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Geografia crítica e Geografia humanista 
 
A escolha de abordar Geografia Crítica e Geografia Humanista está na importância de 
compreender as diferentes visões da Geografia contemporânea. Enquanto a Geografia 
Crítica se concentra na análise das relações de poder, desigualdades socioespaciais e 
processos de dominação, a Geografia Humanista prioriza a compreensão das relações 
entre seres humanos e ambiente, enfatizando as experiências subjetivas e as percepções 
culturais do espaço. 
A Geografia Crítica, de inspiração marxista, busca entender e transformar as relações 
sociais desiguais e as dinâmicas do capitalismo, destacando a importância das relações 
de classe, gênero e etnia na produção do espaço. Já a Geografia Humanista, influenciada 
pela fenomenologia e existencialismo, valoriza as narrativas individuais e as 
experiências emocionais ligadas ao espaço, explorando a complexidade das interações 
entre seres humanos e ambiente. Principais autores da Geografia Crítica incluem David 
Harvey, Doreen Massey e Neil Smith, cujas obras como "O Enigma do Capital" e "A 
Produção do Espaço" destacam a análise das relações de poder e a crítica ao capitalismo 
espacial. Na Geografia Humanista, destacam-se Yi-Fu Tuan e Edward Relph, que 
exploram temas como o sentido de lugar, a experiência do espaço e as emoções ligadas 
à percepção do ambiente. 
Assim, a Geografia Crítica e a Geografia Humanista representam abordagens 
complementares que enriquecem nosso entendimento do espaço geográfico, oferecendo 
perspectivas distintas sobre as relações sociais, culturais e ambientais que moldam o 
mundo em que vivemos. 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
• Harvey, D. (2001). O Enigma do Capital e as Crises do Capitalismo. 
• Massey, D. (2005). Pelo Espaço: Uma Nova Política da Espacialidade. 
• Tuan, Y-F. (1977). Space and Place: The Perspective of Experience. 
• Relph, E. (1976). Place and Placelessness.