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ACESSE AQUI ESTE 
MATERIAL DIGITAL!
DRA. LARISSA DONATO
AGROCLIMATOLOGIA 
EXPEDIENTE
Coordenador(a) de Conteúdo 
Grazielle Jenske
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Nivaldo Villela de Oliveira Junior
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. DONATO, Larissa.
AGROCLIMATOLOGIA / Dra. Larissa Donato. - Indaial, SC: 
Arqué, 2024.
180 p
ISBN papel 978-65-6137-410-1
ISBN digital 978-65-6137-411-8
“Graduação - EaD”. 
1. Clima 2. Meteorologia 3. Tempo 4.EaD. I. Título. 
CDD - 613.1 
FICHA CATALOGRÁFICA
ACADÊMICO!ACADÊMICO!
AO FIM DE CADA TEMA DE APRENDIZAGEM, 
VOCÊ É CONVIDADO A VERIFICAR O QUE COM
PREENDEU SOBRE O ASSUNTO ESTUDADO, 
REALIZANDO ALGUMAS ATIVIDADES.
ACESSE AS ÚLTIMAS PÁGINAS DE CADA TEMA 
E RESOLVA AS ATIVIDADES PROPOSTAS. NÃO 
PERCA A OPORTUNIDADE DE AMPLIAR SEUS 
CONHECIMENTOS!
NO FINAL DO LIVRO VOCÊ PODE ACESSAR O 
GABARITO E CONFERIR A RESOLUÇÃO DAS 
ATIVIDADES DE CADA TEMA.
 BOA SORTE! 
AVISO IMPORTANTE!
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3
RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou 
conceitos avançados, levando ao 
aprofundamento do que está sen-
do trabalhado naquele momento 
do texto. 
APROFUNDANDO
Professores especialistas e 
convidados, ampliando as 
discussões sobre os temas 
por meio de fantásticos 
podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
Utilizado para agregar um 
conteúdo externo. Utilizando 
o QR-code você poderá 
acessar links de vídeos, 
artigos, sites, etc. Acres-
centando muito aprendizado 
em toda a sua trajetória.
EU INDICO
Este item corresponde a uma 
proposta de reflexão que pode 
ser apresentada por meio de uma 
frase, um trecho breve ou uma 
pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão sobre 
o tema. Após o texto trazer a 
explicação, essa interlocução pode 
trazer pontos adicionais que con-
tribuam para que o estudante não 
fique com dúvidas sobre o tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Uma dose extra de conheci-
mento é sempre bem-vinda. 
Aqui você terá indicações de 
filmes que se conectam com 
o tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de conheci-
mento é sempre bem-vinda. 
Aqui você terá indicações de 
livros que agregarão muito 
na sua vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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CAMINHOS DE APRENDIZAGEM
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7U N I D A D E 1
O QUE É DE FATO A CLIMATOLOGIA? 8
Fundamentos da climatologia 9
ESTAÇÕES DO ANO: ROTAÇÃO E TRANSLAÇÃO 40
AS PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES CLIMÁTICAS 54
75U N I D A D E 2
ATMOSFERA E ÁGUA: ESPAÇO GEOGRÁFICO EM ANÁLISE 76
ELEMENTO CLIMÁTICO: A PRECIPITAÇÃO E O CICLO DA ÁGUA 86
AS ESCALAS DE ESTUDOS CLIMÁTICOS 104
117U N I D A D E 3
CLASSIFICAÇÕES CLIMÁTICAS 118
FENÔMENOS CLIMÁTICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS I 140
FENÔMENOS CLIMÁTICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS II 154
UNIDADE 1UNIDADE 1
UNIDADE 1
MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
O QUE É DE FATO A CLIMATOLOGIA?
DRA. LARISSA DONATO
Entenda o que é a Climatologia e suas aplicações.
Conceituar clima e tempo.
Diferencie climatologia e meteorologia.
Conceituar fatores climáticos.
Conceituar elementos do clima.
8
INICIE SUA JORNADA
FUNDAMENTOS DA CLIMATOLOGIA
Você já parou para pensar qual a importância da climatologia na sua vida e em 
todas as mudanças climáticas que ocorreram no globo? Há séculos, a temperatura 
de determinados locais não era como é agora, ou seja, as estações do ano eram 
diferentes das atuais, existiam locais que eram cobertos de gelo e, hoje, são verda-
deiras florestas e, também, locais que eram mar e, hoje, são desertos. Por exemplo: 
No norte do Paraná, onde hoje se encontra a floresta estacional semidecidual, 
presente na mata atlântica, são encontrados relictos de savana, mostrando que o 
paleoclima era muito mais seco que o atual. Diversas áreas da Mata Atlântica já 
foram submersas em oceano, e o próprio deserto do Saara, o maior do planeta 
Terra, já foi um mar com mais de 3.000 quilômetros de extensão, com possibili-
dade de atingir mais de 50 metros de profundidade. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
- Você sabe como os cientistas chegaram a estas conclusões? 
- Como que a temperatura e a umidade eram aferidas?
Estas são algumas das questões que responderemos ao longo deste tema de apren-
dizagem. Temos que entender, também, o quanto o ser humano pode afetar, 
direta ou indiretamente, nesta mudança. Será que ela é natural?
Na Geografia, nada acontece separadamente. O clima de determinado local 
depende, dentre outros fatores, do posicionamento no globo, do relevo, que 
influencia no solo, na vegetação e, consequentemente, no modelo cultural 
de vida em sociedade. Não é uma questão determinista, mas uma questão de 
aproveitamento das possibilidades naturais daquele sistema geográfico. Sendo 
assim, neste tema de aprendizagem, vamos começar do começo e entender os 
9
UNIDADE 1
UNIDADE 1
principais conceitos do que de fato é a climatologia, lembrando, sempre, qual o 
papel do professor de Geografia neste processo de ensino e aprendizagem ligados 
ao clima. Vamos lá!?
DESENVOLVE SEU POTENCIAL
É muito comum vermos reportagens sobre situações climáticas, tanto em nível 
local, dentro da nossa cidade, quanto em nível regional ou global. As notícias 
sobre tempestade, calor intenso, ventania, estiagem, ou até mesmo deslizamen-
to causado por chuvas podem acontecer em nossa rua, nosso estado, país e, até 
mesmo, do outro lado do globo. E, em todas essas situações, referimo-nos, de 
certa forma, ao que chamamos de clima. 
Todos os dias, os jornais notificam as previsões de tempo e, sempre, vemos 
algum recorde sobre o dia mais quente do ano, a maior chuva da estação e a frente 
fria que adentra a região naquele dia. Junto com essas previsões, aparecem relatos 
de problemas ambientais, aquecimento global, ilha de calor, inversão térmica e 
diversos outros registros que nos fazem pensar: como o clima é formado? Qual 
sua origem e como isso influencia a nossa vida? O que são e onde estão os ele-
mentos da atmosfera?
Pois bem, vamos pensar nessas reportagens sobre a situação do tempo at-
mosférico. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou, em um 
certo dia, que ocorreria chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos 
intensos (40-60 km/h), com baixo risco de corte de energia elétrica, podendo 
ocorrer queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas para um 
recorte de área no Brasil.
É importante entendermos que o INMET fez uma previsão, ou seja, com base 
nos dados atmosféricos, o órgão realizou uma prévia sobre os possíveis aconte-
cimentos. Essa antecipação dos dados pode ser feita por você mesmo, usando 
como base o mapa em tempo real de pressão, direção e velocidade dos ventos. 
O mapa barométrico, como é conhecido, apresenta os dados ao nível do mar e, 
com ele, é possível calcular o que e quando um acontecimento atmosférico irá 
acontecer. Chegamos, então, a quatro conceitos básicos e de extrema importância 
dentro da climatologia. Os dois primeiros dizem respeito aos estudos climáticos 
e meteorológicos que acabam por reproduzir os seguintes — Tempo e Clima.
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Geografia: práticas de campo. 
Editora: Marandi 
Autor: Luis Antonio Bittar Venturi
Sinopse:O livro, Geografia: práticas de campo, laboratório e sala de 
aula, de Luis Antonio Bittar Venturi (org ), reúne informações técnicas 
e conceituais da pesquisa científica produzida por 35 professores 
reconhecidos por sua atuação acadêmica e docente da USP — Univer-
sidade de São Paulo. A obra interessa a pesquisadores e professores 
de todos os níveis do ensino de Geografia eáreas ambientais da natureza, pois, além 
de aportes teóricos, traz modelos práticos de atuação em campo e em sala de aula
INDICAÇÃO DE LIVRO
Por exemplo, quando comentamos que, no norte brasileiro, o clima é quente e 
úmido, estamos afirmando que, pelo menos nos últimos 30 anos, os registros 
desse local foram de temperaturas e umidade relativa do ar altas. É claro que 
existem exceções, um dia ou outro de determinado mês que pode ter chovido 
menos ou o fato de o dia ter sido mais frio, mas é importante entendermos que 
essa não é a característica principal do clima local.
Para Sorre (1951), o clima é muito mais do que um compilado de médias, 
mas, sim, uma série do histórico de dados atmosféricos de um local sobre sua 
condição habitual. Maximilien Sorre foi um Geógrafo francês que ficou mundial-
mente conhecido por fazer pesquisas na Geografia, na Biologia e, sobretudo, na 
Geografia em Sociedade, ou seja, buscando entender e analisar o meio em que 
estamos inseridos.Dessa maneira, conceituamos aqui, então, clima — registro 
da série histórica, de pelo menos, 30 anos do tempo.
E, assim, conceituamos o tempo — registro atmosférico do momento. Esses 
conceitos nos levam a outros dois conceitos iniciais: entender que a Climato-
logia estuda os registros do clima, do passado em uma série histórica e que a 
Meteorologia estuda os registros do tempo futuro, com dados de previsões de 
dados atmosféricos possíveis de acontecerem. Resumidamente, Cavalcanti et 
al. (2015) traduz que o TEMPO é o que vemos acontecer, e o CLIMA é o que 
Toda vez que nos remetemos aos assuntos ligados ao clima, falamos direta-
mente dos acontecimentos já registrados, ou seja, que estão no passado. Então, 
para discutir o clima, necessitamos de uma construção em série, de pelo menos 
30 anos, para poder mencionar uma característica de determinado local.
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
esperamos que aconteça, afinal, registramos todo seu período histórico com a 
intenção de que as médias sejam mantidas.
Pode ser que você, ainda, não tenha condições de fazer os cálculos matemá-
ticos e físicos para entender o que virá do tempo atmosférico. Mas você já pode 
acessar o mapa barométrico em tempo real e perceber onde estão localizadas as 
rajadas de vento pelos movimentos das massas de ar bem como as diferenças de 
pressão de cada local do Brasil. Acesse o link e busque a pressão e as massas de 
ar atuantes na sua região. Você pode clicar no ícone na parte superior direita do 
mapa, conforme figura a seguir e mudar o índice temático do mapa — preensão, 
rajada de ventos, temperaturas, dentre outras.
Figura 1 - Pressão em tempo real / Fonte: a autora
Descrição da Imagem: a imagem mostra a interface do site, em que alguns dados climáticos são apresentados em 
tempo real. Nele, está como base cartográfica o mapa do Brasil, com o oceano atlântico e as linhas barométricas 
em circulação. As cores variam entre azul, verde e amarelo, e quanto mais quente a cor, maior é a pressão no local. 
Além disso, há indicações das ferramentas que podem ser acessadas de forma online como escala, elementos do 
mapa, datas de diferentes registros, índices, dentre outros, em uma coluna na lateral direita.
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Agora que observamos a imagem do mapa e procuramos por essas questões, 
percebemos que a velocidade do deslocamento do vento sobre os oceanos é mais 
acelerada do que sobre os continentes. Isso ocorre devido às barreiras encon-
tradas no relevo continental e que não estão presentes em alto mar, no nível do 
mar. Aqui, conseguimos compreender uma correlação importante existente entre 
clima e geomorfologia, ou seja, o formato do relevo. A velocidade do vento na 
superfície terrestre, também, diferencia-se em locais de relevo baixo, plano para 
locais altos e ondulados. O mesmo acontece com a pressão, quanto mais elevado 
o local, menor a pressão existente; sendo assim, a pressão em nível do mar será 
diferente da pressão em topo de morro. 
“O menino que descobriu o vento”
Ano: 2019
Sinopse: O filme “O menino que descobriu o vento” conta com a sinopse que sempre 
esforçando-se para adquirir conhecimentos cada vez mais diversificados, um jovem de 
Malawi se cansa de assistir todos os colegas de seu vilarejo passando por dificuldades e 
começa a desenvolver uma inovadora turbina de vento.
INDICAÇÃO DE FILME
VOCÊ SABE RESPONDER?
Levando em consideração o mapa barométrico, observe a velocidade dos 
ventos e perceba se a velocidade nos oceanos é a mesma do que nas áreas 
continentais. Por que elas são diferentes? Existe uma relação entre pressão e 
temperatura? Onde a pressão é maior, a temperatura também é maior, ou não?
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Um dos exemplos práticos é o pico do Everest que tem pressão rarefeita e tempe-
raturas muito baixas, o que nos leva a outra correlação geográfica entre clima e al-
titude, clima e pressão atmosférica. Quanto maior a pressão, maior a temperatura. 
Podemos, ainda, relacionar esses aspectos à vegetação, uma vez que quanto mais 
quente e úmido, maior a possibilidade de desenvolvimento de grandes matas. 
Lembre-se, sempre, de que a Geografia é dinâmica.
Assim como a maioria das ciências, a climatologia surgiu como um fenômeno 
de reconhecimento do meio. Entender seu estado para prever suas situações fez 
com que os seres humanos avançassem nas resoluções de suas necessidades. A 
partir do momento que se domina uma técnica, existe a possibilidade de evoluir 
e a climatologia pode potencializar, ainda mais, esse processo. Ou seja, a climato-
logia está diretamente relacionada ao modo de vida, às culturas, às possibilidades 
e ao desenvolvimento social. 
Até o momento, conseguimos entender a diferença entre TEMPO / CLIMA 
e Climatologia / Meteorologia e, ainda, a relação entre CLIMA / Climatologia e 
TEMPO / Meteorologia (Figura 2).
Com esses conceitos, podemos compreender a diferença entre uma estação cli-
matológica, que faz estudos sobre o clima e uma estação meteorológica, que faz 
estudos sobre a previsão do tempo. Existem, ainda, estações principais, que são 
formadas por todos os aparelhos necessários para uma análise precisa, e as esta-
ções secundárias, que são formadas por alguns equipamentos e fazem registros 
Figura 2 - Conceito e correlação entre clima e tempo / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: nesta imagem, que é uma ilustração, apresentam-se os conceitos de climatologia (estudo 
do clima, série histórica) e de meteorologia (estudo do Tempo, previsão para posteriori). Cada uma dessas temática 
está dentro de um quadro com uma seta indicando seu conceito.
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voltados a especialidades. Para que possamos nos aprofundar nesse conhecimen-
to, podemos propor um dicionário da climatologia; assim, além de entender a 
nomenclatura e o conceito, entendemos também o seu funcionamento.
Figura 3 - Vista geral da estação climatológica principal da UEM / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia composta por uma estação meteorológica e seus equipamentos 
com indicativo de cada nome. A paisagem fotográfica pode ser dividida em três setores horizontais. No primeiro 
setor, de cima para baixo, em um plano mais profundo e longínquo, vemos um céu azul, limpo, sem a presença 
de nuvens; no segundo setor, no centro da fotografia, vemos a urbanização da cidade de Maringá ao fundo da 
estação, com a presença de prédios de diferentes tamanhos e árvores que se aproximam do espaço físico da 
estação em si. As árvores estão carregadas de folhas verdes. No primeiro setor da imagem, à frente na paisagem, 
vemos a estação em si. Ela é composta por um gramado rasteiro de coloração verde claro cercada por uma tela 
de proteção, no entanto vazada, para não interferir na passagem de vento e calor. Do lado esquerdo da imagem, 
vemos dois tanques circulares com água e um cilindro para medição da chuva. Ao centro, vemos um pequeno abrigo 
de madeira, em formato quadrado, fechado e termômetros presos no solo. Por fim, no lado direito, vemos duas 
grandes torres emformato de poste circular e finos que sustentam uma placa solar e uma biruta, material cônico
Uma estação meteorológica (Figura 3) pode ser classificada entre convencion-
al, quando as informações de cada equipamento são coletadas por profissionais 
que tomam nota e enviam para o sistema geral de dados e, ainda, a estação 
automática, em que os dados são eletronicamente captados por sensores e 
enviados automaticamente para a central de informações. Em alguns casos, as 
estações podem ocupar essas duas classificações e manter dados convencion-
ais e automáticos a fim de comparação e registros com maior precisão.
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5
UNIDADE 1
UNIDADE 1
As estações são compostas por diversos equipamentos, dentre eles: 
1. Anemômetro: equipamento utilizado para medir a velocidade do vento; 
é uma espécie de colheres e pás aéreas, como em um catavento, que é 
girado quando o vento passa por ele.
2. Barômetro: equipamento utilizado para medir a pressão atmosférica, por 
meio de elementos, como mercúrio ou cápsula de vácuo que expande de 
acordo com a pressão recebida.
3. Biruta: equipamento utilizado para demonstrar a direção do vento; 
normalmente, tem formato de cone e é colocado deitado em uma haste 
móvel, para que ele gire de acordo com o vento. Pode ser maciço ou de 
tecido/plástico.
Figura 4 - Instrumentos presentes na estação climatológica principal da UEM / Fonte: a autora
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia que mostra dois equipamentos de uma estação com fundo 
de céu limpo. Ambos são sustentados por postes altos. No poste da esquerda, existem quatro equipamento, um 
sobre o outro separadamente. Na parte mais alta, uma espécie de leque e um marcador em formato de seta. O 
segundo é uma espécie de cone que roda livremente, indicando a direção do vento. O terceiro, uma seta aponta 
para o Norte com a letra “N” presa na ponta. O quarto é uma haste que marca a velocidade do vento. No segundo 
poste, à direita da imagem, vemos um único equipamento em uma altura um pouco mais baixa que o da esquerda. 
Esse equipamento é um anemômetro e um barômetro, formado por uma base horizontal de cerca de 60cm que 
carrega em cada extremidade uma haste pequena com pequenas conchas semicirculares que medem a pressão.
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4. Heliógrafo: equipamento utilizado para medir a insolação sobre a su-
perfície; uma esfera de vidro recebe os raios solares que, em um feixe de 
calor específico pelo brilho solar, queima a fita de pastel com a marcação 
dos horários, que são baseados na esfera e no movimento aparente do sol.
5. Higrômetro: equipamento utili-
zado para medir a umidade relati-
va do ar, ou seja, a quantidade de 
vapor de água que está suspensa 
com os gases; consiste em um tubo 
circular que com duas hastes, uma 
fixa e outra móvel, desenham a os-
cilação da umidade. Para captar o 
diferencial desse índice, é usado 
um elemento de alta absorção de 
umidade, como o cabelo humano 
ou lítio que se expande de acordo 
com a água recebida.
Figura 5 - Heliógrafo presente na estação climatológica 
principal da UEM e fita de marcação utilizada 
Fonte: a autora
Descrição da Imagem: a imagem é composta por duas 
fotografias, que mostram duas figuras; a primeira de-
monstra um heliógrafo, equipamento esférico, de vidro 
que recebe a luz solar e queima uma fita de papel com 
marcação dos horários. Essa fita com a marcação de 
cada hora do dia recebe insolação de papel verde com 
linhas brancas para cada hora do dia. Na segunda figu-
ra, vemos três fitas em destaque, a primeira de frente, 
na cor verde e as duas outras viradas, com o verso 
em destaque para os horários que o sol literalmente 
queimou o papel. 
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
6. Pluviômetro: equipamento utiliza-
do para medir a quantidade de pre-
cipitação pluviométrica; consiste em 
um cone com abertura na parte supe-
rior que capta a quantidade de chuva 
e reserva em seu interior.
Figura 6 - Anotações de Higrômetro e de termômetro 
presente na estação climatológica principal da UEM
Fotos: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia que 
apresenta um higrômetro formado por caixa de alumínio, 
com visor de vidro, no qual se vê um cilindro de papel bran-
co e uma agulha que registra as marcações, seguindo as 
oscilações dos níveis.
Figura 7 - Pluviômetro presente na estação climatológica
 principal da UEM / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia que 
mostra um pluviômetro, uma espécie de cone cilíndrico 
invertido com abertura na parte superior, feito de alumínio.
7. Tanques evaporímetros e atôme-
tros: usados para medir a quantidade 
de água evaporada em determinado 
período do dia com base na insolação. 
Esses tanques são cobertos por uma 
grade para proteger de animais que 
podem utilizar a água.
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8. Termômetro: equipamento 
utilizado para medir a 
temperatura. Normalmente, 
são usados diversos 
termômetros, um para 
temperatura do solo, outro 
para temperatura atmosférica, 
outro para temperatura com 
proximidade da superfície. 
São, também, equipamentos 
que utilizam elementos 
químicos para a medição, no 
caso, o mercúrio que é sensível 
ao calor.
Figura 8 - Tanque evaporímetro e atmômetro 
presente na estação climatológica principal da UEM
Fotos: a autora
Descrição da Imagem: a imagem mostra três foto-
grafias. Na primeira, vemos dois tanques de alumínio 
circular, cheio de água e cobertos por uma tela que 
protege contra a entrada de animais. Na segunda 
e na terceira imagem, vemos em detalhe o medi-
dor da água do tanque, que marca a altura da água 
dentro do tanque. É um equipamento suspenso por 
três hastes que sustentam uma régua de marcação 
do nível da água.
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Todos esses equipamentos são verificados, e suas medidas anotadas em quatro 
horários padrões seguidos por todas as estações em todo o globo terrestre, sendo 
os três últimos horários considerados principais. Seguindo o horário de Green-
wich, essas medições são realizadas às 00h, 06h, 12h e 18h, o que transferindo 
para o horário de Brasília, ocorrem 3h, 9h, 15h e 21h. Em estações mais antigas, 
ocorrem as medições de forma manual, por um técnico capacitado que envia os 
dados para a central responsável no setor regional. 
O setor regional, após sua junção, envia para a central nacional, que o remete 
para os índices internacionais. Nas estações digitais recentes, essas medições são 
aferidas e enviadas para a base responsável automaticamente. No caso de estações 
que mantêm os dois formatos, automático e manual, a prática é realizada para que 
haja veracidade e continuação dos registros sem alterações técnicas (Figura 10).
Figura 9 - Termômetros presentes na estação climatológica principal da UEM / Fotos: a autora.
Descrição da Imagem: a figura é formada por três fotografias de três termômetros. O primeiro, à esquerda, está 
dentro de um abrigo de madeira com frestas para circulação do ar; o segundo, ao centro da figura, parcialmente, 
inserido no solo para registrar a sua temperatura; e o terceiro, à direita, também, dentro do abrigo (caixa de madeira 
semi aberta), é segurado por uma mão humana de cor clara que registra os seus dados.
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Toda a estação, os profissionais e seus equipamentos seguem normas padroniza-
das internacionais. Alguns equipamentos, como termômetro, são mantidos em 
abrigo (Figura 11), em uma caixa de madeira com abertura em formato de per-
sianas para a passagem e circulação do vento. Esse abrigo é instalado a uma altura 
padrão de 1,20m a 1,50m do solo, sempre pintado de branco, devido à absorção 
de radiação solar acontecer equilibrada e evitando aquecimento. Também, deve, 
no hemisfério sul, ter abertura da porta voltada para o sul para não receber, em 
nenhum momento do dia, luz direta; no hemisfério norte, ocorre o contrário.
