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Professora de História Marlene Silva FEB & FAB: como o Brasil lutou na 2ª Guerra Mundial? A cobra fumou! A 2ª Guerra Mundial começou em 1939 e só terminou em 1945. Nos últimos anos, o Brasil esteve diretamente envolvido com soldados e equipamentos que foram enviados para a Itália. Como o Brasil chegou até lá? Como foram as batalhas da FEB e da FAB? Será que em uma Guerra alguém realmente ganha? 1- Como começou a 2ª Guerra Mundial? Na Alemanha, o Tratado de Versalhes, causou choque e humilhação na população e no governo. O país foi considerado culpado pela 1ª Guerra Mundial, perdeu territórios, teve que se desarmar e ainda pagar uma indenização de 269 bilhões de marcos aos países vencedores. Já a Itália não concordava com a divisão feita nos territórios pós guerra. Esses descontentamentos e a crise interna que afetava esses países contribuíram para a ascensão na década de 1930, de governos Totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas nesses dois países. A Alemanha liderada por Adolf Hitler, o Führer do 3° Reich, pretendia criar uma "nova ordem" na Europa, baseada nos princípios nazistas, tais como: superioridade germânica e exclusão de minorias étnicas e religiosas - judeus, ciganos, deficientes físicos, homossexuais... supressão da liberdade e dos direitos individuais; perseguição de ideologias liberais, socialistas e comunistas; Na Itália, estava crescendo o Fascismo, liderado por Mussolini, que se tornou o Duce com poderes ilimitados. Benito Mussolini e Hitler Munique,1937. Começam os preparativos para a 2ª Guerra: acordos, rearmamento... Tropas em Nuremberg, 1935. A metralhadora Alemã MG-34 A metralhadora Alemã MG-34 Milhões de pessoas começam a ser condenadas. Os bombardeios iriam exterminar cidades inteiras. Junto com a Alemanha e a Itália, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios, cobiçando as matérias-primas e os vastos mercados da Ásia. O primeiro passo foi dado em 1931, com a invasão de parte da China. Estes três países: Itália, Alemanha e Japão, uniram-se e formaram o Eixo. Amedrontados com a situação, Inglaterra e França, tentavam fazer acordos para não dar início a um novo conflito. Em 1938 aconteceu a Conferência de Munique, onde eles cedem os Sudetos à Alemanha. Era uma tentativa de “empurrar a Alemanha” para o Leste (URSS). Prevendo que a Alemanha atacaria o Leste, a URSS estabelece um pacto de não agressão. O Pacto daria tempo a URSS para se preparar contra uma invasão alemã. O início da 2ª Guerra Mundial: Mesmo com as concessões, a Alemanha invadiu a Polônia e logo iria iniciar a construção dos campos de concentração como Auschwitz e de Treblinka. A Inglaterra, aliada da Polônia, declarou guerra a Alemanha e foi seguida pela França. Invasão da Polônia(01/09/1939) Aliados: Inglaterra França Depois URSS e EUA Eixo: Alemanha Itália Japão Foi um confronto liderado por dois grupos: Desenvolvimento da Guerra: O período de 1939 a 1942 foi marcado por vitórias do Eixo: liderados pela Alemanha, conquistaram o norte da França, Iugoslávia, Polônia, Bélgica, Holanda, Ucrânia, Noruega, territórios no norte da África, etc. Tropas alemãs em Paris, 1940. Em junho de 1941, Hitler quebrou o Pacto Germânico-Soviético e invadiu a URSS em busca do petróleo e das indústrias. Hitler invadiu a URSS com uma força de mais de 1 milhão de homens. 3.300 tanques e 5 mil aviões. A Alemanha acabou empenhando-se em uma guerra em duas frentes, para a qual não estava preparada. Por outro lado a URSS tornara-se nos últimos anos uma potência industrial, capaz de produzir armas em quantidade espantosa e de ter soldados persistentes e corajosos. No início da invasão à URSS, Hitler conquistou vitórias, mas quando mudou seu alvo para sul, em Stalingrado(1942/43), sua ruína teve início. No final de 1941, o Japão atacou a base militar americana de Pearl Harbor. Desafiados, os EUA, entraram na guerra, e o Aliados ganharam mais força nas frentes de batalha. Pearl Harbor Nessa nova condição de desvantagem, a Alemanha intensifica a vigilância em águas atlânticas, afundando vários navios mercantes brasileiros. Era chegada a hora do Brasil posicionar-se definitivamente sobre a 2ªGuerra. Em agosto de 1942, finalmente Getúlio Vargas, presidente do Brasil na época, declara guerra contra a Alemanha. A indecisão de Getúlio era evidente: em 1937 ele havia instalado no país a Ditadura do Estado Novo, perseguindo, prendendo e torturando seus desafetos. A população foi cerceada de seus direitos e vivia