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SAÚDE DOS HOMENS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
Epidemiologia – mortalidade infan1l
• Mundo
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Apresentar Polí.ca Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Homens
• Compreender e refle.r sobre à saúde do homem e suas especificidades na população
do Brasil
• Discu.r o paradoxo: os homens são os que mais morrem por homicidio , bem como os 
que mais cometem homicidio
• Apresentar e discu.r sobre as principais queixas e morbidades que acometem a
população masculina brasileira e seu manejo na APS
• Apresentar e discu.r a abordagem à saúde mental dos homens nos territórios em nível
da APS
De quem estamos falando?
Dados demográficos
População
Masculina
103,9 milhões
População alvo: 20 a 59 anos
Censo 2010
56 milhões = 27 % do total e
55% da população masculina
População
Feminina
108,7 milhões
Censo Demográfico IBGE 2022/2023 
203 milhões, 62 mil e 
512 pessoas
Masculinidades e Gênero
• Masculinidades: termo u0lizado para contemplar as formas de representar o
masculino – varia de acordo com o contexto cultural e época;
• Atenção aos estereó0pos de gênero;
• Saúde do homem indígena – diversidade de etnias e contexto.
(Desenvolver competência cultural para iden0ficar a iden0dade de gênero de
cada comunidade indígena)
Contexto histórico
• Séc XX: campanhas contra alcoolismo e contra “doenças venéreas” (bares e 
bordéis);
• 1930-1940: proposto o campo da Andrologia (mais tarde descartado), definida
como a “ciência dos problemas sexuais masculinos’;
• 1970: Modelos de masculinidade hegemônica x agravos na saúde do homem;
• 1994: Conferencia Internacional sobre População e Desenvolvimento – Egito;
• 1995: IV Conferencia Mundial sobre a Mulher, em Pequim, que aponta a 
necessidade de incluir os homens e suas espeficidades nas polí2cas de saude. 
Os estudos sobre saúde dos homens surgem a partir das 
análises sobre gênero e sexualidade
Dados Epidemiológicos
Números de homicidio, morte no transito e suicidio no Brasil em homens entre 
1980 a 2018
As principais vítimas de homicídio são os 
homens, muito mais do que as mulheres. 
Os homens também são mais 
frequentemente vítimas de morte por 
acidente no trânsito e de suicídio do que as 
mulheres. 
As principais vítimas de homicídios, além 
de homens, são também jovens de 20 a 29 
anos.
Fonte: Fiocruz: Mortes por Causas Externas no Brasil, 2021
 
Dados Epidemiológicos
Taxa de homicidio por 100 mil hab. em homens e mulheres de 20 a 29 anos de 
idade no Brasil, entre 1980 a 2018.
É importante realçar que 
as taxas de homicídio no 
Brasil, entre mulheres, 
permaneceram 
praticamente constantes 
no período analisado, 
mesmo em locais onde as 
taxas entre os homens 
mudaram drasticamente, 
até em direções opostas
Fonte: Fiocruz: Mortes por Causas Externas no Brasil, 2021
 
Os homens são os que mais 
morrem por homicidio ,
 bem como os que mais 
cometem homicidio
Dados Epidemiológicos
Taxa de mortes por acidentes no transito por 100 mil hab. em
homens e mulheres de 20 a 29 anos no Brasil, entre 1980 a 2018. Chama a atenção a grande 
similaridade entre os grupos 
demográficos envolvidos em 
homicídio e morte no trânsito, a 
tal ponto que podemos entender 
esses dois tipos de mortes como 
consequências da “síndrome do 
macho jovem”.
Fonte: Fiocruz: Mortes por Causas Externas no Brasil, 2021
 
A população que mais morre por homicídios 
são homens jovens e NEGROS
Raewyn Connell:
Teoria das masculinidades hegemônicas - A masculinidade seria um fenômeno existente no campo das 
prá9cas, ações, experiências e fazeres em sua efe9vidade social. Nesse sen9do os processos de 
hierarquização, violência e exclusões de gênero ocorreriam a par9r das prá9cas sociais econômicas e 
historicamente delimitadas que legi9mariam posições sexuadas de superioridade e inferioridade.
Judith Butler:
Teoria Queer - afirma que a orientação sexual e a iden9dade de gênero dos indivíduos são o resultado 
de uma construção social.
 
MASCULINIDADE
https://www.seer.ufal.br/index.php/criticahistorica/article/view/11245
Dados Epidemiológicos
Taxa de suicidio por 100 mil hab. em homens e mulheres de 20 a 
29 e 60 a 69 anos no Brasil, entre 1980 a 2018.
As mulheres, como de costume, 
apresentaram taxas estáveis, 
baixas e similares no Brasil como 
um todo . 
Fonte: Fiocruz: Mortes por Causas Externas no Brasil, 2021
 
Por que os homens adoecem e morrem mais
do que as mulheres?
üAcham que nunca irão adoecer, por isso não se cuidam.
üGeralmente tem medo de descobrir doenças. 
üEstão envolvidos na maioria das situações de violência. 
üNão seguem tratamentos e recomendações. 
üNão procuram os serviços de saúde. 
üEstão mais expostos a acidentes de transito e de trabalho. 
üUtilzam álcool e outras drogas com maior frequência. 
Reflita:
Como os padrões de masculinidade afetam as condições de saúde dos homens?
Por que os homens adoecem e morrem mais
do que as mulheres?
Ø A população masculina, de modo geral, demonstra ter maior preocupação com o trabalho do que 
com a própria saúde e prefere trabalhar doente a faltar ao trabalho, pois o mesmo precisa garantir 
o sustento da casa.
https://bdm.unb.br/bitstream/10483/30950/1/2021_VitorAlvesDosReis_tcc.pdf
Ø A mo9vação dos homens pela procura ao serviço ocorreu por ações de cunho cura9vo com 
predomínio de queixas agudas na qual as prá9cas preven9vas não fazem parte do co9diano. 
(Nogueira Silva, P.L., et al., 2021).
https://www.revistanursing.com.br/index.php/revistanursing/article/download/1323/1521/3889
Política Nacional de 
Atenção Integral da 
Saúde do Homem
(PNAISH)
Acolhimento 
e Acesso
Paternidade 
e Cuidado
Doenças 
Prevalentes 
na população 
masculina
Prevenção 
de violência 
Acidentes
Saúde 
sexual e 
Reprodutiva
Polí1ca Nacional de Atenção Integral da 
Saúde do Homem
PNAISH tem como diretriz promover ações de saúde que contribuam
significa.vamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus
diversos contextos socioculturais e polí.co-econômicos, respeitando os diferentes
níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e .pos de
gestão de Estados e Municípios.
Obje<vo: ampliar e melhorar o acesso da população masculina adulta (20 a 59
anos) do Brasil aos serviços de saúde.
Política Nacional de Atenção Integral da 
Saúde do Homem
• Porque é histórico o desconhecimento sobre as peculiaridades de ser homem na sociedade;
• Porque os homens morrem entre 5 a 7 anos mais cedo que as mulheres em diferentes culturas,
com diferentes sistemas de saúde disponíveis;
• O risco de homens morrerem por doenças crônicas não-transmissíveis, principalmente por
doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas, é de 40% a 50% maior em relação às
mulheres;
• Porque, na sua maioria, tais mortes são evitáveis à medida que costumam estar relacionadas a
comportamentos adotados por corresponderem à estereó@po tradicional de masculinidade.
• Porque os homens são muitas vezes (in)visíveis nos serviços de saúde, além de procurarem menos 
o atendimento.
Plano de Ação da PNAISH
• Elaborar estratégias para facilitar o acesso dos homens aos serviços de saúde.
• Sensibilizar os homens e suas famílias, incentivando o autocuidado e hábitos
saudáveis, através de ações de informação, educação e comunicação.
• Associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada, a fim de
efetivar a atenção integral à saúde do homem.
• Fortalecer a atenção básica e melhorar o atendimento, a qualidade e a
resolutividade dos serviços de saúde.
Plano de ação da PNAISH
• Desenvolver estratégias de educação permanente dos trabalhadores do SUS.
• Avaliar e oferecer recursos humanos, equipamentos e insumos (incluindo
medicamentos) para garan.r a atenção integral à população masculina.
• Analisar de forma ar.culada com as demais áreas técnicas do MS os sistemas
de informação.
• Realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das ações atravésdo monitoramento da Polí<ca.
PNAISH – eixos temá1cos
• Acesso e Acolhimento
• Saúde Sexual e Saúde Reprodu.va
• Paternidade e Cuidado
• Doenças Prevalentes na População Masculina
• Prevenção de Violências e Acidentes
Eixos temáticos - Acesso e Acolhimento
Obje.va reorganizar as ações de saúde, através de uma proposta inclusiva, na qual os
homens considerem os serviços de saúde também como espaços masculinos e, por
sua vez, os serviços reconheçam os homens como sujeitos que necessitam de
cuidados.
Eixos temáticos - Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva
Busca sensibilizar gestores, profissionais de saúde e a população em geral
para reconhecer os homens como sujeitos de direitos sexuais e
reprodutivos, os envolvendo nas ações voltadas a esse fim e implementando
estratégias para aproximá-los desta temática, lembrando também sobre
importancia da prevenção de ISTs.
Prevenção de ISTs
Orientações/comunicação empá<ca
● Medidas preven.vas / dupla
prevenção / prevenção combinada
● Comportamento de risco
● Comunicação da parceria
Exames laboratoriais
● Testes rápidos / sorologias
Sífilis, HIV e hepa.tes B e C.
Sintomas 
● Feridas, corrimentos e verrugas
anogenitais,
● Dor pélvica, 
● Ardência ao urinar / corrimento uretral
● Lesões de pele
● Adenopa.as (ínguas)
Eixos temáticos - Paternidade e cuidado
Obje.va sensibilizar gestores, profissionais de
saúde e a população em geral sobre os
beneccios do envolvimento a<vo dos homens
com em todas as fases da gestação e nas ações
de cuidado com seus filhos, destacando como
esta par.cipação pode trazer saúde, bem-estar
e fortalecimento de vínculos saudáveis entre
crianças, homens e suas parceiras.
Paternidade e Cuidado
Desafios
• Envolver e engajar os homens nas tarefas de cuidado (referentes ao cuidado
com as crianças e cuidado de outros nas configurações familiares) -
empoderamento dos homens e das mulheres, maior equidade de gênero e
distribuição dos papéis
• Inserir o homem na lógica dos serviços e na ESF/AB, no pré-natal, parto e
puerpério – conexão, afeto e vínculo
• Compreender o “cuidar” não apenas como uma qualidade feminina –
todos ganham
Lei do Acompanhante (Lei
Federal nº 11.108, de 07 de
abril de 2005) - Indicado pela
gestante, o pai do bebê, o
parceiro atual, a mãe, um(a)
amigo(a), ou outra pessoa que
a gestante escolher.
Paternidade e Cuidado
Ferramentas Educacionais
Eixos temá*cos - Doenças prevalentes na população masculina
Busca fortalecer a assistência básica no cuidado à saúde dos homens,
facilitando e garantindo o acesso e a qualidade da atenção necessária ao
enfrentamento dos fatores de risco das doenças cronicas e dos agravos à
saúde.
Eixos temáticos -Prevenção de Violências e Acidentes
Visa propor e/ou desenvolver ações que chamem atenção para a grave e
contundente relação entre a população masculina e as violências (em
especial a violência urbana) e acidentes, sensibilizando a população em
geral e os profissionais de saúde sobre o tema.
Saúde Mental
Triagem depressão e ideação suicida
A sensibilização das pessoas para os perigos da depressão e seus
efeitos clínicos e sociais permite a idenDficação precoce e
possibilidade de tratamento nas unidades de saúde.
Manifestações comuns de depressão
• Irritabilidade e agressividade devido a cultura machista, que interplela o homem a não chorar
• Múl0plos sintomas 5sicos persistentes sem causa evidente;
• Baixa energia, fadiga, cansaço, problemas do sono;
• Tristeza ou depressão do humor persistente, ansiedade;
• Perda de interesse ou prazer em a9vidades que antes eram prazerosas;
• Alterações cogni0vas, na agilidade de raciocínio, na memória e na capacidade de tomar decisões
• Pensamentos nega9vos, pessimismo exagerado;
Caso o paciente apresente algum dos sintomas acima, deve ser realizada pelo profissional de saúde, a
iden0ficação de risco de depressão aplicando o ques0onário PHQ-2, composto por duas questões
(pode ser aplicado por qualquer profissional de saúde):
Triagem depressão e ideação suicida
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/depressao/unidade-hospitalar-especializada/vigilancia-saude/
Sugestão de video para o intervalo
Saúde Mental e Gênero
https://www.youtube.com/watch?v=-EQmuYAMOTk
“Saúde mental e gênero” (Profa Valeska Zanello)
https://www.youtube.com/watch?v=-EQmuYAMOTk
Ques<onário PHQ-2
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/depressao/unidade-hospitalar-especializada/vigilancia-saude/
SINAIS DE ALERTA
Triagem depressão e ideação suicida
● O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações
verbais durante pelo menos duas semanas.
● Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança.
● Expressão de ideias ou de intenções suicidas.
● Isolamento.
● Outros fatores:
Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas,
discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões
psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de
autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas,
dolorosas e/ou incapacitantes.
Alcoolismo
• Alcoolismo afeta cerca de 5% das mulheres e 15% dos homens na
população brasileira acima de 15 anos de idade e na maioria dos
países ocidentais.
• Prevalência de consumo abusivo de álcool é superior entre os homens
em relação às mulheres.
• Impacto na saúde, vida social, relações familiares.
Alcoolismo
Vigitel, 2006-2020 
Percentual de adultos (≥18 anos) que, nos úl=mos 30 dias, consumiram quatro ou mais 
doses (mulher) ou cinco ou mais doses (homem) de bebida alcoólica em uma mesma 
ocasião, no conjunto das capitais de estados brasileiros e no Distrito Federal, por sexo, 
entre 2006 a 2020. 
Uso de álcool e outras drogas
• A prevalência do uso de álcool na população brasileira é de 21,3%
maior entre os homens que entre as mulheres.
• Um em cada 4 homens que fazem uso de álcool se tornam
dependentes, ao passo que uma em cada 10 mulheres usuárias de
álcool se torna dependente.
• Os homens são maioria entre os usuários de solventes (10,3% x 3,3%).
Prevalência geral de menos de 1% da população.
Fonte: IBGE 2020
Uso de álcool e outras drogas
Estratégias de cuidado em saúde
Fortalecer redes de apoio
Estimular relações de co-
dependência diversas
pode contribuir com a
saída da dependência
química. Tentar visitas
domiciliares, reuniões de
equipe, discussões de
caso com outros pontos
da rede.
Valorizar a 
autonomia
Só re9rar a droga não
modifica a relação da 
pessoa com a droga. 
Articular o cuidado
em rede
Matriciamento
discussão pelo
Telessaúde.
Referência e contra-
referência para CAPS Ad.
Questionário AUDIT
Ques1onário CAGE
Tabagismo na população acima de 18 anos no Brasil 
entre 1989 e 2019
Fonte: INCA 2023
O percentual de adultos fumantes 
no Brasil vem apresentando uma 
expressiva queda nas úl9mas 
décadas em função das inúmeras 
ações desenvolvidas pela Polí9ca 
Nacional de Controle do Tabaco. 
Em 1989, 34,8% da população 
acima de 18 anos era fumante. 
Os dados mais recentes do ano de 
2019, a par9r da Pesquisa Nacional 
de Saúde (PNS) apontam o 
percentual total de adultos 
fumantes em 12,6 %.
Acidentes e violência
A prevalência de violência entre os homens tem 
relação com a concepção de masculinidade?
• 76% das internações por lesões, envenenamento e 
algumas outras consequências de causas externas são 
em homens. 
• 68% das mortes de 20 e 59 anos são em homens. 
• A cada 5 pessoas que morrem entre 20 e 30 anos, 
4 são homens.
Fonte: saude.gov.br/homem 2021
Acidentes e violência
Acidentes e violência
A mortalidade por acidentes de trabalho no Brasil, embora estável, é alta e 
a0nge mais alguns grupos populacionais: homens, negros, índios e pessoas 
com baixa escolaridade, além de ter maior incidência nas regiões Norte, 
Nordeste e Centro-Oeste. 
Maior risco entre homens
A maioria das mortes por acidentes ocorre entre homens, de 20 a 59 anos 
idade produtiva e com baixo nível de escolaridade.
A mortalidade entre os homens“é consideravelmente superior” em todas as 
regiões. Varia de 2,95 a 7,77 a cada 100 mil trabalhadores, enquanto entre as 
trabalhadoras vai de 0,35 a 1,17. 
Fonte: Fundacentro -2022
Principais causas de morbidade da população 
masculina
• Lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas 
externas. 
• Doenças do aparelho digestivo. 
• Doenças do aparelho circulatório. 
• Algumas doenças infecciosas e parasitárias. 
• Doenças do aparelho respiratório. 
*Morbidade masculina na faixa etária de 20 a 59 anos em 2015 
Fonte: Ministério da Saúde – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) 
Fonte: MS/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)
Principais causas de mortalidade da 
população masculina
• Causas externas de morbidade e mortalidade. 
• Doenças do aparelho circulatório. 
• Neoplasias (tumores). 
• Doenças do aparelho digesavo. 
• Algumas doenças infecciosas e parasitárias.
Mortalidade masculina na faixa etária de 20 a 59 anos em 2014 
Fonte: Ministério da Saúde – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) 
Fonte: MS/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)
E o câncer de próstata?
NÃO ESTÁ INDICADO RASTREAMENTO DE CA PRÓSTATA
Câncer de próstata: prevenção
• Ter uma alimentação saudável.
• Manter o peso corporal adequado.
• Praticar atividade física.
• Não fumar.
• Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
Câncer de próstata: 
Causas ainda desconhecidas, relacionadas com:
• Idade (quanto mais velho maior a probabilidade),
• Hormônio (testosterona),
• Histórico familiar,
• Raça (maior incidência no homem negro),
• Alimentação (dieta rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas).
Câncer de próstata: sinais e sintomas
• Dificuldade de urinar;
• Demora em começar e terminar de urinar;
• Sangue na urina;
• Diminuição do jato de urina;
• Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.
Câncer de próstata:Impacto provocado pelo câncer 
de próstata e pelo tratamento.
Referências
BRASIL. Guia de Saúde do Homem para Agente Comunitário de Saúde (ACS) /Angelita Herrmann, Cicero 
Ayrton Brito Sampaio, Eduardo Schwarz Chakora, Élida Maria
Rodrigues de Moraes, Francisco Norberto Moreira da Silva, Julianna Godinho Dale Coutinho. - Rio de Janeiro: 
Ministério da Saúde, 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: princípios e diretrizes. 
Brasília, DF, 2008.
BRASIl. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Detecção precoce do câncer / Instituto
Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro : INCA, 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Saúde do homem. . Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-do-homem. 2021. Acesso em: 14 out. 2023.
Gratidão
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO 
TRANSMISSÍVEIS (DCNT)
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Compreender a Carga das DCNT no Brasil e discutir a epidemiologia
• Apresentar e discutir o cuidado efetivo, promoção de saúde e prevenção 
de eventos cardiovasculares às pessoas com DCNT
• Conhecer a discutir a abordagem na hipertensão arterial sistêmica (HAS), 
dislipidemia, diabetes mellitus (DM), obesidade, doença renal crônica 
(DRC), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT)
• As DCNT são responsáveis pela maior carga de morbimortalidade no mundo,
acarretando perda de qualidade de vida, limitações, incapacidades, além de alta taxa
de mortalidade prematura (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2011.
• As DCNT foram responsáveis por cerca de 70% das mortes ocorridas globalmente em
2019.
• Esse grupo de doenças crônicas têm quatro fatores de risco modificáveis em comum:
• As taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas estão
diminuindo
CONTROLE DO 
TABAGISMO
AUMENTO DA 
COBERTURA DA ESF
MUDANÇAS DESFAVORÁVEIS NA 
DIETA E NA ATIVIDADE FÍSICA.
Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT)
• A prevalência de diabetes e hipertensão está aumentando, junto com a prevalência de
obesidade
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não 
Transmissíveis. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das 
Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 
[recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em 
Saúde, Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças 
Não Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2021
Conhecer a carga das DCNTs no Brasil
• Em 2016, doença cardíaca isquêmica foi a principal causa de anos de vida perdidos,
seguido de violência interpessoal.
• Os principais fatores de risco para anos vividos com incapacidades foram: uso de
álcool e outras drogas, HAS e obesidade.
Compreender o modelo efetivo de cuidado às pessoas com DCNT
Promover saúde, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com 
HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Prevenção primária
• É a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de 
saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição 
clínica.
ü Melhores condições socioeconômicas gerais;
ü Leis contra tabagismo, alcoolismo, fast-food e consumismo infantil;
ü Mais espaços públicos para a prática de atividades físicas e lazer (ex.: parques e
praças verdes, ciclovias, quadras poliesportivas);
ü Mais opções culturais variadas (teatro, cinema, biblioteca, exposições, feiras, festivais, 
shows) e acessíveis em todas as partes das cidades;
ü Mais acesso a alimentos in natura a preços acessíves em toda a cidade;
ü Mais segurança cidadã em toda a cidade.
Prevenção primária
ü Perder peso;
ü Usar dieta DASH; 
ü Reduzir uso de sal;
ü Praticar atividade física;
ü Reduzir uso do álcool;
ü Cessar tabagismo.
• Hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento das DCNT, sobre a 
qual pode ser acrescido – ou não – o tratamento farmacológico
Prevenção primária
ü Faça de alimentos in natura ou minimamente processados a base da 
sua alimentação
ü Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao
temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias
ü Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os em pequenas
quantidades
ü Evite alimentos ultraprocessados
Trabalhe colaborativamente com o/a nutricionista de sua UBS!
• Orientações alimentares: Regras de ouro
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Prevenção primária - orientações alimentares e 
competência cultural
Fonte:Guia Alimentar para a População Brasileira (2014)
Prevenção primária
ü Antes de iniciar a prática de atividade física, é necessário avaliar as 
condições atuais do paciente, o controle metabólico, o potencial para o 
autocuidado e avaliar complicações.
ü Para que o exercício aeróbico reflita na melhora do controle glicêmico, 
mantenha ou diminua o peso e reduza os riscos de doença 
cardiovascular, deve ser realizado de forma regular, com um total de 
150 minutos/semana, distribuídos em três dias por semana, não mais 
de dois dias consecutivos [Grau de Recomendação B].
Trabalhe colaborativamente com o Educador Físico do NASF de sua UBS
Incentivo para atividade física
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Prevenção primária
“É importante que você lembre que a prática de atividade física não depende somente 
de uma decisão pessoal. Existem diversos fatores individuais, coletivos, ambientais, 
culturais, econômicos e políticos que facilitam ou dificultam que você tenha uma vida 
mais ativa. Você já refletiu sobre como esses fatores podem afetar a sua comunidade?”
Incentivo para atividade física
Fonte: Guia de Atividade Física para a População Brasileira
Prevenção primária
ü Segundo a SBC "Indivíduos assintomáticos e sem fatores de risco 
cardiovascular podem ser liberados sem a necessidade de exame." 
ü Sugere-se que pacientes hipertensos com níveis de PA mais elevados ou 
que tenham mais de 3 fatores de risco cardiovascular, diabetes, lesão de 
órgão-alvo ou cardiopatias façam um teste ergométrico antes de realizar 
exercícios físicos em intensidade moderada.
Incentivo para atividade física
Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021
• Abordagens dos 5 As para promoção da atividade física
• Indicação de teste ergométrico prévio:
ü Mulheres > 55 anos e homens > 45 anos com fatores de risco para DCV;
ü DM tipo 1 de duração > 15 anos, DM tipo 2 > 10 anos ou pessoa > 35 anos;
ü Doença vascular periférica; neuropatia autonômica.
Avaliar Aconselhar Acordar / 
negociar
Apoiar Acompanhar
Prevenção primária
Incentivo para atividade física
Prevenção secundária - Rastreamento
Hipertensão Arterial Sistêmica
Adultos de baixo RCV acima de 18 anos, após uma medida normal, rastrear a cada 3 ou 5 anos.
Adultos maiores de 40 anos e/ou com medida de pré-hipertensão, e/ou com risco cardiovascular
intermediário ou alto, rastrear anualmente.
Adulto com idade ≥ 18 anos, quando presente na Unidade de Atenção Primária para consulta, atividades 
educativas, procedimentos, entre outros; se não houver registro no prontuário de ao menos uma 
verificação da PA nos últimos dois anos, verificar e registrar a PA.
O rastreamento deve ser realizado por toda a equipe multidisciplinar.
A USPSTF recomenda a obtenção de medidas de pressão arterial fora do ambiente clínico para 
confirmação diagnóstica antes de iniciar o tratamento.
Ações para detecção e tratamento precoce das doenças, muitas vezes antes 
de os sintomas surgirem, reduzindo assim as consequências sérias
Prevenção secundária - Rastreamento
Dislipidemia
Homens com 35 anos ou mais Grau A // Homens de 20 a 35 anos com alto risco
Grau B;
Mulheres com 45 anos ou mais Grau A // Mulheres de 20 a 45 anos com alto risco
Grau B;
Intervalo de 5 anos para pessoas com resultados normais a depender do risco
cardiovascular.
• Diabetes Mellitus tipo 2 e pré-diabetes em adultos assintomáticos
Idade a partir de 45 anos
Sobrepeso ou obesidade.
Mais um fator de risco dentre os seguintes: 
Prevenção secundária – Rastreamento Diretriz SBD 2023 
DM e pré-diabetes DEVE SER CONSIDERADO 
rastreio em intervalos de, no mínimo, três anos
Em adultos com exames normais, porém mais de um 
fator de risco para DM2, DEVE SER CONSIDERADO 
repetir o rastreamento laboratorial em intervalo não 
superior a 12 meses
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
HIPERTENSÃO ARTERIAL
• O objetivo é determinar o risco global de um indivíduo entre 30 e 74 anos
de desenvolver DCV em geral nos próximos 10 anos
Rastreamento do Risco Cardiovascular
Esteja ciente de que todas as ferramentas de avaliação de risco de DCV podem fornecer
apenas um valor aproximado para o risco de DCV. 
A interpretação dos escores deve sempre refletir o julgamento clínico individualizado
• Anamnese, exame clínico e exames complementares quando indicados
Risco Cardiovascular
Idade, Sexo, Colesterol Total, Tabagismo, HDL–C, PAS
Rastreamento do Risco Cardiovascular (RCV)
• A estratificação do risco cardiovascular pelo escore de Framingham, serve como uma
ferramenta para definir os parâmetros de cuidado e também os critérios relacionados à
periodicidade de acompanhamento das pessoas com HAS pela equipe
• Avalia-se:
• Tem como objetivo identificar indivíduos que estão em maior risco de desenvolver
doenças cardíacas e, assim, direcionar estratégias de prevenção e tratamento
adequadas.
Rastreamento do RCV - Framingham
:
Rastreamento do Risco Cardiovascular (RCV)
Estratificação de risco global do paciente hipertenso
HAS – Impactos na saúde da população brasileira
ü Os números que definem a HAS são arbitrários, mas se caracterizam como valores em
que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso) superam
os riscos.
ü A HAS é uma condição multifatorial (genética, meio ambiente, hábitos de vida e fatores
socioeconômicos).
ü A HAS é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e renais.
ü A HAS tem alta prevalência, é de fácil diagnóstico e possui tratamento adequado, mas é
de difícil controle pela baixa adesão.
ü A prevenção da HAS é custo-efetiva e o melhor caminho para a diminuição da
morbimortalidade cardiovascular.
HAS - Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos
• Elevação persistente da PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA
diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo
menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva
v Atentar para estresse físico e emocional
• MRPA (Medida Residencial da Pressão Arterial)
• 3 medidas pela manhã, antes do desjejum e da tomada de medicamento, e 3 à
noite, antes do jantar, durante 5 dias, ou
• 2 medidas pela manhã e à noite durante 7 dias.
• MAPA (Medida Ambulatorial da Pressão Arterial)
HAS - Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos
Sempre que possível, o diagnóstico de HAS deve ser estabelecido em
mais de uma visita médica:
• de 2 a 3 visitas, com intervalos de 1 a 4 semanas entre elas (dependendo
do nível de pressão);
• o diagnóstico pode ser definido em uma única visita se a PA do paciente
estiver maior ou igual a 180/110 mmHg e houver evidência de doença
cardiovascular.
Observar técnica correta para mensuração da PA
• O paciente deve sentar-se confortavelmente em um ambiente silencioso por 5 minutos,
antes de iniciar as medições da PA. Explique o procedimento ao indivíduo e oriente a não
conversar durante a medição. Possíveis dúvidas devem ser esclarecidas antes ou depois
do procedimento.
• Certifique-se de que o paciente NÃO: 
ü Está com a bexiga cheia;
ü Praticou exercícios físicos há, pelo menos, 60 minutos; 
ü Ingeriu bebidas alcoólicas, e/ou café; 
ü Fumou nos 30 minutos anteriores.
HAS – Classificação da PA de acordo com a medição
no consultório a partir de 18 anos de idade
HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica. *A classificação é definida de acordo com a
PA no consultório e pelo nível mais elevado de PA, sistólica ou diastólica. **A HA sistólica isolada, caracterizada pela PAS ≥ 140 mmHg e PAD <90 mmHg, é
classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAS nos intervalos indicados. ***A HA diastólica isolada, caracterizada pela PAS < 140 mmHg e PAD
≥ 90mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAD nos intervalosindicados.
HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos
HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos
HAS – Classificação e Diagnóstico
• Hipertensão primária;
• Hipertensão secundária;
ü Suspeitar de HAS com início em pessoas com menos de 30 ou mais de 50 anos;
ü Prevalência: 5-10% da população com diagnóstico de Hipertensão;
ü Na suspeita, sempre investigar.
HAS - Avaliação individualizada
v História clínica
• Dispnéia, dor torácica, palpitações, acuidade visual;
• Hábitos de vida: uso de sal, álcool, tabaco, sedentarismo;
• História familiar: antecedentes de IAM (infarto agudo do miocárdio) e AVE 
(acidente vascular encefálico);
• Aspectos socioeconômicos;
• Uso medicamentos (ex.: anti-inflamatórios, ACO, anorexígenos
[sibutramina], descongestionantes nasais). 
v Exame físico
• Antropometria: IMC, circunferência abdominal - 88 cm para mulheres e 102 cm para homens;
• Dados vitais –PA nos dois membros superiores na primeira avaliação e FC (frequência cardíaca);
• Inspeção: fácies e aspectos sugestivos de hipertensão secundária;
• Pescoço: palpação e ausculta das artérias carótidas, verificação de turgência jugular e palpação de 
tireoide. Exame do precórdio e ausculta cardíaca: arritmia, sopros, B3, B4. 
• Exame do pulmão: ausculta de estertores, roncos e sibilos.
• Exame do abdome: a ausculta de sopros em área renal objetivam detectar hipertensão secundária a 
obstrução de artérias renais.
• Extremidades: avaliar pulsos.
HAS - Avaliação individualizada
v Rotina complementar mínima
• Glicemia;
• Colesterol total, HDL, LDL, 
triglicérides;
• Creatinina / Urina tipo I;
• Potássio;
• ECG (eletrocardiograma);
• Fundoscopia (encaminhar ao
oftalmologista).
• * FREQUÊNCIA ANUAL
HAS - Avaliação individualizada
1. Sobrecarga de ventrículo E em ECG;
2. Ecocardiograma com índice de massa ventricular ≥ 116 g/m2 nos homens ou ≥
96 g/m2 nas mulheres;
3. Índice tornozelo-braqual > 0,9;
4. Doença renal crônica estágio 3;
5. Albuminúria entre 30 e 300mg/24h ou relação albumina/creatinina urinária
entre 30 e 300mg/g.
Lesões de órgãos-alvo - parâmetros
Lesões de órgãos-alvo
1. AVE (acidente vascular encefálico) e AIT (ataque isquêmico transitório);
2. IAM (infarto agudo do miocárdio), DAC (doença arterial coronariana), DAOP
(doença arterial obstrutiva periférica);
3. HVE (hipertrofia do ventrículo esquerdo);
4. Nefropatia;
5. Retinopatia;
6. Aneurisma de aorta abdominal;
7. Estenose de carótica sintomática.
Manejo Terapêutico – metas pressóricas
LEMBRE: em idosos hígidos, a meta pressórica é determinada pela funcionalidade. Em idosos
saudáveis, PAS entre 130 e 139 e a PAD entre 70 e 79mmHG. Em idosos frágeis, PAS entre 140 e 149
e a PAD entre 70 e 79mmHg.
Manejo Terapêutico
Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021
v Medidas não farmacológicas
Manejo Terapêutico
Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021
Manejo Terapêutico
Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021
Manejo Terapêutico
Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021
Manejo Terapêutico
• Todos os medicamentos anti-hipertensivos disponíveis podem ser utilizados
desde que sejam observadas as indicações e contraindicações específicas;
• Em estágios menos avançados de hipertensão, quase metade dos pacientes
respondem à monoterapia;
• Se paciente não atingir as metas terapêuticas, aumentar a dose do fármaco ou
associar outro anti-hipertensivo;
• Em pacientes que apresentam efeitos colaterais intoleráveis, trocar a medicação
ou a combinação dos fármacos.
Manejo Terapêutico
v Medidas farmacológicas
• medicação que demonstre redução de morbi mortalidade;
• seja efetiva VO;
• seja bem tolerada;
• necessite ser tomada o menor número de vezes por dia;
• possa ser iniciada por doses baixas;
• possa ser utilizada em associação;
• possa ser usada até 4 semana sem mudança, exceto situações especiais;
• ter qualidade controlada em sua produção;
• ter disponibilidade na rede do SUS.
Manejo Terapêutico
v Para indicar a medicação anti HAS prefira:
Manejo Terapêutico
Manejo Terapêutico
Manejo Terapêutico
Linha de Cuidado do ADULTO 
COM HIPERTENSÃO ARTERIAL 
SISTÊMICA, 2021
Manejo Terapêutico
Fluxograma para tratamento da HAS
Indicações das classes medicamentosas
Acompanhamento
Caso não tenha atingido a meta, deve-se:
ü Avaliar adesão terapêutica/ observar a técnica de verificação da PA e equipamento;
ü Aumentar a dose do fármaco já usado;
ü OU adicionar outro fármaco;
ü OU substituir o fármaco, se não houver efeito ou haja efeitos indesejados.
Depois de iniciar tratamento medicamentoso:
ü Verificação semanal da PA até a consulta médica de reavaliação com 30 dias
Linha de Cuidado do ADULTO COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, 2021
Acompanhamento
Adesão medicamentosa
Nefrologia e/ou Cardiologia:
• Suspeita de hipertensão secundária;
• Hipertensão refratária (= uso de três antihipertensivos, sendo um deles
diurético, sem controle da PA).
O que escrever no relatório de encaminhamento:
• Sinais e sintomas, medicações em uso com dose, medida da PA, alterações
dos exames complementares, se houver, avaliação da adesão, número da
teleconsultoria (se caso tiver sido discutido no Telessaúde);
• Classificar o risco adequadamente.
Telessaúde: 0800 6446543
Critérios de encaminhamento
Título
• Texto
Caso clínico
Dona Maria, preta, 55 anos, hipertensa há 6 anos, chega à unidade
sendo acolhida pela enfermeira, relatando estar ansiosa e preocupada
com a pressão, que acredita estar elevada pois está sentindo dor de
cabeça leve a moderada. Refere uso regular do anti-hipertensivo
Enalapril 20mg de 12/12hs. Cefaléia sem sinais de alarme, nega outros
sintomas associados. Medida de PA: 180 x 90mmHg. A enfermagem
solicita atendimento da médica devido ao fato da pressão estar alta.
1 Lista de problemas
• Hipótese diagnóstica;
• doenças crônicas;
• e problemas.
2 Qual a Abordagem?
• Anamnese dirigida;
• Exame físico dirigido;
Caso clínico
3 Qual seu plano?
• Exames complementares;
• Tratamento farmacológico; e não-
farmacológico (orientações);
• Atestado?
Urgências e emergências hipertensivas
Pseudocrises hipertensivas:
• São situações nas quais o aumento acentuado da PA é desencadeado por dor
(cefaléia, cólica), desconforto (tonturas, mal-estar), ansiedade ou por
associação desses fatores
• Grupo de pessoas responsável pela maior procura por um atendimento de 
urgência com PA acentuadamente elevada. 
Crises hipertensivas:
• Quando há risco de desenvolvimento de alguma complicação clínica 
associada ao aumento abrupto dos níveis pressóricos.
Urgências e emergências hipertensivas
Urgências hipertensivas:
 
