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SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Processual Penal Introdução A Magna Carta em seu artigo 1° “todo o poder emana do povo”. O Estado é titular de um poder que decorre da sociedade, assim temos o Estado atuando para a vontade do povo, no absolutismo o poder estava acima do povo, com isso surgiu o direito tendo como finalidade a regulação do poder do Estado, e para isso é utilizado o processo penal. O poder jurisdicional: poder de julgar onde todo juiz tem esse poder; O direito processual penal limita a atuação do Estado; O direito processual penal só pode ser aplicado por meio do processo. Jus puniendi – “punir” Função do Processual Penal O poder punitivo só pode atingir o cidadão após passar por uma barreira (filtro), sendo esta o processo penal. O processo penal é como um escudo contra o jus puniendi. Finalidade do processo penal 1. Condicionar/Limitar: satisfação do jus puniendi; 2. Garantia máxima dos direitos e garantias penais. Desenvolvimento regular Actum trium personarum É a ação de três personagens: 1. Ministério Público; 2. Defesa (defesa pública, advogado particular, advogado dativo); 3. Juiz. O ministério público e a defesa são partes interessadas, o juiz é imparcial. Relação jurídica É o vínculo que se estabelece entre os sujeitos que no processo, ocupam posições distintas e aos quais assistem faculdades, direitos e obrigações. Observação: o procedimento é o passo a passo, conjunto/sequência de atos, a relação jurídica se dá no processo. Procedimento ordinário A persecução penal é mais abrangente que o processo. O Estado é titular do poder jurisdicional. O exercício do poder jurisdicional pelo Estado é limitado pelo direito processual. O direito processual institui o processo como instrumento por meio do qual o Estado exerce o poder jurisdicional. O Esrado é titular do jus puniendi O exercício do jus puniendi pelo Estado é limitado pelo direito processual. O direito processual institui o processo criminal como instrumento por meio do qual o Estado exerce jus puniendi. Investigação • Aro criminoso Denúncia ou Queixa •Acusação formal Juiz recebe •nasce o processo que se completa com a citação Instrução • colheita de provas em contraditório Sentença • condenatória ou absolutória Trânsito em julgado •quando não cabem mais recursos, iniciando-se a fase de execução Te or ia g er al d o pr oc es so Es pe ci fic a -- -- -- -- -- A m pl a In st itu to ju rí di co P er se cu çã o p en al Início do processo fim do processo SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel O processo só nasce quando o juiz recebe a denúncia/queixa. • Após todo o processo, surge a execução penal. Processo Código Denúncia ou queixa Art. 41, 33 do CPP Resposta a acusação Art. 396 do CPP Audiência de Instrução e Julgamento Art. 400 do CPP Memoriais ou alegações finais Art. 403 do CPP Sentença Art. 381 do CPP Absolvição sumária: quando o réu é absolvido pelo juiz da audiência de instrução, art. 397 CPP. Garantias Constitucionais Art. 5° da CF/88 LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; (Regulamento) LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei; LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial; LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; Fontes Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) IV - custas dos serviços forenses; (...) X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; XI - procedimentos em matéria processual; União: fonte, pois ela quem cria as normas processuais penais; Competência privativa: só ela pode - direito processual; Competência concorrentemente: ela e outras – procedimento. Materiais União; Estados (se houver delegação por Lei Complementar. Formais Imediatas Constituição Federal; Legislação federal infraconstitucional; Tratados, convenções e regras de Direito internacional. Mediatas Costumes; Princípios Gerais do Direito; Analogia; Doutrina; Jurisprudência; Direito Comparado; Súmula vinculantes. Materiais: órgão/entidade (quem cria); Formais: exteriorização do direito (o que foi criado): Fontes do Processo Penal Materiais Formais Imediatas Mediatas SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel • Imediatas/Diretas: lei; • Mediatas/Indiretas: construídas para complementar as fontes direta. Sistemas processuais Acusatório Inquisitivo Próprio regime acusatório; Distinção entre as funções de acusar, defender e julgar; Só se é chamado em juízo através de uma acusação; Assegura-se o contraditório e a ampla defesa; Observa-se procedimento em lei; Procedimento público; As partes produzem as provas; Isonomia processual entre as partes. Próprio regime ditatoriais; Podem estar reunidas as funções de acusar, defender e julgar numa mesma pessoa; Não há obrigatoriedade de acusação por órgão específico; Possui poucas garantias no processo; O processo não é público; Não há paridade de armas; A defesa é restrita; Não há presunção de inocência – responde o processo em prisão. Misto Características intermediárias dos dois sistemas. Ex: tem a presunção de inocência do acusatório porém a produção de provas pode ser por parte do juiz e o processo pode ser sigiloso em casos específicos. Pacote Anticrime Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação. Segundo um doutrinador não há sistemaspuros e sim de base. Quando o CPP entrou em vigor havia o entendimento de que era misto sendo o inquérito policial a primeira fase. Porém, com o advento da CF/88, que prevê de maneira expressa a separação das funções de acusar, defender e julgar, assegurado o contraditório e a ampla defesa e o princípio da presunção de não culpabilidade, entendeu-se tratar de um sistema acusatório (apesar de não ser um sistema acusatório puro). Críticas ao sistema acusatório brasileiro Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: (Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida; (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante. (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008). Juiz produzindo prova In dubio pro réu - na dúvida é para o réu, mas no art., diz que na dúvida o juiz pode pedir nova prova, por isso este artigo vai contra o sistema acusatório, já que o juiz não produz prova. SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Processual Penal Estudo Dirigido Instrumentalidade constitucional do processo penal O processo é um instrumento, ademais, o direito penal carecia por completo de eficácia sem a pena, e a pena sem processo é inconcebível, um verdadeiro retrocesso, de modo que a relação e interação entre direito e processo é patente. Característica de que o preceito ou