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 7 (Vunesp) Os procariontes diferenciam-se dos eucariontes porque os primeiros, entre outras ca-
racterísticas,
a) não possuem material genético.
b) possuem material genético como os eucariontes, mas são anucleados.
c) possuem núcleo, mas o material genético encontra-se disperso no citoplasma.
d) possuem material genético disperso no núcleo, mas não em estruturas organizadas denomi-
nadas cromossomos.
e) possuem núcleo e material genético organizado nos cromossomos.
 8 (Fuvest-SP) Qual das alternativas classifica corretamente o vírus HIV, o tronco de uma árvore, a 
semente de feijão e o plasmódio da malária quanto à constituição celular?
Vírus HIV Tronco de árvore Semente de feijão Plasmódio da malária
a) acelular acelular unicelular unicelular
b) acelular multicelular multicelular unicelular
c) acelular multicelular unicelular unicelular
d) unicelular acelular multicelular acelular
e) unicelular acelular unicelular acelular
 9 (FMU/Fiam-Faam/Fisp-SP) Preparou-se, rapidamente, uma lâmina a ser examinada ao microscópio 
óptico; para identificar se o material é de origem animal ou vegetal, convém observar se as células 
possuem
a) núcleo. d) mitocôndrias.
b) membrana celular. e) nucléolos.
c) parede celular.
 Questão discursiva
 10 (Fuvest-SP-Adaptado) Quais as diferenças existentes entre células procariontes e eucariontes 
quanto a núcleo e citoplasma?
Capítulo
5
UNidAde B
Fronteiras da célula
A célula viva é um mundo microscópico 
no qual ocorre intensa atividade 
bioquímica. As fronteiras da célula são 
delimitadas por um finíssimo envoltório.
Neste capítulo estudaremos a 
membrana plasmática, que resguarda 
o interior da célula e seleciona 
criteriosamente tudo o que entra e sai, 
mantendo adequadas as condições 
celulares internas.
 5.1 Membrana plasmática
Apesar de muito fina — cerca de 
5 nanometros (nm) de espessura —, 
a membrana plasmática é extremamente 
complexa e versátil, desempenhando 
papel fundamental na vida da célula.
 5.2 Permeabilidade celular
A membrana plasmática é dinâmica: 
permite a passagem de certas substâncias 
e impede a passagem de outras, mantendo 
o meio celular interno diferenciado e 
adequado à vida. 
 5.3 endocitose e exocitose
A entrada de substâncias na célula por meio 
de invaginações da membrana é a endocitose. 
A saída de estruturas ou substâncias para o 
exterior por meio de bolsas que se fundem à 
membrana é a exocitose.
 5.4 envoltórios externos à 
membrana plasmática
A maioria das células apresenta algum 
tipo de envoltório externo que protege 
a membrana plasmática e a auxilia em 
algumas funções.
Fotomicrografia ao microscópio eletrônico de varredura 
de um macrófago do sangue humano (em amarelo) 
capturando bactérias (bastonetes, em rosa). 
A membrana do macrófago forma expansões chamadas 
de pseudópodes, que englobam as bactérias em um 
processo denominado fagocitose (aumento ~ 18.000×).
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Objetivos❱❱❱❱
Reconhecer que CCCCCCC
conhecimentos 
específicos, tais 
como a estrutura 
e as propriedades 
das membranas 
biológicas, podem ser 
importantes para o 
avanço da ciência e 
para o desenvolvimento 
de tecnologias úteis 
à humanidade.
Conhecer a composição CCCCCCC
molecular básica da 
membrana plasmática, 
compreendendo 
o significado do 
modelo que explica 
sua estrutura 
e propriedades.
Termos e conceitos❱❱❱❱
membrana plasmática•	
modelo do mosaico •	
fluido
Membrana plasmática
 Características gerais 
da membrana plasmática
As pesquisas citológicas revelaram que a célula viva é um compartimen-
to microscópico isolado do ambiente por uma finíssima película, a mem-
brana plasmática, constituída basicamente por fosfolipídios e proteínas. 
A membrana é uma estrutura dinâmica, que permite a passagem de certas 
substâncias mas impede a passagem de outras, mantendo o meio celular 
interno adequado à vida.
Apesar de muito fina — cerca de 5 nanometros (nm) de espessura —, 
a membrana plasmática é extremamente complexa e versátil, desempe-
nhando inúmeras funções. Por exemplo, os pigmeus africanos têm baixa 
estatura porque as membranas de suas células não contêm um tipo de 
proteína capaz de se combinar ao hormônio de crescimento, que eles pro-
duzem em quantidades normais.
Outra função importante da membrana plasmática revelou-se a partir do 
estudo da doença denominada diabetes melito, na qual a pessoa afetada 
tem altos níveis de glicose no sangue. No tipo mais comum de diabetes 
(tardio, ou do tipo II), as membranas celulares da pessoa diabética têm 
poucas proteínas receptoras para o hormônio insulina, necessário para que 
as células absorvam glicose. Na falta de receptores do hormônio, pouca 
glicose penetra nas células e o nível desse açúcar eleva-se no sangue, 
causando o quadro clínico do diabetes melito. O conhecimento desses 
fatos poderá contribuir para a descoberta de tratamentos mais eficazes 
ou, até mesmo, a cura para essa doença.
Organização molecular da membrana plasmática
Os componentes mais abundantes das membranas celulares são 
fosfolipídios e proteínas; por isso, costuma-se dizer que a constituição 
da membrana plasmática é lipoproteica. Além desses componentes, as 
membranas das células animais também contêm colesterol.
Modelo do mosaico fluido
Estudos recentes indicam que as moléculas de fosfolipídios da mem-
brana plasmática dispõem-se lado a lado, como pessoas em uma multidão 
(relembre a disposição das moléculas na película das bolhas de sabão no 
capítulo 3). Os fosfolipídios deslocam-se continuamente, mas sem perder o 
contato uns com os outros, como se dançassem trocando de par o tempo 
todo, o que confere grande dinamismo às membranas biológicas. As proteí-
nas da membrana estão incrustadas na dupla lâmina de fosfolipídios, como 
peças globulares de um mosaico, que se destacam na estrutura homogênea 
de fosfolipídios. Algumas das proteínas estão aderidas superficialmente à 
membrana, ao passo que outras mergulham na camada dupla de fosfolipí-
dios, atravessando a membrana de lado a lado. Muitas proteínas também 
podem movimentar-se paralelamente ao plano da membrana.
Esse modelo para explicar a estrutura da membrana plasmática, comparan-
do-a a um mosaico molecular em constante modificação, foi proposto original-
mente em 1972 pelos pesquisadores S. Jonathan Singer e Garth L. Nicholson 
e apropriadamente chamado de modelo do mosaico fluido. (Fig. 5.1)
Seção 5.1
	Parte I
	Unidade B - Organização e processos celulares
	5. Fronteiras da célula

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