• Quando há elevação importante da pressão arterial, em geral PAD> ou = 120 mmHg, com 
condição clinica estável , sem compromesmento de órgãos alvo, mas que existe risco 
potencial de lesão aguda de órgão alvo. Deve proceder o controle pressórico de forma 
menos intensa que nas emergências, podendo se estabelecer esse controle em até 24h, 
com medicações por via oral.
Emergências hipertensivas: 
• São situações em que ocorre progressiva lesão aguda de órgãos alvo e risco iminente de 
morte, que necessitam de redução imediata da PA (não necessariamente para níveis
normais). Tais emergências devem ser tratadas preferencialmente com agentes
anshipertensivos parenterais em unidades de urgência.
Urgências e emergências hipertensivas – manejo inicial
Pacientes COM lesão em órgão-alvo
• Definida a necessidade de tratamento endovenoso e monitorização contínua, acionar 
o Serviço de Atendimento Móvel/SAMU (192) para transferência até a Unidade de 
Pronto Atendimento (UPA)/emergência de unidade hospitalar, conforme regulação 
local.
Pacientes SEM lesão de órgão-alvo
• Reduzir gradualmente a PA;
• Realizar acompanhamento ambulatorial precoce (em até 7 dias).
Urgências e emergências hipertensivas – manejo inicial
Linha de Cuidadodo 
ADULTO COM 
HIPERTENSÃO ARTERIAL 
SISTÊMICA, 2021
Urgências e emergências hipertensivas – manejo inicial
Metas TerapêuGcas
• Objesvo de redução a PA de pelo menos 20 mmHg na PA sistólica e 10 mmHg na PA 
diastólica, idealmente reduzir a PA para menos de 140/90 mmHg.
Ó\mo
• < 65 anos: Objesvo de PA < 130/80 mmHg se tolerado (manter PA > 120/70 mmHg);
• ≥ 65 anos: Objesvo de PA < 140/90 mmHg se tolerado, considerer individualmente o 
contexto de fragilidade individual, grau de independência e tolerabilidade (manter
PA > 120/70 mmHg).
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Dislipidemias
Rastreio de Dislipidemia
Indicações:
• Homens com 35 anos ou mais – Grau A;
• Homens de 20 a 35 anos com alto risco – Grau B; 
• Mulheres com 45 anos ou mais – Grau A;
• Mulheres de 20 a 45 quando se enquadrarem como alto risco – Grau B.
Periodicidade:
O intervalo adequado para rastreamento é incerto. Recomenda-se a cada 5 anos
para pessoas com resultados normais; podendo ser em um intervalo maior ou
menor, a depender do risco cardiovascular.
Rastreio de Dislipidemia
• Devem ser rastreados os níveis de colesterol de todos os pacientes com DAC, 
bem como os equivalentes coronarianos (outras formas clínicas de 
aterosclerose), tais como:
Diagnóstico
• LDL-c ≥ 160mg/dL – Hipercolesterolemia Isolada
• TG ≥ 150mg/dL– Hipertrigliceridemia isolada
• LDL-c ≥ 160mg/dL + TG ≥ 150mg/dL – Hiperlipidemia mista
• HDL-c ≤ 50mg/dL (mulheres) ou 40mg/dL (homens) – HDL baixo
Diagnóstico
Medicações que interferem na avaliação do perfil lipídico
• Ansagregantes plaquetários e anscoagulants (clopidogrel)
• Ans-hipertensivos (diuréscos, betabloqueadores e iECA)
• Glicocorscoides (prednisone e prednisolona)
• Ansmicrobianos (cetoconazol, neomicina)
• Ansepilépscos (carbamazepina)
• Anspsicóscos (clorpromazina, olanzapina, clozapina, risperidona)
• Hormônios (levosroxina e contracepsvos orais)
• Imunossupressor (ciclosporina)
• Isotresnoína
• Hipoglicemiantes (linaglipsna)
• Ansrretrovirais (lopinavir, ritonavir)
Manejo Clínico Dislipidemias
v Sempre de acordo com 
a avaliação de risco
cardiovascular
Manejo Clínico na Atenção Básica
Sinvastatina – 40 a 80mg/dia, em 1 tomada à noite;
Hipertrigliceridemia: 500mg/dL (se não resposta à MEV) ou >1000mg/dL;
Considerar fibrato se TG > 500mg/dl, pelo risco de pancreatite aguda.
• Benzafibrato–400 a 600mg/dia;
• Ciprofibrato–100mg/dia;
Solicitar TGO, TGP e CPK de forma regular enquanto se usar estatina;
Até entrar na meta, solicitar novo lipidograma a cada 3 meses enquanto se ajusta
dose e se orienta MEV.
Caso Clínico
Seu José 57 anos, hipertenso há 10 anos e diabésco há 1 ano. Vem à consulta
médica para entrega de curva de pressão realizada no posto de saúde durante as
úlsmas 4 semanas e também para entrega de exames laboratoriais recentes. Vem
sem queixas cardiovasculares. Não é sedentário ou tabagista. Vem em uso regular
das medicações e com dieta hipossódica.
• Medicações em uso: losartana 100mg/dia e meyormina 850mg (0–1–1).
• Curva de PA: 150x90mmHg; 140x90mmHg; 150x80mmHg e 140x90mmHg.
• Glicemia jejum= 94mg/dl; Hb glicada= 6,0%; CT= 243mg/dl; LDL= 160mg/dl; HDL=
55mg/dl; TGL= 140mg/dl.
1 Lista de problemas? 
• Hipótese diagnóstica;
• doenças crônicas;
• e problemas.
2 Qual a Abordagem?
• Anamnese dirigida;
• Exame físico dirigido;
Caso clínico
3 Qual seu plano?
• Exames complementares;
• Tratamento farmacológico; e não-
farmacológico (orientações);
• Atestado?
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Diabetes Mellitus
Diabetes Mellitus - classificação
• DM tipo 1 - aproximadamente 8% dos casos;
• DM tipo 2 - cerca de 90% dos casos de diabetes na população;
• DM gestacional;
• LADA – Diabete autoimune com início tardio;
• Outras causas: pancreatite, diabetes monogênico, secundária a 
medicações, endocrinopatias.
Distúrbio glicêmico Critério diagnóstico
Diabete Melito Glicemia de jejum ≥ 126mg/dL OU
TTG ≥ 200mg/dL OU
Hb glicada ≥ 6,5% OU
Sinais/sintomas de hiperglicemia + glicemia
plasmática ≥ 200mg/dL
Tolerância a glicose diminuída TTG ≥ 140 mg/dL e < 200mg/dL
Glicemia de jejum alterada Glicemia de jejum ≥ 110 e < 126 (OMS)
Glicemia de jejum ≥ 100 e < 126 (ADA)
Hb glicada elevada Hb glicada entre 5,7 – 6,4% (ADA)
Hb glicada entre 6 – 6,4% 
“Na ausência de sintomas de diabetes, o diagnóstico requer 2 resultados anormais 
de exames diagnósticos diferentes da mesma amostra, ou do mesmo exame em 
duas amostras distintas.” 
DM- Diagnóstico e exames de glicemia
• Glicemia de jejum: 8 a 14 horas de jejum
• Teste de tolerância a glicose: glicemia 2h após 75 de glicose anidra.
• Paciente deve permanecer sem restrição
de carboidratos por 3 dias;
• Hb glicada: não necessita jejum.
DM- Diagnóstico e elementos clínicos
• Sinais e sintomas clássicos:
• poliúria,
• polidipsia,
• perda de peso inexplicada,
• polifagia,
• Sintomas menos específicos:
• fadiga,
• fraqueza,
• letargia,
• visão turva,
• prurido vulvar/balanopostite.
Título
• Texto
Título
• Texto
DM - Avaliação inicial e acompanhamento
• História da pessoa - anamnese;
• Considerar comprometimento psicológico, rede de apoio e 
vulnerabilidade social.
Avaliar as várias dimensões que afetam o DM e seu manejo e considerá-las 
periodicamente nas decisões compartilhadas sobre o manejo do DM e seu
autocuidado.
DM-Avaliação inicial e acompanhamento
• Exame físico
• IMC, avaliação de crescimento puberal em adolescentes, PA, palpação de
tireóide, circunferência abdominal;
• exame da cavidade oral: avaliar presença de gengivite, problemas odontológicos
e candidíase;
• exame dos pés: lesões cutâneas, estado das unhas, calos e deformidades,
avaliação dos pulsos arteriais periféricos e edema; teste de sensibilidade
• exame neurológico sumário;
• exame de fundo de olho.
DM - Avaliação inicial e acompanhamento
• Avaliação laboratorial:
ü Glicemia de jejum;
ü Hb glicada;
ü Colesterol total, HDL, LDL e triglicéride;
ü Creatinina;
ü TSH (DM tipo 1);
ü ECG.
• Estratificação do risco cardiovascular.
Avaliação 
Multidimensional
Idade de início Em menores de 40 anos tratamento mais intensivo, acima de 70 
anos, menos intensivo
Grau de hiperglicemia e duração da doença Hiperglicemia grave e aguda: descartar infecção, considerar 
insulinização ainda que temporária
Risco de hipoglicemia Atenção aos idosos, pessoas que moram só ou que já tiveram 
hipoglicemia grave
Presença de complicações Lembrar de fármacos com proteção cardiorrenal
Excesso de peso Evitar sulfoniureias e insulina
Vulnerabilidade social considerar outras prioridades de vida que competem com o plano 
terapêutico
Manejo Terapêutico - Principais drogas
• A Metformina é a droga de primeira escolha para o tratamento da DM tipo 2;
• Se Hb glicada acima do alvo e metformina em dose alta, considerar escalonamento.
Sem DCV aterosclerócca, ICC ou DRC
● Perda de peso, a^vidade _sica, redução
carboidratos;
● Sulfoniureias;
● iDDP4;
● Pioglitazona;
● Glinidinas;
● ISGLT2;
● arGLP1.
Com DCV aterosclerótica, ICC ou DRC
● ISGLT2;
● arGLP1.
INSULINA QUANDO INDICADA
REAVALIAR HB GLICADA EM 3-6 MESES
Manejo Terapêutico – drogas do RENAME
Fármaco Concentração Forma farmacêutica Componente
Metformina 500 e 850mg comprimidos Básico
Glibenclamida 5mg comprimidos Básico
Glicazida 30, 60 E 80mg comprimidos Básico
Dapaglifozina 10mg comprimidos Especializado
insulina análoga de ação 
prolongada
100UI/ml e 300UI/ml Solução injetável com 
sistema de aplicação
Especializado
insulina análoga de ação 
rápida
100UI/ml Solução injetável com 
sistema de aplicação
Especializado
insulina humana NPH 100UI/ml Suspensão injetável Básico
insulina humana regular 100UI/ml Solução injetável Básico
Manejo Terapêutico
Manejo Terapêutico - detalhes
• A Metformina é a droga de escolha para o tratamento da DM tipo 2;
• Se glicemia de jejumestiver muito alta (>ou=300mg/dL) o uso da
insulina está indicado, mesmo que por curtos periodos de tempo, até
normalizar a glicemia;
• Pacientes obesos (IMC>30) se beneficiam da Metformina desde o
início do tratamento.
Manejo Terapêutico
Plano terapêusco envolve apoio para mudança de esclo de vida (MEV), controle
metabólico e prevenção das complicações crônicas.
Manejo Terapêutico
Manejo Terapêutico
Manejo Terapêutico – indicações de insulinoterapia
• Se o controle não for alcançado após o uso de metformina em associação com uma
sulfoniluréia por três a seis meses;
• Quando os níveis de glicemia em jejum estiverem >300mg/dL, na primeira
avaliação ou no momento do diagnóstico, principalmente se acompanhado de
perda de peso, cetonúria e cetonemia;
• Diabetes gestacional;
• Situações de estresse agudo metabólico (cirurgias, infecções graves, AVE,
politrauma, IAM).
Manejo Terapêutico - Insulinas
Manejo Terapêutico - Insulinas
• A dose inicial costuma ser de 10 UI de insulina NPH, ou 0,2UI/kg para as pessoas
obesas, podendo ser reajustada em 2 UI a 4 UI, conforme média de três glicemias
capilares de jejum consecutivas, até atingir meta glicêmica
• Insulina regular é útil no tratamento da hiperglicemia pós-prandial – a administrar
30 minutos antes da refeição.
• A pessoa em uso de insulina deve ser instruída sobre a detecção e o manejo da 
hipoglicemia;
• Na ocorrência de hipoglicemia, reduzir a dose em 4UI ou 10% da dose;
• A metformina pode ser mantida após o início do uso de insulina.
Insulinização progressiva na pessoa com DM Zpo 2
Protocolos de Encaminhamento - Endocrinologia
• Uso de insulina em dose ormizada (mais de uma unidade por quilograma
de peso) e com boa adesão ao tratamento; OU
• Insuficiência renal cronica (crearnina 1 5 mg/dl); OU
• DM rpo1 (uso de insulina como medicação principal antes dos 40 anos).
Protocolos de Encaminhamento - Nefrologia
• Taxa de filtração glomerular 30 min 1,73 m2 (estágio 4 e 5);
• Proteinúria (macroalbuminúria);
• Perda rápida da função renal 5 min 1,73 m2 em um período de seis 
meses, com uma TFG 60 / 1,73 m2 confirmado em dois exames);
• Suspeita de nefropara por outras causas.
Telessaúde 0800 6446543
Caso clínico
Joana, mulher de 60 anos, confeiteira, diabética há 8 anos, usa
Metformina 850 mg três vezes por dia após as refeições e 
Glibenclamida 5mg antes do café e jantar. Ela confidencia que às vezes
come doces no trabalho porque fica ansiosa. Seus exames: Glicose
jejum 300mg/dl, Hemoglobina glicada 8,7%.
No exame físico, apresenta PA 130x90mmHg, peso 82Kn e estatura de 
1,58m. Ausculta cardiopulmonar normal. Pulsos periféricos presentes e 
simétricos
1 Lista de problemas? 
• Hipótese diagnóstica;
• doenças crônicas;
• e problemas.
2 Qual a Abordagem?
• Anamnese dirigida;
• Exame físico dirigido;
Caso clínico
3 Qual seu plano?
• Exames complementares;
• Tratamento farmacológico; e não-
farmacológico (orientações);
• Atestado?
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus ?po 2 
Obesidade
Obesidade – diagnóstico
Avaliação pelo Índice de Massa Corporal (IMC): Kg/m2
IMC Classificação
< 18,5 Baixo peso
18,5 – 24,99 Eutrófico
25 – 29,99 Sobrepeso ou pré-obeso
30 – 34,99 Obesidade peso grau I
35 – 39,99 Obesidade peso grau II
>40 Obesidade peso grau III
• Obesidade em crianças, adolescentes e gestantes – observar curva
antropométrica específica por idade.
• Obesidade em idosos:
Obesidade - diagnóstico
• Terapia nutricional.
• Terapia comportamental
ü Abordar crenças
ü Controle de estímulos, automonitoramento
ü Reestruturação cognitiva
ü Avaliar pensamento supersticioso, dicotômico, idealizações
ü Tratamento em grupo
Obesidade - tratamento
• Terapia medicamentosa
ü Orlistat
ü Liraglutida
ü Sibutramina
ü Bupropiona
ü Metformina
ü Topiramato
ü Lorcaserina
Obesidade - tratamento
• Cirurgia bariátrica
• Indicações: IMV ≥ 40 ou ≥35 com comorbidades, tratamento
adequado ≥ 2 anos sem sucesso
• Critérios de exclusão: endocrinopatias reversíveis, abuso de álcool ou
outras drogas, doença psiquiátrica grave ou descontrolada, 
incapacidade de reconhecer riscos e benefícios
Obesidade - tratamento
• Acompanhamento ambulatorial
üMonitorar ingesta nutricional
üMonitorar comorbidades
ü Revisar medicações
ü Avaliar suporte nutricional
üDar suporte para atividade física
üManejar condições psicológicas
Obesidade - acompanhamento
Caso Clínico
Flora, 60 anos, iletrada, dona de casa, mora na sua área de cobertura. 
Vem para consulta médica agendada com queixa de dor no ombro
direito há 2 meses. Relata início da dor “depois de ter começado a 
fazer salgadinhos para vender na porta da fábrica”. A dor melhora com 
uso de Diclofenaco, que faz uso diário há 15 dias. Tem diagnósrco de 
HAS e DM rpo 2 há 20 anos. Sem outras comorbidades. Na consulta, 
solicita laudo para levar ao advogado que está a ajudando a conseguir
um benezcio.
Está em uso regular de:
• Enalapril 20mg de 12 em 12h;
• Hidroclorotiazida 25mg, pela manhã;
• Metformina 850mg, antes do almoço e do jantar;
Triagem (realizada pela Técnica de Enfermagem):
• PA –160x90; Peso; 78kg; Altura: 1,60m
• Glicemia de jejum : 220
Como você manejaria esta paciente?
Caso Clínico
• Endocrinologia:
Pacientes com suspeita de obesidade secundária (provocada por problemas 
endocrinológicos). 
• Cirurgia bariátrica:
Pacientes com IMC acima de 35 kg/m2 e alguma comorbidade1 ou IMC acima de 
40 kg/m2 com ou sem comorbidades. 
v Não é necessário encaminhar ao endocrinologista pacientes com obesidade 
secundária a medicamentos (glicocorticóide, antipsicóticos (tioridazina, 
risperidona, olanzapina, quetiapina, clozapina), estabilizadores do humor (lítio, 
carbamazepina), entre outros
Critérios de encaminhamento
Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, 
Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Doença Renal Crônica
Doença Renal Crônica - DRC
• Prevalência de 1,35-13,63% na atenção primária (2010-2012)
• Causas mais comuns:
• HAS 34%;
• Diabete melito 32%;
• Glomerulopasa 9%.
Cad. Saúde Colet., 2017, Rio de Janeiro, 25 (3): 379-388
A Atenção Primária à Saúde (APS) tem papel central no reconhecimento dos indivíduos 
sob risco de desenvolver a doença renal crônica (DRC).
Doença Renal Crônica – Fatores de risco
ü hipertensão, 
ü diabetes, 
ü obesidade,
ü tabagismo, 
ü cardiopatia,
ü vasculopatia, 
ü doença renal policística,
ü uropatia obstrutiva, 
ü glomerulopatias, 
ü neoplasias 
ü histórico familiar positivo para DRC. 
ü No Brasil e no 
mundo as 
principais causas 
de DRC são 
hipertensão (33%), 
diabetes (30%), 
Doença Renal Crônica - diagnóstico
v Quando se considera DRC?
• Maiores de 18 anos que mantém, por mais de 3 meses, a taxa de filtração
glomerular (TFG) < 60ml/min/1,73m ou <60ml/min/1,73m e com lesão renal 
estrutural.
 a) albuminúria (≥ 30 mg/24h ou razão albuminúria/creatinúria ≥ 30 mg/g;
 b) anormalidades do sedimento urinário;
 c) anormalidades eletrolíticas ou outras devido a doenças tubulares;
 d) anormalidades detectadas por histologia;
 e) anormalidades estruturais detectadas por exames de imagem
 f) história de transplante renal
Classificação de DRC - estágios
Linha de Cuidado DOENÇA RENAL CRÔNICA, 2022
DRC – prognósZco de acordo com a TFG
Manejo terapêutico
● Tratar e acompanhar doenças de base;
● Todo paciente portador de DRC é alto RCV – prescrever estatina e avaliar AAS;
● Prescrever iECA ou BRA e monitorar Cr e K – suspender se aumento de 30% da
Cr ou K>6;
● A partir do estágio 3A – avaliar eritropoietina;
● Monitorar vitamina D e fazer reposição se abaixo de 30ng/dL;
● Monitorar taxas de fósforo e cálcio;
● Estágio 4 e 5: observar restrições dietéticas. Evitar AINEs. Se indicado o uso de
insulina, controle rigoroso da glicemia pelo risco de hipoglicemia.
ATENÇÃO - ERROS COMUNS
• Deixar de estimara TFG diante de níveis séricos de creatinina dentro dos
parâmetros da feixa de referências, em pessoas com indicação de
rastreamento;
• Diagnosticar DRC sem um segundo exame, 3 meses depois do primeiro;
• Deixar de ajustar a posologia de medicamento com excreção renal, como
antibióticos e insulina;
• Deixar de monitorar creatinina e potássio após introdução ou aumento de
iECA ou BRA2;
• Suspender metformina antes da TFG estar abaixo de 30.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC
DPOC – impacto da doença
• Prevalência em torno de 15% nas Américas;
• Taxa de mortalidade – redução de 28,2% comparando 1996 com 2007 – medidas
de controle do tabagismo, à ampliação ao acesso à APS, à novas terapêuscas
medicamentosas e à vacinação contra Influenza a Pneumococo.
DPOC – fatores de risco
• Tabagismo é responsável por 80- 90% e 15% dos tabagistas terão DPOC;
• Exposição ambiental – poeiras e produtos químicos, fogão a lenha, poluição
extradomiciliar;
• Tuberculose pode ser fator de risco – monitorar;
• Portadores de HIV tem risco aumentado para DPOC;
• Mais prevalente em populações economicamente vulneráveis.
DPOC – diagnóstico
• É uma condição pulmonar heterogênea caracterizada por sintomas respiratórios
crônicos (dispneia, tosse, produção de escarro e/ou exacerbações) devido a
anormalidades das vias aéreas (bronquite, bronquiolite) e/ou alvéolos (enfisema) 
que causam obstrução persistente e muitas vezes progressiva, do fluxo aéreo;
• Presença de limitação do fluxo aéreo não totalmente reversível (ou seja, VEF1/FVC < 
0,7 pós-broncodilatação) medido por a espirometria é mandatória para diagnóssco 
de DPOC.
DPOC – diagnóstico
• Sintomas: 
ü Dispneia progressiva ao longo do tempo, piora aos esforços e persistente;
ü Limitação de atividades e/ou tosse com ou sem produção de escarro;
ü Sibilos recorrentes;
ü Tosse crônica –pode ser intermitente, produtiva ou não;
ü Tosse produtiva – pode ser critério diagnóstico, mas ainda subjetiva.
• Diagnóstico diferencial de tosse crônica – asma, câncer de pulmão, tuberculose, 
bronquiectasia, ICC, fibrose cística, doença intersticial pulmonar, rinite, síndrome do 
gotejamento pós-nasal crônico, RGE, medicamentos.
DPOC – critérios diagnósticos
DPOC – critérios diagnósticos
DPOC – Anamnese
• Exposição do paciente a fatores de risco;
• História médica pregressa, incluindo eventos do início da vida (prematuridade, 
baixo peso ao nascer, tabagismo materno durante gravidez, exposição passiva ao
fumo durante a infância), asma, alergia, sinusite ou pólipos nasais; infecções
respiratórias na infância; HIV; tuberculose;
• Histórico familiar de DPOC ou outra doença respiratória crônica;
• Padrão de desenvolvimento dos sintomas;
• Histórico de exacerbações ou internações prévias por distúrbio respiratório.
DPOC – Anamnese
• Histórico de exacerbações ou internações prévias por distúrbio respiratório;
• Presença de comorbidades, como cardiopatias, osteoporose, distúrbios
musculoesqueléticos, ansiedade e depressão e malignidades que também podem
contribuir para a restrição da atividade;
• Impacto da doença na vida do paciente, incluindo limitação da atividade, falta ao
trabalho e impacto econômico, efeito nas rotinas familiares, sentimentos de 
depressão ou ansiedade, bem-estar e atividade sexual;
• Apoio social e familiar disponível para o paciente.
Teste de Avaliação da 
DPOC (COPD Assessment 
Test™– CAT)
 
Avalia o impacto dos 
sintomas da DPOC na vida 
dos pacientes. Dividido em 
quatro categorias: 
Pequeno: 1-10 
Médio: 11-20
Grande: 21-30
Muito grande: 31-40
DPOC – Manejo terapêutico
• Reabilitação pulmonar: diagnósrco preciso e avaliação de comorbidades + 
tratamento farmacológico, nutricional e fisioterápico + recondicionamento
zsico.
• Imunização
• Vacina influenza: De aplicação anual, é indicada a todos os pacientes com DPOC
• Vacinas pneumocócicas 13 - conjugada e polivalente (23-valente) - Pacientes com DPOC
sintomá^cos e exacerbadores; pacientes de qualquer grupo de risco da doença com
comorbidades associadas a maior risco de doença pneumocóccica grave (diabetes mellitus,
insuficiência renal, insuficiência cardíaca, etc.)
• Aplicar as duas vacinas com intervalo de seis meses, iniciando pela 13 conjugada
• Recomendado reforço em cinco anos ou, se iniciada após os 65 anos, em dose única
• A vacinação para COVID deve ser orientada conforme protocolo vigente.
DPOC – Manejo terapêutico não farmacológico
• Oxigenioterapia
ü Se PaO2 ≤55mmHg ou SatO2 ≤ 89% em repouso; 
ü PaO2 entre 56 e 59mmHg se policitemia ou cor pulmonale.
• Flebotomia (sangria) 
ü Cor pulmonale descompensado e Ht > 55%.
• Apoio psicossocial – educação em saúde para otimizar autonomia; 
abordagem das exacerbações.
• Abordar cuidados paliativos quando indicado.
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
SABA – B2 agonistas de curta ação Fenoterol, salbutamol, terbutalina
LABA - agonistas de longa ação Formoterol, Salmeterol
LAMA - anticolinérgicos de longa ação Tiotrópio, aclidionio, glicopirrônio 
SAMA – anticolinérgicos de curta ação ipratrópio
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
SAMA + SABA Fenoterol + ipratrópio
Salemeterol+ ipratrópio
LABA + LAMA Formoterol + aclidínio; Formoterol + glicopirrônio 
LABA + LAMA + ICS Fluticasona + umeclidinio + vilanterol; 
Beclometasona+formoterol+glicopirrônio (esse 
disponível no Brasil)
LABA + ICS Formoterol + beclometasona; Formoterol + 
budesonida; Salmeterol + fluticasona
METILXANTINAS Aminofilina, teofilina
MUCOLÍTICOS Carbocisteína, N-acetilcisteína
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥1 
hospitalização por exacerbação
GRUPO E:
LABA + LAMA
Considerar LABA + LAMA + CE se 
eosinofilia > 300
0 -1 exacerbação moderada sem 
hospitalização
GRUPO A (mMRC 0-1; CAT<10): 
Broncodilatador
0 -1 exacerbação moderada sem 
hospitalização
GRUPO B (mMRC ≥2; CAT>10):
LABA + LAMA
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
O tratamento das exacerbações deve ser feito com:
• aumento das doses de broncodilatadores adrenérgicos (SABA e/ou
LABA) e/ou acréscimo de anticolinérgicos (SAMA e/ou LAMA);
• cursos de curta duração de corticosteroides sistêmicos nas
exacerbações moderadas e graves: prednisona 20 mg, 2
comprimidos, 1x/dia ou 1 comprimido, 2x/dia por 5 dias, por
exemplo;
• antibióticos, caso haja infecção respiratória bacteriana presumida,
por 5 a 7 dias.
DPOC – Manejo terapêutico farmacológico
• Antibioticoterapia
ü uso profilático e contínuo de antibióticos não reduz exacerbações;
ü Azitromicina (250 mg/dia ou 500 mg três vezes por semana) ou eritromicina
(250 mg duas vezes por dia) por um ano em pacientes propensos a
exacerbações reduziu o risco de exacerbações em comparação com o 
tratamento usual;
Pulsoterapia não tem efeito benéfico sobre a taxa de exacerbação em
geral.
DPOC – Técnica Inalatória
• A utilização de dispositivos inalatórios é uma habilidade que deve ser aprendida e
mantida para que as medicações sejam administradas com eficácia.
• Uma técnica inalatória inadequada leva a um controle insatisfatório da asma,
aumento do risco de exacerbações e aumento dos efeitos adversos.
• A escolha do dispositivo deve ser individualizada e dinâmica, considerando o acesso
a terapêutica e a habilidade com a técnica de uso.
• Para inaladores dosimetrados pressurizados, o uso de um espaçador melhora a
distribuição e (para Corticoide Inalatório (CI)) reduz o potencial de efeitos colaterais
locais, como disfonia e candidíase oral. Com CI, o risco de candidíase também pode
ser reduzido por enxaguar e cuspir após o uso.
DPOC – Técnica Inalatória
• Em crianças pré-escolares é indispensável o uso de espaçadores.
• É importante avaliar a necessidade do uso de máscara.
• Realize o treinamento do paciente ou familiares/responsáveis preferencialmente
com demonstração física.
• Verifique e corrija a técnica com o paciente.
Reavalie em todas as consultas e re-treine regularmente. 
DPOC– Medicações 
disponíveis no 
RENAME 2022
DPOC – Medicações 
disponíveis no 
RENAME 2022
ATENÇÃO
O aconselhamento para a CESSAÇÃO DO TABAGISMO deve ser 
realizado em todas as consultas. A suspensão do tabagismo é a única
medida eficaz para reduzir a progressão da DPOC.
Materiais complementares
• Video indígena preparando alimento: https://www.youtube.com/watch?v=abnJCvOWVjE
• Pé diabético. Diário de um Posto de Saúde. 2017. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=Y5K2O0WMPzo
• Vídeo “Bicha Braba” - Como é conviver com um problema de pressão ou com açúcar no 
sangue? Como é cuidar de distúrbios tidos como crônicos e incuráveis para o resto da 
vida? E naqueles dias em que a bicha fica braba? 
https://www.youtube.com/watch?v=ZPyiRylth2M
https://www.youtube.com/watch?v=abnJCvOWVjE
https://www.youtube.com/watch?v=Y5K2O0WMPzo
https://www.youtube.com/watch?v=ZPyiRylth2M
Referências
BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol., v. 116, n. 3, p. 516-658, 2021. Disponível em: 
https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x55156.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica :
diabetes mellitus. Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 160 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 36). Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira – 2. ed., 1. reimpr. 
– Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 156 p. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-
saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica:
hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 128 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37). Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica :
obesidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 212 p. : il. – (Cadernos de Atenção Básica, n. 38) Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_doenca_cronica_obesidade_cab38.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Endocrinologia e nefrologia / Ministério da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Protocolos de encaminhamento da 
atenção básica para a atenção especializada; v. 1. Brasília : Ministério da Saúde, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Endocrinologia e nefrologia. Protocolos de encaminhamento da atenção básica para 
a atenção especializada; v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 20 p.: il. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_atencao_especializada_endocrinologia.pdf
https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x55156.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_doenca_cronica_obesidade_cab38.pdf
Referências
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atenção básica para a atenção especializada; v. 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 23 p.: il. Disponível em: 
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BRASIL Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Manual de atenção às pessoas
com sobrepeso e obesidade no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde [recurso eletrônico]. Brasília: 
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GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 
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RODACKI, M. et al. Classificação do diabetes. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2022. DOI: 10.29327/557753.2022-1, ISBN: 
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Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria
de Vigilância em Saúde, Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2021. 118 p. : il. Modo de 
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https://goldcopd.org/2023-gold-report-2/
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https://www.nice.org.uk/guidance/cg181
https://www.nice.org.uk/guidance/cg181
https://diretriz.diabetes.org.br/metas-no-tratamento-do-diabetes/
https://diretriz.diabetes.org.br/classificacao-do-diabetes/
“Uma diretriz assistencial é uma trilha, 
não um trilho.” 
Eugênio Vilaça Mendes
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
DOENÇAS DIARREICAS 
AGUDAS (DDA)
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Conhecer os conceitos e classificações das doenças diarreicas agudas 
(DDA)
• Apresentar a epidemiologia, quadro clínico e transmissão
• Saber idenJficar e classificar a desidratação
• Decidir o plano de tratamento e o uso racional de anJbioJcoterapia
• Apresentar e discuJr o manejo de outras medicações
• DiscuJr a prevenção
• IdenJficar e tratar as principais eJologias
Definição:
Ocorrência de três ou mais 
evacuações amolecidas ou líquidas 
nas úl2mas 24 horas. A diminuição 
da consistência habitual das fezes é 
um dos parâmetros mais 
considerados.
Classificação da diarreia segundo a duração dos sintomas
Classificação da diarreia quanto as caracterís6cas 
Diarreia aquosa aguda: 
• Perda de grande quan+dade de água durante as evacuações, com alteração 
da consistência das fezes por um período <14 dias. 
• Ocorre secreção a+va de água e eletrólitos da corrente circulatória para a 
luz intes+nal. 
• Pode ser causada por bactérias e vírus, na maioria dos casos.
Disenteria aguda: 
• Presença de sangue visível nas fezes, podendo haver muco e/ou pus devido 
a uma lesão na mucosa intes+nal. 
• Bactérias do gênero Shigella são as principais causadoras de disenteria, que 
invadem a mucosa do cólon.
Epidemiologia 
• Segundo a OMS, são a segunda principal causa de morte em 
crianças com idade < 5 anos, em países em desenvolvimento, 
embora sejam evitáveis e tratáveis;
• São as principais causas de morbimortalidade infanJl (<1 ano) e 
consJtuem um dos mais graves problemas de saúde pública global, 
com aprox. 1,7 bilhão de casos e 525 mil óbitos na infância (< 5 
anos) por ano;
• No Brasil, de 2007 a 2018, a DDA vem mantendo uma incidência anual 
de cerca de 300 mil casos em crianças < 1 ano e aprox. 950 mil casos 
em crianças de 1 a 4 anos, segundo dados do SINAN.
• A DDA é considerada uma doença preocupante nos povos indígenas, 
pois apesar de ser tratável correspondem a uma das principais doenças 
infecciosas que os aJngem, em muitos casos evoluindo ao óbito, 
principalmente, de crianças menores de 5 anos.
Epidemiologia 
Manifestações clínicas 
• No mínimo 3 episódios de fezes líquidas ou amolecidas em 24 horas;
• Podem estar associados:
• Cólicas e/ou dores abdominais;
• Febre;
• Sangue e/ou muco nas fezes;
• Náuseas;
• Vômitos.
Transmissão
• Pelas vias oral ou fecal-oral
• Indireta: consumo de água ou alimentos contaminados e contato 
com objetos contaminados como utensílios de cozinha, acessórios de 
banheiros, equipamentos hospitalares;
• Direta: pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos 
contaminadas e contato de pessoas com animais.
Abordagem e manejo
• História clínica - tem alto valor discriminatório e permite em pouco tempo o 
diagnós+co diferencial sindrômico e de outras doenças com manifestações 
similares.
• Ques+onar sobre contatos que também tenham a doença/sintomas.
• Avaliar a gravidade dos sintomas e o risco de complicações, devemos definir o grau 
de desidratação e depois definir um plano terapêu+co.
• Usar a estratégia de Atenção Integrada as Doenças Prevalentes na Infância ( AIDPI)
• Número de evacuações, caracterís3cas das fezes, presença de febre e relato de 
náuseas e/ou vômitos.
• Maioria dos casos é autolimitada; sem complicações. 
• Testes diagnós9cos são indicados somente em casos selecionados.
• coprocultura e parasitológico de fezes, não devem ser realizadas de ro7na.
• A inves9gação laboratorial é reservada para as crianças com desidratação 
grave e que necessitem de hidratação venosa;
• Exame Bsico: avaliar a existência de comorbidades e a presença e o grau de 
desidratação; 
• Desidratação – sinal de gravidade. 
Abordagem e manejo
Principais sinais para avaliação do grau de 
desidratação
O exame 'sico é importante para avaliar a presença de desidratação e tratamento adequado
Melhor 
indicador de 
desidratação
Abordagem e manejo
Plano de tratamento
Após avaliação clínica, estabelece-se o plano de tratamento
Hidratação oral
• Líquidos devem ser administrados com frequência, em pequenos goles;
• Se vomitar, aguardar 10 minutos e con+nuar, porém mais lentamente;
• Vômitos costumam cessar após 2 a 3 horas do início da reidratação.
Como preparar o 
soro de 
reidratação oral
Se o paciente apresentar sangue nas fezes 
(disenteria)
- Reidratar o paciente de acordo com os planos A, B ou C;
- Iniciar an9bio9coterapia – considerando possível infecção por Shigella. 
- Orientar o paciente ou acompanhante administração de líquidos e alimentação 
habitual, caso o tratamento seja realizado no domicílio.
- Reavaliar o paciente após 2 dias.
- Se man9ver presença de sangue nas fezes ou melena após 48 horas do início 
do tratamento ou condições gerais comprome9das, encaminhar para 
internação hospitalar.
Início da diarreia
Encaminhar o paciente para a unidade hospitalar se:
• Se mais que 14 dias de evolução;
• Menor que seis meses de idade;
• Apresentar sinais de desidratação.
Neste caso, reidrate-o primeiro e em seguida encaminhe-o a unidade hospitalar.
Consulta médica para investigação e tratamento na APS:
• Ausência de sinais de desidratação;
• Maior de seis meses de idade.
Avaliar desnutrição grave
Se a criança es9ver com desnutrição grave – DAG
• No primeiro atendimento em qualquer Unidade de Saúde, devendo-se iniciar 
hidratação e an9bio9coterapia de forma imediata, até que chegue ao hospital.
• Hidratação IV deve ser evitada em crianças com DAG, sendo indicado hidratação 
oral com ReSoMal.
Verificar a temperatura
Se o paciente esJver, além da diarreia,com a temperatura de 39°C ou 
mais:
• invesJgar e tratar outras possíveis causas, por exemplo, pneumonia, 
oJte, amigdalite, faringite, infecção urinária.
AnGbioGcoterapia (OMS)
• Diarreia com sangue e/ou muco, sendo Shigella e a Salmonella os principais 
agentes eJológicos responsáveis pelo quadro;
• SepJcemia;
• Suspeita de infecção por V. cholarea com desidratação grave associada;
• Quadro de giardíase ou amebíase com diagnósJco confirmado por exame 
laboratorial.
”O uso de antibióticos não é indicado na maioria dos casos"
Tratamento de crianças:
• Ciprofloxacino: 15 mg/kg, de 12/12 h, por 3 dias (primeira escolha)
• Azitromicina 40mg/mL, 10mg/kg/dia, no 1º dia e 5mg/kg/dia, por mais 4 dias
Tratamento de adultos:
• Ciprofloxacino: 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias.
Tratamento de DDA com sangue nas fezes 
Uso de medicamentos
An3parasitários - devem ser usados somente para:
Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos 
em que se iden+ficam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histoly2ca englobando 
hemácias. 
• Tratar com Metronidazol 
• Crianças: 10 mg/kg, de 8/8 h, por 5 dias
• Adultos: 750 mg, de 8/8 h, por 5 dias
Obs.: Tratar por 10 dias se o quadro clínico for grave. 
Uso de medicamentos
An3parasitários - devem ser usados somente para:
Giardíase quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se iden+ficarem cistos ou 
trofozoítos nas fezes ou no aspirado intes+nal. 
• Tratar com Metronidazol 
• Crianças: 5 mg/kg, de 8/8 h, por 5 dias
• Adultos: 250 mg, de 8/8 h, por 5 dias
Uso de medicamentos
Reposição de Zinco (micronutriente)
De acordo com a OMS deve ser usado em menores de cinco anos, durante 10 a 14 
dias, sendo iniciado a par+r do momento da caracterização da diarreia;
• Até seis meses de idade: 10mg/dia;
• Maiores de seis meses de idade: 20mg/dia.
''Em crianças com idade < 6 meses, o zinco não é efe6vo, independentemente do estado 
nutricional”
“O obje6vo do uso de zinco é reduzir a ocorrência de novos episódios de diarreia aguda 
nos 3 meses subsequentes”
Duncan, 2022
Uso de medicamentos
Probió7cos: 
São microrganismos vivos capazes de colonizar o trato diges9vo e 
exercer efeitos benéficos no hospedeiro;
São eficazes na redução da duração e da intensidade dos sintomas da 
DDA;
Se disponível, pode ser considerado como tratamento complementar:
• Saccharomyces boulardii – 250 a 750mg/dia, 5 a 7 dias.
• Lactobacillus GG >1010 UFC/dia, 5 a 7 dias.
Uso de medicamentos
An3emé3cos: 
 