imperativo e a sanção tem por destinatário aquele poder do Estado que é chamado a aplicar a pena. Não é possível a aplicação da pena, sem processo nem no caso de consentimento do acusado pois não é permitido a voluntariedade a pena, se não por meio de um ato judicial (nulla poena sine iudicio). Mesmo sendo um instrumento sua finalidade não é diminuída a satisfação de uma pretensão acusatória, ao lado também há a função constitucional como instrumento a serviço da realização do projeto democrático, a finalidade constitucional-garantidora da máxima eficácia dos direitos e garantias. O processo penal não pode ser transformado em instrumento de segurança público. Há ainda a crítica ao uso abusivo das medidas cautelares pessoais, especialmente a prisão preventiva para a “garantia da ordem pública”, Vincula-se então que a posição especial do juiz ao contexto democrático dê poderes sobre-humanos na realização dos escopos processuais, tendo forte influência da filosofia da consciência o que acarretaria na facilitação do surgimento de juízes juisticeiros. O que em síntese acarretaria em movimentos repressivos, como lei e ordem, tolerância zero e direito penal do inimigo, um terreno fértil. Em suma, a noção de instrumentalidade tem por conteúdo a máxima eficácia dos direitos e garantias fundamentais da Constituição, pautando-se pelo valor da dignidade da pessoa humana submetida à violência do ritual judiciário. Direito e processo, são distintos, mas estão relacionados na unidade de objetivos sociais e políticos, o que conduz a uma relatividade no direito-processo. Respeitando a separação institucional e autonomia, o processo penal está a serviço do direito penal. Não podendo descuidar do cumprimento dos objetivos traçados. A instrumentalidade do processo penal é fundamental de sua existência, mas com a característica de ser: Instrumento de proteção aos direitos e garantias individuais. SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Processual Penal Lei processual no espaço e tempo Fatores de ordem espacial: princípio de territorialidade; Lei processual no espaço Art. 1° Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: regra Exceções: I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; • Geralmente afastam a jurisdição brasileira. Os tratados tratam de temas específicos enquanto as convenções são temas abrangentes em diversos países. Obs: diplomatas são imunes a justiça penal. II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 86, 89, § 2º, e 100); • Infrações político-administrativas com pena de perda do cargo e inabilitação temporária para o exercício de cargo ou função pública. III - os processos da competência da Justiça Militar; • Crimes militares são os previstos no CP e no COM desde que: 1. Crime cometido por militar em atividade contra militar na mesma situação; 2. Por militar em atividade contra militar da reserva em lugar sujeito à administração militar; 3. Por militar em atividade contra a patrimônio sujeito à administração militar, etc. IV - os processos da competência do tribunal especial (Constituição, art. 122, no 17); - inconstitucional. V - os processos por crimes de imprensa. (Vide ADPF nº 130) Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código aos processos referidos nos nos. IV e V, quando as leis especiais que os regulam não dispuserem de modo diverso. Regra: territorialiedade; Exceções: 1. Tratados e convenções; 2. Crimes de responsabilidade; 3. Crimes militares. Lei processual no tempo Unidade processual: só pode ser regido por uma lei; Fases processuais: lei 01, lei 02; Processo novo: petição – lei 01 e a defesa – lei 02. • A lei nova respeita o ato jurídico perfeito. Art. 2o A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. Princípio do efeito imediato Fatores de ordem espacial (territorialidade) Fatores em ordem temporal (atividade ou extratividade) Regra geral territorialidade art.1° do CPP caput Lugar do crime teoria da ubiquidade (ação/omissão e resultado) Exceções tratados internacionais, prerrogativa de funções e JM Processo findos Processo em andamento Unidade processual Fases processuais Isolamento dos atos processuais Adotado no BR Processo novo co ns eq ên ci as d o te m pu s re gi t a ct um os atos processuais praticafos no período de vigência da lei revogaada não estarão invalidados em virtude do advento da nova lei, ainda que importe em benefício ao acusado. A nova norma processual terá aplicação imediata desimportando, absolutamente se o fato do processo criminal for praticado antes ou depois de sua vigência. SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Normas heterotópicas São as normas que se apresentam em leis diversas da sua natureza. É uma norma penal em uma lei processual ou uma norma processual em uma lei penal. Ex: art. 186 CPP – direito ao silêncio. Normas de natureza material: criem, ampliem, reduzam ou extingam a pretensão punitiva estatal. Em um mesmo conteúdo legal ele traz disposições de ambas naturezas. Normas híbridas São aquelas que apresentam duplicidade de conteúdo. Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juizdeterminar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. Citação: conteúdo de direito processual; Prescrição: conteúdo de direito material. STJ – não retroage por ser maléfica ao réu. Direito material A lei 13.718/2018 que tornou a ação pública incondicionada nos crimes contra a dignidade sexual é de natureza processual ou penal? Resposta: a primeira vista pode parecer processual. Resumindo Regras materiais: • Estão sujeiras à retroatividade (lei posterior mais benéfica) e à ultratividade (lei anterior mais benéfica); • Ex: o direito do réu em ser interrogado na presença de advogado. 1. Está previsto no art. 185, caput, CPP; 2. Seu objetivo porém é efetivar a garantia da ampla defesa, prevista na CF/88. Regras processuais: • Ocorre a aplicação imediata da lei em vigor, independente de ser ou não mais benéfica ao réu; • Ex: A legitimidade privativa do MP para a ação penal pública. 