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Hipertensão na Gravidez 
1 
 
 
 
Protocolos e diretrizes clínicas 
 
 
Indução do parto 
julho/2023 
Indução do parto 
 
 2 
INDUÇÃO DO PARTO 
Julho 2023. Susbstitui versões anteriores 
Esta versão foi atualizada com pequenas modificações, destacadas em vermelho 
Essa versão é válida até nova atualização 
O QUE HÁ DE NOVO 
• Orientar a mulher e acompanhante sobre duração aproximada do processo de indução; 
• A indução eletiva com 39 semanas não é recomendada. Considerar apenas se houver 
solicitação espontânea da mulher. Vide recomendações; 
• Considerar indução do parto por suspeita de macrossomia fetal (PFE ao US ≥ 4.000 g) 
após 39 semanas; 
• Inclusão de indução eletiva, sem indicações clínicas, antes de 39 semanas de gestação, 
como indicação inaceitável; 
• Utilização de escore de Bishop original (máximo 13 pontos) para avaliação cervical pré-
indução; 
• Considerar o uso de óleo de rícino (60 mL em dose única), estimulação de mamilos e 
compressão das mamas a partir de 39 semanas para diminuir a necessidade de 
indução; 
• Inclusão de mais uma opção de administração e dose do misoprostol: 25 mcg por via 
oral, em solução titulada, de 2 em 2 horas; 
• Inclusão de contrações uterinas (≥ 3/10’/60-90”) como critério para suspensão do uso 
do misoprostol, independente das condições cervicais; 
• Considerar descolamento de membranas concomitante ao uso de misoprostol vaginal; 
• Critérios para inclusão e exclusão para amadurecimento cervical em regime 
ambulatorial com cateter de Foley; 
• Considerar o uso concomitante de ocitocina ou misoprostol (se não houver cesariana 
prévia) com o cateter de Foley; 
• Aumento do volume máximo de enchimento do balão do cateter de Foley para 
amadurecimento cervical até 80 mL; 
• Diante de ruptura prematura de membranas no termo, a ocitocina pode ser utilizada 
com escore de Bishop ≤ 6) 
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 3 
• Quando o colo uterino estiver favorável (escore de Bishop > 6), seja naturalmente ou 
após amadurecimento cervical, tanto a ocitocina como o misoprostol oral com 
amniotomia (se ainda não realizada) podem ser utilizados para indução do parto. 
• A critério do médico obstetra, o incremento da dose de ocitocina pode ir além dos 
valores máximos sugeridos na tabela 1, levando em consideração a frequência das 
contrações, o progresso da dilatação cervical e o bem-estar materno e fetal. 
o Neste caso considerar utilizar solução mais concentrada de ocitocina para 
prevenir a intoxicação hídrica; 
• Considerar descontinuar ocitocina na fase ativa do trabalho de parto e após padrão 
adequado de contrações 
• Inclusão de critérios para distinção entre falha de indução e falha de progresso no parto. 
ESCOPO E OBJETIVOS 
Objetivos gerais 
• Este protocolo aborda as circunstâncias envolvida na indução do parto tais como: 
indicações, métodos de indução, avaliação, monitoração, alívio da dor manejo de 
complicações. It aims to improve advice and care for pregnant women who are thinking 
about or having induction of labour. 
Objetivos específicos 
• Melhorar o aconselhamento e cuidados a mulheres que possam ter indicação para a 
indução do parto; 
• Uniformizar e padronizar as práticas mais comuns utilizadas no processo de indução do 
parto; 
• Diminuir a variabilidade de condutas entre os profissionais no processo de indução do 
parto; 
• Reduzir intervenções desnecessárias no processo de assistência às mulheres com 
indicação clínica de indução do parto e consequentemente os seus agravos; 
• Difundir práticas baseadas em evidências na assistência às mulheres com indicação 
clínica de indução do parto. 
A quem esse Protocolo se destina 
• Mulheres grávidas com indicação clínica de indução do parto. As indicações seguem no 
corpo do documento. 
Indução do parto 
 