No geral estão contraindicados
Quando indicado, usar em crianças > 4 anos com diarreia e vômitos:
• Ondansetrona – VO ou IV, uma dose única inicial para garan+r 
reidratação oral. 0,2mg/kg/dose até 3x ao dia ou 2mg em crianças de 6 
meses a 2 anos e 4mg em crianças > 2 anos. 
• Metoclopramida – eficaz, porém com efeitos colaterais significa+vos – 
não recomendada.
Uso de medicamentos
An3diarreicos: 
• Racecadotrila – reduz secreção intes+nal de água e eletrólitos. Pode ser usado, 
porém sem evidência sólida de eficácia.
• Medicamentos de ação intes+nal an+motora, como loperamida, são 
contraindicados em DDA em crianças.
• As crianças devem con+nuar a ser alimentadas com uma dieta apropriada para a 
idade, desde que tolerada;
• Lactentes < 6 meses devem ser man+dos em amamentação;
• Não é necessário diluir fórmulas lácteas ou oferecer dieta livre de lactose, a não ser 
em casos de intolerância ou alergia ;
• Recomendam-se mamadas mais frequentes;
• Bebidas tais como refrigerantes, sucos de fruta industrializados e líquidos altamente 
açucarados devem ser evitadas durante o episódio.
Manejo nutricional
Orientar sobre sinais de complicações 
e desidratação e em quais situações 
deve-se procurar atendimento em 
unidade de urgência.
Orientações gerais sobre sinais de alarme
Prevenção
• Lavagem frequente das mãos com sabão e água limpa, principalmente antes de preparar 
e ingerir alimentos, após ir ao banheiro, após trocar fraldas, após contato com animais;
• Recomenda-se desinfecção de superpcies contaminadas com cloro alvejante de uso 
domés+co ou outros produtos de limpeza, e lavagem de roupa suja e roupa de cama;
• Proteger alimentos e áreas de cozinha contra insetos e outros animais;
• Evitar alimentos ou fontes de água que possam ser as possíveis fontes de contaminação.
• Não u+lizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados para banhar-se ou 
beber;
• Evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos;
• Guardar a água tratada em vasilhas limpas, com “boca” estreita e com tampa;
• Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada;
• Usar o vaso sanitário. Se não for possível, enterrar as fezes longe de cursos de água;
• Evitar o desmame precoce;
• Vacina rotavírus.
Prevenção
Tratar a água para consumo: filtrar, ferver ou colocar 2 gotas de solução de 
hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, guardar por 30 minutos 
antes de usar;
Prevenção
Fonte: BRASIL. MS. Secretaria de Vigilância em 
Saúde. Cuidados com água para consumo 
humano. 2011
Principais eGologias - DDA
• As infecções virais, principalmente por rotavírus, são responsáveis por 75 
a 90% dos casos. 
• As infecções bacterianas são a causa de 10 a 20% dos casos, com destaque 
para as infecções secundárias à Escherichia coli (diarreia do viajante). 
• Por sua vez, as infecções parasitárias causam menos de 5% dos quadros 
diarreicos.
Principais eGologias 
ROTAVÍRUS
• Gastroenterite aguda varia de quadro leve até casos graves e óbito;
• Período de incubação: usualmente < 48h;
• Todas as idades são suscegveis, porém a infecção é mais frequente 
em < 5 anos (6-24 meses);
• Diarreia líquida, vômitos, febre e dor abdominal;
• Hidratação + suplementação de zinco;
A vacina rotavirus está no calendário vacinal, aos 2 e 4 meses.
FEBRE TIFÓIDE
• Infecção pelo Salmonella Typhi, ingestão de alimentos ou água contaminados, 
associado a locais com precárias condições de higiene e falta de saneamento 
básico;
• Febre alta prolongada, fadiga, cefaleia, tosse seca, náuseas, perda de apetite, 
dor abdominal, constipação ou diarreia, dissociação pulso-temperatura e 
hepatoesplenomegalia;
• Período de incubação 7-21 d:
 1ª semana: sintomas inespecíficos que vão progredindo para febre alta, calafrios e 
prostração 
2ª semana: astenia intensa ou torpor + dor abdominal/hepatoesplenomegalia + 
diarreia/constipação 
Complicações: sangramento GI, perfuração intestinal e encefalite.
FEBRE TIFÓIDE
• Hemocultura (1ª semana) ou coprocultura (2ª semana, 1/3 dos casos);
• Tratamento:
Cloranfenicol 50mg/kg/dia 6/6h (dose máx. 3g/dia crianças e 4g/dia 
adultos) VO 15-21d;
Ampicilina 1 – 1,5g VO 6/6h 14d;
Amoxicilina 1g VO 8/8h 14d;
Outras opções terapêuJcas: ciprofloxacino ou ofloxacino ou ceqriaxona.
GEO-HELMINTÍASE
• Infecções causadas por parasitos que se desenvolvem no trato intes9nal humano e 
completam seu ciclo evolu9vo no solo;
• Precárias condições socioeconômicas, falta de acesso à água potável e saneamento 
inadequado;
• Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e os ancilostomídeos (Ancylostoma 
duodenale e Necator americanos);
• Ingestão de ovos embrionados presentes em alimentos crus mal lavados ou pela 
ingestão de água contaminada (áscais e Trichuris) e penetração a9va das larvas 
infectantes (ancilostomídeos) na pele íntegra do hospedeiro;
GEO-HELMINTÍASE
• Assintomá9cos à febre, sudorese, fraqueza, palidez, náuseas à tosse, febre e 
eosinofilia (Loefler) à dor abdominal/cólica, perda de ape9te, diarreia, dores 
musculares e anemia
• Complicações: redução da capacidade de aprendizado, deficiências nutricionais, 
obstrução intes9nal/vias biliares/canal pancreá9co/apêndice cecal;
• EPF (coproscopia)
• Tratamento: Albendazol, nitaxozanida, mebendazol, outros.
DIARREIA & HIV
• Distúrbios gastrointestinais são comuns em pacientes com HIV;
• Diarreia, doenças esofágicas; colangiopatia, doenças anorretais, síndrome 
consumptiva;
• Infecções oportunistas, medicamentos, malignidade,enteropatia HIV e 
outros (DII ou SII);
• Aumento risco de infecções: CD4 < 100-200 e < 50;
• Terapia antiretroviral – prevenção e tratamento de infecções oportunistas;
• Reidratação + tratamento específico contra o patógeno;
• Terapia adjuntiva: octreotide, opioides, dieta sem lactose, loperamida.
CÓLERA
• Doença infecciosa intes9nal aguda causada pela enterotoxina do Vibrio 
cholerae;
• Maioria dos casos (75%) assintomá9cos; dos sintomá9cos, a maioria sintomas 
leves ou moderados, 10-20% destes casos graves: diarreia incoercível e 
vômito (1-2l/hora) levando a rápida desidratação à choque, necrose tubular 
aguda, atonia intes9nal, hipocalemia e hipoglicemia
• A par9r de 2006, não houve casos autóctones de cólera no Brasil, tendo sido 
no9ficados apenas 3 casos importados.
• Tratamento:
Adultos: Doxiciclina 300mg (dose única)
Crianças: Eritromicina 12,5mg/kg (6 em 6 horas por 3 dias)
Importante
► Classificar a diarreia, iden+ficar sinais e sintomas que indicam gravidade, como 
sangue ou muco nas fezes.
► Avaliar adequadamente o estado de hidratação, os sinais de alerta vermelho para 
desidratação.
► Propor plano de hidratação mais adequado para o grau de desidratação.
► Iniciar imediatamente o tratamento para desidratação (Plano A, B, C).
► Uso adequado de an+bió+cos.
NOTIFICAÇÃO
Os surtos de DDA, também chamados de surtos de Doenças de Transmissão 
Hídricas e Alimentares (DTHA), devem ser noJficados imediatamente
Referências bibliográficas
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https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf.
BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde. Guia de vigilância em 
saúde. 5 ed rev e atual – Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
DYNAMED. Gastrointestinal Disorders in Patients With HIV. Updated 28 Dec 2022. Disponível em https://www.dynamed.com/condition/gastrointestinal-disorders-in-
patients-with-hiv#GUID-599094C9-CE0A-4AA0-8740-62DA6B17FDDF
SADOVSKY, Ana Daniela Izoton. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria- Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, 
2017.
DE MELO OLIVEIRA, T. K. et al. Desafios e potencialidades envolvidos na prevenção de doenças diarreicas junto à população indígena em Roraima. Revista 
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DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p.
GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2018.
MORAIS, M. B. et al. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria–Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, p. 1-15, 2017. 
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PINTO, M. V.; ZATTI, C. A. Adoecimento Indígena: Aspectos referentes à morbimortalidade indígena. Rev.Brazilian J. of Surgery and Clinical Research, v. 24, n. 02, 
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SITUAÇÃO Epidemiológica. Ministério da Saúde, [s.d]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf
https://www.dynamed.com/condition/gastrointestinal-disorders-in-patients-with-hiv
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https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/download/9539/5737/
https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica
Gra$dão
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
ENDEMIAS BRASILEIRAS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Apresentar os aspectos epidemiológicos, agente eAológico e vetor
• Apresentar e discuAr as manifestações clínicas
• DiscuAr o diagnósAco, tratamento, seguimento clínico e reabilitação
• DiscuAr a promoção da saúde e a prevenção
• DiscuAr a noAficação das seguintes doenças infectocontagiosas: 
• Malária 
• Parasitoses intes.nais (helmin2ases e protozooses)
• Esquistossomose
• Doença de Chagas 
• Leptospirose
• Tungíase
Malária
Doença infecciosa febril aguda, cujos agentes eAológicos são 
protozoários transmiAdos por vetores. No Brasil, a magnitude da 
malária está relacionada à elevada incidência da doença na região 
amazônica e à sua gravidade clínica potencial.
(IMAGEM)
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
https://pt.vecteezy.com/arte-vetorial/11417181-ilustracao-de-termometro-em-estilo-simples-de-desenho-animado-para-design-de-saude-doenca-febre-ilustracao-do-conceito-de-saude
https://www.youtube.com/watch?v=42fuPtrsJWY
Malária
Sinonímia
Paludismo, impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã 
benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como maleita, 
sezão, tremedeira, batedeira ou febre.
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
(IMAGEM)
h>ps://www.bigstockphoto.com/pt/search/picada-mosquito/
Malária
Agente Etiológico no Brasil
Protozoário do gênero Plasmodium.
Plasmodium vivax: mais prevalente.
Plasmodium falciparum: mais grave.
Plasmodium malariae
Nos últimos anos no Brasil, a transmissão do P. falciparum tem apresentado 
redução importante, enquanto o P. vivax tem contribuído para o aparecimento 
de casos considerados complicados, inclusive com mortes associadas.
(IMAGEM)
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
h>p://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=417&sid=32&tpl=printerview
Malária
Vetor: Mosquito Anopheles
São abundantes nos horários crepusculares, 
ao entardecer e ao amanhecer. 
Encontrados picando durante todo o 
período noturno. 
O horário em que há maior abundância de 
mosquitos varia de acordo com cada 
espécie, nas diferentes regiões e ao longo 
do ano.
Criadouros preferenciais: coleções de água 
limpa, quente, sombreada e de baixo fluxo
Reservatório: Ser Humano
(IMAGEM)
h>ps://www.to.gov.br/noIcias/casos-de-malaria-no-tocanIns-estao-sob-controle/7iihrvn79xnb
Malária - Transmissão
(IMAGEM)
https://www.tuasaude.com/malaria/
Malária - Epidemiologia
• 99% dos casos são diagnos.cados no contexto 
da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, 
Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, 
Roraima e Tocan.ns.
• 01% é diagnos.cado em região extra-
amazônica: Espírito Santo, Minas Gerais, SãoPaulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.
• Saúde do viajante: a malária é a causa mais 
comum de morte evitável entre as doenças 
infecciosas em viajantes, e também a causa 
mais frequente de febre pós-viagem.
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
Malária
• A transmissão: áreas rurais, comunidades ribeirinhas, assentamentos, 
áreas indígenas e garimpos, mas também são registrados casos em 
áreas urbanas e periurbanas. 
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
https://www.brasildefato.com.br/2022/04/18/garimpo-ilegal-provocou-90-das-mortes-por-conflitos-no-campo-em-2021-aponta-cpthttps://oglobo.globo.com/brasil/nas-vilas-ribeirinhas-do-amazonas-37-mil-pessoas-carecem-de-medicos-saneamento-14635488
(IMAGEM)
Programa Nacional de Controle da Malária (PNCM)
Malária - controle
ObjeAvos:
• Reduzir a mortalidade e a gravidade dos casos; 
• Reduzir a incidência; 
• Manter a doença ausente em locais onde a 
transmissão foi interrompida; 
• Eliminar a Malária do Brasil.
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária - controle
Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável da Organização das 
Nações Unidas (ONU): 
acabar com as epidemias de 
malária até 2030.
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
- GaranAr acesso universal à prevenção, ao diagnósAco e ao tratamento 
da malária; 
- Acelerar os esforços para a eliminação e obtenção do status livre de 
malária; 
- Transformar a vigilância de malária em intervenção essencial.
Malária
Por que tratar malária?
• Para não progredir para formas 
graves ou óbito;
• Para não aumentar a transmissão já 
que no Brasil existem 11 gêneros de 
importância epidemiológica do 
mosquito Anopheles, o vetor da 
malária, e transmiAr em áreas que 
não são endêmicas.
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
h>ps://www.cevs.rs.gov.br/malaria-5ad7524d92ec4
Malária
Região da Amazônia Legal: NOTIFICAÇÃO
Região extra Amazônica: NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA – em até 24 horas.
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
h>ps://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/malaria/arquivos/fichanoIficacaomalaria-sinan.pdf
Malária
SusceAbilidade:
Todas as pessoas são suscejveis.
Imunidade:
Indivíduos que apresentaram vários episódios de malária podem aAngir 
um estado de imunidade parcial, com quadro oligossintomáAco, 
subclínico ou assintomáAco.
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária – caso suspeito
• Área Endêmica 
Acre, Amapá, Amazonas Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso 
e Maranhão. 
A presença de FEBRE já é suficiente para suspeitar de Malária. 
• Área Não Endêmica
Pessoa que tenha visitado área endêmica no período de 8 a 30 dias 
anterior ao início dos sintomas:
FEBRE cefaleia calafrio sudorese cansaço mialgia
+
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária – Manifestações Clínicas
MALÁRIA NÃO COMPLICADA
Pródromo:
Crise aguda da malária ou Acesso Malárico:
Episódios intermitentes de calafrio, febre alta e sudorese, 
duração variável de 6 a 12 horas, temperatura igual ou 
superior a 40o C.
Contudo, nem sempre se observa o clássico padrão de 
febre a cada dois dias (terçã), portanto não se deve 
aguardar esse padrão caracterísAco para pensar no 
diagnósAco de malária.
náusea vômito astenia fadiga anorexia
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária – Manifestações Clínicas
Paroxismo:
ATENÇÃO
• É o retardo no diagnóstico que leva à gravidade da doença.
• Gestantes, crianças e primoinfectados estão sujeitos a maior 
gravidade e devem ser acompanhados preferencialmente por um 
médico, principalmente se a infecção for por P. falciparum.
náusea vômito astenia fadiga anorexia
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
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Malária – Manifestações Clínicas
Remissão
Declínio da temperatura (fase de apirexia).
Contudo, novos episódios de febre podem acontecer: febre intermitente.
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
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Malária – Manifestações Clínicas
Malária Complicada
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária – Manifestações Clínicas
• Malária Complicada
Quadro clínico da malária depende da espécie do parasito, da quantidade 
de parasitos circulantes (parasitemia), do tempo de doença e do nível de 
imunidade adquirida pelo paciente.
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária - DiagnósKco
Importância de diagnosticar nas 24 horas a partir do início dos 
sintomas, a fim de evitar formas graves, óbitos pela doença e contribuir 
para a interrupção da transmissão.
A tomada de decisão para o tratamento da malária deve ser sempre 
baseada na confirmação laboratorial.
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
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Malária - Diagnóstico
GOTA ESPESSA
- Método simples, eficaz, de baixo custo 
e de fácil realização. 
- Diferenciação específica dos parasitos, 
a partir da análise da sua morfologia, e 
dos seus estágios de desenvolvimento.
 
- Necessidade de microscopista.Lâmina para microscopia de gota espessa de sangue, colhida por punção digital.
Foto: Luis Oliveira/ Ministério da Saúde
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária - Diagnóstico
Teste Rápido
• Praticidade e da facilidade de realização, são úteis 
para o diagnóstico em situações em que não é 
possível a realização do exame da gota espessa.
• Detecção de antígenos dos parasitos - método 
imunocromatográfico.
• Não avaliam a densidade parasitária nem a 
presença de outros hemoparasitos e 
• Não devem ser usados para controle de cura, 
devido à possível persistência de partes do 
parasito, após o tratamento, levando a resultado 
falso-positivo.
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária - Tratamento
O Ministério da Saúde, por intermédio de uma Política Nacional de 
Medicamentos para Tratamento da Malária, orienta a terapêutica e 
disponibiliza gratuitamente os medicamentos antimaláricos utilizados 
em todo o território nacional, em unidades do SUS.
O tratamento adequado e oportuno da Malária é, hoje, o principal 
alicerce para o controle da doença.
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária - Tratamento
Diversas drogas são uAlizadas 
dependendo da espécie do 
plasmódio infectante, cada uma 
delas agindo de forma específica, 
tentando impedir o 
desenvolvimento do parasito no 
hospedeiro:
Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
Malária - Tratamento
Tratamento das 
infecções pelo P. vivax 
ou P. ovale com
Cloroquina em 3 dias e 
Primaquina em 7 dias.
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
Tratamento das infecções 
pelo P. vivax ou P. ovale para 
recorrência entre 5 e 60 dias 
com artemeter/lumefantrina 
ou artesunato/mefloquina 
por 3 dias, conforme a 
disponibilidade local, e 
primaquina por 14 dias. pode 
ter havido falha tanto da 
cloroquina quanto da 
primaquina, ou ambas.
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
Malária - Tratamento
Tratamento das infecções 
pelo P. falciparum com 
artemeter/lumefantrina 
ou artesunato/mefloquina 
por 3 dias, conforme a 
disponibilidade local, e 
primaquina em dose única 
no primeiro dia do 
tratamento.
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
Malária - Tratamento
Tratamento da infecção mista 
por P. falciparum e P. vivax 
com artemerter/lumefantrina 
ou artesunato/mefloquina por 
3 dias, que são drogas 
esquizonticidas sanguíneas 
eficazes para todas as 
espécies, associando-as à 
primaquina por 7 dias (para o 
tratamento radical de P. vivax). 
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
Malária - Tratamento
• Gestantes, puérperas até um mês de lactação e crianças menores de 6
meses não podem usar a primaquina. 
• Pacientes que pesem mais de 120 kg (não contemplados nessa tabela) 
devem ter sua dose de primaquina calculada pelo peso. 
• Caso surja urina escura, icterícia, pele e olhos amarelos, tontura ou falta 
de ar, buscar urgentemente auxílio médico. 
• Sempreque possível, supervisionar o tratamento. 
• Administrar os medicamentos preferencialmente após as refeições.
Malária - Tratamento
Malária - Tratamento
Aplicativo de cálculo para tratamento da malária.
Malária – Eventos Adversos
• Notificar qualquer reação adversa aos antimaláricos à Anvisa, pelo VigiMED 
(http://portal.anvisa.gov.br/vigimed). Qualquer pessoa pode notificar um caso nesse 
sistema. 
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
• Antimaláricos: pode acontecer hemólise após dois 
dias de uso de primaquina em pessoas com 
deficiência de G6PD. O primeiro sinal de hemólise 
é o escurecimento da urina, sendo que mal-estar, 
fadiga, icterícia (pele e olhos amarelados), 
ausência de urina e mesmo febre podem aparecer. 
Muitas vezes o quadro é confundido com anemia 
da malária ou hepatite após malária. 
Malária – Prevenção
• Uso de mosquiteiros;
• Uso de repelente; 
• Colocar telas nas janelas; 
• Uso de roupas que protejam braços e pernas.
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Guia de Vigilância em Saúde, 2021
Malária - Quimioprofilaxia
Guia de Tratamento da Malária no Brasil, 2020
PARASITOSES INTESTINAIS
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Parasitoses IntesKnais
• Na maioria das vezes assintomáticas;
• Alta carga parasitária pode gerar manifestações clínicas severas devido a:
- Má absorção de nutrientes; 
- Redução da capacidade de ingestão de alimentos;
- Obstrução das vias aéreas.
•Maior incidência em zonas rurais e periferias de centros urbanos;
•Estima-se que a prevalência varie entre 2 e 36%; 70% desses casos em 
escolares. 
Parasitoses Intestinais - Epidemiologia
(BRASIL, 2021c)
Parasitoses Intestinais - Prevenção
• Melhoria do nível educacional;
• Acesso a água de boa qualidade, saneamento básico e coleta de lixo;
• Estímulo ao aleitamento materno;
• Uso de calçados;
(DUNCAN et al., 2022)
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Parasitoses Intestinais - Prevenção
• Lavagem das verduras e das frutas;
• Proteção dos alimentos contra poeira e insetos;
• Fervura e/ou filtração da água para consumo;
• Cocção adequada da carne de bovinos e suínos;
• Lavagem das mão antes das refeições unhas limpas e curtas; (DUNCAN et al., 2022)
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE!
Parasitoses Intestinais - Prevenção
• Higiene das mãos;
• Higiene dos alimentos - deixar de molho em solução de ácido acético (2 
colheres de sopa em 1 litro de água) ou hipoclorito de sódio (1 colher de 
sobremesa em 1 litro de água) durante 15 minutos; 
• Desinfecção da água - 2 gotas de hipoclorito por litro de água, deixar descansar 
por 30 minutos antes de ingerir.
VINAGRE
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(DUNCAN et al., 2022)
Parasitoses Intestinais – Agentes Etiológicos
Modo de transmissão e localização dos principais parasitas intestinais humanos
PARASITA TRANSMISSÃO TRANSMISSÃO 
PESSOA-PESSOA
LOCALIZAÇÃO DO 
VERME ADULTO
Ascaris lumbricoides Ingestão de ovos infectantes Não Intestino delgado 
Tricuris trichiura Ingestão de ovos infectantes Não Intestino grosso 
Ancylostoma duodenale / 
Necator americanos
Penetração de larvas 
filarioides pela pele
Não Intestino delgado
Strongyloides stercoralis Penetração de larvas 
filarioides pela pele ou 
mucosa intestinal
Sim Intestino delgado
Enterobius vermicularis Ingestão de ovos infectantes Sim Ceco, apêndice e cólon
Taenia saginata / Taenia 
solium 
Ingestão de carne de gado / 
porco crua ou mal passada
Não Intestinos
Giardia lamblia Ingestão de cistos Sim Intestino delgado
Entamoeba hystolitica Ingestão de cistos sim Intestino grosso
(DUNCAN et al., 2022)
Parasitoses Intestinais – Sinais e sintomas
• Diarreia – mais frequente nas infecções por 
protozoários intestinais, na tricuríase e na 
estrongiloidíase;
• Os enteroparasitas que habitam o intestino 
grosso – Entamoeba histolytica, Trichuris 
trichiura, Schistossoma mansoni – podem 
causar diarreia com muco e sangue;
• Os parasitas que se localizam no intestino 
delgado – Strongyloides stercoralis e Giardia 
lamblia - provocam diarreia osmótica.
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fundo-cores-completas-e-arte-linhagem-branca-preta-image242919486(DUNCAN et al., 2022)
Parasitoses IntesKnais – Sinais e sintomas
• Dor abdominal, náuseas e vômitos – mais comum na giardíase;
• Síndrome dispéptica – associada a anorexia, perda ponderal e diarreia intermitente na 
estrongiloidíase;
• Hepatoesplenomegalia – esquistossomose mansônica crônica.
(DUNCAN et al., 2022)
https://parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo
/doencas/helmintoses/estrongiloidiase/
Strongyloides stercoralis
https://www.microimunounifesp.com.br/giardia-lamblia/
Giardia lamblia
Parasitoses IntesKnais – Sinais e sintomas
• Prurido anal/vulvar – mais frequente na oxiuríase, principalmente noturna;
• Prolapso retal – ocorre na tricuríase maciça;
• Anemia – por espoliação crônica de ferro, na ancilostomíase e na tricuríase;
https://ibapcursos.com.br/enterobiase-enterobius-vermicularis-ciclo-sintomas-diagnostico-
tratamento-e-prevencao/
https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/oxiurus-enterobius-vermicularis/
https://www.sanarmed.com/caso-clinico-tricuriase-ligas
https://parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo/doencas/helmintoses/tricuriase/
Oxiuríase
Tricuríase
Parasitoses IntesKnais – Sinais e sintomas
• Tosse, crises asma.formes, com ou sem tradução radiológica 
(Sínd. de Löeffler) – nas helmin2ases com ciclo larvário 
pulmonar: áscaris, ancilóstomo, estrongiloides e 
esquistossoma. Apresenta eosinofilia intensa;
• Ur.cária e/ou edema angioneuró.co – principalmente na 
ascaridíase e na estrongiloidíase;
Lopes et al, 2005
Síndrome de Loeffler
Parasitoses Intestinais – Sinais e sintomas
• Eliminação dos parasitas – comum na ascaridíase, na oxiuríase e na teníase;
• Obstrução ou semi-obstrução intestinal – ocorre na super-infestação por ascaris.
https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/ascaris-lumbricoides/
Ascaris lumbricoides Taenia saginata / Taenia solium 
h>ps://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/teniase.htm
Parasitoses Intestinais - Diagnóstico
• Exame Parasitológico de Fezes (EPF), aliado aos dados clínico-epidemiológicos;
• Avaliar 3 amostras aumenta a sensibilidade do método;
• Coletar 3 amostras em dias separados (consecutivos ou alternados);
https://www.flaticon.com/br/icone-gratis/exame-de-fezes_9786208
Parasitoses Intestinais – Tratamento
MEDICAMENTO E APRESENTAÇÃO AÇÃO TERAPÊUTICA DOSAGEM
Albendazol
Comprimido de 200mg e 400mg
Suspensão oral 40mg/ml
Ascaridíase
Tricuríase
Ancilostomíase
Enterobíase
Estrogiloidíase
Teníase
Giardíase
1-2 anos: 200mg, DU; > 2anos: 400mg, DU
400mg, DU
1-2 anos:200mg, DU; >2 anos: 400mg, DU
1-2 anos: 200mg; > 2 anos: 400mg – repetir 14d
400mg/dia por 3 dias
<10kg: 200mg/dia; >10kg: 400mg/dia – 3 dias
400mg/dia; criança: 10 – 15mg/kg/dia – 5 dias 
Mebendazol
Comprimido de 100mg 
Suspensão de 100mg/5ml
Ascaridíase
Tricuríase
Ancilostomíase
Enterobíase
Giardíase
100mg, 2x/dia – 3 dias
100mg, 2x/dia – 3 dias
100mg, 2x/dia – 3 dias
100mg, 2x/dia – 3 dias, repetir após 14 dias
100mg, 2x/dia – 5 dias
Ivermectina
Comprimido de 6mg
Ascaridíase
Tricuríase
Enterobíase
Estrogiloidíase
200mcg/kg, DU
200mcg/kg, DU
200mcg/kg, repetir após 14 dias
200mcg/kg, DU ou em 2 dias
Metronidazol
Comprimido de 250, 400 e 500mg
Solução de 40mg/ml
Giardíase
Colite amebiana
Crianças:15mg/kg/dia: 3x/dia: 5-7dias-max:250mg/dose
Adultos: 250mg, 3x/dia – 5-7 dias
VO ou IV, 7-10 dias
Nitazoxanida
Comprimido de 500mg
Suspensão de 20mg/ml
Ascaridíase
Giardíase
Teníase
1-3 anos: 100mg, 2x/dia – 3 dias
4-11 anos: 200mg/kg/dia – 3 dias
Adultos: 500mg, 2x/dia – 3 dias
Parasitoses Intestinais – Tratamento
“Doutor(a), eu vim fazer meu exame de sangue, fezes e urina.”
• Parasitológico de fezes tem baixa sensibilidade, principalmente para Giárdia; 
• Tratamento empírico está indicado para sintomas sugestivos;
• Possibilidade de vermifugação de rotina (a cada 6 - 12 meses) com anti-helmínticos para 
populações de alto risco: pré-escolares e escolares, mulheres em idade fértil e agricultores.
• Não realizar em menores de 1 ano.
EM ÁREAS ENDÊMICAS
ESQUITOSSOMOSE
https://portal.fiocruz.br/video/esquistossomose
Esquistossomose
• Importante problema de saúde pública no Brasil;
• SINONÍMIA - “Xistose”, “barriga d’água” e “doença dos 
caramujos”;
• AGENTE ETIOLÓGICO - Schistosoma mansoni;
• HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Humano - Na fase adulta, o 
parasita vive nos vasos sanguíneos do intestino e fígado
• HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Caramujo do gênero 
Biomphalaria
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https://brasilescola.uol.com.br/doencas/esquistossomose.htm
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Esquistossomose - Epidemiologia
Presente em 19 UFs:
Área endêmica (9): MA, AL, BA, PE, PB, RN, 
SE, MG e ES.
Área com transmissão focal (10): PA, PI, CE, 
RJ, SP, PR, SC, GO, DF e RS.
2009 a 2019: 423.117 casos posi.vos, com 
percentual de posi.vidade de 4,29%.
OMS - mais de 95% das pessoas com 
esquistossomose das Américas vive no 
Brasil. 
Esquistossomose:
ciclo reprodutivo
(UNASUS, s.d.)
Suspeitas quando: 
Indivíduo residente e/ou 
procedente de área 
endêmica, com quadro 
clínico sugestivo, e com 
história de contato com 
reservatórios de água 
onde existam caramujos.
Esquistossomose – Manifestações Agudas
FORMA AGUDA: Assintomática ou Dermatite Cercariana;
- 3 a 7 semanas após o contato pode ocorrer febre, linfadenopatia, anorexia, dor 
abdominal e cefaleia. Pode ter também diarreia, náuseas e tosse seca.
DERMATITE CERCARIANA caracterizada por micropápulas “avermelhadas” 
semelhantes às picadas de insetos. 
(BRASIL, 2010)
(BRASIL, 2014)
Esquistossomose – Manifestações Crônicas
Após seis meses de infecção, há risco do quadro clínico evoluir para a fase crônica.
Gravidade da doença depende diretamente: 
• da carga parasitária, 
• do estado nutricional do paciente;
• do tempo de parasitismo.
http://www.ccs.saude.gov.br/portinari/experimento02.phphttps://www2.ufjf.br/noticias/2018/08/10/tratamento-alternativo-para-a-esquistossomose-conquista-premio-em-evento-internacional/
Esquistossomose – Manifestações Crônicas
HEPATOINTESTINAL
• Assintomática ou sintomas inespecíficos
> áreas de fibrose decorrentes de granulomatose periportal ou fibrose de Symmers.
astenia fadiga tontura cefaleia sintomas distônicos
sensação de plenitude flatulência dor epigástrica hiporexia
diarreia recorrente hepatomegalia fibrose hepática
Esquistossomose – Manifestações Crônicas
HEPÁTICA
- Assintomá`ca ou caracterizada por:
Fibrose hepá;ca: sem hipertensão portal e sem esplenomegalia.
HEPATOESPLÊNICA 
(compensada ou descompensada)
diarreia recorrente hepatomegalia com fibrose
hipertensão 
portal
hepatoesple-
nomegalia
varizes 
esofágicas
sintomas 
intestinais
hemorragia 
digestiva
Esquistossomose - Investigação
DIAGNÓSTICO: Pesquisa de ovos de Schistosoma nas fezes 
(Kato-Katz) – é necessário solicitar como especificação do 
Exame Parasitológico de Fezes (EPF).
(BRASIL, 2010)
Outros métodos:
• Sorológico (Imunofluorescência indireta ou ELISA): não faz diagnóstico.
• Ultrassonografia hepática auxilia no diagnóstico da fibrose de Symmers e nos 
casos de hepatoesplenomegalia: não faz diagnóstico.
• Biópsia retal ou hepática - não recomendada na rotina, pode ser útil em casos 
suspeitos e na presença de exame parasitológico de fezes negativas.
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Esquistossomose - Tratamento
• PRAZIQUANTEL 
Adultos: 50mg/kg 
Crianças: 60mg/kg
•
Apresentação: 600mg/comprimido; 
Dose única, via oral; máximo 7 comprimidos.
•
Orientar repouso por pelo menos 3 horas após ingestão, para evitar náuseas e tonturas; 
• Controle de cura parasitológica: três exames de fezes no quarto mês após o tratamento;
• O índice de cura aproxima-se de 80% para os adultos e de 70% para as crianças;
• Esquistossomose aguda grave - o tratamento deve ser iniciado com a prednisona (1mg/kg de peso/dia) 24 a 48 
horas antes do praziquantel.
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA! (BRASIL, 2014)
DOENÇA DE CHAGAS
https://www.youtube.com/watch?v=x0pyiV0Pttc
Doença De Chagas
• AGENTE ETIOLÓGICO: Trypanosoma cruzi, protozoário 
flagelado.
• VETOR: inseto da subfamília Triatominae, conhecido 
popularmente como barbeiro, chupão, furão, procotó, etc.
• RESERVATÓRIOS: centenas de mamíferos, tais como quatis, 
gambás, tatus, morcegos, etc.
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas – agente etilógico
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas- Epidemiologia nas Américas
• Estima-se que 6 a 8 milhões de pessoas estejam infectadas com o parasita 
(Trypanosoma cruzi) que causa a doença. 
• 70% das pessoas que vivem com a doença não sabem que estão infectadas, devido 
à ausência de sintomas clínicos. 
• Mais de 10 mil pessoas morrem a cada ano em consequência de complicações 
clínicas da doença de Chagas;
• Cerca de 75 milhões de pessoas nas Américas estão em risco de contraí-la
• Apenas 1% dos infectados são tratados a cada ano.
(OPAS, 2021)
Doença de Chagas - Epidemiologia
• Ocorrência de 2777 casos e surtos de Doença de Chagas Aguda entre 2010 e 2020 em 20 
estados brasileiros:
 * 84% na região Norte (72% no estado do Pará).
• Sobre a forma de transmissão:
 • A grande maioria (aprox. 60%) por transmissão oral;
 • Em torno de 10% por transmissão vetorial;
• Pode haver transmissão vertical;
 • Em alguns casos não é identificada a forma de transmissão. (BRASIL, 2020)
Doença de Chagas - Epidemiologia
(BRASIL, 2020)
Doença de Chagas - Epidemiologia
• É uma das quatro maiores causas de morte por doenças infecciosas e 
parasitárias, além da principal doença negligenciada no Brasil.
• A doença apresentava elevada incidência no país, entretanto, hoje, 
encontra-se sob controle graças à realização de estratégias como:
BRASIL, 2020
Doença de Chagas Fase Aguda – Manifestações 
Clínicas
•Edema de face ou de membros;
•Exantema;
•Adenomegalia;
•Hepatomegalia;
•Esplenomegalia;
•Cardiopatia aguda (taquicardia, sinais de insuficiência cardíaca);
•Manifestações hemorrágicas (hematêmese, hematoquezia ou melena);
•Icterícia;
•Manifestações digestivas (diarreia, vômito e epigastralgia intensa) são mais 
comuns em casos por transmissão oral.
Febre persistente (>7 dias)
(BRASIL, 2010)
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Doença de Chagas –Diagnóstico Forma Aguda
• PARASITOLÓGICO– T. cruzi circulante no 
sangue periférico identificado por meio de 
exame parasitológico direto.
• SOROLÓGICO – IgM anti-T. cruzi.
(BRASIL, 2010)
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As setas indicam T. cruzi entre as hemácias, em gota de sangue.
Doença de Chagas – Formas Crônicas
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas crônica – Diagnóstico 
forma crônica
 • Sorologia para Chagas - Importante na fase crônica.
 
 • Anticorpos IgG anti-T. cruzi - indica doença crônica.
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas - Tratamento
•Benznidazol: (adulto = 5 mg/kg/dia, 1 a 3x/dia, 60 dias; criança = 5 a 
10 mg/kg/dia, 2x/dia, 60 dias)
• Tratar: forma aguda, congênita e crônica recente
Nos casos leves, sem complicações, e nas formas indeterminadas, o tratamento 
pode ser realizado na atenção básica, por médico generalista que conheça as 
particularidades do medicamento e da doença de Chagas.
(BRASIL, 2010)
Doença de Chagas - Tratamento
Orientações e aKvidades educaKvas
• Manter quintais limpos, evitando acúmulo de materiais e manter criações de animais 
afastadas da residência;
• Não confeccionar coberturas para as casas com folhas de palmeiras;
• Vedar frestas e rachaduras e usar telas em portas e janelas;
(BRASIL, 2010)
Orientações e atividades educativas
• Proteção individual: uso de repelentes e uso de roupas de mangas longas durante a 
realização de atividades noturnas; uso de mosquiteiros ao dormir;
• Cuidados de higiene na produção e manipulação artesanal de alimentos de origem 
vegetal.
(BRASIL, 2010)
LEPTOSPIROSE
Leptospirose
● É uma zoonose, causada por leptospiras patogênicas, transmiAdas pelo 
contato com urina de animais infectados ou água e lama contaminadas 
pela bactéria. 
• Reservatório: amplo espectro de animais domésAcos e selvagens. No 
meio urbano: roedores (especialmente o rato-de-esgoto); outros 
reservatórios são os suínos, bovinos, equinos, ovinos e cães.
• Seres humanos - hospedeiros acidentais e terminais dentro da cadeia de 
transmissão.
(BRASIL, 2010)
Leptospirose - Epidemiologia
(BRASIL, 2023)
Leptospirose - Manifestações Clínicas 
Fase precoce (fase leptospirêmica) 
• Instalação abrupta de febre, acompanhada de cefaleia e mialgia, anorexia, 
náuseas e vômitos;
• Podem ocorrer diarreia, artralgia, hiperemia ou hemorragia conjuntival, 
fotofobia, dor ocular e tosse;
• Pode ser acompanhada de exantema;
• Difícil diferenciação de outras doenças febris agudas;
• A fase precoce tende a ser autolimitada e regride em 3 a 7 dias, sem deixar 
sequelas. 
(BRASIL, 2010)
Leptospirose - Manifestações Clínicas 
Fase tardia (fase imune) 
• Aproximadamente 15% dos pacientes evoluem para manifestações 
clínicas graves, em geral, após a primeira semana de doença. 
• Síndrome de Weil - tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragias, 
mais comumente pulmonar. 
• Hemorragia pulmonar cursa com letalidade superior a 50%.
• Icterícia: é um sinal caracterísAco, possuindo uma tonalidade alaranjada 
muito intensa (icterícia rubínica) e geralmente aparece entre o 3º e o 7º 
dia da doença - preditor de pior prognósAco.
(BRASIL, 2010)
Leptospirose - Agente etiológico
• Bactéria helicoidal (espiroqueta) aeróbica obrigatória do gênero Leptospira, 
do qual se conhecem atualmente 14 espécies patogênicas, sendo a mais 
importante a L. interrogans.
(BRASIL, 2010)
Leptospirose - Transmissão
• Exposição direta ou indireta à urina de animais infectados. 
• Penetração do microrganismo ocorre através da pele com presença de 
lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada 
ou através de mucosas.
 