1. Está consagrada no art. 129, I, da CF/88; 2. Trata-se de regra de natureza processual, referindo-se à legitimação ativa para ação penal. Normas possui dois comandos: • Comando de natureza processual, ex: art. 366, 1° parte, do CPP, no que toca à suspensão do processo; • Comando de natureza material, ex: art. 366, 2° parte, do CPP, no que toca à suspensão do prazo prescricional. Quanto a aplicação desta espécie de norma, há duas correntes: 1. Ocorrerá a cisão da norma determinando-se no aspecto relativo ao seu conteúdo material, a retroatividade unicamente para beneficiar o réu e no que concerne ao conteúdo processual, sua aplicação imediata aos novos atos praticados e decisões exaradas; 2. Não se admite a cisão da norma em regra de direito processual e regra de direito material. Logo, se a aplicação desta última parte prejudicar o réu, a norma, como um todo, não pode ser aplicada (STJ). • Art. 186 do CPPheterotópica • Art 366 do CPP híbrida Normas heterotópicas regras materiais inseridas em diplomas processuais regras processuais inseridas em diplomas materiais Normas híbridas a norma possui dois comandos Quanto à aplicação desta espécie de norma há duas correntes SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Atividade e Extratividade da Lei tempo que a lei produz efeito Entrada em vigor Lei vigente Revogação Atividade da Lei: compreende-se o lapso de vigência da Lei, isto é, o tempo situado entre sua entrada em vigor e sua revogação; Retroatividade Ultratividade Entrada em vigor Revogação Extratividade: corresponde à incidência da lei fora do seu período de vigência. A lei processual penal nunca retroage. Obs: a lei heterotópica retroage. Revogação, Derrogação e Ab-rogação Revogação Expressa: a nova lei em seu texto menciona o texto anterior e diz que este está revogado; Tácita: Lei nova apresenta dispositivos incomatíveis com a disciplina ditada pela legislação anterior. Derrogação Ab- rogação Interpretação e Integração Rejeição da demanda RESE (art.581,I) Exceção de suspeição contra o juiz Não há número de testemunha previsto em lei Rejeição do aditamento à denúncia RESE por interpretação extensiva Aplica-se o art. 407, CPC Três testemunhas para cada fato Questão Quanto à eficácia da lei processual no tempo, assinale a alternativa correta. a) A lei processual penal nova aplica-se retroativamente ao processo iniciado sob a égide de lei processual anterior, devendo ser retificados todos os atos com ela incompatíveis, realizados sob a vigência daquela. b) A lei processual penal nova aplica-se ao processo em andamento, ainda que o fato que motivou a ação penal (crime ou contravenção) tenha sido cometido antes de sua entrada em vigor e mesmo que sua aplicação se dê em prejuízo do agente. c) A lei processual penal revogada mais benéfica ao agente tem extra-atividade; é aplicável aos processos iniciados sob a sua égide. d) A lei processual revogada mais benéfica ao agente tem extra-atividade quando o fato que originou a ação penal tenha sido praticado sob a sua égide. interpretação forma de extração do real conteúdo da norma admissivél em processual penal inclusive a estensiva (analogia) analogia forma de integração da norma, suprime lacunas admissivél em processual penal em qualquer situaçãi SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Processual Penal Pacote Anticrime Lei 13.964/19 de 24 de dezembro de 2019. O art. 20, esta Lei entra em vigor após decorridos 30 dias de sua publicação oficial. • Vigor: 23 de janeiro de 2020; • ADIs: 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305. Alguns tiveram sua eficácia suspensa. Sistemas processuais: Acusatório; Inquisitivo; Misto. Antes do pacote anticrime, a discussão sobre o sistema processual era apenas doutrinária porém com o pacote anticrime está em lei agora. Fundamentos do Juiz de Garantias Juiz Acusador Réu • Sistema acusatório; • Funções distintas. Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação. Juiz de garantia 1. Órgão jurisdicional; 2. Acompanha vários etapas da investigação; 3. Controla a legalidade da investigação; 4. Resguarda direitos e garantias individuais. A novidade é que neste sistema acusatório a iniciativa do juiz é vedade, logo precisaria de dois juízes. Inquérito Policial Colheita e busca apreensão – Juiz. Após isso vai ao processo, e tendo o mesmo juiz que já deferiu os pedidos anteriormente já se contaminou pelas provas. O juiz das garantias nascem para evitar as parcialidades, se houvesse um juiz que participou de qualquer ação anterior é vedada que este continue no processo ou seja o juiz do processo não pode ter participado das fases anteriores devido a imparcialidade. • Juiz não produz provas e sim as partes, porque no momento que o Juiz produz prova, ele “escolheu” um lado para proteger. Sistemática do Juiz de garantias • O primeiro Juiz – garantias, e ficar com tudo que tange sobre inquérito; • O juiz que atua na investigação jamais poderia atuar na instrução e julgamento; • O juiz de garantias foi suspenso pois estava inferindo nas competências e o poder legislativo, não pode. *40% das varas do Brasil são únicas (um juiz para julgar tudo). O juiz de garantias é um inquérito, a instução e julgamento não é de sua competência. Enquanto o juiz de instrução e julgamento só atua após oferecida e recebida a denúncia. Separa funções judiciais Juiz da Investigação Juiz do Processo fundamentos Se contaminou na colheita de provas. Não se contaminou na colheita de provas. Críticas • Pouco tempo de adequação – 30 dias; • Questões orçamentárias do MP e do Judiciário; • Dispositivo altera questões relativas a organização do Judiciário – ADI da AMB e outros; • Não se aplica em casos de: Tribunal do Juri, Maria da Penha, Justiça Eleitoral e Tribunais. Quanto maior a desigualdade, maior o dano ao patrimônio. SINJURSINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Atribuições do Juiz das Garantias Art. 3º-B. O juiz das garantias é responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada à autorização prévia do Poder Judiciário, competindo-lhe especialmente. • Rol exemplificativo; • Precisa de provocação (alguns direitos para serem retiradas precisam da autorização do judiciário). Na audiência o juiz analisa se irá ser relaxada ou prisão preventiva: • Artigos no CPP. Atribuições I - receber a comunicação imediata da prisão, nos termos do inciso LXII do caput do art. 5º da Constituição Federal; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) • Lei complementar 75/93, art.10 – deve comunicar ao MP em caso de prisão em flagrante. (prazo de 24h) II - receber o auto da prisão em flagrante para o controle da legalidade da prisão, observado o disposto no art. 310 deste Código; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) • Na audiência de custódia é verificada a necessidade ou não da manutenção da prisão. III - zelar pela observância dos direitos do preso, podendo determinar que este seja conduzido à sua presença, a qualquer tempo; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) IV - ser informado sobre a instauração de qualquer investigação criminal; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) • Simples comunicação de instauração do IP; • Investigações do MP; • A comunicação não se aplica a arquivamentos, apenas a