 4 
Profissionais/usuários do Protocolo 
• Todos os profissionais envolvidos diretamente na assistência às mulheres com indicação 
clínica de indução do parto no Hospital Sofia Feldman, tais como médicos obstetras, 
pediatras, neonatologistas, anestesiologistas, enfermeiras obstétricas, obstetrizes, 
enfermeiras assistenciais, técnicos de enfermagem, etc. 
• Todos os profissionais em processo de treinamento no Hospital Sofia Feldman, envolvidos 
diretamente na assistência, tais como especializandos e residentes de enfermagem 
obstétrica e neonatal, graduandos de obstetrícia e médicos residentes de obstetrícia, 
neonatologia e anestesiologia. 
• Todos os profissionais envolvidos indiretamente na assistência no Hospital Sofia Feldman 
como fisioterapeutas, psicólogos, etc. 
• Estudantes de graduação na prática de estágio curricular ou extra-curricular no Hospital 
Sofia Feldman envolvidos no processo de assistência; 
• As mulheres, seus familiares ou representantes, usuários da assistência no Hospital Sofia 
Feldman; 
• Doulas, educadores perinatais, etc. em atividade no Hospital Sofia Feldman 
METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO/REVISÃO 
Quem revisou este Protocolo 
Esse Protocolo foi revisado por um médico obstetra da equipe do Hospital Sofia Feldman. 
Processo para revisão deste Protocolo 
Esse Protocolo foi revisado a partir de diretrizes e/ou protocolos já elaborados por outros grupos 
ou instituições e adaptadas ao contexto do HSF. 
Foi realizada uma busca por atualização das diretrizes já utilizadas na versão anterior do 
protocolo (2019), além de outras diretrizes publicadas entre 2019 e 25/07/2023, em inglês, 
espanhol, francês e português, para análise e potencial atualização. Outras publicações 
secundárias, cujas evidências tenham sido analisadas e sintetizadas através de metodologia 
padronizada, também foram incluídas na pesquisa. Os termos gerais utilizados para busca 
foram: ((Trabalho de parto OU Parto) E indução)). Esses termos foram adaptados e traduzidos 
para os diferentes idiomas e bases de dados eletrônicas. A busca foi realizada nas seguintes 
bases de dados eletrônicas e sítios da internet: 
Tripdatabase - http://www.tripdatabase.com 
http://www.tripdatabase.com/
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 5 
GIN - http://www.g-i-n.net 
NICE - http://www.nice.org.uk 
SIGN - http://www.sign.ac.uk 
HAS (França) - http://www.has-sante.fr 
Bilbioteca de Guías de Práctica Clínica del Sistema Nacional de Salud (Espanha) - 
http://portal.guiasalud.es/web/guest/catalogo-gpc 
BIGG – Base Internacional de Guías GRADE - http://sites.bvsalud.org/bigg/biblio/ 
UpToDate – https://www.uptodate.com/contents/search 
Após a avaliação das novas publicações encontradas, o desenvolvedor deste protocolo decidiu 
pela atualização do mesmo, com algumas pequenas modificações em relação à sua última 
versão e adaptadas ao contexto do Hospital Sofia Feldman sem, no entanto, contrariar as 
evidências sintetizadas e analisadas pelos elaboradores das diretrizes fontes da adaptação. 
Neste protocolo, apenas as recomendações, com algumas modificações apropriadas ao 
contexto, foram consideradas para adaptação. Outras recomendações constantes nesse 
protocolo que não constam nas diretrizes fonte, foram mantidas das versões anteriores, dada a 
realidade própria da instituição. O desenvolvedor deste protocolo recomenda aos seus usuários 
a consulta às diretrizes e outras publicações fonte da adaptação para aprofundamento no tema, 
as quais se encontram descritas na Bibliografia. 
DEFINIÇÕES 
Indução do parto é o início de contrações em uma gestante que não está em trabalho de parto, 
com o objetivo de se obter um parto vaginal dentro de 24 a 48 horas. 
Indução sucedida é quando o parto vaginal ocorreu dentro de 24 a 48 horas do início da 
indução. 
Indução eletiva é a indução do parto na ausência de indicações clínicas, fetais ou maternas. 
Preparação cervical é o uso de agentes farmacológicos ou outros meios para amolecer, apagar 
ou dilatar o colo uterino no sentido de aumentar a chance de um parto vaginal.Taquissistolia é a presença de > 5 contrações em um período de 10 minutos numa média de 
30 minutos. Isto depois é subdividido em duas categorias, com e sem modificações na frequência 
cardíaca fetal (FCF). 
http://www.g-i-n.net/
http://www.nice.org.uk/
http://www.sign.ac.uk/
http://www.has-sante.fr/
http://portal.guiasalud.es/web/guest/catalogo-gpc
http://sites.bvsalud.org/bigg/biblio/
https://www.uptodate.com/contents/search
Indução do parto 
 
