Logo Passei Direto
Buscar

CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PC SVD Janeiro 23

Material sobre cuidados de enfermagem ao paciente com sonda vesical de demora que apresenta dados epidemiológicos de ITU, fatores e causas de uso inadequado, mecanismos de contaminação, indicações, medidas de prevenção e orientações de técnica asséptica e registro.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM SONDAGEM VESICAL DE DEMORA
Enfermeira Elayne Heide Melo
enyaleheide@gmail.com
981953720
Qual o tamanho do problema?
o ITU compreende 30 a 40% de todas as IRAS
o 80% das infecções urinárias hospitalares são atribuídas a cateter vesical
o 17 a 69 % das ITUs podem ser preveníveis com medidas de controle de infecção
o A incidência de bacteriúria é de 3 a 10% por dia de cateterização
Korean J Urol 2013;54:59-65
Infect Dis Clin North Am 2003; 17:411-432.
Current Opinion in infectious Diseases 2006, 19:67-71
A ITU no ambiente de Pacientes Graves
Dentro das UTI’s esta prevalência se eleva para 8-21%
Pacientes de UTI requerem rigoroso do balanço hídrico, portanto usam mais cateteres vesicais, o que lhes confere um risco maior de ITU que outros pacientes. Além disso, estão mais gravemente enfermos e com mais complicações que outros pacientes fazendo com que o uso deste dispositivo tenha efeitos mais críticos
Cada episódio de ITU adquirida em UTI’s eleva em média US$ 676 os custos com internação podendo chegar a US$ 2.836 se houver ICS secundária a ITU
Korean J Urol 2013;54:59-65
Infect Dis Clin North Am 2003; 17:411-432.
Current Opinion in infectious Diseases 2006, 19:67-71
Uso inapropriado de cateter vesical
o Mais	de	21% inapropriada
dos	pacientes	internados	em	UTI	tem	indicação	de	cateterismo
 Mais de 21 % dos pacientes internados em UTI tem indicação de cateterismo inapropriada
A permanência do CVD é injustificada em 47% dos casos
Em	UTI’s	64%	dos	CVD	injustificadas	se	devem	a	um	período	excessivamente prolongado de monitorização de débito urinário
Em áreas não críticas as maiores causas de injustificada cateterização vesical de demora inicial	foi incontinência urinária (52%) e continuidade (56%)
Am J Infect Control. 2007, 35(9):594–9.
Arch Intern Med. 1995 Jul 10;155(13):1425-9
Porque o CVD é inserido e mantido inapropriado?
Desconhecimento das recomendações publicadas
Incerteza dos médicos sobre a evolução do paciente sondado e relutância na reinserção
Conveniência da enfermagem
“Esquecimento” por parte da equipe médica (50% de médicos questionados não sabiam se seu paciente estava com sonda ou não)
Ann Intern Med. 2002 Jul 16;137(2):125-7
Como o CVD aumenta o risco de infecção urinária
7.Facilita a subida de bactérias móveis pela umidade existente entre a mucosa urinária e a parede externa do cateter
1. A distância entre os orifícios de drenagem do cateter e o colo vesical , dependendo do volume
de água que preenche o balão, permite a formação de pequeno resíduo urinário que favorece o crescimento de bactérias
2. O cateter vesical age como corpo
estranho causando inflamação
na uretra e bexiga
8. O refluxo urinário da bolsa para a bexiga também pode levar à contaminação
3.A falta de fixação do cateter ao corpo pode levar um segmento extra-vesical do cateter ao interior da bexiga levando consigo bactérias que causam infecção
4.A superfície do cateter vesical fica recoberta com um biofilme formado por componentes do hospedeiro e dos microrganismos, e que protege os micróbios da ação dos antimicrobianos e dos mecanismos de defesa do hospedeiro, como os leucócitos e anticorpos
6.A uretra fica dilatada e as glândulas periuretrais
que secretam substâncias bactericidas tem seus ductos bloqueados pela presença do cateter
5. A ponta do cateter traumatiza e corrói a camada protetora de glicosaminoglicanos (CAG) e o revestimento de muco que protegem a parede da bexiga facilitando a invasão bacteriana
Como garantir a Excelência na prevenção de ITU
Processos baseados nas melhores evidências
Rotinas padronizadas, descritas e atualizadas
Equipe capacitada
Material de qualidade disponível
Mensuração da qualidade dos processos
Utilizar indicadores e traçar metas
ANVISA 2017
Avaliar a necessidade de cateterização
o Quanto maior a permanência do cateter maior o perigo de adquirir ITU (risco de bacteriúria 3 a 7% ao dia)
Somente use CVD após considerar método alternativo (condom, pesar fraldas e cateterismo intermitente)
Revise regularmente a necessidade de manter a sonda e remova-a tão breve quanto possível
Indicações adequadas para uso de CVD
O cateterismo vesical deve ter técnica asséptica
Higienize as mãos nos momentos adequados (imediatamente antes da colocação da luva estéril, antes e após tocar no cateter e sistema coletor, após manipular o sistema coletor)
A inserção do CVD deve ser realizada com técnica asséptica rigorosa por profissional treinado e competente
Higienize o meato uretral antes da inserção do CV (nenhum guia indica qual é o melhor antisséptico)
Use um lubrificante apropriado de uso único para minimizar trauma uretral e infecção
Registre sempre: indicações de inserção, data e hora da inserção, profissional que inseriu e data e hora da remoção
Um cateter é melhor do que outro?
