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SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Processual Penal 
Introdução 
A Magna Carta em seu artigo 1° “todo o poder emana do povo”. 
O Estado é titular de um poder que decorre da sociedade, assim 
temos o Estado atuando para a vontade do povo, no absolutismo 
o poder estava acima do povo, com isso surgiu o direito tendo 
como finalidade a regulação do poder do Estado, e para isso é 
utilizado o processo penal. 
 
 O poder jurisdicional: poder de julgar onde todo juiz tem 
esse poder; 
 O direito processual penal limita a atuação do Estado; 
 O direito processual penal só pode ser aplicado por 
meio do processo. 
Jus puniendi – “punir” 
Função do Processual Penal 
O poder punitivo só pode atingir o cidadão após passar por uma 
barreira (filtro), sendo esta o processo penal. 
 
 
 
 
 
 
O processo penal é como um escudo contra o jus puniendi. 
Finalidade do processo penal 
1. Condicionar/Limitar: satisfação do jus puniendi; 
2. Garantia máxima dos direitos e garantias penais. 
Desenvolvimento regular 
Actum trium personarum 
É a ação de três personagens: 
1. Ministério Público; 
2. Defesa (defesa pública, advogado particular, advogado 
dativo); 
3. Juiz. 
O ministério público e a defesa são partes interessadas, o juiz é 
imparcial. 
Relação jurídica 
É o vínculo que se estabelece entre os sujeitos que no processo, 
ocupam posições distintas e aos quais assistem faculdades, 
direitos e obrigações. 
Observação: o procedimento é o passo a passo, 
conjunto/sequência de atos, a relação jurídica se dá no 
processo. 
Procedimento ordinário 
A persecução penal é mais abrangente que o processo. 
 
O Estado é 
titular do poder 
jurisdicional.
O exercício do poder 
jurisdicional pelo Estado é 
limitado pelo direito 
processual. 
O direito processual institui o 
processo como instrumento 
por meio do qual o Estado 
exerce o poder jurisdicional.
O Esrado é 
titular do jus 
puniendi 
O exercício do jus puniendi 
pelo Estado é limitado pelo 
direito processual.
O direito processual institui o 
processo criminal como 
instrumento por meio do 
qual o Estado exerce jus 
puniendi.
Investigação • Aro 
criminoso
Denúncia ou 
Queixa
•Acusação 
formal 
Juiz recebe
•nasce o processo 
que se completa 
com a citação 
Instrução • colheita de provas em 
contraditório
Sentença • condenatória ou absolutória 
Trânsito em 
julgado 
•quando não cabem mais 
recursos, iniciando-se a fase 
de execução
Te
or
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 g
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 p
en
al
 
Início do 
processo 
fim do 
processo 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
O processo só nasce quando o juiz recebe a denúncia/queixa. 
• Após todo o processo, surge a execução penal. 
Processo Código 
Denúncia ou queixa Art. 41, 33 do CPP 
Resposta a acusação Art. 396 do CPP 
Audiência de Instrução e 
Julgamento 
Art. 400 do CPP 
Memoriais ou alegações 
finais 
Art. 403 do CPP 
Sentença Art. 381 do CPP 
Absolvição sumária: quando o réu é absolvido pelo juiz da 
audiência de instrução, art. 397 CPP. 
Garantias Constitucionais 
Art. 5° da CF/88 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela 
autoridade competente; 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o 
devido processo legal; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos 
acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla 
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios 
ilícitos; 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em 
julgado de sentença penal condenatória; 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a 
identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; 
(Regulamento) 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem 
escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, 
salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente 
militar, definidos em lei; 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre 
serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família 
do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o 
de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da 
família e de advogado; 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por 
sua prisão ou por seu interrogatório policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade 
judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei 
admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável 
pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação 
alimentícia e a do depositário infiel; 
 
Fontes 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, 
marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 
(...) 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados 
a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas 
neste artigo. 
 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal 
legislar concorrentemente sobre: (...) 
IV - custas dos serviços forenses; (...) 
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas 
causas; 
XI - procedimentos em matéria processual; 
 
União: fonte, pois ela quem cria as normas processuais penais; 
Competência privativa: só ela pode - direito processual; 
Competência concorrentemente: ela e outras – procedimento. 
 
 
Materiais União; 
Estados (se houver delegação por Lei 
Complementar. 
Formais Imediatas Constituição Federal; 
Legislação federal 
infraconstitucional; 
Tratados, convenções e regras de 
Direito internacional. 
Mediatas Costumes; 
Princípios Gerais do Direito; 
Analogia; 
Doutrina; 
Jurisprudência; 
Direito Comparado; 
Súmula vinculantes. 
Materiais: órgão/entidade (quem cria); 
Formais: exteriorização do direito (o que foi criado): 
Fontes do 
Processo Penal 
Materiais 
Formais
Imediatas
Mediatas
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
• Imediatas/Diretas: lei; 
• Mediatas/Indiretas: construídas para complementar as 
fontes direta. 
 
 
 
 
Sistemas processuais 
Acusatório Inquisitivo 
Próprio regime acusatório; 
Distinção entre as funções de 
acusar, defender e julgar; 
Só se é chamado em juízo 
através de uma acusação; 
Assegura-se o contraditório 
e a ampla defesa; 
Observa-se procedimento 
em lei; 
Procedimento público; 
As partes produzem as 
provas; 
Isonomia processual entre as 
partes. 
Próprio regime ditatoriais; 
Podem estar reunidas as 
funções de acusar, defender 
e julgar numa mesma pessoa; 
Não há obrigatoriedade de 
acusação por órgão 
específico; 
Possui poucas garantias no 
processo; 
O processo não é público; 
Não há paridade de armas; 
A defesa é restrita; 
Não há presunção de 
inocência – responde o 
processo em prisão. 
Misto Características 
intermediárias dos dois 
sistemas. 
Ex: tem a presunção de 
inocência do acusatório 
porém a produção de provas 
pode ser por parte do juiz e o 
processo pode ser sigiloso 
em casos específicos. 
 