instaurações; • Doutrina – deve ocorrer a informativa do arquivamento. A lei não prevê o que a doutrina fala; Qualquer investigação criminal – inquério, MP. • Mudou a sistemática de arquivamento dos inquéritos art. 28 – A. V - decidir sobre o requerimento de prisão provisória ou outra medida cautelar, observado o disposto no § 1º deste artigo; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) • Prisão preventiva ou temporária; • Lei maria da penha – art.20 prisão de oficio – interpretação conforme o CPP. VI - prorrogar a prisão provisória ou outra medida cautelar, bem como substituí-las ou revogá-las, assegurado, no primeiro caso, o exercício do contraditório em audiência pública e oral, na forma do disposto neste Código ou em legislação especial pertinente; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) VII - decidir sobre o requerimento de produção antecipada de provas consideradas urgentes e não repetíveis, assegurados o contraditório e a ampla defesa em audiência pública e oral; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) A jurisprudência ainda não se manifestou e a doutrina diz que como o CPP foi alterado deve-se usar a lei mais nova (principio da atualidade – lei nova revoga as antigas). VIII - prorrogar o prazo de duração do inquérito, estando o investigado preso, em vista das razões apresentadas pela autoridade policial e observado o disposto no § 2º deste artigo; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) O juiz está suspenso, mesmo que preso poderá ser prorrogado. IX - determinar o trancamento do inquérito policial quando não houver fundamento razoável para sua instauração ou prosseguimento; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) O Habeas Corpus é para o Juiz das garantias. X - requisitar documentos, laudos e informações ao delegado de polícia sobre o andamento da investigação; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel XI - decidir sobre os requerimentos de: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) a) interceptação telefônica, do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática ou de outras formas de comunicação; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) b) afastamento dos sigilos fiscal, bancário, de dados e telefônico; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) c) busca e apreensão domiciliar; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) d) acesso a informações sigilosas; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) e) outros meios de obtenção da prova que restrinjam direitos fundamentais do investigado; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) XII - julgar o habeas corpus impetrado antes do oferecimento da denúncia; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) XIII - determinar a instauração de incidente de insanidade mental; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) XIV - decidir sobre o recebimento da denúncia ou queixa, nos termos do art. 399 deste Código; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Art. 399. Recebida a denúncia ou queixa, o juiz designará dia e hora para a audiência, ordenando a intimação do acusado, de seu defensor, do Ministério Público e, se for o caso, do querelante e do assistente. Competência do Juiz das garantias. Art. 396. Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê- la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias. Remete ao Juiz de instrução. XV - assegurar prontamente, quando se fizer necessário, o direito outorgado ao investigado e ao seu defensor de acesso a todos os elementos informativos e provas produzidos no âmbito da investigação criminal, salvo no que concerne, estritamente, às diligências em andamento; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Elementos investigativos – inquérito. XVI - deferir pedido de admissão de assistente técnico para acompanhar a produção da perícia; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) XVII - decidir sobre a homologação de acordo de não persecução penal ou os de colaboração premiada, quando formalizados durante a investigação; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) XVIII - outras matérias inerentes às atribuições definidas no caput deste artigo. (genérica) Art. 3º-C. A competência do juiz das garantias abrange todas as infrações penais, exceto as de menor potencial ofensivo, e cessa com o recebimento da denúncia ou queixa na forma do art. 399 deste Código. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Lê-se neste caso o artigo 396. Vara////Juizado § 1º Recebida a denúncia ou queixa, as questões pendentes serão decididas pelo juiz da instrução e julgamento. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º As decisões proferidas pelo juiz das garantias não vinculam o juiz da instrução e julgamento, que, após o recebimento da denúncia ou queixa, deverá reexaminar a necessidade das medidas cautelares em curso, no prazo máximo de 10 (dez) dias. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Reexame conferido ao Juiz de Instrução e Julgamento. • O juiz de instrção e julgamento está vinculado ao juiz das garantias, podendo revogar essas medidas. § 3º Os autos que compõem as matérias de competência do juiz das garantias ficarão acautelados na secretaria desse juízo, à disposição do Ministério Público e da defesa, e não serão apensados aos autos do processo enviados ao juiz da instrução e julgamento, ressalvados os documentos relativos às provas irrepetíveis, medidas de obtenção de provas ou de antecipação de provas, que deverão ser remetidos para apensamento em apartado. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 4º Fica assegurado às partes o amplo acesso aos autos acautelados na secretaria do juízo das garantias. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) • Acauteladas – guardadas; • §4° - Ministério Público e Defesa. O juiz das garantias é para evitar que o Juiz de instrução e julgamento evite se contaminar nas provas; SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Se for enviado os autos completos para o juiz de instrução e julgamento ele se contamina da mesma forma; O processo vai sem elementos que possam tendenciar a decisãodo juiz. Impedimentos Art. 3º-D. O juiz que, na fase de investigação, praticar qualquer ato incluído nas competências dos arts. 4º e 5º deste Código ficará impedido de funcionar no processo. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Parágrafo único. Nas comarcas em que funcionar apenas um juiz, os tribunais criarão um sistema de rodízio de magistrados, a fim de atender às disposições deste Capítulo. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) – deu margem para a ADI da AMB que é quando o legislativo interfere no judiciário, desrespeitando a separação de poderes, já que impede que o judiciário se autoorganiza. Art. 3º-E. O juiz das garantias será designado conforme as normas de organização judiciária da União, dos Estados e do Distrito Federal, observando critérios objetivos a serem periodicamente divulgados pelo respectivo tribunal. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Art. 3º-F. O juiz das garantias deverá assegurar o cumprimento das regras para o tratamento dos presos, impedindo o acordo ou ajuste de qualquer autoridade com órgãos da imprensa para explorar a imagem da pessoa submetida à prisão, sob pena de responsabilidade civil, administrativa e penal. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) O próprio tribunal deve criar as suas ordens e não o legislativo. • Evitar dano a imagem, SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Processual Penal Inquérito Policial Ao haver um delito o Estado deve por intermédio da polícia buscar provas inicias acerda de autoria e materialidade que irão ser apresentadas ao titular da ação penal, a fim de que estes oferecam a denúncia ou queixa-crime. Se for oferecida uma denúncia (ação penal pública) ou queixa-crime (ação privada), o inquérito policial as acompanhará para que o juiz possa avaliar se há indicios suficientes de autoria e materialidade. O inquérito policial é instaurado para apurar infrações penais que tenham pena superior a 2 anos, já que, no caso das infrações de menor potencial ofensivo, determina o Art. 69 da Lei n. 9.099/95 a mera lavratura de termo circunstanciado de ocorrência (TCO). As infrações de menor potencial ofensivo são os crimes com pena máxima não superior a 2 anos e as contravenções penais art.61 da Lei 9.099/95. Persecutio Criminis Pré processual: inquérito policial; Processual Penal: processo penal. O conjunto de diligências realizadas pela autoridade policial para obtenção de elementos que apontem a autoria e comprovem a materialidade das infrações penais investigadas. • Autoridade policial: delegado de polícia; • Elementos: não são provas, estes elementos só precisam apontar para uma possível futura ação penal (sendo MP é a denúncia ou queixa – privada, feita pelo advogado pela vítima); • As provas só são dadas em instrução processual – audiência. Natureza jurídica 1. Processo administrativo – não é judicial por ser prévio e conduzido pelo delegado de policia; 2. Seus vícios não contaminam o processo; 3. Não há contraditório – processo inquisitivo; 4. Exceção – inquérito que objetiva expulsão de estrangeiro; 5. Valor provante relativo – dispensável, no sentido de não querer utilizar os elementos, na audiência pode contestar o elemento e se basear nas provas colhidas mediante a um juiz/discussão judiciária. Reflexões prévias 1. Possui natureza administrativa na medida em que instaurado pela autoridade policial; 2. É um procedimento inquisitorial – não possui ampla defesa; Art. 7º São direitos do advogado: XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente (...) Função Preparatória: prepara a ação penal; Preservadora: preserva o judiciário de ações infundadas, filtrando tudo o que chega na delegacia sobre o que é fato típico e atípico e só vai ao judiciário o típico relevante a fim de evitar coisas contrárias ao direito. O contraditório não há no inquerito policial mas nada impede a presença de advogado em algumas provas. 155, caput, 1° parte, do CPP – dispondo que o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório juridicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. Exceções: provas cautelares não repetíveis e antecipadas e provas periciais. Ex: uma testemunha no leito de morte. d es ti n at ár io imediato juiz mediato titular da ação SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Policia Judiciaria • Art. 144 da CP – Policia administrativa ou ostensiva e policia judiciaria ou repressiva. Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. Parágrafo único. A competência definida neste artigo não excluirá a de autoridades administrativas, a quem por lei seja cometida a mesma função. • Circunscrição: área de atuação e limite; • Autoridades policiais: delegado. A policia ostensiva é a que inibe o comportamento criminoso ainda no “pensamento” das pessoas, dentro da policia insere-se a policia militar, corpos de bombeiro militar, policia rodoviária federal e a policia ferroviária federal. A policia judiciária, que atua após o cometimento do crime em processos investigatórios, elas podem existir no âmbito estadual sendo representada pela Policia Civil e Policia Penal e na esfera federal na Policia Federal. • A policia judiciaria não faz parte do poder judiciário mas do executivo. STF e STJ tem entendido haver três tipos de policia, não apenas a judiciaria e a administratica mas também a investigativa. Parágrafo único. A competência definida neste artigo não excluirá a de autoridades administrativas, a quem por lei seja cometida a mesma função. A judiciária investigativa é policia civil, colher elementos informativos em todos os aspectos, a policia militar ou ostensiva, preventiva, a evitar os eventos lesivos a sociedade independente de mandado judicial. Função de investigar: O Ministério Público, Comissão Parlamentar de Inquérito, Delegado e todos que a lei permitir. Instaurar inquérito policial: delegado. O inquérito policial trata-se de um procedimento administrativo preliminar de caráter informativo que objetiva apurar indícios de autoria e materialidade sendo presidido por autoridade policial. Investigação criminal defensiva • Lei 13.432/2017. • O valor probatório é restrito (não é conduzido por autoridade pública/fé pública); • O art. 5° da Lei é o detetive auxiliando no Inquérito Policial. Obejtivos • Comprovação do álibi; • Exame do local e a reconstituição do crime para demonstrar a impropriedade das teses acusatórias; • Identificação e localização de possíveis peritos e testemunhas; • Exploração de fatos que revelam a ocorrência de causas excludentes (fato típico/ilicitude/culpabilidade). Finalidade A doutrina aponta uma finalidade explícita do IP que é a de contribuir com a Opinio Delicti do MP na tentativa de cinvencê-lo a prestar denúncia, tendo uma finalidade dual sendo a outra, útil a aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP. Características Procedimento escrito (art. 9° do CPP) além de de documentado, rubricado; Po líc ia ostensivaPM, PRF, PFF, CBM judiciária PC estados, PF, Polícia Penal SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel O que de certo modo não se admite que o delegado se limite a filmar os