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Atelier de Projeto de Arquitetura VI Contextualização das EAS Prof. Me. Fernando Gargantini Graton • Unidade de Ensino: 1 • Competência da Unidade: conhecer o histórico do tema do projeto e a legislação vigente e criar um repertório de referências arquiteton̂icas. • Resumo: Assuntos gerais para compreender, de forma efetiva, como funciona um ediHcio da área da saúde. • Palavras-chave: Projeto de arquitetura, Estabelecimento Assistencial de Saúde, Arquitetura Hospitalar. • Título da Teleaula: Pesquisa e levantamento de dados sobre a temática. • Teleaula nº: 1 • Na Seção 1: pesquisa sobre a temática de projeto e análise de edificações voltadas para o uso da saúde. • Na Seção 2: identificar as tipologias existentes e compreender o processo de concepção do projeto arquiteton̂ico. • Na Seção 3: conhecer as legislação vigente sobre ediFcio de saúde. UNIDADE 01 • Nesta primeira aula prática serão realizados levantamentos e análise das tipologias e novos conceitos de EAS. • Também será abordada as legislações e normatizações existentes que auxiliam no projeto arquitetônico de EAS. Os objetivos desta aula consistem em: • Promover a compreensão inicial referente aos projetos arquiteton̂icos dos EAS a partir de projetos existentes; • Apresentar ao aluno conceitos de EAS. • Compreender as estruturas e necessidades dos EAS. • Lançar as orientações para o desenvolvimento do projeto arquiteton̂ico da disciplina. Serão realizadas três atividades: ü A primeira será a realização levantamentos e análise das tipologias de EAS. ü A segunda será a realização levantamentos de novos conceitos para EAS. ü A terceira será o levantamento das legislações e normatizações existentes que auxiliam no projeto arquitetônico de EAS. ü Lápis ou lapiseira para anotações ü Canetas coloridas para estudos esquemáticos ü Papel sulfite A4 ü Computador com internet Atividade 01 ATIVIDADE 01 Pesquisar a respeito das estruturas dos EAS públicos e privado, buscando compreender as condicionantes dos espaços físicos derivados das classificações de risco de atendimento e encaminhamento dos casos dos pacientes entre os EAS. Compreender as diferenças entre atendimento primário, secundário e terciário, associando-os a estrutura necessária na edificação. NÍVEL PRIMÁRIO Atividade caracterizada por ações de promoção, proteção e recuperação, no nível ambulatorial, por meio de pessoal elementar médio, clínicas gerais e odontólogos. Nesse nível, as atividade se dividem em três grupos: • Saúde • Saneamento • Diagnóstico simplificado Ex: Postos, Centros de Saúde e UBS. Fonte:https://enfermeiranosconcursos.wo rdpress.com/2017/03/15/a-atencao- primaria-a-saude-nas-redes-de-atencao-a- saude/ Atividades do Nível Primário • atendimento inicial ou de casos mais simples • Consultas, procedimentos e exames básicos. • Ações para a promoção da saúde pública em espaços comunitários • Campanhas para incentivar a vacinação e o combate à dengue NÍVEL SECUNDÁRIO Além das atividades e apoio ao nível primário: • Clinica médica • Clinica cirúrgica • Clínica ginecológica • Clínica pediátrica. Ex: Unidades mistas, ambulatórios gerais, hospitais locais e regionais e UPA. Fonte:https://blog.vectracs.com.br/entenda -quais-sao-os-niveis-de-atencao-a-saude/ • Complexidade é maior que a do nível primário: especialistas em áreas como cardiologia, oftalmologia, endocrinologia, etc. • Em nível ambulatorial, são feitos atendimentos com internações de curta duração, urgência e reabilitação. • O apoio ao diagnóstico é composto por laboratório de patologia clínica e radiodiagnóstico, com a utilização de equipamentos básicos. • Os laboratórios possuem uma estrutura mais complexa que a do nível primário e o radiodiagnóstico é feito com equipamentos básicos de raio-X. Atividades do Nível Secundário NÍVEL TERCIÁRIO • Nível em que são tratados os casos mais complexos do sistema, atenções do nível ambulatorial, urgência e internação. • A estrutura física destinada a esse nível são os ambulatórios, os hospitais regionais e os especializados. Devem ser planejados para o atendimento, numa rede integrada e hierarquizada, a 100% da população do país. Fonte: http://www.aerisrs.com.br/dutos-de-ar- condicionado-sao-risco-cotidiano-de-contaminacao-ate- em-hospitais