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Assistência de Enfermagem em Urgência

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SISTEMA DE ENSINO
URGÊNCIA E 
EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem 
em Urgência e Emergência, Avaliação 
Primária, Avaliação Secundária
Livro Eletrônico
FERNANDA BARBOZA
Graduada em Enfermagem pela Universidade Fe-
deral da Bahia e pós-graduada em Saúde Públi-
ca e Vigilância Sanitária. Atualmente é servidora 
do Tribunal Superior do Trabalho, no cargo de 
Analista Judiciário – Especialidade Enfermagem. 
É professora e coach em concursos. Trabalhou 
8 anos como enfermeira do Hospital Sarah. Foi 
nomeada nos seguintes concursos: 1º lugar no 
Ministério da Justiça; 2º lugar no Hemocentro – 
DF; 1º lugar para Fiscal Sanitário da prefeitura 
de Salvador; 2º lugar no Superior Tribunal Militar 
(nomeada pelo TST). Além desses, foi nomeada 
duas vezes como enfermeira do estado da Bahia 
e na SES-DF. Na área administrativa, foi nome-
ada para o CNJ, MPU, TRF 1ª região e INSS (2º 
lugar), dentre outras aprovações.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Cristiane Menezes - 69914303587, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza 
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência, Avaliação 
Primária, Avaliação Secundária e Acidente com Múltiplas Vítimas ....................12
1. Conceitos Importantes ..........................................................................12
2. Princípios para os Atendimentos de Urgência e Emergência ........................17
3. Introdução à Cinemática do Trauma ........................................................22
3.1. Esquema Avaliação da Vítima ..............................................................24
4. Avaliação Primária ................................................................................25
4.1. Avaliação de Lesões Ocultas na Avaliação Primária ..................................26
4.2. Tipos de Avaliação Primária .................................................................31
4.3. Imobilização da Vítima ........................................................................43
4.4. Manobras de Abertura das Vias Aéreas ..................................................54
4.5. Avaliação do Estado Neurológico – Avaliação da Pupila, Escala AVDI e 
Glasgow ..................................................................................................55
5. Avaliação Secundária .............................................................................68
5.1. Sinais Vitais ......................................................................................70
6. Transporte de Vítimas e Imobilização .......................................................78
6.1. Movimentações no Solo ......................................................................79
6.2. Extricação .........................................................................................81
7. Acidentes com Múltiplas Vítimas .............................................................84
Resumo ...................................................................................................89
Questões Comentadas em Aula ..................................................................95
Gabarito ................................................................................................ 112
Referências Bibliográficos ........................................................................ 113
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URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza 
Apresentação
Olá, amigo(a) concurseiro(a), estamos iniciando nosso curso de preparação.
Você poderá contar com a minha experiência e auxílio na sua trajetória de sucesso.
Nesta nossa caminhada, você verá comigo as seguintes disciplinas do seu edital:
•	 Atendimento a pacientes em situações de urgência e emergência: estrutura 
organizacional do serviço de emergência hospitalar e pré-hospitalar;
•	 Emergências relacionadas a doenças do aparelho respiratório, do aparelho 
circulatório e psiquiátricas;
•	 Atendimento inicial ao politraumatizado;
•	 Atendimento na parada cardiorrespiratória e suporte básico de vida em emer-
gências;
•	 Assistência de enfermagem ao paciente crítico com distúrbios hidroeletrolíti-
cos, acidobásicos, insuficiência respiratória e ventilação mecânica;
•	 Enfermagem em urgências.
Tem muita coisa para estudar. É verdade, é muita coisa, porém temos pouco 
tempo e dessa forma é preciso direcionar a sua preparação para os assuntos mais 
importantes dentro da temática de urgência e emergência.
Vou te ajudar com as dicas do que deve ter no seu resumo para memorização 
e revisão.
Vou trabalhar de forma diferenciada, vamos ter aulas completas por 
temas, mas já vou adiantar um resumo top dos principais pontos para sua 
atenção.
Você não pode ir para a prova sem estudar:
1. Conceito diferencial de urgência e emergência. Lembre-se que Emergência 
tem o “E” na frente e é mais importante que a Urgência que tem o “U”.
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2. Hemorragia e choque- conceito, causa de choque com palavras chave, clas-
ses do choque hipovolêmico, sinais e sintomas dos diferentes choques.
3. Reposição volêmica no choque e no trauma com ringer lactato para evitar a 
acidose hiperclorêmica.
4. Queimadura: conceito, classificação por profundidade (1º, 2º, 3ºe 4º), ex-
tensão (superfície corporal queimada), tipos de queimadura (térmica (fogo e água 
quente), química (produtos ácidos e básicos fortes), elétrica (choque elétrico) e bio-
lógica – água viva), fórmula de Parkland (reposição volêmica nas primeiras 24h da 
queimadura 2ml x peso x SCQ). Decore a superfície corporal queimada na criança e 
no adulto. Lembre-se do vinagre na queimadura por animais do mar. Lembre-se de 
remover todo o produto químico antes de aplicar a água. Outra coisa importante é 
a queimadura por inalação, principalmente a intoxicação pelo monoxido de carbono 
e cianeto. Lembre-se que o reversor do efeito do cianeto é a hidroxicobalamina e 
do monóxido de carbono é o oxigênio a 100%. Os sinais e sintomas da queimadura 
da via aérea incluem: estridor; uso de musculatura respiratória acessória; dificul-
dade respiratória; hipoventilação; queimaduras profundas no rosto ou no pescoço; 
formação de bolhas ou edema da orofaringe; secreção carbonácea pela via aérea.
5. Trauma- sinais e sintomas, avaliação primária, curativo de três pontas no 
trauma de tórax, especial atenção para o “D” da avaliação primária com a escala 
de coma de Glasgow com a avaliação pupilar. Controle de sangramento com com-
pressão direta e torniquete, método de START para a avaliação rápida no acidente 
com múltiplas vítimas (decore as cores e as perguntas para classificar em vermelho 
e amarelo, lembre-se que PCR em acidente com múltipla vítima não é prioridade 
☹, a prioridade é o paciente mais viável, comoo choque (respira com FR > 30, 
enchimento capilar lento e não responde ao comando)). O verde é aquele paciente 
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que sai andando da cena sem alterações. Os sinais e sintomas dos tipos de traumas 
são muito importantes: trauma de crânio, coluna, tórax, abdome e extremidade. 
O trauma de crânio deve ser evitado aspirar o nariz e passar sonda nasal. O trauma 
de coluna lembre-se dos equipamentos de imobilização e da possibilidade de cho-
que neurogênico (lesão acima de T6). Trauma de extremidade diferencie fratura, 
entorse e luxação. Estude a síndrome compartimental.
6. PCR: cadeia de sobrevivência, atendimento de qualidade (característica de 
uma boa compressão e boa ventilação), tempo ideal para início da RCP (4 minu-
tos)! Decore todos os números dentro desse tema! Questão certa na prova!
7. Emergências clínicas mais importantes: IAM, AVC, crise convulsiva, EAP- 
edema agudo de pulmão, crise hipertensiva. A exacerbação da DPOC e da asma 
também são importantes. Lembre-se de estudar os ruídos adventícios na ausculta 
respiratória!
8. Emergências ambientais: intoxicação exógena é um assunto muito cobrado, 
principalmente os antagonistas principais: naloxona para opioides, lanexat (fluma-
zenil) para os benzodiazepínicos, acetilcisteína para o paracetamol, dentre outros.
9. Estágios do afogamento é um tema muito importante, principalmente por ser 
esquecido por muitos na preparação!
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10. Classificação de risco de Manchester deve ser memorizada por você! Muita 
atenção! Verifique os protocolos com carinho, principalmente os protocolos da clas-
sificação de risco em obstetrícia.
11. Acidente com animal peçonhento o resumo dos principais tipos de acidentes 
com aranhas: Loxosceles (aranha-marrom); Phoneutria (aranha armadeira ou ma-
caca); e Latrodectus (viúva-negra), e com serpentes (ofidismo- botrópico; laquéti-
co; crotálico; elapídico).
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12. Por fim, recomendo o estudo da rede de urgência e emergência, componen-
tes e as fases de implantação, bem como a estrutura básica das emergências.
Nesta aula iniciaremos com um bloco MUITO IMPORTANTE para sua prova: 
Urgência e Emergência.
Vamos treinar bastante ao longo do nosso curso para criar intimidade com o 
conteúdo. Será necessário abordar questões de bancas diversas para cercar o con-
teúdo das urgências e emergências.
Dentro da nossa temática, também será necessário abordar os conteúdos de 
forma completa desde a revisão da anatomia e fisiologia, os vários tipos de urgên-
cias e emergências, até aprofundar nos conteúdos do atendimento no ambiente 
pré-hospitalar e alguns detalhes do atendimento hospitalar.
Muita coisa, né? Porém, com esforço e dedicação, você conseguirá vencer.
Animado(a)? Liga o Modo Turbo Vamos caminhar juntos ao longo desses meses 
rumo ao seu sucesso.
Lembre-se de que, para ser aprovado(a), você precisa mais do que tomar a de-
cisão, você precisará de ATITUDE!
A atitude indica a necessidade de mudança de comportamento priorizando os 
estudos, buscando forças e tempo por meio da motivação.
Como assim, professora?
Pois é, você precisa priorizar o seu objetivo de vida, acordar mais cedo e dormir 
mais tarde, estudar em cada tempo disponível. Evitar o acesso às redes sociais e, 
assim, estará mais perto da sonhada APROVAÇÃO.
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Precisamos formar uma parceria de SUCESSO: você entra com o estudo e a 
dedicação, Eu e outros professores do Gran Cursos Online faremos nossa parte com 
material de qualidade, atualizado e direcionado.
Fechado? Então vamos seguir juntos conduzindo você à VITÓRIA!
Para a realização da nossa aula, utilizaremos os protocolos de atendimento do 
SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Manual do PHTLS (Prehos-
pital Trauma Life Support) de 2017, que é um protocolo de trauma no ambiente 
pré-hospitalar consagrado na literatura.
O PHTLS é um programa de formação de técnicos de saúde que atuam no nível 
pré-hospitalar, desenvolvido pela National Association of Emergency Medical Tech-
nicians (NAEMT) em parceria com o Comitê do Trauma do Colégio Americano de 
Cirurgiões (ACS/COT).
Além disso, utilizaremos o Guideline de 2015 da American Heart Associa-
tion – AHA (Associação Americana de Cardiologia), dentre outros manuais refe-
renciados no final da nossa aula.
Apresentação da Professora
Sou a Professora Fernanda Barboza, graduada em Enfermagem pela Uni-
versidade Federal da Bahia e pós-graduada em Saúde Pública e Vigilância Sanitária.
Atualmente sou servidora do Tribunal Superior do Trabalho no cargo de Analista 
Judiciário – especialidade Enfermagem, e trabalho com atendimentos a urgências e 
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emergências, saúde ocupacional e na área de fiscalização de contratos. Além disso, 
atuo como professora e coach em concursos.
Tenho 10 anos de experiência em concursos, que se iniciou um ano antes da mi-
nha formatura, quando comecei a estudar para os concursos do Hospital Sarah e o 
do governo do estado da Bahia. Obtive as duas aprovações, 47º no Hospital Sarah 
e 10º lugar no estado da Bahia.
Dessa forma, em janeiro de 2006 concluí a graduação e em março já iniciei o 
treinamento no Hospital Sarah. Atuei na assistência de enfermagem por 8 anos 
nessa instituição e, ao longo desses oito anos, continuei estudando para concur-
sos, sendo aprovada em diversos concursos na área da enfermagem: 1º lugar para 
o Ministério da Justiça; 2º lugar no Hemocentro-DF; 1º lugar para fiscal sanitário 
daprefeitura de Salvador; 2º lugar CLDF 2018 – cargo de técnico de enfermagem, 
5º lugar enfermeiro CLDF 2018 e 2º lugar no Superior Tribunal Militar (nomeada 
pelo TST);.
Além desses, fui nomeada duas vezes como enfermeira do Estado da Bahia e na 
SES-DF. Na área administrativa, fui nomeada no CNJ, MPU, TRF 1ª Região e INSS, 
dentre outras aprovações.
Meu objetivo é utilizar esses conhecimentos e experiências adquiridas 
para ajudá-lo(a) a alcançar a sua APROVAÇÃO!!!
Vamos nessa, liga o modo Turbo e vamos decolar juntos rumo à tão so-
nhada aprovação!
Nesta primeira aula do curso de Urgência e Emergência, estudaremos o conceito 
e os princípios básicos do atendimento das urgências e emergências, a avaliação 
primária e secundária. Além disso, o transporte de acidentados e a imobilização de 
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vítimas. Por fim, abordaremos acidentes com múltiplas vítimas e a priorização do 
atendimento.
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INTRODUÇÃO À ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM 
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, AVALIAÇÃO PRIMÁRIA, 
AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA E ACIDENTE COM MÚLTIPLAS 
VÍTIMAS
1. Conceitos Importantes
O Ministério da Saúde, por meio do Manual de Primeiros Socorros (1) define 
primeiros socorros como sendo:
Os cuidados imediatos que devem ser prestados rapidamente a uma pessoa, vítima de 
acidentes ou de mal súbito, cujo estado físico põe em perigo a sua vida, com o fim de 
manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, aplicando medidas 
e procedimentos até a chegada de assistência qualificada.
Observe, aluno(a), que os primeiros socorros são o primeiro atendimento à 
vítima de alguma intercorrência, seja um trauma ou um evento clínico. Esse aten-
dimento muitas vezes é feito por pessoas que não são da área da saúde e que não 
são treinadas para executar essas ações.
Outro conceito de primeiros socorros é referendado no Manual de Prevenção e 
Primeiros Socorros na Escola (3):
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Primeiros socorros podem ser definidos como os cuidados de emergência dispensados 
a qualquer pessoa que tenha sofrido um acidente ou mal súbito (intercorrência clínica), 
até que esta possa receber o tratamento médico adequado e definitivo.
Um atendimento de primeiros socorros mal executado pode gerar mais danos 
do que benefícios. Portanto, não basta tentar ajudar uma vítima, é necessário sa-
ber ajudar de forma correta.
Se, de um lado, o atendimento dos primeiros socorros é o atendimento imediato 
por qualquer pessoa, de outro, o atendimento das urgências e emergências será 
direcionado aos profissionais da saúde.
Inicialmente é necessário que você entenda a diferença dos conceitos de urgên-
cia e emergência, pois isso é muito cobrado nas provas. Vamos entender?
A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) n. 1451/1995 define essas 
duas situações como sendo:
Define-se por URGÊNCIA a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem 
risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata.
Define-se por EMERGÊNCIA a constatação médica de condições de agravo à saúde que 
impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, 
tratamento médico imediato.
Observe que a letra E no dicionário vem antes da letra U, portanto você não vai 
esquecer que a emergência é mais grave que a urgência e que o paciente corre 
risco de vida necessariamente, enquanto na urgência pode ser com ou sem risco 
de vida.
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Questão 1 (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2009) Urgência médica
a) é a constatação médica de condição de agravo à saúde, cujo surgimento é súbi-
to e imprevisto, e implique risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, 
portanto, tratamento médico imediato.
b) é qualquer situação na qual há risco de vida.
c) não é vista no sistema de tratamento ambulatorial.
d) é ocorrência ou situação perigosa, de aparecimento rápido, mas não necessaria-
mente imprevisto e súbito, necessitando de solução em curto prazo.
e) é conceito igual ao da emergência médica.
Letra d.
As letras a e b abordam o conceito de emergência. Descartamos a alternativa e, 
pois já vimos que os conceitos são diferentes de:
Mais uma questão, para não esquecer!
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Questão 2 (IESES/IFC-SC/2014) Urgência, caso clínico, consulta e emergência 
são palavras comuns do vocabulário de um enfermeiro. Saber distinguir e classifi-
car os casos é essencial para a profissão. Hemorragias, parada respiratória e para-
da cardíaca são casos de:
a) Urgência.
b) Emergência.
c) Consulta.
d) Clínico.
Letra b.
Observe que a questão trouxe exemplos de intercorrências graves em que o pa-
ciente tem risco de vida e são, portanto, EMERGÊNCIAS.
Essa simples diferença de urgência e emergência já é abordada nas provas. Fique 
ligado(a).
