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Raças sintéticas e cruzamentos de vacas de leite
Dr. Vinicius da Silva Oliveira
Universidade Federal de Sergipe
Departamento de Zootecnia
• Acasalamento x cruzamento
• Objetivo de realizar o cruzamento?
• Quais critérios para escolha das raças a serem utilizadas no 
cruzamento?
Raças mestiças
• Cerca de 70% da produção de leite no Brasil provêm de
vacas mestiças Holandês-Zebú.
Raça Girolando
• Raça sintética criada no Brasil década de 70;
• Mestiço da raça holandesa com a gir;
• Porque essa raça foi criada?
• MAPA (1996): oficializou a criação da raça
- 1/2 Holandês e 1/2 Gir;
- 1/4 Holandês e 3/4 Gir;
- 3/4 Holandês e 1/4 Gir ;
- 3/8 Holandês 5/8 Gir;
- 5/8 Holandês e 3/8 Gir;
- 7/8 Holandês e 1/8 Gir.
 Produção de leite = 3307 kg
 Duração da lactação = 284 dias
 Teor de gordura = 4%
 Idade ao primeiro parto = 35 meses
• Pele: preta ou escura;
• Dorso: largo e reto ligado à garupa de forma harmoniosa, com boa
cobertura muscular (aptidão leiteira);
• Garupa: varia de inclinada a nivelada (> grau de sangue da raça Holandesa);
Guzolando
Raça criada no Brasil pelo cruzamento do Guzerá com Holandês (1920)
Fêmeas - elevada aptidão leiteira, úbere bem inserido e desenvolvido.
Machos são musculosos, com altos índices de ganho de peso.
São animais longevos, férteis e precoces
Produzem em média 3667 L em 282 dias de lactação
Cruzamentos em gado de leite
Qual objetivo do cruzamento?
ZebuínoTaurino
Heterose ou Vigor Híbrido
• Inicio dos anos 90 havia grande população de Gir, houve incentivo para
realizar cruzamentos com touro Holandês PO.
• Objetivo obter F1 mais produtivos.
• Objetivo chegar ao animal PC
Absorção por uma raça europeia especializada
1ª. Geração: (0H+1H)/2=1⁄2 H
2ª. Geração: (1⁄2 H+1H)/2=3⁄4 H
3ª. Geração: (3⁄4 H+1H)/2=7⁄8 H
4ª. Geração: (7⁄8 H+1H)/2=15⁄16 H
4ª. Geração: (15⁄16 H+1H)/2=31⁄32 H (PC)
Cruzamento alternado simples (H-Z)
• Alternância de raça paterna a cada geração:
• Obtendo-se animais com aproximadamente 3/4 Holandês + 1/4 Zebu e
na próxima geração 3/4 Zebu + 1/4 Holandês
• Vantagem: produtores de leite podem recriar os machos para
corte.
• Desvantagem: alto custo de manutenção de dois reprodutores
(alternativa: IA).
Formação de uma nova raça sintética
Para fixação de uma nova raça é necessário o acasalamento entre touros e
vacas mestiças, com mesmo grau de sangue, por
exemplo, bimestiço Girolando, que é o 5/8 HZ;
Cruzamento Triplo ou “Tricross”
Consiste na utilização de uma segunda raça européia, geralmente a
Suíça-Parda, a Jersey ou Simental, nos cruzamentos com
animais Holandês X Zebú, obtendo-se animais denominados “tricross”,
mantendo-se um bom nível de heterose.
POR HOJE É SÓ!
Sistemas de produção para gado leiteiro
Sistema extensivo Criação a pasto
Vantagem baixo investimento em estrutura
Instalações simples somente curral de manejo
Desvantagem
Necessita de grandes
áreas de pasto
Sistema semi-intensivo
Animais suplementados na época seca
Instalações desse sistema são relativamente 
simples
Sistema intensivo
Vacas mantidas confinadas em estábulos de ordenha e alimentadas
no cocho com forragens conservadas.
Instalações do sistemas intensivo
Free Stall Compost Barn Tie Stall
Tie Stall
O tie stall é utilizado para rebanhos pequenos, com até 60 vacas em lactação e que sejam de
altíssima produtividade.
Vacas ficam contidas em baias individuais a maior parte do tempo, estão dispostas lado a
lado e são mantidas por uma corrente no pescoço.