sob vigilância e terror, atitudes que lembravam o Fascismo. A partir da declaração de guerra, o Brasil, se aliou definitivamente aos EUA, permitindo que esse introduzi-se bases militares no Brasil e inicia-se com a FAB- Força Aérea Brasileira, a segurança dos navios do Atlântico Sul. Grande parte do transporte de produtos no Brasil(arroz, feijão, banha, charque, açúcar, sal), circulava pelo oceano. Sem esse transporte logo o país entraria em um colapso de desabastecimento. A-28 do USAAC P-47: avião utilizado pela FAB Os EUA ainda treinou e forneceu aviões a FAB. Curtiss P-40 A FEB – Força Expedicionária Brasileira, também começou a ser organizada a fim de lutar na Itália. O exército tinha condições precárias na época. A grande maioria dos enviados eram pobres e sem influências para que pudessem desistir da convocação. Em 1944, teve início o transporte da FEB, sob o comando do general João Batista Mascarenhas de Morais, com destino à Nápoles. Embarque: 02/07/1944 As primeiras semanas foram ocupadas com o aclimatamento ao local, recebimento de equipamentos e treinamento, sob a supervisão do V Exército Norte-Americano, ao qual a FEB tinha sido incorporada. A FEB participou com aproximadamente 25.334 homens. A FAB, após treinamento nos EUA, também foi enviada para a Itália com o Grupo de Caça com 464 homens e a Esquadrilha de Ligação e Observação com 31 homens. P- 47 Casa do Expedicionário Curitiba A FEB e a FAB em ações conjuntas, obtiveram muitas vitórias na Itália. Entraram em combate em meados de setembro de 1944 no vale do Rio Serchio, ao norte da cidade de Lucca. As primeiras vitórias ocorreram já em setembro, com as tomadas de Massarosa, Camaiore e Monte Prano. Casa do Expedicionário Curitiba A FEB no frio do Montes Apeninos. A Batalha de Monte Castelo: É durante o rigoroso inverno entre 1944 e 1945, nos Apeninos, que a FEB/FAB enfrentando temperaturas de até -20°, iniciam as tentativas para tomar Monte Castelo. Um local privilegiado de observação que deveria passar para as mãos Aliadas. Depois de várias tentativas frustradas, em fevereiro o Brasil tentou um novo ataque: Em 20/02/1945 as tropas da FEB apresentaram-se em posição de combate, com seus três regimentos prontos para partir rumo a Castelo. À esquerda do grupamento verde-amarelo, avançaria a 10ª Divisão de Montanha dos Estados Unidos, tropa de elite, que tinha como responsabilidade tomar o Monte Della Torracia e garantir, dessa forma, a proteção do flanco mais vulnerável do setor. As 17:30h do dia 21, quando os primeiros soldados da FEB conquistaram o cume do Monte Castelo, os americanos ainda não haviam vencido a resistência alemã o que só fariam noite adentro, quando os pracinhas há muito já haviam completado sua missão, e começavama tomar posição nas trincheiras e casamatas recém-conquistadas. Grande parte do sucesso da ofensiva foi creditada à Artilharia Divisionária que efetuou um fogo de Barragem perfeito contra o cume do Monte Castelo, permitindo a movimentação das tropas brasileira. 2- TOMADA DE MONTESE: O 4º Corpo, a Força Expedicionária Brasileira foi encarregado, de derrotar as tropas alemãs que ocupavam a região de Montese (norte da Itália)- obstáculo para a passagem dos aliados rumo ao vale do rio Pó. Assim, no dia 14 de abril, atacaram Montese, fazendo sua estréia na traiçoeira guerra urbana. A operação foi iniciada com bombardeios da FAB, em seguida a infantaria da FEB iniciou o seu avanço, sob forte resistência do inimigo. O terreno íngreme interrompeu as comunicações brasileiras com a base aliada. Mesmo assim, as tropas avançaram, fazendo o inimigo recuar para a margem esquerda do rio Panaro. Após três dias de combate intenso a 10ª Divisão de Montanha penetrou nas defesas germânicas encerrando a batalha. Às doze horas, o pelotão brasileiro do 1º. Escalão desfechou forte bombardeio sobre as posições alemãs, que reagiram. A tomada da cidade concretizou-se no dia 16 . Foi considerada a mais sangrenta batalha envolvendo forças brasileiras. Posteriormente, o município de Montese agradecido homenageou as tropas brasileiras batizando uma de suas praças com o nome "Piazza Brasile". Veja agora o vídeo sobre a FEB e suas batalhas: Após oito meses de combates constantes, a FEB percorreu cerca de 400 quilômetros. Libertou quase meia centena de vilas e cidades. Fez mais de 20.000 prisioneiros, vencendo duas Divisões Inimigas inteiras. Mesmos assim a FEB foi dissolvida antes mesmo de voltar ao Brasil. Um dos grandes destaques do Brasil na Itália sem dúvida foram os Pilotos da