Questão 3 (CESPE/SERPRO/2013) Julgue o próximo item, relativo aos conceitos 
e princípios para atendimento em primeiros socorros.
Urgência é a constatação de agravo à saúde que resulte em risco iminente de morte 
ou sofrimento intenso, exigindo tratamento médico imediato.
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Errado.
Esse é o conceito de emergência, e não urgência. Gostaria também de que você 
entendesse a diferença de evento traumático e evento clínico.
Acompanhe:
Um trauma envolve um acidente como fator causal da situação, exemplo: um aci-
dente automobilístico, uma queda, um choque elétrico, uma perfuração por arma 
de fogo (fuzil, metralhadora) ou arma branca (faca, estilete).
Um evento clínico é uma situação que não tem influência de um fator externo, 
por exemplo: o infarto agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral, o edema 
agudo de pulmão, a insuficiência respiratória (falta de ar), dentre outros.
Questão 4 (CESPE/SERPRO/2008) Duas empregadas do setor de limpeza de uma 
empresa, transportando vasilhame com ácidos para limpeza de sanitários, tropeça-
ram em degrau da parte superior de uma escada. O líquido respingou no rosto de 
uma delas e nas mãos da outra. Ambas foram imediatamente atendidas pela equi-
pe de brigadistas da empresa e encaminhadas ao hospital. Uma ficou afastada por 
17 dias, pois sofreu queimadura de segundo grau no rosto, e a outra retornou após 
3 dias de tratamento. Acerca dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Na situação mencionada, as empregadas tiveram atendimento de primeiros socorros.
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Certo.
As duas sofreram um evento traumático: queda e queimadura. O socorrista deve 
estar treinado para cuidar dessas duas situações e para isso é necessário aprender 
os princípios básicos dos primeiros socorros.
2. Princípios para os Atendimentos de Urgência e Emergência
Os primeiros socorros não podem ser prestados de qualquer jeito, já mencionei 
isso para você. Os riscos de prestá-los sem treinamento são:
•	 se tornar uma vítima da circunstância;
•	 lesionar o paciente sem imobilização adequada; e
•	 agravar a situação dele.
O Manual de Prevenção de Acidentes e Primeiros Socorros nas Escolas da Pre-
feitura de São Paulo nos mostra os princípios fundamentais para o atendimento dos 
primeiros socorros, vamos conferir?
1. Manter a calma é o primeiro princípio. Por que será? Normalmente, na hora 
em que ocorre uma intercorrência, as pessoas sem treinamento adequado ficam 
desesperadas, e isso atrapalha o atendimento.
Manter a calma e a tranquilidade facilitam o raciocínio e a avaliação da vítima.
2. Avaliar a cena deve ser a próxima preocupação do socorrista. Antes de se 
aproximar da vítima, é imprescindível ter certeza de que o local está seguro e de 
que não causará danos ao socorrista (você) nem às pessoas que estejam próximas 
(curiosos). A primeira responsabilidade é manter o local seguro.
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Por exemplo, se ocorreu um acidente por choque elétrico, antes de atender a vítima, 
é necessário desligar a fonte de energia para que outras pessoas não sejam atin-
gidas. Podemos citar também a necessidade de sinalizar a estrada ou via antes de 
se aproximar das vítimas quando há um acidente automobilístico.
Não permitir que outras pessoas se tornem vítimas é a segunda responsabilida-
de do socorrista. Antes de garantir a segurança do local, tenha muita atenção com 
curiosos e familiares que tentam se aproximar.
3. O socorrista deve solicitar ajuda imediatamente caso não seja seguro se 
aproximar da vítima. Essa ajuda pode ser solicitada para o Serviço de Atendimento 
Móvel (SAMU 192) ou Corpo de Bombeiros (193), descrevendo-se a situação da 
vítima e do local.
4. Abordar a vítima e proceder à avaliação para detectar condições de risco 
e proceder aos cuidados imediatos necessários.
Durante o atendimento à vítima, é importante atentar-se para o uso de Equipa-
mentos de Proteção Individual (EPI), tais como máscaras, luvas, sapatos fechados 
e roupas de proteção, a fim de se evitar a transmissão de doenças.
1. Se a condição da vítima necessitar de suporte avançado, deve ser neces-
sário chamar o SAMU.
2. O atendimento deve ser limitado ao conhecimento do profissional. É muito 
importante atuar no que você sabe, para não colocar a vítima em risco.
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Observe como isso foi abordado em prova.
Questão 5 (FUNIVERSA/UEG/2015) A respeito de primeiros socorros, assinale a 
alternativa correta.
a) O socorrista não deve interagir com a vítima, tocá-la ou conversar com ela para 
não agravar a situação.
b) Antes de examinar a vítima, o socorrista deve se proteger para evitar riscos de 
contaminação por secreções ou produtos tóxicos.
c) Quando constatado um acidente com vítima, o socorrista deve-se aproximar, 
imediatamente, da vítima e, depois, avaliar a existência de riscos na cena do aci-
dente, uma vez que o tempo é de fundamental importância.
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d) Em havendo uma vítima que precise de assistência médica, o socorrista deve ini-
ciar imediatamente o atendimento à vítima e depois acionar o socorro especializado.
e) No caso de uma vítima não respirar por obstrução das vias aéreas, o socorrista 
não deve tentar a desobstrução ou chamar o socorro especializado.
Letra b.
A segurança do socorrista é a prioridade e deve ser feita em todos os aspectos: se-
gurança do ambiente, segurança contra resíduos químicos (óleo, graxa e gazes, 
vapores e outros produtos químicos) ou riscos biológicos (sangue e secreções).
a) Errada. O socorrista deve conversar com a vítima e acalmá-la.
c) Errada. A sequência é primeiro cuidar da cena e depois aproximar-se da vítima.
d) Errada. No caso detectado em que a vítima necessita de cuidados mais apro-
fundados, o socorrista deve chamar por ajuda e depois começar o atendimento.
e) Errada. O socorrista deve tentar a desobstrução e solicitar que alguém solicite 
por ajuda de um socorro especializado.
Esse aspecto de avaliar a cena antes de prestar o socorro é muito cobrado.
Questão 6 (FCC/TRT 9ª REGIÃO/2015) Em uma situação de atendimento de víti-
ma de atropelamento em uma avenida de grande circulação, a primeira preocupa-
ção que um indivíduo leigo deve ter ao se aproximar dacena é:
a) avaliar a segurança do local.
b) procurar por hemorragia na vítima.
c) iniciar a coleta de informações sobre a causa do acidente.
d) imobilizar a coluna cervical da vítima.
e) verificar se a vítima está respirando adequadamente.
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Letra a.
Essa questão é bastante cobrada. O foco inicial do socorrista é avaliar a cena, a si-
tuação e a segurança daquele socorro, para evitar novo acidente. Quando o local 
estiver seguro, é importante se aproximar da vítima para que seja feita a avaliação 
primária e secundária.
Questão 7 (FCC/TRE-PI/2009) Ao presenciar um acidente, a atitude inicial da 
pessoa que prestará os primeiros socorros é, prioritariamente,
a) comunicar à família da vítima e informar sobre a ocorrência do acidente.
b) conversar com a vítima e coletar informações sobre o acidente para iniciar o 
atendimento.
c) abordar a vítima imediatamente para assegurar os primeiros socorros sem 
demora.
d) avaliar a segurança da cena e averiguar se não há riscos no local, antes de se 
aproximar da vítima.
e) manter distância do local, não se aproximar da vítima e aguardar o atendimento 
do serviço de emergência.
Letra d.
A segurança da cena é o foco inicial do atendimento de primeiros socorros.
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3. Introdução à Cinemática do Trauma
Estudar e entender os mecanismos e a cinemática do trauma nos ajuda a identi-
ficar se o acidente foi grave e sugestiona as lesões que o paciente pode apresentar. 
Vamos abordar de forma objetiva essa temática.
Segundo o Manual de Prevenção e Primeiros Socorros da Prefeitura de São 
Paulo, trauma pode ser definido como a lesão caracterizada por alterações 
estruturais ou desequilíbrio fisiológico causada pela exposição aguda a di-
ferentes formas de energia: mecânica, térmica, elétrica, química e irradia-
ções, podendo afetar superficialmente o corpo ou lesar estruturas nobres 
e profundas do organismo.
Existem 5 (cinco) formas básicas de acidentes:
Algumas considerações devem ser observadas e ajudam no atendimento:
1. De qual altura a vítima caiu?
−	 Quedas com altura maior que 3 vezes a altura da vítima são mais graves.
2. Em qual superfície a pessoa caiu? Cimento, grama?
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3. Quais os sinais do impacto? Houve sons contra o solo?
4. Que parte do corpo sofreu o primeiro impacto?
5. Qual o movimento da lesão (corrida, colisão, queda)?
6. Há lesões aparentes? Sangramentos, cortes, edema e queimadura?
7. Se for um acidente automobilístico – Qual parte do carro foi mais atingida: 
fronte, lateral, traseira ou houve capotamento?
Você sabe quais são os parâmetros para considerar a suspeita de acidente gra-
ve? Um acidente será considerado grave quando:
•	 a queda for maior que 3 vezes a altura do paciente;
•	 colisões a mais de 32 km/h;
•	 expulsão da vítima do veículo;
•	 morte de um ocupante do veículo; e
•	 danos severos ao veículo.
Todas essas análises permitirão uma conduta mais direcionada para os possíveis 
efeitos sobre a vítima.
Aluno(a), a cinemática do trauma é a análise do mecanismo do trauma para 
associar às possíveis lesões no paciente.
É importante decorar o objetivo da cinemática do trauma  Relacionar o meca-
nismo do trauma e a presença de lesões específicas.
O PHTLS nos mostra que, se o socorrista não entender de cinemática do trauma, 
as lesões serão negligenciadas. Entender essa temática aumenta a suspeita dos 
padrões das lesões observadas na chegada à cena.
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Após analisar a cena, é necessário controlar a situação, acionando recursos adi-
cionais para as medidas de sinalização do local, isolamento da cena, estabilização 
de veículos, controle de tráfego, desligamento de motores automotivos, desati-
vação de cabos elétricos energizados, remoção de pacientes em situação de risco 
iminente, entre outros.
Depois dessas medidas tomadas, segue a avaliação da vítima. Segundo o PHTLS, 
a avaliação da vítima inclui o exame primário, exame secundário seguido de moni-
torização e avaliação.
3.1. Esquema Avaliação da Vítima
No trauma simples e sem lesões graves, como nas fraturas menores, o socor-
rista pode fazer o atendimento pré-hospitalar completo com avaliação primária e 
secundária, porém, se o paciente apresenta lesões graves, o máximo que pode ser 
feito é a avaliação primária, pois a vítima deve ser encaminhada ao serviço espe-
cializado o mais rápido possível.
O PHTLS traz a diferença da vítima politraumatizada (trauma em multissis-
temas, ou seja, o trauma afetou mais de um sistema do corpo, incluindo o sistema 
pulmonar, cardíaco, gastrointestinal, neurológico) e o trauma em apenas um 
sistema (como uma fratura simples de tornozelo).
Vamos seguir para detalhar essas etapas?
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4. Avaliação Primária
Fique atento(a) a esta parte da aula, é muito cobrada nas provas. Vamos ana-
lisar as condutas no atendimento do paciente com trauma na AVALIAÇÃO PRI-
MÁRIA!
A avaliação primária é dividida em avaliação do trauma e do agravo 
clínico. A avaliação primária do trauma foi ampliada com a letra X, XAB-
CDE e na avaliação primária do agravo clínico continuamos com 5 etapas 
(ABCDE).
Vamos acompanhar essas etapas utilizando o esquema a seguir da ava-
liação do paciente vítima de trauma:
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Na abordagem pré-hospitalar da vítima de trauma, o uso do XABCDE é uma 
ferramenta que necessita obrigatoriamente ser complementada com a percepção, 
por parte da equipe, das lesões potenciais. A lesão oculta, que pode não ser óbvia 
em termos de exame primário, deve ser procurada baseando-se no mecanismo de 
trauma e/ou a história associada.
4.1. Avaliação de Lesões Ocultas na Avaliação Primária
As lesões ocultas são aquelas em que ocorrem danos internos que não são 
perceptíveis externamente como, por exemplo, o sangramento interno após um 
trauma abdominal.
Essas lesões ocultas devem ser procuradas, principalmente nos pacientes com 
abuso de álcool e drogas, idosos, vítimas em uso de anticoagulantes (medicações 
que fazem sangrar por mais tempo se houver lesão de vaso sanguíneo, pois demo-
ra a coagular) ou que tenham coagulopatia e doenças neurológicas e psiquiátricas.
A verificação de informações relacionadas com os danos dos veículos são pistas 
para as lesões sofridas pelos ocupantes, por exemplo:
Para-brisas estilhaçados com abaulamento circular indica impacto da cabeça, suge-
rindo lesão cervical e de crânio.
Deformidade do volante sugere trauma torácico e/ou abdominal.
Deformidade no painel sugere luxação do joelho, do quadril ou fratura do fêmur.
Vamos fazer umas questões que cobram apenas a sequência da avaliação pri-
mária (ABCDE ou XABCDE) e o que significa essa sequência, depois seguiremos 
com a análise detalhada de cada parte dessa avaliação.
Veja como a avaliação primária foi cobrada na prova!
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Questão 8 (FCC/TRF 2ª REGIÃO/2012 ADAPTADA) No atendimento às urgências, 
na avaliação primária, em situações de trauma, os profissionais de saúde devem 
avaliar a:
x) contenção de sangramento exsanguinante;
�a) permeabilidade de via aérea e proteção da coluna cervical;
�b) ventilação e respiração;
�c) circulação e controle de hemorragias;
�d) avaliação neurológica;
�e) exposição e prevenção da hipotermia.
A sequência correta de atendimento a uma vítima por queimadura é:
a) A, C, B, D, E, X.
b) X, A, B, C, D, E.
c) C, A, B, D, E, X.
d) B, E, D, C, A, X.
e) E, A, B, C, X, D.
Letra b.
Observe que essa questão foi adaptada para avaliação primária com o X XABCDE, 
pois ela é antes da relação segue a sequência do XABCDE:
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Questão 9 (FCC/TCE-PI/2014/ADAPTADA) Considerando a cena segura, no aten-
dimento de emergência ao trabalhador vítima de trauma multissistêmico, são ações 
prioritárias na avaliação primária:
I – examinar circulação.
II – avaliar via aérea com controle da coluna cervical.
III – verificar condição neurológica.
IV – realizar exposição.
V – avaliar ventilação.
VI – conter os sangramentos intensos
A sequência lógica e sistemática dessas ações está descrita em
a) I, IV, II, VI, V e III.
b) I, II, III, VI, IV e V.
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c) V, II, III, IV, VI e I.
d) III, II, V, IV, I, VI.
e) VI, II, V, I, III e IV.
Letra e.
Questão apenas querendo saber a sequência do atendimento com base no:
Questão 10 (VUNESP/2019) A avaliação primária de um paciente que apresenta 
agravo clínico compreende os seguintes passos:
I – Avaliar ventilação.
II – Avaliar permeabilidade de via aérea (VA).
III – Avaliar estado circulatório.
IV – Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e a expansão torácica.
V – Avaliar estado neurológico.
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Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta a ser adotada.
a) III, II, IV, V, I.
b) V, IV, III, II, I.
c) IV, I, II, V, III.
d) IV, II, I, III, V.
e) I, II, III, IV, V.
Letra d.
Observe que a questão cobrou a avaliação primária no agravo clínico e dessa forma 
não tem a letra X. Cuidado com esse detalhe.
Questão 11 (IF-TO/2015) Consiste na identificação e tratamento imediato das 
condições ameaçadoras da vida, estabelecendo prioridades de acordo com as le-
sões, com os sinais vitais da vítima e o mecanismo da lesão e/ou causa clínica. 
Marque o correto:
a) avaliação neurológica.
b) avaliação primária.
c) avaliação secundária.
d) escala de Coma de Glasgow.
e) avaliação terciária.
Letra b.
A questão conceituou a avaliação primária que verifica as condições que ameaçam 
a vida.
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4.2. Tipos de Avaliação Primária
O Manual de Suporte Básico de Vida (SBV) 2014 do SAMU aborda a avaliação 
primária em 2 tipos:
1) Avaliação primária do paciente com suspeita de trauma ou em situa-
ção ignorada.
