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DELEGADO DE POLÍCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
eBook 
PEÇAS PRÁTICAS 
Profs. Bruno Zampier e Cristiano Campidelli 
 
 
 2 
 
 
Sumário 
 
1. Apresentação das Peças Práticas de Polícia Judiciária .................................... 3 
2. Classificação das Peças ....................................................................................... 4 
3. Modelos de Peças ............................................................................................... 42 
4. Dúvidas mais comuns......................................................................................... 72 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. Apresentação das Peças Práticas de Polícia Judiciária 
Inicialmente, gostaríamos de destacar que este eBook foi feito com a finalidade de 
complementar o aprendizado repassado nas vídeo-aulas do módulo isolado de Peças Práticas 
para Delegado de Polícia do Curso Supremo. Assim, a leitura deste material não dispensa, 
em absoluto, que o aluno assista às 11 (onze) horas de aulas ministradas pelos Delegados 
de Polícia Federal Bruno Zampier e Cristiano Campidelli. 
- Polícia Judiciária: a atividade de polícia judiciária consiste basicamente em 
promover a apuração das circunstâncias de um possível delito, a fim de identificar a autoria 
delitiva e, ainda, coletar provas e indícios a respeito da materialidade de um crime. Esta é 
basicamente a função de polícia judiciária, exercida pela Polícia Federal no âmbito da União 
e pelas Polícias Civis no âmbito estadual. 
- Polícia Administrativa: a atividade de polícia administrativa não se confunde com a 
atividade de polícia judiciária. Por meio da polícia administrativa, o Estado exerce seu poder 
de polícia, fiscalizando, analisando requisitos legais para que certas atividades possam ser 
realizadas, expedindo documentos, licenças e autorizações, entre outros atos. Funções de 
polícia administrativa não são objeto de peças práticas em concursos para Delegado. Apenas 
para dar exemplos, a Polícia Federal realiza o controle de segurança privada no Brasil (Lei 
7.102/83) e também realiza expedição de documentos de viagem, como parte de atividades 
de polícia administrativa. 
- Finalidade do Inquérito Policial: a moderna doutrina aduz que o inquérito policial 
tem por fim produzir diligências investigativas, para que se tente tanto quanto possível 
reconstruir o fato tido como criminoso, confirmando-se ou não a autoria e a materialidade, a 
partir da conciliação dos direitos fundamentais dos investigados, das vítimas e da pretensão 
punitiva estatal. 
- Finalidade das Peças de Polícia Judiciária: as peças de polícia judiciária visam 
dar início, andamento ou concluir o procedimento denominado de inquérito policial. Podem 
servir também ao recolhimento de indícios e provas que auxiliarão na reconstrução do crime 
já ocorrido ou mesmo na identificação do modus operandi de um crime em curso, buscando 
desta maneira mais elementos de comprovação da autoria, materialidade ou circunstâncias 
do delito. Logo, serão as peças essenciais para afastar pontualmente a cláusula de reserva 
de jurisdição ou mesmo para formalizar determinado fato no inquérito policial. 
 
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2. Classificação das Peças de Polícia Judiciária 
A fim de aprimorar a didática no ensino das peças de Polícia Judiciária, criamos uma 
classificação das peças conforme seu momento temporal e seu conteúdo. Encarando o 
inquérito policial como um processo (com início, meio e fim), conforme demonstrado nas 
vídeo-aulas, ficará mais simples de se enxergar o ponto exato em que cada peça se encaixa. 
Isto facilita significativamente a identificação da peça exigida pela banca examinadora no 
momento da realização da prova discursiva nos concursos de Delegado de Polícia. 
Assim, tem-se a seguinte proposta de divisão das peças em: 
 
a) Inaugurais; 
b) Decisórias; 
c) Requisitórias; 
d) Petitórias; 
e) Conclusivas. 
 
Em apertada síntese, tem-se que as peças inaugurais são aquelas que deflagram a 
existência do inquérito policial, ou seja, só haverá inquérito após a confecção de uma peça 
inaugural. Numa prova de concurso, se o examinador narra um delito, suspeitos, mas não se 
tem ainda o inquérito, possivelmente ele quer que o candidato redija uma peça inaugural, 
como ocorreu no concurso de Delegado Espírito Santo em 2019. 
Já as peças decisórias estarão espalhadas por todo o procedimento do inquérito, 
afinal o Delegado de Polícia é uma autoridade administrativa que terá que adotar uma série 
de decisões para conduzir o inquérito até seu final. 
As peças requisitórias, por sua vez, derivam do poder de requisição concedido por 
lei aos Delegados de Polícia que, em várias situações, poderão exigir a entrega de dados, 
informações, entre outros itens, a fim de alimentar sua investigação policial. 
Quanto às peças petitórias, estas serão aquelas que o Delegado dirige ao Poder 
Judiciário, por força de exigência constitucional ou legal, requerendo o deferimento de 
medidas cautelares, aptas a assegurar a eficácia da persecução penal, ou ainda para trazer 
aos autos do inquérito novos elementos de prova. A petitória clássica é a representação. Nos 
concursos de Delegado de Polícia, esta tem sido historicamente a peça mais exigida, por 
algumas razões óbvias. Em primeiro lugar, é a peça que permite ao examinador avaliar mais 
 
 
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detidamente não apenas o aspecto formal da estrutura em si, mas principalmente o conteúdo 
jurídico do candidato ao cargo. Além disso, esta peça é a mais complexa, assemelhando-se 
bastante a uma petição inicial. E por fim, a representação é na prática um dos grandes 
momentos da atuação jurídica do Delegado de Polícia, quando poderá empregar todo seu 
conhecimento adquirido, na busca de uma persecução penal justa, verdadeira e efetiva, 
relativizando direitos fundamentais dos investigados. 
Para finalizar, tem-se as peças conclusivas. Como o próprio nome indica, esta peça 
é aquela que põe fim ao inquérito policial,denominada então pela lei processual como relatório 
ou relatório final, como preferem alguns. Nesta, o Delegado de Polícia irá narrar todo o 
caminhar da investigação, desde a instauração (com uma peça inaugural), passando-se pelos 
despachos, diligências, representações, provas produzidas, indícios coletados, perícias 
solicitadas, eventuais indiciamentos procedidos, chegando-se então à conclusão pela 
culpabilidade ou não dos investigados nos autos. Equipare-se, para fins meramente didáticos, 
a uma sentença judicial, exarada ao final do processo civil ou penal. 
Com esta divisão em cinco categorias de peças, criada por nós em 2012, o candidato 
terá uma maior facilidade de identificar o estágio em que o inquérito narrado na questão 
discursiva está e, consequentemente, acertar a peça exigida no seu concurso. 
Para recordar o slide da linha do tempo ministrada em nossas aulas: 
 
 
 
 
 
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a) Peças Inaugurais: 
Fundamento Constitucional – art. 144, §4º → Polícia Civil e art. 144, §1º → Polícia Federal. 
Fundamentos Legais: 
– CPP, art. 4º e seguintes. 
– Lei 12.830/2013 – Estatuto do Delegado de Polícia. 
– Lei 9.266/1996, art. 2º-A, parágrafo único. 
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é 
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do 
patrimônio, através dos seguintes órgãos: 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. 
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 104, de 2019) 
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido 
pela União e estruturado em carreira, destina-se a:" (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, 
serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, 
assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou 
internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; 
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e 
o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas 
respectivas áreas de competência; 
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art19
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art144%C2%A71iii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art144%C2%A71iii
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IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União. 
(...) 
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, 
ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de 
infrações penais, exceto as militares. 
(...) 
 
1) Portaria: art. 5º, CPP: o Inquérito Policial, em regra, é instaurado de ofício ou por 
requisição do MP, através da portaria administrativa. 
• De Ofício 
Noticia criminis de cognição imediata, direta ou espontânea. Crimes apurados em ação penal 
pública incondicionada. 
Exceção: 
Crime eleitoral não flagrancial – Delegado não pode instaurar inquérito de ofício. Art. 8º da 
Resolução 23.396/2013, do TSE. 
Art. 8º O inquérito policial eleitoral somente será instaurado mediante requisição do 
Ministério Público Eleitoral ou determinação da Justiça Eleitoral, salvo a hipótese de 
prisão em flagrante. (Redação dada pela Resolução nº 23.424/2014) 
 
• Mediante Requisição da Autoridade Judiciária 
Há questionamento sobre a constitucionalidade do dispositivo, mas STF entende que é sim 
constitutucional. 
Noticia criminis de cognição mediata. Conhecimento dado por terceiros. 
A requisição é mandatória, desde que não seja abusiva. 
 
 
• Mediante Requisição do MP 
Noticia criminis de cognição mediata. Conhecimento dado por terceiros. 
https://www.tse.jus.br/legislacao-tse/res/2014/RES234242014.htm#Art1
 
 
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A requisição é mandatória, desde que não seja abusiva. 
 
Exceção: 
 O Inquérito Policial não pode ser instaurado com base exclusiva em denúncia anônima, salvo 
se o documento em questão tiver sido produzido pelo acusado ou constituir o próprio corpo 
de delito. 
Ex.: bilhetes de resgate no crime de extorsão mediante sequestro; cartas que evidenciem a 
prática de crimes contra a honra; cartas que corporifiquem o delito de ameaça; documentos 
que materializem o crime de falsidade. 
Obs.: em relação às expressões “cartas que evidenciem a prática de crimes contra a honra” 
e “cartas que corporifiquem o delito de ameaça”, tais expressões são citadas como exemplos 
no Informativo 565 do STF, mas que a primeira expressão acima citada se refere a crimes de 
ação penal privada ou pública condicionada (à representação ou requisição do MJ, conforme 
o caso) e a segunda a crime de ação penal pública condicionada, de maneira que em tais 
hipóteses, o inquérito não será instaurado com base apenas em simples notitia criminis 
anônima aleatoriamente recebida na Delegacia, mas sim apresentada mediante 
representação do ofendido, requisição do MJ ou requerimento de quem tenha legitimidade 
para propor a eventual ação penal privada (Art. 5º, §§ 4º e 5º, CPP). 
 
 
• Mediante Requerimento do Ofendido 
Delatio criminis postulatória. 
Obs.: No crime de ação penal privada do art. 236 somente o cônjuge enganado terá 
legitimidade para requerer a instauração do inquérito. 
 
2) Auto de Prisão em Flagrante: outra forma de iniciar o inquérito policial, na hipótese do 
acusado ser preso em flagrante será lavrado o auto, que será a peça inaugural nesta hipótese, 
dispensando-se a portaria. 
Hipóteses: 
- Art. 302, I e II, CPP: 
Doutrinariamente chamado de flagrante próprio ou puro, corresponde às 
hipóteses em que o sujeito é preso quando está cometendo a infração penal 
ou quando acaba de cometê-la. 
 
 
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- Art. 302, III, CPP: 
Doutrinariamente chamado de flagrante impróprio ou imperfeito, ocorrequando a pessoa é perseguida, logo após, pela autoridade, pelo ofendido 
ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da 
infração. 
Obs.: conceito de perseguição – art. 290, §1º, “a” e “b”, CPP. 
Obs.: “logo após” é fração de tempo que se mede em minutos. 
Obs.: “logo depois” é fração de tempo que se mede em horas. 
- Art. 302, IV, CPP: 
Doutrinariamente chamado de flagrante presumido ou ficto, é verificado 
quando o sujeito é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, 
objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração. 
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre 
serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério 
Público e à família do preso ou à pessoa por ele 
indicada. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
Da lavratura do auto de prisão em flagrante deverá constar a informação sobre a existência 
de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de 
eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa (art. 304, § 4º, do 
CPP). 
“Flagrante esperado” é LEGAL. A polícia se coloca a postos para prender o sujeito, após ter 
ciência de que o crime será praticado. 
“Flagrante provocado” – Súmula 145, STF. Não pode provocar a conduta exclusivamente para 
prender. Crime impossível. Mas crimes permanentes permitem o flagrante enquanto não 
cessar a permanência, então é possível que a polícia prove que a ação já estava em curso. 
“Flagrante forjado” é CRIME DO POLICIAL. Art. 23 da Lei 13.869/2019 – Abuso de Autoridade. 
Art. 23. Inovar artificiosamente, no curso de diligência, de investigação ou de 
processo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de eximir-se de 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
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responsabilidade ou de responsabilizar criminalmente alguém ou agravar-lhe a 
responsabilidade: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem pratica a conduta com o intuito de: 
I - eximir-se de responsabilidade civil ou administrativa por excesso praticado no curso 
de diligência; 
II - omitir dados ou informações ou divulgar dados ou informações incompletos para 
desviar o curso da investigação, da diligência ou do processo. 
Obs.: Lavagem de capitais na modalidade ocultar é crime permanente. 
 
 
3) TCO: Termo Circunstanciado de Ocorrência do Juizado Especial Criminal. 
Fase Preliminar 
• Termo circunstanciado (art. 69 da Lei nº 9.099/1995) 
• Encaminhamento imediato ao Juizado ou termo de compromisso (parágrafo único) 
• Audiência preliminar – art. 72 da Lei nº 9.099/1995 
• MP, autor, vítima, responsável civil, seus advogados e o Juiz 
Não se aplica para crimes militares. 
Não se aplica aos crimes previstos na Lei Maria da Penha. 
Obs.: Essas peças não têm aparecido muito, ainda não têm sido pedidas em prova de 
delegado. 
 
 
 
 
 
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b) Peças Decisórias: 
• Despacho fundamentado (Art. 304, § 1º, CPP) 
• Despacho de andamento (Art. 2º, § 1º, Lei nº 12.830/2013) 
• Despacho como decisão interlocutória (Art. 120 do CPP) - Pedido de vista; 
requerimento de diligências; 
• Despacho de indiciamento (Art. 2º, § 6º, Lei nº 12.830/2013) 
Decisões do Delegado 
A peça decisória com maior probabilidade de cobrança em provas é o despacho 
fundamentado (que será formalizado após a lavratura do auto de prisão em flagrante). 
É o documento utilizado pelo Delegado para mandar “autuar” as peças já lavradas (auto de 
prisão em flagrante, recibo do preso dado ao condutor, auto de apresentação e 
apreensão, nota de ciência das garantias constitucionais dada ao preso), para 
apresentar as fundamentações das decisões tomadas (Exemplos: sobre fiança, se arbitrou 
ou não e, em caso positivo, as razões do valor arbitrado; capitulação do crime, porque tráfico 
e não uso), para determinar outras medidas legais cabíveis (encaminhamento de cópia do 
APF à Defensoria, em 24h, se o autuado não tiver advogado; entrega da nota de culpa ao 
preso) e para determinar as demais diligências ainda necessárias. 
Obs.: Após a lavratura do flagrante → despacho fundamentado. 
Outra peça decisória que pode ser cobrada é o despacho de andamento, que é somente um 
expediente mais simples, para formalizar determinados encaminhamentos. 
Despacho como Decisão Interlocutória – ex.: apreensão de objetos e determinada a 
restituição. 
Despacho de Indiciamento – previsão legal no art. 2º, §6º da Lei 12.830/2013. Ato privativo 
do Delegado de Polícia. Apuração de circunstâncias, materialidade e autoria. É a decisão do 
Delegado. 
Art. 2°(...) 
§ 6º O indiciamento, privativo do delegado de polícia, dar-se-á por ato fundamentado, 
mediante análise técnico-jurídica do fato, que deverá indicar a autoria, materialidade e 
suas circunstâncias. 
 