A escolha do material do cateter vai depender da experiência clínica, das características do paciente, da duração da cateterização e particularidades do serviço (custo e aderência às técnicas e higiene)
Cateteres impregnados podem diminuir bacteriúria assintomática até 7 dias mas não há evidência que reduza a infecção sintomática. O uso rotineiro não é indicado mas elas podem ser úteis em algumas situações
Selecione o menor calibre possível que permita o fluxo livre da urina evitando obstrução (considere drenagem de sangue, debris e grumos)
Cateteres de silicone são preferíveis a outros materiais para reduzir o risco de incrustação em pacientes com sondagem contínua que tem frequente obstrução
Cateteres hidrofílicos causam menos microtraumas na uretra
Irrigação vesical previne e trata infecção?
Irrigação da bexiga, instilação e lavagem não previnem infecção urinária associada ao CV sonda vesical
Não realize irrigação vesical continua com antimicrobianos como rotina de prevenção de ITU (que dose usar? Qual a absorção pela bexiga? Qual a velocidade de infusão?)
Para resolver obstrução por coágulos, muco ou cristais a irrigação com solução salina intermitente é indicada
Fungos resistentes ao fluconazol em urocultura (Candida glabrata e krusei) podem ser tratados com irrigação vesical com anfotericina B (IDSA Guideline 2016 – fraca recomendação)
Apropriada manutenção minimiza infecções
Assegure que a conexão entre sonda e sistema coletor não seja aberta exceto por boas razões clínicas (lavagem por obstrução)
Troque o sistema coletor usando técnica asséptica após desinfetar a junção sonda/tubo coletor com álcool quando houver desconexão ou vazamento e o cateter não possa ser trocado
Higienize as mãos e use um novo par de luvas limpas, antes de manipular a sonda do paciente e higienize as mãos após manipular a sonda
Posicione a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga em um suporte que não permita seu contato com o chão. Se preciso mobilizar a bolsa coletora clampeie o sistema desclampeando assim que possível
Esvaziar a bolsa coletora de urina regularmente (manter com menos de 2/3 da capacidade)
Manter o fluxo de urina desobstruído (não fechar pinça corta fluxo sem indicação, vigiar dobras e torções)
Diagnóstico
Não busque por bacteriúria assintomática em pacientes cateterizados sem sinais ou sintomas de ITU
Para coleta de urina para exame use o dispositivo presente no tubo coletor aspirando com seringa após limpeza do mesmo com álcool 70%.