Será considerada em toda abordagem de pacientes com suspeita de trauma ou 
em situação ignorada (em que não é possível excluir a possibilidade de trauma).
2) Avaliação primária do paciente (agravo clínico).
Será aplicada quando excluída a causa do agravo de trauma.
Seguiremos com os passos na literalidade dos dois tipos de avaliação primária 
pelo Manual de SBV do SAMU com alguns comentários de alguns passos e na se-
quência analisaremos como proceder às condutas de cada etapa.
Se você não entender algum termo ou conduta a seguir, não se preocupe, pois 
detalharemos passo a passo.
Traduzindo o quadro a seguir para melhor entendimento: de verde-escuro está 
a descrição das condutas da avaliação primária como consta no Manual do SAMU 
adaptado para as mudanças doPHTLS 2019 (XABCDE). De verde-claro, a minha 
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explicação da conduta e de roxo, a letra XABCDE da sequência da avaliação primá-
ria aprendida acima.
Avaliação primária do paciente com suspeita de trauma ou em situação ignorada
Conduta:
1. Garantir a segurança do local.
Avaliar a segurança da cena é a nossa primeira prioridade antes de abordar a vítima.
Segundo o SAMU (2014), avaliar a cena possui 3 passos:
a) Qual é a situação?  Tipo do evento, número de pacientes, acesso à vítima, pessoas no 
entorno, situação geral, presença de agentes de risco que comprometam a segurança: animais, 
fogo, produtos perigosos, instabilidade de estruturas, fios elétricos, acesso difícil, tráfego intenso, 
armamento, aglomeração de pessoas e risco de pânico em massa, fluidos corporais, múltiplos 
pacientes.
b) Para onde a situação pode evoluir?  Considera a possibilidade de evolução da situação nos 
próximos minutos. Por exemplo: presença de fios energizados e soltos, explosão, intoxicação por 
fumaça, colapso de estruturas, contaminação.
c) Como controlar a situação?  Considerar o acionamento de recursos de apoio e/ou especia-
lizados como: SAMU, bombeiros, Detran, polícia.
Se a cena é insegura, posicionar-se em local seguro e próximo e pedir ajuda. Após a garantia de 
que a cena está segura, o socorrista deve se aproximar da vítima e proceder à avaliação primária. 
Vamos detalhar o XABCDE!
A presença de sangramento exsanguinante (em grande quantidade) demanda a necessidade de 
cessar o sangramento antes de seguir com os demais passos da via aérea. A contenção do san-
gramento deve ser feita de forma imediata com a compressão direta no local lesionado quando é 
possível. Se não for controlado o sangramento com a compressão direta, e se o sangramento for 
em extremidade é preciso instalar um torniquete no local. Porém, se o sangramento for no tronco 
é necessário colocar um curativo hemostático se disponível.
Observe que essa letra da nossa avaliação primária corresponde ao X, incrementado na avaliação 
primária do trauma pelo PHTLS em 2019.
2. Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e executar simultaneamente a estabilização 
manual da coluna cervical e iniciar a verificação da respiração.
3. Avaliar as vias aéreas:
• manter as vias aéreas pérvias por meio de manobras de abertura das vias aéreas para o 
trauma, retirar secreções e corpo(s) estranho(s) da cavidade oral.
Momento de revisão!
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O nosso corpo precisa de oxigênio para que as células executem o seu metabolismo e produza 
energia. Para que o oxigênio seja utilizado pelas células, é necessário que o nosso corpo esteja 
funcionando em harmonia.
Vamos entender um pouco de anatomia e fisiologia da respiração? Você sabe quais partes do corpo 
precisam trabalhar para que ocorra a respiração?
• O sistema nervoso, que controla o estímulo respiratório (no bulbo);
• O nervo periférico (frênico), que leva informação aos músculos intercostais; e
• O diafragma, para contrair.
Além disso, a via área precisa estar desobstruída para a passagem do ar, e o pulmão, no qual 
ocorre a troca gasosa efetivamente (hematose), precisa estar em pleno funcionamento e rece-
bendo sangue pelos capilares por meio do sistema cardiovascular.
O nosso corpo funciona dessa forma, com interação de todos os sistemas. Se uma parte do pro-
cesso falhar há interferência no resultado do quadro clínico.
Dessa forma, manter a via aérea aberta vai ser fundamental para o processo da respiração e oxi-
genação tecidual.
Alguns cuidados devem ser tomados ao abrir a via aérea do paciente que é vítima de trauma para 
que não ocorra a hiperextensão da cabeça e lesão medular.
Existem duas técnicas de abertura das vias aéreas, uma utilizada no trauma, que é a elevação da 
mandíbula, e outra no agravo clínico, que é a hiperextensão da cabeça seguida de elevação da 
mandíbula.
Verifique na imagem a seguir as técnicas que auxiliam a abertura da via aérea:
Manobra de elevação da mandíbula (Jaw Thrust)
Fonte: ACLS. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S0066-782X2013003600001
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Inclinação da cabeça e elevação do queixo (Chin Lift)
Fonte: ACLS. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S0066-782X2013003600001
Outra situação para a abertura das vias aéreas é retirar os corpos estranhos ou secreção que por-
ventura estejam atrapalhando a passagem do ar.
Para executar a desobstrução das vias aéreas por corpo estranho, é necessário efetuar a manobra 
de Heimlinch, que será detalhada na aula específica. Mas segue um resumo para você ir adian-
tando.
Fonte: http://nocaminhodaenfermagem.blogspot.com.br/2015/11/primeiros-socorros-mano-
bra-de-heimlich.html
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Para executar a aspiração, é necessário ter equipamentos próprios para esse procedimento. No 
ambiente pré-hospitalar, eles provavelmente não estarão disponíveis. Porém, no setor de saúde do 
seu local de trabalho, provavelmente haverá esse equipamento de urgência e emergência, e pode-
remos aspirar as vias aéreas para melhorar a ventilação.
• considerar o uso de cânula orofaríngea;
Essa cânula, também chamada de cânula de Guedel, inibe a queda da língua que ocorre durante a 
inconsciência do paciente.
Observe a imagem:
Fonte: http://entrenadordefutbol.blogia.com/2011/020504--que-es-la-canula-de-guedel-.php
• oximetria e O2 por máscara facial, 10 a 15 l/min se SatO2 < 94%;
O uso do aparelho de oximetria é indicado como dispositivo que mede a taxa de oxigênio (O2) no 
sangue periférico (ponta dos dedos) para indicar se o paciente necessita ou não de suplementação 
de O2. O normal é acima de 94%, se menor que isso, é ideal suplementar com uso desse gás.
• estabilizar manualmente a cabeça com alinhamento neutro da coluna cervical;
Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/1625462/
Antes de colocar o colar cervical a estabilização com as mãos é fundamental.
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• colocar o colar cervical assim que possível;
Fonte: Manual do CBM-GO
Observe que até aqui o atendimento corresponde à letra A da nossa avaliação primária: 
estabilizar a coluna e verificar a respiração.
Seguiremos para a letra B – verificar a ventilação.
4. Avaliar a presença de boa respiração e oxigenação:
Para avaliar se a respiração está satisfatória, é necessário efetuar as seguintes avaliações:
• expor o tórax e avaliar a ventilação;
• avaliar a simetria na expansão torácica;
A respiração normal expande os dois lados do tórax de forma igual (simétrica).
• observar presença de sinais de esforço respiratório ou uso de musculatura acessória;
Quando o paciente não consegue respirar normalmente com o uso dos músculos diafragma e inter-
costais, o corpo tem a capacidade de ajudar com outros músculos, como o peitoral e alguns do 
pescoço. Essa respiração com o auxílio de outros músculos gera maior gasto de energia para con-
traí-los, e o paciente literalmente puxa o ar com força, o que chamamos de esforço respiratório, 
perceptível na avaliação do paciente.
• avaliar a presença de lesões abertas e/ou fechadas no tórax;
As lesões abertas no tórax podem ocorrer por arma branca ou arma de fogo, e as lesões fechadas 
por trauma no volante do carro em um acidente automobilístico, por exemplo. Nas lesões fecha-
das, identificaremos o tórax hiperemiado ou edemaciado ou até mesmo escoriações.
• no paciente com ventilação anormal, realizar a palpação de todo o tórax;
• considerar a necessidade de ventilação assistida por meio de bolsa válvula máscara (BVM) com 
reservatório caso a frequência respiratória seja inferior a 8 mrm ou não mantenha ventilação ou 
oxigenação adequadas.
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Caso a ventilação não seja suficiente para manter a oxigenação do paciente, interviremos por meio 
do oxigênio e da ventilação com Bolsa Válvula Máscara (BVM), também chamada de Ambu.
Verifique esse dispositivo na imagem a seguir:
Fonte: ACLS http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S0066-782X2013003600001
Esse dispositivo será encontrado com as equipes de atendimento de urgências e emergências e no 
serviço médico no carrinho de emergência.
Aqui finaliza a letra B da avaliação primária. Seguiremos para a letra C – verificar circu-
lação e hemorragias.
5. Avaliar a circulação (presença de hemorragia e avaliação da perfusão):
• controlar sangramentos externos com compressão direta da lesão e/ou torniquete (conforme 
indicado);
Na aula sobre hemorragia e choque, entraremos nas técnicas utilizadas citadas para conter san-
gramentos (compressão direta e torniquete). Por enquanto, quero que você saiba que faz parte da 
avaliação primária identificar e conter os sangramentos (hemorragias), pois o sangue no volume 
adequado dentro da corrente sanguínea é necessário para que ocorra a perfusão tecidual (levar o 
oxigênio que recebemos na ventilação para os tecidos do nosso corpo, principalmente os órgãos 
nobres –mais importantes e que nos mantêm vivos –, como cérebro e coração).
• avaliar reenchimento capilar (normal até 2 segundos);
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O enchimento capilar é avaliado de forma simples, ele verifica a velocidade de enchimento de 
sangue no leito capilar superficial (ponta dos dedos) após compressão da polpa do dedo. Se após 
a compressão, a polpa do dedo voltar a ficar vermelha de forma rápida indica perfusão tecidual 
normal (até 2 segundos), se demorar mais do que isso, indica perfusão ruim por algum motivo, 
como a desidratação.
• avaliar características da pele (temperatura, umidade e coloração);
Quando ocorrem problemas circulatórios e falta de sangue no volume adequado nos tecidos, 
o nosso corpo diminui a luz do vaso das partes menos importantes, como a pele e o rim, por 
exemplo, e aumenta a luz do vaso sanguíneo nas partes nobres (coração e cérebro). Isso faz com 
que a pele fique fria e pálida. Dessa forma, na nossa avaliação da pele, podemos perceber se um 
paciente está em choque circulatório.
Não se preocupe, detalharemos esse aspecto na aula de choque.
• avaliar pulso central e radial:
Dentre os nossos sinais vitais, temos a respiração, o pulso, a temperatura e a pressão arterial. 
Revisaremos os sinais vitais ao longo do nosso curso. Ok? Nesta parte da aula, já citamos a veri-
ficação da frequência respiratória na avaliação anterior e agora estamos diante da verificação do 
pulso.
O pulso é a distensão e o relaxamento das artérias. Pode ser verificado em várias partes do corpo 
em que uma artéria passa próxima a um osso.
No atendimento das urgências e emergências ao paciente consciente, deve ser verificado o pulso 
radial; caso o paciente esteja inconsciente, verifica-se o pulso carotídeo (no pescoço, é central e 
mais forte).
É importante verificar a presença do pulso e sua frequência de batimento em 1 minuto, os valores 
de referência da normalidade são diferentes para bebês, crianças e adultos. No adulto o normal é 
60 a 100 batimentos por minuto (bpm), no bebê será normal até 160 bpm.
Pulso radial:
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Fonte: http://diariodeumaenfermeiradeterminada.blogspot.com.br/2015/05/sinais-vitais.html
Pulso carotídeo:
Fonte: https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/16346/mod_resource/content/1/un03/
top01p02.html
Fonte: https://prezi.com/wrfyhncvwg7m/untitled-prezi/
É importante frisar que no bebê o pulso verificado é o braquial:
Fonte: https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/16346/mod_resource/content/1/un03/
top01p02.html
• Pulso radial ausente e pulso central presente, seguir atendimento de choque;
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Se o pacientetem pulso central, não está em parada cardíaca. Contudo, se o pulso periférico está 
ausente, está ocorrendo um choque, que é a falta de sangue em tecido não importante para prio-
rizar os mais importantes (redistribuição do fluxo sanguíneo).
• Pulso radial ausente e pulso central ausente, seguir atendimento de PCR;
A ausência de pulso carotídeo (central) é sinal de parada cardíaca, e o atendimento deve ser ime-
diato, com as compressões torácicas e desfibrilação. Veremos com detalhe essa temática no nosso 
curso.
• se possível, aferir a pressão arterial precocemente.
A pressão arterial é outro sinal vital importante. Esse indicador representa a medida da força do 
sangue contra as paredes das artérias. A medida da pressão arterial compreende a verificação da 
pressão máxima, chamada sistólica, e pressão mínima, diastólica. A pressão arterial baixa indica 
que o sangue não está tendo força suficiente para manter a perfusão tecidual, o que leva ao diag-
nóstico de choque circulatório.
Terminamos a letra C da nossa avaliação primária e estamos caminhando para a letra D 
(avaliação neurológica). Vamos seguindo com força e fé.
6. Avaliar o estado neurológico:
• aplicar AVDI ou a Escala de Coma de Glasgow;
Essas escalas servem para verificar o nível de consciência da vítima. A escala AVDI é mais rápida 
e direta, significando:
• A Alerta;
• V – Resposta Verbal;
• D Resposta à Dor;
• I – Inconsciente.
A escala de Glasgow é uma avaliação do nível de consciência por meio de avaliação de quatro 
parâmetros:
• abertura ocular;
• resposta verbal;
• resposta motora;
• avaliação pupilar
São atribuídas pontuações para cada parâmetro. A escala varia de 3 (quando todos os parâme-
tros estão ausentes) a 15 pontos (quando os parâmetros estão presentes e totalmente normais). 
Vamos detalhar essa escala em breve, porque é muito cobrada nas provas de concursos de todas 
as bancas. Fique ligado(a) nela! Principalmente devido a mudança recente com o acréscimo da 
avaliação pupilar reduzindo pontos no valor total atribuído aos três itens anteriores.
• avaliar pupilas;
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A pupila é avaliada na escala de Glasgow quanto a fotorreatividade e também é avaliada quando a 
alterações de forma (grande, pequena ou diferente a direita da esquerda).
A pupila é a região central do nosso olho. Avaliá-la faz parte da avaliação neurológica e sua altera-
ção condiz com vários diagnósticos, como trauma cranioencefálico e PCR.
Observe a seguir as imagens da pupila normal:
• de mesmo tamanho, nem pequenas nem grandes demais (isocórica); e
• os tipos anormais:
• tamanho da pupila diferente entre um olho e outro (anisocórica);
• tamanho pequeno das duas pupilas (miose);
• tamanho grande das duas pupilas (midríase).
Essa temática é muito cobrada nas provas, fique atento(a)!
Fonte: http://bombeiroswaldo.blogspot.com.br/2013/10/avaliacao-do-diametro-das-pupilas-
-dos.html
Terminamos a letra D da avaliação primária e seguiremos para avaliação da letra E – 
Expor a vítima (prevenir hipotermia).
7. Expor com prevenção e controle da hipotermia:
• cortar as vestes do paciente sem movimentação excessiva e somente das partes necessárias;
• proteger o paciente da hipotermia com auxílio de manta aluminizada;
Em um ambiente pré-hospitalar, pode não ser disponível a manta de alumínio e dessa forma cober-
tores também podem ser utilizados.
• utilizar outras medidas para prevenir a hipotermia (ex.: desligar o ar-condicionado).
8. Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma sistematizada;
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Após o atendimento da avaliação primária, deve ser feita a avaliação secundária (avaliação mais 
detalhada), se a situação for menos grave, porém se houver casos mais graves, deve ser encami-
nhado o paciente ao hospital, que deverá ter estrutura para atender a gravidade do caso.
O Manual do SAMU chama nossa atenção para alguns pontos a seguir:
• Considerar a cinemática do trauma e sempre buscar possíveis lesões associadas.
• Repetir avaliações durante o transporte até chegada ao hospital.