Pacote Anticrime 
Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a 
iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da 
atuação probatória do órgão de acusação. 
 Segundo um doutrinador não há sistemaspuros e sim 
de base. 
Quando o CPP entrou em vigor havia o entendimento de que era 
misto sendo o inquérito policial a primeira fase. Porém, com o 
advento da CF/88, que prevê de maneira expressa a separação 
das funções de acusar, defender e julgar, assegurado o 
contraditório e a ampla defesa e o princípio da presunção de não 
culpabilidade, entendeu-se tratar de um sistema acusatório 
(apesar de não ser um sistema acusatório puro). 
Críticas ao sistema acusatório brasileiro 
Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, 
porém, facultado ao juiz de ofício: (Redação dada pela Lei nº 
11.690, de 2008) 
I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção 
antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, 
observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da 
medida; (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir 
sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre 
ponto relevante. (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008). 
Juiz produzindo prova 
In dubio pro réu - na dúvida é para o réu, mas no art., diz que na 
dúvida o juiz pode pedir nova prova, por isso este artigo vai 
contra o sistema acusatório, já que o juiz não produz prova. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Processual Penal 
Estudo Dirigido 
Instrumentalidade constitucional do processo penal 
O processo é um instrumento, ademais, o direito penal carecia 
por completo de eficácia sem a pena, e a pena sem processo é 
inconcebível, um verdadeiro retrocesso, de modo que a relação 
e interação entre direito e processo é patente. 
 Característica de que o preceito ou imperativo e a 
sanção tem por destinatário aquele poder do Estado 
que é chamado a aplicar a pena. 
Não é possível a aplicação da pena, sem processo nem no caso 
de consentimento do acusado pois não é permitido a 
voluntariedade a pena, se não por meio de um ato judicial (nulla 
poena sine iudicio). 
Mesmo sendo um instrumento sua finalidade não é diminuída a 
satisfação de uma pretensão acusatória, ao lado também há a 
função constitucional como instrumento a serviço da realização 
do projeto democrático, a finalidade constitucional-garantidora 
da máxima eficácia dos direitos e garantias. 
 O processo penal não pode ser transformado em 
instrumento de segurança público. 
Há ainda a crítica ao uso abusivo das medidas cautelares 
pessoais, especialmente a prisão preventiva para a “garantia da 
ordem pública”, 
Vincula-se então que a posição especial do juiz ao contexto 
democrático dê poderes sobre-humanos na realização dos 
escopos processuais, tendo forte influência da filosofia da 
consciência o que acarretaria na facilitação do surgimento de 
juízes juisticeiros. O que em síntese acarretaria em movimentos 
repressivos, como lei e ordem, tolerância zero e direito penal do 
inimigo, um terreno fértil. 
Em suma, a noção de instrumentalidade tem por conteúdo a 
máxima eficácia dos direitos e garantias fundamentais da 
Constituição, pautando-se pelo valor da dignidade da pessoa 
humana submetida à violência do ritual judiciário. 
Direito e processo, são distintos, mas estão relacionados na 
unidade de objetivos sociais e políticos, o que conduz a uma 
relatividade no direito-processo. Respeitando a separação 
institucional e autonomia, o processo penal está a serviço do 
direito penal. 
 Não podendo descuidar do cumprimento dos objetivos 
traçados. 
A instrumentalidade do processo penal é fundamental de sua 
existência, mas com a característica de ser: 
 Instrumento de proteção aos direitos e garantias 
individuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Processual Penal 
Lei processual no espaço e tempo 
 
Fatores de ordem espacial: princípio de territorialidade; 
Lei processual no espaço 
Art. 1° Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território 
brasileiro, por este Código, ressalvados: regra 
Exceções: 
I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; 
• Geralmente afastam a jurisdição brasileira. 
Os tratados tratam de temas específicos enquanto as 
convenções são temas abrangentes em diversos países. 
Obs: diplomatas são imunes a justiça penal. 
II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, 
dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do 
Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal 
Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 86, 
89, § 2º, e 100); 
• Infrações político-administrativas com pena de perda 
do cargo e inabilitação temporária para o exercício de 
cargo ou função pública. 
III - os processos da competência da Justiça Militar; 
• Crimes militares são os previstos no CP e no COM desde 
que: 
1. Crime cometido por militar em atividade 
contra militar na mesma situação; 
2. Por militar em atividade contra militar da 
reserva em lugar sujeito à administração 
militar; 
3. Por militar em atividade contra a patrimônio 
sujeito à administração militar, etc. 
IV - os processos da competência do tribunal especial 
(Constituição, art. 122, no 17); - inconstitucional. 
V - os processos por crimes de imprensa. (Vide ADPF nº 130) 
Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código aos 
processos referidos nos nos. IV e V, quando as leis especiais que 
os regulam não dispuserem de modo diverso. 
 
Regra: territorialiedade; 
Exceções: 
1. Tratados e convenções; 
2. Crimes de responsabilidade; 
3. Crimes militares. 
Lei processual no tempo 
 
Unidade processual: só pode ser regido por uma lei; 
Fases processuais: lei 01, lei 02; 
Processo novo: petição – lei 01 e a defesa – lei 02. 
• A lei nova respeita o ato jurídico perfeito. 
Art. 2o A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem 
prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei 
anterior. 
Princípio do efeito imediato 
 
 
Fatores de ordem 
espacial 
(territorialidade)
Fatores em 
ordem temporal 
(atividade ou 
extratividade) 
Regra geral 
territorialidade 
art.1° do CPP 
caput
Lugar do 
crime 
teoria da 
ubiquidade 
(ação/omissão e 
resultado)
Exceções
tratados 
internacionais, 
prerrogativa de 
funções e JM
Processo findos 
Processo em 
andamento 
Unidade 
processual
Fases processuais 
Isolamento dos 
atos processuais 
Adotado no BR
Processo novo 
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os atos processuais praticafos no período de vigência da lei revogaada 
não estarão invalidados em virtude do advento da nova lei, ainda que 
importe em benefício ao acusado.
A nova norma processual terá aplicação imediata desimportando, 
absolutamente se o fato do processo criminal for praticado antes ou 
depois de sua vigência.
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Normas heterotópicas 
São as normas que se apresentam em leis diversas da sua 
natureza. É uma norma penal em uma lei processual 
ou uma norma processual em uma lei penal. 
Ex: art. 186 CPP – direito ao silêncio. 
Normas de natureza material: criem, ampliem, reduzam ou 
extingam a pretensão punitiva estatal. 
 
Em um mesmo conteúdo legal ele traz disposições de ambas 
naturezas. 
Normas híbridas 
São aquelas que apresentam duplicidade de conteúdo. 
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem 
constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do 
prazo prescricional, podendo o juizdeterminar a produção 
antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, 
decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. 
Citação: conteúdo de direito processual; 
Prescrição: conteúdo de direito material. 
 STJ – não retroage por ser maléfica ao réu. 
Direito material 
A lei 13.718/2018 que tornou a ação pública incondicionada nos 
crimes contra a dignidade sexual é de natureza processual ou 
penal? 
Resposta: a primeira vista pode parecer processual. 
Resumindo 
 
Regras materiais: 
• Estão sujeiras à retroatividade (lei posterior mais 
benéfica) e à ultratividade (lei anterior mais benéfica); 
• Ex: o direito do réu em ser interrogado na presença de 
advogado. 
1. Está previsto no art. 185, caput, CPP; 
2. Seu objetivo porém é efetivar a garantia da 
ampla defesa, prevista na CF/88. 
Regras processuais: 
• Ocorre a aplicação imediata da lei em vigor, 
independente de ser ou não mais benéfica ao réu; 
• Ex: A legitimidade privativa do MP para a ação penal 
pública. 
1. Está consagrada no art. 129, I, da CF/88; 
2. Trata-se de regra de natureza processual, 
referindo-se à legitimação ativa para ação 
penal. 
 
