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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CPA 20 
 
 
 
 Prof. Brito 
 CEL - 62 99632 9118 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 Pag 
1 Economia, Finanças e Estatísca 3 
2 Renda Variável, Renda Fixa, Derivativos, Oferta Pública 19 
3 Gestão de Risco 54 
4 Fundos de Investimentos 69 
5 Tributação 98 
6 Previdência 109 
7 Finanças Comportamentais 117 
8 Lavagem de Dinheiro 121 
9 Sistema Financeiro Nacional 128 
10 Planejamento Financeiro 134 
11 Compliance e Ética 140 
12 Código Anbima 145 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ECONOMIA 
FINANÇAS 
ESTATÍSTICA 
 
4 
 
1. Indicadores Econômicos 
 
Definição – Representam essencialmente dados e/ou informações das diferentes variáveis e fenômenos, 
componentes de um sistema econômico de um país, região ou estado. São fundamentais tanto para propiciar 
uma melhor compreensão da situação presente e o delineamento das tendências de curto prazo da economia, 
quanto para subsidiar o processo de tomada de decisões estratégicas dos agentes públicos (governo) e privados 
(empresas e consumidores). 
 
1.1 PIB 
 Produto Interno Bruto, calculado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é o conjunto da 
produção final de bens e serviços realizada em território nacional independente da nacionalidade dos agentes 
econômicos, num determinado período de tempo. Desta forma, a produção realizada, por exemplo, pela General 
Motors (empresa americana) no Brasil, faz parte do PIB Brasileiro. Por outro lado, toda a riqueza gerada no exterior 
pela Petrobras, empresa brasileira, será considerado PIB do país onde estará sendo gerada esta riqueza. 
 
Algumas regras para cálculo do PIB 
 
Valor adicionado ou agregado: Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da 
conta todos os bens de consumo intermediário. Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, 
quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB. 
Tome por exemplo a fabricação de um carro; em relação à montadora de veículos será considerado apenas o que 
ela adicionou para sua fabricação, caso contrário o aço, por exemplo, seria considerado duas vezes para efeito 
de PIB. Quanto à economia informal a partir das últimas mudanças metodológicas, anunciadas em 2007, percebe-
se que o IBGE vem fazendo um grande esforço para considerar esta importante parte da economia nacional nos 
cálculos oficiais do PIB. 
 
A fórmula clássica para expressar o PIB é a seguinte: 
 
PIB= C + I + G + X – M 
 
Sendo: 
 
C = consumo privado 
 I= total de investimentos realizados 
G = gastos governamentais 
X = volume de exportações 
M = volume de importações 
 
• Consumo: refere-se a todos os bens e serviços comprados pelas famílias e divide-se em três subcategorias: 
bens não duráveis, bens duráveis e serviços. 
• Investimentos: consiste nos bens adquiridos para uso futuro. Essa categoria divide-se em duas 
subcategorias: investimento fixo das empresas (formação bruta de capital fixo) e variação de estoques. 
• Despesas de Governo: são os bens ou serviços adquiridos pelos governo federal, estadual ou municipal. 
• Exportações: refere-se ao volume de produtos, bens e serviços vendidos ao exterior. 
• Importações: refere-se ao volume de produtos, bens e serviços comprados do exterior. 
 
1.2 Índices de Inflação 
 
1.2.1 IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 
 
• Conceito e Finalidade: Calculado mensalmente pelo IBGE – Instituto Brasileiro de geografia e Estatística, o 
IPCA é o índice utilizado pelo Banco Central do Brasil para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no 
sistema de metas de inflação, adotado a partir de julho de 1999, para o balizamento da política monetária. 
 
• Público-alvo de Análise: famílias com rendimentos mensais de 1 a 40 salários mínimos. 
5 
 
 
• Variáveis investigadas: os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para pagamento à 
vista. A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e 
concessionárias de serviços públicos. 
 
• Metodologia do IPCA: os índices são calculados para cada região, através do cálculo da média aritmética 
simples de preços do produto que, comparadas em dois meses consecutivos, resultam no relativo das médias. A 
variável de ponderação do IPCA é o rendimento total urbano (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – 
PNAD/96). 
 
• Periodicidade: Mensal, o período de coleta do IPCA estende-se, em geral, do dia 01 a 30 do mês de 
referência. 
 
1.2.2 IGPM – Índice Geral de Preços de Mercado 
 
• Conceito e Finalidade: Calculado mensalmente pela FGV – Fundação Getúlio Vargas é o índice mais 
utilizado para a correção de contratos de aluguel e como indexador de algumas tarifas como energia elétrica. 
 
• Público-alvo da Análise: Indicador com ampla cobertura que, além de refletir a evolução de preços de 
atividades produtivas, também representam o movimento das operações de comercialização no atacado, no varejo 
e na construção civil. 
 
• Composição: é composto pela média ponderada do IPA (60%), IPC (30%) e INCC (10%). 
 
• Metodologia: os pesos convencionados representam a importância relativa de cada um desses índices no 
cômputo da despesa interna bruta. 
 
• Periodicidade: de 21 do mês anterior ao dia 20 do mês em referência. 
 
• Divulgação: no último dia útil do mês de referência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.3 Taxa de Câmbio – PTAX 
• O IGP-M corrige a NTN-C Nota do Tesouro Nacional série C. 
• É benchmark dos Fundos IGP-M e alguns Fundos Multi-índice 
• Composto por IPA (60%), IPC (30%) e INCC (10%) 
• Calculado e divulgado pela FGV – Fundação Getúlio Vargas. 
IPC – Índice de Preços ao Consumidor 
Medir o movimento médio de preços, mensal, 
de determinado conjunto de bens e serviços no 
mercado varejista, de abrangência nacional, 
com pesquisa de preços realizada nos principais 
centros consumidores do país, pesquisando 
famílias com renda de 1ª 33 salários mínimos. 
 
INCC – Índice Nacional de Custo de 
Construção 
Mede o ritmo evolutivo dos preços dos 
materiais de construção, serviços e mão-de-
obra, relativos a construção civil. Sua 
abrangência é nacional, com pesquisa de 
preços realizada em doze capitais. 
 
IPA- Índice de Preços por Atacado 
Mede o movimento médio no atacado 
de preços em todas as capitais 
brasileiras. 
6 
 
 
A taxa de câmbio é o preço da moeda estrangeira expressa em moeda local. 
No caso de moedas de livre curso internacional, seus preços são determinados em boa medida pela relação entre 
oferta e procura no mercado global. Assim, o valor do dólar em relação ao euro ou ao iene reflete movimentos de 
oferta e procura em escala internacional e não apenas a procura por ienes ou euros nos mercados norte-
americanos. 
 
A PTAX é a cotação oficial de todas as moedas estrangeiras e é calculada diariamente pelo Banco Central, 
através da média ponderada das negociações destas moedas. 
 
Características da 
Cobertura 
São publicados dados sobre: 
1. A taxa de câmbio de referência do dólar dos Estados Unidos, conhecida no mercado 
como a taxa PTAX, que corresponde à média aritmética das taxas obtidas em quatro 
consultas diárias aos dealers de câmbio. 
2. As paridades diárias do real em relação a 132 moedas, ouro e unidades de conta deorganizações internacionais, inclusive DESs. As paridades são calculadas com base nos 
preços das moedas em relação ao dólar dos Estados Unidos cotado pelas agências 
Bloomberg ou Reuters, e a taxa PTAX do dólar dos Estados Unidos. 
São publicadas as taxas de compra e venda do dólar pronto. 
Periodicidade Diária para a taxa PTAX. 
Tempestividade Logo após a divulgação do boletim intermediário de 13h. 
 
 
1.4 Taxa SELIC 
 
Conceito: Representa a taxa de juros básica, ou de curto prazo, da economia brasileira. 
 
Taxa SELIC – Meta 
 
O Comitê de Política Monetária (COPOM) estabelece a meta para a taxa Selic com base na previsão de inflação 
ajustada para o exercício. E, tem a prerrogativa de fixar um viés de taxa de juros (de elevação ou de redução), 
que autoriza o Banco Central alterar esta meta, na direção do viés, sempre que julgar necessário. 
 
Taxa SELIC – Over 
 
Também conhecida como taxa overnight do Sistema Especial de liquidação e Custódia (SELIC), expressa na 
forma anual, base 252 dias úteis, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um 
dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no sistema SELIC. 
 
1.5 Taxa DI – Depósito Interfinanceiro 
 
Taxa média ponderada das operações realizadas entre instituições financeiras pelo prazo de um dia, com lastro 
em emissão do CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro, que é um título privado. 
São excluídas da média apurada eventuais operações que tenham sido realizadas entre instituições do mesmo 
grupo. 
É divulgada em % ao ano, considerando ano base de 252 dias. 
Liquidação da operação acontece em D+0 e registrada no sistema B3 
7 
 
 
1.6 Taxa Referencial de Juros 
Foi criada com a intenção de ser uma taxa básica que daria referência para o mercado sendo utilizada atualmente 
com indexador de vários investimentos e contratos com o SFH – Sistema Financeiro da Habilitação e do FGTS – 
Fundo de Garantia por tempo de serviço. 
 
TR = TBF X REDUTOR 
 
TBF – TAXA BASICA FINANCEIRA- Calculo baseado nas LTN 
 
 
1.7 Política Monetária 
 
1. Regime de metas para a inflação? 
O regime de metas para a inflação é um regime monetário no qual o banco Central se compromete a atuar de 
forma a garantir que a inflação observada esteja em linha com uma meta pré-estabelecida, anunciada 
publicamente. 
1.7.1 Instrumentos de Política Monetária 
Política Monetária é a atuação de autoridades monetárias sobre a quantidade de moeda em circulação, de 
créditos e das taxas de juros controlando a liquidez global do sistema econômico. Para tanto, dispõe de três 
instrumentos básicos. 
a) Compra e Venda de Títulos Públicos – Open Market 
O mercado aberto funciona com base numa rede nacional de negociadores de títulos federais. Semanalmente, o 
Tesouro Nacional emite títulos, cujo montante, é leiloado pelo Banco Central do Brasil às instituições financeiras 
participantes do sistema financeiro nacional. O mercado aberto permite ao Banco Central: 
✓ adequar continuamente o volume dos meios de pagamento às necessidades da economia, atuando no curto 
prazo com títulos de efeito quase- moeda; 
✓ regular a taxa de juros praticada pelos agentes econômicos. 
 
b) Redesconto 
É uma concessão de assistência financeira do Banco Central do Brasil a instituições do Sistema Financeiro 
Nacional na forma de empréstimo de liquidez destinados a atender eventuais problemas de liquidez, de natureza 
circunstancial e de curto prazo. O mercado interbancário pode realizar operações para suprir suas necessidades 
normais através do CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro. A utilização do redesconto da autoridade 
monetária se restringe aos casos mais graves ou a valores que o sistema não pode auto-financiar. 
O redesconto tem um caráter punitivo já que opera com taxa de juros mais altas que as praticadas pelo mercado. 
Os efeitos do redesconto se fazem sentir no médio prazo já que os bancos que estão utilizando essa assistência 
financeira procuram reformular suas posições em busca do equilíbrio na liquidez. 
 
c) Depósito Compulsório 
Trata-se de um recolhimento feito pela rede bancária de determinado percentual sobre seus depósitos à vista e/ou 
a prazo, de acordo com a política estabelecida pelo Banco Central do Brasil. 
O recolhimento é feito em moeda ou em títulos federais da dívida pública. 
A política de reservas compulsórias afeta indistintamente todos os bancos e reflete diretamente na quantidade de 
dinheiro de cada banco que pode ofertar ao mercado via operações de crédito. É considerado um instrumento de 
política monetária de longo prazo. 
 
 
 
 
 
 
8 
 
Efeito no 
mercado 
Instrumento Finalidade 
Curto 
prazo 
Open Market Controle diário da liquidez do sistema financeiro 
Médio 
prazo 
Redesconto Empréstimos de liquidez 
Longo 
prazo 
Reserva 
Compulsória 
Conter a expansão do crédito 
 
 
 
Política Monetária Restritiva Efeito na Taxa 
de Juros 
Open 
Market 
BACEN vende títulos públicos – retira 
dinheiro – contração dos meios de 
pagamento e da liquidez da economia. 
 
 
 
 Redesconto Prazo reduzido e taxa de juros do 
empréstimo elevada – causa redução na 
liquidez do sistema. 
Compulsório O governo eleva o percentual exigido de 
reserva compulsória – reduz o efeito 
multiplicador e, conseqüentemente, a 
liquidez da economia. 
 
 
 
 
Política Monetária Expansiva Efeito na Taxa 
de Juros 
Open 
Market 
BACEN compra títulos públicos – coloca 
dinheiro – expansão dos meios de 
pagamento e da liquidez da economia. 
 
 
 
 
 
Redesconto Prazo ampliado e taxa de juros do 
empréstimo reduzida – efeito positivo na 
liquidez do sistema. 
Compulsório O governo reduz o percentual exigido de 
reserva compulsória – aumenta o efeito 
multiplicador e, conseqüentemente, a 
liquidez da economia. 
 
 
1.8 COPOM – Comitê de Política Monetária 
 
1. O que é o COPOM e porque foi criado? 
O Comitê de Política Monetária, ou Copom, é o órgão decisório da política monetária do Banco Central do Brasil, 
responsável por estabelecer a meta para a taxa Selic e seu eventual viés. O comitê foi criado em junho de 1996 
com o objetivo de estabelecer um ritual adequado ao processo decisório de política monetária e aprimorar sua 
transparência. 
 
2. Quais são seus objetivos? 
No atual regime de metas para a inflação, o principal objetivo da política monetária implementada pelo Copom é 
o alcance das metas de inflação estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 
Se, em um determinado ano, a inflação ultrapassar a meta estabelecida pelo CMN, o presidente do Banco Central 
deverá encaminhar uma Carta Aberta ao ministro da Fazenda, explicando as razões do não cumprimento da meta, 
bem como as medidas necessárias para trazer a inflação de volta à trajetória predefinida e o tempo esperado para 
que essas medidas surtam efeito. 
 
3. Quem são seus membros? 
O Copom é composto pelos membros da Diretoria Colegiada do Banco Central, incluindo seu Presidente que tem 
direito ao voto decisório em caso de empate na decisão da política monetária. 
9 
 
 
4. Quando acontecem suas reuniões? 
As reuniões ordinárias do Copom eram mensais até 2005. Em 2006, essas reuniões passaram a acontecer oito 
vezes ao ano, aproximadamente a cada seis semanas, e continuam ocupar dois dias. A primeira seção começa 
na tarde de terça-feira, e a reunião é concluída, normalmente, no fim da tarde do dia seguinte. 
O Copom pode se reunir extraordinariamente, convocado pelo presidente do Banco Central, em função de 
alterações inesperadas do cenário macroeconômico. 
 
5. O que é o viés de taxa de juros? 
O Copom pode estabelecer viés de taxa de juros (de elevação ou redução), prerrogativa que autoriza o presidente 
do Banco Central a alterar a meta para a taxa Selic na direção do viés a qualquer momento entre as reuniões 
regulares do Copom. O viés é utilizado, normalmente, quando alguma mudança significativa na conjunturaeconômica for esperada. 
 
1.9 Política Fiscal 
 
Política Fiscal é a administração das receitas (tributos) e dos gastos do governo e afetará diretamente o nível de 
demanda na economia, influenciando a renda, consumo e poupança dos indivíduos. Portanto, será sempre 
implementada em consonância com a Política Monetária. 
 
Qual a diferença entre as duas, política monetária e fiscal? 
 
A política monetária é implementada pelo Banco Central enquanto as decisões de política fiscal são 
implementadas pelo governo federal. Entretanto ambas podem ser usadas para influenciar a performance da 
economia no curto prazo. 
 
Financiamento do Setor Público x Dívida Pública 
 
Defini-se dívida pública como sendo a dívida contraída pelo governo com entidades ou pessoas da sociedade 
para: 
 
• financiar parte de seus gastos que não são cobertos com a arrecadação de impostos; ou 
• alcançar alguns objetivos de gestão econômica, tais como controlar o nível de atividade, o crédito e o 
consumo ou, ainda, para captar recursos no exterior. 
Superávit primário, Déficit primário, Déficit nominal e Necessidade de financiamento do setor público 
O orçamento da União, assim como dos estados e dos municípios, é dividido em receitas e despesas. E as receitas 
e despesas se subdividem em operacionais e financeiras. Quando as despesas operacionais superam as receitas 
operacionais, surge o déficit primário. O contrário é o superávit primário. 
O déficit total inclui, além do resultado operacional, os gastos com juros, amortizações e a correção da dívida 
pública. É também chamado de déficit nominal. 
1.10 Política Cambial 
 
1.10.1 Regime Cambial 
Regime de Câmbio Fixo 
A fixação da taxa de câmbio é responsabilidade das autoridades monetárias – e não do mercado; 
O Banco Central precisa dispor de reservas internacionais para intervir no mercado de câmbio e com isso garantir 
a manutenção da paridade fixa. 
Ela visa principalmente o controle de preços e inflação, barateando a entrada de produtos importados para fazer 
concorrência aos nacionais ou até mesmo suprir demandas eventuais. 
10 
 
 Regime de Câmbio Flutuante 
A taxa de câmbio é determinada, exclusivamente, através da operação das forças de mercado. 
Este regime visa basicamente o equilíbrio das contas externas, onde o mercado, baseado na necessidade ou no 
excesso de divisas do país, é quem determina o nível adequado da taxa de câmbio. 
Conhecido por trazer um nível maior de volatilidade à taxa de câmbio utilizada nas transações internacionais. 
Regime de Flutuação “Suja” 
No Memorando de Política Econômica enviado ao Fundo Monetário Internacional em 1999 o Banco Central 
justifica eventuais intervenções no mercado para manter o câmbio próximo a um nível considerado de equilíbrio. 
O estabelecimento, em julho de 1999, da política de metas inflacionárias, juntamente com a avaliação, pelo Banco 
Central, de que variações na taxa de câmbio constituem um fator importante na determinação da inflação 
esperada, ampliou o leque de justificativas para intervenções no mercado de câmbio, a partir de determinadas 
cotações, não explicitadas pelo governo. 
Dessa forma, pode-se considerar a política cambial brasileira instaurada em 1999 situando-se entre um regime de 
Flutuação “suja” e um regime de Câmbio Flutuante. 
1.10.2 Cupom Cambial 
O Cupom Cambial reflete a diferença entre o custo de oportunidade de fundos em Reais. (Taxa Selic ou DI) é a 
expectativa de desvalorização cambial do Real frente às moedas estrangeiras, normalmente refletida por contratos 
futuros da BMF – Bolsa Mercantil e de Futuros, tomando-se o dólar Americano como referência. 
Representa portanto a diferença entre os níveis de taxa de juros doméstica e internacional para instrumentos 
financeiros indexados a moedas estrangeiras. 
𝐶𝑢𝑝𝑜𝑚 =
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑂𝑝𝑜𝑟𝑡𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒
𝑉𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 𝐶𝑎𝑚𝑏𝑖𝑎𝑙 𝐸𝑠𝑝𝑒𝑟𝑎𝑑𝑎
 
Quanto às moedas negociadas temos a seguinte classificação 
• Moedas livremente conversíveis 
Moedas como o Dólar, Euro, Libra Esterlina e o iene possuem grande liquidez e podem ser negociadas com 
facilidade a qualquer momento em qualquer mercado. 
• Moedas não conversíveis 
Moedas que não são aceitas em transações do comércio internacional como o Real. No caso Brasileiro, podemos 
dizer que para pequenas transações de ligadas e turismos e pequenas compras o Real é parcialmente 
conversível entre os vizinhos. 
Podemos concluir que: 
Câmbio valorizado favorece as importações 
Câmbio desvalorizado favorece as exportações 
 
1.11 Reservas Internacionais 
Quando um país não consegue cobrir o déficit em transações correntes do Balanço de Pagamentos com a entrada 
de capitais (empréstimos e financiamentos, investimentos diretos etc), ele geralmente recorre às suas reservas 
para realizar esse equilíbrio. A pergunta natural é saber de onde vêm tais reservas. 
11 
 
Normalmente, elas têm origem em superávits do Balanço de Pagamentos obtidos em anos anteriores. Esse saldo 
positivo é canalizado para um piscinão denominado “reservas”. É como se uma grande barragem fosse recebendo 
água para enfrentar um período de estiagem. Quanto maiores forem as reservas em moeda forte, maiores serão 
as garantias para uma economia enfrentar eventuais déficits futuros. 
A existência de grandes reservas garante também a estabilidade da taxa de câmbio. Por quê? A resposta é que, 
se o déficit em transações correntes não for coberto pela conta capital, o governo poderá lançar mão de suas 
reservas para fazê-lo, sem ter de desvalorizar o câmbio. 
Finalmente, em casos excepcionais o Governo pode lançar mão de linhas de crédito que detém junto ao FMI – 
fundo Monetário Internacional ou outros organismos multilaterais de ajuda financeira. 
1.12 Balanço de Pagamento 
Registro contábil realizado pelo Banco Central do Brasil e tem como finalidade escriturar as entradas e saídas de 
recursos em moeda estrangeira. O BP se subdivide em: 
 
Balança Comercial 
Balança de Serviços 
Transferências Unilaterais 
Conta Capital 
Balança Comercial – inclui basicamente as exportações (crédito) e as importações (débito) de mercadorias. 
Balança de Serviços – A Balança de Serviços registra as receitas e despesas de diversos tipos de transação, 
destacando-se os transportes, os seguros, as viagens internacionais, os royalties, a assistência técnica, os lucros 
e os juros da dívida externa.. 
Transferências Unilaterais - As Transferências Unilaterais (ou donativos) compreendem os pagamentos e 
recebimentos sem contrapartida de serviços, tais como doações, remessas de imigrantes etc 
Transações Correntes – Conta do Balanço de Pagamentos constitui da Balança Comercial, Balança de 
Serviços e das Transferências Unilaterais. O resultado dessas três contas é o superávit (ou déficit) das Transações 
Correntes. 
 Conta de Capital – Contas que representam modificações nos direitos e obrigações de residentes no país para 
com não residentes. Inclui: 
• Investimentos referentes ao capital de residentes no exterior 
• Empréstimos e financiamentos de longo e médio prazo 
• Empréstimos de curto prazo que registram os empréstimos recebidos do exterior e concedidos para outros 
países 
• Financiamentos obtidos na cobertura de importações e concedidos quando das exportações 
• Amortizações, pagamento do principal referente à empréstimos e financiamentos tomados no exterior e os 
pagamentos do principal feitos por não residentes referentes a empréstimos e financiamentos concedidos pelo 
país ao exterior. 
 
 
Balanço de Pagamentos 
Transações 
Correntes 
• Balança Comercial 
• Conta de Serviços 
• Transferências Unilaterais 
Conta de 
Capitais 
Empréstimos, financiamentos, investimentos externo 
direto, amortização de empréstimos obtidos, 
reinvestimentos e capitais de curto prazo. 
Transações Correntes 
Balança 
Comercial 
Exportações menos Importações 
12 
 
 
 
 
2 Conceito Básico de Finanças 
 
2.1Taxa de Juros Nominal e Taxa Real de Juros 
Taxa Nominal 
É a taxa expressa nos contratos financeiros sendo esta visível aos seus participantes. Exemplo: contratos de 
empréstimos e financiamentos, aplicações financeiras, etc. 
Podemos dividir o rendimento que ela representa em duas partes: 
• a primeira será a mera recuperação do poder de compra do investidor remunerando-o pela inflação; 
• a outra parte refere-se ao ganho acima da inflação que visa remunerar também o risco de investimento. 
Conhecido como rendimento real. veja fórmula: 
Em que: iN = Taxa Nominal 
 iR = Taxa Real 
 INFL = índice de inflação 
Exemplo 1: Imagine uma determinada taxa de juros real de 7,50% ao ano e um índice de inflação de 3,72% ao 
ano. Baseado na fórmula acima, calcule a taxa nominal de juros. 
 
 
 
Logo: a taxa nominal de juros será de 11,50% ao ano. 
 
 
 
 
Taxa Real 
É calculada a partir da taxa nominal de juros, descontando-se os efeitos inflacionários, podemos ser inclusive 
negativa. O objetivo é determinar o quanto se ganhou ou perdeu, desconsiderando a inflação, neste caso medida 
por qualquer índice disponível (IGP-M, IPCA, etc). Observe a fórmula abaixo: 
Onde: 
iR = Taxa Real de Juros 
Conta de 
Serviços 
Os itens mais significativos dessa conta são as 
despesas com o pagamento de juros da dívida 
externa e as remessas de lucros e dividendos 
do capital estrangeiro investidor no país. 
Transferências 
Unilaterais 
Fluxo de recursos de entrada de remessas de 
brasileiros que trabalham no exterior para o 
Brasil menos fluxo de recursos de saída de 
estrangeiros para seus países de origem. 
iN = [(1 + iR)x(1 + INFL) – 1]x 100 
iN = [(1 + 0,75)x(1 + 0,0372) – 1]x 100 = 1111,50% 
Taxa Nominal – Podemos dizer que também do ponto de vista econômico, a Taxa 
Nominal de Juros (iN) é a taxa na qual está embutida a recomposição do poder de 
compra do dinheiro, baseado em um índice de inflação, acrescido de uma taxa de 
remuneração pelo capital ou taxa real. 
13 
 
iN = Taxa Nominal de Juros 𝐼𝑅 = [(
1+𝑖𝑁
1+𝐼𝑁𝐹𝐿
) − 1] × 100 
INFL = Índice de Inflação 
Exemplo 1: 
Considerando que uma taxa nominal de juros é de 7,14% ao semestre e a inflação do período media pelo IGP-M, 
por exemplo, foi de 3,22%, veja o cálculo da taxa real de juros, baseado na fórmula acima: 
𝐼𝑅 = [(
1+0,0714
1+0,0322
) − 1] × 100 iR = 3,80% ao semestre 
Exemplo 2: 
Considere a Taxa SELIC de 12% ao ano e um índice de inflação previsto para o ano de 4%. Calcule a taxa real 
de juros. 
𝐼𝑅 = [(
1+0,12
1+0,04
) − 1] × 100 iR = 7,69% ao ano. 
 
 
 
2.2 Capitalização Simples 
No regime de capitalização simples a taxa de juros incide apenas sobre o capital inicial, portanto a taxa de juros 
será aplicada sempre sobre o mesmo capital pelos seus diversos períodos. 
𝑀 = 𝐶 (1 + 𝑖 × 𝑛) 
 
Exemplo: Uma aplicação de R$100 feita por 3 meses a uma taxa de 2% ao mês. Qual o rendimento acumulado 
no final de 3 meses? 
 
CAPITAL JUROS MONTANTE 
R$ 100 R$ 100 x 2% =R$ 2 R$ 102,00 
R$ 100 R$ 100 x 2% =R$ 2 R$ 104,00 
R$ 100 R$ 100 x 2% =R$ 2 R$ 106,00 
 
2.3 Capitalização Composta 
Já no regime de capitalização composto a taxa incide sobre o capital inicial acrescido dos juros do período anterior, 
ou seja, os juros de cada período são gerados pela aplicação de sua taxa sobre a soma do capital anterior e seu 
respectivo juro. 
 
𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑛 
 
Taxa Real 
Indica qual foi o ganho ou perda que o investidor teve efetivamente no seu investimento depois de 
excluído o índice da inflação. 
 
14 
 
Exemplo: Veja o mesmo exemplo acima, agora usando os juros compostos 
 
CAPITAL JUROS MONTANTE 
R$ 100 R$ 100 x 2% =R$ 2 R$ 102,00 
R$ 102 R$ 100 x 2% =R$ 2,04 R$ 104,04 
R$ 104 R$ 100 x 2% =R$ 2,08 R$ 106,12 
 
Neste regime de capitalização, os juros são formados ao final de cada intervalo unitário de tempo. 
São gerados pelo montante (principal + juros anterior) existente no início de cada intervalo. 
2.4 Taxa Proporcional 
Duas taxas são proporcionais quando, considerados o mesmo prazo e o mesmo capital, produzem o mesmo 
montante, no regime de capitalização simples de juros. 
Exemplo: dada a taxa de 1% ao mês, calcular a taxa anual 
Ia = 1 x 12 = 12% aa 
2.5 Taxa Equivalente 
Duas taxas são equivalentes quando, considerados o mesmo prazo e o mesmo capital, produzem o mesmo 
montante, no regime de capitalização composto de juros. 
Exemplo: dada a taxa de 1% ao mês, calcular a taxa anual, agora a equivalente 
𝑖𝑎 = ((1 + 1%)12- 1) x 100 = 12,68% aa 
Taxas Equivalentes: Regime de capitalização composta (ex. 0,5% a.m. é equivalente a 6,17% a.a.) 
Taxas proporcionais: Regime de capitalização simples (ex. 0,5% a.m. é proporcional a 6% a.a.) 
 
2.6 Fluxo de Pagamentos Relações e Conceitos 
 
2.6.1 Valor Presente, Valor Futuro e Taxa de Desconto 
 
Denomina-se valor presente de um fluxo de caixa o valor monetário do ponto zero da escala de tempo em que é 
equivalente à soma de suas parcelas futuras, descontadas por uma determinada taxa de juros, denominada de 
taxa de desconto. 
 
O valor futuro, para determinada taxa de juros por período, é a soma dos montantes de cada um dos termos da 
série de pagamentos/recebimento. 
 
A taxa de desconto é a taxa de juros utilizada para calcular o valor presente do fluxo de pagamentos apresentando 
uma relação proporcionalmente inversa. Quando os juros sobem o valor cai, frente a uma redução na taxa de 
desconto teremos uma valorização nos valores calculados. 
 
 
𝑭𝑽 = 𝑷𝑽(𝟏 + 𝒊)𝒏 
 
𝑃𝑉 =
𝐹𝑉
(1 + 𝑖)𝑛
 
 
 
𝑃𝑈 =
𝑉𝑁
(1 + 𝑖)𝑛
 
15 
 
 
2.6.2 Custo de Oportunidade 
 
Em contraste com a definição de custo contábil (o que foi realmente pago) de bens ou ativos financeiros, o 
conceito de custo de oportunidade surge quando optamos por determinada alternativa de investimento em 
detrimento de outras, também viáveis. 
 
Sendo assim, representa o benefício que foi desprezado ao se escolher uma alternativa em relação à uma 
segunda melhor opção. O que é desprezado ou sacrificado, refere-se justamente ao custo de oportunidade. 
 
É interessante notar que quando escolhemos algo temos a tendência a olhar apenas para aquilo que foi obtido 
com a escolha (custo contábil) não atentando para os benefícios que foram sacrificados pelo fato de não se ter 
escolhido outras alternativas. 
 
O custo de oportunidade também pode ser visto com o custo de carregamento de determinada escolha de 
investimento. Exemplo: Imagine que o rendimento bruto de investir na Bolsa de Valores por 1 ano tenha sido de 
15% e que a segunda melhor opção de investimento, igualmente viável, sejam os títulos de renda fixa, cujo 
rendimento esteja ao redor de 10% ao ano. 
 
Logo, o custo de oportunidade do investimento em ações na Bolsa de Valores é a taxa de 10% que você poderia 
ter ganhado caso tivesse optado por uma operação de renda fixa. 
 
2.7 Taxa livre de Risco 
Vamos aqui fazer uma diferenciação do que é: Taxa livre de risco, de Ativos livre de risco. 
Taxa livre de risco é o rendimento produzido por um ativo livre de risco. Vamos então entender o conceito de que 
vem a ser um ativo livre de risco. no contexto da Moderna Teoria de Finanças. A primeira propriedade deste ativo 
livre de risco é que seu retorno não deve estar correlacionado com o de outros ativos de risco presentes na 
economia como, por exemplo, mercado acionário. 
Nos EUA aproximações razoáveis para esta situação seriam os retornos das Letras do Tesouro e outros títulos 
do Governo Federal Americano de 10 a 30 anos de duração (treasuries). 
Outra questão fundamental para que se pode chamar de ativo livre de risco está relacionadaao risco de crédito 
de seu emissor. 
Desta forma os ativos livre de risco representam uma referência para uma série de investimentos, sejam eles de 
natureza financeira ou não. 
Adaptando-se estes conceitos ao mercado brasileiro, podemos dizer que os títulos públicos federais representam 
nosso ativo financeiro de melhor qualidade e portanto devem servir de referência para os demais investimentos. 
 
 
3. Princípios Básicos da Estatística 
3.1 Medidas de Posição 
2.1.1. Medidas de Posição Central: Média, Mediana e Moda 
 
As medidas de posição são os valores que visam identificar as características de concentração dos elementos de 
uma amostra. Esses valores são muitas vezes denominados de tendência central, visto que, geralmente os dados 
agrupados concentram-se em torno da posição central da distribuição. As principais medidas de posição são: 
média, mediana e moda. 
 
MÉDIA – É a medida de tendência central mais comumente utilizada. Existem vários tipos de media, destacando-
se a média aritmética simples, ponderada e harmônica e geométrica. Nesta certificação a média abordada é a 
media aritmética simples 
 
 
16 
 
𝑀é𝑑𝑖𝑎 = 
∑ 𝑋𝑖
𝑛
𝑖=1
𝑛
 
 
Exemplo: Calcule a Média do retorno das ações: 
 
 
ANO RETORNO 
2007 10% 
2008 20% 
2009 15% 
2010 5% 
2011 40% 
 
 
 
MEDIANA – A mediana é outra medida de tendência central que expressa o valor que divide um conjunto de 
valores pela metade, ou seja, exatamente em duas partes iguais. O primeiro passo para se calcular a mediana o 
rol de elementos devem ser colocados em ordem crescente. Se o número de valores for par, tem se: 
 
𝑀𝑒𝑑𝑖𝑎𝑛𝑎 = 
𝑛 + 1
2
 
 
Se o número de elementos for ímpar, a mediana é representada simplesmente pela média aritmética dos dois 
valores centrais. 
 
𝑀𝑒𝑑𝑖𝑎𝑛𝑎 = 
𝑛
2
 
 
 
Exemplo 1: Calcule a Mediana dos retornos de um ativo 
 
ANO RETORNO 
2007 10% 
2008 20% 
2009 15% 
2010 5% 
2011 40% 
 
 
 
2.1.2. Medidas de Dispersão: Variância e Desvio Padrão 
 
São duas as medidas de dispersão (variância e desvio padrão). O desvio padrão é representado por σ (sigma), 
quando calculado de dados de uma população e por S, quando obtido da amostra (estimativa média da 
população). Essa medida visa medir estatisticamente a variabilidade (grau de dispersão) de um conjunto de 
valores em relação a sua média. 
 
O desvio padrão da população é obtido pela expressão: 
 
 
𝑆 = √∑
(𝑋𝑖 − �̅�)2
𝑛
𝑛
𝑖=1
 
 
Deduções estatísticas indicam que se for usado (n-1) como denominador do cálculo do desvio padrão de uma 
amostra, apura-se uma estimativa de dispersão mais representativa da população, notadamente quando o número 
de elementos ficar abaixo de 30 (n<30). 
 
A variância, por outro lado, é definida com sendo o quadrado do desvio padrão. É identificada por 𝜎2 𝑒 𝑆2, 
respectivamente variância da população e variância da amostra. De outra maneira, pode-se dizer que o desvio 
padrão é a raiz quadrada da variância. 
17 
 
 
Exemplo: Calcule o desvio padrão dos preços dos ativos dado uma população 
 
ANO RETORNO 
2007 10% 
2008 20% 
2009 15% 
2010 5% 
2011 40% 
 
 
3.3 Distribuição Normal 
Uma distribuição de dados dita como normal conta com algumas importantes propriedades: 
Seus dados possuem uma classe média predominante e outras classes se distribuem à volta desta forma 
aproximadamente simétrica e com freqüência a decrescer à medida que se afastam da classe média; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 desvio Padrão = 68% 
2 desvios Padrões = 95% 
3 desvios Padrões = 99% 
3.4 Intervalo de Confiança 
Um intervalo de confiança é uma faixa ou a extensão de valores ou dados que represente a probabilidade de 
conter um determinado parâmetro estatístico a ser estimado para um conjunto de dados representados por uma 
distribuição normal. 
3.5 Coeficiente de Correlação e Covariância 
Dadas duas séries de dados, existirão várias medidas estatísticas que podem ser usadas para analisar como as 
duas séries se movem através do tempo. Se na mesma direção (quando uma sobe a outra também sobe) ou em 
direções contrárias (quando uma cai à outra sobe). 
As duas mais largamente usadas são: a correlação e a covariância. 
 
 
 
 
Covariância 
Seu sinal, positivo ou 
negativo, indica o tipo de 
relação entre duas séries 
de dados. 
Coeficiente de Correlação 
Seu valor vai ficar entre 
menos 1 e mais 1 e será 
assim que poderemos 
observar a dependência 
entre duas variáveis. 
18 
 
 
A covariância fornece uma medida não padronizada do grau no qual elas se movem, e é estimada tomando o 
produto dos desvios da média, para cada variável, em cada período. 
O sinal na covariância indica o tipo de relação que as duas variáveis tem. 
Um sinal positivo indica que elas movem na mesma direção e, um negativo, que elas se movem em direções 
opostas. 
Enquanto a covariância cresce com o poder do relacionamento, ainda é relativamente difícil fazer julgamentos 
sobre o poder do relacionamento entre as duas variáveis observando a covariância, pois, a exemplo da variância, 
visto anteriormente, ela não é padronizada. 
O Coeficiente de correlação é a medida padronizada em formato de índice da relação 
entre duas variáveis. Ela é calculada com base na covariância. Varia de (-1 a 1). 
Uma correlação próxima a zero indica que as duas variáveis não estão relacionadas. 
Uma correlação positiva indica que as duas variáveis se movem juntas, sendo a relação mais forte quanto mais a 
correlação se aproxima de 1. 
Uma correlação negativa indica que as duas variáveis se movem em direções opostas, sendo que a relação fica 
mais forte quanto mais próxima de menos 1 ela ficar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.6 Coeficiente de Determinação ou R2 
O quadrado do coeficiente de correlação é chamado de coeficiente de determinação ou simplesmente R2. 
Será um número sempre positivo, variando de zero até 1, e demonstra quão forte é a relação entre duas variáveis, 
sendo 0 a mais fraca de 1 a mais forte. 
É muito utilizada nas operações de proteção, conhecidas como “hedging” para sabermos qual o grau de proteção 
que estamos atingindo, ou sua eficácia. 
Exemplo: 
1) Suponha que você tem uma posição da ação “A” e queira fazer uma operação de proteção utilizando o índice 
Bovespa. 
2) Suponha também que o coeficiente de correlação entre esta ação e o Ibovespa seja 0,8, ou seja, em 80% 
das vezes que o preço da ação sobe ou cai, o mesmo ocorre em o índice Bovespa. 
3) O coeficiente R2 indicará a eficácia dessa proteção respondendo à seguinte pergunta: quanto da variação do 
preço da ação tem a ver com a variação do Ibovespa através da seguinte fórmula: 
Seu R2 será: 𝑅2 = (0,80)2 = 0,64 
Assim sendo: 
64% da variação dos preços da ação “A” pode ser explicada pela variação do Ibovespa. Cabe agora ao analista 
concluir se, com o coeficiente R2 de 0,64, a operação fornece o nível de proteção adequado. 
Qual a utilidade prática do coeficiente de correlação? 
1. Para carteiras de Renda Variável 
Ao construir carteiras de renda variável, o coeficiente de correlação pode nos ajudar a fazer uma 
diversificação eficiente, ou seja, escolher papéis com baixa correlação, que não subam e caiam 
de preço ao mesmo tempo. 
2. Utilização na proteção de carteiras: “hedging” 
A proposta de cobertura, ou “hedging”, para determinado fator de risco de um passivo, por 
exemplo, nada mais é do que encontrar um ativo com o qual este passivo tenha forte 
correlação. Desta forma, todas as variações no passivo serão neutralizadas pelas mesmas 
variações no ativo. 
 
19 
 
 
 
 
RENDA VARIÁVEL 
RENDA FIXA 
DERIVATIVOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
1. Instrumentos de Renda Variável 
 
Diferentemente dos instrumentos de renda fixa, na renda variável não se pode determinar a rentabilidade 
nominal do investimento o que implica em risco de maiores perdas. Por que então investir nestes instrumentos? 
Diversificação de carteira, perspectiva de maiores ganhosapesar de maiores riscos, taxa de juros em queda, 
horizonte de longo prazo, são algumas das razões que levam o investidor a este mercado. 
 
1.1. Definição 
 
De todos os instrumentos de renda variável e ação é, o mais popular. Vamos ao seu conceito. 
Uma ação é um título nominativo e negociável que representa a menor fração do capital social de uma empresa 
– sociedade anônima ou sociedade por ações. O acionista, como proprietário da empresa, tem direito a 
participação nos seus resultados proporcionalmente ao número de ações possuídas. 
 
1.2. Tipos de ações: Ordinárias, Preferenciais, Certificados de Depósito (ADRs e BDRs) e Bônus de 
Subscrição. 
 
Ação Ordinária 
Conhecida como ON, confere o direito de voto nas Assembléias deliberativas da empresa, permitindo votar 
para eleger diretores, aprovar demonstrações financeiras, modificar estatutos sociais, etc. 
 
No Brasil, as ações ordinárias estão concentradas no grupo controlador que em geral detém mais de 50% do 
capital votante. Essa situação resulta em dois desdobramentos: 
• O preço das ordinárias não incorpora o prêmio pelo controle pois não há risco de se perder o controle das 
decisões da empresa. 
• As ações preferenciais geralmente são as ações mais negociadas do mercado secundário. 
 
Ação preferencial 
Conhecida como PN, não concede o direito de voto mas assegura a prioridade na distribuição de dividendo ou 
no reembolso do capital no caso da liquidação da empresa. 
 
Pela nova Lei das S/As a quantidade de ações preferenciais não pode ultrapassar 50% do total das ações 
emitidas. Empresas que já possuíam a proporcionalidade de 2/3 de PN antes da entrada em vigor da nova Lei 
podem mantê-la em novas emissões. 
 
Ação Ordinária: Concede o direito de voto nas Assembléias. 
Ação Preferencial: Não concede o direito de voto. 
 
As preferências ou vantagens das ações preferenciais podem consistir: 
I – em prioridade na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo; 
II – em prioridade no reembolso do capital, com prêmio ou sem ele; ou 
III – na acumulação das preferências e vantagens de que tratam os incisos I e II. 
 
Independentemente do direito de receber ou não o valor de reembolso do capital com prêmio ou sem ele, as 
ações preferenciais sem direito de voto ou com restrição ao exercício deste direito, somente serão admitidas à 
negociação no mercado de valores mobiliários se a elas for atribuída PELO MENOS UMA das seguintes 
preferências ou vantagens: 
• Direito de participar do dividendo a ser distribuído, correspondente a, pelo menos, 25% (vinte e cinco por 
cento) do lucro líquido do exercício ou 
• Direito ao recebimento de dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% (dez por cento) maior do que 
o atribuído a cada ação ordinária; ou 
Os dividendos não poderão ser distribuídos em prejuízo do capital social, salvo quando, em caso de liquidação 
da companhia, essa vantagem tiver sido expressamente assegurada. Se o acionista preferencial deixar de 
receber dividendos por 3 anos consecutivos adquire o direito de voto. 
 
 
 
American Depositary Receipt – ADR 
 
• O ADR (American Depositary Receipt) é um recibo negociável que representa a propriedade de ações 
emitidas por empresas não-americanas. 
21 
 
• Foi desenvolvido para permitir que investidores americanos tivessem acesso ao mercado de ações de 
outros países, através da Bolsa de Valores Americana, em condições e práticas muito semelhante àquelas 
existentes no EUA. 
• No caso de emissão de ADR’s por empresas Brasileiras, as ações ficam depositadas em um banco 
custodiante no Brasil e servem de lastro para a emissão do ADR, que será negociado junto a Bolsa de Valores 
de Nova Iorque. 
• É sempre com base nessas ações (lastro) que um banco nos Estados Unidos emite o ADR. 
• O ADR concede ao acionista que o possui, o direito sobre todos os dividendos, subscrições, bonificações, 
além do ganho de capital. 
• Os investidores podem converter seus ADR’s em ações da companhia e negociá-las no Brasil se assim 
quiserem. 
• O DR (Depositary Receipt) também permite, a eventual captação de recursos no mercado internacional – 
não só nos Estados Unidos (ADR), mas em outros mercados como Europa e Ásia. 
 
Brasil Estados Unidos 
Banco Custodiante – Mantém ações, 
lastro do ADR, em custódia. 
Banco Emissor – Emite o ADR que será 
negociado na bolsa americana. 
O acionista que adquire ações na Bovespa ou na bolsa de Nova York e o acionista que 
adquire DRs NO EXTERIOR OU NO Brasil têm exatamente os mesmo direitos. 
 
 
 
ADR 
Nível 1 
• Negociados no mercado de balcão 
• Emitidos com base em ações que foram depositadas no banco custodiante. 
• Não há oferta paralela dos títulos custodiados nos Estados Unidos. 
• A companhia não capta recursos – são ações já existentes. 
• Não provoca alterações no balando da companhia. 
 
 
 
ADR 
Nível 2 
• Negociados numa bolsa de âmbito nacional dos Estados Unidos 
• Emitidos com base em ações que foram depositadas no banco custodiante 
• Não há oferta paralela dos títulos custodiados nos Estados Unidos 
• A companhia não capta recursos – são ações já existentes. 
• Não provoca alterações no balanço da companhia 
• As demonstrações financeiras devem estar de acordo com os US GAAP 
(Princípios de Contabilidades Geralmente Aceitos nos Estados unidos 
 
 
 
 
ADR 
Nível 3 
• Negociados numa bolsa de âmbito nacional dos Estados Unidos 
• Emitidos com base em novas ações emitidas e depositadas no banco 
custodiante e vinculados a uma oferta pública nos Estados Unidos. 
• A companhia capta recursos – são ações novas 
• Provoca alterações no balanço da companhia 
• As demonstrações financeiras devem estar de acordo com os US GAAP 
(Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos nos Estados Unidos). 
Regra 
144 A 
• O ADR emitido segundo as normas 144 A corresponde às colocações 
privadas. Negociado em mercado de balcão, não exige adaptação aos padrões 
US GAAP, pois é destinado à investidores institucionais qualificados, permitindo a 
captação de recursos. 
 
 
22 
 
O DR é um instrumento que permite que ações de uma empresa sejam negociadas em países diferentes do seu 
país de origem. Somente o ADR nível 3 resulta em captação de novos recursos para a companhia. 
 
BDR – Brazilian Depositary Receipt 
Operação inversa ao ADR, os BDRs são certificados representativos de valores mobiliários de emissão de 
companhia aberta, ou assemelhada, com sede no exterior e emitidos por instituição depositária no Brasil. 
 
Participantes do Programa 
I – Instituição custodiante – a instituição, no país de origem dos valores mobiliários, autorizada por órgão similar 
à CVM a prestar serviços de custódia. 
II – Instituição depositária ou emissora – a instituição que emitir, no Brasil, os correspondentes certificados de 
depósito, com base nos valores mobiliários custodiados no país de origem. 
III – Empresa patrocinadora – a companhia aberta, ou assemelhada, com sede no exterior, emissora dos valores 
mobiliários objeto dos certificados de depósito, e que esteja sujeita à supervisão e fiscalização de entidade ou 
órgão similar à CVM. 
 
Somente serão aceitos valores mobiliários de emissão de companhias abertas, ou assemelhadas, com sede em 
países cujos órgãos reguladores tenham celebrado com a CVM acordo de cooperação sobre consulta, 
assistência técnica e assistência mútua para a troca de informações. 
Poderão ser instituídos programas de BDR’s patrocinados ou não pela companhia aberta. 
 
• O programa de BDR patrocinado caracteriza-se por ser instituído por uma única instituição depositária ou 
emissora, contratada pela companhia emissora dos valores mobiliários objeto dos certificados de depósitos, 
podendo ser classificados nos Níveis I, II e III, conforme quadro abaixo. 
 
• O programa de BDR não patrocinado caracteriza-se por ser instituído por uma ou mais instituições ou 
emissora do certificado, sem um acordo com a companhia e com negociação nos moldes do Nível I 
 
Características doBDR’s Brazilian Depositary 
Receipt 
Nível I Nível 
II 
Nível 
III 
Negociável em bolsa, balcão e SEN (Sistema 
Eletrônico de Negociação) 
Sim Sim Sim 
Lastro em valores mobiliários existentes Sim Sim Não 
Lastro em novas emissões Não Não Sim 
Demonstrativos contábeis adaptados à legislação do 
Brasil 
Não Sim Sim 
Cia. deve prestar informações a seu país Não Sim Sim 
Registro do Cia. na CVM Não Sim Sim 
Registro de emissão na CVM Não Não Sim 
 
Bônus de Subscrição 
 
A companhia poderá emitir, dentro do limite de aumento do capital autorizado no estatuto, título negociáveis 
denominados “bônus de subscrição”, que conferem aos seus titulares, nas condições constantes do certificado, 
direto de subscrever ações do capital social, que será exercido mediante apresentação do título à companhia e 
pagamento do preço de emissão das ações. 
 
