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Capítulo 3 
A dimensão discursiva da linguagem 42
O trabalho realizado ao longo deste capítulo favorece 
o desenvolvimento das competências de área 1 e 
6 e das habilidades H1, H2, H3, H4, H16 e H19. Para 
identificá-las, consultar a matriz do Enem 2009, que 
se encontra no Portal Moderna Plus.
 b) O humor da tira reside justamente na criação de 
uma palavra homônima homófona à que foi utili-
zada pela galinha: “ansiões”. O galo usa essa pala-
vra porque associa o termo utilizado pela galinha 
(ancião) ao verbo “ansiar”. Por isso, ele afirma que 
o dia marcado na folhinha é dedicado a todos os 
indivíduos, já que todos ansiamos por dias melhores. 
É por meio da criação do homônimo ansiões que o 
efeito de humor da tira é obtido. 
 6 orta  horta; d  de; cove  couve; sera  será; 
atemdi a  atendida; pe  pés; aufase  alface; 
reau  real.
 7 O segundo d da palavra “atemdi a” (atendida) está 
grafado de maneira equivocada, isto é, como se es-
tivesse sendo refletido em espelho. Presume-se que 
o autor da escrita, vendo o erro, efetuou a correção, 
reescrevendo a sílaba sobre a que apresentava a 
letra espelhada.
 8 O autor do texto provavelmente se guiou pela pro-
núncia dessas palavras quando foi escrevê-las. No 
caso de couve, ele (e a maioria dos brasileiros) não 
pronuncia o ditongo. No caso de alface e real, o fone-
ma /l/ é realizado como [u]. A substituição de c por s 
em alface deve-se, provavelmente, ao fato de o autor 
não saber que a letra s entre duas vogais, neste caso, 
teria som de [z].
 9 A alteração presente na nova regra diz respeito à eli-
minação do acento agudo nos ditongos abertos ei e oi 
das palavras paroxítonas.
> Possibilidades: estreia, apoio (verbo), ideia, etc. 
 10 O último quadrinho contradiz a afirmação de Grump 
de que a regra é muito simples porque, para poder 
fazer um uso adequado da regra apresentada na 
tira, ele — e todos os falantes de língua portuguesa 
— precisa(m) compreender o que significam os con-
ceitos gramaticais referidos pela nova regra, ou seja, 
precisa(m) saber o que significam ditongos abertos 
e palavras paroxítonas. 
 Usos da ortografia
Pratique 40 
No caso do trabalho com aspectos convencionais da 
escrita (ortografia e acentuação), o “uso” a ser observado 
pelos alunos é o habitual. Trata-se de demonstrar, ao 
escrever, o conhecimento das convenções que regulamen-
tam o uso da escrita. Por esse motivo, não faria sentido 
propor uma atividade em que os alunos fossem levados 
a “subverter” a ortografia, como ocorre no caso da escrita 
da internet. 
No momento de avaliar a adaptação do texto de Antonio 
Prata às regras da ortografia, é importante observar se os 
alunos foram capazes de identificar os momentos em que 
deveriam manter o texto inalterado, para não prejudicar 
a compreensão daquilo que o autor desejava exemplificar 
por meio de um uso particular das letras e dos sinais da 
escrita. A seguir, está a adaptação do texto às regras da 
ortografia do português.
Diferenças de comunicação
A 1a vz q abri o e-mail e dei de kra c/ uma msgm assim, naum 
entendi nd. Pensei que era pau do Outlook, problema do com-
putador. Não, nada disso: era só mais uma leitora da Capricho 
que falava essa estranha língua da internet. Como, a cada dia que 
passa, recebo mais mensagens nesse dialeto esquisito, percebi 
que, ou aprendia eu também a teclar assim, ou ficava para trás. 
Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma: 
tinha chegado a hora de eu também me transformar.
Minha primeira atitude foi teclar para Érica, uma garota 
que escreve nessa língua, e perguntar como eu fazia para 
aprender. Ela falou o seguinte: “tipo... é só trocar CH por X, 
Ç por SS, H em vez de acento (é — eh; só — soh) e comer o 
máximo de letras possível. Entendeu?” Acho que sim, Érika.