Figura 10 - Coleta de dados manuais na estação climatológica de Maringá na UEM / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura é composta por duas fotografias de um homem branco de cabelos castanhose 
curtos que faz medições com uma lupa de vidro, de dois equipamentos: o primeiro, à esquerda, em um abrigo 
(caixa de madeira), e o segundo, à direita, cilíndrico com uma agulha que registra os índices.
Figura 11 - Abrigo de instrumentos 
na estação climatológica de 
Maringá na UEM / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a ima-
gem é uma fotografia que é 
composta por uma caixa de 
madeira quadrada e branca 
com persianas de abertura 
horizontais coberta por um 
telhado também de madeira e 
suspensa do nível do solo com 
uma base de 4 pedestais.
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Todos os outros equipamentos que precisam estar abertos ao tempo, junto com 
o abrigo, devem estar em uma cerca de gramado para manter o nível de 
albedo em qualquer localidade, evitando situações adversas e diferentes 
do padrão em todas as estações (conforme demonstrado na Figura 3). 
Fazendo isso, as marcações serão devidamente equiparadas no quesito téc-
nico, restando realmente o índice de dados meteorológicos. Mas, então, o que 
são esses elementos medidos? 
VENTO
Descolamento do ar 
PRESSÃO ATMOSFÉRICA
“Força” que a atmosfera exerce sobre a superfície.
ATMOSFERA
Camada gasosa que envolve o planeta Terra 
INSOLAÇÃO
Medida da quantidade de irradiação solar por um determinado tempo 
UMIDADE RELATIVA DO AR
É a porcentagem de água, ou partículas úmidas, que estão em suspensão no ar. A 
umidade, também, pode ser medida no solo, sendo, então, a quantidade de água 
existente neste local Precipitação pluviométrica: é o que chamamos de “chuva”, ou 
seja, a queda da umidade após ser condensada (agrupada, juntada) na atmosfera.
TEMPERATURA
Índice de calor 
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Os estudos da climatologia existem desde o século VI a.C., mas foi somente por 
volta do século XVIII d.C que as características da atmosfera foram observadas 
com especificidades de espacialidade e temporalidade, o que nos fez pensar em 
uma climatologia geográfica. Os autores, ainda, afirmam que, 
após a entrada no século XXI, houve a aplicação de novas tecno-
logias, como satélites e imagens de radar. Esse avanço tecnológico 
não dispensa equipamentos mais antigos, justamente para manter 
a qualidade e a mesma precisão, mas é, sem dúvida, um avanço 
e nova aplicabilidade nos estudos regionais e locais, que também 
aumentaram nas últimas décadas.
Mendonça e Danni-Oliveira (2007)
Quando todos os índices gerados por esses elementos são agrupados, determina-
mos, então, as condições temporais e climáticas de um local. E é, aqui, que está a 
principal questão de um profissional da Geografia e, sobretudo, de um professor 
de Geografia. Isso porque esta ciência é reconhecida pela sua interdisciplinari-
dade natural, uma vez que engloba tanto fatores físicos quanto fatores sociais. 
Durante o estudo da Geografia, dividimos os processos educacionais em nichos, 
como as disciplinas: Geomorfologia, Hidrografia, Pedologia, Geografia Urbana 
e Rural, Geografia da População, Climatologia, dentre outras, mas as análises 
precisam ser integradas.
AMPLITUDE TÉRMICA
Diferença entre mínima e máxima diária.
ALBEDO 
É a quantidade de energia refletida pela superfície. Quando mais escuras, menor 
o albedo e maior a absorção do calor; quanto mais clara, maior o albedo e menor 
a absorção dessa energia.
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Essa subdivisão conceitual, até mesmo processual, é realizada para desenvol-
ver, de forma ampla e aprofundada, as análises e o desenrolar cognitivo de 
quem aprende. No entanto fazer Geografia é, inicialmente, entender o sistema 
integrado, em que todas essas disciplinas estão inseridas. Por esse motivo, di-
vidimos os conceitos de cada item, de cada instrumento e de cada análise, mas 
nenhum deles gera qualquer potencial de compreensão do espaço geográfico 
de forma separada. Para se fazer a Geografia — que é o estudo do Espaço Geo-
gráfico — é necessário compreender todos os conceitos e, portanto, todas as 
disciplinas de forma integrada. 
Uma vez que a Climatologia é um ramo da Geografia, não se pode esquecer que 
ela está a serviço da sociedade, uma vez que essa ciência busca respostas de diversos 
acontecimentos ambientais e sociais, com base no clima (BORSATO, 2016). Isso não 
seria diferente com o estudo climático. Determinar o clima de um local, ou região, 
já nos faz procurar o entendimento dos fatores que levaram àquelas determinações. 
Por que uma cidade é mais quente que outra? Por que na praia é mais calor que no 
morro? Por que chove todos os dias em um local e não chove em outros? Pois bem! 
Vamos entender os Fatores Determinantes do Clima.
Para você, o que são Fatores? Normalmente, pensar nos fatores nos remete a algo que 
antecede o fato. Ou seja, para que determinado fato ocorra, é necessário que, antes 
dele, algo seja determinante. Por exemplo, para que um bolo fique pronto, é necessário 
que seja aquecido. Para que chova, é necessário ter umidade.
PENSANDO JUNTOS
Na literatura, você pode encontrar diversos fatores climáticos, mas eles podem 
se resumir em quatro principais, sendo eles: Latitude, Altitude, Maritimidade e 
Massa de Ar. Esses quatro podem vir, ainda, subdivididos em relevo — o que 
já está reconhecido no processo de estudo da altitude, continentalidade — que 
acaba por ser o contrário de maritimidade, assim como as correntes oceânicas, 
também, ligadas às massas de ares. 
Sendo assim, esses quatro fatores são determinantes para os registros climá-
ticos de uma localidade. Não podemos esquecer que o clima é dinâmico, ou seja, 
está diretamente em transformação, junto com todo sistema natural em que está 
inserido. Segundo Borsato (2016),
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o clima é consequência de uma atmosfera complexa, e não se pode 
ler o clima por fatos isolados, mas sim com a intencionalidade 
regional, ou seja, as características do local.
O primeiro fator climático de proporção global é a LATITU-
DE. O posicionamento norte/sul, a partir da linha do equador, faz 
com que um local seja reconhecido como mais ou menos quente. 
Isso ocorre pois a irradiação solar, devido ao formato geoidal da 
Terra, é maior em baixas latitudes e diminui conforme a latitude 
aumenta em direção aos polos. Justamente por ser dinâmico e de-
vido ao eixo de inclinação da Terra, existem locais com verões mais 
brandos que em outras áreas. O fator latitude nos leva a uma com-
preensão de que a faixa equatorial do globo tem dinâmica climá-
tica reconhecida por ser espelhada, justamente por contrapor as 
principais características no globo. 
Próximo à linha do Equador, o clima é considerado quente e 
úmido, conhecida então como Zona Equatorial. As faixas tropicais 
do globo são, por excelência e generalização, quentes e secas; não 
coincidentemente, nessas faixas, encontramos os principais deser-
tos do mundo, conhecidas então como Zona Tropical. As faixas 
polares, por sua vez, são frias e quanto maior a latitude, mais 
gelada é a temperatura, conhecida, então, como Zona Tem-
perada e Zona Polar.
Latitude e incidência solar
O fato de a terra ser um círculo geoidal, com superfícies irre-
gulares e estar inclinada em relação ao seu eixo central, faz com 
que o sol incida com intensidades diferentes em cada região lati-
tudinal do globo. A zona equatorial recebe os raios de forma mais 
incisiva e perpendicular do que as zonas polares, o que influencia 
direta e especificamente na situação climática do globo terrestre.
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O segundo fator climático do qual 
falaremos, aqui, é a ALTITUDE. É 
importante compreender que nem 
todos os locais que estão na zona 
equatorial global são quentes e úmi-
dos, e nem todas as áreas da zona tro-
pical são quentes e secas. Isso ocorre, 
pois, como comentado, não existe 
apenas o fator LATITUDE, mas, sim, 
pelo menos quatro fatores principais. 
Pois bem, duas cidades podem ter 
latitudes aproximadas e não terem a 
mesma classificação climática devi-
do às altitudes diferenciadas. 
Por exemplo, Campos do Jordão, 
cidade paulista, encontra-se com uma 
latitude média de 22º44’Se a capital 
Carioca, Rio de Janeiro, encontra-se a 
uma latitude média de 22º54’S. Com 
latitudes aproximadas, essa capital 
tem uma característica climática de 
ser tropical, quente e úmida, com mé-
dias anuais de 20ºC e um verão bas-
tante quente, podendo ultrapassar os 
35ºC. Campo do Jordão, por sua vez, 
tem clima considerado tropical tem-
perado, com temperatura que pode 
chegar a 1ºC e raramente ultrapassam 
os 28ºC (Figura 12).
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Não é apenas a altitude que faz com que essa diferença seja marcada, no entanto, 
apesar das grandes variações do relevo do Rio de Janeiro que chega no máximo a 
1.025 m justamente na Zona Oeste da cidade, ou seja, mais distante do mar, a cidade 
LATITUDE: distância entre o equador e os polos, medida pelos paralelos em graus com 
início do principal paralelo — o equador (0 grau) e o polos (até 90 graus). Os trópicos são 
paralelos que estão a 23º26’16″ do equador. O trópico de câncer, ao norte; e o trópico 
capricórnio, ao sul. Ambos com circunferência média de =~ 36.787 km. 
ALTITUDE: nível de altura média ao nível do mar com 0 metros.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Figura 12 - Mapa dos municípios analisados. / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: : a imagem é formada por um mapa de localização, contendo os estados do Rio de Janeiro 
e de São Paulo, com as cidades do Rio de Janeiro e Campos do Jordão, respectivamente representadas. Na parte 
superior do mapa, vemos o mapa do Brasil, em tamanho maior, com a delimitação das fronteiras e dos limites 
estatais em vermelho e, ao seu lado direito, é apresentado em destaque, com ampliação da escala em zoom, os 
estados de São Paulo, a Oeste em vermelho queimado e do estado do Rio de Janeiro a Leste em laranja. Embaixo 
desta representação, aparece uma escala gráfica representada por uma faixa branca e preta que a cada espaça-
mento gráfico representa 100km do real. Logo, abaixo destes mapas menores e que representam a localização 
geral, está o mapa.
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encontra-se no litoral, com altitudes que partem dos 2 metros, já a cidade paulista, 
está situada a uma altitude que ultrapassa os 1.620 metros na Serra da Mantiqueira.
Ainda que estando na mesma zona climática, com latitudes similares, o fator 
altitude é predominante no clima desses locais, assim como os fatores de mariti-
midade — que afeta diretamente a capital carioca, e continentalidade — que afeta 
diretamente o município paulista. Chegamos então ao terceiro fator climático 
estabelecido anteriormente: MARITIMIDADE.
Diversos autores preferem trabalhar a maritimidade e a continentalidade 
separadamente. Apesar de, realmente, apresentarem questões diferentes e terem 
conceitos diferenciados, são, justamente, opostos entre si. Uma localidade é afe-
tada diretamente pela maritimidade, quando está próxima de regiões oceânicas, 
ou ainda que insulares, contrapondo então locais que estão situados no interior 
do continente, distante da umidade do mar e, por isso, tendo potencialidades 
em serem mais secos.
Comentamos aqui sobre potencialidades, uma vez que a área pode ser úmi-
da mesmo quando sendo continental, já que pode estar posicionado próximo 
à corpos hídricos como rios e lagos. Estes últimos, assim como qualquer corpo 
hídrico continental, não é considerado um fator climático, justamente por ser 
uma consequência. Podemos aqui questionar se o clima é úmido pois existe um 
rio, ou existe um rio pelo fato de o clima ser úmido. E esta conclusão vai depen-
der do local, dos fatores e dos elementos climáticos, o que veremos mais adiante.
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Maritimidade e continentalidade (figura 13) referem-se ao fato de deter-
minado local receber maior influência de zonas marítimas ou continentais. 
E, justamente por essa oposição, trataremos como um único fator climático neste 
material. No entanto, como comentado, nem todo centro continental é seco uni-
camente pelo fato de não ser insular, isso ocorre por conta da relação e existência 
do quarto fator climático, aqui, estudado. Não menos importante que os outros, 
o fator MASSA DE AR, também, está diretamente relacionado às correntes ma-
rinhas e à maritimidade. Isso ocorre pois o mar atua como termorregulador das 
regiões litorâneas, o que influencia, também, nas massas de ares.
As MASSAS DE AR são classificadas por serem o conjunto de ar em movi-
mento que carrega consigo temperatura e umidade e se deslocam devido à mu-
dança de pressão. Para Mendonça e Danni-Oliveira (2006), não é muito simples 
conceituar massa de ar, uma vez que se trata de um fenômeno atmosférico que 
não ocorre isoladamente. Elas têm um trajeto conhecido e podem se originar 
tanto sobre os oceanos quanto sobre os continentes, o que fará com que elas sejam 
determinadas como quentes, frias, úmidas ou secas. Neste tema de aprendizagem, 
falamos das massas, apenas, para conhecer os fatores climáticos.
Figura 13 - Maritimidade e continentalidade Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem mostra a paisagem de uma praia com a continente coberto de vegetação; nela, 
existem duas setas, uma que sai do mar e indica o caminho da maritimidade até o continente, e outra que se 
origina do continente e se direciona ao mar, demonstrando continentalidade
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Para que uma massa de ar seja formada, o ar deve permanecer estacionário 
durante certo tempo sobre a superfície homogênea da Terra, que são as regiões 
polares recobertas de gelo, as grandes áreas marinhas quentes ou frias, as regiões 
de deserto, as regiões de floresta tropical etc. “A formação de uma massa de ar ocor-
re nos grandes centros de alta pressão atmosférica [...]” (STEINKE, 2012, p. 122).
Figura 14 - Massas de Ar
Descrição da Imagem: a imagem é uma ilustração que mostra o globo terrestres com as linhas dos paralelos e 
dos meridianos; em cores quentes, estão as manchas de origem das massas de ar quente, próximo à zona tropical; 
e, em cores frias, as massas de ar de origem nos polos e, portanto, mais frias.
As características de uma massa de ar são determinadas pela sua localização, 
uma vez que massas originadas em locais secos terão características secas; 
enquanto as originadas em locais úmidos serão úmidas. Isso, também, ocorre 
com a temperatura, ou seja, quando a massa tem como origem a zona de baixa 
pressão de locais com baixa latitudes, são mais quentes dos que as originadas 
em altas latitudes, mais próximas dos polos. Como todos os outros fatores 
climáticos comentados e pelo fato de o clima ser dinâmico, dependendo de 
mais de um elemento do atmosférico do clima, existem raras exceções, como 
o caso da massa equatorial continental que, mesmo sendo formada sobre o 
continente, é quente e úmida, devido à presença da Amazônia, região muito 
úmida. Sendo assim, estudaremos as massas de maneira mais aprofundada, 
mas — de maneira geral — elas podem ser:
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Após entender os fatores do clima, ou seja, o que antecede sua formulação e 
condiciona sua realidade, falaremos dos ELEMENTOS DO CLIMA. De forma 
geral, os elementos climáticos são aqueles que são analisados para gerar uma 
categorização dos climas. Ao dizer que determinado local tem características 
quentes e úmidas, estamos nos referindo à temperatura e à umidade relativa do 
ar, sendo assim, esses itens são alguns dos elementos climáticos.
Os elementos climáticos são como características que variam no decorrer do 
tempo (desta vez, falamos de tempo do relógio, e não atmosférico) e no espaço, 
ou seja, são dinâmicos. Conhecidos, também, como elementos atmosféricos, os 
principais são: temperatura, umidade, radiação solar e pressão atmosférica.
É importante entendermos que os elementos variam de acordo com os fatores. 
Isso ocorre pois, como já vimos, são determinantes. Por exemplo, a temperatura 
pode variar de acordo com a altitude e a latitude, assim como a radiação e a 
pressão. Em alguns casos, a mudança dos elementos se relacionam, também, à 
temperatura e pressão.
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Até o momento, falamos sobre os fatores e oselementos que condicionam e carac-
terizam, respectivamente, o clima atmosférico. Falamos que tempo atmosférico 
é diferente de clima atmosférico, no entanto, apesar de conceituar Atmosfera 
como sendo a camada gasosa que envolve o planeta Terra, não falamos sobre 
sua configuração, origem e influência no globo. Desse modo, finalizamos esse 
tema de aprendizagem conceitual, entendendo onde estão e como se organizam 
os elementos na atmosfera. 
A atmosfera é uma camada gasosa, composta, em sua maioria, por gases 
conhecidos do nosso dia a dia, como oxigênio, gás carbônico, nitrogênio, argô-
nio, hélio, ozônio, dentre outros, que são essenciais para a manutenção da vida 
do planeta Terra. Uma das principais funções desta camada de gás em nosso 
sistema terrestre está justamente ligada à climatologia: manter a temperatura da 
superfície terrestre adequada ao tipo de vida, aqui, existente. Se as características 
desta camada fossem diferentes, com certeza, o tipo de vida aqui também seria, 
adaptando-se a outra temperatura e a outra pressão.
Figura 15 - Relação topografia e clima / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma ilustração que mostra a paisagem desenhada do Rio de Janeiro (na lateral 
direita, onde localiza-se o litoral brasileiro) com menor topografia e temperatura mais elevada. O relevo inicia uma 
crescente subirá até chegar em um plano mais alto de 800m de altitude com prédios demonstrando a cidade. A 
topografia continua a se elevar até chegar em um morro alto com a presença de uma casa, demonstrando Campos 
do Jordão em local mais alto e mais frio.
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Assim como os recursos naturais que a população humana utiliza para se desen-
volver, os elementos gasosos presentes na atmosfera, também, são de interesse 
econômico para compostos de equipamentos como lâmpadas, por exemplo. 
Além dos já mencionados, o Ozônio tem grande importância na proteção dos 
raios ultravioletas vindo do sol.
Apesar de não existir uma barreira física no seu limite, uma vez que é justamente 
composta por gases que acabam ficando rarefeitos a uma certa altura atmos-
férica, os principais estudos apontam para existência de 1.000 Km de camada 
gasosa, entre a superfície terrestre e o espaço sideral.
O dióxido de carbono (CO2), por exemplo, um dos gases da atmosfera, é usado, 
efetivamente, pela vegetação; esse gás faz com que ocorra o crescimento das plantas, 
uma vez que a respiração vegetal é realizada de forma contrária aos animais. En-
quanto os animais inspiram Oxigênio e expiram Gás carbônico, os vegetais absor-
vem o CO2 e dispensam o O2. Esta é a concreta relação de necessidade que existe 
entre os membros da natureza. O Oxigênio está na atmosfera a uma proporção de 
21%, seguido do Nitrogênio que compõe cerca de 78% da atmosfera.
Devido à essa grande importância e para melhor compreensão analítica, a atmos-
fera é dividida em algumas camadas, que também podem variar de acordo com 
nível da escola do conhecimento, para o nosso estudo em climatologia geográfica, 
são elas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. É impor-
tante entender que elas não têm limites físicos entre si, mas, devido às mudanças 
nos volumes dos gases, são classificadas e reconhecidas pelos cientistas. Veremos 
cada uma delas. As camadas se iniciam na base da superfície terrestre, com maior 
peso gasoso, justamente pela quantidade de gás que se concentra nesta região. Na 
Figura 16, podemos ver que as camadas se iniciam a partir da superfície terrestre 
Troposfera, sentido o espaço sideral, onde está localizada a camada mais dis-
Que tal vermos isso na prática! O posicionamento em que determinado local se encontra 
no Globo é um fator de extrema importância. A altitude e a maritimidade são de mesmo 
valor, mas realmente o fator latitude é o mais genericamente e amplamente condicion-
ador das características comuns do clima; sendo assim, vamos dar foco a esta temática 
em um vídeo que pode, inclusive, dar-lhe suporte na sala de aula com seus alunos. Uma 
experiência simples que identifica facilmente algumas situações que determinam o clima.
APROFUNDANDO
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tante, chamada de Exosfera. Cada uma delas mantém uma característica que a 
diferencia das demais.
Figura 16 - Composição da Atmosfera
Descrição da Imagem: : a imagem é uma ilustração que mostra uma porção do planeta terra na parte inferior da 
imagem, de onde inicia-se a atmosfera dividida em camadas; na primeira camada, a Troposfera, mais próxima à 
terra, existem nuvens. Na segunda camada, Estratosfera, existem aviões, seguidas da terceira, Mesosfera, com 
meteoros; a quarta, Termosfera, com a aurora boreal e, por fim, na exosfera, os satélites.
Troposfera 
É a camada onde está concentrada a vida, animal e vegetal. Além disso, é onde 
percebe-se mais de 70% de todo vapor de água e das atividades atmosféricas liga-
das aos processos climáticos, como a chuva, o vento e as nuvens. Nela, também, 
está concentrado um peso maior dos gases que varia em regiões próximas aos 
tópicos. É, aqui, que ocorre toda atividade paraquedista.
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Estratosfera 
Basicamente, é a camada onde circulam os jatos, devido à estabilidade. Nela, a 
luz solar começa a se dissipar e o azul do céu a se formar. É, também, chamada 
de camada de Ozônio por manter maior concentração desse gás, o que faz com 
que haja grande mudança de temperatura neste local.
Mesosfera 
Caracterizada por ser a camada mais fria, chegando a cerca de -95ºC e alojar as 
principais combustões dos meteoros e meteoritos.
Termosfera 
A camada mais extensa da atmosfera, chegando a cerca de 500 km acima da 
superfície terrestre, onde o ar é extremamente escasso e, por isso, absorve muita 
radiação solar, chegando a cerca de 1000ºC, a camada mais quente da atmosfera. 
Esta, também, é uma das explicações para sediar as auroras e os ônibus espaciais 
em órbita no planeta Terra.
Exosfera 
Camada mais externa da Terra, tem maior concentração de hélio e hidrogênio. 
Nela, encontram-se os satélites que geram imagens e dados terrestres.
São nestas camadas atmosféricas que todos os elementos se encontram. Não 
à toa são chamados de elementos atmosféricos. Estudaremos todos eles de 
maneira integrada e com intuito de perceber a correlação direta entre eles pró-
prios, entre eles e o restante do globo. As paisagens, a economia, a sociedade 
têm relações diretas com as questões físicas do globo e, por isso, podemos 
modificar o seu funcionamento.
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VOCÊ SABE RESPONDER?
Pensando nisso, vamos fazer, na prática, a busca e organização de um material 
para aula de climatologia?
TEMPO E CLIMA 
Como em todas as ciências, em Geografia, também, é importante 
ampliar os horizontes e conhecer diversas pesquisas que deem base 
para o assunto que aprendemos. Sendo assim, vamos conversar com 
o Prof. Dr. Victor Borsato que há anos acompanha as pesquisas clima-
tológicas. Vamos falar sobre o que é, de fato, climatologia e as relações 
existentes entre as características da atmosfera e fatores do globo!
PLAY NO CONHECIMENTO
Em uma estação meteorológica, podem ser geradas diversas pesquisas científicas 
que dão base para o desenvolvimento das práticas sociais. Essas pesquisas podem 
ter como base a comparação de elementos climáticos de determinados locais em 
períodos diferentes ou, ainda, de locais diferentes no mesmo período do ano. 
Um dos bancos de dados mais utilizados é o site oficial de órgão de pesquisa, é 
o caso do INMET. 
O INMET não é o único site disponível para buscar informações na-
cionais e internacionais sobre o tempo e o clima. Você pode comparar 
satélites, estações e análises em sites, como o CPTEC — Centro de 
Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do INPE (Instituto Nacional 
de Pesquisa Espaciais).