 6 
Hipertonia é a presença de contrações uterinas que duram > 120 minutos 
Síndrome de hiperestimulação uterina é a presença de taquissitolia e/ou hipertonia com 
modificações da frequencia cardíaca fetal 
RECOMENDAÇÕES 
Prevenção da indução por gestação prolongada 
• Oferecer descolamento de membranas a partir de 39 semanas para diminuir a chance de 
indução após 41 semanas; 
o Aconselhar a mulher sobre riscos e benefícios do procedimento, principalmente o 
desconforto, obter consentimento verbal e anotar no prontuário; 
o Se o colo não permitir a introdução de pelo menos 1 dedo, realizar massagem 
cervical no fórnice vaginal. 
• Oferecer o uso de óleo de rícino (60 mL em dose única), estimulação de mamilos e 
compressão das mamas a partir de 39 semanas para diminuir a necessidade de indução. 
Antes da indução do parto 
• A mulher e seu acompanhante devem receber orientações detalhadas sobre o processo 
de indução, tais como: 
o As indicações da indução; 
o A duração aproximada do processo de indução; 
o Quando, onde e como a indução será realizada; 
o As opções de alívio da dor disponíveis, reconhecendo que o parto induzido pode 
ser mais doloroso que o parto de início espontâneo; 
o As opções alternativas se a mulher não optar pela indução do parto e em caso de 
falha de indução; 
o Os riscos e benefícios da indução do parto em circunstâncias específicas e dos 
métodos propostos de indução; 
o Que a indução pode falhar e quais opções estão disponíveis diante dessa situação; 
• Tal discussão deve estar documentada no prontuário. 
• Avaliar e documentar no prontuário antes de iniciar a indução: 
o Indicação da indução e qualquer contraindicação; 
o Confirmação da idade gestacional; 
o Apresentação fetal e variedade; 
o Adequação pélvica; 
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 7 
o Condições cervicais pelo escore de Bishop (ver figura 1); 
o Estado das membranas; 
o Atividade uterina; 
o Confirmação de bem-estar fetal por cardiotocografia. 
• Deve haver uma enfermeira obstétrica familiarizada com a indução e seus efeitos para 
acompanhar a mulher durante todo o processo e manter o médico obstetra assistente 
informado da evolução; 
Indicações para Indução do Parto 
A indução é indicada quando a continuação da gravidez não é mais aconselhável nas seguintes 
circunstâncias clínicas: 
Alta prioridade: 
• Pré-eclâmpsia > 37 semanas 
• Outras patologias maternas (ex. diabetes insulinodependente, doença renal etc.) sem 
resposta a tratamento, conforme recomendações de protocolos próprios ou opção do 
médico obstetra responsável; 
• Hemorragia anteparto significativa, mas estável; 
• Evidência de comprometimento fetal sem contraindicação ao parto por via vaginal; 
• Ruptura prematura de membranas no termo em mulher portadora do EGB (Estreptococo 
do Grupo B); 
• Corioamnionite. 
Outras indicações: 
• Gestação ≥ 41 semanas; 
• Gestação gemelar não complicada ≥ 38 semanas; 
• Diabetes mellitus insulinodependente ≥ 38 semanas dependendo do controle glicêmico; 
• Aloimunização no termo ou próxima deste; 
• Restrição de crescimento intrauterino sem evidências de comprometimento fetal que 
contraindiquem o parto por via vaginal; 
• Oligohidrâmnio; 
• Hipertensão gestacional ≥ 38 semanas; 
• Morte fetal; 
Indução do parto 
 