• A água é importante na transmissão da doença ao homem. 
• Período de incubação - De 1 a 30 dias (em média, de 5 e 14 dias).
(BRASIL, 2010)
Leptospirose - DiagnósKco
• Métodos sorológicos - teste ELISA-IgM e a microaglutinação (MAT). 
• Exames como hemograma e bioquímica (ureia, creatinina, bilirrubina total e 
frações, TGO, TGP, gama-GT, fosfatase alcalina e CPK, Na+ e K+), devem ser 
monitorados.
(BRASIL, 2010)
Leptospirose - Tratamento
FASE PRECOCE
• Amoxicilina, em adultos na dose de 500mg, VO, de 8/8 horas, durante 5 a 7 dias.
Crianças, administrar 50mg/kg/dia, VO, a cada 6/8 horas, durante 5 a 7 dias; 
• Doxiciclina: 100mg, VO, de 12 em 12 horas, durante 5 a 7 dias. 
(BRASIL, 2010)
Leptospirose - Tratamento
FASE TARDIA
• Penicilina G Cristalina: 1.5 milhões UI, IV, de 6/6 horas; ou,
• Ampicilina: 1g, IV, 6/6 horas; ou,
• Ceftriaxona: 1 a 2g, IV, 24/24h; ou, 
• Cefotaxima 1g, IV, de 6/6 horas. 
• Para crianças utiliza-se Penicilina cristalina: 50 a 100.000U/kg/dia, IV, em 4 ou 6 
doses; ou Ampicilina: 50 a 100mg/kg/dia, IV, dividido em 4 doses; ou Ceftriaxona: 80 
a 100mg/kg/dia, em 1 ou 2 doses; ou Cefotaxima: 50 a 100mg/kg/dia, em 2 a 4 
doses.
• Duração do tratamento com antibióticos intravenosos: pelo menos, 7 dias.
(BRASIL, 2010)
TUNGÍASE
https://grupomedcof.com.br/blog/tungiase-bicho-de-pe-tudo-o-que-voce-precisa-saber/
Tungíase
● É uma doença ectoparasitária causada por fêmeas grávidas de uma 
espécie de pulga, Tunga penetrans, que habita o solo de zonas 
arenosas. 
● A contaminação ocorre quando o paciente pisa neste solo sem 
proteção nos seus pés. 
● A fêmea grávida penetra na pele humana com a sua cabeça e libera 
seus ovos para o exterior.
(SBD, 2023)
Tungíase
Existe um desconhecimento por parte dos profissionais de saúde e 
acadêmicos sobre a epidemiologia, tratamento individual e ambiental da 
tungíase.
Considerada uma doença negligenciada, ainda hoje, é causa de patologia 
grave em comunidades urbanas e rurais com baixos indicadores de 
desenvolvimento humano.
Nessas condições essa ectoparasitose precisa ser considerada um importante 
problema de saúde pública.
(ARIZA et al., 2007)
Tungíase - Manifestações clínicas e 
diagnóstico
• A maioria das lesões aparece nos pés, e em alguns casos, nas mãos; 
• Podem ser únicas ou bastante numerosas, dependendo da 
infestação do solo;
• A lesão surge como uma pequena pápula marrom escura com um 
halo fino e claro ao seu redor;
• Pode causar dor ou coceira;
• Pode ocorrer infecção secundária e até abscessos no local;
• O diagnóstico é clínico-epidemiológico;
• Diagnóstico diferencial: verrugas virais.
(OLIVEIRA, 2014)
Tungíase - Manifestações clínicas
• É autolimitada com duração de quatro a seis semanas;
• Nas áreas endêmicas - re-infestação é constante e os indivíduos afetados 
podem apresentar algumas dezenas de parasitos em diferentes estágios de 
desenvolvimento, gerando complicações graves e sequelas.
(ARIZA et al., 2007)
Tungíase - Manifestações clínicas
• Onde as condições de higiene são precárias e a remoção da pulga não é 
realizada em condições de assepsia ocorre superinfecção com bactérias 
patogênicas 
• A lesão causada pela penetração da pulga pode servir como porta de 
entrada para Clostridium tetani.
• Sequelas de infestação grave documentadas incluem dificuldade de andar, 
deformação e perda de unhas de dedo do pé, como também deformação e 
autoamputação de dígitos, além de sepse e óbito;
• Considerada uma doença negligenciada.
(ARIZA et al., 2007)
Tungíase - Tratamento
• Extração manual do parasito, com assepsia e materiais estéreis;
• Nos casos com infecção secundária, antibioticoterapia;
• Uso de eletrocautério ou a eletrocirurgia com anestesia local são 
tratamentos alternativos para a destruição do parasita;
• Infestação: tiabendazol, 25mg/kg, em uma ou duas doses diárias de três a 
cinco dias;
• Realizar profilaxia antitetânica, conforme esquemas preconizados pelo 
Ministério da Saúde.
(OLIVEIRA, 2014)
Tungíase – Tratamento Procedimento
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VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=yMWHg3SU94A
Deve ser realizada depois de adequada desinfecção da pele e com a utilização de agulhas estéreis. O uso de 
eletrocautério ou a eletrocirurgia com anestesia local são tratamentos alternativos para a destruição do 
parasita. 
(OLIVEIRA, 2014)
Tungíase- Prevenção
• Evitar contato com solo contaminado e 
usar sapatos;
• Medidas sanitárias para a 
descontaminação do local infestado, 
incluindo inseticidas;
• Medidas de educação em saúde, 
educando a população para a 
realização de autoexames periódicos, 
visando à retirada das pulgas com 
material estéril adequado.
(OLIVEIRA, 2014)
https://www.freeimages.com/pt/photo/child-standing-in-dirt-1428312
REFERÊNCIAS
70% das pessoas com Chagas não sabem que estão infectadas. PAHO Pan-American Health Organization, 2021. Disponível em: 
https://www.paho.org/pt/noticias/13-4-2021-opas-70-das-pessoas-com-chagas-nao-sabem-que-estao-infectadas.
ARIZA, L. et al. Tungíase: doença negligenciada causando patologia grave em uma favela de Fortaleza, Ceará. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina 
Tropical, v. 40, p. 63-67, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsbmt/a/QGMZbd4HC3QhKMYSTBByhNd/?format=pdf&lang=pt 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8. 
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_____. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Vigilância da Esquistossomose Mansoni: diretrizes 
técnicas. 4. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 144p. Disponível em: 
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_____. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Doença de Chagas: 14 de abril – Dia Mundial. Bol Epidemiol [Internet]. 2020, n. 51, p. 1-43. 
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TUNGÍASE. Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2023. Disponível em: 
https://www.sbd.org.br/doencas/tungiase/#:~:text=Tung%C3%ADase%20%C3%A9%20uma%20parasitose%20causada,seus%20ovos%20para%20o%20exterior. 
http://www.sopterj.com.br/wp-content/themes/_sopterj_redesign_2017/_revista/2005/n_04/11.pdf
http://www.sopterj.com.br/wp-content/themes/_sopterj_redesign_2017/_revista/2005/n_04/11.pdf
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVESNILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
HANSENÍASE
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
• Apresentar os aspectos epidemiológicos relacionados a Hanseníase
• Discutir ações de promoção de saúde e prevenção
• Apresentar e discutir as manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento, 
seguimento clínico e reabilitação relacionados a Hanseníase
• Apresentar e discutir o tratamento diretamente observado e a 
investigação de contactantes.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
HANSENÍASE
Introdução
• A hanseníase, é uma doença infecciosa, transmissível e de 
caráter crônico, de ocorrência mundial.
• É de no<ficação compulsória e inves<gação obrigatória em 
todo território brasileiro.
• A<nge pessoas de ambos os sexos e de todas as faixas etárias 
• Ocasiona lesões neurais, apresentando alto poder 
incapacitante.
• Historicamente relacionada a es<gma e discriminação às 
pessoas acome<das pela doença.
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Agente eIológico
Micobacterium leprae
Bacilo álcool-ácido resistente que 
tem a capacidade de infectar grande 
número de indivíduos, e aInge 
principalmente a pele e os nervos 
periféricos
Introdução
• É necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma 
pequena parcela da população infectada realmente adoece, em torno de 10%.
• O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo, entre os países que registram casos novos. 
Em razão da elevada carga, a doença permanece como um importante problema de 
saúde pública no País.
• Em 2021, 106 países reportaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) 140.594 
casos novos da doença no mundo.
• A taxa de detecção de casos novos aumentou 10,2% em comparação com 2020.
Introdução
• Transmitida pelas vias áreas superiores (tosse ou espirro), por meio do convívio 
próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento.
• A hanseníase apresenta longo período de incubação, em média de 2 a 7 anos.
• Está associada à pobreza e ao acesso precário à moradia, alimentação, cuidados de 
saúde e educação.
• Evolução clínica lenta e progressiva e, quando não tratada ou tardiamente tratada, 
pode causar deformidades e incapacidades físicas, muitas vezes irreversíveis.
Introdução
Hanseníase: ATENÇÃO
• Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019 foram notificados 
202.185 novos casos de hanseníase globalmente, o que corresponde a uma taxa 
de detecção de 25,9 casos por 1 milhão de habitantes
• 80% dos casos novos do mundo ocorreram em apenas três países: Índia (56,6%), 
Brasil (13,8%) e Indonésia (8,6%)
• No final do mesmo ano, a taxa de prevalência global da doença era de 22,4 casos 
por 1 milhão de habitantes, o que corresponde à existência de 177.175 casos de 
hanseníase em tratamento no mundo.
Epidemiologia - Cenário Mundial
Epidemiologia
• Registro de casos com distribuição heterogênea no país, com elevadas 
concentrações nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, 
importantes áreas de transmissão da doença;
• O número de casos em tratamento no final de 2021 foi de 22.426, com 
uma taxa de prevalência de 1,05 por 10 mil habitantes;
• No período de dez anos, o Brasil apresentou uma redução de 30,4% na 
taxa de prevalência, contudo, não houve mudança no parâmetro oficial 
de endemicidade, que permaneceu como “médio”.
• Clusters definem áreas com maior 
risco e onde se encontra a maioria 
dos casos.
• Os dez primeiros clusters de alto 
risco da taxa de detecção geral de 
hanseníase, identificados por meio 
da estatística Scan espaço-temporal. 
Brasil, 2013 a 2021.
Distribuição
Taxa de detecção geral de casos novos de hanseníase por 100 mil habitantes 
segundo região de residência. Brasil, 2012 a 2021
Taxa de detecção geral de casos novos de hanseníase por 100 mil habitantes 
segundo UF e capital de residência. Brasil, 2021
Taxa de cura e contatos da hanseníase, 2001- 2017
Aspectos imunológicos
• Apesar da sua alta infectividade - elevada positividade aos testes sorológicos nas 
populações de áreas endêmicas - cerca de 90% dos indivíduos infectados pelo M. 
leprae não desenvolvem a doença;
• Resistência natural contra o bacilo, que por sua vez é conferida por uma resposta 
imune eficaz e influenciada geneticamente;
• Os indivíduos que desenvolvem a hanseníase apresentam manifestações clínicas 
muito variáveis, que dependem da interação entre a micobactéria e o sistema 
imune.
Manifestações Clínicas - Sinais e Sintomas Clássicos
• Surgimento de áreas da pele, ou manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), 
acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor e/ou 
dolorosa, e/ou ao tato;
• Formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que evoluem para 
dormência – a pessoa se queima ou se machuca sem perceber;
• Pápulas, tubérculos e nódulos (caroços), normalmente sem sintomas;
• Diminuição ou queda de pelos, localizada ou difusa, especialmente nas 
sobrancelhas (madarose);
• Pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local.
• Dor, choque e/ou espessamento de nervos periféricos
• Diminuição e/ou perda de sensibilidade nas áreas dos nervos afetados, 
principalmente nos olhos, mãos e pés
• Diminuição e/ou perda de força nos músculos inervados por estes nervos, 
principalmente nos membros superiores e inferiores e, por vezes, pálpebras
• Edema de mãos e pés com cianose (arroxeamento dos dedos) e 
ressecamento da pele
Manifestações Clínicas - Sinais e Sintomas Secundários
• Febre e artralgia, associados a caroços dolorosos, de aparecimento súbito
• Aparecimento súbito de manchas dormentes com dor nos nervos dos 
cotovelos (ulnares), joelhos (fibulares comuns) e tornozelos (Gbiais 
posteriores)
• Entupimento, feridas e ressecamento do nariz
• Ressecamento e sensação de areia nos olhos
Manifestações Clínicas - Sinais e Sintomas Secundários
Definição de Caso
Presença de pelo menos um ou mais dos seguintes critérios, conhecidos como sinais 
cardinais da hanseníase:
1) Lesão(ões) e/ou áreas(s) da pele com alteração de sensibilidade térmica e/ou 
dolorosa e/ou tátil; 
2) Espessamento de nervo periférico, associado a alterações sensitivas e/ou motoras 
e/ou autonômicas; 
3) Presença do M. leprae, confirmada na baciloscopia de esfregaço intradérmico ou 
na biópsia de pele.
• O diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, e a solicitação de exames 
complementares em geral não é necessário para a confirmação diagnóstica. 
• De acordo com o 8º Relatório do Comitê de Expertos em Hanseníase da OMS 
qualquer sinal abaixo deve levantar suspeita:
Ø Manchas hipocrômicas ou avermelhadas na pele
Ø Perda ou diminuição da sensibilidade em mancha(s) da pele
Ø Dormência ou formigamentode mãos/pés
Ø Dor ou hipersensibilidade em nervos
Ø Edema ou nódulos na face ou nos lóbulos auriculares
Ø Ferimentos ou queimaduras indolores nas mãos ou pés
DiagnósNco
O diagnós*co é essencialmente clínico!!!
• Testar sensibilidade térmica: com tubo de 
água quente e fria ou éter. (Primeira a ser 
alterada);
• Testar sensibilidade tá*l: com chumaço de 
algodão;
• Testar sensibilidade à dor: com cabeça de 
alfinete.
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http://telessaude.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/Avaliacao-
sensitiva-na-neuropatia-hansenica.pdf
Diagnóstico
Teste de sensibilidade térmica
Teste de sensibilidade tátil
Teste de sensibilidade à dor
É baseada no número de lesões cutâneas:
• PAUCIBACILAR (PB) – casos com até cinco lesões cutâneas e baciloscopia 
obrigatoriamente negaCva.
• MULTIBACILAR (MB) – casos com mais de cinco lesões cutâneas e/ou baciloscopia 
posiCva.
Classificação Operacional
Classificação Operacional
Paucibacilar (PB) – Hanseníase Tuberculóide ou Indeterminada (doença localizada 
em uma região anatômica e/ou um tronco nervoso comprome<do)
MulCbacilar (MB) – Hanseníase Dimorfa ou Virchowiana (doença disseminada em 
várias regiões anatômicas e/ou mais de um tronco nervoso comprome<do)
• A baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico): é o exame complementar
para a classificação dos casos
• O resultado negativo da baciloscopia não exclui o diagnóstico de hanseníase
• A baciloscopia positiva classifica o caso como Multibacilar (MB), 
independentemente do número de lesões
• Quando diagnosticada lesão neural, o paciente já será diagnosticado como MB
Classificação
MULTIBACILAR (MB)
• Mais de 5 lesões de pele;
• Baciloscopia positiva;
• Lesão neural (espessamento ou alteração de força muscular).
Baciloscopia de pele nem sempre é disponível.
 Nestes casos, o diagnóstico será clínico (número de lesões).
Classificação
• Forma Indeterminada;
• Forma Tuberculóide;
• Forma Dimorfa (mista);
• Forma Virchowiana.
A doença se manifesta em um espectro conhnuo, de acordo com a 
intensidade da resposta imune do indivíduo à infecção.
Formas clínicas
As lesões da pele são placas com bordas ní<das, elevadas, geralmente eritematosas 
e micropapulosas, que surgem como lesões únicas ou em pequeno número. 
Baciloscopia Nega<va e alterações de sensibilidade comumente demonstradas 
através dos testes clínicos.
Formas clínicas - Tuberculóide
• Progressiva infiltração sobretudo da face, com 
acentuação dos sulcos cutâneos, perda dos pelos 
dos cílios e supercílios (madarose), congestão nasal 
e aumento dos pavilhões auriculares
• Infiltração difusa das mãos e pés, com perda da 
conformação usual dos dedos, que assumem 
aspecto “salsichoide”
• MúlGplas pápulas e nódulos cutâneos, 
assintomáGcos e de consistência firme 
(hansenomas), geralmente com coloração 
acastanhada ou ferruginosa
Formas clínicas - virchowiana
• As lesões de pele podem apresentar sensibilidade normal;
• Os nervos periféricos geralmente se encontram espessados difusamente e de 
forma simétrica;
• Com hipoestesia ou anestesia dos pés e mãos, além de disfunções autonômicas, 
com hipotermia e cianose das extremidades;
• Queixas neurológicas, com relato de dormências, câimbras e formigamentos nas 
mãos e pés;
• Comprome<mento difuso da sudorese, às vezes com hiperidrose compensatória 
em áreas não afetadas, como axilas e couro cabeludo. 
Formas clínicas - virchowiana
Formas clínicas - Dimorfa
• Entre os polos tuberculóide e virchowiano no espectro clínico e baciloscópico da 
doença;
• Número variável de lesões, em diversas áreas, com grande variabilidade clínica, 
como manchas e placas hipocrômicas, acastanhadas ou violáceas, com predomínio 
do aspecto infiltra<vo;
• “Lesões foveolares” – mais típicas, bordos internos bem definidos, delimitando uma 
área central de pele aparentemente poupada, enquanto os bordos externos são 
espraiados, infiltrados e imprecisos. 
• Nessas lesões, a sensibilidade e 
as funções autonômicas da pele 
podem estar comprometidas de 
forma mais discreta. 
Formas clínicas - Dimorfa
• Forma inicial da doença;
• Manchas hipocrômicas na pele, em 
pequeno número, sem qualquer alteração 
do relevo nem da textura da pele;
• Comprome<mento sensi<vo é discreto, 
geralmente com hipoestesia térmica 
apenas; raramente, há diminuição da 
sensibilidade dolorosa, enquanto a 
sensibilidade tá<l é preservada.
Formas clínicas - Indeterminada
• Pode ou não haver diminuição da sudorese (hipoidrose) e rarefação de pelos nas 
lesões, indicando comprome<mento da inervação autonômica;
• Pode manifestar-se por distúrbios da sensibilidade, sem alteração da cor da pele;
• Não há comprome<mento de nervos periféricos;
• A quan<dade de bacilos é muito pequena e via de regra a baciloscopia é nega<va.
Formas clínicas - Indeterminada
Quando a doença não é tratada nessa fase, evoluirá de acordo com a resposta imune 
do indivíduo infectado, podendo haver cura espontânea ou desenvolvimento de uma 
das três formas clínicas descritas anteriormente.
Avaliação Vsica específica
• Avaliar a função neural e o grau de incapacidade Msica:
• no momento do diagnós<co;
• na alta por cura;
• no monitoramento de doentes que já tenham alguma incapacidade tsica - 
15 (quinze), 45 (quarenta e cinco), 90 (noventa) e 180 (cento e oitenta) dias.
• Avaliar perda de sensibilidade protetora e deformidade visível.
De caráter obrigatório e Indicada 
principalmente para:
• Monitorar o resultado do 
tratamento de neurites;
• Contribuir na decisão de conduta;
• IdenIficar incapacidades jsicas.
Hanseníase: Avaliação neurológica simplificada
• Consiste na anamnese detalhada para identificar queixas relativas ao nariz, aos olhos, às 
mãos e aos pés, assim como no reconhecimento de limitações para a realização de 
atividades diárias e de fatores de risco individuais para incapacidades físicas. 
• O exame físico inclui a inspeção minuciosa das mãos, pés e olhos, a palpação de nervos 
periféricos (ulnar, mediano, radial, fibular e tibial posterior) e a realização de testes da 
sensibilidade e força muscular, além da averiguação da acuidade visual.
https://www.youtube.com/watch?v=TAU1hVgiXJU
Hanseníase: Avaliação neurológica simplificada
https://www.youtube.com/watch?v=TAU1hVgiXJU
Função neural
Os principais troncos nervosos periféricos acomeIdos na hanseníase são:
• Face – Trigêmeo e Facial: podem causar alterações na face, nos olhos e no nariz;
• Braços – Radial, Ulnar e Mediano: podem causar alterações nos braços e nas mãos;
• Pernas – Fibular e Tibial: podem causar alterações nas pernas e nos pés.
Avaliação da função neural – Passo a passo
1. Comece o exame clínico pelos nervos da face observando a simetria dos 
movimentos palpebrais e de sobrancelhas (nervo facial)
2. Em seguida, veja se há espessamento visível ou palpável dos nervos do 
pescoço (auricular), do punho (ramo dorsal dos nervos radial e ulnar), e dos pés 
(fibular superficial e sural)
3. Depois, palpe os nervos do cotovelo (ulnar), do joelho (fibular comum) e do 
tornozelo (<bial)
4. Observe se eles estão visíveis, assimétricos, endurecidos, dolorosos ou com 
sensação de choque
5. Caso você iden<fique qualquer alteração nos nervos, confirme a anormalidade 
com o teste da sensibilidade no território inervado
6. Se não houver perda de sensibilidade, mas persis<r a dúvida, encaminhe o 
paciente para a referência e faça o acompanhamento do caso
7. Não troque o exame clínico pela baciloscopia ou biópsia
Avaliação da função neural – Passo a passo
Grau de incapacidade Vsica
• Avaliação do grau de incapacidade física:
● Teste da sensibilidade dos olhos, mãos e pés.
• Avaliar mão e pés com monofilamentos ou estesiomêtro;
• Avaliar olhos com fio dental (sem sabor).
Avaliação dos membros superiores
Mãoem garra móvel:
- Atrofia de interósseos
Mão em garra rígida:
- Atrofia do 1º interósseo
- Úlceras tróficas
Inspeção e avaliação sensiNva
Avaliação da força
Graduação da força nos membros superiores
Avaliação dos membros inferiores
Pé caído Mal perfurante 
plantar
Artelhos em garra
Avaliação dos membros inferiores - Pés
Avaliação do nariz
Avaliação dos olhos
Sensibilidade da córnea (nervo trigêmeo) 
 Resposta: piscar
DiagnósNcos diferenciais
• Ptiríase versicolor/ alba/ rósea
• Hipocromias residuais
• Vitiligo
• Esclerodermia em placa
• Farmacodermia
• Sífilis
• Linfomas
• Leishmaniose
• Neurofibromatose
• Neuropatia diabética
Duração: 06 doses.
Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada.
Critério de alta: o tratamento estará concluído com seis (06) doses 
supervisionadas em até 09 meses. Na 6ª dose, os pacientes deverão ser 
subme<dos ao exame dermatológico, à avaliação neurológica simplificada e do 
grau de incapacidade tsica e receber alta por cura.
Tratamento da forma paucibacilar: 6 meses
Tratamento da forma mulNbacilar: 12 meses
Duração: 12 doses.
Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada.
Critério de alta: o tratamento estará concluído com doze (12) doses 
supervisionadas em até 18 meses. Na 12ª dose, os pacientes deverão ser 
submetidos ao exame dermatológico, à avaliação neurológica simplificada e do 
grau de incapacidade física e receber alta por cura.
Os pacientes MB que excepcionalmente não apresentarem melhora clínica, com 
presença de lesões ativas da doença, no final do tratamento preconizado de 12 doses 
(cartelas) deverão ser encaminhados para avaliação em serviço de referência 
(municipal, regional, estadual ou nacional) para verificar a conduta mais adequada 
para o caso.
• Fenômenos inflamatórios agudos que cursam com exacerbação dos sinais e sintomas 
da doença;
• Chegam a acometer 50% dos pacientes, segundo alguns estudos;
• Resultam da a<vação de resposta imune contra o M. leprae e podem ocorrer antes, 
durante ou após o tratamento da infecção;
• Afetam especialmente a pele e os nervos periféricos, podendo acarretar dano neural e 
incapacidades tsicas permanentes quando não tratadas adequadamente.
Reações Hansênicas
• Podem ocorrer até 5 anos 
após o tratamento.
• Cuidado para não reiniciar 
tratamento indevidamente.
• Devem ser tratada com AINE 
ou corticóide e encaminhar 
ao especialista.
Reações Hansênicas
Reações Hansênicas
Vigilância de contatos
• CONTATO INTRADOMICILIAR:
- Toda e qualquer pessoa que resida ou tenha 
residido com o doente de hanseníase nos 
úlImos 5 (cinco) anos.
• Anamnese dirigida aos sinais e sintomas da hanseníase.
• Exame dermatoneurólogico de todos os contatos dos casos novos, 
independente da classificação operacional.
Vigilância de contatos
• Contatos familiares recentes ou antigos de pacientes MB e PB devem ser 
examinados, independente do tempo de convívio;
• Sugere-se avaliar anualmente, durante cinco anos, todos os contatos não 
doentes, quer sejam familiares ou sociais;
• Após esse período, devem ser liberados, porém esclarecidos quanto à 
possibilidade de aparecimento, no futuro, de sinais e sintomas sugestivos da 
hanseníase.
Vigilância de contatos
Vacina BCG-ID
• BCG-ID deve ser aplicada nos contatos examinados sem presença de sinais e sintomas 
de hanseníase no momento da inves<gação.
• A aplicação da vacina BCG depende da história vacinal e/ou da presença de cicatriz 
vacinal.
• OBS.: Todo contato de hanseníase deve ser informado que a vacina BCG não é específica para 
hanseníase.
Tratamento não farmacológico
A<vidades de educação em saúde para a população e a busca a<va de casos são 
estratégias essenciais para a detecção de casos e devem ser periodicamente realizadas, 
principalmente em áreas endêmicas
O es<gma é o mais negligenciado dentre todos os aspectos acerca da hanseníase e 
deve ser abordado nos serviços de saúde, na comunidade. Suporte psicossocial, 
acolhimento e abordagem psicológica é necessária.
Orientações para prevenção de incapacidades tsicas e orientações de autocuidado são 
fundamentais.
Cuidado com as lesões traumá<cas e neuropá<cas – cura<vos, adaptação de calçados, 
reabilitação tsica.
Abordagem psicossocial
• EsCgma e discriminação na Hanseníase- O impacto psicológico do diagnós<co de 
hanseníase pode ser grave e levar à depressão e até mesmo ao suicídio ou à sua 
tenta<va, conforme documentado por muitos inves<gadores10. Além das ações 
diretas do bacilo, o paciente sofre por diversas variáveis psicológicas que as 
acompanham, entre elas o medo, ansiedade e a solidão, que irão repercu<r 
nega<vamente na sua qualidade de vida. Esses sen<mentos podem afetar o 
autocuidado e o próprio sistema imunológico do paciente, contribuindo para o 
desenvolvimento de incapacidades tsicas.
• Estigma e discriminação nos Serviços de Saúde- Condição infelizmente também 
existe contribuindo para aumenta a estigmatização do paciente portador de 
hanseníase. Nesses lugares, não raro os pacientes acabam sendo discriminados, com 
consequências que podem variar desde a negação de atendimento e de prestação de 
cuidados até abusos físicos e verbais, transferência dos cuidados para outros 
profissionais, dentre outros. Criando uma barreira de atendimento. Em decorrência, 
é imprescindível a instituição de espaços para educação permanente dos 
profissionais de saúde, com o propósito de discutir a discriminação e as 
desigualdades sociais, bem como suas formas de enfrentamento. 
a) Escala de Estigma para Pessoas Acometidas pela Hanseníase
a) Escala de Participação
Escala de Estigma
Hanseníase - Aspectos clínicos, 
teste-rápido e es4gma
hFps://www.youtube.com/watch?v=qkamgnIFCP4 hFps://www.youtube.com/watch?v=WRr84qH7UVA
&t=1220s
Avaliação clínica do paciente 
com hanseníase
Material Complementar
Ficha de notificação
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Diretrizes para vigilância, 
atenção e eliminação da Hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 
2016. Disponível em: http://portal.saude.pe.gov.br/sites/portal.saude.pe.gov.br/files/diretrizes_para_._eliminacao_hanseniase_-_manual_-
_3fev16_isbn_nucom_final_2.pdf
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre a 
hanseníase [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_hanseniase.pdf
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Recomendações 
para o Controle da Tuberculose no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente 
Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase/publicacoes/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-da-hanseniase-
2022/view
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Tuberculose 2023. Boletim Epidemiológico, Brasília, n. esp., mar. 2023. 
Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-
de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view#:~:text=N%C3%BAmero%20Especial%20%7C%20Mar.-
,2023,compat%C3%ADveis%20com%20os%20problemas%20identificados.
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Hanseníase2023. Boletim Epidemiológico, Brasília, n. esp., jan. 2023. 
Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase/publicacoes/boletim-epidemiologico-de-hanseniase-numero-
especial-jan.2023
Referências
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
TUBERCULOSE
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
● Identificar sintomáticos respiratórios;
● Realizar investigação dos casos suspeitos de tuberculose, utilizando abordagem 
adequada;
● Saber iniciar o tratamento e realizar o acompanhamento dos casos de 
tuberculose;
● Definir contatos e como avaliá-los;
● Conhecer os critérios para o encerramento de caso;
● Utilizar as ferramentas de vigilância em saúde.
• A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta 
prioritariamente os pulmões;
• Pode acometer outros órgãos como: ossos, rins e meninges;
• No Brasil, a doença é um sério problema de saúde pública, com 
profundas raízes sociais.
Tuberculose
• Agente eCológico: 
bactéria Mycobacterium tuberculosis ou 
bacilo de Koch (BK);
• Outras espécies também podem causar 
a tuberculose: 
M. bovis, M. africanum, M. cane5, M. 
micro6, M. pinnipedi e M. caprae. 
Tuberculose
• Responsável por 50% de todas as mortes durante o século XIX e início do século XX.
• Determinação social da tuberculose: maiores taxas de incidência em países em 
desenvolvimento e em populações vulneráveis;
• A epidemia de HIV/AIDS e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos 
medicamentos agravam ainda mais esse cenário;
• O principal reservatório da tuberculose é o ser humano.
Tuberculose
• o Brasil consta na lista de países prioritários para TB e coinfeccção TB-HIV, de 
acordo com a nova classificação da OMS 2016-2020;
• No Brasil, a TB é a 4ª causa de morte por doenças infecciosas.
Epidemiologia da tuberculose
• EsCma-se que no primeiro ano da pandemia, no mundo, aproximadamente 10,1 
milhões de pessoas desenvolveram TB, mas apenas 5,8 milhões (57,4%) foram 
diagnosCcadas e noCficadas.
• Como consequência, espera-se que ocorra mais transmissão comunitária da infecção.
• Comprometeu o seguimento das pessoas em tratamento, a conCnuidade da busca 
aCva e o de rastreamento de contatos.
• Em 2021, as mortes por tuberculose aumentaram pela primeira vez em mais de 10 
anos.
Pandemia de COVID-19
Epidemiologia da tuberculose
Incidência da tuberculose 2012 - 2022
Mapa do coeficiente de incidência de TB
Fonte: Sistema de Informação de Agravo de Notificação/MS 2022
Mapa do coeficiente de mortalidade por TB
(óbitos por 100 mil hab.) Brasil, 2021.
Mortalidade da tuberculose, 2012 - 2022
Populações vulneráveis 
Número de casos novos de tuberculose diagnos4cados em 
populações em situação de vulnerabilidade
(Fonte: Brasil, 2015 a 2022)
Transmissão
• A tuberculose é uma doença de transmissão aérea (tosse, espirros, fala)– ocorre a 
partir da inalação de aerossóis;
• Bacilos podem permanecer por 5-12 horas no ambiente, a depender de ventilação e 
luminosidade do ambiente;
• Estima-se que uma pessoa com baciloscopia positiva infecte de 10 a 15 pessoas em 
média, em uma comunidade, durante um ano.
⇒ Uso de Máscara PFF2 ou N95 é recomendado para profissionais de saúde que 
atendam doentes referenciados bacilíferos ou sintomáticos respiratórios em 
serviços ambulatoriais;
⇒ PACIENTES SINTOMÁTICOS RESPIRATÓRIOS devem utilizar máscaras cirúrgicas 
na unidade de saúde;
• A transmissão da tuberculose é plena enquanto o indivíduo estiver eliminando 
bacilos (Baciloscopia Positiva);. 
• Após 15 dias de tratamento, a transmissibilidade chega a níveis insignificantes.
• É ideal que as medidas de controle de infecção sejam implantadas até que haja a 
negativação da baciloscopia. 
• Crianças com tuberculose pulmonar geralmente são negativas à baciloscopia.
Transmissão
Estima-se que 10% das pessoas que foram infectadas pelo M. tuberculosis 
adoeçam: 
• 5% nos dois primeiros anos que sucedem a infecção;
• 5% ao longo da vida, caso não recebam o tratamento preventivo preconizado;
• O risco de adoecimento por TB pode persistir por toda a vida.
Transmissão
• TB primária - ocorre logo após a infecção, é comum em crianças e nos pacientes com 
condições imunossupressoras;
○ É uma forma grave, porém com baixo poder de transmissibilidade;
○ Em outras circunstâncias, o sistema imune é capaz de contê-la, pelo menos 
temporariamente. 
Transmissão
• TB pós-primária (ou secundária) - Os bacilos podem permanecer como latentes 
por muitos anos até que ocorra a reativação;
○ Em 80% dos casos acomete o pulmão, e é frequente a presença de cavidade;
○ A reinfecção pode ocorrer se a pessoa tiver uma nova exposição, sendo mais 
comum em áreas onde a prevalência da doença é alta.
Transmissão
* Em algumas situações, pode se considerar menos tempo de tosse. Vamos conferir adiante.
Sintomáticos respiratórios - populações especiais
Manifestações Clínicas
• Principal sintoma: a tosse (seca ou produCva);
• Outros sinais e sintomas: perda de apeCte; febre vesperCna; sudorese noturna; 
emagrecimento; cansaço ou fadiga;
• A forma extrapulmonar ocorre mais comumente em pessoas que vivem com o 
HIV/aids, especialmente entre aquelas com compromeCmento imunológico.
Manifestações Clínicas
• Expectoração: purulenta ou mucóide, com ou sem sangue;
• Febre: vespertina, sem calafrios, não costuma ultrapassar os 38,5ºC;
• Sudorese noturna e anorexia são comuns;
• Exame físico: 
● Geralmente fácies de doença crônica e emagrecimento;
● A ausculta pulmonar pode apresentar diminuição do murmúrio vesicular, sopro 
anfórico ou mesmo ser normal.
Manifestações Clínicas
• TB Pulmonar: Primária, Pós-primária, Miliar;
• TB Extrapulmonar: as principais formas diagnosticadas em nosso meio são:
● TB pleural;
● Empiema pleural tuberculoso;
● TB ganglionar periférica;
● TB meningoencefálica;
● TB pericárdica;
● TB óssea.
Manifestações Clínicas
DiagnósQco Diferencial – TB Pulmonar
Diagnóstico
É possível uClizar os seguintes exames:
• baciloscopia;
• teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB);
• cultura para micobactéria;
• invesCgação complementar por exames de imagem.
Algoritmo diagnósTco de casos novos de TB pulmonar e laríngea em 
adultos e adolescentes baseado no TRM-TB
● Para diagnóstico: 2 amostras;
● Suspeita clínica e/ou radiológica de TB pulmonar;
● Métodos: baciloscopia direta; métodos moleculares;
● Suspeita clínica de TB extrapulmonar: exame em materiais biológicos diversos;
● Utilizada para acompanhamento e controle de cura em casos pulmonares com 
confirmação laboratorial.
Diagnóstico - Pesquisa de BAAR em escarro (Baciloscopia)
Procedimentosrecomendados na orientação ao paciente para a coleta de escarro
Técnica adequada da coleta do escarro
Leitura e interpretação dos resultados:
Diagnóstico - Pesquisa de BAAR em escarro (Baciloscopia)
• UCliza a técnica de biologia molecular PCR em tempo real;
• Detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e idenCfica se há 
resistência ao anCbióCco rifampicina, um dos principais medicamentos usados no 
tratamento.
Diagnós;co - Teste Rápido Molecular para Tuberculose 
(TRM-TB)
O TRM-TB deve ser solicitado para:
• O diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e extrapulmonar;
• A triagem de resistência à rifampicina nos casos de retratamento, falência ao 
tratamento da TB ou suspeita de resistência.
O TRM-TB não detecta Micobactérias não tuberculosas.
Para o acompanhamento do tratamento da TB, deve-se realizar baciloscopia.
Diagnóstico - Teste Rápido Molecular para Tuberculose 
(TRM-TB)
Diagnóstico - TRM-TB
Fonte: Informativo sobre o Teste rápido molecular para Tuberculose (TRM-TB)
Quando Solicitar: 
• Em todas as amostras biológicas de casos novos que Cverem o resultado “MTB 
detectado” no TRM-TB;
• Em todas as amostras de crianças (< 10 anos), PVHIV, pessoas com suspeita de TB 
extrapulmonar e casos de retratamento, independentemente do resultado do TRM-TB;
• Se a amostra for posiCva na baciloscopia de 2º mês, durante o acompanhamento dos 
casos em tratamento;
• Na suspeita de resistência ou de falência ao tratamento realizado; 
• Na suspeita de Micobactérias Não Tuberculosas (MNT).
Diagnóstico - Cultura para Micobactéria
● Deve ser solicitada para todo o paciente com suspeita clínica de TB 
pulmonar;
● Na invesCgação de contactantes sintomáCcos;
● Até 15% dos casos de TB pulmonar não apresentam alterações radiológicas.
DiagnósQco - Exames de Imagem
Diagnóstico - Radiografia
Padrão heterogêneo, com cavitações são mais freqüentes nos segmentos ápico-posteriores dos lobos superiores ou 
superiores dos lobos inferiores e representa a forma mais frequente da doença. Cavidades com paredes espessas 
(>3mm) sugerem atividade de doença e espera-se que nessa situação os exames de escarro sejam positivos para TB
Diagnóstico - Radiografia
A pneumonia caseosa manifesta-se sob a forma de consolidações segmentares ou lobares, muitas vezes com aspecto semelhante ao da 
pneumonia bacteriana típica (padrão homogêneo, com bordas maldefinidas e presença de broncograma aéreo); Um achado sugestivo de 
atividade da tuberculose é a “pneumonia cruzada”, que decorre da disseminação broncogênica do Mycobacterium tuberculosis.
Diagnós;co - Radiografia
Com a evolução da doença pode ocorrer redução do 
volume pulmonar (atelectasia) com desvio de 
mediastino ou outras estruturas na direção da lesão 
mesmo sem tratamento. 
Diagnós;co - Radiografia
O derrame pleural como manifestação da tuberculose 
primária ocorre em 6% a 8% dos casos. Quando o 
derrame está presente, um foco pulmonar pode 
coexis2r e não ser visualizado na radiografia do tórax. O 
derrame pleural, geralmente, é unilateral, com volume 
que varia de pequeno a moderado. 
Diagnóstico - Radiografia
A tuberculose miliar é caracterizada por opacidades 
retículo-micronodulares difusas decorrentes da 
disseminação hematogênica do Mycobacterium 
tuberculosis pelo parênquima pulmonar e representa 
acometimento do interstício pulmonar, indicando doença 
disseminada. Pode estar associada à tuberculose no SNC. É 
mais frequente em imunossuprimidos. Forma muito 
grave, porém com baixa positividade dos exames de 
escarro, sendo necessário avaliar internação.
Diagnóstico - Radiografia
Após a cura, pode manifestar-se radiologicamente por um nódulo pulmonar ou massa, também chamados 
tuberculomas, associados ou não a pequenos nódulos satélites e/ou gânglios mediastinais calcificados. 
Diagnóstico em crianças e 
adolescentes com baciloscopia 
negativa ou TRM-TB não detectado
Tratamento – Tuberculose tem cura!
Tratamento
Para a escolha terapêu/ca, consideramos:
• Caso novo ou virgem de tratamento: pessoas que nunca se 
submeteram ao tratamento anti-TB, ou o fizeram por até 30 dias;
• Abandono: pessoa que deixou de tomar a medicação por mais de 30
dias consecutivos;
• Retratamento ou com tratamento anterior: pessoa já tratada para TB por mais de 30 
dias, que venha a necessitar de novo tratamento por recidiva após cura ou retorno 
após abandono.
Referência para o tratamento
Esquema básico de tratamento
Fase 
intensiva 
2 meses
Fase 
Manutenção 
4 meses
Rifampicina (R)
Isoniazida (H)
Rifampicina (R) 
Isoniazida (H) 
Pirazinamida (Z) 
Etambutol (E)
ESQUEMA
BÁSICO
6 meses
Para o tratamento de adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade).
Esquema básico de tratamento-Adulto
Esquema básico de tratamento - Criança
Considerações sobre o tratamento
• Horário da administração: preferencialmente em jejum (uma hora antes ou duas horas 
após o café da manhã);
• Tratamento das formas extrapulmonares e em PVHIV têm a duração de seis meses, exceto 
as formas meningoencefálica e osteoarCcular; 
• Se TB apresentar evolução clínica não saYsfatória, pode ser prolongado na segunda fase, 
definido na referência secundária da tuberculose; 
• Uma vez iniciado o tratamento, ele não deve ser interrompido, salvo após uma rigorosa 
revisão clínica e laboratorial que determine mudança de diagnósCco.
Seguimento do tratamento
CASO AINDA POSITIVA:
- Solicitar Cultura e TS
- Fazer mais 1 mês da 
fase intensiva (RHZE)
Testagem universal de HIV em pessoas com TB
Fonte: MS/ SVS. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019
Efeitos adversos do 
tratamento
Reações adversas menores aos 
fármacos do Esquema Básico:
• Não há necessidade de 
alteração da composição do 
esquema;
• Manejadas na APS;
• Devem ser notificadas à 
Anvisa, pelo sistema 
VigiMed.
Reações adversas maiores aos 
fármacos do Esquema Básico
• Avaliar clinicamente a 
necessidade de internação 
hospitalar;
• Referenciar para atenção 
secundária/terciária;
• Devem ser notificadas à 
Anvisa, pelo sistema VigiMed.
Efeitos adversos do 
tratamento
Reações adversas maiores 
aos fármacos do Esquema 
Básico
Efeitos adversos do 
tratamento
Fonte: MS/ SVS. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019
Seguimento clínico
Tratamento Diretamente observado (TDO):
• Estratégia nacional de supervisão de tratamento;
• Supervisão diária da administração dos medicamentos, ou no mínimo 3 observações 
semanais;
• O papel do Agente Comunitário de Saúde é fundamental.
Seguimento clínico - TDO
Infecção Latente da Tuberculose - ILTB
● A ILTB ocorre quando uma pessoa está infectada pelo bacilo, que permanece viável - 
porém sem se manifestar clinicamente.
● As pessoas infectadas, em geral, permanecem saudáveis por muitos anos, com 
imunidade variável à doença, a depender de diversos fatores;
● A OMS esCma que um quarto da população mundial tenha ILTB. Esses indivíduos não 
transmitem a doença.
● O tratamento da ILTB reduz em até 90% o risco de desenvolver TB doença, mas apenas 
uma pequena parcela das pessoas com indicação de tratar ILTB completam o 
tratamento.
Indicação de Investigação de ILTB
Apesar de grande parte da 
população mundial estar 
infectada com M. tuberculosis, 
esta investigação somente está 
indicada em populações que 
potencialmente se beneficiarão 
do tratamento preconizado para 
ILTB.
Indicação de InvesQgação de ILTB 
Prova Tuberculínica
● Não há evidências para utilização de PT como método auxiliar no diagnóstico de TB 
pulmonar ou extrapulmonar no adulto;
● PT positiva não confirma o diagnóstico de TB ativa e PT negativa não o exclui;
● Assim, a PT é indicada para: 
● Identificar casos ILTB em adultos e crianças; 
● Auxiliar no diagnóstico de TB ativa em crianças.
Tratamento da Infecção Latente de Tuberculose (ILTB)
Tratamento da Infecção 
Latente de Tuberculose 
(ILTB)
Vigilância 
Epidemiológica: 
controle de contatos
Fluxogramapara investigação de 
contatos adultos e adolescentes 
(≥10 anos de idade)
Conversão: Quando há um incremento de pelo 
menos 10 mm em relação a PT anterior. A PT 
esUmula a resposta imune à BCG realizada ao 
nascimento, por isso é necessário aumento na PT 
após uma avaliação inicial.
1Empregar o quadro de pontuação.
2PT (Prova tuberculínica) ≥ 5 mm em crianças contato 
independentemente da vacinação com BCG.
3Quando há um incremento de pelo menos 10 mm em relação a 
PT anterior. Vale lembrar que a PT estimula a resposta 
imune à BCG realizada ao nascimento, por isso a necessidade 
desse incremento na PT após uma avaliação inicial
(MENZIES, 1999).
Vigilância 
Epidemiológica
Fluxograma para invesCgação de 
contatos crianças (< 10 anos de 
idade)
Registro de acompanhamento de tratamento dos 
casos de TB
Vigilância Epidemiológica
• Recomenda-se que a todos os contatos sintomáticos ou assintomáticos seja ofertada a 
testagem para o HIV;
• Não há necessidade de ambientes especiais nas UBS para atendimento de TB*;
• Avaliar sempre as condições laborais e a necessidade de Atestado Médico de 
afastamento durante este período;
• Orientações gerais quanto à ventilação de ambientes e o cuidado em aglomerações são 
fundamentais.
A BUSCA ATIVA de todos os contactantes é de 
responsabilidade da equipe de APS.
• Prevenção do adoecimento;
• Diagnóstico precoce de casos de doença ativa;
• Interrupção da cadeia de transmissão.PE
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Vigilância Epidemiológica
BUSCA ATIVA de Sintomáticos Respiratórios
• Perguntar sobre a presença e duração da tosse na população alvo; 
• Orientar sobre a coleta do exame de escarro (técnica e local apropriado de coleta);
• Coletar duas amostras de escarro, uma no momento da idenCficação e outra no dia 
seguinte (para baciloscopia);
• Registrar as aCvidades no instrumento padronizado (livro do SR); 
• Fluxo para atendimento dos casos posiCvos e negaCvos;
• Avaliar roCneiramente a aCvidade da busca por meio dos 
 indicadores adequados. Atribuições de todos os 
membros da equipe!
Tuberculose
 