Normas possui dois comandos: 
• Comando de natureza processual, ex: art. 366, 1° parte, 
do CPP, no que toca à suspensão do processo; 
• Comando de natureza material, ex: art. 366, 2° parte, 
do CPP, no que toca à suspensão do prazo 
prescricional. 
Quanto a aplicação desta espécie de norma, há duas correntes: 
1. Ocorrerá a cisão da norma determinando-se no 
aspecto relativo ao seu conteúdo material, a 
retroatividade unicamente para beneficiar o réu e no 
que concerne ao conteúdo processual, sua aplicação 
imediata aos novos atos praticados e decisões 
exaradas; 
2. Não se admite a cisão da norma em regra de direito 
processual e regra de direito material. Logo, se a 
aplicação desta última parte prejudicar o réu, a norma, 
como um todo, não pode ser aplicada (STJ). 
• Art. 186 do CPPheterotópica
• Art 366 do CPP híbrida 
Normas 
heterotópicas
regras materiais 
inseridas em 
diplomas processuais
regras processuais 
inseridas em 
diplomas materiais
Normas híbridas
a norma possui dois 
comandos
Quanto à aplicação desta 
espécie de norma há 
duas correntes
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Atividade e Extratividade da Lei 
 tempo que a lei produz efeito 
Entrada em vigor Lei vigente Revogação 
Atividade da Lei: compreende-se o lapso de vigência da Lei, isto 
é, o tempo situado entre sua entrada em vigor e sua revogação; 
Retroatividade Ultratividade 
 
Entrada em vigor Revogação 
Extratividade: corresponde à incidência da lei fora do seu período 
de vigência. 
A lei processual penal nunca retroage. Obs: a lei heterotópica 
retroage. 
Revogação, Derrogação e Ab-rogação 
Revogação 
Expressa: a nova lei em seu 
texto menciona o texto anterior 
e diz que este está revogado; 
Tácita: Lei nova apresenta 
dispositivos incomatíveis com a 
disciplina ditada pela legislação 
anterior. 
 
 
 
 
Derrogação 
 
 
 
Ab-
rogação 
 
Interpretação e Integração 
 
 
Rejeição 
da 
demanda 
 
RESE 
(art.581,I) 
Exceção 
de 
suspeição 
contra o 
juiz 
 Não há 
número de 
testemunha 
previsto em 
lei 
Rejeição 
do 
aditamento 
à denúncia 
 RESE por 
interpretação 
extensiva 
Aplica-se 
o art. 407, 
CPC 
 Três 
testemunhas 
para cada 
fato 
 
 
Questão 
Quanto à eficácia da lei processual no tempo, assinale a 
alternativa correta. 
a) A lei processual penal nova aplica-se retroativamente 
ao processo iniciado sob a égide de lei processual 
anterior, devendo ser retificados todos os atos com ela 
incompatíveis, realizados sob a vigência daquela. 
b) A lei processual penal nova aplica-se ao processo em 
andamento, ainda que o fato que motivou a ação penal 
(crime ou contravenção) tenha sido cometido antes de 
sua entrada em vigor e mesmo que sua aplicação se dê 
em prejuízo do agente. 
c) A lei processual penal revogada mais benéfica ao 
agente tem extra-atividade; é aplicável aos processos 
iniciados sob a sua égide. 
d) A lei processual revogada mais benéfica ao agente tem 
extra-atividade quando o fato que originou a ação penal 
tenha sido praticado sob a sua égide. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
interpretação
forma de extração do 
real conteúdo da norma
admissivél em processual 
penal inclusive a 
estensiva (analogia)
analogia
forma de integração 
da norma, suprime 
lacunas
admissivél em 
processual penal em 
qualquer situaçãi 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Processual Penal 
Pacote Anticrime 
Lei 13.964/19 de 24 de dezembro de 2019. 
O art. 20, esta Lei entra em vigor após decorridos 30 dias de sua 
publicação oficial. 
• Vigor: 23 de janeiro de 2020; 
• ADIs: 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305. 
Alguns tiveram sua eficácia suspensa. 
Sistemas processuais: 
Acusatório; 
Inquisitivo; 
Misto. 
Antes do pacote anticrime, a discussão sobre o sistema 
processual era apenas doutrinária porém com o pacote 
anticrime está em lei agora. 
Fundamentos do Juiz de Garantias 
Juiz 
 
 
 
 Acusador Réu 
• Sistema acusatório; 
• Funções distintas. 
Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas 
a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da 
atuação probatória do órgão de acusação. 
Juiz de garantia 
1. Órgão jurisdicional; 
2. Acompanha vários etapas da investigação; 
3. Controla a legalidade da investigação; 
4. Resguarda direitos e garantias individuais. 
A novidade é que neste sistema acusatório a iniciativa do juiz é 
vedade, logo precisaria de dois juízes. 
 
Inquérito Policial 
Colheita e busca apreensão – Juiz. Após isso vai ao processo, e 
tendo o mesmo juiz que já deferiu os pedidos anteriormente já 
se contaminou pelas provas. 
O juiz das garantias nascem para evitar as parcialidades, se 
houvesse um juiz que participou de qualquer ação anterior é 
vedada que este continue no processo ou seja o juiz do processo 
não pode ter participado das fases anteriores devido a 
imparcialidade. 
• Juiz não produz provas e sim as partes, porque no 
momento que o Juiz produz prova, ele “escolheu” um 
lado para proteger. 
Sistemática do Juiz de garantias 
• O primeiro Juiz – garantias, e ficar com tudo que tange 
sobre inquérito; 
• O juiz que atua na investigação jamais poderia atuar na 
instrução e julgamento; 
• O juiz de garantias foi suspenso pois estava inferindo 
nas competências e o poder legislativo, não pode. 
*40% das varas do Brasil são únicas (um juiz para julgar tudo). 
O juiz de garantias é um inquérito, a instução e julgamento não é 
de sua competência. 
Enquanto o juiz de instrução e julgamento só atua após oferecida 
e recebida a denúncia. 
Separa funções judiciais 
Juiz da Investigação Juiz do Processo 
fundamentos 
Se contaminou na colheita de 
provas. 
Não se contaminou na 
colheita de provas. 
 
Críticas 
• Pouco tempo de adequação – 30 dias; 
• Questões orçamentárias do MP e do Judiciário; 
• Dispositivo altera questões relativas a organização do 
Judiciário – ADI da AMB e outros; 
• Não se aplica em casos de: Tribunal do Juri, Maria da 
Penha, Justiça Eleitoral e Tribunais. 
Quanto maior a desigualdade, maior o dano ao patrimônio. 
 
SINJURSINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Atribuições do Juiz das Garantias 
Art. 3º-B. O juiz das garantias é responsável pelo controle da 
legalidade da investigação criminal e pela salvaguarda dos 
direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada à 
autorização prévia do Poder Judiciário, competindo-lhe 
especialmente. 
• Rol exemplificativo; 
• Precisa de provocação (alguns direitos para serem 
retiradas precisam da autorização do judiciário). 
Na audiência o juiz analisa se irá ser relaxada ou prisão 
preventiva: 
• Artigos no CPP. 
Atribuições 
I - receber a comunicação imediata da prisão, nos termos do 
inciso LXII do caput do art. 5º da Constituição Federal; (Incluído 
pela Lei nº 13.964, de 2019) 
• Lei complementar 75/93, art.10 – deve comunicar ao 
MP em caso de prisão em flagrante. (prazo de 24h) 
II - receber o auto da prisão em flagrante para o controle da 
legalidade da prisão, observado o disposto no art. 310 deste 
Código; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
• Na audiência de custódia é verificada a necessidade ou 
não da manutenção da prisão. 
III - zelar pela observância dos direitos do preso, podendo 
determinar que este seja conduzido à sua presença, a qualquer 
tempo; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
IV - ser informado sobre a instauração de qualquer investigação 
criminal; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
• Simples comunicação de instauração do IP; 
• Investigações do MP; 
• A comunicação não se aplica a arquivamentos, apenas 
a instaurações; 
• Doutrina – deve ocorrer a informativa do 
arquivamento. 
A lei não prevê o que a doutrina fala; 
Qualquer investigação criminal – inquério, MP. 
• Mudou a sistemática de arquivamento dos inquéritos 
art. 28 – A. 
V - decidir sobre o requerimento de prisão provisória ou outra 
medida cautelar, observado o disposto no § 1º deste artigo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
• Prisão preventiva ou temporária; 
• Lei maria da penha – art.20 prisão de oficio – 
interpretação conforme o CPP. 
VI - prorrogar a prisão provisória ou outra medida cautelar, bem 
como substituí-las ou revogá-las, assegurado, no primeiro caso, 
o exercício do contraditório em audiência pública e oral, na forma 
do disposto neste Código ou em legislação especial pertinente; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
VII - decidir sobre o requerimento de produção antecipada de 
provas consideradas urgentes e não repetíveis, assegurados o 
contraditório e a ampla defesa em audiência pública e oral; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
A jurisprudência ainda não se manifestou e a doutrina diz que 
como o CPP foi alterado deve-se usar a lei mais nova (principio 
da atualidade – lei nova revoga as antigas). 
VIII - prorrogar o prazo de duração do inquérito, estando o 
investigado preso, em vista das razões apresentadas pela 
autoridade policial e observado o disposto no § 2º deste artigo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
O juiz está suspenso, mesmo que preso poderá ser prorrogado. 
IX - determinar o trancamento do inquérito policial quando não 
houver fundamento razoável para sua instauração ou 
prosseguimento; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
O Habeas Corpus é para o Juiz das garantias. 
X - requisitar documentos, laudos e informações ao delegado de 
polícia sobre o andamento da investigação; (Incluído pela Lei nº 
13.964, de 2019) 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
XI - decidir sobre os requerimentos de: (Incluído pela Lei nº 
13.964, de 2019) 
a) interceptação telefônica, do fluxo de comunicações em 
sistemas de informática e telemática ou de outras formas de 
comunicação; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
b) afastamento dos sigilos fiscal, bancário, de dados e telefônico; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
c) busca e apreensão domiciliar; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 
2019) 
d) acesso a informações sigilosas; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 
2019) 
e) outros meios de obtenção da prova que restrinjam direitos 
fundamentais do investigado; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
XII - julgar o habeas corpus impetrado antes do oferecimento da 
denúncia; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
XIII - determinar a instauração de incidente de insanidade mental; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
XIV - decidir sobre o recebimento da denúncia ou queixa, nos 
termos do art. 399 deste Código; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 
2019) 
Art. 399. Recebida a denúncia ou queixa, o juiz designará dia e 
hora para a audiência, ordenando a intimação do acusado, de seu 
defensor, do Ministério Público e, se for o caso, do querelante e 
do assistente. 
Competência do Juiz das garantias. 
Art. 396. Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a 
denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-
la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação, 
por escrito, no prazo de 10 (dez) dias. 
Remete ao Juiz de instrução. 
XV - assegurar prontamente, quando se fizer necessário, o 
direito outorgado ao investigado e ao seu defensor de acesso a 
todos os elementos informativos e provas produzidos no âmbito 
da investigação criminal, salvo no que concerne, estritamente, às 
diligências em andamento; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Elementos investigativos – inquérito. 
XVI - deferir pedido de admissão de assistente técnico para 
acompanhar a produção da perícia; (Incluído pela Lei nº 13.964, 
de 2019) 
XVII - decidir sobre a homologação de acordo de não persecução 
penal ou os de colaboração premiada, quando formalizados 
durante a investigação; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
XVIII - outras matérias inerentes às atribuições definidas no 
caput deste artigo. (genérica) 
Art. 3º-C. A competência do juiz das garantias abrange todas as 
infrações penais, exceto as de menor potencial ofensivo, e cessa 
com o recebimento da denúncia ou queixa na forma do art. 399 
deste Código. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Lê-se neste caso o artigo 396. 
Vara////Juizado 
§ 1º Recebida a denúncia ou queixa, as questões pendentes serão 
decididas pelo juiz da instrução e julgamento. (Incluído pela Lei nº 
13.964, de 2019) 
§ 2º As decisões proferidas pelo juiz das garantias não vinculam 
o juiz da instrução e julgamento, que, após o recebimento da 
denúncia ou queixa, deverá reexaminar a necessidade das 
medidas cautelares em curso, no prazo máximo de 10 (dez) dias. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Reexame conferido ao Juiz de Instrução e Julgamento. 
• O juiz de instrção e julgamento está vinculado ao juiz 
das garantias, podendo revogar essas medidas. 
§ 3º Os autos que compõem as matérias de competência do juiz 
das garantias ficarão acautelados na secretaria desse juízo, à 
disposição do Ministério Público e da defesa, e não serão 
apensados aos autos do processo enviados ao juiz da instrução 
e julgamento, ressalvados os documentos relativos às provas 
irrepetíveis, medidas de obtenção de provas ou de antecipação 
de provas, que deverão ser remetidos para apensamento em 
apartado. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 4º Fica assegurado às partes o amplo acesso aos autos 
acautelados na secretaria do juízo das garantias. (Incluído pela 
Lei nº 13.964, de 2019) 
• Acauteladas – guardadas; 
• §4° - Ministério Público e Defesa. 
O juiz das garantias é para evitar que o Juiz de instrução e 
julgamento evite se contaminar nas provas; 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Se for enviado os autos completos para o juiz de instrução e 
julgamento ele se contamina da mesma forma; 
O processo vai sem elementos que possam tendenciar a decisãodo juiz. 
Impedimentos 
Art. 3º-D. O juiz que, na fase de investigação, praticar qualquer 
ato incluído nas competências dos arts. 4º e 5º deste Código 
ficará impedido de funcionar no processo. (Incluído pela Lei nº 
13.964, de 2019) 
Parágrafo único. Nas comarcas em que funcionar apenas um juiz, 
os tribunais criarão um sistema de rodízio de magistrados, a fim 
de atender às disposições deste Capítulo. (Incluído pela Lei nº 
13.964, de 2019) – deu margem para a ADI da AMB que é quando 
o legislativo interfere no judiciário, desrespeitando a separação 
de poderes, já que impede que o judiciário se autoorganiza. 
Art. 3º-E. O juiz das garantias será designado conforme as 
normas de organização judiciária da União, dos Estados e do 
Distrito Federal, observando critérios objetivos a serem 
periodicamente divulgados pelo respectivo tribunal. (Incluído 
pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Art. 3º-F. O juiz das garantias deverá assegurar o cumprimento 
das regras para o tratamento dos presos, impedindo o acordo ou 
ajuste de qualquer autoridade com órgãos da imprensa para 
explorar a imagem da pessoa submetida à prisão, sob pena de 
responsabilidade civil, administrativa e penal. (Incluído pela Lei 
nº 13.964, de 2019) 
O próprio tribunal deve criar as suas ordens e não o legislativo. 
• Evitar dano a imagem, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Processual Penal 
Inquérito Policial 
Ao haver um delito o Estado deve por intermédio da polícia buscar 
provas inicias acerda de autoria e materialidade que irão ser 
apresentadas ao titular da ação penal, a fim de que estes 
oferecam a denúncia ou queixa-crime. Se for oferecida uma 
denúncia (ação penal pública) ou queixa-crime (ação privada), o 
inquérito policial as acompanhará para que o juiz possa avaliar 
se há indicios suficientes de autoria e materialidade. 
O inquérito policial é instaurado para apurar infrações penais 
que tenham pena superior a 2 anos, já que, no caso das infrações 
de menor potencial ofensivo, determina o Art. 69 da Lei n. 
9.099/95 a mera lavratura de termo circunstanciado de 
ocorrência (TCO). 
As infrações de menor potencial ofensivo são os crimes com 
pena máxima não superior a 2 anos e as contravenções penais 
art.61 da Lei 9.099/95. 
 