 
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SÚMULA VINCULANTE 14 
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de 
prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
Obs.: se o juiz decretar o sigilo do inquérito que investiga ORCRIM, o advogado deverá 
solicitar vista dos autos diretamente ao Poder Judiciário (Art. 23 da Lei nº 12.850/2013). 
Pós flagrante → CPP atual não exige o despacho que fundamente a ratificação do flagrante, 
mas a doutrina moderna, inclusive com base nas alterações da LINDB, considera que a 
decisão administrativa deve ser fundamentada/motivada. 
Art. 20, LINDB - Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com 
base em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências 
práticas da decisão. 
Parágrafo único. A motivação demonstrará a necessidade e a adequação da medida 
imposta ou da invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa, 
inclusive em face das possíveis alternativas. 
A fundamentação dos atos proporciona o controle de legalidade, bem como inaugura o 
exercício do devido processo legal, ampla defesa e contraditório. A fundamentação é 
extremamente importante e avalia o conhecimento do candidato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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c) Peças Requisitórias: 
Disposições Legais: 
• Art. 17-B, Lei 9.613/1998; 
• Art. 2º, § 2º, Lei nº 12.830/2013;• Arts. 15, 16 e 17, Lei 12.850/2013; 
• Art. 13-A, CPP; 
• Art. 13-B, CPP; 
O poder de requisição é expresso por meio de ato vinculado. 
O poder de requisição tem passado por uma ampliação, ensejando uma desjudicialização. 
O dado já existe em algum lugar, em algum banco de informação, de forma que pode ser 
requisitado. 
Art. 15, da Lei nº 12.850/2013: 
Art. 15. O delegado de polícia e o Ministério Público terão acesso, independentemente 
de autorização judicial, apenas aos dados cadastrais do investigado que informem 
exclusivamente a qualificação pessoal, a filiação e o endereço mantidos pela Justiça 
Eleitoral, empresas telefônicas, instituições financeiras, provedores de internet e 
administradoras de cartão de crédito. 
Art. 21, da Lei nº 12.850/2013: 
 Art. 21. Recusar ou omitir dados cadastrais, registros, documentos e informações 
requisitadas pelo juiz, Ministério Público ou delegado de polícia, no curso de 
investigação ou do processo: 
 Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem, de forma indevida, se apossa, 
propala, divulga ou faz uso dos dados cadastrais de que trata esta Lei. 
Art. 2º, §2º, da Lei nº 12.830/2013: 
§ 2º Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de polícia a requisição de 
perícia, informações, documentos e dados que interessem à apuração dos fatos. 
 
 
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Peças requisitórias: 
Ofícios: normalmente a requisição é enviada pela autoridade policial através da expedição 
de um ofício, que também não apareceu em prova ainda. O delegado, valendo-se do seu 
poder de polícia, vai se dirigir a órgãos públicos ou privados, requisitando determinada 
informação lá existente. 
Lei n.º 12.850/13 e Lei n.º 12.830/13: o delegado de polícia tem poder requisitório face a outras 
entidades públicas e face a empresas privadas. 
Ex.: O delegado pode, por exemplo, para instruir uma investigação, solicitar dados cadastrais 
a uma empresa de telefonia. A operadora, hoje, é obrigada a fornecer esses dados cadastrais, 
mesmo sem autorização judicial. 
Ex. 2: o delegado está fazendo uma investigação de desvio de recurso público, uma secretaria 
de um município está desviando verba daquela prefeitura. O delegado pode solicitar que a 
secretaria encaminhe os relatórios da auditoria. Eles têm um dever de fornecer essas 
informações. 
A requisição pode estar contida na portaria ou em despacho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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d) Peças Petitórias: 
Como retratado inicialmente, a peça petitória por excelência é a Representação. Em termos 
simples e diretos, a representação é uma solicitação que a autoridade policial faz ao Judiciário, 
diante de fundamentação fática e jurídica oriunda de uma investigação já em curso. O 
delegado de polícia provoca o juiz através da representação. Logo, deve ser enxergada como 
um gênero, dentro do qual haverá uma série de espécies, tais como a representação pela 
decretação de uma prisão cautelar, de uma busca apreensão ou de uma interceptação 
telefônica, entre outras. 
Observações iniciais: 
1. Normalmente, já há um inquérito instaurado, quando a prova do concurso solicita do 
candidato a elaboração uma representação. É importante destacar que esta é a peça que 
historicamente mais tem sido exigida em concursos públicos para Delegado de Polícia; 
2. Para haver a necessidade do Delegado representar ao Judiciário, é porque a medida que 
se requer está tutelada por uma cláusula de reserva de jurisdição, apta a proteger os 
direitos e garantias fundamentais das pessoas investigadas; 
3. A representação é no fundo um pedido de autorização para produzir uma nova prova (por 
exemplo, realizar interceptações telefônicas ou telemáticas) ou buscar uma prova já 
existente (por exemplo, na busca e apreensão); 
4. Sempre que houver necessidade da representação, há uma relativização de Direitos 
Fundamentais dos investigados. 
 
Direitos fundamentais comumente relativizados: Privacidade; Liberdade; e Propriedade. 
Logo, na representação, o Delegado deve apresentar as razões para que o juiz se convença 
da necessidade de relativização daquele direito fundamental, naquela situação em concreto. 
 
Sugestão de construção de um parágrafo: 
 
“A atividade policial, no âmbito da segurança pública (art. 144, CF), é feita para 
resguardar direitos fundamentais, e ainda, cumprir deveres fundamentais, como a 
promoção adequada da persecução penal para garantia da ordem pública.” 
“No presente caso, verifica-se há tensão entre o dever fundamental da polícia levar a 
diante esta investigação, e o direito fundamental à liberdade do investigado, razão pela 
represento pela relativização do referido direito do investigado (...), em razão de(...)”. 
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Argumentos para serem colocados na prova do concurso, acerca dos direitos fundamentais: 
1. São passíveis de relativização; 
2. Interdependência e complementariedade: “os direitos fundamentais não podem ser 
vistos como elementos isolados, mas sim como um bloco de direitos. 
Sugestão de parágrafo: “Logo, a proteção à liberdade deve ser visualizada em 
conjunto ao devido processo legal e necessidade de proteção à coletividade.”; 
3. Inviolabilidade: “os direitos fundamentais estabelecem princípios de observância 
obrigatória, não se admitindo a violação por atos provenientes do Poder Público. Porém, em 
havendo respeito ao devido processo legal, com a devida interpretação do Poder Judiciário, 
é possível o excepcional afastamento.” 
Tese dos limites dos limites: Deve haver certos limites para a restrição dos direitos 
fundamentais. 
“Para que as limitações dos direitos fundamentais possam ser legítimas, deve-se 
atender a um conjunto de condições materiais e formais previstas na CF.” 
4. Princípio da Proporcionalidade: Toda limitação ao direito fundamental deve ser 
proporcional (adequação e necessidade). 
“Este é o meio apto, adequado e necessário para a investigação.” 
Proporcionalidade em sentido estrito: o ônus imposto pela medida restritiva é menor 
do que o bônus, ou seja, a restrição do direito fundamental trará mais benefícios do 
que malefícios. 
A representação é dirigida ao Poder Judiciário (juiz competente). E o delegado (deve se 
identificar) só fará pedidos a esse Poder quando a CR/88 ou a legislação infraconstitucional 
exigirem a chamada cláusula de reserva de jurisdição. 
Se o delegado quer apreender um bem que lhe fora apresentando numa situação vinculada 
a um flagrante, por exemplo, não precisa solicitar uma ordem do juiz para essa apreensão, 
porque a CRFB/88 não exige a participação do juiz nesse caso. 
Atenção: se a lei e a CRFB/88 não apresentam cláusula de reserva de jurisdição para 
executar determinada medida, não se deve fazer representação ao juiz.17 
 
Se, na prova, tiver dúvida se tem ou não que ir ao Poder Judiciário para determinada medida, 
você tem que se perguntar se essa medida ofende um bem jurídico protegido pela 
Constituição. 
Se o bem jurídico é protegido pela CRFB/88, é necessária a representação. 
Ex.: a prisão afeta a liberdade e a liberdade é protegida na CRFB/88. É preciso ordem do 
Poder Judiciário para a decretação da prisão, exceto a prisão em flagrante, por expressa 
exceção constitucional e legal (CR/88, art. 5º, LXI, e CPP, art. 283). 
Ex. 2: busca e apreensão: existe uma violação ao domicílio, e o domicílio é protegido na 
CR/88. 
Essas representações podem vir isoladas ou cumuladas, várias representações na mesma 
peça (o mais provável): 
 
1) Busca e apreensão 
É um meio de obtenção de prova. Irá se buscar elementos úteis a comprovar os fatos 
investigados. Em regra, é necessária autorização judicial, conforme previsto na CRFB/88, art. 
5º, XI. 
Cumprida normalmente durante o dia. Dia é entre 6h e 18h ou período com luz solar. Em 
alguns locais pode ser horário diferente. Haverá abuso se a busca for entre 21h e 5h da 
manhã. 
Fixada a interpretação de que a entrada forçada em domicílio sem mandado judicial 
só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, 
devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre 
situação de flagrante delito (STF, RE 603.616/RO, Pleno, 05/11/2015) 
Assim, ao menos que se possa inferir, de fatores outros que não a mera fuga ante 
a iminente abordagem policial, que o evasor esteja praticando crime de tráfico de 
drogas, ou outro de caráter permanente, no interior da residência onde se homiziou, 
não haverá razão séria para a mitigação da inviolabilidade do domicílio, ainda que 
haja posterior descoberta e apreensão de drogas no interior da residência – 
circunstância que se mostrará meramente acidental (STJ, REsp 1.574.681/RS, 6ª T, 
20/04/2017). 
 
 
 18 
 
“(...) II - É firme a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça no sentido de que 
não causa nulidade a ocorrência de inequívoco erro material na indicação do 
endereço alvo da medida cautelar, na decisão judicial que defere representação por 
busca e apreensão, se a diligência for realizada no endereço correto dos 
investigados (...)” (STJ, RHC 84.520/PA, 5ª T, rel. Min. Felix Fischer, J. 20/06/2017). 
“(...) 1. Ilícita é a devassa de dados, bem como das conversas de WhatsApp, 
obtidas diretamente pela polícia em celular apreendido no flagrante, sem prévia 
autorização judicial. (...)” (STJ, RHC 51.531/RO, 6ª T, rel. Min. Nefi Cordeiro, J. 
19/04/2016). 
“(...) Habeas corpus. 2. Acesso a aparelho celular por policiais sem autorização 
judicial. Verificação de conversas em aplicativo WhatsApp. Sigilo das comunicações 
e da proteção de dados. Direito fundamental à intimidade e à vida privada. 
Superação da jurisprudência firmada no HC 91.867/PA. Relevante modificação das 
circunstâncias fáticas e jurídicas. Mutação constitucional. Necessidade de 
autorização judicial. 3. Violação ao domicílio do réu após apreensão ilegal do celular. 
4. Alegação de fornecimento voluntário do acesso ao aparelho telefônico. 5. 
Necessidade de se estabelecer garantias para a efetivação do direito à não 
autoincriminação. 6. Ordem concedida para declarar a ilicitude das provas ilícitas 
e de todas dela derivadas. (...)” (STF, HC 168.052/SP, 2ª T, J. 20/10/2020). 
 
A busca pessoal, que poderá ser feita em qualquer horário e sem necessidade de autorização 
judicial: 
1. Será realizada em caso de prisão; 
2. Quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida, objetos 
ou papéis que constituam corpo de delito (art. 244, CPP), bem como os objetos 
descritos no art. 240, § 1º, letras b a f e h, do CPP); 
3. No curso de busca domiciliar (art. 244, CPP). 
Por fundada suspeita “entende-se a convicção lastreada ao menos em algum elemento 
indiciário, mínimo que seja”, ou a exigência de “elementos concretos que indiquem a 
necessidade da revista”. 
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Busca em escritório de advocacia: 
É possível quando houver indícios da prática de crime. Presença de representante da OAB. 
Não pode usar documentos de clientes, exceto se eles forem coautores ou partícipes do 
advogado. 
 
2) Sequestro de bens 
Art. 125, CPP e art. 132, CPP (indícios da proveniência ilícita dos bens). Mas, em regra, é 
para bens imóveis. 
Não é cabível de ofício. Pode ser durante o inquérito ou durante a ação. 
Caberá o sequestro dos bens imóveis, adquiridos pelo indiciado com os proveitos ou 
proventos da infração ainda que já tenham sido transferidos a terceiro, cuja decretação 
exigirá a existência de indícios veementes da proveniência ilícita dos bens (Art. 124 e 
seguintes do CPP). 
Se o crime for contra a Fazenda Pública, quaisquer bens do indiciado ou acusado poderão 
ser objeto de sequestro, não se limitando apenas àqueles adquiridos com proventos do crime 
- art. 2º, 3º e 4º do Decreto-Lei n. 3.240/1941. Nesse sentido: STJ, EDcl no RMS 29.943/SP, 
6ª T, rel. Min. Sebastião Reis Júnior, J. 10/06/2014. 
Excepcionalmente, será cabível o sequestro de bens móveis adquiridos pelo indiciado com os 
proveitos ou proventos da infração, desde que existem indícios veementes da proveniência 
ilícita dos bens e não seja cabível busca e apreensão (art. 132, CPP) 
São sequestráveis, por exemplo, o apartamento, as joias e os veículos adquiridos com 
dinheiro proveniente de corrupção passiva. 
Quanto ao produto direto do crime, a hipótese é de busca e apreensão (art. 240, § 1º, b, CPP) 
e não de sequestro. 
 
 
 
 
 
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3) Prisão Temporária 
Lei 7.960/89 
Decretável no Inquérito Policial. 
Não pode ser decretada de oficio. 
Representação do Delegado, ouvido o MP, ou por requerimento do MP. 
Prazo de 5 dias, prorrogável por mais 5 dias, desde que justificado. 
Se crime hediondo ou equiparado, será de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias. 
 
