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AULA 02 BATALHA ESPIRITUAL. • Fundamentos da Batalha Espiritual – Deus não tem adversários. • A batalha espiritual é uma realidade, mas Deus nunca teve e nunca terá adversários diretos nessa guerra, porque não existe criatura, celeste ou terrena, capaz de oferecer qualquer tipo de resistência direta ao seu poder. • Deus tem inimigos, e todos eles serão destruídos após a consumação do século, mas não existe uma guerra acontecendo entre satanás e Deus (Sl 66.3; Hb 10.12-13 – Ler). O nosso inimigo não seria tão ingênuo a ponto de se levantar para batalhar diretamente contra o seu Criador, porque ele sabe que essa luta já estaria perdida antes mesmo de começar. • Satanás se levantou contra o propósito divino sobre na criação e os homens, não se levantou para resistir ao poder de Deus (apesar de se rebelar contra a vontade sua soberana). A batalha sempre foi entre satanás e a humanidade, entre a serpente e a descendência da mulher (Gn 3.15; Ap 12.17). O diabo não é adversário de Deus, mas, sim, dos homens (1 Pe 5.8). • Na verdade, mesmo após a sua queda, o diabo é uma criatura que continua submissa ao senhorio de Cristo (Cl 1.16-17) e não pode realizar coisa alguma na humanidade sem que Ele permita (Jó 1.6-12). • A guerra foi travada pelo diabo contra o homem, por causa do domínio da criação (Gn 1.28). Por isso, o Cristo encarnou, tornando-se o Filho Varão para destruir toda a obra do pecado, da morte, do diabo e de todos os seus anjos por meio da cruz, expondo-os ao desprezo público diante de toda a criação (Cl 2.14-15). • A Palavra se fez carne para redimir a criação e reger as nações com cetro de ferro para a glória de Deus Pai (Ap 12.5; Sl 2.8-9). Amém! • Fundamentos da Batalha Espiritual – Deus não tem adversários. • A hostilidade sofrida nesta batalha é proveniente de duas fontes distintas: a fonte interna e a fonte externa. • Externa: satanás com sua horda de seguidores que, operam a partir das regiões celestiais (Ef 6.12) - sistema do mundo (1 Co 6.12). • Interna: nossa carne, que milita contra o Espírito (Gl 5.17), e às fortalezas mentais, que se levantam contra o conhecimento de Deus ( 2 Co 10.4-5). • É fundamental entendermos que a inimizade interna é tão nociva quanto a externa e que a negligência no entendimento de como lutamos essa batalha de forma bíblica e responsável pode produzir resultados desastrosos na vida de qualquer santo redimido e no seio da comunidade dos santos. • Toda resistência a qualquer fonte de conflito precisa ser baseada na obra de Cristo, e não na nossa força ou baseada na nossa experiência humana. • Fundamentos da Batalha Espiritual – O conhecimento do Cristo. • O que me fortalece na batalha não é o quanto eu conheço o meu inimigo e suas artimanhas, mas o quanto eu conheço a Cristo e a sua legislação – Leis que regem a criação – que se encontra sob o seu domínio, por direito de criação (Cl 1.15-16). • É lógico que nós não ignoramos as maquinações do inimigo nem negamos a sua influência sobre as nações, mas a nossa maior energia deve se concentrar em conhecer a Cristo. • O próprio Jesus repreendeu à igreja de Tiatira, a qual tolerava a “doutrina de Jezabel”, que, buscava conhecer as profundezas de satanás (Ap 2.20, 24 – Ex 23.13). • Muito material escrito sobre o tema da batalha espiritual se baseia no ensino da operação de específicos malignos , de sua hierarquia e no seu relacionamento com aqueles que o cultuam. • O livro de Apocalipse é um dos que mais detalham a batalha contra as trevas, no tempo do fim. Seu objetivo é revelar a pessoa de Jesus Cristo e a sua obra (Ap 1.1), e não enfatizar as obras do diabo, as estratégias do anticristo, marca da besta ou os detalhes da grande tribulação. • Conhecer a Jesus é o objetivo primário e fundamental. Lembremo-nos sempre das palavras do profeta Oséias: “Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra” (Os 6.3). • Fundamentos da Batalha Espiritual – A guerra já foi vencida. • Apesar de estarmos em constante estado de conflito, a guerra já foi vencida por Cristo na cruz (Hb 2.14), e a consumação final dessa vitória acontecerá após a sua segunda vinda no estabelecimento do reino eterno e vindouro sobre toda a criação (Ap 20.10). • Nossa função não é vencer a guerra, mas se submeter ao senhorio de Cristo aquele que já venceu a satanás. Dessa forma, resistiremos tanto à influência das trevas quanto à influência do sistema do mundo, sujeitando nosso corpo, mente e coração ao governo do Espírito de Cristo. • Cristo triunfou sobre os poderes das trevas, sobre a maldição do pecado e sobre a escravidão da morte, triunfando poderosamente sobre eles na cruz sangrenta. “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, TRIUNFANDO DELES NA CRUZ.” (Cl 2.13-15) • O triunfo da cruz nos resgatou, santificou e nos justificou. Logo, nós, que fomos comprados pelo seu sangue, estamos posicionados em Cristo, e o nosso sacerdócio funciona a partir das regiões celestiais, servindo a Deus diante da criação e servindo a criação diante de Deus. Glória seja ao Cristo que se entregou para nos dar a vida, hoje e eternamente, amém! “e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, ACIMA de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro.” (Ef 1.19-21) “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e NOS FEZ ASSENTAR NOS LUGARES CELESTIAIS EM CRISTO JESUS; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.” (Ef 2.4-7) Fábio Coelho, 2020.