Persecutio Criminis 
Pré processual: inquérito policial; 
Processual Penal: processo penal. 
 
O conjunto de diligências realizadas pela autoridade policial para 
obtenção de elementos que apontem a autoria e comprovem a 
materialidade das infrações penais investigadas. 
• Autoridade policial: delegado de polícia; 
• Elementos: não são provas, estes elementos só 
precisam apontar para uma possível futura ação penal 
(sendo MP é a denúncia ou queixa – privada, feita pelo 
advogado pela vítima); 
• As provas só são dadas em instrução processual – 
audiência. 
Natureza jurídica 
1. Processo administrativo – não é judicial por ser prévio 
e conduzido pelo delegado de policia; 
2. Seus vícios não contaminam o processo; 
3. Não há contraditório – processo inquisitivo; 
4. Exceção – inquérito que objetiva expulsão de 
estrangeiro; 
5. Valor provante relativo – dispensável, no sentido de não 
querer utilizar os elementos, na audiência pode 
contestar o elemento e se basear nas provas colhidas 
mediante a um juiz/discussão judiciária. 
Reflexões prévias 
1. Possui natureza administrativa na medida em que 
instaurado pela autoridade policial; 
2. É um procedimento inquisitorial – não possui ampla 
defesa; 
Art. 7º São direitos do advogado: XXI - assistir a seus clientes 
investigados durante a apuração de infrações, sob pena de 
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, 
subsequentemente, de todos os elementos investigatórios e 
probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou 
indiretamente (...) 
Função 
Preparatória: prepara a ação penal; 
Preservadora: preserva o judiciário de ações infundadas, 
filtrando tudo o que chega na delegacia sobre o que é fato típico 
e atípico e só vai ao judiciário o típico relevante a fim de evitar 
coisas contrárias ao direito. 
O contraditório não há no inquerito policial mas nada impede a 
presença de advogado em algumas provas. 
155, caput, 1° parte, do CPP – dispondo que o juiz formará sua 
convicção pela livre apreciação da prova produzida em 
contraditório juridicial, não podendo fundamentar sua decisão 
exclusivamente nos elementos informativos colhidos na 
investigação. 
Exceções: provas cautelares não repetíveis e antecipadas e 
provas periciais. 
Ex: uma testemunha no leito de morte. 
 
 
d
es
ti
n
at
ár
io
imediato juiz
mediato titular da ação
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Policia Judiciaria 
• Art. 144 da CP – Policia administrativa ou ostensiva e 
policia judiciaria ou repressiva. 
Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades 
policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá 
por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. 
Parágrafo único. A competência definida neste artigo não 
excluirá a de autoridades administrativas, a quem por lei seja 
cometida a mesma função. 
• Circunscrição: área de atuação e limite; 
• Autoridades policiais: delegado. 
A policia ostensiva é a que inibe o comportamento criminoso 
ainda no “pensamento” das pessoas, dentro da policia insere-se 
a policia militar, corpos de bombeiro militar, policia rodoviária 
federal e a policia ferroviária federal. 
A policia judiciária, que atua após o cometimento do crime em 
processos investigatórios, elas podem existir no âmbito estadual 
sendo representada pela Policia Civil e Policia Penal e na esfera 
federal na Policia Federal. 
• A policia judiciaria não faz parte do poder judiciário mas 
do executivo. 
 
 
STF e STJ tem entendido haver três tipos de policia, não apenas 
a judiciaria e a administratica mas também a investigativa. 
Parágrafo único. A competência definida neste artigo não 
excluirá a de autoridades administrativas, a quem por lei seja 
cometida a mesma função. 
A judiciária investigativa é policia civil, colher elementos 
informativos em todos os aspectos, a policia militar ou ostensiva, 
preventiva, a evitar os eventos lesivos a sociedade independente 
de mandado judicial. 
Função de investigar: O Ministério Público, Comissão Parlamentar 
de Inquérito, Delegado e todos que a lei permitir. 
Instaurar inquérito policial: delegado. 
O inquérito policial trata-se de um procedimento administrativo 
preliminar de caráter informativo que objetiva apurar indícios de 
autoria e materialidade sendo presidido por autoridade policial. 
Investigação criminal defensiva 
• Lei 13.432/2017. 
• O valor probatório é restrito (não é conduzido por 
autoridade pública/fé pública); 
• O art. 5° da Lei é o detetive auxiliando no Inquérito 
Policial. 
Obejtivos 
• Comprovação do álibi; 
• Exame do local e a reconstituição do crime para 
demonstrar a impropriedade das teses acusatórias; 
• Identificação e localização de possíveis peritos e 
testemunhas; 
• Exploração de fatos que revelam a ocorrência de 
causas excludentes (fato 
típico/ilicitude/culpabilidade). 
Finalidade 
A doutrina aponta uma finalidade explícita do IP que é a de 
contribuir com a Opinio Delicti do MP na tentativa de cinvencê-lo 
a prestar denúncia, tendo uma finalidade dual sendo a outra, útil 
a aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP. 
Características 
Procedimento escrito 
(art. 9° do CPP) além de de documentado, rubricado; 
Po
líc
ia
 