Rol de Crimes: 
Art. 1º, III, da Lei 7.960/89. 
Art. 1° Caberá prisão temporária: 
III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na 
legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: 
a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°); 
b) sequestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°); 
c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°); 
d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°); 
e) extorsão mediante sequestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°); 
f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo 
único); (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art121
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art148http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art157
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art158
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art159
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art213.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art223
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art223
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art223
 
 
 21 
 
g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, 
e parágrafo único); (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940) 
h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo 
único); (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940) 
i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°); 
j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado 
pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285); 
l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal; 
m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956), em qualquer 
de sua formas típicas; 
n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976); 
o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986). 
p) crimes previstos na Lei de Terrorismo. (Incluído pela Lei nº 13.260, de 2016) 
 
Quanto às alíneas g, h e l, é importante ressaltar que: o atentado violento ao pudor deixou de 
ser crime independente e passou a integrar o crime de estupro (Lei nº 12.015/2009); rapto 
deixou de ser crime (Lei nº 11.106/2005); e quadrilha ou bando passou a se chamar 
associação criminosa (Lei nº 12.850/2013). 
Importante registrar, também, que quando a prisão temporária for decretada em decorrência 
da prática de crime hediondo ou equiparado a hediondo, o seu prazo será de trinta dias, 
prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade (art. 2º, § 4º, 
Lei nº 8.072/90). 
Art. 2º, §4º-A – inovação Lei 13.869/2019 
§ 4º-A O mandado de prisão conterá necessariamente o período de duração da prisão 
temporária estabelecido no caput deste artigo, bem como o dia em que o preso deverá 
ser libertado. (Incluído pela Lei nº 13.869. de 2019) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art214
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art223
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art223
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art223
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art219
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art223
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art223
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art219
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art267%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art288
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6368.htm#art12
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13260.htm#art18
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13869.htm#art40
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§ 7º Decorrido o prazo contido no mandado de prisão, a autoridade responsável pela 
custódia deverá, independentemente de nova ordem da autoridade judicial, pôr 
imediatamente o preso em liberdade, salvo se já tiver sido comunicada da prorrogação 
da prisão temporária ou da decretação da prisão preventiva. (Incluído pela Lei nº 
13.869. de 2019) 
§ 8º Inclui-se o dia do cumprimento do mandado de prisão no cômputo do prazo de 
prisão temporária. (Redação dada pela Lei nº 13.869. de 2019) 
 
4) Prisão Preventiva 
As medidas cautelares de natureza processual penal têm como pilares a necessidade e 
adequação. Logo: 
 
A prisão preventiva é a medida cautelar por excelência. 
Pode ser decretada pelo juiz em qualquer fase da investigação ou do processo. 
ADI 3112 – prisão ex lege é inconstitucional. Deve ser analisado caso a caso se há 
necessidade de preventiva. 
Não cabe preventiva de ofício!!! 
O juiz poderá revogar, apenas, de ofício. 
Conversão do flagrante em preventiva. Confira a evolução da jurisprudência que antes 
admitia o atuar de ofício e, mais recentemente, por meio de decisão do STF, passou a 
não admitir o atuar do magistrado de ofício nem mesmo neste caso: 
Conversão do flagrante em preventiva: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13869.htm#art40
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13869.htm#art40
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13869.htm#art40
 
 
 23 
 
“(...) 1. A impossibilidade de decretação da prisão preventiva ex officio pelo juiz 
na fase de investigação não se confunde com a hipótese vertente nestes autos, 
retratada no artigo 310, inciso II, do Código de Processo Penal, dispositivo que 
permite ao magistrado, quando do recebimento do auto flagrancial e constatando ter 
sido a prisão formalizada nos termos legais, converter o encarceramento em 
flagrante do acusado na custódia preventiva, diante da presença dos requisitos 
constantes do artigo 312 do Estatuto Processual Repressivo, situação em que se 
mostra cabível o atuar de ofício pelo juiz (...)” (STJ, HC 383.167/SC, 6ª T, rel. Min. 
Maria Thereza de Assis Moura, 07/03/2017). 
 “(...) 1. O magistrado singular, mesmo sem provocação da autoridade policial ou da 
acusação, ao receber o auto de prisão em flagrante, deverá, quando presentes os 
requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal, converter a prisão em 
flagrante em preventiva, em cumprimento ao disposto no art. 310, II, do mesmo 
Código (...)” (STJ, RHC 75.983/MG, 5ª T, rel. Min. Ribeiro Dantas, J. 25/04/2017). 
“(...) 1. O Juiz, mesmo sem provocação da autoridade policial ou da acusação, ao 
receber o auto de prisão em flagrante, poderá, quando presentes os requisitos do 
art. 312 do Código de Processo Penal, converter a prisão em flagrante em preventiva, 
em cumprimento ao disposto no art. 310, II, do mesmo Código, não havendo falar em 
nulidade (...)” (STJ, RHC 120.281/RO, 5ª T, J. 05/05/2020). 
– A Lei nº 13.964/2019, ao suprimir a expressão “de ofício” que constava do art. 282, 
§§ 2º e 4º, e do art. 311, todos do Código de Processo Penal, vedou, de forma 
absoluta, a decretação da prisão preventiva sem o prévio “requerimento das 
partes ou, quando no curso da investigação criminal, por representação da 
autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público” (grifei), não 
mais sendo lícita, portanto, com base no ordenamento jurídico vigente, a atuação 
“ex officio” do Juízo processante em temade privação cautelar da liberdade. 
– A interpretação do art. 310, II, do CPP deve ser realizada à luz dos arts. 282, §§ 2º 
e 4º, e 311, do mesmo estatuto processual penal, a significar que se tornou inviável, 
mesmo no contexto da audiência de custódia, a conversão, de ofício, da prisão 
em flagrante de qualquer pessoa em prisão preventiva, sendo necessária, por 
isso mesmo, para tal efeito, anterior e formal provocação do Ministério Público, da 
autoridade policial ou, quando for o caso, do querelante ou do assistente do MP. 
Magistério doutrinário. Jurisprudência. (...) 
 
 
 24 
 
– A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, no contexto da audiência 
de custódia, somente se legitima se e quando houver, por parte do Ministério Público 
ou da autoridade policial (ou do querelante, quando for o caso), pedido expresso e 
inequívoco dirigido ao Juízo competente, pois não se presume – independentemente 
da gravidade em abstrato do crime – a configuração dos pressupostos e dos 
fundamentos a que se refere o art. 312 do Código de Processo Penal, que hão de 
ser adequada e motivadamente comprovados em cada situação ocorrente. Doutrina. 
(...)” (STF, HC 188.888/MG, 2ª T, J. 06/10/2020). 
Requisitos: 
Cumulativos: 
• Prova da Existência do Crime (fumus comissi delicti) 
• Indícios Suficientes de Autoria 
• Perigo apresentado pela liberdade do acusado: periculum libertatis. 
Alternativos: 
• Garantia da ordem pública 
• Garantia da ordem econômica 
• Conveniência da instrução criminal 
• Assegurar a aplicação da lei penal 
Demonstrar, ainda, que nenhuma medida cautelar diversa da prisão é suficiente e 
adequada naquele caso. 
 
Art. 315. A decisão que decretar, substituir ou denegar a prisão preventiva será sempre 
motivada e fundamentada. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 1º Na motivação da decretação da prisão preventiva ou de qualquer outra cautelar, 
o juiz deverá indicar concretamente a existência de fatos novos ou contemporâneos 
que justifiquem a aplicação da medida adotada. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 2º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, 
sentença ou acórdão, que: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
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I - limitar-se à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar 
sua relação com a causa ou a questão decidida; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 
2019) 
II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de 
sua incidência no caso; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; (Incluído 
pela Lei nº 13.964, de 2019) 
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, 
infirmar a conclusão adotada pelo julgador; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
V - limitar-se a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus 
fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta 
àqueles fundamentos; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela 
parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a 
superação do entendimento. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
A representação deve ser fundamentada concretamente com a existência de fatos novos ou 
contemporâneos ao deferimento da medida. 
Ainda, deve haver uma das hipóteses da preventiva: 
Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão 
preventiva: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
I - nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 
(quatro) anos; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
II - se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em julgado, 
ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 - Código Penal; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
III - se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, 
adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das 
medidas protetivas de urgência; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art312...
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art64i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art64i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art64i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
 
 
 26 
 
5) Afastamento de Sigilo Bancário e/ou Fiscal 
Art. 1º, § 4º, Lei Complementar 105/2001 – rol exemplificativo 
Art. 198, § 1º, I, CTN (Lei 5.172/1966) 
Quem não precisa pedir a quebra: CPI (ART. 58, §3º, CRFB/88). 
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação 
próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das 
respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, 
em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus 
membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas 
conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a 
responsabilidade civil ou criminal dos infratores. 
Lei Complementar nº 105/2001 
Art. 4º + ADI 2.390/DF + Art. 58, § 3º, CF/88 + Informativo STF 212 + Lei 13.367/2016 
ACO 730/RJ – CPIs estaduais podem quebrar sigilo bancário de investigados, sem 
autorização judicial 
Art. 6º 
"1. É constitucional o compartilhamento dos relatórios de inteligência financeira da UIF eda íntegra do procedimento fiscalizatório da Receita Federal do Brasil, que define o 
lançamento do tributo, com os órgãos de persecução penal para fins criminais, sem a 
obrigatoriedade de prévia autorização judicial, devendo ser resguardado o sigilo das 
informações em procedimentos formalmente instaurados e sujeitos a posterior controle 
jurisdicional. 2. O compartilhamento pela UIF e pela RFB, referente ao item anterior, deve ser 
feito unicamente por meio de comunicações formais, com garantia de sigilo, certificação do 
destinatário e estabelecimento de instrumentos efetivos de apuração e correção de eventuais 
desvios.", vencido o Ministro Marco Aurélio, que não referendava a tese. Presidência do 
Ministro Dias Toffoli. Plenário, 04.12.2019. (STF, RE 1.055.941/SP, Pleno, J. 04/12/2019). 
 
 
 
 
 27 
 
6) Medidas Cautelares Diversas da Prisão 
Regulamentação constitucional da presunção de inocência. 
As restrições devem ser suficientes e adequadas. E devem ser preferidas as medidas menos 
graves → cautelares diversas da prisão. Somente será decretada a preventiva se as 
cautelares diversas da prisão não forem suficientes. 
As medidas podem ser solicitadas pelo Delegado na representação, no despacho 
fundamentado ou no relatório. 
Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte 
e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de 
custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da 
Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, 
fundamentadamente: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
I - relaxar a prisão ilegal; ou (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos 
constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as 
medidas cautelares diversas da prisão; ou (Incluído pela Lei nº 12.403, de 
2011). 
III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança.; 
 
Devem ser aplicadas as medidas suficientes e adequadas. 
Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: (Redação dada pela Lei 
nº 12.403, de 2011). 
I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, 
para informar e justificar atividades; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 
2011). 
II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por 
circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art312...
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
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desses locais para evitar o risco de novas infrações; (Redação dada pela Lei nº 
12.403, de 2011). 
III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias 
relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer 
distante; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou 
necessária para a investigação ou instrução; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 
2011). 
V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado 
ou acusado tenha residência e trabalho fixos; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 
2011). 
VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica 
ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações 
penais; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com 
violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-
imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração; (Incluído pela 
Lei nº 12.403, de 2011). 
VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos 
do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência 
injustificada à ordem judicial; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
IX - monitoração eletrônica. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 1o (Revogado). (Revogado pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 2o (Revogado). (Revogado pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 3o (Revogado). (Revogado pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 4o A fiança será aplicada de acordo com as disposições do Capítulo VI deste Título, 
podendo ser cumulada com outras medidas cautelares. (Incluído pela Lei nº 
12.403, de 2011). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art26
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
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O art. 282 do CPP trata das disposições gerais sobre as medidas cautelares. 
Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas 
observando-se a: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
I - necessidade para aplicação da lei penal, para a investigação oua instrução criminal 
e, nos casos expressamente previstos, para evitar a prática de infrações 
penais; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
II - adequação da medida à gravidade do crime, circunstâncias do fato e condições 
pessoais do indiciado ou acusado. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 1o As medidas cautelares poderão ser aplicadas isolada ou 
cumulativamente. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 2º As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz a requerimento das partes ou, 
quando no curso da investigação criminal, por representação da autoridade policial ou 
mediante requerimento do Ministério Público. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 
2019) 
§ 3º Ressalvados os casos de urgência ou de perigo de ineficácia da medida, o juiz, 
ao receber o pedido de medida cautelar, determinará a intimação da parte contrária, 
para se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias, acompanhada de cópia do requerimento 
e das peças necessárias, permanecendo os autos em juízo, e os casos de urgência 
ou de perigo deverão ser justificados e fundamentados em decisão que contenha 
elementos do caso concreto que justifiquem essa medida excepcional. (Redação 
dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 4º No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o juiz, 
mediante requerimento do Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, 
poderá substituir a medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar a 
prisão preventiva, nos termos do parágrafo único do art. 312 deste 
Código. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 5º O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes, revogar a medida cautelar ou 
substituí-la quando verificar a falta de motivo para que subsista, bem como voltar a 
decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem. (Redação dada pela Lei nº 
13.964, de 2019) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
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 30 
 
§ 6º A prisão preventiva somente será determinada quando não for cabível a sua 
substituição por outra medida cautelar, observado o art. 319 deste Código, e o não 
cabimento da substituição por outra medida cautelar deverá ser justificado de forma 
fundamentada nos elementos presentes do caso concreto, de forma 
individualizada. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Obs.: Não cabe decretação de ofício. 
Prisão Domiciliar 
Art. 317, CPP. 
 Art. 317. A prisão domiciliar consiste no recolhimento do indiciado ou acusado em 
sua residência, só podendo dela ausentar-se com autorização judicial. 
Obs.: prisão domiciliar do advogado: O posicionamento atual do Supremo Tribunal 
Federal e do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que tal direito à prisão 
domiciliar não é absoluto e pode ceder, por exemplo, em caso de advogado que tenha 
praticado crime com gravidade em concreto, não se mostrando adequada e suficiente a prisão 
domiciliar, sendo legal e adequado o encarceramento em cela individual, com instalações e 
comodidades condignas: 
“Instalações condignas com seu grau, dotadas de conforto mínimo e instalações sanitárias 
adequadas.” (STF, Ag.Reg. HC 138.392/SP, 31/03/2017). 
 