Envie rapidamente ao laboratório
Para grandes volumes de urina colete assepticamente da bolsa coletora
Em pacientes sépticos, cultura de sangue e urina devem ser colhidos antes de iniciar terapia com antimicrobianos
Tratamento
Não trate bacteriúria assintomática em pacientes sondados (exceção antes e procedimentos urológicos invasivos)
Para	terapia	empirica	antibióticos	de	amplo	espectro	deve	ser	dado	com	base	nos	padrões	de susceptibilidade local
Após o resultado da urocultura o antibiótico deve ser ajustado de acordocom a sensibilidade do patógeno
Em caso de ITU sintomática associada a sonda pode ser considerado substituir ou remover a sonda antes de iniciar a terapia antimicrobiana se a sonda estiver em uso por mais de 7 dias
Em caso de candidúria associada com sintomas urinários ou se candidúria é um sinal de uma infecção sistêmica, terapia sistêmica com antifungicos é indicada
Profilaxia com antibióticos em pacientes que fazem sondagem intermitente não é recomendada
Indicações para coleta de URC em pacientes com CVD:
Febre em paciente com rim transplantado
Febre em paciente gestante
Febre em neutropênicos
Febre após procedimento ou cirurgia urológica
Febre em conhecida obstrução do trato urinário
Dor suprapúbica ou em flanco inexplicada
Paciente com lesão medular com nova ou piora da espasticidade, hiperreflexia autônoma, mal estar ou agitação
Na admissão de paciente em uso crônico de CVD com febre, ou alteração de estado mental inexplicada
Sepse
Idoso com delirium de causa inexplicada
ATENÇÃO: Urina turva, malcheirosa ou piúria não são indicadores confiáveis de ITU e não são razões para solicitação de urocultura
Educação e Treinamento
Educar pessoas envolvidas na inserção, cuidados e manutenção de cateter vesical sobre prevenção de ITUASV incluindo alternativas para cateter vesical e procedimentos para inserção, cuidados e remoção.
Como lidar com CVD sem indicação inapropriada?
É necessário mudar a cultura a respeito das indicações iniciais de uso de sonda vesical nas UTIs. 
Através da colaboração e da comunicação entre membros da equipe (médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem) 
Necessidade de abordagem desta prática ritualizada (educação, lembretes no prontuário, recurso eletrônicos, ultrassom, etc)
Rotinas padronizadas e descritas
Orientam os profissionais
Garantem um padrão no atendimento
Aumentam a segurança no processo
Como garantir a Excelência
 na prevenção de ITU
Excelência no tratamento da retenção urinária
Equipe capacitada
Nenhuma graduação entrega profissionais prontos para o lidar com retenção urinária
A educação deve ser continua priorizando a prevenção de eventos
Cada novo dispositivo padronizado deve ser devidamente apresentado para a equipe
Fundamental para segurança do paciente
Deve utilizar metodologias diversas que chamem atenção (games, blitz, campanhas, etc)
Material de qualidade disponível
Reduz desperdícios
Reduz o tempo gasto no procedimento
Conquista a confiança dos profissionais
Garante satisfação e segurança aos pacientes
Como garantir a Excelência na prevenção de ITU
Cateter Foley ponta Coudé Tiemann
Cateteres hidrofílicos com ponta arredondada
O barato pode sair caro: infecção, trauma uretral, lesão de pele, uretrorragia, etc
Kits cateterismo vesical prontos
Fixadores de CVD
Bolsas de urina valvuladas, com protetor para o bico e tubo sem memória
Excelência no tratamento da retenção urinária
Utilizar indicadores e traçar metas
Se você não sabe onde quer chegar qualquer lugar serve
Taxas de infecção do trato urinário associada ao cateter vesical
Taxa de utilização de cateter vesical de longa permanência e de cateterismo de alívio
Número de eventos relacionados a inserção de cateter vesical
Avaliação dos pacientes
Os indicadores mostram o resultado
1,4
3,6
1,5
1,2
1,2
0,6
0,37
0,3
0,00
0,5
0
6,07
5,96
5,06
4,57
4,2
3,79
3,13
2,72
1,6
1,4
1,3
1,93
1,3
1,62
1,2
1,251
1,15
1,18
0
1
2
3
4
5
6
7
2010
2011
2012
2020
2021
ago/22
2013	2014
UTI HIAE
Densidade de Incidência de ITUAC em UTI adulto por 1.000 CV/dia
0
2015	2016	2017
CVE SP 2020
2018	2019
NDNQI 2022
UTIs do Estado de SP
UTIs do Estado de SP
UTI HIAE
UTI HIAE
NDNQI*
NDNQI*
*NDNQI –National Database of Nursing Quality Indicators reúne dados de 2.000 hospitais norte americanos
63
58 58
32
49
65
29
35 37
59
53
80
55
25
24 26
54
60
55
47
48
65
68
42
JAN	FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Consumo de SVD e SVA na UTIA 2020
UTI SVA	UTI SVD
13
22
34
10
26
41
24
24
35
39
50
25
36
42
46
44
64
66
50
59
40
48
56
61
JAN	FEV	MAR	ABR	MAI	JUN	JUL	AGO	SET	OUT	NOV	DEZ
Distribuição das SVD e SVA UTIA
2017
UTI SVA
UTI SVD
A cultura pode mudar
Redução do uso de CVD mesmo em meio a Covid-19 Aumento do número de cateterismos de alívio
MELHORES PRÁTICAS NO CATETERISMO VESICAL
Como escolher o melhor cateter?