ostensivaPM, PRF, PFF, CBM
judiciária
PC estados, PF, 
Polícia Penal
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
O que de certo modo não se admite que o delegado se limite a 
filmar os depoimentos e encaminhas cópias das gravações ao 
MP. 
• Art. 405 do CPP. 
Oficiosidade 
O inquerito policial é dado por meio de oficio, quando o delegado 
tem a consciencia do conflito é dever dele instaurar e não há 
necessidade de ser provocado. 
Exeções: crime condicionado (representação do ofendido) e 
crime de natureza privada. 
Oficialidade 
• Atribuição de órgão oficial do Estado. 
Quem pode instaurar e preside em Inquerito Policial é a 
autoridade policial competente vulgo delegado. 
O Ministerio Público pode investigar mas não pode presider o 
inquerito policial. 
Discricionariedade 
É o poder de decidir quais elementos informativos colher, assim 
o delegado define como irá conduzir o inquerito, ele tem liberdade 
na condução. Decidir as deligências a tomar. 
No caso de um Juiz ou Promotor requisitar a realização de uma 
diligência ao delegado de polícia, não pode o delegado negar, visto 
que requisição é sinônimo de ordem (Art. 13, II do CPP) mas não 
há hierarquia entre juiz, promotor e delegado. 
• Outra exceção a discricionariedade do delegado diz 
respeito aos crimes vestigiais que deverão de pronto 
ser investigados nos termos do art. 158 CPP. 
Inquisitorial 
Não tem contraditório (porque não há necessidade de a polícia 
avisar o suspeito de que está investigando) nem ampla defesa 
(porque o inquérito por si só não fundamenta sentença 
condenatória), já que se trata de procedimento com 
concentração de poder em autoridade única (delegado). 
Isso foi caracterizado pelo poder legislativo, como definiu 
também o procedimento investigativo (que neste caso é a 
exceção) que é o caso de expulsão de estrangeiro do país. 
Indisponibilidade 
O delegado não pode desistir do inquerito nem da diligência que 
se trata de uma causa de exclusão de ilicitude, não pode desistir 
do IP, tendo em vista que tal ato deverá ser finalizado apenas pelo 
relatório. 
• Art. 17 do CPP. 
Ex: arquivamento, porque quem mandar arquivar é o Juiz 
Sigiloso 
O principio da publicidade não atinge o IP por ser procedimento 
administrativo, art. 20 do CPP, a autoridade assegurará np 
inquérito o sigilo necessário a elucidação do fato ou exigido pelo 
interesse da sociedade. O sigilo tem como função garantir a 
eficiência da diligência e preservar a intimidade, privacidade e 
segurança do investigado, podendo ser dividido em sigilo 
externo, o qual abrange os terceiros desinteressados, como, a 
imprensa, o sigilo interno aplicado aos interessados (Juiz, MP e 
o Advogado – apenas os autos documentados). 
Art. 20 CPP, Sum. V 14 
Só tenho acesso se eu for parte interessada ou advogado e já é 
documentado. 
Dispensável 
A existência do inquérito policial não é obrigatória e nem 
necessária para o desencadeamento da ção penal, “peças de 
informação” que pode ser quaisquer documentos que 
demonstrem a existência de indícios suficientes de autoria e de 
materialidade de infração penal. 
O art. 28 do CPP, menciona que o MP se entender que não há 
elementos para oferecer a denúncia deverá comunicar a vitima, 
o delegado e o investigado, caso o MP considere insuficientes 
mas que há novos elementos de convicção podem ser obtidos 
pela autoridade policial em diligências, poderá requisitar a 
instauração de inquérito policial remetendo a autoridade as 
peças em seu poder. 
 
Procedimento investigatorio: inquérito ou outro. 
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso 
amplo aos elementos de prova que, já documentados em 
procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do 
direito de defesa. 
 Prova cautelas são todas as provas que tem risco de 
perecimento (não repetiveis e antecipadas). 
Incomunicabilidade do preso 
O art. 21, PU, CPP prevê a possibilidade do juiz decreta a 
incomunicabilidade do indiciado por prazo não superior a três 
dias isso tem como finalidade evitar que este atrapalhe de 
alguma forma o curso das investigações. Porém esse dispositivo 
se torna inaplicavel visto o art. 136 §3°, IV da CF/88. 
 
Sigilo 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário 
à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. 
 
O sigilo não abrange: 
 Juiz; 
 Ministério Público; 
 Advogado. 
Não é irrestrito mas só é permito ver o que já foi documentado. 
Caso seja negado por ser um direito constitucional é impetrado 
um Mandado de Segurança. 
 
Início do Inquérito 
 
 
A forma de início da investigação dependerá da natureza do 
crime investigado. 
Todo inquérito independente de natureza inicia com uma noticia 
crime (notitia criminis). 
Notitia criminis de 
cognição direta 
Notitia criminis 
de cognição 
indireta 
Notitia criminis de 
cognição 
coercitiva 
Através das 
atividades 
rotineiras a 
autoridade policial 
toma ciência de um 
crime. 
Toma 
conhecimento de 
um crime através 
de um ato jurídico 
formal. 
Ocorre na hipótese 
de prisão em 
flagrante delito, em 
que a autoridade 
policial lavra o 
respectivo auto 
(art.5°, §4° e §5° 
CPP) 
Ex: investigações, 
impresa, denúncias 
(anônimas ou não). 
Ex:representação 
da vítima, 
requerimento do 
MP ou qualquer 
pessoa do povo. 
 
Imediata, 
espontânea, 
inqualificada 
Mediata, 
provocada, 
qualificada 
 
 
Curiosidade: Lei 13.608/18 – recompensa por informações que 
auxiliam nas investigações policiais. 
Só abre inquérito de oficio se o crime era de natureza 
incondicionada (cognição direta e coercitiva), e condicionada é 
preciso receber a representação do ofendido. 
O art. 155 do CPP salienta que o juiz não pode condenar baseado 
exclusivamente nos elementos colhidos no inquérito, e ainda 
exepciona 3 casos: 
Provas cautelares São aqueles objetos colhidos 
para que futuramente sejam 
apresentados em juízo. 
Ex : interceptação telefônica; 
Provas Irrepetíveis São diligências realizadas 
durante o inquérito policial 
que por sua natureza não 
serão repetidas no processo. 
Ex: perícias. 
Provas Antecipadas Colhidas sempre que houver 
risco de não poderem ser 
realizadas futuramente. 
Ex: oitiva de testeminha leito 
de morte. 
Se instaura com a convocação do juiz e com a presença das futu 
ras partes processuais, como respeito ao contraditório e à amp 
la defesa . 
Vícios ocorridos no Inquérito Policial 
Os vícios do Inquérito Policial, digam-se, erros ou informalidades 
ou até mesmo diligências não contaminam a ação penal, pois se 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
trata de procedimento dispensável. O que pode acontecer é o MP 
requisitar o suprimento daquele vício, ou apenas utilizar parte do 
Inquérito para embasar a denúncia. 
Prazos no Inquérito Policial 
Uma vez iniciado o inquérito, a autoridade policial tem prazos 
para concluí-lo, mas estes prazos dependem de estar o indiciado 
solto ou preso. 
 
Inquérito policia nos crimes de ação pública incondicionada 
Notícia crime Diligências Desfecho 
 
Art. 5° Nos crimes de ação pública o inquérito policial será 
iniciado: 
I - de ofício; 
Mediante portaria (objeto da investigação, circunstâncias 
conhecidas em torno do fato, diligências iniciais). 
§ 3° Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da 
existência de infração penal em que caiba ação pública poderá, 
verbalmente oupor escrito, comunicá-la à autoridade policial, e 
esta, verificada a procedência das informações, mandará 
instaurar inquérito. 
Delatio Criminis (comunicação/delação do crime) 
Delatio Criminis Simples Delatio Criminis 
Postulatória 
Comunicação de um crime; 
Quando há denúncia 
Comunicação de um crime, 
acompanhada de um pedido 
de investigação; 
Quando recebe denúncia 
Pessoa Delegado 
 II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério 
Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver 
qualidade para representá-lo. 
O delegado não é obrigado a abrir o inquérito, ele deve (VPI) 
verificar a procedência da informação, caso após a análise se 
constate fundamentação suficiente deve ser aberto a portaria do 
Inquérito Policial. 
Formas de abrir o Inquérito Policial 
1. Oficio; 
2. Mediante requisição da autoridade judiciária ou do MP. 
O poder requisitório não é que abra mas, que ele verifique para 
ver a procedência e ir (Nucci). Já (Capez) diz que é sim obrigado. 
§ 2° Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de 
inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. 
• Art. 5, §3°, CPP. 
 