EU INDICO
Por exemplo, no ensino fundamental, no 7º ano, você vai demonstrar para os 
alunos as diferenças culturais entre as regiões do Brasil e, para isso, você pode 
começar demonstrando a situação das característicasclimáticas em cada uma 
delas. Vamos pensar na capital mais quente do Brasil com base na temperatura 
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https://vimeo.com/647272299/34ec81e802
https://www.cptec.inpe.br/
média anual: Boa Vista — Roraima, no norte do país — com 27,4ºC; e a capital 
mais fria do Brasil; também, com base na temperatura média anual: Curitiba — 
Paraná, no sul do país, com 18ºC.
Para chegar a essas conclusões, foi realizada a busca das médias anuais no site 
do INMET, nos últimos 30 anos. É importante atentar-se ao fato de que não são 
as cidades com temperaturas mais quentes ou mais frias do Brasil, mas, sim, as 
capitais. Também, não significa que essas capitais tiveram o registro do dia mais 
quente ou de menor temperatura entre as capitais. 
Outras capitais podem ter registrado índices mais extremos, no entanto, na mé-
dia anual, ou seja, a média entre a maior e a menor temperatura registrada no ano, 
essas duas capitais acabaram por ser a mais quente e a mais fria, respectivamente. 
Sendo assim, você pode fazer essa prática com seus alunos, demonstrando os 
números e as diferenças culturais diárias que isso pode causar. Desde o vestuário, a 
alimentação, as moradias até os investimentos em energia e alimentação. Vamos lá! 
1. Acesse o site do INMET e vamos colocar em prática o que estudamos até 
o momento. Perceba que o site demonstra os elementos do clima de uma 
localidade, no caso da figura a seguir, o município de Brasília — Distrito 
Federal Brasileiro. Não tenha medo de buscar informações diferentes, 
como: os avisos meteorológicos, a previsão do tempo, os satélites que fa-
zem as marcações dos elementos climáticos e trocar a localidade desejada. 
O intuito é buscar material para uma pesquisa ou, até mesmo, uma aula 
de Geografia em que você fará com seus alunos. Pense nisso, durante sua 
busca! Clique aqui. 
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UNIDADE 1
https://portal.inmet.gov.br/
UNIDADE 1
2. Busque por essas duas localidades: Boa Vista-RR e Curitiba-PR. Em 
cada uma delas, anote os principais elementos: temperatura e umidade 
relativa do ar.
3. Analise as diferenças existentes no mesmo dia, verifique qual está mais 
quente neste momento, qual tem maior umidade e o como isso influencia 
a vida cultural e econômica dos citadinos locais.
Figura 17 - Elementos do clima no site do INMET / Fonte: INMET ([2022], on-line).
Descrição da Imagem: a figura mostra o site do INMET com os elementos climáticos na situação real e a previsão 
por local. O site é dividido em duas colunas; na primeira, usando mais de 2/3 da imagem, existe um mapa da 
américa do sul com destaque ao Brasil e a previsão do tempo atualizada, mostrando em cores diferentes que, no 
Norte, há risco de chuvas fortes maiores que no sul. Isso é visto com manchas amarelas que sobrepõem o mapa 
do Brasil ao norte e nordeste no litoral. Sobre o mapa existe, no canto direito, uma legenda, que classifica a cor 
amarela como perigo potencial, a cor laranja como perigo e a cor vermelha como grande perigo. Apenas a cor 
amarela aparece neste mapa do Brasil. Na segunda coluna, vemos o título: “Previsão para sua cidade”, em que 
foi selecionada a cidade de Maringá-PR. Abaixo, aparece o subtítulo “temperatura” com a presença de um ícone 
de gelo ao lado de um termômetro, demonstrando 12° C, seguido de um ícone com sol e termômetro registrando 
a tendência de 28°C. Logo abaixo, dois ícones de gotas, sendo um em azul e outro em vermelho, 75% e 30%, 
respectivamente. A seguir, na parte inferior da imagem, vemos um ícone de lua com poucas nuvens representando 
esta característica na previsão que pode ser alterada para noite, manhã e tarde.
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Quem sabe você não tem acesso à sala de informática e consegue fazer essa atividade 
em grupo com os alunos, ou até mesmo usar o celular individual de cada um para isso?! 
Organize qual grupo vai pesquisar cada elemento, instigue a investigação. Você pode ir 
além e comentar sobre o relevo, a vegetação, a economia, até porque esse é o diferen-
cial da Geografia, sua conectividade dos sistemas!
PENSANDO JUNTOS
4. Agora, busque a previsão do tempo para esses dois locais. Existe diferen-
ça? Quais são elas? E que tal comparar a sua cidade? Ela é mais quente ou 
mais fria que alguma delas?
Agora que estudamos a teoria e a prática para analisar os elementos e os fatores 
climáticos, faça uma checklist, respondendo às questões buscadas no site do IN-
MET da atividade sugerida. Procure por esses dados, análise e contextualize o 
que você aprendeu até agora. Para isso, faça um mapa de empatia, demonstrando 
os seus conhecimentos. Você pode fazer isso no formato do tradicional papel e 
caneta, ou se provocar ainda mais e colocar em prática seu potencial de professor 
inovador. Para isso, pode usar o apoio de tecnologias. Vá além! Seja sempre o 
seu melhor!
NOVOS DESAFIOS
Começamos nossos estudos de climatologia entendendo que, apesar de ser bom 
começar pelo começo, sempre buscamos o entendimento do todo. A própria 
Geografia mesmo não tem subdivisões reais e práticas. Fazemos isso apenas para 
organizar o processo de ensino e aprendizagem. Vimos, então, que o clima não 
está dissociado do relevo nem mesmo da hidrografia, tampouco do ser humano 
e de sua relação com o meio. Estudamos também sobre os conceitos de clima e 
tempo, entendendo a diferença entre climatologia e meteorologia e conhecendo 
suas características, finalidades, elementos e equipamentos. Por fim, conceitua-
mos os fatores climáticos e os elementos do clima.
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UNIDADE 1
AGORA É COM VOCÊ
1. Agora que estudamos a teoria e a prática para analisar os elementos e os fatores 
climáticos, faça uma checklist, respondendo às questões buscadas no site do
INMET da atividade sugerida. Procure por esses dados, análise e contextualize o que 
você aprendeu até agora. Para isso, faça um mapa de empatia, demonstrando os 
seus conhecimentos. Você pode fazer isso no formato do tradicional papel e caneta, 
ou se provocar ainda mais e colocar em prática seu potencial de professor inovador. 
Para isso, pode usar o apoio de tecnologias. Vá além! Seja sempre o seu melhor!
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MEU ESPAÇO
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MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2
ESTAÇÕES DO ANO: ROTAÇÃO E 
TRANSLAÇÃO
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Entender como são formadas as estações do ano. 
Entender como se dão os movimentos de rotação e translação do globo e 
como esses movimentos influenciam nossa vida.
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INICIE SUA JORNADA
Eu sempre gostei de conhecer as estações do ano. Quando criança, gostava de 
entender o que mudava em cada uma delas e ficava muito intrigada com o fato de 
comer morango em julho e manga no final do ano. Meu pai mora na área rural e 
eu gostava de ver a árvore da manga criando flores, que se tornavam mangas pe-
sadas que caiam do pé sozinhas. Inclusive, meu pai sempre diz que não há sabor 
melhor do que o de comer a fruta embaixo do pé. Coisas do sítio! Eu a prefiro 
mais durinha, cortada com a faca, mas sempre gostei de perceber a mudança na 
paisagem causada pelas etapas do desenvolvimento de cada fruto. Essa paisagem 
é marcada por cheiro, cores e volumes diferentes.
Outra situação um pouco mais recente foi quando comecei a dar aulas na 
Unicesumar, em meados de 2015, e a coordenadora me pediu para não usar 
roupas pesadas, quentes — casacos, lenços, cachecóis — durante a gravação das 
aulas e nas aulas ao vivo. Não sei se ela se recorda disso, mas eu fiquei intrigada e 
perguntei se a sala era climatizada, pois estava frio naquela noite. Vale comentar 
que, climatologicamente, a sede principal da universidade está na região sul. 
Além de ela responder que sim — o estúdio é climatizado, mantendo tempera-
tura agradável ao professor —, ela explicou que, como existiam alunos de todo o 
Brasil assistindo à aula (e, até mesmo, fora do país), o fato de estar toda coberta 
de tecido poderia causar um estranhamento em quem estivesse assistindo à aula 
no Norte ou Nordeste brasileiro. Percebi, então, o quanto aquilo fazia sentido 
e o quanto a percepçãodo clima estava, até mesmo, nos nossos olhos. Mesmo 
sem sentir fisicamente, percebemos o clima na paisagem. Não há nada mais 
geográfico do que isso!
Por isso, voltando para a minha infância, muito antes de pensar em aprender 
mais sobre a Geografia, eu sempre me atentei às estações do ano e às roupas que 
a repórter usava quando apresentava uma matéria lá na Inglaterra em dezembro, 
com o solo coberto de neve, e eu de regata, na frente na TV, torcendo para o venti-
lador refrescar a sala. As estações do ano não somente são diferentes dependendo 
do hemisfério do globo, como também se apresentam diferentemente dentro do 
próprio hemisfério. Você já deve ter ouvido que, em Portugal, as quatro estações 
são bem definidas, no Sul do Brasil, há verão e inverno e, em Fortaleza, há verão 
e inferno! Pois bem, além dos fatores e dos elementos determinarem o clima, isso 
pode ser diferente dependendo da localização no globo. 
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Em primeiro lugar, então, para responder a todas estas perguntas, é preciso en-
tender que o clima não é igual em todos os lugares do globo. E como já co-
mentado, isso justamente ocorre devido à diferença na incidência da radiação 
solar sobre a Terra. Esse elemento climático/atmosférico, que já foi comentado, 
aquece o planeta e garante este tipo de vida que conhecemos na Terra. Ou seja, 
até mesmo nossa posição no sistema solar, como terceiro planeta em órbita, a 
cerca de 148.440.000 km desta estrela, que é fonte de luz e calor, permite a vida 
das espécies que aqui habitam. Temos, então, movimentos constantes no nosso 
sistema. O fato de tudo ser dinâmico e nem um pouco estático faz com que os 
estudos sejam complexos e sempre necessários.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Então, como são formadas as estações do ano? Como se dão os movimentos 
de rotação e translação do globo? Existem outros movimentos do planeta 
Terra? Esses movimentos são padrões ou sofrem alterações? No que eles 
influenciam na nossa vida?
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
O movimento de Rotação é aquele em que a Terra faz em torno dela mesma, ou 
seja, no seu próprio eixo. Este movimento faz com que uma parcialidade terrestre 
esteja exposta ao sol, enquanto a outra parcialidade seja protegida do sol, assim, 
temos o que chamamos de dia e de noite, respectivamente. Se tomarmos como 
base o Equador, com cerca de 40.075 km de perímetro, o movimento de rotação, 
com duração próxima a 24h (23h56min4,09053s), tem uma velocidade média 
de 460 m/s, ou cerca de 1.656 km/h.
Devido à inclinação da Terra, que, atualmente, é de 23°26’21”, os hemisférios 
Norte e Sul não seguem com a mesma exposição solar, uma vez que, além desse 
movimento em torno do seu próprio eixo, a Terra também faz um movimento 
de translação, orbital, em torno do Sol. Essa inclinação do eixo terrestre faz 
com que o hemisfério Sul esteja aproximado do Sol em metade do seu trajeto e 
o hemisfério Norte esteja nesta condição na outra metade do trajeto em torno do 
Sol. Essa é a significação base da duração dos nossos dias e, consequentemente, 
das estações do ano. Pode parecer um pouco complicado, mas estes movimentos 
são diretamente percebidos por nós, justamente pela mudança do dia para a noite 
e pelas estações do ano. 
Quando criança, você já deve ter ouvido alguma criança dizer que adoraria 
ir ao local onde o dia e a noite se “encontram”, parece bobagem, mas muitas 
pessoas falam isso ao olhar imagens de satélites que mostram a divisão marcada 
pelo claro do dia e o escuro da noite. A grande questão é que estamos neste local 
duas vezes ao dia: no amanhecer do dia e no pôr do sol para a queda da noite! 
Estes são, justamente, os horários em que o dia e a noite se encontram, indepen-
dentemente do local.
Vamos entender isso na prática? Em um dia de sol, observe uma árvore e sua 
sombra. Você pode usar outro objeto como recurso para esta experiência. Você 
perceberá que a radiação solar sobre a árvore, além da sombra que ela gera, é 
diferente no decorrer do dia. Isso ocorre devido ao chamado movimento apa-
rente do Sol, pois, na realidade, sabemos que o Sol não tem movimento orbital 
sobre os planetas, mas, sim, o contrário. No entanto, quando olhamos para o 
céu, percebemos, aparentemente, que é ele que “se desloca” no decorrer do dia. 
Inclusive, o sol sempre inicia o amanhecer no Leste e se põe no Oeste. Mas falare-
mos disso a seguir. Sendo assim, a sombra do objeto também mudará de direção. 
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Faça a seguinte experiência: coloque um objeto em um ambiente aberto, com 
sol, e observe a relação dele com a sua sombra. Faça isso, com o mesmo objeto, 
no mesmo local, em diferentes horários do dia. Você observará que a sombra se 
desloca em relação ao objeto. Isso acontece pelo movimento aparente do sol, que 
é, na realidade, o movimento de rotação. Faça o seguinte:
Figura 1 - Posição do sol / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: na imagem, temos os passos sobre o movimento aparente do sol: 1 - colocar um objeto ao 
sol; 2 - com auxílio de uma bússola ou do próprio GPS de um celular, no Google Maps, verifique o posicionamento 
norte, sul, leste e oeste; 3 - anote o horário e o posicionamento do sol referente ao objeto e, consequentemente, o 
posicionamento da sombra em relação a ele; 4 - faça isso pelo menos mais umas duas vezes em horários distintos, 
com pelo menos 2 horas de espaçamento entre uma anotação e outra.
Lembre-se que você tem o objetivo de ser professor(a) de Geografia, sendo assim, 
é importante praticar atividades para compreender, da melhor forma, os processos 
geográficos do clima e, ainda, garantir atividades práticas para realizar com seus alunos. 
O diferencial do professor de Geografia está, justamente, em tornar visível algo que, na 
maioria das vezes, é abstrato.
PENSANDO JUNTOS
E aí? o que você conseguiu observar? Vamos anotar as nossas conclusões. Perce-
beu que a sombra é inversa à posição da radiação do sol? Ou seja, quando o sol 
está a leste, no período da manhã, a sombra está na direção oeste. Quanto mais 
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próximo do meio-dia, o sol fica à pino, posição aproximada da radiação, com ângu-
lo de 90º, sobre a superfície terrestre. Esta posição faz com que a sombra diminua. 
Quanto mais tarde são feitas as observações e anotações, mais as sombras 
são deslocadas para o leste, uma vez que o sol está se pondo no Oeste e, também, 
passa a ser uma sombra maior e mais alongada. Essa localidade da Terra perde a 
intensidade de calor dos raios solares que passa a clarear o outro lado do globo. 
Faça um texto com suas observações, busque conhecer outras pesquisas sobre o 
assunto e novas atividades.
O seu objeto funcionou, basicamente, como um relógio do sol. Para 
saber mais sobre o relógio de sol, aprender a fazer o seu próprio reló-
gio e conhecer o processo do seu desenvolvimento, acesse aqui.
EU INDICO
O movimento de rotação nos permite, então, ter o dia e a noite. Mas como 
chegamos às estações do ano? A resposta está justamente na inclinação do eixo 
terrestre e no movimento de translação da Terra (Figura 1).
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UNIDADE 1
https://pt.khanacademy.org/science/6-ano/terra-e-universo-6-ano/os-movimentos-da-terra/a/o-gnmon-e-os-movimentos-da-terra
UNIDADE 1
Ao realizar este movimento de translação, que tem, aproximadamente, 940 mi-
lhões de km, com durabilidade de cerca de 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 
56 segundos e com velocidade média de, aproximadamente, 107.000 km/h (ou 
próximo de 30 km/s), a Terra, por estar inclinada em seu próprio eixo, faz com 
que a irradiação solar seja diferente dependendo da posição do trajeto do movi-
mento de translação. Se não existisse a inclinação deste eixo terrestre, as estações 
do ano, também, não existiriam da forma como conhecemos.
Figura 2 - Estações do ano / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: em um círculo do lado esquerdo, aparece o título: “estações do ano”. Deste círculo, saem 
três linhas que apresentam as três principais condições das estações, numeradas em 1: rotação, movimentoem torno do seu eixo; 2: translação, movimento orbital em torno do Sol; e 3: eixo de inclinação, irradiação solar 
diferenciada no globo.
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Percebemos que o eixo de rotação da Terra, marcado também pelo eixo de in-
clinação, não coincide com a incidência de radiação solar, fazendo com que o 
hemisfério Norte esteja mais próximo do sol e, portanto, na estação marcada pelo 
verão. Consequentemente, o hemisfério Sul recebe menor incidência solar, por 
isso, o inverno. Nesse sentido, duas informações são importantes:
Figura 3 - Inclinação da Terra / Fonte: Wikimedia Commons (online).
Descrição da Imagem: a figura apresenta uma ilustração do planeta Terra com linhas e marcações que orientam 
sobre a sua movimentação, indicando eixo de rotação, inclinação axial ou obliquidade, perpendicular à órbita, 
Equador Celeste, Eclíptica e Direção da Órbita.
 O que a inclinação do eixo da terra tem a ver com as estações do 
ano? Vamos estender um pouco mais sobre? Clique aqui. 
EU INDICO
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UNIDADE 1
https://m.youtube.com/shorts/nXwW3CQJv7g
UNIDADE 1
1. O eixo de inclinação não é fixo, podendo mudar no decorrer dos anos.
2. O sol não está posicionado exatamente no centro deste movimento, fa-
zendo também com que a radiação seja diferente em períodos diferentes 
do ano.
Veremos cada uma dessas informações mais detalhadamente.
Em março de 2021, os cientistas Deng S. Liu, Jiang e Bauer-Gottwein publica-
ram a pesquisa “Deriva polar na década de 1990 explicada por mudanças no 
armazenamento de água terrestre”, que mostra que a deriva polar, na década de 
1990, pode ser explicada por mudanças no armazenamento de água terrestre e, 
consequentemente, no eixo de inclinação da Terra. Segundo eles, a crise climática 
altera, diretamente, o movimento terrestre, uma vez que o eixo da Terra está, cada 
vez mais, distante do Canadá e mais próximo da Rússia, devido à mudança na 
massa líquida derretida das geleiras.
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O que já acontecia, devido ao ferro no interior do pla-
neta, fenômeno chamado Deriva Polar, foi intensi-
ficado em 17 vezes desde a entrada no século XXI, 
comparada às duas últimas décadas do século XX. 
A mudança na massa hídrica alterou, ainda mais, o 
eixo de inclinação da Terra. Para realizar a pesquisa, além de sondas espaciais 
da NASA e do centro alemão, os pesquisadores usaram dados de registros dos 
últimos 170 anos das geleiras polares. A consequência dessa mudança pode ser 
percebida nas estações do ano, uma vez que o sol incide mais sobre um hemis-
fério, em uma das estações, do que no outro hemisfério, dependendo do local 
onde o planeta esteja na trajetória em torno do Sol. Isso nos remete à segunda 
informação, de que o sol não está posicionado no centro deste movimento de 
translação orbital.
Conforme é possível observar na Figura 4, a seguir, o movimento da Terra 
em torno do Sol — chamado translação — é uma órbita elíptica, ou seja, ela não 
é circular central com excentricidade zero. De maneira facilitada, a órbita elíptica 
é achatada, fazendo com que as distâncias do centro não sejam as mesmas em 
qualquer ponto da órbita.
Figura 4 - Órbita do planeta Terra no Sol / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: A figura mostra o sol, esférico, na cor amarela, no centro da imagem, circulado por uma 
linha que é mais aproximada ao sol do lado esquerdo do que do lado direito. Sobre essa linha, aparece, por quatro 
vezes, o planeta Terra, representando as diferentes distâncias em relação ao Sol. Nas partes superior e inferior, 
estão representados os equinócios de primavera e outono e, nas duas laterais, estão representados os solstícios 
de verão e inverno. As partes internas das Terras representadas no círculo são mais claras do que as externas, 
mostrando o dia, quando expostas ao sol e à noite, quando na sombra que a Terra causa a partir da iluminação dele.
a crise climática 
altera, diretamente, 
o movimento 
terrestre
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Por conta dessa diferente distância do Sol em relação à órbita terrestre, exis-
te um exato momento em que a Terra se encontra o mais distante possível do 
Sol, chamado afélio, e, ainda, um momento em que ela está mais aproximada 
do Sol, chamado periélio. No afélio, a Terra e o Sol estão a uma distância de, 
aproximadamente, 153.100.000 km, o que é cerca de 3,4% mais distante do que 
quando se encontra na posição mais aproximada. Essa distância é alcançada 
perto do dia 4 de julho, e a velocidade do movimento de translação, também, 
é diminuída em relação ao periélio. No periélio, a distância entre a estrela e o 
planeta é de, aproximadamente, 147.300.000 km, ocorrendo próximo ao dia 4 
de janeiro. Consequentemente, em relação a esta órbita elíptica, ocorrem, então, 
os solstícios e os equinócios. Nos solstícios, os dias e as noites não têm a mesma 
duração, justamente pelo fato de que os raios solares incidem verticalmente sobre 
os trópicos. Isso ocorre entre os dias 21 e 22 de dezembro, marcando o solstício 
de verão no hemisfério Sul e, consequentemente, solstício de inverno para o 
hemisfério Norte, quando o periélio está com o hemisfério Sul mais próximo do 
Sol. Nos dias 21 ou 22 de julho, ocorre o contrário, o solstício de inverno para o 
hemisfério Sul e solstício de verão para o hemisfério Norte, quando afélio. Em 
situação oposta, consequentemente, gerando as quatro estações do ano, no dia 21 
ou 22 de março e no dia 22 ou 23 de setembro, existem os equinócios de prima-
vera e verão, ocorrendo também inversamente em cada hemisfério, Sul e Norte. 
O livro “Climatologia: noções básicas e climas do Brasil”, dos au-
tores Francisco Mendonça e Inês Moresco Danni-Oliveira, reúne 
os conceitos básicos de Meteorologia e Climatologia, destacando 
os domínios climáticos e sistemas atmosféricos que regem o 
tempo e os climas do continente Sul-Americano e do Brasil. 
Efeito estufa, El Niño e La Niña e desertificação, associados às 
mudanças climáticas globais, recebem atenção especial. O livro 
destina-se às áreas de Geografia, Agronomia, Biologia, entre 
outras.
INDICAÇÃO DE LIVRO
No momento do equinócio, os dois hemisférios recebem, praticamente, a mesma ra-
diação solar, tendo o dia e a noite a mesma duração de, aproximadamente, 12h.
ZOOM NO CONHECIMENTO
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Os dias de ocorrência tanto para os solstícios de verão e inverno como para os 
equinócios de primavera e outono não são fixos, variando até em um dia, como 
mencionado anteriormente. Isso ocorre justamente devido ao ano bissexto. No 
Quadro 1, a seguir, podemos observar as datas dos equinócios e solstícios, de 
2020 a 2025, com horário de Brasília.
Quadro 1 - Equinócios e Solstícios / Fonte: adaptado de Simepar (2022).