depoimentos e encaminhas cópias das gravações ao MP. • Art. 405 do CPP. Oficiosidade O inquerito policial é dado por meio de oficio, quando o delegado tem a consciencia do conflito é dever dele instaurar e não há necessidade de ser provocado. Exeções: crime condicionado (representação do ofendido) e crime de natureza privada. Oficialidade • Atribuição de órgão oficial do Estado. Quem pode instaurar e preside em Inquerito Policial é a autoridade policial competente vulgo delegado. O Ministerio Público pode investigar mas não pode presider o inquerito policial. Discricionariedade É o poder de decidir quais elementos informativos colher, assim o delegado define como irá conduzir o inquerito, ele tem liberdade na condução. Decidir as deligências a tomar. No caso de um Juiz ou Promotor requisitar a realização de uma diligência ao delegado de polícia, não pode o delegado negar, visto que requisição é sinônimo de ordem (Art. 13, II do CPP) mas não há hierarquia entre juiz, promotor e delegado. • Outra exceção a discricionariedade do delegado diz respeito aos crimes vestigiais que deverão de pronto ser investigados nos termos do art. 158 CPP. Inquisitorial Não tem contraditório (porque não há necessidade de a polícia avisar o suspeito de que está investigando) nem ampla defesa (porque o inquérito por si só não fundamenta sentença condenatória), já que se trata de procedimento com concentração de poder em autoridade única (delegado). Isso foi caracterizado pelo poder legislativo, como definiu também o procedimento investigativo (que neste caso é a exceção) que é o caso de expulsão de estrangeiro do país. Indisponibilidade O delegado não pode desistir do inquerito nem da diligência que se trata de uma causa de exclusão de ilicitude, não pode desistir do IP, tendo em vista que tal ato deverá ser finalizado apenas pelo relatório. • Art. 17 do CPP. Ex: arquivamento, porque quem mandar arquivar é o Juiz Sigiloso O principio da publicidade não atinge o IP por ser procedimento administrativo, art. 20 do CPP, a autoridade assegurará np inquérito o sigilo necessário a elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. O sigilo tem como função garantir a eficiência da diligência e preservar a intimidade, privacidade e segurança do investigado, podendo ser dividido em sigilo externo, o qual abrange os terceiros desinteressados, como, a imprensa, o sigilo interno aplicado aos interessados (Juiz, MP e o Advogado – apenas os autos documentados). Art. 20 CPP, Sum. V 14 Só tenho acesso se eu for parte interessada ou advogado e já é documentado. Dispensável A existência do inquérito policial não é obrigatória e nem necessária para o desencadeamento da ção penal, “peças de informação” que pode ser quaisquer documentos que demonstrem a existência de indícios suficientes de autoria e de materialidade de infração penal. O art. 28 do CPP, menciona que o MP se entender que não há elementos para oferecer a denúncia deverá comunicar a vitima, o delegado e o investigado, caso o MP considere insuficientes mas que há novos elementos de convicção podem ser obtidos pela autoridade policial em diligências, poderá requisitar a instauração de inquérito policial remetendo a autoridade as peças em seu poder. Procedimento investigatorio: inquérito ou outro. É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Prova cautelas são todas as provas que tem risco de perecimento (não repetiveis e antecipadas). Incomunicabilidade do preso O art. 21, PU, CPP prevê a possibilidade do juiz decreta a incomunicabilidade do indiciado por prazo não superior a três dias isso tem como finalidade evitar que este atrapalhe de alguma forma o curso das investigações. Porém esse dispositivo se torna inaplicavel visto o art. 136 §3°, IV da CF/88. Sigilo SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. O sigilo não abrange: Juiz; Ministério Público; Advogado. Não é irrestrito mas só é permito ver o que já foi documentado. Caso seja negado por ser um direito constitucional é impetrado um Mandado de Segurança. Início do Inquérito A forma de início da investigação dependerá da natureza do crime investigado. Todo inquérito independente de natureza inicia com uma noticia crime (notitia criminis). Notitia criminis de cognição direta Notitia criminis de cognição indireta Notitia criminis de cognição coercitiva Através das atividades rotineiras a autoridade policial toma ciência de um crime. Toma conhecimento de um crime através de um ato jurídico formal. Ocorre na hipótese de prisão em flagrante delito, em que a autoridade policial lavra o respectivo auto (art.5°, §4° e §5° CPP) Ex: investigações, impresa, denúncias (anônimas ou não). Ex:representação da vítima, requerimento do MP ou qualquer pessoa do povo. Imediata, espontânea, inqualificada Mediata, provocada, qualificada Curiosidade: Lei 13.608/18 – recompensa por informações que auxiliam nas investigações policiais. Só abre inquérito de oficio se o crime era de natureza incondicionada (cognição direta e coercitiva), e condicionada é preciso receber a representação do ofendido. O art. 155 do CPP salienta que o juiz não pode condenar baseado exclusivamente nos elementos colhidos no inquérito, e ainda exepciona 3 casos: Provas cautelares São aqueles objetos colhidos para que futuramente sejam apresentados em juízo. Ex : interceptação telefônica; Provas Irrepetíveis São diligências realizadas durante o inquérito policial que por sua natureza não serão repetidas no processo. Ex: perícias. Provas Antecipadas Colhidas sempre que houver risco de não poderem ser realizadas futuramente. Ex: oitiva de testeminha leito de morte. Se instaura com a convocação do juiz e com a presença das futu ras partes processuais, como respeito ao contraditório e à amp la defesa . Vícios ocorridos no Inquérito Policial Os vícios do Inquérito Policial, digam-se, erros ou informalidades ou até mesmo diligências não contaminam a ação penal, pois se SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel trata de procedimento dispensável. O que pode acontecer é o MP requisitar o suprimento daquele vício, ou apenas utilizar parte do Inquérito para embasar a denúncia. Prazos no Inquérito Policial Uma vez iniciado o inquérito, a autoridade policial tem prazos para concluí-lo, mas estes prazos dependem de estar o indiciado solto ou preso. Inquérito policia nos crimes de ação pública incondicionada Notícia crime Diligências Desfecho Art. 5° Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: I - de ofício; Mediante portaria (objeto da investigação, circunstâncias conhecidas em torno do fato, diligências iniciais). § 3° Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá, verbalmente