O atendimento da vítima de trauma tem algumas particularidades com relação 
ao agravo clínico, por isso acho necessário mostrar para você a sequência das con-
dutas na avaliação primária do agravo clínico. Vamos seguindo na mesma técnica: 
utilização do passo a passo do SAMU e explicação do que eu achar necessário.
Avaliação primária do paciente (agravo clínico)
1. Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e expansão torácica:
• Se não responsivo e sem movimentos respiratórios, checar pulso central,
• Se pulso ausente, iniciar manobras de PCR,
• Se pulso presente, abrir VA com manobras manuais (hiperextensão da cabeça e elevação do 
queixo) e iniciar suporte ventilatório para pacientes em Parada Respiratória.
• Se não responsivo com movimentos respiratórios: garantir a permeabilidade de via aérea e con-
siderar suporte ventilatório,
• Se responsivo, prosseguir avaliação.
Tenha atenção às diretrizes da AHA de 2015. Elas nos mostram que deve ser verificado o pulso e 
a respiração de forma simultânea, e isso precisa ser feito em 10 segundos.
Ao verificar a ausência de pulso, a primeira conduta é iniciar as manobras de ressuscitação car-
diorrespiratória.
2. Avaliar permeabilidade de via aérea (VA) e corrigir situações de risco com:
• hiperextensão da cabeça e elevação do queixo, cânula orofaríngea, aspiração e retirada de pró-
teses, se necessário.
Na tabela acima, já detalhamos essa manutenção das vias aéreas.
3. Avaliar ventilação:
• padrão ventilatório;
• simetria torácica;
• frequência respiratória; e
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• considerar a administração de O2.
4. Avaliar estado circulatório:
• presença de hemorragias externas de natureza não traumática;
• pulsos periféricos ou centrais: frequência, ritmo, amplitude, simetria;
• tempo de enchimento capilar;
• pele: coloração e temperatura; e
• na presença de sangramento ativo, considerar compressão direta, se possível.
5. Avaliar estado neurológico:
• Escala de Coma de Glasgow; e
• avaliação pupilar: fotorreatividade e simetria.
A fotorreatividade é a avaliação da resposta da contração da pupila quando exposta a uma fonte 
de luz (lanterna) durante a avaliação pupilar.
O Manual do SAMU chama nossa atenção para algumas observações dentro desse protocolo:
• O objetivo da avaliação primária é identificar e corrigir situações de risco imediato de morte. 
Considera-se crítico todo paciente que apresentar alterações significativas em qualqueretapa da 
avaliação.
• Se o paciente for considerado crítico, o tempo de permanência na cena deve ser o mínimo possível.
• Para realizar permeabilidade de VA: considerar o uso de manobras manuais e de dispositivos de 
abertura de via aérea.
• Repetir avaliação primária durante o transporte.
Finalizamos a avaliação primária com relação ao Manual do SAMU, seguiremos 
aprofundando essa temática com relação a alguns aspectos que necessitam de 
aprofundamento.
4.3. Imobilização da Vítima
Dentro da avaliação primária, a letra A inclui a imobilização da coluna. Já enten-
demos por que isso é importante, agora vamos detalhar os dispositivos necessários 
para tal procedimento.
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Para imobilização do paciente, é necessário aplicar o colar cervical e o KED 
(imobiliza a coluna na região torácica e lombar); o transporte da vítima é feito na 
prancha rígida.
Com relação à aplicação do colar cervical, quero ressaltar uma mudança de 
atendimento quando feito por socorrista leigo (que não é o seu caso).
As novas diretrizes de 2015 da Associação Americana de Cardiologia não recomen-
da o uso do colar cervical para imobilização da coluna dos pacientes, caso o socor-
rista seja leigo.
A finalidade é evitar o risco de aumento da pressão intracraniana e a piora do pa-
drão respiratório, decorrentes da má aplicação do colar cervical, o que gera mais 
prejuízos do que benefícios à vítima.
Portanto, permanece a indicação do colar cervical quando aplicado por pessoas 
treinadas.
Veja como esse tema (colar cervical) é cobrado em provas!
Questão 12 (CIAS-MG/INICIATIVA GLOBAL/2016) Colares cervicais rígidos são 
bastante utilizados em vítimas de trauma. A sua finalidade principal e específica 
é proteger a coluna cervical de compressão. Todas as afirmativas a seguir fazem 
parte das diretrizes para utilização de colares cervicais rígidos, EXCETO:
a) Seu uso isoladamente garante a imobilização adequada da coluna cervical do 
paciente.
b) Devem ser de tamanho adequado para cada paciente.
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c) Não devem impedir a abertura da boca do paciente, espontânea ou realizada 
pelo socorrista caso ocorra vômito.
d) Não devem obstruir ou dificultar a ventilação.
Letra a.
O uso do colar de forma isolada não garante a imobilização adequada, ele deve ser 
bem posicionado, e o paciente precisa ser imobilizado com outros dispositivos que 
alinhem a coluna torácica e lombar, como o KED e a prancha rígida.
Vamos conhecer esses dispositivos de imobilização?
KED1 Prancha rígida2 Colar Cervical3
Antes da aplicação do colar cervical de forma correta, é necessário fazer a 
imobilização manual. A mobilização quando necessária deve ser feita em bloco, 
sem rodar o eixo da coluna. Para a mobilização em bloco, é necessário segurar a 
região da coluna cervical por um socorrista, outro apoia no ombro e quadril e um 
terceiro no quadril e membros inferiores.
1 Fonte: http://www.equipamentosderesgate.com.br/produtos/0,33_KED-imobilizador-adulto
2 Fonte: http://www.promec.net.br/subcategoria/7/terrestre/
3 Fonte: http://www.fibracirurgica.com.br/resgate-e-salvamento/colar-cervical
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Fonte: CBM-GO.4
Lembre-se de que a imobilização completa envolve a colocação do colar, do KED 
e da prancha rígida com imobilizadores da cabeça.
Existem colares de várias medidas, específicos de acordo com o tamanho de 
cada paciente. O socorrista deve observar se o uso do colar não impede a abertura 
da boca caso ocorra vômito. Outro detalhe que deve ser observado é se, após a 
colocação do colar, houve dificuldade de ventilação.
Lembre-se sempre: o uso do colar, por leigos ou pessoas sem habilidade de aplicá-
-lo, é contraindicado por apresentar riscos de aumento da pressão intracraniana e 
dificuldades ventilatórias. Nesse caso, a imobilização deve ser manual com movi-
mento em bloco.
O Manual de Procedimentos de Suporte Básico de Vida do SAMU de 2014 nos 
mostra alguns alertas quanto à aplicação do colar. Vamos acompanhar a leitura 
desse Manual (4):
4 Disponível em: http://www.bombeiros.go.gov.br/mwg-internal/de5fs23hu73ds/progress?id=KEhjz4OoNg-
CERSrfUMBO4vkgdhXidlSK1bipxTwJp18
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A instalação do colar não é prioridade máxima no atendimento ao politraumatizado enquanto a 
estabilização manual da cabeça puder ser realizada de forma eficiente por um profissional. No 
entanto, esse dispositivo é importante para a imobilização, pois limita os movimentos da coluna 
cervical e ajuda a sustentar o pescoço, protegendo a coluna de compressão.
•	O paciente que apresenta comprometimento das vias aéreas, respiração ou circulação deve rece-
ber as intervenções de correção desses problemas antes da instalação do colar cervical, enquanto 
um profissional executa a estabilização manual da cabeça. Assim que for possível, o colar deverá 
ser instalado.
•	No paciente consciente, com boa ventilação e circulação e no paciente inconsciente sem com-
prometimento das vias aéreas, o colar cervical pode ser aplicado concomitantemente ao controle 
manual da coluna.
Em algumas situações, o colar será contraindicado. Vamos conhecer essas hipóteses?
É contraindicado o uso do colar cervical:
•	Em situações em que o alinhamento não possa ser obtido. Nesses casos, o posicionamento da cabeça 
deve ser mantido com controle manual e outras estratégias de fixação para evitar movimentação.
•	Na presença de objeto encravado no pescoço ou região. Nesses casos, o objeto deve ser fixado e 
o controle manual mantido em associação a outras estratégias de fixação para evitar a movimen-
tação da cabeça.
Você consegue entender porque precisa imobilizar a coluna do paciente vítima 
de trauma? Vamos compreender!
A anatomia da coluna envolve internamente a medula. Essa medula faz parte 
do Sistema Nervoso Central com o cérebro. O papel dela é conduzir os estímulos 
nervosos vindos do cérebro para o corpo e enviar informações vindas dos nervos 
periféricos para serem interpretadas no cérebro.
Dessa forma, a medula éuma via de comunicação do nosso corpo. Ela é pro-
tegida pelas vértebras, estruturas ósseas que não permitem que qualquer trauma 
mais simples lesione a medula.
Observe na imagem a seguir essa relação de proteção das vértebras com rela-
ção à medula.
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Fonte: http://saude.culturamix.com/dicas/medula-espinhal
Quando ocorre um trauma, essas vértebras podem se fraturar e os fragmentos 
ósseos podem lesionar a medula. Observe na imagem a seguir como isso ocorre:
Fonte: http://www.fisioterapiaparatodos.com/p/dor-osso/fratura-cominutiva/fraturá-lombar/
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Portanto, ao imobilizar a coluna com colar cervical, KED e prancha rígida, esta-
mos prevenindo que os fragmentos ósseos das vértebras fraturadas comprimam a 
parte medular, tão importante na condução do estímulo nervoso.
Observe que na altura da coluna em que ocorrer essa fratura ou luxação das 
vértebras é onde ocorrerá a lesão medular, e dali para baixo não haverá transmis-
são de informação. Esse impedimento pode ser total, quando a medula é comple-
tamente seccionada, ou parcial, se apenas parte dela for comprimida.
Temos 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, o sacro (algumas vérte-
bras fundidas em uma) e o cóccix.
Caso a lesão ocorra acima da vértebra T6, será considerada uma lesão medular 
alta, e o paciente tem risco de apresentar disautonomia do sistema nervoso e 
como consequência choque medular (neurogênico). Veremos isso com detalhe na 
aula de choque circulatório.
Caso a perda de movimentos ocorra em todos os 4 seguimentos do corpo, será 
chamado de tetraplegia. Se a perda dos movimentos envolver apenas os membros 
inferiores, chamaremos de paraplegia.
Observe, querido(a) aluno(a), que o socorro mal conduzido pode contribuir para 
essa lesão medular. É importante destacar que essa lesão é irreversível, pois os 
nervos não se regeneram. Portanto, ao prestar os primeiros socorros à vítima de 
trauma, deve-se suspeitar de trauma na coluna e proceder à imobilização.
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Questão 13 (FCC/2013) Uma vítima de atropelamento por carro está sendo trans-
portada em prancha longa para a ambulância. Observa-se que foi aplicado na víti-
ma colar cervical com o objetivo principal de:
a) evitar o deslocamento da articulação temporomandibular.
b) facilitar a respiração.
c) prevenir a formação de úlcera de pressão.
d) estabilizar a formação de coágulos sanguíneos.
e) imobilizar a coluna cervical.
Letra e.
O objetivo do uso do colar cervical é imobilizar a coluna cervical e evitar danos 
neurológicos à medula.
Questão 14 (FCC/2015) Ao prestar cuidados à vítima de queda do andaime, com 
parestesia nos membros superiores e inferiores, no cuidado imediato para mobili-
zação e transporte requer o controle da coluna cervical e
a) posicionamento em decúbito dorsal horizontal para facilitar a rotação da cabeça.
b) instalação de colar cervical e elevação do decúbito a 90 graus para melhorar a 
permeabilidade da via aérea.
c) estabilização manual da cabeça e instalação de colar cervical, em decúbito dor-
sal horizontal em prancha rígida.
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d) posicionamento do tronco, pescoço e cabeça, lateralizados à esquerda.
e) extensão do pescoço e elevação do mento para colocação de coxim para esta-
bilidade cervical.
Letra c.
Observe que o paciente tem queixa de parestesia, você lembra o que significa esse 
termo? Significa diminuição da sensibilidade, provavelmente por comprometimento 
neurológico e, por isso, deve-se ter o cuidado de imobilizar a coluna do paciente.
Questão 15 (VUNESP/2013) O técnico de enfermagem se depara com indivíduo 
caído próximo a uma escada móvel em ambiente extra-hospitalar, e o indivíduo apre-
senta-se consciente, referindo dor em região cervical e formigamento em membros 
superiores e inferiores. Na chegada do serviço móvel de urgência, com a suspeita de 
lesão medular, o posicionamento adequado no transporte do indivíduo requer
a) instalar o colar cervical e sentá-lo na cadeira de rodas, encaminhando-o até a 
ambulância de suporte avançado.
b) utilizar lençol ou toalha para transferência até a maca de transporte, mantendo-
-o em decúbito elevado.
c) ficar de frente para esse indivíduo, e orientá-lo a colocar as mãos sobre o seu 
ombro para que ele possa ficar em posição ereta.
d) auxiliar a equipe de resgate, acomodando-o na maca de transporte, sentando-o 
lentamente.
e) colocar o colar cervical, efetuar mobilização em bloco e manter em posição dor-
sal, na prancha rígida
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Letra e.
a, c e d) Erradas. O posicionamento do paciente consiste em imobilizar toda a 
coluna e transportá-lo por meio da prancha rígida. Dessa forma, ele não poderá se 
sentar na cadeira nem ficar de pé.
b) Errada. O decúbito deverá ser dorsal para evitar RM.
Questão 16 (CESGRANRIO/PETROBRAS/2011) A primeira etapa de avaliação, na 
abordagem primária completa à vítima de trauma, é a de verificação de
a) vias aéreas com controle cervical.
b) exposição da vítima.
c) estado neurológico.
d) respiração.
e) circulação com controle de hemorragias.
Letra a.
Conforme vimos no Manual do SAMU, a primeira etapa da avaliação primária ao 
abordar a vítima é verificar a via aérea e estabilizar a coluna cervical, desde que 
não haja sangramento exsanguinante.
A avaliação do trauma consiste na análise XABCDE; porém, no atendimento das 
emergências clínicas quando o paciente apresenta Parada Cardiorrespiratória 
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(PCR), a verificação do pulso e da respiração é feita de forma simultânea, e o 
atendimento deve ser iniciado pelas compressões torácicas, seguindo a sequên-
cia de CAB.
Estudaremos o atendimento das intercorrências clínicas, incluindo a PCR, de 
forma mais aprofundada nas próximas aulas.
Questão 17 (FCC/TRT 6ª REGIÃO/2012) Funcionário da manutenção caiu da es-
cada e encontra-se deitado no chão do tribunal, consciente, orientado, eupneico, 
apresentando parestesia e paralisia de membros superiores e inferiores. Quanto 
aos primeiros socorros no local, é prioritário realizar a
a) avaliação neurológica, providenciar radiografia e contenção dos membros infe-
riores e superiores para o transporte ao hospital mais próximo.
b) imobilização da vítima em cadeira de rodas, instalar oxigenioterapia e preven-
ção de hipotermia.
c) imobilização dos membros com tala gessada, instalar oxigenioterapia e acesso 
venoso calibroso.
d) avaliação de perfusão periférica, preparo do material para intubação endotra-
queal e instalação de oximetria de pulso.
e) avaliação primária e instalação de colar cervical, providenciar transporte em 
prancha rígida.
Letra e.
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O paciente é vítima de trauma por queda. Apresenta como sintomas: a parestesia 
(diminuição da sensibilidade) e paralisia (ausência de movimento); o que evidencia 
lesão neurológica já instituída e que pode piorar caso não seja efetuada a imobili-
zação adequada.
Devido ao risco de lesão medular, essa imobilização inclui a colocação do colar cer-
vical, do KED (quando disponível) e do transporte em prancha rígida.
4.4. Manobras de Abertura das Vias Aéreas
Vamos analisar a técnica de abertura de vias aéreas passo a passo? Usaremos 
o Manual 2014 do SAMU.