Que está ocorrendo uma mudança orbital já foi estudado e comprovado, mas você já pa-
rou para pensar o quanto isso pode influenciar no nosso dia? Se o sol tiver sua incidência 
angular diferente nas regiões do globo, isso pode alterar a circulação das águas dos rios 
e da irrigação da agricultura bem como o comprimento do dia e da noite, uma vez que, 
apesar do dia todo ter cerca de 24 horas, as horas solares e lunares oscilam no decorrer 
das estações e, também, em diferentes regiões. Na Noruega, por exemplo, conhecido 
como o país do sol da meia-noite, devido à inclinação do eixo terrestre, o sol continua 
clareando o ambiente, em contrapartida, no Alasca, a noite polar pode durar todo o 
inverno, sem que seja possível ver o sol. Qualquer mudança neste sistema pode alterar 
toda relação climática do globo. Apesar do eixo mudar naturalmente, como visto nas 
pesquisas, nos últimos 20 anos, ele foi 17 vezes maior que nas duas décadas anteriores, 
devido à influência da humanidade.
PENSANDO JUNTOS
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Uma outra consequência, que é percebida, de forma muito direta, por nós, de 
todo esse movimento terrestre e está diretamente relacionada ao movimento de 
translação, são os anos bissextos. Como já comentado, esse movimento orbital 
de, aproximadamente, 940 milhões de km leva cerca de 365dias, cinco horas, 48 
minutos e 56 segundos para acontecer de forma completa. Como já vimos, um 
dia completo, que consideramos como 24h, também não é exatamente este nú-
mero, sendo assim, a cada quatro anos, ocorrem os anos bissextos, fazendo com 
que o ano tenha 366 dias. Sempre em fevereiro, a cada quatro anos, marcamos o 
dia 29, devido, justamente, à junção dessas horas ditas excedentes dos anos com 
365 dias e quase 6h. Ou seja, ao somar essas 6h a mais em quatro anos, resulta-se 
em um dia a mais. Essa convenção foi adotada desde a ditadura de Júlio César, 
nos anos 50 a.C., e o dia 29 de fevereiro passou a ser acrescido, desde 1582, no 
calendário gregoriano com anos que são matematicamente divisíveis por quatro 
(CAMPOS, [2022]).
Para saber se o ano é bissexto, basta dividir sua dezena por quatro, por exem-
plo, para o ano de 2016, dividimos 16 por quatro, como o resultado é um número 
inteiro, quatro, o ano de 2016 foi bissexto. Já o ano de 2022, em que 22 dividido 
por quatro resulta em número não inteiro (5,5), concluímos que o ano não é 
bissexto. Quando o ano termina em 00, como o ano de 2000, por exemplo, dividi-
mos o número total por 400 e, caso o resultado seja um número inteiro, também 
resulta em ano bissexto. No caso do ano 2000, que dividido por 400 resulta em 
cinco, concluímos como um ano que foi bissexto.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema de aprendizagem você pode entender como são formadas as estações 
do ano e também como se dão os movimentos de rotação e translação do globo 
e como esses movimentos influenciam nossa vida.
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AGORA É COM VOCÊ
Você já parou para pensar quanta informação vimos até aqui? Que tal fazer um 
Mapa Mental com os principais dados e os principais conceitos?! Convido-o(a) a 
buscar climogramas de outros biomas do globo e compará-los para entender, 
cada vez mais, a correlação ambiental e social existente na Geografia.
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UNIDADE 1
MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
AS PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES 
CLIMÁTICAS
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Conhecer um dos fatores climáticos determinantes para o clima: a latitude.
Entender as principais classificações climáticas.
Entender qual a relação entre climogramas, regime pluviométrico e temper-
atura.
Perceber a relação dos elementos climáticos e os biomas no globo.
Entender o que são os fusos-horários e sua relação com os movimentos 
dinâmicos do planeta Terra.
Entender qual a relação entre fuso-horário e longitude.
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INICIE SUA JORNADA
Agora que entendemos as estações do ano e a sua principal origem — o movi-
mento de translação com o eixo de inclinação da Terra —, precisamos lembrar de 
um dos fatores climáticos determinantes para o clima: a latitude. Este fator nos 
mostra justamente como tudo está relacionado em um grande sistema correlato. 
Este fator de posicionamento do globo diante do sol e seu movimento em órbita 
a ele faz com que, basicamente, o Equador funcione como um espelho, onde o 
clima quente se resfria quanto mais alta for a latitude, ou seja, do Equador até 
os polos, tanto no hemisfério Norte quanto no hemisfério Sul. Amplamente, o 
globo é dividido em cinco faixas climáticas, sendo elas: Zona Tropical, delimitada 
pelos trópicos de Câncer, ao norte, e de Capricórnio, ao sul; Zona Temperada 
do Norte; Zona Temperada do Sul; Zona Polar Ártica; e Zona Polar Antártica, 
conforme Figura 1, que, apesar de subdividir a Zona Tropical, demonstra as cinco 
principais zonas. 
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UNIDADE 1
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Figura 1 - Zonas climáticas do globo / Fonte: o autora.
Descrição da Imagem: a figura mostra um mapa-múndi dividido em zonas latitudinais, em que, próximo do Equa-
dor, as cores são quentes (vermelho e laranja) e, quanto mais próximo dos pólos, as cores são frias (verde e azul).
Com um detalhamento em escala um pouco mais específico, é possível classificar 
regiões climáticas dentro destas Zonas, gerando, assim, as principais classificações 
climáticas do globo. Segundo Ayoade (2003), as classificações climáticas fazem uma 
descrição dos tipos de clima de cada local, levando em consideração, principalmente, 
os elementos atmosféricos sistematizados, simplificados e condensados, com objetivo 
de delimitar um domínio do clima. Ele mesmo analisa que nem sempre o clima é fiel às 
características locais, uma vez que é dinâmico e complexo
APROFUNDANDO
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Para Mendonça e Danni-Oliveira (2007), não existem dois climas 
iguais, e a combinação de elementos diferentes pode resultar em 
um clima homogêneo e distinto de outra região. Historicamente, 
os estudos das classificações climáticas iniciaram com Aristóteles 
(século V a.C.), que percebeu a diferença da incidência dos raios 
solares na superfície terrestre. As próprias zonas térmicas, ou zonas 
climáticas, apresentadas anteriormente tiveram origem na classifi-
cação de Parmênides, em 500 a.C., nestes estudos STRAUSS, 200.
Atualmente, após a Revolução Industrial, diversas classificações surgiram, com 
mais de 200 estudos sobre este assunto, no entanto as mais reconhecidas interna-
cionalmente são aquelas fundadas na descrição empírica que combinam elemen-
tos, como a de Koppen-Geiger (1961), que classificou em letras os diferentes tipos 
climáticos agrupados, e as classificações com origem na genética climática, por 
exemplo, a de Strahler (1951). Desde então, diversas classificações são realizadas, 
mas as zonas climáticas são, de forma geral, base para estudo deamplitude climá-
tica com algumas distinções da Zona Equatorial, entre as tropicais. Em relação 
às principais classificações climáticas, a maioria dos estudos apresentam dez 
grupos, sendo eles:
CLIMA EQUATORIAL
Com proximidade à Linha do Equador e presente entre os trópicos, ocorre na 
Amazônia, África equatorial e Indonésia. É reconhecido por ser quente, com tem-
peraturas de, aproximadamente, 25 graus com pouca amplitude térmica, ou seja, 
não tem grande variedade no decorrer do dia A alta umidade, superior a 200 mm, 
é uma das principais características,sendo o grande diferencial na Zona Tropical 
CLIMA TROPICAL
Região delimitada pelos trópicos de Câncer, ao norte, e de capricórnio, ao sul. 
Apesar de ter temperaturas elevadas, de, aproximadamente, 20 graus, tem duas 
estações bem definidas, com verão úmido e inverno seco. A maritimidade versus 
a continentalidade pode influenciar bastante na variação dessa classificação, 
assim como a topografia. Sendo assim, locais mais próximos do litoral são mais 
úmidos, e locais mais altos acabam sendo mais frios.
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UNIDADE 1
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CLIMA TEMPERADO
Próximo das médias latitudes e, também, com altitude mediana, apresenta 
quatro estações com temperaturas que variam de oito a 15 graus Tem grande 
influência da maritimidade e da continentalidade, sendo mais úmidos e menos 
frios, quando próximo ao oceano, e mais seco e mais frio, quando próximo às 
regiões continentais 
CLIMA SUBTROPICAL
É marcado pela transição entre o clima Tropical e o clima Temperado Apesar 
de chuvas bem distribuídas durante o ano, registra temperaturas negativas no 
inverno e acima de 30 graus no verão 
CLIMA MEDITERRÂNEO
Específico da região próxima ao mar Mediterrâneo, tem duas estações bem de-
finidas: verão, quente e seco, e inverno, mais frio e chuvoso. A média anual é 20 
graus 
CLIMA FRIO SUBPOLAR
Com duas estações, o verão é considerado fresco, com temperaturas que variam 
de três a dez graus, no entanto tem um inverno rigoroso, com temperaturas ne-
gativas com presença de neve 
CLIMA FRIO DE MONTANHA
Formado em uma região montanhosa, como os Andes, os Alpes e o Himalaia, a 
temperatura varia de acordo com o relevo, ficando drasticamente mais frio quan-
to mais alto. Nestas regiões, há neve, durante todo o ano, que nunca derrete. 
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Resumidamente, os movimentos de rotação e trans-
lação determinam o valor de luz e calor recebido pelo 
Sol durante os dias e o ano, respectivamente. Dessa 
forma, conectamos, mais uma vez, a relação integrada 
da Geografia, que depende, ciclicamente, dosfatores 
externos e internos, bióticos e abióticos, para manifes-
tar, entre outras situações, o clima de um local que muda, às vezes, mais, às vezes, 
menos, de acordo com as estações do ano. Devemos ficar atentos à correlação 
dessas principais zonas às estações do ano.
Perceba que, na relação com a temperatura, existe sempre alguma denomina-
ção de diferença ou semelhança no decorrer do ano. No clima Polar, por exem-
plo, existe uma diferença entre o verão e o inverno, mesmo que as temperaturas 
sejam sempre baixas o ano todo. No clima Temperado, a principal característica 
é que as quatro estações são bem definidas, diferentemente do Mediterrâneo, 
CLIMA POLAR OU GLACIAL
Próximo dos pólos Norte e Sul, tem altitude elevada com temperaturas baixas 
durante todo o ano, próximo dos -30 graus. Além da baixa umidade, tem baixo 
nível pluviométrico 
CLIMA SEMIÁRIDO
Normalmente, ocorre próximo a um deserto, salvo algumas exceções, como 
é o caso do semiárido em parte do Nordeste brasileiro. É como uma faixa de 
transição ao deserto, um local de seca, porém com presença de Oasis e chuvas 
espaçadas, mesmo que escassas A temperatura média é marcada por cerca de 
28°C e com baixa umidade. 
CLIMA DESÉRTICO
Normalmente, presente nas Zonas Temperadas e, principalmente, nas Tropicais, 
como no Oriente Médio, no norte da África, no oeste dos EUA, no Chile e no Peru, 
tem amplitude térmica diária de mais de 50 graus com baixa umidade e chuvas 
extremamente escassas 
Devemos ficar 
atentos à correlação 
dessas principais 
zonas às estações 
do ano.
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com verões quentes e invernos amenos, e do Semiárido, com temperaturas ele-
vadas durante todo o ano. No clima Tropical, existem apenas duas estações bem 
definidas, assim como no Subtropical, com verões quentes e invernos frios. Já 
no clima Equatorial, está sempre quente. No mapa, esta distribuição ocorre da 
seguinte forma (Figura 2): 
Figura 2 - Distribuição dos principais climas do mundo / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta o mapa-múndi com a distribuição de dez tipos de clima. Cada continente 
é cortado, latitudinalmente, com cores frias para locais de baixa temperatura e cores quentes para locais de altas 
temperaturas. De norte a sul, temos: azul escuro, simbolizando clima polar; azul claro, clima de tundra; verde 
escuro, continental úmido; e verde claro, temperado. As cores amarelo, marrom e preto se mesclam em meio a 
faixa do trópico de Câncer, simbolizando, respectivamente, clima oceânico, desértico e de monções. Próximo ao 
Equador, as cores laranja e rosa representam clima de savana e equatorial. A partir deste momento, o Equador se 
comporta como um espelho, e as cores começam a repetir de forma contrária, até chegar na zona polar sul fria, na 
cor azul escura, novamente. Abaixo do mapa, existe uma legenda com a determinação de cada uma dessas cores. .
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Isso é muito utilizado em todas as áreas da Geografia. Para demonstrar solos, 
granulometrias e clivagens, normalmente, utilizamos uma caneta ou um martelo 
geológico. Nas imagens da Figura 3, foi usada uma escala que pode dar ideia de 
proporção real. Essas imagens mostram o quanto as características climáticas 
influenciam na agricultura e, ainda, evidenciam a relação de uma localidade la-
titudinal que resulta em estações bem distribuídas durante o ano, como é o caso 
da oliveira (árvore da azeitona), em Portugal — Zona Climática Temperada com 
influência do clima Mediterrâneo. 
Convido-o(a) a fotografar uma mesma árvore todo dia 1 de todos os meses e 
comparar as fotografias. Perceba se, na sua região, a árvore sofre alteração com o 
calor, com a chuva, com o frio ou com a seca. Será possível identificar as estações 
sem olhar as datas das fotos? Dependendo da região, o verão e o inverno são muito 
aproximados nas suas condições. Você pode utilizar algum objeto conhecido para 
servir de escala. Mesmo que o tamanho não seja especificado, ele pode dar ideia e 
noção espacial para o item fotografado.
PENSANDO JUNTOS
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Você deve estar se perguntando como esses estudos são realizados, ou seja, como 
um pesquisador chegou à conclusão de que um local tem duas estações bem defi-
nidas, e outro faz frio o ano todo. Isso é possível por meio de sucessões do tempo, 
marcados com estudos climáticos de, pelo menos, 30 anos, como já foi estudado 
por aqui. No entanto, os principais registros e as principais análises são realizados 
por meio de dois gráficos importantes na climatologia. Os climogramas, como 
são chamados, apresentam, basicamente, duas informações importantes ligadas a 
dois elementos atmosféricos: a umidade, marcada pelo regime pluviométrico ou 
pela maritimidade, e a temperatura, marcada pelo calor do ar atmosférico. O re-
gime pluviométrico é composto não apenas pela quantidade, mas também pela 
distribuição das chuvas, ou seja, o quanto choveu e como foi essa precipitação em 
tempo e volume. O mesmo ocorre com a temperatura, que é marcada não apenas 
de forma média, mas sua intensificação no espaço e no tempo.
Figura 3 - Paisagens de diferentes estações do ano: a) primavera; b) verão; c) outono; e d) inverno 
Fonte: Oliveira (2019).
Descrição da Imagem:a figura apresenta quatro imagens da mesma árvore, oliveira. Na primeira, a oliveira, 
na região central de Portugal, está florida, demonstrando o avanço do plantio de azeitonas; na segunda, 
as flores deram espaço para os frutos (as azeitonas, que serão colhidas); na terceira, a oliveira aparece 
sem flores, porém com muita folhagem verde; e, na quarta, ela está apenas com os galhos, sem folhas.
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Um climograma pode ser realizado com informações medianas no decorrer 
de um ano em uma localidade ou, ainda, com informações medianas de cada 
dia, podendo, ainda, ser específicos a horas da situação atmosférica local. Neste 
tipo de gráfico, as colunas representam a precipitação, e as linhas demonstram 
as temperaturas registradas. 
Por exemplo, o climograma disponível neste link representa os dados 
obtidos no município de Maringá-PR (Sul do Brasil). Nele, obser-
vamos dados médios dos 12 meses do ano de 2019. Isso significa 
que, em cada dia, foi tirada uma média e gerada uma planilha com 
dados médios diários. Ou seja, vamos supor que, no dia 20 de janeiro 
de 2019, tenha feito mínima de 21,1°C e máxima, de 28,8°C, como 
é o caso. Isso significa que, neste dia, a média foi de 24,5°C. Sendo 
assim, isso foi realizado para todos os dias e, então, feita a média 
mensal e, por fim, apresentado o climograma de toda média mensal 
do ano de 2019.
EU INDICO
Este climograma nos revela um local com maiores temperaturas nos meses de 
dezembro, janeiro e fevereiro com temperaturas que se aproximam dos 25°C (da-
dos em vermelho), sendo, também, os meses com maior índice de pluviosidade, 
com destaque para o primeiro mês do ano, que se aproxima aos 230 mm (dados 
em azul). Em contrapartida, julho foi o mês mais frio, com temperatura em torno 
de 17°C. O mês com menor precipitação foi o mês sucessor, agosto, com menos 
de 60 mm mensal. Podemos concluir que, neste ano, ficou registrado um verão 
quente e úmido contraposto a um inverno frio e seco. 
Será que isso é o comum em todos os anos? Para saber, devemos analisar os 
climogramas de toda uma série histórica. Para isso, acesse aqui. É possível com-
parar estes dados de 2019 aos dados médios dos últimos 30 anos (até 2022, por 
exemplo), realizado pelo CLIMATEMPO com os dados da Simepar (Quadro 1). 
Percebemos que as médias são semelhantes em todos os meses, com julho sendo 
o mais frio, com mínima próxima de 13°C registrada, e os meses de novembro, 
dezembro, janeiro e fevereiro como sendo os mais quentes, com máximas de 
cerca de 30°C. Agosto foi o mês que menos choveu e janeiro, com maior preci-
pitação registrada. 
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UNIDADE 1
https://www.climatempo.com.br/climatologia/278/maringa-pr
https://pt.climate-data.org/america-do-sul/brasil/parana/maringa-4479/#climate-graphUNIDADE 1
Estes climogramas podem ser realizados com dados 
diários e, até mesmo, com dados de cada hora, depen-
dendo dos índices e do objetivo de representação. Para realizá-
-los, você pode usar softwares, como Excel ou, ainda, o Google 
Planilhas. O mais importante é saber analisar e entender os 
significados destes gráficos. Se observarmos um climograma 
de uma localidade de clima Tropical, por exemplo, veremos 
que ele difere totalmente de um climograma de um local com 
características de clima Desértico, que é, ainda, diferente de 
outro climograma de uma localidade com clima geral carac-
terizado como Polar. 
Agora que entendemos os dois principais movimentos da 
Terra e a relação direta de um deles com as estações do ano 
e mencionamos, mais uma vez, a importante integração dos 
elementos na Geografia, estudaremos as consequências desses 
movimentos na paisagem. Os fatores e os elementos climáticos 
e atmosféricos, junto à inclinação do eixo terrestre, permitem-
-nos analisar a relação clima e vegetação bem como os fusos 
horários. Veremos, então, como essas questões influenciam no 
nosso dia-a-dia. Determinado clima está diretamente ligado à 
consequência do solo, à vegetação natural e, sendo assim, aos ani-
mais que ali habitam. Flora e fauna bem como o meio abiótico 
estão interligados e é importante entendermos essa conexão real 
do espaço geográfico. Vejamos os biomas a seguir. 
Vida de Inseto 
Ano: 1998
Sinopse:O filme “Vida de Inseto”, conta a história de uma formiga 
procura guerreiros insetos para ajudar o seu grupo a proteger a col-
heita contra gafanhotos gananciosos que roubam sua comida todo 
ano e, dessa vez, desejam travar uma batalha. 
INDICAÇÃO DE FILME
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Não nos aprofundaremos, aqui, nestas questões biogeográficas, mas todos os 
biomas que são existentes no globo seguem as características do fator latitude 
presente nas zonas climáticas, assim como os elementos do clima. Sendo assim, 
todas as zonas que são mais aproximadas ao Equador, ou seja, com latitudes mais 
baixas, devido aos fatores e aos elementos já estudados, são, geralmente, zonas 
mais quentes e úmidas. 
Figura 4 - Relação dos elementos climáticos e biomas no globo / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é composta por uma pirâmide com desenho dos biomas, que dependem de 
setas que apontam para regiões mais úmidas, mais secas, mais quentes ou mais frias. No topo da pirâmide, está 
representada a tundra, em uma região mais fria e mais úmida. Logo abaixo, a região boreal, seguida de uma zona 
temperada e outra tropical. Quanto mais quente e seco, os desertos se aproximam.
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Em uma escala menor, sem muito detalhamento, porém com imagens de satélite, 
é possível visualizar estas grandes localizações das zonas mais quentes e úmidas, 
quentes e secas, frias e com geleiras, como no mapa da Figura 5, a seguir. 
Percebemos, então, na figura anterior, que locais com maiores temperaturas e umidades 
resultam em florestas tropicais, com vegetação de grande porte e rios com potencial 
hídrico em volume e extensão. Quando a temperatura é alta, mas a umidade é cada vez 
menor, as vegetações acabam se tornando mais secas, por isso, chegam a ser classifica-
das como savanas e, até mesmo, desertos. Quando a temperatura passa a diminuir, mas 
a umidade continua alta, as vegetações são caracterizadas por florestas temperadas, 
boreais e tundras, quanto menor a temperatura.
PENSANDO JUNTOS
Figura 5 - Florestas ou desertos do globo / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta a representação do mapa-múndi com as regiões florestais marcadas 
em verde, pela presença das árvores; as geleiras, em branco, os oceanos, em azul; e os desertos, na cor areia.
Essas consequências são visíveis na paisagem. Por este motivo, Aziz Ab’Saber for-
mulou o mapa de potencialidades paisagísticas do Brasil com os Domínios Morfo-
climáticos Brasileiros (os quais veremos mais à frente) que retratam essa realidade. 
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De forma geral, o autor utilizou-se das características climáticas e geomorfológicas 
— que estão extremamente ligadas — para classificar as paisagens brasileiras. 
Outra consequência que afeta diretamente a nossa vida e tem relação direta 
com os movimentos dinâmicos do planeta Terra é o Fuso Horário. Os fusos 
acompanham a longitude do globo e foram criados na Conferência Internacio-
nal do Meridiano, em 1884, na cidade de Washington (EUA), quando se definiu 
o marco zero no meridiano terrestre. Esta decisão é marcada pela política euro-
centrista e imperialista, em que o “centro” do mapa-múndi ficou estabelecido, 
convencionalmente, como sendo na Inglaterra, na cidade de Greenwich, onde 
está localizado o Observatório Astronômico, próximo à cidade de Londres. 
Antes dessa decisão, ainda no final do século XIX, os países utilizavam o 
movimento aparente do sol, causado pelo movimento de rotação, para marcar as 
horas no relógio. No entanto, como os dias e as noites não têm a mesma duração 
— principalmente quanto em solstício —, isso causava certo desentendimento 
até mesmo dentro de um mesmo território. A chamada Hora GMT (Greenwich 
Mean Time) é a hora padrão internacional, que divide os fusos terrestres de 24h, 
sendo 12 a oeste de Greenwich e 12 a leste. Como a Terra tem 360°, ao ser dividida 
em 24 partes iguais, passa a ter uma divisão padrão de cada hora para cada 15°. 
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
A chamada Hora GMT (Greenwich Mean Time) é a hora padrão 
internacional.
Como é possível perceber na Figura 6, cada fuso horário marca uma hora a partir 
do Meridiano de Greenwich, sempre aumentando a leste (hora adiantada) e di-
minuindo a oeste (hora atrasada), devido ao movimento de rotação da Terra que 
ocorre naturalmente de oeste para leste, fazendo com que o dia receba a radiação 
solar inicialmente a leste — conhecida como a terra do sol nascente.
Figura 6 - Fusos Horários globais / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta o mapa-múndi dividido longitudinalmente a cada 15 graus, com cores 
diferentes que apresentam o horário local. Na parte inferior, existem relógios que marcam as horas de cada fuso.