Hierarquização do SUS Fonte: https://2.bp.blogspot.com/- QBNfnzGCU4c/V78dx6XquMI/AAAAAAAALzE/x6ce qqll420_Bf_ODVaG548NS- S95s4cQCLcB/s1600/Capturar.JPG Tema para o trabalho do semestre Para esse semestre iremos realizar o projeto de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Para isso precisamos conhecer um pouco mais sobre esse tipo de edifício. Faça a sua pesquisa!!! https://soumaissus.blogspot.com/2016/03/u pa-e-ubs-sabe-o-que-significam-essas.html UBS - Pesquisa 01 Entrega de trabalho escrito contendo: • Descrições básicas das atividades, • tipos de atendimentos, • programa de necessidades e • instalações básicas necessárias. Atividade 02 ATIVIDADE 02 Realizar uma pesquisa com resoluções projetuais (técnicas ou estéticas) que garantam produtos diferenciados e qualidade do espaço, como por exemplo a humanização hospitalar, a incorporação de cores na arquitetura hospitalar, a relação de arquitetura e hotelaria, entre outros. Humanização ”A humanização dos espaços envolve muitos aspectos, e aproxima-se muito da área de design de interiores. Ressalta-se o uso da cor, de revestimentos e texturas, objetos de decoração e mobiliário, iluminação, contato com o exterior e, ainda, o uso de vegetação onde possível” (BOING, 2003, p. 72). http://www.homedesign.com.br/blog/2017/03/10/hu maniza%C3%A7%C3%A3o-no-ambiente-hospitalar/ Healing environment Segundo Ulrich (1991; 2001), os efeitos positivos dos ambientes terapêuticos auxiliam na recuperação e cura dos paciente, também chamados de “Ambientes de cura”. Esses efeitos fazem parte da psiconeuroimunologia aplicada à arquitetura dos ambientes de saúde. https://www.architectmedia.pk/healing- environment-in-spaces/ Healing environment Ulrich (1991; 2001) aborda os fatores responsáveis pelos resultados positivos e pela humanização dos ambientes hospitalares: • controle de ambiente (controle das funções do ambiente e a privacidade para diminuir o estresse do paciente) • suporte social possibilitado pelo ambiente (interação com a família e contato social) • distrações positivas do ambiente (equilíbrio de estímulos visuais, comunicação com o ambiente exterior e com a natureza). Distrações positivas (ULRICH,1981; VASCONCELOS, 2004) • Presença de jardins internos ou aberturas para o exterior; • Uso de elementos como água e fogo; • Iluminação e uso de cores adequadas; • Integração com a natureza https://www.google.com/search?q=sarah+rio+de+janeiro &sxsrf=ACYBGNSsPYUOcHyZpPeNzYHC9fHeUzO3GQ:1575 998960098&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEw jpiLvRzavmAhWDB9QKHQWzBoMQ_AUoAXoECBEQAw&bi w=1440&bih=709#imgrc=H0g8xa78i8kHuM: Fatores para o bem-estar físico e emocional • Luz • Cor • Som • Aroma • Textura • Forma • Temperatura Fonte: http://www.sarah.br/a-rede-SARAH/nossas-unidades/unidade-fortaleza/ A Política Nacional de Humanização do SUS (HumanizaSUS) • A humanização é vista como um elemento fundamental, operada como uma política transversal em toda rede. • Humanizar é ofertar atendimento de qualidade articulando os avanços tecnológicos com acolhimento, com melhoria dos ambientes de cuidado e das condições de trabalho dos profissionais. Fonte: http://redehumanizasus.net/politica- nacional-de-humanizacao/ Cartilha HumanizaSUS: Ambiência Trata de modo qualitativo os espaços físicos e sua ambiência como uma importante disciplina para a humanização do atendimento. Essa Cartilha subdivide o conceito de ambiência em três eixos: Confortabilidade Espaço de encontro entre sujeitos Arquitetura como ferramenta facilitadora de mudança do processo de trabalho Cartilha HumanizaSUS: Ambiência Essa cartilhacontempla todo um leque de quesitos importantes para o bem-estar de seus usuários (pacientes, médicos e funcionários). É um guia geral que direciona a atuação dos projetistas através da conscientização sobre os princípios de humanização dos ambientes. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/p ublicacoes/ambiencia_2ed.pdf UBS - Pesquisa 02 Faça um resumo de conceitos e imagens, através de pesquisas na internet sobre edifícios de saúde que utilizam a humanização ou cores na arquitetura ou conforto ambiental em ambientes de Saúde. Utilize sites de projeto arquitetônico para poder realizar a pesquisa. UBS – Pesquisa 02 Exemplo de apresentação Atividade 03 ATIVIDADE 03 Realizar o estudo das legislações e normatizações pertinentes ao projeto arquitetônico deste tema, como: Resolução da Diretoria Colegiada nº50 (RDC 50), Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, dentre outros. RDC nº 50/2002 Fonte:https://www.romulopassos.com.br/materiais/baixa r/Y2QwN2NmMDBlYjU3MTk3OWQ4ZWRkMDYzYzU5YjQ3 Njk1NDk3NjA1ZjFiMGY3YjI5YmJiNjBmOTMyMTU5MmEwY el0V8de8BMk4iPTHYvC0vllmnkur3n7eXRqrqvxoSGJ/0 Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. 1 – Elaboração de projetos físicos (estudo preliminar, projeto básico, executivo) 2 – Programa físico Funcional dos EAS ( atribuição e atividades desenvolvidas nos diferentes tipos de EAS) 3 – Dimensionamento, qualificação e instalações prediais dos ambientes 4 – Critérios para projetos de EAS (circulação, estacionamento, conforto, controle de infecção e segurança contra incêndio) 5 – Condições ambientais de controle de infecção (interna – dentro do EAS e externa – entorno da construção, controle da qualidade do ar, conforto acústico, luminosidade) RDC nº 50/2002 6 – Condições ambientais de controle de infecção (condições ambientais, limpeza, CME, barreiras de contenção biológica, acabamentos, etc.) 7 – Instalações prediais ordinárias e especiais (instalações hidro sanitárias, elétricas e telefônicas, fluido-mecânicas e climatização) 8 – Condições de segurança contra incêndio (materiais utilizados e controle de riscos) 9 – Pessoas usuárias dos EAS )paciente, doador, público, funcionário, aluno) RDC nº 50/2002 Esta Resolução estabelece os requisitos para a análise, avaliação e aprovação dos projetos físicos de Estabelecimentos de Saúde pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). RDC nº 51/2011 • Se aplica aos Centros de Material e Esterilização - CME dos serviços de saúde públicos e privados, civis e militares, e às empresas processadoras envolvidas no processamento de produtos para saúde. • Define ambientes e dimensão mínimos e separações RDC nº 15/2012 NBR 9050/2015 Esta Norma estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, e de edificações às condições de acessibilidade. Fonte: http://elisaprado.com.br/blog/2015/09/nova- edicao-da-abnt-nbr-9050-2015/ Corpo de Bombeiros • As normas de combate a incêndio do Corpo de Bombeiros é definida por estado. • Dessa forma, você deverá buscar a Norma de Prevenção e combate a incêndios do seu estado. Fonte:https://myrealdomain.com/e xplore/carro-de-bombeiros.html https://aps.saude.gov.br/ape/requalificaUbs O ut ra s o rie nt aç õe s v Requalifica UBS (plantas padrão MS) • Portaria nº 381, de 06 de fevereiro de 2017 • Portaria de Consolidação nº 06, de 28 de setembro de 2017 • Portaria nº 341, de 4 de março de 2013 – Reforma • Portaria nº 340, de 4 de março de 2013 – Construção • Portaria nº 339, de 4 de março de 2013 - Ampliação http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_estrutura_ fisica_ubs.pdf vManual de estrutura física das UBS v Normas para projetos físicos de EAS http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/normas_montar_c entro_.pdf Manual de estrutura física das UBS - Programa Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publi cacoes/manual_estrutura_ubs.pdf Porte das UBSs - PORTARIA Nº 340, DE 4 DE MARÇO DE 2013 • UBS Porte I: destinada e apta a abrigar, no mínimo, 1 (uma) Equipe de Atenção Básica (EAB), com número de profissionais compatível a 1 (uma) EAB; • UBS Porte II: destinada e apta a abrigar, no mínimo, 2 (duas) EAB, com número de profissionais compatível a 2 (duas) EAB; • UBS Porte III: destinada e apta a abrigar, no mínimo, 3 (três) EAB, com número de profissionais compatível a 3 (três) EAB; e • UBS Porte IV: destinada e apta a abrigar, no mínimo, 4 (quatro) EAB, com número de profissionais compatível a 4 (quatro) EAB. Projetos padrão MS Fonte: https://aps.saude.gov.br/ape/requalificaUbs Porte I Porte II Fonte: https://aps.saude.gov.br/ape/requalificaUbs UBS – Pesquisa 03 Faça uma tabela resumo com todas as informações coletadas sobre essa aula prática. Entrega de 01 (uma) tabela resumo que contemple as informações e diretrizes discutidas na aula prática 1, quanto a tipologias, particularidades projetuais, novas soluções projetuais e legislações e normatizações aplicáveis aos EAS.