Doença de 
Notificação compulsória*
*PORTARIA NO - 204, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2016 - Notificação Compulsória Semanal
Vacinação
• A vacina BCG está, prioritariamente, indicada para crianças de 0 a 4 anos, 11 meses e 
29 dias de idade;
• A vacina previne especialmente as formas graves da doença, como TB miliar e 
meníngea na criança.
Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como 
Problema de Saúde Pública (BRASIL, 2017)
O plano é baseado em três pilares:
● Prevenção e cuidado integrado e centrado na pessoa;
● PolíCcas arrojadas e sistema de apoio;
● Intensificação da pesquisa e inovação.
4 fases de execução: (2017-2020, 2021-2025, 2026-2030 e 2031-2035)
Metas 
● Redução de 90% do coeficiente de incidência da TB e 95% no número de mortes pela 
doença no país até 2035, quando comparados aos dados de 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. 
Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Tuberculose 2023. Boletim Epidemiológico, 
Brasília, n. esp., mar. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-
mar.2023/view#:~:text=N%C3%BAmero%20Especial%20%7C%20Mar.-
,2023,compat%C3%ADveis%20com%20os%20problemas%20identificados.
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria no 204, de 17 de fevereiro de 2016. Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de 
doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, nos 
termos do anexo, e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília (DF), 2016 fev 18;Seção 
1:23.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções 
Sexualmente Transmissíveis. Brasil Livre da Tuberculose : Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde 
Pública : estratégias para 2021-2025 /Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de 
Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2021.
Referências
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-tuberculose-numero-especial-mar.2023/view
Gra$dão
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
VIOLÊNCIA, ACIDENTES E 
TRAUMAS NA APS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
● Apresentar os impactos das causas externas na morbimortalidade no 
Brasil
● Discutir a abordagem da violência
● Apresentar a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por
Acidentes e Violência
● Discutir a abordagem nos acidentes e traumas na APS
● Discutir a abordagem nos acidentes por animais peçonhentos
Impacto das causas externas na mortalidade
Números de homicídio, suicídio e morte no trânsito e suicídio no Brasil 
Impacto das causas externas na mortalidade
Causas de Trauma Cranioencefálico:
● 50%: acidentes automobilísticos. Neste grupo, a principal faixa etária é de
adolescentes e adultos jovens. Dos 15 aos 24 anos, os acidentes de trânsito
são responsáveis por mais mortes que todas as outras causas juntas.
● 30%: quedas. Neste grupo há um grande número de idosos. Entretanto, no
Brasil são muito frequentes as quedas de lajes, que são ignoradas pelas
estatísticas internacionais.
● 20%: causas “violentas”: ferimentos por projétil de arma de fogo e armas
brancas.
72% dos casos de TCE tem associação com consumo de álcool
Impacto das causas externas na mortalidade
ABORDAGEM À VIOLÊNCIA
Violência - Conceito
Relatório Mundial sobre Violência e Saúde –OMS 2002
“Uso intencional da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si
próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, 
que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar em lesão, morte, 
dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” 
(KRUG et al., 2002, p. 5)
Violência - Impactos
• Violência não é apenas um problema médico, é também um problema social que
afeta a saúde:
• provoca morte, lesões e traumas físicos e um sem-número de agravos mentais,
emocionais e espirituais
• diminui a qualidade de vida das pessoas e das coletividades
• mostra a inadequação da organização tradicional dos serviços de saúde
• coloca novos problemas para o atendimento médico
• evidencia a necessidade de uma atuação muito mais específica, interdisciplinar,
multiprofissional, intersetorial e engajada do setor, visando às necessidades dos
cidadãos
Violência – Linha do tempo
● 1996: Criação da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa)
● 1999: Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da
Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”
● 2001: Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e
Violência (PNRMAV)
● 2003: Lei n. 10.778/03; estabelece a notificação compulsória em caso de
violência contra as mulheres nos serviços de saúde
● 2003: Estatuto da criança e do adolescente
Violência – Linha do tempo
● 2004: Políticas de proteção à saúde da mulher PAISM (Política Nacional de
Atenção Integral à Saúde da Mulher)
● 2004: Rede Nacional de Prevenção da Violência e Promoção da Saúde e a
Implantação de Núcleos de Prevenção da Violência em Estados e
Municípios
● 2005: Criação do Ligue 180
● 2006: Estatuto do Idoso
● 2006: Lei Maria da Penha (Lei Federal n. 11.340, de 7 de agosto de 2006)
Violência – Linha do tempo
● 2008: Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual e/ou Doméstica
contra Mulheres
● 2011: Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres
● 2013: Lei n. 12.845/13; prevê a obrigatoriedade do atendimento integral às
vítimas de violência sexual em todos os serviços de urgência e emergência
do Sistema Único de Saúde (SUS)
● 2014: Portaria 1.271/14; os casos de violência sexual e tentativa de suicídio
passam a ser agravos de notificação imediata
Violência – Linha do tempo
● 2015: Lei do Feminicídio (Lei Federal n. 13.104, de 9 de março de 2015)
● 2015: Lançamento da Norma Técnica sobre Atenção Humanizada às Pessoas
em Situação de Violência Sexual com Registro de Informações e Coleta de
Vestígios
● 2018: Orientações técnicas para a implementação de Linha de Cuidado para
Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa no Sistema Único de Saúde – SUS
Violência – tipologias
• Violência criminal;
• Violência estrutural;
• Violência institucional;
• Violência interpessoal;
• Violência em espaços sociais;
• Violência intrafamiliar;
• Violência contra pessoas que tem
sofrimento ou adoecimento mental;
• Violência autoinfligida;
• Violência cultural;
• Violência de gênero;
• Violência racial;
• Violência contra a pessoa
com deficiência;
• Violência por homofobia.
Violência e populações
• No Brasil, cerca de 80% dos óbitos e das lesões e traumas ocorrem
nas cidades, associados à:
• existência de grupos de delinquência comuns ou vinculados ao tráfico de
drogas;
• a agressões interpessoais; e
• a acidentes de trânsito e de transporte.
• Armas de fogo foi o fator envolvido em 90% dos homicídios em
cidades em 2005.
Violência e a população negra
A população negra tem sua história baseada nas
desigualdades.
A fragilidade da população negra pode ser identificada
na precocidade dos óbitos, nas altas taxas de
mortalidade materna e infantil, na maior prevalência
de doenças crônicas e infecciosas, bem como nos altos
índices de violência urbana que incidem sobre a
população negra.
Reconhecer que essa fragilidade é uma violência é 
urgente para o planejamento do cuidado dessa 
população.
Violência e a população negra
A resistência dos movimentos sociais vem denunciando a indignidade das
condições de vida da população negra, traduzindo-as em reivindicações por
políticas públicas que reduzam a desigualdade e ampliem a equidade do
acesso aos bens e serviços públicos, resultando na Política Nacional de Saúde
da População Negra.
Violência e a população negra
Doenças e agravos que necessitam de abordagem específica sob pena de se
inviabilizar a promoção da equidade em saúde no País:
a) geneticamente determinados – doença falciforme, deficiência de glicose 6-
fosfato desidrogenase, foliculite;
b) adquiridos em condições desfavoráveis – desnutrição, anemia ferropriva,
doenças do trabalho, DST/HIV/aids, mortes violentas, mortalidade infantil
elevada, abortos sépticos, sofrimento psíquico, estresse, depressão, tuberculose,
transtornos mentais (derivados do uso abusivo de álcool e outras drogas);
c) de evolução agravada ou tratamento dificultado – hipertensão arterial, diabetes
melito, coronariopatias, insuficiência renal crônica, câncer, miomatoses.
Política Nacional de Saúde Integral da 
População Negra
Meta da PNSP:
Reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico-raciais e do racismo
institucional como determinantes sociais das condições de saúde, com vistas à
promoção da equidade em saúde.
Precisamos assumir os cuidados dessa população entendendo os determinantes
sociais das condições de saúde que precisamos abordar.
Causas externas é um fator de morbimortalidade importante de ser abordado
Violência e a população 
LGBTQIAPN+
Impacto da violência nessa população
A prevalência da violência total no Brasil em 2019
foi de 18,27% .
Em todos os subtipos de violência, as maiores
prevalências ocorreram entre mulheres LGB+
Violência e a população LGBTQIAPN+
“O reconhecimento da complexidade da saúde de LGBT exigiu que o movimento
social buscasse amparo com outras áreas do Ministério da Saúde e,
consequentemente, ampliasse o conjunto de suas demandas em saúde dando à
Política um caráter transversal que engloba todas as áreas do Ministério da Saúde,
como as relacionadas à produção de conhecimento, participação social, promoção,
atenção e cuidado. Sua formulação contou com participação de diversas lideranças,
técnicos e pesquisadores e foi submetida à consulta pública antes de ser apresentada
e aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS).”
Violência e a população LGBTQIAPN+
Marca:
A discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero incide na
determinação social da saúde, no processo de sofrimento e adoecimento decorrente
do preconceito e do estigma social reservado às populações de lésbicas, gays,
bissexuais, travestis e transexuais.
Objetivo-geral:
Promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais,
eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo
para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal,
integral e equitativo.
Violência contra a mulher
Fatores de risco de um homem cometer violência contra a parceira
Violência e família – fatores de risco
Violência e família – fatores de risco
Violência e família – fatores de risco
“Nas famílias com dinâmica de violência, é comum haver uma cristalização dos
papéis em relação ao lugar de quem foi vitimado e o agente agressor. Esses lugares
podem ser ocupados pelas mesmas pessoas, anos a fio, ou ser compartilhados por
diferentes membros do grupo. Durante a terapia familiar é comum se observar a
“transferência de violência”, quando outro membro do grupo passa a ser o
protagonista da violência.
Violência e família – fatores de risco
Portanto, a tarefa dos profissionais da saúde não é apenas identificar o agressor,
tratando-o individualmente, pois isso seria desconsiderar que muitas vezes a
família possui uma dinâmica que inclui a violência em suas relações. Nesse caso, ao
se retirar o agressor, outra pessoa pode passar a atuar em seu lugar”
Violência e família – fatores de riscoe de proteção
Violência e família – fatores de risco e de proteção
Violência
Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente
• projeto de vida baseado em sonhos e metas;
• compreensão das consequências dos próprios atos;
• bom envolvimento na escola (acadêmico e relacional);
• envolvimento em atividades de lazer educativas (artísticas, esportivas);
• relações afetuosas e seguras com adultos;
• supervisão familiar;
Violência
Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente
• mais elevada inteligência, correlacionada a curiosidade, criatividade e rendimento
escolar;
• envolvimento com amigos que também têm intolerância aos comportamentos
infracionais e violentos;
• religiosidade;
• existência de adulto significativo para contrabalançar os conflitos com os pais,
frequentes nessa fase da vida.
Violência
Fatores de proteção à atos violentos cometidos por adultos
• apoio e suporte social – poder contar com pessoas e instituições que ofereçam
afeto e apoio;
• perseverança para enfrentar as dificuldades – mesmo quando o planejado não
deu certo – e para continuar tentando, apesar dos obstáculos;
• cultivo da satisfação com a vida e da autoestima elevada;
• conquista, satisfação e sucesso no trabalho;
• opção por estratégias mais ativas de enfrentamento dos problemas, buscando
ajuda de outras pessoas e de profissionais especializados para apoiá-los na
reflexão ou na resolução dos conflitos;
• capacidade de sustentar a si mesmo e à sua família;
• ter família ou relacionamentos afetivos estáveis.
Política Nacional de Redução da 
Morbimortalidade por Acidentes e Violência 
Diretrizes
• promoção da adoção de comportamentos e de ambientes seguros e saudáveis;
• monitorização da ocorrência de acidentes e de violências;
• sistematização, ampliação e consolidação do atendimento pré-hospitalar;
• assistência interdisciplinar e intersetorial às vitimas de acidentes e de violências;
• estruturação e consolidação do atendimento voltado à recuperação e à
reabilitação;
• capacitação de recursos humanos;
• apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.
Iniciativas de combate à violência
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a violência e sua prevenção (ONU):
• Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas
públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos;
• Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de
crianças e mutilações genitais femininas;
• Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade
relacionada, em todos os lugares;
• Acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra
crianças.
Prevenção da violência
• A prevenção primária se destina a evitar que a violência surja, sobre os fatores
que contribuem para sua ocorrência e sobre os agentes dela em tempo anterior à
ação violenta;
• A prevenção secundária se realiza quando a violência já ocorreu. Significa
respostas mais imediatas à violência, enfocando a capacidade de diagnóstico, o
tratamento precoce e a limitação da invalidez;
• A prevenção terciária compõe-se de respostas mais a longo prazo, visando
intervir, controlar e tratar os casos reconhecidos, buscando reduzir os efeitos, as
sequelas e os traumas; prevenir a instalação da violência crônica e promover a
reintegração dos indivíduos.
Rede Nacional de Prevenção das Violências e 
Promoção da Saúde e Cultura de Paz 
• Qualificação da gestão para o trabalho de prevenção de violências e promoção da saúde e
de cultura de paz;
• Qualificação e articulação da rede de atenção integral às pessoas em situação de
violências;
• Desenvolvimento de ações de promoção da saúde e prevenção de violências para grupos
populacionais vulneráveis visando à atuação nos determinantes sociais e na
autodeterminação dos sujeitos;
Rede Nacional de Prevenção das Violências e 
Promoção da Saúde e Cultura de Paz 
• Garantia da implantação/implementação da notificação de violências interpessoais e
autoprovocadas;
• Promoção e participação de políticas e ações intersetoriais e de redes sociais que tenham
como objetivo a prevenção de violências e promoção da saúde e da cultura de paz.
Rede de 
enfrentamento à
violência
Material complementar
• Estudos sobre Criminalidade e Segurança Pública (www.crisp.ufmg. br) e informe-se sobre o Programa
Interinstitucional Fica Vivo
• filme A guerra dos Roses, dirigido por Danny DeVito (1989), ilustra a construção lenta deste binômio
complexo: “família e violência”. É uma produção cinematográfica do gênero comédia, lançado em 1989,
com base no romance A guerra dos Roses (1981), de Warren Adler.
• O filme Festa em Família, dirigido por Thomas Vinterberg, de 1998, é um bom exemplo de alguns tipos de
abuso intrafamiliar
• Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e prevenção da violência, acesse o site da Organização 
das Nações Unidas no Brasil: https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/
ACIDENTES E TRAUMAS NA APS
Acidentes– tipologias
• Acidente de trânsito;
• Acidentes de trabalho;
• Acidentes domiciliares.
Trauma - avaliação primária ABCDE
Trauma na APS – Avaliação Primária
Trauma na APS – Avaliação Primária
Trauma na APS – Avaliação Primária
Trauma na APS – Trauma abdominal
Trauma contuso - Não ocorre solução de descontinuidade e as lesões ocorrem por
mecanismo indireto, podendo cursar com compressão e esmagamento ou
cisalhamento de vísceras abdominais; hemorragia; ruptura de órgãos e vasos
abdominais além de lesões por desaceleração.
Trauma abdominal penetrante - solução de descontinuidade da pele e ultrapassa o
peritônio.
Trauma na APS – Trauma abdominal
Exame físico: inspeção, ausculta, percussão e palpação. As estruturas adjacentes
como tórax, uretra, vagina, períneo, dorso e nádegas podem nos dar pistas de
possíveis lesões de órgãos abdominais. Além disso, o exame da bacia é de suma
importância nesse momento. Indica-se toque retal e vaginal em todos pacientes
politraumatizados com trauma maior.
Avaliação inicial pode incluir FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma)
- Avaliação da presença de fluidos intra-abdominais que inclui o exame de quatro
regiões importantes (saco pericárdico, espaços hepato e esplenorrenal e pelve ou
recesso de Douglas), sendo extremamente útil na detecção da causa de choque.
Trauma na APS - Trauma cranioencefálico (TCE) 
• Injúria ou lesão no escalpo com ou sem
evidência de alteração de consciência;
• Classifica-se de acordo com a Escala de 
Coma de Glasgow (ECG).
Trauma cranioencefálico (TCE) - Escala de coma 
de Glasgow em crianças
Medida > 1 ano < 1ano Escore
Abertura dos olhos Espontaneamente Ao comando À 
dor Nenhuma resposta
Espontaneamente Ao grito À dor
Nenhuma resposta
4
3
2
1
Melhor resposta 
verbal
Orientada Desorientada Palavras 
inapropriadas Sons incompreensíveis 
Nenhuma resposta
Apropriada Palavras inapropriadas 
Choro Gemidos Nenhuma resposta
5
4
3
2
1
Trauma cranioencefálico (TCE) - Escala de coma 
de Glasgow em crianças
Medida > 1 ano < 1ano Escore
Melhor resposta 
motora
Obedece aos comandos Localiza a 
dor Flexão à dor Extensão à dor
Nenhuma resposta
Localiza a dor Flexão à dor
Extensão à dor Nenhuma resposta
5
4
3
2
1
Escores Totais 
Normais
< 6m
6 – 12m
1–2a
2–5a
> 5 a
12
12
13
14
14
Trauma na APS – Sinais/ sintomas e classificação 
e do TCE
Classificação da gravidade ECG e outros achados
Mínima ECG = 15 sem perda de consciência ou amnésia
Leve ECG = 14 ou 15 com amnésia transitória ou breve perda de
consciência
Moderada ECG = 9 a 13 ou perda consciência superior a 5 minutos ou
déficit neurológico focal
Grave ECG = 5 a 8
Crítico ECG = 3 a 4
Fraturas – principais achados da anamnese e
exame físico
Queixa Exame físico
Trauma Deformidade aparente
Piora aguda da dor Dor bem localizada à palpação
óssea
Incapacidade funcional aguda Edema ou equimose local
PErda da mobilidadedo membro Crepitação
Hiperemia
Déficit neurológico e/ou vascular 
associado
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
• O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) tem como objetivo
chegar precocemente à vítima após ter ocorrido alguma situação de urgência ou
emergência (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica,
psiquiátrica, entre outras) que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à
morte.
• O SAMU 192 realiza os atendimentos em qualquer lugar e conta com equipes que
reúne médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores socorristas.
Importante: O SAMU 192 é um serviço gratuito, que funciona 24 horas, por meio da 
prestação de orientações e do envio de veículos tripulados por equipe capacitada, 
acessado pelo número "192" e acionado por uma Central de Regulação das Urgências
ACIDENTES POR ANIMAIS 
PEÇONHENTOS
Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Cascavel – gênero Crotalus
Poucas manifestações locais. Neurotoxicidade – ptose palpebral, rabdomiolise, 
mialgia
Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Jararaca – gênero Bothrops (mais comum entre os acidentes ofídicos)
Dor e edema local, coagulopatia com manifestações hemorrágicas
Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Coral - gênero Micrurus
Neurotoxicidade que pode levar à insuficiência respiratória por fraqueza
muscular, mialgia
Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Surucucu - gênero Lachesis
Dor e edema local, coagulopatia com manifestações hemorrágicas e de síndrome 
vagal
Acidentes Ofídicos – Tratamento
Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de 
ampolas
Botrópico SABrB, SABLC ou 
SABCD
Leve: quadro local discreto, sangramento discreto em pele 
ou mucosas; pode haver apenas distúrbio na coagulação.
2 a 4
Moderado: edema e equimose evidentes, sangramento 
sem comprometimento do estado geral; pode haver 
distúrbio na coagulação.
4 a 8
Grave: alterações locais intensas, hemorragia grave, 
hipotensão/choque, insuficiência renal, anúria; pode haver 
distúrbio na coagulação.
12
Acidentes Ofídicos – Tratamento
Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas
Laquético SABL Moderado: quadro local presente; pode haver 
sangramentos, sem manifestações vagais.
10
Laquético Grave: quadro local intenso, hemorragia intensa, com 
manifestações vagais.
20
Elapídico SAElaF Dor ou parestesia discretas, ptose palpebral, turvação visual. 
Considerar todos os casos como potencialmente graves 
devido ao risco de insuficiência respiratória,
10
Acidentes Ofídicos – Tratamento
Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas
Crotálico SACrE ou SABC Leve: alterações neuroparalíticas discretas; sem mialgia, 
escurecimento da urina ou oligúria.
5
Moderado: alterações neuroparalíticas evidentes, 
mialgia e mioglobinúria (urina escura) discretas.
10
Grave: alterações neuroparalíticas evidentes, mialgia e 
mioglobinúria intensas, oligúria.
20
Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil
Principais sintomas
• Aranha marrom– gênero Loxoceles
Aranha doméstica, não é agressiva. Costuma picar quando espremida contra o 
corpo da pessoa. Mais comum na região Sul do Brasil.
Dor e edema local. Pode causar febre e mal-estar e manifestações hemorrágicas. 
Lesão evolui de com uma bolha ou equimose central, circundada por um halo 
pálido (isquemia). Ao longo dos dias, a lesão central evolui para necrose.
Araneísmo – gênero Loxoceles
13 de junho de 2023 22 de junho de 2023
Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de 
ampolas
Loxoscélico SALoxA, SAArB Forma cutânea leve: Lesão incaracterística sem alterações clínicas ou 
laboratoriais. Se a lesão permanecer incaracterística é fundamental a 
identificação da aranha no momento do acidente para confirmação do caso.
-
Forma cutânea moderada: Presença de lesão “característica” ou altamente 
sugestiva (palidez ou placa marmórea, menor de três centímetros no seu 
maior diâmetro, incluindo a área de enduração), e dor em queimação ou a 
presença de lesão sugestiva (equimose, enduração, dor em queimação).
5
Forma cutânea grave: Presença de lesão extensa (palidez ou placa 
marmórea, maior de três centímetros no seu maior diâmetro, incluindo a 
área de enduração), e dor em queimação intensa.
10
Forma cutânea-hemolítica: A presença de hemólise, independentemente do 
tamanho da lesão cutânea e do tempo decorrido pós-acidente, classifica o 
quadro como grave.
10
Principais sintomas
• Armadeira – gênero Phoneutria
Aranha mais agressiva, não faz teia. Pode pular até 40cm
Dor e edema local, vômitos, hipertensão, sialorreia e priapismo em crianças. 
Manifestações graves: convulsões, coma, arritmia cardíaca, choque e edema 
pulmonar.
Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil
Tipo de acidente Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas
Fonêutrico SAAr Leve: Dor, edema, eritema, irradiação, sudorese, 
parestesia, taquicardia e agitação secundárias à
dor.
-
Moderado: Manifestações locais associadas à
sudorese,
taquicardia, vômitos ocasionais, agitação, 
hipertensão arterial.
2 a 4
Grave: Prostração, sudorese profusa, 
hipotensão, priapismo, diarreia, bradicardia, 
arritmias cardíacas,
convulsões, cianose, edema pulmonar, choque,
5 a10
Principais sintomas
• Viúva negra- gênero Latodectrus
Mais comum na região Nordeste do Brasil
Dor e edema local, dor abdominal, contração e
dores musculares, agitação, sudorese e, nos casos
graves, trismo, hipertensão, bradicardia, dispneia,
priapismo, retenção urinária, alterações
hemodinâmicas e choque
Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil
Escorpionismo
Principais manifestações são dor e parestesia local.
Manifestações graves: hipo ou hipertermia, sudorese profusa; náusea, vômito, 
sialorreia, dor abdominal, diarreia, arritmia, hipo ou hipertensão, ICC, choque, 
EAP, taquipneia, agitação, sonolência, agitação mental.
Escorpionismo
Antiveneno Classificação Clínica Nº de ampolas
SAEscA, ou SAArB Leve: dor e parestesias locais. -
Moderado: dor local intensa associada a uma ou mais manifestações 
(náuseas, vômitos, sudorese, sialorreia, agitação, taquipneia e 
taquicardia).
2 a 3
Grave: além das manifestações clínicas citadas na forma moderada, há 
presença de uma ou mais das seguintes manifestações: vômitos profusos 
e incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa, prostração, convulsão, 
coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e 
choque.
4 a 6
Referências
ACIDENTES Ofídicos. Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/acidentes-
ofidicos
ALVES, F. T. A. et al. Mortalidade proporcional nos povos indígenas no Brasil nos anos 2000, 2010 e 2018. Saúde em Debate, [S. l.], v. 45, n. 130 Jul-Sept, p. 
691–706, 2022. Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/4549.
ANÁLISE de Situação de Saúde. Política nacional de redução da morbimortalidade por acidentes e violências: Portaria MS/GM n.º 737 de 16/5/01, publicada
no DOU n.º 96 seção 1E de 18/5/01 – 2. ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Por uma cultura da paz, a promoção da saúde e a prevenção
da violência. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Política Nacional de Saúde Integral da 
População Negra : uma política para o SUS / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. 
– 2. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2013.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Política Nacional de Saúde Integral de 
Lésbicas, Gays, Bissexuais,Travestis e Transexuais / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão
Participativa. Brasília : 1. ed., 1. reimp. Ministério da Saúde, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com traumatismo cranioencefálico. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2015. 132 p. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_traumatisco_cranioencefalico.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Especial de Saúde Indígena. Departamento de Atenção à Saúde Indígena. Atenção psicossocial aos povos indígenas: 
tecendo redes para promoção do bem viver. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
Referências
CERQUEIRA, D. et al. Atlas da violência 2019. Brasília, DF: Ipea: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2019. Disponível em: 
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/relatorio_institucional/190605_atlas_da_violencia_2019.pdf. Acesso em: 14 mai. 2023
DATASUS. Informação de saúde (TABNET). Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: 
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937.
DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p.
ELZIRIK, C. L.; KAPCZINSKI, F.; BASSOLS, A. M. S. (org.). O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. Porto Alegre: Artmed, 2001.
FARIA, C. D. C. M. Classificação de gravidade no TCE. In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. 
Atenção à Pessoa com Deficiência II: Mulheres com deficiência, saúde bucal da pessoa com deficiência, pessoa com acidente vascular 
encefálico, pessoa com traumatismo cranioencefálico, pessoa com paralisia cerebral, reabilitação visual e Triagem Auditiva Neonatal (TAN) e 
Triagem Ocular Neonatal (TON). Atenção à Pessoa com Traumatismo Cranioencefálico (TCE). São Luís: UNA-SUS; UFMA, 2021.
FRAGA, M. A. A.; BELLUOMINI, F.; PEIXOTO, A. O. Conduta em acidentes com animais peçonhentos [recurso eletrônico]. São Paulo: 
Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2020. Disponível em: https://www.spsp.org.br/PDF/SPSP-DC-Emerg%C3%AAncias-
Animais%20Pe%C3%A7onhentos-09.11.2020.pdf
GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. Secretaria de Estado da Saúde. Atendimento de Urgência ao Paciente Vítima de Trauma -
Diretrizes Clínicas. Vitória: Secretaria de Estado da Saúde, 2018. Disponível em: 
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GUSSO, G.; LOPES, J. M.C.; DIAS, L. C., organizadores. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto 
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http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937
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Referências
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https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2019/04/14142032-relatorio-mundial-sobre-violencia-e-saude.pdf
NADANOVSKY, P.; SANTOS, A. P. P. Saúde Amanhã: textos para discussão: mortes por causas externas no Brasil: previsões para as 
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NJAINE, K. et al. Impactos da Violência na Saúde [online]. 4th ed. updat. Rio de Janeiro: Coordenação de Desenvolvimento Educacional e 
Educação a Distância da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, ENSP, Editora FIOCRUZ, 2020, 448 p. ISBN: 978-65-5708-094-
8. https://doi.org/10.7476/9786557080948. Disponível em: https://books.scielo.org/id/p9jv6/pdf/njaine-9786557080948.pdf
ONU. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes. ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-
br/sdgs/16.
https://doi.org/10.7476/9786557080948
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
ZOONOSES
RAIVA, LEISHMANIOSE, FEBRE 
MACULOSA
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Apresentar os aspectos epidemiológicos, agente eAológico e
hospedeiro da Raiva, Leishmaniose e Febre Maculosa
• DiscuAr as manifestações clínicas, diagnósAco, tratamento,
seguimento clínico e reabilitação da Raiva, Leishmaniose e Febre
Maculosa
• DiscurAr a promoção da saúde e prevenção, noAficação da Raiva,
Leishmaniose e Febre Maculosa
Zoonoses
• As zoonoses são doenças infecciosas transmiAdas entre animais e
pessoas. Os patógenos podem ser bacterianos, virais, parasitários ou
podem envolver agentes não convencionais e podem se espalhar
para os humanos por meio do contato direto ou através de
alimentos, água ou meio ambiente.
• Algumas são consideradas Doenças Negligenciadas.
• As medidas prevenAvas incluem Educação em saúde, manejo
ambiental e vacinação animal.
Raiva
Raiva – ciclos de transmissão
• Apenas os mamíferos são susce/veis ao vírus da raiva e o transmitem através da saliva
mordedura, arranhadura ou lambedura de feridas;
• Urbano– cão;
• Aéreo – morcego;
• Silvestre – cachorro-do-mato, guaxinim, sagui;
• Rural – morcego e animais domésAcos ou de interesse financeiro.
Raiva – eAologia, sinais e sintomas
• Raiva é uma encefalite aguda causada pelo lyssavirus.
• Formas clínicas: encefalite dominada por formas de hiperaAvidade (raiva furiosa)
ou síndromes paralíAcas (raiva paralíAca) progredindo para coma e morte,
geralmente por insuficiência cardíaca ou respiratória, dentro de 7 a 10 dias.
Sintomas iniciais: aerofobia, hidrofobia, parestesia ou dor localizada, disfagia,
fraqueza, náusea ou vômito.
• Alterações laboratoriais a invesAgar: an/geno viral (em amostras como liquor,
pele); isolamento viral em culturas, Ac específicos no liquor, PCR do liquor
Raiva – eAologia, sinais e sintomas
• Após inoculada leva dias a semanas para alcançar o SNC – período passível de Profilaxia
Pós-Exposição (PPE);
• Período de incubação de 1 a 3 meses.
Raiva – carga mundial da doença transmi0da por cães
Casos de mortes humanas por raiva. OMS, 2018
Em 2019 a 
OPAS previa 
eliminação da 
doença em 
2022
O Brasil em 2022...
O Brasil em 2022...
Raiva - Fluxograma da Profilaxia Pós Exposição
Raiva - Fluxograma da PEP
Raiva - Fluxograma da PEP
Raiva - Fluxograma da profilaxia
Raiva - Fluxograma da PEP
Raiva – Profilaxia Pré-exposição
• Recomendada para pessoas de alto risco – veterinários, biólogos, 
agrotécnicos, trabalhadores de laboratórios que manipulam o vírus;
• Pessoas com exposição prolongada – testes sorológicos periódicos.
Raiva - tratamento
• Cuidados intensivos de suporte OU cuidados paliaAvos;
• Decisão individual, comparAlhada com paciente e família;
• 15 casos bem documentados de sobreviventes da Raiva (OMS,2018);
• Protocolo de Milwaukee – desde 2004, das 39 pessoas tratadas, 11 
sobreviveram;
• Protocolo de Milwaukee: anAvirais e sedação profunda.
Raiva - medidas de prevenção e controle
• Imunização em massa de cães – domésAcos ou não;
• InvesAgação de animais suspeitos.
NOTIFICAÇÃO!!!
LEISHMANIOSE
Leishmaniose - manifestações e agentes causadores no 
Brasil
• Leishmaniose visceral: Leishmania Chagasi.
• Leishmaniose cutânea: Leishmania brasiliensis, L. Guyanensis e L. 
amazonensis.
• Espectro heterogêneo – 4 principais apresentações
• Lesões ulceraAvas no local da picada do flebomíneo (L. Cutânea localizada);
• MúAplos nódulos não ulceraAvos (L. Cutânea difusa);
• Inflamação destruAva da mucosa (L mucosa);
• Infecção disseminada visceral (L. Visceral ou Calazar).
Leishmaniose- ciclo de transmissão
Leishmaniose- ciclo de transmissão
Ciclo biológico das leishmânias. Formas promas6gotas no interior do tubo diges6vo do vetor e formas amas6gotas no interior 
dos macrófagos do organismo infectado
Leishmaniose-dados epidemiológicos
Fêmea de flebotomíneo ingurgitada (foto ampliada)
Leishmaniose visceral
Leishmaniose visceral -dados epidemiológicos
Densidade de casos de leishmaniose visceral por município de infecção. Brasil, 2021
Leishmaniose visceral -dados epidemiológicos
Casos de leishmaniose visceral por região. Brasil, 1980 a 2021
Leishmaniose visceral -dados epidemiológicos
Casos de leishmaniose visceral segundo sexo e faixa etária. Brasil, 2021
Leishmaniose visceral – apresentação clínica
• Febre persistente, astenia, adinamia, desnutrição em áreas endêmicas –
PENSAR EM LEISHMANIOSE VISCERAL;
• Período de incubação de 10 dias a 24 meses;
• Na fase aguda, assemelha-se à malária – febre alta, hepatoesplenomegalia;
• Apresentações graves: icterícia, hemorragias, edema generalizados, sinais 
de toxemia, taqui ou bradicardia, hipo ou hipervenAlação e instabilidade 
hemodinâmica.
Leishmaniose visceral – apresentação clínica
• Infecções bacterianas associadas – confundem diagnósAco e são a principal 
causa de morte.
• Co-infecção com HIV: uma doença reforça a gravidade da outra.
Leishmaniose visceral – diagnósAco
• Confirmação laboratorial através de parasitológico ou
imunofluorescência indireta se Atulação > 1:80 E sintomas clínicos
• DiagnósAco definiAvo através da idenAficação da forma amasAgota
em amostras da medula óssea, linfonodos ou aspirado de baço
• PCR em amostra de sangue – pouco disponível
• Imunofluorescência indireta (RIFI), Elisa, teste rápido
imunocromatográfico
Leishmaniose visceral – tratamento
•Em ambiente hospitalar;
Opções Terapêu-cas
•An#moniato de N-Me#l Glutamanina( Glucan#me)
•Anfotericina B Lipossomal 
Desoxicolato de Anfotericina B
Leishmaniose Tegumentar
Leishmaniose tegumentar
• A mulAplicidade de espécies de Leishmania, flebótomos vetores e
reservatórios vertebrados em diferentes ambientes geográficos propicia a
existência de disAntas apresentações clínicas da LTA, que vão desde formas
inaparentes até lesões disseminadas, aAngindo a pele e as mucosas.
• Duas formas: leishamniose cutânea e mucosa
Leishmaniose tegumentar – diagnós(co 
laboratorial
a) Exames parasitológicos: pesquisa de amasAgota em esfregaço de
lesão ou imprint de fragmento de tecido; cultura em meios arAficiais.
b) Histopatológico: hematoxilina e eosina; imuno-histoquímica.
c) Exames imunológicos: IRM; sorologia: imunofluorescência indireta
(IFI); Elisa (não disponível comercialmente).
d) Testes moleculares: PCR (reação em cadeia de polimerase)
Leishmaniose tegumentar cutânea-DiagnósAco
Leishmaniose tegumentar cutânea
• 1. Forma cutânea localizada única
Leishmaniose tegumentar cutânea
• 2. Forma cutânea localizada múlApla 
Leishmaniose tegumentar cutânea
• 3. Forma cutâne disseminada
Leishmaniose tegumentar cutânea
• 4. Forma recidiva cúAs
Leishmaniose tegumentar cutânea
• 5. Forma cutânea difusa
Leishmaniose tegumentar cutânea-Diagnós(co 
diferencial
• Tuberculose , micobacterioses ampicas, paracoccidioidomicose cutânea,
úlceras de estase venosa, úlceras decorrentes da anemia falciforme,
picadas de insetos, granuloma por corpo estranho, ceratoacantoma,
carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, hisAocitoma, linfoma
cutâneo, esporotricose, cromoblastomicose, piodermites, trauma
local;histoplasmose, criptococose cutânea, micobacteriose disseminada;
hanseníase virchowiana
Leishmaniose tegumentar mucosa -
diagnósAco
Leishmaniose tegumentar mucosa
• Forma mucosa tardia: é a forma mais comum. Pode surgir até vários
anos após a cicatrização da forma cutânea. Classicamente está
associada às lesões cutâneas múlAplas ou de longa duração, às curas
espontâneas ou aos tratamentos insuficientes da LC
Leishmaniose tegumentar mucosa
• Forma mucosa sem lesão cutânea prévia:
Leishmaniose tegumentar mucosa
• Forma mucosa concomitante:
Leishmaniose tegumentar mucosa
• Forma mucosa conmgua:
Leishmaniose tegumentar mucosa
• Forma mucosa primária:
Leishmaniose tegumentar mucosa - diagnós4co 
diferencial
Paracoccidioidomicose, carcinoma epidermoide, carcinoma basocelular,
linfomas, rinofima, rinosporidiose, entomonoromicose, hanseníase
Virchoviana, sífilis terciária, perfuração septal traumáAca ou por uso de
drogas, rinite alérgica, sinusite, sarcoidose, granulomatose de Wegener
Leishmaniose tegumentar – dados epidemiológicos
Casos de leishmaniose tegumentar. Brasil, 1980 a 2021
Leishmaniose tegumentar – dados epidemiológicos
Casos de leishmaniose tegumentar por região. Brasil, 2012 a 2021
Leishmaniose tegumentar – dados epidemiológicos
Casos de leishmaniose tegumentar segundo sexo e faixa etária. Brasil, 2021
Leishmaniose tegumentar – tratamento
• Anfotericina B
• Pentamidina
• Pentoxifilina
Leishmaniose tegumentar – tratamento
• Opções de tratamento para a forma cutânea localizada causada por todas espécies de Leishmania, 
exceto L. guyanensis 
Leishmaniose tegumentar – tratamento
• Opções de tratamento para a forma cutânea localizada ou múl:pla causada por todas espécies de 
Leishmania, exceto L. guyanensis 
Leishmaniose tegumentar – tratamento
• O tratamento para a forma cutânea disseminada deve ser realizado 
preferencialmente em centro de referência. 
Primeira escolha 
• AnAmoniato de meglumina EV ou IM: para pacientes de todas as regiões 
brasileiras, exceto aqueles com comorbidade renal, hepáAca ou 
cardíaca, gestantes e com idade maior ou igual a 50 anos. 
• Anfotericina B lipossomal: idade a parAr de 50 anos; insuficiência renal, 
cardíaca e hepáAca; transplantados renais, cardíacos e hepáAcos; 
gestantes de qualquer idade. 
Leishmaniose tegumentar – tratamento forma mucosa
Primeira escolha
• AnAmoniato de meglumina (EV ou IM) associado à pentoxifilina: para
maiores que 12 anos, exceto aqueles com comorbidade renal, hepáAca ou
cardíaca, com história de hemorragia recente, hipersensibilidade à
pentoxifilina ou outras xanAnas, coinfectados pelo HIV, imunosuprimidos,
gestantes, nutrizes e com idade maior ou igual a 50 anos.
• AnAmoniato de meglumina (EV ou IM): para menores que 12 anos, exceto
aqueles com comorbidade renal, hepáAca ou cardíaca, gestantes e com
idade maior ou igual a 50 anos.
• Anfotericina B lipossomal: idade a parAr de 50 anos; insuficiência renal,
cardíaca e hepáAca; transplantados renais, cardíacos e hepáAcos;
gestantes.
Leishmaniose tegumentar – tratamento forma 
mucosa
• Segunda escolha
➔Desoxicolato de anfotericina B. 
➔IseAonato de pentamidina. 
Leishmaniose tegumentar – tratamento
Atenção!
Observe esquemas terapêuAcos específicos para gestantes e co-infectados
pelo HIV
Leishmaniose tegumentar – seguimento pós 
tratamento
• O critério de cura é clínico, sendo indicado o acompanhamento regular
por 12 meses para verificação da resposta terapêuAca e também para a
detecção de possível recidiva após terapia inicial bem-sucedida.
Entretanto, para fins de encerramento do caso no Sistema de
Informação de Agravos de NoAficação(Sinan), não é necessário aguardar
o término do acompanhamento.
Febre Maculosa
Febre Maculosa
• Doença febril causada pela espiroqueta Rickepsia rickepsii 
• Reservatório: carrapatos do gênero Amblyomma (A. cajennense, 
A.cooperi ou dubitatum e A. aureolatum
Febre Maculosa – dados epidemiológicos
Casos confirmados, óbitos e letalidade da febre maculosa, por ano de início dos sintomas, Brasil, 2007 a 2021
Febre Maculosa – dados epidemiológicos
Casos de febre maculosa, por região e mês de início dos sintomas, Brasil, 2007 a 2021
Febre Maculosa – dados epidemiológicos
Casos noIficados para febre maculosa, segundo unidade FederaIva de noIficação, Brasil, 2011 a 2021
Febre Maculosa – quando suspeitar?
Antecedentes epidemiológicos sugesAvos:
Visita na mata ou picada de carrapato previamente (usualmente 4 a 11 dias antes)
Doença Febril Aguda sem foco aparente (>38ºC por mais de cinco dias) + Presença de 
escara de inoculação (lesão com centro crostoso-necróAco com halo eritematoso 
circundante; indica o ponto onde foi a picada do carrapato)
LinfadenopaAa (geralmente ipsilateral à escara de inoculação); Exantema macular, 
maculopapular ou maculo-vesicular (principalmente em tronco e membros); Cefaléia; 
Mialgias; Artralgias; Mal-estar geral; Calafrios; Náuseas
Febre Maculosa – Aspectos clínicos
• Mal-estar generalizado;
• Febre Elevada
• Cefaléia
• Náuseas e
• Vômitos.
• Entre o 2o e o 6o dia da doença: exantema maculopapular,
predominantemente nas regiões palmar e plantar, que pode evoluir para
petéquias, equimoses e hemorragias.
Febre Maculosa – aspectos clínicos
Febre Maculosa – aspectos clínicos
Febre Maculosa – aspectos clínicos
Febre Maculosa – diagnósAco laboratorial
● A imunofluorescência indireta (RIFI), uAlizando anmgenos
específicos para R. rickepsii, é a mais uAlizada – considerar
posiAvo se aumento de 4 vezes no mtulo em uma segunda
amostra colhida, pelo menos, 2 semanas após a primeira.
● Outros métodos uAlizados são a reação em cadeia da
polimerase (PCR) e a imunohistoquímica.
DiagnósAco Diferencial
➔ Leptospirose;
➔ Sarampo;
➔ Febre Tifóide
➔ Dengue; 
➔ Febre Amarela,
➔ Meningococcemia, 
➔ Viroses ExantemáAcas,
➔ Lupus, 
➔ Febre Purpúrica Brasileira, 
➔ Doença De Lyme
Febre Maculosa – Tratamento
Início precoce de anAbioAcoterapia, quando suspeita clínica, antes mesmo
da confirmação laboratorial.
Em adultos, Cloranfenicol, 50mg/kg/dia, via oral, dividida em 4 tomadas,
ou Doxiciclina, 100mg, de 12/12 horas, via oral. Manter o esquema até 3
dias após o término da febre.
Nos casos graves, a droga de escolha é o Clorafenicol, 500mg, EV, de 6/6
horas.
Em crianças, usar Clorafenicol, não ultrapassando 1g/dia, durante o
mesmo período. A Doxiciclina pode ser usada em crianças acima dos 8
anos, na dose de 2 a 4mg/kg/dia, máximo de 200mg/dia, em 2 tomadas,
de 12/12 horas.
Febre Maculosa – Medidas de Controle
Alertar os profissionais da rede de serviços de saúde, das áreas de 
ocorrência da doença, sobre os sinais, sintomas e as orientações 
diagnósAcas e terapêuAcas. 
Em caso de suspeita, solicitar exame laboratorial e iniciar o tratamento 
imediatamente.
Se idenAficação do carrapato, coletá-lo com luvas e pinças e encaminhá-lo 
para o laboratório de referência. 
Febre Maculosa – Medidas de Controle
Iniciar, imediatamente, a invesAgação epidemiológica com busca aAva de 
casos suspeitos. Orientar a comunidade sob vigilância para procurar os 
serviços de saúde aos primeiros sinais da doença (febre, cefaleia e mialgias). 
Preencher a ficha de noAficação
A população deve evitar as áreas infestadas por esse artrópode e, se 
possível, usar
calças e camisas de mangas compridas, roupas claras para facilitar a 
visualização e, sempre, inspecionar o corpo para verificar a presença de 
carrapatos. 
Materiais complementares
• Ficha de noAficação da Leischmaniose Visceral 
hpp://portalsinan.saude.gov.br/leishmaniose-visceral 
Referências Bibliográficas
ADOLESCENTE morre de raiva humana no Distrito Federal. CNN, 2022. Disponível em: h@ps://www.cnnbrasil.com.br/saude/adolescente-morre-de-raiva-humana-no-
distrito-federal/
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8. ed. 
rev. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: h@ps://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância da leishmaniose 
tegumentar [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 189 p. Disponível em: 
h@ps://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_leishmaniose_tegumentar.pdf
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Situação epidemiológica das zoonoses e doenças de transmissão vetorial em áreas 
indígenas. Bole=m Epidemiológico, Brasília, n. esp., abr. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/bole^ns/epidemiologicos/especiais/2022/bole^m-especial-situacao-epidemiologica-das-zoonoses-e-doencas-de-transmissao-vetorial-em-
areas-indigenas
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.Monitoramento dos casos de arboviroses até a semana epidemiológica 42 de 2022. 
Bole=m Epidemiológico, Brasília, v. 53, n. 40, out. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/bole^ns/epidemiologicos/edicoes/2022/bole^m-epidemiologico-vol-53-no40/view
______. Ministério da Saúde. Quadro sobre Profilaxia da Raiva Humana (cartaz). 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/svsa/raiva/profilaxia-da-raiva-humana-cartaz/view
______. Ministério da Saúde. Leishmaniose Visceral: gráficos e mapas [Internet]. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-
z/l/leishmaniose-visceral/arquivos/atualizacao-21-10-2022/lv-graficos-e-mapas.pdf
Referências Bibliográficas
______. Ministério da Saúde. Distribuição da Leishmaniose Tegumentar: gráficos e mapas [Internet]. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-
br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/lt/situacao-epidemiologica/arquivos/lt-graficos-e-mapas.pdf
______. Ministério da Saúde. Situação epidemiológica de Febre Maculosa, Brasil. 2007-2021 [Internet]. 2022. Disponível em: h@ps://www.gov.br/saude/pt-
br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-maculosa/situacao-epidemiologica/situacao-epidemiologica-de-febre-maculosa-brasil-2007-2021/view
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Roteiro de capacitação em diagnós=co 
clínico, epidemiológico e laboratorial da febre maculosa brasileira e febre maculosa por RickeXsia Parkeri: guia do aluno [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2022. Disponível em: h@ps://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/roteiro_capacitacao_febre_maculosa_instrutor.pdf
MORRE 3ª ví^ma de raiva humana no Brasil em um ano. O que é a doença? Exame, 2022. Disponível em: h@ps://exame.com/ciencia/morre-3a-vi^ma-de-raiva-
humana-no-brasil-em-um-ano-o-que-e-a-doenca/
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE / ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. InfograZa - La rabia humana transmi=da por el perro en las Américas. 2019. 
Disponível em: h@ps://www.paho.org/es/documentos/infografia-rabia-humana-transmi^da-por-perro-americas
WHO. Expert Consulta=on on Rabies, third report. Geneva: World Health Organiza^on; 2018 (WHO Technical Report Series, No. 1012). Disponível em: 
h@ps://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/272364/9789241210218-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MECMÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 
EM SAÚDE NA APS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
Sistemas de Informação em Saúde na APS
1. Já uAlizou ou conhece algum sistema de informação em saúde? Se 
sim, quais?
2. Já usou o Tabnet ou Tabwin?
3. Sabe como acessar os dados de livre acesso de informação em 
saúde do seu município?
4. Lembram de algum caso que envolve um sistema de informação em 
saúde?
Sistemas de Informação em Saúde na APS
1. Exercício
2. Conceitos iniciais
3. Principais Subsistemas existentes no Brasil
4. Dificuldades e avanços
Exercício
• Exercício: cada dupla escolhe um boletim epidemiológico de um agravo que já 
tenha atendido um caso clínico e a respectiva ficha de agravo de notificação 
compulsória;
a. Algumas duplas serão selecionadas para falar sobre o boletim do agravo que selecionou, a 
qualidade das informações contidas, discriminação dos dados, os movimentos na série 
histórica e geográfica do município-
https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/dados-epidemiologicos ou 
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e
_agravos/hanseniase/index.php?p=6199
b. Conhecendo a ficha do agravo: quais informações você deixou escapar na anamnese e são 
importantes para a qualidade da ficha e da informação-
https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/sinan-fichas-de-notificacao
c. Lembrar que a maioria dos agravos deve ser preenchido na suspeita do caso e 
posteriormente complementado com a confirmação ou não do caso.
https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/dados-epidemiologicos
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/hanseniase/index.php?p=6199
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/hanseniase/index.php?p=6199
https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/sinan-fichas-de-notificacao
Conceitos iniciais
• Existe no Brasil um grande número de diferentes Sistemas de Informações 
em Saúde (SIS) voltados à:
a. Operação de estabelecimentos assistenciais, 
b. Gerência de redes de serviços, 
c. Estatísticas vitais, 
d. Investigação e ao controle de diversas doenças 
e. Podem e devem ser usados para o planejamento, por parte do gestor, de 
intervenções sobre sua realidade sanitária.
• Constituído por vários subsistemas e tem como propósito geral facilitar a 
formulação e avaliação das políticas, planos e programas de saúde, 
subsidiando o processo de tomada de decisões.
• A disponibilidade de informações qualificadas sobre determinantes 
de saúde e impacto de intervenções na saúde da população é crucial 
para o estabelecimento de políticas de saúde abrangentes e 
planejamento de intervenções locais, potencializando, entre outras, 
as ações reguladoras e fiscalizadoras da vigilância em saúde, o 
planejamento das intervenções assistenciais e o estabelecimento de 
parcerias interinstitucionais para o enfrentamento desses problemas.
Conceitos iniciais
• Para além de uma atividade burocrática e obrigatória para que se 
garanta o recebimento de recursos financeiros, os gestores e 
profissionais e usuários do SUS precisam vislumbrar as 
funcionalidades e possibilidades de apoio produzidas pelos SIS. 
• Dada a imensidão da demanda, a complexidade dos cenários e 
diversidade de territórios, utilizar efetivamente uma ferramenta que 
permita um retrato panorâmico do setor de saúde representa 
estratégia inerente a uma gestão de qualidade
Conceitos iniciais
Conceitos iniciais
A Portaria nº 2.135, de 25 de setembro de 2013, estabelece
diretrizes para o processo de planejamento no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS), e define que a análise situacional deve ser orientada pelos
seguintes temas:
• Estrutura do sistema de saúde;
• Redes de atenção à saúde;
• Condições sociossanitárias;
• Fluxos de acesso;
• Recursos financeiros;
• Gestão do trabalho e da educação na saúde;
• Ciência, tecnologia, produção e inovação em saúde e gestão
(BRASIL, 2013).
Sistemas de informação em saúde: caráter diagnóstico, de monitoramento e avaliação das 
mudanças nos indicadores após a implementação dos Planos de Saúde
Conceitos iniciais
• Monitoramento - processo 
sistemático e contínuo que 
produz informações sintéticas 
em tempo eficaz, permitindo 
uma rápida avaliação 
situacional, propiciando uma 
intervenção oportuna. 
Acompanhamento rotineiro 
de informações prioritárias.
Avaliação - prática de intervenções que 
auxiliam na tomada de decisão, ação capaz 
de subsidiar mudanças na construção e/ou 
na implementação de programas, projetos 
ou políticas de saúde. Processo mais 
amplo, referente aos resultados mais 
finalísticos da ação avaliada. 
Um desafio é incorporar o monitoramento 
e avaliação à rotina dos gestores e 
profissionais, como cultura indissociável do 
fazer em saúde. 
Esperar que os problemas aconteçam para 
tomar a decisão nos remete a um processo 
ineficiente de gerenciamento.
Conceitos iniciais
Principais subsistemas no Brasil
• Sistema de Informação sobre 
mortalidade (SIM)
• Sistema de Informação sobre 
Nascidos Vivos (SINASC)
• Sistema de Informação de 
Agravos de Notificação (SINAN)
• Sistema de Informação 
Ambulatorial (SAI/SUS)
• Sistema de Informação Hospitalar 
(SIH/SUS)
• Sistema de Informações sobre 
Orçamentos Públicos em Saúde 
(SIOPS)
• Sistema de Informação sobre HAS e 
DM (HIPERDIA)
• Sistema de Informação da Atenção 
Básica (SIAB)
• Sistema de Informação de Vigilância 
Alimentar e Nutricional (SISVAN)
• Acompanhamento de Gestantes 
(SISPRENATAL)
• Sistemas Municipais (HYGIA em 
Ribeirão Preto-SP)
• Sistema de Informação em Saúde 
do Pacto pela Saúde (SISPACTO) 
• Sistema de Apoio ao Relatório de 
Gestão (SARGSUS)
• 1971, foi criado o Núcleo de Informática do Ministério da Saúde
• Em 1975 - SIM (Sistema de Informação de Mortalidade) – Primeiro SIS implantado 
no País, coletando dados por meio da DO.
• SNVE (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica), que foi estabelecido com 
base em documentos individuais e padronizados de coleta para as diferentes 
Doenças de Notificação Compulsória.
• Na década de 90 - Início da descentralização dos SIS e implementação da Rede 
Nacional de Informação em Saúde (RNIS), que tem como objetivo integrar e 
disseminar as informações de saúde no país.
Principais subsistemas no Brasil
Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM):
• Criado pelo DATASUS para a obtenção regular de dados sobre mortalidade no 
país.
• Possibilita a captação de dados sobre mortalidade, de forma abrangente, para 
subsidiar as diversas esferas de gestão na saúde pública.
• O documento básico é a Declaração de Óbito, padronizada nacionalmente e 
distribuída pelo Ministério da Saúde, em três vias.
• Problema: sub-registro, chegando a mais de 30% em algumas regiões do país.
• Acesso para o gestor: http://sim.saude.gov.br/default.asp
• Acesso livre: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/
Principais subsistemasno Brasil
https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/
Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM):
• No processo de planejamento, o SIM possibilita identificar as principais causas de 
mortalidade, assim como sua categorização por faixa etária, observar o 
comportamento de eventos sentinela e monitorar a qualidade de declarações de 
óbito, fortalecendo a análise situacional e o processo de priorização de ações.
Principais subsistemas no Brasil
• Exercício: Você saberia localizar no SIM a taxa de óbitos fetais do seu estado, por Município?
• Acesse : heps://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/
• Na tela inicial, selecione a opção Óbitos fetais. 
• Em seguida, selecione um estado da federação para a apresentação do indicador (você pode 
selecionar na lista ou no mapa).
• Ao clicar no estado você será direcionado automahcamente para a tela a seguir.
• Selecione o ano de 2013 no campo PERÍODOS DISPONÍVEIS.
• No campo SELEÇÕES DISPONÍVEIS, clique em Município e selecione a opção todas as categorias.
• No fim da página, clique em Mostrar.
• Você será direcionado para a página a seguir.
• Você já pode visualizar a mortalidade fetal, por município. Pode ainda solicitar, no final da tela, a 
visualização por meio de gráfico ou mapa, e por hpo de extensão do arquivo.
Principais subsistemas no Brasil
https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/
• Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC)
• Concebido à semelhança do SIM e implantado gradualmente pelo Ministério da Saúde, a 
partir de 1990. Dispõe de dados consolidados nacionalmente desde 1994, mas apresenta 
variações de cobertura nos primeiros anos de implantação.
• O documento básico é a Declaração de Nascido Vivo (DN), padronizada nacionalmente e 
distribuída pelo Ministério da Saúde, em três vias.
• Fluxo análogo ao do SIM, com codificação e transcrição efetuadas pelas secretarias 
municipais e estaduais de Saúde.
• Acesso: mesmo endereço TabNet
Principais subsistemas no Brasil
• SINAN: o sistema de vigilância de agravos transmissíveis e não 
transmissíveis envolve o Sistema de Informação de Agravos de Notificação 
(SINAN), desde 1990, com o objetivo de: 
a. padronizar a coleta e o processamento de dados sobre agravos de notificação 
obrigatória no território nacional, 
b. fornecer dados para a análise do perfil da morbidade e 
c. contribuir para a tomada de decisões nos níveis municipal, estadual e federal.
• Lista SINAN:
a. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4179758/mod_resource/content/1/portaria
204_2016NotificacaoCompulsoria.pdf
Principais subsistemas no Brasil
• Sistemas de Informações de Agravos de Notificação (SINAN)
• Coleta, transmite e dissemina dados gerados rotineiramente pelo sistema 
de vigilância epidemiológica, nas três esferas de governo.
• Apoia processos de investigação e de análise das informações sobre 
doenças de notificação compulsória.
• Sistema modular e informatizado desde o nível local, pode ser operado a 
partir das unidades de saúde.
• Documentos básicos: ficha individual de notificação (FIN), preenchida pelas 
unidades assistenciais a partir da suspeita clínica da ocorrência de algum 
agravo de notificação compulsória ou outro agravo sob vigilância. Ficha 
individual de investigação (FII), que contém campos específicos de 
orientação para a investigação do caso.
Principais subsistemas no Brasil
• Sistemas de Informações de Agravos de No;ficação (SINAN)
• Constam do sistema a planilha e o bole]m de acompanhamento de 
surtos, e bole]ns de acompanhamento de hanseníase e tuberculose. 
• As secretarias estaduais ou municipais de Saúde são responsáveis pela 
impressão, numeração e distribuição dos formulários.
• Acesso - alimentação pela gestão: 
h^p://sinan.saude.gov.br/sinan/login/login.jsf
• Acesso público: h^ps://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-
tabnet/
Principais subsistemas no Brasil
• Sistema de Informações em Saúde da Atenção Básica (SISAB) e o e-SUS
• Foi desenvolvido pelo DATASUS, em 1998, para coletar dados de 
produção, realizado pela equipe das Unidades de Saúde, e sistematizar 
dados coletados nas visitas às comunidades, realizadas pelos agentes 
comunitários de saúde e Equipe de Saúde da Família. 
• Por muito tempo os instrumentos de coleta de dados do SIAB foram: 
relatório PMA2, relatório SSA2, ficha D, ficha C, ficha B-GES, ficha B-HA, 
ficha B-DIA, ficha B-TB, ficha B-HAN.
Principais subsistemas no Brasil
• Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)
• Limita-se às internações no âmbito do SUS.
• Estima-se que o SIH/SUS reúna informações sobre 60% a 70% das internações 
hospitalares realizadas no país, variando de acordo com a região.
• Documento básico: Autorização de Internação Hospitalar (AIH), que habilita a 
internação do paciente e gera valores para pagamento.
• Acesso - Morbidade Hospitalar do SUS: 
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203.
• Acesse o link e verifique a morbidade hospitalar do seu município, por sexo. As 
etapas de acesso são as mesmas anteriormente nos demais sistemas. 
Principais subsistemas no Brasil
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203
• Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS):
• Captação e processamento das contas ambulatoriais do SUS, que representam mais 
de 200 milhões de atendimentos mensais.
• Documento básico: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), preenchido pelas 
unidades ambulatoriais. Seu processamento é descentralizado na esfera estadual 
ou municipal, conforme o nível de gestão, para envio ao Datasus.
• Para procedimentos de alta complexidade e alto custo (hemodiálise, terapia 
oncológica etc.), o SIA/SUS tem como documento básico a autorização para 
procedimentos de alto custo/complexidade (Apac).
• Acesso: http://sia.datasus.gov.br/principal/index.php
Principais subsistemas no Brasil
Sistema de tabulação TABNET do Datasus (Departamento de Informá=ca do SUS):
• Importar tabulações efetuadas na Internet (geradas pelo aplica=vo TabNet, também desenvolvido pelo 
Datasus);
• Realizar operações aritmé=cas e estaHs=cas nos dados da tabela;
• Elaborar gráficos de vários =pos, inclusive mapas, a par=r dos dados da tabela;
• Efetuar outras operações na tabela, ajustando-a às suas necessidades.
• A construção e aplicação de índices e indicadores de produção de serviços, de caracterís=cas 
epidemiológicas (incidência de doenças, agravos e mortalidade) e de aspectos demográficos de interesse 
(educação, saneamento, renda etc) - por estado e por município;
• A programação e o planejamento de serviços;
• A avaliação e tomada de decisões rela=vas à alocação e distribuição de recursos;
• A avaliação do impacto de intervenções realizadas nas condições de saúde.
Principais subsistemas no Brasil
Sistema de tabulação TABNET do Datasus (Departamento de Informática do SUS):
• Este tabulador de dados permite ao usuário gerar tabela e produzir gráficos e mapas, 
através do seguinte processo:
• Seleção do grupo de informações tais como: Mortalidade; Nascidos Vivos;
• Informações Epidemiológicas; Morbidade; Indicadores de Saúde; Assistência à Saúde; 
• Informações Demográficas e Socioeconômicas; Inquéritos e Pesquisas e Cadastros da 
Rede Assistencial, Escolha da abrangência geográfica, Seleções das variáveis, Seleção do 
período ou períodos e dos filtros, Visualização dos resultados através de mapas, gráficos e 
tabelas bidimensionais (linhas e colunas).
Principais subsistemas no Brasil
Sistema de tabulação TABNET do Datasus (Departamento de 
Informática do SUS):
• Caso clínico de apoio - exercício TABNET
https://drive.google.com/file/d/1IPOiuzr82vQ5UrDjblggPF4v4-
ZMCoa2/view?usp=share_link
Principais subsistemas no Brasil
Dificuldades e avanços
• Integração dos dados entre os diferentes sistemas -> gera a 
necessidade de inserir as informações diversas vezes.
Materiais u*lizados para a aula
• https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/13/Unidade
3/Sistemas_de_Informacao/p_04.html• https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2457274/mod_resource/
content/8/Aula%20SIS%20-%202017.pdf
https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7370/1/GP2U3.pdf
• https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-
informacao/siops/entrega-de-
dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf
• http://tabnet.datasus.gov.br/Tutorial/Tutorial_tabNet_FINAL.pdf
https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/13/Unidade3/Sistemas_de_Informacao/p_04.html
https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/13/Unidade3/Sistemas_de_Informacao/p_04.html
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2457274/mod_resource/content/8/Aula%20SIS%20-%202017.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2457274/mod_resource/content/8/Aula%20SIS%20-%202017.pdf
https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7370/1/GP2U3.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entrega-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entrega-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops/entrega-de-dados/arquivos/2014/manualtabnet2012v1-0.pdf
http://tabnet.datasus.gov.br/Tutorial/Tutorial_tabNet_FINAL.pdf
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
PRÁTICA DE SAÚDE BASEADA 
EM EVIDÊNCIAS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Apresentar e discu?r a Prá?ca de Saúde Baseada em Evidências (PSBE)
• Discu?r as habilidades de busca de evidências cienIficas que dão suporte 
à prá?ca clínica
• Discu?r a avaliação crí?ca das evidências disponíveis
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de 
Graduação em Medicina - 2014
Art. 4º Dada a necessária ar?culação entre conhecimentos, habilidades 
e a?tudes requeridas do egresso, para o futuro exercício profissional 
do médico, a formação do graduado em Medicina desdobrar-se-á nas 
seguintes áreas:
• I - Atenção à Saúde;
• II - Gestão em Saúde e
• III - Educação em Saúde.
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de 
Graduação em Medicina
Seção I - Da Atenção à Saúde
• III - qualidade na atenção à saúde, pautando seu pensamento crí?co, 
que conduz o seu fazer, nas melhores evidências cien9ficas, na escuta 
a?va e singular de cada pessoa, família, grupos e comunidades e nas 
