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*** NOTAS DE AULAS DE ESTRUTURAS *** Nº 09 : R-02: OUT 2020 : Prof. Ricardo Granata Obs.: Para uso didático restrito em sala de aula TEMA : GEOMETRIA E PROPORÇÃO : TÉCNICAS DE PRÉ-DIMENSIONAMENTO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS (SISTEMA CONVENCIONAL) Roteiro para dimensionamento de estruturas 1) Lançamento/arranjo estrutural 2) Pré-dimensionamento 3) Distribuição das cargas 4) Cálculo dos esforços 5) Dimensionamento/verificação LAJES Pré-dimensionamento de lajes Critérios para direções de armaduras principais: Armadas em 1 direção: 𝑙𝑦 > 2. 𝑙𝑥 Armadas em 2 direções: 𝑙𝑦 < 2. 𝑙𝑥 Lajes Maciças (vãos 3,5m a 5,0m) • Armadas em 2 direções: ℎ = 2% !"# $ • Armadas em 1 direção: ℎ = 2%𝑙 ou *ℎ = # %& • Em balanço: ℎ = 2% do balanço Fonte: Rebello (2007) e *Botelho (2019) Prescrição NBR6118/14 quanto às alturas mínimas: 7 cm cobertura não em balanço 8 cm piso não em balanço 10 cm lajes em balanço 10 cm lajes que suportem veículos peso ≤ 30𝑘𝑁) 12 cm lajes que suportem veículos peso ≤ 30𝑘𝑁) Lajes Cogumelo e Lisa • Laje Cogumelo: Espessura da laje (ℎ): ℎ ≥ # '( (mínimo 14𝑐𝑚 fora do capitel) ou ℎ = ) *&+ Obs.: A atenção nesse tipo de laje deve ser dada à possibilidade de punção. Lado/seção do pilar (𝑏): 𝑏 ≥ 30𝑐𝑚 ou 𝑏 ≥ # $& ou 𝑏 ≥ , *( Obs.: capitel deve cobrir o Momento Fletor Negativo Onde: 𝑃: carga no pilar 𝑝: perímetro do pilar 𝑏: seção do pilar • Laje Lisa: ℎ ≥ # '& (mínimo 16𝑐𝑚) Fonte: Di Pietro (2000), Rebello (2007) Lajes Mistas • Mista: ℎ ≥ # '( Fonte: Di Pietro (2000) Lajes Nervuradas • Nervuradas em uma direção: Para espaçamentos entre nervuras ~ 50𝑐𝑚: Altura da laje (ℎ): ℎ = 3% 𝑥 𝑙 Espessura da nervura (𝑏&): 𝑏& = , % Espessura da mesa (𝑑): 4𝑐𝑚 < 𝑑 < 7𝑐𝑚 Para espaçamentos entre nervuras ~ 100𝑐𝑚: Altura da laje (ℎ): ℎ = 4% 𝑥 𝑙 Espessura da nervura (𝑏&): 𝑏& = , % Espessura da mesa (𝑑): 4𝑐𝑚 < 𝑑 < 7𝑐𝑚 • Nervuradas em duas direções: Altura da laje (ℎ): ℎ = 2% 𝐿 + 𝑙 2 Espaçamento entre-eixos da nervura (𝑒): 1,5ℎ ≤ 𝑒 ≤ 2ℎ Espessura da nervura (𝑏&): 𝑏& = , % Fonte: Rebello (2007) Prescrições da NBR6118/14: Espessura mínima da mesa 𝑑 = ! !" 𝑙#, sendo 𝑑 = 4𝑐𝑚 ou 𝑑 ≥ 5𝑐𝑚 (tubulação) Espessura mínima da nervura 𝑏$%í' ≥ 5𝑐𝑚 Carregamentos e condições para lajes e vigas: Fonte: Rebello (2007) VIGAS VIGAS DE ALMA CHEIA Pré-dimensionamento de vigas de concreto Fixação da largura da viga (mínimo NBR6118/14 = 12 𝑐𝑚) 𝑏. = 12 𝑐𝑚 (vão ≤ 4𝑚) 𝑏. = 20 𝑐𝑚 (4𝑚 < vão ≤ 8𝑚) 𝑏. = 25 𝑎 30 𝑐𝑚 (vão > 8𝑚) Alturas das vigas • Bi-apoiadas sem balanço ℎ = 8% do vão para cargas pequenas ℎ = 10% do vão para cargas médias ℎ = 12% do vão para cargas grandes • Bi-apoiadas com balanço ℎ = 16% do balanço, para cargas pequenas ℎ = 20% do balanço, para cargas médias ℎ = 24% do balanço, para cargas grandes • Contínuas sem balanço ℎ = 6% do maior vão, para cargas pequenas ℎ = 8% do maior vão, para cargas médias ℎ = 10% do maior vão, para cargas grandes • Contínuas com balanço ℎ = 12% do balanço, para cargas pequenas ℎ = 16% do balanço, para cargas médias ℎ = 20% do balanço, para cargas grandes Obs.: Utilizar a maior altura encontrada entre balanço e meio de vão. Fonte: Rebello (2007) Pré-dimensionamento de vigas de aço Fixação da largura da viga 𝑏 = 0,40. ℎ a 0,60. ℎ Alturas das vigas (ℎ) • Bi-apoiadas sem balanço ℎ = 4% do vão para cargas pequenas