 
Diligências 
Durante o curso do inquérito, há uma série de diligências que 
podem ser tomadas pelo delgado a fim de elucidar a eventual 
prática da infração penal e sua respectiva autoria como é o caso 
da oitiva do indiciado, prova de delito. 
Art. 7° do CPP – ressalva a reprodução de forma simulada dos 
fatos possuindo natureza jurídica por meio de prova. 
• O suspeito tem de estar presente, mas não é 
obrigatoria a sua participação. 
Atenção especial aos art. 13-A e 13- B, que fornece um rol de 
crimes em que tanto a autoridade polical quanto o MP podem 
requisitar de forma direta dados e informações de vitimas e 
sujeitos sem necessidade da tramitação ao poder judiciário. 
• Dados cadastrais não se confundem com dados 
sigilosos segundo o STF. 
• Em casos de informações sigilosas necessárias, ao 
orgao competente é necessário pedir autorização 
imediata. 
Diligências Investigatórias 
Art. 6° Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, 
a autoridade policial deverá: 
I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o 
estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos 
criminais; 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Há infrações que deixam vestígios como por exemplo saque, foto 
de cadáver e impressão digitais. 
II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após 
liberados pelos peritos criminais; 
 Todos os objetos que se liguem ao crime; 
 Caso os objetos sejam renstituiveis ele devem ser 
devolvidos; 
 A busca pessoal sem ordem judicial acontece para 
evitar reações violentas e que o preso leve a arma para 
a prisão; 
 A busca domiciliar (art. 5°, X da CF); 
 A busca dentro do escritório da OAB só poderá ser 
valida se houver mediante o Estatuto da OAB (art. 7°, II, 
Estatuto da OAB). 
III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento 
do fato e suas circunstâncias; 
Trata-se da escuta do ofendido onde se regularmente notificado, 
deixar o ofendido de comparecer e poderá ser conduzido a 
presença da autoridade (art. 201, §1° do CPP). 
IV - ouvir o ofendido; 
V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do 
disposto no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo o 
respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe 
tenham ouvido a leitura; 
 O interrogatório não precisa ser feito na presença do 
advogado, caso o indiciado requerer e não o tiver o 
interrogatório será nulo; 
 Há-se o direito ao silêncio do art. 5°, LXIII; 
 Pelo direito ao silêncio ele não pode se negar a ir ao 
interrogatório mas deverá ir. 
VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a 
acareações; 
 
Art. 226 do CPP – formalidades que norteiam a cerimônia do 
reconhecimento. 
 O reconhecimento das coisas se refere aos 
instrumentos di crime; 
 A acareação é o procedimento de colocar pessoas 
frente a frente para que lhes façam re-perguntas. 
Fundamento – constrangimento. 
VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo 
de delito e a quaisquer outras perícias; 
 Elemento mais importante, 
Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável 
o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-
lo a confissão do acusado. (regra) 
Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por 
haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá 
suprir-lhe a falta. 
Ex: quando o corpo da vítima é queimado e assim inviabiliza o 
corpo de delito mas caso alguém tenha visto, a prova 
testemunhal suprirá. 
Art. 184. Salvo o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a 
autoridade policial negará a perícia requerida pelas partes, 
quando não for necessária ao esclarecimento da verdade. 
Art. 159 - § 3° Serão facultadas ao Ministério Público, ao 
assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado 
a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico. 
VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo 
datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de 
antecedentes; 
Primeiro passo
A pessoa chamada a 
reconhecer descreve 
a pessoa que deva 
ser reconhecida.
Segundo passo
Coloca-se a pessoa a 
ser reconhecida em 
meio a outras que 
tenham as mesmas 
características 
descritas.
Terceiro passo
Lavra-se auto de 
reconhecimento de 
pessoa assinado pela 
autoridade 
reconhecedor e por 
duas testemunhas. 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
O art. 5°, LVIII da CF/88 dispões que o vicilmente identificado não 
será submetido à identificação criminal salvo nas hipóteses 
previstas em lei; 
Art. 5º da Lei 12.037/2009 - A identificação criminal incluirá o 
processo datiloscópico e o fotográfico, que serão juntados aos 
autos da comunicação da prisão em flagrante, ou do inquérito 
policial ou outra forma de investigação. 
Só será obrigatório em casos de suspeita de identidade falsa. 
Art. 2º A identificação civil é atestada por qualquer dos seguintes 
documentos: 
I – carteira de identidade; 
II – carteira de trabalho; 
III – carteira profissional; 
IV – passaporte; 
V – carteira de identificação funcional; 
VI – outro documento público que permita a identificação do 
indiciado. 
Parágrafo único. Para as finalidades desta Lei, equiparam-se aos 
documentos de identificação civis os documentos de 
identificação militares. 
Esses documentos fazem não passar na identificação criminal. 
IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista 
individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude 
e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e 
quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação 
do seu temperamento e caráter. 
X - colher informações sobre a existência de filhos, respectivas 
idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de 
eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela 
pessoa presa. 
 Reprodução simulada (art. 7° do CPP) – não pode em 
crimes que tenha violência sexual ou que contra a 
moralidade pública. 
Restituição de coisas 
Art. 118. Antes de transitar em julgado a sentença final, as coisas 
apreendidas não poderão ser restituídas enquanto 
interessarem ao processo. 
Art. 120. A restituição, quando cabível, poderá ser ordenada pela 
autoridade policial ou juiz, mediante termo nos autos, desde 
que não exista dúvida quanto ao direito do reclamante. 
A autoridade policial já na delegacia é o delegado; 
Reclamante é o proprietário do bem. 
 
A decisaão que ordena a buscae apreensão deve ser especifica 
quanto ao local e ao que se está buscando. 
O que for encontrado depois do que estava procurando é 
considerado prova ilegal ou encontro fortuito de provas. 
 