O que não entendo é por que tanta complicação. Era tão 
fácil escrever o bom e velho português... Perguntei para o João, 
um primo meu que escreve até poemas desse jeito: pq as pssoas 
estaum screvndo assim? Ele me garantiu que era porque era mais 
fácil. Será? Olha só, João, Érica e todo mundo: para teclar naum 
uso quatro teclas. Para teclar não, também uso só quatro. É 
igual, ué?! Cadê a facilidade? Aliás, eu não tô achando isso nada 
fácil. Já faz mais de meia hora que estou tentando escrever essa 
crônica e não saí nem do terceiro parágrafo...
Outra explicação que me deram foi que, para quem tá nos 
Estados Unidos, eh + smples tklar assim, pq lah o tklado naum tem 
acents nem ç. Só que, em dois anos de Capricho, minha cara, já 
recebi mais de mil mensagens escritas assim, e eram lá do Pará, 
do Guarujá, de Jaú, mas nunca dos Estados Unidos. Pelo que eu 
sei, no Guarujá, Pará e Jaú, os teclados têm todos os acentos, não? 
Então por que escrevem desse jeito muito louco? [...]
Claro, melhor escrever e ler assim do que não escrever 
nem ler nada. O importante é a gente se comunicar e se nos 
entendemos com linguagem de surdo/mudo, sinais de fumaça 
ou falando chinês, não tem tanta importância.
Será? Sei não... Talvez eu seja antiquado, meio pessimista, 
mas gosto da nossa língua e de todos os pequenos detalhes. 
Escrevam como quiserem, se comuniquem na língua da in-
ternet, em código Morse ou com hieróglifos egípcios, desde 
que, de vez em quando, abram um livro desses antigos, que 
usam acentos e tudo mais, e deem uma lida. Talvez dê mais 
trabalho do que teclar no messenger, no ICQ ou num chat, 
mas garanto que é do cacete.
Beijos, abraços e até a próxima edição.
Assinado: Antonio Prata!
 Os elementos da comunicação 42 
 1 Pela fala das personagens, parece tratar-se de uma 
conversa entre um autor (Adão Iturrusgarai) e sua 
personagem (Aline).
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teria
 A alteração
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paroxítonas.
 Possibilidades:
nova regra diz respeito
nos ditongos abertos ei
apoio (verbo), ideia, etc.
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nem ler nada. O importante é a gente se comunicar e se nos 
entendemos com linguagem de surdo/mudo, sinais de fumaça 
do Guarujá, de Jaú, mas nunca dos Estados Unidos. Pelo que eu 
sei, no Guarujá, Pará e Jaú, os teclados têm todos os acentos, não? 
Então por que escrevem desse jeito muito louco? [...]
Claro, melhor escrever e ler assim do que não escrever 
nem ler nada. O importante é a gente se comunicar e se nos 
entendemos com linguagem de surdo/mudo, sinais de fumaça 
ou falando chinês, não tem tanta importância.
Então por que escrevem desse jeito muito louco? [...]
Claro, melhor escrever e ler assim do que não escrever 
nem ler nada. O importante é a gente se comunicar e se nos 
entendemos com linguagem de surdo/mudo, sinais de fumaça 
ou falando chinês, não tem tanta importância.
Então por que escrevem desse jeito muito louco? [...]
Claro, melhor escrever e ler assim do que não escrever 
nem ler nada. O importante é a gente se comunicar e se nos 
entendemos com linguagem de surdo/mudo, sinais de fumaça 
ou falando chinês, não tem tanta importância.
Então por que escrevem desse jeito muito louco? [...]
Claro, melhor escrever e ler assim do que não escrever 
nem ler nada. O importante é a gente se comunicar e se nos 
entendemos com linguagem de surdo/mudo, sinais de fumaça 
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 2 Primeiro, no segundo quadrinho, ao afirmar que é “o 
cara que desenha” Aline. Geralmente, as personagens 
de ficção (dos contos, romances, novelas, quadrinhos, 
filmes) transitam no espaço e no tempo de suas his-
tórias e não conversam com seus criadores. Depois, 
no terceiro quadrinho, ao comentar que não passa de 
uma personagem e que o verdadeiro Adão é aquele 
que também o está desenhando. Uma personagem 
que tenha consciência de ser personagem e que ainda 
mencione seu criador é bastante incomum.
