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SAÚDE DOS HOMENS Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Apresentar Polí.ca Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Homens • Compreender e refle.r sobre à saúde do homem e suas especificidades na população do Brasil • Discu.r o paradoxo: os homens são os que mais morrem por homicidio , bem como os que mais cometem homicidio • Apresentar e discu.r sobre as principais queixas e morbidades que acometem a população masculina brasileira e seu manejo na APS • Apresentar e discu.r a abordagem à saúde mental dos homens nos territórios em nível da APS De quem estamos falando? Dados demográficos População Masculina 103,9 milhões População alvo: 20 a 59 anos Censo 2010 56 milhões = 27 % do total e 55% da população masculina População Feminina 108,7 milhões Censo Demográfico IBGE 2022/2023 203 milhões, 62 mil e 512 pessoas Masculinidades e Gênero • Masculinidades: termo u0lizado para contemplar as formas de representar o masculino – varia de acordo com o contexto cultural e época; • Atenção aos estereó0pos de gênero; • Saúde do homem indígena – diversidade de etnias e contexto. (Desenvolver competência cultural para iden0ficar a iden0dade de gênero de cada comunidade indígena) Contexto histórico • Séc XX: campanhas contra alcoolismo e contra “doenças venéreas” (bares e bordéis); • 1930-1940: proposto o campo da Andrologia (mais tarde descartado), definida como a “ciência dos problemas sexuais masculinos’; • 1970: Modelos de masculinidade hegemônica x agravos na saúde do homem; • 1994: Conferencia Internacional sobre População e Desenvolvimento – Egito; • 1995: IV Conferencia Mundial sobre a Mulher, em Pequim, que aponta a necessidade de incluir os homens e suas espeficidades nas polí2cas de saude. Os estudos sobre saúde dos homens surgem a partir das análises sobre gênero e sexualidade Dados Epidemiológicos Números de homicidio, morte no transito e suicidio no Brasil em homens entre 1980 a 2018 As principais vítimas de homicídio são os homens, muito mais do que as mulheres. Os homens também são mais frequentemente vítimas de morte por acidente no trânsito e de suicídio do que as mulheres. As principais vítimas de homicídios, além de homens, são também jovens de 20 a 29 anos. Fonte: Fiocruz: Mortes por Causas Externas no Brasil, 2021 Dados Epidemiológicos Taxa de homicidio por 100 mil hab. em homens e mulheres de 20 a 29 anos de idade no Brasil, entre 1980 a 2018. É importante realçar que as taxas de homicídio no Brasil, entre mulheres, permaneceram praticamente constantes no período analisado, mesmo em locais onde as taxas entre os homens mudaram drasticamente, até em direções opostas Fonte: Fiocruz: Mortes por Causas Externas no Brasil, 2021 Os homens são os que mais morrem por homicidio , bem como os que mais cometem homicidio Dados Epidemiológicos Taxa de mortes por acidentes no transito por 100 mil hab. em homens e mulheres de 20 a 29 anos no Brasil, entre 1980 a 2018. Chama a atenção a grande similaridade entre os grupos demográficos envolvidos em homicídio e morte no trânsito, a tal ponto que podemos entender esses dois tipos de mortes como consequências da “síndrome do macho jovem”. Fonte: Fiocruz: Mortes por Causas Externas no Brasil, 2021 A população que mais morre por homicídios são homens jovens e NEGROS Raewyn Connell: Teoria das masculinidades hegemônicas - A masculinidade seria um fenômeno existente no campo das prá9cas, ações, experiências e fazeres em sua efe9vidade social. Nesse sen9do os processos de hierarquização, violência e exclusões de gênero ocorreriam a par9r das prá9cas sociais econômicas e historicamente delimitadas que legi9mariam posições sexuadas de superioridade e inferioridade. Judith Butler: Teoria Queer - afirma que a orientação sexual e a iden9dade de gênero dos indivíduos são o resultado de uma construção social. MASCULINIDADE https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/11245 Dados Epidemiológicos Taxa de suicidio por 100 mil hab. em homens e mulheres de 20 a 29 e 60 a 69 anos no Brasil, entre 1980 a 2018. As mulheres, como de costume, apresentaram taxas estáveis, baixas e similares no Brasil como um todo . Fonte: Fiocruz: Mortes por Causas Externas no Brasil, 2021 Por que os homens adoecem e morrem mais do que as mulheres? üAcham que nunca irão adoecer, por isso não se cuidam. üGeralmente tem medo de descobrir doenças. üEstão envolvidos na maioria das situações de violência. üNão seguem tratamentos e recomendações. üNão procuram os serviços de saúde. üEstão mais expostos a acidentes de transito e de trabalho. üUtilzam álcool e outras drogas com maior frequência. Reflita: Como os padrões de masculinidade afetam as condições de saúde dos homens? Por que os homens adoecem e morrem mais do que as mulheres? Ø A população masculina, de modo geral, demonstra ter maior preocupação com o trabalho do que com a própria saúde e prefere trabalhar doente a faltar ao trabalho, pois o mesmo precisa garantir o sustento da casa. https://bdm.unb.br/bitstream/10483/30950/1/2021_VitorAlvesDosReis_tcc.pdf Ø A mo9vação dos homens pela procura ao serviço ocorreu por ações de cunho cura9vo com predomínio de queixas agudas na qual as prá9cas preven9vas não fazem parte do co9diano. (Nogueira Silva, P.L., et al., 2021). https://www.revistanursing.com.br/index.php/revistanursing/article/download/1323/1521/3889 Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) Acolhimento e Acesso Paternidade e Cuidado Doenças Prevalentes na população masculina Prevenção de violência Acidentes Saúde sexual e Reprodutiva Polí1ca Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem PNAISH tem como diretriz promover ações de saúde que contribuam significa.vamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos socioculturais e polí.co-econômicos, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e .pos de gestão de Estados e Municípios. Obje<vo: ampliar e melhorar o acesso da população masculina adulta (20 a 59 anos) do Brasil aos serviços de saúde. Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem • Porque é histórico o desconhecimento sobre as peculiaridades de ser homem na sociedade; • Porque os homens morrem entre 5 a 7 anos mais cedo que as mulheres em diferentes culturas, com diferentes sistemas de saúde disponíveis; • O risco de homens morrerem por doenças crônicas não-transmissíveis, principalmente por doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas, é de 40% a 50% maior em relação às mulheres; • Porque, na sua maioria, tais mortes são evitáveis à medida que costumam estar relacionadas a comportamentos adotados por corresponderem à estereó@po tradicional de masculinidade. • Porque os homens são muitas vezes (in)visíveis nos serviços de saúde, além de procurarem menos o atendimento. Plano de Ação da PNAISH • Elaborar estratégias para facilitar o acesso dos homens aos serviços de saúde. • Sensibilizar os homens e suas famílias, incentivando o autocuidado e hábitos saudáveis, através de ações de informação, educação e comunicação. • Associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada, a fim de efetivar a atenção integral à saúde do homem. • Fortalecer a atenção básica e melhorar o atendimento, a qualidade e a resolutividade dos serviços de saúde. Plano de ação da PNAISH • Desenvolver estratégias de educação permanente dos trabalhadores do SUS. • Avaliar e oferecer recursos humanos, equipamentos e insumos (incluindo medicamentos) para garan.r a atenção integral à população masculina. • Analisar de forma ar.culada com as demais áreas técnicas do MS os sistemas de informação. • Realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das ações atravésdo monitoramento da Polí<ca. PNAISH – eixos temá1cos • Acesso e Acolhimento • Saúde Sexual e Saúde Reprodu.va • Paternidade e Cuidado • Doenças Prevalentes na População Masculina • Prevenção de Violências e Acidentes Eixos temáticos - Acesso e Acolhimento Obje.va reorganizar as ações de saúde, através de uma proposta inclusiva, na qual os homens considerem os serviços de saúde também como espaços masculinos e, por sua vez, os serviços reconheçam os homens como sujeitos que necessitam de cuidados. Eixos temáticos - Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva Busca sensibilizar gestores, profissionais de saúde e a população em geral para reconhecer os homens como sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos, os envolvendo nas ações voltadas a esse fim e implementando estratégias para aproximá-los desta temática, lembrando também sobre importancia da prevenção de ISTs. Prevenção de ISTs Orientações/comunicação empá<ca ● Medidas preven.vas / dupla prevenção / prevenção combinada ● Comportamento de risco ● Comunicação da parceria Exames laboratoriais ● Testes rápidos / sorologias Sífilis, HIV e hepa.tes B e C. Sintomas ● Feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, ● Dor pélvica, ● Ardência ao urinar / corrimento uretral ● Lesões de pele ● Adenopa.as (ínguas) Eixos temáticos - Paternidade e cuidado Obje.va sensibilizar gestores, profissionais de saúde e a população em geral sobre os beneccios do envolvimento a<vo dos homens com em todas as fases da gestação e nas ações de cuidado com seus filhos, destacando como esta par.cipação pode trazer saúde, bem-estar e fortalecimento de vínculos saudáveis entre crianças, homens e suas parceiras. Paternidade e Cuidado Desafios • Envolver e engajar os homens nas tarefas de cuidado (referentes ao cuidado com as crianças e cuidado de outros nas configurações familiares) - empoderamento dos homens e das mulheres, maior equidade de gênero e distribuição dos papéis • Inserir o homem na lógica dos serviços e na ESF/AB, no pré-natal, parto e puerpério – conexão, afeto e vínculo • Compreender o “cuidar” não apenas como uma qualidade feminina – todos ganham Lei do Acompanhante (Lei Federal nº 11.108, de 07 de abril de 2005) - Indicado pela gestante, o pai do bebê, o parceiro atual, a mãe, um(a) amigo(a), ou outra pessoa que a gestante escolher. Paternidade e Cuidado Ferramentas Educacionais Eixos temá*cos - Doenças prevalentes na população masculina Busca fortalecer a assistência básica no cuidado à saúde dos homens, facilitando e garantindo o acesso e a qualidade da atenção necessária ao enfrentamento dos fatores de risco das doenças cronicas e dos agravos à saúde. Eixos temáticos -Prevenção de Violências e Acidentes Visa propor e/ou desenvolver ações que chamem atenção para a grave e contundente relação entre a população masculina e as violências (em especial a violência urbana) e acidentes, sensibilizando a população em geral e os profissionais de saúde sobre o tema. Saúde Mental Triagem depressão e ideação suicida A sensibilização das pessoas para os perigos da depressão e seus efeitos clínicos e sociais permite a idenDficação precoce e possibilidade de tratamento nas unidades de saúde. Manifestações comuns de depressão • Irritabilidade e agressividade devido a cultura machista, que interplela o homem a não chorar • Múl0plos sintomas 5sicos persistentes sem causa evidente; • Baixa energia, fadiga, cansaço, problemas do sono; • Tristeza ou depressão do humor persistente, ansiedade; • Perda de interesse ou prazer em a9vidades que antes eram prazerosas; • Alterações cogni0vas, na agilidade de raciocínio, na memória e na capacidade de tomar decisões • Pensamentos nega9vos, pessimismo exagerado; Caso o paciente apresente algum dos sintomas acima, deve ser realizada pelo profissional de saúde, a iden0ficação de risco de depressão aplicando o ques0onário PHQ-2, composto por duas questões (pode ser aplicado por qualquer profissional de saúde): Triagem depressão e ideação suicida https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/depressao/unidade-hospitalar-especializada/vigilancia-saude/ Sugestão de video para o intervalo Saúde Mental e Gênero https://www.youtube.com/watch?v=-EQmuYAMOTk “Saúde mental e gênero” (Profa Valeska Zanello) https://www.youtube.com/watch?v=-EQmuYAMOTk Ques<onário PHQ-2 https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/depressao/unidade-hospitalar-especializada/vigilancia-saude/ SINAIS DE ALERTA Triagem depressão e ideação suicida ● O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas. ● Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança. ● Expressão de ideias ou de intenções suicidas. ● Isolamento. ● Outros fatores: Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes. Alcoolismo • Alcoolismo afeta cerca de 5% das mulheres e 15% dos homens na população brasileira acima de 15 anos de idade e na maioria dos países ocidentais. • Prevalência de consumo abusivo de álcool é superior entre os homens em relação às mulheres. • Impacto na saúde, vida social, relações familiares. Alcoolismo Vigitel, 2006-2020 Percentual de adultos (≥18 anos) que, nos úl=mos 30 dias, consumiram quatro ou mais doses (mulher) ou cinco ou mais doses (homem) de bebida alcoólica em uma mesma ocasião, no conjunto das capitais de estados brasileiros e no Distrito Federal, por sexo, entre 2006 a 2020. Uso de álcool e outras drogas • A prevalência do uso de álcool na população brasileira é de 21,3% maior entre os homens que entre as mulheres. • Um em cada 4 homens que fazem uso de álcool se tornam dependentes, ao passo que uma em cada 10 mulheres usuárias de álcool se torna dependente. • Os homens são maioria entre os usuários de solventes (10,3% x 3,3%). Prevalência geral de menos de 1% da população. Fonte: IBGE 2020 Uso de álcool e outras drogas Estratégias de cuidado em saúde Fortalecer redes de apoio Estimular relações de co- dependência diversas pode contribuir com a saída da dependência química. Tentar visitas domiciliares, reuniões de equipe, discussões de caso com outros pontos da rede. Valorizar a autonomia Só re9rar a droga não modifica a relação da pessoa com a droga. Articular o cuidado em rede Matriciamento discussão pelo Telessaúde. Referência e contra- referência para CAPS Ad. Questionário AUDIT Ques1onário CAGE Tabagismo na população acima de 18 anos no Brasil entre 1989 e 2019 Fonte: INCA 2023 O percentual de adultos fumantes no Brasil vem apresentando uma expressiva queda nas úl9mas décadas em função das inúmeras ações desenvolvidas pela Polí9ca Nacional de Controle do Tabaco. Em 1989, 34,8% da população acima de 18 anos era fumante. Os dados mais recentes do ano de 2019, a par9r da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) apontam o percentual total de adultos fumantes em 12,6 %. Acidentes e violência A prevalência de violência entre os homens tem relação com a concepção de masculinidade? • 76% das internações por lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas são em homens. • 68% das mortes de 20 e 59 anos são em homens. • A cada 5 pessoas que morrem entre 20 e 30 anos, 4 são homens. Fonte: saude.gov.br/homem 2021 Acidentes e violência Acidentes e violência A mortalidade por acidentes de trabalho no Brasil, embora estável, é alta e a0nge mais alguns grupos populacionais: homens, negros, índios e pessoas com baixa escolaridade, além de ter maior incidência nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Maior risco entre homens A maioria das mortes por acidentes ocorre entre homens, de 20 a 59 anos idade produtiva e com baixo nível de escolaridade. A mortalidade entre os homens“é consideravelmente superior” em todas as regiões. Varia de 2,95 a 7,77 a cada 100 mil trabalhadores, enquanto entre as trabalhadoras vai de 0,35 a 1,17. Fonte: Fundacentro -2022 Principais causas de morbidade da população masculina • Lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas. • Doenças do aparelho digestivo. • Doenças do aparelho circulatório. • Algumas doenças infecciosas e parasitárias. • Doenças do aparelho respiratório. *Morbidade masculina na faixa etária de 20 a 59 anos em 2015 Fonte: Ministério da Saúde – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) Fonte: MS/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) Principais causas de mortalidade da população masculina • Causas externas de morbidade e mortalidade. • Doenças do aparelho circulatório. • Neoplasias (tumores). • Doenças do aparelho digesavo. • Algumas doenças infecciosas e parasitárias. Mortalidade masculina na faixa etária de 20 a 59 anos em 2014 Fonte: Ministério da Saúde – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) Fonte: MS/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) E o câncer de próstata? NÃO ESTÁ INDICADO RASTREAMENTO DE CA PRÓSTATA Câncer de próstata: prevenção • Ter uma alimentação saudável. • Manter o peso corporal adequado. • Praticar atividade física. • Não fumar. • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Câncer de próstata: Causas ainda desconhecidas, relacionadas com: • Idade (quanto mais velho maior a probabilidade), • Hormônio (testosterona), • Histórico familiar, • Raça (maior incidência no homem negro), • Alimentação (dieta rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas). Câncer de próstata: sinais e sintomas • Dificuldade de urinar; • Demora em começar e terminar de urinar; • Sangue na urina; • Diminuição do jato de urina; • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Câncer de próstata:Impacto provocado pelo câncer de próstata e pelo tratamento. Referências BRASIL. Guia de Saúde do Homem para Agente Comunitário de Saúde (ACS) /Angelita Herrmann, Cicero Ayrton Brito Sampaio, Eduardo Schwarz Chakora, Élida Maria Rodrigues de Moraes, Francisco Norberto Moreira da Silva, Julianna Godinho Dale Coutinho. - Rio de Janeiro: Ministério da Saúde, 2016. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: princípios e diretrizes. Brasília, DF, 2008. BRASIl. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Detecção precoce do câncer / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro : INCA, 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Saúde do homem. . Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-do-homem. 2021. Acesso em: 14 out. 2023. Gratidão OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS (DCNT) Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Compreender a Carga das DCNT no Brasil e discutir a epidemiologia • Apresentar e discutir o cuidado efetivo, promoção de saúde e prevenção de eventos cardiovasculares às pessoas com DCNT • Conhecer a discutir a abordagem na hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia, diabetes mellitus (DM), obesidade, doença renal crônica (DRC), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) • As DCNT são responsáveis pela maior carga de morbimortalidade no mundo, acarretando perda de qualidade de vida, limitações, incapacidades, além de alta taxa de mortalidade prematura (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2011. • As DCNT foram responsáveis por cerca de 70% das mortes ocorridas globalmente em 2019. • Esse grupo de doenças crônicas têm quatro fatores de risco modificáveis em comum: • As taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas estão diminuindo CONTROLE DO TABAGISMO AUMENTO DA COBERTURA DA ESF MUDANÇAS DESFAVORÁVEIS NA DIETA E NA ATIVIDADE FÍSICA. Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) • A prevalência de diabetes e hipertensão está aumentando, junto com a prevalência de obesidade Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2021 Conhecer a carga das DCNTs no Brasil • Em 2016, doença cardíaca isquêmica foi a principal causa de anos de vida perdidos, seguido de violência interpessoal. • Os principais fatores de risco para anos vividos com incapacidades foram: uso de álcool e outras drogas, HAS e obesidade. Compreender o modelo efetivo de cuidado às pessoas com DCNT Promover saúde, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Prevenção primária • É a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição clínica. ü Melhores condições socioeconômicas gerais; ü Leis contra tabagismo, alcoolismo, fast-food e consumismo infantil; ü Mais espaços públicos para a prática de atividades físicas e lazer (ex.: parques e praças verdes, ciclovias, quadras poliesportivas); ü Mais opções culturais variadas (teatro, cinema, biblioteca, exposições, feiras, festivais, shows) e acessíveis em todas as partes das cidades; ü Mais acesso a alimentos in natura a preços acessíves em toda a cidade; ü Mais segurança cidadã em toda a cidade. Prevenção primária ü Perder peso; ü Usar dieta DASH; ü Reduzir uso de sal; ü Praticar atividade física; ü Reduzir uso do álcool; ü Cessar tabagismo. • Hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento das DCNT, sobre a qual pode ser acrescido – ou não – o tratamento farmacológico Prevenção primária ü Faça de alimentos in natura ou minimamente processados a base da sua alimentação ü Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias ü Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os em pequenas quantidades ü Evite alimentos ultraprocessados Trabalhe colaborativamente com o/a nutricionista de sua UBS! • Orientações alimentares: Regras de ouro Fo nt e: G ui a Al im en ta r p ar a a Po pu la çã o Br as ile ira (2 01 4) Prevenção primária - orientações alimentares e competência cultural Fonte:Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) Prevenção primária ü Antes de iniciar a prática de atividade física, é necessário avaliar as condições atuais do paciente, o controle metabólico, o potencial para o autocuidado e avaliar complicações. ü Para que o exercício aeróbico reflita na melhora do controle glicêmico, mantenha ou diminua o peso e reduza os riscos de doença cardiovascular, deve ser realizado de forma regular, com um total de 150 minutos/semana, distribuídos em três dias por semana, não mais de dois dias consecutivos [Grau de Recomendação B]. Trabalhe colaborativamente com o Educador Físico do NASF de sua UBS Incentivo para atividade física Fo nt e: G ui a de A tiv id ad e Fí sic a pa ra a P op ul aç ão B ra sil ei ra Prevenção primária “É importante que você lembre que a prática de atividade física não depende somente de uma decisão pessoal. Existem diversos fatores individuais, coletivos, ambientais, culturais, econômicos e políticos que facilitam ou dificultam que você tenha uma vida mais ativa. Você já refletiu sobre como esses fatores podem afetar a sua comunidade?” Incentivo para atividade física Fonte: Guia de Atividade Física para a População Brasileira Prevenção primária ü Segundo a SBC "Indivíduos assintomáticos e sem fatores de risco cardiovascular podem ser liberados sem a necessidade de exame." ü Sugere-se que pacientes hipertensos com níveis de PA mais elevados ou que tenham mais de 3 fatores de risco cardiovascular, diabetes, lesão de órgão-alvo ou cardiopatias façam um teste ergométrico antes de realizar exercícios físicos em intensidade moderada. Incentivo para atividade física Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021 • Abordagens dos 5 As para promoção da atividade física • Indicação de teste ergométrico prévio: ü Mulheres > 55 anos e homens > 45 anos com fatores de risco para DCV; ü DM tipo 1 de duração > 15 anos, DM tipo 2 > 10 anos ou pessoa > 35 anos; ü Doença vascular periférica; neuropatia autonômica. Avaliar Aconselhar Acordar / negociar Apoiar Acompanhar Prevenção primária Incentivo para atividade física Prevenção secundária - Rastreamento Hipertensão Arterial Sistêmica Adultos de baixo RCV acima de 18 anos, após uma medida normal, rastrear a cada 3 ou 5 anos. Adultos maiores de 40 anos e/ou com medida de pré-hipertensão, e/ou com risco cardiovascular intermediário ou alto, rastrear anualmente. Adulto com idade ≥ 18 anos, quando presente na Unidade de Atenção Primária para consulta, atividades educativas, procedimentos, entre outros; se não houver registro no prontuário de ao menos uma verificação da PA nos últimos dois anos, verificar e registrar a PA. O rastreamento deve ser realizado por toda a equipe multidisciplinar. A USPSTF recomenda a obtenção de medidas de pressão arterial fora do ambiente clínico para confirmação diagnóstica antes de iniciar o tratamento. Ações para detecção e tratamento precoce das doenças, muitas vezes antes de os sintomas surgirem, reduzindo assim as consequências sérias Prevenção secundária - Rastreamento Dislipidemia Homens com 35 anos ou mais Grau A // Homens de 20 a 35 anos com alto risco Grau B; Mulheres com 45 anos ou mais Grau A // Mulheres de 20 a 45 anos com alto risco Grau B; Intervalo de 5 anos para pessoas com resultados normais a depender do risco cardiovascular. • Diabetes Mellitus tipo 2 e pré-diabetes em adultos assintomáticos Idade a partir de 45 anos Sobrepeso ou obesidade. Mais um fator de risco dentre os seguintes: Prevenção secundária – Rastreamento Diretriz SBD 2023 DM e pré-diabetes DEVE SER CONSIDERADO rastreio em intervalos de, no mínimo, três anos Em adultos com exames normais, porém mais de um fator de risco para DM2, DEVE SER CONSIDERADO repetir o rastreamento laboratorial em intervalo não superior a 12 meses Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 HIPERTENSÃO ARTERIAL • O objetivo é determinar o risco global de um indivíduo entre 30 e 74 anos de desenvolver DCV em geral nos próximos 10 anos Rastreamento do Risco Cardiovascular Esteja ciente de que todas as ferramentas de avaliação de risco de DCV podem fornecer apenas um valor aproximado para o risco de DCV. A interpretação dos escores deve sempre refletir o julgamento clínico individualizado • Anamnese, exame clínico e exames complementares quando indicados Risco Cardiovascular Idade, Sexo, Colesterol Total, Tabagismo, HDL–C, PAS Rastreamento do Risco Cardiovascular (RCV) • A estratificação do risco cardiovascular pelo escore de Framingham, serve como uma ferramenta para definir os parâmetros de cuidado e também os critérios relacionados à periodicidade de acompanhamento das pessoas com HAS pela equipe • Avalia-se: • Tem como objetivo identificar indivíduos que estão em maior risco de desenvolver doenças cardíacas e, assim, direcionar estratégias de prevenção e tratamento adequadas. Rastreamento do RCV - Framingham : Rastreamento do Risco Cardiovascular (RCV) Estratificação de risco global do paciente hipertenso HAS – Impactos na saúde da população brasileira ü Os números que definem a HAS são arbitrários, mas se caracterizam como valores em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso) superam os riscos. ü A HAS é uma condição multifatorial (genética, meio ambiente, hábitos de vida e fatores socioeconômicos). ü A HAS é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e renais. ü A HAS tem alta prevalência, é de fácil diagnóstico e possui tratamento adequado, mas é de difícil controle pela baixa adesão. ü A prevenção da HAS é custo-efetiva e o melhor caminho para a diminuição da morbimortalidade cardiovascular. HAS - Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos • Elevação persistente da PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva v Atentar para estresse físico e emocional • MRPA (Medida Residencial da Pressão Arterial) • 3 medidas pela manhã, antes do desjejum e da tomada de medicamento, e 3 à noite, antes do jantar, durante 5 dias, ou • 2 medidas pela manhã e à noite durante 7 dias. • MAPA (Medida Ambulatorial da Pressão Arterial) HAS - Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos Sempre que possível, o diagnóstico de HAS deve ser estabelecido em mais de uma visita médica: • de 2 a 3 visitas, com intervalos de 1 a 4 semanas entre elas (dependendo do nível de pressão); • o diagnóstico pode ser definido em uma única visita se a PA do paciente estiver maior ou igual a 180/110 mmHg e houver evidência de doença cardiovascular. Observar técnica correta para mensuração da PA • O paciente deve sentar-se confortavelmente em um ambiente silencioso por 5 minutos, antes de iniciar as medições da PA. Explique o procedimento ao indivíduo e oriente a não conversar durante a medição. Possíveis dúvidas devem ser esclarecidas antes ou depois do procedimento. • Certifique-se de que o paciente NÃO: ü Está com a bexiga cheia; ü Praticou exercícios físicos há, pelo menos, 60 minutos; ü Ingeriu bebidas alcoólicas, e/ou café; ü Fumou nos 30 minutos anteriores. HAS – Classificação da PA de acordo com a medição no consultório a partir de 18 anos de idade HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica. *A classificação é definida de acordo com a PA no consultório e pelo nível mais elevado de PA, sistólica ou diastólica. **A HA sistólica isolada, caracterizada pela PAS ≥ 140 mmHg e PAD <90 mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAS nos intervalos indicados. ***A HA diastólica isolada, caracterizada pela PAS < 140 mmHg e PAD ≥ 90mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAD nos intervalosindicados. HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos HAS – Classificação e Diagnóstico • Hipertensão primária; • Hipertensão secundária; ü Suspeitar de HAS com início em pessoas com menos de 30 ou mais de 50 anos; ü Prevalência: 5-10% da população com diagnóstico de Hipertensão; ü Na suspeita, sempre investigar. HAS - Avaliação individualizada v História clínica • Dispnéia, dor torácica, palpitações, acuidade visual; • Hábitos de vida: uso de sal, álcool, tabaco, sedentarismo; • História familiar: antecedentes de IAM (infarto agudo do miocárdio) e AVE (acidente vascular encefálico); • Aspectos socioeconômicos; • Uso medicamentos (ex.: anti-inflamatórios, ACO, anorexígenos [sibutramina], descongestionantes nasais). v Exame físico • Antropometria: IMC, circunferência abdominal - 88 cm para mulheres e 102 cm para homens; • Dados vitais –PA nos dois membros superiores na primeira avaliação e FC (frequência cardíaca); • Inspeção: fácies e aspectos sugestivos de hipertensão secundária; • Pescoço: palpação e ausculta das artérias carótidas, verificação de turgência jugular e palpação de tireoide. Exame do precórdio e ausculta cardíaca: arritmia, sopros, B3, B4. • Exame do pulmão: ausculta de estertores, roncos e sibilos. • Exame do abdome: a ausculta de sopros em área renal objetivam detectar hipertensão secundária a obstrução de artérias renais. • Extremidades: avaliar pulsos. HAS - Avaliação individualizada v Rotina complementar mínima • Glicemia; • Colesterol total, HDL, LDL, triglicérides; • Creatinina / Urina tipo I; • Potássio; • ECG (eletrocardiograma); • Fundoscopia (encaminhar ao oftalmologista). • * FREQUÊNCIA ANUAL HAS - Avaliação individualizada 1. Sobrecarga de ventrículo E em ECG; 2. Ecocardiograma com índice de massa ventricular ≥ 116 g/m2 nos homens ou ≥ 96 g/m2 nas mulheres; 3. Índice tornozelo-braqual > 0,9; 4. Doença renal crônica estágio 3; 5. Albuminúria entre 30 e 300mg/24h ou relação albumina/creatinina urinária entre 30 e 300mg/g. Lesões de órgãos-alvo - parâmetros Lesões de órgãos-alvo 1. AVE (acidente vascular encefálico) e AIT (ataque isquêmico transitório); 2. IAM (infarto agudo do miocárdio), DAC (doença arterial coronariana), DAOP (doença arterial obstrutiva periférica); 3. HVE (hipertrofia do ventrículo esquerdo); 4. Nefropatia; 5. Retinopatia; 6. Aneurisma de aorta abdominal; 7. Estenose de carótica sintomática. Manejo Terapêutico – metas pressóricas LEMBRE: em idosos hígidos, a meta pressórica é determinada pela funcionalidade. Em idosos saudáveis, PAS entre 130 e 139 e a PAD entre 70 e 79mmHG. Em idosos frágeis, PAS entre 140 e 149 e a PAD entre 70 e 79mmHg. Manejo Terapêutico Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021 v Medidas não farmacológicas Manejo Terapêutico Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021 Manejo Terapêutico Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021 Manejo Terapêutico Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021 Manejo Terapêutico • Todos os medicamentos anti-hipertensivos disponíveis podem ser utilizados desde que sejam observadas as indicações e contraindicações específicas; • Em estágios menos avançados de hipertensão, quase metade dos pacientes respondem à monoterapia; • Se paciente não atingir as metas terapêuticas, aumentar a dose do fármaco ou associar outro anti-hipertensivo; • Em pacientes que apresentam efeitos colaterais intoleráveis, trocar a medicação ou a combinação dos fármacos. Manejo Terapêutico v Medidas farmacológicas • medicação que demonstre redução de morbi mortalidade; • seja efetiva VO; • seja bem tolerada; • necessite ser tomada o menor número de vezes por dia; • possa ser iniciada por doses baixas; • possa ser utilizada em associação; • possa ser usada até 4 semana sem mudança, exceto situações especiais; • ter qualidade controlada em sua produção; • ter disponibilidade na rede do SUS. Manejo Terapêutico v Para indicar a medicação anti HAS prefira: Manejo Terapêutico Manejo Terapêutico Manejo Terapêutico Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021 Manejo Terapêutico Fluxograma para tratamento da HAS Indicações das classes medicamentosas Acompanhamento Caso não tenha atingido a meta, deve-se: ü Avaliar adesão terapêutica/ observar a técnica de verificação da PA e equipamento; ü Aumentar a dose do fármaco já usado; ü OU adicionar outro fármaco; ü OU substituir o fármaco, se não houver efeito ou haja efeitos indesejados. Depois de iniciar tratamento medicamentoso: ü Verificação semanal da PA até a consulta médica de reavaliação com 30 dias Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021 Acompanhamento Adesão medicamentosa Nefrologia e/ou Cardiologia: • Suspeita de hipertensão secundária; • Hipertensão refratária (= uso de três antihipertensivos, sendo um deles diurético, sem controle da PA). O que escrever no relatório de encaminhamento: • Sinais e sintomas, medicações em uso com dose, medida da PA, alterações dos exames complementares, se houver, avaliação da adesão, número da teleconsultoria (se caso tiver sido discutido no Telessaúde); • Classificar o risco adequadamente. Telessaúde: 0800 6446543 Critérios de encaminhamento Título • Texto Caso clínico Dona Maria, preta, 55 anos, hipertensa há 6 anos, chega à unidade sendo acolhida pela enfermeira, relatando estar ansiosa e preocupada com a pressão, que acredita estar elevada pois está sentindo dor de cabeça leve a moderada. Refere uso regular do anti-hipertensivo Enalapril 20mg de 12/12hs. Cefaléia sem sinais de alarme, nega outros sintomas associados. Medida de PA: 180 x 90mmHg. A enfermagem solicita atendimento da médica devido ao fato da pressão estar alta. 1 Lista de problemas • Hipótese diagnóstica; • doenças crônicas; • e problemas. 2 Qual a Abordagem? • Anamnese dirigida; • Exame físico dirigido; Caso clínico 3 Qual seu plano? • Exames complementares; • Tratamento farmacológico; e não- farmacológico (orientações); • Atestado? Urgências e emergências hipertensivas Pseudocrises hipertensivas: • São situações nas quais o aumento acentuado da PA é desencadeado por dor (cefaléia, cólica), desconforto (tonturas, mal-estar), ansiedade ou por associação desses fatores • Grupo de pessoas responsável pela maior procura por um atendimento de urgência com PA acentuadamente elevada. Crises hipertensivas: • Quando há risco de desenvolvimento de alguma complicação clínica associada ao aumento abrupto dos níveis pressóricos. Urgências e emergências hipertensivas Urgências hipertensivas: • Quando há elevação importante da pressão arterial, em geral PAD> ou = 120 mmHg, com condição clinica estável , sem compromesmento de órgãos alvo, mas que existe risco potencial de lesão aguda de órgão alvo. Deve proceder o controle pressórico de forma menos intensa que nas emergências, podendo se estabelecer esse controle em até 24h, com medicações por via oral. Emergências hipertensivas: • São situações em que ocorre progressiva lesão aguda de órgãos alvo e risco iminente de morte, que necessitam de redução imediata da PA (não necessariamente para níveis normais). Tais emergências devem ser tratadas preferencialmente com agentes anshipertensivos parenterais em unidades de urgência. Urgências e emergências hipertensivas – manejo inicial Pacientes COM lesão em órgão-alvo • Definida a necessidade de tratamento endovenoso e monitorização contínua, acionar o Serviço de Atendimento Móvel/SAMU (192) para transferência até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA)/emergência de unidade hospitalar, conforme regulação local. Pacientes SEM lesão de órgão-alvo • Reduzir gradualmente a PA; • Realizar acompanhamento ambulatorial precoce (em até 7 dias). Urgências e emergências hipertensivas – manejo inicial Linha de Cuidadodo ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021 Urgências e emergências hipertensivas – manejo inicial Metas TerapêuGcas • Objesvo de redução a PA de pelo menos 20 mmHg na PA sistólica e 10 mmHg na PA diastólica, idealmente reduzir a PA para menos de 140/90 mmHg. Ó\mo • < 65 anos: Objesvo de PA < 130/80 mmHg se tolerado (manter PA > 120/70 mmHg); • ≥ 65 anos: Objesvo de PA < 140/90 mmHg se tolerado, considerer individualmente o contexto de fragilidade individual, grau de independência e tolerabilidade (manter PA > 120/70 mmHg). Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Dislipidemias Rastreio de Dislipidemia Indicações: • Homens com 35 anos ou mais – Grau A; • Homens de 20 a 35 anos com alto risco – Grau B; • Mulheres com 45 anos ou mais – Grau A; • Mulheres de 20 a 45 quando se enquadrarem como alto risco – Grau B. Periodicidade: O intervalo adequado para rastreamento é incerto. Recomenda-se a cada 5 anos para pessoas com resultados normais; podendo ser em um intervalo maior ou menor, a depender do risco cardiovascular. Rastreio de Dislipidemia • Devem ser rastreados os níveis de colesterol de todos os pacientes com DAC, bem como os equivalentes coronarianos (outras formas clínicas de aterosclerose), tais como: Diagnóstico • LDL-c ≥ 160mg/dL – Hipercolesterolemia Isolada • TG ≥ 150mg/dL– Hipertrigliceridemia isolada • LDL-c ≥ 160mg/dL + TG ≥ 150mg/dL – Hiperlipidemia mista • HDL-c ≤ 50mg/dL (mulheres) ou 40mg/dL (homens) – HDL baixo Diagnóstico Medicações que interferem na avaliação do perfil lipídico • Ansagregantes plaquetários e anscoagulants (clopidogrel) • Ans-hipertensivos (diuréscos, betabloqueadores e iECA) • Glicocorscoides (prednisone e prednisolona) • Ansmicrobianos (cetoconazol, neomicina) • Ansepilépscos (carbamazepina) • Anspsicóscos (clorpromazina, olanzapina, clozapina, risperidona) • Hormônios (levosroxina e contracepsvos orais) • Imunossupressor (ciclosporina) • Isotresnoína • Hipoglicemiantes (linaglipsna) • Ansrretrovirais (lopinavir, ritonavir) Manejo Clínico Dislipidemias v Sempre de acordo com a avaliação de risco cardiovascular Manejo Clínico na Atenção Básica Sinvastatina – 40 a 80mg/dia, em 1 tomada à noite; Hipertrigliceridemia: 500mg/dL (se não resposta à MEV) ou >1000mg/dL; Considerar fibrato se TG > 500mg/dl, pelo risco de pancreatite aguda. • Benzafibrato–400 a 600mg/dia; • Ciprofibrato–100mg/dia; Solicitar TGO, TGP e CPK de forma regular enquanto se usar estatina; Até entrar na meta, solicitar novo lipidograma a cada 3 meses enquanto se ajusta dose e se orienta MEV. Caso Clínico Seu José 57 anos, hipertenso há 10 anos e diabésco há 1 ano. Vem à consulta médica para entrega de curva de pressão realizada no posto de saúde durante as úlsmas 4 semanas e também para entrega de exames laboratoriais recentes. Vem sem queixas cardiovasculares. Não é sedentário ou tabagista. Vem em uso regular das medicações e com dieta hipossódica. • Medicações em uso: losartana 100mg/dia e meyormina 850mg (0–1–1). • Curva de PA: 150x90mmHg; 140x90mmHg; 150x80mmHg e 140x90mmHg. • Glicemia jejum= 94mg/dl; Hb glicada= 6,0%; CT= 243mg/dl; LDL= 160mg/dl; HDL= 55mg/dl; TGL= 140mg/dl. 1 Lista de problemas? • Hipótese diagnóstica; • doenças crônicas; • e problemas. 2 Qual a Abordagem? • Anamnese dirigida; • Exame físico dirigido; Caso clínico 3 Qual seu plano? • Exames complementares; • Tratamento farmacológico; e não- farmacológico (orientações); • Atestado? Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Diabetes Mellitus Diabetes Mellitus - classificação • DM tipo 1 - aproximadamente 8% dos casos; • DM tipo 2 - cerca de 90% dos casos de diabetes na população; • DM gestacional; • LADA – Diabete autoimune com início tardio; • Outras causas: pancreatite, diabetes monogênico, secundária a medicações, endocrinopatias. Distúrbio glicêmico Critério diagnóstico Diabete Melito Glicemia de jejum ≥ 126mg/dL OU TTG ≥ 200mg/dL OU Hb glicada ≥ 6,5% OU Sinais/sintomas de hiperglicemia + glicemia plasmática ≥ 200mg/dL Tolerância a glicose diminuída TTG ≥ 140 mg/dL e < 200mg/dL Glicemia de jejum alterada Glicemia de jejum ≥ 110 e < 126 (OMS) Glicemia de jejum ≥ 100 e < 126 (ADA) Hb glicada elevada Hb glicada entre 5,7 – 6,4% (ADA) Hb glicada entre 6 – 6,4% “Na ausência de sintomas de diabetes, o diagnóstico requer 2 resultados anormais de exames diagnósticos diferentes da mesma amostra, ou do mesmo exame em duas amostras distintas.” DM- Diagnóstico e exames de glicemia • Glicemia de jejum: 8 a 14 horas de jejum • Teste de tolerância a glicose: glicemia 2h após 75 de glicose anidra. • Paciente deve permanecer sem restrição de carboidratos por 3 dias; • Hb glicada: não necessita jejum. DM- Diagnóstico e elementos clínicos • Sinais e sintomas clássicos: • poliúria, • polidipsia, • perda de peso inexplicada, • polifagia, • Sintomas menos específicos: • fadiga, • fraqueza, • letargia, • visão turva, • prurido vulvar/balanopostite. Título • Texto Título • Texto DM - Avaliação inicial e acompanhamento • História da pessoa - anamnese; • Considerar comprometimento psicológico, rede de apoio e vulnerabilidade social. Avaliar as várias dimensões que afetam o DM e seu manejo e considerá-las periodicamente nas decisões compartilhadas sobre o manejo do DM e seu autocuidado. DM-Avaliação inicial e acompanhamento • Exame físico • IMC, avaliação de crescimento puberal em adolescentes, PA, palpação de tireóide, circunferência abdominal; • exame da cavidade oral: avaliar presença de gengivite, problemas odontológicos e candidíase; • exame dos pés: lesões cutâneas, estado das unhas, calos e deformidades, avaliação dos pulsos arteriais periféricos e edema; teste de sensibilidade • exame neurológico sumário; • exame de fundo de olho. DM - Avaliação inicial e acompanhamento • Avaliação laboratorial: ü Glicemia de jejum; ü Hb glicada; ü Colesterol total, HDL, LDL e triglicéride; ü Creatinina; ü TSH (DM tipo 1); ü ECG. • Estratificação do risco cardiovascular. Avaliação Multidimensional Idade de início Em menores de 40 anos tratamento mais intensivo, acima de 70 anos, menos intensivo Grau de hiperglicemia e duração da doença Hiperglicemia grave e aguda: descartar infecção, considerar insulinização ainda que temporária Risco de hipoglicemia Atenção aos idosos, pessoas que moram só ou que já tiveram hipoglicemia grave Presença de complicações Lembrar de fármacos com proteção cardiorrenal Excesso de peso Evitar sulfoniureias e insulina Vulnerabilidade social considerar outras prioridades de vida que competem com o plano terapêutico Manejo Terapêutico - Principais drogas • A Metformina é a droga de primeira escolha para o tratamento da DM tipo 2; • Se Hb glicada acima do alvo e metformina em dose alta, considerar escalonamento. Sem DCV aterosclerócca, ICC ou DRC ● Perda de peso, a^vidade _sica, redução carboidratos; ● Sulfoniureias; ● iDDP4; ● Pioglitazona; ● Glinidinas; ● ISGLT2; ● arGLP1. Com DCV aterosclerótica, ICC ou DRC ● ISGLT2; ● arGLP1. INSULINA QUANDO INDICADA REAVALIAR HB GLICADA EM 3-6 MESES Manejo Terapêutico – drogas do RENAME Fármaco Concentração Forma farmacêutica Componente Metformina 500 e 850mg comprimidos Básico Glibenclamida 5mg comprimidos Básico Glicazida 30, 60 E 80mg comprimidos Básico Dapaglifozina 10mg comprimidos Especializado insulina análoga de ação prolongada 100UI/ml e 300UI/ml Solução injetável com sistema de aplicação Especializado insulina análoga de ação rápida 100UI/ml Solução injetável com sistema de aplicação Especializado insulina humana NPH 100UI/ml Suspensão injetável Básico insulina humana regular 100UI/ml Solução injetável Básico Manejo Terapêutico Manejo Terapêutico - detalhes • A Metformina é a droga de escolha para o tratamento da DM tipo 2; • Se glicemia de jejumestiver muito alta (>ou=300mg/dL) o uso da insulina está indicado, mesmo que por curtos periodos de tempo, até normalizar a glicemia; • Pacientes obesos (IMC>30) se beneficiam da Metformina desde o início do tratamento. Manejo Terapêutico Plano terapêusco envolve apoio para mudança de esclo de vida (MEV), controle metabólico e prevenção das complicações crônicas. Manejo Terapêutico Manejo Terapêutico Manejo Terapêutico – indicações de insulinoterapia • Se o controle não for alcançado após o uso de metformina em associação com uma sulfoniluréia por três a seis meses; • Quando os níveis de glicemia em jejum estiverem >300mg/dL, na primeira avaliação ou no momento do diagnóstico, principalmente se acompanhado de perda de peso, cetonúria e cetonemia; • Diabetes gestacional; • Situações de estresse agudo metabólico (cirurgias, infecções graves, AVE, politrauma, IAM). Manejo Terapêutico - Insulinas Manejo Terapêutico - Insulinas • A dose inicial costuma ser de 10 UI de insulina NPH, ou 0,2UI/kg para as pessoas obesas, podendo ser reajustada em 2 UI a 4 UI, conforme média de três glicemias capilares de jejum consecutivas, até atingir meta glicêmica • Insulina regular é útil no tratamento da hiperglicemia pós-prandial – a administrar 30 minutos antes da refeição. • A pessoa em uso de insulina deve ser instruída sobre a detecção e o manejo da hipoglicemia; • Na ocorrência de hipoglicemia, reduzir a dose em 4UI ou 10% da dose; • A metformina pode ser mantida após o início do uso de insulina. Insulinização progressiva na pessoa com DM Zpo 2 Protocolos de Encaminhamento - Endocrinologia • Uso de insulina em dose ormizada (mais de uma unidade por quilograma de peso) e com boa adesão ao tratamento; OU • Insuficiência renal cronica (crearnina 1 5 mg/dl); OU • DM rpo1 (uso de insulina como medicação principal antes dos 40 anos). Protocolos de Encaminhamento - Nefrologia • Taxa de filtração glomerular 30 min 1,73 m2 (estágio 4 e 5); • Proteinúria (macroalbuminúria); • Perda rápida da função renal 5 min 1,73 m2 em um período de seis meses, com uma TFG 60 / 1,73 m2 confirmado em dois exames); • Suspeita de nefropara por outras causas. Telessaúde 0800 6446543 Caso clínico Joana, mulher de 60 anos, confeiteira, diabética há 8 anos, usa Metformina 850 mg três vezes por dia após as refeições e Glibenclamida 5mg antes do café e jantar. Ela confidencia que às vezes come doces no trabalho porque fica ansiosa. Seus exames: Glicose jejum 300mg/dl, Hemoglobina glicada 8,7%. No exame físico, apresenta PA 130x90mmHg, peso 82Kn e estatura de 1,58m. Ausculta cardiopulmonar normal. Pulsos periféricos presentes e simétricos 1 Lista de problemas? • Hipótese diagnóstica; • doenças crônicas; • e problemas. 2 Qual a Abordagem? • Anamnese dirigida; • Exame físico dirigido; Caso clínico 3 Qual seu plano? • Exames complementares; • Tratamento farmacológico; e não- farmacológico (orientações); • Atestado? Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus ?po 2 Obesidade Obesidade – diagnóstico Avaliação pelo Índice de Massa Corporal (IMC): Kg/m2 IMC Classificação < 18,5 Baixo peso 18,5 – 24,99 Eutrófico 25 – 29,99 Sobrepeso ou pré-obeso 30 – 34,99 Obesidade peso grau I 35 – 39,99 Obesidade peso grau II >40 Obesidade peso grau III • Obesidade em crianças, adolescentes e gestantes – observar curva antropométrica específica por idade. • Obesidade em idosos: Obesidade - diagnóstico • Terapia nutricional. • Terapia comportamental ü Abordar crenças ü Controle de estímulos, automonitoramento ü Reestruturação cognitiva ü Avaliar pensamento supersticioso, dicotômico, idealizações ü Tratamento em grupo Obesidade - tratamento • Terapia medicamentosa ü Orlistat ü Liraglutida ü Sibutramina ü Bupropiona ü Metformina ü Topiramato ü Lorcaserina Obesidade - tratamento • Cirurgia bariátrica • Indicações: IMV ≥ 40 ou ≥35 com comorbidades, tratamento adequado ≥ 2 anos sem sucesso • Critérios de exclusão: endocrinopatias reversíveis, abuso de álcool ou outras drogas, doença psiquiátrica grave ou descontrolada, incapacidade de reconhecer riscos e benefícios Obesidade - tratamento • Acompanhamento ambulatorial üMonitorar ingesta nutricional üMonitorar comorbidades ü Revisar medicações ü Avaliar suporte nutricional üDar suporte para atividade física üManejar condições psicológicas Obesidade - acompanhamento Caso Clínico Flora, 60 anos, iletrada, dona de casa, mora na sua área de cobertura. Vem para consulta médica agendada com queixa de dor no ombro direito há 2 meses. Relata início da dor “depois de ter começado a fazer salgadinhos para vender na porta da fábrica”. A dor melhora com uso de Diclofenaco, que faz uso diário há 15 dias. Tem diagnósrco de HAS e DM rpo 2 há 20 anos. Sem outras comorbidades. Na consulta, solicita laudo para levar ao advogado que está a ajudando a conseguir um benezcio. Está em uso regular de: • Enalapril 20mg de 12 em 12h; • Hidroclorotiazida 25mg, pela manhã; • Metformina 850mg, antes do almoço e do jantar; Triagem (realizada pela Técnica de Enfermagem): • PA –160x90; Peso; 78kg; Altura: 1,60m • Glicemia de jejum : 220 Como você manejaria esta paciente? Caso Clínico • Endocrinologia: Pacientes com suspeita de obesidade secundária (provocada por problemas endocrinológicos). • Cirurgia bariátrica: Pacientes com IMC acima de 35 kg/m2 e alguma comorbidade1 ou IMC acima de 40 kg/m2 com ou sem comorbidades. v Não é necessário encaminhar ao endocrinologista pacientes com obesidade secundária a medicamentos (glicocorticóide, antipsicóticos (tioridazina, risperidona, olanzapina, quetiapina, clozapina), estabilizadores do humor (lítio, carbamazepina), entre outros Critérios de encaminhamento Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Doença Renal Crônica Doença Renal Crônica - DRC • Prevalência de 1,35-13,63% na atenção primária (2010-2012) • Causas mais comuns: • HAS 34%; • Diabete melito 32%; • Glomerulopasa 9%. Cad. Saúde Colet., 2017, Rio de Janeiro, 25 (3): 379-388 A Atenção Primária à Saúde (APS) tem papel central no reconhecimento dos indivíduos sob risco de desenvolver a doença renal crônica (DRC). Doença Renal Crônica – Fatores de risco ü hipertensão, ü diabetes, ü obesidade, ü tabagismo, ü cardiopatia, ü vasculopatia, ü doença renal policística, ü uropatia obstrutiva, ü glomerulopatias, ü neoplasias ü histórico familiar positivo para DRC. ü No Brasil e no mundo as principais causas de DRC são hipertensão (33%), diabetes (30%), Doença Renal Crônica - diagnóstico v Quando se considera DRC? • Maiores de 18 anos que mantém, por mais de 3 meses, a taxa de filtração glomerular (TFG) < 60ml/min/1,73m ou <60ml/min/1,73m e com lesão renal estrutural. a) albuminúria (≥ 30 mg/24h ou razão albuminúria/creatinúria ≥ 30 mg/g; b) anormalidades do sedimento urinário; c) anormalidades eletrolíticas ou outras devido a doenças tubulares; d) anormalidades detectadas por histologia; e) anormalidades estruturais detectadas por exames de imagem f) história de transplante renal Classificação de DRC - estágios Linha de Cuidado DOENÇA RENAL CRÔNICA, 2022 DRC – prognósZco de acordo com a TFG Manejo terapêutico ● Tratar e acompanhar doenças de base; ● Todo paciente portador de DRC é alto RCV – prescrever estatina e avaliar AAS; ● Prescrever iECA ou BRA e monitorar Cr e K – suspender se aumento de 30% da Cr ou K>6; ● A partir do estágio 3A – avaliar eritropoietina; ● Monitorar vitamina D e fazer reposição se abaixo de 30ng/dL; ● Monitorar taxas de fósforo e cálcio; ● Estágio 4 e 5: observar restrições dietéticas. Evitar AINEs. Se indicado o uso de insulina, controle rigoroso da glicemia pelo risco de hipoglicemia. ATENÇÃO - ERROS COMUNS • Deixar de estimara TFG diante de níveis séricos de creatinina dentro dos parâmetros da feixa de referências, em pessoas com indicação de rastreamento; • Diagnosticar DRC sem um segundo exame, 3 meses depois do primeiro; • Deixar de ajustar a posologia de medicamento com excreção renal, como antibióticos e insulina; • Deixar de monitorar creatinina e potássio após introdução ou aumento de iECA ou BRA2; • Suspender metformina antes da TFG estar abaixo de 30. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC DPOC – impacto da doença • Prevalência em torno de 15% nas Américas; • Taxa de mortalidade – redução de 28,2% comparando 1996 com 2007 – medidas de controle do tabagismo, à ampliação ao acesso à APS, à novas terapêuscas medicamentosas e à vacinação contra Influenza a Pneumococo. DPOC – fatores de risco • Tabagismo é responsável por 80- 90% e 15% dos tabagistas terão DPOC; • Exposição ambiental – poeiras e produtos químicos, fogão a lenha, poluição extradomiciliar; • Tuberculose pode ser fator de risco – monitorar; • Portadores de HIV tem risco aumentado para DPOC; • Mais prevalente em populações economicamente vulneráveis. DPOC – diagnóstico • É uma condição pulmonar heterogênea caracterizada por sintomas respiratórios crônicos (dispneia, tosse, produção de escarro e/ou exacerbações) devido a anormalidades das vias aéreas (bronquite, bronquiolite) e/ou alvéolos (enfisema) que causam obstrução persistente e muitas vezes progressiva, do fluxo aéreo; • Presença de limitação do fluxo aéreo não totalmente reversível (ou seja, VEF1/FVC < 0,7 pós-broncodilatação) medido por a espirometria é mandatória para diagnóssco de DPOC. DPOC – diagnóstico • Sintomas: ü Dispneia progressiva ao longo do tempo, piora aos esforços e persistente; ü Limitação de atividades e/ou tosse com ou sem produção de escarro; ü Sibilos recorrentes; ü Tosse crônica –pode ser intermitente, produtiva ou não; ü Tosse produtiva – pode ser critério diagnóstico, mas ainda subjetiva. • Diagnóstico diferencial de tosse crônica – asma, câncer de pulmão, tuberculose, bronquiectasia, ICC, fibrose cística, doença intersticial pulmonar, rinite, síndrome do gotejamento pós-nasal crônico, RGE, medicamentos. DPOC – critérios diagnósticos DPOC – critérios diagnósticos DPOC – Anamnese • Exposição do paciente a fatores de risco; • História médica pregressa, incluindo eventos do início da vida (prematuridade, baixo peso ao nascer, tabagismo materno durante gravidez, exposição passiva ao fumo durante a infância), asma, alergia, sinusite ou pólipos nasais; infecções respiratórias na infância; HIV; tuberculose; • Histórico familiar de DPOC ou outra doença respiratória crônica; • Padrão de desenvolvimento dos sintomas; • Histórico de exacerbações ou internações prévias por distúrbio respiratório. DPOC – Anamnese • Histórico de exacerbações ou internações prévias por distúrbio respiratório; • Presença de comorbidades, como cardiopatias, osteoporose, distúrbios musculoesqueléticos, ansiedade e depressão e malignidades que também podem contribuir para a restrição da atividade; • Impacto da doença na vida do paciente, incluindo limitação da atividade, falta ao trabalho e impacto econômico, efeito nas rotinas familiares, sentimentos de depressão ou ansiedade, bem-estar e atividade sexual; • Apoio social e familiar disponível para o paciente. Teste de Avaliação da DPOC (COPD Assessment Test™– CAT) Avalia o impacto dos sintomas da DPOC na vida dos pacientes. Dividido em quatro categorias: Pequeno: 1-10 Médio: 11-20 Grande: 21-30 Muito grande: 31-40 DPOC – Manejo terapêutico • Reabilitação pulmonar: diagnósrco preciso e avaliação de comorbidades + tratamento farmacológico, nutricional e fisioterápico + recondicionamento zsico. • Imunização • Vacina influenza: De aplicação anual, é indicada a todos os pacientes com DPOC • Vacinas pneumocócicas 13 - conjugada e polivalente (23-valente) - Pacientes com DPOC sintomá^cos e exacerbadores; pacientes de qualquer grupo de risco da doença com comorbidades associadas a maior risco de doença pneumocóccica grave (diabetes mellitus, insuficiência renal, insuficiência cardíaca, etc.) • Aplicar as duas vacinas com intervalo de seis meses, iniciando pela 13 conjugada • Recomendado reforço em cinco anos ou, se iniciada após os 65 anos, em dose única • A vacinação para COVID deve ser orientada conforme protocolo vigente. DPOC – Manejo terapêutico não farmacológico • Oxigenioterapia ü Se PaO2 ≤55mmHg ou SatO2 ≤ 89% em repouso; ü PaO2 entre 56 e 59mmHg se policitemia ou cor pulmonale. • Flebotomia (sangria) ü Cor pulmonale descompensado e Ht > 55%. • Apoio psicossocial – educação em saúde para otimizar autonomia; abordagem das exacerbações. • Abordar cuidados paliativos quando indicado. DPOC – Manejo terapêutico farmacológico SABA – B2 agonistas de curta ação Fenoterol, salbutamol, terbutalina LABA - agonistas de longa ação Formoterol, Salmeterol LAMA - anticolinérgicos de longa ação Tiotrópio, aclidionio, glicopirrônio SAMA – anticolinérgicos de curta ação ipratrópio DPOC – Manejo terapêutico farmacológico SAMA + SABA Fenoterol + ipratrópio Salemeterol+ ipratrópio LABA + LAMA Formoterol + aclidínio; Formoterol + glicopirrônio LABA + LAMA + ICS Fluticasona + umeclidinio + vilanterol; Beclometasona+formoterol+glicopirrônio (esse disponível no Brasil) LABA + ICS Formoterol + beclometasona; Formoterol + budesonida; Salmeterol + fluticasona METILXANTINAS Aminofilina, teofilina MUCOLÍTICOS Carbocisteína, N-acetilcisteína DPOC – Manejo terapêutico farmacológico DPOC – Manejo terapêutico farmacológico ≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥1 hospitalização por exacerbação GRUPO E: LABA + LAMA Considerar LABA + LAMA + CE se eosinofilia > 300 0 -1 exacerbação moderada sem hospitalização GRUPO A (mMRC 0-1; CAT<10): Broncodilatador 0 -1 exacerbação moderada sem hospitalização GRUPO B (mMRC ≥2; CAT>10): LABA + LAMA DPOC – Manejo terapêutico farmacológico O tratamento das exacerbações deve ser feito com: • aumento das doses de broncodilatadores adrenérgicos (SABA e/ou LABA) e/ou acréscimo de anticolinérgicos (SAMA e/ou LAMA); • cursos de curta duração de corticosteroides sistêmicos nas exacerbações moderadas e graves: prednisona 20 mg, 2 comprimidos, 1x/dia ou 1 comprimido, 2x/dia por 5 dias, por exemplo; • antibióticos, caso haja infecção respiratória bacteriana presumida, por 5 a 7 dias. DPOC – Manejo terapêutico farmacológico • Antibioticoterapia ü uso profilático e contínuo de antibióticos não reduz exacerbações; ü Azitromicina (250 mg/dia ou 500 mg três vezes por semana) ou eritromicina (250 mg duas vezes por dia) por um ano em pacientes propensos a exacerbações reduziu o risco de exacerbações em comparação com o tratamento usual; Pulsoterapia não tem efeito benéfico sobre a taxa de exacerbação em geral. DPOC – Técnica Inalatória • A utilização de dispositivos inalatórios é uma habilidade que deve ser aprendida e mantida para que as medicações sejam administradas com eficácia. • Uma técnica inalatória inadequada leva a um controle insatisfatório da asma, aumento do risco de exacerbações e aumento dos efeitos adversos. • A escolha do dispositivo deve ser individualizada e dinâmica, considerando o acesso a terapêutica e a habilidade com a técnica de uso. • Para inaladores dosimetrados pressurizados, o uso de um espaçador melhora a distribuição e (para Corticoide Inalatório (CI)) reduz o potencial de efeitos colaterais locais, como disfonia e candidíase oral. Com CI, o risco de candidíase também pode ser reduzido por enxaguar e cuspir após o uso. DPOC – Técnica Inalatória • Em crianças pré-escolares é indispensável o uso de espaçadores. • É importante avaliar a necessidade do uso de máscara. • Realize o treinamento do paciente ou familiares/responsáveis preferencialmente com demonstração física. • Verifique e corrija a técnica com o paciente. Reavalie em todas as consultas e re-treine regularmente. DPOC– Medicações disponíveis no RENAME 2022 DPOC – Medicações disponíveis no RENAME 2022 ATENÇÃO O aconselhamento para a CESSAÇÃO DO TABAGISMO deve ser realizado em todas as consultas. A suspensão do tabagismo é a única medida eficaz para reduzir a progressão da DPOC. Materiais complementares • Video indígena preparando alimento: https://www.youtube.com/watch?v=abnJCvOWVjE • Pé diabético. Diário de um Posto de Saúde. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Y5K2O0WMPzo • Vídeo “Bicha Braba” - Como é conviver com um problema de pressão ou com açúcar no sangue? Como é cuidar de distúrbios tidos como crônicos e incuráveis para o resto da vida? E naqueles dias em que a bicha fica braba? https://www.youtube.com/watch?v=ZPyiRylth2M https://www.youtube.com/watch?v=abnJCvOWVjE https://www.youtube.com/watch?v=Y5K2O0WMPzo https://www.youtube.com/watch?v=ZPyiRylth2M Referências BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol., v. 116, n. 3, p. 516-658, 2021. Disponível em: https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x55156.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : diabetes mellitus. Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 160 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 36). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira – 2. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 156 p. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a- saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 128 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : obesidade. 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Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cardiologia [recurso eletrônico]. Protocolos de encaminhamento da atenção básica para a atenção especializada; v. 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 23 p.: il. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_especializada_cardiologia_v_II.pdf BRASIL Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Manual de atenção às pessoas com sobrepeso e obesidade no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 55 p. CANADIAN TASK FORCE ON PREVENTIVE HEALTH CARE. Recommendations on screening for type 2 diabetes in adults. CMAJ, v. 184, n. 15, p. 1687-1696, 2012; DOI: https://doi.org/10.1503/cmaj.120732 COBAS, R. et al. Diagnóstico do diabetes e rastreamento do diabetes tipo 2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2022. 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Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/classificacao-do-diabetes/ BRASIL. Ministérioda Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2021. 118 p. : il. Modo de acesso: World Wide Web: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/plano_enfrentamento_doencas_cronicas_ agravos_2021_2030.pdf https://goldcopd.org/2023-gold-report-2/ https://goldcopd.org/2023-gold-report-2/ https://books.scielo.org/id/fyyqb/pdf/barros-9788575415870-11.pdf https://www.nice.org.uk/guidance/cg181 https://www.nice.org.uk/guidance/cg181 https://diretriz.diabetes.org.br/metas-no-tratamento-do-diabetes/ https://diretriz.diabetes.org.br/classificacao-do-diabetes/ “Uma diretriz assistencial é uma trilha, não um trilho.” Eugênio Vilaça Mendes OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO DOENÇAS DIARREICAS AGUDAS (DDA) Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Conhecer os conceitos e classificações das doenças diarreicas agudas (DDA) • Apresentar a epidemiologia, quadro clínico e transmissão • Saber idenJficar e classificar a desidratação • Decidir o plano de tratamento e o uso racional de anJbioJcoterapia • Apresentar e discuJr o manejo de outras medicações • DiscuJr a prevenção • IdenJficar e tratar as principais eJologias Definição: Ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas nas úl2mas 24 horas. A diminuição da consistência habitual das fezes é um dos parâmetros mais considerados. Classificação da diarreia segundo a duração dos sintomas Classificação da diarreia quanto as caracterís6cas Diarreia aquosa aguda: • Perda de grande quan+dade de água durante as evacuações, com alteração da consistência das fezes por um período <14 dias. • Ocorre secreção a+va de água e eletrólitos da corrente circulatória para a luz intes+nal. • Pode ser causada por bactérias e vírus, na maioria dos casos. Disenteria aguda: • Presença de sangue visível nas fezes, podendo haver muco e/ou pus devido a uma lesão na mucosa intes+nal. • Bactérias do gênero Shigella são as principais causadoras de disenteria, que invadem a mucosa do cólon. Epidemiologia • Segundo a OMS, são a segunda principal causa de morte em crianças com idade < 5 anos, em países em desenvolvimento, embora sejam evitáveis e tratáveis; • São as principais causas de morbimortalidade infanJl (<1 ano) e consJtuem um dos mais graves problemas de saúde pública global, com aprox. 1,7 bilhão de casos e 525 mil óbitos na infância (< 5 anos) por ano; • No Brasil, de 2007 a 2018, a DDA vem mantendo uma incidência anual de cerca de 300 mil casos em crianças < 1 ano e aprox. 950 mil casos em crianças de 1 a 4 anos, segundo dados do SINAN. • A DDA é considerada uma doença preocupante nos povos indígenas, pois apesar de ser tratável correspondem a uma das principais doenças infecciosas que os aJngem, em muitos casos evoluindo ao óbito, principalmente, de crianças menores de 5 anos. Epidemiologia Manifestações clínicas • No mínimo 3 episódios de fezes líquidas ou amolecidas em 24 horas; • Podem estar associados: • Cólicas e/ou dores abdominais; • Febre; • Sangue e/ou muco nas fezes; • Náuseas; • Vômitos. Transmissão • Pelas vias oral ou fecal-oral • Indireta: consumo de água ou alimentos contaminados e contato com objetos contaminados como utensílios de cozinha, acessórios de banheiros, equipamentos hospitalares; • Direta: pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos contaminadas e contato de pessoas com animais. Abordagem e manejo • História clínica - tem alto valor discriminatório e permite em pouco tempo o diagnós+co diferencial sindrômico e de outras doenças com manifestações similares. • Ques+onar sobre contatos que também tenham a doença/sintomas. • Avaliar a gravidade dos sintomas e o risco de complicações, devemos definir o grau de desidratação e depois definir um plano terapêu+co. • Usar a estratégia de Atenção Integrada as Doenças Prevalentes na Infância ( AIDPI) • Número de evacuações, caracterís3cas das fezes, presença de febre e relato de náuseas e/ou vômitos. • Maioria dos casos é autolimitada; sem complicações. • Testes diagnós9cos são indicados somente em casos selecionados. • coprocultura e parasitológico de fezes, não devem ser realizadas de ro7na. • A inves9gação laboratorial é reservada para as crianças com desidratação grave e que necessitem de hidratação venosa; • Exame Bsico: avaliar a existência de comorbidades e a presença e o grau de desidratação; • Desidratação – sinal de gravidade. Abordagem e manejo Principais sinais para avaliação do grau de desidratação O exame 'sico é importante para avaliar a presença de desidratação e tratamento adequado Melhor indicador de desidratação Abordagem e manejo Plano de tratamento Após avaliação clínica, estabelece-se o plano de tratamento Hidratação oral • Líquidos devem ser administrados com frequência, em pequenos goles; • Se vomitar, aguardar 10 minutos e con+nuar, porém mais lentamente; • Vômitos costumam cessar após 2 a 3 horas do início da reidratação. Como preparar o soro de reidratação oral Se o paciente apresentar sangue nas fezes (disenteria) - Reidratar o paciente de acordo com os planos A, B ou C; - Iniciar an9bio9coterapia – considerando possível infecção por Shigella. - Orientar o paciente ou acompanhante administração de líquidos e alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado no domicílio. - Reavaliar o paciente após 2 dias. - Se man9ver presença de sangue nas fezes ou melena após 48 horas do início do tratamento ou condições gerais comprome9das, encaminhar para internação hospitalar. Início da diarreia Encaminhar o paciente para a unidade hospitalar se: • Se mais que 14 dias de evolução; • Menor que seis meses de idade; • Apresentar sinais de desidratação. Neste caso, reidrate-o primeiro e em seguida encaminhe-o a unidade hospitalar. Consulta médica para investigação e tratamento na APS: • Ausência de sinais de desidratação; • Maior de seis meses de idade. Avaliar desnutrição grave Se a criança es9ver com desnutrição grave – DAG • No primeiro atendimento em qualquer Unidade de Saúde, devendo-se iniciar hidratação e an9bio9coterapia de forma imediata, até que chegue ao hospital. • Hidratação IV deve ser evitada em crianças com DAG, sendo indicado hidratação oral com ReSoMal. Verificar a temperatura Se o paciente esJver, além da diarreia,com a temperatura de 39°C ou mais: • invesJgar e tratar outras possíveis causas, por exemplo, pneumonia, oJte, amigdalite, faringite, infecção urinária. AnGbioGcoterapia (OMS) • Diarreia com sangue e/ou muco, sendo Shigella e a Salmonella os principais agentes eJológicos responsáveis pelo quadro; • SepJcemia; • Suspeita de infecção por V. cholarea com desidratação grave associada; • Quadro de giardíase ou amebíase com diagnósJco confirmado por exame laboratorial. ”O uso de antibióticos não é indicado na maioria dos casos" Tratamento de crianças: • Ciprofloxacino: 15 mg/kg, de 12/12 h, por 3 dias (primeira escolha) • Azitromicina 40mg/mL, 10mg/kg/dia, no 1º dia e 5mg/kg/dia, por mais 4 dias Tratamento de adultos: • Ciprofloxacino: 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias. Tratamento de DDA com sangue nas fezes Uso de medicamentos An3parasitários - devem ser usados somente para: Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se iden+ficam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histoly2ca englobando hemácias. • Tratar com Metronidazol • Crianças: 10 mg/kg, de 8/8 h, por 5 dias • Adultos: 750 mg, de 8/8 h, por 5 dias Obs.: Tratar por 10 dias se o quadro clínico for grave. Uso de medicamentos An3parasitários - devem ser usados somente para: Giardíase quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se iden+ficarem cistos ou trofozoítos nas fezes ou no aspirado intes+nal. • Tratar com Metronidazol • Crianças: 5 mg/kg, de 8/8 h, por 5 dias • Adultos: 250 mg, de 8/8 h, por 5 dias Uso de medicamentos Reposição de Zinco (micronutriente) De acordo com a OMS deve ser usado em menores de cinco anos, durante 10 a 14 dias, sendo iniciado a par+r do momento da caracterização da diarreia; • Até seis meses de idade: 10mg/dia; • Maiores de seis meses de idade: 20mg/dia. ''Em crianças com idade < 6 meses, o zinco não é efe6vo, independentemente do estado nutricional” “O obje6vo do uso de zinco é reduzir a ocorrência de novos episódios de diarreia aguda nos 3 meses subsequentes” Duncan, 2022 Uso de medicamentos Probió7cos: São microrganismos vivos capazes de colonizar o trato diges9vo e exercer efeitos benéficos no hospedeiro; São eficazes na redução da duração e da intensidade dos sintomas da DDA; Se disponível, pode ser considerado como tratamento complementar: • Saccharomyces boulardii – 250 a 750mg/dia, 5 a 7 dias. • Lactobacillus GG >1010 UFC/dia, 5 a 7 dias. Uso de medicamentos An3emé3cos: No geral estão contraindicados Quando indicado, usar em crianças > 4 anos com diarreia e vômitos: • Ondansetrona – VO ou IV, uma dose única inicial para garan+r reidratação oral. 0,2mg/kg/dose até 3x ao dia ou 2mg em crianças de 6 meses a 2 anos e 4mg em crianças > 2 anos. • Metoclopramida – eficaz, porém com efeitos colaterais significa+vos – não recomendada. Uso de medicamentos An3diarreicos: • Racecadotrila – reduz secreção intes+nal de água e eletrólitos. Pode ser usado, porém sem evidência sólida de eficácia. • Medicamentos de ação intes+nal an+motora, como loperamida, são contraindicados em DDA em crianças. • As crianças devem con+nuar a ser alimentadas com uma dieta apropriada para a idade, desde que tolerada; • Lactentes < 6 meses devem ser man+dos em amamentação; • Não é necessário diluir fórmulas lácteas ou oferecer dieta livre de lactose, a não ser em casos de intolerância ou alergia ; • Recomendam-se mamadas mais frequentes; • Bebidas tais como refrigerantes, sucos de fruta industrializados e líquidos altamente açucarados devem ser evitadas durante o episódio. Manejo nutricional Orientar sobre sinais de complicações e desidratação e em quais situações deve-se procurar atendimento em unidade de urgência. Orientações gerais sobre sinais de alarme Prevenção • Lavagem frequente das mãos com sabão e água limpa, principalmente antes de preparar e ingerir alimentos, após ir ao banheiro, após trocar fraldas, após contato com animais; • Recomenda-se desinfecção de superpcies contaminadas com cloro alvejante de uso domés+co ou outros produtos de limpeza, e lavagem de roupa suja e roupa de cama; • Proteger alimentos e áreas de cozinha contra insetos e outros animais; • Evitar alimentos ou fontes de água que possam ser as possíveis fontes de contaminação. • Não u+lizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados para banhar-se ou beber; • Evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos; • Guardar a água tratada em vasilhas limpas, com “boca” estreita e com tampa; • Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada; • Usar o vaso sanitário. Se não for possível, enterrar as fezes longe de cursos de água; • Evitar o desmame precoce; • Vacina rotavírus. Prevenção Tratar a água para consumo: filtrar, ferver ou colocar 2 gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, guardar por 30 minutos antes de usar; Prevenção Fonte: BRASIL. MS. Secretaria de Vigilância em Saúde. Cuidados com água para consumo humano. 