7) Interceptação Telefônica e/ou Telemática 
Lei nº 9.296/1996 - interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza: Fluxo 
de comunicações em sistemas de informática e telemática; 
Competente: o juiz da ação principal. 
Requisitos: 
• Indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal; 
• Não há outro meio menos gravoso; 
• Infração punida com reclusão; 
• Descrição clara da situação objeto da investigação e indicação e qualificação dos 
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investigados, salvo impossibilidade. 
Prazo 15 dias, prorrogáveis por vezes sucessivas. 
A polícia não pode gravar a conversa de outras pessoas sem autorização judicial. 
Para quebra de dados telefônicos é necessária autorização judicial. 
Guarda relação com as chamadas pretéritas: 
• Data da chamada 
• Horário da ligação 
• Número chamado 
• Duração da ligação 
• Estação radio base utilizada 
Telemáticos 
• Internet Protocol (IP) das máquinas utilizadas 
• Horários dos acessos 
Enquanto a interceptação telefônica regulada pela Lei nº 9.296/1996 objetiva o conhecimento 
sobre a comunicação de terceiros, a quebra do sigilo de dados telefônicos ou telemáticos visa 
buscar informações sobre chamadas pretéritas (data da chamada, horário, duração, números 
envolvidos, estação rádiobase utilizada - ERB) ou registros telemáticos (Internet Protocol - IP 
- das máquinas utilizadas; horários dos acessos etc.). 
Por essa razão, enquanto a interceptação telefônica somente será autorizada judicialmente 
se preenchidos os requisitos legais estabelecidos na Lei nº 9.296/1996, a quebra do sigilo de 
dados telefônicos ou telemáticos, embora também exija autorização judicial (ressalvada a 
hipótese do art. 13-B, § 4º, do CPP), não depende do cumprimento dos requisitos rígidos da 
Lei nº 9.296/1996. 
Vale lembrar que a requisição de DADOS CADASTRAIS pode ser feita diretamente, mas os 
extratos de ligações exigem autorização judicial (STF, Rcl AC 4297/DF, J. 26.6.2019 - 
INFORMATIVO 945). Houve decisão do Supremo Tribunal Federal validando o acesso direto 
pela polícia às chamadas efetuadas e recebidas registradas no celular do suspeito (STF, HC 
91.867/PA, 2ª T, J. 24/04/2012), mas posteriormente a mesma questão entrou em 
repercussão geral, após a ilicitude da prova colhida de forma semelhante ter sido reconhecida 
 
 
 32 
 
pelas instâncias inferiores (STF, ARE 1.042.075 RG/RJ, Pleno, J. 23/11/2017). Além disso, 
em decisão mais recente, o STF reviu seu posicionamento anteriormente adotado no citado 
HC 91.867/PA: 
“(...) Habeas corpus. 2. Acesso a aparelho celular por policiais sem autorização judicial. 
Verificação de conversas em aplicativo WhatsApp. Sigilo das comunicações e da proteção de 
dados. Direito fundamental à intimidade e à vida privada. Superação da jurisprudência 
firmada no HC 91.867/PA. Relevantemodificação das circunstâncias fáticas e jurídicas. 
Mutação constitucional. Necessidade de autorização judicial. 3. Violação ao domicílio do réu 
após apreensão ilegal do celular. 4. Alegação de fornecimento voluntário do acesso ao 
aparelho telefônico. 5. Necessidade de se estabelecer garantias para a efetivação do 
direito à não autoincriminação. 6. Ordem concedida para declarar a ilicitude das provas ilícitas 
e de todas dela derivadas. (...)” (STF, HC 168.052/SP, 2ª T, J. 20/10/2020). 
 
Prova emprestada – serendipidade. Se tiver conexão, segue no mesmo processo. 
Dados obtidos em interceptação de comunicações telefônicas, judicialmente autorizadas para 
produção de prova em investigação criminal ou em instrução processual penal, bem como 
documentos colhidos na mesma investigação, podem ser usados em procedimento 
administrativo disciplinar, contra a mesma ou as mesmas pessoas em relação às quais foram 
colhidos, ou contra outros servidores cujos supostos ilícitos teriam despontado à colheita 
dessas provas. (STF, Pleno, Pet 3683 QO, 13/08/2008). 
“(...) 1. Inexiste nulidade na utilização de prova emprestada em processo criminal, 
notadamente fundamentada em decisão judicial deferindo o seu compartilhamento. 2. Este 
Supremo Tribunal afirmou a desnecessidade de transcrição integral dos diálogos gravados, 
quando irrelevantes para o embasamento da denúncia: Precedentes. (...)” (STF, Inq 4023/AP, 
2ª T, rel. Min. Carmen Lúcia, J. 23/08/2016). 
“(...) 2. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que ‘a prova emprestada não pode se 
restringir a processos em que figurem partes idênticas, sob pena de se reduzir 
excessivamente sua aplicabilidade (...) assegurado às partes o contraditório sobre a prova, 
isto é, o direito de se insurgir contra a prova e de refutá-la adequadamente, afigura-se válido 
o empréstimo’ (EREsp 617.428/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, Corte Especial, DJe 
17/6/2014). 3. No caso em exame, verifica-se a plena validade da prova emprestada juntada 
aos autos, sendo desnecessária a sua integral degravação, uma vez que oportunizado à 
 
 
 33 
 
defesa o pleno acesso à mídia, bem como o exercício do contraditório, razão pela qual não 
há falar em nulidade. 4. Recurso em habeas corpus não provido” (STJ, RHC 78.014/CE, 5ª T, 
rel. Min. Ribeiro Dantas, J. 08/08/2017). 
Lei 12.965/2014 – Marco Civil da internet – art. 7º, III – inviolabilidade e art. 10, §2º e §3º - 
disponibilização mediante ordem judicial. 
Lei 13.709/2018 – LGPD – não se aplica à segurança pública, conforme art. 4º, III. 
Determinação da medida: 
• De ofício pelo juiz, embora previsto no art. 3º da Lei 9.296/1996, não cabe mais pois 
violaria o princípio do sistema acusatório; 
• Pelo juiz mediante representação da autoridade policial; 
• Pelo juiz a requerimento do Ministério Público; 
 
8) Ação Controlada 
Agentes policiais são obrigados a prender em flagrante quando verificado o delito. 
A ação controlada é uma exceção a essa regra, evitando que os policiais sejam 
responsabilizados pela eventual omissão quanto a este dever de agir. 
A previsão da ação controlada está na: 
- Lei 11.343/2006, art. 53. 
Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta 
Lei, são permitidos, além dos previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido 
o Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios: 
I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, constituída pelos 
órgãos especializados pertinentes; 
II - a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos 
ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território 
brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de 
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integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal 
cabível. 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste artigo, a autorização será concedida 
desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do 
delito ou de colaboradores. 
O caso deverá trazer uma situação de um crime que vai ser realizado. Uma previsão. 
Assim, na Lei de Drogas, exige-se prévia autorização judicial e oitiva do MP. 
- Já na Lei de Organizações Criminosas é diferente: 
Art. 8º, Lei 12.850/2013 – prévia “comunicação” ao juízo da determinação de ação controlada 
feita pelo Delegado de Polícia. 
Art. 8º Consiste a ação controlada em retardar a intervenção policial ou administrativa 
relativa à ação praticada por organização criminosa ou a ela vinculada, desde que 
mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize 
no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações. 
§ 1º O retardamento da intervenção policial ou administrativa será previamente 
comunicado ao juiz competente que, se for o caso, estabelecerá os seus limites e 
comunicará ao Ministério Público. 
§ 2º A comunicação será sigilosamente distribuída de forma a não conter informações 
que possam indicar a operação a ser efetuada. 
§ 3º Até o encerramento da diligência, o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao 
Ministério Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das 
investigações. 
§ 4º Ao término da diligência, elaborar-se-á auto circunstanciado acerca da ação 
controlada 
 
 
 
 
 
 35 
 
 
 
9) Infiltração Policial 
 
O art. 10 e seguintes da Lei de ORCRIM trazem a previsão desta medida, bem rara na prática 
policial. Esta diligência depende de representação elaborada pelo Delegado, ou requerida 
pelo MP. Neste último caso, após manifestação técnica do Delegado. 
 
Poderá ser realizada por até 6 meses, permitidas as renovações, desde que comprovada a 
sua necessidade em concreto. 
 
Já no ECA, a infiltração de agentes é possível , de forma virtual, para investigar os crimes 
previstos no art. 190-A. Nesta hipótese, o prazo será de 90 dias e pode ser renovado desde 
que não exceda 720 dias (2 anos). 
 
Numa prova de concurso, a situação concreta pela possibilidade da infiltração deve saltar aos 
olhos do candidato. Não há que se cogitar da infiltração numa prova discursiva, se não há 
elementos concretos que permitam sua solicitação. 
 
10) Condução Coercitiva 
O STF, a partir de uma interpretação constitucional do CPP, resolveu proibir a condução 
coercitiva do suspeito, indiciado, acusado ou réu para fins de interrogatório. Vale recordar 
que o interrogatório é meio de prova e meio de defesa, razão pela qual não se pode coagir o 
investigado. 
Para os demais casos, é possível a condução coercitiva do imputado (Exemplos: audiência 
de reconhecimento; identificação criminal). Também, é cabível a condução coercitiva da 
vítima ou testemunha, uma vez que elas podem colaborar decisivamente com a elucidação 
do delito.36 
 
11) Medidas Protetivas e Lei Maria da Penha 
 
Arts. 10, 10-A, 24, da Lei 11.340/2006. 
Art. 10. Na hipótese da iminência ou da prática de violência doméstica e familiar contra 
a mulher, a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência adotará, de 
imediato, as providências legais cabíveis. 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo ao descumprimento de 
medida protetiva de urgência deferida. 
Art. 10-A. É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar o 
atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores - 
preferencialmente do sexo feminino - previamente capacitados. (Incluído pela Lei 
nº 13.505, de 2017) 
§ 1º A inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de 
testemunha de violência doméstica, quando se tratar de crime contra a mulher, 
obedecerá às seguintes diretrizes: (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017) 
I - salvaguarda da integridade física, psíquica e emocional da depoente, considerada 
a sua condição peculiar de pessoa em situação de violência doméstica e 
familiar; (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017) 
II - garantia de que, em nenhuma hipótese, a mulher em situação de violência 
doméstica e familiar, familiares e testemunhas terão contato direto com investigados 
ou suspeitos e pessoas a eles relacionadas; (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017) 
III - não revitimização da depoente, evitando sucessivas inquirições sobre o mesmo 
fato nos âmbitos criminal, cível e administrativo, bem como questionamentos sobre a 
vida privada. (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017) 
§ 2º Na inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de 
testemunha de delitos de que trata esta Lei, adotar-se-á, preferencialmente, o seguinte 
procedimento: (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017) 
I - a inquirição será feita em recinto especialmente projetado para esse fim, o qual 
conterá os equipamentos próprios e adequados à idade da mulher em situação de 
violência doméstica e familiar ou testemunha e ao tipo e à gravidade da violência 
sofrida; (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017) 
II - quando for o caso, a inquirição será intermediada por profissional especializado em 
violência doméstica e familiar designado pela autoridade judiciária ou 
policial; (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
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III - o depoimento será registrado em meio eletrônico ou magnético, devendo a 
degravação e a mídia integrar o inquérito. (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017) 
O art. 11 apresenta as obrigações da autoridade policial: 
• garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério 
Público e ao Poder Judiciário; 
• encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal; 
• fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro, 
quando houver risco de vida; 
• se necessário, acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences 
do local da ocorrência ou do domicílio familiar; 
• informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis, 
inclusive os de assistência judiciária para o eventual ajuizamento perante o juízo 
competente da ação de separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou 
de dissolução de união estável. 
Estas medidas deverão ser apresentadas na peça prática, se for cobrada num concurso 
público para Delegado de Polícia. 
Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade 
física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus 
dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de 
convivência com a ofendida: (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
I - pela autoridade judicial; (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; 
ou (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
III - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado 
disponível no momento da denúncia. (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
§ 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado no 
prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a 
manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério 
Público concomitantemente. (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
§ 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida 
protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso. (Incluído 
pela Lei nº 13.827, de 2019) 
O art. 20 permitia a prisão preventiva de ofício. Com as alterações trazidas pela Lei 
13.964/2019, o entendimento atual do STF é no sentido de não mais caber atuação de ofício 
do juiz em tema de privação cautelar da liberdade (STF, HC 188.888/MG, 2ª T, J. 06/10/2020). 
Depende, portanto, de representação do delegado ou requerimento do MP. 
Rol exemplificativo de medidas protetivas: arts. 22, 23 e 24. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13505.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
 
 
 38 
 
O art. 24-A traz o crime de descumprimento de medida protetiva. NÃO É crime de menor 
potencial ofensivo, apesar da pena. A própria Lei Maria da Penha afasta a aplicação da Lei 
9.099/95: 
- É hipótese de decretação de prisão preventiva (art. 313, III, CPP); 
- Lavra-se auto de prisão em flagrante e não TCO; 
- Fiança somente pelo juiz (Pelo Delegado NÃO!). 
 
12) Incidente de Insanidade Mental 
 
Art. 149, CPP traz esta previsão. O Delegado pode representar pelo incidente, mas não pode 
determiná-lo diretamente. É uma espécie de poder dever imposto pela Lei ao Delegado de 
Polícia. 
Art. 149.Quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado, o juiz 
ordenará, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do defensor, do curador, 
do ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, seja este submetido a 
exame médico-legal. 
§ 1o O exame poderá ser ordenado ainda na fase do inquérito, mediante 
representação da autoridade policial ao juiz competente. 
§ 2o O juiz nomeará curador ao acusado, quando determinar o exame, ficando 
suspenso o processo, se já iniciada a ação penal, salvo quanto às diligências que 
possam ser prejudicadas pelo adiamento. 
Será cabível quando houver dúvidas concretas quanto à higidez mental do acusado, indiciado 
ou preso. 
Detalhe importante: o laudo deve ser feito no interesse do juízo criminal. Não pode ser feito 
no âmbito cível e “aproveitado” no criminal. 
O exame visa apurar a higidez mental que possa influenciar na responsabilidade e na 
culpabilidade do sujeito. 
Obs.: art. 26. 
 
 
 39 
 
Prova constituída em favor da defesa, logo, somente será realizado se ela quiser. 
Entendimento do STF. HC 133.078/RJ – 2016. Porém, se a defesa técnica quiser e o 
acusado não, o exame poderá ser feito compulsoriamente. 
 