 3 Não, pois fora da ficção não é possível uma personagem 
ficcional dialogar com seu autor.
Explicar aos alunos que o canal de comunicação equiva-
leria a um hardware que permite a execução de diferentes 
programas (software). Nesse sentido, diferentes “suportes” 
de texto atuam como canal, porque é por meio deles que a 
comunicação acontece.
 Função conotativa ou apelativa 44 
O registro do texto da oração é informal e tenta reproduzir 
a fala de um fiel que ora e pede ajuda aos santos para sua 
causa. Por isso, mistura pessoas e vozes do discurso, não se-
guindo a conjugação verbal esperada de um registro formal 
da variação urbana de prestígio: a maior parte dos verbos 
está na 3a pessoa do singular do imperativo, mas um deles, 
“ajuda-me”, está na 2a pessoa do singular; ora o fiel apela à 
Senhora da Aprovação na 3a pessoa do singular (“interceda”), 
ora na 2a pessoa do plural (“vós que sois”), passando para a 
3a no mesmo período (“proteja-me”).
 Função fática 46 
Explicar aos alunos que a função fática tem ênfase no 
canal, justamente porque testa a presença da conexão 
psicológica e física entre o emissor e o receptor. Quando, 
em um diálogo, utilizamos as “fórmulas” (Olá, oi, tudo bem?, 
etc.), estamos “conferindo” se o canal funciona para que 
possamos nos comunicar.
 Atividades 47 
 1 O anúncio traz a cena de um pássaro, pousado em uma
poltrona de um ônibus, observando a paisagem que 
passa diante da janela do veículo em movimento. É
justamente o fato de um pássaro estar viajando em 
um ônibus que torna a cena inusitada. 
 a) O objetivo do anúncio é levar os leitores a escolhe-
rem os voos da companhia aérea anunciada em 
lugar de optarem por viajar de ônibus, por exemplo. 
 b) O anúncio relaciona a imagem do pássaro viajando 
de ônibus ao enunciado “Por que viajar de outro 
jeito se você pode voar?” para sugerir ao leitor que 
qualquer pessoa pode voar com a companhia aérea 
anunciada. A imagem procura mostrar exatamente 
isso: como o pássaro pode voar, fica difícil entender 
por que ele escolhe outra forma de viajar. O mesmo 
princípio seria válido, por analogia, para aqueles 
que desejam viajar: basta escolher um dos voos da 
companhia aérea em questão. 
 2 O texto é dirigido a pessoas que não costumam via-
jar de avião, provavelmente por motivo de ordem 
financeira: em geral, uma passagem aérea para 
um determinado destino custa mais caro que uma 
passagem de ônibus, por exemplo. Essa imagem de 
público-alvo pode ser confirmada pela afirmação, 
feita no texto do canto inferior esquerdo do anún-
cio, de que, na companhia aérea em questão, todos 
podem voar e pela referência ao fato de que muitos 
dos passageiros que já viajaram por essa companhia 
nunca tinham voado antes. A ressalva apresentada 
no final do texto — “Agora voar não é mais privilégio 
de poucos” — reforça essa imagem de interlocutor 
como público-alvo do anúncio.
> “Gol. Aqui todo mundo pode voar”; “Dos 30 milhões 
de passageiros que já viajaram pela Gol, muitos 
nunca tinham voado antes.”; “Agora voar não é mais 
privilégio de poucos.” 
 3 Trata-se da função apelativa.
 a) A função apelativa é revelada pelo investimento 
do texto em convencer pessoas que não costumam 
voar de que uma determinada companhia aérea 
tornou possível para elas essa opção na hora de 
viajar. Isso fica evidente quando o leitor é inter-
pelado por meio de enunciados como: “Por que 
viajar de outro jeito se você pode voar?”, ou são 
apresentadas informações como: “Aqui todo mun-
do pode voar” e “Agora voar não é mais privilégio 
de poucos”. 
 b) A função apelativa é típica dos anúncios porque 
eles têm por finalidade persuadir, e, na teoria da 
comunicação, essa é uma característica associada 
a essa função. 
 4 Há duas funções: metalinguística e poética. A primeira 
é identificada pelo fato de se tratar de uma explicação 
para os vocábulos em questão (solidão e vontade); a 
segunda, pela forma como essas explicações são apre-
sentadas, isto é, por meio de metáforas que procuram 
traduzir cada um dos sentimentos referidos.