2011 Principais eGologias - DDA • As infecções virais, principalmente por rotavírus, são responsáveis por 75 a 90% dos casos. • As infecções bacterianas são a causa de 10 a 20% dos casos, com destaque para as infecções secundárias à Escherichia coli (diarreia do viajante). • Por sua vez, as infecções parasitárias causam menos de 5% dos quadros diarreicos. Principais eGologias ROTAVÍRUS • Gastroenterite aguda varia de quadro leve até casos graves e óbito; • Período de incubação: usualmente < 48h; • Todas as idades são suscegveis, porém a infecção é mais frequente em < 5 anos (6-24 meses); • Diarreia líquida, vômitos, febre e dor abdominal; • Hidratação + suplementação de zinco; A vacina rotavirus está no calendário vacinal, aos 2 e 4 meses. FEBRE TIFÓIDE • Infecção pelo Salmonella Typhi, ingestão de alimentos ou água contaminados, associado a locais com precárias condições de higiene e falta de saneamento básico; • Febre alta prolongada, fadiga, cefaleia, tosse seca, náuseas, perda de apetite, dor abdominal, constipação ou diarreia, dissociação pulso-temperatura e hepatoesplenomegalia; • Período de incubação 7-21 d: 1ª semana: sintomas inespecíficos que vão progredindo para febre alta, calafrios e prostração 2ª semana: astenia intensa ou torpor + dor abdominal/hepatoesplenomegalia + diarreia/constipação Complicações: sangramento GI, perfuração intestinal e encefalite. FEBRE TIFÓIDE • Hemocultura (1ª semana) ou coprocultura (2ª semana, 1/3 dos casos); • Tratamento: Cloranfenicol 50mg/kg/dia 6/6h (dose máx. 3g/dia crianças e 4g/dia adultos) VO 15-21d; Ampicilina 1 – 1,5g VO 6/6h 14d; Amoxicilina 1g VO 8/8h 14d; Outras opções terapêuJcas: ciprofloxacino ou ofloxacino ou ceqriaxona. GEO-HELMINTÍASE • Infecções causadas por parasitos que se desenvolvem no trato intes9nal humano e completam seu ciclo evolu9vo no solo; • Precárias condições socioeconômicas, falta de acesso à água potável e saneamento inadequado; • Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e os ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanos); • Ingestão de ovos embrionados presentes em alimentos crus mal lavados ou pela ingestão de água contaminada (áscais e Trichuris) e penetração a9va das larvas infectantes (ancilostomídeos) na pele íntegra do hospedeiro; GEO-HELMINTÍASE • Assintomá9cos à febre, sudorese, fraqueza, palidez, náuseas à tosse, febre e eosinofilia (Loefler) à dor abdominal/cólica, perda de ape9te, diarreia, dores musculares e anemia • Complicações: redução da capacidade de aprendizado, deficiências nutricionais, obstrução intes9nal/vias biliares/canal pancreá9co/apêndice cecal; • EPF (coproscopia) • Tratamento: Albendazol, nitaxozanida, mebendazol, outros. DIARREIA & HIV • Distúrbios gastrointestinais são comuns em pacientes com HIV; • Diarreia, doenças esofágicas; colangiopatia, doenças anorretais, síndrome consumptiva; • Infecções oportunistas, medicamentos, malignidade,enteropatia HIV e outros (DII ou SII); • Aumento risco de infecções: CD4 < 100-200 e < 50; • Terapia antiretroviral – prevenção e tratamento de infecções oportunistas; • Reidratação + tratamento específico contra o patógeno; • Terapia adjuntiva: octreotide, opioides, dieta sem lactose, loperamida. CÓLERA • Doença infecciosa intes9nal aguda causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae; • Maioria dos casos (75%) assintomá9cos; dos sintomá9cos, a maioria sintomas leves ou moderados, 10-20% destes casos graves: diarreia incoercível e vômito (1-2l/hora) levando a rápida desidratação à choque, necrose tubular aguda, atonia intes9nal, hipocalemia e hipoglicemia • A par9r de 2006, não houve casos autóctones de cólera no Brasil, tendo sido no9ficados apenas 3 casos importados. • Tratamento: Adultos: Doxiciclina 300mg (dose única) Crianças: Eritromicina 12,5mg/kg (6 em 6 horas por 3 dias) Importante ► Classificar a diarreia, iden+ficar sinais e sintomas que indicam gravidade, como sangue ou muco nas fezes. ► Avaliar adequadamente o estado de hidratação, os sinais de alerta vermelho para desidratação. ► Propor plano de hidratação mais adequado para o grau de desidratação. ► Iniciar imediatamente o tratamento para desidratação (Plano A, B, C). ► Uso adequado de an+bió+cos. NOTIFICAÇÃO Os surtos de DDA, também chamados de surtos de Doenças de Transmissão Hídricas e Alimentares (DTHA), devem ser noJficados imediatamente Referências bibliográficas BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manejo do paciente com diarréia (cartaz). 2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf. BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde. Guia de vigilância em saúde. 5 ed rev e atual – Brasília: Ministério da Saúde, 2022. DYNAMED. Gastrointestinal Disorders in Patients With HIV. Updated 28 Dec 2022. Disponível em https://www.dynamed.com/condition/gastrointestinal-disorders-in- patients-with-hiv#GUID-599094C9-CE0A-4AA0-8740-62DA6B17FDDF SADOVSKY, Ana Daniela Izoton. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria- Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, 2017. DE MELO OLIVEIRA, T. K. et al. Desafios e potencialidades envolvidos na prevenção de doenças diarreicas junto à população indígena em Roraima. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 12, p. e9539-e9539, 2021.Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/download/9539/5737/#:~:text=Nesse%20contexto%2C%20destaca%2Dse%20a,e%20ZATTI%20CA%2C%202018). DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p. GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2018. MORAIS, M. B. et al. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria–Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, p. 1-15, 2017. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf PINTO, M. V.; ZATTI, C. A. Adoecimento Indígena: Aspectos referentes à morbimortalidade indígena. Rev.Brazilian J. of Surgery and Clinical Research, v. 24, n. 02, p. 106-111 2018. SITUAÇÃO Epidemiológica. Ministério da Saúde, [s.d]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf https://www.dynamed.com/condition/gastrointestinal-disorders-in-patients-with-hiv https://www.dynamed.com/condition/gastrointestinal-disorders-in-patients-with-hiv https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/download/9539/5737/ https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica Gra$dão OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO ENDEMIAS BRASILEIRAS Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Apresentar os aspectos epidemiológicos, agente eAológico e vetor • Apresentar e discuAr as manifestações clínicas • DiscuAr o diagnósAco, tratamento, seguimento clínico e reabilitação • DiscuAr a promoção da saúde e a prevenção • DiscuAr a noAficação das seguintes doenças infectocontagiosas: • Malária • Parasitoses intes.nais (helmin2ases e protozooses) • Esquistossomose • Doença de Chagas • Leptospirose • Tungíase Malária Doença infecciosa febril aguda, cujos agentes eAológicos são protozoários transmiAdos por vetores. No Brasil, a magnitude da malária está relacionada à elevada incidência da doença na região amazônica e à sua gravidade clínica potencial. (IMAGEM) Guia de Vigilância em Saúde, 2021 https://pt.vecteezy.com/arte-vetorial/11417181-ilustracao-de-termometro-em-estilo-simples-de-desenho-animado-para-design-de-saude-doenca-febre-ilustracao-do-conceito-de-saude https://www.youtube.com/watch?v=42fuPtrsJWY Malária Sinonímia Paludismo, impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre. Guia de Vigilância em Saúde, 2021 (IMAGEM) h>ps://www.bigstockphoto.com/pt/search/picada-mosquito/ Malária Agente Etiológico no Brasil Protozoário do gênero Plasmodium. Plasmodium vivax: mais prevalente. Plasmodium falciparum: mais grave. Plasmodium malariae Nos últimos anos no Brasil, a transmissão do P. falciparum tem apresentado redução importante, enquanto o P. vivax tem contribuído para o aparecimento de casos considerados complicados, inclusive com mortes associadas. (IMAGEM) Guia de Vigilância em Saúde, 2021 h>p://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=417&sid=32&tpl=printerview Malária Vetor: Mosquito Anopheles São abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Encontrados picando durante todo o período noturno. O horário em que há maior abundância de mosquitos varia de acordo com cada espécie, nas diferentes regiões e ao longo do ano. Criadouros preferenciais: coleções de água limpa, quente, sombreada e de baixo fluxo Reservatório: Ser Humano (IMAGEM) h>ps://www.to.gov.br/noIcias/casos-de-malaria-no-tocanIns-estao-sob-controle/7iihrvn79xnb Malária - Transmissão (IMAGEM) https://www.tuasaude.com/malaria/ Malária - Epidemiologia • 99% dos casos são diagnos.cados no contexto da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocan.ns. • 01% é diagnos.cado em região extra- amazônica: Espírito Santo, Minas Gerais, SãoPaulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. • Saúde do viajante: a malária é a causa mais comum de morte evitável entre as doenças infecciosas em viajantes, e também a causa mais frequente de febre pós-viagem. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 Malária • A transmissão: áreas rurais, comunidades ribeirinhas, assentamentos, áreas indígenas e garimpos, mas também são registrados casos em áreas urbanas e periurbanas. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 https://www.brasildefato.com.br/2022/04/18/garimpo-ilegal-provocou-90-das-mortes-por-conflitos-no-campo-em-2021-aponta-cpthttps://oglobo.globo.com/brasil/nas-vilas-ribeirinhas-do-amazonas-37-mil-pessoas-carecem-de-medicos-saneamento-14635488 (IMAGEM) Programa Nacional de Controle da Malária (PNCM) Malária - controle ObjeAvos: • Reduzir a mortalidade e a gravidade dos casos; • Reduzir a incidência; • Manter a doença ausente em locais onde a transmissão foi interrompida; • Eliminar a Malária do Brasil. Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária - controle Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU): acabar com as epidemias de malária até 2030. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 - GaranAr acesso universal à prevenção, ao diagnósAco e ao tratamento da malária; - Acelerar os esforços para a eliminação e obtenção do status livre de malária; - Transformar a vigilância de malária em intervenção essencial. Malária Por que tratar malária? • Para não progredir para formas graves ou óbito; • Para não aumentar a transmissão já que no Brasil existem 11 gêneros de importância epidemiológica do mosquito Anopheles, o vetor da malária, e transmiAr em áreas que não são endêmicas. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 h>ps://www.cevs.rs.gov.br/malaria-5ad7524d92ec4 Malária Região da Amazônia Legal: NOTIFICAÇÃO Região extra Amazônica: NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA – em até 24 horas. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 h>ps://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/malaria/arquivos/fichanoIficacaomalaria-sinan.pdf Malária SusceAbilidade: Todas as pessoas são suscejveis. Imunidade: Indivíduos que apresentaram vários episódios de malária podem aAngir um estado de imunidade parcial, com quadro oligossintomáAco, subclínico ou assintomáAco. Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária – caso suspeito • Área Endêmica Acre, Amapá, Amazonas Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. A presença de FEBRE já é suficiente para suspeitar de Malária. • Área Não Endêmica Pessoa que tenha visitado área endêmica no período de 8 a 30 dias anterior ao início dos sintomas: FEBRE cefaleia calafrio sudorese cansaço mialgia + Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária – Manifestações Clínicas MALÁRIA NÃO COMPLICADA Pródromo: Crise aguda da malária ou Acesso Malárico: Episódios intermitentes de calafrio, febre alta e sudorese, duração variável de 6 a 12 horas, temperatura igual ou superior a 40o C. Contudo, nem sempre se observa o clássico padrão de febre a cada dois dias (terçã), portanto não se deve aguardar esse padrão caracterísAco para pensar no diagnósAco de malária. náusea vômito astenia fadiga anorexia Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária – Manifestações Clínicas Paroxismo: ATENÇÃO • É o retardo no diagnóstico que leva à gravidade da doença. • Gestantes, crianças e primoinfectados estão sujeitos a maior gravidade e devem ser acompanhados preferencialmente por um médico, principalmente se a infecção for por P. falciparum. náusea vômito astenia fadiga anorexia Guia de Vigilância em Saúde, 2021 ht tp s: // te no r.c om /p t-B R/ vi ew /t er m om et ro -c al ie nt e- te m pe ra tu ra -c al en ta r- su be -la -te m pe ra tu ra -g if- 14 09 96 09 Malária – Manifestações Clínicas Remissão Declínio da temperatura (fase de apirexia). Contudo, novos episódios de febre podem acontecer: febre intermitente. Guia de Vigilância em Saúde, 2021 h>ps://br.vexels.com/merch/png/febre/ Malária – Manifestações Clínicas Malária Complicada Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária – Manifestações Clínicas • Malária Complicada Quadro clínico da malária depende da espécie do parasito, da quantidade de parasitos circulantes (parasitemia), do tempo de doença e do nível de imunidade adquirida pelo paciente. Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária - DiagnósKco Importância de diagnosticar nas 24 horas a partir do início dos sintomas, a fim de evitar formas graves, óbitos pela doença e contribuir para a interrupção da transmissão. A tomada de decisão para o tratamento da malária deve ser sempre baseada na confirmação laboratorial. Guia de Vigilância em Saúde, 2021 https://pt.pngtree.com/free-png-vectors/vetor-de-rel%C3%B3gio Malária - Diagnóstico GOTA ESPESSA - Método simples, eficaz, de baixo custo e de fácil realização. - Diferenciação específica dos parasitos, a partir da análise da sua morfologia, e dos seus estágios de desenvolvimento. - Necessidade de microscopista.Lâmina para microscopia de gota espessa de sangue, colhida por punção digital. Foto: Luis Oliveira/ Ministério da Saúde Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária - Diagnóstico Teste Rápido • Praticidade e da facilidade de realização, são úteis para o diagnóstico em situações em que não é possível a realização do exame da gota espessa. • Detecção de antígenos dos parasitos - método imunocromatográfico. • Não avaliam a densidade parasitária nem a presença de outros hemoparasitos e • Não devem ser usados para controle de cura, devido à possível persistência de partes do parasito, após o tratamento, levando a resultado falso-positivo. Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária - Tratamento O Ministério da Saúde, por intermédio de uma Política Nacional de Medicamentos para Tratamento da Malária, orienta a terapêutica e disponibiliza gratuitamente os medicamentos antimaláricos utilizados em todo o território nacional, em unidades do SUS. O tratamento adequado e oportuno da Malária é, hoje, o principal alicerce para o controle da doença. Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária - Tratamento Diversas drogas são uAlizadas dependendo da espécie do plasmódio infectante, cada uma delas agindo de forma específica, tentando impedir o desenvolvimento do parasito no hospedeiro: Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 Malária - Tratamento Tratamento das infecções pelo P. vivax ou P. ovale com Cloroquina em 3 dias e Primaquina em 7 dias. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 Tratamento das infecções pelo P. vivax ou P. ovale para recorrência entre 5 e 60 dias com artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina por 3 dias, conforme a disponibilidade local, e primaquina por 14 dias. pode ter havido falha tanto da cloroquina quanto da primaquina, ou ambas. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 Malária - Tratamento Tratamento das infecções pelo P. falciparum com artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina por 3 dias, conforme a disponibilidade local, e primaquina em dose única no primeiro dia do tratamento. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 Malária - Tratamento Tratamento da infecção mista por P. falciparum e P. vivax com artemerter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina por 3 dias, que são drogas esquizonticidas sanguíneas eficazes para todas as espécies, associando-as à primaquina por 7 dias (para o tratamento radical de P. vivax). Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 Malária - Tratamento • Gestantes, puérperas até um mês de lactação e crianças menores de 6 meses não podem usar a primaquina. • Pacientes que pesem mais de 120 kg (não contemplados nessa tabela) devem ter sua dose de primaquina calculada pelo peso. • Caso surja urina escura, icterícia, pele e olhos amarelos, tontura ou falta de ar, buscar urgentemente auxílio médico. • Sempreque possível, supervisionar o tratamento. • Administrar os medicamentos preferencialmente após as refeições. Malária - Tratamento Malária - Tratamento Aplicativo de cálculo para tratamento da malária. Malária – Eventos Adversos • Notificar qualquer reação adversa aos antimaláricos à Anvisa, pelo VigiMED (http://portal.anvisa.gov.br/vigimed). Qualquer pessoa pode notificar um caso nesse sistema. Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 • Antimaláricos: pode acontecer hemólise após dois dias de uso de primaquina em pessoas com deficiência de G6PD. O primeiro sinal de hemólise é o escurecimento da urina, sendo que mal-estar, fadiga, icterícia (pele e olhos amarelados), ausência de urina e mesmo febre podem aparecer. Muitas vezes o quadro é confundido com anemia da malária ou hepatite após malária. Malária – Prevenção • Uso de mosquiteiros; • Uso de repelente; • Colocar telas nas janelas; • Uso de roupas que protejam braços e pernas. https://www.who.int/news-room/fact- sheets/detail/malaria ht tp s: // br .fr ee pi k. co m /v et or es -p re m iu m /m ao -s eg ur an do -s pr ay -d e- co nt ro le -d e- pr ag as -la ta -d e- ae ro ss ol -r ep el en te -d e- m os qu ito s- ilu st ra ca o- do s- de se nh os - an im ad os -d o- co nc ei to -s ob re -fu nd o- br an co _8 68 82 72 .h tm Guia de Vigilância em Saúde, 2021 Malária - Quimioprofilaxia Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020 PARASITOSES INTESTINAIS h?ps://br.freepik.com/vetores/dor-de-barriga-crianca/4 Parasitoses IntesKnais • Na maioria das vezes assintomáticas; • Alta carga parasitária pode gerar manifestações clínicas severas devido a: - Má absorção de nutrientes; - Redução da capacidade de ingestão de alimentos; - Obstrução das vias aéreas. •Maior incidência em zonas rurais e periferias de centros urbanos; •Estima-se que a prevalência varie entre 2 e 36%; 70% desses casos em escolares. Parasitoses Intestinais - Epidemiologia (BRASIL, 2021c) Parasitoses Intestinais - Prevenção • Melhoria do nível educacional; • Acesso a água de boa qualidade, saneamento básico e coleta de lixo; • Estímulo ao aleitamento materno; • Uso de calçados; (DUNCAN et al., 2022) h>ps://br.freepik.com/fotos-vetores-graIs/amamentacaohttps://www.flaticon.com/br/icone-gratis/garrafa-de-agua_2119009https://pt.coolclips.com/m/vetores/vc037563/Livros-e-projetos/ https://www.istockphoto.com/br/vetor/seguran%C3%A7a-botas-%C3%ADcone-em-fundo-branco-para-gr%C3%A1fico-e- web-design-sinal-vector-simples-gm1124695462-295355164 Parasitoses Intestinais - Prevenção • Lavagem das verduras e das frutas; • Proteção dos alimentos contra poeira e insetos; • Fervura e/ou filtração da água para consumo; • Cocção adequada da carne de bovinos e suínos; • Lavagem das mão antes das refeições unhas limpas e curtas; (DUNCAN et al., 2022) h?ps://br.freepik.com/vetores-premium/lavar-as-maos-com-sabao-limpar-as-maos-ilustracao- vetorial_20366973.htm h?ps://pt.vecteezy.com/arte-vetorial/4595584-lavar-frutas-e-vegetais-higiene-alimentacao-alimentacao-plana-ilustracao-vetor https://pt.vecteezy.com/arte-vetorial/6730612-agua-fervente-em-panela- panela-no-fogao-com-agua-vapor-fogo-design-vetor EDUCAÇÃO EM SAÚDE! Parasitoses Intestinais - Prevenção • Higiene das mãos; • Higiene dos alimentos - deixar de molho em solução de ácido acético (2 colheres de sopa em 1 litro de água) ou hipoclorito de sódio (1 colher de sobremesa em 1 litro de água) durante 15 minutos; • Desinfecção da água - 2 gotas de hipoclorito por litro de água, deixar descansar por 30 minutos antes de ingerir. VINAGRE https://pt.vecteezy.com /arte-vetorial/17405547-ilustracao- vetorial-de-desenhos-anim ados-de-garrafa-de-vinagre-de-m aca h?ps://www.to.gov.br/noNcias/secretaria-da-saude-esclarece-sobre- uNlizacao-do-hipoclorito-de-sodio-25-no-periodo-da-pandemia-da-covid- 19/5auky5uipz9o (DUNCAN et al., 2022) Parasitoses Intestinais – Agentes Etiológicos Modo de transmissão e localização dos principais parasitas intestinais humanos PARASITA TRANSMISSÃO TRANSMISSÃO PESSOA-PESSOA LOCALIZAÇÃO DO VERME ADULTO Ascaris lumbricoides Ingestão de ovos infectantes Não Intestino delgado Tricuris trichiura Ingestão de ovos infectantes Não Intestino grosso Ancylostoma duodenale / Necator americanos Penetração de larvas filarioides pela pele Não Intestino delgado Strongyloides stercoralis Penetração de larvas filarioides pela pele ou mucosa intestinal Sim Intestino delgado Enterobius vermicularis Ingestão de ovos infectantes Sim Ceco, apêndice e cólon Taenia saginata / Taenia solium Ingestão de carne de gado / porco crua ou mal passada Não Intestinos Giardia lamblia Ingestão de cistos Sim Intestino delgado Entamoeba hystolitica Ingestão de cistos sim Intestino grosso (DUNCAN et al., 2022) Parasitoses Intestinais – Sinais e sintomas • Diarreia – mais frequente nas infecções por protozoários intestinais, na tricuríase e na estrongiloidíase; • Os enteroparasitas que habitam o intestino grosso – Entamoeba histolytica, Trichuris trichiura, Schistossoma mansoni – podem causar diarreia com muco e sangue; • Os parasitas que se localizam no intestino delgado – Strongyloides stercoralis e Giardia lamblia - provocam diarreia osmótica. https://pt.dreamstime.com/vetor-de-vaso-sanit%C3%A1rio-aberto-tigela-vazio- fundo-cores-completas-e-arte-linhagem-branca-preta-image242919486(DUNCAN et al., 2022) Parasitoses IntesKnais – Sinais e sintomas • Dor abdominal, náuseas e vômitos – mais comum na giardíase; • Síndrome dispéptica – associada a anorexia, perda ponderal e diarreia intermitente na estrongiloidíase; • Hepatoesplenomegalia – esquistossomose mansônica crônica. (DUNCAN et al., 2022) https://parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo /doencas/helmintoses/estrongiloidiase/ Strongyloides stercoralis https://www.microimunounifesp.com.br/giardia-lamblia/ Giardia lamblia Parasitoses IntesKnais – Sinais e sintomas • Prurido anal/vulvar – mais frequente na oxiuríase, principalmente noturna; • Prolapso retal – ocorre na tricuríase maciça; • Anemia – por espoliação crônica de ferro, na ancilostomíase e na tricuríase; https://ibapcursos.com.br/enterobiase-enterobius-vermicularis-ciclo-sintomas-diagnostico- tratamento-e-prevencao/ https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/oxiurus-enterobius-vermicularis/ https://www.sanarmed.com/caso-clinico-tricuriase-ligas https://parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo/doencas/helmintoses/tricuriase/ Oxiuríase Tricuríase Parasitoses IntesKnais – Sinais e sintomas • Tosse, crises asma.formes, com ou sem tradução radiológica (Sínd. de Löeffler) – nas helmin2ases com ciclo larvário pulmonar: áscaris, ancilóstomo, estrongiloides e esquistossoma. Apresenta eosinofilia intensa; • Ur.cária e/ou edema angioneuró.co – principalmente na ascaridíase e na estrongiloidíase; Lopes et al, 2005 Síndrome de Loeffler Parasitoses Intestinais – Sinais e sintomas • Eliminação dos parasitas – comum na ascaridíase, na oxiuríase e na teníase; • Obstrução ou semi-obstrução intestinal – ocorre na super-infestação por ascaris. https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/ascaris-lumbricoides/ Ascaris lumbricoides Taenia saginata / Taenia solium h>ps://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/teniase.htm Parasitoses Intestinais - Diagnóstico • Exame Parasitológico de Fezes (EPF), aliado aos dados clínico-epidemiológicos; • Avaliar 3 amostras aumenta a sensibilidade do método; • Coletar 3 amostras em dias separados (consecutivos ou alternados); https://www.flaticon.com/br/icone-gratis/exame-de-fezes_9786208 Parasitoses Intestinais – Tratamento MEDICAMENTO E APRESENTAÇÃO AÇÃO TERAPÊUTICA DOSAGEM Albendazol Comprimido de 200mg e 400mg Suspensão oral 40mg/ml Ascaridíase Tricuríase Ancilostomíase Enterobíase Estrogiloidíase Teníase Giardíase 1-2 anos: 200mg, DU; > 2anos: 400mg, DU 400mg, DU 1-2 anos:200mg, DU; >2 anos: 400mg, DU 1-2 anos: 200mg; > 2 anos: 400mg – repetir 14d 400mg/dia por 3 dias <10kg: 200mg/dia; >10kg: 400mg/dia – 3 dias 400mg/dia; criança: 10 – 15mg/kg/dia – 5 dias Mebendazol Comprimido de 100mg Suspensão de 100mg/5ml Ascaridíase Tricuríase Ancilostomíase Enterobíase Giardíase 100mg, 2x/dia – 3 dias 100mg, 2x/dia – 3 dias 100mg, 2x/dia – 3 dias 100mg, 2x/dia – 3 dias, repetir após 14 dias 100mg, 2x/dia – 5 dias Ivermectina Comprimido de 6mg Ascaridíase Tricuríase Enterobíase Estrogiloidíase 200mcg/kg, DU 200mcg/kg, DU 200mcg/kg, repetir após 14 dias 200mcg/kg, DU ou em 2 dias Metronidazol Comprimido de 250, 400 e 500mg Solução de 40mg/ml Giardíase Colite amebiana Crianças:15mg/kg/dia: 3x/dia: 5-7dias-max:250mg/dose Adultos: 250mg, 3x/dia – 5-7 dias VO ou IV, 7-10 dias Nitazoxanida Comprimido de 500mg Suspensão de 20mg/ml Ascaridíase Giardíase Teníase 1-3 anos: 100mg, 2x/dia – 3 dias 4-11 anos: 200mg/kg/dia – 3 dias Adultos: 500mg, 2x/dia – 3 dias Parasitoses Intestinais – Tratamento “Doutor(a), eu vim fazer meu exame de sangue, fezes e urina.” • Parasitológico de fezes tem baixa sensibilidade, principalmente para Giárdia; • Tratamento empírico está indicado para sintomas sugestivos; • Possibilidade de vermifugação de rotina (a cada 6 - 12 meses) com anti-helmínticos para populações de alto risco: pré-escolares e escolares, mulheres em idade fértil e agricultores. • Não realizar em menores de 1 ano. EM ÁREAS ENDÊMICAS ESQUITOSSOMOSE https://portal.fiocruz.br/video/esquistossomose Esquistossomose • Importante problema de saúde pública no Brasil; • SINONÍMIA - “Xistose”, “barriga d’água” e “doença dos caramujos”; • AGENTE ETIOLÓGICO - Schistosoma mansoni; • HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Humano - Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sanguíneos do intestino e fígado • HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Caramujo do gênero Biomphalaria ht tp s: // st at ic .to da m at er ia .c om .b r/ up lo ad /e s/ qu /e sq ui st os so m os e- og .jp g https://brasilescola.uol.com.br/doencas/esquistossomose.htm ht tp s: // ar es .u na su s. go v. br /a ce rv o/ ht m l/A RE S/ 17 27 /1 /U ni da de 1. pd f Esquistossomose - Epidemiologia Presente em 19 UFs: Área endêmica (9): MA, AL, BA, PE, PB, RN, SE, MG e ES. Área com transmissão focal (10): PA, PI, CE, RJ, SP, PR, SC, GO, DF e RS. 2009 a 2019: 423.117 casos posi.vos, com percentual de posi.vidade de 4,29%. OMS - mais de 95% das pessoas com esquistossomose das Américas vive no Brasil. Esquistossomose: ciclo reprodutivo (UNASUS, s.d.) Suspeitas quando: Indivíduo residente e/ou procedente de área endêmica, com quadro clínico sugestivo, e com história de contato com reservatórios de água onde existam caramujos. Esquistossomose – Manifestações Agudas FORMA AGUDA: Assintomática ou Dermatite Cercariana; - 3 a 7 semanas após o contato pode ocorrer febre, linfadenopatia, anorexia, dor abdominal e cefaleia. Pode ter também diarreia, náuseas e tosse seca. DERMATITE CERCARIANA caracterizada por micropápulas “avermelhadas” semelhantes às picadas de insetos. (BRASIL, 2010) (BRASIL, 2014) Esquistossomose – Manifestações Crônicas Após seis meses de infecção, há risco do quadro clínico evoluir para a fase crônica. Gravidade da doença depende diretamente: • da carga parasitária, • do estado nutricional do paciente; • do tempo de parasitismo. http://www.ccs.saude.gov.br/portinari/experimento02.phphttps://www2.ufjf.br/noticias/2018/08/10/tratamento-alternativo-para-a-esquistossomose-conquista-premio-em-evento-internacional/ Esquistossomose – Manifestações Crônicas HEPATOINTESTINAL • Assintomática ou sintomas inespecíficos > áreas de fibrose decorrentes de granulomatose periportal ou fibrose de Symmers. astenia fadiga tontura cefaleia sintomas distônicos sensação de plenitude flatulência dor epigástrica hiporexia diarreia recorrente hepatomegalia fibrose hepática Esquistossomose – Manifestações Crônicas HEPÁTICA - Assintomá`ca ou caracterizada por: Fibrose hepá;ca: sem hipertensão portal e sem esplenomegalia. HEPATOESPLÊNICA (compensada ou descompensada) diarreia recorrente hepatomegalia com fibrose hipertensão portal hepatoesple- nomegalia varizes esofágicas sintomas intestinais hemorragia digestiva Esquistossomose - Investigação DIAGNÓSTICO: Pesquisa de ovos de Schistosoma nas fezes (Kato-Katz) – é necessário solicitar como especificação do Exame Parasitológico de Fezes (EPF). (BRASIL, 2010) Outros métodos: • Sorológico (Imunofluorescência indireta ou ELISA): não faz diagnóstico. • Ultrassonografia hepática auxilia no diagnóstico da fibrose de Symmers e nos casos de hepatoesplenomegalia: não faz diagnóstico. • Biópsia retal ou hepática - não recomendada na rotina, pode ser útil em casos suspeitos e na presença de exame parasitológico de fezes negativas. ht tp s: // br .fr ee pi k. co m /f ot os -v et or es -g ra tis /m ic ro sc op io Esquistossomose - Tratamento • PRAZIQUANTEL Adultos: 50mg/kg Crianças: 60mg/kg • Apresentação: 600mg/comprimido; Dose única, via oral; máximo 7 comprimidos. • Orientar repouso por pelo menos 3 horas após ingestão, para evitar náuseas e tonturas; • Controle de cura parasitológica: três exames de fezes no quarto mês após o tratamento; • O índice de cura aproxima-se de 80% para os adultos e de 70% para as crianças; • Esquistossomose aguda grave - o tratamento deve ser iniciado com a prednisona (1mg/kg de peso/dia) 24 a 48 horas antes do praziquantel. NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA! (BRASIL, 2014) DOENÇA DE CHAGAS https://www.youtube.com/watch?v=x0pyiV0Pttc Doença De Chagas • AGENTE ETIOLÓGICO: Trypanosoma cruzi, protozoário flagelado. • VETOR: inseto da subfamília Triatominae, conhecido popularmente como barbeiro, chupão, furão, procotó, etc. • RESERVATÓRIOS: centenas de mamíferos, tais como quatis, gambás, tatus, morcegos, etc. (BRASIL, 2010) Doença de Chagas – agente etilógico (BRASIL, 2010) Doença de Chagas- Epidemiologia nas Américas • Estima-se que 6 a 8 milhões de pessoas estejam infectadas com o parasita (Trypanosoma cruzi) que causa a doença. • 70% das pessoas que vivem com a doença não sabem que estão infectadas, devido à ausência de sintomas clínicos. • Mais de 10 mil pessoas morrem a cada ano em consequência de complicações clínicas da doença de Chagas; • Cerca de 75 milhões de pessoas nas Américas estão em risco de contraí-la • Apenas 1% dos infectados são tratados a cada ano. (OPAS, 2021) Doença de Chagas - Epidemiologia • Ocorrência de 2777 casos e surtos de Doença de Chagas Aguda entre 2010 e 2020 em 20 estados brasileiros: * 84% na região Norte (72% no estado do Pará). • Sobre a forma de transmissão: • A grande maioria (aprox. 60%) por transmissão oral; • Em torno de 10% por transmissão vetorial; • Pode haver transmissão vertical; • Em alguns casos não é identificada a forma de transmissão. (BRASIL, 2020) Doença de Chagas - Epidemiologia (BRASIL, 2020) Doença de Chagas - Epidemiologia • É uma das quatro maiores causas de morte por doenças infecciosas e parasitárias, além da principal doença negligenciada no Brasil. • A doença apresentava elevada incidência no país, entretanto, hoje, encontra-se sob controle graças à realização de estratégias como: BRASIL, 2020 Doença de Chagas Fase Aguda – Manifestações Clínicas •Edema de face ou de membros; •Exantema; •Adenomegalia; •Hepatomegalia; •Esplenomegalia; •Cardiopatia aguda (taquicardia, sinais de insuficiência cardíaca); •Manifestações hemorrágicas (hematêmese, hematoquezia ou melena); •Icterícia; •Manifestações digestivas (diarreia, vômito e epigastralgia intensa) são mais comuns em casos por transmissão oral. Febre persistente (>7 dias) (BRASIL, 2010) + ht tp s: // gi fs .e co .b r/ gi fs -d e- co ra ca o- hu m an o- pu lsa nd o/ Doença de Chagas –Diagnóstico Forma Aguda • PARASITOLÓGICO– T. cruzi circulante no sangue periférico identificado por meio de exame parasitológico direto. • SOROLÓGICO – IgM anti-T. cruzi. (BRASIL, 2010) ht tp s: // ch ag as .fi oc ru z. br /d oe nc a/ di ag no st ic o/ As setas indicam T. cruzi entre as hemácias, em gota de sangue. Doença de Chagas – Formas Crônicas (BRASIL, 2010) Doença de Chagas crônica – Diagnóstico forma crônica • Sorologia para Chagas - Importante na fase crônica. • Anticorpos IgG anti-T. cruzi - indica doença crônica. (BRASIL, 2010) Doença de Chagas - Tratamento •Benznidazol: (adulto = 5 mg/kg/dia, 1 a 3x/dia, 60 dias; criança = 5 a 10 mg/kg/dia, 2x/dia, 60 dias) • Tratar: forma aguda, congênita e crônica recente Nos casos leves, sem complicações, e nas formas indeterminadas, o tratamento pode ser realizado na atenção básica, por médico generalista que conheça as particularidades do medicamento e da doença de Chagas. (BRASIL, 2010) Doença de Chagas - Tratamento Orientações e aKvidades educaKvas • Manter quintais limpos, evitando acúmulo de materiais e manter criações de animais afastadas da residência; • Não confeccionar coberturas para as casas com folhas de palmeiras; • Vedar frestas e rachaduras e usar telas em portas e janelas; (BRASIL, 2010) Orientações e atividades educativas • Proteção individual: uso de repelentes e uso de roupas de mangas longas durante a realização de atividades noturnas; uso de mosquiteiros ao dormir; • Cuidados de higiene na produção e manipulação artesanal de alimentos de origem vegetal. (BRASIL, 2010) LEPTOSPIROSE Leptospirose ● É uma zoonose, causada por leptospiras patogênicas, transmiAdas pelo contato com urina de animais infectados ou água e lama contaminadas pela bactéria. • Reservatório: amplo espectro de animais domésAcos e selvagens. No meio urbano: roedores (especialmente o rato-de-esgoto); outros reservatórios são os suínos, bovinos, equinos, ovinos e cães. • Seres humanos - hospedeiros acidentais e terminais dentro da cadeia de transmissão. (BRASIL, 2010) Leptospirose - Epidemiologia (BRASIL, 2023) Leptospirose - Manifestações Clínicas Fase precoce (fase leptospirêmica) • Instalação abrupta de febre, acompanhada de cefaleia e mialgia, anorexia, náuseas e vômitos; • Podem ocorrer diarreia, artralgia, hiperemia ou hemorragia conjuntival, fotofobia, dor ocular e tosse; • Pode ser acompanhada de exantema; • Difícil diferenciação de outras doenças febris agudas; • A fase precoce tende a ser autolimitada e regride em 3 a 7 dias, sem deixar sequelas. (BRASIL, 2010) Leptospirose - Manifestações Clínicas Fase tardia (fase imune) • Aproximadamente 15% dos pacientes evoluem para manifestações clínicas graves, em geral, após a primeira semana de doença. • Síndrome de Weil - tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragias, mais comumente pulmonar. • Hemorragia pulmonar cursa com letalidade superior a 50%. • Icterícia: é um sinal caracterísAco, possuindo uma tonalidade alaranjada muito intensa (icterícia rubínica) e geralmente aparece entre o 3º e o 7º dia da doença - preditor de pior prognósAco. (BRASIL, 2010) Leptospirose - Agente etiológico • Bactéria helicoidal (espiroqueta) aeróbica obrigatória do gênero Leptospira, do qual se conhecem atualmente 14 espécies patogênicas, sendo a mais importante a L. interrogans. (BRASIL, 2010) Leptospirose - Transmissão • Exposição direta ou indireta à urina de animais infectados. • Penetração do microrganismo ocorre através da pele com presença de lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através de mucosas. • A água é importante na transmissão da doença ao homem. • Período de incubação - De 1 a 30 dias (em média, de 5 e 14 dias). (BRASIL, 2010) Leptospirose - DiagnósKco • Métodos sorológicos - teste ELISA-IgM e a microaglutinação (MAT). • Exames como hemograma e bioquímica (ureia, creatinina, bilirrubina total e frações, TGO, TGP, gama-GT, fosfatase alcalina e CPK, Na+ e K+), devem ser monitorados. (BRASIL, 2010) Leptospirose - Tratamento FASE PRECOCE • Amoxicilina, em adultos na dose de 500mg, VO, de 8/8 horas, durante 5 a 7 dias. Crianças, administrar 50mg/kg/dia, VO, a cada 6/8 horas, durante 5 a 7 dias; • Doxiciclina: 100mg, VO, de 12 em 12 horas, durante 5 a 7 dias. (BRASIL, 2010) Leptospirose - Tratamento FASE TARDIA • Penicilina G Cristalina: 1.5 milhões UI, IV, de 6/6 horas; ou, • Ampicilina: 1g, IV, 6/6 horas; ou, • Ceftriaxona: 1 a 2g, IV, 24/24h; ou, • Cefotaxima 1g, IV, de 6/6 horas. • Para crianças utiliza-se Penicilina cristalina: 50 a 100.000U/kg/dia, IV, em 4 ou 6 doses; ou Ampicilina: 50 a 100mg/kg/dia, IV, dividido em 4 doses; ou Ceftriaxona: 80 a 100mg/kg/dia, em 1 ou 2 doses; ou Cefotaxima: 50 a 100mg/kg/dia, em 2 a 4 doses. • Duração do tratamento com antibióticos intravenosos: pelo menos, 7 dias. (BRASIL, 2010) TUNGÍASE https://grupomedcof.com.br/blog/tungiase-bicho-de-pe-tudo-o-que-voce-precisa-saber/ Tungíase ● É uma doença ectoparasitária causada por fêmeas grávidas de uma espécie de pulga, Tunga penetrans, que habita o solo de zonas arenosas. ● A contaminação ocorre quando o paciente pisa neste solo sem proteção nos seus pés. ● A fêmea grávida penetra na pele humana com a sua cabeça e libera seus ovos para o exterior. (SBD, 2023) Tungíase Existe um desconhecimento por parte dos profissionais de saúde e acadêmicos sobre a epidemiologia, tratamento individual e ambiental da tungíase. Considerada uma doença negligenciada, ainda hoje, é causa de patologia grave em comunidades urbanas e rurais com baixos indicadores de desenvolvimento humano. Nessas condições essa ectoparasitose precisa ser considerada um importante problema de saúde pública. (ARIZA et al., 2007) Tungíase - Manifestações clínicas e diagnóstico • A maioria das lesões aparece nos pés, e em alguns casos, nas mãos; • Podem ser únicas ou bastante numerosas, dependendo da infestação do solo; • A lesão surge como uma pequena pápula marrom escura com um halo fino e claro ao seu redor; • Pode causar dor ou coceira; • Pode ocorrer infecção secundária e até abscessos no local; • O diagnóstico é clínico-epidemiológico; • Diagnóstico diferencial: verrugas virais. (OLIVEIRA, 2014) Tungíase - Manifestações clínicas • É autolimitada com duração de quatro a seis semanas; • Nas áreas endêmicas - re-infestação é constante e os indivíduos afetados podem apresentar algumas dezenas de parasitos em diferentes estágios de desenvolvimento, gerando complicações graves e sequelas. (ARIZA et al., 2007) Tungíase - Manifestações clínicas • Onde as condições de higiene são precárias e a remoção da pulga não é realizada em condições de assepsia ocorre superinfecção com bactérias patogênicas • A lesão causada pela penetração da pulga pode servir como porta de entrada para Clostridium tetani. • Sequelas de infestação grave documentadas incluem dificuldade de andar, deformação e perda de unhas de dedo do pé, como também deformação e autoamputação de dígitos, além de sepse e óbito; • Considerada uma doença negligenciada. (ARIZA et al., 2007) Tungíase - Tratamento • Extração manual do parasito, com assepsia e materiais estéreis; • Nos casos com infecção secundária, antibioticoterapia; • Uso de eletrocautério ou a eletrocirurgia com anestesia local são tratamentos alternativos para a destruição do parasita; • Infestação: tiabendazol, 25mg/kg, em uma ou duas doses diárias de três a cinco dias; • Realizar profilaxia antitetânica, conforme esquemas preconizados pelo Ministério da Saúde. (OLIVEIRA, 2014) Tungíase – Tratamento Procedimento 1 2 3 4 5 VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=yMWHg3SU94A Deve ser realizada depois de adequada desinfecção da pele e com a utilização de agulhas estéreis. O uso de eletrocautério ou a eletrocirurgia com anestesia local são tratamentos alternativos para a destruição do parasita. (OLIVEIRA, 2014) Tungíase- Prevenção • Evitar contato com solo contaminado e usar sapatos; • Medidas sanitárias para a descontaminação do local infestado, incluindo inseticidas; • Medidas de educação em saúde, educando a população para a realização de autoexames periódicos, visando à retirada das pulgas com material estéril adequado. (OLIVEIRA, 2014) https://www.freeimages.com/pt/photo/child-standing-in-dirt-1428312 REFERÊNCIAS 70% das pessoas com Chagas não sabem que estão infectadas. PAHO Pan-American Health Organization, 2021. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/13-4-2021-opas-70-das-pessoas-com-chagas-nao-sabem-que-estao-infectadas. ARIZA, L. et al. Tungíase: doença negligenciada causando patologia grave em uma favela de Fortaleza, Ceará. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 40, p. 63-67, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsbmt/a/QGMZbd4HC3QhKMYSTBByhNd/?format=pdf&lang=pt BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 444 p. : Il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde) Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pd _____. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Vigilância da Esquistossomose Mansoni: diretrizes técnicas. 4. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 144p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigilancia_esquistossome_mansoni_diretrizes_tecnicas.pdf _____. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Doença de Chagas: 14 de abril – Dia Mundial. Bol Epidemiol [Internet]. 2020, n. 51, p. 1-43. Disponível em: http://www.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos. _____. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Doença de Chagas: 14 de abril – Dia Mundial. Bol Epidemiol [Internet]. 2021 abr; n.esp.:1-36. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2021/boletim_especial_chagas_14abr21_b.pdf _____. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Mapa de risco por município de infecção. Ministério da Saúde., 2021a. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt- br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/malaria/situacao-epidemiologica-da-malaria-1/mapa-de-risco/mapa-de-risco-2021-site.png/view. _____. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Guia de tratamento da malária no Brasil – 2. ed. atual. Brasília: Ministério da Saúde, 2021b. REFERÊNCIAS _____. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Doenças tropicais negligenciadas. Bol Epidemiol [Internet]. 2021c março; n. esp.: 1-74. 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COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVESNILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO HANSENÍASE Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB • Apresentar os aspectos epidemiológicos relacionados a Hanseníase • Discutir ações de promoção de saúde e prevenção • Apresentar e discutir as manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento, seguimento clínico e reabilitação relacionados a Hanseníase • Apresentar e discutir o tratamento diretamente observado e a investigação de contactantes. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM HANSENÍASE Introdução • A hanseníase, é uma doença infecciosa, transmissível e de caráter crônico, de ocorrência mundial. • É de no<ficação compulsória e inves<gação obrigatória em todo território brasileiro. • A<nge pessoas de ambos os sexos e de todas as faixas etárias • Ocasiona lesões neurais, apresentando alto poder incapacitante. • Historicamente relacionada a es<gma e discriminação às pessoas acome<das pela doença. ht tp s: // w w w .in vi vo .fi oc ru z. br /h ist or ia /h an se ni as e- na -h ist or ia / Agente eIológico Micobacterium leprae Bacilo álcool-ácido resistente que tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, e aInge principalmente a pele e os nervos periféricos Introdução • É necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece, em torno de 10%. • O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo, entre os países que registram casos novos. Em razão da elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no País. • Em 2021, 106 países reportaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) 140.594 casos novos da doença no mundo. • A taxa de detecção de casos novos aumentou 10,2% em comparação com 2020. Introdução • Transmitida pelas vias áreas superiores (tosse ou espirro), por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento. • A hanseníase apresenta longo período de incubação, em média de 2 a 7 anos. • Está associada à pobreza e ao acesso precário à moradia, alimentação, cuidados de saúde e educação. • Evolução clínica lenta e progressiva e, quando não tratada ou tardiamente tratada, pode causar deformidades e incapacidades físicas, muitas vezes irreversíveis. Introdução Hanseníase: ATENÇÃO • Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019 foram notificados 202.185 novos casos de hanseníase globalmente, o que corresponde a uma taxa de detecção de 25,9 casos por 1 milhão de habitantes • 80% dos casos novos do mundo ocorreram em apenas três países: Índia (56,6%), Brasil (13,8%) e Indonésia (8,6%) • No final do mesmo ano, a taxa de prevalência global da doença era de 22,4 casos por 1 milhão de habitantes, o que corresponde à existência de 177.175 casos de hanseníase em tratamento no mundo. Epidemiologia - Cenário Mundial Epidemiologia • Registro de casos com distribuição heterogênea no país, com elevadas concentrações nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, importantes áreas de transmissão da doença; • O número de casos em tratamento no final de 2021 foi de 22.426, com uma taxa de prevalência de 1,05 por 10 mil habitantes; • No período de dez anos, o Brasil apresentou uma redução de 30,4% na taxa de prevalência, contudo, não houve mudança no parâmetro oficial de endemicidade, que permaneceu como “médio”. • Clusters definem áreas com maior risco e onde se encontra a maioria dos casos. • Os dez primeiros clusters de alto risco da taxa de detecção geral de hanseníase, identificados por meio da estatística Scan espaço-temporal. Brasil, 2013 a 2021. Distribuição Taxa de detecção geral de casos novos de hanseníase por 100 mil habitantes segundo região de residência. Brasil, 2012 a 2021 Taxa de detecção geral de casos novos de hanseníase por 100 mil habitantes segundo UF e capital de residência. Brasil, 2021 Taxa de cura e contatos da hanseníase, 2001- 2017 Aspectos imunológicos • Apesar da sua alta infectividade - elevada positividade aos testes sorológicos nas populações de áreas endêmicas - cerca de 90% dos indivíduos infectados pelo M. leprae não desenvolvem a doença; • Resistência natural contra o bacilo, que por sua vez é conferida por uma resposta imune eficaz e influenciada geneticamente; • Os indivíduos que desenvolvem a hanseníase apresentam manifestações clínicas muito variáveis, que dependem da interação entre a micobactéria e o sistema imune. Manifestações Clínicas - Sinais e Sintomas Clássicos • Surgimento de áreas da pele, ou manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor e/ou dolorosa, e/ou ao tato; • Formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que evoluem para dormência – a pessoa se queima ou se machuca sem perceber; • Pápulas, tubérculos e nódulos (caroços), normalmente sem sintomas; • Diminuição ou queda de pelos, localizada ou difusa, especialmente nas sobrancelhas (madarose); • Pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local. • Dor, choque e/ou espessamento de nervos periféricos • Diminuição e/ou perda de sensibilidade nas áreas dos nervos afetados, principalmente nos olhos, mãos e pés • Diminuição e/ou perda de força nos músculos inervados por estes nervos, principalmente nos membros superiores e inferiores e, por vezes, pálpebras • Edema de mãos e pés com cianose (arroxeamento dos dedos) e ressecamento da pele Manifestações Clínicas - Sinais e Sintomas Secundários • Febre e artralgia, associados a caroços dolorosos, de aparecimento súbito • Aparecimento súbito de manchas dormentes com dor nos nervos dos cotovelos (ulnares), joelhos (fibulares comuns) e tornozelos (Gbiais posteriores) • Entupimento, feridas e ressecamento do nariz • Ressecamento e sensação de areia nos olhos Manifestações Clínicas - Sinais e Sintomas Secundários Definição de Caso Presença de pelo menos um ou mais dos seguintes critérios, conhecidos como sinais cardinais da hanseníase: 1) Lesão(ões) e/ou áreas(s) da pele com alteração de sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil; 2) Espessamento de nervo periférico, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas; 3) Presença do M. leprae, confirmada na baciloscopia de esfregaço intradérmico ou na biópsia de pele. • O diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, e a solicitação de exames complementares em geral não é necessário para a confirmação diagnóstica. • De acordo com o 8º Relatório do Comitê de Expertos em Hanseníase da OMS qualquer sinal abaixo deve levantar suspeita: Ø Manchas hipocrômicas ou avermelhadas na pele Ø Perda ou diminuição da sensibilidade em mancha(s) da pele Ø Dormência ou formigamentode mãos/pés Ø Dor ou hipersensibilidade em nervos Ø Edema ou nódulos na face ou nos lóbulos auriculares Ø Ferimentos ou queimaduras indolores nas mãos ou pés DiagnósNco O diagnós*co é essencialmente clínico!!! • Testar sensibilidade térmica: com tubo de água quente e fria ou éter. (Primeira a ser alterada); • Testar sensibilidade tá*l: com chumaço de algodão; • Testar sensibilidade à dor: com cabeça de alfinete. h" ps :/ /d ol .c om .b r/ no 0c ia s/ te cn ol og ia /6 96 33 9/ di ag no s0 co -d e- ha ns en ia se - po de -s er -a ce le ra do -p or -a pl ic a0 vo ?d =1 http://telessaude.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/Avaliacao- sensitiva-na-neuropatia-hansenica.pdf Diagnóstico Teste de sensibilidade térmica Teste de sensibilidade tátil Teste de sensibilidade à dor É baseada no número de lesões cutâneas: • PAUCIBACILAR (PB) – casos com até cinco lesões cutâneas e baciloscopia obrigatoriamente negaCva. • MULTIBACILAR (MB) – casos com mais de cinco lesões cutâneas e/ou baciloscopia posiCva. Classificação Operacional Classificação Operacional Paucibacilar (PB) – Hanseníase Tuberculóide ou Indeterminada (doença localizada em uma região anatômica e/ou um tronco nervoso comprome<do) MulCbacilar (MB) – Hanseníase Dimorfa ou Virchowiana (doença disseminada em várias regiões anatômicas e/ou mais de um tronco nervoso comprome<do) • A baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico): é o exame complementar para a classificação dos casos • O resultado negativo da baciloscopia não exclui o diagnóstico de hanseníase • A baciloscopia positiva classifica o caso como Multibacilar (MB), independentemente do número de lesões • Quando diagnosticada lesão neural, o paciente já será diagnosticado como MB Classificação MULTIBACILAR (MB) • Mais de 5 lesões de pele; • Baciloscopia positiva; • Lesão neural (espessamento ou alteração de força muscular). Baciloscopia de pele nem sempre é disponível. Nestes casos, o diagnóstico será clínico (número de lesões). Classificação • Forma Indeterminada; • Forma Tuberculóide; • Forma Dimorfa (mista); • Forma Virchowiana. A doença se manifesta em um espectro conhnuo, de acordo com a intensidade da resposta imune do indivíduo à infecção. Formas clínicas As lesões da pele são placas com bordas ní<das, elevadas, geralmente eritematosas e micropapulosas, que surgem como lesões únicas ou em pequeno número. Baciloscopia Nega<va e alterações de sensibilidade comumente demonstradas através dos testes clínicos. Formas clínicas - Tuberculóide • Progressiva infiltração sobretudo da face, com acentuação dos sulcos cutâneos, perda dos pelos dos cílios e supercílios (madarose), congestão nasal e aumento dos pavilhões auriculares • Infiltração difusa das mãos e pés, com perda da conformação usual dos dedos, que assumem aspecto “salsichoide” • MúlGplas pápulas e nódulos cutâneos, assintomáGcos e de consistência firme (hansenomas), geralmente com coloração acastanhada ou ferruginosa Formas clínicas - virchowiana • As lesões de pele podem apresentar sensibilidade normal; • Os nervos periféricos geralmente se encontram espessados difusamente e de forma simétrica; • Com hipoestesia ou anestesia dos pés e mãos, além de disfunções autonômicas, com hipotermia e cianose das extremidades; • Queixas neurológicas, com relato de dormências, câimbras e formigamentos nas mãos e pés; • Comprome<mento difuso da sudorese, às vezes com hiperidrose compensatória em áreas não afetadas, como axilas e couro cabeludo. Formas clínicas - virchowiana Formas clínicas - Dimorfa • Entre os polos tuberculóide e virchowiano no espectro clínico e baciloscópico da doença; • Número variável de lesões, em diversas áreas, com grande variabilidade clínica, como manchas e placas hipocrômicas, acastanhadas ou violáceas, com predomínio do aspecto infiltra<vo; • “Lesões foveolares” – mais típicas, bordos internos bem definidos, delimitando uma área central de pele aparentemente poupada, enquanto os bordos externos são espraiados, infiltrados e imprecisos. • Nessas lesões, a sensibilidade e as funções autonômicas da pele podem estar comprometidas de forma mais discreta. Formas clínicas - Dimorfa • Forma inicial da doença; • Manchas hipocrômicas na pele, em pequeno número, sem qualquer alteração do relevo nem da textura da pele; • Comprome<mento sensi<vo é discreto, geralmente com hipoestesia térmica apenas; raramente, há diminuição da sensibilidade dolorosa, enquanto a sensibilidade tá<l é preservada. Formas clínicas - Indeterminada • Pode ou não haver diminuição da sudorese (hipoidrose) e rarefação de pelos nas lesões, indicando comprome<mento da inervação autonômica; • Pode manifestar-se por distúrbios da sensibilidade, sem alteração da cor da pele; • Não há comprome<mento de nervos periféricos; • A quan<dade de bacilos é muito pequena e via de regra a baciloscopia é nega<va. Formas clínicas - Indeterminada Quando a doença não é tratada nessa fase, evoluirá de acordo com a resposta imune do indivíduo infectado, podendo haver cura espontânea ou desenvolvimento de uma das três formas clínicas descritas anteriormente. Avaliação Vsica específica • Avaliar a função neural e o grau de incapacidade Msica: • no momento do diagnós<co; • na alta por cura; • no monitoramento de doentes que já tenham alguma incapacidade tsica - 15 (quinze), 45 (quarenta e cinco), 90 (noventa) e 180 (cento e oitenta) dias. • Avaliar perda de sensibilidade protetora e deformidade visível. De caráter obrigatório e Indicada principalmente para: • Monitorar o resultado do tratamento de neurites; • Contribuir na decisão de conduta; • IdenIficar incapacidades jsicas. Hanseníase: Avaliação neurológica simplificada • Consiste na anamnese detalhada para identificar queixas relativas ao nariz, aos olhos, às mãos e aos pés, assim como no reconhecimento de limitações para a realização de atividades diárias e de fatores de risco individuais para incapacidades físicas. • O exame físico inclui a inspeção minuciosa das mãos, pés e olhos, a palpação de nervos periféricos (ulnar, mediano, radial, fibular e tibial posterior) e a realização de testes da sensibilidade e força muscular, além da averiguação da acuidade visual. https://www.youtube.com/watch?v=TAU1hVgiXJU Hanseníase: Avaliação neurológica simplificada https://www.youtube.com/watch?v=TAU1hVgiXJU Função neural Os principais troncos nervosos periféricos acomeIdos na hanseníase são: • Face – Trigêmeo e Facial: podem causar alterações na face, nos olhos e no nariz; • Braços – Radial, Ulnar e Mediano: podem causar alterações nos braços e nas mãos; • Pernas – Fibular e Tibial: podem causar alterações nas pernas e nos pés. Avaliação da função neural – Passo a passo 1. Comece o exame clínico pelos nervos da face observando a simetria dos movimentos palpebrais e de sobrancelhas (nervo facial) 2. Em seguida, veja se há espessamento visível ou palpável dos nervos do pescoço (auricular), do punho (ramo dorsal dos nervos radial e ulnar), e dos pés (fibular superficial e sural) 3. Depois, palpe os nervos do cotovelo (ulnar), do joelho (fibular comum) e do tornozelo (<bial) 4. Observe se eles estão visíveis, assimétricos, endurecidos, dolorosos ou com sensação de choque 5. Caso você iden<fique qualquer alteração nos nervos, confirme a anormalidade com o teste da sensibilidade no território inervado 6. Se não houver perda de sensibilidade, mas persis<r a dúvida, encaminhe o paciente para a referência e faça o acompanhamento do caso 7. Não troque o exame clínico pela baciloscopia ou biópsia Avaliação da função neural – Passo a passo Grau de incapacidade Vsica • Avaliação do grau de incapacidade física: ● Teste da sensibilidade dos olhos, mãos e pés. • Avaliar mão e pés com monofilamentos ou estesiomêtro; • Avaliar olhos com fio dental (sem sabor). Avaliação dos membros superiores Mãoem garra móvel: - Atrofia de interósseos Mão em garra rígida: - Atrofia do 1º interósseo - Úlceras tróficas Inspeção e avaliação sensiNva Avaliação da força Graduação da força nos membros superiores Avaliação dos membros inferiores Pé caído Mal perfurante plantar Artelhos em garra Avaliação dos membros inferiores - Pés Avaliação do nariz Avaliação dos olhos Sensibilidade da córnea (nervo trigêmeo) Resposta: piscar DiagnósNcos diferenciais • Ptiríase versicolor/ alba/ rósea • Hipocromias residuais • Vitiligo • Esclerodermia em placa • Farmacodermia • Sífilis • Linfomas • Leishmaniose • Neurofibromatose • Neuropatia diabética Duração: 06 doses. Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada. Critério de alta: o tratamento estará concluído com seis (06) doses supervisionadas em até 09 meses. Na 6ª dose, os pacientes deverão ser subme<dos ao exame dermatológico, à avaliação neurológica simplificada e do grau de incapacidade tsica e receber alta por cura. Tratamento da forma paucibacilar: 6 meses Tratamento da forma mulNbacilar: 12 meses Duração: 12 doses. Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada. Critério de alta: o tratamento estará concluído com doze (12) doses supervisionadas em até 18 meses. Na 12ª dose, os pacientes deverão ser submetidos ao exame dermatológico, à avaliação neurológica simplificada e do grau de incapacidade física e receber alta por cura. Os pacientes MB que excepcionalmente não apresentarem melhora clínica, com presença de lesões ativas da doença, no final do tratamento preconizado de 12 doses (cartelas) deverão ser encaminhados para avaliação em serviço de referência (municipal, regional, estadual ou nacional) para verificar a conduta mais adequada para o caso. • Fenômenos inflamatórios agudos que cursam com exacerbação dos sinais e sintomas da doença; • Chegam a acometer 50% dos pacientes, segundo alguns estudos; • Resultam da a<vação de resposta imune contra o M. leprae e podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento da infecção; • Afetam especialmente a pele e os nervos periféricos, podendo acarretar dano neural e incapacidades tsicas permanentes quando não tratadas adequadamente. Reações Hansênicas • Podem ocorrer até 5 anos após o tratamento. • Cuidado para não reiniciar tratamento indevidamente. • Devem ser tratada com AINE ou corticóide e encaminhar ao especialista. Reações Hansênicas Reações Hansênicas Vigilância de contatos • CONTATO INTRADOMICILIAR: - Toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido com o doente de hanseníase nos úlImos 5 (cinco) anos. • Anamnese dirigida aos sinais e sintomas da hanseníase. • Exame dermatoneurólogico de todos os contatos dos casos novos, independente da classificação operacional. Vigilância de contatos • Contatos familiares recentes ou antigos de pacientes MB e PB devem ser examinados, independente do tempo de convívio; • Sugere-se avaliar anualmente, durante cinco anos, todos os contatos não doentes, quer sejam familiares ou sociais; • Após esse período, devem ser liberados, porém esclarecidos quanto à possibilidade de aparecimento, no futuro, de sinais e sintomas sugestivos da hanseníase. Vigilância de contatos Vacina BCG-ID • BCG-ID deve ser aplicada nos contatos examinados sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da inves<gação. • A aplicação da vacina BCG depende da história vacinal e/ou da presença de cicatriz vacinal. • OBS.: Todo contato de hanseníase deve ser informado que a vacina BCG não é específica para hanseníase. Tratamento não farmacológico A<vidades de educação em saúde para a população e a busca a<va de casos são estratégias essenciais para a detecção de casos e devem ser periodicamente realizadas, principalmente em áreas endêmicas O es<gma é o mais negligenciado dentre todos os aspectos acerca da hanseníase e deve ser abordado nos serviços de saúde, na comunidade. Suporte psicossocial, acolhimento e abordagem psicológica é necessária. Orientações para prevenção de incapacidades tsicas e orientações de autocuidado são fundamentais. Cuidado com as lesões traumá<cas e neuropá<cas – cura<vos, adaptação de calçados, reabilitação tsica. Abordagem psicossocial • EsCgma e discriminação na Hanseníase- O impacto psicológico do diagnós<co de hanseníase pode ser grave e levar à depressão e até mesmo ao suicídio ou à sua tenta<va, conforme documentado por muitos inves<gadores10. Além das ações diretas do bacilo, o paciente sofre por diversas variáveis psicológicas que as acompanham, entre elas o medo, ansiedade e a solidão, que irão repercu<r nega<vamente na sua qualidade de vida. Esses sen<mentos podem afetar o autocuidado e o próprio sistema imunológico do paciente, contribuindo para o desenvolvimento de incapacidades tsicas. • Estigma e discriminação nos Serviços de Saúde- Condição infelizmente também existe contribuindo para aumenta a estigmatização do paciente portador de hanseníase. Nesses lugares, não raro os pacientes acabam sendo discriminados, com consequências que podem variar desde a negação de atendimento e de prestação de cuidados até abusos físicos e verbais, transferência dos cuidados para outros profissionais, dentre outros. Criando uma barreira de atendimento. Em decorrência, é imprescindível a instituição de espaços para educação permanente dos profissionais de saúde, com o propósito de discutir a discriminação e as desigualdades sociais, bem como suas formas de enfrentamento. a) Escala de Estigma para Pessoas Acometidas pela Hanseníase a) Escala de Participação Escala de Estigma Hanseníase - Aspectos clínicos, teste-rápido e es4gma hFps://www.youtube.com/watch?v=qkamgnIFCP4 hFps://www.youtube.com/watch?v=WRr84qH7UVA &t=1220s Avaliação clínica do paciente com hanseníase Material Complementar Ficha de notificação BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da Hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: http://portal.saude.pe.gov.br/sites/portal.saude.pe.gov.br/files/diretrizes_para_._eliminacao_hanseniase_-_manual_- _3fev16_isbn_nucom_final_2.pdf ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre a hanseníase [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_hanseniase.pdf ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase/publicacoes/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-da-hanseniase- 2022/view ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Tuberculose 2023. Boletim Epidemiológico, Brasília, n. esp., mar. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico- de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view#:~:text=N%C3%BAmero%20Especial%20%7C%20Mar.- ,2023,compat%C3%ADveis%20com%20os%20problemas%20identificados. ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Hanseníase2023. Boletim Epidemiológico, Brasília, n. esp., jan. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase/publicacoes/boletim-epidemiologico-de-hanseniase-numero- especial-jan.2023 Referências OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO TUBERCULOSE Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ● Identificar sintomáticos respiratórios; ● Realizar investigação dos casos suspeitos de tuberculose, utilizando abordagem adequada; ● Saber iniciar o tratamento e realizar o acompanhamento dos casos de tuberculose; ● Definir contatos e como avaliá-los; ● Conhecer os critérios para o encerramento de caso; ● Utilizar as ferramentas de vigilância em saúde. • A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões; • Pode acometer outros órgãos como: ossos, rins e meninges; • No Brasil, a doença é um sério problema de saúde pública, com profundas raízes sociais. Tuberculose • Agente eCológico: bactéria Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch (BK); • Outras espécies também podem causar a tuberculose: M. bovis, M. africanum, M. cane5, M. micro6, M. pinnipedi e M. caprae. Tuberculose • Responsável por 50% de todas as mortes durante o século XIX e início do século XX. • Determinação social da tuberculose: maiores taxas de incidência em países em desenvolvimento e em populações vulneráveis; • A epidemia de HIV/AIDS e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário; • O principal reservatório da tuberculose é o ser humano. Tuberculose • o Brasil consta na lista de países prioritários para TB e coinfeccção TB-HIV, de acordo com a nova classificação da OMS 2016-2020; • No Brasil, a TB é a 4ª causa de morte por doenças infecciosas. Epidemiologia da tuberculose • EsCma-se que no primeiro ano da pandemia, no mundo, aproximadamente 10,1 milhões de pessoas desenvolveram TB, mas apenas 5,8 milhões (57,4%) foram diagnosCcadas e noCficadas. • Como consequência, espera-se que ocorra mais transmissão comunitária da infecção. • Comprometeu o seguimento das pessoas em tratamento, a conCnuidade da busca aCva e o de rastreamento de contatos. • Em 2021, as mortes por tuberculose aumentaram pela primeira vez em mais de 10 anos. Pandemia de COVID-19 Epidemiologia da tuberculose Incidência da tuberculose 2012 - 2022 Mapa do coeficiente de incidência de TB Fonte: Sistema de Informação de Agravo de Notificação/MS 2022 Mapa do coeficiente de mortalidade por TB (óbitos por 100 mil hab.) Brasil, 2021. Mortalidade da tuberculose, 2012 - 2022 Populações vulneráveis Número de casos novos de tuberculose diagnos4cados em populações em situação de vulnerabilidade (Fonte: Brasil, 2015 a 2022) Transmissão • A tuberculose é uma doença de transmissão aérea (tosse, espirros, fala)– ocorre a partir da inalação de aerossóis; • Bacilos podem permanecer por 5-12 horas no ambiente, a depender de ventilação e luminosidade do ambiente; • Estima-se que uma pessoa com baciloscopia positiva infecte de 10 a 15 pessoas em média, em uma comunidade, durante um ano. ⇒ Uso de Máscara PFF2 ou N95 é recomendado para profissionais de saúde que atendam doentes referenciados bacilíferos ou sintomáticos respiratórios em serviços ambulatoriais; ⇒ PACIENTES SINTOMÁTICOS RESPIRATÓRIOS devem utilizar máscaras cirúrgicas na unidade de saúde; • A transmissão da tuberculose é plena enquanto o indivíduo estiver eliminando bacilos (Baciloscopia Positiva);. • Após 15 dias de tratamento, a transmissibilidade chega a níveis insignificantes. • É ideal que as medidas de controle de infecção sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia. • Crianças com tuberculose pulmonar geralmente são negativas à baciloscopia. Transmissão Estima-se que 10% das pessoas que foram infectadas pelo M. tuberculosis adoeçam: • 5% nos dois primeiros anos que sucedem a infecção; • 5% ao longo da vida, caso não recebam o tratamento preventivo preconizado; • O risco de adoecimento por TB pode persistir por toda a vida. Transmissão • TB primária - ocorre logo após a infecção, é comum em crianças e nos pacientes com condições imunossupressoras; ○ É uma forma grave, porém com baixo poder de transmissibilidade; ○ Em outras circunstâncias, o sistema imune é capaz de contê-la, pelo menos temporariamente. Transmissão • TB pós-primária (ou secundária) - Os bacilos podem permanecer como latentes por muitos anos até que ocorra a reativação; ○ Em 80% dos casos acomete o pulmão, e é frequente a presença de cavidade; ○ A reinfecção pode ocorrer se a pessoa tiver uma nova exposição, sendo mais comum em áreas onde a prevalência da doença é alta. Transmissão * Em algumas situações, pode se considerar menos tempo de tosse. Vamos conferir adiante. Sintomáticos respiratórios - populações especiais Manifestações Clínicas • Principal sintoma: a tosse (seca ou produCva); • Outros sinais e sintomas: perda de apeCte; febre vesperCna; sudorese noturna; emagrecimento; cansaço ou fadiga; • A forma extrapulmonar ocorre mais comumente em pessoas que vivem com o HIV/aids, especialmente entre aquelas com compromeCmento imunológico. Manifestações Clínicas • Expectoração: purulenta ou mucóide, com ou sem sangue; • Febre: vespertina, sem calafrios, não costuma ultrapassar os 38,5ºC; • Sudorese noturna e anorexia são comuns; • Exame físico: ● Geralmente fácies de doença crônica e emagrecimento; ● A ausculta pulmonar pode apresentar diminuição do murmúrio vesicular, sopro anfórico ou mesmo ser normal. Manifestações Clínicas • TB Pulmonar: Primária, Pós-primária, Miliar; • TB Extrapulmonar: as principais formas diagnosticadas em nosso meio são: ● TB pleural; ● Empiema pleural tuberculoso; ● TB ganglionar periférica; ● TB meningoencefálica; ● TB pericárdica; ● TB óssea. Manifestações Clínicas DiagnósQco Diferencial – TB Pulmonar Diagnóstico É possível uClizar os seguintes exames: • baciloscopia; • teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB); • cultura para micobactéria; • invesCgação complementar por exames de imagem. Algoritmo diagnósTco de casos novos de TB pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes baseado no TRM-TB ● Para diagnóstico: 2 amostras; ● Suspeita clínica e/ou radiológica de TB pulmonar; ● Métodos: baciloscopia direta; métodos moleculares; ● Suspeita clínica de TB extrapulmonar: exame em materiais biológicos diversos; ● Utilizada para acompanhamento e controle de cura em casos pulmonares com confirmação laboratorial. Diagnóstico - Pesquisa de BAAR em escarro (Baciloscopia) Procedimentosrecomendados na orientação ao paciente para a coleta de escarro Técnica adequada da coleta do escarro Leitura e interpretação dos resultados: Diagnóstico - Pesquisa de BAAR em escarro (Baciloscopia) • UCliza a técnica de biologia molecular PCR em tempo real; • Detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e idenCfica se há resistência ao anCbióCco rifampicina, um dos principais medicamentos usados no tratamento. Diagnós;co - Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) O TRM-TB deve ser solicitado para: • O diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e extrapulmonar; • A triagem de resistência à rifampicina nos casos de retratamento, falência ao tratamento da TB ou suspeita de resistência. O TRM-TB não detecta Micobactérias não tuberculosas. Para o acompanhamento do tratamento da TB, deve-se realizar baciloscopia. Diagnóstico - Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) Diagnóstico - TRM-TB Fonte: Informativo sobre o Teste rápido molecular para Tuberculose (TRM-TB) Quando Solicitar: • Em todas as amostras biológicas de casos novos que Cverem o resultado “MTB detectado” no TRM-TB; • Em todas as amostras de crianças (< 10 anos), PVHIV, pessoas com suspeita de TB extrapulmonar e casos de retratamento, independentemente do resultado do TRM-TB; • Se a amostra for posiCva na baciloscopia de 2º mês, durante o acompanhamento dos casos em tratamento; • Na suspeita de resistência ou de falência ao tratamento realizado; • Na suspeita de Micobactérias Não Tuberculosas (MNT). Diagnóstico - Cultura para Micobactéria ● Deve ser solicitada para todo o paciente com suspeita clínica de TB pulmonar; ● Na invesCgação de contactantes sintomáCcos; ● Até 15% dos casos de TB pulmonar não apresentam alterações radiológicas. DiagnósQco - Exames de Imagem Diagnóstico - Radiografia Padrão heterogêneo, com cavitações são mais freqüentes nos segmentos ápico-posteriores dos lobos superiores ou superiores dos lobos inferiores e representa a forma mais frequente da doença. Cavidades com paredes espessas (>3mm) sugerem atividade de doença e espera-se que nessa situação os exames de escarro sejam positivos para TB Diagnóstico - Radiografia A pneumonia caseosa manifesta-se sob a forma de consolidações segmentares ou lobares, muitas vezes com aspecto semelhante ao da pneumonia bacteriana típica (padrão homogêneo, com bordas maldefinidas e presença de broncograma aéreo); Um achado sugestivo de atividade da tuberculose é a “pneumonia cruzada”, que decorre da disseminação broncogênica do Mycobacterium tuberculosis. Diagnós;co - Radiografia Com a evolução da doença pode ocorrer redução do volume pulmonar (atelectasia) com desvio de mediastino ou outras estruturas na direção da lesão mesmo sem tratamento. Diagnós;co - Radiografia O derrame pleural como manifestação da tuberculose primária ocorre em 6% a 8% dos casos. Quando o derrame está presente, um foco pulmonar pode coexis2r e não ser visualizado na radiografia do tórax. O derrame pleural, geralmente, é unilateral, com volume que varia de pequeno a moderado. Diagnóstico - Radiografia A tuberculose miliar é caracterizada por opacidades retículo-micronodulares difusas decorrentes da disseminação hematogênica do Mycobacterium tuberculosis pelo parênquima pulmonar e representa acometimento do interstício pulmonar, indicando doença disseminada. Pode estar associada à tuberculose no SNC. É mais frequente em imunossuprimidos. Forma muito grave, porém com baixa positividade dos exames de escarro, sendo necessário avaliar internação. Diagnóstico - Radiografia Após a cura, pode manifestar-se radiologicamente por um nódulo pulmonar ou massa, também chamados tuberculomas, associados ou não a pequenos nódulos satélites e/ou gânglios mediastinais calcificados. Diagnóstico em crianças e adolescentes com baciloscopia negativa ou TRM-TB não detectado Tratamento – Tuberculose tem cura! Tratamento Para a escolha terapêu/ca, consideramos: • Caso novo ou virgem de tratamento: pessoas que nunca se submeteram ao tratamento anti-TB, ou o fizeram por até 30 dias; • Abandono: pessoa que deixou de tomar a medicação por mais de 30 dias consecutivos; • Retratamento ou com tratamento anterior: pessoa já tratada para TB por mais de 30 dias, que venha a necessitar de novo tratamento por recidiva após cura ou retorno após abandono. Referência para o tratamento Esquema básico de tratamento Fase intensiva 2 meses Fase Manutenção 4 meses Rifampicina (R) Isoniazida (H) Rifampicina (R) Isoniazida (H) Pirazinamida (Z) Etambutol (E) ESQUEMA BÁSICO 6 meses Para o tratamento de adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade). Esquema básico de tratamento-Adulto Esquema básico de tratamento - Criança Considerações sobre o tratamento • Horário da administração: preferencialmente em jejum (uma hora antes ou duas horas após o café da manhã); • Tratamento das formas extrapulmonares e em PVHIV têm a duração de seis meses, exceto as formas meningoencefálica e osteoarCcular; • Se TB apresentar evolução clínica não saYsfatória, pode ser prolongado na segunda fase, definido na referência secundária da tuberculose; • Uma vez iniciado o tratamento, ele não deve ser interrompido, salvo após uma rigorosa revisão clínica e laboratorial que determine mudança de diagnósCco. Seguimento do tratamento CASO AINDA POSITIVA: - Solicitar Cultura e TS - Fazer mais 1 mês da fase intensiva (RHZE) Testagem universal de HIV em pessoas com TB Fonte: MS/ SVS. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019 Efeitos adversos do tratamento Reações adversas menores aos fármacos do Esquema Básico: • Não há necessidade de alteração da composição do esquema; • Manejadas na APS; • Devem ser notificadas à Anvisa, pelo sistema VigiMed. Reações adversas maiores aos fármacos do Esquema Básico • Avaliar clinicamente a necessidade de internação hospitalar; • Referenciar para atenção secundária/terciária; • Devem ser notificadas à Anvisa, pelo sistema VigiMed. Efeitos adversos do tratamento Reações adversas maiores aos fármacos do Esquema Básico Efeitos adversos do tratamento Fonte: MS/ SVS. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019 Seguimento clínico Tratamento Diretamente observado (TDO): • Estratégia nacional de supervisão de tratamento; • Supervisão diária da administração dos medicamentos, ou no mínimo 3 observações semanais; • O papel do Agente Comunitário de Saúde é fundamental. Seguimento clínico - TDO Infecção Latente da Tuberculose - ILTB ● A ILTB ocorre quando uma pessoa está infectada pelo bacilo, que permanece viável - porém sem se manifestar clinicamente. ● As pessoas infectadas, em geral, permanecem saudáveis por muitos anos, com imunidade variável à doença, a depender de diversos fatores; ● A OMS esCma que um quarto da população mundial tenha ILTB. Esses indivíduos não transmitem a doença. ● O tratamento da ILTB reduz em até 90% o risco de desenvolver TB doença, mas apenas uma pequena parcela das pessoas com indicação de tratar ILTB completam o tratamento. Indicação de Investigação de ILTB Apesar de grande parte da população mundial estar infectada com M. tuberculosis, esta investigação somente está indicada em populações que potencialmente se beneficiarão do tratamento preconizado para ILTB. Indicação de InvesQgação de ILTB Prova Tuberculínica ● Não há evidências para utilização de PT como método auxiliar no diagnóstico de TB pulmonar ou extrapulmonar no adulto; ● PT positiva não confirma o diagnóstico de TB ativa e PT negativa não o exclui; ● Assim, a PT é indicada para: ● Identificar casos ILTB em adultos e crianças; ● Auxiliar no diagnóstico de TB ativa em crianças. Tratamento da Infecção Latente de Tuberculose (ILTB) Tratamento da Infecção Latente de Tuberculose (ILTB) Vigilância Epidemiológica: controle de contatos Fluxogramapara investigação de contatos adultos e adolescentes (≥10 anos de idade) Conversão: Quando há um incremento de pelo menos 10 mm em relação a PT anterior. A PT esUmula a resposta imune à BCG realizada ao nascimento, por isso é necessário aumento na PT após uma avaliação inicial. 1Empregar o quadro de pontuação. 2PT (Prova tuberculínica) ≥ 5 mm em crianças contato independentemente da vacinação com BCG. 3Quando há um incremento de pelo menos 10 mm em relação a PT anterior. Vale lembrar que a PT estimula a resposta imune à BCG realizada ao nascimento, por isso a necessidade desse incremento na PT após uma avaliação inicial (MENZIES, 1999). Vigilância Epidemiológica Fluxograma para invesCgação de contatos crianças (< 10 anos de idade) Registro de acompanhamento de tratamento dos casos de TB Vigilância Epidemiológica • Recomenda-se que a todos os contatos sintomáticos ou assintomáticos seja ofertada a testagem para o HIV; • Não há necessidade de ambientes especiais nas UBS para atendimento de TB*; • Avaliar sempre as condições laborais e a necessidade de Atestado Médico de afastamento durante este período; • Orientações gerais quanto à ventilação de ambientes e o cuidado em aglomerações são fundamentais. A BUSCA ATIVA de todos os contactantes é de responsabilidade da equipe de APS. • Prevenção do adoecimento; • Diagnóstico precoce de casos de doença ativa; • Interrupção da cadeia de transmissão.PE SQ U IS A DE CO N TA CT AN TE S Vigilância Epidemiológica BUSCA ATIVA de Sintomáticos Respiratórios • Perguntar sobre a presença e duração da tosse na população alvo; • Orientar sobre a coleta do exame de escarro (técnica e local apropriado de coleta); • Coletar duas amostras de escarro, uma no momento da idenCficação e outra no dia seguinte (para baciloscopia); • Registrar as aCvidades no instrumento padronizado (livro do SR); • Fluxo para atendimento dos casos posiCvos e negaCvos; • Avaliar roCneiramente a aCvidade da busca por meio dos indicadores adequados. Atribuições de todos os membros da equipe! Tuberculose Doença de Notificação compulsória* *PORTARIA NO - 204, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2016 - Notificação Compulsória Semanal Vacinação • A vacina BCG está, prioritariamente, indicada para crianças de 0 a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade; • A vacina previne especialmente as formas graves da doença, como TB miliar e meníngea na criança. Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública (BRASIL, 2017) O plano é baseado em três pilares: ● Prevenção e cuidado integrado e centrado na pessoa; ● PolíCcas arrojadas e sistema de apoio; ● Intensificação da pesquisa e inovação. 4 fases de execução: (2017-2020, 2021-2025, 2026-2030 e 2031-2035) Metas ● Redução de 90% do coeficiente de incidência da TB e 95% no número de mortes pela doença no país até 2035, quando comparados aos dados de 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Tuberculose 2023. Boletim Epidemiológico, Brasília, n. esp., mar. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial- mar.2023/view#:~:text=N%C3%BAmero%20Especial%20%7C%20Mar.- ,2023,compat%C3%ADveis%20com%20os%20problemas%20identificados. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria no 204, de 17 de fevereiro de 2016. Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, nos termos do anexo, e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília (DF), 2016 fev 18;Seção 1:23. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasil Livre da Tuberculose : Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública : estratégias para 2021-2025 /Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2021. Referências https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view Gra$dão OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO VIOLÊNCIA, ACIDENTES E TRAUMAS NA APS Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ● Apresentar os impactos das causas externas na morbimortalidade no Brasil ● Discutir a abordagem da violência ● Apresentar a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência ● Discutir a abordagem nos acidentes e traumas na APS ● Discutir a abordagem nos acidentes por animais peçonhentos Impacto das causas externas na mortalidade Números de homicídio, suicídio e morte no trânsito e suicídio no Brasil Impacto das causas externas na mortalidade Causas de Trauma Cranioencefálico: ● 50%: acidentes automobilísticos. Neste grupo, a principal faixa etária é de adolescentes e adultos jovens. Dos 15 aos 24 anos, os acidentes de trânsito são responsáveis por mais mortes que todas as outras causas juntas. ● 30%: quedas. Neste grupo há um grande número de idosos. Entretanto, no Brasil são muito frequentes as quedas de lajes, que são ignoradas pelas estatísticas internacionais. ● 20%: causas “violentas”: ferimentos por projétil de arma de fogo e armas brancas. 72% dos casos de TCE tem associação com consumo de álcool Impacto das causas externas na mortalidade ABORDAGEM À VIOLÊNCIA Violência - Conceito Relatório Mundial sobre Violência e Saúde –OMS 2002 “Uso intencional da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” (KRUG et al., 2002, p. 5) Violência - Impactos • Violência não é apenas um problema médico, é também um problema social que afeta a saúde: • provoca morte, lesões e traumas físicos e um sem-número de agravos mentais, emocionais e espirituais • diminui a qualidade de vida das pessoas e das coletividades • mostra a inadequação da organização tradicional dos serviços de saúde • coloca novos problemas para o atendimento médico • evidencia a necessidade de uma atuação muito mais específica, interdisciplinar, multiprofissional, intersetorial e engajada do setor, visando às necessidades dos cidadãos Violência – Linha do tempo ● 1996: Criação da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) ● 1999: Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes” ● 2001: Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência (PNRMAV) ● 2003: Lei n. 10.778/03; estabelece a notificação compulsória em caso de violência contra as mulheres nos serviços de saúde ● 2003: Estatuto da criança e do adolescente Violência – Linha do tempo ● 2004: Políticas de proteção à saúde da mulher PAISM (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher) ● 2004: Rede Nacional de Prevenção da Violência e Promoção da Saúde e a Implantação de Núcleos de Prevenção da Violência em Estados e Municípios ● 2005: Criação do Ligue 180 ● 2006: Estatuto do Idoso ● 2006: Lei Maria da Penha (Lei Federal n. 11.340, de 7 de agosto de 2006) Violência – Linha do tempo ● 2008: Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual e/ou Doméstica contra Mulheres ● 2011: Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres ● 2013: Lei n. 12.845/13; prevê a obrigatoriedade do atendimento integral às vítimas de violência sexual em todos os serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) ● 2014: Portaria 1.271/14; os casos de violência sexual e tentativa de suicídio passam a ser agravos de notificação imediata Violência – Linha do tempo ● 2015: Lei do Feminicídio (Lei Federal n. 13.104, de 9 de março de 2015) ● 2015: Lançamento da Norma Técnica sobre Atenção Humanizada às Pessoas em Situação de Violência Sexual com Registro de Informações e Coleta de Vestígios ● 2018: Orientações técnicas para a implementação de Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa no Sistema Único de Saúde – SUS Violência – tipologias • Violência criminal; • Violência estrutural; • Violência institucional; • Violência interpessoal; • Violência em espaços sociais; • Violência intrafamiliar; • Violência contra pessoas que tem sofrimento ou adoecimento mental; • Violência autoinfligida; • Violência cultural; • Violência de gênero; • Violência racial; • Violência contra a pessoa com deficiência; • Violência por homofobia. Violência e populações • No Brasil, cerca de 80% dos óbitos e das lesões e traumas ocorrem nas cidades, associados à: • existência de grupos de delinquência comuns ou vinculados ao tráfico de drogas; • a agressões interpessoais; e • a acidentes de trânsito e de transporte. • Armas de fogo foi o fator envolvido em 90% dos homicídios em cidades em 2005. Violência e a população negra A população negra tem sua história baseada nas desigualdades. A fragilidade da população negra pode ser identificada na precocidade dos óbitos, nas altas taxas de mortalidade materna e infantil, na maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas, bem como nos altos índices de violência urbana que incidem sobre a população negra. Reconhecer que essa fragilidade é uma violência é urgente para o planejamento do cuidado dessa população. Violência e a população negra A resistência dos movimentos sociais vem denunciando a indignidade das condições de vida da população negra, traduzindo-as em reivindicações por políticas públicas que reduzam a desigualdade e ampliem a equidade do acesso aos bens e serviços públicos, resultando na Política Nacional de Saúde da População Negra. Violência e a população negra Doenças e agravos que necessitam de abordagem específica sob pena de se inviabilizar a promoção da equidade em saúde no País: a) geneticamente determinados – doença falciforme, deficiência de glicose 6- fosfato desidrogenase, foliculite; b) adquiridos em condições desfavoráveis – desnutrição, anemia ferropriva, doenças do trabalho, DST/HIV/aids, mortes violentas, mortalidade infantil elevada, abortos sépticos, sofrimento psíquico, estresse, depressão, tuberculose, transtornos mentais (derivados do uso abusivo de álcool e outras drogas); c) de evolução agravada ou tratamento dificultado – hipertensão arterial, diabetes melito, coronariopatias, insuficiência renal crônica, câncer, miomatoses. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra Meta da PNSP: Reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico-raciais e do racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde. Precisamos assumir os cuidados dessa população entendendo os determinantes sociais das condições de saúde que precisamos abordar. Causas externas é um fator de morbimortalidade importante de ser abordado Violência e a população LGBTQIAPN+ Impacto da violência nessa população A prevalência da violência total no Brasil em 2019 foi de 18,27% . Em todos os subtipos de violência, as maiores prevalências ocorreram entre mulheres LGB+ Violência e a população LGBTQIAPN+ “O reconhecimento da complexidade da saúde de LGBT exigiu que o movimento social buscasse amparo com outras áreas do Ministério da Saúde e, consequentemente, ampliasse o conjunto de suas demandas em saúde dando à Política um caráter transversal que engloba todas as áreas do Ministério da Saúde, como as relacionadas à produção de conhecimento, participação social, promoção, atenção e cuidado. Sua formulação contou com participação de diversas lideranças, técnicos e pesquisadores e foi submetida à consulta pública antes de ser apresentada e aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS).” Violência e a população LGBTQIAPN+ Marca: A discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero incide na determinação social da saúde, no processo de sofrimento e adoecimento decorrente do preconceito e do estigma social reservado às populações de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Objetivo-geral: Promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equitativo. Violência contra a mulher Fatores de risco de um homem cometer violência contra a parceira Violência e família – fatores de risco Violência e família – fatores de risco Violência e família – fatores de risco “Nas famílias com dinâmica de violência, é comum haver uma cristalização dos papéis em relação ao lugar de quem foi vitimado e o agente agressor. Esses lugares podem ser ocupados pelas mesmas pessoas, anos a fio, ou ser compartilhados por diferentes membros do grupo. Durante a terapia familiar é comum se observar a “transferência de violência”, quando outro membro do grupo passa a ser o protagonista da violência. Violência e família – fatores de risco Portanto, a tarefa dos profissionais da saúde não é apenas identificar o agressor, tratando-o individualmente, pois isso seria desconsiderar que muitas vezes a família possui uma dinâmica que inclui a violência em suas relações. Nesse caso, ao se retirar o agressor, outra pessoa pode passar a atuar em seu lugar” Violência e família – fatores de riscoe de proteção Violência e família – fatores de risco e de proteção Violência Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente • projeto de vida baseado em sonhos e metas; • compreensão das consequências dos próprios atos; • bom envolvimento na escola (acadêmico e relacional); • envolvimento em atividades de lazer educativas (artísticas, esportivas); • relações afetuosas e seguras com adultos; • supervisão familiar; Violência Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente • mais elevada inteligência, correlacionada a curiosidade, criatividade e rendimento escolar; • envolvimento com amigos que também têm intolerância aos comportamentos infracionais e violentos; • religiosidade; • existência de adulto significativo para contrabalançar os conflitos com os pais, frequentes nessa fase da vida. Violência Fatores de proteção à atos violentos cometidos por adultos • apoio e suporte social – poder contar com pessoas e instituições que ofereçam afeto e apoio; • perseverança para enfrentar as dificuldades – mesmo quando o planejado não deu certo – e para continuar tentando, apesar dos obstáculos; • cultivo da satisfação com a vida e da autoestima elevada; • conquista, satisfação e sucesso no trabalho; • opção por estratégias mais ativas de enfrentamento dos problemas, buscando ajuda de outras pessoas e de profissionais especializados para apoiá-los na reflexão ou na resolução dos conflitos; • capacidade de sustentar a si mesmo e à sua família; • ter família ou relacionamentos afetivos estáveis. Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência Diretrizes • promoção da adoção de comportamentos e de ambientes seguros e saudáveis; • monitorização da ocorrência de acidentes e de violências; • sistematização, ampliação e consolidação do atendimento pré-hospitalar; • assistência interdisciplinar e intersetorial às vitimas de acidentes e de violências; • estruturação e consolidação do atendimento voltado à recuperação e à reabilitação; • capacitação de recursos humanos; • apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas. Iniciativas de combate à violência Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a violência e sua prevenção (ONU): • Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos; • Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas; • Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada, em todos os lugares; • Acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças. Prevenção da violência • A prevenção primária se destina a evitar que a violência surja, sobre os fatores que contribuem para sua ocorrência e sobre os agentes dela em tempo anterior à ação violenta; • A prevenção secundária se realiza quando a violência já ocorreu. Significa respostas mais imediatas à violência, enfocando a capacidade de diagnóstico, o tratamento precoce e a limitação da invalidez; • A prevenção terciária compõe-se de respostas mais a longo prazo, visando intervir, controlar e tratar os casos reconhecidos, buscando reduzir os efeitos, as sequelas e os traumas; prevenir a instalação da violência crônica e promover a reintegração dos indivíduos. Rede Nacional de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde e Cultura de Paz • Qualificação da gestão para o trabalho de prevenção de violências e promoção da saúde e de cultura de paz; • Qualificação e articulação da rede de atenção integral às pessoas em situação de violências; • Desenvolvimento de ações de promoção da saúde e prevenção de violências para grupos populacionais vulneráveis visando à atuação nos determinantes sociais e na autodeterminação dos sujeitos; Rede Nacional de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde e Cultura de Paz • Garantia da implantação/implementação da notificação de violências interpessoais e autoprovocadas; • Promoção e participação de políticas e ações intersetoriais e de redes sociais que tenham como objetivo a prevenção de violências e promoção da saúde e da cultura de paz. Rede de enfrentamento à violência Material complementar • Estudos sobre Criminalidade e Segurança Pública (www.crisp.ufmg. br) e informe-se sobre o Programa Interinstitucional Fica Vivo • filme A guerra dos Roses, dirigido por Danny DeVito (1989), ilustra a construção lenta deste binômio complexo: “família e violência”. É uma produção cinematográfica do gênero comédia, lançado em 1989, com base no romance A guerra dos Roses (1981), de Warren Adler. • O filme Festa em Família, dirigido por Thomas Vinterberg, de 1998, é um bom exemplo de alguns tipos de abuso intrafamiliar • Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e prevenção da violência, acesse o site da Organização das Nações Unidas no Brasil: https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/ ACIDENTES E TRAUMAS NA APS Acidentes– tipologias • Acidente de trânsito; • Acidentes de trabalho; • Acidentes domiciliares. Trauma - avaliação primária ABCDE Trauma na APS – Avaliação Primária Trauma na APS – Avaliação Primária Trauma na APS – Avaliação Primária Trauma na APS – Trauma abdominal Trauma contuso - Não ocorre solução de descontinuidade e as lesões ocorrem por mecanismo indireto, podendo cursar com compressão e esmagamento ou cisalhamento de vísceras abdominais; hemorragia; ruptura de órgãos e vasos abdominais além de lesões por desaceleração. Trauma abdominal penetrante - solução de descontinuidade da pele e ultrapassa o peritônio. Trauma na APS – Trauma abdominal Exame físico: inspeção, ausculta, percussão e palpação. As estruturas adjacentes como tórax, uretra, vagina, períneo, dorso e nádegas podem nos dar pistas de possíveis lesões de órgãos abdominais. Além disso, o exame da bacia é de suma importância nesse momento. Indica-se toque retal e vaginal em todos pacientes politraumatizados com trauma maior. Avaliação inicial pode incluir FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) - Avaliação da presença de fluidos intra-abdominais que inclui o exame de quatro regiões importantes (saco pericárdico, espaços hepato e esplenorrenal e pelve ou recesso de Douglas), sendo extremamente útil na detecção da causa de choque. Trauma na APS - Trauma cranioencefálico (TCE) • Injúria ou lesão no escalpo com ou sem evidência de alteração de consciência; • Classifica-se de acordo com a Escala de Coma de Glasgow (ECG). Trauma cranioencefálico (TCE) - Escala de coma de Glasgow em crianças Medida > 1 ano < 1ano Escore Abertura dos olhos Espontaneamente Ao comando À dor Nenhuma resposta Espontaneamente Ao grito À dor Nenhuma resposta 4 3 2 1 Melhor resposta verbal Orientada Desorientada Palavras inapropriadas Sons incompreensíveis Nenhuma resposta Apropriada Palavras inapropriadas Choro Gemidos Nenhuma resposta 5 4 3 2 1 Trauma cranioencefálico (TCE) - Escala de coma de Glasgow em crianças Medida > 1 ano < 1ano Escore Melhor resposta motora Obedece aos comandos Localiza a dor Flexão à dor Extensão à dor Nenhuma resposta Localiza a dor Flexão à dor Extensão à dor Nenhuma resposta 5 4 3 2 1 Escores Totais Normais < 6m 6 – 12m 1–2a 2–5a > 5 a 12 12 13 14 14 Trauma na APS – Sinais/ sintomas e classificação e do TCE Classificação da gravidade ECG e outros achados Mínima ECG = 15 sem perda de consciência ou amnésia Leve ECG = 14 ou 15 com amnésia transitória ou breve perda de consciência Moderada ECG = 9 a 13 ou perda consciência superior a 5 minutos ou déficit neurológico focal Grave ECG = 5 a 8 Crítico ECG = 3 a 4 Fraturas – principais achados da anamnese e exame físico Queixa Exame físico Trauma Deformidade aparente Piora aguda da dor Dor bem localizada à palpação óssea Incapacidade funcional aguda Edema ou equimose local PErda da mobilidadedo membro Crepitação Hiperemia Déficit neurológico e/ou vascular associado Serviço de Atendimento Móvel de Urgência • O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido alguma situação de urgência ou emergência (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras) que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à morte. • O SAMU 192 realiza os atendimentos em qualquer lugar e conta com equipes que reúne médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores socorristas. Importante: O SAMU 192 é um serviço gratuito, que funciona 24 horas, por meio da prestação de orientações e do envio de veículos tripulados por equipe capacitada, acessado pelo número "192" e acionado por uma Central de Regulação das Urgências ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil Principais sintomas • Cascavel – gênero Crotalus Poucas manifestações locais. Neurotoxicidade – ptose palpebral, rabdomiolise, mialgia Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil Principais sintomas • Jararaca – gênero Bothrops (mais comum entre os acidentes ofídicos) Dor e edema local, coagulopatia com manifestações hemorrágicas Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil Principais sintomas • Coral - gênero Micrurus Neurotoxicidade que pode levar à insuficiência respiratória por fraqueza muscular, mialgia Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil Principais sintomas • Surucucu - gênero Lachesis Dor e edema local, coagulopatia com manifestações hemorrágicas e de síndrome vagal Acidentes Ofídicos – Tratamento Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas Botrópico SABrB, SABLC ou SABCD Leve: quadro local discreto, sangramento discreto em pele ou mucosas; pode haver apenas distúrbio na coagulação. 2 a 4 Moderado: edema e equimose evidentes, sangramento sem comprometimento do estado geral; pode haver distúrbio na coagulação. 4 a 8 Grave: alterações locais intensas, hemorragia grave, hipotensão/choque, insuficiência renal, anúria; pode haver distúrbio na coagulação. 12 Acidentes Ofídicos – Tratamento Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas Laquético SABL Moderado: quadro local presente; pode haver sangramentos, sem manifestações vagais. 10 Laquético Grave: quadro local intenso, hemorragia intensa, com manifestações vagais. 20 Elapídico SAElaF Dor ou parestesia discretas, ptose palpebral, turvação visual. Considerar todos os casos como potencialmente graves devido ao risco de insuficiência respiratória, 10 Acidentes Ofídicos – Tratamento Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas Crotálico SACrE ou SABC Leve: alterações neuroparalíticas discretas; sem mialgia, escurecimento da urina ou oligúria. 5 Moderado: alterações neuroparalíticas evidentes, mialgia e mioglobinúria (urina escura) discretas. 10 Grave: alterações neuroparalíticas evidentes, mialgia e mioglobinúria intensas, oligúria. 20 Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil Principais sintomas • Aranha marrom– gênero Loxoceles Aranha doméstica, não é agressiva. Costuma picar quando espremida contra o corpo da pessoa. Mais comum na região Sul do Brasil. Dor e edema local. Pode causar febre e mal-estar e manifestações hemorrágicas. Lesão evolui de com uma bolha ou equimose central, circundada por um halo pálido (isquemia). Ao longo dos dias, a lesão central evolui para necrose. Araneísmo – gênero Loxoceles 13 de junho de 2023 22 de junho de 2023 Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas Loxoscélico SALoxA, SAArB Forma cutânea leve: Lesão incaracterística sem alterações clínicas ou laboratoriais. Se a lesão permanecer incaracterística é fundamental a identificação da aranha no momento do acidente para confirmação do caso. - Forma cutânea moderada: Presença de lesão “característica” ou altamente sugestiva (palidez ou placa marmórea, menor de três centímetros no seu maior diâmetro, incluindo a área de enduração), e dor em queimação ou a presença de lesão sugestiva (equimose, enduração, dor em queimação). 5 Forma cutânea grave: Presença de lesão extensa (palidez ou placa marmórea, maior de três centímetros no seu maior diâmetro, incluindo a área de enduração), e dor em queimação intensa. 10 Forma cutânea-hemolítica: A presença de hemólise, independentemente do tamanho da lesão cutânea e do tempo decorrido pós-acidente, classifica o quadro como grave. 10 Principais sintomas • Armadeira – gênero Phoneutria Aranha mais agressiva, não faz teia. Pode pular até 40cm Dor e edema local, vômitos, hipertensão, sialorreia e priapismo em crianças. Manifestações graves: convulsões, coma, arritmia cardíaca, choque e edema pulmonar. Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas Fonêutrico SAAr Leve: Dor, edema, eritema, irradiação, sudorese, parestesia, taquicardia e agitação secundárias à dor. - Moderado: Manifestações locais associadas à sudorese, taquicardia, vômitos ocasionais, agitação, hipertensão arterial. 2 a 4 Grave: Prostração, sudorese profusa, hipotensão, priapismo, diarreia, bradicardia, arritmias cardíacas, convulsões, cianose, edema pulmonar, choque, 5 a10 Principais sintomas • Viúva negra- gênero Latodectrus Mais comum na região Nordeste do Brasil Dor e edema local, dor abdominal, contração e dores musculares, agitação, sudorese e, nos casos graves, trismo, hipertensão, bradicardia, dispneia, priapismo, retenção urinária, alterações hemodinâmicas e choque Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil Escorpionismo Principais manifestações são dor e parestesia local. Manifestações graves: hipo ou hipertermia, sudorese profusa; náusea, vômito, sialorreia, dor abdominal, diarreia, arritmia, hipo ou hipertensão, ICC, choque, EAP, taquipneia, agitação, sonolência, agitação mental. Escorpionismo Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas SAEscA, ou SAArB Leve: dor e parestesias locais. - Moderado: dor local intensa associada a uma ou mais manifestações (náuseas, vômitos, sudorese, sialorreia, agitação, taquipneia e taquicardia). 2 a 3 Grave: além das manifestações clínicas citadas na forma moderada, há presença de uma ou mais das seguintes manifestações: vômitos profusos e incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa, prostração, convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque. 4 a 6 Referências ACIDENTES Ofídicos. Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/acidentes- ofidicos ALVES, F. T. A. et al. 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Política Nacional de Saúde Integral da População Negra : uma política para o SUS / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. – 2. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais,Travestis e Transexuais / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Brasília : 1. ed., 1. reimp. Ministério da Saúde, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com traumatismo cranioencefálico. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 132 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_traumatisco_cranioencefalico.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Especial de Saúde Indígena. Departamento de Atenção à Saúde Indígena. Atenção psicossocial aos povos indígenas: tecendo redes para promoção do bem viver. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Referências CERQUEIRA, D. et al. Atlas da violência 2019. Brasília, DF: Ipea: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2019. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/relatorio_institucional/190605_atlas_da_violencia_2019.pdf. Acesso em: 14 mai. 2023 DATASUS. Informação de saúde (TABNET). Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937. DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p. ELZIRIK, C. L.; KAPCZINSKI, F.; BASSOLS, A. M. S. (org.). O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. Porto Alegre: Artmed, 2001. FARIA, C. D. C. M. Classificação de gravidade no TCE. In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Atenção à Pessoa com Deficiência II: Mulheres com deficiência, saúde bucal da pessoa com deficiência, pessoa com acidente vascular encefálico, pessoa com traumatismo cranioencefálico, pessoa com paralisia cerebral, reabilitação visual e Triagem Auditiva Neonatal (TAN) e Triagem Ocular Neonatal (TON). Atenção à Pessoa com Traumatismo Cranioencefálico (TCE). São Luís: UNA-SUS; UFMA, 2021. FRAGA, M. A. A.; BELLUOMINI, F.; PEIXOTO, A. O. Conduta em acidentes com animais peçonhentos [recurso eletrônico]. São Paulo: Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2020. Disponível em: https://www.spsp.org.br/PDF/SPSP-DC-Emerg%C3%AAncias- Animais%20Pe%C3%A7onhentos-09.11.2020.pdf GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. Secretaria de Estado da Saúde. Atendimento de Urgência ao Paciente Vítima de Trauma - Diretrizes Clínicas. Vitória: Secretaria de Estado da Saúde, 2018. 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Rio de Janeiro: Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, ENSP, Editora FIOCRUZ, 2020, 448 p. ISBN: 978-65-5708-094- 8. https://doi.org/10.7476/9786557080948. Disponível em: https://books.scielo.org/id/p9jv6/pdf/njaine-9786557080948.pdf ONU. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes. ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt- br/sdgs/16. https://doi.org/10.7476/9786557080948 OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO ZOONOSES RAIVA, LEISHMANIOSE, FEBRE MACULOSA Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Apresentar os aspectos epidemiológicos, agente eAológico e hospedeiro da Raiva, Leishmaniose e Febre Maculosa • DiscuAr as manifestações clínicas, diagnósAco, tratamento, seguimento clínico e reabilitação da Raiva, Leishmaniose e Febre Maculosa • DiscurAr a promoção da saúde e prevenção, noAficação da Raiva, Leishmaniose e Febre Maculosa Zoonoses • As zoonoses são doenças infecciosas transmiAdas entre animais e pessoas. Os patógenos podem ser bacterianos, virais, parasitários ou podem envolver agentes não convencionais e podem se espalhar para os humanos por meio do contato direto ou através de alimentos, água ou meio ambiente. • Algumas são consideradas Doenças Negligenciadas. • As medidas prevenAvas incluem Educação em saúde, manejo ambiental e vacinação animal. Raiva Raiva – ciclos de transmissão • Apenas os mamíferos são susce/veis ao vírus da raiva e o transmitem através da saliva mordedura, arranhadura ou lambedura de feridas; • Urbano– cão; • Aéreo – morcego; • Silvestre – cachorro-do-mato, guaxinim, sagui; • Rural – morcego e animais domésAcos ou de interesse financeiro. Raiva – eAologia, sinais e sintomas • Raiva é uma encefalite aguda causada pelo lyssavirus. • Formas clínicas: encefalite dominada por formas de hiperaAvidade (raiva furiosa) ou síndromes paralíAcas (raiva paralíAca) progredindo para coma e morte, geralmente por insuficiência cardíaca ou respiratória, dentro de 7 a 10 dias. Sintomas iniciais: aerofobia, hidrofobia, parestesia ou dor localizada, disfagia, fraqueza, náusea ou vômito. • Alterações laboratoriais a invesAgar: an/geno viral (em amostras como liquor, pele); isolamento viral em culturas, Ac específicos no liquor, PCR do liquor Raiva – eAologia, sinais e sintomas • Após inoculada leva dias a semanas para alcançar o SNC – período passível de Profilaxia Pós-Exposição (PPE); • Período de incubação de 1 a 3 meses. Raiva – carga mundial da doença transmi0da por cães Casos de mortes humanas por raiva. OMS, 2018 Em 2019 a OPAS previa eliminação da doença em 2022 O Brasil em 2022... O Brasil em 2022... Raiva - Fluxograma da Profilaxia Pós Exposição Raiva - Fluxograma da PEP Raiva - Fluxograma da PEP Raiva - Fluxograma da profilaxia Raiva - Fluxograma da PEP Raiva – Profilaxia Pré-exposição • Recomendada para pessoas de alto risco – veterinários, biólogos, agrotécnicos, trabalhadores de laboratórios que manipulam o vírus; • Pessoas com exposição prolongada – testes sorológicos periódicos. Raiva - tratamento • Cuidados intensivos de suporte OU cuidados paliaAvos; • Decisão individual, comparAlhada com paciente e família; • 15 casos bem documentados de sobreviventes da Raiva (OMS,2018); • Protocolo de Milwaukee – desde 2004, das 39 pessoas tratadas, 11 sobreviveram; • Protocolo de Milwaukee: anAvirais e sedação profunda. Raiva - medidas de prevenção e controle • Imunização em massa de cães – domésAcos ou não; • InvesAgação de animais suspeitos. NOTIFICAÇÃO!!! LEISHMANIOSE Leishmaniose - manifestações e agentes causadores no Brasil • Leishmaniose visceral: Leishmania Chagasi. • Leishmaniose cutânea: Leishmania brasiliensis, L. Guyanensis e L. amazonensis. • Espectro heterogêneo – 4 principais apresentações • Lesões ulceraAvas no local da picada do flebomíneo (L. Cutânea localizada); • MúAplos nódulos não ulceraAvos (L. Cutânea difusa); • Inflamação destruAva da mucosa (L mucosa); • Infecção disseminada visceral (L. Visceral ou Calazar). Leishmaniose- ciclo de transmissão Leishmaniose- ciclo de transmissão Ciclo biológico das leishmânias. Formas promas6gotas no interior do tubo diges6vo do vetor e formas amas6gotas no interior dos macrófagos do organismo infectado Leishmaniose-dados epidemiológicos Fêmea de flebotomíneo ingurgitada (foto ampliada) Leishmaniose visceral Leishmaniose visceral -dados epidemiológicos Densidade de casos de leishmaniose visceral por município de infecção. Brasil, 2021 Leishmaniose visceral -dados epidemiológicos Casos de leishmaniose visceral por região. Brasil, 1980 a 2021 Leishmaniose visceral -dados epidemiológicos Casos de leishmaniose visceral segundo sexo e faixa etária. Brasil, 2021 Leishmaniose visceral – apresentação clínica • Febre persistente, astenia, adinamia, desnutrição em áreas endêmicas – PENSAR EM LEISHMANIOSE VISCERAL; • Período de incubação de 10 dias a 24 meses; • Na fase aguda, assemelha-se à malária – febre alta, hepatoesplenomegalia; • Apresentações graves: icterícia, hemorragias, edema generalizados, sinais de toxemia, taqui ou bradicardia, hipo ou hipervenAlação e instabilidade hemodinâmica. Leishmaniose visceral – apresentação clínica • Infecções bacterianas associadas – confundem diagnósAco e são a principal causa de morte. • Co-infecção com HIV: uma doença reforça a gravidade da outra. Leishmaniose visceral – diagnósAco • Confirmação laboratorial através de parasitológico ou imunofluorescência indireta se Atulação > 1:80 E sintomas clínicos • DiagnósAco definiAvo através da idenAficação da forma amasAgota em amostras da medula óssea, linfonodos ou aspirado de baço • PCR em amostra de sangue – pouco disponível • Imunofluorescência indireta (RIFI), Elisa, teste rápido imunocromatográfico Leishmaniose visceral – tratamento •Em ambiente hospitalar; Opções Terapêu-cas •An#moniato de N-Me#l Glutamanina( Glucan#me) •Anfotericina B Lipossomal Desoxicolato de Anfotericina B Leishmaniose Tegumentar Leishmaniose tegumentar • A mulAplicidade de espécies de Leishmania, flebótomos vetores e reservatórios vertebrados em diferentes ambientes geográficos propicia a existência de disAntas apresentações clínicas da LTA, que vão desde formas inaparentes até lesões disseminadas, aAngindo a pele e as mucosas. • Duas formas: leishamniose cutânea e mucosa Leishmaniose tegumentar – diagnós(co laboratorial a) Exames parasitológicos: pesquisa de amasAgota em esfregaço de lesão ou imprint de fragmento de tecido; cultura em meios arAficiais. b) Histopatológico: hematoxilina e eosina; imuno-histoquímica. c) Exames imunológicos: IRM; sorologia: imunofluorescência indireta (IFI); Elisa (não disponível comercialmente). d) Testes moleculares: PCR (reação em cadeia de polimerase) Leishmaniose tegumentar cutânea-DiagnósAco Leishmaniose tegumentar cutânea • 1. Forma cutânea localizada única Leishmaniose tegumentar cutânea • 2. Forma cutânea localizada múlApla Leishmaniose tegumentar cutânea • 3. Forma cutâne disseminada Leishmaniose tegumentar cutânea • 4. Forma recidiva cúAs Leishmaniose tegumentar cutânea • 5. Forma cutânea difusa Leishmaniose tegumentar cutânea-Diagnós(co diferencial • Tuberculose , micobacterioses ampicas, paracoccidioidomicose cutânea, úlceras de estase venosa, úlceras decorrentes da anemia falciforme, picadas de insetos, granuloma por corpo estranho, ceratoacantoma, carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, hisAocitoma, linfoma cutâneo, esporotricose, cromoblastomicose, piodermites, trauma local;histoplasmose, criptococose cutânea, micobacteriose disseminada; hanseníase virchowiana Leishmaniose tegumentar mucosa - diagnósAco Leishmaniose tegumentar mucosa • Forma mucosa tardia: é a forma mais comum. Pode surgir até vários anos após a cicatrização da forma cutânea. Classicamente está associada às lesões cutâneas múlAplas ou de longa duração, às curas espontâneas ou aos