oupor escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito. Delatio Criminis (comunicação/delação do crime) Delatio Criminis Simples Delatio Criminis Postulatória Comunicação de um crime; Quando há denúncia Comunicação de um crime, acompanhada de um pedido de investigação; Quando recebe denúncia Pessoa Delegado II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. O delegado não é obrigado a abrir o inquérito, ele deve (VPI) verificar a procedência da informação, caso após a análise se constate fundamentação suficiente deve ser aberto a portaria do Inquérito Policial. Formas de abrir o Inquérito Policial 1. Oficio; 2. Mediante requisição da autoridade judiciária ou do MP. O poder requisitório não é que abra mas, que ele verifique para ver a procedência e ir (Nucci). Já (Capez) diz que é sim obrigado. § 2° Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. • Art. 5, §3°, CPP. Diligências Durante o curso do inquérito, há uma série de diligências que podem ser tomadas pelo delgado a fim de elucidar a eventual prática da infração penal e sua respectiva autoria como é o caso da oitiva do indiciado, prova de delito. Art. 7° do CPP – ressalva a reprodução de forma simulada dos fatos possuindo natureza jurídica por meio de prova. • O suspeito tem de estar presente, mas não é obrigatoria a sua participação. Atenção especial aos art. 13-A e 13- B, que fornece um rol de crimes em que tanto a autoridade polical quanto o MP podem requisitar de forma direta dados e informações de vitimas e sujeitos sem necessidade da tramitação ao poder judiciário. • Dados cadastrais não se confundem com dados sigilosos segundo o STF. • Em casos de informações sigilosas necessárias, ao orgao competente é necessário pedir autorização imediata. Diligências Investigatórias Art. 6° Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais; SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Há infrações que deixam vestígios como por exemplo saque, foto de cadáver e impressão digitais. II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais; Todos os objetos que se liguem ao crime; Caso os objetos sejam renstituiveis ele devem ser devolvidos; A busca pessoal sem ordem judicial acontece para evitar reações violentas e que o preso leve a arma para a prisão; A busca domiciliar (art. 5°, X da CF); A busca dentro do escritório da OAB só poderá ser valida se houver mediante o Estatuto da OAB (art. 7°, II, Estatuto da OAB). III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias; Trata-se da escuta do ofendido onde se regularmente notificado, deixar o ofendido de comparecer e poderá ser conduzido a presença da autoridade (art. 201, §1° do CPP). IV - ouvir o ofendido; V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura; O interrogatório não precisa ser feito na presença do advogado, caso o indiciado requerer e não o tiver o interrogatório será nulo; Há-se o direito ao silêncio do art. 5°, LXIII; Pelo direito ao silêncio ele não pode se negar a ir ao interrogatório mas deverá ir. VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações; Art. 226 do CPP – formalidades que norteiam a cerimônia do reconhecimento. O reconhecimento das coisas se refere aos instrumentos di crime; A acareação é o procedimento de colocar pessoas frente a frente para que lhes façam re-perguntas. Fundamento – constrangimento. VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias; Elemento mais importante, Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri- lo a confissão do acusado. (regra) Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta. Ex: quando o corpo da vítima é queimado e assim inviabiliza o corpo de delito mas caso alguém tenha visto, a prova testemunhal suprirá. Art. 184. Salvo o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao esclarecimento da verdade. Art. 159 - § 3° Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico. VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes; Primeiro passo A pessoa chamada a reconhecer descreve a pessoa que deva ser reconhecida. Segundo passo Coloca-se a pessoa a ser reconhecida em meio a outras que tenham as mesmas características descritas. Terceiro passo Lavra-se auto de reconhecimento de pessoa assinado pela autoridade reconhecedor e por duas testemunhas. SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel O art. 5°, LVIII da CF/88 dispões que o vicilmente identificado não será submetido à identificação criminal salvo nas hipóteses previstas em lei; Art. 5º da Lei 12.037/2009 - A identificação criminal incluirá o processo datiloscópico e o fotográfico, que serão juntados aos autos da comunicação da prisão em flagrante, ou do inquérito policial ou outra forma de investigação. Só será obrigatório em casos de suspeita de identidade falsa. Art. 2º A identificação civil é atestada por qualquer dos seguintes documentos: I – carteira de identidade; II – carteira de trabalho; III – carteira profissional; IV – passaporte; V – carteira de identificação funcional; VI – outro documento público que permita a identificação do indiciado. Parágrafo único. Para as finalidades desta Lei, equiparam-se aos documentos de identificação civis os documentos de identificação militares. Esses documentos fazem não passar na identificação criminal. IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter. X - colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa. Reprodução simulada (art. 7° do CPP) – não pode em crimes que tenha violência sexual ou que contra a moralidade pública. Restituição de coisas Art. 118. Antes de transitar em julgado a sentença final, as coisas apreendidas não poderão ser restituídas enquanto interessarem ao processo. Art. 120. A restituição, quando cabível, poderá ser ordenada pela autoridade policial ou juiz, mediante termo nos autos, desde que não exista dúvida quanto ao direito do reclamante. A autoridade policial já na delegacia é o delegado; Reclamante é o proprietário do bem. A decisaão que ordena a buscae apreensão deve ser especifica quanto ao local e ao que se está buscando. O que for encontrado depois do que estava procurando é considerado prova ilegal ou encontro fortuito de provas. Esquemas de fixação Dirigir-se ao local preservando até a chegada dos peritos Ordenar a identificação ditaloscopia do indiciado (Lei 12.037/2009) Aprender os objetos interessantes a prova do fato Averiguar a vida pregressa do indiciado Colher provas Fornecer ao juiz as informações necessárias a instrução e julgamento Ouvir a vitima Realizar as diligencias requisitadas pelo Juiz ou MP Ouvir o suspeito, indiciando- se entender cabível Cumprir os mandados de prosão expedidos