4.4.1. Manobra de Tração da Mandíbula no Trauma (Jaw Thrust)
a) Posicionar-se à cabeceira do paciente.
b) Realizar o controle manual da coluna cervical para alinhamento e estabiliza-
ção em posição neutra, colocando as mãos espalmadas uma de cada lado da face 
do paciente. Os dedos indicadores do socorrista devem inicialmente apontar para 
a direção dos pés.
c) Posicionar os dedos polegares próximos ao mento e os demais ao redor do 
ângulo da mandíbula do paciente.
d) Simultaneamente, enquanto mantém o alinhamento com as mãos, aplicar 
força simétrica para elevar a mandíbula anteriormente (para frente), enquanto 
promove a abertura da boca com os polegares.
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4.4.2. Manobra de inclinação da cabeça com elevação do mento
Indicada para pacientes de agravos clínicos nas quais não há suspeita de lesão 
raquimedular ou história de trauma.
a) Posicionar uma das mãos sobre a testa e a outra com os dedos indicador e 
médio tocando o mento do paciente.
b) Realizar movimento de elevação do mento do paciente.
c) Simultaneamente, efetuar uma leve extensão do pescoço.
d) Manter a boca do paciente aberta.
O colar cervical pode restringir a respiração principalmente se colocado por leigos, 
sendo contraindicado nesse tipo de socorro.
4.5. Avaliação do Estado Neurológico – Avaliação da Pupila, 
Escala AVDI e Glasgow
Já vimos que, para executar a avaliação do estado neurológico, avaliaremos o 
nível de consciência e a pupila. O nível de consciência irá ser avaliado pela aplica-
ção da escala AVDI (mais rápida) ou pela Escala de Coma de Glasgow (mais indi-
cada e mais demorada).
Confira a escala AVDI:
•	 A Alerta;
•	 V – Resposta Verbal;
•	 D Resposta à Dor;
•	 I – Inconsciente.
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A escala AVDI é aplicada apenas no momento inicial, a melhor avaliação pré-
-hospitalar do nível de consciência é a escala de Glasgow.
É importante destacar que a escala de Glasgow sofreu algumas alterações na sua 
aplicação, principalmente a forma de representação e mudanças de alguns termos, 
bem como o acréscimo da avaliação pupilar como quarto ponto de avaliação.
Questão 18 (CESGRANRIO/2011) A abordagem primária rápida à vítima de trau-
ma é realizada por meio de uma avaliação sucinta da respiração, da circulação e 
da (o):
a) fraturas.
b) sangramento.
c) queimaduras.
d) sufocamento.
e) nível de consciência.
Letra e.
Segundo o enunciado, já foi feita a avaliação da respiração e circulação, resta 
pendente a avaliação neurológica por meio do nível de consciência. A avaliação do 
nível de consciência deve ser realizada por meio da escala de coma de Glasgow e 
avaliação da pupila.
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Vamos aprender a interpretar o exame da pupila?
4.5.1. Exame de pupila
O exame da pupila consiste em avaliar o seu tamanho e se é reativa à luz.
Diante da avaliação da pupila, podemos encontrar:
•	 Anisocoria: pupilas desiguais.
Fonte: http://osmarbrasileiro.com.br/wpontent/uploads/2016/08/anisocoria_800x600.jpg
•	 Miose: pupila contraída
Fonte: https://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=miose&lang=3
•	 Midríase: pupila dilatada
Fonte: https://pt.slideshare.net/anestesiador/parada-cardiaca
Veja as questões a seguir:
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Questão 19 (CESPE/2008) Mioseé a denominação dada ao aumento do diâmetro 
da pupila.
Errado.
O aumento do diâmetro da pupila é midríase. A miose é o inverso, refere-se à 
redução do diâmetro da pupila.
O termo miose é menor e lembra redução, o termo midríase é maior, então aumenta.
Questão 20 (AOCP/EBSERH/2016) Paciente masculino, 06 anos, sofreu queda da 
própria altura, apresentando pequeno corte contuso em região parietal. A criança 
chorava e começava a nausear. Na avaliação pupilar, observou-se anisocoria de 2,0 
mm à esquerda e de 4,0 mm à direita. Posto isso, é correto afirmar que
a) a isocoria observada indica provável Trauma Cranioencefálico.
b) as pupilas só indicam intercorrências severas quando em midríase paralítica 
bilateral.
c) pode ter ocorrido lesão cerebral localizada devido a Trauma Cranioencefálico.
d) a anisocoria observada indica provável diminuição da pressão intracraniana.
e) devido às náuseas, as pupilas podem se tornar anisocóricas.
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Letra c.
A anisocoria, pupilas com tamanhos diferentes, é um sinal de traumatismo cranioe-
ncefálico. Isso pode ser percebido na questão com o tamanho das pupilas de 2 mm 
e 4 mm. Além disso, houve o relato de trauma na cabeça (queda), que reforça a 
alternativa.
A avaliação pupilar faz parte da avaliação neurológica e por conta dessa corre-
lação, os organizadores da escala de Glasgow adicionaram esse aspecto na escala 
de Glasgow. Os estudos mostraram que com esse adicional aumentou a correlação 
com prognóstico do paciente após o trauma.
Vamos conhecer a escala de Glasgow com a avaliação pupilar?
4.5.2. Escala de Glasgow com a Avaliação Pupilar
A escala de Glasgow é um instrumento muito importante para a mensuração 
do nível de consciência; pois, por meio dela, é possível avaliar a capacidade de o 
paciente abrir os olhos, comunicar-se verbalmente, obedecer a comandos, mover 
suas extremidades e responder a luz mediante avaliação da pupila. É utilizada des-
de o atendimento pré-hospitalar até em Unidades de Terapia Intensiva. Percebe a 
importância do instrumento?
Parâmetros da avaliação da escala de Glasgow:
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A limitação para aplicação dessa escala é em pacientes sedados, intubados e 
que já tenham sequelas neurológicas anteriores.
Como exemplo, temos os pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral 
(AVC), trauma de face (que limita avaliação da abertura ocular), idoso (deficit audi-
tivo), afasias, paciente entubado e traqueostomizado.
A escala de Glasgow deve ser realizada no atendimento do trauma a cada 5 a 10 
min, pois o nível de consciência pode se modificar rapidamente após um acidente. 
Seguir monitorizando esse paciente é o nosso foco.
A escala de Glasgow antiga a seguir:
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Fonte: http://aenfermagem.com.br/materia/escala-de-coma-de-glasgow/
É importante destacar que as bancas continuam cobrando esse modelo antigo e, 
portanto, você precisa saber esse modelo, além das mudanças com a nova aplicação.
Segundo o PHTLS, o resultado da aplicação pode classificar o paciente em lesão 
gravíssima, grave e moderada, conforme classificação a seguir:
•	 3 – lesão gravíssima.
•	 menor que 8 – lesão grave.
•	 entre 9 e 12 – lesão moderada.
•	 entre 13 e 15 – lesão leve.
•	 15 – sem lesão.
Em 2017, algumas mudanças na aplicação da escala de Glasgow foram divulga-
das pela mídia, porém, desde 2014, o site que coordena o uso dessa escala (http://
www.glasgowcomascale.org/) já havia alterado essas considerações, o que melho-
rou a avaliação neurológica. Vale ressaltar que as bancas continuam cobrando a 
aplicação sem as alterações, mas como isso pode aparecer na nossa prova, vamos 
atualizar você com relação a esse aspecto.
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Vamos atualizar?
4.5.2.1. Mudanças na Aplicação da Escala de Glasgow
A primeira consideração é que a escala será aplicada em 4 passos:
Vamos detalhar o passo a passo para aplicar a escala de Glasgow:
•	 1º passo
VERIFICAR: fatores que interferem na comunicação, capacidade de respostas 
e outras lesões.
Limitação – sedação, AVCi (hemiplégico), trauma de face, TCE antigo com se-
quelas.
•	 2º passo
Observar: abertura ocular, conteúdo dos discursos e avaliação do movimento 
dos hemicorpos (lado direito e esquerdo).
•	 3º passo
Estimular: estimulação sonora (ordem verbal e tom de voz) e estimulação físi-
ca por pressão (antiga resposta à dor).
Estimulação física realizada em 10 segundos nas regiões ungueal, músculo tra-
pézio ou incisura supraorbitária.
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•	 4º passo
Pontuar: de acordo com a melhor resposta observada (ocular, verbal e motora).
A avaliação deve ser estruturada. Com as medidas tomadas mais claras, é ne-
cessário gerar o relatório da pontuação parcial de cada parâmetro em vez da soma 
dos três.
Se o parâmetro do componente (ocular, verbal e motor) não puder ser moni-
torado, ficará em branco e não será colocado 1 (um). Pode ser utilizado NT (não 
testado).
Segue alguns termos que foram modificados:
•	 Escala ocular: pressão de abertura dos olhos substituiu abertura à dor.
•	 Escala verbal: “palavras inadequadas” foram modificadas por palavras e 
“sons incompreensíveis” foi modificado por sons.
O estímulo de pressão (antigo estímulo doloroso) será feito no leito ungueal, no 
músculo trapézio e no arco supraorbital.
Essa modificação dos termos tornou a escala mais objetiva.
Com relação à pontuação, observe que deve ser documentada numericamen-
te completa, como anteriormente, e de forma detalhadacomo, por exemplo: 
(O2V4M6= 12). Isso proporciona uma visão geral da gravidade do paciente, abor-
dando qual item (ocular, verbal e motor) está mais deficiente.
Vamos analisar algumas questões dentro dessa temática?
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Questão 21 (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2015) Na escala de coma de Glasgow, as me-
lhores respostas motoras com padrão de decorticação, descerebração e retirada 
inespecífica, têm as seguintes pontuações, respectivamente,
a) 2, 3 e 4.
b) 3, 2 e 4.
c) 4, 3 e 2.
d) 3, 4 e 2.
e) 2, 4 e 3.
Letra b.
Quando falamos em lesão cerebral, o corpo do paciente pode assumir posturas 
patológicas.
A decorticação refere-se à flexão anormal dos membros superiores (braços). Esse 
paciente fica com o braço flexionado e próximo ao corpo, com os dedos polegares 
cerrados dentro da mão e antebraço em rotação. A decorticação equivale a 3 pon-
tos na avaliação motora.
A descerebração vai ocorrer quando o paciente tem extensão dos membros su-
periores e equivale a 2 pontos da escala motora. O movimento de retirada equivale 
a 4 pontos.
Questão 22 (FCC/TRE-AP/2011) A avaliação neurológica que indica o nível de 
consciência do cliente de acordo com as respostas de abertura ocular, verbal e mo-
tora é chamada de
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a) avaliação dos nervos cranianos.
b) escala de coma de Glasgow.
c) escala de Cincinnati.
d) escala de coma de Braden.
e) escala de coma de Babinski.
Letra b.
A escala de Glasgow é que avalia o nível de consciência e utiliza esses três parâ-
metros.
Questão 23 (FGV/2014) Para que um Traumatismo Cranioencefálico (TCE) seja 
classificado como moderado, pelos parâmetros da Escala de Glasgow, ele deve ter 
a seguinte pontuação:
a) de 3 a 8 pontos.
b) de 9 a 12 pontos.
c) de 13 a 15 pontos.
d) de 15 a 17 pontos.
e) de 17 a 20 pontos.
Letra b.
Conforme a classificação, no TCE moderado, o paciente apresenta a pontuação en-
tre 9 e 12.
Vamos seguir para uma questão que nos ajudará a treinar a pontuação?
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Questão 24 (PREF. CANDEIAS/2019/IBFC) Idoso, 65 anos, sexo M, é admitido no 
pronto-socorro após acidente automobilístico (moto versus carro). O mesmo era o 
condutor da motocicleta e foi socorrido pela equipe de atendimento pré-hospitalar 
móvel a serviço da concessionária responsável pela rodovia estadual. O motociclis-
ta é admito e aplica-se a Escala de Coma de Glasgow, reformulada em 2018. Au-
sência de movimentos oculares, verbais ou motores espontâneos, nem em respos-
ta às solicitações verbais do enfermeiro de plantão. Quando estimulados, os olhos 
dele não abrem e ele emite apenas sons incompreensíveis, e os braços dele estão 
em fexão anormal. Este paciente pode ser classificado como Abertura Ocular (1), 
Resposta verbal (2), Melhor resposta motora (3) pela escala de coma de Glasgow, 
dando uma pontuação total de 6.
Ao realizar-se a avaliação da reatividade pupilar, nenhuma das pupilas reage à luz, 
gerando uma pontuação de reatividade pupilar igual a 2. O uso associado da ava-
liação pupilar é indicativo, principalmente, no exame de indivíduos acometidos por 
traumatismo cranioencefálico.
Com base no caso descrito, a escala de coma de Glasgow com reação pupilar terá 
______.
a) 3 pontos
b) 4 pontos
c) 8 pontos
d) 12 pontos
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Letra b
Observe que a questão já abordou a nova escala com avaliação pupilar e já colocou 
a pontuação básica para simplesmente saber o que representa a avaliação da pu-
pila no fechamento da conta. Observe:
Abertura Ocular (1) + Resposta verbal (2) + Melhor resposta motora (3) = 6. Na 
avaliação da pupila: nenhuma pupila tem reatividade pupilar, então ele perde 2 
pontos ao cálculo de 6. Total de 4 pontos.
Questão 25 (AOCP/2014) Segundo a Escala de Glasgow.
a) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica moderada, apresentando a aber-
tura ocular à dor; resposta verbal com palavras inapropriadas e resposta motora 
com movimentos de retirada.
b) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica mínima com abertura ocular à 
voz, resposta verbal confusa e resposta motora que obedece a comandos.
c) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave e necessidade de via aérea 
definitiva; abertura ocular à dor; resposta verbal de palavras incompreensíveis e 
resposta motora de flexão anormal.
d) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica irremediável com abertura ocular 
à dor; resposta verbal nenhuma e resposta motora de extensão anormal.
e) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave com abertura ocular à voz; 
resposta verbal confusa e resposta motora com movimento de retirada.
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Letra a.
b) Errada. Lesão mínima é quando a pontuação está entre 13 a 15. Conforme o 
quadro do paciente na letra b, realmente ele apresenta lesão mínima (ocular (3); 
verbal (4); motor (6) = 13), porém a alternativa classificou os escores de 9 a 12, 
sendo lesão neurológica mínima, e sabemos que esse índice é lesão moderada.
c) Errada. A classificação do paciente é a seguinte: ocular (2); verbal (2); motor 
(3) = 7, classificado como grave.
d) Errada. O paciente apresenta lesão grave, conforme pontuação: ocular (2), 
verbal (1), motor (2) = 5; e não entre 9 e 12, como traz a alternativa.
e) Errada. O paciente apresenta escore ocular (3), verbal (4), motor (4) = 12; ou 
seja, lesão moderada, e não grave, como mostra a alternativa.
5. Avaliação Secundária
Amigo(a), a avaliação secundária será realizada após a avaliação primária e das 
intervenções imediatasque demandam risco de morte do paciente.
Seguiremos o esquema da análise da avaliação primária: estudaremos a sequ-
ência de atendimento do Manual de Suporte Básico de Vida do SAMU, explicando 
as condutas passo a passo.
1. Realizar a entrevista SAMPLA (com o paciente, familiares ou terceiros):
•	nome e idade;
•	queixa principal;
•	S: verificação dos sinais vitais:
−	respiração (frequência, ritmo e amplitude);
−	pulso (frequência, ritmo e amplitude);
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−	pressão arterial; e
−	pele (temperatura, cor, turgor e umidade).
•	A: história de alergias;
•	M: medicamentos em uso e/ou tratamentos em curso;
•	P: passado médico – problemas de saúde ou doença prévia;
•	L: horário da última ingestão de líquidos ou alimentos; e
•	A: ambiente do evento.
Na avaliação secundária, vamos detalhar o atendimento e aprofundar na avaliação dos dados clí-
nicos. Nos pacientes inconscientes ou impossibilitados de responder, buscar informações com cir-
cundantes ou familiares.
2. Realizar a avaliação complementar:
•	instalar oximetria de pulso, se disponível; e
•	mensurar a glicemia capilar, se disponível.
A verificação da oximetria permitirá ao socorrista interpretar se o paciente precisará de suple-
mentação de oxigênio. A verificação da glicemia será importante para diagnosticar intercorrên-
cias agudas do paciente com diabetes, como a hipoglicemia (valor da glicose no sangue abaixo do 
normal) e a hiperglicemia (valor da glicose no sangue acima do normal).