polí?cas públicas, programas, ações estratégicas e diretrizes vigentes.
• Seção II - Da Gestão em Saúde
Art. 6º - III - Tomada de Decisões, com base na análise crítica e 
contextualizada das evidências científicas, da escuta ativa das pessoas, 
famílias, grupos e comunidades, das políticas públicas sociais e de 
saúde, de modo a racionalizar e otimizar a aplicação de conhecimentos, 
metodologias, procedimentos, instalações, equipamentos, insumos e 
medicamentos, de modo a produzir melhorias no acesso e na qualidade 
integral à saúde da população e no desenvolvimento científico, 
tecnológico e inovação que retroalimentam as decisões;
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso 
de Graduação em Medicina - 2014
• Seção III - Da Educação em Saúde
Art. 7º - I - aprender a aprender, como parte do processo de ensino 
aprendizagem, iden?ficando conhecimentos prévios, desenvolvendo 
a curiosidade e formulando questões para a busca de respostas 
cienJficamente consolidadas, construindo sen?dos para a iden?dade 
profissional e avaliando, cri?camente, as informações ob?das, 
preservando a privacidade das fontes;
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso 
de Graduação em Medicina - 2014
Prática de Saúde Baseada em Evidências 
(PSBE)
“Uso consciencioso, explícito e judicioso das melhores evidências 
cien9ficas correntemente disponíveis para tomar decisões relaJvas 
ao cuidado de pacientes individuais”
Fonte: SACKETT DL, ROSENBERG WM, GRAY JA, HAYNES RB, RICHARDSON WS. Evidence-based medicine: what it is and what it isn't. Br Med J. 1996; 312:71-72. Editorial
Habilita os profissionais a utilizarem a informação de forma 
eficiente e lógica através de três habilidades centrais:
• Busca eficaz na literatura científica
• Avaliação crítica da informação
• Aplicação da informação
• A evidência, por si só, não é o que determina as decisões
Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências 
Expertise 
clínica
Conhecimento 
científico 
relevante
MBE
Valores e 
crenças
• Considerar a individualidade 
• Decisão compartilhada
• Oferta acurácia e 
precisão
• Destaca efeitos, 
eficácia e segurança
• Considera qualidade 
de vida
• Proficiência e 
julgamento
• Problematização
Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências 
● "Metade do que você aprenderá na faculdade de medicina será mostrado 
totalmente errado ou desatualizado dentro de alguns anos após a formatura. 
O problema é que ninguém pode te dizer qual metade - então o importante a 
aprender é aprender sozinho." Dave Sackett
● É normal ter dúvidas!
● É BOM ter dúvidas e checar as condutas!
Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências 
● 1º passo: Background ou Foreground?
● 2º passo: Boa elaboração e amadurecimento da questão
● 3º passo: Encontrar plataforma adequada de busca e/ou desenho de estudo adequado para 
questão
● 4º passo: Colocar termos corretos na pesquisa. 
● 5º Passo: Avaliação crítica da evidência 
● 6º Passo: Aplicação da evidência avaliando o contexto
Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências 
Dúvidas de Background:
Livros texto!
Dar preferência à livros de Medicina 
AMBULATORIAL
Exemplos:
“Tratado Brasileiro de Medicina de Família e 
Comunidade” e “Medicina Ambulatorial. Duncan” 
“Background”
• Anatomia
• Fisiologia
• Histologia
• Fisiopatologia
• Semiologia
• Farmacologia
Prá$ca de Sáude Baseada em Evidências 
Dúvidas de Foreground: 
Diretrizes ou Guidelines
Sumários de Evidência 
ArLgos originais 
“Foreground”
• Terapêutica
• Diagnóstico
• Diferencial
• Danos
• Prognóstico
Onde Buscar?
Depende da minha dúvida!
● Quero uma diretriz que me diga o que fazer? 
● Essa diretriz existe?
● Quero um sumário de evidências
● Quero um artigo original por que não foi possível encontrar essa dúvida?
Onde Buscar?
Literatura primária: São os artigos originais publicados pelos autores nas revistas. 
Literatura Secundária: Avaliam e reúnem a literatura primária para dúvidas específicas 
da prática clínica. PARA DÚVIDAS NO QUOTIDIANO SÃO MELHORES OPÇÕES. 
Diretrizes e Guidelines, Revisões sistemáticas, Meta Análises
Onde Buscar
Pesquisa não avaliada: Pesquisas originais publicadas pelos autores nas revistas e que 
não foram avaliadas depois de publicadas
Pesquisa pré-avaliada: As bases de evidências pré-avaliadas contêm arLgos que 
apresentam um resumo, uma avaliação críLca e comentários sobre um arLgo de 
pesquisa original. Quando uLlizados de forma eficiente, os recursos de informação pré-
avaliadospodem economizar um tempo valioso, uma vez que as evidências 
idenLficadas através desses recursos já foram submeLdas a um processo de avaliação 
críLca. Os recursos pré-avaliados oferecem vários benedcios:
Onde Buscar
1.Eles possuem um processo de filtragem e seleção para que os artigos de pesquisa 
originais selecionados para serem avaliados tendam a ser estudos de maior qualidade 
que possam ter implicações de mudança de prática. Eles efetivamente separam o joio 
do trigo para seus leitores.
2.Eles avaliam criticamente os estudos identificados para destacar os pontos fortes e 
fracos metodológicos do estudo, ajudando os leitores a compreender as limitações no 
desenho do estudo e na generalização.
3.Eles incluem um comentário que coloca o estudo que está sendo avaliado no 
contexto da literatura mais ampla sobre o tema.
Por onde começar?
Diretrizes, Protocolos 
e Linhas de Cuidados 
Nacionais
Há também internacionais 
Mesmo com guidelines internacionais eu ainda posso usar os recursos de tradução dos computadores!
NICE/NHS/UK: https://www.evidence.nhs.uk/
https://www.evidence.nhs.uk/
Diretrizes ou Guidelines 
● Projeto Diretrizes Associação Médica Brasileira (https://amb.org.br/projeto-diretrizes/)
● Biblioteca de Guias de Prática do Sistema Nacional de Saúde Espanhol
(https://portal.guiasalud.es/)
● Associação Médica Canadense (CMA) (https://joulecma.ca/cpg/homepage)
● National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) – Reino Unido
(https://www.nice.org.uk/)
● Colégio Americano de Médicos (ACP) - EUA
(https://www.acponline.org/clinical-information/guidelines)
Diretrizes ou Guidelines PrevenKvos
● Caderno de Atenção Básica n 29 
● Força Tarefa dos Estados Unidos
(https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/)
● Força Tarefa Canadense
(https://canadiantaskforce.ca/)
Sumários de Evidência
SÃO OS MAIS UTILIZADOS NA PRÁTICA CLÍNICA
São organizados por tópicos de patologias e atualizados periodicamente. Apresentam também 
bulário de medicações. São adequados para a consulta rápida e busca de recomendações de 
condutas .
Sumários de Evidências
Hoje em dia há muitos aplicativos pagos que funcionam como “Sumário de Evidências” 
onde médicos quotidianamente tiram suas dúvidas sobre diagnóstico e tratamento.
 No entanto, aplicativos de mercado costumam não ser transparentes em relação à 
metodologia e aos conflitos de interesse. 
As sugestões de aplicativos apresentados anteriormente são melhores e mais 
transparentes. 
BMJ tem aplicativo com versão em Português.
Dynamed disponível atualmente de maneira gratuita para sócios da Sociedade 
Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
Sumário de Evidências 
Sumários de Evidência 
Exemplo de Sumário de Evidência
Exemplo de Sumário de Evidência
Portal Saúde Baseada em Evidências (em atualização) 
Como pesquisar ar-gos originais 
1 – Pergunta (PICO)
2 – Busca de evidências
3 – Qualidade da evidência 
4 – Aplicação da evidência 
5 – Análise do processo
Pergunta estruturada:
Pergunta
Pergunta:
1) Muito importante pensar na população do estudo e e vieses de seleção que podem 
modificar os desfechos. Muito importante também pensar se o meu paciente de 
fato se adequa à população do estudo que estou lendo
2) Intervenções podem ser diagnósLcas, terapêuLcas ou de seguimento. 
3) Para novas intervenções terapêuLcas o ideal é que se compare com o melhor 
tratamento já existente. Para ver se de fato é superior ao que já é feito e não com 
placebo.
4) O desfecho escolhido e a forma de avaliar o desfecho é o mais importante do 
estudo. 
Vamos ver exemplos de desfecho!
Desfechos
“Será que tomar zinco é bom para COVID?”
Construindo e avaliando desfechos para aplicar na práLca clínica:
Zinco reduz tempo de sintoma para COVID?
Zinco reduz intensidade de sintomas para COVID? (como foi medido?)
Zinco reduz internação por COVID?
Zinco reduz intubação por COVID?
Zinco reduz mortalidade por COVID?
Os pacientes que tomaram zinco tem menos mortalidade geral por todas as causas?
ALERTA: Desfechos orientados ao 
paciente
• Resultados de pesquisas com relevância clínica (hard 
outcome)
Ex.: Mortalidade, amputação, fratura, IAM, AVC, qualidade de 
vida, internação hospitalar
• Desfechos subs;tutos (surrogate outcome)
Ex.: biomarcadores (pressão arterial, glicemia, densidade óssea, 
LDL, TGL, PSA); Osteoporose
Desfechos
O ideal é que estudos trabalhem com qualidade de vida, mortalidade específica ou 
mortalidade geral. 
Estudos com desfechos intermediários (como resultados de exames laboratoriais) 
podem hiper esLmar benedcios
EX: Uma medicação pode reduzir colesterol, mas será que ela realmente reduz 
mortalidade por causas cardiovasculares?
Um exame pode fazer um diagnósLco mais cedo de câncer de próstata, mas será que 
isso realmente reduz a mortalidade por câncer de próstata? E a mortalidade como um 
todo desse grupo (grupo esse que morre mais de causas cardiovasculares)?
Treino de pergunta PICO
P- Mulheres acima de 40 anos
I – Realização de mamografia anual entre 40 e 50 anos e bianual acima de 50
C- Realização de mamografia bianual acima de 50 anos
O – Mortalidade geral. Mortalidade por Câncer de Mama. Incidência de diagnósLcos 
acima de estágio 1A
Vamos tentar formular um com uma dúvida de um aluno da turma!
Treino de pergunta PICO
P – Homens acima de 50 anos
I- Dosagem de PSA anual como rastreamento (pacientes assintomáLcos) de CA de 
próstata
C- Não realizar dosagem de rastreamento apenas dosagem diagnósLca em pacientes 
sintomáLcos.
O- Avaliação de mortalidade global nos dois grupos. Avaliação de mortalidade 
específica por câncer de próstata. Comparação da incidência de metástase nos dois 
grupos. 
Vamos tentar formular outra com uma dúvida de um aluno da turma!
Onde buscar arKgos Originais:
O Scielo é uma plataforma com muitos arLgos laLno-americanos!
Onde buscar artigos Originais?
A Organização Panamericana de Sáude tem uma grande plataforma!
Onde Buscar ArKgos Originais
Maior Plataforma (não necessariamente a mais úLl no dia a dia na ESF). Mas é 
excelente para pesquisa acadêmica.
Avaliação das Evidências 
Validade refere-se ao quão perto os resultados do estudo se assemelham à 
realidade dos eventos estudados. 
É impossível avaliar as evidências simplesmente como "válidas" ou "inválidas" 
com base, apenas, no desenho do estudo.
Trabalha-se com o conceito de Hierarquia
Os desenhos de estudo são avaliados e HIERAQUIZADOS 
Avaliação das Evidências 
● Uma abordagem consagrada e amplamente utilizada para tal é a GRADE (Grading of 
Recommendations Assessment, Development and Evaluation) 
https://www.gradeworkinggroup.org/
● Leva em consideração o desenho do estudo, a qualidade deste, a consistência e a exatidão
● Categoriza as recomendações em: faça, não faça, provavelmente faça, provavelmente não 
faça
Avaliação de recomendação 
Aplicação da evidência
Seu paciente é semelhante ao do estudo?
Contemplaram-se os valores e as expectativas do 
paciente?
A evidência se aplica ao seu paciente?
Avaliação de Diretrizes 
• Diretrizes baseadas apenas na opinião de especialistas podem padronizar o 
atendimento sem fornecer benefício e podem dificultar a obtenção de 
evidências melhores
• O conceito de que as Diretrizes de especialidades podem conter 
recomendações baseadas em evidências fortes, mas eventualmente 
também em evidências fracas é confuso para grande parte dos médicos (Ex 
rastreamento CA de próstata com dosagem de PSA e exame de toque retal)
• Quando a evidência é forte, devemos usá-la para padronizar a prática; 
quando é muito fraca, não há benefício para a padronização
Análise do processo 
Fizemos a pergunta correta? 
Encontramos a melhor evidência?
Fizemos avaliação crítica da validade e da utilidade da 
evidência encontrada?
Integramos a experiência à avaliação crítica e aplicamos os 
resultados na prática?au
to
-a
ná
lis
e
Referências
GUSSO, Gustavo; LOPES, José MC, DIAS, Lêda C, organizadores.Tratado de Medicina de 
Família e Comunidade: Princípios, Formação e PráLca. Porto Alegre: ARTMED, 
2019,2388p.
DUNCAN BB; SCHMIDT MI; GIUGLIANI ERJ; DUNCAN MS; GIUGLIANI C, organizadores. 
Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências. 4 ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2013
Alencar Neto, José Nunes de (org.).Manual de Medicina Baseada em Evidências / 
Organizador: José Nunes de Alencar Neto.– 1. ed.– Salvador, BA : Editora Sanar, 
2021.416 p.
InsLtuto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva.Detecção precoce do câncer / 
InsLtuto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Riode Janeiro : INCA, 2021.
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
PRÁTICAS 
INTEGRATIVAS NA APS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31º Ciclo do PMMB
• Conceituar Racionalidades Médicas
• Apresentar conceitos de Medicinas Tradicionais, Medicinas Alternativas,
Medicina Complementar e Medicina Integrativa
• Apresentar e discutir a Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares (PNPIC)
• Apresentar e discutir a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos
• Discutir os princípios de Fitoterapia, Medicina Tradicional Chinesa e
Mindfulness
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
RACIONALIDADES MÉDICAS 
SISTEMAS MÉDICOS COMPLEXOS
´ Há mais de uma rationale médica atuante na cultura atual, 
comportando mais de um paradigma em saúde.
´ Os diferentes grupos e indivíduos da sociedade civil fazem 
uso de distintas racionalidades terapêuticas, de acordo 
com atribuições de sentido e significados específicos, 
coerentes com situações específicas de saúde/doença.
PRESSUPOSTOS
MEDICINAS TRADICIONAIS
´ Definição
“É a soma total do conhecimento, habilidades e práticas baseadas 
nas teorias, crenças e experiências de diferentes culturas, explicáveis 
ou não, e usadas na manutenção da saúde, bem como na 
prevenção, diagnóstico, tratamento ou melhoria de doenças físicas 
e mentais”. (WHO, 2000) 
MEDICINAS ALTERNATIVAS
´ Definição
“Nos países onde o sistema de saúde dominante é baseado na 
medicina alopática ou onde a Medicina Tradicional não foi 
incorporada no sistema de saúde nacional, muitas vezes estas 
Medicinas são chamadas de ‘alternativas’” (WHO, 2002)
MEDICINA COMPLEMENTAR
´ Definição
“Medicina Complementar geralmente refere-se ao uso de uma
abordagem não-convencional em conjunto com a medicina
convencional.” (NCCAM, 2013)
MEDICINA INTEGRATIVA
´ Definição
“Medicina Integrativa está associada a uma mudança de
paradigma e, para exercê-la, é necessário reorientar as crenças,
práticas e experiências em relação à saúde.”(OTANI E BARROS, 2011).
MEDICINA INTEGRATIVA - CONTEXTO
´ Conceito foi criado a partir do ano 2000.
´ O termo Práticas Integrativas advém deste conceito.
MEDICINA INTEGRATIVA
PRINCÍPIOS QUE A DEFINEM
• Paciente e médico são parceiros no processo de cuidado e cura;
• Todos os fatores que influenciam a saúde, bem-estar e doença são levados em
consideração, incluindo a mente, o espírito e a comunidade, bem como o corpo;
• O uso adequado de ambos os métodos convencionais e tradicionais facilita a
resposta natural de cura do corpo;
• Intervenções naturais e menos invasivas eficazes devem ser usadas sempre que
possível;
MEDICINA INTEGRATIVA
PRINCÍPIOS QUE A DEFINEM
• Não rejeita a medicina convencional nem aceita acriticamente terapias
alternativas;
• Boa medicina é baseada em boa ciência, orientada para a investigação de novos
paradigmas;
• Juntamente com o conceito de tratamento, os conceitos mais amplos de
promoção da saúde e prevenção da doença são fundamentais, incluindo a
prevenção quaternária;
• Praticantes da medicina integrativa devem adotar os seus princípios e se
comprometerem à autoreflexão, ao autodesenvolvimento e ao autocuidado.
(WEIL, 2013)
POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES NO SUS (PNPIC)
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS 
(PNPIC)
• OMS - no final da década de 70 criou o 
Programa de Medicina Tradicional, objetivando 
a formulação de políticas na área e 
estimulando os estados membros a formularem 
e implementarem políticas públicas para uso 
racional e integrado das medicinas 
tradicionais, com foco na atenção primária.
Fonte: http://dab.saude.gov.br
Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares no SUS (PNPIC)
´ Brasil - legitimação e a institucionalização dessas abordagens através das Portarias 
Ministeriais nº 971 em 03 de maio de 2006, e nº 1.600, de 17 de julho de 2006.
Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares no SUS (PNPIC)
Objetivo:
´"Estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da
saúde por meio de tecnologias efetivas e seguras, com ênfase na escuta acolhedora,
no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na INTEGRAÇÃO do ser humano com o
meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas
abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-
doença e a promoção global do CUIDADO HUMANO, especialmente do
AUTOCUIDADO."
(Brasil, 2006)
Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares no SUS (PNPIC)
´ Objetiva aumentar a resolubilidade do SUS e ampliar o acesso às 
práticas integrativas e complementares em saúde (PICS), garantindo 
qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso.
Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares no SUS (PNPIC)
´ A PNPIC é transversal em suas ações no SUS e está presente em 
todos os níveis de atenção, prioritariamente na Atenção Primária à 
Saúde (APS).
Municípios com oferta de PICS 2019
´ Dados parciais obtidos para o ano de 2019:
´ PICS foram ofertadas em 17.335 serviços da Rede de Atenção à 
Saúde (RAS);
´ Distribuídos em 4.297 municípios (77%);
´ E em todas das capitais (100%).
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde
• São cada vez mais procuradas e apreciadas como formas legítimas de 
cuidado eficiente em saúde;
• São formas de cuidado que chamam a atenção pela integratividade 
com que lidam com a complexidade humana (em suas dinâmicas 
física, emocional, mental, social e espiritual) em uma prática 
sistematizada e coerente;
• Muitas pessoas já usam as PICS em suas vidas, mas boa parte não 
expõe isso aos profissionais de saúde a não ser que a pergunta seja 
feita ativamente.
Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares no SUS (PNPIC)
´ Fortalecimento dos princípios do SUS
´ Integralidade
´Atuação nos campos da prevenção de agravos e da promoção, 
manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de 
atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo.
´ Co-responsabilidade dos indivíduos pela sua saúde e auto-cuidado
´ Ampliação de ofertaPICS – registros dos atendimentos
• A realização das Práticas Integrativas e Complementares devem ser 
devidamente registrados nos instrumentais do Ministério da Saúde na 
APS, dos quais destacamos a Ficha de Atendimento Individual e a 
Ficha de Procedimento do eSUS-AB.
PICS – porque registrar nos atendimentos
Fitoterapia
• Terapêutica que utiliza os medicamentos cujos constituintes 
ativos são plantas ou derivados vegetais;
• Prática tradicional e milenar de cuidados em saúde;
• A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, foi 
constituída por decreto presidencial, em 17 de fevereiro de 
2005;
• Diversos estados no Brasil tem políticas estaduais de plantas 
medicinais e fitoterápicos.
Fitoterapia
• Segundo a PNPIC, as plantas medicinais podem ser oferecidas à população em uma ou 
mais das seguintes formas:
• In natura (planta fresca): coletada no momento do uso
• Seca (droga vegetal): planta medicinal (ou suas partes) que contenham substâncias ou 
classes de substâncias, responsáveis pela ação terapêutica, após processos de coleta, 
estabilização, quando aplicável, e secagem, podendo estar na forma íntegra, rasurada, 
triturada ou pulverizada;
• Fitoterápico manipulado: produzido por farmácia de manipulação
• Fitoterápico industrializado (medicamento fitoterápico): produzido pela indústria 
farmacêutica.
Aplicação Clínica da Fitoterapia da APS
• Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira e seus 
suplementos (BRASIL, 2011; 2018)
• Relação Nacional de Medicamentos (BRASIL,2017) 
• Memento Fitoterápico Farmacopeia Brasileira (BRASIL, 2016)
• Lista de Plantas Medicinais de Interesse do SUS (RENISUS)
Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME
Cynara scolymus L. (alcachofra) 
Família Asteracea 
• PARTE USADA: Folhas e brácteas frescas ou secas.
• INDICAC ̧ÃO TERAPÊUTICA: Dispepsia, flatulência, 
diure ́tico, coadjuvante no tratamento de 
dislipidemia leve a moderada.
• VIA DE ADMINISTRAC ̧ÃO: Oral. Acima de 12 anos. 
• CONTRAINDICAC ̧ÃO: Gestantes, nutrizes, doenc ̧as 
da vesícula biliar, hepatite grave, falência 
hepática e câncer hepático. 
• INTERAC ̧ÃO MEDICAMENTOSA: Medicamentos 
metabolizados pelas CYP3A4, CYP2B6 e CYP2D6, 
anticoagulantes, cumarínicos, diuréticos. 
• EFEITOS ADVERSOS: Diarreia e náuseas. 
Cynara scolymus L. (alcachofra) 
Família Asteracea 
Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME
Aloe vera (L.) Burm. f. (babosa) 
Família Xanthorrhoeaceae 
Aloe vera (L.) Burm. f. (babosa) 
Família Xanthorrhoeaceae 
• PARTE USADA: Gel incolor mucilaginoso de folhas frescas
• INDICAC ̧ÃO TERAPE ̂UTICA: Afecço ̃es pele, queimadura de 1o e 2o 
grau, hemorroidas, como cicatrizante.
• VIA DE ADMINISTRAC ̧ÃO: To ́pico. Adulto e infantil. 
Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME
Maytenus ilicifolia Mart. ex reissek (espinheira-santa) 
Família Celastraceae 
Maytenus ilicifolia Mart. ex reissek (espinheira-santa) 
Família Celastraceae 
• PARTE USADA: Folhas secas. 
• INDICAC ̧ÃO TERAPE ̂UTICA: Dispepsia, protetor da mucosa gástrica. 
• VIA DE ADMINISTRAC ̧ÃO: Oral. Acima de 12 anos. 
• CONTRAINDICAC ̧ÃO: Gestantes e na amamentação porque reduz o 
leite materno. 
• EFEITOS ADVERSOS: Náuseas, secura, gosto estranho na boca, náusea, 
tremor nas mãos e poliu ́ria e aumento do apetite com o uso do 
fitoterápico. 
Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME
Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME
Mikania sp. (guaco) 
Família Asteraceae 
Mikania sp. (guaco) 
Família Asteraceae 
• PARTE USADA: Folhas.
• INDICAÇÃO TERAPE ̂UTICA: Gripe, resfriado, bronquites e asma como 
expectorante. 
• VIA DE ADMINISTRAÇÃO: Oral. Acima de 2 anos. 
• OBSERVAÇÃO: Pode ser associada a poejo, alfavaca anisada, malvaric ̧o ou 
mil-em- ramas como expectorante. Evitar o uso prolongado pelo risco de 
hemorragia (até 100 dias), em suspeita de dengue. 
• INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: Anticoagulantes, pois as cumarinas podem 
potencializar seus efeitos e antagonizar o da vitamina K. 
• CONTRAINDICAÇÃO: Não utilizar em caso de tratamento com anti-
inflamatórios não esteroides, gestantes, hepatopatas. 
• EFEITOS ADVERSOS: Pode provocar vômitos e diarreia. 
Fitoterápicos reconhecidos pela RENAME
Fitoterapia
• Farma ́cia-Viva: Trata-se de um ente pu ́blico sob gestão estadual, 
municipal ou do Distrito Federal que deverá realizar todas as etapas, 
desde o cultivo, a coleta, o processamento, o armazenamento de 
plantas medicinais, a manipulação e a dispensação de preparaço ̃es 
magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos. Farmácia 
Viva fica vedada de comercializar plantas medicinais e fitoterápicos 
(BRASIL, 2010). 
• Hortos comunitários;
• Conhecer o uso tradicional nos territórios.
Medicina Tradicional Chinesa (MTC)
• Fundamentada em teoria taoísta sendo desenvolvida há 
mais de 5000 anos;
• Pensamento analógico: os movimentos da natureza 
também são expressados no corpo humano e nos 
processos fisiopatológicos;
• Saúde influenciada por fatores internos, como emoções 
(medo, raiva, alegria, apego, vontade) e por fatores 
externos, como mudanças climáticas (secura, umidade, 
calor, frio).
Medicina Tradicional Chinesa (MTC)
• As práticas em MTC visam interferir nestes fatores, influenciando 
positivamente na saúde do indivíduo.
• Fitoterapia chinesa
• Dietoterapia chinesa
• Acupuntura
• Moxabustão
• Ventosas
• Auriculoterapia
• Práticas corporais: Tai Chi Chan / Chi Kung
• Massoterapias: Tuiná / Shiatsu
Mindfulness
• Prática de meditação que tem se mostrado efetiva na prevenção e 
tratamento de condições de saúde crônicas.
• Principais componentes:
• Autorregulação da atenção intencionalmente ao que está acontecendo a cada 
momento
• Autorregulação da atenção enquanto qualidade mental caracterizada por uma 
atitude de abertura e curiosidade frente à experiência.
ATENÇÃO PLENA 
AO RESPIRAR
CAMINHADA COM 
ATENÇÃO PLENA 
ESCANEAMENTO 
CORPORAL
MOVIMENTOS COM 
ATENÇÃO PLENA 
Referências
• BRASIL. Ministério da Saúde, 2006. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.
• LUZ.T.M, Novos Saberes e Práticas em Saúde Coletiva, São Paulo, Editora Hucitec, 2003
• National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCAM), http://nccam.nih.gov/
• OTANI, Márcia Aparecida Padovan and BARROS, Nelson Filice de. A Medicina Integrativa e a construção 
de um novo modelo na saúde. Ciênc. saúde coletiva[online]. 2011, vol.16, n.3, pp. 1801-1811 2002–2005. 
Geneva; 2002
• SCOGNAMILLO-SZABÓ, M.V.R.; BECHARA, H. Acupuntura: bases científicas e aplicações. Ciência Rural, 
Santa Maria, v.31, n.6, p.1091-1099, 2001.
• Teixeira MZ. Homeopatia: ciência, filosofia e arte de curar. Rev Med (São Paulo). 2006 abr.- jun.;85(2):30-43.
• WEIL, A. 2013. http://integrativemedicine.arizona.edu/about/definition.html
• World Health Organization. General Guidelines for Methodologies on Research and Evaluation of Traditional 
Medicine. Geneva; 2000.
• BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formula ́rio de fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 
Brasilia: Anvisa, 2011. Disponivel em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/259456/Suplemento+FFFB. 
pdf/478d1f83-7a0d-48aa-9815-37dbc6b29f9a 
• BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Memento Terape ̂utico Fitotera ́pico, 2016. Brasi ́lia: Anvisa, 
2016. Disponi ́vel em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/2909630/Memento+Fitoterapico/ 
a80ec477-bb36-4ae0-b1d2-e2461217e06b 
http://integrativemedicine.arizona.edu/about/definition.html
Referências
• World Health Organization. WHO Traditional Medicine Strategy 2002–2005. Geneva; 2002
• YAMAMURA, YSAO. Acupuntura tradicional: A Arte de Inserir. 2 Ed. Ver. E ampl. São Paulo. Roca, 2001.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Práticas integrativas e 
complementares: plantas medicinais e fitoterapia na Atenção Básica/Ministério da Saúde. Secretaria deAtenção à Saúde. 
Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012. Disponível em
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/praticas_integrativas_complementares_plantas_medicinais_cab31.pdf. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Saúde da Família. Relatório de 
Monitoramento Nacional das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde nos Sistemas de Informação em Saúde. – 
Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
• DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 
2022. 
• GUSSO, G.; LOPES, J. M.C.; DIAS, L. C., organizadores. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e 
Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019, 2388 p.
• BRASIL. BVS APS Atença ̃o Prima ́ria a ̀ Saúde. Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. Que receitas de xarope caseiro com 
efeito expectorante podem ser recomendados para crianc ̧as menores de 1 ano? Núcleo de Telessaúde Sergipe, 09 mar. 2018. 
Disponível em: http://aps.bvs.br/aps/que-receitas-de-xarope-caseiro-com-efeito-expectorante-podem-ser-recomendadas-
para- criancas-menores-de-1-ano/ 
• BRASIL. Ministe ́rio da Saúde. Secretaria de Cie ̂ncia, Tecnologia e Insumos Estrate ́gicos. Departamento de Assiste ̂ncia 
Farmace ̂utica e Insumos Estrate ́gicos. Relac ̧a ̃o Nacional de Medicamentos Essenciais: RENAME 2017. 10. ed. rev. e atual. – 
Brasilia: Ministerio da Saude, 2017. Disponível em: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_rename_2017.pdf 
• Memento fitoterápico para pra ́tica clínica na AB [recurso eletrônico] / Universidade Federal de Santa Catarina, Núcleo 
Telessaúde Santa Catarina; organizado por: Gisele Damian Antonio Gouveia, Cesar Simionato. – Dados eletrônicos. – 
Florianópolis : CCS/UFSC, 2019. 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/praticas_integrativas_complementares_plantas_medicinais_cab31.pdf
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
PROMOÇÃO DA SAÚDE, 
INTERSETORIALIDADE E 
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Módulo de Acolhimento e Avaliação 
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Compreender dimensões da promoção à saúde
• Reconhecer a necessidade de ações intersetoriais na APS
• Apresentar a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS)
• Conhecer como funcionam os espaços interinstitucionais da participação 
social, como conselhos e conferências de saúde
• Conhecer e construir possibilidades de ações no território
A PNPS traz em sua base o conceito ampliado de saúde e 
o referencial teórico da promoção da saúde como um 
conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, no 
âmbito individual e coletivo, caracterizando-se pela 
articulação e cooperação intra e intersetorial, pela 
formação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), buscando 
articular suas ações com as demais redes de proteção 
social, com ampla participação e controle social. 
(Origem: PRT MS/GM 2.446/2014, Art. 2º)
O QUE É PROMOÇÃO DA SAÚDE?
COMO SE FAZ PROMOÇÃO DA 
SAÚDE NA APS? QUEM FAZ?
É de responsabilidade de toda a equipe da 
APS (incluindo MÉDICAS E MÉDICOS) a 
operacionalização de implementação das 
recomendações de ações de promoção, 
com foco na abordagem do cuidado 
individual, familiar e coletivo, sendo um rol 
de atividades que podem e devem ser 
inseridas na agenda dos profissionais.
Recomendações para a Operacionalização da Política Nacional de Promoção da Saúde na 
Atenção Primária à Saúde, Brasil. Ministério da Saúde, 2020.
COMO SE FAZ PROMOÇÃO DA 
SAÚDE NA APS? QUEM FAZ?
Considerando o âmbito do atendimento ao paciente e o 
aproveitamento de janelas de oportunidade para educação e 
promoção de saúde, a medicina centrada na pessoa 
cumpre o papel de responder a essas expectativas ao 
incorporar a perspectiva do paciente e torná-lo sujeito de 
sua própria saúde.
Rev Med Minas Gerais 2016; 26 (Supl 8): S216-S222
E PARA ALÉM DAS
“PALESTRAS” E SALAS DE ESPERA?
CONTANDO EXPERIÊNCIAS
USF IRMÃ DULCE - Santo
Antônio de Jesus (SAJ) BA
(RE)CONHECENDO O 
TERRITÓRIO E SUAS 
NECESSIDADES
Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas
USF IRMÃ DULCE - Santo Antônio de Jesus (SAJ) BA
Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas
MUTIRÃO DE COMBATE À DENGUE
GRUPO DE PESSOAS COM HAS/DM
REUNIÃO DE EQUIPE COM 
FILME DISPARADOR DE 
DISCUSSÃO
Cinema na USF Rádio Clube - SAJ (BA) Cuidando do cuidador - USF São 
Paulo - SAJ (BA)
Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas
USF NOVO HORIZONTE - Camaçari BA
GRUPO DE HOMENS
Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas
USF NOVO HORIZONTE - Camaçari BA
a brincadeira como ferramenta 
para o cuidado e o vínculo
● Ampliar acesso e dinamizar a 
agenda
● Oferecer um espaço lúdico
vínculo cuidador/bebê
● Reunião de equipe / conversas 
de bastidores
● Fluxo de acolhimento
● Ambientar o espaço (arrecadar
parceiros
brinquedos e tatames)
● Conversar com 
(NASF/Emulti)
● Apresentar a proposta ao público
Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas
Promoção da Saúde
Reafirma que a solução dos problemas de saúde não se esgota 
no uso de tecnologia médica ou na mudança de comportamentos 
individuais.
A Atenção Básica é um locus privilegiado, da vida cotidiana, para 
a promoção da saúde, onde se manifestam as articulações entre 
os processos biológicos e sociais e exige que todo o sistema 
seja reordenado a fim de favorecer tratamento equitativo e 
integral em rede.
A promoção da saúde possibilita 
ampliar a realidade e enxergar os 
processos estruturantes que 
mantêm situações depreciativas 
da saúde de indivíduos ou 
favorecem a sua superação.
Feira comunitária organizada na pandemia para enfrentamento da 
insegurança alimentar e promover saúde no bairro Irmã Dulce, Santo 
Antônio de Jesus-BA.
Objetivou organizar e implementar uma 
feira comunitária, conjuntamente entre 
comunidade e equipe de atenção primária, 
para auxiliar os moradores do bairro no 
acesso (geográfico e custeio) à alimentos 
saudáveis, fomentar a economia local e 
criar uma rede de apoio mútuo em 
tempos de pandemia.
Projeto de intervenção realizado num 
bairro periférico com vulnerabilidades, 
partindo da identificação do problema e 
delimitação de prazos e ações. Após definir 
o objeto, o plano de ação foi elaborado 
com equipe da APS, docentes e discentes 
de medicina e enfermagem e moradores 
interessados em comercializar ou trocar 
alimentos de agricultura familiar e produtos 
artesanais. Reuniões foram realizadas para 
definição do espaço e dia, levantamento 
dos produtos e estratégias de aquisição de 
barracasFotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas
RIBEIRO, Sabiny Pedreira; CARVALHO, Keline Santos de; SANTOS, Ilana Silva; SANTOS, Malena Silva 
dos;CERQUEIRA, Mailla Grasiele Lima Sales; JESUS, Joana Carvalho Ribeiro de
UM CASO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE
.
A 1ª feira ocorreu em 20/08/2021 com 6 
feirantes, na praça central do bairro. Para 
divulgação utilizou-se a rádio local, carro 
de som, rede social, cartazes no bairro e 
informes nas visitas e USF. Após a 1ª feira, 
realizou-se avaliação, sendo pactuada 
como espaço permanente, realizada
semanalmente às sextas-feiras e aberta à 
comunidade e novos feirantes dispostos a 
comercializar a preço justo. O grupo de 
feirantes consolidou-se como coletivo 
deliberativo e rede de apoio, atingindo 13 
feirantes.
Fotos gentilmente cedidas pelas respectivas equipes citadas
RIBEIRO, Sabiny Pedreira; CARVALHO, Keline Santos de; SANTOS, Ilana Silva; SANTOS, Malena Silva 
dos; CERQUEIRA, Mailla Grasiele Lima Sales; JESUS, Joana Carvalho Ribeiro de
https://proceedings.science/abrascao-2022/trabalhos/promocao-da-saude-e-mobilizaca o-
social-na-pandemia-de-covid-19-experiencia-da-or?lang=pt-br
A “Feira do Mutum” construiu-se
através da mobilização social para
saúde, possibilitando
alimentos saudáveis,
promover 
acesso à
fomento da 
formação
economia local e 
de redes de apoio.
Buscou-se, com ela, minimizar os 
impactos da pandemia do COVID-19, 
a exemplo da insegurança alimentar
e do isolamento social na
emcomunidade, atuando
determinantes sociais de saúde
inserindo-se, portanto, na concepção 
ampliada de saúde.
https://proceedings.science/abrascao-2022/trabalhos/promocao-da-saude-e-mobilizaca o-
social-na-pandemia-de-covid-19-experiencia-da-or?lang=pt-br
A saúde precisa se preparar para compreender, identificar e contribuir 
para a resolução de problemas complexos que são construídos a partir 
das contradições da sociedade moderna. Essas contradições mudaram 
o perfil de adoecimento (transição/sobreposição epidemiológica), 
imprimiram uma vida social desfavorável à alimentação adequada e 
saudável (transição alimentar e nutricional) e ao tempo livre (aumento 
da inatividade física), além de construir um perfil de mortalidade com 
forte presença de violência e acidentes, especialmente de trânsito, ao 
mesmo tempo em que fazem as pessoas viverem mais, mas não 
necessariamente melhor.
cîo/+iPEÆNcîiAs: /+is, EspAE'u/\is E /+iuNiL:iPAis
PNPS: OBJETIVO GERAL
Objetivo geral: Promover a equidade e a 
melhoria das condições e dos modos de 
viver, ampliando a potencialidade da saúde 
individual e coletiva e reduzindo 
vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes 
dos determinantes sociais, econômicos, 
políticos, culturais e ambientais.
Tem entre seus objetivos específicos:
Contribuir para a articulação de políticas públicas inter e intrasetoriais com 
as agendas nacionais e internacionais.
.
Estimular a promoção da saúde como parte da integralidade do cuidado na 
Rede de Atenção à Saúde, articulada às demais redes de proteção 
social.
Contribuir para a adoção de práticas sociais e de saúde centradas na 
equidade, na participação e no controle social, a fim de reduzir as 
desigualdades sistemáticas, injustas e evitáveis, respeitando as 
diferenças de classe social, de gênero, de orientação sexual e a identidade 
de gênero; entre gerações; étnico-raciais; culturais; territoriais; e relacionadas 
às pessoas com deficiências e necessidades especiais
A PNPS adota como princípios:
Motivados pelo desejo de mobilizar, os usuários de saúde mental, residentes na
comunidade do Garcia (salvador - Bahia) para construção de um projeto de
geração de renda desde outubro de 2017, a USF Garcia (Unidade de Saúde da
Família úrsula Catarina) em parceria com o CAPS UFBA Garcia (Centro de Atenção
Psicossocial) vem articulando oficina criativas em uma perspectiva de inserção 
social, com ideias que unem arte e empreendedorismo.
O coletivo tem o objetivo construir possibilidades de enfrentamento das
desigualdades sociais, apostando nas potencialidades de cada sujeito,
favorecendo a superação de estigmas e preconceitos e oportunizar recursos para 
os usuários participantes.
O grupo se encontra semanalmente 
no Centro Paroquial da Igreja Nossa 
Senhora de Lourdes, parceiro do 
projeto. Na "Oficina lluminarte" 
estamos trabalhando a técnica 
milenar de origami para a construção 
de produtos com design e 
funcionalidade. São luminárias, 
móbiles, caixas, esculturas de papel 
que vão deixar a decoração de seu 
ambiente mais moderno e atraente.
VENDAS EM EVENTO
IDA AO CINEMA JUNTO 
COM A EQUIPE DA USF
Formação e educação 
permanente
Alimentação adequada e 
saudável
Práticas corporais e 
atividades físicas
Enfrentamento ao uso 
do tabaco e de seus 
derivados:
Enfrentamento do uso 
abusivo de álcool e de 
outras drogas
Promoção do 
desenvolvimento 
sustentável
Promoção da mobilidade 
segura
PNPS,2014
Promoção da cultura da 
paz e dos direitos 
humanos
Temas 
prioritários
O desafio da intersetorialidade na 
Atenção Básica
A intersetorialidade proporciona a compreensão multidimensional 
e ampla da problemática acerca da atenção à saúde, resultando 
em intervenções de diversos setores, articulando diferentes 
práticas e saberes com o intuito de desenvolver ações produtivas 
e eficazes com finalidade de atingir resultados mais efetivos do 
que alcançaria a atuação isolada de qualquer um dos setores.
EDUCAÇÃO
ASSISTÊNCIA 
SOCIAL TRÂNSITO
AMBIENTE
SEGURANÇA
INTERSETORIALIDADE
A promoção da saúde pode ser o 
grande núcleo de convergência dos 
diversos setores, sejam 
governamentais, para
mudanças estruturais
ou não 
mirar 
que
impactem positivamente a vida de 
populações.
Ação intersetorial não significa juntar o 
que se faz separado. Não é soma. É uma 
relação dialética que cria algo pertencente 
a todos que o fizeram. Portanto, 
pressupõe, essencialmente, 
horizontalidade das relações, intercâmbios 
de conhecimentos e objetivos comuns
E NA PRÁTICA, O QUE POSSO FAZER NA APS?
A intersetorialidade é exercitada, por exemplo, em políticas ou 
programas que tratam de questões complexas, como a fome, a 
pobreza, as violências e os acidentes, as doenças crônicas não 
transmissíveis, as drogas, a evasão e o abandono escolar, entre 
outros.
Mayara Floss - MFC
Consultório na Rua - Salvador
Consultório na Rua - Salvador: 
INTERSETORIALIDADE
Reunião da rede para organização de evento https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/pop
-rua-em-movimento-realiza-escuta-com-mora
dores-de-rua-na-praca-campo-da-polvora/
Ação conjunta 
CnrR e DPE BA
https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/pop-rua-em-movimento-realiza-escuta-com-moradores-de-rua-na-praca-campo-da-polvora/
https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/pop-rua-em-movimento-realiza-escuta-com-moradores-de-rua-na-praca-campo-da-polvora/
https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/pop-rua-em-movimento-realiza-escuta-com-moradores-de-rua-na-praca-campo-da-polvora/
Consultório na Rua - Salvador 
INTRA e INTERSETORIALIDADE
visita a paciente internado em hospital
Atividade com 
estudantes universitários 
sobre CnR - Uneb
Natal com as crianças em situação de rua.
Ministério da Saúde, 2021.
Caderno de Promoção da Saúde de Adolescentes na Atenção Básica. Campinas, SP, 2019
Caderno de Promoção da Saúde de Adolescentes na Atenção Básica. Campinas, SP, 
2019
O Programa Saúde na Escola (PSE), política intersetorial da Saúde e da Educação, foi 
instituído em 2007 pelo Decreto Presidencial nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007. As 
políticas de saúde e educação voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da 
educação pública brasileira se unem para promover saúde e educação integral. A 
intersetorialidade das redes públicas de saúde e de educação e das demais redes sociais 
para o desenvolvimento das ações do PSE implica mais do que ofertas de serviçosnum 
mesmo território, pois deve propiciar a sustentabilidade das ações a partir da conformação 
de redes de corresponsabilidade. A articulação entre Escola e Atenção Primária à Saúde é 
a base do Programa Saúde na Escola. O PSE é uma estratégia de integração da saúde e 
educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas 
brasileira
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6286.htm
O Programa Academia da Saúde. lançado em 2011, é uma estratégia de promoção da 
saúde e produção do cuidado que funciona com a implantação de espaços públicos 
conhecidos como polos onde são ofertadas práticas de atividades físicas para população. 
Esses polos fazem parte da rede de Atenção Primária à Saúde e são dotados de 
infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados.
Foram concebidos como espaços voltados ao desenvolvimento de ações culturalmente 
inseridas e adaptadas aos territórios locais e que adotam como valores norteadores de 
suas atividades o desenvolvimento de autonomia, equidade, empoderamento, participação 
social, entre outros.
Academia da saúde Balneário Piçarras — Ministério da Saúde 
(www.gov.br)
Experiências Exitosas — Ministério da Saúde (www.gov.br)
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/academia-da-saude/experiencias-exitosas/aps-paginas-de-entrada-completas-em-construcao.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/academia-da-saude/experiencias-exitosas/aps-paginas-de-entrada-completas-em-construcao.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/academia-da-saude/experiencias-exitosas
CONTROLE SOCIAL
Como se organiza? Pra que serve?
(312) Qual a importância da Lei 8.142/90 para o SUS? - YouTube (7 min)
(312) Controle Social no SUS - YouTube (7 min)
(312) Conselho Nacional de Saúde - Como funciona o Controle Social? - YouTube
(4 min)
https://www.youtube.com/watch?v=sC8wzo_EHhU
https://www.youtube.com/watch?v=uFNjTZOT3ss
https://www.youtube.com/watch?v=83KldLoUxMw
PARTICIPAÇÃO POPULAR
USF PHOC 3 - Camaçari - BA
REUNIÃO MENSAL COM A COMUNIDADE PARA PLANEJAMENTO 
DE AÇÕES E DEMANDAS
PARTICIPAÇÃO POPULAR
USF PHOC 3 Camaçari - BA
A partir da escuta das
gestantes pelas profissionais 
da USF, durante o grupo, foi
possível ouvir relatos de
assistência ruim e violência 
obstétrica. O que gerou um 
incômodo nas MFCs a respeito
da contradição entre temáticas 
discutidas (humanização do 
parto, por exemplo) e a 
realidade vivenciada no 
município. O que mobilizou as 
trabalhadoras para fazer um 
movimento coletivo envolvendo 
controle social.
visita de vinculação na maternidade municipal
USF NOVO HORIZONTE - Camaçari BA
A partir de uma reunião na 
conferência municipal de
saúde, foi constituído o 
Fórum de Humanização do 
Parto e Nascimento, o qual 
elaborou carta à sociedade.
USF NOVO HORIZONTE - Camaçari BA
yQ @ II ró u 90-90_ '06 - 1 ju -.z02 —|—
Difundir e ampliar o conceito 
de promoção da 
saúde
Territoriafizar a PNPS
Fortalecer a Saúde em todas as PoLiticas
intersetorialidade)
@ ”esqu sar
Ampliar conceito de cuidado com foco
nas ações de promoção
o6
Fortalecer o monitoramento e avaliação 
das ações de promoção da saúde
J99?’.:
G0V.BR/ «.
e eo o
Fomentar a inclusão das ações de
promoção da saúde nos PRI
Abrir as práticas clinicas para as
promocionais
Fomento a pesquisa relacionada a 
operacionalização da PNPS nos territórios
31°C Pred ensolarado
p OR 1'i:16
pTB2 Z2/1O/2O23
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Doenças não Transmissíveis. 
Promoção da Saúde: aproximações ao tema: caderno 1 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, 
Departamento de Análise em Saúde e Doenças Não Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2021.
2. Atenção Primária à Saúde no Brasil [livro eletrônico]: conceitos, práticas e pesquisa / Maria Helena Magalhães de Mendonça et al. – 
Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2018.
3. Mendonça, Maria Helena Magalhães de; Matta, Gustavo Corrêa; Gondim, Roberta; Giovanella, Ligia. Atenção primária à saúde no 
Brasil: conceitos, práticas e pesquisa (Portuguese Edition) . SciELO - Editora FIOCRUZ. Edição do Kindle.
REFERÊNCIAS
4. 5.
SAIBA MAIS
Publicações para Promoção à Saúde — Ministério da Saúde (www.gov.br)
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude
Fortalecendo as ações de promoção da saúde no município
https://youtu.be/ot-ahOwlSDE?si=54gz3nnSlDrtEYTs
SUS e políticas públicas intersetoriais
https://www.youtube.com/watch?v=8od9QzT3_fI&t=335s
Ciênc. saúde coletiva. Vol.19, n.11. Rio de Janeiro. Nov. 2014.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1413-812320140011&lng=en&nrm=iso
Conselhos de Saúde: a responsabilidade do controle social democrático do SUS
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/conselhos_saude_responsabilidade_controle_2edicao.pdf
Vista do Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que é e o que fazer
https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1013/716
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude
https://youtu.be/ot-ahOwlSDE?si=54gz3nnSlDrtEYTs
https://www.youtube.com/watch?v=8od9QzT3_fI&t=335s
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1413-812320140011&lng=en&nrm=iso
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/conselhos_saude_responsabilidade_controle_2edicao.pdf
https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1013/716
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
REGISTROS MÉDICOS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Discutir e apresentar o registro médico no prontuário (uso do prontuário 
eletrônico – PEC / e-SUS APS)
• Discutir e apresentar os documentos comuns derivados do plano terapêutico 
(Receitas [comum, especial, A, B1, B2], Laudos, Atestados, Encaminhamentos)
• Discutir e apresentar documentos específicos (Declaração de Óbito e 
Comunicação de acidente de trabalho)
Por que registrar?
• Registro adequado no prontuário
• Contribui para a longitudinalidade e coordenação do cuidado
• Partilha de informações com o restante da equipe
• Documentos para o paciente com informação clara
• Melhor entendimento do paciente sobre o plano traçado
• Importância administrativa (atestados de saúde e outros)
• Esfera judiciária: proteção para profissional e paciente
Registro médico no prontuário
eSUS APS
Registros médicos e população LGBTQIA+
• Pergunte como a pessoa gostaria de ser chamada (Nome social e uso 
de pronomes)
• Respeite o nome social (tanto na comunicação verbal quanto nos 
registros em prontuário)
• Sinalize no prontuário o nome sociale a forma como a pessoa gosta 
de ser chamada
• O eSUS APS possui campo de nome social e de identidade de gênero
• Em prontuários de papel, sugerimos anotar na capa do prontuário
• Discuta com a equipe sobre o acolhimento das pessoas LGBTQIA+ na 
unidade de saúde e sobre o registro adequado no prontuário
Registro clínico orientado por problemas
• Método SOAP
• Subjetivo
• Objetivo
• Avaliação
• Plano
• Mais adaptado para o perfil 
de atendimentos da APS
• Utilizado no eSUS-APS
• Também recomendado 
para registros em 
prontuários de papel
Método SOAP
Coleta de informações
Subje&vo
Informações trazidas 
pelo paciente 
(impressões, receios, 
motivos para a 
consulta...)
Objetivo
Dados coletados 
durante a consulta 
(achados do exame 
físico, resultado de 
exames...)
Definição 
dos 
problemas
Avaliação
Definição de 
impressões 
diagnósticas e 
construção da lista de 
problemas
Pactuação 
de 
condutas
Plano
Plano terapêutico 
(exames solicitados, 
tratamentos 
prescritos, 
encaminhamentos)
SOAP
“Subjetivo” (S)
Nessa parte se anotam as informações recolhidas na entrevista clínica sobre o motivo da 
consulta ou o problema de saúde em questão. 
Inclui as impressões subjetivas do profissional de saúde e as expressadas pela pessoa que 
está sendo cuidada. 
Se tivermos como referencial o “método clínico centrado na pessoa” (MCCP), é nessa 
seção que exploramos a “experiência da doença” ou a “experiência do problema”, vivida 
pela própria pessoa, componente fundamental do MCCP.
“Objetivo” (O) Nessa parte se anotam os dados positivos (e negativos que se configurarem importantes) 
do exame físico e dos exames complementares, incluindo os laboratoriais disponíveis.
SOAP
“Avaliação”(A)
Após a coleta e o registro organizado dos dados e informações subjetivas (S) e objetivas 
(O), o profissional de saúde faz uma avaliação (A) mais precisa em relação ao problema, 
queixa ou necessidade de saúde, definindo-o e denominando-o. 
Nessa parte se poderá utilizar, se for o caso, algum sistema de classificação de problemas 
clínicos, por exemplo, o CIAP.
“Plano” (P)
A parte final da nota de evolução SOAP é o plano (P) de cuidados ou condutas que serão 
tomados em relação ao problema ou necessidade avaliada. 
De maneira geral, podem existir quatro tipos principais de planos:
1) Planos Diagnósticos: nos quais se planejam as provas diagnósticas necessárias para 
elucidação do problema, se for o caso;
2) Planos Terapêuticos: nos quais se registram as indicações terapêuticas planejadas para 
a resolução ou manejo do problema da pessoa: medicamentos, dietas, mudanças de 
hábitos, entre outras;
3) Planos de Seguimento: nos quais se expõem as estratégias de seguimento longitudinal 
e continuado da pessoa e do problema em questão;
4) Planos de Educação em Saúde: nos quais se registram brevemente as informações e 
orientações apresentadas e negociadas com a pessoa, em relação ao problema em 
questão.
SOAP no eSUS APS – Avaliação
• Na construção da lista de 
problemas pode ser usado 
tanto CID10 quanto CIAP2
• CIAP2: Classificação 
Internacional de Atenção 
Primária - 2ª edição
• Frequentemente mais útil 
que o CID10 para o 
trabalho na APS, já que foi 
construído para incluir 
problemas indefinidos
SOAP no eSUS APS – Plano
• Registro dos planos pactuados
• Criação dos documentos necessários para o plano
DOCUMENTOS GERADOS A 
PARTIR DO PLANO 
TERAPÊUTICO DO PACIENTE
Receitas médicas
Tipos de receita existentes no Brasil
• Receita simples
• Receita de controle especial
• Receita [po A (Amarela)
• Receita [po B1 e B2 (Azul)
Lista de medicamentos por tipo de receita
• No Brasil, as substâncias sujeitas a controles especial estão 
descritas na Portaria 344/98. A Anvisa atualiza periodicamente 
o anexo da Portaria, com as inclusões/alterações nas 
substâncias controladas.
• https://www.gov.br/anvisa/pt-
br/assuntos/medicamentos/controlados/lista-substancias
http://antigo.anvisa.gov.br/legislacao
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/controlados/lista-substancias
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/controlados/lista-substancias
Receituários médicos
Receita Simples:
• Validade por 30 dias
• Pode ser válido por até 6 meses de tratamento no 
caso do registro na receita de uso contínuo
Prescrição de antimicrobianos:
• Duas vias
• Receita com validade de 10 dias
Fulano Beltrano
Uso oral
1. Amoxicilina 500mg – 21 comprimidos
Tomar um comprimido a cada 8 horas por 7 dias
2. Dipirona 500mg – 20 comprimidos
Tomar dois comprimidos a cada 6 horas em caso de dor 
ou febre
15/10/2023
Carimbo 
médico
Fulano Beltrano
Uso oral
1. Enalapril 10mg – 120 comprimidos
Tomar um comprimido a cada 12 horas todos os dias
Uso subcutâneo
2. Insulina NPH 10UI/mL – 01 frasco
Aplicar 20 unidades às 21:00 todos os dias
15/10/2023
Carimbo 
médico
Uso Contínuo
Formato de receita simples no eSUS-APS
Receituário de Controle Especial ou C
• Validade: 30 dias em todo o território nacional
• Emi[r em duas vias sempre
• quan[dade permi[da: 05 ampolas para 
injetáveis, e quan[dade correspondente a 60 
dias de tratamento para outras formas 
farmacêu[cas.
• Máximo 3 (três) substâncias ou medicamentos
• Exemplos: an[convulsivantes, an[depressivos
Preenchido 
pelo paciente
Dados do
médico
Preenchido na 
farmácia
Fulano Beltrano
Rua X, 123, Bairro Cruzeiro, Rio de Janeiro
1. Fluoxetina 20mg – 60 comprimidos
Tomar 2 comp. de manhã todos os dias
Carimbo 
médico
Receituário de controle azul ou B
• B1 (psicotrópicos): vale por 30 dias 
após a data da prescrição
• Exemplo: benzodiazepínicos
• B2 (anorexígenos): 30 dias após 
prescrição; 30 dias de tratamento
• Exemplo: Sibutramina
• Muito pouco usada na APS
• Validade apenas no Estado!
Receituário de controle amarelo ou A
• Tem 30 dias de validade após a 
prescrição (todo território nacional)
• Mais utilizadas na APS para prescrição 
de opioides fortes em pacientes em 
cuidados paliativos
• Uso para medicamentos de alto poder 
de dependência
• Exemplos: morfina, fentanil, 
oxicodona, metilfenidato (ritalina)
Clonazepam
01 frasco
2.5mg/mL
10 gotas à noite
Fulano Beltrano
Rua X, 123, Bairro tal, cidadeCarimbo 
médico
Preenchido 
pelo paciente
Preenchido na 
farmácia
15 10 23
Carimbo 
médico
Preenchido 
pelo paciente
Preenchido na 
farmácia
15 10 23
Morfina
50 cápsulas
1 cápsula 10mg
a cada 12 horasFulano Beltrano
Rua X, 123, Bairro tal, cidade
Algumas questões importantes
• Lembrar que, no Brasil, não é raro encontrar pacientes com dificuldade de 
ler e compreender as receitas
• Algumas unidades de saúde montam fluxos específicos em suas farmácias 
(duas vias, renovação de prescrição, etc)
• A renovação de receitas é um fator importante a ser organizado no 
processo de trabalho, visto que é um moWvo muito frequente de consulta
Código de Ética Médica
Capítulo III - Responsabilidade Profissional
• É VEDADO AO MÉDICO:
• Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem 
a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de 
Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de 
receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos.
Atestado médico
• Tipos de Atestados Médico:
• 1. Declaração de Óbito (D.O)
• 2. Atestado por Doença
• 3. Atestado para Repouso à Gestante (120 dias)
• 4. Atestado por Acidente de Trabalho
• 5. Atestado para Fins de Interdição
• 6. Atestado de Aptidão Física
• 7. Atestado de Sanidade Física e Mental
• 8. Atestado para Amamentação
• 9. Atestado de Comparecimento
CUIDADO COM 
ATESTADOS 
RETROATIVOS
Atestado médico
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002
• Art. 1º O atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo 
seu fornecimento direito inalienável do paciente, não podendo 
importar em qualquer majoração de honorários.
Atestado médico
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002
• Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrarem ficha 
própria e/ou prontuário médico os dados dos exames e tratamentos 
realizados, de maneira que possa atender às pesquisas de 
informações dos médicos peritos das empresas ou dos órgãos 
públicos da Previdência Social e da Justiça.
Atestado médico
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002
• Art. 5º Os médicos somente podem fornecer atestados com o 
diagnóstico codificado ou não quando por justa causa, exercício de 
dever legal, solicitação do próprio paciente ou de seu representante 
legal.
Atestado médico
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002
• Parágrafo único: No caso da solicitação de colocação de diagnóstico, 
codificado ou não, ser feita pelo próprio paciente ou seu 
representante legal, esta concordância deverá estar expressa no 
atestado.
Atestado de afastamento por doença
• Até 15 dias de afastamento � empregador responsável por manter o 
pagamento de salário
• Mais de 15 dias de afastamento � Afastamento pelo INSS, que 
agenda perícia e se responsabiliza por definir a aptidão do 
trabalhador para retorno ao trabalho
Fulano Beltrano
000.000.000-00 01/01/2001
Atesto, para fins trabalhistas, que o Sr. Fulano 
Beltrano deve ser afastado de suas atividades 
laborais pelo período de 5 dias a partir de 
hoje.
CID10: J45
Autorizo a divulgação do CID10 acima.
_____________________________
Assinatura do paciente
Carimbo 
médico
Apenas quando 
solicitado pelo 
paciente
Apenas quando 
o CID10 estiver 
no atestado
15 10 23
Encaminhamentos
• A guia de encaminhamento é um 
documento de comunicação entre a APS 
(coordenadora do cuidado do paciente) e 
os demais pontos da rede de atenção à 
saúde
• Deve ter informação suficiente para que o 
outro profissional entenda:
• O motivo do encaminhamento
• A história do paciente (pertinente ao 
encaminhamento)
• O que o médico de referência espera 
do outro profissional
OUTROS DOCUMENTOS
Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT
Preenchimento da CAT:
• Responsabilidade do empregador
• Caso o empregador não preencha, deve ser preenchido por médico assistente 
• Não necessita necessariamente de afastamento do trabalho
• Caráter epidemiológico, social e trabalhista
• Estabilidade de 12 meses após retorno ao trabalho
Declaração de Óbito – DO
Capítulo X - Documentos Médicos
• É VEDADO AO MÉDICO:
• Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente , 
ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no 
último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em 
caso de necropsia e verificação médico legal
Declaração de Óbito – DO
Capítulo X - Documentos Médicos
• É VEDADO AO MÉDICO:
• Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando 
assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta
DESTINO DE CADA VIA DA D.O.
1ª via (BRANCA) – Encaminhada à 
Secretaria Municipal de Saúde ou Secretaria 
de Estado de Saúde do Distrito Federal 
2ª via (AMARELA) – Entregue ao 
representante/familiar da pessoa falecida 
para ser utilizada para obtenção da Certidão 
de Óbito junto ao Cartório de Registro Civil
3ª via (ROSA) – Encaminhada à Secretaria 
Municipal de Saúde ou Secretaria de Estado 
de Saúde do Distrito Federal
Declaração de Óbito – DO
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico:
• Preencher os dados de identificação com base em um documento da 
pessoa falecida. Na ausência de documento, caberá, à autoridade 
policial, proceder o reconhecimento do cadáver.
• Registrar os dados na DO, sempre com letra legível e sem abreviações 
ou rasuras.
Declaração de Óbito – DO
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico:
• Registrar as causas da morte, obedecendo ao disposto nas regras 
internacionais, anotando, preferencialmente, apenas um diagnóstico 
por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte.
• Revisar se todos os campos estão preenchidos corretamente, antes 
de assinar.
Declaração de Óbito – DO
O QUE NÃO SE DEVE FAZER:
• Assinar DO em branco.
• Preencher a DO sem examinar o corpo e constatar a morte
• Preencher a DO quando há sinais de morte violenta 
Declaração de Óbito – DO
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico:
O QUE NÃO SE DEVE FAZER:
• Utilizar termos vagos para o registro das causas de morte como parada 
cardíaca, parada cardiorrespiratória ou falência de múltiplos órgãos
• Cobrar pela emissão da DO
Bloco V – Condições e causas do óbito
Apenas se óbito de 
mulher em idade fértil
Diz respeito a todo o 
curso da doença, não 
ao momento do óbito
Causa imediata
Doença que provocou a causa “a”
Doença que provocou a causa “b”
Doença que provocou a causa “c”
Doenças que contribuíram para o óbito, 
mas não estão diretamente ligadas à ele
Parte I
Começar da causa imediata 
(linha a) e adicionar as causas 
antecedentes, que levaram a 
ela, nas linhas abaixo. Não é 
necessário preencher todas as 
linhas
Parte II
Pode ser deixada em branco 
caso não haja outras condições 
significativas que contribuíram 
para o óbito
DECLARAÇÃO DE ÓBITO
EXEMPLOS DE PREENCHIMENTO DO BLOCO V
Declaração de óbito – exemplo 1
Você trabalha já há alguns anos numa equipe de saúde da família e ao longo desse tempo 
acompanha o Sra. Maria Beltrano, de 75 anos, portadora de HAS e hipotireoidismo. O 
hipotireoidismo de Maria foi diagnosticado por você há 3 anos e sempre esteve bem 
controlado. Ela tem HAS há pelo menos 20 anos, de difícil controle. Nos últimos dois anos 
evoluiu com dores precordiais recorrentes, sendo diagnosticada com doença arterial 
coronariana.
Hoje você foi procurado pela família de Maria, contando que ela faleceu em casa. No início 
da tarde Maria se queixou aos filhos de dores no peito por quase uma hora, avisou que iria 
se deitar para descansar e não levantou mais. Você fez uma visita na casa de Maria, onde 
constatou o óbito e não encontrou nenhum sinal de causas violentas de morte.
Declaração de óbito – exemplo 1
Infarto agudo do miocárdio
Doença arterial coronariana
Hipertensão arterial sistêmica
Hipotiroidismo
X X
1 hora
2 anos
20 anos
3 anos
Declaração de óbito – exemplo 2
Paciente diabético, deu entrada no pronto socorro às 10h com história de vômitos 
sanguinolentos desde às 06 da manhã. Desde às 08h com tonturas e desmaios. Ao 
exame físico, descorado +++/4+ e PA de 0 mmHg. A família conta que paciente é 
portador de esquistossomose mansônica há 5 anos e que 2 anos atrás esteve 
internado com vômitos de sangue e recebeu alta com diagnóstico de varizes de 
esôfago, após exame endoscópico. Às 12h apresentou parada cardiorrespiratória e 
teve óbito verificado pelo médico plantonista, após o insucesso das manobras de 
reanimação.
Atestados médicos
Casos clínicos para discussão
Caso 1
Mario Alberto, 42 anos, chega ao 
consultório solicitando um atestado 
médico para poder receber a pensão 
de sua mãe, Dona Marta. Mario 
informa que Dona Marta 
recentemente sofreu um AVC, 
estando, no momento, restrita ao 
domicílio, apresentando dificuldades 
para ir até o banco receber seu 
beneUcio.
• Esse atestado deve ser feito pelo 
médico da ESF?
• É necessário fazer uma consulta 
com Dona Marta antes de fazer o 
atestado? Como você organizaria 
essa consulta?
• Como você redigiria esse atestado? 
Caso 2
Marlene, 28 anos, procura 
atendimento com seu filho João 
Pedro, de 8 anos, para solicitar um 
atestado médico que o autorize a 
realizar as aulas de educação física 
na escola.
• Esse atestado deve ser feito pelo 
médico da ESF?
• É necessário fazer uma consulta 
com João Pedro antes de fazer o 
atestado? O que seria necessário 
fazer nessa consulta?
Caso 3
Kelly, gestante de 28 semanas, 
comparece a consulta de pré-natal 
acompanhada do marido Joel. Ao 
final da consulta, Kelly solicita um 
atestado médico para Joel, uma 
vez que ele faltou ao trabalho 
para acompanhar o atendimento 
do pré-natal
• Como você conduziria a situação?
• É adequado fazer o atestado de Joel?
• Como estimular a participação do/aparceiro/a no acompanhamento pré-
natal de gestantes considerando que 
as consultas geralmente acontecem 
em horário comercial?
Curso da UNASUS
• Curso: Documentos Médicos (Universidade de Brasília)
• Os conteúdos trazem a revisão da regulamentação ético-legal de prontuários 
médicos, incluindo o registro médico orientado por problemas e método SOAP, 
prescrição de fármacos, atestados, laudos e declarações em geral. Especial atenção 
foi dada ao preenchimento da Declaração de Óbito. A última unidade do módulo 
orienta sobre as solicitações de referência para serviços de atenção especializada e 
apresentando, também, particularidades da regulação médica.
• Link: https://www.unasus.gov.br/cursos/curso/45513
https://www.unasus.gov.br/cursos/curso/45513
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• MADRUGA, CMD; SOUZA, ESMS. Manual de orientações básicas para prescrição médica. 2ed. 
rev. ampl. Brasília: CRM-PB/CFM, 2011.
• CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 1658 de 19/12/2002. Normatiza a emissão 
de atestados médicos, e dá outras providências. Disponível em: 
 <https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658> 
• BRASIL. Estratégia e-SUS Atenção Primária. Disponível em: <https://sisaps.saude.gov.br/esus/>.
• BRASIL. O que é Prontuário Eletrônico do Cidadão? Disponível em: 
<https://aps.saude.gov.br/noticia/2300>.
 