 5 A função da linguagem predominante é a metalin-
guística. O objetivo de um dicionário tradicional é 
falar sobre a própria linguagem, com ênfase no código 
linguístico.
> No texto de Adriana Falcão, há o predomínio da fun-
ção poética. Pode-se observar o trabalho cuidadoso 
da autora em relação à linguagem, com o objetivo de 
elaborar uma outra definição para as palavras esco-
lhidas, a partir, principalmente, de uma observação 
sensível do cotidiano (marcada pela experiência do 
próprio sujeito, isto é, a definição é subjetiva), e na 
constituição de um texto que busca provocar efeitos 
de sentido em seu leitor. No texto do dicionário, há 
uma definição mais genérica e objetiva.
 6 Sim. Nota-se o uso da função metalinguística na expli-
cação/definição que a personagem dá ao amigo para 
caracterizar o “papo muito chato” do seu tio Bernie.
 a) Em geral, a pergunta “Como vai?” é utilizada com 
função fática, isto é, apenas para “testar” se o 
canal de comunicação entre dois interlocutores 
está aberto.
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“ajuda-me”,
Senhora
3a no
 Função
“ajuda-me”,
nhora da
2a pessoa
mesmo
 Função
está na
Aprovação
pessoa do
período
fática 
2a pessoa
rovação na
plural
período (“proteja-me”).
singular; ora fiel apela
do singular interceda”),
sois”), passando para
(“proteja-me”).
46
b) A
eles
comunicação
ar” e
ucos”.
função apelativa
eles têm por finalidade
comunicação, essa
essa função.
elativa é típica do
finalidade persuadir,
essa é uma característica
dos anúncios
persuadir,
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 b) Os falantes costumam reconhecer a função fática 
associada ao “Como vai?” e responder também 
utilizando uma expressão com a mesma função 
(como, por exemplo, “Tudo bem, e você?”). Não é o 
que faz o tio da personagem, que de fato respondia 
à pergunta feita, transformando a resposta em 
uma “biografia”.
 O trabalho dos interlocutores
com a linguagem 49 
Retomar, com os alunos, a definição de gêneros discursi-
vos apresentada no Capítulo 1.
 1 O aluno deve reconhecer, ao fundo, marcos arquitetô-
nicos de Brasília (à esquerda, o Congresso Nacional; 
ao centro, a catedral e a fachada de alguns minis-
térios; à direita, o Palácio do Planalto). Em primeiro 
plano, vemos uma árvore cujo tronco é formado 
por uma série de homens, vestindo ternos pretos; 
alguns fumam charutos, outros carregam pastas de 
executivos. A copa da árvore parece ser formada por 
cédulas de dinheiro.
 2 O gênero discursivo é o verbete (de dicionário ou 
enciclopédia).
> É provável que os alunos identifiquem apenas 
algumas das características apontadas a seguir: 
o texto apresenta, ao lado do nome pelo qual a 
árvore é popularmente conhecida (fraudulência), 
seu equivalente em latim (o que sugere o rigor 
científico próprio desse gênero). Depois, é feita a 
descrição das característicasda árvore (nomeação 
da família a que pertence, como ocorreria com uma 
espécie vegetal real). Por fim, o texto informa sobre 
sua localização e sobre a “história” da introdução 
dessa “espécie” no Brasil.
 3 Fraudulência significa fraude. Como essa árvore é uma 
representante da flora brasiliense, o nome escolhido 
para identificá-la é a primeira pista fornecida ao leitor 
sobre a função crítica do texto.
 4 Além de reconhecer a arquitetura de Brasília, com 
destaque para o Palácio do Planalto e o Congresso 
Nacional, o leitor vê que essa árvore é constituída 
por homens de terno e tem uma copa formada por 
folhas de “dinheiro”. Relacionando as imagens ao 
nome da árvore, provavelmente concluirá que se 
trata de uma crítica às fraudes cometidas por alguns 
políticos ligados aos poderes executivo e legislativo, 
a julgar pelos edifícios representados na imagem. O 
sentido mais geral sugerido é que esse comporta-
mento esteja associado ao Governo Federal, já que 
a árvore está “fincada no Planalto Central, bem no 
coração do Brasil”.
