolescentes, em condições jurídicas de adoção, que ainda não encontraram 
pretendentes nas Comarcas e Estados de origem ou no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) do Conselho 
Nacional de Justiça (CNJ).
Os vídeos são gravados por voluntários selecionados e capacitados, por meio dos quais as crianças e 
adolescentes irão narrar suas histórias e expor suas expectativas. O acesso às informações, vídeos e fotos de 
crianças e adolescentes será disponibilizado aos pretendentes à adoção inseridos no Cadastro Nacional de 
Adoção, às equipes técnicas das Varas da Infância e da Juventude, aos Magistrados e Promotores da Infância 
e da Juventude e aos grupos de apoio à adoção.
Os vídeos, fotos e informações somente serão inseridos na plataforma do aplicativo com autorização 
do Juiz da Vara da Infância e da Juventude responsável pela criança ou adolescente. Qualquer Magistrado 
do país que tenha sob sua jurisdição crianças e adolescentes em condições de adoção e que ainda não 
encontraram interessados poderá encaminhar ao Projeto os vídeos, as fotos e demais informações para 
inclusão no aplicativo, de modo a ampliar as chances de adoção.
http://www.crianca.mppr.mp.br/2018/05/20455,37/
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ADOÇÃO: EXPOSIÇÃO DESNECESSÁRIA OU MEDIDA VÁLIDA?
TEXTO III
Em todo o país aguardam uma família em meio a um total de 43,6 mil pessoas que constam como 
pretendentes no Cadastro Nacional de Adoção. Para a presidente da organização não governamental Projeto 
Aconchego, Soraya Pereira, os números são consequência da falta de políticas públicas ao longo de muitos 
anos e da demora em se olhar para o contexto do abrigamento e do acolhimento. 
“Não podemos deixar tudo só nas costas dos pretendentes. Todo mundo fala que eles só querem criança 
pequena, que só querem menina. Mas esse perfil já mudou. Vivemos hoje um gargalo que vem lá de trás e 
cuja consequência está vindo agora. Temos até mesmo falta de profissionais trabalhando no processo que 
antecede o abrigamento. Há vários aspectos a serem analisados”, disse.
Adaptado de http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-05/brasil-tem-87-mil-criancas-espera-de-uma-familia-diz-cnj
TEXTO IV
96% das crianças aptas para adoção na Bahia têm mais de cinco anos
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1904831-96-das-criancas-aptas-para-adocao-na-bahia-tem-mais-de-cinco-anos
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ADOÇÃO: EXPOSIÇÃO DESNECESSÁRIA OU MEDIDA VÁLIDA?

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