13) Incineração de Drogas e Utilização de Bens Apreendidos 
Pedido na representação ou no relatório final do inquérito. Deve ser fundamentado. 
Lei 11.343/2006 – arts. 32, 50, 72: 
Art. 32: 
Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo delegado de polícia 
na forma do art. 50-A, que recolherá quantidade suficiente para exame pericial, de tudo 
lavrando auto de levantamento das condições encontradas, com a delimitação do 
local, asseguradas as medidas necessárias para a preservação da prova. 
§ 3º Em caso de ser utilizada a queimada para destruir a plantação, observar-se-á, 
além das cautelas necessárias à proteção ao meio ambiente, o disposto no Decreto nº 
2.661, de 8 de julho de 1998, no que couber, dispensada a autorização prévia do órgão 
próprio do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA. 
§ 4º As glebas cultivadas com plantações ilícitas serão expropriadas, conforme o 
disposto no art. 243 da Constituição Federal, de acordo com a legislação em vigor. 
Art. 50: 
Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de polícia judiciária fará, 
imediatamente, comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe cópia do auto 
lavrado, do qual será dada vista ao órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro) 
horas. 
§ 3º Recebida cópia do auto de prisão em flagrante, o juiz, no prazo de 10 (dez) dias, 
certificará a regularidade formal do laudo de constatação e determinará a destruição 
das drogas apreendidas, guardando-se amostra necessária à realização do laudo 
definitivo. (Incluído pela Lei nº 12.961, de 2014) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2661.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2661.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art243
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12961.htm#art3
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§ 4º A destruição das drogas será executada pelo delegado de polícia competente no 
prazo de 15 (quinze) dias na presença do Ministério Público e da autoridade 
sanitária. (Incluído pela Lei nº 12.961, de 2014) 
§ 5º O local será vistoriado antes e depois de efetivada a destruição das drogas referida 
no § 3º, sendo lavrado auto circunstanciado pelo delegado de polícia, certificando-se 
neste a destruição total delas. 
Art. 72: 
Art. 72. Encerrado o processo criminal ou arquivado o inquérito policial, o juiz, de 
ofício, mediante representação da autoridade de polícia judiciária, ou a requerimento 
do Ministério Público, determinará a destruição das amostras guardadas para 
contraprova, certificando nos autos. 
Quanto a utilização de bens apreendidos: 
Lei de Lavagem de Capitais – art. 4º a 6º. 
Lei de Drogas – art. 60 a 64. 
Lei 13.260/2016 – Terrorismo – art. 12. 
Lei 13.344/2016 – Art. 8º. 
Art. 133-A, CPP. 
Lei 12.850/2013 – art.3º-B, §3º. 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12961.htm#art3
 
 
 41 
 
e) Peças Conclusivas: 
Relatório: 
O CPP, no art. 10, §1º, exige que o delegado faça o relatório, um grande resumo do que foi 
investigado, para enviar para o destinatário, que vai ser o juiz (art. 10, § 1º, do CPP e art. 52, 
caput, da Lei nº 11.343/2006), bem como o MP (art. 129, I, CRFB/88). O art. 10, §1º, não exige 
a capitulação jurídica, mas evidente que isso vai ser cobrado no gabarito oficial. Logo, o 
candidato tem que tipificar as condutas na peça. 
Atenção: Na prova, a peça só será um relatório se faltarem poucas ou nenhuma medida para 
o encerramento do inquérito. 
Obs. O importante nas peças práticas é a colocação dos artigos, da legislação, do nome do 
crime se for o caso, pois é a demonstração deste conhecimento jurídico que fará com que 
você pontue na prova. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 42 
 
3. Modelos de Peças 
3.1. Portaria 
O inquérito policial começa pela portaria (seja de ofício pelo delegado ou por requisição do 
juiz ou MP). É a peça inaugural mais comum na atividade de polícia judiciária. Fundamento 
da portaria de ofício: art. 5º, I, CPP. Fundamento da portaria por requisição do juiz ou MP: art. 
5º, II, CPP. 
Segundo doutrina majoritária, o início do inciso II não foi recepcionado pela CR/88, pois a 
requisição de instauração de inquérito policial pelo juiz fere o princípio do sistema acusatório. 
Contudo, o STF não afirmou a inconstitucionalidade do dispositivo, mas sim segue 
entendendo constitucional a possibilidade do juiz eleitoral determinar a instauração de 
inquérito policial de ofício e entendeu constitucional a instauração de ofício do inquérito das 
Fake News. 
Para se elaborar uma portaria, o primeiro passo é verificar a justa causa para a instauração 
do inquérito e a titularidade da autoridade que irá inaugurar esse procedimento. 
 Observações: 
- Se no enunciado da questão cita a cidade, o Estado em que ocorreu o delito, o candidato 
pode repetir estes dados na sua peça. 
- Não colocar o próprio nome, não inventar um nome, não colocar “fulano de tal”, para não 
identificar a peça e ser eliminado do concurso. Colocar somente as informações apresentadas 
no enunciado, não pode inventar informação nenhuma. Fique atento quanto a isto! 
- Logo, se o enunciado traz o nome do delegado, coloca o nome, se não fala o nome, não 
coloca nada, coloca “_____________________”. 
- Podem ser utilizadas abreviaturasusuais, como CPP, STF, STJ. Não invente siglas que não 
são comumente utilizadas, pois o examinador pode não entender o significado desta. 
- Em toda e qualquer peça, o candidato deve elaborá-la com uma letra apresentável. Portanto, 
é fundamental realizar treinos de escrita para a prova discursiva. 
- Algumas bancas avaliam a utilização da língua portuguesa na peça. Assim, se estiver em 
dúvida sobre o uso de uma palavra, melhor usar outra, para não correr o risco de errar. 
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- Em algumas bancas examinadoras não se admitem palavras sublinhadas. Logo, recomenda-
se não sublinhar qualquer palavra, porque isto pode vir a ser considerado como uma forma 
indevida de identificação da prova. 
 
 
 
 
 
 44 
 
Estrutura da portaria: 
 
PORTARIA 
 
__________________, delegado de polícia civil, lotado na Delegacia _____________, 
no uso de suas atribuições, conferidas pelo art. 4º e seguintes do CPP, e ainda tendo-
se em vista a _______(notícia crime ou requisição)_____________, 
RESOLVE: 
 Instaurar inquérito policial a fim de se apurar as possíveis responsabilidades 
penais ____________ (relatar o fato) ____________. 
 
 Tais condutas configurariam, em tese, os crimes dos artigos _____________. 
 
 Assim sendo, determino que sejam realizados os registros e anotações de 
praxe, bem como seja feita a autuação desta portaria e dos demais documentos que a 
acompanhem. 
 Cumpridas as determinações acima, determino: 
 
A) (exemplo: Intimação da vítima ____(qualificação)______ e da testemunha 
_____(qualificação)_______ para que prestem depoimento); 
B) (exemplo: Requisição de perícia no (a) __________(objeto)_________;) 
C) (exemplo: Ordena a reprodução simulada dos fatos conforme art. 7º, CPP). 
D) (exemplo: Expeça-se ofício ao Ministério Público informando a instauração do 
presente inquérito policial) 
 
Cumpra-se. 
 Município, data 
 
 Delegado de Polícia 
 Matrícula n.º ____________ 
 
 
 45 
 
Quando colocar “relatar o fato” não é para copiar o enunciado, relatar o fato significa resumir 
o que você acha importante no enunciado. Isso pode ser feito em 1 ou 2 parágrafos, para 
explicar porque foi instaurado o inquérito policial. Deve-se recordar que os fatos dados pela 
própria banca, normalmente, não são objeto de pontuação na folha de correção (gabarito 
oficial da banca). 
Na portaria, procure usar sempre expressões como “provável”, “possivelmente”, “em tese”, 
etc., para que não haja qualquer juízo definitivo sobre a conduta do sujeito. 
A conduta tem que ser capitulada na portaria, pois isto será critério de pontuação no gabarito 
oficial com toda a certeza. 
Na portaria, você está determinando alguma coisa para o escrivão, é uma conversa entre o 
delegado e o escrivão. Lembre-se disso. 
Diligências iniciais: durante o inquérito podem surgir mais diligências, então não precisa 
colocar todas. São apenas as diligências iniciais, que ficarem evidentes a partir do caso 
concreto trazido na questão discursiva do concurso. 
Se para estas diligências tiver artigo específico, como por exemplo o exercício do poder de 
requisição, cite o artigo e a lei correspondentes, pois também deverá ser critério de avaliação 
pela banca examinadora. Ex.: “Ordena a reprodução simulada dos fatos, conforme art. 7º do 
CPP. 
Na parte final de qualquer peça haverá a “Autenticação”, que nada mais é que a inserção do 
local, data, nome do delegado e inscrição. Não invente dados fictícios. Trabalhe sempre com 
os dados fornecidos na própria questão. 
Resumo da estrutura da Portaria, para guardar para a prova: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Título 
Titularidade 
Fundamento Legal (Art. 5º E Um Dos Seus Incisos, CPP) 
Resolve: 
Justificativa Do Inquérito 
Fatos 
Tipificação Das Condutas 
Autuação E Registro 
Diligências 
Autenticação 
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3.2. Auto de Prisão em Flagrante 
O auto de prisão em flagrante é a formalização da prisão ocorrida normalmente fora da 
Delegacia. Policiais (ou qualquer do povo) irão conduzir uma pessoa que praticava ou acabara 
de cometer um delito, conforme as situações previstas no CPP, nos arts. 301 e 302. 
Vale recordar que o art. 301 traz a hipótese do flagrante facultativo e do obrigatório. Já o art. 
302 traz em seus incisos: 
 I e II: flagrante próprio, perfeito, real. 
 III: flagrante impróprio, imperfeito ou irreal. 
 IV: flagrante presumido ou ficto. 
O examinador pode cobrar um flagrante esperado ou retardado. 
Não vai aparecer na prova um flagrante preparado ou um flagrante forjado, pois são prisões 
ilegais (Súmula 145, STF). 
Como todo auto (de apreensão, restituição, acareação, de prisão em flagrante), no APFD ou 
APF o que se está fazendo é uma simples descrição do fato que ocorreu; está se reduzindo 
a termo uma situação fática. Então, vale gravar: auto é a formalização de uma situação fática. 
Os fatos virão para dentro do inquérito policial através da lavratura de um auto. É assim 
também com a prisão em flagrante. 
 
Vamos à ESTRUTURA do APF: 
 
 
 
 
 47 
 
 
AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO 
 
Aos _______ (data) __________, nesta delegacia de polícia onde se encontrava o delegado 
de polícia ________(nome)___________, compareceu o condutor ________(nome e 
qualificação)_____________, o qual deu voz de prisão em flagrante ao(s) conduzido(s) 
_______(nome)___________, na presença das testemunhas _______(nome)________. 
Compromissado na forma da lei, a respeito dos fatos respondeu: que 
___________________________________________________________________. 
 
Delegado de polícia: _______________________ 
Escrivão de polícia: ________________________ 
Condutor: ________________________________ 
 
A seguir, passou a autoridade policial a qualificar a primeira testemunha _______ (nome e 
qualificação) ______________. 
Compromissado na forma da lei, a respeito dos fatos respondeu: que 
___________________________________________________________________. 
Delegado de polícia: ________________________ 
Escrivão de polícia: ________________________ 
Testemunha:________________________ 
 
A seguir, passou a autoridade policial a qualificar a segunda testemunha _______ (nome e 
qualificação) ______________. 
Compromissado na forma da lei, a respeito dos fatos respondeu: que 
___________________________________________________________________. 
Delegado de polícia ________________________ 
Escrivão de polícia ________________________ 
Testemunha________________________ 
 
Ao final, a autoridade passou a qualificar o conduzido ______(nome e 
qualificação)__________, cientificado das imputações que lhe são feitas, bem como de seus 
direitos constitucionais conforme art. 5º, LXII e LXIII, da Constituição Federal, respondeu 
que: ______________________________________________________ 
Delegado de polícia ________________________ 
Escrivão de polícia ________________________ 
Conduzido________________________ 
 
 
 48 
 
Título: Auto de Prisão em Flagrante Delito ou simplesmente Auto de Prisão em Flagrante. 
Cuidado para não se utilizar de jargões como “meliante”, “elemento”, etc. De igual modo, não 
se deve falar em “acusado”, “condenado”, “réu”, etc. 
O condutor tem que ser compromissado na forma da lei. O depoimento do condutor é uma 
parte da peça do auto de prisão em flagrante. 
Sempre que uma testemunha presta depoimento, tem que ter assinatura do delegado, 
escrivão e da testemunha. 
É importante a ordem das oitivas no flagrante: primeiro ouve o condutor, depois as 
testemunhas e só depois interroga o conduzido (defesa fala por último e, como visto, o 
interrogatório é também um ato de defesa, na visão da doutrina e do STF). 
O art. 304 do CPP criou, em 2005, um documento chamado recibo de entrega do preso. Se 
quiser, pode mencionar o art. 304 e esse recibo de entrega, quando da confecção do APF. 
Com relação ao conduzido, não é depoimento, é INTERROGATÓRIO DO CONDUZIDO. 
Se tiver vários conduzidos, coloca na peça: primeiro conduzido, segundo conduzido, etc. 
O auto tem que mencionar expressamente que o interrogado foi advertido quanto a seus 
direitos constitucionais: 
Art. 5º, LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados 
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a 
assistência da família e de advogado; 
 
 
 
 
 
 
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Resumo da estrutura do Auto de Prisão em Flagrante, para guardar para a prova: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Importante: O despacho, que é um ato decisório do delegado, vem depois do auto de prisão 
em flagrante. Neste despacho o Delegado irá: determinar a autuação das peças já produzidas 
(auto de prisão em flagrante, recibo de preso, auto de apresentação e apreensão, nota de 
ciência das garantias constitucionais dada ao preso); justificar seu convencimento a respeito 
da situação flagrancial; determinar apreensão de bens vinculados à prática criminosa e 
arrecadados juntamente com o conduzido (ex.: arma, dinheiro, celular, veículo, drogas, etc), 
caso não tenha sido feita antes; determinar perícia para comprovação a materialidade do 
crime, arbitrar fiança, oficiar ao judiciário, ao ministério público e à defensoria pública (caso 
não haja advogado constituído) informando a ocorrência da prisão, representar 
fundamentadamente pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, encaminhar 
o preso ao IML e ao presídio; determinar a expedição de nota de culpa ao preso, entre outras 
medidas necessárias. 
Logo, se numa prova de concurso a peça for um auto de prisão em flagrante, o despacho 
deve ser feito em seguida. No entanto, pode ser que a questão coloque que o auto de prisão 
em flagrante já foi feito, como ocorreu na prova de Delegado do Piauí. E no fundo, faz até 
mais sentido que assim seja, uma vez que o APF é um ato puramente mecânico de mera 
repetição fática do ocorrido. Neste caso, o candidato deve fazer somente o despacho pós 
flagrante. Vamos ver a estrutura do Despacho pós flagrante em seguida. 
 