É importante mencionar que ocorre de uma marca do fuso cortar um mesmo 
território, ou seja, a divisão, a cada 15°, pode dividir uma mesma nação, um 
mesmo estado e, até mesmo, uma mesma cidade, por este motivo, para facilitar 
a contagem das horas no relógio e as questões econômicas e sociais que isso 
acarreta, os fusos podem ser adaptados às fronteiras dos países. Por exemplo, o 
Fuso Horário Brasileiro é dividido em quatro marcas longitudinais de GMT, 
após 2013, uma vez que já passou por três alterações ao longo da história, a fim 
de conseguir facilitar e diminuir as questões de horário nacional: 
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GMT 2
O território brasileiro inicia o marco horário no segundo fuso oeste em relação ao 
GMT inicial (Greenwich), que é marcado em 30° de longitude oeste Apesar de es-
tar 2h a mais que o GMT, está 1h a menos que ao padrão brasileiro, ou seja, horá-
rio de Brasília. Apenas as ilhas brasileiras pertencem a este fuso, como Fernando 
de Noronha (PE), São Pedro e São Paulo (PE), Atol das Rocas (RN) e Trindade e 
Martim Vaz (ES).
 GMT 3
É o terceiro fuso em relação ao marco zero, porém o segundo atuante no Brasil, 
ou seja, tem 3h a menos que Greenwich, por estar a 45° de longitude oeste É 
também o fuso padrão brasileiro do horário de Brasília, que dá base aos horários 
oficiais do país, com maior abrangência territorial.
GMT 4
É o quarto fuso em relação ao marco zero e, portanto, o terceiro no Brasil, pre-
sente na longitude de 60° oeste, com 1h a menos de Brasília 
GMT 5
É o quinto fuso do marco zero e o quarto presente no Brasil com 2h a menos 
de Brasília. É o horário oficial do Acre e de 13 municípios do oeste do estado do 
Amazonas.
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UNIDADE 1
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Essa é, então, mais uma consequência direta no nosso dia-a-dia, que tem como 
origem, direta ou indiretamente, dos movimentos dinâmicos da Terra,que, junto 
ao seu eixo de inclinação, fazem com que existam estações do ano, o dia e a noite, 
locais mais quentes e mais frios, dias com 24h de sol e muito mais.
Reveja os conceitos:
Figura 7 - Fuso Horário brasileiro / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta o mapa do Brasil com a delimitação estadual e a demarcação dos quatro 
fusos horários presentes. Cada fuso é seguido de um relógio com a demonstração da hora local.
ESTAÇÃO DO ANO
Divisões no globo com base em situações climáticas causadas, devido ao movi-
mento de translação e ao eixo de inclinação da Terra Existem quatro, sendo elas: 
primavera, normalmente, com temperaturas de amenas à quente, favorecendo a 
floração vegetal; verão, com temperaturas mais elevadas que o restante do ano; 
outono, com temperaturas que começam a cair, assim como as folhas de algu-
mas árvores; e inverno, estação com as menores temperaturas do ano.
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FUSO HORÁRIO
Divisão dos horários de cada localidade em tempo real, de acordo com a longitu-
de em que se encontra. Apesar do movimento de rotação ser natural, os horários 
foram escolhidos por convenções sociais 
CLIMOGRAMA: 
gráficos de representações climáticas, em que as barras verticais demonstram as 
precipitações, e a linha horizontal apresenta a temperatura de determinado local. 
Podem ser realizados a cada hora, dia, mês, estação ou ano.
Há lugares em que as estações do ano acontecem marcadamente, 
com frio no inverno, calor no verão, folhas caindo no outono e flores 
se abrindo na primavera. Mas já vimos que não é em todo local que 
isso acontece. Vamos continuar nosso bate papo com o Prof. Dr. 
Victor Borsato, a fim de entender como as estações acontecem? 
Quais são, realmente, os fatores envolvidos? Ouça o podcast no seu 
ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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UNIDADE 1
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Figura 8 - Climograma da região serrana do Paraná / Fonte: Manosso et al. (2013).t
Descrição da Imagem: a figura apresenta seis climogramas para comparação. Cada climograma tem um 
gráfico de colunas demonstrando a precipitação em azul e um linear com a temperatura de cada mês, de 
janeiro a dezembro. O primeiro gráfico representa a cidade de Mauá da Serra com as médias dos anos de 
1919 a 1991, entre os meses de junho e agosto, chove menos e com menor temperatura. O segundo, da 
cidade de Ponta Grossa, mostra mínima média de 15°C, entre os meses de junho e julho, com chuva superior 
a 111 mm nos meses de verão e inferiores a 81 mm em julho, de 1954 a 1111. O terceiro climograma, da 
cidade de Apucarana, entre os anos de 1911 e 1111, mostra que ocorreu elevada temperatura em pratica-
mente todo o ano, com queda de cerca de 5°C, nos meses de inverno, e menor concentração de chuvas no 
inverno. O quarto climograma, da cidade de Londrina, entre os anos de 1911 e 1118, assemelha-se muito 
ao terceiro. O quinto climograma, de Cândido Abreu, entre os anos de 1989 e 1998 marca a concentração de 
chuvas entre dezembro e janeiro, com o restante dos meses com médias entre 81 e 111 mm e temperatura 
entre 15 °C, nos meses de inverno, e 15°C, nos meses de verão. Por fim, o último climograma, da cidade de 
Telêmaco Borba, assemelha-se ao anterior. 
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Você já parou para pensar quanta informação vimos até aqui? Que tal fazer um 
Mapa Mental com os principais dados e os principais conceitos?! Convido-o(a) 
a buscar climogramas de outros biomas do globo e compará-los para entender, 
cada vez mais, a correlação ambiental e social existente na Geografia.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema de aprendizagem, você pôde entender um dos fatores climáticos de-
terminantes para o clima: a latitude. Logo, conheceu também as principais clas-
sificações climáticas. Climogramas, regime pluviométrico e temperatura: neste 
tema, você estudou o que são e quais as relações entre esses conceitos. Por fim, 
este tema apresentou o conceito de fusos-horários, como são formados e sua 
relação com os movimentos dinâmicos do planeta Terra.
Os professores Manosso, Gomes e Aoki (2013), publicaram 
climogramas de comparações entre municípios da região ser-
rana do Paraná. É importante perceber a diferença entre cada 
local e compreender, ainda, o motivo e as consequências. Faça 
uma análise de cada um dos municípios e, em seguida, com-
pare cada um deles. Explique, neste texto de análise, no que 
eles são semelhantes e no que são divergentes. Comente as 
consequências e tente pesquisar os motivos dessas relações. 
O artigo completo para auxílio pode ser lido aqui.
EU INDICO
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UNIDADE 1
https://www.researchgate.net/publication/307691278_DISTRIBUICAO_ESPACIAL_E_TEMPORAL_DA_PRECIPITACAO_E_TEMPERATURA_MEDIA_NA_REGIAO_DA_SERRA_DO_CADEADO_PR3
AGORA É COM VOCÊ
1. Em relação às principais classificações climáticas, podemos citar dez grupos? Quais 
são eles:
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UNIDADE 2
UNIDADE 2
MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4
ATMOSFERA E ÁGUA: ESPAÇO 
GEOGRÁFICO EM ANÁLISE
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Entender que existem tipos diversos de chuvas.
Conhecer como se dá a distribuição das chuvas.
Estudar sobre o ciclo da água.
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INICIE SUA JORNADA
Estudamos que o espaço geográfico é aquele onde contém vida, onde, de for-
ma muito generalizada, o oxigênio está presente. O geógrafo estuda a formação 
rochosa, mas cabe ao geólogo saber as suas características mais aprofundadas. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
O geógrafo estuda o sistema solar, mas não especificamente cada planeta, 
então, o que é e até onde cabe ao geógrafo o conhecimento atmosférico? 
Onde está a lua em meio a estas questões climáticas? Afinal de contas, se 
ela influencia nas marés, será que influencia no clima? E a distribuição das 
chuvas? Você sabia que existem tipologias de chuvas diferentes? Pois bem. 
Vamos verificar estas questões!
Antonio Carlos Jobim, um dos maiores compositores brasileiros, conhecido 
como Tom Jobim, escreveu, em 1972, a belíssima música Águas de Março, que 
ficou ainda mais conhecida com o dueto do compositor junto à voz de Elis Regi-
na, expoente intérprete da música brasileira, após a gravação em 1974. Pois Tom 
tinha razão. O mês de março, além de fechar o verão, o faz com grande volume 
de chuva, pelo menos em grande parte do Brasil, entre eles, o estado do Rio de 
Janeiro, onde o compositor residia na época. 
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Mais recentemente, em 2022, o Jornal Nacional, noticiou que “Chuvas com 
volume recorde no Brasil são alerta de novo padrão do clima, dizem cien-
tistas” referindo-se às grandes chuvas do final de abril. Segundo o Cemaden, 
Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, as chuvas 
no interior do Rio de Janeiro foram 5 vezes maiores do que toda a série histórica 
climática, sendo a maior já registrada. Em Pedra Azul, Minas Gerais, choveu em 
um mês o triplo do previsto para o período. Em São Mateus, no Espírito Santo, 
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UNIDADE 2
UNIDADE 2
o dobro. Em fevereiro, Petrópolis, na Região Serrana do Rio, registrou a maior 
chuva de sua história: 534 milímetros em apenas um dia.
Se ampliarmos a escala temporal, e falarmos em todo o período de primavera 
e verão do mesmo ano, observamos acontecimentos em Capitólio - MG com 
altos índices de chuvas que acarretaram deslizamentos e deslocamento de blocos 
rochosos. Apesar de terem ocorrido mais 5 acidentes em 6 anos, nenhum deles 
foi de magnitude tão vasta, tanto ecologicamente, quanto socialmente, levando 
em consideração que o acidente em questão deixou 10 vítimas. Sempre é impor-
tante lembrar que estudar Geografia é pensar no todo, afinal, a Geografia é uma 
ciência ampla e integradora, que não pode ser confundida como simplificadora, 
ou resumidora de análise, mas sim uma ciência que sintetiza, no sentido de dar 
respaldo amplo aos acontecimentos. Sendo assim, vale comentar que a geologia 
local de Capitólio - MG tem características físicas de clivagem que, com o passar 
do tempo, podem se soltar do bloco principal. Assim como demonstra os traços 
amarelos da Figura 1(a), do mosaico a seguir:
Figura 1 - Mosaico de imagens de Capitólio – MG: 1 (a) - imagem do local do acidente com demonstração da 
clivagem; 1 (b) e 1 (c) - cachoeiras das proximidades; 1 (d) - área ao redor com mesma característica rochosa
Fonte: a autora
Descrição da Imagem: são apresentadas quatro imagens, sendo três da lagoa principal onde ocorreu o acidente 
em Capitólio - MG. Na primeira, está demarcada a clivagem natural rochosa tanto na horizontal quanto nos blocos 
verticais. Nas três seguintes, imagens apresentadas demonstram toda a região com essa mesma característica. 
Observamos a presença de rios, lagos, cachoeiras e blocos rochosos com clivagem acentuada.s.
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Ao observar a primeira imagem do mosaico (1 (a)), percebemos que a clivagem 
natural da rocha local originada da formação Furnas de quartzitos com granu-
lometria média a grossa e estratificação cruzada pode passar por processo de 
solturas. Isso pode ser agravado quando existe a presença de umidade e força de 
água em escoamento, que é justamente o que estamos falando até agora. Cabe 
comentar que o acontecimento, que poderia ser natural, passa a ser um desastre, 
pois existe a presença de seres humanos no local, uma vez que a região é artificial, 
já que é resultado do alagamento da Usina Hidrelétrica de Furnas. A especulação 
turística também precisa ser feita com devida atenção, no entanto, sabemos que, 
pela natureza da rocha local, e com o aumento de chuvas no período, os riscos fo-
ram agravados. Sendo assim, voltamos ao aumento das chuvas. As pessoas não 
se preocupam com as questões climáticas por acharem que suas consequências 
são para longo prazo, no entanto, se assustam ao perceberem que, na realidade, 
são questões atuais. É de extrema necessidade que gestores públicos, empresas 
privadas e a sociedade como um todo se atentem a estas questões para diminuir 
danos que, normalmente, são de cunho também social, pois atingem pessoas em 
situação de vulnerabilidade.
As águas de março fecharam um verão de maneira atípica neste ano, e de forma gener-
alizada, já que atingiu diversos estados de diferentes regiões do Brasil.
Devemos entender a responsabilidade social que cada ser humano tem sobre estes 
efeitos e exigir, dos governantes, ou seja, dos representantes legais da sociedade, um 
posicionamento de ações viáveis para a resolução destes problemas.
PENSANDO JUNTOS
Mas vejamos: um tipo de chuva é diferente de outro. Existem chuvas rápidas, curtas, 
ou longas e com trovões que escurecem o dia. Para se ter chuva, é necessária a pre-
sença de umidade, vento, calor, entre outros fatores que fazem parte da atmosfera. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
E a distribuição das chuvas? Você sabia que existem tipologias de chuvas 
diferentes? E como é o ciclo da água?
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UNIDADE 2
UNIDADE 2
O Ciclo hidrológico ou ciclo da água nada mais é do que o caminho que a 
umidade em massa percorre. É sabido que este ciclo é estudado desde as séries 
iniciais do ensino, assim como os 3 estados físicos da água: sólido, líquido e 
gasoso. Esse estudo ultrapassa as barreiras dos níveis educacionais, uma vez que 
tem uma dimensão em importância única e faz parte diretamente no desenro-
lar dos nossos dias. Justamente por este motivo, a água é considerada um bem 
social, já que está atrelada à base da existência dos seres vivos. Sem a água, não 
existe vida da forma que conhecemos. A Água é utilizada na produção inicial 
dos alimentos. Desde o plantio, até o seu cozimento. Ela é necessária para a vida 
e também para o transporte.
A discussão sobre a qualidade e, principalmente, sobre a distribuição geo-
gráfica da água são, justamente, as principais correlações da ciência geográfica 
com esta temática. Quando falamos nas poluições, tanto do ar quanto do solo e 
também da água, falamos em condições naturais que foram modificadas pelos 
seres humanos e, assim, estamos diretamente falando de climatologia. A famosa 
frase de Lavoisier de que nada se cria e tudo se transforma é uma realidade. A 
Água mesmo não pode ser considerada finita, no entanto, ela tem sua finitude 
dentro do universo potável, aquele justamente de uso para a sociedade. Quando 
a água passa por processo de poluição nos rios, seja pela falta de tratamento de 
esgoto, por uso intensivo de agrotóxicos no solo que chegam ao lençol freático 
ou ainda até o leito dos rios, seja pelas mudanças climáticas que podem afetar 
diretamente a distribuição da água potável, ela é um bem durável e infinito. Isso 
ocorre, justamente, devido ao ciclo hidrológico que não carrega apenas a água 
doce, emersa e líquida da superfície terrestre. No ciclo da água, as águas subter-
râneas, salgadas e congeladas também são incluídas, assim como o vapor d’água 
das plantas e superfícies e a condensação das nuvens. Ou seja, a água potável, 
distribuída pelo globo terrestre, pode ter fim, mas água em si, não!
Desta forma, concluímos também que, dependendo do local onde se encon-
tra a água, a sua quantidade, a temperatura, o relevo e toda a questão geográfica 
do local, teremos precipitações diferentes: líquidas como a chuva ou sólidas como 
o granizo ou ainda como a neve. Além disso, ainda será possível classificar cada 
tipo de chuva, já que existem chuvas passageiras, de verão, e trovoadas intensas.
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Você já observou o ciclo hidrológico? Se você olhar com atenção, consegue perce-
ber a evaporação, a condensação, a precipitação, a infiltração, a evapotranspiração 
e a percolação. Basta olhar para a paisagem. Pois bem. Olhe com atenção e veja 
os tipos de nuvens que se formaram nessa condensação. Analise a possibilidade 
de chuva, agora que você já sabe que apenas nuvens baixas causam precipitação, 
ao menos que ocorram frentes. 
Comente sobre o que você vê e o que você percebe da paisagem climatológica. 
Nas imagens a seguir, vemos nuvens ocorrendo isoladamente e nuvens aconte-
cendo concomitantes com outros tipos. Quais são elas? Que tal levar seus alunos 
a observar as nuvens? Também pode ser feita uma atividade com tomada de 
fotografia e exposição das análises. Observe as duas imagens a seguir e descreva 
as nuvens e sua tipologia.
É isso que ocorre quando colocamos a roupa para secar no varal, ou ainda água para 
ferver e fazer um café. Este é um exemplo simples para demonstrar aos alunos, o 
primeiro em um ambiente natural com calor solar, e o segundo com calor artificial tendo 
o fogo como fonte de calor. Que tal colocar uma bacia com água no sol, juntamente com 
uma régua submersa, em pé, na mesma bacia, fazendo ângulo de 90 graus com o solo 
(o Zero deve estar junto a parte inferior) e colocá-la ao sol? Será possível perceber, junto 
com os alunos, a quantidade de água que evaporou, ou ainda o quanto aumentou, caso 
a umidade do ar seja maior ou ocorra precipitação nos dias de exposição. Junto com o 
professor de matemática, é possível calcular com os alunos a quantidade de mililitros 
dessa evaporação. Basta saber o diâmetro da abertura da bacia. Para evitar doenças e 
vetores, acrescente uma colher de água sanitária.
PENSANDO JUNTOS
a água é 
considerada um 
bem social, já que 
está atrelada à base 
da existência dos 
seres vivos
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Iremos, então, compreender o ciclo que essa água percorre no globo. Para 
além da atmosfera, a água passa pela litosfera, a camada composta por ro-
chas e minerais, por influência da gravidade, quando infiltra no solo e não é 
evaporada pelo calor dos raios solares.
Figura 2 – Nuvens / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: na figura, temos duas fotografias coloridas. A primeira delas à esquerda registra uma 
paisagem com um trecho sinuoso de um rio e vegetação, morros ao fundo e um céu azul com diversas nuvens. 
A segunda fotografia à direita registra o morro do Cristo Redentor em um céu azul com três nuvens isoladas.
O livro “A Geografia Física e as Relações Sociedade/Na-
tureza no Mundo Tropical” de José Bueno Conti, conta com 
texto que propõe uma reflexão sobre o papel da Geografia 
Física esua participação no estudo da natureza tropical. 
Comenta o conhecimento do mundo tropical pelos geógr-
afos, discutindo as consequências da relação conflituosa 
entre o homem e o meio nas baixas latitudes. Finaliza te-
cendo considerações sobre o trópico e o imaginário.
INDICAÇÃO DE LIVRO
EVAPORAÇÃO
Teoricamente, este é o momento de transformação da água do estado líquido
para o gasoso a partir do aquecimento das partículas Ao ocorrer o aquecimento
(pelos raios solares 
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MOVIMENTAÇÃO
Neste momento do ciclo, referimo-nos ao movimento das partículas em suspen-
são na atmosfera Ou seja, para cada parte do ciclo, entre um momento e outro,
quando em mudança, a água está em movimentação.
CONDENSAÇÃO OU LIQUEFAÇÃO
Tecnicamente é a passagem do estado gasoso para o sólido, ocorrendo aglutina-
ção das partículas de água. Conhecemos condensação pela junção das gotículas
em suspensão que formam as nuvens e isso não está errado. Dependendo da
altitude, a nuvem pode ser mais ou menos sólida e gasosa. Justamente por isso,
usa-se o termo físico onde o gás passa a ser sólido, mas também pela aglomera-
çãoe junção condensada, unida, das partículas 
PRECIPITAÇÃO
Este é o momento literal da queda da água. Essa queda, ou precipitação, pode
acontecer em formato de neve, chuva ou granizo. Por isso, falar que chuva e pre-
cipitação são a mesma coisa nem sempre está correto, uma vez que toda chuva
é uma precipitação, mas nem toda precipitação é uma chuva 
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
Também de terminologia física, significa a passagem da água acumulada em
plantas ou solos do estado líquido para o gasoso Ou seja, toda a umidade do
reino vegetal que é evaporada, é chamada de evapotranspiração 
ESCOAMENTO
Conhecido pelo caminhamento da água podendo acontecer de forma subterrâ-
nea ou superficial, mas sempre em contato com o solo, sofre influência da
gravidade 
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UNIDADE 2
UNIDADE 2
De forma lúdica e representativa (Figura 3), o ciclo hidrológico ocorre com a água 
que passa pelos 3 estados físicos e é levada pelo vento (massas de ar) de um local 
ao outro. O elemento climático umidade depende do fator radiação para mudar 
de condição, assim como da gravidade e outros quesitos que também fazem parte 
da climatologia geográfica.
Figura 3 - Ciclo hidrológico / Fonte: WWF Brasil.
Descrição da Imagem: a figura é composta por um fluxograma que representa um conjunto de morros no canto 
superior direito onde a chuva e a neve precipitam formando rios e lagos azuis em meio a pequenas áreas com 
vegetação. No centro, está desenhado o sol em amarelo em meio a algumas nuvens e pequenas bolinhas e 
risquinhos que representam a chuva. Ao fundo, existem montanhas geladas e na parte inferior existe o solo da 
cor terra com água infiltrada. No topo está escrito: Ciclo da Água e no canto esquerdo tem a logo da WWF Brasil.
INFILTRAÇÃO
Com maior influência da gravidade, ocorre quando a água penetra no solo ou nas
rochas por meio de porosidades, que nada mais são do que espaços livres 
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Em aplicações práticas no decorrer da vida em sociedade, o ciclo hidrológico in-
fluencia diretamente na qualidade socioambiental. Isso ocorre, pois está atrelado 
ao monitoramento e à avaliação das bacias hidrográficas, de onde abastecemos 
nossas necessidades diárias de uso tanto biológico quanto social. 
A distribuição geográfica destas bacias e das precipitações que afetam essas 
áreas depende de questões como topografia, solo, vegetação, ventos, urbaniza-
ção, entre outros, deixando, mais uma vez, marcada a interdisciplinaridade e a 
multiconectividade geográfica, não apenas climatológica, mas na Geografia como 
ciência ampla e integradora.
Sendo assim, falamos mais uma vez de questões econômicas e sociais dentro 
da climatologia, ou seja, falamos aqui de Geografia. Apesar da água não acabar 
como recurso natural, ela acaba como recurso acessível, torna-se poluída, de 
difícil acesso e de custo alto. Fica, então, a pergunta: Quem tem acesso à água 
potável no mundo?
NOVOS DESAFIOS
Este tema de aprendizagem trouxe para você o conhecimento das diversas tipo-
logias de chuvas e sobre como se dá a distribuição das chuvas. Além disso, você 
teve a oportunidade de entender o ciclo da água.
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UNIDADE 2
AGORA É COM VOCÊ
1. O espaço geográfico é dinâmico e está em constante transformação. Algumas trans-
formações ocorrem de formas naturais, sem a intencionalidade humana, outras, 
ocorrem justamente pelo desenvolvimento da vida em sociedade. Dentre as alter-
nativas a seguir, assinale a que pode ocorrer por consequência antrópica.
a) Um terremoto ocorrido no Japão.
b) Um tsunami na orla da Indonésia.
c) Um ciclone no oeste do pacífico.
d) Uma chuva ácida em uma metrópole.
e) Chuvas orográficas.
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MEU ESPAÇO
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UNIDADE 2
MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5
ELEMENTO CLIMÁTICO: A PRECIPITA
ÇÃO E O CICLO DA ÁGUA
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Entender a relação entre a precipitação e o ciclo da água.
Conhecer os principais formatos de chuvas. 
Aprender quais os principais tipos de nuvens e suas características.