A deliberação sobre emissão de bônus de subscrição compete à Assembléia geral. 
 
1.3. AGO (Assembléia Geral Ordinária) e AGE (Assembléia Geral Extraordinária). Conceitos e 
Atribuições 
 
A Assembléia, convocada e instalada de acordo com a lei e o estatuto, tem poderes para decidir todos os 
negócios relativos ao objeto da companhia e tomar as resoluções que julgar convenientes à sua defesa e 
desenvolvimento. 
23 
 
 
Compete privativamente à Assembléia geral, dentre outras atribuições: 
• Reformar o estatuto social; 
• Eleger ou destituir, a qualquer tempo, os administradores e fiscais da companhia. 
• Tomar, anualmente, as contas dos administradores e deliberar sobre as demonstrações financeiras por 
eles apresentadas. 
• Autorizar a emissão de debêntures. 
 
1.4. Direitos dos Acionistas 
 
1.4.1. Voto 
 
A autoridade máxima de uma companhia é a Assembléia dos Acionistas. Somente os titulares de ações 
ordinárias têm o direito de voto na Assembléia de Acionistas podendo, portanto, determinar o destino da 
empresa. 
 
Cada ação ordinária = um voto 
 
1.4.2. Direito de participação no acervo em caso de liquidação 
 
Segundo a Lei das S.A., em caso de liquidação, antes de ultimada a liquidação e depois de pagos todos os 
credores, deve-se fazer rateios entre os acionistas, à proporção que se forem apurando os haveres sociais. 
 
1.4.3. Fiscalização 
 
Os acionistas possuem uma série de mecanismos que permitem a fiscalização da gestão dos negócios da 
companhia. São eles: 
• Demonstrações Financeiras: através das demonstrações publicadas pelas empresas os acionistas podem 
verificar os efeitos de todas as deliberações tomadas pelos administradores bem como o desempenho da 
companhia. 
• Assembléia Gerais: nas Assembléias Gerais os acionistas elegem os administradores e deliberam sobre 
todos os atos relevantes à vida da companhia; 
• Conselho Fiscal: segundo o artigo 163 da Lei das S.A. a companhia poderá ter um conselho fiscal de modo 
permanente ou nos exercícios sociais em que for instalado a pedido dos acionistas. O Conselho Fiscal terá a 
competência de fiscalizar os atos dos administradores e verificar o comprimento dos seus deveres legais e 
estatutários. 
 
1.4.4. Preferência de Subscrição 
 
É o direito de aquisição de novo lote de ações pelos acionistas – com preferência na subscrição – em quantidade 
proporcional às possuídas, em contrapartida à estratégia de aumento de capital da empresa. 
Para incentivar o investimento adicional nas novas ações a empresa procura estabelecer um preço de emissão 
inferior à cotação em bolsa de valores. 
 
Exemplo: um investidor tem 10.000 ações de uma empresa que fará um aumento de capital de 20%. Esse 
investidor terá o direito (não é obrigado) de comprar 2.000 ações (20% da posição que tem hoje). A subscrição 
deve ocorrer dentro do período previsto pelo preço de R$ 8,00. É provável que o valor de mercado da ação 
esteja por volta de R$ 10,00 
 
O direito de subscrição pode ser negociado em bolsa no período que antecede o término da operação de 
aumento do capital.Se o acionista não exercer seu direito sua participação no capital social ficará diluída. 
 
1.4.5. Direito de Retirada 
 
O direito de retirada (ou de recesso) é conferido a qualquer acionista e pode ser exercido desde que ele, no 
prazo de 30 dias da publicação da ata da Assembléia, contra o que for deliberado sobre as matérias: 
1. Criação de ações preferenciais, ou aumento de classes existentes sem guardar proporção com as demais 
ações. 
2. Alterações nas ações preferenciais: vantagens, condições de resgate, criação de nova classe mais 
favorecida. 
3. Redução do dividendo obrigatório. 
4. Incorporação da companhia em outra ou fusão. 
5. Participação em grupo de sociedades. 
24 
 
6. Mudança do objeto da companhia. 
 
 
 
1.5. Remuneração do Acionista 
 
Os ganhos auferidos pelo investidor que detém ações de uma empresa têm componentes distintos: 
• O ganho (ou perda) de capital, decorrente de oscilações do preço da ação no mercado em relação ao preço 
pago; 
• A renda decorrente da distribuição do lucro gerado pela empresa e outros proventos a saber: 
✓ Dividendos 
✓ Juros sobre Capital Próprio 
✓ Bonificação 
✓ Subscrição 
 
1.5.1. Dividendos 
 
Valor em dinheiro distribuído ao acionista como participação nos resultados da Companhia, na proporção da 
quantidade de ações possuídas. O acionista tem direito de receber como dividendo obrigatório, em cada 
exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto, ou, se este for omisso, metade do lucro líquido do 
exercício. 
O estatuto da companhia pode estabelecer o pagamento de dividendo de duas formas: 
 
a) Dividendo fixo: corresponde a determinado porcentual sobre o capital social ou sobre o lucro; 
b) Dividendo mínimo: as ações preferenciais participam do lucro distribuído em igualdade de condições com 
as ações ordinárias, depois de a estas últimas ter sido pago o mínimo. 
 
O dividendo, ainda que fixo ou cumulativo, não pode ser distribuído em prejuízo do capital social, salvo quando, 
em caso de liquidação da companhia, essa vantagem tiver sido expressamente assegurada. 
A companhia pode atribuir ao acionista detentor de ações preferenciais a prioridade no recebimento de 
dividendo, significando que este acionista recebe seu dividendo antes do acionista detentor de ações ordinárias. 
Esta hipótese é valida quando não houver lucro suficiente a ser distribuído a todos os acionistas da companhia. 
 
Não incide imposto de renda sobre os dividendos recebidos pelos acionistas. 
 
1.5.2. Juros sobre Capital Próprio 
 
Remuneração alternativa da empresa ao acionista, limitada ao valor da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) 
A principal diferença é que, ao contrário dos dividendos, os juros sobre capital são dedutíveis da base de calculo 
do IR e CSLL (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido), ou seja, eles são classificados como despesa e 
reduzem o valor de IR e CSLL a pagar pela empresa. 
 
Para o acionista que recebe esse rendimento haverá tributação de 15% na fonte. 
 
1.5.3. Bonificação 
 
Consiste na incorporação de reservas de lucro ao capital social, mediante emissão de novas ações distribuídas 
gratuitamente aos acionistas, em número proporcional às já possuídas. A bonificação aumenta a quantidade de 
ações da empresa, sem alterar o valor do patrimônio líquido. 
Excepcionalmente, além dos dividendos, uma empresa poderá conceder à seus acionistas uma participação 
adicional nos lucros por meio de uma bonificação em dinheiro. 
 
1.5.4. Ganho de Capital 
 
O ganho de capital é a diferença positiva entre o preço de venda e o preço de compra da ação. 
O investidor que adquiriu ações por R$ 10,00 cada uma e vendeu por R$ 12,00, realizou um ganho de capital 
de R$ 2,00 por ação, ou seja, 20%. Se esse mesmo investidor vendeu por R$ 9,00, realizou uma perda de 
capital de R$ 1,00 por ação, ou seja, -10% 
 
1.5.5 Subscrição 
 
Direito que o acionista tem de manter a sua participação na empresa quando do aumento do capital. Caso este 
não queira exercer este direito o mesmo poderá vender este direito, obtendo com isto uma remuneração. 
25 
 
 
1.6. Direitode representação. Eventos societários 
 
1.6.1. Acionista Controlador: conceito, implicações de acordo de acionistas. 
 
Entende-se por acionista controlador a pessoa física ou jurídica, ou grupo de pessoas vinculadas por acordo de 
voto, que tem: 
• Direitos que lhe assegurem a maioria dos votos nas Assembléias Gerais; 
• O poder de eleger a maioria dos administradores da companhia; 
• O poder para dirigir as atividades da companhia e orientar o funcionamento de seus órgãos, definindo a 
estratégia da empresa. 
 
1.6.2. Acionista Minoritário: direito de voto e retirada 
 
O acionista minoritário é o proprietário com direito a voto, cujo total não lhe garante o controle da sociedade. 
 
O direto de recesso ou de retirada consiste na faculdade assegurada aos acionistas minoritários de, caso 
discordem de certas deliberações da Assembléia Geral, nas hipóteses expressamente previstas em lei, retirar-
se da companhia, recebendo o valor das ações de sua propriedade (art. 137, caput, da Lei das S.A) 
 
A função do direito de recesso é a de proteger a acionista minoritário contra determinadas modificações 
substanciais na estrutura da companhia ou contra a redução nos direitos assegurados por suas ações, 
desobrigando-o de permanecer sócio de uma companhia substancialmente diversa daquela à qual se associou 
ao adquirir as ações. 
 
Tag along (extensão do prêmio de controle) 
 
Trata-se da extensão do prêmio de controle, direito conferido a acionistas minoritários em caso de alienação de 
ações realizada pelos controladores da companhia. 
A alienação, direta ou indireta, do controle da companhia aberta somente pode ser contratada sob a condição, 
suspensiva ou resolutiva, de que o adquirente se obrigue a fazer oferta pública de aquisição das ações com 
direito a voto de propriedade dos demais acionistas da companhia, de modo a lhes assegurar o preço no 
mínimo igual a 80% do valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de controle. 
 
Fontes de informação 
 
O conjunto de informações que os administradores das companhias fornecem ao acionistas, analistas de 
investimentos, credores e comunidade em geral, abrange os seguintes documentos: 
• Relatório de Administração 
• Demonstrações Financeiras com Notas Explicativas 
• Parecer dos Auditores Independentes 
 
1.7. Oferta Primária e Secundária 
 
Oferta Primária (underwriting) 
Na oferta primária de ações a empresa faz uma emissão de novas ações para colocação junto ao público. 
Desta forma, a empresa capta novos recursos, impactando a relação capital próprio/capital de terceiros. Neste 
caso, os acionistas que não subscrevem as novas ações que estão sendo emitidas terão a sua participação no 
capital da empresa diminuída (diluída). 
 
Oferta Secundária ou Block Trade 
Na oferta secundária de ações não ocorre emissão de novas ações. A oferta secundária especifica as condições 
em que um determinado lote de ações, pertencente a algum acionista, será colocado no mercado. Neste caso, 
não existe impacto direto na empresa, uma vez que através da oferta secundária as ações da empresa 
simplesmente serão transferidas de um acionista para outro. 
 
Oferta Primária: a empresa emite novas ações e, portanto, capta recursos no mercado. 
 
Oferta Secundária: a empresa não emite novas ações e, portanto, não capta recursos financeiros no 
mercado. A oferta de venda de ações é feita, normalmente, por um grande acionista. 
 
1.8. Precificação – Aspectos Relevantes 
 
26 
 
O objetivo de qualquer metodologia de análise de ações é determinar o preço justo de uma ação com o objetivo 
de identificar oportunidades de investimentos ou, do lado das companhias, oportunidades da emissão ou 
colocação de novas ações. 
 
Os principais métodos de avaliação de investimentos em ações são: 
• Múltiplos de mercado 
• Fluxo de caixa descontado 
 
Múltiplos de mercado 
 
A avaliação de ações pelo sistema de múltiplos é bastante difundida no mercado apesar de controversa. 
O raciocínio básico é simples. Observe: 
1. Calcula-se os múltiplos de várias empresas; 
2. As ações que apresentarem os menores índices estão subavaliadas em relação às demais. Significa que 
podem propiciar retorno em menor tempo. Recomendação de compra. 
3. As ações com maiores múltiplos estão superavaliadas. Recomendação de Venda. 
 
P/L – Índice Preço / Lucro. 
O famoso índice P/L indica o prazo – em número de anos – para recuperação do capital investido, dada 
estimativa de lucro por ação. 
 
𝑃
𝐿
= 
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑀𝑒𝑟𝑐𝑎𝑑𝑜
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝐴çã𝑜 (𝐿𝑃𝐴)
 
 
Exemplo: Se o investidor compra uma ação por $ 100 e espera ganhar $ 25 de lucro a cada ano, levará 4 anos 
para recuperar o capital investido. ($ 100 / $ 25 = 4) 
 
Quanto menor for o P/L, melhor. Significa que o retorno sobre o capital virá num tempo mais curto. 
 
 
 
VE / EBITDA – Valor da Empresa / EBITDA 
Esse múltiplo tem o mesmo conceito do P/L só que ao invés de considerar o lucro líquido contábil, utiliza-se o 
EBITDA que se aproxima do lucro da atividade em base de caixa. 
Um índice baixo indica que a empresa está subavaliada e pode representar uma decisão de compra para o 
investidor que esteja decidindo com base nesse múltiplo. 
 
𝑉𝐸
𝐸𝑏𝑡𝑖𝑑𝑎
= 
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑎 𝐸𝑚𝑝𝑟𝑒𝑠𝑎
𝐸𝐵𝑇𝐼𝐷𝐴
 
 
EBITDA – Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization Traduzindo: Lucro antes de 
juros, impostos, depreciações e amortizações. 
Quanto MENOR, MELHOR. 
 
Fluxo de Caixa Descontado 
 
Segundo o modelo de Fluxo de Caixa Descontado, o valor de um ativo é determinado pelo valor presente dos 
seus fluxos de caixa futuros, descontados a uma taxa de juros, que renumere o investidor pelo risco do 
investimento na empresa. Este valor deverá ser comparado com o preço de mercado da ação para a decisão 
de investimento. Esse é o método normalmente utilizado nas operações de fusões e aquisições entre empresas. 
 
Preço justo da ação = Valor presente dos fluxos de caixa descontados por uma taxa de juros. 
 
 
Análise Técnica ou “Grafista” e Análise Fundamentalista 
 
Análise Técnica 
Índice P/L: Quanto MENOR, MELHOR 
27 
 
 
“Tudo está refletido no preço de mercado”. 
Esta afirmação é a pedra fundamental da análise técnica. A não ser que seu significado completo seja 
perfeitamente entendido e aceito, nada do que vem depois faz muito sentido. 
 
O técnico acredita que tudo que possa vir a afetar o preço de mercado de uma ação ou de uma “commodity”, 
seja algo fundamental, político, psicológico, etc. já está refletido no preço corrente do ativo. O que quer dizer 
que a única coisa que interessa é estudar o comportamento desse preço. Por isso, a afirmação dos 
“grafistas” de que não se preocupam com os motivos das altas e das baixas, não é tão simplória como 
parece – é a lógica desta primeira premissa: a ação do mercado desconta tudo. Assim, basta estudar os 
mercados e deixá-los apontar qual a próxima tendência. 
 
Não se trata de tentar ser mais esperto ou puramente adivinhar e sim de estudar todo um elenco de ferramentas 
técnicas que permite um estudo racional das tendências. 
O analista técnico sabe que existem razões para a alta ou a baixa, mas não acredita que conhecer estas razões 
seja necessário em seu trabalho. 
 
“Os preços se movem em tendências”. 
 
Este é outro ponto essencial à análise técnica: o conceito de tendência. Sem acreditar nele, não adianta 
prosseguir, pois justamente o propósito da análise técnica é identificar as tendências nos seus primeiros 
estágios, para recomendar operações que se beneficiem dessas tendências. 
Há um corolário à premissa de que os preços se movem em tendências: uma tendência em curso tem maiores 
possibilidades de continuar do que de reverter, exatamente como enuncia o principio da inércia, estabelecido 
por Isaac Newton. Poderíamos também dizer que uma tendência continuará na mesma direção até que reverta. 
Parece uma coisa óbvia, mas a tarefa da análise técnica é identificar a existência de uma tendência e perceber 
os sinaisde sua reversão. 
 
Análise Fundamentalista 
 
Se fossemos fazer uma definição de Análise Fundamentalista bem resumida, diríamos que “Análise 
Fundamentalista é a arte de analisar e projetar resultados de uma empresa”. 
 
A Análise Fundamentalista baseia-se na Análise Econômico – Financeira de uma companhia, partindo do 
Balanço Geral apresentado pelas empresas e suas peças contábeis que fazem parte do Relatório Anual ou 
Informações Trimestrais (ITR) publicadas e divulgadas ao Mercado de Capitais ou na CVM – Comissão de 
Valores Mobiliários, Bolsas de Valores que negociem com ações ou em jornais de grande circulação. 
 
A partir do Balanço Geral, de acordo com o roteiro estabelecido pelas Áreas de Pesquisa ou Departamentos 
Técnicos das Instituições Financeiras, são reclassificadas as contas num modelo de análise estabelecido por 
cada departamento, não diferenciando em muito da classificação das contas padronizadas conforme a Lei das 
Sociedades Anônimas. 
 
Esta fase, chamamos de análise de balanço, que serve para montar um banco de dados histórico e selecionar 
premissas de indicadores que poderão ser utilizadas nas projeções de resultados futuros. 
A análise Microeconômica da empresa no seu contexto também será estudada e incorporado o Cenário 
Macroeconômico em que vivencia a economia e o setor onde atua a empresa (segunda fase) 
 
Após escolhidos os cenários micro (quantidade física de venda de produtos, preços, custos, perfil de 
endividamento, etc...) ou seja a “Equação da Empresa”, é acoplado o cenário macroeconômico ou indicadores 
de conjuntura, tais como: Inflação, Câmbio, Taxa de Juros, Outras Moedas, etc. 
Com a ajuda de softwares de análises e projeções são realizadas as projeções de resultados das empresas. 
 
 
1.9. Impacto sobre os preços e quantidades das ações do investidor. Pagamento de dividendos, 
desdobramento (split), grupamentos e bonificação. 
 
Split = desdobramento de ações 
Ocorre quando a empresa aumenta a quantidade de ações em circulação, sem alterar o Capital Social da 
Empresa, reduzindo o valor unitário para aumentar a liquidez da ação no mercado. 
 
 
28 
 
 
 
 Posição atual Posição após Split 
Quantidade ações 1.000 10.000 
Valor unitário $100 $10 
Capital investido $100.000 $100.000 
 
Para o acionista não há alteração sobre o montante financeiro nem sua participação proporcional no 
capital da Companhia. Nesta operação simplesmente é feita a troca de ações de valores maiores por 
várias ações de menor valor. 
Traduzindo em miúdos... Equivale a trocar uma nota de $100 por 10 notas de $10. 
 
Grupamento ou Inplit 
 
Termo utilizado para designar o mero grupamento de ações: o número de papeis em poder do acionista diminui, 
sem alterar sua participação no capital da empresa, pois o valor nominal das ações se eleva proporcionalmente. 
É exatamente o inverso do Split, e a exemplo deste, como já dito, não há alterações sobre o montante financeiro 
nem sua participação na Companhia. Traduzindo em miúdos...Equivale a trocar 10 notas de $10 por uma nota 
de $100. 
 
 Posição atual Posição após Inplit 
Quantidade ações 10.000 1.000 
Valor unitário $10 $100 
Capital investido $100.000 $100.000 
 
TANTO O SPLIT COMO INPLIT TEM A FUNÇÃO DE DAR LIQUIDEZ AO PAPEL 
 
Ações ex-dividendos (ED) 
 
É o que se diz de uma ação que está sendo negociada sem os direitos de seus dividendos. Esta é uma 
denominação, em geral, utilizada por prazos curtos, apenas para caracterizar claramente uma situação que foi 
alterada. 
Por exemplo: 
• Suponha que uma empresa pague sempre dividendos em março. 
• Até a divulgação do valor destes dividendos referentes a exercício do ano anterior, ela estará sendo cotada 
considerando este direito incluído. 
• Assim que ela anunciar estes dividendos, por exemplo, em 15 de março do ano seguinte, a Bolsa de Valores 
define que o papel passa a ser negociado sem este direito, ou seja, sem o direito dos dividendos do ano anterior. 
• Mas continua sendo negociada com outros direitos que serão anunciados no futuro, até que sejam 
anunciados. 
 
O ex-dividendos é um título temporário que a ação recebe, apenas naqueles primeiros dias do anúncio de 
provento, para deixar bem claro que algo aconteceu com o papel naqueles dias, a ponto de eventualmente 
interferir em seu preço de mercado. 
São identificados na Bovespa pela sigla ED, de ex-dividendos. 
 
Veja um exemplo numérico: 
Uma ação cotada a R$ 10,00, anunciou um dividendo de R$ 1,20 
Para apurar o preço “ex” dividendo basta subtrair o valor do dividendo do preço da ação 
 
Preço “ex” = $10,00 - $1,20 = $8,80 
 
 
29 
 
Na divulgação da distribuição de proventos, o preço da ação é ajustado de acordo com a fórmula 
utilizada pela Bovespa. A ação passará a ser cotada considerando o direito já recebido com o uso da 
expressão “ex”. 
 
1.10. Conceitos Gerais das Práticas de Boa Governança Corporativa 
 
Governança corporativa é o conjunto de práticas e relacionamentos entre os Acionistas ou Cotistas, Conselho 
de Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal, com a finalidade de: 
 
• Otimizar o desempenho da empresa; 
• Facilitar seu acesso a fontes de capital; e 
• Proteger os investidores e demais partes interessadas. 
 
A expressão é designada para abranger os assuntos relativos ao poder de controle e direção de uma empresa, 
e os diversos interesses que, de alguma forma, estão ligados à vida das sociedades comerciais. 
 
Para os investidores, a análise das práticas de governança auxilia na decisão de investimento, pois a governança 
determina o nível e as formas de atuação que estes podem ter na companhia, possibilitando-lhes exercer 
influencia no desempenho da mesma. Boas práticas de governança corporativa repercutem na redução do custo 
de capital, o que aumenta a viabilidade do mercado de capitais como alternativa de capitalização. 
 
A boa governança permite uma administração melhor, em benefício de todos os acionistas e daqueles que lidam 
com a empresa, contribuindo para uma sociedade mais justa e responsável. 
A análise das práticas de governança corporativa aplicadas ao mercado de capitais envolvem, principalmente: 
• Transparência na prestação de informações ao público em geral, 
• Eqüidade de tratamento dos acionistas. 
 
Governança Corporativa envolve principalmente: 
• transparência nas informações publicadas 
• tratamento igualitário dentre os acionistas. 
 
 
Recomendações da CVM – Comissão de Valores Mobiliários – em relação à boas práticas de Governança 
Corporativa 
 
1.11 Os segmentos de listagem Nível a, Nível 2 e Novo Mercado da Bovespa. 
 
Os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa são segmentos especiais de listagem que foram 
desenvolvidos com o objetivo de proporcionar um ambiente de negociação que estimulasse, simultaneamente, 
o interesse dos investidores e a valorização das companhias. 
 
Empresas listadas nesses segmentos oferecem aos seus acionistas investidores melhorias nas práticas de 
governança corporativa que ampliam os direitos societários dos acionistas minoritários e aumentam a 
transparência das companhias, com divulgação de maior volume de informações e de melhor qualidade, 
facilitando o acompanhamento de sua performance. 
 
A premissa básica é que a adoção de boas práticas de governança corporativa pela companhias confere maior 
credibilidade ao mercado acionário e, como conseqüência, aumenta a confiança e a disposição dos investidores 
em adquirirem as suas ações, pagarem um preço melhor por elas, reduzindo seu custo de captação 
 
A adesão das Companhias ao Nível 1 ou Nível 2 depende do grau de compromisso assumido e é formalizada 
por meio de um contrato, assinado pela BOVESPA, pela Companhia, seus administradores, conselheiros fiscais 
e controladores. Ao assinarem o contrato, as partes acordam em observar o Regulamento de Listagem do 
segmento específico, queconsolida os requisitos que devem ser atendidos pela Companhias listadas naquele 
segmento. 
 
Companhia Nível 1 
 
30 
 
As Companhias Nível 1 se comprometem, principalmente, com melhorias na prestação de informações ao 
mercado e com a dispersão acionária. Por exemplo, a companhia aberta listada no Nível 1 tem como obrigações 
adicionais à legislação: 
• Melhoria nas informações prestadas à CVM, à BOVESPA e ao público em geral. 
• Realização de reuniões públicas com analistas e investidores, ao menos uma vez por ano. 
• Apresentação de um calendário anual, do qual conste a programação dos eventos corporativos, tais como 
Assembléias, divulgação de resultados, etc 
• Divulgação dos termos dos contratos firmados entre a companhia e partes relacionadas. 
• Divulgação, em bases mensais, das negociações de valores mobiliários e derivativos de emissão da 
companhia por parte dos acionistas controladores. 
• Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações, representando 25% (vinte e cinco por cento) 
do capital social da companhia (free float) 
• Quando da realização de distribuições públicas de ações, adoção de mecanismos que favoreçam a 
dispersão do capital. 
 
Companhia Nível 2 
 
As Companhia Nível 2 se comprometem a cumprir as regras aplicáveis ao Nível 1 e, adicionalmente, um conjunto 
mais amplo de práticas de governança relativas aos direitos societários dos acionistas minoritários. Por exemplo, 
a companhia aberta listada no Nível 2 tem como obrigações adicionais à legislação, além das exigências do 
Nível 1: 
• Divulgação de demonstrações financeiras de acordo com padrões internacionais IFRS ou US GAAP(*). 
• Conselho de Administração com mínimo de 5 (cinco) membros e mandato unificado de até 2 (dois) anos, 
permitida a reeleição. No mínimo, 20% (vinte por cento) dos membros deverão ser conselheiros independentes. 
• Direito de voto às ações preferenciais em algumas matérias, tais como, transformação, incorporação, fusão 
ou cisão da companhia e aprovação de contratos entre a companhia e empresas do mesmo grupo sempre que, 
por força de disposição legal ou estatutária, sejam deliberados em Assembléia geral. 
• Extensão para todos os acionistas detentores de ações ordinárias das mesmas condições obtidas pelos 
controladores quando da venda do controle da companhia e de, no mínimo, 100% (oitenta por cento) deste valor 
para os detentores de ações preferenciais (tag along). 
• Realização de uma oferta pública de aquisição de todas as ações em circulação, no mínimo, pelo valor 
econômico, nas hipóteses de fechamento do capital ou cancelamento do registro de negociação neste Nível. 
• Adesão à Câmara de Arbitragem do Mercado para resolução de conflitos societários. 
 
Além de presentes no Regulamento de Listagem, alguns desses compromissos deverão ser aprovados em 
Assembléias Gerais e incluídos no Estatuto Social da companhia. 
 
(*) IFRS: (International Financial Reporting Standard) são um conjunto de normas contábeis internacionais 
publicados e revisados pelo IASB (International Accounting Standards Board). Normas contábeis adotadas pela 
União Européia. 
US GAAP: United States Generally Accepted Accounting Principles) Normas contábeis adotadas nos Estados 
Unidos. 
 
Novo Mercado da BOVESPA 
 
A principal inovação do Novo Mercado, em relação à legislação, é a exigência de que o capital social da 
companhia seja composto somente por ações ordinárias. Porém, esta não é a única. Por exemplo, a companhia 
aberta participante do Novo Mercado tem como obrigações adicionais, além das exigências citadas nos Níveis 
1 e 2. 
Extensão para todos os acionistas das mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda do 
controle da companhia (tag along). 
Cumprimento de regras de disclosure (= transparência) em negociações envolvendo ativos de emissão da 
companhia por parte de acionistas controladores ou administradores da empresa. 
Realização de uma oferta pública de aquisição de todas as ações em circulação, no mínimo, pelo valor 
econômico, nas hipóteses de fechamento do capital ou cancelamento do registro de negociação no Novo 
Mercado. 
 
Além de presentes no Regulamento de Listagem, alguns desses compromissos deverão ser aprovados em 
Assembléias Gerais e incluídos no Estatuto Social da companhia. 
Fique Ligado! 
Características exclusivas das empresas listadas no Novo Mercado: Emissão de ações ordinárias, 
apenas. Tag Along de 100% para todos os acionistas. 
31 
 
 
Lock-up period 
 
É o período após a colocação primária das ações, durante o qual os controladores (acionistas originais) não 
podem vender suas ações. As empresas que se listarem no NM (Novo Mercado) devem seguir a seguinte regra: 
até o 6° mês seguinte à oferta inicial os controladores não podem vender nenhuma ação e do 7° mês até o final 
do 1° ano após a emissão podem vender, no máximo, 40% de suas ações. 
O objetivo do mecanismo de lock up é transmitir maior segurança aos investidores de que os empreendedores, 
ao realizarem uma oferta de ações, não pretendem se desfazer das ações da empresa, mas sim buscar sócios 
para financiar a expansão de suas atividades. 
 
Silent Period 
 
A fim de assegurar a formação correta de preços e prevenir-se contra a publicação de informações não 
autorizadas sobre previsões de lucro ou qualquer outra informação importante antes de seu anúncio oficial, o 
“silent period” constitui-se de um período em que a empresa restringe-se de fazer comentários públicos até a 
publicação oficial de seu balanço. 
isto normalmente ocorre antes de uma emissão pública de ações. Por outro lado, se as previsões feitas 
anteriormente forem muito diferentes do que realmente deverá acontecer esta regra poderá ser quebrada para 
evitar prejuízos para novos acionistas. 
 
Free Float – Quantidade mínima de ações que devem permanecer em circulação no mercado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
 
 
 
TABELA RESUMO DE GOVERNAÇA CORPORATIVA 
 Legislação 
Lei 10.303 
Nível 1 Nível 2 Novo 
Mercado Requisitos de 
Transparência 
Requisitos Societários + 
Transparência 
Tag Along 80% ON 80% ON 100% ON e 100% PN 100% 
ON 
Proporção 
ON/PN 
50% (para novas companhias) 100% 
ON 
Free Float 25% 25% 25% 
Conselho de 
Administração 
Mínimo 3 membros, eleitos pela Assembléia 
Geral, com mandato não superior a 3 anos, 
permitida a reeleição. 
Mínimo 5 membros, com mandato de 2 anos, 
permitida a reeleição. 20% dos Conselheiros 
devem ser independentes. 
Câmara de 
Arbitragem de 
Mercado* 
 
Não 
 
Não 
 
Sim 
 
Sim 
Lock up Period 
(apenas IPO) 
 100% 6 meses 
40% restante 
Prazo 
convocação 
Assembléia 
15 dias antecedência 15 dias 
antecedência 
15 dias 
antecedência 
15 dias 
antecedência 
Valores para IPO Mínimo $10 
milhões 
Outros Fechamento de 
Capital Preço justo PL 
contábil, fluxo de 
caixa descontado, 
cotação de ações no 
mercado. 
Calendário anual 
de eventos 
corporativos. 
Reunião pública 
anual com 
analistas de 
investimento. 
Fechamento de 
Capital pelo valor 
econômico. 
Direito a voto 
para PN em 
assuntos 
específicos. *** 
Fechamento de 
Capital pelo valor 
econômico. 
Somente ações 
ON. 
*Câmara de Arbitragem de Mercado: solução privada, amigável e imparcial de conflitos por meio de árbitros (não cabe recurso ao 
judiciário). 
** Informações prestadas trimestralmente: demonstrações de fluxo de fluxo de caixa; posições acionárias de quem detiver mais de 
5% do K votante. 
** Cumprimento de regras de transparência em negociações envolvendo ativos de emissão da Cia por parte de acionistas 
controladores ou administradores da mesma. 
*** Transformação, incorporação, fusão e cisão; aprovação de contratos entre a Cia e o acionista controlador. Avaliação de bens 
para aumento de K da Cia. Escolha de empresa especializada para determinação do valor econômico da Cia. 
 
1.13 Clube de Investimentos 
Art. 1º O Clube de Investimento éum condomínio aberto constituído por no mínimo 3 (três) e no máximo 50 
(cinquenta) pessoas naturais, para aplicação de recursos em títulos e valores mobiliários. 
 
Art. 2º Da denominação do Clube deve constar a expressão “Clube de Investimento”. 
 
33 
 
Art. 3º O Clube deve ser constituído por ato do administrador e seu funcionamento depende de registro em 
entidade administradora de mercado organizado - CVM 
 
Parágrafo único. A entidade administradora de mercado organizado deve regulamentar a atuação e manter os 
controles cabíveis sobre as atividades dos Clubes nela registrados 
 
Art. 6º Nenhum cotista pode ser titular de mais de 40% (quarenta por cento) do total das cotas do Clube. 
 
Art. 10. A distribuição de cotas de Clubes independe de registro na CVM, mas deve ser realizada por 
intermédio de integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários. 
 
Art. 18. O Clube deve ser administrado por sociedade corretora, sociedade distribuidora, banco de 
investimento ou banco múltiplo com carteira de investimento, que é responsável pelo conjunto de atividades e 
de serviços relacionados direta e indiretamente ao seu funcionamento e manutenção. 
 
Parágrafo único. A atividade de administração de Clubes deve ficar sob a supervisão e responsabilidade direta 
de um diretor estatutário do administrador, que a pode cumular com outras obrigações e responsabilidades, 
desde que não haja conflito entre as atividades. 
 
Art. 19. A gestão da carteira do Clube pode ser exercida: 
 
I – pelo administrador, desde que previamente autorizado a exercer a atividade de administrador de carteira de 
valores mobiliários pela CVM e eleito pela assembleia geral; 
II – por pessoas naturais ou jurídicas contratadas pelo administrador, desde que previamente autorizadas a 
exercer a atividade de administrador de carteira de valores mobiliários pela CVM; ou 
III – por um ou mais cotistas, eleitos pela assembleia geral, observado o disposto no § 2º. 
§ 1º É vedada a gestão da carteira do Clube por agente autônomo de investimento, ainda que seja cotista. 
§ 2º Em caso de gestão por cotista, é vedado a este: 
I – ter mais de um Clube sob a sua gestão; e 
II – receber qualquer espécie de remuneração ou benefício, direto ou indireto, pelos serviços prestados ao Clube. 
 
§ 3º Os contratos firmados na forma do caput, inciso II, devem estipular a responsabilidade solidária entre o 
administrador e o gestor contratado por eventuais prejuízos causados aos cotistas do Clube em virtude das 
condutas contrárias à lei, à regulamentação ou ao estatuto. 
 
Art. 26. O Clube deve possuir, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento) de seu patrimônio líquido 
investido em: 
 
I – ações; 
II – bônus de subscrição; 
III – debêntures conversíveis em ações, de emissão de companhias abertas; 
IV – recibos de subscrição; 
V – cotas de fundos de índices de ações negociados em mercado organizado; e 
VI – certificados de depósitos de ações. 
 
Parágrafo único. No cálculo do percentual mínimo a que se refere este artigo: 
I – devem ser considerados os ativos cedidos em empréstimo e as garantias depositadas em excesso, desde 
que constituídas pelos títulos referidos no caput; e 
II – não devem ser considerados os ativos referidos no caput que estejam depositados como garantia de 
operações próprias. 
 
Art. 27. O montante que exceder a porcentagem estabelecida no art. 26 pode ser aplicado em: 
 
I – outros valores mobiliários de emissão de companhias abertas; 
II – cotas de fundos de investimento das classes “Curto Prazo”, “Referenciado” e “Renda Fixa”; 
III – títulos públicos federais; 
IV – títulos de responsabilidade de instituição financeira; e 
V – compra de opções, observado o disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo. 
 
§ 1º O Clube poderá realizar outras operações em mercados de derivativos, além daquelas referidas no inciso 
V do caput, incumbindo à entidade administradora de mercado organizado: 
 
34 
 
2. Instrumentos de Renda Fixa 
 
2.1. Definição 
Os Instrumentos de renda fixa podem ser classificados em títulos de emissão de dívida (pública ou privada) e 
em títulos de crédito (nota promissória, debêntures, etc.), sendo que, em ambos os casos, permitem aos seus 
emissores – instituição financeira, instituição não financeira ou governo, captar recursos de investidores. 
 
O doador (investidor) dos recursos torna-se credor do emissor, que ao lançar esse título, aumenta seu passivo, 
seja ele de curto ou de longo prazo. Quando de seu vencimento, o título é resgatado e o capital retorna ao 
investidor acrescido dos jutos do período. 
 
Outras características importante dos instrumentos de renda fixa é a existência de mercado secundário para sua 
grande maioria, ou seja, após sua emissão é permitido (obedecidas algumas regras), que estes instrumentos 
troquem de mãos quantas vezes os mesmos forem negociados. 
 
 
 
2.2. Principais Instrumentos 
 
2.2.1. Títulos Públicos 
 
Os Governos federal, estadual e municipal emitem títulos da dívida pública para captar recursos. Os títulos 
públicos federais têm maior aceitação e liquidez. Os títulos estaduais e municipais têm baixa liquidez e circulação 
mais restrita. 
Os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional estão voltados a financiamento do déficit e antecipação de receitas 
orçamentais. 
Para execução da Política Monetária o Banco Central utiliza-se dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional. 
 
De acordo com a Lei de Responsabilidade fiscal, somente o Tesouro Nacional pode emitir títulos de 
dívida. 
 
 
 
 
LFT – LETRA FINANCEIRA DO TESOURO 
 
Classificação – Renda Fixa 
 
Remuneração – Pós Fixado, rendimento indexado a Selic Over 
Pagamentos de Juros – Título Zero Cupom, não tem pagamentos de juros intermediários 
Pagamento do Principal – Rendimento somente no vencimento, no final da operação o governo paga o valor 
nominal da operação mais o juros acumulados no período, ou seja taxa selic over. Entretanto o investidor pode 
negociar o papel no mercado secundário, com ágio ou deságio antes do vencimento 
Valor Nominal – Título tem valor nominal de R$ 1.000,00 , depois é remunerado diariamente pela taxa Selic 
Over 
Risco – Título com baixo risco de crédito, mercado e liquidez 
 
LTN – Letra do Tesouro Nacional 
 
Classificação – Renda Fixa 
 
Remuneração – Título Pré-Fixado 
Pagamentos de Juros - Título Zero Cupom, não tem pagamentos de juros intermediários 
Pagamento do Principal – Rendimento somente no vencimento, o tesouro paga R$ 1.000,00 no final da operação 
Valor Nominal – Título sempre negociado com deságio, visto que no final o tesouro paga R$ 1.000,00. Entretanto 
o investidor pode negociar o papel no mercado secundário, com ágio ou deságio antes do vencimento 
Risco – Título com baixo risco de crédito e liquidez, mas com alto risco de mercado por se tratar de título pré 
fixado. Investidor pode ter grandes perdas se a taxa de juros do mercado aumentar. Papel recomendado para 
cenários de baixa de juros no mercado 
 
 
35 
 
NTN B - NOTAS DO TESOURO NACIONAL DA SÉRIE B 
 
Classificação – Renda Fixa 
 
Remuneração – IPCA mais cupons de juros (6% aa) 
Pagamentos de Juros – Título com pagamento intermediário – semestral de juros 
Pagamento do Principal – Semestralmente o tesouro remunera o investidor através do pagamento de juros que 
incide sobre o valor nominal 
Valor Nominal – Título começa com R$ 1.000,00 e sofre a incidência da variação do IPCA, ou seja VNA – Valor 
Nominal Atualizado 
Risco – Título com baixo risco de crédito e liquidez. Entretanto a parte pré fixada da operação tem risco de 
mercado 
 
NTN B – PRINCIPAL 
 
Mesmas características. Porém emitida sem cupom de juros. 
 
NTN C – NOTAS DO TESOURO NACIONAL SÉRIE C 
 
Classificação – Renda Fixa 
 
Remuneração – IGP-M mais cupons de juros (6% aa) 
Pagamentos de Juros – Título com pagamento intermediário – semestral de juros 
Pagamento do Principal – Semestralmente o tesouro remunera o investidor através do pagamento de juros que 
incide sobre o valor nominalValor Nominal – Título começa com R$ 1.000,00 e sofre a incidência da variação do IGP-M, ou seja VNA – Valor 
Nominal Atualizado 
Risco – Título com baixo risco de crédito e liquidez. Entretanto a parte pré-fixada da operação tem risco de 
mercado. 
 
NTN – D NOTAS DO TESOURO NACIONAL SÉRIE D 
 
Classificação – Renda Fixa 
 
Remuneração – Variação Cambial (PTAX) mais cupons de juros 
Pagamentos de Juros – Título com pagamento intermediário – semestral de juros 
Pagamento do Principal – Semestralmente o tesouro remunera o investidor através do pagamento de juros que 
incide sobre o valor nominal 
Valor Nominal – Título começa com R$ 1.000,00 e sofre a incidência da variação do cambial, ou seja VNA – 
Valor Nominal Atualizado 
Risco – Título com baixo risco de crédito e liquidez. Entretanto a parte pré-fixada da operação tem risco de 
mercado 
 
NTN F – NOTAS DO TESOURO NACIONAL DA SÉRIE F 
 
Classificação – Renda Fixa 
 
Remuneração – Pré Fixada – 10% aa 
Pagamentos de Juros – Título com pagamento intermediário – semestral de juros 
Pagamento do Principal – Semestralmente o tesouro remunera o investidor através do pagamento de juros que 
incide sobre o valor nominal 
Valor Nominal – Título começa com R$ 1.000,00 e semestralmente o tesouro paga juros sobre o valor nominal 
Risco – Título com baixo risco de crédito e liquidez, mas com alto risco de mercado por se tratar de título pré 
fixado. Investidor pode ter grandes perdas se a taxa de juros do mercado aumentar. Papel recomendado para 
cenários de baixa de juros no mercado 
 
 
 
Tabela Resumo dos Principais Títulos Públicos emitidos pelo Tesouro Nacional 
 
Título Tipo de Rentabilidade Pagamento 
dos juros 
Pagamento do 
Principal 
ajustado 
36 
 
LFT Rentabilidade diária vinculada à taxa de 
juros básica da economia, a taxa Selic 
over. 
 Vencimento 
LTN Rentabilidade definida (taxa fixa) no 
momento da compra 
 Vencimento 
NTN-B Rentabilidade vinculada à variação do 
IPCA, acrescida de juros definidos no 
momento da compra 
Semestral Vencimento 
NTN-B 
PRINCIPAL 
Rentabilidade vinculada à variação do 
IPCA, acrescida de juros definidos no 
momento da compra 
 
NTN-C Rentabilidade vinculada à variação do 
IGP-M, acrescida de juros definidos no 
momento da compra 
Semestral Vencimento 
NTN-F Rentabilidade prefixada, acrescida de 
juros definidos no momento da compra 
Semestral Vencimento 
NTN-D 
 
Rentabilidade vinculada a variação 
cambial PTAX mais cupom de juros 
 
 
Negociação dos Títulos Públicos 
 
Mercado primário – Leilões 
 
É o mercado no qual o título é negociado pela primeira vez, ou seja, é feita a negociação direta entre o emitente 
dos títulos (governo) e seus adquirentes. Sendo assim, é na colocação primária que o governo capta recursos 
financeiros do mercado. 
O Banco Central coordena a colocação primária de títulos públicos federais através de leilões periódicos, formais 
ou informais: 
 
Mercado secundário (Open Market) 
 
Os títulos públicos adquiridos no mercado primário pelas instituições financeiras não são necessariamente 
mantidos até o vencimento. 
Podem eventualmente ser negociados com outras instituições no open market, mercado secundário. É neste 
mercado que ocorre a troca de reservas bancárias lastradas em títulos públicos federais. 
Perceba que no mercado secundário o governo não está captando recursos novos, mas apenas realizando 
operações de compra e venda de títulos já em circulação. 
Para o Banco Central o open market é um instrumento de política monetária, já que através dessas operações 
pode influenciar a taxa de juros, vendendo títulos quando é preciso enxugar a liquidez do mercado ou 
resgatando-os quando há falta de liquidez. 
As instituições financeiras se utilizam do open market via operações overnight para fechar diariamente seu 
caixa, de acordo com a falta ou sobra de reservas bancárias, vendendo ou comprando títulos públicos federias 
entre si. 
 
 Operação no mercado 
secundário de títulos 
públicos 
Política Monetária 
praticada 
BACEN toma títulos 
emprestados do 
Tesouro 
Vende os títulos ao 
mercado 
Reduz a oferta de moeda 
BACEN devolve títulos 
ao Tesouro 
Compra os títulos do 
mercado 
Aumenta a oferta de 
moeda 
 
 
TESOURO DIRETO 
Características 
• O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a BMF&F Bovespa para 
venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet 
• As compras tradicionais no Tesouro Direto deverão ser múltiplas de 0,01 título ou 1% 
• O limite máximo de compra por investidor é de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) por mês 
37 
 
Taxa cobrada pela BM&FBOVESPA - CUSTÓDIA 
• Taxa de custódia de 0,30% a.a. sobre o valor dos títulos referente aos serviços de guarda dos títulos e às 
informações e movimentações dos saldos. Essa taxa é provisionada diariamente a partir da liquidação da 
operação de compra (D+2). Por isso, é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o 
título. 
Taxa cobrada pela instituição financeira: 
• A taxa cobrada pela instituição financeira é livremente pactuada com o investidor. O Tesouro Direto 
disponibiliza em seu site um ranking com as taxas cobradas por cada instituição 
Resgate 
• O Tesouro Nacional garante liquidez diária aos seus títulos públicos adquiridos no Tesouro Direto. Isso 
significa que você poderá resgatar os seus investimentos todos os dias. Das 9h30 às 18h, nos dias úteis, os 
resgates serão processados com os preços e taxas disponíveis no momento da transação. Das 18h às 5h e ao 
longo de todo o fim de semana ou feriado, os resgates serão liquidados com os preços e taxas de abertura do 
dia útil seguinte. 
• Para os títulos que pagam juros semestrais (cupons de juros) - Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), 
Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais (NTN-C) e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) - a opção 
de resgate será suspensa 2 (dois) dias úteis antes do pagamento desses fluxos periódicos. 
TÍTULO PÚBLICO TESOURO DIRETO 
LFT Tesouro Selic 
LTN Tesouro Pré Fixado 
NTN-B Tesouro IPCA + com juros semestrais 
NTN-B PRINCIPAL Tesouro IPCA sem juros semestrais 
NTN-F Tesouro pré fixado com juros semestrais 
 
 
 
 
2.2.2. Títulos Privados Bancários 
 
Certificados de Deposito Bancário - CDB 
 
Características 
• Títulos representativos de depósitos a prazo, emitidos por bancos múltiplos, de investimentos e comerciais. 
• São nominativos, negociáveis e transferíveis através de endosso “em preto” que significa a necessidade de 
identificar o novo proprietário do titulo. Quando negociado antes do vencimento terá seu valor de mercado 
apurado em função da atual taxa de mercado. 
 
Renumeração do investidor 
Os depósitos a prazo podem ser taxa prefixada ou pós- fixadas,decidida de comum entre o banco que capta os 
recursos e o investidor que efetua o deposito/aplicação. 
• Os CDBs prefixados estabelecem, a taxa de renumeração pelo período do investimento. 
• Os CDBs pós-fixados são renumerados por uma taxa de juros aplicada sobre o valor do investimento 
corrigido pelo índice de correção desse deposito,podendo ser a variação da taxa CDI, da TR, da TBF, IGP-M, 
etc. 
 
Prazo mínimos de emissão 
• CDB prefixado ou corrigido pela variação da taxa DI: a partir de 1 dia 
• CDB corrigido pela TR ou TJLP: prazo mínimo de 1 mês 
• CDB corrigido pela TBF: prazo mínimo de 2 meses 
• CBD corrigido pelo IGP-M: prazo mínimo de 1 ano 
• Não há referencias a prazos máximos de emissão 
 
 Forma de Resgate 
38 
 
• Com liquidez: o banco oferece liquidez, ou seja, possibilidade de resgate a qualquer momento, cumprida 
determinado período de carência, se aplicável. 
• Sem liquidez: o pagamento do principal corrigido será pago somente na data do vencimento do contrato. 
Se necessitar de liquidez antes dessa data o investidor estará sujeito ao risco da flutuação da taxa de juros. 
 
Garantias ao Investidor 
O CDB é garantido pela instituição financeira emissora que tema obrigação de resgatar o título na data do 
vencimento. Caso isso não ocorra, o investidor conta com a garantia do FGC – Fundo Garantidor de Créditos 
que garante as aplicações em CDB (dentre outras), até R$ 250.000,00 por CPF ou CNPJ, em caso de 
inadimplência da instituição financeira emissora. 
 
Letras Financeiras - LF 
 
As Letras Financeiras visam alongar a forma de captação dos bancos, proporcionando melhor gerenciamento 
entre o ativo e o passivo dessas instituições. Reguladas pelo Banco Central, as LFs podem ser registradas por 
bancos múltiplos, comerciais, de investimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, caixas 
econômicas, companhias hipotecárias e sociedades de crédito imobiliário. Pode ter remuneração por taxa de 
juros prefixada, flutuante em DI ou Selic, ou por índice de preços. 
 