 8 
• Ruptura prematura de membranas no termo ou próximo deste em mulher não portadora 
do EGB (Estreptococo do Grupo B); 
• Morte fetal em gestação anterior (indicação realizada para alívio da ansiedade dos pais); 
• Outras patologias maternas e/ou fetais a critério do médico obstetra assistente; 
• Fatores logísticos (ex. história de parto rápido, distância do hospital, condições 
psicossociais etc.) 
o Nestes casos, a indução deve ser bem discutida com a mulher e seus 
acompanhantes, possíveis riscos, após estimativa acurada da idade gestacional e 
realizada apenas com 39 semanas ou mais. 
o Também devem ser avaliadas as condições logísticas e organizacionais para a 
indução (disponibilidade de pessoal, materiais, equipamentos e leitos); 
• Considerar indução do parto por suspeita de macrossomia fetal (PFE ao US ≥ 4.000 g) 
em mulheres não diabéticas após 39 semanas; 
o As mulheres devem ser orientadas que, nessa situação, a indução do parto está 
associada a menor risco de distócia de ombro e de fraturas na criança, sem outros 
benefícios comprovados E 
o A acurácia do diagnóstico de macrossomia deve ser certificada antes de se 
prosseguir com a indução. 
Indicações condicionais: 
• Nulíparas com gestação de baixo risco após 39 semanas 
o A indução não deve ser oferecida de rotina; 
o Nestes casos a opção da indução só deve ser considerada após solicitação 
espontânea da mulher, assinatura de consentimento informado e estimativa 
acurada da idade gestacional, levando-se em consideração os mesmos fatores 
logísticos acima; 
o Na ausência das condições logísticas acima a indução não deve ser aceita; 
Indicações não aceitáveis: 
• Conveniência do profissional assistente; 
• Indução eletiva, sem indicações clínicas, antes de 39 semanas de gestação; 
Situações em que se deve ter mais cuidado durante o processo de indução: 
• Multiparidade; 
• Apresentação de vértice não encaixada; 
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 9 
• Colo uterino desfavorável ou imaturo; 
• Apresentação de face, bregma e pélvica; 
• Polihidrâmnios; 
• Gestação múltipla; 
• Presença de cicatriz uterina; 
• Indução por motivos logísticos; 
• Indução após 39 semanas por solicitação espontânea da mulher. 
Contraindicações à indução do parto 
• Placenta prévia, vasa prévia, apresentação de cordão; 
• Posição ou apresentação fetal anômala (e.x. posição transversa, apresentação pélvica 
podálica); 
• Incisão uterina prévia clássica ou em T invertido, 
• Cirurgia uterina prévia que atingiu toda a espessura do miométrio; 
• Herpes genital ativo; 
• Deformidades estruturais da pelve materna; 
• Carcinoma cervical invasivo; 
• Ruptura uterina anterior. 
Riscos da indução do parto 
• Falha de indução; 
• Cesariana; 
• Parto vaginal operatório; 
• Taquissistolia, hipertonia, síndrome de hiperestimulação uterina; 
• Corioamnionite; 
• Prolapso de cordão durante a ruptura artificial de membranas; 
• Prematuridade iatrogênica no caso de datação inadequada; 
• Ruptura uterina. 
Preparo cervical Pré-indução 
• Antes de iniciar a indução, uma avaliação cervical deve ser realizada para definir se 
haverá necessidade de preparo cervical pré-indução ou já iniciar a indução propriamente 
dita; 
Indução do parto 
 
