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260 U n id a d e D • Fo rç a s e m D in â m ic a 260 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . P. 298 (UFPel-RS) Um estudante, indo para a faculdade, em seu carro, desloca-se num plano horizontal, no qual descreve uma trajetória curvilínea de 48 m de raio, com uma velocidade constante em módulo. Entre os pneus e a pista existe um coeficiente de atrito cinético de 0,3. P. 299 (UFMG) Ana está sentada em um banco de uma roda-gigante, que gira com velocidade angular constante. Nesse movimento, Ana passa, sucessi- vamente, pelos pontos P, Q, R e S, como mostrado na figura abaixo. Considerando a figura, a aceleração da gravidade no local, de 10 m/s2, e a massa do carro de 1.200 kg, faça o que se pede. a) Caso o estudante resolva imprimir uma veloci- dade de 60 km/h ao carro, ele conseguirá fazer a curva? Justifique. b) A velocidade máxima possível para que o carro possa fazer a curva, sem derrapar, irá se alterar se diminuirmos a sua massa? Explique. c) O vetor velocidade apresenta variações neste movimento? Justifique. Considere que a massa de Ana é 30 kg, que o raio de sua trajetória é 5,0 m e que o módulo de sua velocidade angular é 0,40 rad/s. Com base nessas informações: a) Determine a força resultante — módulo, direção e sentido — sobre Ana quando esta passa pelo ponto Q, indicado na figura. b) O módulo da força que o banco faz sobre Ana é maior no ponto Q ou no ponto S? Justifique sua resposta. P. 300 Um motociclista percorre uma trajetória circular vertical de raio R 3,6 m, no interior de um globo da morte. Calcule qual deve ser o menor valor da velocidade, no ponto mais alto, que permita ao motociclista percorrer toda a trajetória circular. É dado g 10 m/s2. P. 301 Uma pedra de 3 N de peso, amarrada a um cordel de 2,5 m de comprimento, descreve uma circunfe- rência horizontal de 2 m de raio. O cordel, fixo em uma das extremidades, gera uma superfície cônica. Determine: a) a intensidade da força de tração do fio, em newtons; b) a frequência f de rotação, em hertz. Use g 10 m/s2. P. 302 Um corpo de peso P está encostado à parede ver- tical de um compartimento cilíndrico de raio R, e apoiado em seu piso. O compartimento (parede cilíndrica mais piso) passa a girar com velocidade angular crescente até um valor h1, tal que o corpo permanece encostado à parede, na mesma posi- ção inicial, sem escorregar, ainda que o piso seja retirado. a) Nessa situação, represente, por meio de um diagrama vetorial, as forças que atuam no corpo, dando suas expressões. b) Se a velocidade angular crescer além de h1, o corpo tende a subir? Explique. c) Se o peso do corpo fosse P __ 2 e não P, e a veloci- dade angular ainda fosse a mesma h1, haveria movimento segundo a vertical? Justifique. Direção fi nal B A v1 v2 D ir eç ão in ic ia l Q S P R R V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 260 25.07.09 17:16:29 261 C a p ít u lo 1 3 • Fo rç a s e m t ra je tó ri a s cu rv ilí n e a s 261 Seção 13.2 Objetivos Analisar a força resultante que age num corpo em movimento curvilíneo variado. Apresentar as resultantes centrípeta e tangencial. Caracterizar o módulo, a direção e o sentido da resultante tangencial. Descrever o que ocorre num referencial não inercial. Termos e conceitos • resultante tangencial • força centrífuga Movimentos curvilíneos variados Na seção 13.1, consideramos o movimento uniforme e, portanto, a resul- tante das forças que agem no corpo é orientada para o centro da trajetória. Entretanto, se a força resultante FR não estiver orientada para o centro da trajetória, o que ocorre nos movimentos curvilíneos variados (fig. 7A), podemos decompor FR nas direções normal e tangente à trajetória (fig. 7B). A resultante das forças normais à trajetória é a resultante centrípeta Fcp, responsável pela variação da direção da velocidade v. A resultante das forças tangentes à trajetória é a resultante tangencial Ft, responsável pela variação do módulo de v. Normal Tan gen te Tr aj et ór ia FR A Ft FR Fcp B Figura 7. A resultante centrípeta produz a aceleração centrípeta acp e a re- sultante tangencial produz a aceleração tangencial at. Pelo princípio fundamental da Dinâmica, temos: No movimento circular uniforme Ft 0 e a resultante das forças é a centrípeta. Considere, por exemplo, um pêndulo simples. A figura 8A mostra as for- ças que agem na esfera no instante em que passa pela posição A. A força de tração T tem direção da normal à trajetória e o peso P é decomposto nas direções normal (Pn) e tangencial (Pt), conforme a figura 8B. Sendo Pn P 3 cos J e Pt P 3 sen J, concluímos que as resultantes centrípeta e tangencial têm módulos: Fcp T 2 P 3 cos J e Ft P 3 sen J. Fcp macp e Ft mat Figura 8. N orm al Tan gen te T P A θ A T P A θ θ Pn Pt B Nos brinquedos de rotação em formato de pêndulo, a força resultante aplicada nos ocupantes varia conforme a posição da cabine. V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 261 25.07.09 17:16:31 262 U n id a d e D • Fo rç a s e m D in â m ic a 262 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Quando a esfera passa pela posição mais baixa, B, as forças T e P têm direção da normal à trajetória e, nesse instante, Fcp T 2 P e Ft 0 (fig. 9). T P Bv A intensidade da força no fio do pêndulo varia conforme a posição da massa pendular. Figura 9. Força em referencial não inercial Considere um carro numa curva de raio R. Para um observador externo fixo na estrada (referencial inercial), o veículo tende a sair pela tangente conservando sua velocidade, pelo princípio da inércia (fig. 10A). Para esse observador externo, as forças que atuam no veículo, peso P, normal FN e atrito de escorregamento lateral Fat., garantem a resultante centrípeta Fcp, que altera a direção da velocidade. O fenômeno, porém, é diferente para um observador no interior do próprio carro, pois este possui aceleração em relação à estrada e, por isso, é um referencial não iner- cial. Esse observador interno sente-se atirado para fora do carro na curva e interpreta o fenômeno considerando uma força Fcf em relação ao próprio carro (fig. 10B). Essa força Fcf é chamada força centrífuga, e somente existe em relação a referenciais não inerciais. Para o observador externo fixo na estrada (referencial inercial), a força centrífuga não existe. A força centrífuga não é reação da força centrípeta. A força centrífuga é uma força de inércia semelhante à força F que age no ponto material do exercício R. 97 da página 219, em relação ao observador acelerado no interior do trem. A B Figura 10. exercícios propostos de recapitulação Para o piloto (referencial não inercial), a força centrífuga existe, o que não ocorre para um observador nas arquibancadas. Observador externo (inercial) FN Fcp acp fat. vP Observador interno (não inercial) Fcf V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 262 25.07.09 17:16:36