3. Realizar o exame da cabeça aos pés:
•	Cabeça e face
−	inspecionar e palpar o couro cabeludo, orelhas, ossos da face, olhos, pupilas (verificar diâmetro, 
reação à luz e simetria pupilar) nariz, boca; e
−	observar alterações na coloração e temperatura da pele.
•	Pescoço
−	avaliar região anterior e posterior; e
−	avaliar, em especial, se há distensão das veias jugulares.
Quando o coração está funcionando de forma anormal, o sangue não consegue ser ejetado ade-
quadamente para perfundir os órgãos e sistemas, dessa forma ocorre o retorno do sangue pela 
veia cava, o que causa essa distensão da veia jugular.
•	Tórax: observar, em especial, se há uso de musculatura acessória, tiragem intercostal e de fúr-
cula, movimentos assimétricos.
Já explicamos para você o que significa uso da musculatura acessória que gera o esforço respira-
tório maior.
•	Abdome: observar abdome distendido.
•	Membros superiores
−	observar, em especial, a palpação de pulsos distais e perfusão dos membros; e
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−	avaliar a força motora, solicitando que o paciente aperte a mão do profissional e/ou eleve um 
braço de cada vez, se descartada qualquer potencial lesão.
•	Membros inferiores
−	observar, em especial, a palpação de pulsos distais e perfusão dos membros (reenchimento capi-
lar); e
−	avaliar a força motora, solicitando que o paciente movimente os pés e/ou eleve uma perna de 
cada vez, se descartada qualquer potencial lesão.
Como você pode observar, na avaliação secundária detectamos os sinais vitais 
com mais detalhes. Vamos nos aprofundar nesses sinais vitais?
5.1. Sinais Vitais
Verificação dos sinais vitais é a etapa da avaliação na qual o socorrista realiza a 
aferição da respiração, do pulso, da pressão arterial e da temperatura rela-
tiva da pele do paciente.
Vamos diferenciar o que é um sinal e um sintoma?
•	 Um sinal é tudo aquilo que o socorrista pode observar ou sentir no paciente 
enquanto o examina.
Exemplos: pulso, palidez, sudorese etc.
•	 Um sintoma é tudo aquilo que o socorrista não consegue identificar sozinho. 
O paciente necessita contar sobre si mesmo.
Exemplos: dor abdominal, tontura etc.
Vamos compreender o que são e os valores de normalidade dos sinais vitais?
•	 Pulso: é o reflexo do batimento cardíaco palpável nos locais onde as artérias 
calibrosas estão posicionadas próximas da pele e sobre uma estrutura óssea.
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−	 Valores normais em adultos: 60 a 100 batimentos por minuto (bpm).
−	 Bebês: de 100 a 160 bpm.
•	 Respiração: é a atividade de inspiração e expiração que permite nutrir o 
corpo de oxigênio (O2) para executar o metabolismo celular e retirar o gás 
carbônico (CO2) do corpo.
Valores normais:
−	 Adulto: 12–20 ventilações por minuto (vpm);
−	 Criança: 20–40 vpm;
−	 Lactentes até 2 meses: 40–60 vpm.
•	 Temperatura: é a diferença entre o calor produzido e o calor perdido pelo 
corpo humano.
−	 Valores normais: 36,5 a 37,0 ºC – independentemente da faixa etária.
•	 Pressão arterial:
Valores normais no adulto:
−	 Sistólica: máxima 140 mmHg e mínima 100 mmHg.
−	 Diastólica: máxima 80 mmHg e mínima 60 mmHg.
Além dos sinais vitais, avaliar a saturação de oxigênio e as características da 
pele conduz a um melhor atendimento.
•	 Avaliação da pele: em atendimento pré-hospitalar, o socorrista verifica a 
temperatura relativa da pele colocando o dorso da mão sobre a pele do pa-
ciente (na testa, no tórax ou no abdômen). Assim, o socorrista estima a tem-
peratura relativa da pele pelo tato.
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Convém recordar que a pele é a grande responsável pela regulação da tempe-
ratura e poderá apresentar-se normal, quente ou fria, úmida ou seca.
Com relação à coloração, a pele poderá estar:
•	 pálida;
•	 ruborizada; ou
•	 cianótica.
Vamos fazer algumas questões sobre a avaliação secundária!
Questão 26 (CESPE/2013) Um homem de quarenta e sete anos de idade deu 
entrada em uma unidade de pronto-socorro após sofrer trauma automobilístico. 
O paciente chegou acompanhado de uma equipe de atendimento especializado pré-
-hospitalar que, após empregar as medidas de avaliação primária, fez imobilização 
cervical completa e controle ventilatório com máscara facial. Na admissão, foi reali-
zada avaliação do paciente e confirmado traumatismo cranioencefálico (TCE). Após 
algumas horas, o paciente evoluiu com perda da consciência (escore 5 na escala de 
coma de Glasgow) e instabilidade hemodinâmica.
Considerando o caso clínico acima apresentado e os cuidados devidos emcasos de 
trauma, julgue o item:
As medidas de avaliação primária instituídas durante o atendimento pré-hospitalar 
constituem-se de exame físico detalhado da cabeça aos pés e reavaliações dos si-
nais vitais.
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Errado.
O erro da questão está em instituir exame físico detalhado no paciente grave no 
atendimento pré-hospitalar.
O paciente em questão encontra-se grave (Glasgow 5), nesse caso deve ser feita 
apenas a avaliação primária e já encaminhar para o hospital. No ambiente hospi-
talar, após a estabilização desse paciente, será feita a avaliação do exame físico 
detalhado.
Além disso, na avaliação primária não tem exame físico detalhado; na avaliação 
secundária é necessário fazer o exame físico, mas não detalhado a ponto de se 
perder tempo no socorro.
Após a avaliação secundária e durante o transporte do paciente para o hospital, 
devem ser feitas avaliações contínuas e monitoramento da evolução dos sinais e 
sintomas.
Questão 27 (COVEST-COPSET/2010) Quanto ao traumatismo, agravo inserido 
dentre os atendimentos de Urgência e Emergência, leia as alternativas a seguir e 
assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) � Diante do atendimento pré-hospitalar, pode-se afirmar que o tratamento ini-
cial determina o prognóstico final.
( ) � Na chegada ao hospital, a avaliação e os cuidados podem ser divididos em 4 
fases: avaliação primária, reanimação, avaliação secundária e cuidados defi-
nitivos.
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( ) � Na avaliação primária, detectam-se problemas de: vias aéreas, respiração, 
circulação e membros assim como exame físico e neurológico completo.
( ) � Em se tratando de cuidados definidos, a monitorização e a avaliação constan-
tes são indispensáveis para facilitar o tratamento de problemas existentes.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) F, F, F, V.
b) V, V, F, V.
c) V, V, F, F.
d) F, V, F, V.
e) V, F, V, F.
Letra b.
Item I) Certo. A avaliação inicial bem conduzida aumenta as chances de sobrevi-
vência do paciente.
Item II) Certo. A sequência do atendimento hospitalar consiste na avaliação pri-
mária, reanimação, avaliação secundária e cuidados definitivos.
Item III) Errado. O atendimento pré-hospitalar não deve ser detalhado. O exame 
físico e neurológico deverá ser objetivo, e não completo como afirma a alternativa.
Item IV) Certo. A avaliação e monitorização contínua deverão ser instituídas nos 
pacientes graves a cada 5 minutos e nos pacientes estáveis a cada 15 minutos. Vale 
lembrar que após um trauma o paciente pode instabilizar rapidamente.
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Questão 28 (CETRO/TJ-RS/2012) A Avaliação Secundária deve ser realizada após 
a estabilização dos sinais vitais da vítima. Uma minuciosa avaliação, que deve ser 
cefalopodálica e anteroposterior, tem por objetivo identificar lesões que, apesar 
de sua gravidade, não colocam a vítima em risco iminente de morte. A Avaliação 
Secundária é dividida em subjetiva e objetiva. Diante do exposto, assinale a alter-
nativa incorreta.
a) A parte subjetiva caracteriza-se por perguntas direcionadas à complementação 
da avaliação da vítima (anamnese), que deve constar de dados para identificação, 
descrição do acidente, queixas principais, endereço e telefone.
b) A parte subjetiva caracteriza-se em usar o “acrônimo” AMPLA (Alergias, Médicos 
que a acompanham, Pulso, Laringe e Alimentos) e conversar com acompanhantes 
e testemunhas.
c) Parte integrante da avaliação objetiva, a apalpação mantém o sentido cefalopo-
dálico.
d) Reavaliar a respiração, circulação e temperatura de forma mais detalhada tam-
bém integra a parte objetiva.
e) A Pressão Arterial deve ser aferida minuciosamente durante a avaliação objetiva 
com o uso do esfigmomanômetro.
Letra b.
O significado da sigla SAMPLA não é esse do enunciado. Vamos lembrar?
•	 S: sintomas? Principal queixa?
•	 A: tem alergias? Problema ou doença atual?
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•	 M: medicamentos e/ou tratamentos em uso?
•	 P: passado médico/prenhez (gravidez) – problemas de saúde ou doença 
atual?
•	 L: ingeriu líquidos ou alimentos? Qual foi a última refeição?
• A: ambiente do evento?
Vamos ao treinamento com mais questões?
Questão 29 (CESPE/EBC/2011) Acerca do transporte de acidentados em caráter 
emergencial, julgue o item a seguir.
A avaliação secundária, uma sistematização conhecida mundialmente como AB-
CDE, deve ser realizada antes de o paciente politraumatizado ser conduzido para o 
hospital.
Errado.
Essa é a avaliação primária, e não secundária.
Questão 30 (FCC/TRT 2ª REGIÃO/SP/2014) O motorista está conduzindo o carro 
oficial, acompanhando o magistrado que repentinamente refere mal-estar, tem epi-
lepsia e não tomou as medicações. Assim que o carro estaciona, o magistrado des-
ce do veículo e cai no chão, convulsionando. Imediatamente, o motorista inicia os 
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primeiros socorros, identifica um sangramento abundante em supercílio esquerdo e 
percebe que o braço esquerdo tem um desalinhamento ósseo, sugestivo de fratura.
Na realização das ações iniciais, ao prestar os primeiros-socorros, o motorista deve 
considerar os princípios de
a) segurança para proceder à avaliação da cena, garantir a própria segurança, 
a segurança da vítima dos circunstantes, priorizando as condições que não amea-
çam a vida, as que possam resultar em perda de membro e por último, as que 
possam resultar em perda da vida.
b) biossegurança procurando utilizar equipamentos de proteção pessoal como lu-
vas,óculos e máscara facial para evitar o contato com fluídos corporais, prevenindo 
contágio com agentes causadores de doenças transmissíveis e não transmissíveis.
c) avaliação primária que consiste em efetuar o exame físico detalhado e verificar 
cada segmento corporal, iniciando desde a cabeça até os pés, para encontrar e cui-
dar de lesões, anteriormente não identificadas.
d) avaliação secundária visando sistematizar as etapas da avaliação, em que A, B, 
C, D, E correspondem, respectivamente, à verificação de vias aéreas, respiração, 
circulação, exposição corporal para avaliar possíveis lesões e realizar o alinhamento 
da coluna cervical.
e) comunicação, que inclui providenciar o acionamento do serviço móvel de ur-
gência disponível na localidade, transmitir as informações acerca do mecanismo de 
trauma, as condições da vítima e outros fatos pertinentes que permitirão o envio 
de ambulância e dos recursos mais adequados no atendimento pré-hospitalar até o 
transporte para o hospital.
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Letra e.
a) Errada. A prioridade é da condição que ameaça a vida.
b) Errada. A biossegurança envolve os cuidados com o uso de Equipamentos de 
Proteção Individual para evitar contato com fluidos e secreção o que impede a 
transmissão de doenças. Dessa forma, o uso de EPI não tem correlação com as 
doenças não transmissíveis.
c e d) Erradas. A FCC trocou o conceito de avaliação primária que está na letra d 
e avaliação secundária, definida na letra c.
6. Transporte de Vítimas e Imobilização
O atendimento de primeiros socorros consiste em estabilizar rapidamente a ví-
tima e transportá-la ao hospital mais próximo com condições de atendimento para 
sua situação.
Segundo o Manual do Corpo de Bombeiros de Goiás, são princípios para remo-
ção e transporte de vítimas:
1) Estabilização da coluna vertebral da vítima durante todo o procedimento. 
Isso é conseguido com movimentação da vítima em bloco.
Esse item é o princípio de ouro de todas as técnicas aqui comentadas.
2) O tipo de remoção e transporte da vítima depende da situação de sua saúde. 
De acordo com esse princípio, o socorrista deverá empregar a técnica adequada, 
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pois em vítimas graves, o tempo já é um fator determinante de sobrevida. Nesse 
caso, deverá ser utilizada a técnica de remoção e imobilização mais rápida.
O transporte e remoção exigem da equipe sincronia e agilidade. A remoção ade-
quada é feita com 3 socorristas.
Existem 3 técnicas de remoção e transporte de vítimas:
1. Movimentações no solo;
2. Extricações; e
3. Transporte em situações de urgência.
6.1. Movimentações no Solo
Para análise desse tópico, estudaremos o Manual do SAMU, de SBV e o Protocolo 
do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.
A movimentação no solo inclui a retirada do capacete, rolamento em 90º e ro-
lamento em 180º.
A retirada do capacete do motociclista tem o objetivo de ajudar na abertura das 
vias aéreas. Deve ser feita tendo o cuidado de estabilizar a coluna do paciente e 
aplicar o colar cervical.
O capacete não poderá ser removido se houver objetos transfixados.
Quando a vítima está em decúbito dorsal (barriga para cima) e queremos co-
locá-la na prancha rígida, a técnica adequada é chamada de rolamento em 90º. 
Consiste em movimentar a vítima em bloco para evitar mobilização da coluna.
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Fonte: CBM-GO.
A técnica de rolamento em 180º consiste em movimentar em bloco a vítima que 
se encontra em decúbito ventral (barriga para baixo), a fim de colocá-la na prancha 
longa.
Fonte: CBM-GO.
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Tanto na técnica de rolamento em 90º quanto na de 180º, a movimentação 
deve ser feita em bloco, de maneira a se evitar a rotação da coluna.
A técnica de monobloco ou cavaleira será indicada quando não há condições de 
realização da técnica de rolamento. É efetuada por 4 socorristas, como, por exem-
plo: nos casos de fratura da pelve (quadril), esmagamento de membros inferiores, 
ou em locais irregulares para a execução do rolamento.
Observe na imagem a seguir que nessa técnica a equipe fica em pé sobre a ví-
tima para efetuar a transferência para a prancha rígida.
Caso o paciente se encontre de pé quando da chegada do socorro ao local do 
acidente, deverá ser imobilizado nessa posição, com aplicação do colar cervical e 
da prancha rígida fixa com cintos de segurança afivelados.
6.2. Extricação
Extricação significa retirada de alguém de uma situação ou local difícil. Essa 
técnica é aplicada na remoção de vítimas presas às ferragens.
Existem 4 tipos de extricações:
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1. Retirada com o uso do KED (Kendrick Extrication Device) ou colete de imobi-
lização dorsal.
2. Retirada Rápida com o uso da lona;
3. Retirada Rápida sem a lona;;
4. Chave de Rauteck.
A escolha da técnica depende da situação clínica da vítima e de risco do am-
biente.
A retirada com o uso do KED é a mais adequada, pois garante a imobilização 
adequada, mas essa técnica demanda um tempo maior para aplicação do colar e do 
KED e depende, também, da disponibilidade desses dispositivos. Dessa forma, será 
indicada essa técnica para remoção de pacientes estáveis de dentro de veículos.
As retiradas rápidas serão indicadas para pacientes com sinais vitais instáveis. 
Outra indicação é retirar uma pessoa estável para ter acesso à outra grave, dentro 
do veículo. Dessa forma, não há tempo para aplicar os dispositivos ou não há o 
colar e o KED. Poderá ser utilizada a lona para a imobilização e, ainda, realizar-sea retirada da vítima com estabilização por lona.
Observe a imagem a seguir.
Fonte: CBM-GO.
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A retirada rápida sem lona será indicada quando de sua ausência para fazer o 
procedimento.
6.2.1. Chave de “Rauteck”
É utilizada para situações de maior gravidade, como risco de explosão ou se o 
paciente estiver em parada cardiorrespiratória. Nessa técnica não é necessário co-
locar os dispositivos no paciente para não haver perda de tempo. Deve ser feita a 
retirada do carro de forma emergencial.