 
 
 
 
 
Título 
Introdução 
Depoimento Do Condutor 
Depoimento(s) Da(s) Testemunhas (s) 
Interrogatório Do Conduzido 
Despacho pós flagrante 
 
 
 50 
 
 
3.3. Despacho pós flagrante 
 
Como dito acima, este despacho é fundamental para que se organize dentro do inquérito 
iniciado por auto de prisão em flagrante, as peças produzidas, os próximos passos, bem como 
para que se saibam as razões que fizeram com que o Delegado ratificasse a prisão em 
flagrante. 
Desta forma, a autuação é um comando ao escrivão para que este faça a introdução da peça 
nos autos do inquérito policial. Assim, o Delegado deve determinar a autuação daquilo que já 
foi produzido, não o que vier a ser produzido. Ou seja, peças que já foram feitas, como o auto 
de prisão em flagrante, auto de apreensão, laudo preliminar (toxicológico, por exemplo), 
deverão ser autuadas pelo escrivão. 
No fundo, para facilitar a vida do candidato, o despacho é uma “conversa” entre o delegado e 
o escrivão de polícia. Quem dá cumprimento às ordens estabelecidas no despacho é o 
escrivão. 
Neste despacho pós flagrante, em especial, o candidato terá que colocar os artigos dos 
crimes, porque isto nada mais é que a própria capitulação de conduta. E esta capitulação 
certamente valerá ponto na peça, estando no gabarito oficial da banca examinadora. 
Na hora de elaborar o APF é bom utilizar o art. 5º da CRFB, que fala das obrigações do 
delegado na prisão de flagrante. É importante, numa prova de concurso para Delegado, que 
o candidato mostre sempre ao examinador o conhecimento das regras existentes na 
Constituição da República sobre a relativização dos direitos fundamentais. 
Caso o preso esteja algemado, no depoimento do condutor e das testemunhas, o delegado 
vai perguntar por que foi utilizada a algema, em virtude da Súmula Vinculante n.º 11 (fuga, 
resistência ou perigo à integridade física própria ou alheia), devendo constar isso no auto de 
prisão em flagrante. É uma forma de resguardo da autoridade policial. E numa prova de 
concurso, demonstra conhecimento sobre a jurisprudência do STF. 
Se vai encaminhar o preso para o presídio, deve pedir o exame de corpo de delito ao IML. 
Logo, o despacho deve conter a determinação de expedição de ofício ao IML encaminhando 
o preso para exames de corpo de delito para lesões. 
 
 
 51 
 
Se um bem foi apreendido, este deve ser encaminhado para perícia e também para o depósito 
da Delegacia ou unidade policial.Se a apreensão for de dinheiro em espécie, sem suspeitas 
de se tratar de moeda falsa, pode ser determinado o depósito da quantia apreendida em um 
banco, em conta vinculada ao inquérito policial. Na prática, é muito melhor que determinar a 
guarda em cofre da unidade policial. 
Se o conduzido não apresentou identificação, por não poder ou não querer, é possível 
submeter o conduzido à identificação criminal. E esta justificativa estará neste despacho, 
sendo inclusive salutar a citação da Lei 12.037/2009, demonstrando conhecimento ao 
examinador do concurso. 
Se o enunciado traz que o conduzido não tem advogado, é necessário determinar a expedição 
de ofício também à Defensoria Pública. Se o enunciado fala que tinha advogado constituído, 
obviamente, não há necessidade de se oficiar à Defensoria. 
Se aparecer outra pessoa, que não é nem conduzido nem testemunhas, mas que tem 
informações relevantes, o Delegado também irá ouvir esta pessoa. Por exemplo, num 
flagrante por violência doméstica, um vizinho vai até a Delegacia, enquanto está rolando a 
lavratura do flagrante, e diz que quer depor contra o conduzido, uma vez que ele agredia 
mesmo a mulher todos os dias. No despacho, o Delegado irá ordenar a redução a termo do 
depoimento daquela testemunha. 
A autenticação (loca, data, assinatura do delegado e matrícula funcional) é necessária no 
despacho. No auto de prisão em flagrante em si, não se faz necessário. Basta colocar as 
assinaturas ao final, porque data e local já constam na introdução. 
Num dos itens do despacho deve ser colocada a fixação de fiança pelo delegado, se cabível 
for. Se o crime for afiançável pelo delegado, é no despacho pós flagrante que ele vai fixar o 
cabimento ou não, bem como seu valor. O art. 325, CPP, traz os valores. 
Já o art. 322, CPP, diz que: 
Art. 322. A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de 
infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) 
anos. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz, que 
decidirá em 48 (quarenta e oito) horas. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 
2011). 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
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Vamos à ESTRUTURA da peça Despacho pós flagrante: 
 
DESPACHO 
 
1. Autue-se o Auto de Prisão em Flagrante, em virtude _______ (resumo dos fatos) ______, 
bem como: 
 1.1 Auto de apreensão 
 1.2 Laudo preliminar 
 1.3 Certidão de comunicação à família ou conhecido 
 
2. Expeça-se nota de culpa aos conduzidos conforme art. 306, CPP, por ter o conduzido 
sido flagrado na prática dos crimes previstos nos arts. _____________. 
 
3. Elaborem-se os prontuários de identificação criminal. 
 
4. Encaminhe-se o preso à unidade carcerária. 
 
5. Encaminhe-se o preso a exame de corpo de delito; 
 
6. Encaminhe-se o objeto apreendido para perícia; 
 
7. Submeta-se o conduzido à identificação criminal conforme a Lei n.º 12.037/09. 
 
8. Oficie-se comunicando a prisão ao juiz de Direito competente conforme art. 5º, LXII c/c 
art. 306, CPP, assim como o Ministério Público atuante perante este juízo, além das 
comunicações à defesa. 
 
 Município, data 
 Delegado de polícia 
 Matrícula n.º 
 
 
 
 53 
 
 
 
3.4. Termo Circunstanciado De Ocorrência (TCO) 
O termo circunstanciado de ocorrência vai ser lavrado quando ocorrer uma infração penal de 
menor potencial ofensivo, de acordo com a Lei n.º 9.099/95, ou seja, para crimes com pena 
máxima de até 2 anos e contravenções penais. 
Quando começar a fazer a questão na prova do concurso, a primeira conduta é capitular aquilo 
que o enunciado está dizendo, identificando qual o crime e qual a pena, para saber se deve 
ser autuado auto de prisão em flagrante ou TCO. Há uma dificuldade aqui, já que a maioria 
das provas de concurso não permitem a consulta à legislação durante a prova discursiva e de 
peças práticas. Recomendamos que o candidato, ao menos, saiba quais são os principais 
crimes de menor potencial ofensivo e que redundam na lavratura de TCO, evitando dissabores 
quando da realização da prova do concurso. 
No flagrante, temos 4 momentos: 
➢ 1. Captura; 
➢ 2. Condução; 
➢ 3. Auto de Prisão em flagrante ou TCO: 
A assinatura do TCO tem uma única consequência: o comparecimento em 
um juizado especial criminal. 
➢ 4. Recolhimento: só quando não for TCO. 
Exemplos de crimes que podem gerar o TCO: crime contra a honra; uso de 
drogas (art. 28, Lei n.º 11.343/06); lesão corporal leve; desacato; 
desobediência; entre outros. 
Vamos à ESTRUTURA da peça Termo Circunstanciado de Ocorrência: 
 
 
 
 
 
 
 54 
 
 
Nesse resumo dos fatos, deve ser narrada cada uma das versões apresentadas pelo 
condutor, infrator e testemunhas. É possível se colocar “infrator” ou “conduzido”. 
Na tipificação, basta colocar o nome do crime e o artigo. O nome do crime é uma boa 
alternativa para aquele candidato que tem dificuldade em memorizar o número do artigo de 
lei. 
As providências no TCO irão obviamente depender do caso concreto narrado na questão. 
No final, não tem autenticação, porque não tem local e data, que já estão lá em cima. Todos 
que participaram do termo vão assinar, tal qual ocorre no APF. 
 
 
TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA 
 
Aos _____(data)_______, nesta delegacia de polícia, onde se encontrava presente o 
delegado _________________, compareceu o condutor _____________(nome e 
qualificação)____________, que informou o seguinte: 
_______ (resumo dos fatos) ______ 
 
- Local da ocorrência: _________________________ 
- Horário da ocorrência: ________________________ 
- Infrator: ____ (nome ou qualificação) _____________ 
- Tipificação: ________________________________ 
- Vítima: ____________________________________ 
- Testemunhas: ______________________________ 
- Providências: 
 . (exemplo: Encaminhar o produto apreendido à perícia) 
Elaborado o presente termo de compromisso de comparecimento à Justiça, encaminhe-se 
o presente TCO ao juízo competente. 
Desta forma, encerro o presente termo. 
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Resumo da estrutura do TCO:Obs: no TCO, o escrivão também irá assinar. Se tiver advogado, o advogado também assina 
a peça. Ou seja, todos que estiveram presentes irão assinar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Título 
Introdução 
Resumo dos Fatos 
Detalhes em forma de Itens (Local, Horário, Infrator, Tipificação, 
Testemunhas, Vítima, Horário, Local, Conduzido). 
Conclusão (Encaminhamento do JECRIM e Final) 
Assinaturas 
 
 
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3.5. Representação 
Vamos analisar o gênero REPRESENTAÇÃO, a estrutura comum desta importante peça, para 
somente num momento seguinte, trabalhar as suas diversas espécies. 
O inquérito tem que estar instaurado para ter a representação (até existe a possibilidade de 
se fazer uma representação em medida cautelar, mas na prova do concurso provavelmente 
vai ser no bojo de um inquérito policial). Esta dica é fundamental e se alinha àquilo que fora 
dito incialmente, ou seja, o candidato deve enxergar qual é o momento temporal em que o 
inquérito se encontra. 
Como orientado acima, a representação é a peça que mais se assemelha a uma petição 
inicial. Logo, todos aqueles que fizeram aulas de prática na Faculdade de Direito tem plenas 
condições de elaborar uma representação sem qualquer dificuldade. 
Para quebrar qualquer objeção, iniciaremos já com a estrutura da peça, para que na 
sequência sejam feitas as observações pertinentes. 
 
 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA 
COMARCA ___________ DO ESTADO DE ________ 
 
TITULARIDADE 
 
REPRESENTAÇÃO 
 
INTRODUÇÃO: _________________ 
DOS FATOS: ___________________ 
FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA: _________________ 
PEDIDOS: _____________________ 
 
AUTENTICAÇÃO 
 
 
 
 57 
 
 
O endereçamento da representação será para o Poder Judiciário, conforme as regras de 
competência criminal estudadas no CPP. Se o enunciado der informações, como o local do 
crime, coloca as informações. Se não der, não inventa o Município, nem o Estado. 
Para facilitar a compreensão desta peça, entenda que nela o delegado está “conversando” 
com o Poder Judiciário, razão pela qual deve se apresentar, com respeito, à autoridade 
judiciária, utilizando-se dos pronomes de tratamento adequados. Assim, de início nesta peça 
virá a titularidade. O delegado se apresentando e dizendo o porquê está elaborando a 
representação, de onde provem seus poderes para estar ali, citando, portanto CRFB, CPP, 
entre outras leis, como a própria 12.830/2013, se o candidato quiser. Isto mostra 
conhecimento acerca das atribuições do cargo de delegado. 
Na introdução (facultativa) pode ser feita uma breve introdução dos fatos; uma rápida síntese 
dos fatos em um parágrafo de poucas linhas. 
Quanto aos fatos, como dito em aula, não se deve copiar todo enunciado da questão. Além 
disso, fatos não valem pontos no gabarito oficial, logo não precisa falar muito. E aqui vai um 
ponto de atenção: fatos longos “gastam” linhas preciosas na formulação da sua peça. 
Já no que toca à Fundamentação Jurídica, sem dúvidas esta é a parte mais importante da 
peça representação. Aqui estão os pontos que serão distribuídos pela banca examinadora, já 
que será mensurado o conteúdo jurídico do futuro delegado de polícia. 
Na fundamentação jurídica, o candidato irá expor as razões para se solicitar ao judiciário, em 
virtude da presença de uma cláusula de reserva de jurisdição, a relativização de um direito 
fundamental. Logo, é recomendável tratar bastante de pontos aprendidos em Direito 
Constitucional, trazendo argumentos no sentido de que nenhum direito fundamental é 
absoluto, cabendo ao juiz fazer uma ponderação, de acordo com o caso concreto, quando 
houver conflito entre estes vários direitos. O delegado deve mostrar ao juiz porque esse direito 
fundamental deve ser relativizado naquele caso em especial. 
Além disso, para justificar a relativização de direitos fundamentais, pode ser trabalhado o 
princípio da proporcionalidade, falando da necessidade e utilidade da medida e da 
proporcionalidade em sentido estrito, como demonstrado nas vídeo-aulas do SupremoTV. 
Depois, em linha de conclusão, podem ser também citados os fundamentos 
infraconstitucionais, que irão variar de pedido para pedido (por exemplo: “esse pedido se 
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fundamenta no art. 319 do CPP”, etc.). Assim, o candidato estará pontuando em sua 
representação. 
Pode fazer essa fundamentação em parágrafos, em itens, dividindo em subtítulos, etc. Pode 
colocar um subtítulo e o artigo referente, inclusive facilita na hora de elaborar os pedidos, que 
vão ser basicamente uma repetição resumida da fundamentação jurídica. 
Atenção: cuidado ao citar autor, pois o examinador pode conferir se o autor falou mesmo 
aquilo. Quanto ao número do inquérito: pode colocar onde quiser, pode colocar na introdução, 
antes da titularidade, mas não invente número sob pena de identificação da peça e 
recebimento de nota zero. 
Atenção: a representação é uma das peças que mais exige a redação, pois tem que 
fundamentar todos os pedidos. Daí ser a predileta das bancas de concurso. 
 