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INICIE SUA JORNADA
Segundo Teixeira et al. (2003), diversas questões importantes sobre a água pre-
cisam ser estudadas no ciclo hidrológico, como, por exemplo, o tempo médio de 
permanência da água em alguns ambientes. Neste sentido, Teixeira et al. (2003) 
se referem ao fato de a mesma água, ou seja, as mesmas partículas, nos oceanos, 
onde estão presentes cerca de 94% da água líquida da Terra, ter durabilidade 
média de permanência nesta situação por cerca de 4.000 anos. Nos reservatórios 
de geleiras, estão cerca de 2% do volume com tempo médio de 10 a 1000 anos de 
permanência. As águas subterrâneas, cerca de 4% do volume, permanecem, da 
forma como estão, de 2 semanas a 10.000 anos.
Muito dinâmica e com bastante amplitude de usos e possibilida-
des, a água literalmente caminha pelas camadas da superfície e da 
atmosfera. Estes dados demonstram o quanto a água é distribuída 
de forma irregular e ainda por tempo médio, sem muita precisão, 
devido, justamente, à sua dinâmica.
Teixeira et al. (2003) 
Teixeira et al. (2003) continuam dizendo que a água é um agente escavador e 
modelador do relevo e da paisagem que pode ser visto como demonstrador de 
beleza, em rios, aquíferos, geleiras e lagos, ou como agentes catastróficos quan-
do em tempestades, infiltrações, deslizamentos e enchentes, como já vimos nas 
reportagens apresentadas.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Neste sentido, um dos elementos climáticos já debatidos e que está diretamente 
atrelado ao ciclo da água é a precipitação que pode ocorrer, principalmente em 
forma de chuva, neve e granizo, ou ainda de orvalho e geada, por exemplo. 
Quando ocorre a geada, é porque o vapor d’água em precipitação encontra o solo 
com uma temperatura abaixo de 0 ºC e se solidifica. Normalmente ela é percebida 
por uma camada de gelo fina que se instala em superfícies lisas nas estações de 
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UNIDADE 2
outono e inverno. A geada é um dos grandes preocupantes da agricultura em 
regiões como sul e sudeste do Brasil, no café, por exemplo, se a folha chegar a -3 
ºC e -4 ºC, podem prejudicar a produção a ponto de erradicar o vegetal. Para cada 
tipo de produção, existe uma temperatura de queima e perda por resfriamento, 
por este motivo, as previsões são importantes para a produção, uma vez que o 
produtor rural pode proteger as espécies. O orvalho ocorre da mesma forma, no 
entanto, não passa ao estado sólido devido à temperatura. Quando as tempera-
turas estão mais geladas, o orvalho se congela, formando a geada.
Precipitação por chuva
TITULO
Solese molupitas quo dolupta sequiaest lit, to et aut ut fugia dollabori net quatia-
tur? Ga Everati temolorit vollor solorest, quamusdae pro ventius volore porpos et 
et pa sitibus as quis mo mo in reheniam, aut que doloreperit exceper unditia cus.
TITULO
Solese molupitas quo dolupta sequiaest lit, to et aut ut fugia dollabori net quatia-
tur? Ga Everati temolorit vollor solorest,quamusdae pro ventius volore porpos et 
et pa sitibus as quis mo mo in reheniam, aut que doloreperit exceper unditia cus.
TITULO
O granizo é um tipo de precipitação que ocorre devido à condensação em nu-
vens de grande amplitude vertical, como as cumulonimbus, que ainda vamos 
estudar. No entanto, devido às baixas temperaturas, os blocos de gelo não der-
retem enquanto estão em precipitação, caindo da atmosfera para a superfície 
ainda como água sólida. 
Normalmente são mais tradicionais na primavera, pois o ar quente da su-
perfície encontra nuvens muito mais frias. O encontro brusco entre as duas 
faz com que haja precipitação, no entanto, não há tempo para o degelo, hav-
endo, então, a chuva em forma de granizo, como é comumente chamada.
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A diferença do granizo para a neve está justamente 
no tamanho granulométrico do gelo e justamente no 
contato com a temperatura da atmosfera. O granizo 
precipita justamente devido ao peso do bloco de gelo 
em contato com o ar mais aquecido, já a neve, que 
é a solidificação do vapor d’água em cristais de gelo, 
precipita em áreas geladas. Para nevar, é preciso que a nuvem e o ar estejam com 
temperaturas próximas ou inferiores a zero, para que não haja choque de tem-
peratura ou derretimento desses cristais.
Figura 1 – Geada, Figura 2 – Orvalho ,Figura 3 – Granizo, Figura 4 – Neve Figura 5 – Chuva, Figura 6 – Neblina 
Fonte: A autora.
Descrição da Imagem: vemos uma sequência de fotografias. Na Figura 1, está presente um gramado verde co-
berto por uma fina camada de gelo branca. Na Figura 2, a folhagem verde está coberta por gotículas de água. Na 
Figura 3, em primeiro plano, duas mãos unidas seguram pedras de gelo arredondadas e no segundo plano aparece 
um gramado verde coberto de uma camada fina de gelo. Na Figura 4, algumas pessoas brincam na neve branca e 
ao fundo aparecem algumas construções também cobertas de neve branca. Na Figura 5, o sol está medianamente 
escondido por uma grande nuvem que na parte inferior é mais escura que a parte superior, demonstrando a chuva 
em precipitação na paisagem. Na parte inferior da imagem, vemos um gramado que recebe a chuva. Por fim, na 
Figura 6, observamos um morro coberto de vegetação e uma neblina forte que chega a encobrir o topo do relevo.
A neblina não é uma precipitação, mas sim uma condensação da umidade em 
baixas altitudes, normalmente próximas ao solo. Atrelada às baixas temper-
aturas, ela também pode ser chamada de Nevoeiro ou Bruma.
Para nevar, é preciso 
que a nuvem e o 
ar estejam com 
temperaturas 
próximas ou 
inferiores a zero
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Dentre todos esses tipos de precipitações, a mais comum em todo o mundo é, 
sem dúvidas, a chuva. Talvez justamente por este motivo, a neve seja tão cobiçada 
por muitos, afinal, não é em qualquer local do globo que existe a possibilidade 
desta precipitação congelada em pequenos flocos de gelo. A cidade de Valdez nos 
EUA, sedia um dos locais que mais neva no mundo, seguido de algumas cidades 
no Japão, que é, sem dúvidas, o país onde mais neva, e do Canadá. No entanto, 
a Estônia (país no norte da Europa) é conhecida pelo país que fica coberto por 
neve durante mais dias do ano. Percebemos aqui a diferença entre a precipitação 
da neve em si e o fato de a neve se manter mais tempo congelada no solo, devido 
às baixas temperaturas constantes. O cálculo de neve é realizado pela metragem, 
em algumas cidades na região montanhosa no noroeste do Japão, são registrados 
cerca de 38 metros de neve por ano. “No entanto, os cientistas avisam que os 
nevões estão em risco devido ao aumento das temperaturas — os totais de neve 
já estão a diminuir” (NOBEL, [2022], on-line).
Num estudo publicado em novembro de 2013 no Journal of Geo-
physical Research, Kawase, o principal autor do artigo, indicava que 
a queda de neve deverá diminuir em todas as altitudes, embora o 
impacto venha a ser muito mais pronunciado nas altitudes mais 
baixas. A maior parte da neve que cai em Tokamachi, por exemplo, 
acontece quando a temperatura se encontra perto da temperatu-
ra de congelamento. Se o tempo aquecer alguns graus e a neve se 
transformar em chuva, é fácil perceber a razão por que os níveis de 
queda de neve poderão descer dramaticamente.
NOBEL, [2022], on-line
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O derretimento da neve pode causar aumento nos corpos hídricos e 
na infiltração no solo, alterando a dinâmica de toda a região. Mais uma vez, 
percebemos as pesquisas mostrando dados de mudanças em níveis locais e 
regionais que podem afetar o nível global.
Já que as chuvas, ou seja, a precipitação em forma líquida da água condensada na 
atmosfera é a mais comum, tanto no globo, quanto no Brasil, veremos, a seguir, 3 
principais formatos delas ocorrerem que, além de causarem consequências dife-
rentes para o meio ambiente, são também originadas em modelos diferenciados. 
São elas: Chuvas Convectivas, Chuvas Frontais e Chuvas Orográficas.
 ■ Chuva Convectiva: sabe aquele dia de verão muito quente, em que, 
depois de horas de sol intenso, precipita uma pancada forte que molha 
tudo rapidamente, mas que logo passa? Pois bem, essas são consideradas 
chuvas convectivas, mesmo quando sua duração é mais alongada, elas são 
mais frequentes em regiões de clima tropical, justamente devido ao calor 
que faz com que sejam formadas pela rápida evaporação seguida de rá-
pida condensação hidrológica e a diferença de temperatura nas camadas 
atmosféricas. Ou seja, o ar quente faz com que a umidade evapore e se 
condense ao encontrar a camada atmosférica mais fria e, consequente-
mente já precipite, praticamente no mesmo local de evaporação e con-
densação”. É uma formação rápida. Chamamos de chuvas locais, pois elas 
são formadas e precipitadas em locais próximos. Elas têm curta duração, 
A série “Profetas Da Chuva (Homens De Couro)”, da Malague-
ta Filmes, mostra reportagens feitas no sertão nordestino. 
Histórias de um povo batalhador, forte, guerreiro e persever-
ante. Entender o humor de São Pedro é preocupação con-
stante de quem lida com rebanhos. De olhos bem abertos para 
os sinais dos animais, homens do sertão em suas armaduras 
de couro narram suas profecias. Existem outros episódios 
com o mesmo enfoque. Busque para assistir.
EU INDICO
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UNIDADE 2
UNIDADE 2
porém intensidade alta – são as famosas, chuvas de verão. Nestas chuvas, 
percebemos arco íris, devido à luz solar que reflete a umidade do ar. Eles 
são fenômenos meteorológicos que causam uma visão colorida devido 
à dispersão da luz branca em diversas cores do espectro visível de luz.
Figura 7 - Chuva convectiva / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura mostra o ar quente representado com setas vermelhas que se elevam concen-
trando-se em nuvens que precipitam num ar mais frio representado por setas em azul.
 ■ Chuva Frontal: para quem percebe a paisagem de raios e trovões como 
realmente belas e não assustadoras, gostam quando esse tipo de precipi-
tação ocorre. Este é o tipo de chuva que ocorre devido ao choque frontal 
de duas massas, sendo uma quente e úmida, e outra fria e seca. É mais 
comum em zonas temperadas e de climas subtropicais. O ar frio, por 
ser mais denso que o ar quente, causa um movimento circular entre as 
massas, acarretando no que é chamado de chuvas ciclônicas. As chuvas 
frontais podem ocorrer tanto quando uma frente fria avança sobre um 
local quente, como quando uma frente quente avança sobre um local que 
já esteja frio.
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 ■ Chuva Orográfica: assim como as outras duas formas de precipitação 
em formato de chuva, o nome tem relação direta ao seu acontecimento. 
Na convectiva, vimos um movimento ascendente formando ciclo; na chu-
va frontal, vimos um choque causado de frente por duas massas de ar; na 
orográfica, vemos relação direta com a orografia, ou seja, com o relevo. 
Essa chuva ocorre em regiões com presença de relevo. Este relevo serve 
como uma barreira que segura o ar úmido causando a condensação da 
umidade e, consequentemente, a precipitação em um doslados orográ-
ficos. Este local, com umidade, é chamado de barlavento, ao precipitar a 
massa de ar seca, movimenta-se no relevo, fazendo com que a outra face 
da orografia não tenha umidade. Esta parte seca é chamada de sotavento.
Figura 8 - Chuva frontal / Fonte: Pierre (2022, on-line).
Descrição da Imagem: ilustração que mostra o ar quente representado com setas vermelhas que se choca com 
ar mais frio representado por setas em azul formando nuvens que precipitam em formato de chuva..
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UNIDADE 2
UNIDADE 2
Percebemos, então, a correlação entre umidade, vento, relevo, pressão e, inclusive, 
sociedade.
Alguns fatores podem ser mais atuantes do que outros, dependendo do local 
e da situação, mas estão sempre interligados, como demonstra os autores:
Alguns constituintes da atmosfera desempenham papel peculiar, 
merecendo considerações adicionais. O vapor d’água é um exem-
plo, não somente por ser matéria-prima na formação de nuvens, 
mas também como veículo para o transporte de calor na atmosfera, 
conduzindo-o sob forma latente e liberando-o como calor sensível. 
Tanto vertical quanto horizontalmente, esse transporte é de im-
portância capital no tempo meteorológico. Além disso, atua como 
agente termorregulador, em virtude do efeito estufa (...).
Vianello e Alves (2004, p. 27)
Figura 9 - Chuva convectiva / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a ilustração mostra o ar úmido representado com setas azuis que se choca com uma 
montanha e faz com que as nuvens se precipitem neste local. Do outro lado da montanha, podemos observar 
apenas o vento seco representado por setas vermelhas.
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É importante saber, então, que elas não se condensam quimicamente alteradas, 
mas sim carregam consigo, em cada gotícula de umidade, os elementos sólidos 
em suspensão no ar. Os gases poluentes, ao reagirem com a água, tornam-na 
ácida, podendo causar acidentes como queimaduras tanto em objetos, quanto 
na pele dos indivíduos. Normalmente elas se originam em países industriali-
zados que emitem grande carga de ácidos como o dióxido de enxofre, dióxido 
de carbono, dióxido de nitrogênio, entre outros. Ela não ocorre apenas nesses 
locais, uma vez que essa carga em suspensão no ar pode ser transportada pelo 
movimento do ar, chegando em regiões mais afastadas. 
Outra fonte de poluentes para a transformação da chuva em ácida pode ser os 
vulcões que emitem poeira com enxofre na atmosfera, além de respiração animal 
e vegetal. Ambientalmente a chuva ácida (Figura 10) é um grande problema, pois, 
além de causar danos à saúde da população e animais em geral, pode afetar o solo 
chegando às reservas hídricas como lagos, rios e lençol freático, de onde é retirado 
o maior volume para uso da população. Podem atingir a vegetação prejudicando 
o desenvolvimento de raiz, folhas e frutos, devido ao alto nível de acidez. Provoca 
danos físicos na construção por corroer objetos, vias e obras citadinas. 
A água, mais uma vez, seja ela em um corpo hídrico, ou em suspensão na atmosfera, 
devido ao ciclo da água, é importante e, na realidade, crucial, para a manutenção da 
vida no planeta Terra. E neste ciclo, independentemente da forma de chuva que ocorre 
na precipitação, temos que nos atentar às chuvas ácidas. Essas chuvas, na realidade, 
são qualquer tipo de chuva que se tornam ácidas ao encontrar poluição atmosférica no 
momento de sua precipitação. 
PENSANDO JUNTOS
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UNIDADE 2
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As chuvas ácidas ocorreram em maior proporção no período da Revolução 
Industrial devido à grande queima de combustíveis fósseis e já em 1852 foi 
registrada pelo climatólogo Robert Smith na Inglaterra. Um exemplo de chuva 
ácida ocorreu após o acidente em Chernobyl na Ucrânia em 1986, que acarretou 
esse evento atmosférico devido à emissão de estrôncio 90, iodo 131 e césio 
127 na atmosfera que causaram chuvas ácidas em quase toda a Europa e no 
Japão. Poeira radioativa foi verificada até mesmo no continente americano. 
Isso, mas em menores proporções, ocorreu quando o lançamento das bombas 
norte-americanas atingiram o Japão colocando fim à Segunda Guerra Mundial, 
ou ainda quando a erupção do vulcão Cumbre Vieja na ilha de La Palma em 2021 
atingiu mais de 4 países europeus.
Para cada um desses tipos de precipitações ou ainda desses tipos de chuvas já 
comentados, existe a formação de um tipo específico de nuvem. Provavelmente 
você já olhou para o céu e se deparou com a formação de nuvens diferenciadas na 
paisagem. Este pode ser um passatempo muito divertido da infância de alguns, 
mas que, com certeza, é trabalho árduo para muitos pesquisadores. Enquanto, na 
Figura 10 - Chuva ácida / Fonte: a autora
Descrição da Imagem: prédios, indústrias e vegetação estão cobertos por nuvens carregadas de elementos 
químicos que agridem o meio ambiente. Gotículas de chuva se encontram com esses elementos em suspensão 
e geram a chuva ácida.
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juventude, olhar os formatos dessa condensação era imaginação para ver formas 
divertidas entre as diferentes “bolas de algodão”, sua altitude, cores e formatos, 
elas refletem especificidades importantes para a climatologia. Às vezes elas são 
mais escuras, às vezes mais claras, às vezes mais altas e outras mais baixas. Pode 
ser que elas sejam cumpridas e até mesmo rastros lineares na atmosfera, mas com 
certeza elas têm diversos formatos e significados diferentes. 
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) (1961, p. 3), “a nuvem é um con-
junto visível de partículas minúsculas de água líquida ou de gelo, ou ambas ao mesmo 
tempo em suspensão na atmosfera”. l
APROFUNDANDO
O importante aqui para nós é entender que estes formatos não ocorrem alea-
toriamente. Existe um processo físico climático que faz com que cada tipo de 
nuvem seja apresentado na paisagem, para isso, são estabelecidos 2 critérios 
para classificação, o formato ou aparência da nuvem e, principalmente a altitude 
em que se encontra. Dentre os principais modelos, estão: nuvens altas, nuvens 
médias, nuvens baixas e nuvens verticais. Grupo de nuvens altas: quando 
as nuvens estão em uma altitude maior, cerca de 6.000 metros, são chamadas de 
cirrus. Elas são formadas na alta troposfera a uma temperatura de cerca de 0 
°C, o que faz com que elas sejam constituídas de microscópicos cristais de gelo. 
Essas nuvens estratiformes, ou seja, de formato estratificado, tem essa aparência, 
pois encontram baixas temperaturas e baixa umidade do ar, devido à sua altitude. 
São as nuvens cirrus estratificadas, chamadas então de cirrostratus, com conden-
sação mais afastada. Elas também podem ser cumuliformes, ou seja, de cirrus 
acumulados, sendo chamadas de cirroscumulus quando a massa condensada na 
nuvem se encontra mais unida do que o comum. Normalmente em dias com a 
presença dessas nuvens, o tempo é aberto e ensolarado. Essa aparência de linhas 
estratificadas, espaçadas no céu se dá devido ao vento dessa altitude da atmosfera.
 ■ Grupo de nuvens médias: chamadas de altos, também podem ser es-
tratificadas (estratiformes) ou acumuladas (cumuliformes), normalmente 
formadas em altitude de 2 e 6 mil metros e apresentam sua própria som-
bra, podem ser brancas ou acinzentadas. Isso ocorre, pois elas têm uma 
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certa espessura de nível maior de condensação da umidade, que já está 
mais presente nesta altitude. Quando nos relacionamos à previsão do 
tempo, as nuvens altocumulus são constituídas de blocos, o que dificulta 
a precipitação, no entanto, os altostratus podem provocar uma chuva leve.
 ■ Grupo de nuvens baixas: normalmente abaixo de 2000 metros, formada 
por nuvens isoladas de um tempo mais calmo e de preparação para futu-
ras chuvas, com proximidade à superfície terrestre. Elas são chamadas de 
stratus, podendo se manifestar como: estratiformes, conhecidas como seu 
nome de origem - Stratus, nuvens uniformes que lembram uma bruma, 
no entanto, distante do solo e que podem causar chuvisqueiros leves; 
como Stratocumulus com formato de bloco devido à relaçãocumulifor-
me; ou ainda as Nimbostratus, uma das chuvas mais cinzas e relacionadas 
à precipitação fluídica, ou seja, constante.
Muitas vezes essas nuvens podem acontecer juntas, demonstrando grande eva-
poração e condensação que podem ser do local ou ainda estarem em movimento 
junto às massas de ar, ocorrendo à baixa e alta altitude. Além disso, quando ocu-
pam mais de uma camada da atmosfera, são consideradas nuvens verticais, cha-
madas de cumulus devido à alta formação cumuliforme, o que caracteriza uma 
que, normalmente, se mostra ao final da tarde, principalmente em movimento 
de convecção da evaporação e da condensação. Pode causar chuva de verão ou 
se dissipar pelo vento. Elas são mais densas e com base frequentemente planas 
e mais escuras, acontecendo isoladamente ou em bloco com outras nuvens. Por 
fim, existem as Cumulonimbus, associadas a chuvas fortes e trovoadas. Essas nu-
vens ocupam toda a altitude de formação das nuvens. Segundo a OMM (1961, p. 
32), “Os cumulus originam-se sob efeito das correntes convectivas que aparecem 
quando o decréscimo vertical da temperatura nas camadas baixas da atmosfera 
é suficientemente forte”. Os cumulonimbus “desenvolvem-se normalmente de 
um cumulus volumoso e fortemente desenvolvido, por um processo de evolução 
contínua”. As nuvens stratus tem por definição na Organização Meteorológica 
Mundial (1961, p. 29): “camada de nuvens, geralmente cinzenta, com base bas-
tante uniforme, podendo dar lugar à garoa, prismas de gelo ou neve granular”. 
Esta nuvem, na sua maioria das vezes, compõe-se de gotículas de água. Já o nim-
bostratus “resulta comumente da lenta ascensão de camadas de ar de grande 
extensão horizontal e alturas suficientemente elevadas”.
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Existem nuvens como a cumulonimbus que indicam tempestades e estão perpen-
diculares às camadas da troposfera, normalmente são mais escuras na base, devido 
à sombra de sua intensa condensação. A formação destas nuvens está ligada à 
distribuição do ciclo hidrológico, às massas de ar e às relações climáticas locais. Ou 
seja, a atmosfera é toda interligada e ainda conectada com as questões geográficas. 
Figura 11 - Principais tipos de nuvens / Fonte: a autora. 
Descrição da Imagem:a ilustração apresenta 4 camadas horizontais de altitude a partir da superfície ter-
restre, representada em verde. De baixo para cima, após essa superfície, estão apresentados os 4 tipos de 
nuvens que ocorrem na baixa atmosfera – a primeira, Nimbostratus, um bloco de nuvens mais carregadas 
de cor branca e sombreada com gotas de chuva precipitando de sua base; a segunda e a terceira são, res-
pectivamente, stratus e stratocumulus, sendo esta última mais sobreposta à anterior em altitude. Ambas 
têm formato linear estratificado. A quarta apresenta formato de algodão doce, com aspecto mais fofo e 
branco. Na segunda camada em altitude, encontram-se altostratus e altocumulus, sendo a primeira de forma 
mais linear e a segunda formada por pequenos e espaçados blocos de nuvens circulares. Na terceira linha 
de altitude, mais alta na ilustração, são apresentadas as nuvens cirrocumulus e a cirrus, sendo a primeira 
formada por pequenos blocos de nuvens separadas, como em uma malha, e a segunda, mais leve e linear, 
como uma fumaça no céu. Sobre esta segunda, encontra-se na mesma linha de latitude, a cirrustratus, ainda 
mais fina e esfumaçada que a anterior. Por fim, no lado direito da ilustração, está representada a nuvem 
de tipo cumulonimbus que ocupa verticalmente todas as 1 camadas de altitude. É uma nuvem grande, 
verticalizada, de cor branca sólida e com gotas de precipitação saindo de sua base.
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Outros atores importantes relacionados às formações no ciclo hidrológico e 
das chuvas são os chamados Rios Aéreos. Eles são formados devido à umidade 
do calor equatorial que, atraído pela umidade da floresta amazônica, em área 
continental, se liga ainda à umidade das geleiras dos Andes, chegando até o su-
deste e sul brasileiros. Isso ocorre devido à alta evapotranspiração dessas áreas 
que se conectam entre si.
Confira, neste artigo aqui, como os rios aéreos colaboram com 
o Brasil agrícola.