A LF, objeto de negociação privada, foi criada pela Medida Provisória nº 472, de dezembro de 2009, e 
regulamentada pela Resolução no 3.836 do CMN – Conselho Monetário Nacional. O ativo tem prazo mínimo de 
vencimento de 24 meses e valor nominal unitário mínimo de R$ 300 mil. Não é permitido o resgate antes do 
prazo de vencimento. O título pode, ainda, ser emitido de forma subordinada à LFS – Letra Financeira 
Subordinada, porém o prazo mínimo de emissão passa a ser de 5 anos, valor R$ 50.000,00 
 
As ofertas públicas de distribuição de Letras Financeiras foram regulamentadas pela Instrução nº 488, editada 
pela Comissão de Valores Mobiliários, em 16 de dezembro de 2010. As principais características do ativo são: 
prazo mínimo de vencimento de 24 meses 
 
2.3.3. Títulos do Segmento Imobiliário 
 
Letras de Crédito Imobiliário - LCI 
 
Descrição : Título de Crédito lastreado por créditos imobiliários, garantidos por hipoteca ou alienação fiduciária 
Emissor : Banco Comercial, Banco Múltiplo com carteira de crédito imobiliário, sociedade de crédito imobiliário 
Renumeração : Pré, Flutuante e Índice de Preços 
Prazos : Não ser emitida com prazo superior a carteira de crédito imobiliário 
I - 36 meses, contados da data de sua emissão, quando atualizada mensalmente por índice de preços; 
II - doze meses, contados da data de sua emissão, quando atualizada anualmente por índice de preços; 
III – 90 dias, contados da data de sua emissão, nos demais casos. 
 
 
Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI 
 
Descrição : Título de crédito lastreado em crédito imobiliários 
Emissor : Cias Securitizadoras 
Renumeração : Pré, Flutuante Índice de Preços. Vedada a emissão com variação cambial 
Forma de Colocação e Modalidade : 
Simples e Fiduciário 
Distribuição Pública com registro na CVM 
Garantia Flutuante 
 
Cedula Crédito Imobiliário – CCI 
 
A CCI será emitida pelo credor do crédito imobiliário e poderá ser integral, quando representar a totalidade do 
crédito, ou fracionária, quando representar parte dele, não podendo a soma das CCI fracionárias emitidas em 
relação a cada crédito exceder o valor total do crédito que elas representam. 
 A CCI deverá conter: 
 I - a denominação "Cédula de Crédito Imobiliário", quando emitida cartularmente; 
II - o nome, a qualificação e o endereço do credor e do devedor e, no caso de emissão escritural, também o do 
custodiante; 
III - a identificação do imóvel objeto do crédito imobiliário, com a indicação da respectiva matrícula no Registro 
de Imóveis competente e do registro da constituição da garantia, se for o caso; 
39 
 
IV - a modalidade da garantia, se for o caso; 
 
A CCI é título executivo extrajudicial, exigível pelo valor apurado de acordo com as cláusulas e condições 
pactuadas no contrato que lhe deu origem. 
 
Pode servir de lastro para emissão de CRI. 
 
 
2.3.4 Títulos do Segmento Agrícola 
 
Cédula de Produto Rural – CPR 
 
A Cédula de Produto Rural – CPR é um título pelo qual o emitente, produtor rural (pessoa física ou jurídica) ou 
cooperativa de produção, vende antecipadamente certa quantidade de mercadoria, recebendo o valor negociado 
(ou insumos) no ato da venda e comprometendo-se a entregá-la na qualidade e no local acordado em data 
futura. 
Primeiramente, o emissor (produtor rural ou cooperativa de produção) deve procurar uma instituição (banco ou 
seguradora) que dê garantia à CPR. Essa instituição, após análise do cadastro e das garantias do emissor, 
acrescenta seu aval ou agrega um seguro. De posse da CPR avalizada ou segurada, o emissor pode negociá-
la no mercado. 
 
Tipos de CPR 
• Com liquidação física: O produtor entrega no produto na data combinada. 
• Com liquidação financeira: O emissor recebe determinado volume de recursos no ato da venda. Por ocasião 
do vencimento, em vez de entregar a mercadoria ao favorecido, o emissor o liquida em dinheiro, ou seja, liquida 
a CPR pelo preço do dia da mercadoria objeto de negociação caracterizado assim a equivalência em produto. 
 
Negociação 
A CPR pode ser negociada no mercado primário, quando o emitente deseja adiantar recursos para utilizar na 
produção de determinada mercadoria agropecuária, e no mercado secundário, quando o adquirente da CPR 
deseja negociá-la por meio de sua venda a outro agente interessado. 
A negociação pode ser feita por intermédio do mercado de balcão ou da Bolsa Brasileira de Mercadorias. Pode-
se utilizar também o leilão eletrônico do Banco do Brasil, que interliga as bolsas de mercadorias regionais. 
 
Registro 
A BM&F criou Sistema de Registro de Custódia de Títulos do Agronegócio (SRCA), que proporciona o registro 
das negociações e informa os dados da CPR. O registro assegura os compradores da existência e da veracidade 
das características do título. Desse modo, os administradores de fundos de investimento podem negociar CPR’s 
tanto no mercado primário como no secundário, desde que sua renumeração seja atrativa. 
 
Letras de Crédito do Agronegócio - LCA 
 
Descrição: Título de crédito, nominativo, de livre negociação e representa promessa de pagamento em dinheiro. 
Tem liquidez e certeza e por isso tem natureza de título executivo extrajudicial. Está ligado à atividade 
agropecuária, mas de modo derivado, visto que seu ambiente é o sistema financeiro. Tem aspecto causal, já que 
terá sempre base em obrigação resultante da atividade de produção, indústria ou comercialização de bens de 
natureza agrícola ou pecuária, os insumos que necessitam e máquinas e equipamentos ou implementos dedicados 
àquela atividade. 
 
Emissor : instituições financeiras públicas ou privadas 
Renumeração : Taxa fixa, flutuante e índice de preços 
Prazos : Não pode ser emitida com prazo superior a carteira de crédito do agronegócio 
 
Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio - CDCA 
 
O CDCA é um título de crédito nominativo, de livre negociação e representativo de promessa de pagamento em 
dinheiro, vinculado a direitos creditórios originários de negócios realizados entre produtores rurais (ou suas 
cooperativas) e terceiros, inclusive financiamentos ou empréstimos. 
 
É emitido exclusivamente por cooperativas de produtores rurais e outras pessoas jurídicas que exerçam 
atividades de comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos e insumos agropecuários ou de 
máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária. Pode ser também distribuído por meio de oferta 
pública. 
40 
 
 
Certificado de Recebíveis do Agronegócio – CRA 
 
O CRA é emitido exclusivamente pelas companhias securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio e 
vinculado a direitos creditórios originários de negócios entre produtores rurais (ou suas cooperativas) e terceiros, 
inclusive financiamentos ou empréstimos. 
 
As operações com CRA têm alíquota zero de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investidores 
pessoa física. O título pode conter cláusula expressa de variação do seu valor nominal, desde que seja a mesma 
dos direitos creditórios a ele vinculados. 
 
2.3.5 Títulos do Segmento Comercial 
 
Cédula de Crédito Bancário - CCB 
 
Descrição : A cédula de crédito bancário representa operação de crédito, de qualquermodalidade, realizada 
por instituição financeira ou entidade equiparada, integrante do Sistema Financeiro Nacional. 
É título executivo extrajudicial, representando dívida em dinheiro, certa, líquida e exigível, seja pela soma nele 
indicada, seja pelo saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo, ou em extratos de conta-corrente. 
É admitida a emissão de cédula com ou sem garantia, fidejussória ou real, cedularmente constituída. 
Emissor : Pessoa Física e Jurídica 
Renumeração : Pré, Flutuante, TR, TBF, TJLP , Índice de Preços e Variação Cambial 
Forma de Colocação e Modalidade : Diretamente na Instituição Financeira 
 
Certificado de Cédula de Crédito Bancário – CCCB 
 
Descrição:Título representativo de cédulas de crédito bancário. O CCCB pode representar cédulas de diferentes 
valores, prazos e condições de remuneração. 
Emissor:Instituição financeira depositária de cédulas de crédito bancário. 
A emissora de certificado: 
- responde pela origem e autenticidade das respectivas cédulas; 
- atua como mandatária do seu titular, sendo responsável pela cobrança das cédulas corres-pondentes; e 
- deve manter atualizadas as informações a respeito dos créditos nele representados. 
Emitido o certificado, as cédulas e as importâncias recebidas pela instituição financeira a título de pagamento 
do principal e de encargos não poderão ser objeto de penhora, arresto, seqüestro, busca e apreensão, ou 
qualquer outro embaraço que impeça sua entrega ao titular do certificado, mas este poderá ser objeto de 
penhora, ou de qualquer medida cautelar por obrigação do seu titular 
Remuneração: O certificado de cédula de crédito bancário não tem remuneração específica. 
 
2.3.6 FGC – Fundo Garantidor de Créditos 
 
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma associação civil sem fins lucrativos e tem por objeto prestar 
garantia de créditos contra instituições dele participantes, nas hipóteses de: 
• decretação de intervenção, liquidação extrajudicial ou falência da associada; 
• reconhecimento pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência da associada. 
O total de créditos de cada pessoa contra a mesma instituição associada, ou contra todas as instituições 
associadas do mesmo conglomerado financeiro, será garantido até o valor de R$ 250.000,00 (sessenta mil 
reais). 
 
FGC – Fundo Garantidor de Créditos 
O que é Associação civil, sem fins lucrativos, administrada por um Conselho de 
Administração, designado pela Confederação Nacional das Instituições 
Financeiras. 
Objetivos Proteger o peque poupador; 
Promover a estabilidade do sistema financeiro 
Evitar crise bancária sistêmica 
Limite de 
cobertura 
O total de créditos de cada pessoa contra a mesma instituição associada, ou 
contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro, 
será garantido até o valor de R$ 250.000,00 (sessenta mil reais). 
Devem ser somados os créditos de cada credor, identificado pelo respectivo 
Cadastro de Pessoa Físicas (CPF)/Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica 
(CNPJ), contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado 
financeiro. 
41 
 
Depósitos 
cobertos 
Depósito a vista ou sacáveis mediante aviso prévio; 
Depósito de poupança; 
Depósito a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB e RDB); 
Letras de Câmbio; 
Letras imobiliárias; 
Letras Hipotecárias; 
Letra de Crédito do Agronégocio 
Depósitos em contas-correntes de depósito para investimento; 
Depósitos mantidos em contas não movimentáveis, por cheques referentes à 
prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, 
pensões e similares; 
Letras de crédito imobiliário. 
DPGE O DPGE é um título de renda fixa representativo de depósito a prazo criado para 
auxiliar instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento, 
de investimento, além de sociedades de crédito, financiamento e investimentos e 
caixas econômicas – de porte pequeno e médio a captar recursos. Assim, confere 
ao seu detentor um direito de crédito contra o emissor. 
Criado em abril de 2009, quando o Conselho Monetário Nacional - CMN emitiu a 
Resolução no. 3692, é destinado a investidores pessoa física e jurídica. Em 2012, o 
CMN, por intermédio da Resolução no. 4222, criou uma nova modalidade do ativo, 
conhecida como DPGE II. Esta versão tem como diferencial ser elegível ao Fundo 
Garantidor de Crédito (FGC). 
Além disso, os prazos devem se ajustar aos empréstimos que os bancos usarão 
como lastro. As demais características são iguais às da primeira modalidade de 
DPGE. 
Os DPGEs podem remunerar a taxas pré ou pós-fixadas. O prazo de resgate é 
determinado no momento da contratação, mas não pode ser inferior a 6 meses nem 
superior a 36. Uma característica importante é a não poder resgatar 
antecipadamente nem parcialmente. 
FGC – R$ 40.000.000,00 
 
 
 
 
 
2.3.7 Debêntures 
 
Conceito 
Debêntures são valores mobiliários representativos de dívida de médio e longo prazos que asseguram aos seus 
detentores (os debenturistas) direito de crédito contra a companhia emissora. 
A captação de recursos no mercado de capitais pode ser feita por Sociedades anônimas de capital aberto ou 
fechado não financeiras. Entretanto, somente as sociedades anônimas de capital aberto, com registro na CVM 
– Comissão de Valores Mobiliários podem fazer emissões públicas de debêntures, isto é, voltadas ao público 
em geral. 
 
Escritura 
A escritura é o documento em que estão escritas as condições sob as quais a debênture será emitida, tais como 
direitos conferidos pelos títulos, deveres da emissora, montante da emissão e quantidade de títulos, condições 
de amortização e renumeração, juros, prêmio, etc. 
 
Registro 
A emissão deverá ser registrada na CVM e, por se tratar de emissão escritural, na Cetip;SND (Sistema Nacional 
de Debêntures), onde são realizados os controles de transferência e efetuadas as liquidações financeiras das 
operações. O registro na CETIP não é obrigatório, mas os investidores qualificados ficam impedidos de adquiri-
los caso não estejam ali custodiado. 
 
Características da emissão e dos títulos – Tipos e prazos mínimos 
42 
 
 
Debênture simples: No vencimento, o debenturista recebe seu capital de volta em dinheiro. Prazo mínimo: 1 
ano 
 
Conversível (DCA): Debênture que pode ser convertida em ações, a exclusivo critério do investidor, em épocas 
e condições pré-determinadas. Prazo mínimo: 3 anos. 
 I - as bases da conversão, seja em número de ações em que poderá ser convertida cada debênture, seja 
como relação entre o valor nominal da debênture e o preço de emissão das ações; 
 II - a espécie e a classe das ações em que poderá ser convertida; 
 III - o prazo ou época para o exercício do direito à conversão; 
 IV - as demais condições a que a conversão acaso fique sujeita. 
 
Podem ser negociadas no mercado secundário antes do vencimento. 
 
Emissão Pública e Privada 
A emissão pública é direcionada ao público investidor em geral, feita por companhia aberta, sob registro na 
CVM. A emissão privada é voltada a um grupo restrito de investidores, não sendo necessário o registro junto à 
CVM. 
 
Características 
 
Resgate Antecipado 
A companhia emissora paga integralmente o valor nominal de algumas debêntures, não afetando todas as 
debêntures de uma série. Esse resgate pode ser facultativo ou programado. No resgate facultativo, a companhia 
emissora prevê a possibilidade de efetuar resgates antecipados. Já no resgate programado, a emissora fixa a 
data e a quantidade de debêntures que serão resgatadas antecipadamente. A realização do resgate antecipado 
deve ser feita via sorteio ou, para debêntures negociadas com deságio, através de negociação em bolsa. 
 
 
Repactuação 
 
A escritura de emissão pode conter cláusula de repactuação, que significa renegociar as condições acertadas 
com os debenturistas, de forma a adequar as características dos títulos às condições de mercado. Caso os 
investidores não aceitem as novas condições propostas pela companhia,esta terá de adquirir as debêntures. 
As debêntures, uma vez adquiridas, podem permanecer em tesouraria (fora de circulação) ou ser canceladas. 
Se a empresa mantiver as debêntures em tesouraria, poderá posteriormente recolocá-las no mercado para 
outros interessados. 
 
Vencimento 
Determina na escritura de emissão pode considerar situações de vencimento único ou vencimento por séries. A 
legislação brasileira ainda prevê a possibilidade de uma debênture ser emitida com vencimento somente nos 
casos de inadimplemento das obrigações, de dissolução da companhia ou de outras condições previstas no 
título, sendo conhecida como debênture perpétua. 
 
Vencimento Antecipado – quebra de covenant e cross default 
Covenant constitui um sistema de garantia indireta, próprio de financiamentos, representado por um conjunto 
de obrigações contratuais acessórias, positivas ou negativas, objetivando o pagamento da dívida. São 
exigências relativas à observância de certas práticas de gestão, consideradas indispensáveis à eficiente 
administração da empresa. Exemplo: limite de endividamento. 
 
Cross default está associado à idéia de que se o devedor deixa de pagar alguém, automaticamente todos os 
débitos que ele tem junto a terceiros serão, de imediato, provisionados de sorte que ele ficará em uma situação 
em que todos o considerem inadimplente. 
Trata-se de uma cláusula contratual em empréstimos de acordo com a qual o tomador será colocado em situação 
de default caso deixe de honrar outra obrigação. 
Assim, os credores se sentirão mais protegidos quando o devedor é declarado por todos os credores como em 
situação de default devido ao fato de não ter honrado apenas e tão somente uma determinada operação. 
 
Cláusula de conversibilidade 
Mecanismo que possibilita ao investidor resgatar seu investimento em dinheiro ou em ações da própria 
companhia, a seu critério. As condições de conversão estão descritas na escritura de emissão. 
 
Hierarquia das Debêntures de acordo com Garantias 
43 
 
 
Em função do tipo de garantia oferecida ou da ausência de garantia, as debêntures são assim classificadas: 
 
Com garantia real – garantidas por bens integrantes do ativo da companhia emissora, ou de terceiros, sob a 
forma de hipoteca ou penhor. 
 
Com privilégio Geral ou Garantia Flutuante – asseguram privilégio geral sobre o ativo da emissora, em caso 
de falência. Os bens objeto da garantia flutuante não ficam vinculados à emissão, o que possibilita à emissora 
dispor dos mesmos sem a prévia autorização dos debenturistas. 
 
Quirografária ou Sem Preferência – não oferecem privilégio algum sobre o ativo da emissora, concorrendo 
em igualdade de condições com os demais credores quirografário (sem preferência), em caso de falência da 
companhia. 
 
Subordinada – na hipótese de liquidação da companhia, oferecem preferência de pagamento tão somente 
sobre o crédito de seus acionistas. 
 
Assembléia de Debenturistas 
 
É o fórum em que se reúnem os debenturistas para discutir e deliberar sobre assuntos relativos a emissão, 
como, por exemplo, alterações propostas nas características da debênture. As Assembléias podem ser 
convocada pela companhia emissora, pelo agente fiduciário, pela CVM e pelos debenturistas. 
 
Deveres do Agente Fiduciário 
 
É o representante legal da comunhão de interesse dos debenturistas, protegendo seus interesses junto à 
emissora. Sua presença é obrigatória nas emissões públicas. 
Podem atuar como agente fiduciário: corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários, bancos de 
investimento e bancos múltiplos com carteira de investimento. 
 
Debentures Incentivadas 
 
Art. 2o No caso de debêntures emitidas por sociedade de propósito específico, constituída sob a forma de 
sociedade por ações, relacionados à captação de recursos com vistas em implementar projetos de investimento 
na área de infraestrutura, ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, 
considerados como prioritários na forma regulamentada pelo Poder Executivo federal, os rendimentos auferidos 
por pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no País sujeitam-se à incidência do imposto sobre a 
renda, exclusivamente na fonte, às seguintes alíquotas: (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) 
(Produção de efeito) (Regulamento) 
 
I - 0% (zero por cento), quando auferidos por pessoa física; e 
 
II - 15% (quinze por cento), quando auferidos por pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido 
ou arbitrado, pessoa jurídica isenta ou optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e 
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional). 
 
 
2.3.8 Notas Promissórias (Commercial Paper) 
 
Descrição : Título de Crédito emitido para emissão pública 
Emissor : S/As de Capital Aberto e Fechado não financeira 
Renumeração : Pré e Flutuante, TR e TJLP 
Prazos : 
Mínimo : 30 dias 
Máximo : 180 Capital Fechado e 360 Capital Aberto 
Forma de Colocação e Modalidade : Emissão pública com registro na CVM 
As notas promissórias tem a função de captação de recursos a fim de financiar o curto prazo 
 
2.3.9 Poupança 
 
Investimento garantido: a poupança conta com a garantia1 do FGC - Fundo Garantidor de Créditos, regulamentado 
pelo Banco Central. 
44 
 
Rendimento certo e conhecido: os rendimentos são calculados a partir de índices oficiais - TR (Taxa Referencial) 
+ juros de 0,5% ao mês. A partir de 03/05/2012 (TR + 70%Selic) 
Isenção de Imposto de Renda e IOF: Diferente de outros tipos de aplicações disponíveis, não há incidência de 
Imposto de Renda3 e IOF, para pessoas físicas. • Pessoas Jurídicas imunes/isentas não pagam e as com fins 
lucrativos estão sujeitas à incidência de 22,5% sobre o rendimento nominal, conforme Lei nº 11.033, de 
21.12.2004 
Resgates a qualquer momento: o saldo da poupança está sempre disponível para resgates4. Resgates fora da 
data de aniversário comprometem a rentabilidade do período. 
Para pessoa jurídica com fins lucrativos, a rentabilidade é de TR + juros de 1,5% ao trimestre. 
Na pessoa jurídica, não há incidência de IR apenas para condomínios comerciais ou residenciais e Instituições 
Imunes (exceto Instituições de Educação ou de Assistência Social sem Fins Lucrativos). 
2.3.10 Operações compromissadas 
 
São operações realizadas no Mercado de Balcão das Instituições do SFN – Sistema Financeiro Nacional, nas 
quais o vendedor assume o compromisso de recomprar os títulos por ele vendidos em data prefixada e também 
mediante o pagamento de juros prefixados, e o comprador, em contrapartida deve assumir o compromisso 
irreversível de revender o título na data de vencimento do compromisso pelo preço fixado. 
 
As instituições que operam nesse mercado de títulos e valores mobiliários devem ser antecipadamente 
habilitadas (autorizadas) pelo Banco Central do Brasil. 
 
As operações compromissadas podem ter por objeto diversos títulos, dentre outros: 
• Títulos Públicos Federais 
• Certificados de depósito bancário 
• Cédulas de crédito bancário 
• Letras hipotecárias 
• Debêntures 
• Notas comerciais 
• Certificado de Recebíveis Imobiliários 
• Cédulas de Produto Rural com liquidação financeira. 
Nota: Citamos aqui apenas os produtos que fazem parte do seu exame ANBID 
 
Vedada operações compromissadas com títulos do próprio emissor 
 
 
 
 
3. Derivativos 
 
3.1 Termo, Futuros, Swaps e Opções. Características formais dos contratos 
 
Mercados Derivativos são aqueles no quais a formação de preços deriva (daí o nome) dos preços do mercado 
à vista. Eles surgiram da necessidade de dar maior flexibilidade e movimentação para os negócios, permitindo, 
por exemplo, que um produtor possa vender antecipadamente a mercadoria que está produzindo, garantindo 
tanto a colocação do seu produto, quanto o preço de venda. 
 
O comprador por sua vez, também garante que terá o produto que precisa e já conhece antecipadamente o 
preço que pagará pela mercadoriaque precisa comprar. 
 
Eficazes na eliminação do risco de variação de preços, os derivativos funcionam como uma espécie de redutores 
de incerteza, e são, na prática, contratos cujo preço varia ou é determinado a partir do preço à vista do ativo 
objeto desse contrato. Vamos conhecer algumas características peculiares a todos estes contratos. 
 
Fluxo de Caixa: A primeira importante característica dos contratos de Derivativos é a transferência para uma 
data futura das movimentações de recursos. Paralelo a isto, entretanto, existe a necessidade de extensão de 
crédito entre as partes envolvidas no contrato. Isto se faz necessário, pois, no final do contrato, a parte devedora 
poderá não fazer o pagamento. 
 
45 
 
Contratos de Balcão: São contratos negociados entre as partes diretamente, isto é, cada um assume o risco 
do outro. A vantagem principal desta modalidade de contrato é a sua customização. As principais desvantagens 
são o risco de crédito entre as partes e a falta de liquidez por falta de um mercado secundário. 
 
Mercados Organizados: Estamos falando das Bolsas de Mercadorias e Futuros e das Bolsas de Valores. Estes 
ambientes proporcionam aos participantes: 
 
✓ Anonimato: As partes operam através de corretores 
✓ Liquidez: Grandes volumes negociados todos os dias 
✓ Padronização: Todos os contratos de uma mesma série são exatamente iguais. 
✓ Segurança: Em função da Margem Inicial e os Ajustes diários o ambiente torna-se muito seguro. 
 
Direitos e Obrigações: Com exceção dos contratos de Operações com opções, que serão objeto de capítulo 
especial, todos os contratos de derivativos são simétricos, isto é, o prejuízo de uma parte será o lucro da outra, 
evidenciando um conjunto de operações de soma zero, os créditos de uns serão exatamente os débitos de 
outros. 
 
Os Instrumentos de Derivativos que fazem parte de seu Exame ANBIMA são os seguintes: 
✓ Mercado a Termo 
✓ Mercado a Futuro 
✓ Mercado Swap 
✓ Mercado de Opções 
 
3.2 Mercado a Termo 
 
O contrato a termo é, provavelmente, o tipo mais básico de derivativo. Neste, uma das partes compromete-se a 
comprar e a outra a vender um ativo, por um preço específico, em uma data predeterminada. As características 
desse contrato são: 
 
Fluxo de capital: não há fluxo de recursos financeiros no início da operação. 
 
Liquidação no vencimento: normalmente não se liquida antes da data contratada. No vencimento, ocorre a 
liquidação física (entrega da mercadoria) e a correspondente liquidação financeira (pagamento). 
 
Customização: como são normalmente negociados em mercado de balcão, sua formalização visa a atender o 
interesse específico das partes envolvidas. 
 
As exceções ficam por conta dos ativos financeiros (dólar, juros) em que os contratos a termo são liquidados 
por diferença, pois sua natureza não prevê entrega física dos ativos. Porém, contratados a termo de ações e 
ouro na BMFbovespa, tem como característica a previsão de entrega física. Outra característica neste caso é 
que, normalmente, são negociados em balcão e registrados/liquidados em Bolsa de Valores ou Mercadorias. 
As operações realizadas no mercado a termo na bolsa, exigem garantias tanto do comprador como do vendedor, 
bem como margens de garantia. 
 
3.3 Mercado Futuro 
 
Um contrato futuro nada mais é do que um acordo entre duas partes para comprar um ativo a certo preço em 
uma determinada data. Para facilitar este processo, a BM&FBOVESPA determina as características básicas do 
contrato, de forma que todos os participantes no mercado saibam exatamente o que estão comprando ou 
vendendo. 
 
As principais características do Mercado Futuro são: 
Padronização: são contratos negociados em mercado de bolsa, portanto, pouco flexível (em função da 
padronização), mas de alta liquidez. 
 
Ajuste Diário: mecanismo por meio do qual as posições mantidas em aberto são aceleradas financeiramente – 
em todos os dias – em recursos disponível em conta corrente, segundo seu preço de mercado. Esse mecanismo 
impede que eventuais prejuízos se acumulem. Assim, se num dia qualquer, a posição perdedora deixar de 
honrar seu compromisso e não efetuar o pagamento do ajuste, a Bolsa encerra compulsoriamente esta posição, 
utilizando sua margem para saldar o débito. 
 
Margem: caução requerida para assegurar que haverá fundo suficiente para cobrir prejuízos no caso de 
inadimplência do cliente. Tanto comprador como vendedor devem cumprir o depósito de margem que pode ser 
46 
 
constituída em dinheiro, títulos públicos ou privados, ações, carta de fiança, seguro de crédito e certificado de 
ouro. As Bolsas estipulam o percentual de margem com base na natureza de cada ativo. 
 
Negociabilidade: as posições podem ser liquidas a qualquer momento mesmo antes da data do vencimento do 
contrato, bastando para tanto fazer a operação inversa da que está em aberto. Exemplo: quem está comprando 
em contratos de dólar futuro, deverá vendê-los para encerrar sua posição. 
 
Prazos: normalmente, encontram-se abertos à negociação nos mercados futuros, contratos com diversos 
vencimentos, definidos de acordo com a característica da produção e comercialização de cada mercadoria ou 
ativo financeiro. 
Alguns contratos de commodities (mercadorias, em inglês) de alta liquidez, como café, algodão e açúcar, 
prevêem também entrega física. 
 
O contrato futuro impõe compromisso para ambas as partes (comprador e vendedor) e, exatamente por 
isso, ambos podem realizar prejuízo na liquidação da posição. 
 
Contratos padronizados: A BM&FBovespa determina o ativo objeto, o tamanho e a data do vencimento. 
O mecanismo de ajuste diário obriga que o perdedor tenha caixa disponível para fazer frente aos ajustes, 
quando negativos. A margem existe para assegurar que as perdas serão honradas. 
 
No contrato futuro a marcação a mercado diária do contrato se traduz em recebimento ou pagamento de 
ajustes. Em decorrência disso, os contratos Futuros exigem certa reserva de caixa para eventuais 
ajustes até sua liquidação. 
 
Principais Mercados Futuros 
 
Financeiro – Taxa de Câmbio, taxa de juros (DI) 
Commodities – soja, boi gordo, milho, café, ouro, etanol 
 
 
3.4 Mercado de Swap 
 
O contrato de Swap é um contrato particular “entre duas partes (negociado em balcão) que estabelece a troca 
de dois fluxos financeiros segundo condições de prazo e preço definidos entre as partes. 
 
Principais características: 
Fluxo financeiro: não há fluxo financeiro no momento da operação. O contrato é, inclusive, conhecido no 
mercado como “hedge sem caixa” 
 
Liquidação pela diferença: a operação é liquidada pela diferença somente no vencimento do contrato. 
 
Registro: as operações são negociadas no mercado de balcão, mas podem ser registradas na CETIP ou na 
BM&F. 
 
Veja um exemplo prático: 
Um investidor comprou um título de taxa prefixada e teme pela elevação da taxa de juros. Para se proteger 
desse risco, compra um contrato de Swap no qual troca a taxa pré (25% ao ano) por uma taxa flutuante (97% 
do CDI), por exemplo. 
No vencimento, 
a) Se 97% do CDI for maior do que 25% - ele recebe a diferença da contraparte; 
b) b) Se 97% do CDI for menor do que 25% - ele paga a diferença à contraparte. 
Perceba que ele pode ganhar ou perder na operação porque ainda não sabe se a variação do CDI será maior 
ou menor do que 25%. Mas o importante é que o resultado, seja ele qual for, será igual a 97% do CDI que era 
o que o investidor queria. 
 
3.5 Mercado de Opções 
 
Opção é um contrato no qual uma das partes tem só DIREITO (o comprador) e a outra parte tem só OBRIGAÇÃO 
(o vendedor). São conhecidos como assimétricos. 
Para facilitar a compreensão vamos fazer uma analogia com um produto que você conhece: o seguro do carro. 
 
1. O comprador do seguro tem o direito de vender o carro para a Seguradora pelo preço de cobertura da 
apólice (aqui chamado de preço de exercício). 
47 
 
2. Para adquirir esse direito, o comprador paga um prêmio (aqui também se chama prêmio!) que será a perda 
máxima que ele pode ter. Elequer se proteger de um risco (sinistro). 
3. A Seguradora, por sua vez, assume a obrigação de eventualmente ter que comprar o carro do segurado 
(comprador), mesmo que ele não exista mais! 
4. Para assumir essa obrigação ela recebe o prêmio que é o lucro máximo que poderá ter. Ela não acredita 
no risco (sinistro). 
Cenário 1: se ocorre o sinistro, o comprador exerce o direito que tem e ganha tanto mais quanto maior for o 
preço do bem no vencimento. Coitado do vendedor... Seu prejuízo pode ser grande! 
Cenário 2: se não ocorre o sinistro, o comprador não exerce o direito que tem e a Seguradora fica com o valor 
do prêmio. Coitado do comprador... Mas não se preocupe – ele sabia quanto podia perder desde o início, sendo 
o custo de sua proteção. 
 
O mercado de opções tem uma terminologia particular. Vamos conhecê-la antes de seguirmos com o estudo. 
 
• comprador = titular – tem direito – paga o prêmio 
• Vendedor = lançador – tem obrigação – recebe o prêmio 
• Opção de compra = call 
• opção de venda = put 
• Prêmio = preço da opção 
• Ativo Objeto = mercadoria ou ativo financeiro objeto do contrato. 
• Preço de Exercício = Preço predeterminado pelo qual o ativo objeto será comprado ou vendido na data de 
vencimento – bolsa determina o preço 
• Data de Vencimento = data de vencimento do contrato. 
• Opção americana = pode ser exercida a qualquer momento até o dia de vencimento 
• Opção européia = só pode ser exercida na data de vencimento do contrato. 
 
Tipos de opções e representação gráfica 
 
3.5.1 Opção de Compra (call) – Estratégia de Compra (titular) 
Quando usar: acredita na elevação do preço do ativo objeto. 
 
Operação: o comprador (titular) paga um prêmio e adquire o direito de comprar o ativo-objeto pelo preço de 
exercício – acredita que o preço à vista no vencimento deve superar o preço de exercício. (veja quadro abaixo) 
 
Potencial de lucro: acima do ponto de equilíbrio, à medida que o preço à vista do ativo objeto sobe, cresce seu 
lucro proporcionalmente. 
 
Potencial de perda: se a estimativa de alta não se confirmar, o comprador não exerce seu direito (já que pode 
comprar o ativo no mercado por preço inferior ao de exercício) e perde integralmente o prêmio pago, ou seja, 
100% do capital investido. na linguagem do mercado se diz que a opção virou pó...! 
 
 
3.5.2 Opção de Compra (call) – Estratégia de Venda (lançador) 
 
Quando usar: acredita na queda do preço do ativo objeto. 
 
Operação: o vendedor (lançador) recebe um prêmio e assume a obrigação de vender o ativo-objeto pelo preço 
de exercício – acredita que o preço à vista deve ficar abaixo do preço de exercício. (vide quadro abaixo). 
 
Potencial de lucro: seu potencial de ganho se limita ao prêmio recebido se sua estimativa de queda se confirmar 
e não for exercido. O titular (que tem o direito) comprará no mercado à vista por um preço menor que o de 
exercício. 
 
Potencial de perda: ilimitado – acima do ponto de equilíbrio, à medida que o preço à vista sobe, seu prejuízo 
cresce proporcionalmente. 
 
 
3.5.3 Opção de Venda (put) – Estratégia de Compra ( Titular) 
 
Quando usar: acredita na queda de preço do ativo objeto 
 
Operação: o comprador (titular) paga um prêmio e adquire o direito de vender o ativo objeto pelo preço de 
exercício. Acredita na queda do preço 
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Potencial de lucro: a medida que o preço a vista cai, cresce seu lucro proporcionalmente 
 
Potencial de perda: se a estimativa de queda não se confirmar, o comprador não exerce seu direito e perde o 
prêmio 
 
 
 
3.5.4 Opção de Venda (put) – Estratégia de Venda (lançador) 
 
Quando usar: acredita na elevação do preço do ativo objeto. 
 
Operação: o vendedor (lançador) recebe um prêmio e assume a obrigação de comprar o ativo-objeto pelo preço 
de exercício – acredita que o preço à vista no vencimento deve ficar acima do preço de exercício. Vide quadro 
abaixo). 
 
Potencial de lucro: seu potencial de ganho se limita ao prêmio recebido se sua expectativa de alta se confirmar 
e não for exercido. 
 
Potencial de perda: se a expectativa de alta não se confirmar, o comprador exerce seu direito de venda (já que 
o preço de exercício é superior ao preço de mercado) e abaixo do ponto de equilíbrio à medida que o preço à 
vista cai, cresce seu prejuízo proporcionalmente. 
 
 
 
3.5.6 Classificação das Opções quanto à Probabilidade de Exercício 
 
Um dos fatores que determinam o valor do prêmio de uma opção é a probabilidade de ocorrer ou não seu 
exercício. Em outras palavras, quanto mais próximo o preço de exercício estiver do preço de mercado, maior a 
possibilidade desta opção se exercida. Existem denominações específicas para classificar estas situações. 
Confira no quadro abaixo: 
Lembrando que o direito de exercer é do titular, então a classificação abaixo, serve apenas para a compra de 
opção de compra e opção de venda 
 
 
Classificação Opção de Compra Opção de Venda 
in the Money 
dentro do dinheiro 
Preço de exercício menor 
que o preço à vista 
Preço de exercício maior 
que o preço à vista 
at the money 
no dinheiro 
Preço de exercício igual 
ao preço à vista 
Preço de exercício igual 
ao preço à vista 
out of the money 
for a do dinheiro 
Preço de exercício maior 
que o preço à vista 
Preço de exercício menor 
que o preço à vista 
 
 
• Valor intrínseco de uma opção de compra = preço atual do ativo objeto menos preço de exercício 
• Valor intrínseco de uma opção de venda = preço de exercício menos preço atual do ativo objeto 
 
 
3.5 Estratégias de Proteção, Alavancagem e Posicionamento 
 
Proteção ou Hedge 
O hedge reduz a exposição ao risco de preços, transferindo-o para um investidor que tenha posição contrária 
à sua ou para investidores que desejem aceitá-los em troca de uma oportunidade de lucro – o chamado 
especulador. 
Ao mesmo tempo que hedge com derivativos elimina o risco de oscilação nos preços, ele impede a 
realização de lucros potencialmente maiores que possam advir de mudanças favoráveis. 
 
Posicionamento ou Especulação 
A estratégia de posicionamento ou especulação é adotada pelo investidor que está disposto a correr risco em 
busca de maior retorno. 
Quando acredita na alta do preço de um ativo objeto qualquer, adota uma posição “comprada” que ganha 
quando os preços sobem. 
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Quando acredita na queda do preço de um ativo objeto qualquer, adota uma posição “vendida” que ganha 
quando os preços caem. 
 
Alavancagem 
O uso de derivativos permite ao investidor assumir posições de risco de valor superior ao patrimônio da 
carteira. Essa estratégia é chamada de alavancagem porque ela amplia os resultados – de ganhos e de 
perdas, podendo inclusive caracterizar uma situação de “aporte de capital” na qual o investidor perde todo o 
capital investido e fica “devendo” dinheiro sendo necessário aportar mais capital para cobrir os compromissos. 
 
Arbritador – ganhar por diferença de preços. Comprar mais barato em um mercado e vender mais caro em 
outro mercado 
 
 
3.6 Contratos futuros de balcão sem entrega física (NDF – Non Deliverable Forward). 
 
Vimos que um contrato a termo é um acordo entre duas partes para comprar ou vender uma mercadoria ou 
ativo em data futura preestabelecida e por preço determinado. 
O NDF (Non-Deliverable Forward), também conhecido como termo de moedas, é um contrato entre o cliente e 
o Banco que garante uma taxa de câmbio para uma data futura determinada. 
 
Vamos a um exemplo: 
Uma empresa importou matéria-prima do exterior no valor de USD 1MM com pagamento em 360 dias. Hoje a 
taxa de câmbio está R$ 2,00/USD. A paridade futura esta sendo cotada em R$ 2.1714/USD. Importador 
compra dólar a termo Principal: USD 1.000.000,00. 
Prazo da operação 360 dias 
 
 
4. Oferta Pública de Títulos e Valores Mobiliários 
4.1 Banco Coordenador 
Na oferta pública de ações, debêntures, notas promissórias (commercial papers) e demais valores mobiliários é 
necessária a intermediação de uma instituição financeira que poderá ser uma corretora ou distribuidora de 
valoresmobiliários e, normalmente, um banco de investimento. 
A colocação dos títulos no mercado se processa conforme as condições estipuladas no contrato de distribuição, 
firmado entre a empresa emissora e a instituição financeira líder ou banco coordenador. 
O banco coordenador tem as seguintes funções e responsabilidades: 
 
• Avaliar a viabilidade da oferta e as condições de sua colocação no mercado. 
• Elaborar o projeto com as informações da emissão. 
• Elaborar toda a documentação exigida pela CVM e controlar a colocação, do lançamento ao encerramento 
do processo. 
• Assessorar a empresa em todas as etapas da distribuição e solicitar o registro junto a CVM. 
• Organizar o consórcio (pool) de instituições participantes da distribuição, se for o caso. 
• Agir com diligência (Due Diligence) para assegurar que as informações são verdadeiras e suficientes aos 
investidores. 
• Promover a apresentação da empresa (road show). 
• Fixar, no procedimento de book building, uma faixa de flutuação de preço ou taxa, na coleta de intenções 
de investimento. 
 
4.2 Tipos de colocação 
 
• Oferta Firme: o banco coordenador compromete-se a adquirir os títulos não colocados no mercado. 
• Melhores Esforços: o banco coordenador devolve à empresa os títulos não colocados no mercado. 
 
4.3 Agência de Rating 
• A agência de rating é especializada na análise do risco de crédito da empresa e sua capacidade de 
pagamento da dívida. 
• O rating deve constar da emissão, ter ampla divulgação no mercado e ser atualizado atualmente ou sempre 
que ocorre mudanças. 
• O código de Auto-Regulação da ANBID dispõe sobre o relatório de avaliação (rating) que é concedido pela 
agência de classificação de risco, na oferta pública de valores mobiliários. 
 
50 
 
4.4 Agente Fiduciário ou Agente de Notas (IN 28 da CVM) 
 
• Na emissão pública de debêntures deve constar a nomeação de um agente fiduciário para representar os 
debenturistas perante a empresa. 
• Podem ser nomeados pessoas naturais que satisfaçam os requisitos para o exercício do cargo ou 
instituições financeiras previamente autorizadas pelo Banco Central. 
 
Deveres 
O agente fiduciário tem como principal função zelar pelos interesses dos debenturistas, assegurando que a 
empresa cumpra as cláusulas da escritura de emissão; relatando os fatos relevantes ocorridos; tomando as 
providências necessárias, quando cabíveis. 
 
Incompatibilidade e restrições 
Não pode ser agente fiduciário quem já exerce a função em outra emissão ou quem, de qualquer modo, se 
coloque em situação de conflito de interesses. 
 
Responsabilidade 
O agente fiduciário responde perante os debenturistas pelos prejuízos causados por culpa ou dolo no exercício 
da função. 
 
4.5 Banco Escriturador 
 
A atividade do Agente Escriturador esta ligada à empresa emissora de ações e/ou debêntures e compreende: 
• Manutenção do Cadastro dos Investidores; 
• Escrituração de documentação legal; 
• Transferência de titularidade em negócios realizados em mercado de balcão; 
• Conversão em ações, no caso de debêntures conversíveis; 
• Emissão de avisos, informes e extratos aos investidores; 
• Atendimento aos órgãos regulares e bolsas de valores. 
 
4.6 Banco Mandatário 
 
A atividade do Banco Mandatário se processa junto aos depositários e clearing houses (CETIP e CBLC), através 
de sua conta de reserva bancária no Banco Central. Estas clearings houses ou câmaras de compensação são 
as responsáveis pela liquidação das operações, sob a proteção de mecanismos de garantias. 
 
4.7 Custodiante 
 
A atividade do Custodiante está ligada ao investidor pelos seguintes serviços: 
• Cadastro nas instituições onde o cliente deve ser representado; 
• Liquidação física e financeira da operação; 
• Guarda e movimentação dos títulos 
• Administração dos direitos dos ativos, juros, dividendos, subscrição, etc.; 
• Envio de informações aos órgãos reguladores. 
 
4.8 Formador de mercado (market maker) e mecanismo de estabilização de preços 
 
A função do market maket será manter, a todo momento, ordens de compra e venda de determinada ação, para 
aumentar a liquidez dessa ação na Bolsa. 
 
Na BM&FBovespa, o papel de Formador de Mercado pode ser desempenhado por corretoras, distribuidoras de 
valores, bancos de investimento ou bancos múltiplos com carteira de investimentos, distribuidoras de valores, 
bancos de investimento ou bancos múltiplos com carteira de investimentos, que, ao se credenciarem para 
exercer essa função, assumem a obrigação de colocar no mercado, diariamente, ofertas firmes de compra e de 
venda para uma quantidade de ativos predeterminada e conhecida por todos. 
 
Ao registrar ofertas, o Formador de Mercado proporciona um preço de referência para a negociação do ativo. E 
essa é uma tarefa importante porque envolve prévio conhecimento da empresa, atualização constante sobre 
suas condições econômico-financeiras, acompanhamento de valor de seus ativos e também de perspectivas de 
longo prazo, fatores essenciais para o estabelecimento de um preço justo. 
 
51 
 
Portanto, os dois pilares sobre os quais se apóia a existência da figura do Formador de Mercado são liquidez 
mínima, permitindo ao investidor sair de sua posição quando desejar, e preço de referência, possibilitando a 
transformação rápida de títulos em dinheiro. 
 
Cada Formador de Mercado poderá se credenciar para representar mais de uma ação ou mais de uma 
debênture de empresas diferentes, podendo também representar mais de um ativo por empresa. Deverá, 
entretanto, solicitar à BM&FBovespa credenciamento específico para cada ativo em que deseja atuar. 
Uma mesma ação ou debênture poderá ter mais de um Formador de Mercado. A bolsa estabelecerá o limite 
máximo de formadores para cada ativo. 
 
Bookbuiding - é o processo utilizado para definir um preço justo para o IPO ou oferta secundária de ações, 
que seja adequado à intenção de compra dos investidores. 
Por isso, no processo, o coordenador da oferta, em conjunto com seus investidores, estuda e avalia a demanda 
de seus ativos no mercado. Assim, ele conseguirá estimar o preço que poderá praticar e a quantidade de ações 
ou títulos que poderão ser oferecidos. 
 
Lock Up - No mercado de capitais, o lock-up é uma cláusula contratual que estabelece um período no qual os 
investidores não podem vender as ações de uma empresa, sob pena de multa. A expressão, com origem na 
língua inglesa, pode ser traduzida como “trancar” ou “travar”. 
 
 
4.9 Companhias abertas (Instrução Normativa CVM 480) 
Art. 1º A negociação de valores mobiliários em mercados regulamentados, no Brasil, depende de prévio registro 
do emissor na CVM. 
 
§ 2º O emissor de valores mobiliários deve estar organizado sob a forma de sociedade anônima, exceto quando 
esta Instrução dispuser de modo diverso. 
 
§ 3º A presente Instrução não se aplica a fundos de investimento, clubes de investimento e sociedades 
beneficiárias de recursos oriundos de incentivos fiscais. 
 
4.10 Ofertas Públicas Primárias e Secundárias (Instrução CVM 400) 
 
Finalidade da Instituição 
 
Esta Instituição regula as ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, nos mercados primário ou 
secundário, e tem por fim assegurar a proteção dos interesses do público investidor e do mercado em geral, 
através do tratamento eqüitativo aos ofertados e de requisitos de ampla, transparente e adequada divulgação 
de informações sobre a oferta, os valores mobiliários ofertados, a companhia emissora, o ofertante e demais 
pessoas envolvidas. 
 
Atos de distribuição pública 
 
A Instituição define o ato de distribuição pública como sendo a venda, promessa de venda, oferta à venda ou 
subscrição, assim como a aceitação de pedido de venda ou subscrição de valores mobiliários, de que conste 
qualquer um dos seguintes elementos: 
I. a utilização de listas ou boletins de venda ou subscrição, folhetos, prospectos ou anúncios, destinados ao 
público, por qualquer meio ou forma; 
II. a procura, no todo ou em parte, de subscritoresou adquirentes indeterminados para os valores mobiliários, 
mesmo que realizada através de comunicações padronizadas endereçadas a destinatários individualmente 
identificados, por meio de empregados, representantes, agentes ou quaisquer pessoas naturais ou jurídicas, 
integrantes ou não do Sistema de distribuição de valores mobiliários, ou, ainda, se em desconformidade com 
previsto nesta Instrução, a consulta sobre a viabilidade da oferta ou a coleta de intenções de investimento junto 
a subscritores ou adquirentes indeterminados; 
III. a negociação feita em loja, escritório ou estabelecimento aberto ao público destinada, no todo ou em parte, 
a subscritores ou adquirentes indeterminados; ou 
IV. a utilização de publicidade, oral ou escrita, cartas, anúncios avisos, especialmente através de meios de 
comunicação de massa ou eletrônicos (páginas ou documentos na rede mundial ou outras redes abertas de 
computadores e correio eletrônico), entendendo-se como tal qualquer forma de comunicação dirigida ao público 
em geral com fim de promover diretamente ou através de terceiros que atuem por conta do ofertante ou da 
emissora, a subscrição de valores mobiliários. 
52 
 
 
Efeitos da suspensão ou cancelamento da oferta 
 
O ofertante deverá dar conhecimento da suspensão ou do cancelamento aos investidores que já tenham 
aceitado a oferta, facultando-lhes, na hipótese de suspensão, a possibilidade de revogar a aceitação até o quinto 
dia útil posterior ao recebimento da respectiva comunicação. 
Terão direito à restituição integral dos valores, bens ou direitos dados em contrapartida aos valores mobiliários 
ofertados, na forma e condições do Prospecto: 
I. todos os investidores que já tenham aceitado a oferta, na hipótese de seu cancelamento. 
II. os investidores que tenham revogado a sua aceitação, na hipótese de suspensão. 
 