Resumo da estrutura da Representação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Possíveis medidas que podem ser pedidas na representação: 
1. Busca e Apreensão: art. 5º, XI, CRFB/88 art. 240 e ss., CPP; 
2. Sequestro de Bens: art. 125 e ss., CPP e art. 4º e ss., Lei n.º 9.613/98 (Lei de Lavagem 
de Dinheiro); 
3. Prisão Temporária: art. 1º, I, II ou III, Lei n.º 7.960/89 (a doutrina entende que o inciso III 
sempre tem que estar presente, ora com o inciso I, ora com o inciso II) e Lei n.º 8.072/90 em 
seu art. 2º, §4º; 
Endereçamento 
Titularidade 
Representação 
Introdução 
Fatos 
Fundamentação Jurídica (Título E Artigo) 
Pedidos 
Autenticação 
 
 
 
 59 
 
4. Prisão Preventiva: art. 282, art. 312 (requisitos e pressupostos) e art. 313 (condições que 
cabem prisão preventiva); 
5. Medidas Cautelares Diversas da Prisão: art. 282, art. 283, §1º e art. 319, CPP; 
6. Interceptação Telefônica e Telemática: Lei n.º 9.296/96; 
7. Afastamento de Sigilo Bancário e/ou Fiscal: art. 1º, §4º, Lei Complementar n.º 105/01 
(bancário) e art. 198, §1º, CTN (fiscal); 
8. Ação Controlada: art. 8º, Lei n.º 12.850/13 e art. 53, II e parágrafo único, Lei n.º 
11.343/2006. 
(Atenção: a Lei n.º 9.034/95 foi expressamente revogada pela Lei n.º 12.850/13) 
9. Infiltração Policial: art. 10, art. 10-A e seguintes da Lei n.º 12.850/13 e arts. 190-A a 190-
E do ECA (Lei nº 8.069/90). 
Obs.: Cada uma dessas medidas tem que aparecer na representação em dois momentos:tanto na fundamentação jurídica quanto nos pedidos. Os artigos especificados podem ser 
colocados na fundamentação jurídica, e nos pedidos coloca o nome de cada medida. Mas 
isso desde que a fundamentação jurídica tenha sido feita de forma organizada, como exposto 
acima, dividindo-se os tópicos, os parágrafos, conforme demonstrado nas aulas. 
 Dica: colocamos nas aulas todos os artigos que vão fundamentar os pedidos. 
Vamos agora ao detalhamento das principais medidas que podem ser solicitadas numa 
representação. 
 
- Busca e Apreensão: 
A busca e apreensão é considerada uma das diligências mais famosas durante um inquérito 
policial. Como relativiza a privacidade, a intimidade, o resguardo do lar, esta medida deve ser 
autorizada pelo juiz, conforme disposição constitucional. 
Para solicitar na peça uma busca e apreensão, o enunciado tem que trazer o local, não sendo 
possível pedir busca e apreensão num lugar indeterminado. O enunciado tem que citar, então, 
um galpão, uma casa, um endereço, etc. Não pode pedir busca e apreensão de forma 
genérica. Se não tem dados precisos, não adianta pedir um mandado de busca e apreensão. 
 
 
 60 
 
Tem que convencer o juiz da necessidade dessa medida conforme as circunstâncias do caso 
concreto. 
Quando o Delegado solicita uma busca e apreensão em escritório de advocacia, tem que ter 
expresso o pedido de comunicação à seccional da OAB. Deve falar isso na peça, caso venha 
algum tipo de busca em escritório, como já aconteceu em concursos passados da Polícia 
Federal, a título de exemplo. O gabarito trará isto como critério de pontuação. 
Feita a arrecadação de bens quando do cumprimento da busca, deve ser feito o consequente 
auto de apreensão, com a tudo que for obtido nesta medida. Alguns destes bens, podem ser 
submetidos à perícia. Todavia, estes fatos (apreensão e perícia) não estarão lá na origem do 
pedido, ou seja, na representação. Isto é o pós apreensão. 
Em regra, a busca e apreensão vai ser pedida na representação. Não vai pedir busca e 
apreensão se for um TCO, por exemplo. Numa portaria, pode até pedir busca e apreensão, 
indicando como uma das diligências que “oficie-se ao juízo competente, solicitando-se a 
busca e apreensão conforme minuta anexa”. Mas em rega, aparece na representação, 
principalmente em se tratando de provas de concursos. 
A busca e apreensão também pode ser um item do despacho fundamentado. Por exemplo, 
prendeu membros de uma associação criminosa e um dos conduzidos falou que na chácara 
X vai encontrar armas, munições, etc. Já no despacho fundamentado vai mandar “oficiar ao 
juízo competente para a busca e apreensão conforme minuta anexa”. 
Está muito comum na polícia pedir busca e apreensão junto com a ação controlada, pedindo 
ao juiz que este dê essa busca, mas podendo executá-la no melhor momento. Pode ser que 
o examinador coloque um caso assim na prova, a fim de verificar a percepção da eficácia da 
persecução penal pelo candidato. 
 
- Sequestro de Bens: 
O sequestro é uma medida assecuratória cujo deferimento acarreta a indisponibilidade 
dos bens móveis ou imóveis adquiridos pelo agente como proveito da infração penal ou 
produto indireto desta, estando previsto no art. 125, CPP, bem como na lei de lavagem de 
dinheiro. 
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No caso desta medida ser cobrada em prova, o examinador irá obrigatoriamente colocar no 
enunciado que o bem em questão foi obtido com o provento do crime. Não pode inventar, não 
pode pedir um sequestro do nada, o examinador tem que ser muito claro sobre a obtenção do 
bem com o produto do crime. 
Atenção: O art. 4º, da Lei n.º 9.613/98 (Lei de Lavagem de Dinheiro), não usa mais a palavra 
sequestro, passou a chamar de medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores. 
 
- Prisão Temporária e Prisão Preventiva: 
A prisão temporária, segundo a doutrina, é aquela prisão em que se prende para investigar 
(art. 1º, I, da Lei n.º 7.960/89, diz “quando imprescindível para as investigações do inquérito”). 
Então, no enunciado, tem que perceber que está no início das investigações, tem um lastro 
informativo muito pequeno. Esta é uma dica essencial que permite ao candidato diferenciar a 
temporária da preventiva. Na preventiva, como veremos, os requisitos que serão narrados 
pelo caso concreto serão muito mais exaurientes, evidentes, da presença dos requisitos 
previstos no CPP. 
Interessante lembrar também que para ser pedida uma prisão temporária, deve haver a 
presença de um dos crimes previstos no art. 1º, III, da Lei n.º 7.960/89 ou um crime hediondo 
ou equiparado. 
Cuidado: o crime de quadrilha ou bando teve alterado o seu nomen iuris para associação 
criminosa, mas continua sendo cabível a prisão temporária neste caso. O crime de atentado 
violento ao pudor passou a integrar o crime de estupro, o qual também é passível de 
decretação de prisão temporária. O rapto deixou de ser crime, logo não cabe mais a medida 
neste caso. 
Além disso, não existem mais o crime de atentado violento ao pudor e o crime de rapto, 
listados no art. 1º, III, da citada lei. 
A prisão preventiva, como dito acima e também destacado em aula, é mais exigente. Isto 
porque para prender preventivamente deve haver, pelo art. 312, CPP, prova da existência do 
crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado. 
Além disso, tem que ter um dos requisitos alternativos: garantia da ordem pública; garantia da 
 
 
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ordem econômica; conveniência da instrução criminal; e para assegurar a aplicação da lei 
penal. 
A garantia da ordem pública é muito difícil de conceituar, de demonstrar, vão ser crimes que 
afetem a sociedade, etc. É um conceito jurídico indeterminado, sobre o qual a doutrina e 
jurisprudência sempre estão se debatendo. Comumente, nota-se que a garantia da ordem 
pública relaciona-se à necessidade de impedir a repetição de novos crimes. 
No que tange à garantia da ordem econômica, é possível se buscar este conceito no art. 170 
da CRFB/88, bem como nos crimes econômicos, que abalam a economia e o sistema 
produtivo, o mercado em geral. 
Por continuidade, a preventiva para garantir a aplicação da lei penal, dentre os requisitos, tem 
sido o mais facilmente identificado e se dá, quando por exemplo, a pessoa tem um histórico 
de fuga, pretende fugir para outro país, não tem residência fixa, dentre outras possibilidades. 
Por fim, a prisão preventiva por conveniência da instrução penal mira a proteção dos atores, 
bens e demais circunstâncias que gravitam no entorno da investigação. Talvez o exemplo 
mais famoso seja o daquele investigado que está ameaçando testemunhas, ocultando bens, 
exercendo seu poder de influencia para se abster da persecução penal, dentre outras 
situações. 
Para representar por uma prisão preventiva devem estar presentes as condiçõesdo art. 313, 
CPP: 
➢ Crime doloso punido com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 anos. 
 Até 4 anos, não cabe prisão preventiva. 
➢ Se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em julgado. 
➢ Crime envolver violência doméstica e familiar contra mulher, criança, adolescente, 
idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das medidas 
protetivas de urgência. 
Esses itens do art. 313, CPP, são alternativos. 
Parágrafo primeiro: também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a 
identidade do preso. Nesse caso, o enunciado tem que deixar isso claro e deve falar na peça 
que a medida terá duração até a identificação. 
 
 
 63 
 
Art. 313, Parágrafo único. Também será admitida a prisão preventiva 
quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando 
esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o 
preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação, 
salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da 
medida. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
A prisão preventiva é mais ampla e não tem prazo, então dá mais segurança para investigação 
pedir a preventiva do que a temporária. Se for uma temporária vai estar muito na cara no 
enunciado que é temporária. Isso porque os requisitos da temporária são objetivos, os da 
preventiva nem tanto. Na preventiva há maior abertura semântica, dada a presença na lei de 
conceitos jurídicos indeterminados. Então, o candidato por fazer um exercício de eliminação. 
Se não couber temporária, vale uma nova leitura no enunciado, para que seja verificada a 
possibilidade da prisão preventiva. 
Obs.: no caso de temporária, é de bom juízo colocar o prazo no pedido da representação, 
pois é possível que o examinador pontue este conhecimento do candidato. De todo modo, se 
não souber o prazo, é melhor nada citar a errar. 
A Lei n.º 12.403/11 teve como objetivo constitucionalizar a matéria de prisão dentro do CPP. 
O seu segundo objetivo foi colocar a liberdade com a regra e a prisão como exceção. 
Um dos mecanismos que tenta reforçar esse dogma é o art. 282, §6º, CPP, que estabelece 
que a prisão preventiva vai ocorrer só em último caso. 
A legislação, para tentar reforçar esse dogma, cria medidas cautelares diversas da prisão. 
Então, na peça, pode pedir uma medida cautelar de forma subsidiária, ou seja, pedir ao juiz 
que, caso não seja decretada a prisão, seja concedida uma medida cautelar diversa da prisão 
(art. 319, CPP). Embora isto seja uma possibilidade prática real, nas provas anteriores de 
concursos de Delegado, nenhum gabarito oficial trouxe a previsão de pedidos subsidiários 
dentro da representação. 
 
- Medidas Cautelares Diversas da Prisão: 
Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: (Redação dada pela Lei nº 
12.403, de 2011). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
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I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, 
para informar e justificar atividades; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por 
circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante 
desses locais para evitar o risco de novas infrações; (Redação dada pela Lei nº 12.403, 
de 2011). 
III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias 
relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; (Redação 
dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou 
necessária para a investigação ou instrução; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado 
ou acusado tenha residência e trabalho fixos; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica 
ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações 
penais; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com 
violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-
imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração; (Incluído pela Lei nº 
12.403, de 2011). 
VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos 
do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência 
injustificada à ordem judicial; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
IX - monitoração eletrônica. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 1o (Revogado pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 2o (Revogado pela Lei nº 12.403, de 2011). 
§ 3o (Revogado pela Lei nº 12.403, de 2011). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
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§ 4o A fiança será aplicada de acordo com as disposições do Capítulo VI deste Título, 
podendo ser cumulada com outras medidas cautelares. (Incluído pela Lei nº 12.403, 
de 2011). 
O candidato deve prestar atenção nos seguintes incisos, conforme destacado em aula: 
- Inciso VI: suspensão do exercício de função pública. 
O STJ enfrentou esse tema e permitiu que cargos eletivos também tenham suas funções 
públicas suspensas. O CPP não diz qual é o prazo de suspensão. Assim, o STJ já decidiu 
que o prazo poderia ser de 180 dias; acima disso, haveria transgressão ao princípio da 
proporcionalidade. 
- Inciso V: Recolhimento domiciliar: atenção, não confundir, pois existe prisãodomiciliar, 
recolhimento domiciliar e regime domiciliar. 
➢ Regime domiciliar é cumprimento de pena, a pessoa pede para cumprir o restante da 
pena em casa, se for um dos casos do art. 117, LEP. 
➢ Prisão domiciliar é um substitutivo da prisão preventiva para os casos elencados no 
art. 318, CPP. 
➢ Medida domiciliar é medida cautelar diversa da prisão (art. 319, V), é para qualquer 
pessoa, desde que essa pessoa tenha residência e trabalho fixo. 
- Inciso IX: monitoração eletrônica: vários setores questionam o uso da tornozeleira em 
presos, mas pelo CPP pode aplicar. 
Para representar por uma das medidas cautelares, a hipótese há de estar muito bem 
caracterizada no enunciado. Na véspera da prova discursiva, recomenda-se a leitura 
pormenorizada do art. 319, CPP. 
 
- Interceptação Telefônica: 
Esta é uma das representações mais comuns nos concursos de delegado, historicamente. 
Uma distinção inicial se faz importante: a quebra do sigilo dos dados telefônicos implica na 
verificação dos os números de chamadas efetuadas, recebidas, duração das chamadas, 
ERBs (estação rádio-base). É quase como uma conta telefônica mais detalhada. Já a 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
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interceptação telefônica ocorrerá quando um terceiro (policial) passar a ouvir a conversa de 
outros dois, que ignoram aquela gravação. 
Para pedir a interceptação telefônica, devem estar presentes os seguintes requisitos, 
conforme a Lei 9.296/96: 
➢ Fato certo e determinado. Não posso pedir interceptação telefônica sem especificar o 
crime; 
➢ Pela lei, só pode ser concedida em último caso; 
➢ Para fins criminais; 
➢ Tem que ser enviado para o juízo competente, só ele pode conceder; 
➢ Para crime apenado com reclusão (não cabe para detenção); 
➢ Tem que ter indícios de autoria e materialidade. 
Estes itens estão nos arts. 1º e 2º da Lei 9.296/96. Tem que comprovar ao juiz a necessidade 
dessa interceptação. 
Cuidado: não se exige autorização judicial para que o delegado requisite os dados cadastrais 
à operadora telefônica (art. 15, Lei n.º 12.850/13). Por exemplo: em nome de quem está 
cadastrado o número xxxx. Isto se enquadra no poder requisitório. 
Esta lei, no art. 21, prevê um crime para o caso em que o delegado requisita os dados 
cadastrais para a empresa e a empresa não atende. Crime omissivo. 
A teoria da serendipidade em interceptações telefônicas: a aplicação desta teoria, aceita por 
nossos tribunais superiores, possibilita a utilização de provas encontradas de forma 
inesperada no curso de uma interceptação. A serendipidade de 1º grau ocorre quando a 
informação nova tem ligação com o deferimento inicial; já a de 2º grau consiste naquelas 
informações fortuitas que não têm nada a ver com o deferimento inicial. 
Vale recordar que a interceptação se destina a gravar conversas futuras; não há como gravar 
conversas anteriores, que já ocorreram no passado. 
Na prova do concurso, se a peça for uma representação pela interceptação telefônica, o 
candidato poderá também representar ao final pelo desvio dos áudios para o órgão policial, 
por parte das operadoras de telefonia. Não há necessidade de declinar qual software será 
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utilizado pela Polícia. O gabarito da última prova de Santa Catarina citou expressamente o 
software “Guardião”, situação absurda a nosso sentir. Este é apenas um dos softwares 
utilizados para este desvio de áudio e gravação das conversas interceptadas. 
 