 10 
• Avaliar condições cervicais através do escore de Bishop (figura 1) e documentar no 
prontuário; 
• Se o colo uterino for desfavorável (escore de Bishop ≤ 6) o preparo cervical deve ser 
realizado antes da indução do parto. 
Métodos e técnicas para preparo cervical pré-indução no Hospital 
Sofia Feldman 
Misoprostol 
• O misoprostol só deverá ser utilizado em regime de internação e deve ser prescrito por 
médico; 
• Antes da utilização do misoprostol, uma cardiotocografia (CTG) deve ser realizada. O 
procedimento só deve continuar após um teste normal; 
• Doses e vias de administração: 
o 25 mcg por via vaginal de 4 em 4 horas – máximo de 6 doses (150 mcg) OU 
o 50 mcg por via oral de 4 em 4 horas – máximo de 6 doses (300 mcg) OU 
o 25 mcg por via oral, em solução titulada, de 2 em 2 horas – máximo de 12 doses 
(300 mcg); 
▪ Preparação da solução: dissolver 1 óvulode 200 mcg em 200 mL de água e 
oferecer 25 mL de 2 em 2 horas 
• O misoprostol oral deve ser o método de escolha quando houver ruptura prematura de 
membranas e colo imaturo; 
Figura 1 - Escore Cervical Pré-indução de Bishop 
Escore 
Fator 0 1 2 3 
Dilatação (cm) <1 1-2 3-4 >4 
Comprimento do colo > 3 cm 2 cm 1 cm <1cm 
Altura da apresentação -3 -2 -1/0 +1/+2 
Consistência Firme Médio Amolecido - 
Posição Posterior Médio Anterior - 
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 11 
o Neste caso, evitar toques vaginais de 4 em 4 horas para avaliar as condições 
cervicais, exceto se a mulher apresentar contrações uterinas (≥ 3/10’/60-90”). 
• Considerar descolamento de membranas, concomitante ao uso de misoprostol vaginal; 
• Após cada dose do misoprostol realizar monitoração da atividade uterina e frequência 
cardíaca fetal (FCF) por CTG por 30 minutos; 
• Monitorar FCF por ausculta intermitente de 30 em 30 minutos se CTG normal; 
• Se CTG anormal (categoria II ou III) proceder conforme protocolo de avaliação do bem-
estar fetal intraparto; 
• Monitorar atividade uterina por palpação abdominal de 1 em 1 hora após CTG; 
• Suspender misoprostol se: 
o Atingir as doses máximas ou 
o Contrações uterinas (≥ 3/10’/60-90”) ou 
o Fase ativa do trabalho de parto 
• Define-se fase ativa do trabalho de parto quando: 
o Há contrações uterinas regulares e 
o Há dilatação cervical progressiva a partir dos 5 cm. 
• Ver box 1 para conduta em casos de taquissistolia/hipertonia ou síndrome de 
hiperestimulação uterina; 
• TER CUIDADO para não administrar a dose errada de misoprostol; 
• A avaliação dos sinais vitais maternos (temperatura, pulso, pressão arterial) deve ser de 
acordo com a rotina, ou seja, de 4 em 4 horas; 
• Não iniciar ocitocina em tempo inferior ao intervalo (2 ou 4 hs) da última dose 
administrada de misoprostol; 
• Nas pacientes em uso de misoprostol que atingirem a fase ativa do trabalho de parto não 
há necessidade de uso da ocitocina, exceto para outras indicações como necessidade de 
estimulação na vigência de progresso inadequado. 
• Não utilizar misoprostol em pacientes com cesariana prévia devido ao risco 
aumentado de ruptura uterina. 
Indução do parto 
 