Conteúdo da Oferta 
 
As ofertas públicas de distribuição deverão ser realizadas em condições que assegurem tratamento equitativo 
aos destinatários e aceitantes das ofertas, permitida a concessão de prioridade aos antigos acionistas. 
A oferta deverá ser irrevogável, mas poderá ser sujeita a condições que correspondam a um interesse legítimo 
do ofertante. 
 
O preço da oferta é único, mas a CVM poderá autorizar, em operações específicas, a possibilidade de preços 
e condições diversos consoante tipo, espécie, classe e quantidade de valores mobiliários ou de destinatários, 
fixados em termos objetivos e em função de interesses legítimos do ofertante, admitido ágio ou deságio em 
função das condições do mercado. 
 
O ofertante poderá estabelecer o preço e, tratando-se de valores mobiliários representativos de dívida, também 
a taxa de juros, sejam determinados no dia da apuração do resultado da coleta de intenções de investimento. 
 
Caso se utilize da faculdade prevista acima, o preço e a taxa de juros definitivos deverão ser divulgados ao 
público nos mesmos termos do Anúncio de Início de Distribuição e de Prospecto, e comunicados à CVM e à 
bolsa de valores ou mercado de balão onde são negociados os valores mobiliários da emissora no próprio dia 
em que forem fixados. 
 
Lote Suplementar 
 
Em caso de demanda superior ao lote original ofertado, o ofertante poderá outorgar à instituição de lote 
suplementar, que não poderá ultrapassar a 15% da quantidade inicialmente ofertada. 
A instituição intermediária deverá informar à CVM, até o dia posterior ao do exercício da opção de distribuição 
de lote suplementar, a data do respectivo exercício e a quantidade de valores mobiliários envolvidos. 
 
Lote suplentar (Green shoe): Até 15% da quantidade inicialmente ofertada. 
 
Distribuição parcial 
 
O ato societário que deliberar sobre a oferta pública deverá dispor sobre o tratamento a ser dado no caso de 
não haver a distribuição total dos valores mobiliários previstos para a oferta pública, especificando, se for o caso, 
a quantidade mínima de valores mobiliários ou montante mínimo de recursos para os quais será mantida a 
oferta pública. 
O Prospecto deverá conter seção específica tratando da destinação dos recursos conforme a quantidade de 
valores mobiliários a ser distribuída ou o montante de recursos que se pretende captar, bem como a eventual 
fonte de alternativa de recursos, caso seja admitida a distribuição ou a captação parcial. 
Na hipótese de não terem sido distribuídos integralmente os valores mobiliários objeto da oferta e não tendo 
sido autorizada a distribuição parcial, os valores, bens ou direitos dados em contrapartida aos valores mobiliários 
ofertados deverão ser integralmente restituídos aos investidores, na forma e condições do Prospecto. 
 
Instituições intermediárias 
O relacionamento do ofertante com as Instituições Intermediárias deverá ser formalizado mediante contrato de 
distribuição de valores mobiliários. Este contrato deverá ter explícitas todas as formas de remuneração devidas 
pelo ofertante, bem como toda e qualquer outra remuneração ainda que indireta, devendo dele constar a política 
de desconto e/ou repasse concedido aos investidores, se for o caso suportado pelas Instituições Intermediárias. 
 
Na hipótese de vinculação societária, direta ou indireta, entre o ofertante ou seu acionista controlador 
e a instituição líder ou se acionista controlador, tal fato deverá ser informado com destaque no 
Prospecto. 
 
53 
 
As Instituições Intermediárias deverão assegurar: 
• que o tratamento aos investidores seja justo e equitativo 
• a adequação do investimento ao perfil de risco dos clientes; 
• que os representantes de venda das instituições participantes do consórcio de distribuição 
recebam previamente exemplar do prospecto para leitura obrigatória e que suas dúvidas possam ser 
esclarecidas por pessoa designada pela instituição líder da distribuição. 
Obrigações do Líder 
 
Ao líder da distribuição cabem as seguintes obrigações: 
I. avaliar, em conjunto com o ofertante, a viabilidade da distribuição, suas condições e o tipo de contrato de 
distribuição a ser celebrado; 
II. Solicitar, juntamente com o ofertante, o registro de distribuição devidamente instruído, assessorando-o em 
todas as etapas da distribuição; 
III. formar o consórcio de distribuição, se for o caso; 
IV. informar à CVM, até a obtenção do registro, os participantes do consórcio,discriminando por tipo, espécie 
e classe a quantidade de valores mobiliários inicialmente atribuída a cada um; 
V. comunicar imediatamente à CVM qualquer eventual alteração no contrato de distribuição, ou a sua rescisão; 
VI. remeter mensalmente à CVM, no prazo de 15 dias após o encerramento do mês, a partir da publicação do 
Anúncio de Início de Distribuição, relatório indicativo do movimento consolidado de distribuição de valores 
mobiliários; 
VII. participar ativamente, em conjunto com o ofertante, na elaboração do Prospecto e na verificação da 
consistência, qualidade e suficiência das informações dele constantes; 
VIII. publicar, quando exigido, os avisos previstos na IN400; 
IX. acompanhar e controlar o plano de distribuição da oferta; 
X. controlar os boletins de subscrição ou os recibos de aquisição, devendo devolver ao ofertante os boletins 
ou os recibos não utilizados, se houver, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o encerramento da distribuição; 
XI. suspender a distribuição na ocorrência de qualquer fato ou irregularidade, inclusive após a obtenção do 
registro, que venha a justificar a suspensão ou o cancelamento do registro; 
XII. sem prejuízo do disposto no inciso XI, comunicar imediatamente a ocorrência do ato ou irregularidade ali 
mencionados à CVM, e 
XIII. guardar, por 5 (cinco) anos, à disposição da CVM, toda a documentação relativa ao processo de registro 
de distribuição pública e de elaboração do Prospecto. 
 
Prospecto 
 
Documento obrigatório, elaborado pelo ofertante em conjunto com a instituição líder da distribuição, que contém 
informação completa, precisa, verdadeira, atual, clara, objetiva e necessária, em linguagem acessível, de modo 
queos investidores possam formar criteriosamente a sua decisão de investimento. 
 
Consulta sobre viabilidade da oferta 
 
O ofertante e/ou a instituição líder: 
• podem consultar potenciais investidores (máximo de 50) sobre a viabilidade ou interesse de uma eventual 
oferta pública; 
• 
Coleta de intenções de investimento 
 
É permitida a coleta de intenções de investimento, com ou sem o recebimento de reservas, a partir da divulgação 
de Prospecto Preliminar e do protocolo do pedido de registro de distribuição na CVM. 
 
Recebimento de Reservas 
 
É admissível o recebimento de reservas para a subscrição ou aquisição de valores mobiliários objeto de oferta 
pública, desde que previsto nos Prospectos Preliminares e Definitivo. 
O subscritor poderá desistir da reserva caso haja divergência relevante entre as informações do Prospecto 
Preliminar e o Definitivo que alterem substancialmente o risco assumido pelo investidor. 
 
 
 
 
 
54 
 
 
 
 
 
 
GESTÃO 
DE 
RISCO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
 
 
 
1. Risco, Retorno e Diversificação 
1.1. Conceitos e Definições 
Existe uma parcela da renda das pessoas que foi poupada e precisa ser investida respeitando seus objetivos 
pessoais de curto, médio e longo prazos, que podem ser: preservação do capital, aposentadoria, compra de bens, 
poupança para viagens, estudo dos filhos, etc. 
 
Quando o investidor procura a melhor forma de investir os recursos poupados, mesmo que intuitivamente, está 
buscando encontrar uma alternativa de investimento que melhor combine os 3 atributos básicos: 
• Rentabilidade 
• Liquidez 
• Segurança 
 
A primeira regra quanto aos 3 atributos acima é que não é possível reuni-los em um mesmo investimento, ou seja, 
encontrar um investimento que seja ao mesmo tempo rentável, seguro e com alta liquidez. 
 
O investidor terá de optar pelo fator, ou fatores mais importantes, segundo sua percepção e objetivos de 
investimento e, o que é muito importante: tudo isto dentro de seu horizonte de tempo. Observe o quadro abaixo: 
 
Horizonte 
de Tempo 
A 
rentabilidade 
depende 
muito dele. 
 Investimento Horizonte 
de tempo 
Rentabilidade Liquidez Segurança 
Poupança Curto/Médio baixa média/alta alta 
Fundo DI Curto/Médio média alta alta 
Ações Longo alta 
(potencial) 
alta baixa 
 
Definições mais comuns sobre Risco 
 
• É a possibilidade de se ter um retorno diferente do que o esperado em um investimento. Isto inclui a 
possibilidade de se ter perda parcial ou total do valor originalmente investido. 
• Pode ser avaliado observando-se o comportamento passado de uma classe ou ativo específico. 
• É a possibilidade quantificável de perdas ou menores retornos em um investimento. 
• Genericamente podemos definir risco como sendo a incerteza de se atingir objetivos em um período de tempo 
específico. 
 
Percebam que quando estamos tratando de análise de investimentos normalmente estamos fazendo referência 
ao risco de um investimento não atingir seu retorno esperado. Nestes casos, estamos nos referindo ao que é 
tecnicamente chamado de “risco de mercado”. 
 
Quando se trata de uma carteira de ações, o risco pode ter várias origens tais como a taxa básica de juros, o 
preço dos derivados de petróleo e a taxa de câmbio, por exemplo, que influenciam o resultado das empresas, 
tanto de forma positiva como negativa. O grau dessa influência depende de características próprias de seus 
setores de atuação. O aumento na cotação do dólar pode beneficiar uma empresa exportadora, que tem receitas 
nessa moeda, mas prejudicar uma empresa importadora que tenha seus custos indexados ao dólar. 
 
Para este nosso primeiro ensaio sobre o conceito de risco vamos definir então que estamos nos referindo a um 
conjunto de riscos que podem fazer com que um investimento não atinja o retorno esperado. 
Neste módulo abordaremos o conjunto de riscos associados a investimento. São eles: 
• Risco de Mercado – FATOR EXTERNO INFLUENICAR O PREÇO DO ATIVO 
• Risco de Crédito - CALOTE 
• Risco de Liquidez – NÃO CONSEGUIR VENDER O ATIVO A QUALQUER MOMENTO PELO PREÇO DE 
MERCADO 
 
1.2. Estatística Aplicada 
 
Interpretando o desvio padrão 
 
56 
 
Acho que já podemos dizer que desvio padrão é sinônimo de risco para efeito de análise de carteiras de 
investimentos. Cabe agora qualificarmos melhor esta informação. Por ser um instrumento estatístico podemos 
acrescentar mais ou menos graus de confiança a esta informação. Chamamos isto de intervalo de confiança. 
 
 
 
 
A figura acima está demonstrando que a medida que se incorporam mais desvios padrões (1, 2 ou 3), o grau de 
confiança do resultado aumenta e, consequentemente, o nível de abrangência da interpretação. 
 
A chance de o retorno obtido no investimento estar entre a média menos um desvio padrão e a média mais um 
desvio padrão, ou seja, entre um desvio padrão é de 68%. Da mesma forma, a chance de o retorno estar entre 
dois desvios padrão será de 95%. Finalmente, a probabilidade deste retorno estar entre três desvios padrão 
corresponderá a 99%. 
 
Interpretando o R2 
 
Vimos, no módulo 1, que o R2, coeficiente de determinação, demonstra quão forte é a relação entre duas variáveis, 
sendo 0 a mais fraca e 1 a mais forte. 
 
O R2 deve responder à seguinte pergunta: quanto da variação de preço de um ativo ou carteira pode ser explicado 
pela variação de um outro preço, como outro ativo ou um indicador de mercado? 
 
Suponha que a ação A tem uma correlação positiva com o Ibovespa de 0,75. Isto significa que em 75% das vezes 
que o Ibovespa sobe, o preço da ação A sobe. Analogamente, em 75% das vezes que o Ibovespa cai, o preço 
dela também cai. 
 
Calculando o R2 (quadrado da correlação) chegamos ao valor de 0,5625. Assim sendo, podemos concluir que 
56,25% da variação dos preços da ação “A” pode ser explicada pela variação do Ibovespa cujo preço, como vimos, 
move-se em sincronia, 75% das vezes. 
 
1.3. Risco de Ativos 
 
1.3.1. Ativos Livre de Riscos e Ativos com Risco de Crédito - Definição 
 
Ativo Livre de Risco 
Hipoteticamente, e somente para fins de utilização de modelos teóricos de precificação de ativos, um ativo livre 
de risco não representa risco de crédito ao seu portador, é o de maior liquidez e, portanto, gera uma taxa de juros 
também livre de risco. 
 
Para efeito de modelos de precificação consagrados como a Moderna Teoria de Portfólio de Markowitz estes 
ativos são considerados com variância zero e não correlacionados com nenhum outro ativo de risco, sendo 
utilizados também neste contexto, como ativos com desvio padrão e coeficiente beta igual a zero. 
 
Na literatura mundial consideram-se os títulos do Tesouro Americano (Treasuries) como sendo os ativos livres de 
riscos cujas taxas são utilizadas como referência (taxas básicas ou benchmark) para análise de risco relativo a 
outros papéis ou ativos de risco. No mercado brasileiro (e nos países emergentes em geral) comumente utilizamos 
os títulos públicos federais como os ativos de menor risco de crédito na economia, além de serem os de maior 
Iliquidez também. 
 
Ativos com Risco de Crédito 
57 
 
 
Risco de Crédito ou Risco de Default diz respeito ao risco de um devedor não honrar suas obrigações de 
pagamento de juros e/ou principal nas datas previamente acordadas. O investidor para incorrer em mais risco de 
crédito requer um prêmio, isto é, uma remuneração superior àquela obtida nos investimentos em ativos livres de 
risco. Este prêmio é denominado de spread sobre o ativo livre de risco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Exemplificando: Se um CDB do Banco XYZ paga uma taxa de 15% ao ano enquanto um título do 
governo com mesmo vencimento paga 12% ao ano, podemos dizer que o prêmio de risco ou spread é de 
3% ao ano, ou 300 pontos-base”. 
 
1.3.2. Relação entre Risco e Retorno e o Princípio da Dominância entre Ativos 
 
Agora que já entendemos que risco de preço é representado pelo desvio padrão dos preços ou retornos de um 
ativo ou carteira, podemosfazer relações entre risco e retorno. A melhor forma de demonstrar esta relação é 
através de um gráfico onde colocamos diversos ativos, de acordo com seu retorno esperado e o seu risco. 
No eixo horizontal colocaremos o risco e no eixo vertical o retorno. 
Considere três ativos com retornos esperados e riscos diferentes e vamos colocá-los em um gráfico, representado 
pela Figura abaixo. 
 
 
 
 Retorno 
 
 
 C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O ativo ‘A’ tem o mesmo retorno esperado que o ativo ‘B’ mas seu risco é menor. O ativo ‘C’ tem o mesmo risco 
que o ativo ‘A’ mas seu retorno é maior. 
 
O investidor racional prefere o ativo ‘A’ ao ativo ‘B’, pois prefere um risco menor para o mesmo retorno esperado 
e prefere o ativo ‘C’ ao ativo ‘A’, pois prefere um retorno maior para uma mesma faixa de risco. 
 
 
Risco 
B A 
Taxa de 
Juros 
Prazo 
Remuneração do ativo com risco 
Remuneração do ativo livre de risco 
Prêmio 
58 
 
Principio da dominância entre ativos estipula que dentre todos os investimentos com uma dada taxa de 
retorno; aquele que detiver o menor risco é o mais desejado 
De forma inversa, dentre todos os investimentos com um dado nível de risco, aquele que detiver a maior taxa 
de retorno é o mais desejado. 
Este conceito também se aplica a análise de investimentos em carteiras ou fundos de investimentos. 
 
 
 
 
1.4. Risco de uma Carteira 
 
1.4.1. Desvio Padrão da Carteira e o Benefício da Diversificação 
 
Uma carteira é composta por um conjunto de ativos, cada um com seu retorno esperado e risco, medido pelo seu 
desvio padrão. 
 
Você deve se lembrar de alguns ditados populares como aquele que diz que “não devemos colocar todos os ovos 
na mesma cesta". Pois bem, sabemos, até por intuição, que é menos arriscado investirmos em um portfólio de 
várias ações do que em apenas uma ação. Sabemos também, intuitivamente, que deve ser menos arriscado 
construir um portfólio com ações de companhias de vários setores da economia do que em apenas um setor e 
assim por diante. 
 
Aqui levantamos uma questão importante: como a diversificação atua reduzindo o risco total de uma carteira de 
investimento? 
 
Uma parte da variação nos preços das ações se dá por motivos próprios a estas ações, quer seja em seu setor 
de atividades, novas tecnologias, questões ambientais, etc. Desta forma, é praticamente impossível que o preço 
de todas as ações de uma carteira bem diversificada caiam ou subam ao mesmo tempo e na mesma intensidade 
em função de um destes motivos específicos como, por exemplo, a elevação no preço internacional do farelo de 
soja. Este evento certamente afetará empresas do setor alimentício e somente isto. 
 
Perceba que na economia sempre haverão fatores que afetarão (positiva ou negativamente) os preços das ações, 
porém, a diversificação faz com que eventuais quedas em determinadas ações sejam compensadas por eventuais 
elevações ou neutralidade de preços em outras. 
 
Conclusão: uma carteira de investimentos bem diversificada terá risco total menor do a 
soma do risco individual de cada um de seus ativos. Daí a importância do coeficiente de 
correlação já visto nesta apostila. 
 
1.4.2. Risco sistemático e Risco não sistemático. Conceitos 
 
Como vimos no item anterior, parte da variação nos preços de ações ou ativos financeiros se dá por razões 
próprias ou inerentes a um setor da economia. Vamos doravante denominar esta parcela do risco de risco 
específico ou não sistemático que pode ser facilmente gerenciado através de uma diversificação eficiente de 
carteiras. 
 
Porém, existe outra natureza de risco muito mais importante que a anterior que diz respeito ao mercado em geral, 
ou seja, em ocorrendo estes eventos, todos os preços serão afetados, não importando que ações componham 
determinada carteira, ou até mesmo, a quais setores elas pertencem. Chamamos esta classe de risco de 
sistemático e infelizmente não há como se livrar dele através da diversificação. Talvez o caso mais emblemático 
recente de um evento de risco de natureza sistêmica tenha sido o ataque terrorista ao World Trade Center na 
cidade de Nova Iorque em setembro de 2001. 
 
Conclusão: o risco total de uma carteira de ações é formado por riscos de natureza específica (não sistemático) 
e do risco sistemático. O primeiro pode ser gerenciado pela diversificação e o último afetará instintivamente todas 
as ações de uma carteira. 
 
• O gráfico abaixo ajuda-nos a entender os seguintes conceitos: 
• Não importa a quantidade de ativos de uma carteira; o risco sistemático permanece 
inalterado. 
• A partir de um certo número de ativos a diversificação torna-se sem efeito. No exemplo do gráfico, o efeito de 
diversificação do risco não sistemático se limita a 30 ações. 
59 
 
• Por último, podemos dizer então que o risco total de uma carteira bem diversificada é somente o risco 
sistemático, pois o não sistemático ou específico foi mediante diversificação. 
 
 
 
 
 
 
 
1.4.3. Beta 
 
Podemos definir beta (B) com sendo uma medida que mede a sensibilidade de determinada ação ou carteira de 
ações ao índice de referência ou benchmark. 
No caso brasileiro, em se tratando de ações o índice mais utilizado é o Ibovespa, que por definição, tem beta igual 
a 1. 
Portanto, o beta reflete o comportamento de uma ação ou fundo em relação ao Ibovespa em um período passado 
qualquer, sendo recomendável um período mínimo de um ano para esta análise. Dessa forma, o investidor pode 
ter uma noção da natureza do comportamento de um investimento em relação ao benchmark, classificadas como 
neutra, agressiva ou defensiva. 
 
• Se uma ação se comporta exatamente como o Ibovespa, dizemos que ela tem beta = 1. O Ibovespa variou 
45% neste ano e a ação WYZ também variou este percentual: comportamento neutro. 
• Se a ação variar mais que o Ibovespa mas no mesmo sentido, ela terá beta > 1 (maior do que um). O Ibovespa 
variou 10% e a ação ABC variou 15%, logo seu beta é de 1,5. O Ibovespa variou -20% e a ação ABC variou -30%, 
logo seu beta continua sendo 1,5: comportamento agressivo. 
• Se a ação variar menos que o Ibovespa mantendo o mesmo sentido, o beta será < 1 (menor do que um). O 
Ibovespa variou 10% e a ação PTX variou 5%, logo seu beta é de 0,5. O Ibovespa variou -20% e a ação PTX 
variou -10%, logo seu beta continua sendo de 0,5: comportamento defensivo. 
 
Para que você entenda melhor como o beta funciona, veja os exemplos e o quadro abaixo: 
 
 
 
 
Supondo-se que os Fundos de Investimento do quadro acima tenham o Ibovespa como benchmark, concluímos 
que: 
 
• O Fundo "A" pode ser classificado como um investimento agressivo sendo que o valor de sua cota 
pode oscilar, em média, 50% a mais que o Ibovespa. Este é o tipo de fundo que amplifica os movimentos do 
Ibovespa. Atenção: tanto para cima como para baixo. 
• Isto quer dizer que em média, quando o Ibovespa subir 1 % este fundo deverá subir 1,5% (1% do Ibovespa x 
1,50 do beta). Porém, se o Ibovespa cair, por exemplo 3% este fundo deverá ter, em média, uma performance 
negativa de 4,5% (3% do Ibovespa x 1,50 do beta) 
• Já a Fundo "B" pode ser classificado como beta neutro, ou seja, ele tende a acompanhar de perto o 
resultado apresentado pelo índice. É o caso típico dos fundos referenciados a determinados índices de mercado. 
Fundo Beta 
Fundo A 1,50 
Fundo B 1,00 
Fundo C 0,42 
60 
 
• E o Fundo "C" é considerado um investimento de perfil mais defensivo pois estará, em média, refletindo 
ganhos e perdas do Ibovespa de forma mais conservadora. É menos sensível as mudanças de seu benchmark. 
Desta forma quando o Ibovespa subir 1% ele deverá variar 0,42% e quando o Ibovespa cair 1% ele deverá cair 
apenas 0,42% 
 
 
 
 
 
 
 
1.4.4. Risco Absoluto e Risco Relativo 
 
Risco de Mercado diz respeito ao grau de incerteza de se obter o retomo esperado em um ativo ou investimento, 
em decorrência de fatores de mercado,como taxas de juros, taxas de câmbio, índices de inflação, preços de 
ações. Portanto, representa o risco de oscilação de preços destes investimentos. 
 
Risco de Mercado Absoluto 
Probabilidade de perdas em carteiras de investimento não comparadas ou relacionadas a índices de mercado, 
ou benchmarks, ou seja, exposição ao risco em termos absolutos percentuais ou monetários. 
 
Risco de Mercado Relativo 
Probabilidade de perdas em carteira de investimentos pelo deslocamento dos retornos em relação a um índice 
de referência utilizado como benchmark. 
 
 
 
 
 
1.5. Medidas de Performance: Indicadores e suas Limitações 
 
1.5.1. Índices de Sharpe: Original e Modificado 
 
O Índice de Sharpe criado por William Sharpe em 1966 é um dos mais utilizados na avaliação de fundos de 
investimento. Ele expressa o excesso de retorno obtido pela carteira de investimento em relação ao retorno do 
ativo livre de risco, levando-se em conta o risco a que o investidor foi exposto. 
 
O índice de Sharpe é calculado pela seguinte fórmula: 
 
𝐼𝑆 = 
(𝑅𝑐 − 𝑅𝑓)
𝜕𝑐
 
 
sendo: 
 
 rc retorno médio da carteira, 
 rf retorno médio do ativo livre de risco e 
 𝜕 c desvio padrão da carteira 
 
Vejamos um exemplo: 
 
 Retorno Desvio Padrão Índice de Sharpe 
Ativo livre de risco 10% 0% Não aplicável 
Fundo A 25% 30% ( 25 – 10) / 30 = 0,50 
Fundo B 20% 15% ( 20 – 10) / 15 = 0,67 
 
Notamos no exemplo acima que apesar do Fundo A apresentar maior retorno o Índice de Sharpe do Fundo B 
demonstra que ele obteve uma melhor relação risco x retorno. Ou seja, deu mais retorno proporcionalmente ao 
risco corrido. 
 
1.5.2 Índice de Treynor 
 
61 
 
O que diferencia o índice de Sharpe do índice de Treynor é a medida de risco utilizada, o primeiro utiliza uma 
medida de risco total enquanto que o segundo de risco sistemático (não diversificado). Dessa forma, o índice de 
Treynor pode ser utilizado para comparar carteiras com diferentes graus de diversificação, sem que haja uma 
tendência para favorecer carteiras mais diversificadas (com menos risco não-sistemático). 
 
 
𝑇𝑟𝑒𝑦𝑛𝑜𝑟 = 
𝑅𝑐 − 𝑅𝑓
𝛽
 
 
Rc – retorno da carteira ou ativo 
Rf – Retorno do Benchmark 
𝛽 - Beta da Carteira ou ativo 
 
 
O que diferencia o índice de Sharpe do índice de Treynor é a medida de risco utilizada, o primeiro utilizando uma 
medida de risco total enquanto que o segundo de risco sistemático (não diversificado). Dessa forma, o índice de 
Treynor pode ser utilizado para comparar carteiras com diferentes graus de diversificação, sem que haja uma 
tendência para favorecer carteiras mais diversificadas (com menos risco não-sistemático). 
 
De resto, a interpretação do índice é a mesma, com maiores índices sendo preferíveis, indicando maiores retornos 
com aumentos no Beta e não tão menores (ou até maiores) retornos para diminuições do Beta. 
 
1.5.3 Tracking Error versus Erro Quadrático Médio 
 
Tracking Error 
 
Representa o desvio das distâncias da rentabilidade do fundo frente à variação do indexador. É, portanto, o desvio 
padrão dos retornos excedentes (retorno do fundo - retorno do indexador) em relação à média destes retornos. 
 
Utilizado principalmente para avaliar carteiras de gestão passiva e muito útil para analisar o risco relativo, isto é, 
quando o objetivo da carteira e atingir determinado benchmark, como no caso dos Fundos Referenciados. 
 
Interpretação: valores próximos de zero (0) serão considerados os melhores resultados para fundos 
referenciados. 
Sua metodologia penaliza qualquer desvio em relação ao benchmark, seja ela positiva ou negativa, Uma carteira 
com retorno constante de 1% abaixo do seu benchmark tenderá a apresentar um Tracking Error próximo a zero, 
ocultando uma performance eventualmente medíocre. Da mesma forma, retornos negativos tenderiam a anular 
retornos positivos e vice-versa. 
 
 
Cuidado o tracking Error pode induzir o investidor a erros, por apresentar em casos específicos de desvios 
constantes o valor zero. 
 
𝑇𝑟𝑎𝑐𝑘𝑖𝑛𝑔 𝐸𝑟𝑟𝑜𝑟 = 𝜎(𝑅𝑒𝑡𝐹𝑢𝑛𝑑𝑜 − 𝑅𝑒𝑡𝐵𝑒𝑛𝑐ℎ𝑚𝑎𝑟𝑘) 
 
EQM – ERRO QUADRÁTICO MÉDIO 
 
𝐸𝑄𝑀 = √
∑(𝑅𝑒𝑡𝐹𝑢𝑛𝑑𝑜 − 𝑅𝑒𝑛𝑡𝐵𝑒𝑛𝑐ℎ𝑚𝑎𝑟𝑘)2
𝑛
 
 
À semelhança do Tracking Error esse índice também é utilizado para avaliação de fundos passivos sendo zero 
seu valor ideal. O calculo é feito por meio da obtenção da raiz quadrada do somatório do quadrado das diferenças 
entre os retornos do fundo e do benchmark. A metodologia do EQM, não induz o investidor erros por elevar as 
diferenças ao quadrado. 
 
Interpretação: valores próximos de zero (0) serão considerados os melhores resultados. "A combinação de EQM 
e do Tracking Error permite a melhor avaliação dos fundos passivos ou indiciais." 
 
 
62 
 
 
2.1. Risco de taxa de juros 
 
O preço de um ativo de renda fixa é afetado pela flutuação da taxa de juros no mercado e pelo prazo do título ou 
carteira de títulos. Existe uma diferença entre o prazo até o vencimento de um título (maturity) e o prazo médio de 
um título caso exista um fluxo intermediário de pagamentos. Vamos conhecer melhor esse conceito. 
 
O risco de variação de taxa de juros surge geralmente de descasamento de prazos e diferenças e diferenças de 
valores. O pressuposto básico é o risco que um investido corre em ter o valor de seus títulos de renda fixa 
modificados como consequência de variações nos juros de mercado 
 
Quando o pagamento do principal e dos juros são feitos no vencimento do título este será, também, o prazo do 
título. A associação de vários títulos, com prazos de vencimento diferentes em uma carteira faz com que o prazo 
médio dessa carteira seja dado pela média dos prazos de vencimento dos títulos, ponderados pelo valor de 
mercado de cada um dos títulos e suas respectivas taxas de juros. 
 
A maioria das carteiras de renda fixa encaixam-se na situação aqui descrita e a ferramenta utilizada para o 
gerenciamento do risco de oscilações de preços é a duration. 
 
 
 
 
252)1(
n
i
VN
PU
+
=
 
 
 
 
2.1.1. Duration de Macaulay 
 
Em 1938 Frederick Macaulay criou uma forma de calcular o prazo médio de títulos que considerasse tanto o 
pagamento do principal no vencimento do título, como o pagamento dos juros nas diversas datas antes do 
vencimento, ponderando cada pagamento pelo seu prazo de vencimento, e dividindo o total pelo valor presente 
do título. 
 
Desta forma, Duration é uma medida de sensibilidade de um título em relação a flutuação dos juros. 
Considera, em seus cálculos, todos os pagamentos intermediários. Pode ser entendida como o prazo 
médio dos rendimentos esperados (fluxo de caixa para o futuro) ponderado pelo seu valor de mercado. A 
duration também pode ser entendida como o prazo médio para o recebimento do fluxo de caixa. 
 
A palavra chave para o entendimento da duration é sensibilidade. A busca de Macaulay foi de descobrir qual era 
o impacto no preço de uma papel – ativo de renda fixa - se a taxa de juro subir. 
 
Maturidade – tempo do vencimento 
Duration – prazo médio de vencimento 
 
 
2.1.2. Convexidade 
 
Conceitualmente falando, qualquer título de renda fixa terá uma representação gráfica de formato convexo entre 
seu preço e seu rendimento ao longo do tempo. Isto porque não é razoável se esperar que papéis de prazos 
diferentes tenham uma função linear para representar seus rendimentos. Os prêmios de risco devem e vão flutuar 
ao longo destes prazos. 
 
Desta forma, a relação verdadeira entre o preço de um título e a taxa de juro não é linear e sim convexa 
 
O grau de curvatura destes títulos irá representar quanto eles alterarão seu rendimento em resposta a mudança 
em seus preços ocasionadas por alterações na taxa de juros de mercado. 
 
63 
 
Convexidade e duration 
 
Veja no caso abaixo a (curva) representando o preço de um título. Perceba que traçamos uma reta , conhecida 
como tangente, sendo que no exato ponto onde esta reta toca o preço do título, temos a duration. 
 
Vimos tambémque a duration modificada é utilizada para se medir a sensibilidade de títulos a pequenas alterações 
na taxa de juros, tudo isto baseado na duration. 
 
 
 
Propriedades da Convexidade 
O cálculo da convexidade também é útil para a comparação de títulos. Se dois títulos, aqui denominados de 'bond' 
têm a mesma duration e o mesmo rendimento, aqui denominado de 'yield', mas um deles 'bond A' exibe maior 
convexidade, podemos afirmar que mudanças na taxa de juros de mercado os afetarão de forma diferente. O 
'bond A' com maior convexidade será menos afetado por estas mudanças do que o 'bond B'. Nesta mesma linha 
de raciocínio 'bonds' com maior curvatura terão preços de mercado maiores do que os com menor curvatura, 
independente da queda ou elevação na taxa de juros. Desta forma, investidores preferirão 'bonds’ com maior 
curvatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dessa forma, a convexidade é uma característica desejável em um título, sendo que entre dois títulos de mesma 
duration, o que tiver a maior convexidade deve ser o escolhido. 
 
2.1.3. Imunização: Conceito e Aplicação 
 
Um dos maiores problemas enfrentado por gestores de carteiras de renda fixa diz respeito a flutuação da taxa de 
juros de mercado para determinado horizonte de tempo. 
 
Se a taxa de juros não flutuasse os gestores reinvestiriam o cupom de juros recebido pela mesma taxa original de 
investimento e, desta forma, manteriam o rendimento previsto da carteira. 
 
Entretanto, os juros flutuam dia a dia construindo ao longo do tempo, como o próprio nome diz, "curvas de juros" 
que podem ter efeitos de magnitudes diferentes dependendo de seu prazo. 
A B Preços 
Juros 
64 
 
 
Conclusões 
 
Risco de mercado: o preço dos títulos irá flutuar à medida que a taxa de juros de mercado flutuar. O preço dos 
títulos se valoriza com a queda na taxa de juros, mas simultaneamente, o investidor perder valor no reinvestimento 
do cupom de juros recebido pois o reinvestimento será feito a uma taxa de juros menor. 
 
Risco de reinvestimento do cupom de juros - qualquer rendimento em renda fixa assume que os cupons de juros 
recebidos ao longo do tempo serão reinvestidos à mesma taxa original do investimento e daí voltamos ao problema 
apontado no item anterior: quando ganhamos no preço dos títulos, perdemos nas taxas de reinvestimento (queda 
de juros) e o inverso é verdadeiro: quando perdemos no preço dos títulos, ganhamos nas taxas de reinvestimento 
(elevação de juros). 
 
Em função do efeito oposto que as taxas juros provocam no preço dos títulos e seus cupons de juros, o gestor 
busca a imunização destas carteiras. 
 
Imunizar uma carteira de renda fixa nada mais é do que dar aos investidores o mesmo retorno que teriam caso a 
taxa de juros não tivesse se alterado. Isto é conseguido igualando-se a duration e o valor presente da carteira ao 
período em que o investidor pretende estar de posse do título ou carteira. 
 
 
 
2.2. Risco de Crédito 
 
2.2.1. Definição de solvência e inadimplência 
 
A possibilidade de uma instituição financeira ou um investidor em títulos de renda fixa não receber os valores 
(principal e juros) prometidos pelos emissores dos títulos que mantém em carteira é definida como inadimplência 
ou insolvência do devedor. 
O risco de crédito pode ser definido como a perda potencial (parcial ou total) que pode ocorrer devido a mudanças 
na qualidade de crédito ou até mesmo o default de uma contraparte ou emissor. 
Incorremos em risco de crédito quando adquirimos títulos de divida emitidos por instituições financeiras (depósitos 
a prazo) ou empresas em geral (debênture e nota promissória). 
 
O risco de crédito em geral tem as seguintes origens: 
• O não pagamento da dívida (default risk) por parte do devedor por insolvência ou inadimplência. 
• Risco legal que envolve o comprometimento das partes com a estrutura legal do contrato, legislação do país, 
etc. 
• Risco do país que deriva principalmente de aspectos regulatórios, políticos e ambientes macroeconômicos. 
• Carteira de crédito com baixa diversificação elevando o risco pela concentração dos contratos em termos de 
perfil do devedor, do setor ou de atividade ou região geográfica. 
 
 
Mensuração do risco de crédito - Rating de Crédito 
 
O que é um rating de crédito? Vamos construir nossa explicação sobre rating tomando como parâmetro uma das 
grandes agências - a Standard & Poors. Veja o que ela fala sobre rating de crédito. 
O rating atribuído pela Standard & Poors a uma emissão de dívida é "uma opinião atualizada sobre a qualidade 
de crédito de um emissor com relação a uma obrigação financeira específica ou a uma classe de obrigações 
financeiras". 
São levados em conta, também, a qualidade de crédito de fiadores, seguradoras, ou outras formas de redução de 
risco da obrigação e a moeda na qual esta é denominada e podem ser de curto, médio ou longo prazos. 
 
Ratings podem ser mudados, suspensos ou retirados, sem comunicação prévia ao mercado, dependendo da 
análise da agência em relação a determinado emissor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
 Escala da classificação de rating da Standard & Poors 
 
 
Melhores 
Classificações de 
crédito ou grau de 
investimento 
“investment grade” 
Significado Classificação 
Mais alta Qualidade AAA 
Alta Qualidade AA 
Boa Qualidade A 
Média Qualidade BBB 
 
 
Classificações mais 
baixas ou 
especulativas 
Elementos Especulativos BB 
Especulativos B 
Mais Especulativos CCC 
Altamente Especulativos CC 
Default D 
 Não classificados N 
 
O que acontece quando há uma variação no rating do emissor de um título? 
 
Suponha que o Fundo de Investimento ABC comprou debêntures da Companhia XPTO, classificadas como de 
baixo risco de crédito. Devido às mudanças no mercado em que a Companhia XPTO opera, sua capacidade de 
pagamento deteriorou-se e houve um rebaixamento na classificação do rating da empresa. 
Como consequência peste rebaixamento, o valor de mercado das debêntures emitidas cai. 
Como o fundo ABC deve marcar seus títulos a mercado diariamente, esse rebaixamento irá impactar 
negativamente o patrimônio líquido do fundo, refletindo essa perda no valor da cota. 
 
1.4.2. Spread de Crédito e Probabilidade de Inadimplência (impacto em preços) 
 
A baixa relação entre volume de crédito e PIB que tem sido observada no Brasil nos últimos anos é, em boa 
medida, explicada pelos elevadíssimos spreads existentes do país que inibem uma maior demanda por crédito 
por parte das empresas e indivíduos. Veja a composição do spread bancário no Brasil feita pelo Banco Central 
para determinado período. 
 
 
 
O spread bancário das operações de crédito atende a 3 objetivos principais: 
a. Cobrir as despesas administrativas e de pessoal alocadas à análise de crédito. 
b. Cobrir o risco de inadimplência esperada. 
c. Remunerar o investidor pelo capital alocado. 
Custro 
Administrativo
5%
Compulsório
21%
Inadimplência
5%Carga 
Tributária
25%
Lucro
44%
Spread Bancário
66 
 
 
 
1.5. Risco País - Risco de Crédito de Natureza Soberana 
 
2.5.1. Conceito 
 
Risco país ou risco de crédito de natureza soberana ocorre quando: 
 
a) Um país, por questões econômico/financeiras, geralmente ligadas a problemas com seu balanço de 
pagamentos, deixa de honrar seus compromissos, como no caso das moratórias de países latino-americanos. 
Nestes casos, normalmente as partes envolvidas nos contratos honram seus compromissos em moeda local. 
b) existem restrições ao fluxo livre de capitais entre países, por instituição de leis que envolvem a soberania de 
um estado de direito podendo atingir, além do próprio pais, estados e municípios. Pode ser originário de golpes 
militares, novas políticas econômicas, resultados de novas eleições, restrições de acesso a ativos financeiros, etc. 
 
2.5.2. Índice EMBI Brasil 
 
Definição 
O Risco Brasil é um indicador que expressa, de forma objetiva, o risco a que investidores estrangeiros estão 
submetidos quando investem no País.O Embi+ou Emerging Markets Bond Index - Índice de Bônus de Mercados Emergentes, calculado pelo J.P.Morgan 
Chase é o índice mais utilizado para essa finalidade e mede o prêmio médio de uma carteira hipotética, constituída 
por papéis emitidos pelo Brasil no exterior (de natureza soberana e privada) frente ao rendimento dos títulos do 
tesouro norte-americano de prazo comparável (que. são considerados livres de risco). 
 
Quanto maior o risco, menor, a priori, a capacidade de o país atrair capital estrangeiro. Em consequência, maior 
é o prêmio com que seus instrumentos de dívida devem remunerar os investidores para compensá-los por assumir 
esse risco. 
O Risco Brasil é divulgado sob a forma de pontos-base (basis points ou bps). Veja abaixo o cálculo hipotético 
deste índice: 
 
Taxa de rendimento do título brasileiro· = 7,00% 
Taxa de rendimento do título americano = 4,80% 
Risco Brasil = 2,20% ou 220 pontos base (1% equivale a 100 pontos-base) 
 
 
2.6. Risco de Contraparte 
 
Risco de contraparte é o risco de algum agente (bancos, empresas, indivíduos, bolsas de valores ou de 
mercadorias, corretoras, etc.) com o qual se tenha feito alguma transação financeira, não honrar sua obrigação, 
por questões de natureza legal, financeira, estatutária, etc. Não é necessário haver um título de crédito envolvido, 
mas apenas um contrato que não sendo honrado provocará perdas. 
 
Historicamente, para a maioria das pessoas, o risco que primeiro vem à mente é o risco de um banco que tenha 
recebido depósitos a prazos tenha problemas financeiros e não seja capaz de honrá-los, provocando perda aos 
investidores. 
 
Com o crescimento do processo de desintermediação financeira aliado ao aparecimento de sofisticados 
instrumentos e veículos legais, mesmo uma simples questão de risco de crédito passou a ser mais complicada de 
ser analisada. Em adição a isto, cresce o sentimento de que risco de contraparte não está limitado somente a 
instituições financeiras. 
Todas as relações financeiras com bancos, companhias, empresas de asset management, com os quais se tenha 
feito empréstimos, operações de comércio exterior, leasing ou câmbio, deverão sofrer análise do risco de 
contraparte. Vamos analisar alguns exemplos desta análise. 
 
Operações de Câmbio: o risco de contraparte pode ocorrer, por exemplo, em função. de diferenças em fuso 
horário ou pela não utilização de um sistema de liquidação também chamados de Clearings Houses. Pode-se aqui 
perder tanto o principal acrescido de eventuais ajustes de preços ou, caso sua contraparte entre em default antes 
do vencimento da transação, pode ocorrer somente à parte de reposição da operação. 
 
67 
 
Operações com Derivativos: neste caso, a perda do principal da operação é mais difícil de ocorrer, pois a maioria 
destas transações não utiliza caixa. Todavia, a reposição de uma transação de Swap, por exemplo, pode ser 
bastante onerosa, mesmo que envolva apenas a diferença entre os dois fluxos utilizados. 
 
Risco de não liquidação de ordens: Neste caso, suponha que uma corretora de valores não execute uma ordem 
que acatou de cliente para comprar determinado lote de ações no mercado. A corretora terá que assumir eventuais 
prejuízos decorrentes de variações do preço de mercado. 
 
2.7. Risco de Liquidação 
 
Este risco difere-se do tradicional risco de crédito, pois não se relaciona a um empréstimo tradicional no qual, por 
exemplo, corre-se o risco da contra parte não pagar o principal ajustado por determinada taxa de juros. O risco de 
liquidação ocorre quando efetuamos uma transação típica de mercado financeiro como, por exemplo, uma 
operação de câmbio, na qual as partes acertaram entregar uma quantidade de moeda em troca de outra. Pode 
ser definido como o risco de perdas em decorrência de falhas nos procedimentos e controles de finalização ou 
liquidação das transações. 
 
 
2.10. Gestão de Risco de Carteiras 
 
2.10.1. VaR: Conceito, Aplicação e Limitações (repetição. do padrão de comportamento e nível de 
significância) 
 
O Value at Risk (VaR ou V@r) é uma medida da perda possível, para um determinado período de tempo, dado 
determinado nível de confiança, de uma determinada carteira. É muito importante entender que não é a perda 
máxima, mas sim a perda potencial que a carteira poderá sofrer em condições consideradas normais de mercado. 
 
Por exemplo, se tivermos uma carteira com um V@R diário de R$ 1 MM, com 95% de intervalo de confiança a 
interpretação é que existe apenas 5% de chance (o complemento de 95%) desta carteira ter uma perda diária 
superior a R$ 1.000.0000,00. 
 
O cálculo do V@r depende de 'quatro variáveis': 
• O valor da carteira em termos monetário marcada a mercado; 
• Um período histórico de preços suficientemente longo e representativo do comportamento de preços daquele 
ativo. 
• Definição do período de observação das perdas. O V@r pode ser calculado para diferentes períodos de 
perdas, sendo mais comum o diário (quanto podemos perder por dia) visto a maioria dos Fundos de Investimento 
terem como política possibilidade de movimentações diárias 
• Definição do intervalo de confiança, geralmente 95% ou 99%. Neste caso, estamos falando de um mecanismo 
puramente estatístico, quanto maior o intervalo de confiança maior tende a ser o V@r e o inverso é verdadeiro. 
 
 
Apesar de ser largamente utilizado como medida de risco por ter uma implementação muito simples e 
transparente, o V@R tem algumas limitações importantes: 
• Sua metodologia pressupõe que o risco futuro pode ter como parâmetro dados históricos; 
• Recomendável que seja utilizado em situações consideradas normais em termos de volatilidade de mercado. 
• Mesmo com a utilização de níveis de confiança altos como, por exemplo, 99%, podem dar a falsa sensação 
de segurança pois pode haver situações de extrema vulnerabilidade de mercado, imprevisíveis independente da 
metodologia utilizada; 
• Não deve servir de parâmetro em situação extremas de risco. 
 
 
 
2.10.2. Stop Loss ou Limite Máximo de Perdas 
 
A tradução literal significa "pare a perda". A ideia do stop loss é semelhante à de uma alarme que é acionado 
quando se ultrapassa um limite de perdas pré-estabelecido (geralmente estabelecido pelo VaR), o que significa 
vender toda a posição' perdedora realizando prejuízos até aquele momento, prevenindo-se de perdas maiores. 
A regra de stop loss consiste em impor um limite de perdas acumuladas para uma determinada posição de risco 
de um fundo de investimento ou carteira. 
Apesar de depender da liquidez de mercado para ser aplicada, a regra do stop loss previne gestores de ativos de 
buscarem recuperar posições perdedoras incorrendo em riscos maiores. 
 
68 
 
2.10.3. Stress test (caudas grossas) 
 
O stress test, ou seja, avaliação dos piores cenários tem o objetivo de estimar potenciais perdas em situações de 
anormalidade de mercado. O principal motivo e que as variações dos preços dos ativos muitas vezes não são 
normalmente distribuídas causando um efeito chamado 'caudas grossas', quando os extremos do gráfico de 
distribuição de frequência indicam resultados negativos elevados, indicando que a amostra não tem uma grande 
aderência estatística e, portanto, não indicada para adoção do V@r como medida de risco. 
 
Um bom stress test deve: 
• Considerar mudanças nas taxas e preços de todos os mercados considerados relevantes; 
• Examinar o potencial de mudança em regimes econômicos; 
• Considerar a falta de liquidez de mercados; 
• Considerar a interposição de risco de mercado em eventos extremos; 
• Estimular e provocar discussão entre os gestores de risco. 
 
2.10.4. Back Testing ou teste de validação de "modelos 
 
Modelos estatísticos de gestão de risco. são desenvolvidos para refletir a realidade. O back test analisará se o 
modelo utilizado para cálculo do VaR, por exemplo, está refletindo as perdas que efetivamente ocorreram em 
determinado período.69 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FUNDOS DE 
INVESTIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 
 
 
2.1. Aspectos Gerais 
2.1.2. Fundo de Investimento 
 
Um fundo de investimento é uma comunhão de recursos financeiros, constituída sob a forma de condomínio, 
destinado à aplicação em títulos e valores mobiliários, bem como em quaisquer outros ativos disponíveis no mercado 
financeiro e de capitais, observadas as disposições legais. 
 
Caracteriza-se por ser uma prestação de serviço em regime de melhores esforços. Não é garantido pelo 
administrador, gestor, FGC ou qualquer mecanismo de proteção. 
 
Fundo não gera captação de recursos para a instituição administradora, como no caso dos depósitos a vista e a 
prazo. O patrimônio é mantido em uma carteira de investimento em nome do fundo que tem um 
 
CNPJ próprio 
 
Assim, quando o investidor aplica em fundo de investimento, o fundo irá adquirir ativos no mercado financeiro, 
conforme as regras estabelecidas pela CVM e pelo regulamento do fundo. 
 
2.1.3. Fundo de Investimento em Cotas 
 
O fundo de investimento em cotas de fundos de investimento deve manter, no mínimo, 95% (noventa e cinco por 
cento) de seu patrimônio investido em cotas de fundos de investimento de uma mesma classe, exceto os fundos de 
investimento em cotas classificados como "Multimercado", que podem investir em cotas de fundos de classes 
distintas. 
 
2.1.4. Tipos de Fundos: abertos e fechados 
 
O fundo pode ser constituído sob a forma de condomínio aberto, em que os cotistas podem solicitar o resgate de 
suas cotas conforme estabelecido em seu regulamento, ou fechado, em que as cotas somente são resgatadas 
ao término do prazo de duração do fundo. 
 