Foley Latex
Mais incrustação
Mais toxicidade tecidual
Mais maleável
Dura 45 dias
Mais formação de biofilme
Paredes mais finas
10 x mais barata que silicone
Contra indicada em alérgicos a látex
Foley Silicone
Menos incrustação
Menos toxicidade tecidual
Menos maleável(menos confortável)
Dura 90 dias
Menos formação biofilme
Paredes mais grossas
Balão pode desinsuflar
10 x mais cara
Indicada em alérgicos a látex e uso prolongado
Preciso usar lubrificante?
Sim! Reduz o atrito do cateter na mucosa da uretra e o risco de traumas
10 ml é suficiente para adultos
Deve ser estéril
Devo testar o cateter antes da inserção?
Opcional. O teste pode detectar algum defeito no balão ou válvula Se fizer o teste observe se o balão desinsuflou completamente
Como posicionar o paciente?
Pênis 90 graus e retificado Segurar pelas laterais
Pênis 90 graus e retificado Segurar pelas laterais
Qual o volume de água no balão?
Consultar a recomendação do fabricante
Quanto introduzir o cateter?
O que fazer se o cateter não progride?
	DIFICULDADE	COMO AGIR
	Resistência durante a passagem em homens	Posicione o pênis em ângulo reto (voltado para o teto)
Recue 2 a 3 cm do cateter e insira novamente girando-o
Peça para o paciente tossir ou relaxar o músculo do esfíncter, como se fizesse força para urinar
Em homens uma sonda mais calibrosa (ponta mais redonda) as vezes pode facilitar
	Dor durante o procedimento	Aguarde 1 a 3 minutos para o anestésico agir antes de iniciar a inserção
Pare o procedimento imediatamente
Peça para o paciente relaxar
Se dor importante persistir remova o cateter e solicite um urologista
O que fazer se a urina não drena?
Como fixar o cateter ao corpo do paciente?
Inguinal
Suprapúbica	Face interna da coxa
Devo conectar o cateter à bolsa antes da inserção?
Sim, o sistema já será introduzido fechado
VIDEO SOBRE melhores Práticas de SVD
Obrigada pessoal ! 
Bons estudos e até a próxima!
image1.png
image2.png
image3.png
image4.png
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png
image9.png
image17.png
image18.png
image19.jpg
image20.png
image21.png
image22.png
image23.png
image24.png
image25.png
image26.png
image27.png
image28.png
image29.png
image30.png
image31.jpg
image32.jpg
image33.png
image34.png
image35.png
image36.png
image10.png
image37.png
image38.png
image39.png
image40.png
image41.jpg
image42.jpg
image43.png
image44.jpg
image11.png
image12.png
image13.png
image14.png
image15.png
image16.png
image45.png
image46.jpg
image47.jpg
image48.jpg
image49.jpg
image50.png
image51.jpg
image52.png
image53.png
image54.jpg
image55.jpg
image63.jpg
image64.jpg
image65.jpg
image66.jpg
image56.jpg
image57.png
image58.png
image59.png
image60.jpg
image61.jpg
image62.jpg
image67.jpg
image68.png
image69.png
image70.jpg
image71.jpg
image72.png
image73.png
image74.png
image75.png
image76.png
image77.jpg
image78.jpg
image79.jpg
image80.jpg
image81.png
image82.jpg
image83.jpg
image84.jpg
image85.png
image86.jpg
image87.png
image88.png
image89.png

Mais conteúdos dessa disciplina