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e-Tec Brasil89
Aula 18 – As Comunidades 
Terapêuticas e as reuniões 
com a equipe
Veremos nesta aula as principais pautas de uma reunião de equi-
pe, onde são tratados assuntos relacionados às dinâmicas inter-
pessoais e da vida de toda comunidade. 
Como vimos, nas aulas anteriores, as reuniões do grupo são muito impor-
tantes para o sucesso do tratamento dos residentes, principalmente porque 
nelas são tratadas questões do dia a dia, como angústias, sentimentos, de-
sabafos com o apoio de toda a comunidade.
Figura 18.1: Reunião de equipe
Fonte: http://static.freepik.com/fotos-gratis/reuniao-clip-art_429370.jpg
18.1 A composição da equipe
Na composição da equipe, não pode haver disputa de poder, ou vaidades 
pessoais, pois na equipe todos tem grau igual de importância, independente 
da área de atuação ou hierarquia. A equipe é interdisciplinar e deve atu-
ar sempre nessa perspectiva plural. A equipe terapêutica é composta de: 
coordenador de programa; monitores (supervisores, conselheiros); técnicos 
(psicólogos, assistentes sociais, professores, terapeutas ocupacionais); pas-
tores, padres ou freiras; diretoria, funcionários, e até mesmo residentes (se 
necessário).
a) Equipe e residente
O estilo de trabalho da equipe na comunidade terapêutica propicia algumas 
características próprias, onde a atuação da equipe com os residentes é ho-
rizontalizada e não verticalizada, como na maioria das unidades de saúde, 
onde quase inexiste humanização. Por isso, pode ocorrer de certa forma 
saudável, um envolvimento emocional entre os atores participantes no pro-
cesso terapêutico. A postura ética é mantida, porém o vínculo terapêutico é 
fundamental para um melhor resultado no tratamento. 
Esses encontros, geralmente ocorrem uma vez por semana e servem para 
pautar os assuntos importantes na comunidade e são fundamentais para:
- Esclarecer problemas de relacionamento entre os residentes e a equipe, 
como também entre os componentes da equipe multidisciplinar visando à 
manutenção de relações adequadas;
- Esclarecer problemas de comunicação, na equipe e seus membros e entre 
a equipe e os residentes;
- A equipe deve falar uma mesma linguagem, para que não haja manipu-
lação por parte dos residentes e nem a possibilidade de um ser “jogado” 
contra o outro;
Essa comunicação entre os membros da equipe é fundamental para que 
haja coerência na postura do grupo e convicção dos valores característicos 
na CT como, por exemplo: dignidade, respeito, honestidade, humildade, 
participação, pontualidade, organização, higiene, etc. Para isso é prudente a 
existência de um livro de ocorrências diárias para registro completo e deta-
lhado dos acontecimentos principais, sejam bons ou ruins, como discussões, 
brigas, xingamentos, e outros.
- Discutir casos e elaborar planos de tratamento para cada residente, sempre 
registrando no prontuário de internamento e guardado em arquivo especí-
fico e chaveado. 
- Avaliar sugestões, novas ideias tanto da equipe como dos residentes, sempre 
em consonância com as normas estabelecidas no Regimento Interno da CT.
- Preservar o princípio de confidencialidade dos assuntos discutidos na reu-
nião, pertinentes ao dia a dia da CT e a cada residente em particular.
Comunidade Terapêutica II - RDC: Políticas Públicase-Tec Brasil 90
- As pautas a serem discutidas são preparadas previamente, definidas e prio-
rizadas por importância de assuntos a serem tratados.
- Um livro ata deve ser providenciado, para que cada reunião seja registrada 
e ao final assinada por todos os participantes.
Resumo
Neste capítulo vimos que, uma equipe coesa e trabalhando em unidade, terá 
como consequência uma melhor qualidade e produtividade, menos estresse 
e menos desgaste emocional, garantindo ao residente e a própria equipe, 
melhor resultado no processo terapêutico, respeito e dignidade ao residente 
em tratamento e maior confiabilidade em suas ações.
Atividades de aprendizagem
1. Quais os profissionais de uma equipe terapêutica e quais suas funções?
2. Quais as consequências de uma equipe coesa e que trabalha em unidade?
e-Tec BrasilAula 18 – As Comunidades Terapêuticas e as reuniões com a equipe 91

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