https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658
https://sisaps.saude.gov.br/esus/
https://aps.saude.gov.br/noticia/2300
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Registrar Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT. Disponível em: <https://www.gov.br/pt-
br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat>.
• BRASIL. Ministério da Saúde. A declaração de óbito: documento necessário e importante. 3 ed. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2009.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Declaração de Óbito: manual de instruções para preenchimento. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2022.
https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat
https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
RENAME E OS 
PRINCIPAIS GRUPOS DE 
MEDICAMENTOS NA APS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Apresentar o que é a RENAME
• Discutir os marcos legais da assistência farmacêutica do SUS
• Discutir a RENAME e seus componentes
• Discutir o Formulário Terapêutico Nacional
• Apresentar como consultar a RENAME
• Apresentar o conteúdo da RENAME
O que é RENAME?
• Relação Nacional de Medicamentos Essenciais
• Importante instrumento orientador do uso de medicamentos e 
insumos no SUS
• Apresenta os medicamentos oferecidos em todos os níveis de 
atenção e nas linhas de cuidado do SUS, proporcionando 
transparência nas informações sobre o acesso aos 
medicamentos da rede
RENAME
RELAÇÃO
NACIONAL DE
MEDICAMENTOS
Decreto Nº. 7508 de 28 de 
junho de 2011:
“a Rename compreende a 
seleção e a padronização de 
medicamentos indicados para 
atendimento de doenças ou de 
agravos no âmbito do SUS” 
“a cada dois anos, o Ministério 
da Saúde consolidará e 
publicará as atualizações da 
Rename”
A assistência farmacêutica no SUS
Política Nacional de Medicamentos (Portaria GM/MS nº 3.916, 
de 30 de outubro de 1998)
“O Ministério da Saúde estabelecerá mecanismos que permitam 
a contínua atualização da Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais (Rename), imprescindível instrumento de ação do 
SUS, na medida em que contempla um elenco de produtos 
necessários ao tratamento e controle da maioria das 
patologias prevalentes no País.”
A assistência farmacêutica no SUS
Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 338, de 6 de maio 
de 2004 à Aprova a Política Nacional de Assistência 
Farmacêutica 
Corrobora a “utilização da Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais (Rename), atualizada periodicamente como 
instrumento racionalizador das ações no âmbito da 
Assistência Farmacêutica”. 
Atualizada a cada 2 anos 
1. Relação Nacional de Medicamentos do 
Componente Básico da Assistência 
Farmacêutica.
2. Relação Nacional de Medicamentos do 
Componente Estratégico da 
Assistência Farmacêutica.
3. Relação Nacional de Medicamentos do 
Componente Especializado da 
Assistência Farmacêutica.
4. Relação Nacional de Insumos.
5. Relação Nacional de Medicamentos 
de Uso Hospitalar.
Portaria GM/MS n.º 3.435, de 8 de dezembro de 
2021
RENAME 2022
Componente Básico da RENAME
• Financiamento tripartite:
• União, estados e municípios transferem os recursos e as secretarias 
municipais de saúde ficam responsáveis pela compra e distribuição 
desses medicamentos. 
É de responsabilidade dos municípios a compra e a 
dispensação.
Componente Básico da RENAME
Exceção: aquisição e distribuição pelo MS 
• Clindamicina 300 mg para tratamento de hidradenite supurativa 
moderada;
• Insulina NPH e insulina regular e
• itens que compõem o Programa Saúde da Mulher: contraceptivos 
orais e injetáveis, misoprostol, dispositivo intrauterino (DIU) e 
diafragma.
Componente Básico da RENAME
Os medicamentos desse componente são voltados para os 
principais agravos e programas de saúde da Atenção 
Básica.
Componente Estratégico da RENAME
• Financiados, adquiridos e distribuídos de forma 
centralizada, pelo Ministério da Saúde
• Aos demais entes da federação cabe o recebimento, o 
armazenamento e a distribuição dos medicamentos e 
insumos dos programas considerados estratégicos para 
atendimento do SUS. 
Componente Estratégico da RENAME
• Destina-se agravos com potencial de impacto endêmico e às 
condições de saúde caracterizadas como doenças 
negligenciadas, que estão correlacionadas com a 
precariedade das condições socioeconômicas de um nicho 
específico da sociedade. 
Componente Estratégico da RENAME
• Condições endêmicas, potencialmente graves ou 
doenças infecciosas relacionadas à vulnerabilidade 
social: tuberculose, hanseníase, malária, leishmanioses, 
doença de Chagas, meningites, esquistossomose, 
filariose, toxoplasmose, hepatites, dengue, etc
Componente Estratégico da RENAME
• Também garante o fornecimento dos insumos e medicamentos 
destinados ao controle do tabagismo, à influenza, à 
prevenção ao vírus sincicial respiratório, à intoxicação por 
cianeto, à alimentação e nutrição, à hepatite, aos 
hemocomponentes, a coagulopatias e hemoglobinopatias, 
às imunoglobulinas, à IST/aids, às vacinas e aos soros.
Componente Especializado da RENAME
• São medicamentos que estão contemplados nos Protocolos 
Clínicos de Diretrizes Terapêuticas (PCDT)
• Foco no tratamento de condições crônicas de maior 
complexidade ou custo de tratamento
“...estratégiade acesso a medicamentos para doenças crônico-
degenerativas, inclusive doenças raras, (...) busca da garantia da 
integralidade do tratamento medicamentoso, em nível 
ambulatorial...”
Componente Especializado da RENAME
Subdividido em grupos
• Grupo 1: financiamento pelo MS
• 1A: financiamento e aquisição centralizada no MS, que distribui para 
as secretarias de estado
• 1B: financiamento pelo MS e aquisição pelas Secretarias de Estados
• Grupo 2: financiamento, aquisição e distribuição pelas 
Secretarias de Estado
• Grupo 3: aquisição e distribuição pelas Secretarias 
Municipais
Componente Especializado da RENAME
Um breve resumo:
https://www.youtube.com/watch?v=aPFZjtZaa0U 
https://www.youtube.com/watch?v=aPFZjtZaa0U
Relação nacional de Insumos e relação 
nacional de medicamentos de uso hospitalar
• Insumos: contempla produtos para a área de saúde, 
relacionados aos programas do Ministério. Ex: preservativos, 
DIU, seringas, etc
• Medicamentos de uso hospitalar: descritos em tabelas 
específicas acessadas pelo SIGTAP, financiados no âmbito da 
média e da alta complexidade
Formulário Terapêutico Nacional
• Documento orientador para o uso dos medicamentos, juntamente 
com os PCDT publicados pelo MS
• Contém informações científicas e com base em evidências 
• São apresentadas indicações terapêuticas, contraindicações, 
precauções, efeitos adversos, interações, esquemas de 
administração, orientação ao paciente, formas farmacêuticas e 
apresentações disponíveis, entre outras informações.
Formulário Terapêutico Nacional
Objetivo
• auxiliar profissionais de saúde e gestores para a seleção, a 
prescrição, a dispensação e o uso dos medicamentos e 
insumos indispensáveis e adequados às condições clínicas 
mais prevalentes. 
Formulário Terapêutico Nacional
Ferramenta rápida e objetiva para consulta de 
informações sobre medicamentos pelos profissionais 
de saúde, permitindo a melhoria do cuidado ao 
paciente e a promoção do uso racional de 
medicamentos.
Formulário Terapêutico Nacional
• acessível também para os usuários 
do SUS
• alinhada com a Rename 2022
• Possível consultar as informações por 
meio do aplicativo MedSUS, são 
disponibilizados vídeos orientativos 
sobre temas selecionados
Como consultar a RENAME?
• índice remissivo à busca pelo nome do fármaco em sua forma 
base ou por sua denominação derivada (sais, ésteres e outros)
• Apêndice A à os itens são apresentados de acordo com o Sistema 
de Classificação Anatômica Terapêutica Química (orientação da 
OMS)
• Apêndice B à cinco anexos, com descrição do grupo de 
financiamento da Assistência Farmacêutica ao qual pertencem
Como consultar a RENAME?
• Apêndice B à cinco anexos, com descrição do grupo de 
financiamento da Assistência Farmacêutica ao qual pertencem
• I – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Básico da 
Assistência Farmacêutica.
• II – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da 
Assistência Farmacêutica.
• III – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Especializado da 
Assistência Farmacêutica.
• IV – Relação Nacional de Insumos.
• V – Relação Nacional de Medicamentos de Uso Hospitalar
Como consultar a RENAME?
• No site do MS:
 https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/relacao-
nacional-de-medicamentos-essenciais 
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/relacao-nacional-de-medicamentos-essenciais
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/relacao-nacional-de-medicamentos-essenciais
Como consultar a RENAME?
• No site das Secretarias de Estado:
 