Fonte: CBM-GO.
Segundo o Manual do SAMU, as técnicas de retirada rápida da vítima permitem 
variações diversas a depender do tipo de veículo, suas características e as circuns-
tâncias do evento. No entanto, suas premissas básicas devem ser sempre conside-
radas, principalmente as que envolvem a estabilização da coluna cervical.
Vamos praticar!
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Questão 31 (CESPE/DEPEN/2013) A imobilização cervical feita no paciente du-
rante o atendimento pré-hospitalar indica que a equipe de atendimento já suspei-
tava de TCE. O equipamento usado na estabilização da coluna restringiu-se ao colar 
cervical, com o intuito de impedir os movimentos de lateralidade da cabeça.
Errado.
Não se trata apenas do colar, verificamos que é imprescindível o uso do KED para 
imobilizar a região torácica e lombar e também o uso da prancha rígida e imobili-
zadores laterais.
7. Acidentes com Múltiplas Vítimas
Diante de um acidente de grande porte e que atinja várias vítimas, é necessário 
organizar o atendimento por prioridades. Para estabelecer qual vítima será atendi-
da primeiro, deverá ser feita uma triagem.
Como exemplo de acidente de grande porte, podemos citar: explosões, atentados 
terroristas, terremotos e outros tipos de eventos que geram muitas vítimas ao 
mesmo tempo.
A triagem é fundamentada no método START (Simple Triage and Rapid Treat-
ment – Triagem Simples e Tratamento Rápido).
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Esse método utiliza cores para determinado tipo de situação, conforme quadro 
e fluxograma a seguir:
COR ATIVIDADE CONDUTA
Verde
Consegue andar Pode esperar e até ajudar
(prioridade baixa)
Amarelo
(Urgente, mas não corre risco 
iminente de vida)
Não anda, mas tem respiração 
com frequência respiratória < 
30 irpm.
Enchimento capilar normal < 2 
segundos.
Urgente
PRIORIDADE 2 (alta)
Vermelho
(risco iminente de vida)
Respiração ausente
FR > 30
Enchimento capilar > 2 segun-
dos.
Não reponde a ordens simples.
Paciente crítico: atendimento 
imediato
PRIORIDADE 1 (muito alta)
Preto Óbito Prioridade 3
As vítimas classificadas como vermelho (crítico) deverão ser as primeiras a rece-
berem atenção de pessoal e recursos para uma remoção imediata para o hospital.
As vítimas classificadas como amarelo têm a prioridade 2, pois não correm risco 
iminente de vida, mas têm lesões que merecem atenção, devendo ser atendidas 
após o término do atendimento das vítimas de cor vermelha.
Os óbitos (preto) serão encaminhados antes das pessoas estáveis e com feri-
mentos leves.
As últimas pessoas a serem atendidas são as estáveis e com ferimentos leves 
(verde), deambulando e até ajudando os socorristas.
Observe o fluxograma de atendimento do método START:
Fonte: CBM-GO.
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Vamos praticar o método START? Seguiremos com algumas questões do méto-
do START. Elas são bem objetivas e têm por finalidade classificar as cores e atender 
as prioridades, confira comigo:
Questão 32 (AOCP/EBSERH/2016) A equipe está atendendo acidente com múlti-
plas vítimas pelo método START. O paciente, após manobras, não obedece a soli-
citações verbais, porém sua frequência respiratória é maior que 30/minutos e sua 
perfusão periférica (enchimento capilar) é maior que dois segundos. Qual cartão 
deve ser usado na Triagem desse paciente?
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a) Cartão Azul.
b) Cartão Preto.
c) Cartão Vermelho.
d) Cartão Amarelo.
e) Cartão Verde.
Letra c.
Conforme classificação do método START, se a frequência respiratória está alta >30 
rpm e se o enchimento capilar é lento (>2 segundos), esse paciente é classificado 
como crítico, prioridade 1, e a cor é a vermelha.
Questão 33 (VUNESP/PREF. GUARULHOS/2019) Como membro da equipe de su-
porte avançado de vida, ao chegar à cena de um acidente aéreo com múltiplas 
vítimas, em andamento, coube ao enfermeiro, inicialmente, organizar a área de 
concentração de vítimas de acordo com o método START (Simple Triage and Rapid 
Treatment). Ao realizar essa atividade, deve-se observar que
a) a área cinza seja mantida mais distante das anteriores para evitar que as víti-
mas circulem nas demais áreas, bem como evitar o desvio de atenção das equipes 
de atendimento.
b) as áreas cinza e vermelha sejam montadas próximas entre si e junto à entra-
da de ambulâncias e área de pouso de veículos aéreos, facilitando a reclassifica-
ção das vítimas, quando necessária, bem como facilitar sua remoção da área do 
acidente.
c) a lona azul seja colocada afastada das demais e da visibilidade do público.
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d) as áreas vermelha e amarela sejam montadas próximas entre si e próximas da 
entrada de ambulâncias, para viabilizar a reclassificação e o posicionamento das 
vítimas, se necessário, bem como facilitar a sua remoção.
e) a lona laranja seja colocada junto à área destinada ao pouso de veículos aéreos, 
sinalizando vítimas que necessitam de remoção imediata.
Letra d.
a) Errada. Não existe essa recomendação.
b) Errada.. As áreas amarela e vermelha sejam montadas próximas entre si e 
junto à entrada de ambulâncias e área de pouso de veículos aéreos, facilitando a 
reclassificação das vítimas, quando necessária, bem como facilitar sua remoção da 
área do acidente.
c, e) Erradas. Não existe a classificação azul nem a cor laranja no método start.
Finalizamos nossa primeira aula sobre os atendimentos de urgências e emer-
gências. Seguiremos agora com um resumo básico e as questões de concurso para 
o seu treinamento. Mantenha-se firme nos estudos rumo ao SUCESSO!
Tome a decisão de começar e a ATITUDE de continuar para perseverar até o fim 
com destino à aprovação.
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RESUMO
Conceitos importantes
Conceito de primeiros socorros:
Os cuidados imediatos que devem ser prestados rapidamente a uma pessoa, vítima de 
acidente ou de mal súbito, cujo estado físico põe em perigo a sua vida, com o fim de 
manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, aplicando medidas 
e procedimentos até a chegada de assistência qualificada.
Tipos de atendimento de primeiros socorros:
Define-se por URGÊNCIA a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou 
sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica 
imediata.
Define-se por EMERGÊNCIA a constatação médica de condições de agravo à 
saúde que impliquem risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigin-
do, portanto, tratamento médico imediato.
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Princípios para os atendimentos de Primeiros Socorros
Cinemática do trauma
Objetivo da Cinemática do Trauma = relacionar o mecanismo do trauma e a 
presença de lesões específicas.
Dentro das lesões traumáticas, temos como causas:
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Vai ser considerado grave quando:
•	 a queda for maior que 3 vezes a altura do paciente;
•	 colisões a mais de 32 km/h;
•	 expulsão da vítima do veículo;
•	 morte de um ocupante do veículo; e
•	 danos severos ao veículo.
Avaliação da vítima
Avaliação primária
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Escala de Glasgow
Avaliação secundária é realizada com a entrevista SAMPLA
•	 S: verificação dos sinais vitais:
−	 respiração (frequência, ritmo e amplitude);
−	 pulso (frequência, ritmo e amplitude);
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−	 pressão arterial; e
−	 pele (temperatura, cor, turgor e umidade).
•	 A: história de alergias;
•	 M: medicamentos em uso e/ou tratamentos em curso;
•	 P: passado médico – problemas de saúde ou doença prévia;
•	 L: horário da última ingestão de líquidos ou alimentos; e
•	 A: ambiente do evento.
Somado à avaliação mais detalhada (oximetria, glicemia e o exame físico)
Tipos de dispositivos de imobilização:
•	 Colar cervical – imobiliza coluna cervical;
•	 KED – imobiliza a coluna torácica e lombar;
•	 Prancha rígida – imobiliza todo o paciente.
Acidentes com múltiplas vítimas:
Cor Atividade Conduta
Verde Consegue andar
Pode esperar e até ajudar
(prioridade baixa)
Amarelo
(Urgente, mas não corre risco 
iminente de vida)
Não anda, mas tem Respiração 
com frequência respiratória < 
30 irpm
Enchimento capilar normal < 2 
segundos
Urgente
PRIORIDADE 2 (alta)
Vermelho
(risco iminente de vida)
Respiração ausente
FR > 30
Enchimento capilar > 2 segun-
dos
Não reponde a ordens simples
Paciente crítico:
atendimento imediato
PRIORIDADE 1 (muito alta)
Preto Óbito Prioridade 3
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Finalizamos nossa primeira aula do curso de enfermeiro com o módulo “Assis-
tência de Enfermagem em Urgência e Emergência”.
Lembre-se de que sonhar sem atitude não te levará ao sucesso.
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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA
Questão 1 (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2009) Urgência médica
a) é a constatação médica de condição de agravo à saúde, cujo surgimento é súbi-
to e imprevisto, e implique risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, 
portanto, tratamento médico imediato.
b) é qualquer situação na qual há risco de vida.
c) não é vista no sistema de tratamento ambulatorial.
d) é ocorrência ou situação perigosa, de aparecimento rápido, mas não necessaria-
mente imprevistoe súbito, necessitando de solução em curto prazo.
e) é conceito igual ao da emergência médica.
Questão 2 (IESES/IFC-SC/2014) Urgência, caso clínico, consulta e emergência 
são palavras comuns do vocabulário de um enfermeiro. Saber distinguir e classifi-
car os casos é essencial para a profissão. Hemorragias, parada respiratória e para-
da cardíaca são casos de:
a) Urgência.
b) Emergência.
c) Consulta.
d) Clínico.
Questão 3 (CESPE/SERPRO/2013) Julgue o próximo item, relativo aos conceitos 
e princípios para atendimento em primeiros socorros.
Urgência é a constatação de agravo à saúde que resulte em risco iminente de morte 
ou sofrimento intenso, exigindo tratamento médico imediato.
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Questão 4 (CESPE/SERPRO/2008) Duas empregadas do setor de limpeza de uma 
empresa, transportando vasilhame com ácidos para limpeza de sanitários, tropeça-
ram em degrau da parte superior de uma escada. O líquido respingou no rosto de 
uma delas e nas mãos da outra. Ambas foram imediatamente atendidas pela equi-
pe de brigadistas da empresa e encaminhadas ao hospital. Uma ficou afastada por 
17 dias, pois sofreu queimadura de segundo grau no rosto, e a outra retornou após 
3 dias de tratamento. Acerca dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Na situação mencionada, as empregadas tiveram atendimento de primeiros socorros.
Questão 5 (FUNIVERSA/UEG/2015) A respeito de primeiros socorros, assinale a 
alternativa correta.
a) O socorrista não deve interagir com a vítima, tocá-la ou conversar com ela para 
não agravar a situação.
b) Antes de examinar a vítima, o socorrista deve se proteger para evitar riscos de 
contaminação por secreções ou produtos tóxicos.
c) Quando constatado um acidente com vítima, o socorrista deve-se aproximar, 
imediatamente, da vítima e, depois, avaliar a existência de riscos na cena do aci-
dente, uma vez que o tempo é de fundamental importância.
d) Em havendo uma vítima que precise de assistência médica, o socorrista deve ini-
ciar imediatamente o atendimento à vítima e depois acionar o socorro especializado.
e) No caso de uma vítima não respirar por obstrução das vias aéreas, o socorrista 
não deve tentar a desobstrução ou chamar o socorro especializado.
Questão 6 (FCC/TRT 9ª REGIÃO/2015) Em uma situação de atendimento de víti-
ma de atropelamento em uma avenida de grande circulação, a primeira preocupa-
ção que um indivíduo leigo deve ter ao se aproximar da cena é:
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a) avaliar a segurança do local.
b) procurar por hemorragia na vítima.
c) iniciar a coleta de informações sobre a causa do acidente.
d) imobilizar a coluna cervical da vítima.
e) verificar se a vítima está respirando adequadamente.
Questão 7 (FCC/TRE-PI/2009) Ao presenciar um acidente, a atitude inicial da 
pessoa que prestará os primeiros socorros é, prioritariamente,
a) comunicar à família da vítima e informar sobre a ocorrência do acidente.
b) conversar com a vítima e coletar informações sobre o acidente para iniciar o 
atendimento.
c) abordar a vítima imediatamente para assegurar os primeiros socorros sem 
demora.
d) avaliar a segurança da cena e averiguar se não há riscos no local, antes de se 
aproximar da vítima.
e) manter distância do local, não se aproximar da vítima e aguardar o atendimento 
do serviço de emergência.
Questão 8 (FCC/TRF 2ª REGIÃO/2012) No atendimento às urgências, na avalia-
ção primária, em situações de trauma, os profissionais de saúde devem avaliar a:
a) permeabilidade de via aérea e proteção da coluna cervical;
b) ventilação e respiração;
c) circulação e controle de hemorragias;
d) avaliação neurológica;
e) exposição e prevenção da hipotermia.
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A sequência correta de atendimento a uma vítima por queimadura é:
a) A, C, B, D, E.
b) A, B, C, D, E.
c) C, A, B, D, E.
d) B, E, D, C, A.
e) E, A, B, C, D.
Questão 9 (FCC/TCE-PI/2014) Considerando a cena segura, no atendimento de 
emergência ao trabalhador vítima de trauma multissistêmico, são ações prioritárias 
na avaliação primária:
I – examinar circulação.
II – avaliar via aérea com controle da coluna cervical.
III – verificar condição neurológica.
IV – realizar exposição.
V – avaliar ventilação.
A sequência lógica e sistemática dessas ações está descrita em
a) I, IV, II, V e III.
b) I, II, III, IV e V.
c) V, II, III, IV e I.
d) III, II, V, IV e I.
e) II, V, I, III e IV.
Questão 10 (VUNESP/2019) A avaliação primária de um paciente que apresenta 
agravo clínico compreende os seguintes passos:
I – Avaliar ventilação.
II – Avaliar permeabilidade de via aérea (VA).
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III – Avaliar estado circulatório.
IV – Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e a expansão torácica.
V – Avaliar estado neurológico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta a ser adotada.
a) III, II, IV, V, I.
b) V, IV, III, II, I.
c) IV, I, II, V, III.
d) IV, II, I, III, V.
e) I, II, III, IV, V.
Questão 11 (IF-TO/2015) Consiste na identificação e tratamento imediato das 
condições ameaçadoras da vida, estabelecendo prioridades de acordo com as le-
sões, com os sinais vitais da vítima e o mecanismo da lesão e/ou causa clínica. 
Marque o correto:
a) avaliação neurológica.
b) avaliação primária.
c) avaliação secundária.
d) escala de Coma de Glasgow.
e) avaliação terciária.
Questão 12 (CIAS-MG/INICIATIVA GLOBAL/2016) Colares cervicais rígidos são 
bastante utilizados em vítimas de trauma. A sua finalidade principal e específica 
é proteger a coluna cervical de compressão. Todas as afirmativas a seguir fazem 
parte das diretrizes para utilização de colares cervicais rígidos, EXCETO:
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a) Seu uso isoladamente garante a imobilização adequada da coluna cervical do 
paciente.
b) Devem ser de tamanho adequado para cada paciente.
c) Não devem impedir a abertura da boca do paciente, espontânea ou realizada 
pelo socorrista caso ocorra vômito.
d) Não devem obstruir ou dificultar a ventilação.
Questão 13 (FCC/2013) Uma vítima de atropelamento por carro está sendo trans-
portada em prancha longa para a ambulância. Observa-se que foi aplicado na víti-
ma colar cervical com o objetivo principal de:
a) evitar o deslocamento da articulação temporomandibular.
b) facilitar a respiração.
c) prevenir a formação de úlcera de pressão.
d) estabilizar a formação de coágulos sanguíneos.
e) imobilizar a coluna cervical.
Questão 14 (FCC/2015) Ao prestar cuidados à vítima de queda do andaime, com 
parestesia nos membros superiores e inferiores, no cuidado imediato para mobili-
zação e transporte requer o controle da coluna cervical e
a) posicionamento em decúbito dorsal horizontal para facilitar a rotação da cabeça.
b) instalação de colar cervical e elevação do decúbito a 90 graus para melhorar a 
permeabilidade da via aérea.
c) estabilização manual da cabeça e instalação de colar cervical, em decúbito dor-
sal horizontal em prancha rígida.
d) posicionamento do tronco, pescoço e cabeça, lateralizados à esquerda.
e) extensão do pescoço e elevação do mento para colocação de coxim para esta-
bilidade cervical.