FAB, considerados como uns dos grupos mais eficientes da 2ª Guerra. Grupo de Caça Brasileiro voou 5% das saídas executadas pelo XXII Comando Aéreo Tático, tendo sozinho computado: 15% dos veículos destruídos, 28% das pontes destruídas, 36% dos depósitos de combustíveis danificados e 85% dos depósitos de munições danificados. Na Itália morreram pelo menos 460 homens da FEB, quase três mil foram feridos em combate ou sofreram acidentes, o que acabou causando muitas mortes posteriores. Também morreram 22 pilotos da FAB. Vários ex-combatentes voltaram para ao Brasil com problemas psicológicos e tiveram dificuldades para se adaptar novamente à vida civil. Um dia se reconhecerá que o seu esforço foi superior às suas possibilidades materiais. O Final da Guerra: Hitler é bloqueado em Moscou e derrotado em Stalingrado. Clique para editar os estilos do texto mestre Segundo nível Terceiro nível Quarto nível Quinto nível Os EUA libertaram o norte da África, e Mussolini é assassinado na Itália pelas forças de resistência. Com a derrota em Stalingrado, a URSS avança e liberta os países do leste europeu seguindo para Berlim. Clique para editar os estilos do texto mestre Segundo nível Terceiro nível Quarto nível Quinto nível O “Dia D”: No dia 6 de junho de 1944, uma vanguarda de 2 milhões de soldados americanos, ingleses e canadenses, 4 mil navios e 10 mil aviões desembarcaram nas praias da Normandia para libertar a França da ocupação nazista. O objetivo era romper a MURALHA DO ATLÂNTICO. Clique para editar os estilos do texto mestre Segundo nível Terceiro nível Quarto nível Quinto nível O “Dia D” e a invasão: Ainda na madrugada, 800 aviões conduzindo a bordo três divisões anglo-americanas, lançaram tropas de pára-quedistas atrás das defesas alemãs, fazendo a maior confusão possível. Clique para editar os estilos do texto mestre Segundo nível Terceiro nível Quarto nível Quinto nível Ao amanhecer, foi a vez dos lanchões de desembarque. Milhares deles apareceram na frente das cinco praias. previamente acertadas. Paris foi libertada em 25 de agosto. Hitler comete suicídio em Berlin : 30/04/1945. Soldado soviético hasteia a bandeira sobre as ruínas de Berlim. Alemanha se rendeu em 07 de maio. O Japão resistia em assinar o tratado de rendição. Para forçá-lo, os EUA, despejou duas bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki. Uma ação desnecessária que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes. Clique para editar os estilos do texto mestre Segundo nível Terceiro nível Quarto nível Quinto nível Little Boy, Hiroshima: (06/08/1945) 4.000 Kg Fat Man: Nagasaki (09/081945) Matou pelo menos de 80 mil pessoas. 4.545 Kg. Nagasaki O extermínio de minorias deixou uma grande ferida, principalmente na Alemanha e Polônia: os nazistas formaram campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus no Holocausto. Campo de concentração de Buchenwald. Dia da Libertação em 16 de Abril de 1945. Resultados da Guerra: Pelo menos 50 milhões de mortos; Prejuízos enormes: cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. Em 1945, foi criada a ONU com o objetivo de manter a paz entre as nações. A justiça se defende com a razão, e não com as armas. Não se perde nada com a paz, e se pode perder tudo com a guerra. João XXIII, papa italiano. As disputas por territórios, riquezas ou por diferenças religiosas e étnicas, tem levado os países a se confrontar constantemente. Hoje temos invasões no Afeganistão e no Iraque, e ainda ameaças constantes de bombas atômicas no Irã e na Coréia do Norte. Mais do que nunca, a razão é a arma menos utilizada para resolver conflitos e discussões. Mas em nosso mundo ainda há esperança. Ainda existem pessoas que se juntam, compartilham momentos com pessoas de outros países, de outra cor, de outras línguas e de outras religiões. Criam ações onde a intolerância é descartada. Recentemente, um grupo de artistas de rua, se reuniu e regravou a música “Stand by me”, composta por Bem E. King e J. Leiber. Essa música já fez muito sucesso na voz de John Lenon. Esse grupo é um exemplo de “amizade” “compreensão” “cultura”... “Fique comigo” e ouça a música. Esses artistas interpretando “Stand by me”, nos convocam a sermos solidários, amigos, a melhorarmos nossas relações na Escola, em nossas casas, em nosso bairro, cidade, etc. Cada um de nós pode fazer a diferença a favor da razão e da paz. image2.jpeg image3.jpeg image4.wmf image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg image32.jpeg image33.jpeg image34.jpeg image35.jpeg image36.png