A distribuição de cotas de fundo fechado depende de prévio registro na CVM; 
 
A distribuição de cotas de fundo fechado destinado ao público em geral deve ser precedida de registro de oferta 
pública de distribuição nos termos da Instrução específica que regula ofertas públicas. 
 
Caso não tenha havido distribuição total das cotas previstas e a deliberação da assembleia de cotistas não tenha 
fixado um número mínimo de cotas a serem subscritas, o administrador deve comunicar os subscritores das cotas 
para que confirmem, no prazo de 5 (cinco) dias úteis do recebimento da comunicação, o interesse em permanecer 
no fundo ou receber a devolução do valor integralizado, acrescido proporcionalmente dos rendimentos auferidos 
pelas aplicações do fundo, líquidos de encargos e tributos, presumido o interesse em permanecer no fundo em caso 
de silêncio. 
 
Exclusivo 
 
Considera-se “Exclusivo” o fundo para investidores profissionais constituído para receber aplicações exclusivamente 
de um único cotista. 
 
 
Com carência 
 
Os Fundos também podem ser negociados com carência, onde existe um prazo para realizar resgate e sem carência 
onde não existe prazo para realização de resgate. Ou seja, tem carência para receber rendimentos. 
 
Sem carência 
 
Não tem carência para receber rendimentos 
 
2.1.5. Cota. Valor da cota e transferência de titularidade. 
 
71 
 
COTA - As cotas do fundo correspondem a frações ideais de seu patrimônio, são escriturais, nominativas, e conferem 
iguais direitos e obrigações aos cotistas. 
 
O valor da cota do dia é resultante da divisão do valor do patrimônio líquido pelo número de cotas do fundo, apurados, 
ambos, no encerramento do dia, assim entendido, para os efeitos desta Instrução, como o horário de fechamento dos 
mercados em que o fundo atue. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
𝑉𝐴𝐿𝑂𝑅 𝐷𝐴 𝐶𝑂𝑇𝐴 = 
𝑃𝐴𝑇𝑅𝐼𝑀𝑂𝑁𝐼𝑂 𝐿Í𝑄𝑈𝐼𝐷𝑂
𝑄𝑇𝐷𝐸 𝐷𝐸 𝐶𝑂𝑇𝐴𝑆
 
 
 
 
A cota de fundo aberto não pode ser objeto de cessão ou transferência, exceto nos casos de: 
 
I – decisão judicial ou arbitral; 
II – operações de cessão fiduciária; 
III – execução de garantia; 
IV – sucessão universal; 
V – dissolução de sociedade conjugal ou união estável por via judicial ou escritura pública que disponha sobre a 
partilha de bens; e 
 
VI – transferência de administração ou portabilidade de planos de previdência. 
 
As cotas de fundo fechado e seus direitos de subscrição podem ser transferidos, mediante termo de cessão e 
transferência, assinado pelo cedente e pelo cessionário, ou por meio de negociação em mercado organizado em que 
as cotas do fundo sejam admitidas à negociação. 
 
 
2.1.7. Administração 
 
A administração do fundo compreende o conjunto de serviços relacionados direta ou indiretamente ao funcionamento 
e à manutenção do fundo, que podem ser prestados pelo próprio administrador ou por terceiros por ele contratados, 
por escrito, em nome do fundo. 
 
ATIVO CIRCULANTE 
CDB 
Fundos 
Debentures 
Titulos Públicos 
Ações 
 
 
 
 
 
 
ATIVO NÃO CIRCULANTE 
 
 
PASSIVO CIRCULANTE 
Despesas do Fundo 
 
PL 
Patrimônio Líquido 
 
72 
 
Podem ser administradores de fundo de investimento as instituições financeiras autorizadas pela CVM para o 
exercício profissional de administração de carteiras de valores mobiliários. 
 
O administrador pode contratar, em nome do fundo, com terceiros devidamente habilitados e autorizados, os 
seguintes serviços para o fundo, com a exclusão de quaisquer outros não listados: 
 
I – gestão da carteira do fundo; 
II – consultoria de investimentos; 
III – atividades de tesouraria, de controle e processamento dos ativos financeiros; 
IV – distribuição de cotas; 
V – escrituração da emissão e resgate de cotas; 
VI – custódia de ativos financeiros; 
VII – classificação de risco por agência de classificação de risco de crédito; e 
VIII – formador de mercado. 
 
Gestão 
 
A gestão da carteira do fundo é a gestão profissional, conforme estabelecido no seu regulamento, dos ativos 
financeiros dela integrantes, desempenhada por pessoa natural ou jurídica credenciada como administradora de 
carteiras de valores mobiliários pela CVM, tendo poderes para: 
 
I – negociar e contratar, em nome do fundo de investimento, os ativos financeiros e os intermediários para realizar 
operações em nome do fundo, bem como firmar, quando for o caso, todo e qualquer contrato ou documento relativo 
à negociação e contratação dos ativos financeiros e dos referidos intermediários, qualquer que seja a sua natureza, 
representando o fundo de investimento, para todos os fins de direito, para essa finalidade; e 
 
II – exercer o direito de voto decorrente dos ativos financeiros detidos pelo fundo, realizando todas as demais ações 
necessárias para tal exercício, observado o disposto na política de voto do fundo. 
 
Distribuidor 
 
Intermediário contratado pelo administrador em nome do fundo para realizar a distribuição de suas cotas. Podendo 
ser o próprio administrador 
 
Custodiante 
 
Responsável pela guarda dos ativos 
 
2.1.7.1. Disposições Gerais 
 
O fundo deve manter seu patrimônio aplicado em ativos financeiros nos termos estabelecidos em seu regulamento, 
observados os limites de que trata esta Instrução. 
 
Somente podem compor a carteira do fundo ativos financeiros que sejam registrados em sistema de registro, objeto 
de custódia ou objeto de depósito central, em todos os casos junto a instituições devidamente autorizadas pelo Banco 
Central do Brasil ou pela CVM para desempenhar referidas atividades, nas suas respectivas áreas de competência. 
 
2.1.7.2. Vedações e obrigações do Administrador e do Gestor 
 
É vedado ao administrador e ao gestor, no que aplicável, praticar os seguintes atos em nome do fundo: 
 
I – receber depósito em conta corrente; 
II – contrair ou efetuar empréstimos, salvo em modalidade autorizada pela CVM; 
III – prestar fiança, aval, aceite 
IV – vender cotas à prestação, sem prejuízo da integralização a prazo de cotas subscritas; 
V – prometer rendimento predeterminado aos cotistas; 
VI – realizar operações com ações fora de mercado organizado, ressalvadas as hipóteses de distribuições públicas, 
de exercício de direito de preferência e deconversão de debêntures em ações, exercício de bônus de subscrição, 
negociação de ações vinculadas a acordo de acionistas e nos casos em que a CVM tenha concedido prévia e 
expressa autorização; 
VII – utilizar recursos do fundo para pagamento de seguro contra perdas financeiras de cotistas; e 
VIII – praticar qualquer ato de liberalidade. 
73 
 
 
2.1.7.3. Normas de Conduta 
 
 O administrador e o gestor, nas suas respectivas esferas de atuação, estão obrigados a adotar as seguintes normas 
de conduta: 
 
I – exercer suas atividades buscando sempre as melhores condições para o fundo, empregando o cuidado e a 
diligência que todo homem ativo e probo costuma dispensar à administração de seus próprios negócios, atuando com 
lealdade em relação aos interesses dos cotistas e do fundo, evitando práticas que possam ferir a relação fiduciária 
com eles mantida, e respondendo por quaisquer infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas sob sua 
administração ou gestão; 
 
 
2.1.7.4. Substituição do Administrador e do Gestor 
 
O administrador e o gestor da carteira do fundo devem ser substituídos nas hipóteses de: 
 
I – descredenciamento para o exercício da atividade de administração de carteiras de valores mobiliários, por decisão 
da CVM; 
II – renúncia; ou 
III – destituição, por deliberação da assembleia geral. 
 
2.1.10. Divulgação de informações para venda e distribuição: 
 
Todo cotista ao ingressar no fundo deve atestar, mediante formalização de termo de adesão e ciência de risco, que: 
 
I – teve acesso ao inteiro teor: 
 
a) do regulamento; 
b) da lâmina, se houver; e 
c) do formulário de informações complementares; 
 
II – tem ciência: 
 
a) dos fatores de risco relativos ao fundo; 
b) de que não há qualquer garantia contra eventuais perdas patrimoniais que possam ser incorridas pelo fundo; 
c) de que a concessão de registro para a venda de cotas do fundo não implica, por parte da CVM, garantia de 
veracidade das informações prestadas ou de adequação do regulamento do fundo à legislação vigente ou julgamento 
sobre a qualidade do fundo ou de seu administrador, gestor e demais prestadores de serviços; e 
 
d) se for o caso, de que as estratégias de investimento do fundo podem resultar em perdas superiores ao capital 
aplicado e a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do fundo. 
 
 O termo de adesão deve ter no máximo 5.000 (cinco mil) caracteres, e observar as seguintes informações: 
 
I – identificação dos 5 (cinco) principais fatores de risco inerentes à composição da carteira do fundo; e 
II – aviso de que informações mais detalhadas podem ser obtidas no formulário de informações complementares. 
 
O administrador e o distribuidor devem disponibilizar ao cotista versões vigentes do regulamento e atualizada da 
lâmina de informações essenciais, se houver. 
 
Caso o cotista efetue um resgate total do fundo e volte a investir no mesmo fundo em intervalo de tempo durante o 
qual não ocorra alteração do respectivo regulamento, é dispensada a formalização de novo termo 
 
O formulário de informações complementares deve abranger pelo menos o seguinte: 
 
I – periodicidade mínima para divulgação da composição da carteira do fundo; 
II – local, meio e forma de divulgação das informações; 
III – local, meio e forma de solicitação de informações pelo cotista; 
IV – exposição, em ordem de relevância, dos fatores de riscos inerentes à composição da carteira do fundo; 
V – descrição da política relativa ao exercício de direito do voto decorrente dos ativos financeiros detidos pelo fundo; 
VI – descrição da tributação aplicável ao fundo e a seus cotistas, contemplando a política a ser adotada pelo 
administrador quanto ao tratamento tributário perseguido; 
74 
 
VII – descrição da política de administração de risco, em especial dos métodos utilizados pelo administrador para 
gerenciar os riscos a que o fundo se encontra sujeito, inclusive risco de liquidez; 
VIII – quando houver, identificação da agência de classificação de risco de crédito contratada pelo fundo, bem como 
a classificação obtida e advertência de que a manutenção desse serviço não é obrigatória, podendo ser 
descontinuado a critério do administrador do fundo ou da assembleia geral de cotistas; 
IX – apresentação detalhada do administrador e do gestor, inclusive informações sobre o departamento técnico e 
demais recursos e serviços utilizados pelo gestor para gerir a carteira do fundo; 
X – relação dos demais prestadores de serviços do fundo; 
XI – política de distribuição de cotas; e 
XII – quaisquer outras informações que o administrador entenda relevantes. 
 
Lâmina de Informações Essenciais 
 
O administrador de fundo aberto que não seja destinado exclusivamente a investidores qualificados deve elaborar 
uma lâmina de informações essenciais . Informações técnicas sobre o fundo. Tais como: 
 
• Rentabilidade e a comparação com o benchmark 
• Composição da carteira 
• Riscos envolvidos 
 
2.1.11. Divulgação de Informações e Resultados 
 
Qualquer material de divulgação do fundo deve: 
 
I – ser consistente com o regulamento e com a lâmina, se houver; 
II – ser elaborado em linguagem serena e moderada, advertindo seus leitores para os riscos do investimento; 
III – ser identificado como material de divulgação; 
IV – mencionar a existência da lâmina, se houver, e do regulamento, bem como os endereços na rede mundial de 
computadores nos quais tais documentos podem ser obtidos; 
V – ser apresentado em conjunto com a lâmina, se houver; 
 
Qualquer divulgação de informação sobre os resultados do fundo só pode ser feita, por qualquer meio, após um 
período de carência de 6 (seis) meses, a partir da data da primeira emissão de cotas. 
 
A divulgação de rentabilidade deve ser acompanhada de comparação, no mesmo período, com índice de mercado 
compatível com a política de investimento do fundo, se houver. 
 
No caso de divulgação de informações que tenham por base análise comparativa com outros fundos de investimento, 
devem ser informados simultaneamente as datas, os períodos, a fonte das informações utilizadas, os critérios de 
comparação adotados e tudo o mais que seja relevante para possibilitar uma adequada avaliação, pelo mercado, dos 
dados comparativos divulgados. 
 
 
2.1.11.1 Divulgação de cota e rentabilidade 
 
 
A divulgação de rentabilidade deve ser acompanhada de comparação, no mesmo período, com índice de mercado 
compatível com a política de investimento do fundo, se houver. 
Sempre que o material de divulgação apresentar informações referentes à rentabilidade ocorrida em períodos 
anteriores, deve ser incluída advertência, com destaque, de que: 
I – a rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros; e 
II – os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador ou por qualquer mecanismo de seguro ou, 
ainda, pelo fundo garantidor de crédito. 
 A presente seção não se aplica à lâmina. 
O administrador do fundo é responsável por: 
 
I – calcular e divulgar o valor da cota e do patrimônio líquido do fundo aberto: 
75 
 
 
a) diariamente; ou 
b) para fundos que não ofereçam liquidez diária a seus cotistas, em periodicidade compatível com a liquidez do fundo, 
desde que expressamente previsto em seu regulamento; 
 
II – disponibilizar mensalmente aos cotistas extrato do fundo 
 
Caso o fundo possua posições ou operações em curso que possam vir a ser prejudicadas pela sua divulgação, o 
demonstrativo da composição da carteira pode omitir sua identificação e quantidade, registrando somente o valor e 
a percentagem sobre o total da carteira. 
 
I – 30 (trinta) dias, improrrogáveis, nos fundos da classe “Renda Fixa” 
 
II – nos demais casos, 90 (noventa) dias após o encerramento do mês, podendo esse prazo ser prorrogado uma 
única vez, em caráter excepcional, e com base em solicitação fundamentada submetida à aprovação da CVM, até o 
prazo máximo de 180 (cento e oitenta dias). 
 
 
2.1.11.2.Balancetes e demonstrações contábeis 
 
O fundo deve ter escrituração contábil própria, devendo as suas contas e demonstrações contábeis ser segregadas 
das do administrador. 
 
O exercício do fundo deve ser encerrado a cada 12 (doze) meses, quando devem ser levantadas as demonstrações 
contábeis do fundo relativas ao período findo. 
 
Parágrafo único. A data do encerramento do exercício do fundo deve coincidir com o fim de um dos meses do 
calendário civil. 
 
As demonstrações contábeis devem ser colocadas à disposição de qualquer interessado que as solicitar ao 
administrador, no prazo de 90 (noventa) dias após o encerramento do período. 
 
2.1.11.3. Assembleias Gerais 
 
Compete privativamente à assembleia geral de cotistas deliberar sobre: 
 
I – as demonstrações contábeis apresentadas pelo administrador; 
II – a substituição do administrador, gestor ou custodiante do fundo; 
III – a fusão, a incorporação, a cisão, a transformação ou a liquidação do fundo; 
IV – o aumento da taxa de administração, da taxa de performance ou das taxas máximas de custódia; 
V – a alteração da política de investimento do fundo; 
VI – a emissão de novas cotas, no fundo fechado; 
VII – a amortização e o resgate compulsório de cotas, caso não estejam previstos no regulamento; e 
 
VIII – a alteração do regulamento 
 
A convocação da assembleia geral deve ser feita com 10 (dez) dias de antecedência, no mínimo, da data de sua 
realização 
 
Além da assembleia prevista no artigo anterior, o administrador, o gestor, o custodiante ou o cotista ou grupo de 
cotistas que detenha, no mínimo, 5% (cinco por cento) do total de cotas emitidas, podem convocar a qualquer tempo 
assembleia geral de cotistas, para deliberar sobre ordem do dia de interesse do fundo ou dos cotistas. 
 
2.1.11.5. Informações e comunicação com os cotistas 
 
I – informe diário, no prazo de 1 (um) dia útil; 
II – mensalmente, até 10 (dez) dias após o encerramento do mês a que se referirem: 
III – formulário de informações complementares, sempre que houver alteração do seu conteúdo, no prazo de 5 (cinco) 
dias úteis de sua ocorrência; e 
IV – anualmente, no prazo de 90 (noventa) dias contado a partir do encerramento do exercício a que se referirem, as 
demonstrações contábeis acompanhadas do parecer do auditor independente. 
 
2.1.11.6 Informações eventuais. Fato relevante. 
76 
 
 
O administrador é obrigado a divulgar imediatamente a todos os cotistas na forma prevista no regulamento do fundo 
e por meio do Sistema de Envio de Documentos disponível na página da CVM, e para a entidade administradora de 
mercado organizado onde as cotas estejam admitidas à negociação, qualquer ato ou fato relevante ocorrido ou 
relacionado ao funcionamento do fundo ou aos ativos financeiros integrantes de sua carteira. 
§ 1º Considera-se relevante qualquer ato ou fato que possa influir de modo ponderável no valor das cotas ou na 
decisão dos investidores de adquirir, alienar ou manter tais cotas. 
 
2.1.12.2. Taxas de administração e outras despesas 
 
A taxa de administração, fixa e expressa em percentual anual do patrimônio líquido (base 252 dias); 
Compete privativamente à assembleia geral de cotistas deliberar sobre o aumento da taxa de administração, da taxa 
de performance ou das taxas máximas de custódia; 
 
A taxa de administração pode abranger as seguintes despesas: 
I – gestão da carteira do fundo; 
II – consultoria de investimentos; 
III – atividades de tesouraria, de controle e processamento dos ativos financeiros; 
IV – distribuição de cotas; 
V – escrituração da emissão e resgate de cotas; 
VI – custódia de ativos financeiros; 
VII – classificação de risco por agência de classificação de risco de crédito; e 
VIII – formador de mercado. 
 
Taxa de Performance 
 
A cobrança da taxa de performance deve atender aos seguintes critérios: 
 
I – vinculação a um índice de referência verificável, originado por fonte independente, compatível com a política de 
investimento do fundo e com os títulos que efetivamente a componham; 
II – vedação da vinculação da taxa de performance a percentuais inferiores a 100% do índice de referência; 
III – cobrança por período, no mínimo, semestral; 
IV – cobrança após a dedução de todas as despesas, inclusive da taxa de administração podendo incluir na base do 
cálculo os valores recebidos pelos cotistas a título de amortização ou de rendimentos 
 
 É vedada a cobrança de taxa de performance quando o valor da cota do fundo for inferior ao seu valor por ocasião 
da última cobrança efetuada. 
III – é vedada a cobrança de taxa de performance para fundos de renda fixa, salvo quando se tratar de fundo destinado 
a investidor qualificado. 
 
 
2.1.13. Dinâmica de aplicação e resgate: 
 
2.1.13.1 COTA DE ABERTURA E FECHAMENTO 
 
Cota de Abertura – cota do dia anterior projetada 
 
Cota de Fechamento – cota do final do dia. Fundo de ações, multimercado, RF LP, cambial. São obrigados 
 
2.1.13.2. Resgate de recursos e venda de ativos por parte dos gestores 
 
I – o regulamento deve estabelecer os prazos entre a data do pedido de resgate, a data de conversão de cotas e a 
data do pagamento do resgate; 
II – a conversão de cotas deve se dar pelo valor da cota do dia na data de conversão, 
 
DE ACORDO COM O REGULAMENTO DO FUNDO 
 
2.1.13.3. Prazo de cotização: conceito (prazo de conversão de cotas na aplicação e no resgate) 
 
Na emissão das cotas do fundo deve ser utilizado o valor da cota do dia ou do dia seguinte ao da data da aplicação, 
segundo o disposto no regulamento. 
 
D+0, OU D+1 
77 
 
 
2.1.13.4. Prazo de liquidação financeira (pagamento do resgate): conceito e limite 
 
o pagamento do resgate deve ser efetuado em cheque, crédito em conta corrente ou ordem de pagamento, no prazo 
estabelecido no regulamento, que não pode ser superior a 5 (cinco) dias úteis, contado da data da conversão 
de cotas 
 
2.1.13.5. Prazo de carência para resgate 
 
IV – o regulamento pode estabelecer prazo de carência para resgate, com ou sem rendimento; 
 
 
 
2.1.13.6. Fechamento dos fundos para resgates e aplicações 
 
É facultado ao administrador suspender, a qualquer momento, novas aplicações no fundo aberto, desde que tal 
suspensão se aplique indistintamente a novos investidores e cotistas atuais. 
 
No caso de fundos destinados exclusivamente a investidores profissionais, o administrador está autorizado 
a suspender novas aplicações apenas para novos investidores. 
 
No caso de fechamento dos mercados e/ou em casos excepcionais de iliquidez dos ativos financeiros componentes 
da carteira do fundo, inclusive em decorrência de pedidos de resgates incompatíveis com a liquidez existente, ou que 
possam implicar alteração do tratamento tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo destes últimos, 
o administrador pode declarar o fechamento do fundo para a realização de resgates. 
 
I – substituição do administrador, do gestor ou de ambos; 
II – reabertura ou manutenção do fechamento do fundo para resgate; 
III – possibilidade do pagamento de resgate em ativos financeiros; 
IV – cisão do fundo; e 
V – liquidação do fundo. 
 
2.1.14. Aplicações por conta e ordem 
 
O fundo de investimento pode autorizar o distribuidor a realizar a subscrição de cotas do fundo por conta e ordem de 
seus respectivos clientes. 
 
Para a adoção do procedimento de que trata esta seção, o administrador e o distribuidor devem estabelecer, por 
escrito, a obrigação deste último de criar registro complementar de cotistas, específico para cada fundo em que ocorra 
tal modalidade de subscrição de cotas, de forma que: 
 
I – o distribuidor inscreva no registro complementar de cotistas a titularidade das cotas em nome dos investidores, 
atribuindo a cada cotista um código de cliente e informando tal código ao administrador do fundo; e 
 
II – o administrador, ou instituição contratada, escriture as cotas de forma especial no registro de cotistas do fundo, 
adotando, na identificação do titular, o nome do distribuidor, acrescidodo código de cliente fornecido pelo distribuidor, 
e que identifica o cotista no registro complementar. 
 
As aplicações ou resgates realizados nos fundos de investimento por meio de distribuidores que estejam atuando por 
conta e ordem de clientes devem ser efetuadas de forma segregada, de modo que os bens e direitos integrantes do 
patrimônio de cada um dos clientes, bem como seus frutos e rendimentos, não se comuniquem com o patrimônio do 
distribuidor. 
 
Parágrafo único. Os bens e direitos de clientes dos distribuidores não respondem direta ou indiretamente por qualquer 
obrigação contraída por tais distribuidores, sendo-lhes vedada a constituição, em proveito próprio, de ônus reais ou 
de direitos reais de garantia em favor de terceiros sobre as cotas dos fundos. 
 
Previamente à realização das assembleias gerais de cotistas, o distribuidor que esteja atuando por conta e ordem de 
clientes deve fornecer aos clientes que assim desejarem declaração da quantidade de cotas por eles detidas, 
indicando o fundo, nome ou denominação social do cliente, o código do cliente e o número da sua inscrição no 
Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, ambos do Ministério da 
Fazenda, conforme o caso, constituindo tal documento prova hábil da titularidade das cotas, para o fim de exercício 
do direito de voto. 
78 
 
 
2.1.14.1. Responsabilidades da Instituição Intermediária (distribuidor). Direitos dos cotistas 
 
Os distribuidores que estejam atuando por conta e ordem de clientes assumem todos os ônus e responsabilidades 
relacionadas aos clientes, inclusive quanto a seu cadastramento, identificação e demais procedimentos que, na forma 
desta Instrução, caberiam originalmente ao administrador, em especial no que se refere: 
 
I – ao fornecimento aos clientes de lâminas, se houver, regulamentos, termos de adesão e ciência de riscos, notas 
de investimento e extratos a serem obrigatoriamente encaminhados pelos administradores aos distribuidores, para 
tal finalidade; 
 
II – à responsabilidade de dar ciência ao cotista de que a distribuição é feita por conta e ordem; 
 
III – à obrigação de dar ciência aos clientes de quaisquer exigências formuladas pela CVM; 
 
IV – ao controle e à manutenção de registros internos referentes à compatibilidade entre as movimentações dos 
recursos dos clientes, e sua capacidade financeira e atividades econômicas, nos termos das normas de proteção e 
combate à lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores; 
 
V – à regularidade e guarda da documentação cadastral dos clientes, nos estritos termos da regulamentação em 
vigor, bem como pelo cumprimento de todas as exigências legais quanto à referida documentação cadastral; 
 
VI – à prestação de informação diretamente à CVM sobre os dados cadastrais dos clientes que aplicarem nos fundos, 
quando esta informação for solicitada; 
 
VII – à comunicação aos clientes sobre a convocação de assembleias gerais de cotistas e sobre suas deliberações, 
de acordo com as instruções e informações que, com antecedência suficiente e tempestivamente, receberem dos 
administradores dos fundos de investimento, observado o disposto no art. 35; 
 
VIII – à manutenção de serviço de atendimento aos seus clientes, para esclarecimento de dúvidas e pelo recebimento 
de reclamações; 
 
IX – ao zelo para que o investidor final tenha pleno acesso a todos os documentos e informações previstos nesta 
Instrução, em igualdade de condições com os demais cotistas do fundo de investimento objeto da aplicação; 
 
X – à manutenção de informações atualizadas que permitam a identificação, a qualquer tempo, de cada um dos 
investidores finais, bem como do registro atualizado de todas as aplicações e resgates realizados em nome de cada 
um dos investidores finais; e 
 
XI – à obrigação de efetuar a retenção e o recolhimento dos tributos incidentes nas aplicações ou resgates em fundos 
de investimento, conforme determinar a legislação tributária. 
 
 
2.1.14.1.1. Informações obrigatórias. Cadastramento e identificação dos clientes 
 
O administrador deve disponibilizar ao distribuidor que estiver atuando por conta e ordem de clientes, por meio 
eletrônico, os seguintes documentos: 
 
I – nota de investimento que ateste a efetiva realização do investimento a cada nova aplicação realizada por clientes 
do distribuidor, em até 5 (cinco) dias da data de sua realização; e 
 
II – mensalmente, extratos individualizados dos clientes do distribuidor, em até 10 (dez) dias após o final do mês 
anterior. 
 
A nota de investimento e o extrato mensal devem ser disponibilizados com a identificação do administrador e conter: 
 
I – o código de identificação do cliente do distribuidor no administrador; 
II – a denominação e número de inscrição do fundo investido no CNPJ; 
III – a quantidade de cotas subscritas e valor investido no fundo. 
A nota de investimento deve informar ainda a data da subscrição. 
 
O extrato mensal deve informar ainda o valor atualizado da posição do cliente em cada fundo. 
 
79 
 
O administrador e o distribuidor que estiver atuando por conta e ordem podem adotar medidas adicionais às acima 
definidas com o objetivo de dar ao cliente que houver investido em fundos por conta e ordem a segurança necessária 
de que o investimento foi realizado pelo distribuidor nos termos demandados. 
 
2.1.14.1.2. Possibilidade de manutenção das aplicações em caso de finalização da distribuição. 
 
O contrato firmado entre o fundo e o distribuidor pode prever, dentre outras matérias, que na hipótese de sua rescisão, 
os clientes que sejam cotistas do fundo até a data da rescisão manterão o seu investimento por conta e ordem até 
que os próprios clientes decidam pelo resgate de suas cotas, desde que o administrador do fundo e o distribuidor 
mantenham, em relação a tais clientes, todos os direitos e obrigações definidos nesta norma, pelo período em que 
tais clientes mantiverem o investimento. 
 
2.3 Principais Modalidades de Fundo de Investimento 
 
2.3.1. Classificação CVM: 
 
Quanto à composição de sua carteira, os fundos de investimento e os fundos de investimento em cotas, classificam-
se em: 
 
I – Fundo de Renda Fixa; 
 
II – Fundo de Ações; 
 
III – Fundo Multimercado; e 
 
IV – Fundo Cambial. 
 
O fundo que dispuser, em seu regulamento, que tem o compromisso de obter o tratamento fiscal destinado a fundos 
de longo prazo previsto na regulamentação fiscal vigente estará obrigado a: 
 
I – incluir a expressão “Longo Prazo” na denominação do fundo; e 
 
2.3.1.1. Fundo de Renda Fixa 
 
• Fundos de Renda Fixa – Renda Fixa 
• Fundos de Renda Fixa – Curto Prazo 
• Fundos de Renda Fixa – Referenciados 
• Fundos de Renda Fixa – Dívida Externa 
• Fundos de Renda Fixa - Simples 
 
1) Os fundos classificados como “Renda Fixa”, devem ter como principal fator de risco de sua carteira a 
variação da taxa de juros, de índice de preços, ou ambos. 
 
Nos fundos classificados como "Renda Fixa" deve-se observar o seguinte: 
 
I – na emissão e resgate de cotas pode ser utilizado valor de cota de abertura ou fechamento. Cota de fechamento 
se for longo prazo 
 
III – é vedada a cobrança de taxa de performance, exceto longo prazo. 
 
O fundo classificado como “Renda Fixa” deve possuir, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos 
relacionados diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe. 
 
2) O fundo classificado como "Renda Fixa” que atenda às condições abaixo deve incluir, à sua denominação, 
o sufixo “Curto Prazo”: 
80 
 
 
I – aplique seus recursos exclusivamente em: 
 
a) títulos públicos federais ou privados pré-fixados ou indexados à taxa SELIC ou a outra taxa de juros, ou títulos 
indexados a índices de preços, com prazo máximo a decorrer de 375 (trezentos e setenta e cinco) dias, e prazo médio 
da carteira do fundo inferior a 60 (sessenta) dias; 
 
b) títulos privados com prazo que sejam considerados de baixo risco de crédito pelo gestor;II – utilize derivativos somente para proteção da carteira (hedge) e para a realização de operações compromissadas 
lastreadas em títulos públicos federais. 
 
3) O fundo classificado como "Renda Fixa” cuja política de investimento assegure que ao menos 95% 
(noventa e cinco por cento) do seu patrimônio líquido esteja investido em ativos que acompanham, direta ou 
indiretamente, determinado índice de referência deve: 
 
I – incluir, à sua denominação, o sufixo “Referenciado” seguido da denominação de tal índice; 
 
II – ter 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido representado, isolada ou cumulativamente, por: 
 
a) títulos da dívida pública federal; 
 
b) ativos financeiros de renda fixa considerados de baixo risco de crédito pelo gestor; ou 
 
III – restringir a respectiva atuação nos mercados de derivativos à realização de operações com o objetivo de proteger 
posições detidas à vista (hedge), até o limite destas. 
 
4) O fundo classificado como “Renda Fixa” que atenda às condições abaixo deve incluir, à sua denominação, 
o sufixo “Simples”: 
 
I – tenha 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido representado, isolada ou 
cumulativamente, por: 
 
a) títulos da dívida pública federal; 
 
b) títulos de renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições financeiras que possuam classificação de risco 
atribuída pelo gestor, no mínimo, equivalente àqueles atribuídos aos títulos da dívida pública federal; 
 
c) operações compromissadas lastreadas em títulos da dívida pública federal ou em títulos de responsabilidade, 
emissão ou coobrigação de instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, desde que, na hipótese 
de lastro em títulos de responsabilidade de pessoas de direito privado, a instituição financeira contraparte do fundo 
na operação possua classificação de risco atribuída pelo gestor, no mínimo, equivalente àquela atribuída aos títulos 
da dívida pública federal; 
 
II – realize operações com derivativos exclusivamente para fins de proteção da carteira (hedge); 
 
III – se constitua sob a forma de condomínio aberto; e 
 
IV – preveja, em seu regulamento, que todos os documentos e informações a eles relacionados sejam 
disponibilizados aos cotistas preferencialmente por meios eletrônicos. 
 
 Fica vedado ao fundo 
 
I – a cobrança de taxa de performance, mesmo quando o fundo for de longo prazo 
 
II – a realização de investimentos no exterior; 
 
III – a concentração em créditos privados 
 
IV – a transformação do fundo em fundo fechado; e 
 
V – qualquer transformação ou mudança de classificação do fundo. 
81 
 
 
A lâmina de informações essenciais do fundo deve comparar a performance do fundo com a performance da taxa 
SELIC. 
 
O gestor de fundo deve adotar estratégia de investimento que proteja o fundo de riscos de perdas e volatilidade. 
 
No ingresso do fundo fica dispensado: 
 
I – da assinatura do termo de adesão 
 
II – da verificação da adequação do investimento no fundo ao perfil do cliente, na forma da regulamentação específica 
sobre o assunto, na hipótese de o investidor não possuir outros investimentos no mercado de capitais. 
 
5) O fundo classificado como “Renda Fixa” que tenha 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio 
líquido representado por títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União, deve incluir, 
à sua denominação, o sufixo “Dívida Externa”. 
 
O fundo não está sujeito à incidência dos limites de concentração por emissor 
 
4º O fundo pode aplicar recursos porventura remanescentes: 
 
I – na realização de operações em mercados organizados de derivativos no exterior, exclusivamente para fins de 
proteção (hedge) dos títulos integrantes da carteira respectiva, ou mantê-los em conta de depósito em nome do 
fundo, no exterior, observado, relativamente a essa última modalidade, o limite de 10% (dez por cento) do patrimônio 
líquido respectivo; 
 
II – na realização de operações em mercados organizados de derivativos no país, exclusivamente para fins de 
proteção (hedge) dos títulos integrantes da carteira respectiva e desde que referenciadas em títulos representativos 
de dívida externa de responsabilidade da União, ou mantê-los em conta de depósito à vista em nome do fundo, no 
país, observado, no conjunto, o limite de 10% (dez por cento) do patrimônio líquido respectivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
82 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO FATORES DE 
RISCO 
SUB CLASSE POLITICA DE INVESTIMENTOS 
RENDA FIXA 
Taxa de juros 
doméstica 
índice de 
preços ou 
ambos 
RENDA FIXA 
 
 
• 80% do PL nos fatores de risco 
• Taxa de performance para fundos longo prazo 
• Derivativos para hedge e alavancagem 
• Cota de fechamento somente para fundos 
considerados longo prazo 
CURTO PRAZO 
• Prazo médio 60 dias e título com prazo máximo a 
decorrer de 375 dias 
• 100% do PLbaixo risco de crédito 
• Derivativos somente para hedge 
• Cota de Abertura ou fechamento, aplicação e resgate 
• Vedado cobrança de taxa de performance. 
REFERENCIADO 
• 95% Índice de referência 
• 80% do PL baixo risco de crédito 
• Derivativos hedge 
• Cota de Abertura para aplicação e resgate 
• Cota de fechamento – longo prazo 
• Vedado cobrança de taxa de performance. Exceto 
investidor qualificado 
DÍVIDA 
EXTERNA 
• 80% do PL dívida externa do governo 
• Não está sujeito a limite de concentração por 
emissor 
• Derivativos para hedge 
• Cota de Abertura ou fechamento, aplicação e resgate 
• Vedado cobrança de taxa de performance. Exceto 
investidor qualificado, longo prazo e renda fixa dívida 
externa 
SIMPLES 
• 95% do PL títulos da dívida publica federal ou papéis 
emitidos por bancos com risco semelhante aos 
papéis do governo 
• Operações compromissadas somente com papéis do 
governo 
• Derivativos para hedge 
• Aberto 
• Documentos preferencialmente por meio eletrônicos 
• Vedado cobrança de taxa de performance mesmo 
para os de longo prazo. Exceto para qualificado, 
investimento no exterior, concentração em crédito 
privado, transformação em fundo fechado. 
• Lâmina comparar performance com a taxa selic 
• Dispensado termo de adesão e API 
 
83 
 
 2.3.1.2. Fundo de Ações 
 
Os fundos classificados como “Ações” devem ter como principal fator de risco a variação de preços de ações 
admitidas à negociação no mercado organizado. 
 
I – 67% (sessenta e sete por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido devem ser compostos pelos seguintes 
ativos financeiros: 
 
a) ações admitidas à negociação em mercado organizado; 
 
b) bônus ou recibos de subscrição e certificados de depósito de ações admitidas à negociação nas entidades referidas 
na alínea “a”; 
 
c) cotas de fundos de ações e cotas dos fundos de índice de ações negociadas nas entidades referidas na alínea “a”; 
e 
 
d) Brazilian Depositary Receipts classificados como nível II e III. 
 
e) BDR classificados como nível I, desde que o fundo use, em seu nome, a designação “Ações – BDR Nível I”. 
 
O investimento nos ativos financeiros não estão sujeitos a limites de concentração por emissor, desde que o 
regulamento preveja tal possibilidade e que no termo de adesão conste alerta de que o fundo pode estar exposto a 
significativa concentração em ativos financeiros de poucos emissores, com os riscos daí decorrentes, exceto para 
BDR Nível I 
 
 Fundos de ações cuja política de investimento preveja que, no mínimo, 2/3 (dois terços) do seu patrimônio líquido 
seja investido em ações de companhias listadas em segmento de negociação de valores mobiliários, voltado ao 
mercado de acesso, instituído por bolsa de valores ou por entidade do mercado de balcão organizado, que assegure, 
por meio de vínculo contratual, práticas diferenciadas de governança corporativa: 
 
I – devem usar, em seu nome, a designação “Ações – Mercado de Acesso”; e 
 
II – quando constituídos sob a forma de condomínios fechados, podem investiraté 1/3 (um terço) do seu patrimônio 
líquido em ações, debêntures, bônus de subscrição, ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou 
permutáveis em ações de emissão de companhias fechadas. 
 
O fundo que se utilizar da prerrogativa deve: 
 
I – participar do processo decisório da companhia investida, com efetiva influência na definição de sua política 
estratégica e na sua gestão, notadamente por meio: 
 
a) da indicação de membros do Conselho de Administração; 
 
b) da detenção de ações que integrem o respectivo bloco de controle; 
 
c) da celebração de acordo de acionistas; ou 
 
d) da celebração de ajuste de natureza diversa ou adoção de procedimento que assegure ao fundo efetiva influência 
na definição de sua política estratégica e na sua gestão; e 
 
II – investir somente em companhias fechadas que adotem as seguintes práticas de governança: 
 
a) proibição de emissão de partes beneficiárias e inexistência desses títulos em circulação; 
 
b) estabelecimento de um mandato unificado de até 2 (dois) anos para todo o Conselho de Administração; 
 
c) disponibilização de acordos de acionistas e programas de aquisição de ações ou de outros títulos ou valores 
mobiliários de emissão da companhia e divulgação de informações sobre contratos com partes relacionadas na forma 
exigida pela regulamentação da CVM para os emissores registrados na categoria A; 
 
d) adesão à câmara de arbitragem para resolução de conflitos societários; 
 
84 
 
e) no caso de abertura de seu capital, obrigar-se, perante o fundo, a aderir a segmento especial de bolsa de valores 
ou mercado de balcão organizado que assegure, no mínimo, práticas de governança corporativa previstas nos incisos 
anteriores; 
 
f) auditoria anual de suas demonstrações contábeis por auditores independentes registrados na CVM; e 
 
g) tratamento igualitário no caso de alienação de controle, por meio de opção de venda da totalidade das ações 
emitidas pela companhia ao adquirente do controle pelo mesmo preço pago ao controlador. 
 
2.3.1.3. Fundo Cambial 
 
Os fundos classificado como “Cambiais” devem ter como principal fator de risco de carteira a variação de preços de 
moeda estrangeira ou a variação do cupom cambial. 
 
No mínimo 80% (oitenta por cento) da carteira deve ser composta por ativos relacionados diretamente, ou sintetizados 
via derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe. 
 
 2.3.1.4. Fundo Multimercado 
 
Os fundos classificados como "Multimercado" devem possuir políticas de investimento que envolvam vários fatores 
de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial 
 
A aquisição de cotas de fundos classificados como “Investimento no Exterior – Dívida Externa” e de cotas de fundos 
de investimento sediados no exterior pelos fundos de que trata este artigo não está sujeita à incidência dos limites de 
concentração por emissor deste que previsto no regulamento 
 
2.3.3. Ativos Financeiros no Exterior 
 
Os fundos registrados nos termos da presente Instrução devem observar os seguintes limites de concentração ao 
aplicar em ativos financeiros no exterior: 
 
I – ilimitado, para: 
 
a) fundos classificados como “Renda Fixa – Dívida Externa”; 
 
b) fundos exclusivamente destinados a investidores profissionais que incluam em sua denominação o sufixo 
“Investimento no Exterior”; e 
 
c) fundos exclusivamente destinados a investidores qualificados 
 
Os fundos de investimento exclusivamente destinados a investidores qualificados podem aplicar a totalidade dos seus 
recursos no exterior, desde que: 
 
I – sua política de investimento determine que, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento) de seu patrimônio líquido 
seja composto por ativos financeiros no exterior; 
 
II – seja observada a classificação de fundos renda fixa, ações, multimercado e cambial 
 
 
d) até 40% (quarenta por cento) de seu patrimônio líquido para os fundos exclusivamente destinados a investidores 
qualificados que não se enquadrem no disposto acima 
 
e) até 20% (vinte por cento) de seu patrimônio líquido para os fundos destinados ao público em geral. 
 
 
2.3.4. Limites por emissor 
 
O fundo observará os seguintes limites de concentração por emissor, sem prejuízo das normas aplicáveis à sua 
classe. 
 
I – até 20% (vinte por cento) do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for instituição financeira autorizada a 
funcionar pelo Banco Central do Brasil; 
 
85 
 
II – até 10% (dez por cento) do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for companhia aberta; 
 
III – até 10% (dez por cento) do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for fundo de investimento; 
 
IV – até 5% (cinco por cento) do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for pessoa natural ou pessoa jurídica 
de direito privado que não seja companhia aberta ou instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central 
do Brasil; e 
 
V – não haverá limites quando o emissor for a União Federal. 
 
2.3.5. Limites por modalidade de ativo financeiro 
 
Cumulativamente aos limites por emissor, o fundo deve observar os seguintes limites de concentração por 
modalidades de ativo financeiro, sem prejuízo das normas aplicáveis à sua classe (art. 108). 
 
I – até 20% (vinte por cento) do patrimônio líquido do fundo, para o conjunto dos seguintes ativos: 
 
a) cotas de fundos de investimento registrados com base nesta Instrução; 
 
b) cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento registrados com base nesta Instrução; 
 
c) cotas de fundos de investimento destinados exclusivamente a investidores qualificados registrados com base nesta 
Instrução; 
 
d) cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento destinados exclusivamente a investidores 
qualificados registrados com base nesta Instrução; 
 
e) cotas de Fundos de Investimento Imobiliário – FII; 
 
f) cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios – FIDC; 
 
g) cotas de Fundos de Investimento em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios – FIC-FIDC; 
 
h) cotas de fundos de índice admitidos à negociação em mercado organizado; 
 
i) Certificados de Recebíveis Imobiliários – CRI; e 
 
 
2.3.6. Outros Fundos: Definição e principais características 
 
 2.3.6.1. Fundo de Investimento em Direito Creditório – FIDC. Fundo de Investimento em Cota de FIDC - FIC-
FIDC. 
 
Podem serem negociados sobre a forma de fundo aberto ou fechado e somente distribuídos para investidores 
qualificados. 
 
Os recursos obtidos através da distribuição das cotas deverão ser, necessariamente, aplicados em direitos creditórios 
e/ou títulos representativos desses direitos, originários de operações realizadas nos segmentos financeiro, industrial, 
imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviço, respeitados os seguintes critérios de 
concentração: 
 
• Mínimo de 50% aplicado em direitos creditórios, podendo o restante ser aplicado em outros ativos; 
 
• Direitos creditórios contra uma mesma pessoa física ou jurídica não podem exceder 10% do patrimônio do fundo. 
 
Valor mínimo de aplicação R$ 25.000,00 
 
É permitido ao Fundo de Recebíveis, emissão de cotas com classificação de risco distintas: 
Cotas Seniores: são aquelas que possuem prioridade no recebimento em relação às cotas subordinadas quando da 
amortização ou resgate (liquidação), e devem ter apenas uma única classe, ou seja, todas com as mesmas 
características; e, 
 
86 
 
Cotas Subordinadas: são aquelas que subordinam-se às cotas seniores, podendo ser de diversas classes, com 
características e prioridades distintas entre elas. 
 
2.3.6.2. Fundos de Investimento Imobiliário – FII 
 
O fundo de investimento imobiliário é uma comunhão de recursos, captados por meio do sistema de distribuição de 
valores mobiliários e destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários. 
É constituído sob a forma de condomínio fechado, onde o resgate de quotas não é permitido. Para liquidar seu 
investimento o investidor deve aguardar a data de encerramento do fundo ou negociarsuas cotas no mercado 
secundário. 
 
O Patrimônio do Fundo 
 
O patrimônio do Fundo é formado pelos bens e direitos adquiridos pelo Administrador, em caráter fiduciário. Não se 
confunde com o patrimônio geral do Administrador, mas sim, trata -se de patrimônio especial, totalmente distinto e 
separado do primeiro, que abrange os direitos e obrigações relativos ao Fundo detidos pelo Administrador em caráter 
fiduciário. 
 
Desta forma, tais bens e direitos não integram o ativo do Administrador, nem respondem por qualquer obrigação do 
Administrador. Além disso, não podem ser dados em garantia de débito, nem ser executados por qualquer credor do 
Administrador, nem são atingidos por sua liquidação extrajudicial. 
 
Caso o Administrador entre em liquidação, ou, que por qualquer outro motivo, fique impedido de exercer suas funções, 
a assembléia dos quotistas elegerá outra instituição financeira para sucedê-lo. Em tais casos, a propriedade fiduciária 
dos bens pertencentes ao Fundo é transmitida à instituição financeira nomeada pela assembléia dos quotistas para 
suceder o Administrador. 
 
O Fundo deve aplicar no mínimo 75% de seus recursos em bens e direitos imobiliários. O restante pode ser destinado 
à aplicação em outros ativos de renda fixa, para fazer face às despesas ordinárias necessárias à manutenção do 
Fundo. 
 
Rendimento 
 
Existe disposição legal obrigando que o Administrador distribua a seus quotistas, no mínimo, 95% do lucro 
eventualmente auferido pelo Fundo. 
 
Resgate e Negociação de Cotas 
 
Por ser constituído como condomínio fechado, não é admitido ao Fundo de Investimento Imobiliário o resgate de 
quotas. No entanto, é admitida sua negociação em mercado. 
As quotas podem ser transferidas tanto em transações privadas quanto no mercado secundário de valores 
mobiliários, nos mercados de balcão ou bolsas de valores. 
 
 2.3.6.3. Fundo de Investimento em Índice de Mercado (Fundos de índice) com cotas negociáveis em bolsa de 
valores ou mercado de balcão organizado, também conhecido como ETFs - Exchange Traded Funds 
 
Os fundos de índices, conhecidos no mundo todo como ETFs (Exchange Traded Funds), são fundos espelhados em 
índices e suas cotas são negociadas em Bolsa da mesma forma que as ações. 
 
É um tipo de investimento inovador no Brasil, mas que vem registrando um crescimento constante no volume de 
ativos. 
 
Ao adquirir cotas de um determinado Fundo, o investidor passa a deter todas as ações componentes do índice a ele 
relacionado, sem ter de comprar separadamente os papéis de cada empresa. 
 
O fundo poderá investir no máximo 5% (cinco por cento) de seu patrimônio nos chamados Investimentos Permitidos. 
Investimentos Permitidos são: 
 
• Títulos públicos de emissão do Tesouro Nacional ou do Banco Central; 
• Títulos de renda fixa de emissão de instituições financeiras; 
• Cotas de fundo de investimento financeiro (FIF); 
• Operações compromissadas, realizadas de acordo com a regulamentação do Conselho Monetário Nacional; e 
87 
 
• Operações com derivativos realizadas em bolsas de valores, em bolsas de mercadorias e futuros ou em mercados 
de balcão organizados. 
 
2.3.6.4. Fundos de Investimento em Participações FIP 
 
O Fundo de Investimento em Participações (fundo), constituído sob a forma de condomínio fechado, é uma 
comunhão de recursos destinados à aquisição de ações, debêntures, bônus de subscrição, ou outros títulos e valores 
mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fechadas, participando 
do processo decisório da companhia investida, com efetiva influência na definição de sua política estratégica e 
na sua gestão, notadamente através da indicação de membros do Conselho de Administração. 
A participação do fundo no processo decisório da companhia investida pode ocorrer: 
I – pela detenção de ações que integrem o respectivo bloco de controle, 
II – pela celebração de acordo de acionistas ou, ainda, 
III – pela celebração de ajuste de natureza diversa ou adoção de procedimento que assegure ao fundo efetiva 
influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão. 
 