 5 Nos dois casos, o cartunista pretende enfatizar a origem 
da fraudulência: a corrupção (Vegetale corruptus) e a 
maracutaia (termo coloquial para indicar a realização 
de um negócio ilícito, ou seja, uma fraude). Com esses 
nomes, parece sugerir que a vocação desse vegetal é 
a corrupção.
 Atividades 52 
 1 No primeiro quadrinho, a mulher estabelece dois papéis 
a serem desempenhados no diálogo: o homem deve 
fazer perguntas; ela se encarregará das respostas. No 
segundo quadrinho, o balão de diálogo sobre a cabeça 
do homem apresenta uma sequência de pontos, como 
se ele não soubesse o que perguntar, nesse contexto. 
A reação da mulher, no terceiro quadrinho, é ainda 
mais surpreendente, porque sua “fala” equivale a uma 
sequência de teclas de computador que têm a função 
de desligar a máquina. Seu interlocutor estranha essa 
“fala” e comenta: “Eu não perguntei nada”. No último 
quadrinho, mais uma vez a mulher diz algo que parece 
totalmente inesperado no contexto de uma conversa: 
“Preste atenção na resposta e esqueça a pergunta”. 
Como a reação do homem deixa claro que ele continua 
sem entender o que está se passando, ela conclui: “Vou 
ter problemas com você”. 
 2 Espera-se, em uma situação de interlocução, que os 
participantes do diálogo ajam de determinada manei-
ra: por exemplo, que um dos interlocutores faça uma 
pergunta ou comente algo e outro dê uma resposta 
ou faça uma observação coerente em relação ao que 
foi dito. Na tira, o estranhamento é provocado pelo 
fato de as duas personagens não se comportarem da 
forma esperada: suas falas não constituem um diálo-
go. O homem claramente não compreende o que sua 
interlocutora espera que ele faça, e, a cada fala dessa 
mulher, a interlocução fica mais comprometida. 
 3 Em qualquer situação de diálogo, espera-se que os inter-
locutores tenham uma atitude colaborativa ao desem-
penharem seus papéis. Assim, em lugar de imaginar, 
como faz a mulher, que a função de alguém é sempre 
perguntar e a de seu interlocutor sempre responder, 
as falas dos interlocutores, em um diálogo, acontecem 
uma em função da outra: alguém introduz um tópico e 
a outra pessoa diz algo que leva em conta o que foi dito, 
acrescentando informações, expressando opiniões, 
manifestando dúvidas, etc. Nesse sentido, o compor-
tamento de cada interlocutor se define em função da 
relação estabelecida entre os lugares discursivos que, 
alternadamente, ocupam no diálogo, ora como falan-
tes, ora como ouvintes. Na tira, o comportamento da 
personagem feminina viola essa condição necessária 
para o funcionamento de um diálogo.
 4 O texto transcrito é o modelo de uma procuração, em 
que uma pessoa concede a outra plenos poderes para 
agir em seu nome.
 5 A semelhança entre os dois textos está no fato de 
que ambos apresentam características de um mesmo 
gênero, a procuração. A diferença está na finalidade 
atribuída a cada um dos textos. No texto 1, a finalidade 
é a concessão de poderes jurídicos e, no 2, a concessão 
de poderes sobre a vida sentimental de outra pessoa. 
 6 O texto 2 mantém uma série de elementos estrutu-
rais característicos de uma procuração, mas rede-
fine o que costuma ser o objeto desse instrumento 
legal. Normalmente, procurações são feitas para 
que uma pessoa (advogado ou não) represente ou-
tra em uma questão de ordem jurídica. O segundo 
texto adota a estrutura da procuração para dar a 
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racterísticas apontadas a se
do do nome pelo qu
conhecida (fraudulência),(fraudulência),(f
tim (o que sugere o
gênero). Depois, é fe
racterísticas árvore (nomeação
orreria
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raudulência),
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 3 Em
locutores
penharem
interlocutora espera
interlocução
 Em qualquer situação
locutores tenham
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como faz a mulher
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tuação de diálogo,
nham uma atitude
papéis. Assim,
mulher, que a função
interlocutor
álogo,espera-se
colaborativa
em
função de
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que os inter-
laborativa ao sem-
de imaginar,
alguém é sempre
responder

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