Vantagens:
- Higiene dos animais
- Mecanização facilitada
- Funcionário com melhor situação de trabalho
Desafios:
- Alto investimento
- Maior possibilidade de estresse animal
- Pouca oportunidade das vacas se exercitarem
Free Stall
O free stall consiste em áreas com camas individualizadas, corredores
de acesso e pistas de trato.
Vantagens
- Espaço para exercício dos animais
- Vacas limpas
- Economia no custo operacional
- Mecanização facilitada
- Grande flexibilidade de manejo
Desafios
- Alto custo de construção
- Maior exigência de manejo de limpeza
- Maior competição
Compost Barn
O compost barn é um sistema de instalação que consiste em um grande espaço físico coberto para descanso das
vacas, revestido com serragem, sobras de corte de madeira e esterco.
Vantagens
- Vacas com maior liberdade de escolha
- Redução dos problemas de casco
- Condições sanitárias mais saudáveis
- Melhores condições de trabalho para os funcionários
- Maior conforto térmico
Desafios
- Dificuldade para encontrar material para cama
- Maior exigência de cuidados com o manejo da cama
O principal objetivo é garantir aos animais conforto e um local seco
para ficarem e a compostagem do material da cama
Concilia a produção e o meio ambiente
Baseia na ação de microrganismos que utilizam a matéria
orgânica como substrato
Índices Zootécnicos
São dados produtivos, quantitativos e qualitativos, que refletem em números o desempenho
da produção.
Eles são taxas que, estabelecidas pela literatura, conseguem conduzir o comportamento do
produtor independentemente de qual é o modelo de negócio dessa fazenda.
• Percentagem de vacas em lactação (%VL):
 Obtida dividindo-se o número de vacas em lactação pelo número total de vacas do rebanho,
multiplicado por 100.
 Depende basicamente do Intervalo de Partos (IP), mas também da duração de lactação.
 A % VL ideal é de 83%, o que somente pode ser obtido com IP de 12 meses e duração da lactação
de 305 dias.
• Duração da lactação (DL):
 Tempo em dias decorridos do parto até o final da lactação (secagem da vaca). O esforço para se
obter um menor IP pode ser anulado se a vaca tiver lactação curta.
 Esta característica depende da genética da vaca.
O ideal é uma lactação de 10 meses ou 305 dias.
• Persistência da lactação: 
 Corresponde à queda mais ou menos rápida na produção de leite durante a lactação.
 A vaca deve apresentar alta persistência de lactação, produzindo leite durante 10 meses, e a
produção não caindo mais do que 5% a 10% de um mês para o outro.
• Produção de leite por vaca ordenhada (PVO) e pelo total de vacas (PTV):
 São medidas simples que permitem uma boa avaliação da eficiência da fazenda.
 Basta dividir a produção de leite diária pelo número de vacas ordenhadas (PVO) ou pelo número
total de vacas do rebanho (PTV).
• Período seco:
 Ideal é a secagem da vaca 60 dias (dois meses) antes da data prevista para o parto.
• Taxa de natalidade:
Número de bezerros nascidos vivos durante o ano dividido pelo número médio mensal de vacas
(anotar o total de vacas a cada mês e no final de 12 meses calcular a média), multiplicado por
100.
• Intervalo de partos (IP):
 Tempo decorrido entre dois partos consecutivos de uma mesma vaca, e corresponde ao período
de serviço mais o período de gestação.
 Ideal que o IP seja de 12 meses.
• Porcentagem de prenhez: 
 Representa o número de vacas prenhes dividido pelo número total de vacas do rebanho (vacas 
prenhes mais vacas vazias), multiplicado por 100. 
 Este índice deverá ser medido todo mês, para depois se tirar a média anual. Se ficar entre 75% e 
80%, indica boa eficiência reprodutiva.
• Taxa de gestação:
Número de vacas gestantes dividido pelo número de vacas inseminadas, multiplicado por 100.
Deve ser o maior possível, e acima de 80% pode ser considerado muito bom.
• Eficiência reprodutiva:
Uma boa eficiência reprodutiva caracteriza-se por um Período de Serviço variando de 65 a 87
dias e, por conseguinte, um IP de 345 a 365 dias. Isto permite que a vaca obtenha o máximo
de produção durante a sua vida útil.
• Período de serviço (PS):
 Tempo decorrido entre o parto e a nova concepção, medido em dias. Este método não
considera as novilhas, mas apenas as vacas que já pariram pelo menos uma vez.
O período de serviço não deve ultrapassar os 90 dias para que se possa obter um IP de 12
meses e dispor de 83% de vacas em lactação.