O regulamento do fundo deverá estabelecer os critérios a serem observados para a definição das companhias abertas 
que possam ser objeto de investimento pelo fundo. 
 
Da denominação do fundo deverá constar a expressão "Fundo de Investimento em Participações", não se admitindo 
que, à denominação do fundo, sejam acrescidos nomes ou expressões que induzam a uma interpretação indevida 
quanto a seus objetivos, a sua política de investimento ou a seu público alvo. 
Somente poderão adquirir contas de FIP investidores qualificados e o valor mínimo da subscrição é de R$ 100.000,00. 
Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento em Participações deverão aplicar, no mínimo, 90% 
(noventa por cento) de seu patrimônio em cotas de Fundos de Investimento em Participações, bem como em cotas 
de Fundos de Investimento em Empresas Emergentes. 
Das Vedações 
 
É vedado ao administrador do fundo 
 
Aplicação de recursos no exterior 
Na aquisição de bens imóveis 
Na subscrição ou aquisição de ativos de ações de sua própria emissão 
 
2.3.6.5. Fundos de Investimento em Empresas Emergentes – FIEE 
 
O Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes, constituído sob a forma de condomínio fechado, é uma 
comunhão de recursos destinados à aplicação em carteira diversificada de valores mobiliários de emissão de 
empresas emergentes, e de sua denominação deverá constar a expressão "Fundo Mútuo de Investimento em 
Empresas Emergentes". 
Entende-se por empresa emergente a companhia que apresente faturamento líquido anual, ou faturamento líquido 
anual consolidado, inferiores a R$ 150.000.000,00 (cento e cinqüenta milhões de Reais), apurados no balanço de 
encerramento do exercício anterior à aquisição dos valores mobiliários de sua emissão. 
Uma vez constituído e autorizado o seu funcionamento, o Fundo deverá manter, no mínimo, 75% (setenta e cinco 
por cento) de suas aplicações em ações, debêntures conversíveis em ações, ou bônus de subscrição de ações de 
emissão de empresas emergentes. 
 
O Fundo terá prazo máximo de duração de 10 (dez) anos, contados a partir da data da autorização para 
funcionamento pela Comissão de Valores Mobiliários. 
 
 
2.3.6.6. Fundos Restritos: Fundos para Investidores Qualificados e Fundos para Investidores Profissionais 
 
Fundos para Investidores Qualificados 
 
São considerados investidores qualificados: 
 
I – investidores profissionais; 
 
II – pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um 
milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado mediante termo 
próprio; 
 
88 
 
III – as pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possuam certificações 
aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes autônomos de investimento, administradores de 
carteira, analistas e consultores de valores mobiliários, em relação a seus recursos próprios; 
 
IV – clubes de investimento, desde que tenham a carteira por um ou mais cotistas, que sejam investidores 
qualificados.” 
 
 
“Os regimes próprios de previdência social instituídos pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou por 
Municípios são considerados investidores profissionais ou investidores qualificados apenas se reconhecidos como 
tais conforme regulamentação específica do Ministério da Previdência Social.” (NR) 
 
O fundo destinado exclusivamente a investidores qualificados, desde que previsto em seu regulamento, pode: 
 
I – admitir a utilização de ativos financeiros na integralização e resgate de cotas, com o estabelecimento de critérios 
detalhados e precisos para adoção desses procedimentos; 
 
II – dispensar, na distribuição de cotas de fundos fechados, a elaboração de lâmina e a publicação de anúncio de 
início e de encerramento de distribuição; 
 
III – cobrar taxas de administraçãoe de performance, conforme estabelecido em seu regulamento; 
 
IV – estabelecer prazos para conversão de cota e para pagamento dos resgates diferentes daqueles previstos nesta 
Instrução; 
 
V – prestar fiança, aval, aceite ou coobrigar-se de qualquer outra forma, em nome do fundo, relativamente a 
operações direta ou indiretamente relacionadas à carteira do fundo, sendo necessária a concordância de cotistas 
representando, no mínimo, dois terços das cotas emitidas pelo fundo. 
 
Fundos para Investidores Profissionais 
 
São considerados investidores profissionais: 
 
I – instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil; 
 
II – companhias seguradoras e sociedades de capitalização; 
 
III – entidades abertas e fechadas de previdência complementar; 
 
IV – pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 10.000.000,00 (dez 
milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor profissional mediante termo 
próprio 
 
V – fundos de investimento; 
 
VI – clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por administrador de carteira de valores mobiliários 
autorizado pela CVM; 
 
VII – agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários 
autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios; 
 
VIII – investidores não residentes.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
89 
 
3) CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO ANBIMA 
 
CLASSE DE ATIVOS Gestão – Ativa ou Passiva Risco de Crédito 
RENDA FIXA 
RENDA FIXA SIMPLES Renda Fixa Simples 
INDEXADOS Índices 
DURAÇÃO BAIXA 
21 dias úteis 
Soberano ( 100% TPF) 
Grau de Investimento (80% BRC) 
Crédito Livre (+ 20% ARC) 
DURAÇÃO MÉDIA 
IRF-M 
Soberano ( 100% TPF) 
Grau de Investimento (80% BRC) 
Crédito Livre (+ 20% ARC) 
DURAÇÃO ALTA 
IMA- GERAL 
Soberano ( 100% TPF) 
Grau de Investimento (80% BRC) 
Crédito Livre (+ 20% ARC) 
DURAÇÃO LIVRE 
SEM COMPROMISSO 
Soberano ( 100% TPF) 
Grau de Investimento (80% BRC) 
Crédito Livre (+ 20% ARC) 
RENDA FIXA 
Investimento no Exterior > 40% EXT 
Dívida Externa > 80% DEB EXT 
 
Descrição dos tipos 
1. Renda Fixa (nível 1): Fundos que têm como objetivo buscar retorno por meio de investimentos em ativos 
de renda fixa (sendo aceitos títulos sintetizados através do uso de derivativos), admitindo-se estratégias que 
impliquem risco de juros e de índice de preços. 
 
São admitidos ativos de renda fixa emitidos no exterior. Excluem-se estratégias que impliquem exposição em renda 
variável (ações, etc.). 
Categoria (nível 2): Neste nível os fundos são classificados conforme o tipo de gestão (passiva ou ativa). 
Ainda para a gestão ativa, a classificação é desmembrada conforme a sensibilidade à taxa de juros. Incluem 
também os fundos de Renda Fixa Simples conforme a Instrução nº 555 da CVM: 
1.1. Renda Fixa Simples: Estes fundos seguem o disposto no art. 113 da Instrução nº 555 que dispõe sobre os fundos 
de Renda Fixa com sufixo “Simples” em sua denominação. 
1.2. Indexados: Fundos que têm como objetivo seguir as variações de indicadores de referência do mercado de 
Renda Fixa. 
1.3. Ativos: Fundos não classificados nos itens anteriores. Os fundos nesta categoria devem ser classificados 
conforme a sensibilidade a alterações na taxa de juros (risco de mercado) medida por meio da duration média 
90 
 
ponderada da carteira. As durations utilizadas como referência destas categorias são atualizadas a cada ano, sempre 
com base no último dia útil de junho, valendo para os doze meses seguintes, ou quando o Comitê de Renda Fixa & 
Multimercados julgar necessário. O parâmetro para estabelecimento das durations é o IMA e seus subíndices, 
conforme disposto a seguir. Sempre que necessário, a ANBIMA emitirá circular informando o número de dias úteis 
de cada parâmetro. 
i. Duração Baixa (Short duration): Fundos que objetivam buscar retornos investindo em ativos de renda fixa com 
duration média ponderada da carteira inferior a 21 (vinte e um) dias úteis. Estes fundos buscam minimizar a oscilação 
nos retornos promovida por alterações nas taxas de juros futuros. Estão nesta categoria também os fundos que 
buscam retorno investindo em ativos de renda fixa remunerados à taxa flutuante em CDI ou Selic. Fundos que 
possuírem ativos no exterior deverão realizar o hedge¹ cambial da parcela investida no exterior. Excluem-se 
estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.). 
ii. Duração Média (Mid duration): Fundos que objetivam buscar retornos investindo em ativos de renda fixa com 
duration média ponderada da carteira inferior ou igual à apurada no IRF-M do último dia útil de junho. Estes fundos 
buscam limitar oscilação nos retornos decorrentes das alterações nas taxas de juros futuros. Fundos que possuírem 
ativos no exterior deverão realizar o hedge¹ cambial da parcela investida no exterior. Excluem-se estratégias que 
impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.). 
iii. Duração Alta (Long duration): Fundos que objetivam buscar retornos investindo em ativos de renda fixa com 
duration média ponderada da carteira igual ou superior à apurada no IMA-GERAL do último dia útil de junho. Estes 
fundos estão sujeitos a maior oscilação nos retornos promovida por alterações nas taxas de juros futuros. Fundos 
que possuírem ativos no exterior deverão realizar o hedge¹ cambial da parcela investida no exterior. Excluem-se 
estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.). 
iv. Duração Livre: Fundos que objetivam buscar retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, sem 
compromisso de manter limites mínimo ou máximo para a duration média ponderada da carteira. O hedge¹ cambial 
da parcela de ativos no exterior é facultativo ao gestor. 
1.3.1. Subcategoria (nível 3): Neste nível os fundos são classificados conforme a exposição ao risco de 
crédito. 
i. Soberano: Fundos que investem 100% (cem por cento) em títulos públicos federais do Brasil. 
ii. Grau de Investimento: Fundos que investem no mínimo 80% (oitenta por cento) da carteira em títulos públicos 
federais, ativos com baixo risco de crédito do mercado doméstico ou externo, ou sintetizados via derivativos, com 
registro das câmaras de compensação. 
iii. Crédito Livre: Fundos que objetivam buscar retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, podendo 
manter mais de 20% (vinte por cento) da sua carteira em títulos de médio e alto risco de crédito do mercado doméstico 
ou externo. 
1.4. Investimento no Exterior: Fundos que objetivem investir em ativos financeiros no exterior em parcela superior ou 
igual a 40% do patrimônio líquido. Estes fundos seguem o disposto no art. 101 da Instrução nº 555 da CVM. 
1.4.1. Subcategoria (nível 3): Neste nível, os fundos da categoria Investimento no Exterior são classificados entre 
Investimento no Exterior e Dívida Externa. 
i. Investimento no Exterior: Fundos que objetivem investir em ativos financeiros no exterior em parcela superior ou 
igual a 40% do patrimônio líquido. Estes fundos seguem o disposto no art. 101 da Instrução nº 555 da CVM. 
ii. Dívida Externa: Fundos que têm como objetivo investir no mínimo 80% de seu patrimônio líquido em títulos 
representativos da dívida externa de responsabilidade da União. Estes fundos seguem o disposto no art. 114 da 
Instrução nº 555 da CVM. 
 
 
91 
 
CLASSE AÇÕES 
CLASSE DE ATIVOS Gestão – Ativa ou Passiva ESTRATÉGIAS 
AÇÕES 
INDEXADOS Índices 
ATIVOS 
 
Valor/Crescimento 
Dividendos 
Small Caps 
Índices Ativo 
Setoriais 
Livre 
ESPECÍFICOS 
 
FMP-FGTS 
Fechado de Ações 
INVESTIMENTO NO 
EXTERIOR 
Investimento no Exterior 
 
2. Ações (nível 1): Fundos que devem possuir, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento) da carteira em ações à 
vista, bônus ou recibosde subscrição, certificados de depósito de ações, cotas de fundos de ações, cotas dos fundos 
de índice de ações e Brazilian Depositary Receipts, classificados como nível I, II e III. O hedge cambial da parcela de 
ativos no exterior é facultativo ao gestor. 
Categoria (nível 2): Neste nível os fundos são classificados conforme o tipo de gestão (indexada ou ativa) ou 
específicos para fundos com características diferenciadas. 
2.1. Indexados: Fundos que têm como objetivo replicar as variações de indicadores de referência do mercado de 
Renda Variável. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa – 
Duração Baixa – Grau de Investimento ou em ativos permitidos a estes desde que preservadas as regras que 
determinam a composição da carteira do tipo ANBIMA. 
2.2. Ativos: Fundos que têm como objetivo superar um índice de referência ou que não fazem referência a nenhum 
índice. A seleção dos ativos para compor a carteira deve ser suportada por um processo de investimento que busca 
atingir os objetivos e executar a política de investimentos definidos para o fundo. Os recursos remanescentes em 
caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa – Duração Baixa – Grau de Investimento ou em ativos 
permitidos a estes desde que preservadas as regras que determinam a composição da carteira do Tipo ANBIMA, 
exceção feita aos fundos classificados como Livre (nível 3). 
2.2.1. Subcategoria (nível 3): Neste nível os fundos são classificados conforme a estratégia. 
i. Valor / Crescimento: Fundos que objetivam buscar retorno por meio da seleção de empresas cujo valor das ações 
negociadas esteja abaixo do “preço justo” estimado (estratégia valor) e/ou aquelas com histórico e/ou perspectiva de 
continuar com forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em relação ao mercado (estratégia de 
crescimento). 
ii. Setoriais: Fundos que investem em empresas pertencentes a um mesmo setor ou conjunto de setores afins da 
economia. Estes fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para definição dos 
setores, subsetores ou segmentos elegíveis para aplicação. 
iii. Dividendos: Fundos cuja carteira investe em ações de empresas com histórico de dividend yield (renda gerada por 
dividendos) consistente ou que, na visão do gestor, apresentem essas perspectivas. 
92 
 
iv. Small Caps: Fundos cuja carteira de ações investe, no mínimo, 85% (oitenta e cinco por cento) em ações de 
empresas que não estejam incluídas entre as 25 maiores participações do IBrX - Índice Brasil, ou seja, ações de 
empresas com relativamente baixa capitalização de mercado. Os 15% (quinze por cento) remanescentes podem ser 
investidos em ações de maior liquidez ou capitalização de mercado, desde que não estejam incluídas entre as dez 
maiores participações do IBrX – Índice Brasil. 
v. Sustentabilidade/Governança: Fundos que investem em empresas que apresentam bons níveis de governança 
corporativa, ou que se destacam em responsabilidade social e sustentabilidade empresarial no longo prazo, conforme 
critérios estabelecidos por entidades amplamente reconhecidas pelo mercado ou supervisionados por conselho não 
vinculado à gestão do fundo. Estes fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados 
para definição das ações elegíveis. 
vi. Índice Ativo (Indexed Enhanced): Fundos que têm como objetivo superar o índice de referência do mercado 
acionário. Estes fundos se utilizam de deslocamentos táticos em relação à carteira de referência para atingir seu 
objetivo. 
vii. Livre: Fundos que não possuem obrigatoriamente o compromisso de concentração em uma estratégia específica. 
A parcela em caixa pode ser investida em quaisquer ativos, desde que especificados em regulamento. 
2.3. Específicos (nível 2): Fundos que adotam estratégias de investimento ou possuam características específicas 
tais como condomínio fechado, não regulamentados pela Instrução nº 555 da CVM, fundos que investem apenas em 
ações de uma única empresa ou outros que venham a surgir. 
2.3.1. Subcategoria (nível 3): Neste nível os fundos são classificados conforme sua característica. 
i. Fundos Fechados de Ações: Fundos de condomínio fechado regulamentados pela Instrução nº 555 da CVM. 
ii. Fundos de Ações FMP-FGTS: De acordo com a regulamentação vigente. 
iii. Fundos de Mono Ação: Fundos com estratégia de investimento em ações de apenas uma empresa. 
2.4. Investimento no Exterior: Fundos que objetivem investir em ativos financeiros no exterior em parcela superior ou 
igual a 40% do patrimônio líquido. Estes fundos seguem o disposto no art. 101 Instrução nº 555 da CVM. Admitem 
alavancagem². 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
93 
 
CLASSE MULTIMERCADOS 
 
CLASSE DE ATIVOS TIPO DE GESTÃO E 
RISCO 
ESTRATÉGIAS 
MULTIMERCADO 
ALOCAÇÃO 
Balanceados 
Dinâmicos 
ESTRATÉGIAS 
Macro 
Long Short Neutro 
Long Short Direcional 
Juros e Moedas 
Livre 
Capital Protegido 
INVESTIMENTO NO 
EXTERIOR 
Investimento no Exterior 
 
3. Multimercados (nível 1): Fundos que devem possuir políticas de investimento que envolvam vários fatores de risco, 
sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial. O hedge¹ cambial da parcela de ativos no exterior 
é facultativo ao gestor. 
Categoria (nível 2): Neste nível os fundos são classificados em dois grupos: Alocação e por Estratégias. 
3.1. Alocação: Fundos que buscam retorno no longo prazo por meio de investimento em diversas classes de ativos 
(renda fixa, ações, câmbio etc.), incluindo cotas de fundos de investimento. Estes fundos buscam retorno de longo 
prazo prioritariamente da estratégia de asset allocation. 
3.1.1. Subcategoria (nível 3): Neste nível os fundos são classificados conforme a liberdade da carteira ou necessidade 
de manter um benchmark composto. 
i. Balanceados: Buscam retorno no longo prazo através da compra de diversas classes de ativos, incluindo cotas de 
fundos. Estes fundos possuem estratégia de alocação pré-determinada devendo especificar o mix de investimentos 
nas diversas classes de ativos, incluindo deslocamentos táticos e/ou políticas de rebalanceamento explícitas. O 
indicador de desempenho do fundo deverá acompanhar o mix de investimentos explicitado (asset allocation 
benchmark), não podendo, assim, ser comparado a uma única classe de ativos (por ex, 100% CDI). Os fundos nesta 
subcategoria não podem possuir exposição financeira superior a 100% do PL. Não admitem alavancagem. 
ii. Dinâmico: Buscam retorno no longo prazo por meio de investimento em diversas classes de ativos, incluindo cotas 
de fundos. Estes fundos possuem uma estratégia de asset allocation sem, contudo, estarem comprometidos com um 
mix pré-determinados de ativos. A política de alocação é flexível, reagindo às condições de mercado e ao horizonte 
de investimento. É permitida a aquisição de cotas de fundos que possuam exposição financeira superior a 100% do 
seu respectivo PL. Admitem alavancagem. 
3.2. Por Estratégia: Fundos nesta categoria se baseiam nas estratégias preponderantes adotadas e suportadas pelo 
processo de investimento adotado pelo gestor como forma de atingir os objetivos e executar a política de 
investimentos dos fundos. Admitem alavancagem. 
3.2.1. Subcategoria (nível 3): Neste nível os fundos são classificados conforme a estratégia. 
94 
 
i. Macro: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), 
definindo as estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos. 
ii. Trading: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), 
explorando oportunidades de ganhos originados por movimentos de curto prazo nos preços dos ativos. 
iii. Long and Short - Direcional: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda 
variável, montando posiçõescompradas e vendidas. O resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da 
diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos 
Renda Fixa – Duração Baixa – Grau de Investimento ou em ativos permitidos a estes desde que preservadas as 
regras que determinam a composição da carteira do tipo ANBIMA. 
iv. Long and Short - Neutro: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda 
variável, montando posições compradas e vendidas, com o objetivo de manterem a exposição financeira líquida 
limitada a 5%. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa – 
Duração Baixa – Grau de Investimento ou em ativos permitidos a estes desde que preservadas as regras que 
determinam a composição da carteira do Tipo ANBIMA. 
v. Juros e Moedas: Fundos que buscam retorno no longo prazo através de investimentos em ativos de renda fixa, 
admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. 
Excluem-se estratégias que impliquem exposição de renda variável (ações etc.). 
vi. Livre: Fundos que não possuem obrigatoriamente o compromisso de concentração em nenhuma estratégia 
específica. 
vii. Capital Protegido: Fundos que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger, parcial ou totalmente, 
o principal investido. 
viii. Estratégia Específica: Fundos que adotam estratégia de investimento que implique riscos específicos, tais como 
commodities, futuro de índice. 
3.3. Investimento no Exterior: Fundos que objetivem investir em ativos financeiros no exterior em parcela superior ou 
igual a 40% do patrimônio líquido. Estes fundos seguem o disposto no art. 101 da Instrução nº 555 da CVM. Admitem 
alavancagem². 
Cambial 
Fundos que aplicam pelo menos 80% de sua carteira em ativos - de qualquer espectro de risco de crédito - 
relacionados diretamente ou sintetizados, via derivativos, à moeda estrangeira. 
4. Cambial (nível 1): Fundos que aplicam pelo menos 80% de sua carteira em ativos - de qualquer espectro de risco 
de crédito - relacionados diretamente ou sintetizados, via derivativos, à moeda norte-americana ou à europeia. O 
montante não aplicado em ativos relacionados direta ou indiretamente ao dólar ou ao euro deve ser aplicado somente 
em 
 
 
4) CERTIFICADO DE OPERAÇÕES ESTRUTURADAS – COE 
 
Definição e finalidade 
 
Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um instrumento de captação bancária, único e indivisível, 
que agrega a um investimento financeiro funcionalidades de derivativo e renda fixa, oferecendo 
transparência a investidores, emissores e reguladores, além de flexibilidade e dinamismo. 
 
O COE substitui outros instrumentos financeiros com características semelhantes às utilizadas anteriormente pelo 
mercado, como operações de captação estruturada. Essas operações associavam um 
fator caixa, geralmente por meio de CDB, e outro de derivativo, como swap ou opção flexível. 
 
Modalidades: valor nominal protegido e valor nominal em risco 
 
95 
 
A Resolução 4.263/2013, de 05/09/2013, instituiu as características do COE estabelecendo, de acordo com a 
estrutura de rentabilidade, as seguintes modalidades: 
 
• com Valor Nominal Protegido (VNP): investimento cujo valor total dos pagamentos mínimos previstos ao 
investidor é igual ou superior ao investimento inicial; ou 
 
• com Valor Nominal em Risco (VNR): investimento cujo valor total dos pagamentos mínimos previstos ao 
investidor é igual ou superior a uma parcela previamente definida do investimento inicial. 
 
O COE pode ser referenciado em índices de preço, de títulos de dívida, de valores mobiliários, taxas de juro ou de 
câmbio e em outros ativos subjacentes, incluindo índices de ativos negociados no Exterior. Sua rentabilidade segue 
o retorno dos ativos e índices citados desde que haja série regularmente calculada e objeto de divulgação pública. 
 
Riscos 
 
há investimentos na modalidade Valor Nominal em Risco, em que não há garantia de receber o valor do principal 
investido no vencimento; 
• existe o risco de crédito do emissor do COE, que não conta com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos 
(FGC); e 
• há risco de liquidez, já que poderá não haver mercado secundário para o COE. 
 
Oferta pública 
 
Art. 2º A oferta pública de distribuição de COE realizada nos termos desta Instrução fica dispensada de registro na 
CVM e será realizada por instituições intermediárias habilitadas a atuar como integrantes do sistema de distribuição 
de valores mobiliários. 
 
Tributação 
fato gerador – Rendimento da operação 
 alíquotas; Tabela regressiva dos instrumentos de Renda fixa. Liquida de IOF quando couber 
agente responsável pelo recolhimento. Fonte 
Exemplo: 
1) Variação do S&P < 10% ­ Investidor recebe 100% da variação do S&P acrescido da variação cambial. 
2) Variação do S&P >= 10% ­ Investidor recebe 10% acrescido da variação cambial. 
3) Variação do S&P < 0% ­ Investidor recebe o mesmo capital investido (sem variação cambial). 
 
 
Disposições Finais 
 
a) A oferta pública de distribuição de COE realizada nos termos desta Instrução fica dispensada de registro na CVM 
e será realizada por instituições intermediárias habilitadas a atuar como integrantes do sistema de distribuição de 
valores mobiliários 
 
b)A instituição intermediária, ou o emissor deve: 
 
I – entregar ao investidor o Documento de Informações Essenciais – DIE, antes da aquisição do COE; e 
II – manter um termo de adesão e ciência de risco, datado e assinado pelo titular, com a seguinte redação: “Recebi 
um exemplar do Documento de Informações Essenciais – DIE previamente à aquisição do COE e tomei conhecimento 
do seu funcionamento e riscos” 
 
As obrigações acimas ficam dispensadas quando: 
 
I – o adquirente do COE for investidor profissional; ou 
II – o COE for negociado em sistema centralizado e multilateral mantido por entidade administradora de mercado 
organizado 
 
 
 
96 
 
5) ETF – FUNDO DE INDICE 
 
 
 
O ETF de Ações, também conhecido como Exchange Traded Fund (ETF), é fundo negociado em Bolsa que 
representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que 
correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. Como índice 
de referência do ETF de Ações admite-se qualquer índice de ações reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM). 
 
Os índices de ações permitem ao investidor avaliar como um grupo específico de ações se comportou em relação a 
um outro grupo ou à sua própria carteira de ações. Isso porque os índices de ações são calculados a partir de uma 
carteira teórica de ações, criada apenas para medir o desempenho desses ativos. 
 
A B3 oferece ambiente para emissão e resgate das cotas, que caracterizam o mercado primário de um ETF. Os 
processos de integralização e de resgate das cotas permitem que o ETF aumente ou reduza seu patrimônio através 
da emissão de novas cotas ou cancelamento das cotas existentes pelo administrador do ETF. 
 
Tanto na emissão quanto no resgate das cotas deve ser utilizado o valor patrimonial apurado no fechamento do dia 
da solicitação. O valor patrimonial da cota é o resultante da divisão do valor do patrimônio líquido do fundo pelo 
número das cotas existentes no encerramento do dia, apurado com base nos mesmos critérios utilizados para o 
cálculo do valor de fechamento do índice de referência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 
 
 
 
 
 
 
TRIBUTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
98 
 
1. Conceitos 
Em primeiro lugar vamos ver que aspectos ligados a tributos iremos tratar: 
• Fato Gerador: evento (rendimento, ganho de capital, resgate, etc.) que segundo a Receita Federal é o fato 
que gera a incidência do imposto. Diz respeito a QUANDO o imposto é devido. 
• Base de Calculo: valor sobre o qual incide a alíquotado imposto. Diz respeito a O QUE é tributado. 
• Alíquota: percentual (ou alíquota) que incide a alíquota de imposto. Diz respeito a QUANTO é o imposto. 
• Agente Responsável pelo Recolhimento: responsável por recolher o imposto devido à Receita Federal. 
Diz respeito a QUEM recolhe o imposto. 
• Compensação de Perdas: como são compensadas eventuais perdas em investimentos. 
• Regime de Tributação: diz respeito à Declaração de Ajuste Anual. Veja na tabela quais são os regimes de 
tributação e o que significa. 
Regime de Tributação Conceito 
Tributável • A renda ou rendimento compõem a base de cálculo da 
declaração anual; 
• Gera incidência de imposto a pagar; 
• Admite a compensação do IR retido na fonte. 
Definitivo ou exclusivo de 
fonte 
• A renda ou rendimento não compõem a base de cálculo da 
declaração anual; 
• Não gera incidência de imposto a pagar; 
• Não admite a compensação do IR retido na fonte. 
Isento • A renda ou rendimento considerado isenta de tributação. 
 
 
2. RENDA FIXA 
 
2.1 Fato Gerador 
• São os rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa, auferidos por pessoa física, 
pessoa jurídica, inclusive as isentas. 
• Para fins de incidência do imposto de renda na fonte, a alienação compreende qualquer forma de 
transmissão de propriedade, bem como a liquidação, o resgate, a cessão ou a repactuação do título ou 
aplicação. 
• Os rendimentos periódicos produzidos por título de aplicação, bem como qualquer remuneração adicional 
aos rendimentos prefixados, serão submetidos à incidência do imposto de renda na fonte por ocasião de seu 
pagamento ou crédito. 
• São também tributadas, como aplicações financeiras de renda fixa, os rendimentos auferidos nas 
operações conjugadas que permitam a obtenção de rendimentos predeterminados, tais como as realizadas: 
a) Nos mercados de operações de compra e de venda em bolsas de valores, de mercadorias e 
de futuros (Box); 
b) No mercado a termo nas bolsas de que trata a alínea anterior, em operações de venda coberta e sem 
ajustes diários; 
c) No mercado de balcão 
 
2.2 Base de Cálculo: 
 
A base de cálculo do imposto é constituída pela diferença positiva entre o valor da alienação, líquido do IOF, 
quando couber, e o valor da aplicação financeira. 
 
2.3 Alíquota 
 
• de alíquotas decrescentes de acordo com o prazo de permanência. 
 
99 
 
Prazo de permanência Alíquota 
Até 180 dias 22,5% 
De 181 dias a 360 dias 20,0% 
De 361 dias a 720 dias 17,5% 
Acima de 720 dias 15,0% 
2.4 Responsável pelo Recolhimento: a pessoa jurídica que efetuar o pagamento dos rendimentos. 
 
2.5 Isenções: são isentos do imposto de renda os rendimentos auferidos por pessoa física e pelos condôminos 
de edifícios residências ou comerciais em contas de depósito de poupança e em letras hipotecárias. A isenção 
aplica-se, exclusivamente, aos juros, inclusive aos equivalentes à Taxa Referencial Diária (TR) + cupom de juros 
produzidos por letras hipotecárias, não se estendendo aos eventuais ganhos auferidos na sua alienação, 
resgate ou cessão. 
 
2.6 Regime de Tributação 
• Tributável no caso de pessoa jurídica, tributada no com base no lucro real ou presumido. 
• Definitivo (ou exclusivo de fonte), no caso de pessoa física, de pessoa jurídica optante pela inscrição no 
Simples ou Isenta. 
Indique (V) Verdadeiro ou (F) Falso, para cada afirmativa a seguir, todas a respeito de Renda Fixa. 
3 RENDA VARIÁVEL 
 
3.1 Fato Gerador 
Sujeitam-se à incidência do imposto de renda os ganhos líquidos auferidos por qualquer beneficiário, inclusive 
pessoa jurídica isenta, em operações realizadas nas Bolsas de Valores, de Mercadorias, de Futuros e 
assemelhadas, existentes no País. 
O disposto nesta seção aplica-se, também, aos ganhos líquidos auferidos: 
I – por qualquer beneficiário: 
• Na alienação de Brazilian Depositary Receipts (BDR), em bolsa; 
• Na alienação de ouro, ativo financeiro; 
• Em operações realizada em mercado de liquidação futura, fora da bolsa, inclusive com operações flexíveis; 
II – pelas pessoas jurídicas, na alienação de participações societárias, fora da bolsa. 
3.2 Base de Cálculo 
 
Ganho líquido auferido nas operações realizadas em cada mês, admitida a dedução dos custos e despesas 
incorridos, necessários à realização das operações. 
 
3.3 Alíquotas e Responsabilidade de Recolhimento 
 
A partir de 01/01/05 as operações em ações passaram a ter duas incidências de imposto de renda: 
• Alíquota de 0,005% sobre o valor da alienação (venda), sendo a 
instituição intermediadora responsável pelo recolhimento. Imposto 
compensável. 
 
• Alíquota de 15% sobre o ganho de capital líquido sendo, o próprio 
contribuinte, responsável pelo recolhimento do imposto devido, via DARF, 
até o ultimo dia útil do mês subseqüente. 
 
3.4 Isenções (somente para Pessoa Física) 
• Não está sujeito ao imposto de renda o ganho líquido em operações no mercado à vista de ações nas 
bolsas de valores e de ouro, ativo financeiro, cujo valor de venda, em cada mês, sejam iguais ou inferiores a 
R$20.000, para o conjunto de ações negociado. E nesse caso, a alíquota de 0,005% também não será cobrada 
pois o valor do imposto seria igual ou inferior a R$1,00. 
100 
 
 
EXEMPLO NUMÉRICO 
Valor de compra R$15.000 
Valor de venda R$20.000 
Ganhos de capital R$5.000 
Imposto de Renda Zero 
 
EXEMPLO NUMÉRICO 
Valor de compra R$25.000,00 
Valor de venda R$30.000,00 
Ganho de capital R$5.000,00 
Imposto de Renda 15% 
 
Vamos fazer um exemplo numérico para ajudar você a calcular o ganho de capital líquido de um investidor. Um 
investidor comprou ações por R$50.000 e vendeu por R$60.000. As despesas com taxas de corretagens somaram 
R$500,00. No mês passado ele realizou um prejuízo de R$2.000 na venda de ações. Vamos ajudar o investidor a 
apurar o ganho de capital líquido e calcular o valor do imposto de renda que ele próprio deverá recolher. 
 
Ganho de capital bruto = ($60.000 - $50.000) $10.000,00 
Despesas diversas $500,00 
Compensação de perda de período anterior $2.000,00 
Ganho de capital líquido $7.500,00 
Imposto de renda devido (15% x 7.500,00) $1.125,00 
Imposto de renda retido na fonte (0,005% s/ $60.000) $3,00 
Imposto de renda a recolher (1.125,00 – 3,00) $1.122,00 
 
 
3.4 Dividendos e Juros sobre Capital Próprio 
 
 
3.4.1. Divendos 
 
Isento de IR tanto pessoa física como jurídica 
 
3.4.2 Juros Sobre Capital Próprio 
 
Imposto de Renda 15% - fonte 
 
3.5 Compensação de Perdas 
Para fins de apuração e pagamento do imposto mensal sobre os ganhos líquidos, as perdas incorridas nas 
operações de renda variável poderão ser compensadas com ganhos líquidos auferidos, no próprio mês ou nos 
101 
 
meses subseqüentes, em outras operações realizadas em qualquer das modalidades operacionais, exceto no 
caso de perdas em operações de day-trade. 
 
3.6 Operações de Day-Trade 
Considera-se Day-trade, para efeitos fiscais, a operação ou conjugação de operações iniciadas e encerradas em 
um mesmo dia, com mesmo ativo, em que a quantidade negociada tenha sido liquidada total e parcialmente. 
 
Alíquota: 1% na fonte (antecipação) + 20% via DARF, compensado IR de fonte. 
Base de Cálculo: ganho de capital líquido em ambos os casos. 
Responsável pelo Recolhimento: 
Na fonte – alíquota de 1% 
- A instituição intermediadora nos casos de operações iniciadas e encerradas na mesma instituição; 
- A pessoa jurídica, vinculada à bolsa, que presta serviço de liquidação e custódia, Np caso de operações 
iniciadas por uma instituição e encerradas por outra. 
Via DARF – alíquota de 20% com direito a compensar o IR retido na fonte: 
- O contribuinte, até o último dia útil do mês subseqüente. 
 
TABELA RESUMO 
Imposto de Renda das Operações em Ações (exceto day-trade) 
Fato gerador • Alienação (venda) de ações à vista em bolsa; 
• Operações nos mercados a termo, de opções e de 
futuros; 
• Operações realizadas em mercados de liquidação 
futura, fora bolsa 
AlíquotaImposto de Renda na 
Fonte 
Imposto de Renda 
recolhido via DARF 
0,005% 15% 
Base de cálculo Valor da alienação (venda) Diferença positiva (líquida) 
entre o valor de venda e o 
custo médio de aquisição 
do ativo vendido. 
Responsável pelo 
Recolhimento 
A fonte O próprio contribuinte, até 
o último dia útil do mês 
seguinte àquele em que foi 
realizada a operação. 
Compensação do IR retido na 
fonte 
O valor do IR retido na fonte poderá ser: 
a) Deduzido do imposto sobre ganhos líquidos apurados 
no mês; 
b) Compensado com o imposto incidente sobre ganhos 
líquidos dos meses subseqüentes; 
c) Compensado na declaração de ajuste anual se após 
as deduções previstas acima ainda houver saldo de 
imposto retido; 
d) Compensado com imposto devido sobre o ganho de 
capital na alienação de ações. 
Compensação de perdas As perdas decorrentes de operações realizadas no 
mercado de ações podem ser compensadas da base de 
cálculo de ganhos de períodos posteriores. 
102 
 
Isenção para Pessoa Física Não está sujeito ao imposto de renda o ganho líquido 
auferido por Pessoa Física em operações no mercado à 
vista de ações nas bolsas de valores e em ouro, ativo 
financeiro, cujas alienações, em cada mês, sejam iguais ou 
inferiores a R$20.000,00 para o conjunto de ações e para o 
ouro, respectivamente. 
Regime de Tributação Pessoa Física, Pessoa 
Jurídica optante pelo 
Simples ou isenta 
Pessoa Jurídica lucro 
real ou presumido 
Exclusivo de fonte ou 
definitivo 
Tributável 
Imposto de Renda das Operações Day-Trade 
Alíquota Imposto de Renda na 
Fonte 
Imposto de Renda 
recolhido via DARF 
1% 20% 
Base de cálculo Ganho de capital líquido 
Responsável pelo 
Recolhimento 
A fonte O próprio contribuinte até o 
último dia útil do mês 
seguinte 
Compensação de Perdas As perdas decorrentes de operações de Day-trade de 
ações podem ser compensadas somente com operações 
de mesma espécie. 
 
 
4. SWAP 
 
Alíquota: decrescente de acordo com o prazo da operação. 
 
Prazo de Permanência Alíquota 
Até 180 dias 22,5% 
De 181 dias a 360 dias 20,0% 
De 361 dias até 720 dias 17,5% 
Acima 720 dias 15,0% 
 
Base de Cálculo 
 
A base de cálculo do imposto será o saldo ou resultado positivo auferido na liquidação do contrato de swap, 
inclusive quando da cessão do mesmo contrato. 
Poderão ser considerados como custo da operação os valores pagos a título de cobertura (prêmio) contra 
eventuais perdas incorridas em operações de swap. 
 
Responsável pelo recolhimento 
O imposto será retido pela pessoa jurídica que efetuar o pagamento do rendimento, na data da liquidação ou da 
cessão do respectivo contrato. 
103 
 
 
Compensação de Perdas 
As perdas incorridas em operações de swap poderão ser compensadas com os ganhos líquidos auferidos em 
outras operações de swap, se o investidor for Pessoa Jurídica. 
Podem ser dedutíveis na determinação do lucro real da Pessoa Jurídica se a operação de swap for registrada e 
contratada de acordo com as normas vigentes. 
 
Regime de Tributação 
• Pessoa jurídica tributada com base no lucro real ou presumido: tributável 
• Pessoa física, pessoa jurídica optante pelo Simples ou isenta: definitivo ou exclusivo de fonte. 
 
 
5.FUNDOS DE INVESTIMENTOS 
 
a. Imposto de Renda dos Fundos de Investimento abertos (exceto os de Ações) – MENOS DE 
67% EM AÇÕES 
 
Fato Gerador: último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano ou no resgate, o que ocorrer primeiro. 
 
Base de Cálculo: diferença positiva (líquida de IOF) entre o valor da cota apurado na data de resgate ou no final 
de cada período de incidência e na data da aplicação ou no final do período de incidência anterior. 
 
Formas de Tributação: regime do “come-cotas”. Significa que, ao invés de debitar a conta corrente do 
investidor semestralmente, o administrador resgata a quantidade de cotas necessárias para gerar o valor do 
imposto a ser retido. Portanto, o pagamento do imposto de renda diminui a quantidade de cotas do investidor. 
 
Responsável pelo Recolhimento: o administrador do fundo de investimento 
Alíquota: 
• No resgate a alíquota é determinada em função do prazo de aplicação sendo regressiva de acordo com o 
tempo de permanência do cotista no Fundo, conforme tabela abaixo. 
• Nos meses de maio e novembro a alíquota é determinada em função do prazo médio da carteira do fundo 
sendo cobrada a menor alíquota aplicável em cada caso. 
RESGATE 
Fundo de curto prazo (carteira prazo 
médio igual ou inferior a 365 dias) 
Fundo de longo prazo (carteira de prazo 
médio superior a 365 dias) 
Prazo de 
permanência 
Alíquota Prazo de 
permanência 
Alíquota 
Até 180 dias 22,5% Até 180 dias 22,5% 
Acima de 180 dias 20,0% De 181 a 360 dias 20,0% 
 De 361 a 720 dias 17,5% 
Acima de 720 dias 15,0% 
MAIO E NOVEMBRO – COME COTAS 
CURTO PRAZO LONGO PRAZO 
20% 15% 
b. Imposto de Renda em Fundos de Ações – MAIS DE 67% EM AÇÕES 
 
Base de cálculo: diferença positiva entre o valor apurado na data de resgate e o valor na data de aplicação. 
Forma de Tributação: por ocasião exclusiva do resgate de cotas. 
Alíquota: 15%, independente do prazo de permanência do cotista. 
Responsável pelo Recolhimento: o administrador do fundo de investimento. 
Compensação de Perdas: as perdas apuradas no resgate de cotas de fundos de investimento poderão ser 
compensadas com rendimentos auferidos em resgates ou incidências posteriores: 
104 
 
1) No mesmo ou em outro fundo de investimento; 
2) Administrado pela mesma pessoa jurídica; 
3) Desde que sujeitos a mesma classificação de perfil de prazo de carteira de fundo, ou seja, curto prazo e 
longo prazo; 
4) A instituição administradora manter sistema de controle e registro em meio magnético que permita a 
identificação, em relação a cada quotista, dos valores compensáveis. 
 
c. Imposto de Renda nos Fundos de Investimento Fechados: 
Não existe come-cotas (maio e novembro) nos fundos fechados 
d. Imposto de Renda nos Fundos de Investimento em Participações – FIP e Fundos de Investimentos de 
Empresas Emergentes - FIEE 
Há incidência de Imposto de Renda na Fonte, mas por serem Fundos de condomínio fechado, tal tributo 
incidirá (i) quando da amortização das cotas; (ii) em caso de alienação de Cotas a terceiros; e (iii) no 
momento do resgate das Cotas, em decorrência do término do prazo de duração ou da liquidação 
antecipada do Fundo. 
 
Os rendimentos auferidos no resgate de cotas de Fundo de Investimento em Participações (FIP) e Fundo 
de Investimento em Empresas Emergentes (FIEE), inclusive quando decorrentes da liquidação do fundo, 
ficam sujeitos ao imposto sobre a renda na fonte à alíquota de 15% (quinze por cento) incidente sobre a 
diferença positiva entre o valor de resgate e o custo de aquisição das cotas. 
 
Os ganhos auferidos na alienação também serão tributados à alíquota de 15% (quinze por cento). 
 
Sem prejuízo da regulamentação estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários, os fundos deverão ter 
a carteira composta de, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento) de ações de sociedades anônimas, 
debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição, sob pena dos rendimentos distribuídos aos 
cotistas, sujeitarem-se ao imposto sobre a renda na fonte às alíquotas prevista para os regimes de curto e 
longo prazo (tabela regressiva), mantida a contagem do prazo da aplicação. 
 
e.Imposto de Renda dos FIDC – segue as regras dos fundos fechados e abertos 
f. Exchange Trade Funds - ETF 
Há duas formas de entrar e sair do ETF. Numa delas, o investidor pode comprar ações e depois “depositá-las” 
no fundo. Nesse caso, como há uma troca de ativos (as ações são trocadas por cotas de fundos), o investidor 
precisa pagar 15% de impostos no ato do ingresso caso tenha obtido ganhos com essas ações. O Imposto de 
Renda, portanto, deve ser pago caso as ações tenham se valorizado desde que o investidor as comprou. Vale 
lembrar que a tributação incide apenassobre a rentabilidade obtida com os papéis, e não sobre o capital total. 
Como em qualquer negociação com ações, operações de menos de R$ 20 mil no mês são isentas de 
tributação. 
Outra forma de entrar no ETF é comprando suas cotas no mercado secundário, com dinheiro. Nesse caso, não 
há cobrança de impostos na entrada do fundo. Quando o investidor quiser sair da aplicação ele poderá vender 
essas cotas e receber o dinheiro ou trocar essas cotas novamente por ações. Em ambos os casos, incide 
imposto de 15% sobre a os ganhos obtidos no período em que o dinheiro ficou aplicado no ETF. 
g. Imposto de Renda em Clube de Investimentos 
Fato Gerador - Auferir rendimentos no resgate de quotas. 
Base de Cálculo - Diferença positiva entre o valor de resgate e valor de aquisição da cota, considerados pelo 
seu valor patrimonial. 
Alíquota - 15% 
Regime - Tributação definitiva. 
105 
 
Retenção e Recolhimento - O imposto será retido pelo administrador do fundo ou clube na data do resgate das 
cotas, e recolhido até o 3º dia útil subsequente ao decêndio de ocorrência dos fatos geradores. 
Compensação de Perdas - Os prejuízos havidos nos resgates poderão ser compensados com rendimentos 
auferidos em resgates posteriores 
Isenção - Não há. 
Observações - Serão equiparados às ações, para efeito da composição do limite de 67% em ações na carteira, 
os recibos de subscrição de ações, os certificados de depósitos de ações, os Brazilian Depositary Receipts 
(BDR), as cotas dos fundos de ações, as cotas dos fundos de índice de ações negociadas em bolsa de valores 
ou mercado de balcão organizado, os American Depositary Receipts (ADR) e os Global Depositary Receipt 
(GDR). 
Ao fundo ou clube de investimento em ações cuja carteira deixar de observar o percentual de 67% (sessenta e 
sete por cento) a que se refere o § 2º do art. 18, aplicar-se-á o disposto nos arts. 6º e 9º, a partir do momento do 
desenquadramento da carteira, salvo no caso de, cumulativamente, (i) a referida proporção não ultrapassar o 
limite de 50% (cinquenta por cento) do total da carteira, (ii) a situação for regularizada no prazo máximo de 30 
(trinta) dias e (iii) o fundo ou clube não incorrer em nova hipótese de desenquadramento no período de 12 (doze) 
meses subsequentes. 
 
Tabela Resumo 
Fundos de Investimento (exceto os de Ações) – MENOS DE 67% EM AÇÃO (RENDA FIXA) 
Curto prazo (carteira de prazo médio igual 
ou inferior a 365 dias) 
Longo prazo (carteira prazo médio superior a 365 
dias) 
Prazo de 
permanência 
Alíquota Prazo de 
permanência 
Alíquota 
Até 180 dias 22,5% Até 180 dias 22,5% 
Acima de 180 
dias 
20,0% De 181 a 360 dias 20,0% 
 De 361 a 720 dias 17,5% 
Acima de 720 dias 15,0% 
Fundos sem carência ou com carência 
acima de 90 dias 
O come-cotas será semestral, nos meses de maio 
e novembro, o no resgate, o que ocorrer primeiro. 
Fundos com carência de até 90 dias O come-cotas ocorrerá na data em que completar 
cada período de carência. 
Come-cotas semestral de 20% Come-cotas semestral de 15% 
Haverá cobrança de alíquota adicional no resgate de acordo com o prazo da operação. 
Incidência de IOF sobre o valor de resgates realizados em prazo inferior a 30 dias 
 
Fundos de Ações 
Alíquotas 
Independente do prazo da aplicação = 15% 
Incidência de IR ocorre somente no resgate 
Isentos da incidência de do IOF 
 
Compensação de perdas da base de cálculo de ganhos futuros 
As perdas apuradas no resgate de cotas de fundos de investimento poderão ser compensadas com 
rendimentos auferidos em resgate ou incidências posteriores: 
1) No mesmo ou em outro fundo de investimento 
2) Administrado pela mesma pessoa jurídica 
3) Desde que sujeitos à mesma classificação de perfil de prazo da certeira de fundo, ou seja, curto 
com curto prazo, longo com longo prazo e, ações com ações 
4) A instituição administradora deve manter o sistema de controle e registro em meio magnético que 
permita a identificação, em relação a cada cotista, dos valores compensáveis. 
106 
 
 
 
 
 
5. Imposto de Renda das Aplicações em Fundo de Investimento Imobiliário – FII 
 
• A movimentação da carteira do FII – aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável - está sujeita 
à incidência do Imposto de Renda na fonte – alíquota de 20%, que pode ser compensada com o imposto retido 
pelo fundo, quando da distribuição dos lucros. 
• O FII deve, semestralmente, apurar e distribuir 95% dos lucros auferidos pela carteira de investimento. 
Nessa oportunidade, o cotista será tributado, na fonte, pelo imposto de renda à alíquota de 20%. Exemplos de 
lucros da carteira: aplicações financeiras, aluguel, ganho na venda de imóveis, etc. 
• Os ganhos auferidos pelo investidor na alienação (venda) de cotas do fundo no mercado secundário 
também pagam Imposto de Renda à alíquota de 15%. O contribuinte é responsável pelo recolhimento do 
imposto de renda, de acordo com as regras de ganho de capital. 
Compensação de perdas 
• Eventuais perdas ocorridas na alienação de cotas de FII poderão ser compensadas somente da base de 
cálculo de ganhos futuros de fundo de mesma espécie. 
E atenção: a compensação só é admitida quando a negociação for feita em Bolsa. Se a negociação for feita fora 
de bolsa não é admitida nenhuma compensação. 
Isenção para Cotistas Pessoa Física 
A partir de 01/01/05 o fundo oferece isenção de imposto de renda para investidores pessoas físicas, desde que 
atendido o conjunto das seguintes condições: 
a) O Fundo Imobiliário possua, no mínimo, 50 cotistas; 
b) O cotista PF não possua 10% ou mais das cotas do FII ou tenha direito a receber rendimentos, em valor 
superior a 10% do total de rendimentos auferidos pelo FII; 
c) As cotas do FII sejam negociadas, exclusivamente, em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado. 
 
6. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – Valores Mobiliários 
 
a. Fato gerador 
 
Incide sobre o resgate, cessão ou repactuação de operações com títulos ou valores imobiliários, e/ou resgate de 
cotas de fundos de investimento (exceto os de ações), cujo prazo de permanência tenha sido inferior a 30 dias. 
 
b. Base de cálculo 
 
O valor de resgate, cessão ou repactuação, limitado ao rendimento ou a um percentual do rendimento. 
 
c. Responsável pelo Recolhimento 
 
A pessoa jurídica (fonte) que credita rendimentos, resgata ou recompra o título. 
 
d. Alíquota 
 
Tabela regressiva 
 
 
107 
 
e. Isenções 
 
Prazo/dia % limite 
rendimento 
Prazo/
dia 
% limite 
rendimento 
Prazo/
dia 
% limite 
rendimento 
01 96 11 63 21 30 
02 93 12 60 22 26 
03 90 13 56 23 23 
04 86 14 53 24 20 
05 83 15 50 25 16 
06 80 16 46 26 13 
07 76 17 43 27 10 
08 73 18 40 28 06 
09 70 19 36 29 03 
10 66 20 33 30 00 
 
Fundos em 
geral, exceto 
ações 
Fundos 
sem 
carência 
Decreto n°4.494 – Artigo 33 
O IOF será cobrado à alíquota de 1% ao dia sobre o valor do 
resgate, cessão ou repactuação, limitado ao rendimento da 
operação, em função do prazo, conforme tabela decrescente, 
se o prazo entre a data da aplicação e do resgate for inferior a 
30 dias. 
Fundos 
com 
carência 
Decreto n°4.494 – Artigo 31 
O IOF será cobrado à alíquota de 0,5% ao dia sobre o valor do 
resgate de quotas de fundos de investimento, constituídos sob 
qualquer forma, na hipótese de investidor resgatar quotas 
antes de completado o prazo de carência para credito dos 
rendimentos. 
O IOF de que trata este artigo fica limitado a 100% do 
rendimento da operação. 
Fundos de 
ações 
 Isento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
108 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PREVIDÊNCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
109 
 
5.1 Previdência Social x Previdência Privada: Avaliação da necessidade do cliente 
5.2 Agentes Reguladores e legislação aplicável ao mercado previdenciário 
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) 
Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;é responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro, 
previdência privada aberta e capitalização. Dentre suas atribuições estão: 
• fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de 
Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da 
política traçada pelo CNSP; 
• atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, 
previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; 
• zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados; promover o aperfeiçoamento 
das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados; 
• promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição; 
• zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado; disciplinar e acompanhar os 
investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas; 
• cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem delegadas; prover 
os serviços de Secretaria Executiva do CNSP. 
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) 
Autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social, responsável por fiscalizar as atividades das entidades 
fechadas de previdência complementar (fundos de pensão). A Previc atua como entidade de fiscalização e de 
supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência complementar e de execução das políticas para o 
regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar, observando, 
inclusive, as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Conselho Nacional de Previdência 
Complementar. 
5.3 Produtos disponíveis de Previdência Complementar Aberta e suas características 
• PGBL- PLANO GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE 
• PRGP - PLANO COM REMUNERAÇÃO GARANTIDA E PERFORMANCE 
• PAGP - PLANO COM ATUALIZAÇÃO GARANTIDA E PERFORMANCE 
• PRSA - PLANO COM REMUNERAÇÃO GARANTIDA E PERFORMANCE SEM ATUALIZAÇÃO 
• PRI - PLANO DE RENDA IMEDIATA 
• VIDA GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE (VGBL): 
• VIDA COM REMUNERAÇÃO GARANTIDA E "PERFORMANCE" (VRGP): 
• VIDA COM REMUNERAÇÃO GARANTIDA E "PERFORMANCE" SEM ATUALIZAÇÃO (VRSA): 
• VIDA COM ATUALIZAÇÃO GARANTIDA E "PERFORMANCE" (VAGP): 
• VIDA COM RENDA IMEDIATA (VRI): 
5.3.1 Plano Gerador de Benefícios Livre (PGBL) 
Os planos denominados (sob a sigla) PGBL, durante o período de diferimento, terão como critério de 
remuneração da provisão matemática de benefícios a conceder, a rentabilidade da carteira de investimentos do FIE 
instituído para o plano, ou seja, DURANTE O PERÍODO DE DIFERIMENTO NÃO HÁ GARANTIA DE 
REMUNERAÇÃO MÍNIMA. 
O objetivo do plano é a concessão de benefícios de previdência aberta complementar (não confundir com fundos de 
investimento de mercado financeiro). A proposta de inscrição indicará a data de concessão de benefícios escolhida 
pelo participante. 
110 
 
O valor do benefício será calculado em função da provisão matemática de benefícios a conceder na data da 
concessão do benefício e do tipo de benefício contratado, de acordo com os fatores de renda apresentados na 
proposta de inscrição. 
5.3.2 Vida Gerador de Benefícios Livre (VGBL) 
Os planos denominados (sob a sigla) VGBL, durante o período de diferimento, terão como critério de remuneração 
da provisão matemática de benefícios a conceder, a rentabilidade da carteira de investimentos do(s) FIE(s) 
instituído(s) no(s) qual(is) esteja(m) aplicada(s) a totalidade dos respectivos recursos, sem garantia de remuneração 
mínima e de atualização de valores e sempre estruturados na modalidade de contribuição variável. 
5.4 Características técnicas que influenciam o produto 
5.4.1 Taxa de administração 
É o percentual que incide sobre o patrimônio líquido do fundo, de acordo com os saldos médios diários. 
Representa a renumeração da entidade de previdência e do administrador do fundo e é descontada da rentabilidade 
bruta. Vale ressaltar que a rentabilidade divulgada é sempre líquida, ou seja, já descontada a taxa de administração. 
Normalmente é fixada em um percentual anual. 
5.4.2 Taxa de carregamento 
É a importância resultante de um percentual aplicado sobre as contribuições brutas, destinada a atender as despesas 
administrativas, de corretagem ou de colocação do plano. 
O carregamento, que se refere à despesa com o plano, tem os seguintes critérios de cobrança nas normas: 
 
O carregamento poderá ser cobrado na data de pagamento do respectivo prêmio, exclusivamente sobre o valor pago, 
e/ou no momento do resgate ou da portabilidade, nestes casos, sobre a parcela do valor do resgate ou sobre a parcela 
dos recursos portados correspondente ao valor nominal dos prêmios pagos. Desta forma, cabe ao consumidor 
pequisar atentamente o menor percentual de carregamento e critério de incidência mais adequado, lembrando que o 
CARREGAMENTO não retorna ao segurado sob a forma de capital segurado ou sob outra forma qualquer 
 
5.4.3 Portabilidade 
É a possibilidade de transferência dos valores acumulados para aposentadorias entre empresas de previdência, a 
pedido do segurado-investidor. Sua base legal é a resolução 66/01 do CNSP e a circular 211/02 da SUSEP. 
 
É permitida a portabilidade entre planos de previdência, desde que respeitadas suas características tributárias. 
• Não é possível a portabilidade entre os planos do tipo PGBL PARA VGBL – portabilidade só é permitida entre 
planos de mesma característica tributária. 
• Não é permitido a portabilidade entre pessoas diferentes – lei complementar 109/2001, portabilidade somente 
entre planos de mesmo participante. 
 
 
 
 
5.4.4 Transferência entre diferentes perfis de planos 
Não é permitida a portabilidade entre planos de “famílias” diferentes. Por exemplo, o PGBL é um plano de previdência 
e o VGBL é um plano de seguro de vida com cláusula de sobrevivência. Por esta razão a transferência entre eles não 
é possível. A transferência deve também obedecer as regras do regime tributário. Mas é permitido a migração 
do plano progressivo para o regressivo. 
 
5.4.5 Resgastes 
111 
 
Deve-se atentar que a norma prevê o estabelecimento em contrato de Resgate Total com no mínimo 60 dias e no 
máximo 24 meses a partir da contratação e de Resgate Parcial com intervalos entre 60 dias e 6 meses. Já para 
portabilidade o período de carência é de 60 dias a partir da contratação. 
 
5.4.7 Fase de benefícios 
5.4.7.1 Renda mensal vitalícia 
 Consiste em uma renda paga vitalícia e exclusivamente ao segurado-assistido. A renda cessa com o falecimento 
do participante. 
5.4.7.2 Renda mensal vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores 
Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao segurado-assistido a partir da data de concessão da renda escolhida. 
Ocorrendo o falecimento do segurado-assistido, durante a percepção desta renda, o percentual do seu valor 
estabelecido na proposta de adesão será revertido vitaliciamente ao cônjuge e na falta deste, reversível 
temporariamente ao(s) menor(es) até que completem uma idade para maioridade estabelecida no regulamento e 
conforme o percentual de reversão estabelecido na proposta de adesão. 
5.4.7.3 Renda vitalícia com reversão a beneficiário indicado 
Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao segurado-assistido a partir da data de concessão da renda 
escolhida. 
Ocorrendo o falecimento do segurado-assistido, durante a percepção desta renda, o percentual do seu valor 
estabelecido na proposta de adesão será revertido vitaliciamente ao beneficiário indicado. 
Na hipótese de falecimento do beneficiário, antes do segurado-assistido e durante o período de percepção da 
renda, a reversibilidade da mesma estará extinta sem direito a compensações ou devoluções dos valores pagos. 
No caso do beneficiário falecer, após já ter iniciado o recebimentoda renda, o benefício estará extinto. 
5.4.7.4 Renda vitalícia com prazo mínimo garantido 
Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao segurado-assistido, com prazo mínimo garantido, sendo garantida 
aos beneficiários da seguinte forma: 
No momento da adesão, o segurado escolherá um prazo mínimo de garantia que será indicado na proposta de 
adesão. 
O prazo mínimo da garantia é contado a partir da data do início do recebimento da renda pelo segurado. 
Se durante o período de percepção da renda ocorrer o falecimento do segurado-assistido, antes de ter completado 
o prazo mínimo de garantia escolhido, a renda será paga aos beneficiários conforme os percentuais indicados na 
proposta de adesão, pelo período restante do prazo mínimo de garantia. 
No caso de falecimento do segurado-assistido, após o prazo mínimo garantido escolhido, a renda ficará 
automaticamente cancelada sem que seja devida qualquer devolução, indenização ou compensação de qualquer 
espécie ou natureza aos beneficiários. 
No caso de um dos beneficiários falecer antes de ter sido completado o prazo mínimo de garantia, o valor da renda 
será rateado entre os beneficiários remanescentes até o vencimento do prazo mínimo garantido. 
Não havendo qualquer beneficiário remanescente, a renda será paga aos sucessores legítimos do segurado, pelo 
prazo restante da garantia. 
5.4.7.5 Renda mensal temporária 
112 
 
Consiste em uma renda paga temporária e exclusivamente ao segurado-assistido. A renda cessa com o falecimento 
do segurado-assistido ou o fim da temporariedade contratada, o que ocorrer primeiro. 
5.4.7.6 Renda mensal por prazo certo 
Consiste em uma renda mensal a ser paga por um prazo pré-estabelecido ao segurado-assistido. 
Na proposta de adesão, o segurado indicará o prazo máximo, em meses, contado a partir da data de concessão da 
renda, em que será efetuado o pagamento da mesma. 
Se, durante o período de pagamento da renda, ocorrer o falecimento do segurado-assistido antes da conclusão do 
prazo indicado, a renda será paga ao beneficiário (ou beneficiários), na proporção de rateio estabelecida, pelo 
período restante do prazo determinado. 
O PAGAMENTO DA RENDA CESSARÁ COM O TÉRMINO DO PRAZO ESTABELECIDO. 
Na hipótese de um dos beneficiários falecer, a parte a ele destinada será paga aos sucessores legítimos, 
observada a legislação vigente. 
Na falta de beneficiário nomeado, a renda será paga aos sucessores legítimos do segurado-assistido, observada a 
legislação vigente. 
Não havendo beneficiário nomeado ou, ainda, em caso de falecimento de beneficiário, a renda será provisionada 
mensalmente, durante o decorrer do restante do prazo determinado, sendo o saldo corrigido pelo índice de 
atualização de valores previsto no regulamento do plano contratado, até que identificados os sucessores legítimos a 
quem deverão ser pagos o saldo provisionado e, se for o caso, os remanescentes pagamentos mensais. 
5.4.7.7 Pagamento único 
No primeiro dia útil seguinte à data prevista para o término do período de diferimento, será concedido ao segurado 
um capital segurado sob a forma de pagamento único, calculado com base no saldo de provisão matemática de 
benefícios a conceder verificado ao término daquele período. 
5.4.9 Tábua Atuarial ou Biométrica 
É o instrumento que mede a duração da vida humana (também conhecida como tábua de mortalidade) ou a 
probabilidade de entrada em invalidez (pode ser de dois tipos: tábua de entrada em invalidez e tábua mortalidade 
de inválidos) e é um parâmetro utilizado para tarifar os planos de previdência complementar aberta 
BR- EMS, Experiência do mercado segurador brasileiro criada em 2010 pela Universidade Federal do Rio de 
Janeiro. 
5.6 Escolha do Tipo de Fundo de Investimento Durante a Fase de Acumulação 
Preliminarmente, o consumidor terá que ter em mente o tipo de cobertura que deseja contratar, ou seja, cobertura 
por morte, invalidez ou sobrevivência. Para identificar qual o tipo de plano/benefício que se deseja contratar convém 
proceder uma leitura atenta nos TIPOS DE PLANOS / BENEFÍCIOS. 
Assim sendo, teremos em função da modalidade de plano contratado as seguintes recomendações: 
Planos de Risco (Pecúlio por Morte, Pecúlio por Invalidez, Pensão por Morte e Renda por Invalidez) 
* Deverão ser observados no regulamento: o período de carência para o benefício; quais são as coberturas oferecidas 
e se estas possuem seus valores iniciais de benefício e contribuição discriminados na proposta de inscrição. Compare 
também o percentual de carregamento utilizado, que deverá constar da proposta de inscrição, além do índice de 
atualização de benefícios e contribuição, bem como sobre sua periodicidade de aplicação. Importante, antes de 
efetuar a compra de seu plano, faça um comparativo de custos do mercado considerando os produtos com as 
mesmas coberturas. 
113 
 
Quando da assinatura da proposta de inscrição, preencha de próprio punho a declaração pessoal de saúde com 
respostas corretas e completas, pois isto poderá acarretar na negativa de seu benefício caso haja alguma declaração 
falsa. É ESSENCIAL A LEITURA ATENTA DE TODO O REGULAMENTO E DA PROPOSTA DE INSCRIÇÃO. 
5.6.1. Conceito de fundo exclusivo FIE 
Fundo de investimento especialmente constituído ou o fundo de investimento em quotas de fundos de investimento 
especialmente constituídos, cujos únicos quotistas sejam, direta ou indiretamente, sociedades seguradoras e 
entidades abertas de previdência complementar, cuja carteira seja composta em conformidade com as diretrizes 
estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na regulamentação que disciplina a aplicação dos recursos 
das reservas, das provisões e dos fundos das sociedades seguradoras, das sociedades de capitalização e das 
entidades abertas de previdência complementar, bem como a aceitação dos ativos correspondentes como 
garantidores dos respectivos recursos; 
5.7 Riscos dos produto 
Os produtos de previdência estão sujeitos aos risco de mercado devido aos ativos pertencentes as carteiras. Estes 
podem sofrerem variações de preços devido a condicionantes de mercado 
Outro risco que está sujeito é o risco de crédito. Neste caso devido a falência da seguradora. 
5.8 Planos de Previdência Complementar 
No caso do PGBL, as contribuições pagas podem ser deduzidas da base de cálculo do IR até o limite de 12% da 
renda bruta, porém no resgate ou recebimento do benefício, o IR incidirá sobre todo o montante recebido pelo 
participante. 
 
O PGBL é um plano de previdência com cobertura por sobrevivência indicado aos consumidores que preencham a 
declaração de ajuste anual do imposto de renda para pessoas físicas (I.R.P.F.), devendo-se ter em mente que podem 
ser utilizados para redução da base de cálculo do IR, limitado a 12% da renda bruta anual. 
 
Dessa forma, quando do recebimento de resgate ou benefício pago sob a forma de renda ou pagamento único, a 
alíquota do IR incidirá sobre o montante total recebido incluindo aí as contribuições e rentabilidade. 
 
No caso do VGBL, os prêmios pagos não podem ser deduzidos da base de cálculo do IR, porém no resgate ou 
recebimento do capital segurado o IR incidirá somente sobre os rendimentos, não sobre o valor total 
resgatado. 
 
O VGBL é um plano de seguro de pessoas com cobertura por sobrevivência destinado aos consumidores que não 
preenchem a declaração de ajuste anual do imposto de renda para pessoas físicas (I.R.P.F.) NO MODELO 
COMPLETO ou aos que já ultrapassaram o limite de 12% da renda bruta anual para efeito de dedução dos prêmios 
na sua declaração e ainda desejam contratar um plano de acumulação para complementação de renda. 
 
Dessa forma, quando do recebimento de resgate ou indenização paga sob a forma de renda ou pagamento único, a 
alíquota do IR incidirá somente sobre a rentabilidade do fundo, excluindo-se, portanto, da incidência do imposto 
o montante dos prêmios pagos. 
 
5.8.1.2 Os modelos de DIR-PF: declaraçãocompleta ou simplificada 
Na Declaração de Ajuste Anual - Modelo Simplificado, o contribuinte substitui todas as deduções 
legais da declaração no modelo completo pelo desconto simplificado de 20% dos rendimentos tributáveis na 
declaração, com um limite que é variável anualmente, sem a necessidade de comprovação dos desembolsos 
deduzidos. 
Na Declaração do Imposto de Renda Completa (ou Formulário Completo), o contribuinte - 
pessoa física, pode utilizar todas as deduções legais, desde que comprovadas. Isto é vantajoso para quem tem 
114 
 
despesas dedutíveis na declaração superior a 20% da renda, pois permitirá uma menor tributação pelo imposto de 
renda. Ou, caso tenha imposto a restituir, obterá uma restituição maior. 
Importante salientar que na Declaração Completa as deduções devem ser comprovadas mediante recibos ou cópia 
dos cheques nominativos. Não há necessidade de anexar referidos documentos à declaração, porém, tais 
documentos devem ser arquivados pelo período mínimo de 5 anos, para eventual apresentação à fiscalização da 
Receita Federal. 
5.8.2 Regime Tributável ou Compensável: 
Alíquotas progressivas definidas em função da renda tributável total do contribuinte; antecipação de 15% 
na fonte para posterior ajuste na DIR-PF 
Os resgates em planos de previdência serão tributados na fonte pela alíquota fixa de 15% para qualquer valor. Essa 
tributação é uma antecipação ao valor devido e deve ser ajustada na declaração anual, conforme tabela progressiva 
do imposto de renga abaixo: 
 
Atenção: os planos de Benefício definido só permitem opção pelo regime tributário progressivo. 
 
Tabela progressiva para cálculo anual do imposto de renda de pessoa física para o exercício de 2015, ano 
calendário de 2014 
 
Tabela Progressiva para o cálculo mensal do IR da Pessoa Física para o ano Calendário 2015 
Base de Cálculo Mensal em (R$) Aliquota % Parcela a deduzir do Imposto 
em (R$) 
Até 1.903,98 - - 
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80 
De 2.826,65 até 3.751,05 15 354,80 
De 3.751,05 até 4.664,68 22,5 636,13 
Acima de 4.664,68 27,5 869,36 
 
5.8.3 Regime Definitivo ou Exclusivo: conceito; base de cálculo; alíquotas regressivas definidas em 
função do prazo de permanência no plano 
Os valores resgatados ou recebidos em forma de renda por aposentadoria estão sujeitos à tributação conforme tabela 
regressiva. 
 
 
 
 
Prazo de Acumulação dos Recursos Alíquota IR na Fonte 
Até 2 anos 35% 
Acima de 2 até 4 anos 30% 
Acima de 4 até 6 anso 25% 
Acima de 6 até 8 anos 20% 
115 
 
Acima de 8 até 10 anos 15% 
Acima de 10 anos 10% 
 
 
Sendo que: 
 
• Os resgates e benefícios obedecem ao regime tributário regressivo (RTR), onde a alíquota de tributação diminui 
com o passar do tempo; 
TABELA REGRESSIVA TABELA PROGRESSIVA 
Baseia-se no período de acumulação dos recursos Baseia-se no valor do benefício ou do resgate 
recebido 
O imposto de renda retido é definitivo, ou seja, não 
há possibilidade de ajuste na declaração de ajuste 
anual do IR 
O IR retido não é definitivo, ou seja, há 
possibilidade de restituição do imposto pago na 
declaração de ajuste anual 
Não permite deduções Permite deduções 
Não há faixa de isenção Há faixa de isenção 
Nos casos de resgate aplica-se a tabela regressiva 
de imposto de renda sobre o valor de retirada, 
conforme o prazo que o recurso ficou investido 
Sobre o valor do resgate incide retenção na fonte 
de 15%, como antecipação do imposto devido, 
compensável na declaração de ajuste anual 
No caso de benefícios, antes de iniciar o 
recebimento, será calculado o prazo médio 
ponderado de toda a série de movimentações 
ocorridas no plano. O prazo resultante determinará 
a alíquota de imposto de renda do regime 
tributário regressivo. O prazo continuará sendo 
cotado implicando em redução contínua da 
alíquota até atingir o patamar de 10%. 
No recebimento de benefício será aplicada a 
tabela progressiva mensal do imposto de renda 
 
5.8.4 Tributação após conversão em renda 
Incide sobre quaisquer benefícios pagáveis sob a forma de renda, bem como os resgates, desde que estes 
ultrapassem o teto máximo definido pela Receita Federal. 
5.9 Planejamento Tributário utilizando Planos de Previdência Complementar Aberta 
Sucessão patrimonial 
Os investimentos em previdência privada ainda possibilitam, no caso de morte, que os valores sejam deixados para 
os herdeiros sem a necessidade de inventário, o que diminui os custos em geral, e, dependendo do estado, não há 
a cobrança do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD) — isso ocorre em São Paulo, por 
exemplo, e deve ser analisado dentro do seu planejamento tributário. 
Podem ainda ser observados outros tipos de economias tributárias que vão desde a possibilidade de formação de 
Pessoa Jurídica (PJ) para a facilitação da divisão dos bens e pagamento de menores alíquotas de imposto, até o 
planejamento envolvendo a compra e venda de imóveis. 
 
116 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FINANÇAS 
COMPORTAMENTAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117 
 
 
 
DECISÕES DO INVESTIDOR NA PERSPECTIVA DE FINANÇAS COMPORTAMENTAIS 
 
Atualmente a área de finanças está passando por um momento de transição de paradigmas, de uma visão 
neoclássica para uma visão embasada em aspectos comportamentais. Entenda o que é finanças comportamentais – 
termo que hoje já é comumente amplificado para a economia como um todo, a economia comportamental – e como 
essa área de estudos tem impactado a maneira de compreender o comportamento dos indivíduos diante de decisões 
financeiras. 
A Decisão do Investidor na Perspectiva das Finanças Comportamentais 
Como são tomadas as suas decisões na vida? Será que é sempre de maneira racional? Será que comportamentos 
e experiências passadas não influenciam em nossas decisões? 
Em investimentos, na hora de tomar decisões, também sofremos influência do nosso comportamento. Vejamos 
alguns exemplos de quando isso acontece: 
Investir em poupança pelo simples motivo de ser a aplicação que os nossos pais sempre utilizaram. 
Comprar uma ação por um determinado valor. Depois, acordar em um belo dia com uma notícia trágica dessa 
companhia estar envolvida em um esquema de corrupção, em que tudo aponta para uma grande crise no curto e 
médio prazo. Mesmo assim, não optar em vender a ação, pelo fato do valor atual ser inferior ao valor de compra 
(realizar prejuízo). 
Investir em CDB somente de grandes bancos. Evitar aplicar em bancos pequenos, que em geral oferecem taxas mais 
atrativas e para valores até R$ 250 mil que estão cobertos pelo FGC. 
Aplicar em um fundo de ações em um momento ruim de mercado, resgatar após as primeiras quedas e nunca mais 
reaplicar nesse tipo de investimento. 
Ler uma reportagem em uma revista ou jornal, sobre determinado ativo financeiro ou institição financeira, e em 
seguida decidir investir nesse ativo ou I.F anunciado(a). 
As Finanças Comportamentais têm como principal objetivo identificar e compreender as ilusões cognitivas que fazem 
com que pessoas cometam erros sistemáticos de avaliação de valores,probabilidades e riscos. Consideram que os 
indivíduos nem sempre agem racionalmente, pois estão propensos aos efeitos das ilusões cognitivas. 
As Finanças Comportamentais não negam que a maioria das decisões econômicas é tomada de forma racional e 
deliberada. Mas consideram que, se não forem levadas em conta também as decisões emocionais e 
automáticas, os modelos econômicos serão falhos para explicar o funcionamento dos mercados. 
A teoria de finanças tradicional, com base no postulado da racionalidade, assume que os indivíduos processam 
corretamente as informações quando tomam decisões. A abordagem das finanças comportamentais, ao contrário, 
postula que os indivíduos, ao tomarem decisões, se fiam em diversas estratégias simplificadoras ou regras práticas 
conhecidas como heurísticas. 
Algumas das HeurísticasAs heurísticas são regras de bolso (atalhos mentais) que agilizam e simplificam a percepção e a avaliação das 
informações que recebemos. Por um lado, elas simplificam enormemente a tarefa de tomar decisões; mas, por outro, 
podem nos induzir a erros de percepção, avaliação e julgamento que escapam à racionalidade ou estão em 
desacordo com a teoria da estatística. Esses erros ocorrem de forma sistemática e previsível, em determinadas 
circunstâncias, e são chamados de vieses. 
Disponibilidade: 
118 
 
Decisões influenciadas por ocorrências e eventos recentes na memória do investidor. 
Experiências mostraram que exemplos de categorias mais numerosas são recordados mais rapidamente do que 
categorias menos numerosas, que ocorrências prováveis são mais fáceis de imaginar do que ocorrências improváveis 
e que conexões associativas são fortalecidas quando dois eventos frequentemente ocorrem simultaneamente. 
Vieses cognitivos que emanam da heurística da Disponibilidade: 
Facilidade de lembrança: Os indivíduos julgam que os eventos mais facilmente recordados na memória, com base 
em sua vividez ou ocorrência recente, são mais numerosos do que aqueles de igual frequência cujos casos são 
menos facilmente lembrados. 
Capacidade de recuperação: Os indivíduos são enviesados em suas avaliações da frequência de eventos, 
dependendo de como suas estruturas de memória afetam o processo de busca. 
Exemplos aplicados a investimentos: 
Comprar ações da empresa X após ler em uma revista que o lucro da mesma bateu recorde. 
Vender ou não comprar ação de uma companhia aérea após ser noticiado a queda de uma aeronave. 
Acidente de avião. 
Representatividade: 
Decisões a partir de associações com estereótipos formados e desprezo de informações relevantes para a tomada 
de decisão. As pessoas julgam os eventos pela sua aparência e semelhança, não pela probabilidade deles 
acontecerem. 
A heurística de representatividade remete a influências de acontecimentos passados no processo decisório. Em 
outras palavras, trata-se de uma tendência que o decisor apresenta a extrapolar o futuro a partir de acontecimentos 
passados. 
Exemplo: 
Investidor baseia-se no preço do passado para tomar decisão. 
Desistir de investir em ações porque teve experiências negativas anterioremente. 
Acreditar que as grandes empresas são bons investimentos. Podem não ser, se estiverem a transacionar a preços 
acima do seu valor justo, mas não pelo fato de serem grandes. 
Ancoragem 
A ancoragem refere-se a uma dada informação inicial, geralmente um valor, que pode ter sido sugerida pela 
formulação do problema ou pelo resultado de uma computação parcial. A partir dessa heurística, os decisores tomam 
esse valor como ponto de partida para realizar estimações, sendo tais estimações muito próximas desse valor inicial. 
Nesse sentido, esse valor funcionaria semelhantemente a uma âncora, mesmo quando essa informação fornecida 
não for relevante 
A heurística da Ancoragem faz com que a exposição prévia a uma informação nos leve a considerá-la fortemente na 
tomada de decisão ou na formulação de estimativas, independente de sua relevância para o que é decidido ou 
estimado. 
A ancoragem se deve principalmente a um mecanismo relacionado à forma como a nossa mente funciona: o priming. 
O priming é o efeito decorrente da enorme capacidade associativa da nossa mente, que faz com que palavras, 
conceitos e números evoquem outros similares, um após o outro, numa reação em cadeia. Ou seja, uma palavra é 
mais rapidamente lembrada, e se torna mais disponível na nossa mente, se tiver conexão com outras vistas/ouvidas 
em um momento recente. É também o processo pelo qual experiências recentes nos predispõem, de forma 
automática, a adotar determinado comportamento. É muito comum a ancoragem se basear em valores. 
119 
 
Exemplo: somente irei aplicar no mercado de ações se o índice Bovespa bater em 80.000 mil pontos 
Da heurística da ancoragem emanam um vieses: 
Aversão à perda 
A aversão à perda não é uma heurística, como trata o edital da certificação, e sim um víes comportamental. A Aversão 
à Perda (loss aversion, em Inglês) é um viés que nos faz atribuir maior importância às perdas do que aos ganhos, 
nos induzindo frequentemente a correr mais riscos no intuito de tentar reparar eventuais prejuízos. 
Alguns estudos sugerem que isso se dá porque, do ponto de vista psicológico, a dor da perda é sentida com muito 
mais intensidade do que o prazer com o ganho. 
Em investimentos isso acontece quando decidimos manter investimentos não lucrativos e vender investimentos com 
ganho. 
Exemplos aplicados a investimentos: 
Investir em caderneta de poupança, mesmo não estando satisfeito com o retorno, guiado principalmente pelo medo 
de se expor a riscos maiores. 
Ter dificuldades financeiras, investir todo dinheiro em ações em busca de recuperar poder de compra e de fazer uma 
poupança. 
Não olhar o saldo de sua aplicação em fundo de ações após o índice Ibovespa sofrer uma perda siginficativa. 
Efeitos de estruturação 
De acordo com essa abordagem, a maneira como um problema é estruturado ou a forma como a informação é 
apresentada, exerce um impacto importante no processo decisório. É a influência na decisão de investimento da 
forma como as alternativas ou o problema é apresentado (framing). 
Exemplos aplicados a investimentos: 
Fazer uma operação no mercado de derivativos que te garanta o dobro do valor investido com 80% de chance. Qual 
a sua propensão em investir? 
E se anunciasse esse mesmo investimento como algo que lhe oferecesse uma probabildiade de 20% de perder todo 
seu investimento. Qual a sua nova propensão a investir nesse mesmo ativo? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
120 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LAVAGEM DE 
DINHEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
121 
 
2.3 Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLD/FT) 
 
Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou 
valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal. 
Pena: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa. 
Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de 
infração penal: 
I - os converte em ativos lícitos; 
II - os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou 
transfere; 
III - importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros 
A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos nesta Lei forem cometidos de forma reiterada ou 
por intermédio de organização criminosa. 
A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto, facultando-se ao 
juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe 
colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações 
penais, à identificação dos autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do 
crime.” (NR) 
Fases da Lavagem de dinheiro - “colocação”, “ocultação” e “integração”. 
1. Colocação – a primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômico. 
A colocação se efetua por meio de: 
• depósitos, 
• compra de instrumentos negociáveis 
• compra de bens 
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas 
e cada vez mais dinâmicas, tais como: 
• fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro 
• utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie. Para dificultar 
a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas e cada vez mais 
dinâmicas,tais como: 
• fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro 
2. Ocultação – a segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O 
objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do 
dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas 
anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em 
contas "fantasmas" 
3. Integração – nesta última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As 
organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo tais 
sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o 
dinheiro ilegal 
II - multa pecuniária variável não superior: 
a) ao dobro do valor da operação; 
b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação; ou 
c) ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9613.htm#art12ii
122 
 
 
2.3.1 Legislação e regulamentação correlata: 
2.3.1.1 Quem está sujeito à lei e à regulamentação: abrangência, amplitude e responsabilidades dos profissionais e 
das Instituições Financeiras e Não-Financeiras (Lei 9.613, cap. V, art. 9º, Instrução CVM 617/20, cap. I e Circulares 
Bacen 3.858/2017, cap. I e 3.978/20, cap. I) 
 
LEI 9613 
I - a captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira; 
II – a compra e venda de moeda estrangeira ou ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial; 
III - a custódia, emissão, distribuição, liqüidação, negociação, intermediação ou administração de títulos ou valores 
mobiliários. 
Parágrafo único. Sujeitam-se às mesmas obrigações: 
I – as bolsas de valores, as bolsas de mercadorias ou futuros e os sistemas de negociação do mercado de balcão 
organizado; 
II - as seguradoras, as corretoras de seguros e as entidades de previdência complementar ou de capitalização; 
III - as administradoras de cartões de credenciamento ou cartões de crédito, bem como as administradoras de 
consórcios para aquisição de bens ou serviços; 
IV - as administradoras ou empresas que se utilizem de cartão ou qualquer outro meio eletrônico, magnético ou 
equivalente, que permita a transferência de fundos; 
V - as empresas de arrendamento mercantil (leasing) e as de fomento comercial (factoring); 
VI - as sociedades que efetuem distribuição de dinheiro ou quaisquer bens móveis, imóveis, mercadorias, serviços, 
ou, ainda, concedam descontos na sua aquisição, mediante sorteio ou método assemelhado; 
VII - as filiais ou representações de entes estrangeiros que exerçam no Brasil qualquer das atividades listadas neste 
artigo, ainda que de forma eventual; 
VIII - as demais entidades cujo funcionamento dependa de autorização de órgão regulador dos mercados 
financeiro, de câmbio, de capitais e de seguros; 
IX - as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que operem no Brasil como agentes, dirigentes, 
procuradoras, comissionárias ou por qualquer forma representem interesses de ente estrangeiro que exerça 
qualquer das atividades referidas neste artigo; 
X - as pessoas jurídicas que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis; 
X - as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis; 
XI - as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem jóias, pedras e metais preciosos, objetos de arte e 
antigüidades. 
XII - as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de luxo ou de alto valor, intermedeiem a sua 
comercialização ou exerçam atividades que envolvam grande volume de recursos em espécie; 
XIII - as juntas comerciais e os registros públicos; 
XIV - as pessoas físicas ou jurídicas que prestem, mesmo que eventualmente, serviços de assessoria, consultoria, 
contadoria, auditoria, aconselhamento ou assistência, de qualquer natureza, em operações : 
a) de compra e venda de imóveis, estabelecimentos comerciais ou industriais ou participações societárias de 
qualquer natureza; 
b) de gestão de fundos, valores mobiliários ou outros ativos; 
c) de abertura ou gestão de contas bancárias, de poupança, investimento ou de valores mobiliários; 
d) de criação, exploração ou gestão de sociedades de qualquer natureza, fundações, fundos fiduciários ou 
estruturas análogas; 
e) financeiras, societárias ou imobiliárias; e 
f) de alienação ou aquisição de direitos sobre contratos relacionados a atividades desportivas ou artísticas 
profissionais; 
XV - pessoas físicas ou jurídicas que atuem na promoção, intermediação, comercialização, agenciamento ou 
negociação de direitos de transferência de atletas, artistas ou feiras, exposições ou eventos similares; 
123 
 
XVI - as empresas de transporte e guarda de valores; 
XVII - as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de alto valor de origem rural ou animal ou 
intermedeiem a sua comercialização; e 
XVIII - as dependências no exterior das entidades mencionadas neste artigo, por meio de sua matriz no Brasil, 
relativamente a residentes no País. 
 
INST CVM 617 
Art. 3º Sujeitam-se às obrigações previstas nesta Instrução, no limite de suas atribuições: 
I – as pessoas naturais ou jurídicas que prestem no mercado de valores mobiliários, em caráter permanente ou 
eventual, os serviços relacionados à distribuição, custódia, intermediação, ou administração de carteiras; 
II – entidades administradoras de mercados organizados e as entidades operadoras de infraestrutura do mercado 
financeiro; 
III – as demais pessoas referidas em regulamentação específica que prestem serviços no mercado de valores 
mobiliários, incluindo: 
a) os escrituradores; 
b) os consultores de valores mobiliários; 
c) as agências de classificação de risco; 
d) os representantes de investidores não residentes; e 
e) as companhias securitizadoras; e 
IV – os auditores independentes no âmbito do mercado de valores mobiliários. 
 
2.3.1.2 Identificação dos clientes e da manutenção de registros (Lei 9.613, cap. VI, art.10A, Instrução CVM 
617/20, cap. IV e VI e Circular Bacen 3.978/20, cap. V e VI) 
CIRCULAR BACEN 3978 
CAPÍTULO V 
DOS PROCEDIMENTOS DESTINADOS A CONHECER OS CLIENTES 
Seção I 
Dos Procedimentos 
Art. 13. As instituições mencionadas no art. 1º devem implementar procedimentos destinados a conhecer seus 
clientes, incluindo procedimentos que assegurem a devida diligência na sua identificação, qualificação e 
classificação. 
§ 1º Os procedimentos referidos no caput devem ser compatíveis com: 
I - o perfil de risco do cliente, contemplando medidas reforçadas para clientes classificados em categorias de maior 
risco, de acordo com a avaliação interna de risco referida no art. 10; 
II - a política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo de que trata o art. 2º; e 
III - a avaliação interna de risco de que trata o art. 10. 
§ 2º Os procedimentos mencionados no caput devem ser formalizados em manual específico. 
§ 3º O manual referido no § 2º deve ser aprovado pela diretoria da instituição e mantido atualizado. 
 
Art. 14. As informações obtidas e utilizadas nos procedimentos referidos no art. 13 devem ser armazenadas em 
sistemas informatizados e utilizadas nos procedimentos de que trata o Capítulo VII. 
 
124 
 
Art. 15. Os procedimentos previstos neste Capítulo devem ser observados sem prejuízo do disposto na 
regulamentação que disciplina produtose serviços específicos. 
 
Seção II 
Da Identificação dos Clientes 
 
Art. 16. As instituições referidas no art. 1º devem adotar procedimentos de identificação que permitam verificar e 
validar a identidade do cliente. 
§ 1º Os procedimentos referidos no caput devem incluir a obtenção, a verificação e a validação da autenticidade de 
informações de identificação do cliente, inclusive, se necessário, mediante confrontação dessas informações com as 
disponíveis em bancos de dados de caráter público e privado. 
§ 2º No processo de identificação do cliente devem ser coletados, no mínimo: 
I - o nome completo, o endereço residencial e o número de registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), no caso 
de pessoa natural; e 
II - a firma ou denominação social, o endereço da sede e o número de registro no Cadastro Nacional da Pessoa 
Jurídica (CNPJ), no caso de pessoa jurídica. 
 
 
 
Seção VII 
Da Qualificação como Pessoa Exposta Politicamente 
Art. 27. As instituições mencionadas no art. 1º devem implementar procedimentos que permitam qualificar seus 
clientes como pessoa exposta politicamente. 
§ 1º Consideram-se pessoas expostas politicamente: 
I - os detentores de mandatos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo da União; 
II - os ocupantes de cargo, no Poder Executivo da União, de: 
a) Ministro de Estado ou equiparado; 
b) Natureza Especial ou equivalente; 
c) presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de entidades da administração pública indireta; e 
Circular nº 3.978, de 23 de janeiro de 2020 Página 9 de 23 
d) Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS), nível 6, ou equivalente; 
 
III - os membros do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais Superiores, dos 
Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais do Trabalho, dos Tribunais Regionais Eleitorais, do Conselho 
Superior da Justiça do Trabalho e do Conselho da Justiça Federal; 
 
IV - os membros do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República, o Vice-Procurador-
Geral da República, o Procurador-Geral do Trabalho, o Procurador-Geral da Justiça Militar, os Subprocuradores-
Gerais da República e os ProcuradoresGerais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal; 
 
V - os membros do Tribunal de Contas da União, o Procurador-Geral e os Subprocuradores-Gerais do Ministério 
Público junto ao Tribunal de Contas da União; 
 
VI - os presidentes e os tesoureiros nacionais, ou equivalentes, de partidos políticos; 
 
VII - os Governadores e os Secretários de Estado e do Distrito Federal, os Deputados Estaduais e Distritais, os 
presidentes, ou equivalentes, de entidades da administração pública indireta estadual e distrital e os presidentes de 
Tribunais de Justiça, Tribunais Militares, Tribunais de Contas ou equivalentes dos Estados e do Distrito Federal; e 
VIII - os Prefeitos, os Vereadores, os Secretários Municipais, os presidentes, ou equivalentes, de entidades da 
administração pública indireta municipal e os Presidentes de Tribunais de Contas ou equivalentes dos Municípios. 
§ 2º São também consideradas expostas politicamente as pessoas que, no exterior, sejam: 
I - chefes de estado ou de governo; 
II - políticos de escalões superiores; 
III - ocupantes de cargos governamentais de escalões superiores; 
125 
 
IV - oficiais-generais e membros de escalões superiores do Poder Judiciário; 
V - executivos de escalões superiores de empresas públicas; ou 
VI - dirigentes de partidos políticos. 
 
CAPÍTULO VI 
DO REGISTRO DE OPERAÇÕES 
 
Seção III 
Do Registro das Operações em Espécie 
Art. 33. No caso de operações com utilização de recursos em espécie de valor individual superior a R$2.000,00 
(dois mil reais), as instituições referidas no art. 1º devem incluir no registro, além das informações previstas nos 
arts. 28 e 30, o nome e o respectivo número de inscrição no CPF do portador dos recursos. 
 
Art. 34. No caso de operações de depósito ou aporte em espécie de valor individual igual ou superior a R$50.000,00 
(cinquenta mil reais), as instituições referidas no art. 
1º devem incluir no registro, além das informações previstas nos arts. 28 e 30: 
I - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF ou no CNPJ, conforme o caso, do proprietário dos recursos; 
II - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF do portador dos recursos; e 
III - a origem dos recursos depositados ou aportados. 
Parágrafo único. Na hipótese de recusa do cliente ou do portador dos recursos em prestar a informação referida no 
inciso III do caput, a instituição deve registrar o fato e utilizar essa informação nos procedimentos de monitoramento, 
seleção e análise de que tratam os art. 38 a 47. 
 
Art. 35. No caso de operações de saque, inclusive as realizadas por meio de cheque ou ordem de pagamento, de 
valor individual igual ou superior a R$50.000,00 (cinquenta mil reais), as instituições referidas no art. 1º devem incluir 
no registro, além das informações previstas nos arts. 28 e 30: 
I - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF ou no CNPJ, conforme o caso, do destinatário dos recursos; 
II - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF do portador dos recursos; 
III - a finalidade do saque; e 
IV - o número do protocolo referido no art. 36, § 2º, inciso II. 
Parágrafo único. Na hipótese de recusa do cliente ou do portador dos recursos em prestar a informação referida no 
inciso III do caput, a instituição deve registrar o fato e utilizar essa informação nos procedimentos de monitoramento, 
seleção e análise de que tratam os art. 38 a 47. 
 
Art. 36. As instituições mencionadas no art. 1º devem requerer dos sacadores clientes e não clientes solicitação de 
provisionamento com, no mínimo, três dias úteis de antecedência, das operações de saque, inclusive as realizadas 
por meio de cheque ou ordem de pagamento, de valor igual ou superior a R$50.000,00 (cinquenta mil reais). 
 
DA GUARDA DOS DOCUMENTOS E DAS INFORMAÇÕES 
DOCUMENTO – Manual de procedimentos – 5 anos 
INFORMAÇÕES DO CLIENTE – 10 ANOS a partir do primeiro dia do ano seguinte ao término do relacionamento com 
o cliente 
Organismos Internacionais 
Convenção de Viena – Acordo contra o tráfico ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, aprovado em 
Viena, Áustria, em 1988. 
CICAD - Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas. 
UNDCP – Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de Drogas – Agência da Organização das 
Nações Unidas (ONU) cujo mandato é articular o controle internacional de drogas e crimes correlatos, monitorando 
as tendências de produção, consumo e tráfico ilícito. 
126 
 
GAFI-FATF – Grupo de Ação Financeira sobre lavagem de Dinheiro – Criado em 1989 pelos 7 países mais ricos do 
mundo (G-7), no âmbito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com a finalidade 
de examinar, desenvolver e promover políticas de combate à lavagem de dinheiro. Em 1990, o GAFI-FATF publicou 
as “40 recomendações” com o intuito de estabelecer ações a serem seguidas pelos países imbuídos do propósito de 
combater o crime de lavagem de dinheiro. Em 1996, as 40 Recomendações foram visadas a fim de que pudessem 
refletir as tendências atuais do crime de lavagem e potenciais ameaças futuras. 
FIU – Unidade Financeira de Inteligência: é a “agência nacional, central, responsável por receber (e requerer), analisar 
e distribuir às autoridades competentes as denúncias sobre as informações financeiras com respeito a procedimentos 
presumidamente criminosos conforme legislação ou normas nacionais para impedir a lavagem de dinheiro.” 
A principal função de uma FIU é estabelecer um mecanismo de prevenção e controle do delito de lavagem de dinheiro 
através da proteção dos setores financeiros e comerciais passíveis de serem utilizados em manobras ilegais. Essas 
unidades podem ser de natureza judicial, policial, mista (judicial-policial) ou administrativa. 
O COAF é a FIU brasileira.127 
 
 
 
 
 
SISTEMA 
FINANCEIRO 
NACIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
128 
 
1. Órgãos de Regulação, Autorregulação e Fiscalização 
1.1 Introdução 
Assinalamos em negrito os assuntos que fazem parte do programa. 
ÓRGÃOS 
NORMATIVOS 
ENTIDADES 
SUPERVISORAS 
OPERADORRES 
Conselho 
Monetário 
Nacional 
CMN 
Banco Central 
do Brasil 
BACEN 
Instituições 
Financeiras 
captadoras 
de 
depósitos à 
vista 
Demais 
Instituições 
Financeiras 
/ 
Bancos de 
Câmbio 
Outros Intermediários 
financeiros e 
administradores de 
recursos de terceiros 
Comissão de 
Valores 
mobiliários CVM 
Bolsas de 
Mercadorias 
e 
Futuros 
Bolsas de 
Valores 
Conselho 
Nacional de 
Seguros 
privados CNSP 
Superintendência 
de Seguros 
Privados SUSEP 
IRB-Brasil 
Resseguros 
Sociedades 
Seguradoras 
Socieda 
des de 
Capitaliz
ação 
Entidades 
abertas de 
previdência 
complementar 
Conselho 
Nacional 
de Previdência 
Complementar 
CNPC 
Superintendência 
nacional de 
Previdência 
Complementar - 
PREVIC 
 
 
Entidades fechadas de previdência complementar 
(Fundos de Pensão) 
 
 
 
Art. 3º A política do Conselho Monetário Nacional objetivará 
 
I - Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras, quer públicas, quer privadas; tendo em vista 
propiciar, nas diferentes regiões do País, condições favoráveis ao desenvolvimento harmônico da economia 
nacional; 
II- Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, com vistas à maior eficiência 
do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos; 
III - Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; 
IV - Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública, interna e externa. 
 
Art. 10. Compete privativamente ao Banco Central da República do Brasil: 
Art. 1º O Banco Central do Brasil tem por objetivo fundamental assegurar a estabilidade de preços. 
Parágrafo único. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental, o Banco Central do Brasil também tem por 
objetivos zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de 
atividade econômica e fomentar o pleno emprego. 
 