pelo juiz Proceder a reconhecimento de oessias e coisas (art.226 e a acareação 229 CPP) Representar acerca da prisão preventiva e medidas cautelares Determinar a realizaçõ de exame de corpo de delito e outras pericias (arts. 158 e 525 CPP) Prazo para conclusão do Inquérito Policial Presidência Autoridade Policial (arts. 4° e 6° CPP) prazo natureza processual exclui o dia do inicio e inclui o dia do final não se inicia e nem se finaliza em dias não úteis natureza material inclui o dia do inicio e exclui o dia do final o inicio e o fim do prazo podem ocorrer em dias não úteis SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Ao excluir o dia do inicio a contagem se dá ao dia subsequente; Ao excluir o ultimo se dá a contagem um dia antes. Outros prazos Outra modalidade Auto de prisão em flagrante – o delegado deve instaurar inquérito policia visando aprofundar as investigações iniciadas com o APF. Se o crime for de natureza pública incondicionada. Representação do ofendido ou de seu representante legal § 4° O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela ser iniciado. • O delegado, juiz e ministerio público podem receber a apresentação. Quando for reduzida de forma oral, será reduzida a termo (digitar a solicitação para fazer a solicitação) disposta no art. 39, §1° do CPP. • Prazo decadencial de 06 meses. Prescrição Perde o direito de ação Decadência Perde o exercicio da ação • Estender o prazo é prejudicial ao réu; • O inquérito é dispensável se o MP tiver provas melhores. Curiosidade Requesição do Ministro da Justiça 1. Crimes cometidos por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil e crimes contra a honra cometidos contra o Presidente da República ou Chefe de Governo estrangeiro; 2. Crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. Inquérito Policial nos crimes de ação privada Requerimento da vítima ou de quem legalmente a represente: § 5° - Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. • Caso o ofendido já faleceu ou estiver ausente – CCADI (conjuge, companheiro, ascendente, descendentem irmão) (art. 31 do CPP). Elementos do requerimento: 1. Narração do fato, com todas as circunstâncias; 2. A individualização do indiciado ou seus sinais caractéristicos; 3. As razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração ou os motivos de impossibilidade de o fazer; 4. A nomeação das testeminhas com indicação de sua profissão e residência. O prazo só começa a contagem (06 meses) quando a vítima tiver ciência de quem é o acusado. SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Caso a vítima não tenha ciência de quem é o ofendido, conta-se o prazo de 06 meses na entrega do relatório ao juízo. Requerimento da vítima ou de quem legalmente a represente Art. 5° - § 5° Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. • Vítima menor de 18 anos caso o represente não o represente durante o prazo de 06 meses, o ofendido ao tiver 18 pode requerer novamente e contará os 06 meses de prazo. Elementos: 1. Narração do fato, com todas as circunstâncias; 2. A individualização do indiciado ou seus sinais característicos; 3. As razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração ou os motivos de impossibilidade de o fazer; (autoria) 4. A nomeação das testemunhas com indicação de sua profissão e residência. (materialiedade) Desfecho do Inquérito Policial Toda diligência é relatada minuciosamente por relatório, após isso ele será encaminhado de acordo com o CPP, ao Juiz. Art. 10, §1° - a autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente. Arquivamento do Inquérito Policial Ao MP receber o relatório poderá ocorrer: Alteração do Pacote Anticrime Caso não haja indicios razoaveis de autoria e materialidade, deverá o MP comunicar o delegado, a vítima e o investigado em que haverá arquivamento. Havendo discordância com o órgão do MP, a vítima poderá ser aplicado recurso administrativo num prazo de 30 dias. Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma da lei. § 1° Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito policial, poderá, no prazo de 30 (trinta) dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. § 2° Nas ações penais relativas a crimes praticados em detrimento da União, Estados e Municípios, a revisão do arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada pela chefia do órgão a quem couber a sua representação judicial. Arquivamento vigente durante a suspensão O arquivamento do inquérito policial somente se dará por decisão da autoridade judiciária. A autoridade policial verificando ausência de justa causa deverá/poderá não instaurar, mas já instaurado não pode arquivar conforme o art. 17 do CPP. SINJUR SINtetizando o JURídico por Neuzyanne Gurgel Sendo hipótese de arquivamento, o MP deverá formular pedido fundamentado ao magistrado que decidirá de mandeira também fundamentada. Havendo discordância quanto ao pedido de arquivamento, o juiz deve remeter os autos ao Procurador Geral nos termos art. 28 do CPP. Ocorrendo o Procurados Geral 03 possibilidades: A decisão do magistrado que determina o arquivamento do inquérito é irrecorível. Arquivamento implícito Não há arquivamento implícito em nosso ordenamento jurídico, já que não previsão legal e o art. 28 do CPP exige que o pedido de arquivamento de inquérito seja expresso e fundamentado. Desarquivamento do Inquérito Policial o Ministério Público. Em regra, o arquivamento do I.P faz apenas coisa julgada Formal. Pode ser desarquivado e rediscutir o assunto, desde que surjam novas provas (requisito obrigatório). Também o coisa julgada material que é exceção e não pode ser reaberto em nenhuma hipótese sendo: Arquivamento implicito é quando não há a proposição da ação penal em face de algum ou de alguns dos sujeitos investigados ou em face de algum ou alguns dos fatos investigados. O Ministério Público denuncia alguns dos indiciados e fica silente quanto a outros que também, de alguma maneira, estão relacionados aos fatosinvestigados como suspeitos; ou ainda, quando o Ministério Público denuncia alguém por algum fato e fica silente sobre outros fatos também investigados. Obs: o STF já se manifestou contrário ao arquivamento implícito no RHC 95141/RJi, Arquivamento indireto seria quando o Ministério Público declina explicitamente da atribuição de oferecer a denúncia por entender que o juiz/próprio Ministério Público são incompetentes para aquela ação penal e o juiz acata a opinião e determina a remessa ao juiz competente ou, discordando, aplica o previsto no art. 28 do CPP. Observem que na questão o Juiz Estadual discorda da manifestação do membro do Ministério Público. pedido do MP homologação do juiz