ℎ = 5% do vão para cargas médias ℎ = 6% do vão para cargas grandes • Bi-apoiadas com balanço ℎ = 8% do balanço, para cargas pequenas ℎ = 10% do balanço, para cargas médias ℎ = 12% do balanço, para cargas grandes • Contínuas sem balanço ℎ = 3,5% do maior vão, para cargas pequenas ℎ = 4,5% do maior vão, para cargas médias ℎ = 5,5% do maior vão, para cargas grandes Fonte: Rebello (2007) • Contínuas com balanço ℎ = 7,0% do balanço, para cargas pequenas ℎ = 9,0% do balanço, para cargas médias ℎ = 11,0% do balanço, para cargas grandes Obs.: Utilizar a maior altura encontrada entre balanço e meio de vão. Pré-dimensionamento de vigas de madeira Fixação da largura da viga 𝑏 = ℎ 6 Alturas das vigas (ℎ) ℎ = 5% 𝑥 𝑙 PILARES Esquema para determinação de áreas de influência: Pré-dimensionamento de pilares de concreto Pela seção transversal da barra: • Pilares com 𝑙 ≤ 4𝑚 : 𝑆+ = 𝑁/ 100 𝑐𝑚 $ = 𝐴0 (2!) 𝑥 𝑁4 𝑥 𝑞 ( 𝑘𝑔𝑓 𝑚$ ) 100 𝑘𝑔𝑓𝑐𝑚$ • Pilares com 𝑙 ≥ 4𝑚 : 𝑆+ = 𝑁/ 80 𝑐𝑚 $ = 𝐴0 𝑥 𝑁4 𝑥 𝑞 80 𝑐𝑚$ Onde: 𝐴( = área de influência 𝑁) = número de andares 𝑞 = carga atuante = 800 *+, %! p/piso ou 600 *+, %! p/cobertura Fonte: Rebello (2007) Pré-dimensionamento de pilares de aço Pela seção transversal da barra – não considerando flambagem: À compressão: 𝑆+ = 𝑁/ 700 𝑐𝑚 $ = 𝐴0 𝑥 𝑁4 𝑥 𝑞 700 𝑐𝑚$ Onde: 𝐴( = área de influência 𝑁) = número de andares 𝑞 = carga atuante = 700 *+, %! p/piso ou 400 *+, %! p/cobertura Pela seção transversal da barra – considerando flambagem: À compressão: 𝑆+ = 𝑁/ 1200 𝑐𝑚 $ = 𝐴0 𝑥 𝑁4 𝑥 𝑞 1200 𝑐𝑚$ Onde: 𝐴( = área de influência 𝑁) = número de andares 𝑞 = carga atuante = 700 *+, %! p/piso ou 400 *+, %! p/cobertura À flambagem (Aço ASTM A-36): A atenção deve ser dada à flambagem do pilar a partir do índice de esbeltez (𝜆): 𝜆 = 𝑙(𝑐𝑚) 𝑟5 ≤ 46 A escolha do perfil em catálogo deve satisfazer a compressão e a flambagem simultaneamente. Pré-dimensionamento de pilares de madeira Pela seção transversal da barra: 𝑆+ = 𝑁/ 60 𝑐𝑚 $ = 𝐴0 𝑥 𝑁4 𝑥 𝑞 60 𝑐𝑚$ Referências Bibliográficas: • ASSOCIAC ̧ÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro, 2014. 238p. • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120: Ações para o cálculo de estruturas de edificações. Rio de Janeiro, 2019. 61p. • ASSOCIAC ̧ÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7190: Projetos de Estruturas de Madeira. Rio de Janeiro, 1997. • ASSOCIAC ̧ÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8800: Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto em edifícios. Rio de Janeiro, 2008. • BOTELHO, M. H. C.; MARCHETTI, O. Concreto Armado Eu Te Amo. Volume 1. 10ª. Edição. São Paulo: Blucher, 2019. • DI PIETRO, J. E. O conhecimento qualitativo das estruturas das edificações na formação do arquiteto e do engenheiro. Tese de doutorado – Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000. • MELO, P. R. Pré-dimensionamento de estruturas de madeira, de aço e de concreto para auxílio à concepção de projetos arquitetônicos. Dissertação de mestrado – Faculdade de Engenharia Civil, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2013. • REBELLO, Y. C. P. Estruturas de Aço, Concreto e Madeira. São Paulo: Zigurate Editores, 2005. • REBELLO, Y. C. P. A concepção estrutural e a arquitetura. São Paulo: Zigurate Editora, 2000. • REBELLO, Y. C. P. Bases para projeto estrutural. São Paulo: Zigurate Editora, 2007.