Esquemas de fixação 
 
Dirigir-se ao local 
preservando até a chegada 
dos peritos 
Ordenar a identificação 
ditaloscopia do indiciado (Lei 
12.037/2009) 
Aprender os objetos 
interessantes a prova do 
fato 
Averiguar a vida pregressa 
do indiciado 
Colher provas Fornecer ao juiz as 
informações necessárias a 
instrução e julgamento 
Ouvir a vitima Realizar as diligencias 
requisitadas pelo Juiz ou MP 
Ouvir o suspeito, indiciando-
se entender cabível 
Cumprir os mandados de 
prosão expedidos pelo juiz 
Proceder a reconhecimento 
de oessias e coisas (art.226 
e a acareação 229 CPP) 
Representar acerca da 
prisão preventiva e medidas 
cautelares 
Determinar a realizaçõ de 
exame de corpo de delito e 
outras pericias (arts. 158 e 
525 CPP) 
 
 
Prazo para conclusão do Inquérito Policial 
 
 
Presidência
Autoridade 
Policial (arts. 
4° e 6° CPP)
prazo
natureza processual
exclui o dia do inicio e 
inclui o dia do final
não se inicia e nem se 
finaliza em dias não 
úteis
natureza material
inclui o dia do inicio e 
exclui o dia do final
o inicio e o fim do 
prazo podem ocorrer 
em dias não úteis
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
Ao excluir o dia do inicio a contagem se dá ao dia subsequente; 
Ao excluir o ultimo se dá a contagem um dia antes. 
Outros prazos 
 
 
Outra modalidade 
Auto de prisão em flagrante – o delegado deve instaurar 
inquérito policia visando aprofundar as investigações iniciadas 
com o APF. 
Se o crime for de natureza pública incondicionada. 
Representação do ofendido ou de seu representante legal 
§ 4° O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de 
representação, não poderá sem ela ser iniciado. 
• O delegado, juiz e ministerio público podem receber a 
apresentação. 
Quando for reduzida de forma oral, será reduzida a termo (digitar 
a solicitação para fazer a solicitação) disposta no art. 39, §1° do 
CPP. 
• Prazo decadencial de 06 meses. 
Prescrição Perde o direito de ação 
Decadência Perde o exercicio da ação 
• Estender o prazo é prejudicial ao réu; 
• O inquérito é dispensável se o MP tiver provas 
melhores. 
Curiosidade 
Requesição do Ministro da Justiça 
1. Crimes cometidos por estrangeiro contra brasileiro 
fora do Brasil e crimes contra a honra cometidos 
contra o Presidente da República ou Chefe de Governo 
estrangeiro; 
2. Crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. 
Inquérito Policial nos crimes de ação privada 
Requerimento da vítima ou de quem legalmente a 
represente: 
§ 5° - Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente 
poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha 
qualidade para intentá-la. 
• Caso o ofendido já faleceu ou estiver ausente – CCADI 
(conjuge, companheiro, ascendente, descendentem 
irmão) (art. 31 do CPP). 
Elementos do requerimento: 
1. Narração do fato, com todas as circunstâncias; 
2. A individualização do indiciado ou seus sinais 
caractéristicos; 
3. As razões de convicção ou de presunção de ser ele o 
autor da infração ou os motivos de impossibilidade de o 
fazer; 
4. A nomeação das testeminhas com indicação de sua 
profissão e residência. 
 
O prazo só começa a contagem (06 meses) quando a vítima tiver 
ciência de quem é o acusado. 
 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
 
Caso a vítima não tenha ciência de quem é o ofendido, conta-se o 
prazo de 06 meses na entrega do relatório ao juízo. 
Requerimento da vítima ou de quem legalmente a 
represente 
Art. 5° - § 5° Nos crimes de ação privada, a autoridade policial 
somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem 
tenha qualidade para intentá-la. 
• Vítima menor de 18 anos caso o represente não o 
represente durante o prazo de 06 meses, o ofendido ao 
tiver 18 pode requerer novamente e contará os 06 
meses de prazo. 
Elementos: 
1. Narração do fato, com todas as circunstâncias; 
2. A individualização do indiciado ou seus sinais 
característicos; 
3. As razões de convicção ou de presunção de ser ele o 
autor da infração ou os motivos de impossibilidade de o 
fazer; (autoria) 
4. A nomeação das testemunhas com indicação de sua 
profissão e residência. (materialiedade) 
Desfecho do Inquérito Policial 
Toda diligência é relatada minuciosamente por relatório, após 
isso ele será encaminhado de acordo com o CPP, ao Juiz. 
Art. 10, §1° - a autoridade fará minucioso relatório do que tiver 
sido apurado e enviará autos ao juiz competente. 
Arquivamento do Inquérito Policial 
Ao MP receber o relatório poderá ocorrer: 
 
Alteração do Pacote Anticrime 
Caso não haja indicios razoaveis de autoria e materialidade, 
deverá o MP comunicar o delegado, a vítima e o investigado em 
que haverá arquivamento. Havendo discordância com o órgão do 
MP, a vítima poderá ser aplicado recurso administrativo num 
prazo de 30 dias. 
Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de 
quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão 
do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à 
autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de 
revisão ministerial para fins de homologação, na forma da lei. 
§ 1° Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com 
o arquivamento do inquérito policial, poderá, no prazo de 30 
(trinta) dias do recebimento da comunicação, submeter a 
matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, 
conforme dispuser a respectiva lei orgânica. 
§ 2° Nas ações penais relativas a crimes praticados em 
detrimento da União, Estados e Municípios, a revisão do 
arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada pela 
chefia do órgão a quem couber a sua representação judicial. 
 
Arquivamento vigente durante a suspensão 
O arquivamento do inquérito policial somente se dará por decisão 
da autoridade judiciária. A autoridade policial verificando 
ausência de justa causa deverá/poderá não instaurar, mas já 
instaurado não pode arquivar conforme o art. 17 do CPP. 
SINJUR 
 
 SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel 
 
 
Sendo hipótese de arquivamento, o MP deverá formular pedido 
fundamentado ao magistrado que decidirá de mandeira também 
fundamentada. Havendo discordância quanto ao pedido de 
arquivamento, o juiz deve remeter os autos ao Procurador Geral 
nos termos art. 28 do CPP. Ocorrendo o Procurados Geral 03 
possibilidades: 
 
A decisão do magistrado que determina o arquivamento do 
inquérito é irrecorível. 
Arquivamento implícito 
Não há arquivamento implícito em nosso ordenamento jurídico, já 
que não previsão legal e o art. 28 do CPP exige que o pedido de 
arquivamento de inquérito seja expresso e fundamentado. 
 
Desarquivamento do Inquérito Policial 
o Ministério Público. 
Em regra, o arquivamento do I.P faz apenas coisa julgada Formal. 
Pode ser desarquivado e rediscutir o assunto, desde que surjam 
novas provas (requisito obrigatório). 
Também o coisa julgada material que é exceção e não pode ser 
reaberto em nenhuma hipótese sendo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arquivamento 
implicito 
é quando não há a proposição da ação penal 
em face de algum ou de alguns dos sujeitos 
investigados ou em face de algum ou alguns 
dos fatos investigados. O Ministério Público 
denuncia alguns dos indiciados e fica silente 
quanto a outros que também, de alguma 
maneira, estão relacionados aos fatosinvestigados como suspeitos; ou ainda, 
quando o Ministério Público denuncia 
alguém por algum fato e fica silente sobre 
outros fatos também investigados. 
Obs: o STF já se manifestou contrário ao 
arquivamento implícito no RHC 
95141/RJi, 
Arquivamento 
indireto 
seria quando o Ministério Público declina 
explicitamente da atribuição de oferecer a 
denúncia por entender que o juiz/próprio 
Ministério Público são incompetentes para 
aquela ação penal e o juiz acata a opinião e 
determina a remessa ao juiz competente ou, 
discordando, aplica o previsto no art. 28 do 
CPP. Observem que na questão o Juiz 
Estadual discorda da manifestação do 
membro do Ministério Público. 
 
pedido do MP
homologação 
do juiz

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