• Idade ao primeiro parto (IPP):
 Índice indicativo da eficiênciados sistemas de cria e recria de fêmeas leiteiras.
 Mestiço a pasto, novilhas parindo aos 30-32 meses, com 480 até 500 quilos.
 Holandês no sistema confinado, semi–confinado, ou adequadamente criado a pasto, deverá
parir aos 24 ou 25 meses, com peso vivo acima de 580 quilos ao parto.
• Taxa de descarte:
 Sistemas bem administrados, é desejável que as vacas sejam descartadas após a quarta cria
ou lactação, pois com tal idade elas são vendidas no mercado como vacas leiteiras.
 Deve-se descartar cerca de 20 a 25% das vacas ao ano, o que representa a taxa de reposição
do rebanho.
Relação entre intervalos entre partos e composição do rebanho.
Por hoje é só!
Manejo Geral de vacas de leite
Estresse calórico
Reduz em até 20% a 
produção de leite
Afeta reprodução
Alcalose sanguínea
• Aumenta frequência respiratória;
• Aumenta a excreção de CO2 pelos pulmões;
• Aumenta a liberação de HCO pelos ruins no sangue, para manter
o nível de CO2 constante;
• Como consequência reduz o pH sanguíneo;
• Altera comportamento estral;
• Desenvolvimento folicular;
• Desenvolvimento do embrião;
• Função placentária;
• Crescimento fetal.
• Intervalo entre partos: 12 meses, significa maior número de
vacas em lactação e consequentemente maior produção de leite
e de crias.
• Duração da lactação: deve ser de 10 meses para ter uma maior
produção de leite, vacas de lactação curta devem ser
descartadas.
• Persistência da lactação: deve ter uma produção uniforme
durante a lactação e ao diminuir que não seja de uma maneira
brusca.
Divisão das vacas em lotes
• Objetivos:
Minimizar impactos das interações;
 Aumentar a homogeneidade por grupo;
Diminuir perda de nutrientes e desperdícios.
• O agrupamento correto dos animais tem impacto no comportamento e
no consumo,
• Possibilita a formulação de dietas específicas para cada lote,
aumentando a produtividade dos animais.
Bem estar
• A divisão de lotes:
 Valoriza as vantagens do agrupamento animal e as regras de dominância social;
 A dominância social nos bovinos está relacionada à idade, tamanho corporal e
tempo do animal no rebanho.
 Com a melhora na socialização dos animais, a competição do grupo é minimizada
e o estresse animal é reduzido.
Formação dos lotes
• Divisão dos animais de primeira cria e multíparas.
• As multíparas devem ser divididas pelo estágio de lactação:
 Animais no pico;
 Vacas próximas a apartar;
 Vacas secas 
 Vacas no pré-parto.
Número de ordenhas
O mais indicado é ordenhar a vaca duas vezes ao dia, desde o
primeiro dia pós-parto.
Três ordenhas são recomendadas para rebanhos com média de
produção acima de 25 litros de leite por dia.
MANEJO COM BEZERRO AO PÉ
• Durante o primeiro e segundo mês um teto é deixado para o
bezerro na ordenha da manhã e outro na da tarde
• No terceiro mês a ordenha é realizada nos quatro tetos e o
bezerro mama o leite residual.
Alimentar as vacas antes, após ou durante ordenha?
Uso da ocitocina para facilitar ordenha
Hormônio neuropeptídeo
Avaliação de escore corporal
Manejo de Secagem das Vacas 
• Porque secar as vacas 60 dias antes do parto?
• O bezerro ganha de 60 a 70% do peso 90 dias antes do parto;
• A secagem permite a produção do colostro e melhor desenvolvimento
do bezerro;
• A secagem permite a vaca parir em boas condições corporais, a vaca
deve ganhar em torno de 600g/dia;
• A secagem permite a vaca refazer o sistema mamário.
• Cortar fornecimento de ração e água por 24h;
• Esgotar a vaca completamente após 24h, voltar fornecimento de
volumoso e água;
• Aplicar antibiótico e realizar a terapia de vaca seca;
• Após 3-4 dias se não houver inflamação (vermelhidão) no úbere:
soltar a vaca no pasto;
• Se tem inflamação: esgotar novamente a vaca e realizar outro
tratamento.
Manejo pré-parto
• Entre 20 e 30 dias antes do parto fornecer concentrado, levar a
vaca para o piquete maternidade;
• Para vacas de alta produção cortar sal mineral e cálcio, evitar
febre do leite, fornecer dieta aniônica;
Por hoje é só!