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Blindagem Profª. Aneuri Souza de Amorim Descrição Aplicação dos principais conceitos para utilização das metodologias de cálculo de projetos de blindagem em instalações de radiodiagnóstico. Propósito Compreender que os métodos de cálculo de projetos de blindagem em instalações que utilizam equipamentos de radiologia emissores de radiações eletromagnéticas ionizantes demandam cálculos específicos por profissionais da área da radiologia. Preparação Antes de iniciar o estudo deste tema, tenha em mãos uma calculadora científica. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 1/78 Objetivos Módulo 1 Cálculo de blindagem pela NCRP-49 Aplicar a metodologia da NCRP-49 para cálculo de blindagem em radiodiagnóstico. Módulo 2 Cálculo de blindagem pela NCRP-147 Aplicar a metodologia da NCRP-147 para cálculo de blindagem em radiodiagnóstico. A manutenção de níveis de radiação ionizante abaixo dos limites exigidos pelas normas nacionais e internacionais é um tema amplamente abordado na área da Radiologia. A legislação exige que sejam implantados métodos de otimização que garantam que o público exposto esteja submetido aos menores níveis de radiação possíveis, levando-se em conta fatores sociais e econômicos. Na medicina, a proteção radiológica durante a utilização de fontes de radiação ionizante deve seguir essa filosofia de trabalho. Para isso, Introdução 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 2/78 1 - Cálculo de blindagem pela NCRP-49 Ao �nal deste módulo, você será capaz de aplicar a metodologia da NCRP-49 para cálculo de blindagem em radiodiagnóstico. Barreiras primárias e secundárias Você sabia que as barreiras para as quais o feixe primário de raios X pode ser direcionado (geralmente, piso e parede com bucky mural) são paredes, biombos, visores, tetos e pisos de salas utilizadas em radiologia diagnóstica, radioterapia e medicina nuclear devem ser corretamente dimensionados e revestidos com materiais atenuadores para garantir que os níveis de radiação em suas adjacências sejam compatíveis com os limites de dose para o tipo de público ocupante da área em questão. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 3/78 denominadas barreiras primárias? As demais são chamadas de barreiras secundárias, e sobre elas incidem radiação secundária (espalhada por ocorrência de efeito Compton). Vamos analisar a imagem a seguir para compreender melhor: Feixe primário (e de fuga) e feixe secundário (radiação espalhada) de um serviço de radiodiagnótico. De acordo com uma legislação vigente, a RDC Nº 330/2019 (ANVISA), instalações que utilizem equipamentos de radiologia emissores de radiações eletromagnéticas ionizantes para fins diagnósticos ou intervencionistas devem apresentar o projeto de blindagem elaborado e assinado por profissional legalmente habilitado, aprovado e assinado pelo responsável legal. Como as barreiras estão sujeitas a diferentes condições de incidência da radiação e, além disso, as áreas adjacentes podem apresentar tipos e graus de ocupação também diferenciados, o cálculo das espessuras das barreiras é feito caso a caso. O cálculo considera também diversos parâmetros, tais como as condições de operação e a quantidade de exposições realizadas com o aparelho de raios X, distâncias consideradas etc. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 4/78 Cálculo da carga de trabalho (W) Carga de trabalho semanal (W) é o somatório dos produtos da corrente pelo tempo (mAs) utilizados na semana. É, aproximadamente, o produto do número de radiografias semanais pelo mAs médio utilizado. Recomendação A determinação da carga de trabalho máxima semanal (W) de um serviço de radiodiagnóstico, expressa em mAmin/sem, pode ser obtida por meio de entrevistas com a equipe técnica, a partir do número aproximado de pacientes por dia (ou semana) e dos parâmetros operacionais mais utilizados. Teoria na prática Considere um serviço em que o equipamento de raios X opera com 5 mA durante 2 horas por dia, 5 dias por semana. Nesse caso, a carga de trabalho desse serviço será: A tabela a seguir apresenta o valor típico de carga de trabalho para equipamentos convencionais de raios X: _black W = 2 h dia .60 min h .5 dia sem .5 mA = 3000 mAmin sem 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 5/78 Tabela: Carga de trabalho semanal típica para radiologia convencional. Extraída de Ministério da Saúde, 2005, p. 20; 43; 67; e 85, adaptada por Aneuri Amorim. Carga de trabalho Com a ajuda da especialista Aneuri Amorim, aprenderemos a calcular a carga de trabalho em radiodiagnóstico. Fator de uso (U) O fator de uso (U) consiste na fração da jornada de uso do aparelho de raios X em que a radiação incide sobre a barreira. Se em um serviço são realizados, por exemplo: 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 6/78 Exemplo 1 30 exames no bucky mural, o U da parede (barreira primária), em que está o bucky, será 0,3. Exemplo 2 70 exames na mesa de exames, o U do piso sob a mesa (barreira primária) será 0,7. A composição dos fatores de uso resulta em 0,3 (30% dos exames totais) e 0,7 (70% dos exames totais), totalizando 1, ou seja 100%. Quando não existem dados disponíveis, podem-se assumir os valores do seguinte quadro: Barreira U Piso 0,5 Parede 1 0,25 Parede 2 0,25 Quadro: Fatores de uso (U) para radiologia convencional. Extraído de Ministério da Saúde, 2005, p. 20. Fator de ocupação (T) O fator de ocupação (T) consiste na fração da jornada de uso do aparelho de raios X em que a área adjacente é ocupada por pessoas. Uma sala adjacente à sala de exames que está sempre ocupada (100%) terá um fator T=1, enquanto uma área de circulação externa terá um fator de ocupação baixo, geralmente terá um fator T < 0,1 (< 10%). 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 7/78 Quando não existem dados disponíveis, podem-se assumir os valores do quadro a seguir. T Ocupação Local 1 Integral Consultório; recepção. 1/4 Parcial Sala de espera; vestiário; circulação intern etc. 1/16 Eventual Banheiros; escadarias; circulação exter etc. 1/32 Rara Jardins cercado casa de máquin etc. Quadro: Fatores de ocupação (T) para radiologia convencional. Extraído de Ministério da Saúde, 2005. Classi�cação de áreas O limite autorizado semanal é dado em função da classificação das áreas livres e controladas, conforme quadro a seguir. (Jw) 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 8/78 Localização Restrição de dose semanal Restrição de dos anual Área livre 0,01mSv/sem 0,5mSv/ano Área controlada 0,10mSv/sem 5,0mSv/ano Quadro: Níveis de Restrição de Dose Extraído de RDC Nº 330/2019. Curiosidade Você sabia que, de acordo com as características das atividades desenvolvidas, os ambientes do serviço devem ser delimitados e classificados em áreas livres ou em áreas controladas? Nos ambientes classificados como áreas controladas, devem ser tomadas medidas específicas de proteção e segurança para controlar as exposições normais e prevenir ou limitar a extensão de exposições potenciais. As salas onde se realizam os procedimentos radiológicos e a sala de comando devem ser classificadas como áreas controladas e, além disso: Possuir barreiras físicas com blindagem suficiente para garantir a manutenção de níveis de dose tão baixos quanto razoavelmente exequíveis, não ultrapassando os