 12 
Cateter de Foley 
• O cateter de Foley deve ser reservado, preferencialmente, para mulheres com cesariana 
prévia ou naquelas que não atingiram o escore de Bishop > 6 após o uso de doses 
máximas de misoprostol. 
o Pode ser utilizado também para o amadurecimento cervical em regime ambulatorial 
limitado a mulheres de baixo risco, com ≥ 37 semanas, feto único vivo e 
apresentação cefálica, excluindo aquelas com cesariana prévia, hipertensão 
gestacional, pré-eclâmpsia, diabetes pré-gestacional, restrição de crescimento fetal 
e outros fatores que possam impedir o retorno rápido ao Hospital em caso de 
necessidade. 
• Procedimento para inserção: 
o Certificar-se que o processo de orientação, avaliação e documentação pré-indução 
do parto foi realizado; 
o Deve ser realizado por médico obstetra ou médico residente de nível II ou III com 
competência certificada no procedimento ou médico residente de nível I sob 
supervisão direta. 
o Se após duas tentativas o procedimento não foi bem-sucedido solicitar a presença 
de médico mais experiente; 
o Esvaziar bexiga; 
o Inserir, sob condições estéreis, um cateter de Foley no 18 no canal cervical, 
ultrapassando o orifício interno e encher o balão com 30 a 80 mL de água e 
documentar o volume no prontuário; 
BOX 1 - Riscos do misoprostol e manejo 
• Taquissistolia ou hipertonia uterina; 
• Síndrome de hiperestimulação uterina: taquissistolia ou hipertonia com desacelerações 
e/ou outras anormalidades da FCF; 
• A hiperestimulação uterina ocorre mais comumente logo após a administração da droga; 
• Se houver sinais de comprometimento fetal: 
o Remover qualquer quantidade restante do misoprostol da vagina com soro 
fisiológico ou água estéril se foi utilizado por via vaginal E 
o Administrar terbutalina ou salbutamol 0,25 mg por via subcutânea ou intravenosa; 
o Comunicar imediatamente ao médico obstetra responsável. 
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 13 
o O cateter deve ser mantido sob tração através da fixação em um frasco de 1000 mL 
de solução IV pendurado nas bordas do leito ou fixado sob tração, com uma fita 
adesiva ou esparadrapo, à face interna da coxa ou submetido a trações manuais 
periódicas, cerca de 2 a 4 por hora, até se desprender; 
o Em regime ambulatorial, a mulher pode ser orientada a realizar as trações ou o 
cateter ser mantido com fita adesiva ou esparadrapo; 
• O cateter deve ser deixado no local até se desprender espontaneamente ou no máximo 
por 18 horas. 
o Em regime ambulatorial a mulher poderá ir para casa e retornar quando: 
▪ o cateter se desprender ou 
▪ 18 horas após a inserção ou 
▪ apresentar contrações ou 
▪ apresentar sangramento ou 
▪ apresentar movimentos fetais diminuídos ou qualquer preocupação com o seu 
bem-estar e/ou da criança. 
• Considerar o uso concomitante de ocitocina ou misoprostol (se não houver cesariana 
prévia) com o cateter de Foley; 
• Quando o cateter se desprender, se não houver atividade uterina suficiente, realizar 
amniotomia e iniciar ocitocina ou misoprostol oral, se ainda não estiver em uso; 
• Se ocorrer ruptura de membranas, retirar o cateter e iniciar misoprostol ou ocitocina, se 
ainda não estiver em uso; 
• Após atingir a fase ativa do trabalho de parto, a monitoração fetal deve ser realizada por 
CTG por 1 hora. Se CTG normal (Categoria I) a avaliação pode prosseguir por ausculta 
intermitente, conforme recomendações do protocolo de assistência ao parto; 
• Contraindicações: placenta baixa, sangramento uterino, membranas rotas, infecções. 
Indução do parto propriamente dita 
Ocitocina ou misoprostol oral com amniotomia 
• O objetivo da administração de ocitocina é produzir atividade uterina que seja suficiente 
para produzir alterações cervicais e ao mesmo tempo evitar hiperestimulação uterina e 
comprometimento fetal (Ver box 2); 
Indução do parto 
 