EU INDICO
Todas essas nuvens que estudamos até o momento fazem parte direta do ciclo 
da água. No momento da evaporação, da condensação e da precipitação, seja ela 
líquida ou sólida, ocorre a formação das nuvens que se deslocam por meio das 
massas de ar atuantes em cada localidade. Sendo assim, é conclusivo que essas 
nuvens são responsáveis, então, pelo acondicionamento da umidade que acaba 
por ser transportada pelas massas de ar. 
É justamente neste momento que percebemos a presença dos rios aéreos. Quanto 
maior a proximidade com área de vegetação ou corpos hídricos na superfície terrestre, 
os rios aéreos de deslocam levando a umidade em uma altitude atmosférica na camada 
da troposfera. Essa é a conectividade do sistema geográfico da climatologia.
PENSANDO JUNTOS
O calor dos raios solares, junto às condições naturais de vegetação e junto ao ciclo 
da água formam uma conectividade que distribui a água do oceano Atlântico até 
a Amazônia que chegam também ao sul do Brasil, por exemplo. Por este motivo, 
você já deve ter ouvido falar que a Amazônia é o pulmão do mundo. Cabe dizer 
que esse termo não é correto. De nada adianta uma grande concentração de mata 
no local e que o restante seja desértico. A distribuição geográfica é tão importante 
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https://blogs.canalrural.com.br/embrapasoja/2017/05/19/como-os-rios-aereos-colaboram-com-o-brasil-agricola/.
quanto a qualidade da vegetação e isso já foi comentado quando estudamos a in-
fluência do fator latitude na climatologia. No entanto, a proporção da Amazônia 
faz com que a circulação da umidade, tanto do Atlântico, quanto do Pacífico, seja 
melhor distribuída devido à sua grande massa de floresta.Isso também é pro-
porcionado devido à circulação das massas atuantes no Brasil, assunto assunto 
que você verá em breve, assim como as questões de escala geográfica da clima-
tologia. Estudos locais interferem em estudos globais, assim como o clima local 
influencia no clima global. Vamos falar sobre isso?! Atualmente, estas pesquisas 
são importantes e são possibilitadas devido à implantação de estações, aquelas 
que já estudamos, em diversas regiões, bem distribuídas pelo globo.
Criado em 1909, o INMET, apesar de já ter mudado de nome, realiza pesquisas 
práticas fundamentais para a descoberta sobre o clima e tomadas de decisão na 
agricultura, por exemplo. Junto com a criação do IBGE em 1934, esses 2 órgãos 
monitoram todo o território nacional para compreender e planejar cada vez me-
lhor o ordenamento e o desenvolvimento local. Segundo Ayoade (2007), esses 
órgãos, junto com a Organização Meteorológica Mundial (OMI) criada pela ONU 
em 1950, têm responsabilidade internacional em facilitar a cooperação no estabe-
lecimento de redes de estações meteorológicas; desenvolver centros para serviços 
meteorológicos; e garantir o intercâmbio das informações meteorológicas. Por 
isso, as pesquisas locais e globais são necessárias para a compreensão do todo.
De quem é a culpa do desastre? Ele pode ser chamado de 
natural? ambiental? O que classifica um desastre ambien-
tal? Essas perguntas o Prof. Dr. Victor Borsato nos responde 
com muito entusiasmo! Vamos lembrar que o professor já 
escreveu diversos livros sobre a temática climática e realiza 
muitas pesquisas nacionais e internacionais sobre a dinâmica 
climática. Vem com a gente aprender muito mais nesse bate 
papo climatológico! Ouça o podcast no seu ambiente virtual 
de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
Quanto chove na sua região? Observe as nuvens de formação diária, quanto 
tempo elas permanecem no céu? Qual o formato que elas têm? Assim como fa-
zíamos quando crianças, aproveite o conhecimento científico para analisar, mas, 
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UNIDADE 2
UNIDADE 2
principalmente, qual relação elas têm com o rio que existe na sua cidade? Será 
que é diferente do queem outro local? Analise as potencialidades e as relações 
do ciclo hidrológico com os fatores e os elementos do clima.
NOVOS DESAFIOS
Este tema de aprendizagem oportunizou o entendimento da relação entre a precipitação 
e o ciclo da água. Você também conheceu os principais formatos de chuvas e aprendeu 
quais os principais tipos de nuvens e suas características. 
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AGORA É COM VOCÊ
1. Observe a imagem e o texto a seguir e assinale o que for CORRETO:
I - II - A área úmida, anterior à barragem, é chamada de Barlavento e a área seca 
após a barragem é chamada de Sotavento.
a) I e II não tem correlação direta.
b) I e II estão corretos, porém não estão correlacionados.
c) I expressa consequência de II.
d) II expressa consequência de I.
e) I está correto, porém II está incorreto.
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UNIDADE 2
MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6
AS ESCALAS DE ESTUDOS 
CLIMÁTICOS
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Refletir assertivamente sobre o aquecimento global.
Conhecer as escalas climáticas e suas características..
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INICIE SUA JORNADA
Neste momento, você já conhece os principais itens conceituais da base da cli-
matologia. Fatores, elementos, compreensão de funcionamento de estações que 
analisam o tempo e o clima, o porquê chove, como chove e para onde vai a água 
da chuva. Agora, pense comigo: será que tudo é efetivamente parte de um ciclo 
constante que, apesar de dinâmico e em movimento, é sempre igual? Será que o 
ser humano, que vive em sociedade e se adapta às diversas adversidades e tam-
bém melhorias, pode alterar o curso climático natural? Sabemos que o clima que 
ocorre aqui é diferente do que acontece lá, sendo assim, como é o clima daqui e 
de lá? E por que é assim?
A gente sempre se preocupa com o aquecimento global. Mesmo quem não se preocupa, 
direciona sua atenção e energia em querer provar que tal fato é natural ou não. Aqueci-
mento global está dentro do ciclo geológico das eras do gelo. Parece nome de filme de an-
imação, mas a verdade é que alguns especialistas se esforçam para “comprovar” algumas 
ditas “verdades”. Vamos por parte. Na ciência, existe metodologia e qualificação em hipó-
teses. Mas nunca, uma verdade absoluta. Afinal o que é a verdade?! Teríamos que debater 
um capítulo todo sobre filosofia para tentar, quem sabe, chegar a algum entendimento!
PENSANDO JUNTOS
O que nos cabe compreender é que na ciência existem, sim, divergências, e 
longe de mim estar de acordo com apenas um ou outro fato constatado por 
uma metodologia de pesquisa que averiguou determinada hipótese, no entanto, 
dados nos mostram que, nos últimos 50 anos, o globo aquece mais rapidamen-
te, comparado aos outros séculos, mesmo estando no que pode realmente ser 
um ciclo natural de aquecimento.
Vamos deixar claro que o que pretendemos aqui, com esta problematização, não é ditar 
teorias certas ou erradas e muito menos opiniões, afinal de contas, trabalhamos com 
ciência, com método analítico. Então, vamos focar em conhecer as pesquisas e en-
tender o que acontece no globo, no continente, no país, no estado, na região, na cidade 
e, até mesmo, no nosso bairro, por que não?
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UNIDADE 2
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Veja bem, em um único parágrafo, viajamos da pangeia até a rua da nossa casa 
pensando em questões sobre a humanidade ter ou não interferência na tempera-
tura média do planeta. É uma viagem no tempo e no espaço passando do global 
para o local em uma única vírgula. Pois bem, queremos, neste momento, falar 
sobre ciência, aquecimento global e responsabilidades.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Pode ser muito difícil aferir a temperatura do globo, mas é muito simples aferir 
a temperatura de um local. Pode ser muito difícil sentir a temperatura do outro 
lado do mundo, mas é muito fácil sentir a temperatura do local onde estamos. 
Quando falamos em temperatura, na realidade nos referimos a todos os ele-
mentos climáticos, ou seja, calor, umidade, vento, entre outros. E, para que seja 
possível fazer a análise e organização desses dados, as pesquisas em climatologia 
se diferem em escalas diferentes. Como estudamos em cartografia.
Com certeza você já percebeu a diferença da temperatura embaixo de uma árvore com-
parada à temperatura no meio de uma rua asfaltada com sol quente, sem nenhuma 
sombra. Chamamos isso de conforto térmico, que pode ou não acontecer dentro de 
uma pequena área - ou seja, dentro de características microclimáticas. Temperaturas 
medianas com umidade também mediana, a presença de uma brisa, vento leve, embaixo 
de uma sombra natural, dão ao indivíduo a sensação térmica de qualidade e conforto. 
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que umidade inferior a 30% ou 
superior a 60% podem ser prejudiciais.
Olha que interessante, falamos aqui em três questões importantes para a clima-
tologia geográfica: Conforto térmico; Sensação térmica e Microclima. Ainda 
veremos a conceituação de cada uma delas, mas você já pode ampliar o seu inte-
resse pelo conhecimento fazendo na prática, afinal de contas, experiências não 
são transmitidas, mas sim vivenciadas.
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É impossível, dentro da Geografia, realizar pesquisas, independentemente da 
área, sem antes pensar na escala em que ela será delimitada. A relação escalar, 
tanto de delimitação de área, quanto de atuação específica da ciência, são a base 
de pesquisa na Geografia. Independentemente da questão conceitual e temática, 
a escala de análise dá base para o desenvolvimento analítico, proporcionando 
a busca por ações que estejam diretamente correlatas entre o local e o global. 
Delimitar uma escala de estudo, de atuação e de análise vai além do que apenas 
saber o tamanho da escala cartográfica, em que determinado elemento do plano 
real é diminuído, um número específico de vezes, para caber em uma represen-
tação gráfica. Escala é, antes de mais nada, o nível do olhar estabelecido para 
análise. É o tamanho do enfoque direcionado ao tamanho da área geográfica. 
É também a relação direta entre o objeto pesquisado do espaço geográfico e 
o pesquisador. Em climatologia, referimo-nos a três escalas base de dimensão 
analítica: MACROclimática, MESOclimática e MICROclimática. Falaremos de 
cada uma delas (Figura 1).
Que tal sentir isso na pele? Passe alguns minutos de um dia ensolarado em locais som-
breados naturalmente, com árvores, e alguns outros minutos em um local sombreado 
artificialmente. Por fim, passe os mesmos minutos em um local de pavimentação, sem 
cobertura e proteção dos raios solares. É interessante que essa experiência seja realiza-
da no mesmo dia, em horários aproximados, para que você possa sentir o conforto tér-
mico. Sua sensação em cada local será diferente: qual você prefere? Pode ser que, em 
um dia de inverno, a preferência seja diferenciada em relação a um dia de verão com sol 
forte. Apesar do conforto e da sensação serem únicas, de pessoas para pessoas, existe 
uma mediana básica de qualidade, entre temperatura, umidade e vento. É a percepção 
dos elementos climáticos sendo observado em um dado período de tempo.
PENSANDO JUNTOS
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Tecnicamente, escala é a relação entre a distância de dois pontos quaisquer do 
mapa com a correspondente distância na superfície da Terra. Ou seja, é a rela-
ção existente entre a distância linear do mapa com a mesma distância linear na 
natureza, é a quantidade de vezes que o real foi diminuído para caber em uma 
representação gráfica, seja ela plana ou tridimensional. Quanto maior a riqueza 
de detalhes, maior a escala e, por isso, menor a área representada, conforme 
vimos na Figura 1.
Quando nos referimos à escala do macroclima, falamos diretamente de um 
evento ou dado climático que ocorre diretamente relacionado a um clima global, 
com relação às zonas climáticas. Ao falar de um clima MACRO, o quesito escalar 
do tamanho da área de análise pode ultrapassar os milhões de km. Neste nível 
escalar, correlato a uma escala de pequeno porte, falamos de relações existentes 
nas zonas climáticasdo globo, ou seja, as zonas tropicais, zonas temperadas e 
zonas polares, sem estabelecer um detalhamento geográfico de um local especí-
fico. Podemos, ainda, direcionar o macroclima a alguns continentes, mas sempre 
pensando na área como um todo e na faixa climática generalizada.
Isso ocorre, justamente, porque as interferências climáticas não respeitam os 
limites territoriais, uma vez que o clima não é delimitado por uma fronteira, ou 
uma convenção geopolítica. Normalmente, no macroclima, os índices não são 
expressivos para análises agrícolas, por exemplo, mas facilitam no entendimento 
de produção energética, de questões globais ambientais e econômicas. Não con-
funda macroclima com grande nível escalar.
Uma escala macro na climatologia é aquela que, justamente, abrange uma grande área 
global, sem riqueza de detalhamento no sentido do local, mas com riqueza de dados no 
sentido global, do todo.
Figura 1 - Escalas climáticas / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta uma paisagem que, ao ser ampliada, compreende uma menor área do 
real, em maior área no mapa.
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Quando nos referimos ao mesoclima, falamos diretamente de uma escala maior 
que a macroclima, com maior detalhamento da área. Ou seja, nesta escala, referi-
mo-nos ao clima de um continente, de uma região, ou, ainda, de um bioma, para 
facilitar a leitura. É justamente nesta escala que estudamos a presença e as carac-
terísticas de uma fauna, flora e sua inter-relação com os avanços da sociedade. 
Nesta escala, podemos compreender as potencialidades paisagísticas e até mesmo 
agrícolas para direcionar as práticas efetivas, no entanto, ainda estamos em um nível 
escalar que apresenta uma área com cerca de centenas de quilómetros. Na escala 
mesoclimática, podemos analisar uma grande floresta, um deserto, uma modalida-
de dentro de regiões litorâneas ou de alto relevo. As regiões morfoclimáticas (Figura 
2), de Aziz Ab’Sáber, por exemplo, são consideradas em escala mesoclimática.
Figura 2 - Exemplo de Mesoclima - Domínios Morfoclimáticos do Brasil Fonte: adaptada de Ab’Sáber (2003).
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o mapa do Brasil com a delimitação dos domínios morfoclimáticos 
de Aziz Ab’Sáber. Ao norte, um polígono na cor verde representa o domínio amazônico. No nordeste do país, um 
polígono na cor vermelha representa a caatinga. Na extensão do litoral, um polígono na cor marrom representa o 
domínio de mares de morros, que adentram em partes da região sudeste. Na região sul, um polígono laranja repre-
senta o domínio das araucárias, seguido, no extremo sul, de um polígono em verde claro, representando o domínio 
das pradarias. Do lado esquerdo da imagem, existe a legenda com estas explicações da simbologia de cada cor e, 
do lado direito do mapa, o título que diz: DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICO BRASILEIRO - Áreas nucleares 1965 - Aziz 
Ab’Sáber. Por fim, há a representação da escala, mostrando que cada 1 cm equivale a cerca de 500 km no real.
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Isso significa que nenhum domínio tem limite de começo e fim exatamente de-
marcado, existindo áreas de transições que podem variar de acordo com o clima, 
com o relevo, com o solo, com a vegetação e até mesmo com o uso destinado por 
cada população que ali habita. Para Aziz, os domínios são a expressão da herança 
registrada na paisagem. O mais importante neste estudo, entre os grandes aspec-
tos analisados, é justamente a efetiva relação geográfica existente entre clima e 
outros aspectos que formalizam características diferentes na paisagem, demons-
trando, mais uma vez, que, na geografia, tudo é interligado e interdependente.
Este mapeamento é a consequência de um estudo específico de grande valia geográfica 
em que o geógrafo levou em consideração o clima e a morfologia do terreno – por isso 
a nomenclatura de domínios morfo (forma) climáticos (clima). Aziz Ab’Sáber estudou 
a correlação existente entre a topografia local e o formato do relevo, justamente com 
base na temperatura e na umidade de cada área. Dependendo do tipo de clima, o relevo 
se apresenta de uma forma diferente, mesmo quando com solos semelhantes, o que 
fez que ele desenhasse um mapa com escala mesoclimática do Brasil, dividido em 6 
grandes zonas (uma para cada domínio) permeadas por uma faixa de transição. Esta 
faixa de transição pode ser observada nos limites de cada zona e, justamente por isso, 
podem variar em cada localidade, sendo uma mistura das áreas que margeiam, ou ainda 
um domínio diferenciado devido às condições de mescla.
APROFUNDANDO
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Por fim, a escala em microclima fala especificamente do clima local, podendo ser 
de uma escala em nível urbano, citadino, de um estado, ou até mesmo a diferença 
entre estar embaixo de uma árvore ou exposto ao sol, o que definiria a menor área 
em microclima real. Isso nos leva ao fato de a escala em microclima ser em uma 
grande escala geográfica, afinal, demonstra riqueza de detalhamento em uma pe-
quena área. Também conhecido como clima local, esta escala de estudo climático 
está diretamente relacionada com a sensação térmica e, consequentemente, com 
o conforto térmico, por estar diretamente atrelada ao sentido dos seres vivos. 
Vale lembrar que qualquer ser vivo, animal ou vegetal, sofre consequências 
devido à quantidade de águas, a intensidade de calor, a velocidade do vento, seja 
quando ocorrem para mais ou para menos que uma média básica. Este conforto é 
estabelecido pela sensibilidade em estar em um local sem sofrer danos pelo fato de o 
ambiente estar muito frio, ou muito quente, muito seco ou muito úmido. No micro-
clima, a escala de análise é muito grande e com riquezas de detalhes aprofundada.
Figura 3 - Relação entre escala geográfica e escala climática / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a ilustração mostra um triângulo invertido, do lado esquerdo do triângulo aparece a des-
crição do tamanho da área do mapa e, do lado direito, a descrição do tamanho da escala do mapa. A área maior 
representa o nível de detalhamento de um mapa. Quanto maior o nível de detalhamento no topo do triângulo 
invertido, significa que a escala é maior, no entanto, a representação climática é considerada em microclima. 
Quanto mais próximo da ponta do triângulo, na parte inferior da imagem, menor é o nível de detalhamento e, por 
isso, maior a escala climática. Entre elas, aparece o mesoclima, no meio do triângulo.
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Você ainda vai aprender mais diretamente sobre as ilhas de calor, no entanto, 
cabe mencionar que é justamente neste processo de estudo dos microclimas que 
elas são analisadas. É muito importante compreender que, apesar de toda essa 
questão escalar tradicional e internacionalmente conhecida, podemos comparar 
escalas dentro dos nossos estudos. 
Por exemplo, podemos dividir os níveis escalares quando vamos debater determina-
do local Dessa forma, as escalas macro, meso e micro, passam a ser uma relação de 
proporcionalidade na pesquisa Uma cidade pode passar a ser o nível escalar macro, 
enquanto um bairro torna-se o nível mesoclimático, e uma rua, especificamente, 
ou uma praça, passa a ser analisada como microclima escalar.
Neste sentido, os tamanhos das escalas climáticas deixam de ser aquelas bases 
utilizadas por geógrafos em geral, onde a macro são as zonas climáticas globais, 
mas passam a ser o nível de comparação da especificidade de uma análise. Para 
que isso seja feito corretamente, devemos explicar metodologicamente e garantir 
que as expressões sejam distribuídas de forma correta para que haja entendi-
mento do todo.
Quando falamos em aquecimento global, muito se discute como sendo ou 
não natural. Tecnicamente, seria o aquecimento médio dos oceanos e, conse-
quentemente, o derretimento de geleiras causado principalmente pela concentra-
ção de gás carbônico na atmosfera, o que acarretaria em um aquecimento médio 
da temperatura do globo. Segundo Carvalho et al. (2011, p. 222), “A mudança do 
clima pode decorrerde processos naturais internos ou de forças externas, bem 
como de persistentes mudanças antropogênicas na composição da atmosfera ou 
no uso da terra”. Natural ou não, o fato é que o aquecimento é real e que áreas 
mais urbanizadas aquecem mais rapidamente, demonstrando a interferência 
do homem neste processo. Pode ser que este aumento da temperatura em áreas 
urbanas não seja suficiente para causar danos irreversíveis, ou ainda que esse 
aquecimento seja neutralizado pelo ciclo natural do planeta, mas é certo que o 
ser humano se comporta como dominante em um ambiente em que ele não é 
o único. Por este motivo, e por entender a Geografia como a ciência que estuda 
a relação entre natureza e sociedade, é que vale entender mais sobre o assunto 
correlato à climatologia e de interesse mundial.
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Acompanhe a série histórica apresentada aqui apenas por 3 imagens – Figuras 
4, 5 e 6.
Desde 1880, dados de sensores demonstram que as médias das temperaturas aumen-
taram, mesmo com a presença de anos mais frios e temperaturas pouco abaixo da média 
do século XX. Isso pode ser verificado com base nas pesquisas do National Oceanic 
Atmospheric Administration (NOAA) que mantém uma série de satélites de monito-
ramento contínuo. A seguir, observamos uma série de gráficos que nos mostram que, no 
ano de 1945, com avanço tecnológico e industrial, algumas médias anuais ultrapassam a 
média da temperatura do século XX todo. Ao comparar os dados das últimas décadas, as 
médias apresentam os 10 anos mais quentes registrados desde antes de 1900.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Figura 4 - Média de temperatura mundial por ano até 1900 – cada linha se refere a um ano de medição 
Fonte: NOAA (2020, on-line).
Descrição da Imagem: a imagem demonstra um gráfico com os dados das temperaturas médias no eixo vertical, 
com a temperatura média do século marcada por um traço principal e central; a partir dele, a cada 0.2 graus, a mais 
ou a menos, que vai de -0.8 a +1,2, são registradas. No eixo horizontal, estão registrados os meses do ano de 1 a 
12. Além disso, traços em cinza mostram a temperatura média de cada mês e, quando acontece de ser um dos 10 
anos mais frios do século, o gráfico apresenta a marcação em azul. Até 1900, 2 anos mais frios foram registrados.
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UNIDADE 2
UNIDADE 2
Figura 5 - Média de temperatura mundial por ano até 1945 – cada linha se refere a um ano de medição, já 
é possível perceber aumento em relação aos anos anteriores / Fonte: NOAA (2020, on-line).
Descrição da Imagem: a imagem demonstra um gráfico com os dados das temperaturas médias no eixo vertical 
com a temperatura média do século marcada por um traço principal e central; a partir dele, a cada 0.2 graus, a 
mais ou a menos, que vai de -0.8 a +1,2, são registradas. No eixo horizontal, estão registrados os meses do ano 
de 1 a 12. Além disso, traços em cinza mostram a temperatura média de cada mês e, quando acontece de ser 
um dos 10 anos mais frios do século, o gráfico apresenta a marcação em azul. Até 1945, os 10 anos mais frios 
foram registrados.
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Figura 6 - Média de temperatura mundial por ano até 2000 – cada linha se refere a um ano de medição, é 
possível perceber o surgimento de máximas / Fonte: NOAA (2020, on-line).
Descrição da Imagem: a imagem demonstra um gráfico com os dados das temperaturas médias no eixo vertical 
com a temperatura média do século marcada por um traço principal e central; a partir dele, a cada 0.2 graus, a 
mais ou a menos, que vai de -0.8 a +1,2, são registradas. No eixo horizontal, estão registrados os meses do ano 
de 1 a 12. Além disso, traços em cinza mostram a temperatura média de cada mês e, quando acontece de ser um 
dos 10 anos mais frios do século, o gráfico apresenta a marcação em azul. Até 1945, os 10 anos mais frios foram 
registrados e de 1945 a 2020 os 10 anos mais quentes aparecem registrados em vermelho, com média de mais 
de 1 grau acima da média do século.
Para compreender melhor em qual ano cada temperatura é 
registrada, assista o gráfico dinâmico neste link.