tratamentos insuficientes da LC Leishmaniose tegumentar mucosa • Forma mucosa sem lesão cutânea prévia: Leishmaniose tegumentar mucosa • Forma mucosa concomitante: Leishmaniose tegumentar mucosa • Forma mucosa conmgua: Leishmaniose tegumentar mucosa • Forma mucosa primária: Leishmaniose tegumentar mucosa - diagnós4co diferencial Paracoccidioidomicose, carcinoma epidermoide, carcinoma basocelular, linfomas, rinofima, rinosporidiose, entomonoromicose, hanseníase Virchoviana, sífilis terciária, perfuração septal traumáAca ou por uso de drogas, rinite alérgica, sinusite, sarcoidose, granulomatose de Wegener Leishmaniose tegumentar – dados epidemiológicos Casos de leishmaniose tegumentar. Brasil, 1980 a 2021 Leishmaniose tegumentar – dados epidemiológicos Casos de leishmaniose tegumentar por região. Brasil, 2012 a 2021 Leishmaniose tegumentar – dados epidemiológicos Casos de leishmaniose tegumentar segundo sexo e faixa etária. Brasil, 2021 Leishmaniose tegumentar – tratamento • Anfotericina B • Pentamidina • Pentoxifilina Leishmaniose tegumentar – tratamento • Opções de tratamento para a forma cutânea localizada causada por todas espécies de Leishmania, exceto L. guyanensis Leishmaniose tegumentar – tratamento • Opções de tratamento para a forma cutânea localizada ou múl:pla causada por todas espécies de Leishmania, exceto L. guyanensis Leishmaniose tegumentar – tratamento • O tratamento para a forma cutânea disseminada deve ser realizado preferencialmente em centro de referência. Primeira escolha • AnAmoniato de meglumina EV ou IM: para pacientes de todas as regiões brasileiras, exceto aqueles com comorbidade renal, hepáAca ou cardíaca, gestantes e com idade maior ou igual a 50 anos. • Anfotericina B lipossomal: idade a parAr de 50 anos; insuficiência renal, cardíaca e hepáAca; transplantados renais, cardíacos e hepáAcos; gestantes de qualquer idade. Leishmaniose tegumentar – tratamento forma mucosa Primeira escolha • AnAmoniato de meglumina (EV ou IM) associado à pentoxifilina: para maiores que 12 anos, exceto aqueles com comorbidade renal, hepáAca ou cardíaca, com história de hemorragia recente, hipersensibilidade à pentoxifilina ou outras xanAnas, coinfectados pelo HIV, imunosuprimidos, gestantes, nutrizes e com idade maior ou igual a 50 anos. • AnAmoniato de meglumina (EV ou IM): para menores que 12 anos, exceto aqueles com comorbidade renal, hepáAca ou cardíaca, gestantes e com idade maior ou igual a 50 anos. • Anfotericina B lipossomal: idade a parAr de 50 anos; insuficiência renal, cardíaca e hepáAca; transplantados renais, cardíacos e hepáAcos; gestantes. Leishmaniose tegumentar – tratamento forma mucosa • Segunda escolha ➔Desoxicolato de anfotericina B. ➔IseAonato de pentamidina. Leishmaniose tegumentar – tratamento Atenção! Observe esquemas terapêuAcos específicos para gestantes e co-infectados pelo HIV Leishmaniose tegumentar – seguimento pós tratamento • O critério de cura é clínico, sendo indicado o acompanhamento regular por 12 meses para verificação da resposta terapêuAca e também para a detecção de possível recidiva após terapia inicial bem-sucedida. Entretanto, para fins de encerramento do caso no Sistema de Informação de Agravos de NoAficação(Sinan), não é necessário aguardar o término do acompanhamento. Febre Maculosa Febre Maculosa • Doença febril causada pela espiroqueta Rickepsia rickepsii • Reservatório: carrapatos do gênero Amblyomma (A. cajennense, A.cooperi ou dubitatum e A. aureolatum Febre Maculosa – dados epidemiológicos Casos confirmados, óbitos e letalidade da febre maculosa, por ano de início dos sintomas, Brasil, 2007 a 2021 Febre Maculosa – dados epidemiológicos Casos de febre maculosa, por região e mês de início dos sintomas, Brasil, 2007 a 2021 Febre Maculosa – dados epidemiológicos Casos noIficados para febre maculosa, segundo unidade FederaIva de noIficação, Brasil, 2011 a 2021 Febre Maculosa – quando suspeitar? Antecedentes epidemiológicos sugesAvos: Visita na mata ou picada de carrapato previamente (usualmente 4 a 11 dias antes) Doença Febril Aguda sem foco aparente (>38ºC por mais de cinco dias) + Presença de escara de inoculação (lesão com centro crostoso-necróAco com halo eritematoso circundante; indica o ponto onde foi a picada do carrapato) LinfadenopaAa (geralmente ipsilateral à escara de inoculação); Exantema macular, maculopapular ou maculo-vesicular (principalmente em tronco e membros); Cefaléia; Mialgias; Artralgias; Mal-estar geral; Calafrios; Náuseas Febre Maculosa – Aspectos clínicos • Mal-estar generalizado; • Febre Elevada • Cefaléia • Náuseas e • Vômitos. • Entre o 2o e o 6o dia da doença: exantema maculopapular, predominantemente nas regiões palmar e plantar, que pode evoluir para petéquias, equimoses e hemorragias. Febre Maculosa – aspectos clínicos Febre Maculosa – aspectos clínicos Febre Maculosa – aspectos clínicos Febre Maculosa – diagnósAco laboratorial ● A imunofluorescência indireta (RIFI), uAlizando anmgenos específicos para R. rickepsii, é a mais uAlizada – considerar posiAvo se aumento de 4 vezes no mtulo em uma segunda amostra colhida, pelo menos, 2 semanas após a primeira. ● Outros métodos uAlizados são a reação em cadeia da polimerase (PCR) e a imunohistoquímica. DiagnósAco Diferencial ➔ Leptospirose; ➔ Sarampo; ➔ Febre Tifóide ➔ Dengue; ➔ Febre Amarela, ➔ Meningococcemia, ➔ Viroses ExantemáAcas, ➔ Lupus, ➔ Febre Purpúrica Brasileira, ➔ Doença De Lyme Febre Maculosa – Tratamento Início precoce de anAbioAcoterapia, quando suspeita clínica, antes mesmo da confirmação laboratorial. Em adultos, Cloranfenicol, 50mg/kg/dia, via oral, dividida em 4 tomadas, ou Doxiciclina, 100mg, de 12/12 horas, via oral. Manter o esquema até 3 dias após o término da febre. Nos casos graves, a droga de escolha é o Clorafenicol, 500mg, EV, de 6/6 horas. Em crianças, usar Clorafenicol, não ultrapassando 1g/dia, durante o mesmo período. A Doxiciclina pode ser usada em crianças acima dos 8 anos, na dose de 2 a 4mg/kg/dia, máximo de 200mg/dia, em 2 tomadas, de 12/12 horas. Febre Maculosa – Medidas de Controle Alertar os profissionais da rede de serviços de saúde, das áreas de ocorrência da doença, sobre os sinais, sintomas e as orientações diagnósAcas e terapêuAcas. Em caso de suspeita, solicitar exame laboratorial e iniciar o tratamento imediatamente. Se idenAficação do carrapato, coletá-lo com luvas e pinças e encaminhá-lo para o laboratório de referência. Febre Maculosa – Medidas de Controle Iniciar, imediatamente, a invesAgação epidemiológica com busca aAva de casos suspeitos. Orientar a comunidade sob vigilância para procurar os serviços de saúde aos primeiros sinais da doença (febre, cefaleia e mialgias). Preencher a ficha de noAficação A população deve evitar as áreas infestadas por esse artrópode e, se possível, usar calças e camisas de mangas compridas, roupas claras para facilitar a visualização e, sempre, inspecionar o corpo para verificar a presença de carrapatos. Materiais complementares • Ficha de noAficação da Leischmaniose Visceral hpp://portalsinan.saude.gov.br/leishmaniose-visceral Referências Bibliográficas ADOLESCENTE morre de raiva humana no Distrito Federal. CNN, 2022. Disponível em: h@ps://www.cnnbrasil.com.br/saude/adolescente-morre-de-raiva-humana-no- distrito-federal/ BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8. ed. rev. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: h@ps://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância da leishmaniose tegumentar [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 189 p. Disponível em: h@ps://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_leishmaniose_tegumentar.pdf ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Situação epidemiológica das zoonoses e doenças de transmissão vetorial em áreas indígenas. Bole=m Epidemiológico, Brasília, n. esp., abr. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/bole^ns/epidemiologicos/especiais/2022/bole^m-especial-situacao-epidemiologica-das-zoonoses-e-doencas-de-transmissao-vetorial-em- areas-indigenas ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.Monitoramento dos casos de arboviroses até a semana epidemiológica 42 de 2022. Bole=m Epidemiológico, Brasília, v. 53, n. 40, out. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/bole^ns/epidemiologicos/edicoes/2022/bole^m-epidemiologico-vol-53-no40/view ______. Ministério da Saúde. Quadro sobre Profilaxia da Raiva Humana (cartaz). 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/svsa/raiva/profilaxia-da-raiva-humana-cartaz/view ______. Ministério da Saúde. Leishmaniose Visceral: gráficos e mapas [Internet]. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a- z/l/leishmaniose-visceral/arquivos/atualizacao-21-10-2022/lv-graficos-e-mapas.pdf Referências Bibliográficas ______. Ministério da Saúde. Distribuição da Leishmaniose Tegumentar: gráficos e mapas [Internet]. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt- br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/lt/situacao-epidemiologica/arquivos/lt-graficos-e-mapas.pdf ______. Ministério da Saúde. Situação epidemiológica de Febre Maculosa, Brasil. 2007-2021 [Internet]. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt- br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-maculosa/situacao-epidemiologica/situacao-epidemiologica-de-febre-maculosa-brasil-2007-2021/view ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Roteiro de capacitação em diagnós=co clínico, epidemiológico e laboratorial da febre maculosa brasileira e febre maculosa por RickeXsia Parkeri: guia do aluno [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: h@ps://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/roteiro_capacitacao_febre_maculosa_instrutor.pdf MORRE 3ª ví^ma de raiva humana no Brasil em um ano. O que é a doença? Exame, 2022. Disponível em: h@ps://exame.com/ciencia/morre-3a-vi^ma-de-raiva- humana-no-brasil-em-um-ano-o-que-e-a-doenca/ ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE / ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. InfograZa - La rabia humana transmi=da por el perro en las Américas. 2019. Disponível em: h@ps://www.paho.org/es/documentos/infografia-rabia-humana-transmi^da-por-perro-americas WHO. Expert Consulta=on on Rabies, third report. Geneva: World Health Organiza^on; 2018 (WHO Technical Report Series, No. 1012). Disponível em: h@ps://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/272364/9789241210218-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MECMÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM SAÚDE NA APS Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB Sistemas de Informação em Saúde na APS 1. Já uAlizou ou conhece algum sistema de informação em saúde? Se sim, quais? 2. Já usou o Tabnet ou Tabwin? 3. Sabe como acessar os dados de livre acesso de informação em saúde do seu município? 4. Lembram de algum caso que envolve um sistema de informação em saúde? Sistemas de Informação em Saúde na APS 1. Exercício 2. Conceitos iniciais 3. Principais Subsistemas existentes no Brasil 4. Dificuldades e avanços Exercício • Exercício: cada dupla escolhe um boletim epidemiológico de um agravo que já tenha atendido um caso clínico e a respectiva ficha de agravo de notificação compulsória; a. Algumas duplas serão selecionadas para falar sobre o boletim do agravo que selecionou, a qualidade das informações contidas, discriminação dos dados, os movimentos na série histórica e geográfica do município- https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/dados-epidemiologicos ou https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e _agravos/hanseniase/index.php?p=6199 b. Conhecendo a ficha do agravo: quais informações você deixou escapar na anamnese e são importantes para a qualidade da ficha e da informação- https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/sinan-fichas-de-notificacao c. Lembrar que a maioria dos agravos deve ser preenchido na suspeita do caso e posteriormente complementado com a confirmação ou não do caso. https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/dados-epidemiologicos https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/hanseniase/index.php?p=6199 https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/hanseniase/index.php?p=6199 https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/sinan-fichas-de-notificacao Conceitos iniciais • Existe no Brasil um grande número de diferentes Sistemas de Informações em Saúde (SIS) voltados à: a. Operação de estabelecimentos assistenciais, b. Gerência de redes de serviços, c. Estatísticas vitais, d. Investigação e ao controle de diversas doenças e. Podem e devem ser usados para o planejamento, por parte do gestor, de intervenções sobre sua realidade sanitária. • Constituído por vários subsistemas e tem como propósito geral facilitar a formulação e avaliação das políticas, planos e programas de saúde, subsidiando o processo de tomada de decisões. • A disponibilidade de informações qualificadas sobre determinantes de saúde e impacto de intervenções na saúde da população é crucial para o estabelecimento de políticas de saúde abrangentes e planejamento de intervenções locais, potencializando, entre outras, as ações reguladoras e fiscalizadoras da vigilância em saúde, o planejamento das intervenções assistenciais e o estabelecimento de parcerias interinstitucionais para o enfrentamento desses problemas. Conceitos iniciais • Para além de uma atividade burocrática e obrigatória para que se garanta o recebimento de recursos financeiros, os gestores e profissionais e usuários do SUS precisam vislumbrar as funcionalidades e possibilidades de apoio produzidas pelos SIS. • Dada a imensidão da demanda, a complexidade dos cenários e diversidade de territórios, utilizar efetivamente uma ferramenta que permita um retrato panorâmico do setor de saúde representa estratégia inerente a uma gestão de qualidade Conceitos iniciais Conceitos iniciais A Portaria nº 2.135, de 25 de setembro de 2013, estabelece diretrizes para o processo de planejamento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e define que a análise situacional deve ser orientada pelos seguintes temas: • Estrutura do sistema de saúde; • Redes de atenção à saúde; • Condições sociossanitárias; • Fluxos de acesso; • Recursos financeiros; • Gestão do trabalho e da educação na saúde; • Ciência, tecnologia, produção e inovação em saúde e gestão (BRASIL, 2013). Sistemas de informação em saúde: caráter diagnóstico, de monitoramento e avaliação das mudanças nos indicadores após a implementação dos Planos de Saúde Conceitos iniciais • Monitoramento - processo sistemático e contínuo que produz informações sintéticas em tempo eficaz, permitindo uma rápida avaliação situacional, propiciando uma intervenção oportuna. Acompanhamento rotineiro de informações prioritárias. Avaliação - prática de intervenções que auxiliam na tomada de decisão, ação capaz de subsidiar mudanças na construção e/ou na implementação de programas, projetos ou políticas de saúde. Processo mais amplo, referente aos resultados mais finalísticos da ação avaliada. Um desafio é incorporar o monitoramento e avaliação à rotina dos gestores e profissionais, como cultura indissociável do fazer em saúde. Esperar que os problemas aconteçam para tomar a decisão nos remete a um processo ineficiente de gerenciamento. Conceitos iniciais Principais subsistemas no Brasil • Sistema de Informação sobre mortalidade (SIM) • Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) • Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) • Sistema de Informação Ambulatorial (SAI/SUS) • Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS) • Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) • Sistema de Informação sobre HAS e DM (HIPERDIA) • Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) • Sistema de Informação de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) • Acompanhamento de Gestantes (SISPRENATAL) • Sistemas Municipais (HYGIA em Ribeirão Preto-SP) • Sistema de Informação em Saúde do Pacto pela Saúde (SISPACTO) • Sistema de Apoio ao Relatório de Gestão (SARGSUS) • 1971, foi criado o Núcleo de Informática do Ministério da Saúde • Em 1975 - SIM (Sistema de Informação de Mortalidade) – Primeiro SIS implantado no País, coletando dados por meio da DO. • SNVE (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica), que foi estabelecido com base em documentos individuais e padronizados de coleta para as diferentes Doenças de Notificação Compulsória. • Na década de 90 - Início da descentralização dos SIS e implementação da Rede Nacional de Informação em Saúde (RNIS), que tem como objetivo integrar e disseminar as informações de saúde no país. Principais subsistemas no Brasil Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM): • Criado pelo DATASUS para a obtenção regular de dados sobre mortalidade no país. • Possibilita a captação de dados sobre mortalidade, de forma abrangente, para subsidiar as diversas esferas de gestão na saúde pública. • O documento básico é a Declaração de Óbito, padronizada nacionalmente e distribuída pelo Ministério da Saúde, em três vias. • Problema: sub-registro, chegando a mais de 30% em algumas regiões do país. • Acesso para o gestor: http://sim.saude.gov.br/default.asp • Acesso livre: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/ Principais subsistemasno Brasil https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/ Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM): • No processo de planejamento, o SIM possibilita identificar as principais causas de mortalidade, assim como sua categorização por faixa etária, observar o comportamento de eventos sentinela e monitorar a qualidade de declarações de óbito, fortalecendo a análise situacional e o processo de priorização de ações. Principais subsistemas no Brasil • Exercício: Você saberia localizar no SIM a taxa de óbitos fetais do seu estado, por Município? • Acesse : heps://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/ • Na tela inicial, selecione a opção Óbitos fetais. • Em seguida, selecione um estado da federação para a apresentação do indicador (você pode selecionar na lista ou no mapa). • Ao clicar no estado você será direcionado automahcamente para a tela a seguir. • Selecione o ano de 2013 no campo PERÍODOS DISPONÍVEIS. • No campo SELEÇÕES DISPONÍVEIS, clique em Município e selecione a opção todas as categorias. • No fim da página, clique em Mostrar. • Você será direcionado para a página a seguir. • Você já pode visualizar a mortalidade fetal, por município. Pode ainda solicitar, no final da tela, a visualização por meio de gráfico ou mapa, e por hpo de extensão do arquivo. Principais subsistemas no Brasil https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/ • Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) • Concebido à semelhança do SIM e implantado gradualmente pelo Ministério da Saúde, a partir de 1990. Dispõe de dados consolidados nacionalmente desde 1994, mas apresenta variações de cobertura nos primeiros anos de implantação. • O documento básico é a Declaração de Nascido Vivo (DN), padronizada nacionalmente e distribuída pelo Ministério da Saúde, em três vias. • Fluxo análogo ao do SIM, com codificação e transcrição efetuadas pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde. • Acesso: mesmo endereço TabNet Principais subsistemas no Brasil • SINAN: o sistema de vigilância de agravos transmissíveis e não transmissíveis envolve o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), desde 1990, com o objetivo de: a. padronizar a coleta e o processamento de dados sobre agravos de notificação obrigatória no território nacional, b. fornecer dados para a análise do perfil da morbidade e c. contribuir para a tomada de decisões nos níveis municipal, estadual e federal. • Lista SINAN: a. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4179758/mod_resource/content/1/portaria 204_2016NotificacaoCompulsoria.pdf Principais subsistemas no Brasil • Sistemas de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) • Coleta, transmite e dissemina dados gerados rotineiramente pelo sistema de vigilância epidemiológica, nas três esferas de governo. • Apoia processos de investigação e de análise das informações sobre doenças de notificação compulsória. • Sistema modular e informatizado desde o nível local, pode ser operado a partir das unidades de saúde. • Documentos básicos: ficha individual de notificação (FIN), preenchida pelas unidades assistenciais a partir da suspeita clínica da ocorrência de algum agravo de notificação compulsória ou outro agravo sob vigilância. Ficha individual de investigação (FII), que contém campos específicos de orientação para a investigação do caso. Principais subsistemas no Brasil • Sistemas de Informações de Agravos de No;ficação (SINAN) • Constam do sistema a planilha e o bole]m de acompanhamento de surtos, e bole]ns de acompanhamento de hanseníase e tuberculose. • As secretarias estaduais ou municipais de Saúde são responsáveis pela impressão, numeração e distribuição dos formulários. • Acesso - alimentação pela gestão: h^p://sinan.saude.gov.br/sinan/login/login.jsf • Acesso público: h^ps://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude- tabnet/ Principais subsistemas no Brasil • Sistema de Informações em Saúde da Atenção Básica (SISAB) e o e-SUS • Foi desenvolvido pelo DATASUS, em 1998, para coletar dados de produção, realizado pela equipe das Unidades de Saúde, e sistematizar dados coletados nas visitas às comunidades, realizadas pelos agentes comunitários de saúde e Equipe de Saúde da Família. • Por muito tempo os instrumentos de coleta de dados do SIAB foram: relatório PMA2, relatório SSA2, ficha D, ficha C, ficha B-GES, ficha B-HA, ficha B-DIA, ficha B-TB, ficha B-HAN. Principais subsistemas no Brasil • Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) • Limita-se às internações no âmbito do SUS. • Estima-se que o SIH/SUS reúna informações sobre 60% a 70% das internações hospitalares realizadas no país, variando de acordo com a região. • Documento básico: Autorização de Internação Hospitalar (AIH), que habilita a internação do paciente e gera valores para pagamento. • Acesso - Morbidade Hospitalar do SUS: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203. • Acesse o link e verifique a morbidade hospitalar do seu município, por sexo. As etapas de acesso são as mesmas anteriormente nos demais sistemas. Principais subsistemas no Brasil http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203 • Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS): • Captação e processamento das contas ambulatoriais do SUS, que representam mais de 200 milhões de atendimentos mensais. • Documento básico: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), preenchido pelas unidades ambulatoriais. Seu processamento é descentralizado na esfera estadual ou municipal, conforme o nível de gestão, para envio ao Datasus. • Para procedimentos de alta complexidade e alto custo (hemodiálise, terapia oncológica etc.), o SIA/SUS tem como documento básico a autorização para procedimentos de alto custo/complexidade (Apac). • Acesso: http://sia.datasus.gov.br/principal/index.php Principais subsistemas no Brasil Sistema de tabulação TABNET do Datasus (Departamento de Informá=ca do SUS): • Importar tabulações efetuadas na Internet (geradas pelo aplica=vo TabNet, também desenvolvido pelo Datasus); • Realizar operações aritmé=cas e estaHs=cas nos dados da tabela; • Elaborar gráficos de vários =pos, inclusive mapas, a par=r dos dados da tabela; • Efetuar outras operações na tabela, ajustando-a às suas necessidades. • A construção e aplicação de índices e indicadores de produção de serviços, de caracterís=cas epidemiológicas (incidência de doenças, agravos e mortalidade) e de aspectos demográficos de interesse (educação, saneamento, renda etc) - por estado e por município; • A programação e o planejamento de serviços; • A avaliação e tomada de decisões rela=vas à alocação e distribuição de recursos; • A avaliação do impacto de intervenções realizadas nas condições de saúde. Principais subsistemas no Brasil Sistema de tabulação TABNET do Datasus (Departamento de Informática do SUS): • Este tabulador de dados permite ao usuário gerar tabela e produzir gráficos e mapas, através do seguinte processo: • Seleção do grupo de informações tais como: Mortalidade; Nascidos Vivos; • Informações Epidemiológicas; Morbidade; Indicadores de Saúde; Assistência à Saúde; • Informações Demográficas e Socioeconômicas; Inquéritos e Pesquisas e Cadastros da Rede Assistencial, Escolha da abrangência geográfica, Seleções das variáveis, Seleção do período ou períodos e dos filtros, Visualização dos resultados através de mapas, gráficos e tabelas bidimensionais (linhas e colunas). Principais subsistemas no Brasil Sistema de tabulação TABNET do Datasus (Departamento de Informática do SUS): • Caso clínico de apoio - exercício TABNET https://drive.google.com/file/d/1IPOiuzr82vQ5UrDjblggPF4v4- ZMCoa2/view?usp=share_link Principais subsistemas no Brasil Dificuldades e avanços • Integração dos dados entre os diferentes sistemas -> gera a necessidade de inserir as informações diversas vezes. Materiais u*lizados para a aula • https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/13/Unidade 3/Sistemas_de_Informacao/p_04.html• https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2457274/mod_resource/ content/8/Aula%20SIS%20-%202017.pdf https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7370/1/GP2U3.pdf • https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a- informacao/siops/entrega-de- dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf • http://tabnet.datasus.gov.br/Tutorial/Tutorial_tabNet_FINAL.pdf https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/13/Unidade3/Sistemas_de_Informacao/p_04.html https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/13/Unidade3/Sistemas_de_Informacao/p_04.html https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2457274/mod_resource/content/8/Aula%20SIS%20-%202017.pdf https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2457274/mod_resource/content/8/Aula%20SIS%20-%202017.pdf https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7370/1/GP2U3.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entrega-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entrega-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entrega-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf http://tabnet.datasus.gov.br/Tutorial/Tutorial_tabNet_FINAL.pdf OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO PRÁTICA DE SAÚDE BASEADA EM EVIDÊNCIAS Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Apresentar e discu?r a Prá?ca de Saúde Baseada em Evidências (PSBE) • Discu?r as habilidades de busca de evidências cienIficas que dão suporte à prá?ca clínica • Discu?r a avaliação crí?ca das evidências disponíveis Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina - 2014 Art. 4º Dada a necessária ar?culação entre conhecimentos, habilidades e a?tudes requeridas do egresso, para o futuro exercício profissional do médico, a formação do graduado em Medicina desdobrar-se-á nas seguintes áreas: • I - Atenção à Saúde; • II - Gestão em Saúde e • III - Educação em Saúde. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina Seção I - Da Atenção à Saúde • III - qualidade na atenção à saúde, pautando seu pensamento crí?co, que conduz o seu fazer, nas melhores evidências cien9ficas, na escuta a?va e singular de cada pessoa, família, grupos e comunidades e nas polí?cas públicas, programas, ações estratégicas e diretrizes vigentes. • Seção II - Da Gestão em Saúde Art. 6º - III - Tomada de Decisões, com base na análise crítica e contextualizada das evidências científicas, da escuta ativa das pessoas, famílias, grupos e comunidades, das políticas públicas sociais e de saúde, de modo a racionalizar e otimizar a aplicação de conhecimentos, metodologias, procedimentos, instalações, equipamentos, insumos e medicamentos, de modo a produzir melhorias no acesso e na qualidade integral à saúde da população e no desenvolvimento científico, tecnológico e inovação que retroalimentam as decisões; Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina - 2014 • Seção III - Da Educação em Saúde Art. 7º - I - aprender a aprender, como parte do processo de ensino aprendizagem, iden?ficando conhecimentos prévios, desenvolvendo a curiosidade e formulando questões para a busca de respostas cienJficamente consolidadas, construindo sen?dos para a iden?dade profissional e avaliando, cri?camente, as informações ob?das, preservando a privacidade das fontes; Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina - 2014 Prática de Saúde Baseada em Evidências (PSBE) “Uso consciencioso, explícito e judicioso das melhores evidências cien9ficas correntemente disponíveis para tomar decisões relaJvas ao cuidado de pacientes individuais” Fonte: SACKETT DL, ROSENBERG WM, GRAY JA, HAYNES RB, RICHARDSON WS. Evidence-based medicine: what it is and what it isn't. Br Med J. 1996; 312:71-72. Editorial Habilita os profissionais a utilizarem a informação de forma eficiente e lógica através de três habilidades centrais: • Busca eficaz na literatura científica • Avaliação crítica da informação • Aplicação da informação • A evidência, por si só, não é o que determina as decisões Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências Expertise clínica Conhecimento científico relevante MBE Valores e crenças • Considerar a individualidade • Decisão compartilhada • Oferta acurácia e precisão • Destaca efeitos, eficácia e segurança • Considera qualidade de vida • Proficiência e julgamento • Problematização Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências ● "Metade do que você aprenderá na faculdade de medicina será mostrado totalmente errado ou desatualizado dentro de alguns anos após a formatura. O problema é que ninguém pode te dizer qual metade - então o importante a aprender é aprender sozinho." Dave Sackett ● É normal ter dúvidas! ● É BOM ter dúvidas e checar as condutas! Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências ● 1º passo: Background ou Foreground? ● 2º passo: Boa elaboração e amadurecimento da questão ● 3º passo: Encontrar plataforma adequada de busca e/ou desenho de estudo adequado para questão ● 4º passo: Colocar termos corretos na pesquisa. ● 5º Passo: Avaliação crítica da evidência ● 6º Passo: Aplicação da evidência avaliando o contexto Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências Dúvidas de Background: Livros texto! Dar preferência à livros de Medicina AMBULATORIAL Exemplos: “Tratado Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade” e “Medicina Ambulatorial. Duncan” “Background” • Anatomia • Fisiologia • Histologia • Fisiopatologia • Semiologia • Farmacologia Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências Dúvidas de Foreground: Diretrizes ou Guidelines Sumários de Evidência ArLgos originais “Foreground” • Terapêutica • Diagnóstico • Diferencial • Danos • Prognóstico Onde Buscar? Depende da minha dúvida! ● Quero uma diretriz que me diga o que fazer? ● Essa diretriz existe? ● Quero um sumário de evidências ● Quero um artigo original por que não foi possível encontrar essa dúvida? Onde Buscar? Literatura primária: São os artigos originais publicados pelos autores nas revistas. Literatura Secundária: Avaliam e reúnem a literatura primária para dúvidas específicas da prática clínica. PARA DÚVIDAS NO QUOTIDIANO SÃO MELHORES OPÇÕES. Diretrizes e Guidelines, Revisões sistemáticas, Meta Análises Onde Buscar Pesquisa não avaliada: Pesquisas originais publicadas pelos autores nas revistas e que não foram avaliadas depois de publicadas Pesquisa pré-avaliada: As bases de evidências pré-avaliadas contêm arLgos que apresentam um resumo, uma avaliação críLca e comentários sobre um arLgo de pesquisa original. Quando uLlizados de forma eficiente, os recursos de informação pré- avaliadospodem economizar um tempo valioso, uma vez que as evidências idenLficadas através desses recursos já foram submeLdas a um processo de avaliação críLca. Os recursos pré-avaliados oferecem vários benedcios: Onde Buscar 1.Eles possuem um processo de filtragem e seleção para que os artigos de pesquisa originais selecionados para serem avaliados tendam a ser estudos de maior qualidade que possam ter implicações de mudança de prática. Eles efetivamente separam o joio do trigo para seus leitores. 2.Eles avaliam criticamente os estudos identificados para destacar os pontos fortes e fracos metodológicos do estudo, ajudando os leitores a compreender as limitações no desenho do estudo e na generalização. 3.Eles incluem um comentário que coloca o estudo que está sendo avaliado no contexto da literatura mais ampla sobre o tema. Por onde começar? Diretrizes, Protocolos e Linhas de Cuidados Nacionais Há também internacionais Mesmo com guidelines internacionais eu ainda posso usar os recursos de tradução dos computadores! NICE/NHS/UK: https://www.evidence.nhs.uk/ https://www.evidence.nhs.uk/ Diretrizes ou Guidelines ● Projeto Diretrizes Associação Médica Brasileira (https://amb.org.br/projeto-diretrizes/) ● Biblioteca de Guias de Prática do Sistema Nacional de Saúde Espanhol (https://portal.guiasalud.es/) ● Associação Médica Canadense (CMA) (https://joulecma.ca/cpg/homepage) ● National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) – Reino Unido (https://www.nice.org.uk/) ● Colégio Americano de Médicos (ACP) - EUA (https://www.acponline.org/clinical-information/guidelines) Diretrizes ou Guidelines PrevenKvos ● Caderno de Atenção Básica n 29 ● Força Tarefa dos Estados Unidos (https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/) ● Força Tarefa Canadense (https://canadiantaskforce.ca/) Sumários de Evidência SÃO OS MAIS UTILIZADOS NA PRÁTICA CLÍNICA São organizados por tópicos de patologias e atualizados periodicamente. Apresentam também bulário de medicações. São adequados para a consulta rápida e busca de recomendações de condutas . Sumários de Evidências Hoje em dia há muitos aplicativos pagos que funcionam como “Sumário de Evidências” onde médicos quotidianamente tiram suas dúvidas sobre diagnóstico e tratamento. No entanto, aplicativos de mercado costumam não ser transparentes em relação à metodologia e aos conflitos de interesse. As sugestões de aplicativos apresentados anteriormente são melhores e mais transparentes. BMJ tem aplicativo com versão em Português. Dynamed disponível atualmente de maneira gratuita para sócios da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade Sumário de Evidências Sumários de Evidência Exemplo de Sumário de Evidência Exemplo de Sumário de Evidência Portal Saúde Baseada em Evidências (em atualização) Como pesquisar ar-gos originais 1 – Pergunta (PICO) 2 – Busca de evidências 3 – Qualidade da evidência 4 – Aplicação da evidência 5 – Análise do processo Pergunta estruturada: Pergunta Pergunta: 1) Muito importante pensar na população do estudo e e vieses de seleção que podem modificar os desfechos. Muito importante também pensar se o meu paciente de fato se adequa à população do estudo que estou lendo 2) Intervenções podem ser diagnósLcas, terapêuLcas ou de seguimento. 3) Para novas intervenções terapêuLcas o ideal é que se compare com o melhor tratamento já existente. Para ver se de fato é superior ao que já é feito e não com placebo. 4) O desfecho escolhido e a forma de avaliar o desfecho é o mais importante do estudo. Vamos ver exemplos de desfecho! Desfechos “Será que tomar zinco é bom para COVID?” Construindo e avaliando desfechos para aplicar na práLca clínica: Zinco reduz tempo de sintoma para COVID? Zinco reduz intensidade de sintomas para COVID? (como foi medido?) Zinco reduz internação por COVID? Zinco reduz intubação por COVID? Zinco reduz mortalidade por COVID? Os pacientes que tomaram zinco tem menos mortalidade geral por todas as causas? ALERTA: Desfechos orientados ao paciente • Resultados de pesquisas com relevância clínica (hard outcome) Ex.: Mortalidade, amputação, fratura, IAM, AVC, qualidade de vida, internação hospitalar • Desfechos subs;tutos (surrogate outcome) Ex.: biomarcadores (pressão arterial, glicemia, densidade óssea, LDL, TGL, PSA); Osteoporose Desfechos O ideal é que estudos trabalhem com qualidade de vida, mortalidade específica ou mortalidade geral. Estudos com desfechos intermediários (como resultados de exames laboratoriais) podem hiper esLmar benedcios EX: Uma medicação pode reduzir colesterol, mas será que ela realmente reduz mortalidade por causas cardiovasculares? Um exame pode fazer um diagnósLco mais cedo de câncer de próstata, mas será que isso realmente reduz a mortalidade por câncer de próstata? E a mortalidade como um todo desse grupo (grupo esse que morre mais de causas cardiovasculares)? Treino de pergunta PICO P- Mulheres acima de 40 anos I – Realização de mamografia anual entre 40 e 50 anos e bianual acima de 50 C- Realização de mamografia bianual acima de 50 anos O – Mortalidade geral. Mortalidade por Câncer de Mama. Incidência de diagnósLcos acima de estágio 1A Vamos tentar formular um com uma dúvida de um aluno da turma! Treino de pergunta PICO P – Homens acima de 50 anos I- Dosagem de PSA anual como rastreamento (pacientes assintomáLcos) de CA de próstata C- Não realizar dosagem de rastreamento apenas dosagem diagnósLca em pacientes sintomáLcos. O- Avaliação de mortalidade global nos dois grupos. Avaliação de mortalidade específica por câncer de próstata. Comparação da incidência de metástase nos dois grupos. Vamos tentar formular outra com uma dúvida de um aluno da turma! Onde buscar arKgos Originais: O Scielo é uma plataforma com muitos arLgos laLno-americanos! Onde buscar artigos Originais? A Organização Panamericana de Sáude tem uma grande plataforma! Onde Buscar ArKgos Originais Maior Plataforma (não necessariamente a mais úLl no dia a dia na ESF). Mas é excelente para pesquisa acadêmica. Avaliação das Evidências Validade refere-se ao quão perto os resultados do estudo se assemelham à realidade dos eventos estudados. É impossível avaliar as evidências simplesmente como "válidas" ou "inválidas" com base, apenas, no desenho do estudo. Trabalha-se com o conceito de Hierarquia Os desenhos de estudo são avaliados e HIERAQUIZADOS Avaliação das Evidências ● Uma abordagem consagrada e amplamente utilizada para tal é a GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) https://www.gradeworkinggroup.org/ ● Leva em consideração o desenho do estudo, a qualidade deste, a consistência e a exatidão ● Categoriza as recomendações em: faça, não faça, provavelmente faça, provavelmente não faça Avaliação de recomendação Aplicação da evidência Seu paciente é semelhante ao do estudo? Contemplaram-se os valores e as expectativas do paciente? A evidência se aplica ao seu paciente? Avaliação de Diretrizes • Diretrizes baseadas apenas na opinião de especialistas podem padronizar o atendimento sem fornecer benefício e podem dificultar a obtenção de evidências melhores • O conceito de que as Diretrizes de especialidades podem conter recomendações baseadas em evidências fortes, mas eventualmente também em evidências fracas é confuso para grande parte dos médicos (Ex rastreamento CA de próstata com dosagem de PSA e exame de toque retal) • Quando a evidência é forte, devemos usá-la para padronizar a prática; quando é muito fraca, não há benefício para a padronização Análise do processo Fizemos a pergunta correta? Encontramos a melhor evidência? Fizemos avaliação crítica da validade e da utilidade da evidência encontrada? Integramos a experiência à avaliação crítica e aplicamos os resultados na prática?au to -a ná lis e Referências GUSSO, Gustavo; LOPES, José MC, DIAS, Lêda C, organizadores.Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e PráLca. Porto Alegre: ARTMED, 2019,2388p. DUNCAN BB; SCHMIDT MI; GIUGLIANI ERJ; DUNCAN MS; GIUGLIANI C, organizadores. Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2013 Alencar Neto, José Nunes de (org.).Manual de Medicina Baseada em Evidências / Organizador: José Nunes de Alencar Neto.– 1. ed.– Salvador, BA : Editora Sanar, 2021.416 p. InsLtuto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva.Detecção precoce do câncer / InsLtuto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Riode Janeiro : INCA, 2021. OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO PRÁTICAS INTEGRATIVAS NA APS Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31º Ciclo do PMMB • Conceituar Racionalidades Médicas • Apresentar conceitos de Medicinas Tradicionais, Medicinas Alternativas, Medicina Complementar e Medicina Integrativa • Apresentar e discutir a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) • Apresentar e discutir a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos • Discutir os princípios de Fitoterapia, Medicina Tradicional Chinesa e Mindfulness OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM RACIONALIDADES MÉDICAS SISTEMAS MÉDICOS COMPLEXOS ´ Há mais de uma rationale médica atuante na cultura atual, comportando mais de um paradigma em saúde. ´ Os diferentes grupos e indivíduos da sociedade civil fazem uso de distintas racionalidades terapêuticas, de acordo com atribuições de sentido e significados específicos, coerentes com situações específicas de saúde/doença. PRESSUPOSTOS MEDICINAS TRADICIONAIS ´ Definição “É a soma total do conhecimento, habilidades e práticas baseadas nas teorias, crenças e experiências de diferentes culturas, explicáveis ou não, e usadas na manutenção da saúde, bem como na prevenção, diagnóstico, tratamento ou melhoria de doenças físicas e mentais”. (WHO, 2000) MEDICINAS ALTERNATIVAS ´ Definição “Nos países onde o sistema de saúde dominante é baseado na medicina alopática ou onde a Medicina Tradicional não foi incorporada no sistema de saúde nacional, muitas vezes estas Medicinas são chamadas de ‘alternativas’” (WHO, 2002) MEDICINA COMPLEMENTAR ´ Definição “Medicina Complementar geralmente refere-se ao uso de uma abordagem não-convencional em conjunto com a medicina convencional.” (NCCAM, 2013) MEDICINA INTEGRATIVA ´ Definição “Medicina Integrativa está associada a uma mudança de paradigma e, para exercê-la, é necessário reorientar as crenças, práticas e experiências em relação à saúde.”(OTANI E BARROS, 2011). MEDICINA INTEGRATIVA - CONTEXTO ´ Conceito foi criado a partir do ano 2000. ´ O termo Práticas Integrativas advém deste conceito. MEDICINA INTEGRATIVA PRINCÍPIOS QUE A DEFINEM • Paciente e médico são parceiros no processo de cuidado e cura; • Todos os fatores que influenciam a saúde, bem-estar e doença são levados em consideração, incluindo a mente, o espírito e a comunidade, bem como o corpo; • O uso adequado de ambos os métodos convencionais e tradicionais facilita a resposta natural de cura do corpo; • Intervenções naturais e menos invasivas eficazes devem ser usadas sempre que possível; MEDICINA INTEGRATIVA PRINCÍPIOS QUE A DEFINEM • Não rejeita a medicina convencional nem aceita acriticamente terapias alternativas; • Boa medicina é baseada em boa ciência, orientada para a investigação de novos paradigmas; • Juntamente com o conceito de tratamento, os conceitos mais amplos de promoção da saúde e prevenção da doença são fundamentais, incluindo a prevenção quaternária; • Praticantes da medicina integrativa devem adotar os seus princípios e se comprometerem à autoreflexão, ao autodesenvolvimento e ao autocuidado. (WEIL, 2013) POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO SUS (PNPIC) Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) • OMS - no final da década de 70 criou o Programa de Medicina Tradicional, objetivando a formulação de políticas na área e estimulando os estados membros a formularem e implementarem políticas públicas para uso racional e integrado das medicinas tradicionais, com foco na atenção primária. Fonte: http://dab.saude.gov.br Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) ´ Brasil - legitimação e a institucionalização dessas abordagens através das Portarias Ministeriais nº 971 em 03 de maio de 2006, e nº 1.600, de 17 de julho de 2006. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) Objetivo: ´"Estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias efetivas e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na INTEGRAÇÃO do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde- doença e a promoção global do CUIDADO HUMANO, especialmente do AUTOCUIDADO." (Brasil, 2006) Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) ´ Objetiva aumentar a resolubilidade do SUS e ampliar o acesso às práticas integrativas e complementares em saúde (PICS), garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) ´ A PNPIC é transversal em suas ações no SUS e está presente em todos os níveis de atenção, prioritariamente na Atenção Primária à Saúde (APS). Municípios com oferta de PICS 2019 ´ Dados parciais obtidos para o ano de 2019: ´ PICS foram ofertadas em 17.335 serviços da Rede de Atenção à Saúde (RAS); ´ Distribuídos em 4.297 municípios (77%); ´ E em todas das capitais (100%). Práticas Integrativas e Complementares em Saúde • São cada vez mais procuradas e apreciadas como formas legítimas de cuidado eficiente em saúde; • São formas de cuidado que chamam a atenção pela integratividade com que lidam com a complexidade humana (em suas dinâmicas física, emocional, mental, social e espiritual) em uma prática sistematizada e coerente; • Muitas pessoas já usam as PICS em suas vidas, mas boa parte não expõe isso aos profissionais de saúde a não ser que a pergunta seja feita ativamente. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) ´ Fortalecimento dos princípios do SUS ´ Integralidade ´Atuação nos campos da prevenção de agravos e da promoção, manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo. ´ Co-responsabilidade dos indivíduos pela sua saúde e auto-cuidado ´ Ampliação de ofertaPICS – registros dos atendimentos • A realização das Práticas Integrativas e Complementares devem ser devidamente registrados nos instrumentais do Ministério da Saúde na APS, dos quais destacamos a Ficha de Atendimento Individual e a Ficha de Procedimento do eSUS-AB. PICS – porque registrar nos atendimentos Fitoterapia • Terapêutica que utiliza os medicamentos cujos constituintes ativos são plantas ou derivados vegetais; • Prática tradicional e milenar de cuidados em saúde; • A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, foi constituída por decreto presidencial, em 17 de fevereiro de 2005; • Diversos estados no Brasil tem políticas estaduais de plantas medicinais e fitoterápicos. Fitoterapia • Segundo a PNPIC, as plantas medicinais podem ser oferecidas à população em uma ou mais das seguintes formas: • In natura (planta fresca): coletada no momento do uso • Seca (droga vegetal): planta medicinal (ou suas partes) que contenham substâncias ou classes de substâncias, responsáveis pela ação terapêutica, após processos de coleta, estabilização, quando aplicável, e secagem, podendo estar na forma íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada; • Fitoterápico manipulado: produzido por farmácia de manipulação • Fitoterápico industrializado (medicamento fitoterápico): produzido pela indústria farmacêutica. Aplicação Clínica da Fitoterapia da APS • Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira e seus suplementos (BRASIL, 2011; 2018) • Relação Nacional de Medicamentos (BRASIL,2017) • Memento Fitoterápico Farmacopeia Brasileira (BRASIL, 2016) • Lista de Plantas Medicinais de Interesse do SUS (RENISUS) Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME Cynara scolymus L. (alcachofra) Família Asteracea • PARTE USADA: Folhas e brácteas frescas ou secas. • INDICAC ̧ÃO TERAPÊUTICA: Dispepsia, flatulência, diure ́tico, coadjuvante no tratamento de dislipidemia leve a moderada. • VIA DE ADMINISTRAC ̧ÃO: Oral. Acima de 12 anos. • CONTRAINDICAC ̧ÃO: Gestantes, nutrizes, doenc ̧as da vesícula biliar, hepatite grave, falência hepática e câncer hepático. • INTERAC ̧ÃO MEDICAMENTOSA: Medicamentos metabolizados pelas CYP3A4, CYP2B6 e CYP2D6, anticoagulantes, cumarínicos, diuréticos. • EFEITOS ADVERSOS: Diarreia e náuseas. Cynara scolymus L. (alcachofra) Família Asteracea Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME Aloe vera (L.) Burm. f. (babosa) Família Xanthorrhoeaceae Aloe vera (L.) Burm. f. (babosa) Família Xanthorrhoeaceae • PARTE USADA: Gel incolor mucilaginoso de folhas frescas • INDICAC ̧ÃO TERAPE ̂UTICA: Afecço ̃es pele, queimadura de 1o e 2o grau, hemorroidas, como cicatrizante. • VIA DE ADMINISTRAC ̧ÃO: To ́pico. Adulto e infantil. Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME Maytenus ilicifolia Mart. ex reissek (espinheira-santa) Família Celastraceae Maytenus ilicifolia Mart. ex reissek (espinheira-santa) Família Celastraceae • PARTE USADA: Folhas secas. • INDICAC ̧ÃO TERAPE ̂UTICA: Dispepsia, protetor da mucosa gástrica. • VIA DE ADMINISTRAC ̧ÃO: Oral. Acima de 12 anos. • CONTRAINDICAC ̧ÃO: Gestantes e na amamentação porque reduz o leite materno. • EFEITOS ADVERSOS: Náuseas, secura, gosto estranho na boca, náusea, tremor nas mãos e poliu ́ria e aumento do apetite com o uso do fitoterápico. Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME Mikania sp. (guaco) Família Asteraceae Mikania sp. (guaco) Família Asteraceae • PARTE USADA: Folhas. • INDICAÇÃO TERAPE ̂UTICA: Gripe, resfriado, bronquites e asma como expectorante. • VIA DE ADMINISTRAÇÃO: Oral. Acima de 2 anos. • OBSERVAÇÃO: Pode ser associada a poejo, alfavaca anisada, malvaric ̧o ou mil-em- ramas como expectorante. Evitar o uso prolongado pelo risco de hemorragia (até 100 dias), em suspeita de dengue. • INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: Anticoagulantes, pois as cumarinas podem potencializar seus efeitos e antagonizar o da vitamina K. • CONTRAINDICAÇÃO: Não utilizar em caso de tratamento com anti- inflamatórios não esteroides, gestantes, hepatopatas. • EFEITOS ADVERSOS: Pode provocar vômitos e diarreia. Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME Fitoterapia • Farma ́cia-Viva: Trata-se de um ente pu ́blico sob gestão estadual, municipal ou do Distrito Federal que deverá realizar todas as etapas, desde o cultivo, a coleta, o processamento, o armazenamento de plantas medicinais, a manipulação e a dispensação de preparaço ̃es magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos. Farmácia Viva fica vedada de comercializar plantas medicinais e fitoterápicos (BRASIL, 2010). • Hortos comunitários; • Conhecer o uso tradicional nos territórios. Medicina Tradicional Chinesa (MTC) • Fundamentada em teoria taoísta sendo desenvolvida há mais de 5000 anos; • Pensamento analógico: os movimentos da natureza também são expressados no corpo humano e nos processos fisiopatológicos; • Saúde influenciada por fatores internos, como emoções (medo, raiva, alegria, apego, vontade) e por fatores externos, como mudanças climáticas (secura, umidade, calor, frio). Medicina Tradicional Chinesa (MTC) • As práticas em MTC visam interferir nestes fatores, influenciando positivamente na saúde do indivíduo. • Fitoterapia chinesa • Dietoterapia chinesa • Acupuntura • Moxabustão • Ventosas • Auriculoterapia • Práticas corporais: Tai Chi Chan / Chi Kung • Massoterapias: Tuiná / Shiatsu Mindfulness • Prática de meditação que tem se mostrado efetiva na prevenção e tratamento de condições de saúde crônicas. • Principais componentes: • Autorregulação da atenção intencionalmente ao que está acontecendo a cada momento • Autorregulação da atenção enquanto qualidade mental caracterizada por uma atitude de abertura e curiosidade frente à experiência. ATENÇÃO PLENA AO RESPIRAR CAMINHADA COM ATENÇÃO PLENA ESCANEAMENTO CORPORAL MOVIMENTOS COM ATENÇÃO PLENA Referências • BRASIL. Ministério da Saúde, 2006. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. • LUZ.T.M, Novos Saberes e Práticas em Saúde Coletiva, São Paulo, Editora Hucitec, 2003 • National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCAM), http://nccam.nih.gov/ • OTANI, Márcia Aparecida Padovan and BARROS, Nelson Filice de. A Medicina Integrativa e a construção de um novo modelo na saúde. Ciênc. saúde coletiva[online]. 2011, vol.16, n.3, pp. 1801-1811 2002–2005. Geneva; 2002 • SCOGNAMILLO-SZABÓ, M.V.R.; BECHARA, H. Acupuntura: bases científicas e aplicações. Ciência Rural, Santa Maria, v.31, n.6, p.1091-1099, 2001. • Teixeira MZ. Homeopatia: ciência, filosofia e arte de curar. Rev Med (São Paulo). 2006 abr.- jun.;85(2):30-43. • WEIL, A. 2013. http://integrativemedicine.arizona.edu/about/definition.html • World Health Organization. General Guidelines for Methodologies on Research and Evaluation of Traditional Medicine. Geneva; 2000. • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formula ́rio de fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Brasilia: Anvisa, 2011. Disponivel em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/259456/Suplemento+FFFB. pdf/478d1f83-7a0d-48aa-9815-37dbc6b29f9a • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Memento Terape ̂utico Fitotera ́pico, 2016. Brasi ́lia: Anvisa, 2016. Disponi ́vel em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/2909630/Memento+Fitoterapico/ a80ec477-bb36-4ae0-b1d2-e2461217e06b http://integrativemedicine.arizona.edu/about/definition.html Referências • World Health Organization. WHO Traditional Medicine Strategy 2002–2005. Geneva; 2002 • YAMAMURA, YSAO. Acupuntura tradicional: A Arte de Inserir. 2 Ed. Ver. E ampl. São Paulo. Roca, 2001. • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Práticas integrativas e complementares: plantas medicinais e fitoterapia na Atenção Básica/Ministério da Saúde. Secretaria deAtenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/praticas_integrativas_complementares_plantas_medicinais_cab31.pdf. • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Saúde da Família. Relatório de Monitoramento Nacional das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde nos Sistemas de Informação em Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2020. • DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. • GUSSO, G.; LOPES, J. M.C.; DIAS, L. C., organizadores. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019, 2388 p. • BRASIL. BVS APS Atença ̃o Prima ́ria a ̀ Saúde. Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. Que receitas de xarope caseiro com efeito expectorante podem ser recomendados para crianc ̧as menores de 1 ano? Núcleo de Telessaúde Sergipe, 09 mar. 2018. Disponível em: http://aps.bvs.br/aps/que-receitas-de-xarope-caseiro-com-efeito-expectorante-podem-ser-recomendadas- para- criancas-menores-de-1-ano/ • BRASIL. Ministe ́rio da Saúde. Secretaria de Cie ̂ncia, Tecnologia e Insumos Estrate ́gicos. Departamento de Assiste ̂ncia Farmace ̂utica e Insumos Estrate ́gicos. Relac ̧a ̃o Nacional de Medicamentos Essenciais: RENAME 2017. 10. ed. rev. e atual. – Brasilia: Ministerio da Saude, 2017. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_rename_2017.pdf • Memento fitoterápico para pra ́tica clínica na AB [recurso eletrônico] / Universidade Federal de Santa Catarina, Núcleo Telessaúde Santa Catarina; organizado por: Gisele Damian Antonio Gouveia, Cesar Simionato. – Dados eletrônicos. – Florianópolis : CCS/UFSC, 2019. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/praticas_integrativas_complementares_plantas_medicinais_cab31.pdf OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO PROMOÇÃO DA SAÚDE, INTERSETORIALIDADE E PARTICIPAÇÃO SOCIAL Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Compreender dimensões da promoção à saúde • Reconhecer a necessidade de ações intersetoriais na APS • Apresentar a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) • Conhecer como funcionam os espaços interinstitucionais da participação social, como conselhos e conferências de saúde • Conhecer e construir possibilidades de ações no território A PNPS traz em sua base o conceito ampliado de saúde e o referencial teórico da promoção da saúde como um conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, no âmbito individual e coletivo, caracterizando-se pela articulação e cooperação intra e intersetorial, pela formação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), buscando articular suas ações com as demais redes de proteção social, com ampla participação e controle social. (Origem: PRT MS/GM 2.446/2014, Art. 2º) O QUE É PROMOÇÃO DA SAÚDE? COMO SE FAZ PROMOÇÃO DA SAÚDE NA APS? QUEM FAZ? É de responsabilidade de toda a equipe da APS (incluindo MÉDICAS E MÉDICOS) a operacionalização de implementação das recomendações de ações de promoção, com foco na abordagem do cuidado individual, familiar e coletivo, sendo um rol de atividades que podem e devem ser inseridas na agenda dos profissionais. Recomendações para a Operacionalização da Política Nacional de Promoção da Saúde na Atenção Primária à Saúde, Brasil. Ministério da Saúde, 2020. COMO SE FAZ PROMOÇÃO DA SAÚDE NA APS? QUEM FAZ? Considerando o âmbito do atendimento ao paciente e o aproveitamento de janelas de oportunidade para educação e promoção de saúde, a medicina centrada na pessoa cumpre o papel de responder a essas expectativas ao incorporar a perspectiva do paciente e torná-lo sujeito de sua própria saúde. Rev Med Minas Gerais 2016; 26 (Supl 8): S216-S222 E PARA ALÉM DAS “PALESTRAS” E SALAS DE ESPERA? CONTANDO EXPERIÊNCIAS USF IRMÃ DULCE - Santo Antônio de Jesus (SAJ) BA (RE)CONHECENDO O TERRITÓRIO E SUAS NECESSIDADES Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas USF IRMÃ DULCE - Santo Antônio de Jesus (SAJ) BA Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas MUTIRÃO DE COMBATE À DENGUE GRUPO DE PESSOAS COM HAS/DM REUNIÃO DE EQUIPE COM FILME DISPARADOR DE DISCUSSÃO Cinema na USF Rádio Clube - SAJ (BA) Cuidando do cuidador - USF São Paulo - SAJ (BA) Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas USF NOVO HORIZONTE - Camaçari BA GRUPO DE HOMENS Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas USF NOVO HORIZONTE - Camaçari BA a brincadeira como ferramenta para o cuidado e o vínculo ● Ampliar acesso e dinamizar a agenda ● Oferecer um espaço lúdico vínculo cuidador/bebê ● Reunião de equipe / conversas de bastidores ● Fluxo de acolhimento ● Ambientar o espaço (arrecadar parceiros brinquedos e tatames) ● Conversar com (NASF/Emulti) ● Apresentar a proposta ao público Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas Promoção da Saúde Reafirma que a solução dos problemas de saúde não se esgota no uso de tecnologia médica ou na mudança de comportamentos individuais. A Atenção Básica é um locus privilegiado, da vida cotidiana, para a promoção da saúde, onde se manifestam as articulações entre os processos biológicos e sociais e exige que todo o sistema seja reordenado a fim de favorecer tratamento equitativo e integral em rede. A promoção da saúde possibilita ampliar a realidade e enxergar os processos estruturantes que mantêm situações depreciativas da saúde de indivíduos ou favorecem a sua superação. Feira comunitária organizada na pandemia para enfrentamento da insegurança alimentar e promover saúde no bairro Irmã Dulce, Santo Antônio de Jesus-BA. Objetivou organizar e implementar uma feira comunitária, conjuntamente entre comunidade e equipe de atenção primária, para auxiliar os moradores do bairro no acesso (geográfico e custeio) à alimentos saudáveis, fomentar a economia local e criar uma rede de apoio mútuo em tempos de pandemia. Projeto de intervenção realizado num bairro periférico com vulnerabilidades, partindo da identificação do problema e delimitação de prazos e ações. Após definir o objeto, o plano de ação foi elaborado com equipe da APS, docentes e discentes de medicina e enfermagem e moradores interessados em comercializar ou trocar alimentos de agricultura familiar e produtos artesanais. Reuniões foram realizadas para definição do espaço e dia, levantamento dos produtos e estratégias de aquisição de barracasFotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas RIBEIRO, Sabiny Pedreira; CARVALHO, Keline Santos de; SANTOS, Ilana Silva; SANTOS, Malena Silva dos;CERQUEIRA, Mailla Grasiele Lima Sales; JESUS, Joana Carvalho Ribeiro de UM CASO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE . A 1ª feira ocorreu em 20/08/2021 com 6 feirantes, na praça central do bairro. Para divulgação utilizou-se a rádio local, carro de som, rede social, cartazes no bairro e informes nas visitas e USF. Após a 1ª feira, realizou-se avaliação, sendo pactuada como espaço permanente, realizada semanalmente às sextas-feiras e aberta à comunidade e novos feirantes dispostos a comercializar a preço justo. O grupo de feirantes consolidou-se como coletivo deliberativo e rede de apoio, atingindo 13 feirantes. Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas RIBEIRO, Sabiny Pedreira; CARVALHO, Keline Santos de; SANTOS, Ilana Silva; SANTOS, Malena Silva dos; CERQUEIRA, Mailla Grasiele Lima Sales; JESUS, Joana Carvalho Ribeiro de https://proceedings.science/abrascao-2022/trabalhos/promocao-da-saude-e-mobilizaca o- social-na-pandemia-de-covid-19-experiencia-da-or?lang=pt-br A “Feira do Mutum” construiu-se através da mobilização social para saúde, possibilitando alimentos saudáveis, promover acesso à fomento da formação economia local e de redes de apoio. Buscou-se, com ela, minimizar os impactos da pandemia do COVID-19, a exemplo da insegurança alimentar e do isolamento social na emcomunidade, atuando determinantes sociais de saúde inserindo-se, portanto, na concepção ampliada de saúde. https://proceedings.science/abrascao-2022/trabalhos/promocao-da-saude-e-mobilizaca o- social-na-pandemia-de-covid-19-experiencia-da-or?lang=pt-br A saúde precisa se preparar para compreender, identificar e contribuir para a resolução de problemas complexos que são construídos a partir das contradições da sociedade moderna. Essas contradições mudaram o perfil de adoecimento (transição/sobreposição epidemiológica), imprimiram uma vida social desfavorável à alimentação adequada e saudável (transição alimentar e nutricional) e ao tempo livre (aumento da inatividade física), além de construir um perfil de mortalidade com forte presença de violência e acidentes, especialmente de trânsito, ao mesmo tempo em que fazem as pessoas viverem mais, mas não necessariamente melhor. cîo/+iPEÆNcîiAs: /+is, EspAE'u/\is E /+iuNiL:iPAis PNPS: OBJETIVO GERAL Objetivo geral: Promover a equidade e a melhoria das condições e dos modos de viver, ampliando a potencialidade da saúde individual e coletiva e reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes dos determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais. Tem entre seus objetivos específicos: Contribuir para a articulação de políticas públicas inter e intrasetoriais com as agendas nacionais e internacionais. . Estimular a promoção da saúde como parte da integralidade do cuidado na Rede de Atenção à Saúde, articulada às demais redes de proteção social. Contribuir para a adoção de práticas sociais e de saúde centradas na equidade, na participação e no controle social, a fim de reduzir as desigualdades sistemáticas, injustas e evitáveis, respeitando as diferenças de classe social, de gênero, de orientação sexual e a identidade de gênero; entre gerações; étnico-raciais; culturais; territoriais; e relacionadas às pessoas com deficiências e necessidades especiais A PNPS adota como princípios: Motivados pelo desejo de mobilizar, os usuários de saúde mental, residentes na comunidade do Garcia (salvador - Bahia) para construção de um projeto de geração de renda desde outubro de 2017, a USF Garcia (Unidade de Saúde da Família úrsula Catarina) em parceria com o CAPS UFBA Garcia (Centro de Atenção Psicossocial) vem articulando oficina criativas em uma perspectiva de inserção social, com ideias que unem arte e empreendedorismo. O coletivo tem o objetivo construir possibilidades de enfrentamento das desigualdades sociais, apostando nas potencialidades de cada sujeito, favorecendo a superação de estigmas e preconceitos e oportunizar recursos para os usuários participantes. O grupo se encontra semanalmente no Centro Paroquial da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, parceiro do projeto. Na "Oficina lluminarte" estamos trabalhando a técnica milenar de origami para a construção de produtos com design e funcionalidade. São luminárias, móbiles, caixas, esculturas de papel que vão deixar a decoração de seu ambiente mais moderno e atraente. VENDAS EM EVENTO IDA AO CINEMA JUNTO COM A EQUIPE DA USF Formação e educação permanente Alimentação adequada e saudável Práticas corporais e atividades físicas Enfrentamento ao uso do tabaco e de seus derivados: Enfrentamento do uso abusivo de álcool e de outras drogas Promoção do desenvolvimento sustentável Promoção da mobilidade segura PNPS,2014 Promoção da cultura da paz e dos direitos humanos Temas prioritários O desafio da intersetorialidade na Atenção Básica A intersetorialidade proporciona a compreensão multidimensional e ampla da problemática acerca da atenção à saúde, resultando em intervenções de diversos setores, articulando diferentes práticas e saberes com o intuito de desenvolver ações produtivas e eficazes com finalidade de atingir resultados mais efetivos do que alcançaria a atuação isolada de qualquer um dos setores. EDUCAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL TRÂNSITO AMBIENTE SEGURANÇA INTERSETORIALIDADE A promoção da saúde pode ser o grande núcleo de convergência dos diversos setores, sejam governamentais, para mudanças estruturais ou não mirar que impactem positivamente a vida de populações. Ação intersetorial não significa juntar o que se faz separado. Não é soma. É uma relação dialética que cria algo pertencente a todos que o fizeram. Portanto, pressupõe, essencialmente, horizontalidade das relações, intercâmbios de conhecimentos e objetivos comuns E NA PRÁTICA, O QUE POSSO FAZER NA APS? A intersetorialidade é exercitada, por exemplo, em políticas ou programas que tratam de questões complexas, como a fome, a pobreza, as violências e os acidentes, as doenças crônicas não transmissíveis, as drogas, a evasão e o abandono escolar, entre outros. Mayara Floss - MFC Consultório na Rua - Salvador Consultório na Rua - Salvador: INTERSETORIALIDADE Reunião da rede para organização de evento https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/pop -rua-em-movimento-realiza-escuta-com-mora dores-de-rua-na-praca-campo-da-polvora/ Ação conjunta CnrR e DPE BA https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/pop-rua-em-movimento-realiza-escuta-com-moradores-de-rua-na-praca-campo-da-polvora/ https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/pop-rua-em-movimento-realiza-escuta-com-moradores-de-rua-na-praca-campo-da-polvora/ https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/pop-rua-em-movimento-realiza-escuta-com-moradores-de-rua-na-praca-campo-da-polvora/ Consultório na Rua - Salvador INTRA e INTERSETORIALIDADE visita a paciente internado em hospital Atividade com estudantes universitários sobre CnR - Uneb Natal com as crianças em situação de rua. Ministério da Saúde, 2021. Caderno de Promoção da Saúde de Adolescentes na Atenção Básica. Campinas, SP, 2019 Caderno de Promoção da Saúde de Adolescentes na Atenção Básica. Campinas, SP, 2019 O Programa Saúde na Escola (PSE), política intersetorial da Saúde e da Educação, foi instituído em 2007 pelo Decreto Presidencial nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007. As políticas de saúde e educação voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública brasileira se unem para promover saúde e educação integral. A intersetorialidade das redes públicas de saúde e de educação e das demais redes sociais para o desenvolvimento das ações do PSE implica mais do que ofertas de serviçosnum mesmo território, pois deve propiciar a sustentabilidade das ações a partir da conformação de redes de corresponsabilidade. A articulação entre Escola e Atenção Primária à Saúde é a base do Programa Saúde na Escola. O PSE é uma estratégia de integração da saúde e educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileira https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6286.htm O Programa Academia da Saúde. lançado em 2011, é uma estratégia de promoção da saúde e produção do cuidado que funciona com a implantação de espaços públicos conhecidos como polos onde são ofertadas práticas de atividades físicas para população. Esses polos fazem parte da rede de Atenção Primária à Saúde e são dotados de infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados. Foram concebidos como espaços voltados ao desenvolvimento de ações culturalmente inseridas e adaptadas aos territórios locais e que adotam como valores norteadores de suas atividades o desenvolvimento de autonomia, equidade, empoderamento, participação social, entre outros. Academia da saúde Balneário Piçarras — Ministério da Saúde (www.gov.br) Experiências Exitosas — Ministério da Saúde (www.gov.br) https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/academia-da-saude/experiencias-exitosas/aps-paginas-de-entrada-completas-em-construcao.pdf/view https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/academia-da-saude/experiencias-exitosas/aps-paginas-de-entrada-completas-em-construcao.pdf/view https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/academia-da-saude/experiencias-exitosas CONTROLE SOCIAL Como se organiza? Pra que serve? (312) Qual a importância da Lei 8.142/90 para o SUS? - YouTube (7 min) (312) Controle Social no SUS - YouTube (7 min) (312) Conselho Nacional de Saúde - Como funciona o Controle Social? - YouTube (4 min) https://www.youtube.com/watch?v=sC8wzo_EHhU https://www.youtube.com/watch?v=uFNjTZOT3ss https://www.youtube.com/watch?v=83KldLoUxMw PARTICIPAÇÃO POPULAR USF PHOC 3 - Camaçari - BA REUNIÃO MENSAL COM A COMUNIDADE PARA PLANEJAMENTO DE AÇÕES E DEMANDAS PARTICIPAÇÃO POPULAR USF PHOC 3 Camaçari - BA A partir da escuta das gestantes pelas profissionais da USF, durante o grupo, foi possível ouvir relatos de assistência ruim e violência obstétrica. O que gerou um incômodo nas MFCs a respeito da contradição entre temáticas discutidas (humanização do parto, por exemplo) e a realidade vivenciada no município. O que mobilizou as trabalhadoras para fazer um movimento coletivo envolvendo controle social. visita de vinculação na maternidade municipal USF NOVO HORIZONTE - Camaçari BA A partir de uma reunião na conferência municipal de saúde, foi constituído o Fórum de Humanização do Parto e Nascimento, o qual elaborou carta à sociedade. USF NOVO HORIZONTE - Camaçari BA yQ @ II ró u 90-90_ '06 - 1 ju -.z02 —|— Difundir e ampliar o conceito de promoção da saúde Territoriafizar a PNPS Fortalecer a Saúde em todas as PoLiticas intersetorialidade) @ ”esqu sar Ampliar conceito de cuidado com foco nas ações de promoção o6 Fortalecer o monitoramento e avaliação das ações de promoção da saúde J99?’.: G0V.BR/ «. e eo o Fomentar a inclusão das ações de promoção da saúde nos PRI Abrir as práticas clinicas para as promocionais Fomento a pesquisa relacionada a operacionalização da PNPS nos territórios 31°C Pred ensolarado p OR 1'i:16 pTB2 Z2/1O/2O23 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Doenças não Transmissíveis. Promoção da Saúde: aproximações ao tema: caderno 1 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Análise em Saúde e Doenças Não Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2021. 2. Atenção Primária à Saúde no Brasil [livro eletrônico]: conceitos, práticas e pesquisa / Maria Helena Magalhães de Mendonça et al. – Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2018. 3. Mendonça, Maria Helena Magalhães de; Matta, Gustavo Corrêa; Gondim, Roberta; Giovanella, Ligia. Atenção primária à saúde no Brasil: conceitos, práticas e pesquisa (Portuguese Edition) . SciELO - Editora FIOCRUZ. Edição do Kindle. REFERÊNCIAS 4. 5. SAIBA MAIS Publicações para Promoção à Saúde — Ministério da Saúde (www.gov.br) https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude Fortalecendo as ações de promoção da saúde no município https://youtu.be/ot-ahOwlSDE?si=54gz3nnSlDrtEYTs SUS e políticas públicas intersetoriais https://www.youtube.com/watch?v=8od9QzT3_fI&t=335s Ciênc. saúde coletiva. Vol.19, n.11. Rio de Janeiro. Nov. 2014. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1413-812320140011&lng=en&nrm=iso Conselhos de Saúde: a responsabilidade do controle social democrático do SUS https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/conselhos_saude_responsabilidade_controle_2edicao.pdf Vista do Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que é e o que fazer https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1013/716 https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude https://youtu.be/ot-ahOwlSDE?si=54gz3nnSlDrtEYTs https://www.youtube.com/watch?v=8od9QzT3_fI&t=335s http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1413-812320140011&lng=en&nrm=iso https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/conselhos_saude_responsabilidade_controle_2edicao.pdf https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1013/716 OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO REGISTROS MÉDICOS Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Discutir e apresentar o registro médico no prontuário (uso do prontuário eletrônico – PEC / e-SUS APS) • Discutir e apresentar os documentos comuns derivados do plano terapêutico (Receitas [comum, especial, A, B1, B2], Laudos, Atestados, Encaminhamentos) • Discutir e apresentar documentos específicos (Declaração de Óbito e Comunicação de acidente de trabalho) Por que registrar? • Registro adequado no prontuário • Contribui para a longitudinalidade e coordenação do cuidado • Partilha de informações com o restante da equipe • Documentos para o paciente com informação clara • Melhor entendimento do paciente sobre o plano traçado • Importância administrativa (atestados de saúde e outros) • Esfera judiciária: proteção para profissional e paciente Registro médico no prontuário eSUS APS Registros médicos e população LGBTQIA+ • Pergunte como a pessoa gostaria de ser chamada (Nome social e uso de pronomes) • Respeite o nome social (tanto na comunicação verbal quanto nos registros em prontuário) • Sinalize no prontuário o nome sociale a forma como a pessoa gosta de ser chamada • O eSUS APS possui campo de nome social e de identidade de gênero • Em prontuários de papel, sugerimos anotar na capa do prontuário • Discuta com a equipe sobre o acolhimento das pessoas LGBTQIA+ na unidade de saúde e sobre o registro adequado no prontuário Registro clínico orientado por problemas • Método SOAP • Subjetivo • Objetivo • Avaliação • Plano • Mais adaptado para o perfil de atendimentos da APS • Utilizado no eSUS-APS • Também recomendado para registros em prontuários de papel Método SOAP Coleta de informações Subje&vo Informações trazidas pelo paciente (impressões, receios, motivos para a consulta...) Objetivo Dados coletados durante a consulta (achados do exame físico, resultado de exames...) Definição dos problemas Avaliação Definição de impressões diagnósticas e construção da lista de problemas Pactuação de condutas Plano Plano terapêutico (exames solicitados, tratamentos prescritos, encaminhamentos) SOAP “Subjetivo” (S) Nessa parte se anotam as informações recolhidas na entrevista clínica sobre o motivo da consulta ou o problema de saúde em questão. Inclui as impressões subjetivas do profissional de saúde e as expressadas pela pessoa que está sendo cuidada. Se tivermos como referencial o “método clínico centrado na pessoa” (MCCP), é nessa seção que exploramos a “experiência da doença” ou a “experiência do problema”, vivida pela própria pessoa, componente fundamental do MCCP. “Objetivo” (O) Nessa parte se anotam os dados positivos (e negativos que se configurarem importantes) do exame físico e dos exames complementares, incluindo os laboratoriais disponíveis. SOAP “Avaliação”(A) Após a coleta e o registro organizado dos dados e informações subjetivas (S) e objetivas (O), o profissional de saúde faz uma avaliação (A) mais precisa em relação ao problema, queixa ou necessidade de saúde, definindo-o e denominando-o. Nessa parte se poderá utilizar, se for o caso, algum sistema de classificação de problemas clínicos, por exemplo, o CIAP. “Plano” (P) A parte final da nota de evolução SOAP é o plano (P) de cuidados ou condutas que serão tomados em relação ao problema ou necessidade avaliada. De maneira geral, podem existir quatro tipos principais de planos: 1) Planos Diagnósticos: nos quais se planejam as provas diagnósticas necessárias para elucidação do problema, se for o caso; 2) Planos Terapêuticos: nos quais se registram as indicações terapêuticas planejadas para a resolução ou manejo do problema da pessoa: medicamentos, dietas, mudanças de hábitos, entre outras; 3) Planos de Seguimento: nos quais se expõem as estratégias de seguimento longitudinal e continuado da pessoa e do problema em questão; 4) Planos de Educação em Saúde: nos quais se registram brevemente as informações e orientações apresentadas e negociadas com a pessoa, em relação ao problema em questão. SOAP no eSUS APS – Avaliação • Na construção da lista de problemas pode ser usado tanto CID10 quanto CIAP2 • CIAP2: Classificação Internacional de Atenção Primária - 2ª edição • Frequentemente mais útil que o CID10 para o trabalho na APS, já que foi construído para incluir problemas indefinidos SOAP no eSUS APS – Plano • Registro dos planos pactuados • Criação dos documentos necessários para o plano DOCUMENTOS GERADOS A PARTIR DO PLANO TERAPÊUTICO DO PACIENTE Receitas médicas Tipos de receita existentes no Brasil • Receita simples • Receita de controle especial • Receita [po A (Amarela) • Receita [po B1 e B2 (Azul) Lista de medicamentos por tipo de receita • No Brasil, as substâncias sujeitas a controles especial estão descritas na Portaria 344/98. A Anvisa atualiza periodicamente o anexo da Portaria, com as inclusões/alterações nas substâncias controladas. • https://www.gov.br/anvisa/pt- br/assuntos/medicamentos/controlados/lista-substancias http://antigo.anvisa.gov.br/legislacao https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/controlados/lista-substancias https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/controlados/lista-substancias Receituários médicos Receita Simples: • Validade por 30 dias • Pode ser válido por até 6 meses de tratamento no caso do registro na receita de uso contínuo Prescrição de antimicrobianos: • Duas vias • Receita com validade de 10 dias Fulano Beltrano Uso oral 1. Amoxicilina 500mg – 21 comprimidos Tomar um comprimido a cada 8 horas por 7 dias 2. Dipirona 500mg – 20 comprimidos Tomar dois comprimidos a cada 6 horas em caso de dor ou febre 15/10/2023 Carimbo médico Fulano Beltrano Uso oral 1. Enalapril 10mg – 120 comprimidos Tomar um comprimido a cada 12 horas todos os dias Uso subcutâneo 2. Insulina NPH 10UI/mL – 01 frasco Aplicar 20 unidades às 21:00 todos os dias 15/10/2023 Carimbo médico Uso Contínuo Formato de receita simples no eSUS-APS Receituário de Controle Especial ou C • Validade: 30 dias em todo o território nacional • Emi[r em duas vias sempre • quan[dade permi[da: 05 ampolas para injetáveis, e quan[dade correspondente a 60 dias de tratamento para outras formas farmacêu[cas. • Máximo 3 (três) substâncias ou medicamentos • Exemplos: an[convulsivantes, an[depressivos Preenchido pelo paciente Dados do médico Preenchido na farmácia Fulano Beltrano Rua X, 123, Bairro Cruzeiro, Rio de Janeiro 1. Fluoxetina 20mg – 60 comprimidos Tomar 2 comp. de manhã todos os dias Carimbo médico Receituário de controle azul ou B • B1 (psicotrópicos): vale por 30 dias após a data da prescrição • Exemplo: benzodiazepínicos • B2 (anorexígenos): 30 dias após prescrição; 30 dias de tratamento • Exemplo: Sibutramina • Muito pouco usada na APS • Validade apenas no Estado! Receituário de controle amarelo ou A • Tem 30 dias de validade após a prescrição (todo território nacional) • Mais utilizadas na APS para prescrição de opioides fortes em pacientes em cuidados paliativos • Uso para medicamentos de alto poder de dependência • Exemplos: morfina, fentanil, oxicodona, metilfenidato (ritalina) Clonazepam 01 frasco 2.5mg/mL 10 gotas à noite Fulano Beltrano Rua X, 123, Bairro tal, cidadeCarimbo médico Preenchido pelo paciente Preenchido na farmácia 15 10 23 Carimbo médico Preenchido pelo paciente Preenchido na farmácia 15 10 23 Morfina 50 cápsulas 1 cápsula 10mg a cada 12 horasFulano Beltrano Rua X, 123, Bairro tal, cidade Algumas questões importantes • Lembrar que, no Brasil, não é raro encontrar pacientes com dificuldade de ler e compreender as receitas • Algumas unidades de saúde montam fluxos específicos em suas farmácias (duas vias, renovação de prescrição, etc) • A renovação de receitas é um fator importante a ser organizado no processo de trabalho, visto que é um moWvo muito frequente de consulta Código de Ética Médica Capítulo III - Responsabilidade Profissional • É VEDADO AO MÉDICO: • Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos. Atestado médico • Tipos de Atestados Médico: • 1. Declaração de Óbito (D.O) • 2. Atestado por Doença • 3. Atestado para Repouso à Gestante (120 dias) • 4. Atestado por Acidente de Trabalho • 5. Atestado para Fins de Interdição • 6. Atestado de Aptidão Física • 7. Atestado de Sanidade Física e Mental • 8. Atestado para Amamentação • 9. Atestado de Comparecimento CUIDADO COM ATESTADOS RETROATIVOS Atestado médico RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 • Art. 1º O atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo seu fornecimento direito inalienável do paciente, não podendo importar em qualquer majoração de honorários. Atestado médico RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 • Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrarem ficha própria e/ou prontuário médico os dados dos exames e tratamentos realizados, de maneira que possa atender às pesquisas de informações dos médicos peritos das empresas ou dos órgãos públicos da Previdência Social e da Justiça. Atestado médico RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 • Art. 5º Os médicos somente podem fornecer atestados com o diagnóstico codificado ou não quando por justa causa, exercício de dever legal, solicitação do próprio paciente ou de seu representante legal. Atestado médico RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 • Parágrafo único: No caso da solicitação de colocação de diagnóstico, codificado ou não, ser feita pelo próprio paciente ou seu representante legal, esta concordância deverá estar expressa no atestado. Atestado de afastamento por doença • Até 15 dias de afastamento � empregador responsável por manter o pagamento de salário • Mais de 15 dias de afastamento � Afastamento pelo INSS, que agenda perícia e se responsabiliza por definir a aptidão do trabalhador para retorno ao trabalho Fulano Beltrano 000.000.000-00 01/01/2001 Atesto, para fins trabalhistas, que o Sr. Fulano Beltrano deve ser afastado de suas atividades laborais pelo período de 5 dias a partir de hoje. CID10: J45 Autorizo a divulgação do CID10 acima. _____________________________ Assinatura do paciente Carimbo médico Apenas quando solicitado pelo paciente Apenas quando o CID10 estiver no atestado 15 10 23 Encaminhamentos • A guia de encaminhamento é um documento de comunicação entre a APS (coordenadora do cuidado do paciente) e os demais pontos da rede de atenção à saúde • Deve ter informação suficiente para que o outro profissional entenda: • O motivo do encaminhamento • A história do paciente (pertinente ao encaminhamento) • O que o médico de referência espera do outro profissional OUTROS DOCUMENTOS Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT Preenchimento da CAT: • Responsabilidade do empregador • Caso o empregador não preencha, deve ser preenchido por médico assistente • Não necessita necessariamente de afastamento do trabalho • Caráter epidemiológico, social e trabalhista • Estabilidade de 12 meses após retorno ao trabalho Declaração de Óbito – DO Capítulo X - Documentos Médicos • É VEDADO AO MÉDICO: • Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente , ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação médico legal Declaração de Óbito – DO Capítulo X - Documentos Médicos • É VEDADO AO MÉDICO: • Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta DESTINO DE CADA VIA DA D.O. 1ª via (BRANCA) – Encaminhada à Secretaria Municipal de Saúde ou Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal 2ª via (AMARELA) – Entregue ao representante/familiar da pessoa falecida para ser utilizada para obtenção da Certidão de Óbito junto ao Cartório de Registro Civil 3ª via (ROSA) – Encaminhada à Secretaria Municipal de Saúde ou Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal Declaração de Óbito – DO Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico: • Preencher os dados de identificação com base em um documento da pessoa falecida. Na ausência de documento, caberá, à autoridade policial, proceder o reconhecimento do cadáver. • Registrar os dados na DO, sempre com letra legível e sem abreviações ou rasuras. Declaração de Óbito – DO Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico: • Registrar as causas da morte, obedecendo ao disposto nas regras internacionais, anotando, preferencialmente, apenas um diagnóstico por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte. • Revisar se todos os campos estão preenchidos corretamente, antes de assinar. Declaração de Óbito – DO O QUE NÃO SE DEVE FAZER: • Assinar DO em branco. • Preencher a DO sem examinar o corpo e constatar a morte • Preencher a DO quando há sinais de morte violenta Declaração de Óbito – DO Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico: O QUE NÃO SE DEVE FAZER: • Utilizar termos vagos para o registro das causas de morte como parada cardíaca, parada cardiorrespiratória ou falência de múltiplos órgãos • Cobrar pela emissão da DO Bloco V – Condições e causas do óbito Apenas se óbito de mulher em idade fértil Diz respeito a todo o curso da doença, não ao momento do óbito Causa imediata Doença que provocou a causa “a” Doença que provocou a causa “b” Doença que provocou a causa “c” Doenças que contribuíram para o óbito, mas não estão diretamente ligadas à ele Parte I Começar da causa imediata (linha a) e adicionar as causas antecedentes, que levaram a ela, nas linhas abaixo. Não é necessário preencher todas as linhas Parte II Pode ser deixada em branco caso não haja outras condições significativas que contribuíram para o óbito DECLARAÇÃO DE ÓBITO EXEMPLOS DE PREENCHIMENTO DO BLOCO V Declaração de óbito – exemplo 1 Você trabalha já há alguns anos numa equipe de saúde da família e ao longo desse tempo acompanha o Sra. Maria Beltrano, de 75 anos, portadora de HAS e hipotireoidismo. O hipotireoidismo de Maria foi diagnosticado por você há 3 anos e sempre esteve bem controlado. Ela tem HAS há pelo menos 20 anos, de difícil controle. Nos últimos dois anos evoluiu com dores precordiais recorrentes, sendo diagnosticada com doença arterial coronariana. Hoje você foi procurado pela família de Maria, contando que ela faleceu em casa. No início da tarde Maria se queixou aos filhos de dores no peito por quase uma hora, avisou que iria se deitar para descansar e não levantou mais. Você fez uma visita na casa de Maria, onde constatou o óbito e não encontrou nenhum sinal de causas violentas de morte. Declaração de óbito – exemplo 1 Infarto agudo do miocárdio Doença arterial coronariana Hipertensão arterial sistêmica Hipotiroidismo X X 1 hora 2 anos 20 anos 3 anos Declaração de óbito – exemplo 2 Paciente diabético, deu entrada no pronto socorro às 10h com história de vômitos sanguinolentos desde às 06 da manhã. Desde às 08h com tonturas e desmaios. Ao exame físico, descorado +++/4+ e PA de 0 mmHg. A família conta que paciente é portador de esquistossomose mansônica há 5 anos e que 2 anos atrás esteve internado com vômitos de sangue e recebeu alta com diagnóstico de varizes de esôfago, após exame endoscópico. Às 12h apresentou parada cardiorrespiratória e teve óbito verificado pelo médico plantonista, após o insucesso das manobras de reanimação. Atestados médicos Casos clínicos para discussão Caso 1 Mario Alberto, 42 anos, chega ao consultório solicitando um atestado médico para poder receber a pensão de sua mãe, Dona Marta. Mario informa que Dona Marta recentemente sofreu um AVC, estando, no momento, restrita ao domicílio, apresentando dificuldades para ir até o banco receber seu beneUcio. • Esse atestado deve ser feito pelo médico da ESF? • É necessário fazer uma consulta com Dona Marta antes de fazer o atestado? Como você organizaria essa consulta? • Como você redigiria esse atestado? Caso 2 Marlene, 28 anos, procura atendimento com seu filho João Pedro, de 8 anos, para solicitar um atestado médico que o autorize a realizar as aulas de educação física na escola. • Esse atestado deve ser feito pelo médico da ESF? • É necessário fazer uma consulta com João Pedro antes de fazer o atestado? O que seria necessário fazer nessa consulta? Caso 3 Kelly, gestante de 28 semanas, comparece a consulta de pré-natal acompanhada do marido Joel. Ao final da consulta, Kelly solicita um atestado médico para Joel, uma vez que ele faltou ao trabalho para acompanhar o atendimento do pré-natal • Como você conduziria a situação? • É adequado fazer o atestado de Joel? • Como estimular a participação do/aparceiro/a no acompanhamento pré- natal de gestantes considerando que as consultas geralmente acontecem em horário comercial? Curso da UNASUS • Curso: Documentos Médicos (Universidade de Brasília) • Os conteúdos trazem a revisão da regulamentação ético-legal de prontuários médicos, incluindo o registro médico orientado por problemas e método SOAP, prescrição de fármacos, atestados, laudos e declarações em geral. Especial atenção foi dada ao preenchimento da Declaração de Óbito. A última unidade do módulo orienta sobre as solicitações de referência para serviços de atenção especializada e apresentando, também, particularidades da regulação médica. • Link: https://www.unasus.gov.br/cursos/curso/45513 https://www.unasus.gov.br/cursos/curso/45513 REFERÊNCIAS UTILIZADAS • MADRUGA, CMD; SOUZA, ESMS. Manual de orientações básicas para prescrição médica. 2ed. rev. ampl. Brasília: CRM-PB/CFM, 2011. • CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 1658 de 19/12/2002. Normatiza a emissão de atestados médicos, e dá outras providências. Disponível em: <https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658> • BRASIL. Estratégia e-SUS Atenção Primária. Disponível em: <https://sisaps.saude.gov.br/esus/>. • BRASIL. O que é Prontuário Eletrônico do Cidadão? Disponível em: <https://aps.saude.gov.br/noticia/2300>. https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658 https://sisaps.saude.gov.br/esus/ https://aps.saude.gov.br/noticia/2300 REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Registrar Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT. Disponível em: <https://www.gov.br/pt- br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat>. • BRASIL. Ministério da Saúde. A declaração de óbito: documento necessário e importante. 3 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. • BRASIL. Ministério da Saúde. Declaração de Óbito: manual de instruções para preenchimento. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO RENAME E OS PRINCIPAIS GRUPOS DE MEDICAMENTOS NA APS Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Apresentar o que é a RENAME • Discutir os marcos legais da assistência farmacêutica do SUS • Discutir a RENAME e seus componentes • Discutir o Formulário Terapêutico Nacional • Apresentar como consultar a RENAME • Apresentar o conteúdo da RENAME O que é RENAME? • Relação Nacional de Medicamentos Essenciais • Importante instrumento orientador do uso de medicamentos e insumos no SUS • Apresenta os medicamentos oferecidos em todos os níveis de atenção e nas linhas de cuidado do SUS, proporcionando transparência nas informações sobre o acesso aos medicamentos da rede RENAME RELAÇÃO NACIONAL DE MEDICAMENTOS Decreto Nº. 7508 de 28 de junho de 2011: “a Rename compreende a seleção e a padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou de agravos no âmbito do SUS” “a cada dois anos, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as atualizações da Rename” A assistência farmacêutica no SUS Política Nacional de Medicamentos (Portaria GM/MS nº 3.916, de 30 de outubro de 1998) “O Ministério da Saúde estabelecerá mecanismos que permitam a contínua atualização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), imprescindível instrumento de ação do SUS, na medida em que contempla um elenco de produtos necessários ao tratamento e controle da maioria das patologias prevalentes no País.” A assistência farmacêutica no SUS Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 338, de 6 de maio de 2004 à Aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica Corrobora a “utilização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), atualizada periodicamente como instrumento racionalizador das ações no âmbito da Assistência Farmacêutica”. Atualizada a cada 2 anos 1. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. 2. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica. 3. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. 4. Relação Nacional de Insumos. 5. Relação Nacional de Medicamentos de Uso Hospitalar. Portaria GM/MS n.º 3.435, de 8 de dezembro de 2021 RENAME 2022 Componente Básico da RENAME • Financiamento tripartite: • União, estados e municípios transferem os recursos e as secretarias municipais de saúde ficam responsáveis pela compra e distribuição desses medicamentos. É de responsabilidade dos municípios a compra e a dispensação. Componente Básico da RENAME Exceção: aquisição e distribuição pelo MS • Clindamicina 300 mg para tratamento de hidradenite supurativa moderada; • Insulina NPH e insulina regular e • itens que compõem o Programa Saúde da Mulher: contraceptivos orais e injetáveis, misoprostol, dispositivo intrauterino (DIU) e diafragma. Componente Básico da RENAME Os medicamentos desse componente são voltados para os principais agravos e programas de saúde da Atenção Básica. Componente Estratégico da RENAME • Financiados, adquiridos e distribuídos de forma centralizada, pelo Ministério da Saúde • Aos demais entes da federação cabe o recebimento, o armazenamento e a distribuição dos medicamentos e insumos dos programas considerados estratégicos para atendimento do SUS. Componente Estratégico da RENAME • Destina-se agravos com potencial de impacto endêmico e às condições de saúde caracterizadas como doenças negligenciadas, que estão correlacionadas com a precariedade das condições socioeconômicas de um nicho específico da sociedade. Componente Estratégico da RENAME • Condições endêmicas, potencialmente graves ou doenças infecciosas relacionadas à vulnerabilidade social: tuberculose, hanseníase, malária, leishmanioses, doença de Chagas, meningites, esquistossomose, filariose, toxoplasmose, hepatites, dengue, etc Componente Estratégico da RENAME • Também garante o fornecimento dos insumos e medicamentos destinados ao controle do tabagismo, à influenza, à prevenção ao vírus sincicial respiratório, à intoxicação por cianeto, à alimentação e nutrição, à hepatite, aos hemocomponentes, a coagulopatias e hemoglobinopatias, às imunoglobulinas, à IST/aids, às vacinas e aos soros. Componente Especializado da RENAME • São medicamentos que estão contemplados nos Protocolos Clínicos de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) • Foco no tratamento de condições crônicas de maior complexidade ou custo de tratamento “...estratégiade acesso a medicamentos para doenças crônico- degenerativas, inclusive doenças raras, (...) busca da garantia da integralidade do tratamento medicamentoso, em nível ambulatorial...” Componente Especializado da RENAME Subdividido em grupos • Grupo 1: financiamento pelo MS • 1A: financiamento e aquisição centralizada no MS, que distribui para as secretarias de estado • 1B: financiamento pelo MS e aquisição pelas Secretarias de Estados • Grupo 2: financiamento, aquisição e distribuição pelas Secretarias de Estado • Grupo 3: aquisição e distribuição pelas Secretarias Municipais Componente Especializado da RENAME Um breve resumo: https://www.youtube.com/watch?v=aPFZjtZaa0U https://www.youtube.com/watch?v=aPFZjtZaa0U Relação nacional de Insumos e relação nacional de medicamentos de uso hospitalar • Insumos: contempla produtos para a área de saúde, relacionados aos programas do Ministério. Ex: preservativos, DIU, seringas, etc • Medicamentos de uso hospitalar: descritos em tabelas específicas acessadas pelo SIGTAP, financiados no âmbito da média e da alta complexidade Formulário Terapêutico Nacional • Documento orientador para o uso dos medicamentos, juntamente com os PCDT publicados pelo MS • Contém informações científicas e com base em evidências • São apresentadas indicações terapêuticas, contraindicações, precauções, efeitos adversos, interações, esquemas de administração, orientação ao paciente, formas farmacêuticas e apresentações disponíveis, entre outras informações. Formulário Terapêutico Nacional Objetivo • auxiliar profissionais de saúde e gestores para a seleção, a prescrição, a dispensação e o uso dos medicamentos e insumos indispensáveis e adequados às condições clínicas mais prevalentes. Formulário Terapêutico Nacional Ferramenta rápida e objetiva para consulta de informações sobre medicamentos pelos profissionais de saúde, permitindo a melhoria do cuidado ao paciente e a promoção do uso racional de medicamentos. Formulário Terapêutico Nacional • acessível também para os usuários do SUS • alinhada com a Rename 2022 • Possível consultar as informações por meio do aplicativo MedSUS, são disponibilizados vídeos orientativos sobre temas selecionados Como consultar a RENAME? • índice remissivo à busca pelo nome do fármaco em sua forma base ou por sua denominação derivada (sais, ésteres e outros) • Apêndice A à os itens são apresentados de acordo com o Sistema de Classificação Anatômica Terapêutica Química (orientação da OMS) • Apêndice B à cinco anexos, com descrição do grupo de financiamento da Assistência Farmacêutica ao qual pertencem Como consultar a RENAME? • Apêndice B à cinco anexos, com descrição do grupo de financiamento da Assistência Farmacêutica ao qual pertencem • I – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. • II – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica. • III – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. • IV – Relação Nacional de Insumos. • V – Relação Nacional de Medicamentos de Uso Hospitalar Como consultar a RENAME? • No site do MS: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/relacao- nacional-de-medicamentos-essenciais https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/relacao-nacional-de-medicamentos-essenciais https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/relacao-nacional-de-medicamentos-essenciais Como consultar a RENAME? • No site das Secretarias de Estado: Apêndice A – classificação e código ATC Apêndice A – classificação e código ATC Apêndice B – RENAME por anexos O que mais tem na RENAME? • Classificação AWaRe à OMS à define os agentes antimicrobianos em três categorias – Access, Watch, Reserve (“AWaRe”) • Tradução na RENAME: Acesso, Alerta e Reservado • visa combater o desenvolvimento da resistência a medicamentos Classificação de AWaRe • grupo 1 (“acesso”) à primeira ou segunda linha na escolha de tratamentos para infecções comuns, apresentando a característica de serem amplamente acessíveis. • grupo 2 (“alerta”) à medicamentos destinados apenas a um grupo específico de pacientes com doenças e síndromes bem definidas, devendo sua utilização ser monitorada continuamente. • grupo 3 (“reservado”), à antibióticos que devem ser utilizados como último recurso para tratar infecções bacterianas resistentes a múltiplos medicamentos. Recapitulando • RENAME: Relação Nacional de Medicamentos Essenciais • Padronização das medicações fornecidas pelo SUS à uso racional e lista orientadora • OMS 1ª lista padronizada em 1978 à Brasil desde 1964, em 1975 passa a se chamar RENAME • Política Pública para garantir a eficiência e a racionalidade do sistema • Apresenta as responsabilidades de financiamento da Assistência Farmacêutica entre os entes (União, estados e municípios) Recapitulando • Relação dos medicamentos oferecidos em todos os níveis de atenção e nas linhas de cuidado do SUS, proporcionando transparência nas informações sobre o acesso aos medicamentos do SUS • Atualização a cada 2 anos à grande desafio para os gestores do SUS, diante da complexidade das necessidades de saúde da população, da velocidade da incorporação tecnológica e dos diferentes modelos de organização e financiamento do sistema de saúde REFERÊNCIAS UTILIZADAS • Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022. 181 p. : il. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt- br/composicao/sectics/daf/rename/20210367-rename-2022_final.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_2022.pdf%20ISBN%20978-65-5993-140-8 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_2022.pdf%20ISBN%20978-65-5993-140-8 OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO EDUCAÇÃO PERMANENTE NO PMMB Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do PMMB OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Conceituar Educação Permanente em Saúde e apresentar a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde • Apresentar e discutir as Ofertas Educacionais para o PMMB • Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes • Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Básica • UNA-SUS • AVASUS • Supervisão Acadêmica do PMMB • Portal Saúde Baseada em Evidência EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A denominação Educação Permanente em Saúde surge em meados da década de 1980. • Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS).• A OPAS cria uma diferenciação entre os termos educação permanente e educação continuada, considerando a última mais reducionista. EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • Na Constituição Federal (Artigo 200): “ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei, ordenar a formação de recursos humanos na área da saúde”. EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • Na Reforma Sanitária Brasileira: • A formação profissional passou a ser reconhecida como fator essencial para o processo de consolidação. EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A Secretaria de Gestão de Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES/2003) assumiu a responsabilidade de formular políticas orientadoras da gestão, formação, qualificação e regulação dos trabalhadores da saúde no Brasil. POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) deve considerar as especificidades regionais, a superação das desigualdades regionais, as necessidades de formação e desenvolvimento para o trabalho em saúde e a capacidade já instalada de oferta institucional de ações formais de educação na saúde. (Portaria 1.996/2007) POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A implantação desta Política, implica em trabalho articulado entre o sistema de saúde (em suas várias esferas de gestão) e as instituições de ensino. • A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao quotidiano das organizações e ao trabalho. POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A PNEPS rompe com o conceito de sistema verticalizado para trabalhar com a ideia de rede, de um conjunto articulado de serviços básicos, ambulatórios de especialidades e hospitais gerais e especializados, assegurando adequado acolhimento e responsabilização pelos problemas de saúde das pessoas e das populações. O QUE É EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE? https://www.youtube.com/watch?v=HFexKOLjqZk https://www.youtube.com/watch?v=HFexKOLjqZk OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB Portaria Interministerial 604 de 16 de maio de 2023 • O Projeto Mais Médicos para o Brasil tem a finalidade de aperfeiçoar médicos na Atenção Primária à Saúde, em regiões prioritárias para o SUS, mediante cursos de aperfeiçoamento ou de pós-graduação lato ou stricto sensu, ofertados por instituições de ensino e pesquisa, contanto com componente assistencial pautado na integração ensino-serviço. OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB Lei nº 14.621, de 14 de julho de 2023 • Institui a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde no âmbito do Programa Mais Médicos. OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB • Carga horária semanal destinada para estudo: 08 horas • Atividades acadêmicas: • Cursos de Especialização lato sensu (em Saúde da Família e em Saúde Indígena) • Cursos de Especialização stricto sensu (mestrado profissional e doutorado) • Eixo Aperfeiçoamento e Extensão PROGRAMA NACIONAL TELESSAÚDE BRASIL REDES • Possibilita o fortalecimento e a melhoria da qualidade do atendimento da Atenção Básica no SUS, integrando Educação Permanente em Saúde (EPS) e apoio assistencial por meio de ferramentas e tecnologias da informação e comunicação (TIC). • É constituído por Núcleos Estaduais, Intermunicipais e Regional, que desenvolvem e ofertam serviços específicos para profissionais e trabalhados do SUS. TELECONSULTORIA • Esclarecimento de dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho no formato de pergunta e resposta entre profissionais de saúde. • Funciona de duas maneiras: síncrona - realizada em tempo real, geralmente por chat, webconferência, videoconferência ou serviço telefônico; assíncrona - realizada por meio de mensagens offline que devem ser respondidas em até 72 h. SEGUNDA OPINIÃO FORMATIVA • Resposta sistematizada, construída com base em revisão bibliográfica, evidências científicas e clínicas a perguntas originadas das teleconsultorias. • As melhores teleconsultorias são selecionadas a partir de critérios de relevância e pertinência em relação às diretrizes do SUS e publicadas no Portal BVSAPS (http://aps.bvs.br). TELE-EDUCAÇÃO • Atividades educacionais à distância por meio de tecnologias de informação e comunicação para apoiar a qualificação de estudantes, profissionais e trabalhadores da área da saúde. OFERTA NACIONAL DE TELEDIAGNÓSTICO • Ampliação da oferta de Telediagnóstico no país, possibilitando a realização de exames com emissão de laudo a distância, diminuindo custos com deslocamento de pacientes, aumentando a resolubilidade da Atenção Básica e, ainda, aumentando a oferta em especialidades. https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/ https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/ https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/ https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/ https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/ https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/ Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Primária à Saúde (BVS APS) • Prover amplo acesso ao conhecimento científico e técnico atualizado, relevante e aplicável para APS no âmbito do SUS, para apoiar as atividades de teleconsultoria, telediagnóstico e tele-educação realizadas no âmbito do Programa Nacional de Telessaúde Brasil Redes. Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Primária à Saúde (BVS APS) • Ampliar a visibilidade da coleção de Segunda Opinião Formativa (SOF) e promover o seu acesso e uso para além do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. http://aps.bvs.br Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) • O Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) foi criado em 2010 para atender às necessidades de capacitação e educação permanente dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). https://www.unasus.gov.br/ Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) • Além da Rede UNA-SUS, o Sistema é composto pelo Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (ARES), repositório digital público, no qual são disponibilizados materiais, tecnologias e experiências educacionais de livre acesso pela internet. • Considerado hoje o maior acervo digital em saúde da América Latina. https://ares.unasus.gov.br/acervo/ Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) • Outro componente do Sistema é a Plataforma Arouca, um banco de dados nacional do SUS, sob responsabilidade da UNA-SUS/Fiocruz, que concentra todos os dados dos cursos e suas ofertas. • Além disso, é um sistema de informação que concentra o histórico educacional e profissional daqueles que atuam na área da saúde, funcionando como um cadastro único do profissional no UNA-SUS. https://www.unasus.gov.br/cursos/plataforma_arouca AVASUS • O AVASUS é o ambiente virtual de aprendizagem do Sistema Único de Saúde, uma plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. • Tem o objetivo de promover a educação para a saúde. AVASUS • Oferece cursos online gratuitos livres e abertos à comunidade, com foco na qualificação de enfermeiros, médicos, agentes comunitários, auxiliares de enfermagem entre outros profissionais que trabalham no SUS. https://avasus.ufrn.br/ Portal Saúde Baseada em Evidências • O Ministério da Saúde, em parceria com a OPAS/OMS, oferta a todos os profissionais de saúde do Brasil, bases de dados científicas para auxiliá-los na tomada de decisão clínica e de gestão. https://psbe.ufrn.br/ SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB • É um dos eixos educacionais do PMMB, responsável pelo fortalecimento da política de educação permanente, por meio da integração ensino-serviço no componente assistencial da formação dos médicos participantes do Projeto. SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB Objetiva o fortalecimento: • Da educação permanente em saúde. • Da integração ensino-serviço. • Da atenção básica. • Da formação de profissionais nasredes de atenção à saúde. • Da articulação dos eixos educacionais do PMMB. SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB Integram a Supervisão Acadêmica do PMMB: • O Médico Participante • O Supervisor Acadêmico • O Tutor Acadêmico • O Gestor Municipal • O Coordenador do DSEI • O Ministério da Educação por meio da SESU/DDES SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB Espaços de Educação Permanente (EP) na Supervisão Acadêmica do PMMB • Encontro de educação permanente para qualificação da supervisão acadêmica • Encontro de supervisão locorregional • Supervisão periódica. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento? Brasília: Ministério da Saúde, 2018. • BRASIL. Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. Disponível em: <https://aps.bvs.br/programa-nacional-telessaude-brasil-redes/>. • BRASIL. BVS Atenção Primária em Saúde. Disponível em: <https://aps.bvs.br/> https://aps.bvs.br/programa-nacional-telessaude-brasil-redes/ https://aps.bvs.br/ REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. UNASUS. Disponível em: <https://www.unasus.gov.br/>. • BRASIL. AVASUS. Disponível em: <https://avasus.ufrn.br/>. • BRASIL. Supervisão Acadêmica. Disponível em: <https://www.gov.br/mec/pt- br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao- superior/supervisaoacademica>. • BRASIL. Portal Saúde Baseada em Evidências. Disponível em: <https://psbe.ufrn.br/>. https://www.unasus.gov.br/ https://avasus.ufrn.br/ https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica https://psbe.ufrn.br/ OBRIGADO(A)! COORDENAÇÃO GERAL FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES NILSON MASSAKAZU ANDO POLO SÃO PAULO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES MARIANA TOMASI SCARDUA SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA APOIO INSTITUCIONAL DO MEC MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO JONAS NERIS FILHO POLO SALVADOR COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA MARINA ABREU CORRADI CRUZ SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CLARISSA SANTOS LAGES APOIO INTITUCIONAL DO MEC JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO POLO BELO HORIZONTE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA JULIANA MACHADO DE CARVALHO AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN APOIO INTITUCIONAL DO MEC LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA MINISTRO DA EDUCAÇÃO CAMILO SOBREIRA DE SANTANA SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR DENISE PIRES DE CARVALHO DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE GISELE VIANA PIRES COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA GABRIELA CARVALHO DA ROCHA HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA LEONARDO SOUSA ARAÚJO LUCAS DE SOUZA PORFIRIO MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL TATIANA RIBEIRO