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Questão 15 (VUNESP/2013) O técnico de enfermagem se depara com indivíduo 
caído próximo a uma escada móvel em ambiente extra-hospitalar, e o indivíduo apre-
senta-se consciente, referindo dor em região cervical e formigamento em membros 
superiores e inferiores. Na chegada do serviço móvel de urgência, com a suspeita de 
lesão medular, o posicionamento adequado no transporte do indivíduo requer
a) instalar o colar cervical e sentá-lo na cadeira de rodas, encaminhando-o até a 
ambulância de suporte avançado.
b) utilizar lençol ou toalha para transferência até a maca de transporte, mantendo-
-o em decúbito elevado.
c) ficar de frente para esse indivíduo, e orientá-lo a colocar as mãos sobre o seu 
ombro para que ele possa ficar em posição ereta.
d) auxiliar a equipe de resgate, acomodando-o na maca de transporte, sentando-o 
lentamente.
e) colocar o colar cervical, efetuar mobilização em bloco e manter em posição dor-
sal, na prancha rígida
Questão 16 (CESGRANRIO/PETROBRAS/2011) A primeira etapa de avaliação, na 
abordagem primária completa à vítima de trauma, é a de verificação de
a) vias aéreas com controle cervical.
b) exposição da vítima.
c) estado neurológico.
d) respiração.
e) circulação com controle de hemorragias.
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Questão 17 (FCC/TRT 6ª REGIÃO/2012) Funcionário da manutenção caiu da es-
cada e encontra-se deitado no chão do tribunal, consciente, orientado, eupneico, 
apresentando parestesia e paralisia de membros superiores e inferiores. Quanto 
aos primeiros socorros no local, é prioritário realizar a
a) avaliação neurológica, providenciar radiografia e contenção dos membros infe-
riores e superiores para o transporte ao hospital mais próximo.
b) imobilização da vítima em cadeira de rodas, instalar oxigenioterapia e preven-
ção de hipotermia.
c) imobilização dos membros com tala gessada, instalar oxigenioterapia e acesso 
venoso calibroso.
d) avaliação de perfusão periférica, preparo do material para intubação endotra-
queal e instalação de oximetria de pulso.
e) avaliação primária e instalação de colar cervical, providenciar transporte em 
prancha rígida.
Questão 18 (CESGRANRIO/2011) A abordagem primária rápida à vítima de trau-
ma é realizada por meio de uma avaliação sucinta da respiração, da circulação e 
da (o):
a) fraturas.
b) sangramento.
c) queimaduras.
d) sufocamento.
e) nível de consciência.
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Questão 19 (CESPE/2008) Miose é a denominação dada ao aumento do diâmetro 
da pupila.
Questão 20 (AOCP/EBSERH/2016) Paciente masculino, 06 anos, sofreu queda da 
própria altura, apresentando pequeno corte contuso em região parietal. A criança 
chorava e começava a nausear. Na avaliação pupilar, observou-se anisocoria de 2,0 
mm à esquerda e de 4,0 mm à direita. Posto isso, é correto afirmar que
a) a isocoria observada indica provável Trauma Cranioencefálico.
b) as pupilas só indicam intercorrências severas quando em midríase paralítica 
bilateral.
c) pode ter ocorrido lesão cerebral localizada devido a Trauma Cranioencefálico.
d) a anisocoria observada indica provável diminuição da pressão intracraniana.
e) devido às náuseas, as pupilas podem se tornar anisocóricas.
Questão 21 (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2015) Na escala de coma de Glasgow, as me-
lhores respostas motoras com padrão de decorticação, descerebração e retirada 
inespecífica, têm as seguintes pontuações, respectivamente,
a) 2, 3 e 4.
b) 3, 2 e 4.
c) 4, 3 e 2.
d) 3, 4 e 2.
e) 2, 4 e 3.
Questão 22 (FCC/TRE-AP/2011) A avaliação neurológica que indica o nível de 
consciência do cliente de acordo com as respostas de abertura ocular, verbal e mo-
tora é chamada de
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a) avaliação dos nervos cranianos.
b) escala de coma de Glasgow.
c) escala de Cincinnati.
d) escala de coma de Braden.
e) escala de coma de Babinski.
Questão 23 (FGV/2014) Para que um Traumatismo Cranioencefálico (TCE) seja 
classificado como moderado, pelos parâmetros da Escala de Glasgow, ele deve ter 
a seguinte pontuação:
a) de 3 a 8 pontos.
b) de 9 a 12 pontos.
c) de 13 a 15 pontos.
d) de 15 a 17 pontos.
e) de 17 a 20 pontos.
Questão 24 (PREF. CANDEIAS/2019/IBFC) Idoso, 65 anos, sexo M, é admitido no 
pronto-socorro após acidente automobilístico (moto versus carro). O mesmo era o 
condutor da motocicleta e foi socorridopela equipe de atendimento pré-hospitalar 
móvel a serviço da concessionária responsável pela rodovia estadual. O motociclis-
ta é admito e aplica-se a Escala de Coma de Glasgow, reformulada em 2018. Au-
sência de movimentos oculares, verbais ou motores espontâneos, nem em respos-
ta às solicitações verbais do enfermeiro de plantão. Quando estimulados, os olhos 
dele não abrem e ele emite apenas sons incompreensíveis, e os braços dele estão 
em flexão anormal. Este paciente pode ser classificado como Abertura Ocular (1), 
Resposta verbal (2), Melhor resposta motora (3) pela escala de coma de Glasgow, 
dando uma pontuação total de 6.
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Ao realizar-se a avaliação da reatividade pupilar, nenhuma das pupilas reage à luz, 
gerando uma pontuação de reatividade pupilar igual a 2. O uso associado da ava-
liação pupilar é indicativo, principalmente, no exame de indivíduos acometidos por 
traumatismo cranioencefálico.
Com base no caso descrito, a escala de coma de Glasgow com reação pupilar terá 
______.
a) 3 pontos
b) 4 pontos
c) 8 pontos
d) 12 pontos
Questão 25 (AOCP/2014) Segundo a Escala de Glasgow.
a) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica moderada, apresentando a aber-
tura ocular à dor; resposta verbal com palavras inapropriadas e resposta motora 
com movimentos de retirada.
b) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica mínima com abertura ocular à 
voz, resposta verbal confusa e resposta motora que obedece a comandos.
c) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave e necessidade de via aérea 
definitiva; abertura ocular à dor; resposta verbal de palavras incompreensíveis e 
resposta motora de flexão anormal.
d) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica irremediável com abertura ocular 
à dor; resposta verbal nenhuma e resposta motora de extensão anormal.
e) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave com abertura ocular à voz; 
resposta verbal confusa e resposta motora com movimento de retirada.
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Questão 26 (CESPE/2013) Um homem de quarenta e sete anos de idade deu 
entrada em uma unidade de pronto-socorro após sofrer trauma automobilístico. 
O paciente chegou acompanhado de uma equipe de atendimento especializado pré-
-hospitalar que, após empregar as medidas de avaliação primária, fez imobilização 
cervical completa e controle ventilatório com máscara facial. Na admissão, foi rea-
lizada avaliação do paciente e confirmado traumatismo craniencefálico (TCE). Após 
algumas horas, o paciente evoluiu com perda da consciência (escore 5 na escala de 
coma de Glasgow) e instabilidade hemodinâmica.
Considerando o caso clínico acima apresentado e os cuidados devidos em casos de 
trauma, julgue o item:
As medidas de avaliação primária instituídas durante o atendimento pré-hospitalar 
constituem-se de exame físico detalhado da cabeça aos pés e reavaliações dos si-
nais vitais.
Questão 27 (COVEST-COPSET/2010) Quanto ao traumatismo, agravo inserido 
dentre os atendimentos de Urgência e Emergência, leia as alternativas a seguir e 
assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) � Diante do atendimento pré-hospitalar, pode-se afirmar que o tratamento ini-
cial determina o prognóstico final.
( ) � Na chegada ao hospital, a avaliação e os cuidados podem ser divididos em 
4 fases: avaliação primária, reanimação, avaliação secundária e cuidados 
definitivos.
( ) � Na avaliação primária, detectam-se problemas de: vias aéreas, respiração, 
circulação e membros assim como exame físico e neurológico completo.
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( ) � Em se tratando de cuidados definidos, a monitorização e a avaliação constan-
tes são indispensáveis para facilitar o tratamento de problemas existentes.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) F, F, F, V.
b) V, V, F, V.
c) V, V, F, F.
d) F, V, F, V.
e) V, F, V, F.
Questão 28 (CETRO/TJ-RS/2012) A Avaliação Secundária deve ser realizada após 
a estabilização dos sinais vitais da vítima. Uma minuciosa avaliação, que deve ser 
cefalopodálica e anteroposterior, tem por objetivo identificar lesões que, apesar 
de sua gravidade, não colocam a vítima em risco iminente de morte. A Avaliação 
Secundária é dividida em subjetiva e objetiva. Diante do exposto, assinale a alter-
nativa incorreta.
a) A parte subjetiva caracteriza-se por perguntas direcionadas à complementação 
da avaliação da vítima (anamnese), que deve constar de dados para identificação, 
descrição do acidente, queixas principais, endereço e telefone.
b) A parte subjetiva caracteriza-se em usar o “acrônimo” AMPLA (Alergias, Médicos 
que a acompanham, Pulso, Laringe e Alimentos) e conversar com acompanhantes 
e testemunhas.
c) Parte integrante da avaliação objetiva, a apalpação mantém o sentido cefalopo-
dálico.
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d) Reavaliar a respiração, circulação e temperatura de forma mais detalhada tam-
bém integra a parte objetiva.
e) A Pressão Arterial deve ser aferida minuciosamente durante a avaliação objetiva 
com o uso do esfigmomanômetro.
Questão 29 (CESPE/EBC/2011) Acerca do transporte de acidentados em caráter 
emergencial, julgue o item a seguir.
A avaliação secundária, uma sistematização conhecida mundialmente como AB-
CDE, deve ser realizada antes de o paciente politraumatizado ser conduzido para o 
hospital.
Questão 30 (FCC/TRT 2ª REGIÃO/SP/2014) O motorista está conduzindo o carro 
oficial, acompanhando o magistrado que repentinamente refere mal-estar, tem epi-
lepsia e não tomou as medicações. Assim que o carro estaciona, o magistrado des-
ce do veículo e cai no chão, convulsionando. Imediatamente, o motorista inicia os 
primeiros socorros, identifica um sangramento abundante em supercílio esquerdo e 
percebe que o braço esquerdo tem um desalinhamento ósseo, sugestivo de fratura.
Na realização das ações iniciais, ao prestar os primeiros-socorros, o motorista deve 
considerar os princípios de
a) segurança para proceder à avaliação da cena, garantir a própria segurança, 
a segurançada vítima dos circunstantes, priorizando as condições que não amea-
çam a vida, as que possam resultar em perda de membro e por último, as que 
possam resultar em perda da vida.
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b) biossegurança procurando utilizar equipamentos de proteção pessoal como lu-
vas, óculos e máscara facial para evitar o contato com fluídos corporais, prevenindo 
contágio com agentes causadores de doenças transmissíveis e não transmissíveis.
c) avaliação primária que consiste em efetuar o exame físico detalhado e verificar 
cada segmento corporal, iniciando desde a cabeça até os pés, para encontrar e cui-
dar de lesões, anteriormente não identificadas.
d) avaliação secundária visando sistematizar as etapas da avaliação, em que A, B, 
C, D, E correspondem, respectivamente, à verificação de vias aéreas, respiração, 
circulação, exposição corporal para avaliar possíveis lesões e realizar o alinhamento 
da coluna cervical.
e) comunicação, que inclui providenciar o acionamento do serviço móvel de ur-
gência disponível na localidade, transmitir as informações acerca do mecanismo de 
trauma, as condições da vítima e outros fatos pertinentes que permitirão o envio 
de ambulância e dos recursos mais adequados no atendimento pré-hospitalar até o 
transporte para o hospital.
Questão 31 (CESPE/DEPEN/2013) A imobilização cervical feita no paciente du-
rante o atendimento pré-hospitalar indica que a equipe de atendimento já suspei-
tava de TCE. O equipamento usado na estabilização da coluna restringiu-se ao colar 
cervical, com o intuito de impedir os movimentos de lateralidade da cabeça.
Questão 32 (AOCP/EBSERH/2016) Seguiremos com algumas questões do mé-
todo START, as questões são bem objetivas para classificar as corres e atender as 
prioridades, confira comigo:
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A equipe está atendendo acidente com múltiplas vítimas pelo método START. O pa-
ciente, após manobras, não obedece a solicitações verbais, porém sua frequência 
respiratória é maior que 30/minutos e sua perfusão periférica (enchimento capilar) 
é maior que dois segundos. Qual cartão deve ser usado na Triagem desse paciente?
a) Cartão Azul.
b) Cartão Preto.
c) Cartão Vermelho.
d) Cartão Amarelo.
e) Cartão Verde.
Questão 33 (VUNESP/PREF. GUARULHOS/2019) Como membro da equipe de su-
porte avançado de vida, ao chegar à cena de um acidente aéreo com múltiplas 
vítimas, em andamento, coube ao enfermeiro, inicialmente, organizar a área de 
concentração de vítimas de acordo com o método START (Simple Triage and Rapid 
Treatment). Ao realizar essa atividade, deve-se observar que
a) a área cinza seja mantida mais distante das anteriores para evitar que as víti-
mas circulem nas demais áreas, bem como evitar o desvio de atenção das equipes 
de atendimento.
b) as áreas cinza e vermelha sejam montadas próximas entre si e junto à entrada 
de ambulâncias e área de pouso de veículos aéreos, facilitando a reclassificação das 
vítimas, quando necessária, bem como facilitar sua remoção da área do acidente.
c) a lona azul seja colocada afastada das demais e da visibilidade do público.
d) as áreas vermelha e amarela sejam montadas próximas entre si e próximas da 
entrada de ambulâncias, para viabilizar a reclassificação e o posicionamento das 
vítimas, se necessário, bem como facilitar a sua remoção.
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e) a lona laranja seja colocada junto à área destinada ao pouso de veículos aéreos, 
sinalizando vítimas que necessitam de remoção imediata.
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GABARITO
1. d
2. b
3. E
4. C
5. b
6. a
7. d
8. b
9. e
10. d
11. b
12. a
13. e
14. c
15. e
16. a
17. e
18. e
19. E
20. c
21. b
22. b
23. b
24. b
25. a
26. E
27. b
28. b
29. E
30. e
31. E
32. c
33. d
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICOS
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tervenção para o SAMU 192: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasí-
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BRENNAN, P. M.; MURRAY, G. D.; TEASDALE, G. M. Simplifying the use of prognos-
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index of clinical severity. Journal of Neurosurgery [online], 10 apr. 2018. Dispo-
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SALOMONE, J.; PONS, P. Prehospital Trauma Life Support: PHTLS. 8. ed. Rio de 
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	Introdução à Assistência de Enfermagem em
Urgência e Emergência, Avaliação Primária,
Avaliação Secundária e Acidente com Múltiplas Vítimas
	1. Conceitos Importantes
	2. Princípios para os Atendimentos de Urgência e Emergência
	3. Introdução à Cinemática do Trauma
	3.1. Esquema Avaliação da Vítima
	4. Avaliação Primária
	4.1. Avaliação de Lesões Ocultas na Avaliação Primária
	4.2. Tipos de Avaliação Primária
	4.3. Imobilização da Vítima
	4.4. Manobras de Abertura das Vias Aéreas
	4.5. Avaliação do Estado Neurológico – Avaliação da Pupila, Escala AVDI e Glasgow
	5. Avaliação Secundária
	5.1. Sinais Vitais
	6. Transporte de Vítimas e Imobilização
	6.1. Movimentações no Solo
	6.2. Extricação
	7. Acidentes com Múltiplas Vítimas
	Resumo
	Questões Comentadas em Aula
	Gabarito
	Referências Bibliográficos
	AVALIAR 5: 
	Página 116:

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