níveis de restrição de dose estabelecidos pela legislação. Barreiras físicas Acesso exclusivo 23/05/2024,17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 9/78 Ser exclusivas aos profissionais necessários à realização do procedimento radiológico e ao paciente submetido ao procedimento — excepcionalmente, é permitida a participação de acompanhantes, condicionada aos requisitos apresentados na legislação (RDC Nº 330/2019). Em instalações de radiodiagnóstico, toda circunvizinhança da área controlada deve ser classificada como área livre, sob o aspecto de proteção radiológica. Em 1976, foi lançado o National Council on Radiation Protection and Measurements Report N° 49 (NCRP-49), intitulado Structural Shielding Design and Evaluation for MedicaI tJse of X Rays and Gamma Rays of Energies up to 10 MeV — Projeto e avaliação de blindagem estrutural para tJse médico de raios X e raios gama de energias de até 10 MeV. Esse documento apresenta uma metodologia de cálculo para blindagem de salas de radiodiagnóstico e radioterapia, sendo referência em todo Brasil. Cálculo para atenuação do feixe primário de raios X Na imagem a seguir, podemos observar o feixe primário que irá incidir em um paciente posicionado no bucky mural. A radiação primária atravessará o receptor de imagem e será atenuada na parede (barreira primária). 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 10/78 Feixe primário de um serviço de radiodiagnóstico. O grau de atenuação feixe primário ( ) para determinada barreira primária é dado por: Onde: é a constante de rendimento do aparelho de raios X, expressa em mGy.m²/mAmin. W diz respeito a carga de trabalho semanal do aparelho de raios X, expressa em mAmin/sem. U corresponde ao fator de uso da barreira (grandeza adimensional). T refere-se ao fator de ocupação da área adjacente (grandeza adimensional). J remete-se ao limite autorizado (RDC Nº 330/2019) semanal no ponto de interesse da área adjacente, em mSv/sem. a₁ refere-se à distância entre o ponto de interesse da área adjacente e o ponto local, em metros. Fp Fp = Tr ⋅W ⋅ U ⋅ T Jw ⋅ (a1) 2 Tr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 11/78 Constante de rendimento A constante de rendimento expressa a eficiência de emissão do espectro contínuo de tubos de raios X utilizados nas diversas aplicações da radiologia em função das variáveis como a tensão aplicada no tubo, o número atômico do material do alvo e da camada de filtração adicional. Limite autorizado Utilizar a relação entre kerma no ar em mGy = 1,14 Equivalente de Dose Ambiente (Dose Externa) em mSv. A constante de rendimento ( ) de aparelhos de raios X é definida como: Onde: é a taxa de kerma no ar na distância a₁ do ponto focal. I é o maior valor da corrente no tubo. Os valores de para equipamento com retificação de onda completa são dados na imagem a seguir, para diferentes valores de tensão e filtração. Para equipamentos trifásicos ou de potencial de onda constante deverão ser utilizados os valores fornecidos pelo fabricante. Tr Tr = Js.(a1) 2 I Js Tr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 12/78 Gráfico logarítmico para representação da constante de rendimento de um tubo com alvo de tungstênio, no ar a 1 metro do ponto focal. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 91, Anexo D. Constante de rendimento Vamos agora, através de uma demonstração, compreender como encontrar a constante no gráfico. Barreira primária Agora que sabemos como encontrar a constante no gráfico, que tal descobrir como realizar o cálculo da barreira primária? É exatamente 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 13/78 isso que a especialista Aneuri de Amorim demonstrará no vídeo a seguir: Cálculo para atenuação do feixe de raios X espalhados por efeito Compton O grau de atenuação de determinada barreira secundária para a radiação espalhada é dado por: Onde: , W, U, T e têm o mesmo significado que no cálculo de barreira para o feixe primário de raios X. U = 1 (fator de uso sempre será igual a 1 para o cálculo das barreiras secundárias). a2 corresponde a distância entre a superfície do meio espalhador (paciente) e o ponto focal, em metros. d diz respeito a distância entre a superfície do meio espalhador e o ponto de interesse da área adjacente. Fs Fs = TrW ⋅ U ⋅ T . k Jw ⋅ a22 ⋅ d2 Tr Jw 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 14/78 k é o coeficiente de espalhamento, em m² - para salas de radiografia, em geral, k = 0,002m² e para radiologia oral, k = 0,0005m² (área média do espalhamento da radiação pelo paciente). Acompanheremos a seguir a imagem que representa as distâncias a2 e d utilizadas para calcular o fator : Representação das distancias a₁ e d utilizadas para calcular o fator . Do mesmo modo, veremos a representação do gráfico logarítmico para determinação grau de atenuação para e para raios X (filtração de 2mm Al), em milímetros de chumbo: Fs Fs Fp FS 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 15/78 Gráfico logarítmico para determinação grau de atenuação para e para raios X (filtração de 2mm Al), em milímetros de chumbo. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 91, Anexo D. Barreira secundária Que tal aprender a calcular a espessura da barreira secundária? No vídeo a seguir, a especialista Aneuri de Amorim fará a demonstração desse cálculo. Acompanhe: Fp FS 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 16/78 Cálculo de barreira para feixe de raios X transmitidos através da blindagem do cabeçote O grau de atenuação ( ) de determinada barreira secundária para a radiação de fuga é dado por: Onde: , W, U, T e têm o mesmo significado que no cálculo de barreira para o feixe primário de raios X. corresponde à quantidade de radiação padrão em um determinado ponto, fornecida pelo fabricante — se não estiver disponível, usar 1mGy.m²/h. Q é a quantidade máxima admissível de eletricidade com a tensão nominal durante uma hora, especificada pelo fabricante — para radiografia, Q = 7200mAs/h a 150kV. A espessura definitiva da barreira secundária será: Igual ao valor da barreira mais espessa encontrada Igual ao valor da barreira mais espessa somada de uma camada semirredutora Ftr Ftr = CtrW .UT Jw ⋅ a21 ⋅Q Tr Jw Ctr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 17/78 Se a diferença entre as espessuras das barreiras para a radiação de fuga e para a radiação espalhada for maior que 4 camadas semirredutoras (CSR). Se as espessuras das barreiras para a radiação de fuga e para a radiação espalhada tiverem valores praticamente iguais. Observe: Gráfico logarítmico para determinação do grau de atenuação ( ) em milímetros de chumbo para raios X transmitidos através do cabeçote. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 92, Anexo D. Saiba mais A radiação de fuga ou simplesmente a fuga de cabeçote é a radiação primária gerada no ponto focal (anodo) do tubo de raios X que não sai Ftr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 18/78 pela janela direcionada para o paciente, mas se dispersa para todos os lados, atravessando a blindagem do cabeçote. Fuga de cabeçote Neste vídeo, a especialista Aneuri de Amorim demonstra o cálculo para fuga de cabeçote. Os valores da camada semirredutora, em cm, para um feixe largo de radiação e fortemente filtrado para diferentes tensões, são apresentados no quadro a seguir: Tensão kV CSR (cm) 50 0,05 75 0,15 100 0,25 125 0,27 150 0,29 Quadro: Valores da camada semirredutora, emcm, para um feixe largo de radiação. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 88. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 19/78 Camada semirredutora É a espessura de determinado material que atenua um feixe de raios X ou gama de energia específica, reduzindo sua intensidade à metade da intensidade inicial. Camada semirredutora Vamos agora aprofundar ainda mais nossos conhecimentos a respeito do conceito de CSR e sua aplicação nos projetos de blindagem. Demonstração Qual será a espessura definitiva da barreira secundária C? Calcule em mmPb e para o material argamassa baritada. Vimos que a espessura definitiva da barreira secundária será: Igual ao valor da barreira mais espessa encontrada Se a diferença entre as espessuras das barreiras para a Igual ao valor da barreira mais espessa somada a uma camada semirredutora 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 20/78 radiação de fuga e para a radiação espalhada for maior que 4 camadas semirredutoras ( ). Se as espessuras das barreiras para a radiação de fuga e para a radiação espalhada tiverem valores praticamente iguais. Vimos que os valores da camada semirredutora, em centímetros de Pb, para um feixe largo de radiação e fortemente filtrado para diferentes tensões, são: Tensão kV (mm Pb) 50 0,05 75 0,15 100 0,25 125 0,27 150 0,29 Para 100kV, o valor de é 0,25mm. Calculando o módulo da diferença entre - = 1,0mmPb – 0,15 mmPb = 0,85 mmPb. O valor 0,85 mmPb é menor do que 4x0,25. Resumindo As espessuras das barreiras para a radiação de fuga e para a radiação espalhada têm valores praticamente iguais, e a espessura da barreira C x1/2 x1/2 x1/2 xtr xs 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 21/78 é igual ao valor da barreira mais espessa acrescida de uma camada semirredutora: =1,0 + 0,25 =1,25mmPb. Fazendo a conversão: 1mmPb = 10mm de argamassa baritada. A espessura da barreira C seria de 12,5mm de espessura em argamassa baritada. Mão na massa Questão 1 No gráfico logarítmico para representação da constante de rendimento de um tubo com alvo de tungstênio, no ar a 1 metro do ponto focal, o valor aproximado de para 100kV na curva de 2mm de filtração de Al é: Gráfico: Exemplo da marcação do valor de Ftr no gráfico de Fs no NCRP-49. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 92, Anexo D, adaptado por Aneuri de Amorim e Asafe Ferreira. Xc _black Tr A ≈ 12 mGy.m²/mAmin.Tr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 22/78 Parabéns! A alternativa C está correta. O valor de para 100 kV na curva de 2mm de filtração de Al: Passo 1: Posicionar a ponta do lápis ou caneta em 100 kV, subir exatamente nesse valor de 100 kV até a curva de 2mm Al (pontilhado, em rosa, na imagem a seguir). Gráfico: Exemplo da marcação do valor de Ftr no gráfico de Fs no NCRP-49. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 92, Anexo D, adaptado por Aneuri de Amorim e Asafe B ≈ 1,0 mGy.m²/mAmin.Tr C ≈ 101 mGy.m²/mAmin.Tr D ≈ 20 mGy.m²/mAmin.Tr E ≈ 21 mGy.m²/mAmin.Tr Tr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 23/78 Ferreira. Passo 2: Exatamente no ponto de encontro, deslizar o lápis ou caneta na horizontal, para o eixo y. Gráfico: Exemplo da marcação do valor de Ftr no gráfico de Fs no NCRP-49. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 92, Anexo D, adaptado por Aneuri de Amorim e Asafe Ferreira. Realizar a leitura no eixo y: ≈ 101 mGy.m²/mAmin. Questão 2 Um serviço de radiodiagnóstico que funciona 7 dias por semana tem as seguintes características: 50 pacientes ao dia; 50mAs por filme (incidência); 3 filmes (incidências) por paciente. Nesse contexto, a carga de trabalho em mAmin/sem é: Tr A 500 mAmin/sem. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 24/78 Parabéns! A alternativa E está correta. Então: Como a unidade da carga de trabalho (W) é mAmin/sem, temos que converter 1 segundo em minuto, ou seja, Logo: Quando conhecemos as características do serviço, não precisamos calcular o W por meio da Carga de trabalho semanal típica para radiologia convencional . B 575 mAmin/sem. C 600 mAmin/sem. D 720 mAmin/sem. E 875 mAmin/sem. W = 50 mAs filme .3 filmes paciente ⋅ 50 pacientes dia .7 dias semana W 1 s = (1/60)min W = 52.500 mAs 60 s min semana W = 875mAmin/sem 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 25/78 Tabela: Carga de trabalho semanal típica para radiologia convencional. Extraída de Ministério da Saúde, 2005, p. 20; 43; 67; e 85, adaptada por Aneuri Amorim. Questão 3 Observe a planta baixa do serviço de radiodiagnóstico a seguir: Planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico com as distâncias medidas nos pontos de interesse — não está em escala. Considere que o serviço está no andar térreo, ou seja, não há nada sob o chão onde está a sala de radiodiagnóstico. Com base nessas informações, a alternativa que contém a correta classificação das áreas A, A*, B, C, D, E, F e G é: 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 26/78 A A barreira A sempre será primária, a barreira A* é primária e as barreiras B, C, D, E e F são secundárias, tanto para os exames realizados no bucky mural quanto para os exames realizados na mesa; já a barreira G, que é o chão da sala, é primária para os exames realizados no bucky mural. B A barreira A sempre será primária, a barreira A* é primária e as barreiras B, C, D, E e F são secundárias, tanto para os exames realizados no bucky mural quanto para os exames realizados na mesa; já a barreira G, que é o chão da sala, é primária para os exames realizados na mesa. C A barreira A é primária quando os exames são realizados no bucky mural, a barreira A* é secundária quando os exames são realizados na mesa, e as barreiras B, C, D, E e F são secundárias, tanto para os exames realizados no bucky mural quanto para os exames realizados na mesa; já a barreira G, que é o chão da sala, é primária para os exames realizados na mesa. D A barreira A é secundária quando os exames são realizados no bucky mural, a barreira A* é secundária quando os exames são realizados na mesa, e as barreiras B, C, D, E e F são secundárias, tanto para os exames realizados no bucky mural quanto para os exames realizados na mesa; já a barreira G, que é o chão da sala, é primária para os exames realizados na mesa. A barreira A é primária quando os exames são realizados no bucky mural, a barreira A* é secundária 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 27/78 Parabéns! A alternativa C está correta. Barreira A — barreira primária quando os exames são realizados no bucky mural. Barreira A* — barreira secundária quando os exames são realizados na mesa. Barreiras B, C, D, E e F — barreiras secundárias, tanto para os exames realizados no bucky mural quanto para os exames realizados na mesa. Barreira G — chão da sala, barreira primária para os exames realizados na mesa. Questão 4 Observe que a planta baixa a seguir, que está com as informações dos fatores T e U. E quando os exames são realizados na mesa, e as barreiras B, C, D, E e F são primárias, tanto para os exames realizados no bucky mural quanto para os exames realizados na mesa; já a barreira G, que é o chão da sala, é barreira primária para os exames realizados na mesa. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 28/78 Planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico com os fatores Ue T — não está em escala. Considerando = 10¹ mGy.m²/mAmin e W= 875mAmim/sem, marque a alternativa que contém a correta espessura da barreira primária A. Tr A A espessura da barreira A é de 1mm de chumbo (1,0 mmPb). B A espessura da barreira A é de 1,5 mm de chumbo (1,5 mmPb). C A espessura da barreira A é de 2mm de chumbo (2,0 mmPb). 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 29/78 Parabéns! A alternativa E está correta. O grau de atenuação ( ) para determinada barreira primária é dado pelo por: Para a barreira A: • é 1.101 mGy.m²/mA.min; • W=875 mA.min/sem; • U= 0,8; • T = 1/4; • : 0,01 mSv/sem (área livre); • a₁= 1,8m (distância entre o ponto de interesse da área adjacente e o ponto focal, em metros). Substituindo os valores: Realizando-se as multiplicações do numerador e denominador e cortando-se as unidades iguais, teremos que: Usando a relação entre kerma no ar em mGy = 1,14 Dose Externa (mSv) Finalmente: D A espessura da barreira A é de 2,5mm de chumbo (2,5 mmPb). E A espessura da barreira A é de 3mm de chumbo (3,0mmPb). Fp Fp = Tr.W ⋅U .T Jwa 2 1 Tr Jw Fp = 10 mGym2 mAmim ⋅875 mA min sem ⋅0,8⋅ 14 0,01 mSv sem ⋅(1,8m)2 Fp = 1.750mGy 0,0324mSv 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 30/78 O Fator é adimensional, ou seja, um número desprovido de qualquer unidade física que o defina — portanto, é um número puro. Os números adimensionais se definem como produtos ou quocientes de quantidades cujas unidades se cancelam. Dependendo de seu valor, tais números têm um significado físico que caracteriza determinadas propriedades para alguns sistemas. Para obter a espessura em chumbo dessa barreira, para esse valor de , vamos ao gráfico da imagem a seguir, na curva de 100kV, e encontramos no eixo y o valor de 6,2.10⁴ e marcamos o valor correspondente no eixo x. Observe a marcação no gráfico a seguir: Fp = 1.750.1,14mSv 0,0324mSv = 61.574, 07 ≈ 6, 2.104 Fp Fp 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 31/78 Gráfico: Exemplo da marcação do valor de no gráfico de . Extraído de NCRP-49, adaptado por Aneuri de Amorim e Asafe Ferreira. Ou seja, a espessura da blindagem em chumbo para a barreira primária A será de 3mm de chumbo. Questão 5 Seguindo no sentido horário da imagem da questão 4 e tomando como referência as incidências na barreira A, marque a alternativa que apresenta as corretas espessuras em mm de chumbo (mmPb) dos Fatores e da barreira secundária B. Parabéns! A alternativa C está correta. Cálculo do fator Fp Fp Fs Ftr A = 2,0 mmPb e = 1,0 mmPb.Fs Ftr B = 2,0 mmPb e = 2,0 mmPb.Fs Ftr C = 1,2 mmPb e = 2,0 mmPb.Fs Ftr D = 1,2 mmPb e = 1,2 mmPb.Fs Ftr E = 1,2 mmPb e = 0,5 mmPb.Fs Ftr Fs Fs = Tr.W ⋅U .T .k Jw⋅a22⋅d 2 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 32/78 a₂ = 1,5 — distância entre a superfície do meio espalhador (paciente, cuja espessura geralmente consideramos igual a 30 cm) e o ponto focal, em metros; d = 1,5 m distância entre a superfície do meio espalhador e o ponto de interesse da área adjacente. Para obter a espessura em chumbo dessa barreira, para esse valor de , vamos ao gráfico da imagem a seguir, na curva de 100kV, e encontramos no eixo y o valor de ≈ 3,9.10² e marcamos o valor correspondente no eixo x. Fs = 10 mGym2 mAmim ⋅875 mA min sem ⋅1.1.0,002 m2 0,01 mSv sem ⋅(1,5m)2⋅(1,5m)2 = 17,5mGy 0,051mSv Fs ≈ 343 ⋅ (1, 14) ≈ 391 = 3, 9.102 Fs 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 33/78 Gráfico: Exemplo da marcação do valor de Fs no gráfico de Fs no NCRP-49. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 91, Anexo D e adaptado por Aneuri de Amorim e Asafe Ferreira. Ou seja, a espessura da blindagem, correspondente a um forte = 3,9.10² em chumbo para a barreira secundária B que será de aproximadamente 1,2 mm de chumbo. Temos que calcular o fator : : quantidade de radiação padrão num determinado ponto, fornecida pelo fabricante. Se não estiver disponível, usar 1 mGy.m²/h; Q: quantidade máxima admissível de eletricidade com a tensão nominal durante uma hora, especificada pelo fabricante. Para radiografia, Q = 7200 mAs/h a 150 kV. Logo: Realizadas as conversões de 1 mGy = 1,14 mSv e 1 min = 60s, teremos que: Para obter a espessura em chumbo dessa barreira, para esse valor de , vamos ao gráfico na imagem a seguir, na curva de 100kV, e encontramos no eixo y o valor de ≈2,6.10² e marcamos o valor correspondente no eixo x. Observe a marcação no gráfico a seguir: Fs Ftr Ftr = CtrW .U .T Jw⋅a21⋅Q Ctr Ftr = 1 mGym2 h ⋅875 mA min sem ⋅1.1 0,01 mSv sem ⋅(1,8m)2.7200 mAs h = 875mGy⋅min 233,28mSv.s Ftr = 875.1,14.60 233,28 ≈ 257 ≈ 2, 6.102 Ftr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 34/78 Gráfico: Exemplo da marcação do valor de Ftr no gráfico de Fs no NCRP-49. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 92, Anexo D e adaptado por Aneuri de Amorim e Asafe Ferreira. Ou seja, a espessura da blindagem, correspondente a um fator = 2,6.10² em chumbo para a barreira secundária B será de aproximadamente 2,0 mm de chumbo. Questão 6 A espessura final correta da barreira secundária B da questão 5 é de: Ftr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 35/78 Parabéns! A alternativa C está correta. A espessura da barreira secundária será: igual ao valor da barreira mais espessa encontrada, se a diferença entre as espessuras das barreiras para a fuga de cabeçote e para a radiação espalhada for maior que 4 camadas semirredutoras ( ); ou igual ao valor da barreira mais espessa acrescida de uma camada semirredutora, se as espessuras das barreiras para a radiação de fuga e para a radiação espalhada tiverem valores praticamente iguais. Vimos que os valores da camada semirredutora, em centímetros de Pb, para um feixe largo de radiação e fortemente filtrado para diferentes tensões, são: A 1mm de chumbo (1,0 mmPb). B 1,5 mm de chumbo (1,5 mmPb). C 2,25 mm de chumbo (2,25 mmPb). D 2,5mm de chumbo (2,5 mmPb). E 3mm de chumbo (3,0mmPb). x1/2 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 36/78 Para 100kV o valor de é 0,25 mm. Calculando o módulo da diferença entre - = 2,0mmPb - 1,4 mmPb = 0,6 mmPb Valor 0,6 mmPb menor do que 4x0,25. Ou seja, as espessuras das barreiras para a radiação de fuga e para a radiação espalhada têm valores praticamente iguais, e a espessura da barreira B é igual ao valor da barreira mais espessa acrescida de uma camada semirredutora: =2,0 + 0,25 =2,25 mmPb. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Observe que a planta baixa a seguir: x1/2 xtr xr xb 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 37/78 Planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico. Seguindo no sentido horário da imagem e tomando como referência as incidências na Barreira A*, a espessura em mm de chumbo (mmPb) do Fator da barreira secundária C é:Fs A = 0,7 mmPbFs B = 0,5 mmPbFs C = 0,4 mmPbFs D = 0,3 mmPbFs E = 0,15 mmPbFs 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 38/78 Parabéns! A alternativa E está correta. Barreira C a₂ = 1,5 — distância entre a superfície do meio espalhador (paciente, cuja espessura geralmente consideramos igual a 30 cm) e o ponto focal, em metros; d = 3,5m distância entre a superfície do meio espalhador e o ponto de interesse da área adjacente. multiplicando por Para obter a espessura em chumbodessa barreira, para esse valor de , vamos ao gráfico da imagem a seguir, na curva de 100kV, encontramos no eixo y o valor de ≈ 4 .10⁰ e marcamos o valor correspondente no eixo x. Observe a marcação no gráfico a seguir: Fs = Tr.W .U ⋅T ⋅k Jw⋅a22⋅d2 Fs = 10 mGym2 mAmin ⋅875 mAmin sem ⋅1⋅ 116 ⋅0,002m 2 0,01 mSv sem ⋅(1,5)2⋅(3,5)2 = 1,1mGy 0,3mSv Fs = 3, 7− → 1, 14 = 4, 18 = 4 × 100 Fs 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 39/78 Gráfico: Exemplo da marcação do valor de Fs no gráfico de Fs no NCRP-49. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 91, Anexo D, adaptado por Aneuri de Amorim e Asafe Ferreira. Ou seja, a espessura da blindagem, correspondente a um fator = 4.10⁰ em chumbo para a barreira secundária C que será de aproximadamente 0,15 mm de chumbo (em azul no gráfico anterior). Questão 2 Seguindo no sentido horário da imagem e tomando como referência as incidências na Barreira A*, a espessura em mm de chumbo (mmPb) do Fator da barreira secundária C é: Fs Ftr A = 1,0 mmPbFtr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 40/78 Parabéns! A alternativa A está correta. Temos que calcular o fator : : quantidade de radiação padrão num determinado ponto, fornecida pelo fabricante. Se não estiver disponível, usar 1 mGy.m²/h; Q: quantidade máxima admissível de eletricidade com a tensão nominal durante uma hora, especificada pelo fabricante. Para radiografia, Q = 7200 mAs/h a 150 kV. Logo: Realizadas as conversões de 1 mGy = 1,14 mSv e 1 min = 60s, teremos que: Para obter a espessura em chumbo dessa barreira, para esse valor de Ftr, vamos ao gráfico da imagem a seguir, na curva de 100kV, B = 0,7 mmPbFtr C = 0,5 mmPbFtr D = 0,4 mmPbFtr E = 0,15 mmPbFtr Ftr Ftr = CtrW ⋅U .T Jw⋅a21⋅Q Ctr Ftr = 1 mGym2 h ⋅875 mAmin sem ⋅1 1 16 0,01 mSv sem ⋅(1,8m)2.7200 mAs h = 54,7mGy⋅min 233,3mSv.s Ftr = 54,7⋅1,14.60 233,3 = 16 = 1, 6 ⋅ 101 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 41/78 encontramos no eixo y o valor de ≈1,6.10¹ e marcamos o valor correspondente no eixo x. Observe a marcação no gráfico a seguir: Gráfico: Exemplo da marcação do valor de Ftr no gráfico de Fs no NCRP-49. Extraído de NCRP-49, 1976, p. 92, Anexo D, adaptado por Aneuri de Amorim e Asafe Ferreira. Ou seja, a espessura da blindagem, correspondente a um fator = 1,6.10¹ em chumbo para a barreira secundária C será de aproximadamente 1,0 mm de chumbo. Ftr 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 42/78 2 - Cálculo de blindagem pela NCRP-147 Ao �nal deste módulo, você será capaz de aplicar a metodologia da NCRP-147 para cálculo de blindagem em radiodiagnóstico. A NCRP-147 foi publicada em 2004 e apresenta recomendações e informações técnicas relacionadas ao projeto e à instalação de blindagem estrutural para salas que fazem uso de raios X para diagnóstico. Ela substitui as recomendações da NCRP-49 referentes a salas de raios X diagnóstico. É bom frisar que as recomendações na NCRP-147 se aplicam somente às novas instalações e novas construções, não sendo exigidas para verificação de salas já existentes, ou seja, instalações projetadas antes da publicação da NCRP-147 e que atendam às exigências da NCRP-49 não precisam ser reavaliadas. Porém, se forem feitas modificações nas salas já existentes, elas deverão obedecer à NCRP-147. Como muitas instalações ainda possuem os cálculos 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 43/78 baseados na NCRP-49, é importante você conhecer as duas metodologias. Durante a década de 1980, a NCRP-49 começou a ser revista por diferentes autores, que consideravam suas informações ultrapassadas (COSTA, 1999). Os principais pontos criticados eram: Ausência de novas tecnologias A não inclusão de novas tecnologias, como a mamografia, a tomografia computadorizada, a radiologia digital e a radiologia odontológica. Anulação dos dados de atenuação Os dados de atenuação não podiam mais ser utilizados, em face das novas tecnologias de equipamentos radiológicos. Valores realistas para as cargas de trabalho As cargas de trabalho sugeridas não mais representavam valores realistas devido à utilização de combinações tela/filme mais rápidas. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 44/78 Curiosidade Os dados utilizados para compor os gráficos de atenuação apresentados na NCRP-49, contudo, estavam baseados em estudos realizados nas décadas de 1960 e 1970 e, no caso daqueles específicos para as energias utilizadas em radiodiagnóstico, utilizando equipamentos monofásicos. O desenvolvimento tecnológico de equipamentos dessa natureza foi bastante acentuado, com a introdução de sistemas trifásicos e multipulsados, o que acarretou diferenças significativas nos espectros gerados e, consequentemente, invalidou a utilização dos gráficos publicados no NCRP-49 para uma estimativa Pouca disponibilidade de informação Poucas informações eram fornecidas sobre outros materiais para blindagem que não o chumbo ou concreto. Ideia aparentemente conservadora A regra do "adicionar 1 CSR ( )” mostrava-se muito conservadora. x1/2 Fatores de uso e ocupação irreais Os fatores de uso e de ocupação publicados pareciam ser bastante irrealistas. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 45/78 precisa das dimensões das barreiras para salas de radiodiagnóstico (COSTA, 1999). Distribuição de cargas de trabalho Quando o responsável pelo projeto de proteção de uma sala radiológica inicia os cálculos da espessura de um material protetor que deverá ser instalado nas barreiras, conta com as seguintes informações: 1. Tipo de pessoas (trabalhadores com radiação ou membros do público) e fatores de ocupação em cada região adjacente, que definirão a quantidade de radiação que poderá atingir o local durante um período de tempo. 2. Arquitetura da sala, com especial atenção às distâncias da fonte às barreiras. 3. Carga de trabalho da fonte (e seus fatores de uso), que é proporcional à quantidade de radiação total gerada na sala e que atinge as barreiras. 4. Tensão de operação do equipamento. Exemplo Como exemplo do conservadorismo dos valores propostos no NCRP-49 para carga de trabalho, combinado à hipótese de utilização de um único valor de tensão, considera-se uma exposição realizada com 100 kVp em um paciente de 20cm de espessura (cf. DIXON, 1994). Se for utilizada uma combinação tela/filme de velocidade 400 e o ponto focal do tubo estiver a uma distância de 1 metro do filme, serão necessários cerca de 4mAs para se obter uma boa imagem. Sendo a carga de trabalho recomendada pelo NCRP-49 de 1000mAmin/sem, seria necessário expor 15.000 filmes radiográficos para que se atinja essa carga de trabalho em uma semana, ou seja, mais de seis filmes por minuto em uma instalação que opera durante 8 horas por dia, 5 dias por semana. Esse valor é extremamente não realista (cf. DIXON; SIMPKIN, 1997). 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 46/78 NCRP-147 Você deve estar se perguntando: como ocorreu a evolução dos projetos de blindagem? A especialista Aneuri de Amorim apresenta essa temática no vídeo a seguir: Fatores de uso (U) Paralelamente ao levantamento de cargas de trabalho, houve também uma revisão dos fatores de uso (U) para o feixe primário propostos na NCRP-49. Os valores encontrados estão no quadro a seguir. Barreira U (NCRP-49) U (NCRP-147) Piso 0,5 0,89 Parede 1 0,25 0,09 Parede 2 0,25 0,02 Quadro: Fatores de uso conforme especificados no NCRP-49 e os publicadosna NCRP-147 para salas de radiografia em geral. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 47/78 Extraído de NCRP-147, 2004, p. 41, adaptado por Aneuri de Amorim. Para as salas dedicadas à radiogra�a de tórax, a parede que contém a estativa tem o U=1. Fatores de ocupação (T) Quando informações detalhadas das frequências de ocupação das áreas adjacentes de uma sala não são disponíveis, valores tabelados podem ser utilizados. Mais a frente serão apresentados os valores para fatores de ocupação típicos, considerando diferentes áreas ocupadas. Esses valores, contudo, devem ser usados com cautela, uma vez que cada instalação terá características particulares de funcionamento. Quais exatamente são os fatores de ocupação sugeridos pelo NCRP- 147? Local: escritórios, lojas, alojamentos, áreas de recreação para crianças, locais ocupados nas construções adjacentes, lavanderias, salas de espera com recepcionista e corredores, laboratórios e salas de controle. Local: salas de tratamento e exame de pacientes. 1 1/2 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 48/78 Local: circulação, quarto de pacientes, sala de repouso de funcionários. Local: corredores. Local: lavabos e banheiros, áreas de vendas sem vendedores, almoxarifados e áreas externas com bancos ou cadeiras. Local: áreas externas de fluxo de pedestres ou veículos, estacionamentos sem manobristas, áreas de carga e descarga de veículos sem manobristas, portarias, escadarias e elevadores sem ascensoristas. Recomendação De acordo com a NCPR-147, cuidados devem ser tomados ao se utilizar fatores de ocupação pequenos em áreas cuja vizinhança possa ter uma ocupação significativa. Nesses casos, os fatores de ocupação maiores devem ser adotados, a despeito da maior distância que a área mais ocupada possa estar da fonte de radiação. 1/5 1/8 1/20 1/40 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 49/78 Barreira primária Você sabia que a NCRP-147 introduz um modelo matemático que traz grande simplificação à formulação apresentada na NCRP-49 para o cálculo de barreiras protetoras? A motivação desse modelo tem origem em um estudo realizado anos antes por Stewart Bushong, no qual diversos profissionais norte-americanos foram consultados para especificar as barreiras protetoras necessárias para uma sala radiológica de uso geral. Apesar de todos os profissionais afirmarem terem utilizado a NCRP-49, os resultados tiveram grande variação. O cerne da questão situa-se, em princípio, na complexidade em relacionar, de forma objetiva, as informações da sala (dimensões, carga de trabalho etc.) com os cálculos, gráficos e tabelas apresentados na metodologia do NCRP-49. Desse modo, a NCRP-147 publicou um modelo matemático que permite ajustar uma função paramétrica aos gráficos de atenuação apresentados na NCRP-49, partindo de informações típicas utilizadas em cálculos de barreiras. O ponto de partida é a determinação das derivadas de cada curva de atenuação apresentadas no Gráfico logarítmico para representação da constante de rendimento de um tubo com alvo de tungstênio, no ar a 1 metro do ponto focal. Pelo comportamento dessas derivadas, verificou- se que podiam ser representadas por curvas de crescimento. Tais curvas de crescimento, por sua vez, foram integradas, produzindo uma representação matemática da série original de curvas de atenuação. A equação resultante desse processo foi: 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 50/78 Grá�co logarítmico para representação da constante de rendimento de um tubo com alvo de tungstênio, no ar a 1 metro do ponto focal. Onde: K¹(V) é o kerma por unidade de mAmin por semana a 1 metro da fonte de radiação, obtida aplicando-se um potencial V ao tubo. K₀(V) é o valor de K(V) sem que nenhum material atenuador intercepte o feixe. A espessura do material protetor é dada por: Em que: é a espessura do material protetor em milímetros, e α(V) , β(V) e γ(V) são parâmetros determinados por meio um método não linear de mínimos quadrados. P é nível de restrição por semana (0,01 mSv/sem para área livre e 0,1 mSv/sem para área controlada) admissível para o tipo de área a ser protegida (controlada ou não controlada). d² é a distância de uma fonte de radiação ao ponto a ser protegido. B(V ) = K 1(V ) K0(V ) xbarreira = 1 αγ ln ( NUTK 1 Pd2 ) γ + β α 1 + β α ⎡⎢⎣ ⎤⎥⎦xbarreira 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 51/78 N é o número de pacientes por semana. U é o fator de uso. T é o fator de ocupação. Veja a seguir o kerma por unidade de mAmin por semana a 1 metro da fonte de radiação: Distribuição de cargas de trabalho Sala radiográfica — bucky 0,6 2,3 Sala radiográfica — piso e outras barreiras 1,9 5,2 Sala R&F (tubo radiográfico) 1,5 5,9 Sala para tórax 0,22 1,2 Quadro: Kerma por unidade de mAmin por semana a 1 metro da fonte de radiação. Extraído de NCRP-147, 2004, p. 43, adaptado por Aneuri de Amorim. Teoria na prática Vamos calcular, pela metodologia do NCRP-147, a carga de trabalho de um serviço cujo equipamento de raios X opera 5 dias por semana, com 50 pacientes por dia, e cujas incidências são de 100% no bucky vertical. Wnor (mAmin/paciente) Kp 1 ( _black 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 52/78 Para calcular a carga de trabalho precisamos usar o valor de 0,6 mAmin/paciente, do quadro anterior. Logo, teremos: Acompanharemos a seguir os valores de α, β e γ para feixes primários de raios X para chumbo, concreto e gesso: Chumbo kVp α β 30 3,880x10¹ 1,780x10² 50 8,801 2,728x10¹ 70 5,369 2,349x10¹ 100 2,500 1,528x10¹ 150 1,757 5,177 Extraído de NCRP-147, 2004, p. 133, Anexo B, adaptado por Aneuri de Amoim e Thaiane Andrade. Concreto kVp α β 30 3,173x10⁻¹ 1,698 50 9,031x10⁻² 1,712x10⁻¹ W = 0, 6 mAmin paciente .50 pacientes dia .5 dia sem = 150 mAmin sem (mm−1) (mm−1) (mm−1) (mm−1) 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 53/78 Concreto 70 5,087x10⁻² 1,696x10⁻¹ 100 3,925x10⁻² 8,567x10⁻² 150 3,243x10⁻² 8,599x10⁻² Extraído de NCRP-147, 2004, p. 133, Anexo B, adaptado por Aneuri de Amoim e Thaiane Andrade. Gesso kVp α β 30 1,208x10⁻¹ 7,043x10⁻¹ 50 3,883x10⁻² 8,730x10⁻² 70 2,302x10⁻² 7,163x10⁻² 100 1,466x10⁻² 4,171x10⁻² 150 1,030x10⁻² 2,198x10⁻² Extraído de NCRP-147, 2004, p. 133, Anexo B, adaptado por Aneuri de Amoim e Thaiane Andrade. Atenção Aqui, α, β e γ não são as radiações alfa, beta e gama, mas os fatores relativos à tensão do tubo de raios X para chumbo, concreto e gesso. (mm−1) (mm−1) 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 54/78 Considerações sobre os materiais que interceptam o feixe O processo de produção de imagens radiográficas prevê que o feixe de raios X emitido pelo equipamento radiológico atravesse o paciente e seja registrado em algum tipo de receptor de imagens. Existem diversas combinações distintas de receptores de imagem, que serão utilizados conforme a aplicação diagnóstica indicada. Na radiologia convencional, usualmente, o feixe que emerge do paciente atravessa a mesa de exames, uma grade antiespalhamento, as duas faces do chassi radiográfico, os ecrãs, o filme e o porta-cassete antes de atingir a barreira estrutural utilizada para fins de radioproteção. Contudo, uma grande quantidade de variações a essa configuração pode existir. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 55/78 Como em:Radiologia ortopédica Em radiologia ortopédica de extremidades, na maioria das vezes a grade antiespalhamento não está presente. Os exames de tórax são, em geral, realizados em sistemas do tipo bucky vertical de parede. Técnicas de fluoroscopia utilizam intensificadores de imagem que atenuam quase totalmente o feixe primário. O mesmo acontece na tomografia computadorizada, em que a matriz de detectores é capaz de absorver praticamente toda a radiação emergente do paciente. Radiologia odontológica 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 56/78 Na odontologia, os exames periapicais são realizados com campos de radiação maiores que os filmes utilizados, enquanto isso não ocorre em radiografias panorâmicas. Esses materiais que interceptam o feixe atenuam e modificam as propriedades do feixe incidente de radiação que atinge a barreira primária — pela metodologia do NCRP-49, esse efeito não é considerado. Com o objetivo de quantificar a influência desses materiais na estruturação das barreiras necessárias para salas radiológicas típicas, o NCRP nomeou a espessura desses meios como . O subíndice “pré” dessa equação segue a nomenclatura referindo-se aos materiais posicionados anteriormente à barreira primária (como em “pré- barreira”). Desse modo, a barreira primária fica: Alguns valores de estão apresentados no quadro a seguir. A consideração ou não de uma pré-barreira é de responsabilidade do especialista qualificado. APLICAÇÃO Xpre[mm] CHUMBO CONCRETO Receptor de imaggens em mesa radiográfica ou porta-chassi montado na parede 0,85 72 xpre xbarreira = 1 αγ ln ( NUTK 1 Pd2 ) γ + β α 1 + β α − xpre ⎡⎢⎣ ⎤⎥⎦xpre 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 57/78 APLICAÇÃO Xpre[mm] CHUMBO CONCRETO (atenuação por grade, chassi e estruturas de suporte do receptor de imagens) Através da mesa (atenuação somente por grade e cassete) 0,3 30 Quadro: Valores sugeridos para xpre do NCRP-147. Extraído de NCRP-147, 2004, p. 44, adaptado por Aneuri de Amorim. Barreira primária pela NCRP-147 A seguir, veremos como calcular a espessura de uma barreira primária. Barreira secundária 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 58/78 A formulação do NCRP-49 para a estimativa das barreiras secundárias necessárias à proteção de ambientes adjacentes a uma sala radiológica leva a valores superestimados de espessura para as barreiras. Isso porque, em primeiro lugar, a quantificação da radiação de fuga é feita supondo que o equipamento opera, durante todo o tempo, em seu máximo valor de tensão, o que é bastante irrealista. Além disso, o NCRP-49 reporta-se a tabelas para os fatores de espalhamento que são baseados no trabalho de Trout e Kelley (1972), que apresentam valores para 50 e 70 kVp — não reproduzem as propriedades de espalhamento de equipamentos radiológicos modernos. Segundo Simpkin e Dixon (1998), que produziram uma revisão extensa do modelo apresentado no NCRP-49, tais valores levavam a subestimativas das frações de espalhamento da ordem de duas vezes nesses potenciais. Para a radiação espalhada, o modelo revisado para o espalhamento proposto por Simpkin e Dixon (1998), que foi adotado pela NCRP-147, parte das seguintes considerações: Primeiro A intensidade da radiação espalhada em um dado ângulo depende da quantidade e da qualidade da radiação primária, da localização do feixe de raios X no paciente e de suas condições anatômicas. Segundo O número de fótons de raios X primários incidentes no paciente varia linearmente com a área do feixe. Terceiro Para uma técnica radiográfica fixa — tensão (kVp), produto corrente- tempo (mAs) e abertura do colimador —, a dose no ar devida à radiação espalhada é independente da distância entre o ponto focal e o paciente. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 59/78 Já a avaliação da barreira contra radiação de fuga depende da taxa de exposição (ou taxa de kerma no ar) permissível para esse tipo de emissão da fonte. Os valores de kerma no ar a um metro de distância atualmente aceitos para a fabricação de equipamentos de raios X são de 1mGy/h para raios X utilizados em diagnóstico médico e 0,25mGy/h para diagnóstico odontológico. Esses valores diferem um pouco daqueles apresentados na NCRP-49 e são válidos quando o tubo é operado com corrente máxima para funcionamento em regime contínuo, utilizando-se a maior tensão de acionamento do tubo. Saiba mais O texto da NCRP-49 propõe, ainda, que a barreira necessária para a proteção contra a radiação secundária (espalhada + fuga) seja tal que, se os valores de espessura para cada tipo de radiação forem aproximadamente iguais, a espessura de uma camada semirredutora (CSR) deve ser adicionada à maior delas e considerada como a espessura ideal. Contudo, se os valores diferirem por mais de uma camada décimo redutora (CDR), a mais espessa entre as duas deverá ser considerada a adequada. A NCRP-147 demonstra que a “regra do adicionar 1 CSR” pode acarretar superestimativas das espessuras necessárias. A metodologia do NCRP-147 prevê uma espessura, x, de um material protetor, tal que a transmissão da radiação secundária total seja: Barreira secundária pela NCRP-147 xbarreira = 1 αγ ln ( NUTK 1 sec Pd2sec ) γ + β α 1 + β α ⎡⎢⎣ ⎤⎥⎦ 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 60/78 Vejamos agora como calcular a espessura de uma barreira secundária, através de um exemplo. Mão na massa Questão 1 Um serviço de radiodiagnóstico tem as seguintes características: 50 pacientes ao dia (distribuídos em 40 pacientes no bucky e 10 pacientes na mesa); e funcionamento de 7 dias por semana. Com base nessas características, a alternativa que apresenta a correta carga de trabalho (em mAmin/sem) desse serviço é: _black A Parede do bucky = W = 168 mAmin/sem; e piso = W = 133 mAmin/sem. B Parede do bucky = W = 450 mAmin/sem; e piso = W = 350 mAmin/sem. C Parede do bucky = W = 350 mAmin/sem; e piso = W = 450 mAmin/sem. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 61/78 Parabéns! A alternativa A está correta. Tomando como base o quadro sobre kerma por unidade de mAmin por semana a 1 metro da fonte de radiação, temos: • parede do bucky = W = 40 x 0,6 x 7= 168 mAmin/sem; • piso = W = 1,9 x 10x 7 = 133 mAmin/sem. Questão 2 Observe, a seguir, a planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico: D Parede do bucky = W = 350 mAmin/sem; e piso = W = 150 mAmin/sem. E Parede do bucky = W = 450 mAmin/sem; e piso = W = 250 mAmin/sem. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 62/78 Tome como base os fatores de ocupação sugeridos pelo NCRP-147 e assuma que o serviço está no andar térreo, ou seja, não há nada sob o chão onde está a sala de radiodiagnóstico. A barreira A é primária quando os exames são realizados no bucky mural; a barreira A* é secundária quando os exames são realizados na mesa, enquanto as barreiras B, C, D, E e F são secundárias, tanto para os exames realizados no bucky mural quanto para os exames realizados na mesa; já a barreira G, que é o chão da sala, é primária para os exames realizados na mesa. Com base nessas informações, marque a opção que apresenta, corretamente, os valores dos fatores de ocupação da planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico, para as áreas A, A*, B, C, D E, F e G, respectivamente: Parabéns! A alternativa B está correta. A A T=1; A* T =1/8 ; B T=1; C T=1/20; D 1; E T=1; F T=1. B A T=1/8; A* T =1/8; B T=1; C T=1/20; D 1/20; E T=1; F T=1. C A T=1; A* T =1/8; B T=1; C T=1/20; D 1/20; E T=1;F T=1. D A T=1; A* T =1/8; B T=1; C T=1/20; D 1/20; E T=1/8; F T=1. E A T=1; A* T =1/8; B T=1/8; C T=1/20; D 1/20; E T=1; F T=1. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 63/78 Quando informações detalhadas das frequências de ocupação das áreas adjacentes de uma sala não são disponíveis, valores tabelados podem ser utilizados. São sugeridos pelo NCRP-147 os valores para fatores de ocupação típicos, considerando diferentes áreas ocupadas. Questão 3 Observe, a seguir, a planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico: Tomando como base o quadro Fatores de uso conforme especificados no NCRP-49 e os publicados na NCRP-147 para salas de radiografia em geral, marque a alternativa que apresenta, corretamente, os valores dos fatores de uso (U) da planta baixa desse serviço de radiodiagnóstico para as barreiras A (primária), B e C. A A U=0,89; B U=0,07; C U=0,03. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 64/78 Parabéns! A alternativa D está correta. Tomando como base a metodologia NCRP-147, os valores dos fatores de uso (U) da planta baixa desse serviço de radiodiagnóstico para as barreiras A (primária), B e C são os seguintes: barreira A = U=0,89; barreira B = U=0,09; barreira C = U=0,02. B A U=0,89; B U=0,09; C U=0,12. C A U=0,89; B U=0,19; C U=0,02. D A U=0,89; B U=0,09; C U=0,02. E A U=0,89; B U=0,25; C U=0,25. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 65/78 Questão 4 Observe, a seguir, a planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico: Para este exercício, considere a metodologia do NCRP-147 e leve em conta os seguintes valores: 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 66/78 Com base nessas informações e sem considerar uma pré-barreira, a alternativa que apresenta, corretamente, a espessura da barreira A em mm de chumbo (mm Pb) é: Parabéns! A alternativa C está correta. NUTK 100kV,α = 2, 5; β = 15, 28eY = 0, 7557,U = 0, 89 T = A 1,1 mmPb B 1,2 mmPb C 1,3 mmPb D 1,5 mmPb E 3,0 mmPb xbarreira = 1 αγ ln[ ( NUTK1 Pd2 ) γ + β α 1+ β α ] 1/αγ = 0, 529310573 1 = 10, 235 NUTK1/Pd2 = 315, 8950617 ( NUTK 1 Pd2 ) γ = 77, 42915536 β α = 6, 112 x barreira = 1, 3 mm Pb 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 67/78 Questão 5 Observe, a seguir, a planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico: Utilizando a metodologia do NCRP-147 e considerando uma pré- barreira de 0,85mm, a alternativa que apresenta, corretamente, a espessura da barreira A em mm de chumbo (mmPb) é: A 0,25 mmPb B 0,35 mmPb C 0,45 mmPb D 0,65 mmPb 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 68/78 Parabéns! A alternativa C está correta. Questão 6 Observe, a seguir, a planta baixa de um serviço de radiodiagnóstico: E 2,15 mmPb xbarreira = 1 αγ ln[ ( NUTK1 Pd2 ) γ + β α 1+ β α ]− xpre 1/αγ = 0, 529310573 NUTK1 = 10, 235 NUTK1/Pd2 = 315, 8950617 ( NUTK 1 Pd2 ) γ = 77, 42915536 β α =6, 112 x barreira = 1, 3 mm Pb; xbarreira = 1, 3 − 0, 8 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 69/78 Adote os seguintes valores: A espessura necessária da barreira A para o material concreto, sem considerar uma pré-barreira, será de: 100kV,α = 0, 03925 β = 0, 08567eY = 0, 4273,U = 0, 8 A 88 mm B 65 mm C 56 mm D 72 mm E 45 mm 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 70/78 Parabéns! A alternativa A está correta. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Observe a imagem a seguir: xbarreira = 1 αγ ln[ ( NUTK1 Pd2 ) γ + β α 1+ β α ] 1/αγ = 59, 62487 NUTK1 = 10, 235 NUTK1/Pd2 = 315, 8951 ( NUTK 1 Pd2 ) γ = 11, 69647 β α = 2, 182675 x barreira = 87, 8 mm = 88 mm 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 71/78 Considere uma pré-barreira de 72mm e leve em conta os seguintes valores: 100kV, α = 0,03925; β= 0,08567 e γ=0,4273, U=0,89; T=1/8; K¹ = 2,3mSv/pac; N= 40 pacientes, d = 1,8m. É correto afirmar que a espessura da barreira A, para o material concreto, é de: A 10 mm B 12 mm C 16 mm 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 72/78 Parabéns! A alternativa C está correta. Cálculo da espessura final da barreira A em concreto = 88 mm – 72 mm = 16 mm (concreto). Questão 2 Observe a imagem a seguir: D 20 mm E 25 mm xbarreira = 1 αγ ln[ ( NUTK1 Pd2 ) γ + β α 1+ β α ] 1/αγ = 59, 62487 NUTK1 = 10, 235 NUTK1/Pd2 = 315, 8951 ( NUTK 1 Pd2 ) γ = 11, 69647 β α = 2, 182675 x barreira = 87, 8 mm = 88 mm 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 73/78 Adote a metodologia do NCRP-147 e considere os seguintes valores: Sem considerar uma pré-barreira, a espessura da barreira B — em mm de chumbo (mm Pb) — é de: 100kV,α = 2, 5 β = 15, 28 e y = 0, 7557,U = 1; T = 1 A 0,55 mmPb B 0,85 mmPb C 1,0 mmPb D 1,1 mmPb 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 74/78 Parabéns! A alternativa B está correta. x barreira = 0,85mm Pb Considerações �nais Você conseguiu iniciar os estudos teóricos para utilizar os métodos de cálculo de projetos de blindagem de instalações que utilizam equipamentos de radiologia emissores de radiações eletromagnéticas ionizantes e compreendeu diversos termos, nomenclaturas e conceitos iniciais para o entendimento global do conteúdo desenvolvido. As metodologias encontradas aqui são utilizadas em todo o planeta quando o assunto é cálculo da espessura das barreiras primárias e secundárias de um serviço de radiologia médica. E 1,2 mmPb xbarreira = 1 αγ ln ( NUTK1 sec Pd2sec ) γ + β α 1+ β α ⎡⎢⎣ ⎤⎥⎦1/αγ = 0, 529310573 NUTK 1 sec = 1, 96 NUTK1 sec /Pd 2 sec = 87, 1111 ( NUTK 1 Pd2 ) γ = 29, 24917 β α = 6, 112 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 75/78 Podcast Para concluir este estudo, escute o podcast a seguir para compreender os principais conceitos abordados no conteúdo. Explore + Pesquise sobre como o conhecimento das construções das salas comerciais atuais, com paredes feitas com o material conhecido como drywall, podem ser utilizadas na radiologia. A página da Knauf é uma boa fonte. Assista ao vídeo Cálculo de blindagem para salas de raios x, disponível no site do BrasilRad. 23/05/2024, 17:19 Blindagem https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03121/index.html?brand=estacio# 76/78 Referências AMORIM, A. S. de. Planejamento de instalações e cálculo de blindagens. 1. ed. Rio de Janeiro: SESES, 2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Radiodiagnóstico Médico: Desempenho de Equipamentos e Segurança / Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diretoria Colegiada. Resolução Nº 330, de 20 de dezembro de 2019. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. COSTA, Paulo R. Modelo para determinação de espessuras de barreiras protetoras em salas para radiologia diagnóstica. São Paulo: IPEN, 1999. DIXON, R. On the Primary Barrier in Diagnostic X-ray Shielding. Medical Physics. v. 21, n. 11, p. 1785- 1793, 1994. DIXON, R. L.; SIMPKIN, D. J. New Concepts for Radiation Shielding of Medical Diagnostic X-ray Facilities. The ExpandingRole in Medical Physics in Diagnostic Imaging. Proceedings of the 1997 AAPM Summer School. Advanced Medical Publishing, Wisconsin, Madison, 1997. NCRP-NATIONAL COUNCIL ON RADIATION PROTECTION AND MEASUREMENTS (NCRP). 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