 14 
• A ocitocina só deve ser utilizada quando o colo apresentar condições favoráveis, ou seja, 
escore de Bishop > 6; 
o Diante de ruptura prematura de membranas no termo, a ocitocina pode ser utilizada 
com escore de Bishop ≤ 6) 
• A prescrição de ocitocina deve ser realizada por médico e registrada em mU/minuto; 
• As doses e incremento da ocitocina devem ser de acordo com a tabela 1; 
• O incremento das doses pode ser realizado por enfermeira obstétrica ou residente de 
enfermagem obstétrica sob supervisão, seguindo as recomendações da tabela 1; 
• De preferência, a ocitocina deve ser administrada através de uma bomba de infusão, com 
uma linha venosa secundária conectada a uma linha principal. 
o Excepcionalmente, na ausência de bomba de infusão, utilizar equipo de microgotas, 
na velocidade de gotejamento semelhante à velocidade da bomba, com vigilância 
estrita do processo (vide tabela 1). 
BOX 2 - Riscos da ocitocina e manejo 
• Taquissistolia e/ou hipertonia: 
o Diminuir a velocidade de infusão da ocitocina e reavaliar a situação. Reiniciar a 
infusão a uma dose e velocidade menor caso as condições melhorem 
• Síndrome de hiperestimulação uterina (taquissistolia associada a anormalidades da 
frequência cardíaca fetal): 
o SUSPENDER A INFUSÃO DE OCITOCINA; 
o Posiciona a paciente em decúbito lateral esquerdo; 
o Oferecer O2 por máscara a 10 L/min 
o Comunicar imediatamente ao médico obstetra que deverá estar ao lado da mulher; 
o Avaliar pressão arterial; 
o Realizar um exame pélvico para avaliar dilatação cervical e possível prolapso de 
cordão; 
o Considerar infusão rápida de cristaloides dependendo das condições maternas; 
o Administrar terbutalina ou salbutamol 0,25 mg por via subcutânea ou intravenosa 
o Preparar para parto operatório se as condições fetaisnão retornam ao normal; 
• Se a ressuscitação intrauterina for bem-sucedida, a ocitocina pode ser reiniciada na 
metade da última dose. 
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 15 
• Antes de qualquer aumento na dose as contrações uterinas devem ser avaliadas por 
palpação ou monitoração eletrônica externa. A menor dose efetiva possível deve ser 
usada para prevenir a hiperestimulação uterina; 
• A critério do médico obstetra, o incremento da dose de ocitocina pode ir além dos valores 
máximos sugeridos na tabela 1, levando em consideração a frequência das contrações, o 
progresso da dilatação cervical e o bem-estar materno e fetal. 
o Neste caso considerar utilizar solução mais concentrada de ocitocina para prevenir 
a intoxicação hídrica; 
• Logo após iniciar a ocitocina ou misoprostol oral, realizar ruptura artificial das membranas, 
mas antes da sua realização: 
o Ver Box 3 
o Avaliar cuidadosamente a altura da apresentação; 
o Avaliar possível apresentação de cordão; 
o Avaliar possível presença de vasa prévia (pulsação de artéria); 
Tabela 1 - Infusão de ocitocina 
Tempo após o 
início (min) 
Dose de 
ocitocina 
(mU/min) 
Diluição 5 UI em 500 ml SF 
Volume a infundir 
 ml/hora em BI microgotas/min 
0 1 6 6 
30 2 12 12 
60 4 24 24 
90 8 48 48 
120 12 72 72 
150 16 96 96 
180 20 120 120 
210 24 144 144 
240 28 168 168 
270 32 192 192 
As doses realçadas em amarelo só podem continuar após 
avaliação de um médico obstetra ou médico residente de nível III 
Indução do parto 
 