Apêndice A – 
classificação e 
código ATC 
Apêndice A – 
classificação e 
código ATC 
Apêndice B – 
RENAME por 
anexos
O que mais tem na RENAME?
• Classificação AWaRe à OMS à define os agentes 
antimicrobianos em três categorias – Access, Watch, Reserve 
(“AWaRe”)
• Tradução na RENAME: Acesso, Alerta e Reservado
• visa combater o desenvolvimento da resistência a 
medicamentos
Classificação de AWaRe
• grupo 1 (“acesso”) à primeira ou segunda linha na escolha de tratamentos para 
infecções comuns, apresentando a característica de serem amplamente 
acessíveis.
• grupo 2 (“alerta”) à medicamentos destinados apenas a um grupo específico de 
pacientes com doenças e síndromes bem definidas, devendo sua utilização ser 
monitorada continuamente.
• grupo 3 (“reservado”), à antibióticos que devem ser utilizados como último 
recurso para tratar infecções bacterianas resistentes a múltiplos medicamentos.
Recapitulando
• RENAME: Relação Nacional de Medicamentos Essenciais
• Padronização das medicações fornecidas pelo SUS à uso racional e lista 
orientadora
• OMS 1ª lista padronizada em 1978 à Brasil desde 1964, em 1975 passa 
a se chamar RENAME
• Política Pública para garantir a eficiência e a racionalidade do sistema
• Apresenta as responsabilidades de financiamento da Assistência 
Farmacêutica entre os entes (União, estados e municípios)
Recapitulando
• Relação dos medicamentos oferecidos em todos os níveis de atenção e 
nas linhas de cuidado do SUS, proporcionando transparência nas 
informações sobre o acesso aos medicamentos do SUS
• Atualização a cada 2 anos à grande desafio para os gestores do SUS, 
diante da complexidade das necessidades de saúde da população, da 
velocidade da incorporação tecnológica e dos diferentes modelos de 
organização e financiamento do sistema de saúde
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia, 
Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Departamento de 
Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. – Brasília : 
Ministério da Saúde, 2022. 181 p. : il. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-
br/composicao/sectics/daf/rename/20210367-rename-2022_final.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_2022.pdf%20ISBN%20978-65-5993-140-8
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_2022.pdf%20ISBN%20978-65-5993-140-8
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO
EDUCAÇÃO PERMANENTE 
NO PMMB
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
31° Ciclo do PMMB
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Conceituar Educação Permanente em Saúde e apresentar a Política Nacional de 
Educação Permanente em Saúde
• Apresentar e discutir as Ofertas Educacionais para o PMMB
• Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes
• Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Básica
• UNA-SUS
• AVASUS
• Supervisão Acadêmica do PMMB
• Portal Saúde Baseada em Evidência
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
• A denominação Educação Permanente em Saúde surge em meados 
da década de 1980.
• Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Organização 
Pan Americana de Saúde (OPAS).• A OPAS cria uma diferenciação entre os termos educação permanente 
e educação continuada, considerando a última mais reducionista.
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
• Na Constituição Federal (Artigo 200): 
“ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos 
termos da lei, ordenar a formação de recursos humanos na área da 
saúde”.
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
• Na Reforma Sanitária Brasileira: 
• A formação profissional passou a ser reconhecida como fator 
essencial para o processo de consolidação.
EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
• A Secretaria de Gestão de Trabalho e da Educação em Saúde 
(SGTES/2003) assumiu a responsabilidade de formular políticas 
orientadoras da gestão, formação, qualificação e regulação dos 
trabalhadores da saúde no Brasil.
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
PERMANENTE EM SAÚDE
• A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) deve 
considerar as especificidades regionais, a superação das desigualdades 
regionais, as necessidades de formação e desenvolvimento para o trabalho 
em saúde e a capacidade já instalada de oferta institucional de ações 
formais de educação na saúde. 
(Portaria 1.996/2007)
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
PERMANENTE EM SAÚDE
• A implantação desta Política, implica em trabalho articulado entre o 
sistema de saúde (em suas várias esferas de gestão) e as instituições 
de ensino.
• A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho, onde o 
aprender e o ensinar se incorporam ao quotidiano das organizações e 
ao trabalho.
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
PERMANENTE EM SAÚDE
• A PNEPS rompe com o conceito de sistema verticalizado para 
trabalhar com a ideia de rede, de um conjunto articulado de serviços 
básicos, ambulatórios de especialidades e hospitais gerais e 
especializados, assegurando adequado acolhimento e 
responsabilização pelos problemas de saúde das pessoas e das 
populações.
O QUE É EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE?
https://www.youtube.com/watch?v=HFexKOLjqZk
https://www.youtube.com/watch?v=HFexKOLjqZk
OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB
Portaria Interministerial 604 de 16 de maio de 2023
• O Projeto Mais Médicos para o Brasil tem a finalidade de aperfeiçoar 
médicos na Atenção Primária à Saúde, em regiões prioritárias para o SUS, 
mediante cursos de aperfeiçoamento ou de pós-graduação lato ou stricto 
sensu, ofertados por instituições de ensino e pesquisa, contanto com 
componente assistencial pautado na integração ensino-serviço.
OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB
Lei nº 14.621, de 14 de julho de 2023
• Institui a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde no 
âmbito do Programa Mais Médicos.
OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB
• Carga horária semanal destinada para estudo: 08 horas
• Atividades acadêmicas:
• Cursos de Especialização lato sensu (em Saúde da Família e em Saúde 
Indígena)
• Cursos de Especialização stricto sensu (mestrado profissional e 
doutorado)
• Eixo Aperfeiçoamento e Extensão
PROGRAMA
NACIONAL TELESSAÚDE BRASIL REDES
• Possibilita o fortalecimento e a melhoria da qualidade do atendimento da 
Atenção Básica no SUS, integrando Educação Permanente em Saúde (EPS) e 
apoio assistencial por meio de ferramentas e tecnologias da informação e 
comunicação (TIC).
• É constituído por Núcleos Estaduais, Intermunicipais e Regional, que 
desenvolvem e ofertam serviços específicos para profissionais e 
trabalhados do SUS.
TELECONSULTORIA
• Esclarecimento de dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e 
questões relativas ao processo de trabalho no formato de pergunta e 
resposta entre profissionais de saúde.
• Funciona de duas maneiras: síncrona - realizada em tempo real, 
geralmente por chat, webconferência, videoconferência ou serviço 
telefônico; assíncrona - realizada por meio de mensagens offline que 
devem ser respondidas em até 72 h.
SEGUNDA OPINIÃO FORMATIVA
• Resposta sistematizada, construída com base em revisão bibliográfica, 
evidências científicas e clínicas a perguntas originadas das 
teleconsultorias.
• As melhores teleconsultorias são selecionadas a partir de critérios de 
relevância e pertinência em relação às diretrizes do SUS e publicadas 
no Portal BVSAPS (http://aps.bvs.br).
TELE-EDUCAÇÃO
• Atividades educacionais à distância por meio de tecnologias de 
informação e comunicação para apoiar a qualificação de estudantes, 
profissionais e trabalhadores da área da saúde.
OFERTA NACIONAL DE TELEDIAGNÓSTICO
• Ampliação da oferta de Telediagnóstico no país, possibilitando a 
realização de exames com emissão de laudo a distância, diminuindo 
custos com deslocamento de pacientes, aumentando a resolubilidade 
da Atenção Básica e, ainda, aumentando a oferta em especialidades.
https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/
https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/
https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/
https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/
https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/
https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/
Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção 
Primária à Saúde (BVS APS)
• Prover amplo acesso ao conhecimento científico e técnico atualizado, 
relevante e aplicável para APS no âmbito do SUS, para apoiar as 
atividades de teleconsultoria, telediagnóstico e tele-educação 
realizadas no âmbito do Programa Nacional de Telessaúde Brasil 
Redes.
Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção 
Primária à Saúde (BVS APS)
• Ampliar a visibilidade da coleção de Segunda Opinião Formativa (SOF) 
e promover o seu acesso e uso para além do Programa Nacional 
Telessaúde Brasil Redes.
http://aps.bvs.br
Sistema Universidade Aberta do SUS 
(UNA-SUS)
• O Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) foi criado em 2010 
para atender às necessidades de capacitação e educação permanente 
dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).
https://www.unasus.gov.br/
Sistema Universidade Aberta do SUS 
(UNA-SUS)
• Além da Rede UNA-SUS, o Sistema é composto pelo Acervo de 
Recursos Educacionais em Saúde (ARES), repositório digital público, 
no qual são disponibilizados materiais, tecnologias e experiências 
educacionais de livre acesso pela internet.
• Considerado hoje o maior acervo digital em saúde da América Latina.
https://ares.unasus.gov.br/acervo/
Sistema Universidade Aberta do SUS 
(UNA-SUS)
• Outro componente do Sistema é a Plataforma Arouca, um banco de 
dados nacional do SUS, sob responsabilidade da UNA-SUS/Fiocruz, 
que concentra todos os dados dos cursos e suas ofertas.
• Além disso, é um sistema de informação que concentra o histórico 
educacional e profissional daqueles que atuam na área da saúde, 
funcionando como um cadastro único do profissional no UNA-SUS.
https://www.unasus.gov.br/cursos/plataforma_arouca
AVASUS
• O AVASUS é o ambiente virtual de aprendizagem do Sistema Único de 
Saúde, uma plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde, em 
parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 
• Tem o objetivo de promover a educação para a saúde.
AVASUS
• Oferece cursos online gratuitos livres e abertos à comunidade, com 
foco na qualificação de enfermeiros, médicos, agentes comunitários, 
auxiliares de enfermagem entre outros profissionais que trabalham 
no SUS.
https://avasus.ufrn.br/
Portal Saúde Baseada em Evidências
• O Ministério da Saúde, em parceria com a OPAS/OMS, oferta a todos 
os profissionais de saúde do Brasil, bases de dados científicas para 
auxiliá-los na tomada de decisão clínica e de gestão.
https://psbe.ufrn.br/
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB
• É um dos eixos educacionais do PMMB, responsável pelo 
fortalecimento da política de educação permanente, por meio da 
integração ensino-serviço no componente assistencial da formação 
dos médicos participantes do Projeto.
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB
Objetiva o fortalecimento:
• Da educação permanente em saúde.
• Da integração ensino-serviço.
• Da atenção básica.
• Da formação de profissionais nasredes de atenção à saúde.
• Da articulação dos eixos educacionais do PMMB.
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB
Integram a Supervisão Acadêmica do PMMB:
• O Médico Participante
• O Supervisor Acadêmico
• O Tutor Acadêmico
• O Gestor Municipal
• O Coordenador do DSEI
• O Ministério da Educação por meio da SESU/DDES
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB
Espaços de Educação Permanente (EP) na Supervisão Acadêmica do PMMB
• Encontro de educação permanente para qualificação da supervisão 
acadêmica
• Encontro de supervisão locorregional
• Supervisão periódica.
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente 
em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento? Brasília: 
Ministério da Saúde, 2018.
• BRASIL. Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. Disponível em: 
<https://aps.bvs.br/programa-nacional-telessaude-brasil-redes/>.
• BRASIL. BVS Atenção Primária em Saúde. Disponível em: 
<https://aps.bvs.br/> 
https://aps.bvs.br/programa-nacional-telessaude-brasil-redes/
https://aps.bvs.br/
REFERÊNCIAS UTILIZADAS
• BRASIL. UNASUS. Disponível em: <https://www.unasus.gov.br/>.
• BRASIL. AVASUS. Disponível em: <https://avasus.ufrn.br/>.
• BRASIL. Supervisão Acadêmica. Disponível em: <https://www.gov.br/mec/pt-
br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-
superior/supervisaoacademica>.
• BRASIL. Portal Saúde Baseada em Evidências. Disponível em: 
<https://psbe.ufrn.br/>.
https://www.unasus.gov.br/
https://avasus.ufrn.br/
https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica
https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica
https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica
https://psbe.ufrn.br/
OBRIGADO(A)!
COORDENAÇÃO GERAL
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
NILSON MASSAKAZU ANDO
POLO SÃO PAULO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
GUSTAVO EMANUEL FARIAS GONÇALVES
MARIANA TOMASI SCARDUA
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARIZÉLIA GOIS MONTEIRO
DANIEL DE MEDEIROS GONZAGA
APOIO INSTITUCIONAL DO MEC
MÁRCIA CRISTINA NÉSPOLI ANDO
JONAS NERIS FILHO
POLO SALVADOR
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
MARINA ABREU CORRADI CRUZ
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CLARISSA SANTOS LAGES
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
JOÃO PEREIRA DE LIMA NETO
POLO BELO HORIZONTE
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
CAMILA ZAMBAN DE MIRANDA
FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS
SUBCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
JULIANA MACHADO DE CARVALHO
AUGUSTO CEZAR DAL CHIAVÓN
APOIO INTITUCIONAL DO MEC
LILIAN PATRÍCIA SILVA DE SOUZA
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CAMILO SOBREIRA DE SANTANA
SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR
DENISE PIRES DE CARVALHO
DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
GISELE VIANA PIRES
COORDENADOR GERAL DE EXPANSÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES
REFERÊNCIAS CENTRAIS DO MEC/PMMB
ANA LUÍSA DOS SANTOS AZEVEDO
ANA LUIZA FEITOZA NEVES SANTOS COSTA
GABRIELA CARVALHO DA ROCHA
HUMBERTO BATISTA BORGES DA SILVEIRA
LEONARDO SOUSA ARAÚJO
LUCAS DE SOUZA PORFIRIO
MAÉZIA MARIA MEDEIROS COSTA MIGUEL
TATIANA RIBEIRO

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