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Capítulo 18 uNidade G estática. Hidrostática. Hidrodinâmica Sistema de forças aplicadas a um ponto material. Equilíbrio do ponto material Com muita habilidade, os equilibristas conse- guem manter-se sobre finas cordas ou mesmo manter em equilíbrio objetos em situações que, à primeira vista, consideramos impossíveis.As condições de equilíbrio de um corpo são verificadas pela análise do sistema de forças que atua sobre ele. 18.1 Resultante de um sistema de forças A resultante de um sistema de forças aplicadas num ponto material é a força que, aplicada nesse ponto, produz o mesmo efeito que o sistema de forças. 18.2 Equilíbrio de um ponto material O equilíbrio de um ponto material pode ser estático ou dinâmico. Nos dois casos, a aceleração vetorial é nula. V1_P3_UN_G_CAP_18.indd 382 31.07.09 16:32:42 Na posição “maltesa”, o atleta fica em equilíbrio estático. Nesse momento, a resultante das forças no atleta é nula. V1_P3_UN_G_CAP_18.indd 383 31.07.09 16:32:48 384 U n id a d e G • Es tá ti ca . H id ro st át ic a . H id ro d in â m ic a 384 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Seção 18.1 Objetivos Analisar o sistema de forças aplicadas a um ponto material. Determinar a resultante das forças aplicadas em um ponto material em diferentes situações. Termos e conceitos • forças colineares • regra do paralelogramo • linha poligonal de forças Resultante de um sistema de forças Considere um sistema de forças F1, F2, ..., Fn, de pontos de aplicação P1, P2, ..., Pn, respec ti vamente (fig. 1A). A soma vetorial de F1, F2, ..., Fn é denominada resultante do sistema de forças. Se o sistema de forças estiver aplicado a um ponto material (fig. 1B), a resultante é a força que, aplicada ao ponto material, produz o mesmo efeito que o sistema de forças. Indicando a resultante por FR, podemos escrever: FR F1 F2 ... Fn. Para a obtenção da resultante valem as regras já estudadas para a soma de vetores. Determinação da resultante de um sistema de forças Vamos supor que um sistema de n forças conhecidas, F1, F2, ..., Fn, esteja aplicado a um ponto material P (fig. 2A). A resultante é obtida da seguinte maneira: os segmentos orientados que representam as forças são dispostos de modo a tornarem-se consecutivos, isto é, a extremidade do primeiro coincide com a origem do segundo, e assim por diante. A figura assim obtida (fig. 2B) recebe o nome de linha poligonal das forças. A re- sultante é representada pelo segmento orientado, cuja origem é a origem do primeiro, e a extremidade é a extremidade do último (fig. 2C). A ordem de colocação dos segmentos orientados, que são represen- tações das forças, não altera o resultado final. Se a extremidade do último segmento orientado coincidir com a ori- gem do primeiro (linha poligonal fechada), a resultante do sistema de forças será nula. Pn P2 F1 F2 Fn P1 A P F1 F2 Fn B Figura 1. (A) Sistema de forças. (B) Sistema de forças aplicadas a um ponto material P. Figura 2. (A) Ponto material sob a ação de n forças. (B) Os segmentos orientados, tornados consecutivos, definem a linha poligonal das forças. (C) O segmento orientado que fecha a linha poligonal das forças representa a resultante das n forças que atuam sobre o ponto material. P F2 F1 Fn A Ω: origem arbitrária F2 F1 Fn B Ω F2 F1 Fn FR C Se a linha poligonal das forças for fechada, a resultante será nula. V1_P3_UN_G_CAP_18.indd 384 31.07.09 16:32:49 385 C a p ít u lo 1 8 • S is te m a d e f o rç a s a p lic a d a s a u m p o n to m at e ri a l. Eq u ilí b ri o d o p o n to m at e ri a l 385 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Além da determinação gráfica da resultante pela linha poligonal das forças, podemos determiná-la analiticamente, empregando o método das projeções: tomamos um sistema cartesiano no plano das forças e determinamos as projeções de F1, F2, ..., Fn segundo os eixos x e y. Sejam F 1 x , F 2 x , ..., F n x as projeções em relação ao eixo x e F 1 y , F 2 y , ..., F n y em relação ao eixo y (fig. 3). A força que movimenta o barco é uma das componentes da força do vento na vela. Sendo F R x e F R y as projeções de FR respectivamente em relação aos eixos x e y e sabendo-se que a proje ção da resultante num eixo é a soma algébrica das projeções das forças componentes, resulta: A intensidade da força resultante é obtida pela aplicação do Teorema de Pitágoras ao triângulo retângulo destacado na figura 3: A direção de FR forma com os eixos x e y, respectivamente, os ângulos Jx e Jy tais que: cos Jx F Rx ___ FR e cos Jy F Ry ___ FR Figura 3. Fny F1y F1x F2x Fnx x y FRy F2y 0 θy θx FRx F2 F1 FR Fn Seja J o ângulo de F com o eixo x. As projeções ortogonais de F em relação aos eixos x e y são dadas respectivamente por: Fx F 3 cos J e Fy F 3 sen J Projeções ortogonais de uma força F Fy 0 θ y x F Fx F R x F 1 x F 2 x ... F n x F R y F 1 y F 2 y ... F n y FR dlllllll F2 Rx F2 Ry V1_P3_UN_G_CAP_18.indd 385 31.07.09 16:32:51 Parte III UNIDADE G 18. Equilíbrio do ponto material