129 
 
I - Emitir moeda-papel e moeda metálica, nas condições e limites autorizados pelo Conselho Monetário 
Nacional 
II - Executar os serviços do meio-circulante 
III - determinar o recolhimento de até cem por cento do total dos depósitos à vista e de até sessenta por cento de 
outros títulos contábeis das instituições financeiras, seja na forma de subscrição de Letras ou Obrigações do Tesouro 
Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal, seja através de recolhimento em espécie, em ambos os 
casos entregues ao Banco Central do Brasil, a forma e condições por ele determinadas, podendo: 
V - realizar operações de redesconto e empréstimo com instituições financeiras públicas e privadas, 
consoante remuneração, limites, prazos, garantias, formas de negociação e outras condições estabelecidos 
em regulamentação por ele editada; 
VI - Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) 
VII - Efetuar o controle dos capitais estrangeiros, nos termos da lei; 
VIII - Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira e de Direitos Especiais de Saque e 
fazer com estas últimas todas e quaisquer operações previstas no Convênio Constitutivo do Fundo Monetário 
Internacional; 
IX - Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas; 
X - Conceder autorização às instituições financeiras, a fim de que possam funcionar no país 
XII - efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais, 
consoante remuneração, limites, prazos, formas de negociação e outras condições estabelecidos em 
regulamentação por ele editada, sem prejuízo do disposto no art. 39 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 
2000; 
 XIII - Determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem os cadastros das firmas que operam com 
suas agências há mais de um ano. 
XIV - aprovar seu regimento interno; 
XV - efetuar, como instrumento de política cambial, operações de compra e venda de moeda estrangeira e operações 
com instrumentos derivativos no mercado interno, consoante remuneração, limites, prazos, formas de negociação 
e outras condições estabelecidos em regulamentação por ele editada. 
XVI - receber os recolhimentos compulsórios 
Art. 4º O Presidente e os Diretores do Banco Central do Brasil serão indicados pelo Presidente da República 
e por ele nomeados, após aprovação de seus nomes pelo Senado Federal. 
§ 1º O mandato do Presidente do Banco Central do Brasil terá duração de 4 (quatro) anos, com início no dia 
1º de janeiro do terceiro ano de mandato do Presidente da República. 
 
1.2 Comissão de Valores Mobiliários – CVM 
 
É responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país. 
Principais funções: 
• fixar e implementar as diretrizes e normas do mercado de valores mobiliários; 
• assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão, fiscalizando as 
companhias abertas, a Bolsa de Valores os agentes do mercado de capitais e os Fundos de Investimento. 
130 
 
• proteger os titulares de valores mobiliários; 
• evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado, assegurando a lisura nas operações de 
compra e venda de valores mobiliários 
• promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e 
• estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas. 
 
 
A atuação da CVM visa promover a expansão do mercado de capitais, protegendo os investidores. 
A CVM é o órgão fiscalizador dos Fundos de Investimento, pois as cotas de fundos são valores 
mobiliários, assim definidos pela Lei 6.385, que criou a CVM. 
Vejamos a seguir quais os instrumentos de investimentos são considerados Valores Mobiliários. 
 
 
São Valores Mobiliários: 
I.as ações, debêntures e bônus de subscrição; 
II.os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários 
referidos no inciso II; 
III.os certificados de depósito de valores mobiliários; 
IV.as cédulas de debêntures; 
V.as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos; 
VI.as notas comerciais; 
VII.os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários; 
VIII.outros contratos derivativos, independentemente dos ativos dos ativos subjacentes; e 
IX.quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo, que gerem 
direito de participação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de serviços, cujos 
rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. 
 
NÃO SÃO valores mobiliários: 
 
I.os títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal; 
II.os títulos cambiais de responsabilidade de instituição financeira, exceto as debêntures. 
 
 
2. Bancos Múltiplos 
2.1.Principais Carteiras 
O banco múltiplo deve ser constituído por, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, obrigatoriamente, 
comercial ou de investimento. O banco múltiplo com carteira comercial pode captar depósitos à vista. 
Além das carteiras comercial e/ou de investimento, os bancos múltiplos também poderão ter carteiras de: 
• De desenvolvimento (exclusiva para bancos públicos) 
• De crédito imobiliário 
• De crédito, financiamento e investimento (financeiras); 
• De arrendamento mercantil (companhias de leasing). 
 
2.2. Principais funções e atribuições 
Além de realizar operações ativas (empréstimos) e passivas (captação) existe uma grande variedade de funções 
desempenhadas pelos Bancos Múltiplos, por exemplo: 
- UnderwritingO Banco atuando como coordenador de Ofertas Públicas. 
 
- Negociação e distribuição de títulos e valores mobiliários 
O Banco atuando na compra e venda de títulos e valores mobiliários. 
- Administração de recursos de terceiros 
O Banco atuando como Administrador de Fundos de Investimento. 
131 
 
- Intermediação de câmbio e de derivativos 
O Banco intermediando operações em moedas estrangeiras e derivativos, em mercado de Bolsa e de balcão. 
 
2.3 Corretoras 
As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são instituições financeiras supervisionadas pelo Banco 
Central do Brasil. 
Principais atribuições: 
▪ operar em bolsas de valores e de mercadorias e futuros, por conta própria e de terceiros; 
▪ subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado; 
▪ comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros; 
▪ encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores mobiliários; 
▪ exercer funções de agente fiduciário; 
▪ instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento; 
▪ intermediar operações de câmbio; 
▪ realizar operações compromissadas; 
▪ praticar operações de compra e venda de metais preciosos, por conta própria e de terceiros. 
Observe que além da fiscalização do Banco Central, a corretora também será fiscalizada pela CVM no que diz 
respeito a operações envolvendo valores mobiliários (por exemplo, administração de fundos de investimento, 
intermediação e de ações etc) 
2.4 Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários 
São Instituições financeiras supervisionadas pelo Banco Central do Brasil. 
Principais atribuições: 
▪ intermediar a oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no mercado; 
▪ administrar e custodiar as carteiras de títulos e valores mobiliários; 
▪ instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento; 
▪ operar no mercado acionário, comprando, vendendo e distribuindo títulos e valores mobiliários, inclusive ouro 
financeiro, por conta de terceiros; 
▪ fazer a intermediação com as bolsas de valores e de mercadorias; 
▪ efetuar lançamentos públicos de ações; 
▪ operar no mercado aberto; 
▪ intermediar operações de câmbio. 
 
 
3. Investidor Não-Residente 
 
Entende-se por investidor não residente: 
 
I - investidor não residente, individual ou coletivo, as pessoas físicas ou jurídicas, os fundos ou outras entidades 
de investimento coletivo, com residência, sede ou domicílio no exterior; 
 
II - registro no Banco Central do Brasil, o lançamento das informações no Sistema 
de Informações Banco Central (Sisbacen) - Registro Declaratório Eletrônico (RDE). 
 
Art. 6º Os responsáveis pelo registro, indicados nos Regulamentos anexos a esta Resolução, devem manter à 
disposição do Banco Central do Brasil a documentação comprobatória de todas as informações declaradas no 
RDE, pelo prazo de 5 (cinco) anos contado a partir da data de cada atualização. 
 
O representante de investidor não residente deve ser instituição financeira ou instituição autorizada a funcionar 
pelo Banco Central do Brasil. 
 
132 
 
O representante no País do investidor não residente deve exercer as atividades de representação previstas nesta 
Instrução com boa fé, diligência e lealdade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
133 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANEJAMENTO 
FINANCEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
134 
 
Conceitos de orçamento pessoal e familiar (receitas e despesas), fluxo de caixa e situação financeira 
 
O que é planejamento financeiro? 
O planejamento financeiro aborda a construção do orçamento, a racionalização dos gastos, a formação de uma 
reserva e a otimização dos investimentos. É um processo ativo e racional para a administração de 
investimentos, renda, despesas, patrimônio e dívidas, procurando tornar realidade sonhos, desejos e objetivos, tais 
como: casa própria, poupar para a educação dos filhos, fazer a viagem dos sonhos, ser bem-sucedido na carreira 
profissional, reduzir impostos, aposentar-se confortavelmente, planejar o testamento, partilha, etc. 
Muitas pessoas tratam de suas finanças procurando apenas, ainda que intuitivamente, gastar menos do que ganha, 
o que representa apenas a base de um bom planejamento. Um outro aspecto importante é estabelecer objetivos de 
acordo com a fase produtiva de sua vida. 
A formação de poupança e o controle de gastos são fatores relevantes na elaboração de um planejamento financeiro 
pessoal e devem ser priorizados tanto pelo planejador financeiro quanto por seu cliente. 
Nesse sentido, é importante definir o poder de poupança, que relaciona, em termos percentuais, a capacidade de 
poupança, resultante de superávit do orçamento doméstico, com a renda auferida num certo período. Por exemplo, 
se João recebe R$ 1.000,00 e poupa R$ 150,00, seu poder de poupança é de 15%. 
A análise das receitas/despesas (demonstrativo de resultado) e dos ativos/passivos (balancete) define as 
necessidades de liquidez, um dos fatores limitantes num plano de investimento. 
Eventos, esperados ou não, requerem um planejamento de liquidez. Esses eventos são: 
• Despesas correntes – necessidades de caixa do dia-a-dia. Instrumento de alta liquidez é demandado; 
• Reservas para eventos – gastos não esperados como emergências médicas, perdas não cobertas por 
seguros, etc. Reservas para cobrir despesas de 3 a 12 meses são recomendadas; 
• Grandes eventos planejados – liquidez para eventos como reformas na casa, viagens, troca de automóvel, 
etc. 
• A necessidade por liquidez causa a exigência de manutenção de instrumentos de caixa. Todo plano de 
investimento deve levar em conta tal necessidade e separar valores para atendê-la. Como veremos adiante, 
a necessidade por grande liquidez restringe a capacidade e mesmo a disposição psicológica do investidor 
em assumir riscos. 
Podemos identificar as seguintes necessidades de liquidez: 
• Imediatas - atendidas por dinheiro reservas; 
• Correntes - satisfeitas pela combinação de caixa e rendas. 
O profissional também deve estar atento a mudanças nas necessidades de liquidez, o que pode precipitar 
reorganização de ativos na carteira por conta de algum evento específico. 
Um bom orçamento começa com o estabelecimento de objetivos e metas a serem alcançadas, podendo estar 
voltadas para curto, médio ou longo prazos. O orçamento envolve planejar, definir necessidades, eleger prioridades, 
dentro da renda disponível, ajudando o cliente a entender seus hábitos de consumo. 
Passos do orçamento 
Comece com um histórico de extratos bancários e canhotos de cheques de doze meses anteriores. Crie uma planilha 
para todas as despesas por categorias mês a mês. Se necessário, recorra a extratos de cartões de crédito para 
assistir o cliente na determinação do orçamento para cada categoria de gastos. Também discrimine as receitas: 
salário, rendas, etc. 
1. Faça um levantamento de gastos futuros, considerando também as despesas sazonais. Identifique gastos que 
podem ser eliminados ou reduzidos. 
2. Planeje para o inesperado (sempre há despesas imprevistas). 
135 
 
3. Uma vez determinados os valores mensais por categoria, calcule-os como percentual da receita líquida. 
4. Identifique custos sensíveis à inflação e custos fixos (financiamento da casa, etc). 
5. Projete as receitas mensais para o próximo ano. 
6. Determine o total das despesas e em quais meses elas ocorrerão. Seguros e impostos geralmente são despesas 
anuais. A falta de planejamento pode gerar problemas de fluxo de caixa. 
7. Projete o orçamento para os próximos 12 meses. 
8. Compare as despesas reais com as projetadas. Ajuste os próximos 11 meses de acordo. 
9. Continue a analisar, selecionando categorias de despesas sobre as quais se tem controle (ex: lazer, telefone, etc). 
As informações que geralmente fazem parte do orçamento são: 
Entradas 
1. Salários 
2. Receitasde juros 
3. Receitas de dividendos 
4. Receitas de aluguéis 
5. Reembolso de impostos 
6. Outras receitas 
7. Pensão alimentícia 
8. Renda de aposentadoria 
Saídas 
1. Aplicações mensais (previdência, investimentos) 
2. Custos fixos obrigatórios 
• Despesas de moradia (aluguel, financiamento, água, luz, gás) 
• Despesas de carros (seguro, prestações, estacionamento, lavagem, combustível, manutenção) 
• Impostos 
• Seguros 
3. Custos fixos facultativos 
• TV a cabo, telefone, internet, etc 
• Clube/ginástica 
4. Custos variáveis obrigatórios 
5. Custos variáveis facultativos 
 
Não é fácil mudar hábitos num curto período, mas o aprendizado da austeridade no trato das finanças e o alcance 
das metas tenderão a compensar os eventuais sacrifícios e descontentamentos passageiros. Deve-se fazer o 
balanceamento das receitas e despesas mensais e reservar uma parcela das receitas para poupança e investimentos 
(plano de investimentos). 
Em resumo, o orçamento doméstico refere-se a uma previsão de entradas e saídas da família em determinado 
período. 
O Fluxo de Caixa relaciona as movimentações financeiras (entradas e saídas) por seu real valor e no momento 
(geralmente no dia) em que ocorreram. Se o orçamento assim se concretizar, o fluxo de caixa terá exatamente 
as mesmas informações, mas agrupadas conforme a data em que as movimentações ocorreram. 
136 
 
 
 
 
Patrimônio Líquido (ativos e passivos) 
Balanço Patrimonial – visão Pessoa Física 
Assim como é possível elaborar um balanço patrimonial para empresas, é viável e recomendável, no escopo do 
planejamento financeiro pessoal e familiar, a construção de um balanço patrimonial. 
Nele são registrados os bens, direitos e obrigações da pessoa física ou da família num determinado momento, 
agrupados em contas dispostas em ordem decrescente de liquidez, do lado dos ativos, e por ordem crescente de 
vencimento (maturidade), do lado dos passivos. 
Segue abaixo um exemplo de um balanço para uma família e algumas considerações para sua construção. 
Ativos e Passivos deverão ser listados no valor de mercado (fair market value). 
O período do relatório deve estar correto. 
Patrimônio líquido deve constar no relatório. 
Notas de rodapé devem descrever detalhes dos ativos e passivos. 
Se o casal tiver separação parcial ou total de bens, os ativos e passivos devem conter a inicial do proprietário (D para 
Denise e R para Roberto ou CC para conta conjunta no exemplo abaixo). 
Categorias de Ativos: 
1. Dinheiro ou equivalentes; 
2. Ativos financeiros investidos (carteira de ativos); 
3. Bens de uso (residência, móveis, automóveis); 
4. Ativos devem ser listados em ordem decrescente de liquidez (velocidade de conversão para dinheiro). 
Passivos devem ser listados de acordo com a maturidade (data de pagamento): 
1. Passivos de curto prazo: com vencimento até 1 ano. 
2. Passivos de longo prazo: financiamentos, empréstimos de longo prazo. 
 
Antes de enunciar o Índice de Endividamento, é importante fazer a distinção das fontes de capital de uma empresa e 
mesmo de uma pessoa física: 
Capital Próprio: refere-se ao capital da própria empresa ou pessoa física. Está associado ao Patrimônio Líquido, pois 
refere-se à quantidade de ativos que se sobressai ao total de passivos. Em outras palavras, se a empresa ou a 
pessoa física transformar em dinheiro todos os ativos e pagar todas as suas dívidas (passivos), o valor que sobra é 
o Patrimônio Líquido, ou seja, o Capital Próprio da pessoa física, do sócio ou acionista de uma empresa. 
Capital de Terceiros: está associado ao capital que não pertence à pessoa física, sócio ou acionista da empresa. 
Refere-se principalmente a dívidas, sejam elas de curto ou longo prazo. 
Passivo Total: do ponto de vista de contabilidade empresarial, refere-se à soma do Capital Próprio com o Capital de 
Terceiros. 
137 
 
Participação de Capital de Terceiros (PCT) 
O Índice de Participação de Capital de Terceiros mede a proporção de Capital de Terceiros (Exigível Total) frente ao 
Capital Próprio na estrutura de capital de uma empresa (Patrimônio Líquido). 
Participação de Capital de Terceiros (PCT) = 
Um índice PCT muito elevado geralmente implica um menor custo de capital; por sua vez, essa situação representaria 
maior risco para a empresa, em função do elevado endividamento. 
Capital de Terceiros/Passivo Total 
Analogamente ao Índice PCT, o Índice de Capital de Terceiros/Passivo Total relaciona o volume de Capital de 
Terceiros com relação ao Passivo Total que, por sua vez, engloba o Capital de Terceiros e o Patrimônio Líquido. 
A interpretação também é análoga à do PCT: um índice muito elevado geralmente implica um menor custo de capital; 
por sua vez, essa situação representaria maior risco para a empresa, em função do elevado endividamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INDICE DE ENVIDAMENTO = PASSIVO EXIGIVEL TOTAL/ ATIVO TOTAL 
 
 
 
 
ATIVO CIRCULANTE 
Caixa 
Poupança 
CDB 
Fundos 
 
 
 
 
 
ATIVO NÃO CIRCULANTE 
Imóveis 
Veículos 
 
PASSIVO CIRCULANTE 
Prestação do Veiculo 
Escola dos Filhos 
 
PL 
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
Prestação da Casa 
138 
 
 
 
 
 
COMPLIANCE 
LEGAL/ÉTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
139 
 
1. Risco de Imagem (Reputação) e Risco Legal (Não Cumprimento da Legislação / Regulamentação): 
Implicações da não Observância dos Princípios e Regras de Compliance Legal e Ética 
 
Introdução 
O termo Compliance tem origem no verbo em inglês to comply, que significa agir de acordo com uma regra, um 
comando ou um pedido. No âmbito institucional e corporativo, Compliance é o conjunto de disciplinas para fazer 
cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as 
atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que 
possa ocorrer. 
O conceito de Compliance é muito presente em instituições e empresas do mercado financeiro, mas tem se 
estendido para as mais diversas organizações privadas e governamentais, especialmente aquelas que estão 
sujeitas a forte regulamentação e controle. 
Compliance no mercado financeiro 
Através das atividades de compliance, qualquer desvio em relação a política de investimento dos produtos é 
identificado e corrigido. Assim, os investidores têm a segurança de que suas operações com o banco serão geridas 
segundo as diretrizes estabelecidas. 
As atividades envolvem basicamente a segregação de funções para evitar conflito de interesses, políticas de 
segurança da informação e prevenção de práticas fraudulentas e uso de informações privilegiadas. 
Risco de Imagem (reputação) 
Também conhecido como risco reputacional. A reputação de uma instituição financeira é o reflexo de como os 
clientes e acionista vêem a organização. O risco de imagem é, portanto, a perda potencial na reputação, que 
poderia levar a publicidade negativa, perda de rendimento, litígios caros, declínio na base de clientes ou saída de 
funcionários importantes. Veja alguns dos eventos que podem abalar a reputação de uma instituição: 
• Vulnerabilidade da situação financeira da instituição. 
• Suspeitas em decorrência de indícios da lavagem de dinheiro. 
• Atendimento inadequado a clientes. 
• Não marcação a mercado das posições da carteira dos fundos que administra. 
• Empréstimos sem base técnica e vinculados a relacionamentos políticos etc. 
Risco Legal (não cumprimento da Legislação / Regulamentação) 
É o risco de perda devido à impossibilidade de execução dos termos de um contrato, o que pode acontecer por 
diversas causas, por exemplo: 
• documentação insuficiente 
• falta de poderes dos representantes da contraparte para assumir determinado compromisso 
• desconhecimento de aspectos jurídico relevantes que deveriam ser considerados, 
• decisões desfavoráveis do Judiciário, 
• incapacidade para implementar uma cobrançaou executar uma garantia, 
• falta de amparo legal, etc 
O Risco Legal também configura-se pela falta de compliance, ou não conformidade com a legislação em vigor, 
expondo a Instituição a perdas, multas e autuações pelas autoridades competentes, podendo tal situação ser 
agravada quando afetar sua imagem ou reputação. 
2. Controles Internos: Resolução CMN 2.544/98, Artigo 1° 
6.2. Controles Internos: Resolução CMN 2.554/98, Artigo 1º 
 
 6.2.1. Segregação de atividades de forma a evitar possíveis conflitos de interesses (Barreira de 
140 
 
Informação) e definição de responsabilidades: Artigo 2º 
Art. 2º Os controles internos, cujas disposições devem ser acessíveis a todos os funcionários da instituição de 
forma a assegurar sejam conhecidas a respectiva função no processo e as responsabilidades atribuídas aos 
diversos níveis da organização, devem prever: 
 
I - a definição de responsabilidades dentro da instituição; 
II - a segregação das atividades atribuídas aos integrantes da instituição de forma a que seja evitado o conflito 
de interesses, bem como meios de minimizar e monitorar adequadamente áreas identificadas como de potencial 
conflito da espécie; 
III - meios de identificar e avaliar fatores internos e externos que possam afetar adversamente a realização dos 
objetivos da instituição; 
 
 6.2.2. Política de segurança da informação: Artigo 2º IV e VII 
 
IV - a existência de canais de comunicação que assegurem aos funcionários, segundo o correspondente nível 
de atuação, o acesso a confiáveis, tempestivas e compreensíveis informações consideradas relevantes para suas 
tarefas e responsabilidades; 
V - a contínua avaliação dos diversos riscos associados às atividades da instituição; 
VI - o acompanhamento sistemático das atividades desenvolvidas, de forma a que se possa avaliar se os 
objetivos da instituição estão sendo alcançados, se os limites estabelecidos e as leis e regulamentos aplicáveis 
estão sendo cumpridos, bem como a assegurar que quaisquer desvios possam ser prontamente corrigidos; 
VII - a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em especial para os 
mantidos em meio eletrônico. 
 
 
 
3. Normas e Padrões Éticos 
 
Há conflito de interesses quando alguém não é independente em relação à matéria em discussão e pode 
influenciar ou tomar decisões motivadas por interesses distintos daqueles da sociedade. 
Fonte: Instituto Brasileiro de Governança corporativa 
Código de Melhores Práticas de Governança Corporativa (WWW.ibgc.org.br) 
Exemplos de potenciais conflitos de interesse que podem emergir de uma análise de valores mobiliários de uma 
determinada companhia, realizada por divisão de pesquisa de uma asset management ligada a um conglomerado 
financeiro: 
1º. Exemplo: O analista ou pessoa com ele relacionada detém ou transaciona, direta ou indiretamente ações da 
empresa analisada, ou papéis a esta vinculados; 
2º. Exemplo: O analista emite recomendações favoráveis de forma a obter relação privilegiada com a empresa 
emitente das ações objeto de análise. 
3º. Exemplo: A remuneração do analista depende do volume de negócios gerados com a recomendação ou com 
o volume de negócios gerados nas relações com uma dada empresa emitente ou com a lucratividade total da 
instituição ou conglomerado a que está vinculado. 
4º. Exemplo: O mesmo analista está a serviço da estratégia comercial de várias áreas de negócios que: (i) detém 
ações da empresa analisada; (ii) participam do processo de distribuição de valores mobiliários (“underwriting”); ou 
(iii) prestam serviços de recepção, transmissão e execução de ordens por conta de terceiros. 
 
Informação Privilegiada (Insider Information) 
 
Representa toda e qualquer informação relevante, fora do domínio público, que se venha a obter no processo de 
desempenho de qualquer atividade. 
As informações privilegiadas podem ser utilizadas de forma a gerar benefícios exclusivos para aquele que é seu 
detentor ou a um grupo selecionado por ele. No entanto, o uso de tal informação em benefício próprio ou de 
terceiros, fatalmente representará o prejuízo de outrem. 
 
Uso de Informação Privilegiada 
 
http://www.ibgc.org.br/
141 
 
- É vedado aos administradores e acionistas controladores de companhia aberta valerem-se de informação à qual 
tenham acesso privilegiado, relativa a ato ou fato relevante ainda não divulgado ao mercado, nos termos para 
obter, para si ou para outrem, vantagem mediante negociação com valores mobiliários. 
- É vedada, como prática equitativa, a negociação com valores mobiliários realizada por quem quer que, em virtude 
de seu cargo, função ou posição, tenha conhecimento de informação relativa a ato ou fato relevante antes de sua 
comunicação e divulgação ao mercado. 
- Cabe, ainda, aos administradores zelar para que subordinados e terceiros de sua confiança: guardem sigilo sobre 
informações relativas a ato ou fato relevante às quais tenham acesso privilegiado; não se utilizem daquelas 
informações para obter, para si ou para outrem, vantagem mediante negociação com valores mobiliários. 
 
Podemos classificar a Informação Privilegiada de duas formas: 
 
Insider Trading: Informação sobre uma companhia aberta, que ainda não foi divulgada publicamente. 
 
Front Running: informação sobre a realização futura de um volume expressivo de operações. 
 
INSIDER TRANDING – CONCEITO 
 
Utilização indevida de informações relevantes sobre companhias abertas, por parte de pessoas que, pela natureza 
do cargo que ocupam ou de atividade que exerçam têm acesso a dados sigilosos antes de divulgados ao mercado, 
capazes de afetar a cotação dos papéis de emissão desta companhia, valendo-se da insider information em 
benefício próprio ou de outrem. 
Exemplo: Analistas de um banco de investimento negocia “dicas” sobre fusões de empresas para obter lucros no 
mercado. 
Exemplo: Diretor de uma Cia aberta sabe que a empresa irá apresentar grande prejuízo no mercado e comenta 
com o cunhado, insinuando que ele deve vender as ações antes que a notícia faça o preço cair na Bolsa. 
 
FRONT RUNNING – CONCEITO 
 
O FRONT RUNNING está associado a informações sobre movimentações de lotes de um determinado ativo no 
mercado e devido à sua expressão implicam impactos sobre preços. 
Exemplo: um grande cliente da corretora decide comprar uma posição de ações que é muito expressiva em relação 
ao volume movimentado pelo mercado. O operador da mesa compra uma posição para o banco, antes de executar 
a ordem do cliente e a vende imediatamente depois, com um ganho expressivo. 
 
Disposições Gerais 
 
a) condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários aquelas criadas em 
decorrência de negociações pelas quais seus participantes ou intermediários, por ação ou omissão dolosa 
provocarem, direta ou indiretamente, alterações no fluxo de ordens de compra ou venda de valores 
mobiliários; 
 
b) manipulação de preços no mercado de valores mobiliários, a utilização de qualquer processo ou 
artifício destinado, direta ou indiretamente, a elevar, manter ou baixar a cotação de um valor mobiliário, 
induzindo, terceiros à sua compra e venda; 
 
c) operação fraudulenta no mercado de valores mobiliários, aquela em que se utilize ardil ou 
artifício destinado a induzir ou manter terceiros em erro, com a finalidade de se obter vantagem ilícita de 
natureza patrimonial para as partes na operação, para o intermediário ou para terceiros; 
 
d) prática não eqüitativa no mercado de valores mobiliários, aquela de que resulte, direta ou 
indiretamente, efetiva ou potencialmente, um tratamento para qualquer das partes, em negociações com 
valores mobiliários, que a coloque em uma indevida posição de desequilíbrio ou desigualdade em face 
dos demais participantes da operação 
 
142 
 
Sistema de Pagamento Brasileiro – SPB 
 
Até meados dos anos 90, as mudanças no Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB forammotivadas pela 
necessidade de se lidar com altas taxas de inflação e, por isso, o progresso tecnológico então alcançado visou 
principalmente o aumento da velocidade de processamento das transações financeiras. Na reforma conduzida pelo 
Banco Central do Brasil em 2001 e 2002, o foco foi redirecionado para a administração de riscos. Nessa linha, a 
entrada em funcionamento do Sistema de Transferência de Reservas - STR, em 22 de abril daquele ano, marca o 
início de uma nova fase do SPB. Com esse sistema, operado pelo Banco Central do Brasil, o País ingressou no 
grupo de países em que transferências de fundos interbancárias podem ser liquidadas em tempo real, em caráter 
irrevogável e incondicional. Esse fato, por si só, possibilita redução dos riscos de liquidação1 nas operações 
interbancárias, com conseqüente redução também do risco sistêmico, isto é, o risco de que a quebra de um banco 
provoque a quebra em cadeia de outros bancos, no chamado "efeito dominó". 
 
Outra alteração importante ocorreu no regime de operação das contas de reservas bancárias. A partir de 24 de 
junho de 2002, depois de observada uma regra de transição, qualquer transferência de fundos entre contas da 
espécie passou a ser condicionada à existência de saldo suficiente de recursos na conta do participante emitente 
da correspondente ordem. Com isso houve significativa redução no risco de crédito incorrido pelo Banco Central 
do Brasil. 
 
A liquidação em tempo real, operação por operação, a partir de 22 de abril de 2002, passou a ser utilizada também 
nas operações com títulos públicos federais cursadas no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic, o 
que se tornou possível com a interconexão entre esse sistema e o STR. A liquidação dessas operações agora 
observa o chamado modelo 1 de entrega contra pagamento. 
 
A reforma de 2002, entretanto, foi além da implantação do STR e da alteração do modus operandi do Selic. Para 
redução do risco sistêmico, que era o objetivo maior da reforma, foram igualmente importantes algumas alterações 
legais. Nesse sentido, a Lei 10.2143, de março de 2001, reconheceu a compensação multilateral nos sistemas de 
compensação e de liquidação e estabeleceu que, em todo sistema de compensação multilateral considerado 
sistemicamente importante, a correspondente entidade operadora deve atuar como contraparte central e assegurar 
a liquidação de todas as operações cursadas. 
 
Todas essas alterações tiveram o propósito de fortalecer o sistema financeiro, dando, assim, continuidade à 
reestruturação iniciada, em 1995, com o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema 
Financeiro Nacional - Proer e, mais adiante, com o Programa de Incentivo à Redução da Participação do Setor 
Público Estadual na Atividade Bancária - Proes. Como se observa, no início do processo o foco esteve direcionado 
para o fortalecimento das instituições financeiras, via fusões e transferências de controle, e para a redução da 
presença do setor público na atividade bancária. 
 
Mais recentemente, o Banco Central do Brasil tem procurado atuar de forma mais intensiva também no sentido de 
promover o desenvolvimento dos sistemas de pagamentos de varejo, visando, sobretudo, ganhos de eficiência 
relacionados, por exemplo, com o maior uso de instrumentos eletrônicos de pagamento, com a melhor utilização 
das redes de máquinas de atendimento automático (ATM) e de transferências de crédito a partir do ponto de venda 
(PDV), bem como com a maior integração entre os pertinentes sistemas de compensação e de liquidação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
143 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CÓDIGO ANBIMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
144 
 
 
2.1 Código de Distribuição de Produtos de Investimento. 
Art. 3º. Este Código se destina aos bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de 
desenvolvimento, sociedades corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários, assim como aos 
administradores fiduciários e/ou gestores de recursos de terceiros quando distribuírem seus próprios 
Fundos de Investimento. 
§5º. As Instituições Participantes estão dispensadas de observar o disposto neste Código na Distribuição de: 
I. Produtos de investimento para: 
a. União, Estados, Municípios e Distrito Federal, observado o parágrafo 6º deste artigo; e 
b. Pessoa jurídica dos segmentos classificados como middle e corporate, segundo critérios estabelecidos 
pela própria Instituição Participante; 
II. Caderneta de poupança, observado o parágrafo 1º do artigo 56 deste Código. 
§6º. Os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) não estão incluídos na dispensa de que trata o inciso I, 
alínea “a” do parágrafo acima. 
2.1.4 Regras, Procedimentos e Controles (Cap. V) 
Art. 8º. As Instituições Participantes devem garantir, por meio de controles internos adequados, o permanente 
atendimento ao disposto neste Código, às políticas e à Regulação vigente. 
Parágrafo único. Para assegurar o cumprimento do disposto no caput, as Instituições Participantes devem 
implementar e manter, em documento escrito, regras, procedimentos e controles que: 
I. Sejam efetivos e consistentes com a natureza, porte, estrutura e modelo de negócio das Instituições Participantes, 
assim como com a complexidade dos Produtos de Investimento distribuídos; 
II. Sejam acessíveis a todos os seus profissionais, de forma a assegurar que os procedimentos e as responsabilidades 
atribuídas aos diversos níveis da organização sejam conhecidos; 
III. Possuam divisão clara das responsabilidades dos envolvidos na função de controles internos e na função de 
cumprimento das políticas, procedimentos, controles internos e regras estabelecidas pela Regulação vigente 
(“compliance”), da responsabilidade das demais áreas da instituição, de modo a evitar possíveis conflitos de 
interesses com as demais áreas; 
IV. Descrevam os procedimentos para a coordenação das atividades relativas à função de controles internos e de 
compliance com as funções de gestão de riscos, nos termos da seção IV deste capítulo; e 
V. Indiquem as medidas necessárias para garantir a independência e a adequada autoridade aos responsáveis pela 
função de controles internos e de compliance na instituição. 
Art. 9º. As Instituições Participantes devem manter em sua estrutura área(s) que seja(m) responsável(is) por seus 
controles internos e compliance. 
§1º. A(s) área(s) a que se refere o caput deve(m): 
I. Ter estrutura que seja compatível com a natureza, porte e modelo de negócio das Instituições Participantes, assim 
como com a complexidade dos Produtos de Investimentos distribuídos; 
II. Ser independente(s) e reportar-se ao diretor responsável pelos controles internos e pelo compliance, 
III. Ter profissionais com qualificação técnica e experiência necessária para o exercício das atividades relacionadas 
à função de controles internos e de compliance; 
145 
 
IV. Ter comunicação direta com a diretoria, administradores e com o conselho de administração, se houver, para 
realizar relato dos resultados decorrentes das atividades relacionadas à função de controles internos e de compliance, 
incluindo possíveis irregularidades ou falhas identificadas; 
V. Ter acesso regular a capacitação e treinamento; e 
VI. Ter autonomia e autoridade para questionar os riscos assumidos nas operações realizadas pela instituição. 
§2º. A(s) funções desempenhadas pela(s) área(s) responsável(is) pelos controles internos e pelo compliance pode(m) 
ser desempenhada(s) em conjunto, na mesma estrutura, ou por unidades específicas. 
Art. 10. As Instituições Participantes devem atribuir a responsabilidade pelos controles internos e pelo compliance a 
um diretor estatutário ou equivalente, sendo vedada a atuação em funções relacionadas à administração de recursos 
de terceiros, à intermediação, distribuição ou à consultoria de valores mobiliários, ou em qualquer atividade que limitea sua independência, na instituição, ou fora dela. 
Parágrafo único. A Instituição Participante pode designar um único diretor responsável pelos controles internos e pelo 
compliance, ou pode indicar diretores específicos para cada função. 
2.1.4.1 Segurança e Sigilo das Informações (Seção II) 
Art. 11. As Instituições Participantes devem estabelecer mecanismos para: 
I. Propiciar o controle de informações confidenciais, reservadas ou privilegiadas a que tenham acesso os seus sócios, 
diretores, administradores, profissionais e terceiros contratados; 
II. Assegurar a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em especial para os 
mantidos em meio eletrônico; e 
III. Implantar e manter treinamento para os seus sócios, diretores, administradores e profissionais que tenham acesso 
a informações confidenciais, reservadas ou privilegiadas. 
Parágrafo único. As Instituições Participantes devem implementar e manter, em documento 
escrito, regras e procedimentos para assegurar o disposto no caput, incluindo, no mínimo: 
I. Regras de acesso às informações confidenciais, reservadas ou privilegiadas, indicando como se dá o acesso e 
controle de pessoas autorizadas e não autorizadas a essas informações, inclusive nos casos de mudança de atividade 
dentro da mesma instituição ou desligamento do profissional; 
II. Regras específicas sobre proteção da base de dados e procedimentos internos para tratar casos de vazamento de 
informações confidenciais, reservadas ou privilegiadas, mesmo que oriundos de ações involuntárias; e 
III. Regras de restrição ao uso de sistemas, acessos remotos e qualquer outro meio/veículo que contenham 
informações confidenciais, reservadas ou privilegiadas no exercício de suas atividades. 
Art. 12. As Instituições Participantes devem exigir que seus profissionais assinem, de forma manual ou eletrônica, 
documento de confidencialidade sobre as informações confidenciais, reservadas ou privilegiadas que lhes tenham 
sido confiadas em virtude do exercício de suas atividades profissionais, excetuadas as hipóteses permitidas em lei. 
Parágrafo único. Os terceiros contratados que tiverem acesso às informações confidenciais, reservadas ou 
privilegiadas que lhes tenham sido confiadas no exercício de suas atividades devem assinar o documento previsto 
no caput, podendo tal documento ser excepcionado quando o contrato de prestação de serviço possuir cláusula de 
confidencialidade. 
Seção IV – Gestão de Riscos 
Art. 14. As Instituições Participantes devem ser capazes de identificar, mensurar, avaliar, monitorar, reportar, controlar 
e mitigar os riscos atribuídos à sua atividade (“Gestão de Riscos”). 
146 
 
§1º. A Gestão de Riscos deve ser: 
I. Compatível com a natureza, porte, complexidade, estrutura, perfil de risco dos Produtos de Investimento distribuídos 
e modelo de negócio da instituição; 
II. Proporcional à dimensão e à relevância da exposição aos riscos, segundo critérios definidos pela instituição; e 
III. Adequada ao perfil de risco e à importância sistêmica da instituição. 
§2º. As Instituições Participantes devem implementar e manter, em documento escrito, regras, procedimentos e 
controles para assegurar o disposto no caput que contenha, no mínimo: 
I. Sistemas, rotinas e procedimentos para a Gestão de Riscos que: 
a. Assegurem integridade, segurança e disponibilidade dos dados e dos sistemas de informação utilizados; 
b. Sejam robustos e adequados às necessidades e às mudanças do modelo de negócio, tanto em circunstâncias 
normais, como em períodos de estresse; e 
c. Incluam mecanismos de proteção e segurança da informação, com vistas a prevenir, detectar e reduzir a 
vulnerabilidade a ataques digitais; 
II. Avaliação periódica da adequação dos sistemas, rotinas e procedimentos de que trata o inciso acima; 
III. Processos e controles adequados para assegurar a identificação prévia dos riscos inerentes a: 
a. Novos produtos; 
b. Modificações relevantes em produtos existentes; e 
c. Mudanças significativas em processos, sistemas, operações e modelo de negócio da Instituição Participante; 
IV. Papéis e responsabilidades claramente definidas que estabeleçam atribuições aos profissionais da Instituição 
Participante em seus diversos níveis, incluindo os terceiros contratados; e 
V. Indicação de como é feita a coordenação da Gestão de Riscos da instituição com a área de controles internos e 
de compliance prevista na seção I deste capítulo. 
Art. 15. A Gestão de Riscos deve prever regras e procedimentos sobre o Plano de Continuidade de Negócios 
observando-se, no mínimo: 
I. Análise de riscos potenciais; 
II. Planos de contingência, detalhando os procedimentos de ativação, o estabelecimento 
de prazos para a implementação e a designação das equipes que ficarão responsáveis pela operacionalização dos 
referidos planos; e 
III. Validação ou testes no mínimo a cada doze meses, ou em prazo inferior, se exigido pela Regulação. 
Parágrafo único. A validação ou testes de que trata o inciso III acima tem como objetivo avaliar se os Planos de 
Continuidade de Negócios desenvolvidos são capazes de suportar, de modo satisfatório, os processos operacionais 
críticos para continuidade dos negócios da instituição e manter a integridade, a segurança e a consistência dos 
bancos de dados criados pela alternativa adotada, e se tais planos podem ser ativados tempestivamente. 
Art. 16. O conteúdo dos documentos exigidos neste capítulo pode constar de um único documento, desde que haja 
clareza a respeito dos procedimentos e regras exigidos em cada seção 
2.1.5 Publicidade (Cap. VIII) 
Art. 28. A Instituição Participante, ao elaborar e divulgar Material Publicitário e Material Técnico, 
147 
 
Art. 29. Para fins deste Código, não são considerados Material Publicitário ou Material Técnico: 
I. Formulários cadastrais, questionários de perfil do investidor ou perfil de investimento, materiais destinados 
unicamente à comunicação de alterações de endereço, telefone ou outras informações de simples referência para o 
investidor; 
II. Materiais que se restrinjam a informações obrigatórias exigidas pela Regulação vigente; 
III. Questionários de due diligence e propostas comerciais; 
IV. Materiais de cunho estritamente jornalístico, inclusive entrevistas, divulgadas em quaisquer meios de 
comunicação; 
V. Saldos, extratos e demais materiais destinados à simples apresentação de posição financeira, movimentação e 
rentabilidade, desde que restritos a estas informações ou assemelhadas; e 
VI. Propaganda de empresas do Conglomerado ou Grupo Econômico da Instituição Participante que apenas faça 
menção a Produtos de Investimento, a departamentos e/ou empresas que realizam a Distribuição de Produtos de 
Investimento em conjunto com os outros departamentos ou empresas que desenvolvam outros negócios do 
Conglomerado ou Grupo econômico. 
Art. 30. As regras estabelecidas neste capítulo destinam-se, exclusivamente, às relações entre a Instituição 
Participante e seus investidores ou potenciais investidores, não sendo aplicáveis nas relações restritas entre a 
Instituição Participante e seus profissionais no exercício de suas funções, ou entre as próprias instituições. 
2.1.5.1 Material Publicitário (Seção II) 
Art. 31. A Instituição Participante, ao divulgar Material Publicitário em qualquer meio de comunicação disponível, deve 
incluir, em destaque, link ou caminho direcionando investidores ou potenciais investidores ao Material Técnico sobre 
o(s) Produto(s) de Investimento mencionado(s), de modo que haja conhecimento de todas as informações, 
características e riscos do investimento. 
§1º. A Instituição Participante e empresas do Conglomerado ou Grupo Econômico que fizerem menção de seus 
Produtos de Investimento nos Materiais Publicitários de forma geral e não específica, devem incluir link ou caminho 
que direcione os investidores ou potenciais investidores para o site da instituição.§2º. A Instituição Participante deve incluir, quando da divulgação de rentabilidade do Produto de Investimento em 
Material Publicitário, o nome do emissor e a carência, se houver 
2.1.5.2 Material Técnico (Seção III) 
Art. 32. O Material Técnico deve possuir, no mínimo, as seguintes informações sobre o Produto de Investimento: 
I. Descrição do objetivo e/ou estratégia; 
II. Público-alvo, quando destinado a investidores específicos; 
III. Carência para resgate e prazo de operação; 
IV. Tributação aplicável; 
V. Informações sobre os canais de atendimento; 
VI. Nome do emissor, quando aplicável; 
VII. Classificação do Produto de Investimento, nos termos do artigo 49 deste Código; e 
VIII. Descrição resumida dos principais fatores de risco, incluindo, no mínimo, os riscos de 
liquidez, de mercado e de crédito, quando aplicável. 
148 
 
Parágrafo único. Nas agências e dependências da Instituição Participante, devem-se manter à disposição dos 
interessados, seja por meio impresso ou passível de impressão, as informações atualizadas previstas no caput para 
cada Produto de Investimento distribuído nesses locais. 
2.1.5.3 Avisos Obrigatórios (Seção VI) 
Art. 38. As Instituições Participantes devem incluir, com destaque, nos Materiais Técnicos os seguintes avisos 
obrigatórios: 
I. Caso faça referência a histórico de rentabilidade ou menção a performance: 
a. “Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros.”; e 
b. “A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos.”; 
II. Caso faça referência a Produtos de Investimento que não possuam garantia do fundo garantidor de crédito: 
a. “O investimento em [indicar produto de investimento] não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito.”; 
III. Caso faça referência à simulação de rentabilidade: 
a. “As informações presentes neste material técnico são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser 
significativamente diferentes.” 
Parágrafo único. No uso de mídia impressa e por meios digitais escritos, o tamanho do texto e a localização dos 
avisos e informações devem permitir sua clara leitura e compreensão. 
2.1.6 Regras Gerais (Cap. IX) 
Art. 39. As Instituições Participantes devem atribuir a responsabilidade pela Distribuição de Produtos de Investimento 
a um diretor estatutário ou equivalente, 
Art. 40. As Instituições Participantes quando estiverem prestando informações ou recomendando Produtos de 
Investimento, não podem induzir os investidores a erro ao dar a entender que atuam como prestadores de serviço de 
consultoria independente de valores mobiliários de forma autônoma à atividade de Distribuição de Produtos de 
Investimento. 
2.1.6.1 Divulgação de informações por meios eletrônicos (Seção I) 
Art. 41. As Instituições Participantes devem disponibilizar seção exclusiva em seus sites na internet sobre os Produtos 
de Investimento distribuídos, contendo, no mínimo, as seguintes informações: 
I. Descrição do objetivo e/ou estratégia de investimento; 
II. Público-alvo, quando destinado a investidores específicos; 
III. Carência para resgate e prazo de operação; 
IV. Nome do emissor, quando aplicável; 
V. Tributação aplicável; 
VI. Classificação do Produto de Investimento, nos termos estabelecidos pelo artigo 49 deste Código; 
VII. Descrição resumida dos principais fatores de risco, incluindo, no mínimo, os riscos de liquidez, de mercado e de 
crédito, quando aplicável; e 
VIII. Informações sobre os canais de atendimento. 
Parágrafo único. As Instituições Participantes, quando da divulgação de informações dos Fundos de Investimento 
nos sites na internet, devem observar, além do previsto no caput, o disposto do artigo 2º do anexo deste Código. 
149 
 
Art. 42. As Instituições Participantes devem possuir canais de atendimento compatíveis com seu porte e número de 
investidores para esclarecimento de dúvidas e recebimento de reclamações. 
2.1.6.2 Conheça seu cliente (Seção II) 
Art. 43. As Instituições Participantes devem no seu processo de Conheça seu Cliente buscar conhecer seus 
investidores no início do relacionamento e durante o processo cadastral, identificando a necessidade de visitas 
pessoais em suas residências, seus locais de trabalho e em suas instalações comerciais. 
§1º. As Instituições Participantes devem implementar e manter, em documento escrito, regras, procedimentos que 
descrevam o processo de Conheça seu Cliente adotado pela instituição. 
§2º. O documento de que trata o parágrafo acima deve conter regras que sejam efetivas e consistentes com a 
natureza, porte, complexidade, estrutura, perfil de risco dos Produtos de Investimento distribuídos e modelo de 
negócio da instituição e deve conter, no mínimo: 
I. Procedimento adotado para aceitação de investidores, incluindo procedimento para análise e validação dos dados, 
bem como a forma de aprovação dos investidores; 
II. Indicação dos casos em que são realizadas visitas aos investidores em sua residência, local de trabalho ou 
instalações comerciais; 
III. Indicação do sistema e ferramentas utilizadas para realizar o controle das informações, dados e movimentações 
dos investidores; 
IV. Procedimento de atualização cadastral, nos termos da Regulação em vigor; 
V. Procedimento adotado para identificar a pessoa natural caracterizada como beneficiário final, nos termos da 
Regulação em vigor; e 
VI. Procedimento adotado para veto de relacionamentos em razão dos riscos envolvidos. 
Art. 44. As Instituições Participantes devem manter as informações cadastrais de seus investidores atualizadas, de 
modo a permitir que haja identificação, a qualquer tempo, de cada um dos beneficiários finais, bem como do registro 
atualizado de todas as aplicações e resgates realizados em nome dos investidores, quando aplicável. 
2.1.6.3 Suitability (Seção III) 
Art. 45. As Instituições Participantes, no exercício da atividade de Distribuição de Produtos de Investimento, não 
podem recomendar Produtos de Investimento, realizar operações ou prestar serviços sem que verifiquem sua 
adequação ao perfil do investidor. 
§1º. As Instituições Participantes devem implementar e manter, em documento escrito, regras e procedimentos que 
possibilitem verificar a adequação dos Produtos de Investimento ao perfil dos investidores (“Suitability”), devendo 
conter, no mínimo: 
I. Coleta de informações: descrição detalhada do mecanismo de coleta das informações junto ao investidor para 
definição de perfil; 
II. Classificação do perfil: descrição detalhada dos critérios utilizados para a classificação de perfil do investidor, 
devendo ser observadas as características de classificação para cada perfil, conforme Diretriz ANBIMA de Suitability; 
III. Classificação dos Produtos de Investimento: descrição detalhada dos critérios utilizados para a classificação de 
cada Produto de Investimento 
IV. Comunicação com o investidor: descrição detalhada dos meios, forma e periodicidade de comunicação utilizada 
entre a Instituição Participante e o investidor para: 
a. Divulgação do seu perfil de risco após coleta das informações; e 
150 
 
b. Divulgação referente ao desenquadramento identificado entre o perfil do investidor e seus investimentos, a ser 
efetuada sempre que verificado o desenquadramento; 
V. Procedimento operacional: descrição detalhada dos procedimentos utilizados para a aferição periódica entre o 
perfil do investidor e seus investimentos; 
VI. Atualização do perfil do investidor: descrição detalhada dos critérios utilizados para atualização do perfil do 
investidor, incluindo a forma como a Instituição Participante dará ciência desta atualização; e 
VII. Controles internos: descrição detalhada dos controles internos e mecanismos adotados pela Instituição 
Participante para o processo de Suitability com o objetivo de assegurar a efetividade dos procedimentos estabelecidos 
pela instituição, 
§2º. A verificação do perfil do investidor de que trata o caput não será aplicada

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