- Sigilo Bancário ou Fiscal: 
Conforme abordado em aula, o candidato deve analisar os dados fornecidos no enunciado da 
questão, para verificar a possibilidade de se representar ao Judiciário pelo afastamento do 
sigilo bancário ou fiscal. Logo, o problema deve trazer contas bancárias, circulação de dinheiro 
ilícito por estas contas, utilização de laranjas, questões ligadas em especial a lavagem de 
capitais, ocultação de patrimônio, incompatibilidade entre renda declarada à Receita e modo 
de vida, entre outras situações. 
Sigilo bancário é muito importante para a situação de seguir o destino do dinheiro, provando 
vinculação entre sujeitos, empresas, contas fantasmas, desvio de recursos, evasão de 
divisas, caixa 2, entre outras situações. 
A fundamentação está em peças petitórias, como dito. 
 
- Ação controlada: 
Na ação controlada, o candidato comunica previamente ao juiz que determinou a medida, 
caso se trate de ORCRIM, ou representa previamente ao juiz solicitando autorização para a 
medida, caso se trate de tráfico de drogas, tudo para não atuar de imediato, em exceção ao 
dever de agir imposto pela lei (art. 301 do CPP). Em tese, é uma comunicação ou pedido para 
que os policiais “possam prevaricar”, comunicando ou solicitando ao juiz para que se possa 
retardar a intervenção policial relativa à ação praticada por organização criminosa ou 
traficantes, para que a medida se concretize no momento mais eficaz para a produção de 
provas. 
Se o enunciado trouxer um caso de ação controlada que envolva organização criminosa, deve 
ser feita uma comunicação prévia ao juiz. Se for na lei de drogas, será diferente, pois deve 
haver uma representação prévia. Este cuidado pode ser decisivo na prova discursiva de peças 
práticas. 
 
 
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Cuidado: a ação controlada prevista na organização criminosa é diferente da ação controlada 
do art. 53, II, da Lei n.º 11.343/06 (Lei de Drogas). O art. 8º, da Lei n.º 12.850/13 fala em 
comunicação ao juiz; já o art. 53 não fala em comunicação, e sim em autorização. 
O STJ ainda não se manifestou sobre essa aparente antinomia. Na prova, deve pedir 
comunicação ao juiz na ação controlada. Mas se a matéria da prova for drogas, deve pedir 
autorização ao juiz. 
 
- Infiltração: 
A infiltração está prevista nos arts. 10, 10-A e seguintes da Lei n.º 12.850/13, no art. 53, I, da 
Lei n.º 11.343/06 e nos arts. 190-A a 190-E do ECA.”; “tanto a Lei n.º 12.850/13, quanto as 
Leis n.º 11.343/06 e 8.069/90 trazem esta previsão. 
No caso da infiltração, tanto a Lei n.º 12.850/13 quanto a Lei n.º 11.343/06 fala em autorização 
judicial, não é mera comunicação. Aqui não há qualquer antinomia (conflito de regras). 
A infiltração será admitida pelo prazo de 6 meses, podendo ser renovada desde que 
comprovada a sua necessidade. Há necessidade de elaboração de um relatório do agente 
infiltrado sobre as atividades realizadas, permitindo-se assim o controle pelo Judiciário e 
Ministério Público. 
No caso do ECA, o prazo da infiltração é de 90 dias, renovável até 720 dias. Já a infiltração 
virtual do art. 10-A da Lei 12.850/2013, traz prazo de 6 meses, renovável até o limite máximo 
de 720 dias.”; 
Cuidado: informante: não tem nada a ver com infiltração de agente, o informante é alguémcomum do povo que repassa informações para a polícia. 
Na prova prática, para se ter infiltração, deve haver alguma situação em que claramente é 
possível a adoção desta medida, como por exemplo, a organização criminosa está à procura 
de alguém para prestar serviços de motorista. É uma situação clara em que se pode pensar 
na infiltração de um policial para cumprir esta função. 
 
 
 
 
 
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- Possibilidades de vários pedidos cumulados - Representações. 
É comum, analisando-se o retrospecto das provas de Delegado, que na peça representação 
venham 2 ou 3 desses pedidos (por ex.: busca e apreensão mais prisão temporária mais 
sequestro). Logo, entenda que é possível se fazer vários pedidos numa só representação, ao 
mesmo juízo competente. 
Numa prova de concurso, o examinador vai contar uma história e o candidato tem que fazer 
a peça. O grande problema é que o candidato vai enxergar várias possibilidades, e isso 
também acontece na prática. Tem que ter o cuidado para pensar no que o examinador quer 
com aquele caso, deve analisar as entrelinhas que ele deixou na história. Então, não pense 
como delegado, presidindo seu caso. Pense como candidato, com humildade, tentando 
enxergar o que o examinador quer como gabarito. Esta é a chave para acertar toda e qualquer 
peça que vier num concurso. 
Por exemplo, se está provada a prática de um crime, é possível fazer um pedido de prisão. 
Mas tem que analisar se já cabe a prisão ou tem outra medida investigativa que vai ser mais 
útil que a prisão, para aquele caso concreto. Se pode pedir uma prisão, uma busca e 
apreensão e uma ação controlada, será que é o momento oportuno para pedir uma prisão? 
Ou seria melhor produzir outras provas mais robustas e depois pedir a decretação da prisão 
do investigado, com mais segurança e mais preenchimento dos requisitos da custódia 
cautelar? 
Além disso, não adianta nada pedir todas as medidas numa prova de concurso. O candidato, 
insista-se, deve analisar quais medidas são cabíveis dentro do caso apresentado pelo 
examinador, antevendo o que estará no gabarito. A finalidade é tirar uma nota alta. Foque 
apenas nisto. 
 
 
3.6. Requisição do Delegado 
A requisição é feita através de um ofício, quando não demandar autorização judicial. 
Normalmente não é uma peça isolada. 
Ex.: está investigando uma quadrilha de servidores públicos e o Tribunal de Contas já tem um 
relatório. Faz-se um ofício, requisitando este relatório ao Tribunal de Contas. 
Poder requisitório do Delegado: 
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➢ Art. 17-B, Lei n.º 9.613/98; 
➢ Art. 15, Lei 12.850/13; 
➢ Art. 2º, §2º, Lei n. º 12.830/13; 
➢ Arts. 6º e 13-A, 13-B, §4º do CPP. 
Por esses artigos, podemos perceber que está havendo uma ampliação do poder do Delegado 
na última década, como se destacou nas aulas do SupremoTV. 
 
 
3.7. Relatório 
Previsto no ar. 10, §1º, CPP e art. 52, I, Lei n.º 11.343/06, esta peça é aquela que irá colocar 
fim ao inquérito policial, sendo este enviado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. 
Numa prova de concurso, a peça só será relatório se estiverem esgotadas as medidas 
investigativas, razão pela qual pode se cogitar no encerramento do inquérito. Havendo ainda 
medidas a serem realizadas, o relatório não será cabível. 
Nesta peça, é possível ter solicitação de medidas cautelares do art. 319, prisão preventiva, 
utilização de bens pela polícia, incineração de drogas, envio de bens a depósito judicial, entre 
outras atreladas ao fim da investigação, por exemplo. 
 
 
 
Vamos à ESTRUTURA do relatório: 
 
 
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A parte mais relevante será obviamente o desenvolvimento. É possível separar o 
desenvolvimento em tópicos: introdução, resumo das diligências, da materialidade, da autoria 
e dos eventuais pedidos (facultativos a depender do caso concreto), e depois sim a conclusão 
final. 
Na conclusão é importante ter a determinação de remessa do inquérito ao Poder Judiciário, 
nos termos colocados pelo próprio CPP. Exemplo: “remeto os autos concluídos ao juízo 
competente”. 
Na autenticação: local, data e assinatura. 
Se tiver um pedido, como aqueles acima citados, vale colocá-los antes da conclusão. 
 
 
TÍTULO: Relatório final ou só relatório 
 
Cabeçalho: 
DATA DE INÍCIO 
DATA DE TÉRMINO 
INDICIADOS: _________________________________, pelo crime _____, CP. 
JUÍZO COMPETENTE: 
 
DESENVOLVIMENTO 
 Introdução 
 Resumo das diligencias 
 Da materialidade 
 Da autoria 
 Dos pedidos 
 Conclusão 
AUTENTICAÇÃO 
 
 
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4. Dúvidas mais comuns enviadas pelos alunos 
1) É possível utilizar abreviações na peça? 
CR/88 
CPP 
CP 
Lei de ORCRIM 
As abreviações “óbvias” podem ser utilizadas, pois são fruto da cultura jurídica. 
2) Como adequar a peça ao número de linhas previsto no meu edital? 
Faça um planejamento prévio à escrita, pensando sempre naqueles itens da peça que 
produzirão mais pontos na correção do examinador. Treine a execução deste planejamento, 
pois isto fará com que se chegue no dia da prova do concurso com muito mais segurança. 
Ex.: Representação com 60 linhas. 
Encaminhamento: 1 a 2 linhas 
Titularidade: até 5 linhas 
Introdução: até 5 linhas 
Fatos: até 12 linhas 
Direito: até 30 linhas (aqui estará o maior número de pontos na correção) 
Pedidos: até 10 linhas 
Autenticação: 1 linha 
Espaçamento organizacional entrelinhas: 7 linhas em branco (facultativo). 
3) Em caso de erro ao escrever, como fazer? Essas linhas serão computadas? 
(Fragrante) – colocar a palavra errada entre parênteses. 
As linhas serão computadas. 
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4) No despacho fundamentado pós flagrante é necessário remeter o preso à audiência 
de custódia? 
A Resolução do CNJ que regulamenta a audiência de custódia não estabelece este dever 
para o Delegado. Mas se quiser colocar, é possível, mostrando conhecimento ao examinador. 
O Delegado deve oficiar ao juízo competente (dizer na prova qual é este juízo, conforme dados 
expostos na questão) e comunicar sobre a prisão em flagrante do “fulano”. 
5) É possível indiciamento no corpo do relatório?Tecnicamente é um erro, mas se vê na prática do dia a dia. 
Deve ser feito o despacho de indiciamento, devidamente fundamentado. 
O despacho de indiciamento é também uma peça possível em prova, tendo estrutura análoga 
a qualquer outro tipo de despacho. 
Após, “voltem-me conclusos os autos” e aí sim se elabora o Relatório finalizando o inquérito. 
6) É possível fazer uma Representação em formato de Ofício? 
Na visão técnica, o ofício não se presta a veicular uma Representação. O ofício pode ser a 
capa. O conteúdo será a representação anexa a este ofício. Na prova de concurso, não será 
necessário fazer o ofício encaminhando a representação. Nos concursos já ocorridos, só a 
representação foi exigida. 
7) O endereçamento deve ser feito ao Tribunal em casos de competência por 
prerrogativa de foro? 
SIM!! 
Ex.: Prefeito → Exmo. Sr. Presidente do Tribunal de Justiça 
Governador → STJ 
Etc. 
8) No caso de crime de menor potencial ofensivo, como deve ser feito o 
endereçamento? E em casos de crimes dolosos contra a vida? 
Respectivamente, ao Juizado Especial e ao Tribunal do Júri, ou seja, ao juízos competentes. 
 
 
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9) No caso de cabimento de fiança na prisão em flagrante, onde deve ser feita a fixação do 
valor e a sua respectiva justificativa? 
No despacho pós-flagrancial, fundamentando as razões do convencimento do delegado. 
Obs.: o valor não deve ser mencionado, sob pena de identificação da peça. 
10) A peça pode envolver a confecção de um acordo de colaboração premiada? 
Acreditamos que seria bem complicada a elaboração de um gabarito único para esta peça. O 
acordo tem natureza negocial. A autoridade policial estabelece condições para que o indiciado 
possa cumprir e possua benefícios que somente a própria autoridade pode conceder. 
É possível, contudo, ser feita uma representação pelo Delegado, conduzindo um pedido de 
homologação (ao juiz, com oitiva prévia do MP) de colaboração premiada já realizada. 
11) No caso de a representação envolver infiltração policial, será necessário qualificar 
na peça o agente infiltrado? 
Não, nos relatórios circunstanciados feitos do Delegado para o Juiz, será informado o agente 
infiltrado. 
12) No caso de a representação envolver autorização para acesso de dados em 
smartphones apreendidos, o fundamento está na lei 9296/96? 
STF considera que não há interceptação. 
Há solicitação ao juiz de acesso aos dados de um celular que já foi apreendido. 
Gilmar Mendes – HC 168.052/STF – típico caso de mutação constitucional (a CR/88 não 
previu, mas são utilizados os direitos fundamentais para a viabilização). Fundamentos: art. 5º, 
X e XII, CR/88; Art.7º, III, Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet). 
13) Se houver, num espectro concreto, incompatibilidade prática das medidas? Por 
exemplo: solicita prisão preventiva e proibição de frequência a locais. 
Analisar a coerência entre as medidas. Compatibilidade é importante. 
14) Na representação é possível fazer pedido cumulado? 
Sim, conforme explicado em aula. E isto é inclusive comum em provas de concursos. 
 
 
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Ex.: busca e apreensão + prisão preventiva, 
Podem ser feitos também pedidos alternativos. Ex.: prisão temporária OU monitoração 
eletrônica. 
E ainda, é possível pedidos subsidiários. Ex.: preventiva e, subsidiariamente, a apreensão de 
documentos, ex. passaporte. 
15) No caso de aplicação do artigo 12-C da Lei Maria da Penha, qual peça deve ser 
formulada? 
Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade 
física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus 
dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de 
convivência com a ofendida: (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
I - pela autoridade judicial; (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou (Incluído 
pela Lei nº 13.827, de 2019) 
III - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado 
disponível no momento da denúncia. (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
§ 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado no 
prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a 
manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério 
Público concomitantemente. (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
§ 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida 
protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso. (Incluído pela 
Lei nº 13.827, de 2019) 
Aumentou o poder geral de cautela do Delegado. 
Caso seja apresentado um caso em que o município não é sede de comarca, deverá ser feito 
um despacho fundamentado, pelo Delegado, determinando o afastamento, notificar o 
agressor e, por meio de ofício, comunicar ao juiz da comarca, em 24 horas, para que 
mantenha ou revogue a medida protetiva. Representação. 
 
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16) Na representação é importante citar quais os crimes o caso concreto trouxe? 
Se souber o artigo, citar. Se não, citar ao menos o nome do crime. Tais informações devem 
constar na fundamentação jurídica e certamente serão critérios de correção utilizados pela 
banca para pontuação do candidato.

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