 16 
o Se apresentação fetal instável ou polo cefálico não encaixado, realizar 
procedimento com muito cuidado ou deixar para outro momento, para evitar 
prolapso de cordão; 
• Após a ruptura das membranas aguardar polo fetal apoiar-se sobre o colo e evitar a 
mobilização do polo cefálico; 
• Avaliar FCF imediatamente após a ruptura das membranas; 
• As contrações uterinas devem ser avaliadas de preferência a cada 30 minutos e a FCF a 
cada 15-30 minutos; 
• Os dados vitais maternos (pulso, temperatura e pressão arterial) devem ser avaliados a 
cada 4 horas; 
• Se ocorrer atividade uterina excessiva ver Box 2 para conduta adequada. 
• A ocitocina pode ser utilizada em pacientes com cesariana prévia seguindo os cuidados 
já preconizados neste protocolo; 
• Não iniciar ocitocina em tempo inferior ao intervalo (2 ou 4 hs) da última dose administrada 
de misoprostol nas pacientes que o estiverem utilizando para maturação cervical; 
• Considerar descontinuar ocitocina na fase ativa do trabalho de parto após padrão 
adequado de contrações (4-5/10’/50-60”) 
Falha de indução 
• Considerar falha de indução quando a paciente que estiver em processo de preparo 
cervical pré-indução não estiver com escore cervical > 6 após doses máximas de 
misoprostol ou após 18 horas de inserção de um cateter de Foley. Naquelas que estiverem 
em uso de ocitocina, considera-se como falha do procedimento quando não apresentarem 
padrão contrátil eficaz, ou seja, que promova dilatação cervical progressiva, 24 hs após o 
início da ocitocina ou 15 horas após ocitocina e ruptura das membranas tenha ocorrido; 
• Não confundir falha de progresso no parto com falha de indução 
BOX 3 - Riscos da amniotomia 
• Prolapso de cordão (mais comum com apresentação alta ou instável) 
• Corioamnionite 
• Compressão grave de cordão 
• Ruptura de vasa prévia 
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 17 
o Para o diagnóstico e manejo de falha de progresso no parto consultar protocolo de 
assistência ao parto normal; 
• Diante da falha de indução, conduzir segundo fluxograma seguinte; 
• Deve-se compartilhar com a mulher e seus familiares a melhor conduta. 
 
 
Fluxograma de decisões diante da falha de indução 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se a indução apropriadamente conduzida falha: 
Reconsiderar: 
A indução está realmente indicada neste 
momento? 
Repetir 
alguma 
forma de 
combinação 
de ruptura 
artificial de 
membranas, 
misoprostol, 
cateter de 
Foley, 
ocitocina 
Iniciar 
antibióticos e 
aguardar os 
acontecimentos 
Membranas 
rotas 
Membranas 
intactas 
cesárea 
cesárea Adiar os 
eventos 
por 24 
horas e 
depois 
reavaliar 
o colo 
cesárea 
Se não 
ocorrer 
trabalho de 
parto em 24 
horas, 
reiniciar 
tudo 
Se 
maduro, 
induzir 
Se imaturo, 
aguarde 24 
horas e reavaliar 
novamente* 
*Se ainda imaturo após 24 horas realizar uma cesárea 
Sim Não 
Indução do parto 
 
 18 
BIBLIOGRAFIA 
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Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 19 
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https://www.jogc.com/article/S1701-2163(22)00730-7/fulltext#articleInformation
https://www.jogc.com/article/S1701-2163(22)00734-4/fulltext
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Indução do parto 
 
 20 
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WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO recommendations on mechanical 
methods for induction of labour. Geneva: World Health Organization, 2022. 48 p. Disponível 
em: https://apps.who.int/iris/rest/bitstreams/1469360/retrieve. Acesso em: 25 jul. 2023. 
 
Hospital Sofia Feldman 
Protocolos e Diretrizes Clínicas 
 
 21 
ELABORAÇÃO 
João Batista Marinho de Castro Lima 
Médico ginecologista/obstetra, diretor clínico e coordenador da Linha Perinatal do Hospital 
Sofia Feldman; 
	INDUÇÃO DO PARTO
	ESCOPO E OBJETIVOS
	METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO/REVISÃO
	DEFINIÇÕES
	RECOMENDAÇÕES
	Preparo cervical Pré-indução
	Métodos e técnicas para preparo cervical pré-indução no Hospital Sofia Feldman
	Indução do parto propriamente dita
	BIBLIOGRAFIA
	ELABORAÇÃO

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