EU INDICO
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UNIDADE 2
https://www.bbc.com/portuguese/geral-46424720
UNIDADE 2
Vamos analisar: Ao observar a Figura 4, dos anos de 1900, percebemos que a 
linha que marca a temperatura mediana do século XX está em um nível muito 
acima das temperaturas médias. Pela legenda, os anos com máximas de calor, 
representadas em vermelho, não são observados, pois as temperaturas realmente 
permanecem em um nível inferior. Marcando, inclusive a oposição, é possível 
perceber que, até o ano de 1900, ocorreram 2 anos considerados entre os 10 mais 
frios do século – representados pela linha azul. Na Figura 5, que representa o ano 
de 1945, algumas médias são ultrapassadas da média do século XX, mas ainda 
em pouca quantidade, mesmo sendo maiores do que as presentes na Figura 4. 
No entanto, ao observar as Figuras 5 e 6, com dados do ano de 2020, a relação 
do aquecimento fica nítida, uma vez que a grande maioria das médias são supe-
riores ao valor médio do século XX, mostrando, ainda, a presença de máximas 
acentuadas que ultrapassam 1,2 graus de superioridade de calor. Natural ou an-
trópico, interno ou externo, o aquecimento já é registrado. Até 1945, os 10 anos 
mais frios foram registrados e de 1945 a 2020 os 10 anos mais quentes aparecem 
registrados em vermelho, com média de mais de 1 grau acima da média do século.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema de aprendizagem, você pôde entender o que significa “escala” e para 
que ela serve. Entendeu, também, que em climatologia, referimo-nos a três es-
calas base de dimensão analítica: MACROclimática, MESOclimática e MICRO-
climática, e pôde conhecer cada uma delas. Por fim, você teve a oportunidade de 
refletir sobre o aquecimento global.
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AGORA É COM VOCÊ
1. Neste tema, vimos muitos conceitos e caracterizações diferentes dos climas brasilei-
ros. Vamos fazer um mapa mental com essas principais denominações?! Pois bem. O 
intuito é montar um mapa mental em que os principais assuntos vistos nesta unidade 
sejam elencados e interligados. Faça uma busca por reportagens e artigos científicos 
que comentem sobre esses assuntos e exponha isso em formato de diagrama neste 
mapa mental. 
É muito importante entender que estes mapas ajudam não somente na compreen-
são do assunto, mas também no desenvolvimento do aprendizado como um todo. 
Nossos olhos observam a conexão dos temas e conseguem fazer correlações mais 
avançadas. Comece seu mapa com o tema central, por exemplo: ESCALA CLIMÁTI-
CA, e, então, correlacione as diversas escalas com reportagens sobre o clima. Essas 
reportagens são de escala meso ou microclimática? Depois, conceitue e localize, 
geograficamente, cada uma delas. Outra ideia é correlacionar dois tipos diferentes 
de classificação climática do Brasil. Por exemplo: compare a classificação de Köppen 
com a do IBGE, separe por região e descreva os itens de acordo com as semelhanças 
e as diferenças em cada uma delas.
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uni a
UNIDADE 3
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MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7
CLASSIFICAÇÕES CLIMÁTICAS
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Entender o que são as eras geológicas.
Entender o que são e como surgem as ilhas de calor.
Estudar a relação dos fatores climáticos com as classificações climáticas.
Entender a atuação dos tipos climáticos em cada região do Brasil.
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As eras geológicas existem e estamos em meio a um desenrolar desses ciclos que 
esquentam e esfriam, no entanto, os registros mostram aumento significativo que 
ocorrem, principalmente, em grandes centros urbanos. Diversos autores transi-
tam entre o processo natural de mudança climática e o processo antrópico. Leite 
(2015), por exemplo, apresenta um estudo epistemológico, com dados marcados 
pelo caminhar da ciência climatológica e de afins. Segundo ele:
O problema da era do gelo foi o primeiro e, até algumas déca-
das atrás, o único debate relevante sobre as mudanças climáticas, 
emergindo como uma discussão da geologia, quenão foi capaz de 
equacioná-lo. Ficou como um mistério que transitou, no século 
XIX, pela matemática e astronomia e foi objeto de especulações 
na geofísica e geoquímica sem que uma solução satisfatória fosse 
encontrada. A resposta básica para a ocorrência das eras do gelo foi 
dada por Milankovitch, com sua teoria matemática da insolação, na 
década de 1940. Todavia somente a consolidação da paleoclimato-
logia, na década de 1970, ofereceu as evidências necessárias para 
comprová-la. O refinamento desses estudos paleoclimatológicos 
acabou revelando, todavia, um fenômeno inesperado, a saber, que 
as transições de estados de equilíbrio no sistema climático acon-
teceram muito rapidamente no passado. As mudanças climáticas 
da era do gelo do pleistoceno ocorreram de maneira abrupta e ra-
dical, em uma negação do gradualismo. Em consequência, o atual 
aquecimento global deve ser visto como um fenômeno muito mais 
perigoso e imprevisível do que usualmente apresentado. 
LEITE, 2015, p. 811
A teoria de Milutin Milankovitch, que reconheceu variações na órbita da Terra 
ao redor do Sol, apesar de aceita, gerava dúvidas na paleoclimatologia que usa 
de “[...]indicadores preservados em sedimentos oceânicos e lacustres, geleiras, 
rochas, sementes, corais, anéis dos troncos das árvores etc., de forma a construir 
grandes séries de informações sobre os estados pretéritos do sistema climático” 
(LEITE, 2015, p. 812), uma vez que apenas pequenas mudanças orbitais não se-
riam suficientes para gerar grandes alterações no clima terrestre. Para Leite (2015, 
p. 813), “Tal constatação significa que o atual aquecimento global é um fenômeno 
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UNIDADE 3
UNIDADE 3
muito mais perigoso e cheio de consequências do que aquilo que é usualmente 
apresentado nas discussões sobre as mudanças climáticas”. Vejamos que interes-
sante: já em meados do século XIX já havia o monitoramento de grande parte 
do globo com informações que transitavam rapidamente por meio do telégrafo 
e que permitiu uma abordagem descritiva dos acontecimentos climáticos que, 
ainda hoje, são analisados, por exemplo:
Em 1824, Joseph Fourier, estudando a temperatura da Terra, per-
guntou-se por que ela não era tão fria quanto seria de se esperar e 
especulou que parte da resposta poderia ser a existência de gases 
atmosféricos que aprisionam o calor que a Terra recebe do Sol, im-
pedindo-o de dissipar-se completamente (a expressão “efeito estufa” 
só emerge na literatura científica em 1909, com Woods). Os estudos 
de Fourier são levados adiante por Claude Pouillet, que elaborou as 
primeiras estimativas do equivalente termal da radiação solar fora 
da atmosfera, a constante solar, e as primeiras estimativas do papel 
do vapor d’água na retenção do calor na atmosfera
LEITE, 2015, p. 814
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
A meteorologia, reconhecida por ser uma pesquisa de empiristas e auxiliar à Geo-
grafia, passou por diversos avanços até chegar a ser reconhecida como analítica de 
processos que, até então, a geologia não respondia sobre o aquecimento drástico 
do globo. Leite conclui seu artigo dizendo que nenhuma grande pesquisa prova 
que este ou aquele fator seja determinante para as mudanças climáticas do globo.
Os dados dos sensores espalhados por todo o globo, inclusive de sondas em 
profundidades do gelo ou em satélites nas altitudes atmosféricas, demonstram 
que, além do globo como um todo estar aquecendo, quando observamos em 
pequenas áreas, com maiores escalas em pesquisas de microclima, percebemos 
que os grandes centros (áreas de aglomerados urbanos) sofrem aquecimento 
em maior proporção provocando Ilhas de Calor. Isso nos mostra que todas as 
mudanças ocorridas nas questões climáticas são em escalas micro, meso e 
macroclimáticas, gerando consequências em cadeia
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As Ilhas de Calor são justamente a concentração do calor devido às condi-
ções urbanas como impermeabilização do solo, poluição do ar que concentra 
o calor, entre outras questões. De forma geral, áreas mais antropizadas como 
o centro das cidades e áreas rurais com uso do solo monocultural ou exposto 
para pastoril concentram ilhas de maior calor do que áreas de parques ou áreas 
rurais com índice de preservação – conforme demanda a Lei 12651 de 2012 
do Novo Código Florestal.
Clique aqui para aprofundar seus estudos a respeito das Ilhas 
de Calor. 
EU INDICO
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UNIDADE 3
https://sustentarqui.com.br/o-que-sao-ilhas-de-calor/
UNIDADE 3
“No Código Florestal são estabelecidas leis diretas para as duas 
áreas de proteção que são obrigatórias para o proprietário que 
deve respeitar áreas de vegetação que estejam presentes em suas 
terras. Segundo a lei, essas áreas são bens de interesse comum à 
nação brasileira. A RL varia de tamanho de acordo proporcional 
ao tamanho da propriedade e a APP torna-se necessária quando 
há presença de variáveis que devem ser preservadas por lei, como, 
por exemplo, área delimitada das margens de um corpo hídrico ou 
declive superior a 45%” (DONATO, 2021, p. 83).
Essa relação que existe entre as ordens escalares, da micro para macro escala, 
ocorre, pois existem muitas ilhas de calor que, muitas vezes, não são dissipadas 
na atmosfera e acabam por interferir umas nas outras. Dependendo da distância 
em que se encontram podem formar uma grande zona de aquecimento. Em locais 
com a presença de vegetação, as temperaturas são mais baixas do que em áreas 
industriais e de concentração urbana.
A alteração da temperatura em áreas centrais e impermeabilizadas, podem 
gerar aquecimento considerável, não apenas nas grandes cidades, mas também 
em pequenos centros, como é o caso das pequenas cidades. As pesquisas reali-
zadas nesse segmento são importantes para que entendamos que as ações huma-
nas causam consequências no ambiente, independentemente do tamanho desta 
ação e consequência, fato que torna ainda mais relevante as preocupações com 
o aquecimento, independentemente da sua origem. Para ilustrar esta questão, 
veremos um exemplo de dados coletados em campo em uma pesquisa realizada 
por Gomes, Donato e Lima em um município no noroeste do estado do Paraná. 
Barbosa Ferraz compreende uma área de 538,6 m² com uma população es-
timada de 11.287 pessoas, segundo dados do IBGE (2021). Este trabalho traz 
algumas considerações sobre as variações termo-higrométricas entre a área rural 
e urbana do município. Para realização do estudo, foram coletados, com um 
termo-higro-anemometro-luximetro, dados referentes à temperatura e umidade 
relativa do ar, em pontos situados na área urbana, rural e zona de transição, às 
15:00 horas, durante cinco dias referentes ao período de inverno. Esse estudo 
permitiu verificar que ambientes com características geoecológicas distintas in-
fluenciam na temperatura e umidade relativa do ar.
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Para realizar este estudo de conforto térmico, foi utilizado o Diagrama do 
Conforto Térmico do INMET. Nele, as sensações térmicas são divididas em 4 
formatos, podendo ser classificadas como: muito quente e muito seco – opostas 
com a sensação de muito frio e muito úmido; ou seja, para esta análise, o INMET 
utiliza dos principais elementos do tempo atmosférico. Os dados obtidos em 
campo são marcados neste diagrama (Figura 1), no qual a temperatura está no 
eixo vertical (demonstrado ao lado direito) e a umidade relativa do ar no eixo 
horizontal (demonstrado na parte inferior). Ao centro, é demonstrado se há ne-
cessidade de vento para conforto, necessidade de sol ou se a situação está dentro 
do que é considerado de conforto térmico saudável. Caso os dados fiquem fora 
deste campo, significa que estão em desconforto para um dos elementos ou para 
os dois, dependendo da sua localização no gráfico. Chegamos à conclusão que 
a área urbana deste município, mesmo sendo de pequeno porte e com pouca 
pavimentação e nenhuma construção com mais de 2 andares, apresentou, de 
modo geral, as maiores temperaturas e os menores valores de umidade relativa 
do ar. O gradiente médio entre a cidade e o campo foi de2,26 °C para tempera-
tura e 4,6 % para umidade relativa do ar, como podemos observar nas imagens 
a seguir (Figuras 1, 2 e 3).
Em locais com 
a presença de 
vegetação, as 
temperaturas são 
mais baixas do que 
em áreas industriais 
e de concentração 
urbana.
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UNIDADE 3
UNIDADE 3
Em análise ao gráfico da Figura 1, percebemos que, no dia 16 de agosto, tanto a área 
urbana quanto a de transição, estão com temperatura considerada muito quente e 
com umidade aproximada ao considerado muito seco. A área rural tem caracte-
rísticas mais aproximadas do conforto térmico, mas ainda com necessidade 
de vento para que esta condição seja favorável. As 3 áreas apresentam umidade 
relativa do ar entre 30% (área urbana) e 40% (área rural), assim como a temperatura, 
marcada aproximadamente em 35°C (área urbana) e 30°C (área rural).
Figura 1 - Conforto térmico com base na variação termo higrométrica / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem apresenta um gráfico com representação da temperatura no eixo vertical e 
umidade relativa do ar no eixo horizontal em formato retangular. No topo do gráfico, aparece o título: Conforto 
térmico 16/08/08 - 15:00h. Do lado esquerdo, a legenda de temperatura do ar em graus Celsius de 0 a 45. Na 
parte inferior, a legenda: umidade relativa do ar em porcentagens de 10 a 100. Quanto à intersecção dessas duas 
informações, é classificada como sendo muito quente, e a área do gráfico é pintada em rosa; quando classificada 
como muito seco, é representada em amarelo; quando classificada como muito úmido, em verde; e quando muito 
frio, está representada em azul. No centro dessas 4 classificações, existe uma área em branco considerada de 
conforto térmico, subdividida em 3 setores horizontais, demonstrando na parte superior a necessidade de vento, 
na parte central a classificação de confortável e na parte inferior a necessidade de sol para conforto térmico. 
Neste caso, existem 3 pequenos pontos, um vermelho, um laranja e um verde, representando, respectivamente 
as áreas urbana, de transição e rural. Os pontos vermelho e laranja estão localizados na parte rosa, já o verde, na 
parte central branca, na primeira subdivisão horizontal.
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O conforto ideal pode ser verificado entre os 30% e 80% de umidade e entre os 
20°C e 30°C podendo ainda ser escalonado dentro desse conforto. No dia 30 de 
agosto, no mesmo horário das 15h, da mesma estação do mesmo ano, percebe-
mos que área rural se encontra em conforto térmico, com cerca de 28°C e 33%, 
sendo um conforto térmico muito próximo da faixa de necessidade de vento e 
umidade, mas ainda dentro desta modalidade. Tanto as áreas urbana e de tran-
sição encontram-se em condições muito secas com, aproximadamente, 28%, 
inferior ao mínimo de 30% proposto pela OMS.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Figura 2 - Conforto térmico com base na variação termo higrométrica / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: A imagem apresenta um gráfico com representação da temperatura no eixo vertical e 
umidade relativa do ar no eixo horizontal em formato retangular. No topo do gráfico, aparece o título: Conforto 
térmico 30/08/08 - 15:00h. Do lado esquerdo, a legenda de temperatura do ar em graus Celsius de 0 a 45. Na 
parte inferior, a legenda: umidade relativa do ar em porcentagens de 10 a 100. Quanto à intersecção dessas duas 
informações, é classificada como sendo muito quente, e a área do gráfico é pintada em rosa; quando classificada 
como muito seco, é representada em amarelo; quando classificada como muito úmido, em verde; e quando muito 
frio, está representada em azul. No centro dessas 4 classificações, existe uma área em branco considerada de 
conforto térmico, subdividida em 3 setores horizontais, demonstrando na parte superior como podendo ainda 
necessitar de vento – quando próximo da classificação muito quente –, na parte central, a classificação de confor-
tável e, na parte inferior, a necessidade de sol para conforto térmico – quando próxima da classificação muito frio. 
Neste caso, existem 3 pequenos pontos, um vermelho, um laranja e um verde, representando, respectivamente, 
as áreas urbana, de transição e rural. Os pontos vermelho e laranja estão localizados na parte amarela, já o verde, 
na parte central branca, na segunda subdivisão horizontal.
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UNIDADE 3
O crescente processo de urbanização tem trazido inúmeras modificações no 
ambiente. O processo de transformação e alteração da natureza se dá pelas ações 
antrópicas com “maior expressão nos espaços ocupados pelas cidades, criando 
um ambiente artificial” (LOMBARDO, 1985, p. 17). Em decorrência desse pro-
cesso, nas últimas décadas, principalmente após a entrada do século XXI, surgi-
ram diversos problemas socioambientais, que afetam diretamente a qualidade de 
vida dos citadinos, o que confirma os estudos de desequilíbrio ambiental devido 
à falta de conforto ambiental, estando o sistema urbano em condições geoecoló-
gicas específicas que atuam de forma profunda nas 
condições naturais (TROPPMAIR, 1987).
Entre as variáveis ambientais que se modificam 
com a urbanização, está presente o clima: “O clima 
dessas áreas, ou clima urbano, é derivado da altera-
ção na paisagem natural e da sua substituição por um 
ambiente construído, palco de intensas atividades 
humanas” (MENDONÇA, 2000, p. 168). A urbani-
zação desordenada e sem planejamento adequado 
tem trazido uma série de modificações no clima local 
das cidades. As mudanças na ocupação do solo, o 
aumento de áreas construídas e a diminuição de áreas verdes alteram o clima 
local das cidades e contribuem para modificações climáticas globais.
A urbanização desordenada e sem planejamento adequado tem trazido uma 
série de modificações no clima local das cidades.
Dentre as mudanças mais observadas no ambiente construído, Mendonça 
(2000) destaca a temperatura, a umidade relativa do ar e os ventos; e nas cidades 
tropicais, a precipitação. As áreas urbanas tendem a apresentar temperaturas 
mais elevadas que o entorno, propiciando, muitas vezes, o surgimento de uma 
circulação específica na cidade. Esse fenômeno descrito recebe o nome de ilha 
de calor (LOMBARDO, 1985). Segundo Oke (apud LOMBARDO, 1985), as 
ilhas de calor são resultado das modificações dos parâmetros da superfície e da 
atmosfera pela urbanização.
A elevação da temperatura sobre as cidades e a consequente formação de ilhas 
de calor ocorre devido à redução da evaporação, ao aumento da rugosidade e 
pelas propriedades térmicas das áreas construídas (LOMBARDO, 1985). A baixa 
densidade de áreas verdes e a impermeabilização do solo na cidade diminuem 
nas últimas 
décadas, 
principalmente 
após a entrada do 
século XXI, surgiram 
diversos problemas 
socioambientais, 
que afetam 
diretamente a 
qualidade de vida 
dos citadinos
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a taxa de evaporação, fator que contribui para o aumento de temperatura. São 
fatores que contribuem para elevação de temperatura na cidade (ERIKSEN 
apud LOMBARDO, 1985):
 ■ A produção de energia antropogênica, por meio da emissão de calor pelas 
indústrias;
 ■ o movimento dos automóveis; e 
 ■ o aumento de construções. 
A umidade relativa do ar é outra variável climática que sofre alteração no am-
biente urbano. Em decorrência do aumento de temperatura na cidade, há uma 
diminuição da umidade relativa do ar (LOMBARDO, 1985). Com o aumento de 
temperatura e queda da umidade relativa do ar, as cidades se tornam, cada vez 
mais, um local propício na geração de desconforto térmico, afetando o bem-es-
tar da população. Segundo Ribeiro e Silva (2006), uma das consequências das 
mudanças do clima na cidade é seu impacto no conforto térmico. O processo de 
urbanização modifica o clima local de modo que as diferenciações na composi-
ção dos ambientes intra-urbanos criam condições ao conforto ou desconforto 
climático de seus habitantes. De acordo com García (apud GOMES; AMORIM, 
2003, p. 96), conforto térmico é o “conjunto de condições em que os mecanismos 
de autorregulação são mínimos”ou ainda “a zona delimitada por características 
térmicas em que o maior número de pessoas manifestem se sentir bem”. As di-
ferenças climáticas na cidade e sua influência na qualidade de vida das pessoas 
podem ser observadas quando se compara os dados climáticos entre o espaço 
urbano e o rural. As características distintas de uso e ocupação do solo geram 
um comportamento climático diferente entre esses ambientes.
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UNIDADE 3
A área urbana e de transição rural/urbano são as que apresentaram mais 
dias de desconforto térmico, fato intimamente ligado à maior temperatura e 
menor umidade relativa do ar em relação à área rural. Cabe salientar que no 
dia de menor temperatura registrada foi a área rural que obteve desconforto 
térmico devido ao menor aquecimento deste ponto em relação à cidade. Esse 
trabalho reforça o que vem sendo evidenciado por muitos estudos realizados na 
área da climatologia urbana, que apontam para um maior aquecimento e perda 
de umidade nas cidades, principalmente nas metrópoles e grandes cidades. A 
pesquisa realizada em Barbosa Ferraz - PR aponta que esse fenômeno também 
está presente nas cidades de pequeno porte. Nossa hipótese é a de que a forma de 
exploração econômica alterou o clima de forma global e trouxe consequências 
localizadas para a população.
A relação dos fatores climáticos determina as classificações climáticas do 
Brasil podem ser classificadas de diversas formas, dependendo da metodologia 
escolhida por cada autor. Existem diversos autores que classificaram os climas 
brasileiros e, neste momento, veremos alguns deles. Como já estudamos, na divi-
são macroclimática, o Brasil está localizado em duas áreas zonais, sendo que 92% 
do território nacional encontra-se em área tropical, já o restante, apenas 8%, em 
área de zona temperada, sendo composta pelo sul do país, uma área extratropical, 
ao sul do trópico de capricórnio.
Na divisão mesoclimática e levando em consideração não mais o fator la-
titude, mas os fatores maritimidade e continentalidade, é importante lembrar 
que o país tem um extenso litoral com mais de 9.000 Km, o que faz com que o 
clima brasileiro seja bastante úmido, assim como a presença da floresta amazô-
nica ao norte que também tem característica de umidificação do ar em grandeza 
territorial. Não existe, nunca, dois climas iguais, ou seja, cada região, com suas 
características, fatores e elementos, apresentam distinções, e, além disso, cada 
classificação pode diferenciar-se de outra, mesmo quando se referem ao mesmo 
território, dependendo dos índices e características que foram levadas em con-
sideração para sua análise. Uma característica climática pode ser subjetiva de 
acordo com os índices estabelecidos como critérios principais. Na maioria dos 
casos, são levados em consideração os elementos: temperatura, precipitação, 
radiação e vento.
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Uma das classificações mais antigas e utilizadas pela comunidade científica, 
apesar de ser cada vez menos utilizada devido, justamente, às modificações e 
atualizações que surgiram no decorrer dos anos, é a classificação climática global 
de Köppen, fundada em 1918. Este autor dividiu a classificação com nomencla-
turas que utilizam até 3 letras do alfabeto, de forma que a primeira letra significa 
o grupo climático em que a área está inserida, ou seja, a sazonalidade global – 
macroclima, seguida do tipo de precipitação sazonal, finalizada com a terceira 
letra que se refere à quantidade de calor local, assim, gerando diversas interações 
e classificando todo o globo (Figura 3).
Figura 3 - Classificação climática segundo Köppen / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem representa o globo, os 6 continentes do globo divididos em 6 cores diferentes 
conforme o clima local. No norte, em azul, o clima polar, seguido do clima continental e temperado, ambos em 
tons de verde representando o frio. Na sequência, o clima deserto, próximo aos trópicos de câncer e capricórnio, 
em amarelo e sendo cortado pelo clima tropical em laranja. Ao sul, o clima temperado volta a ocorrer, seguido do 
clima polar no extremo sul. Para cada uma dessas 5 características climáticas, existe um desenho representativo 
na parte de baixo da imagem. No tropical, a presença de árvores, coqueiros e arbustos com flores; no deserto, 
cactos e areia mais seca; no temperado, uma floresta mista; no continental, a presença de coníferas; e no polar, 
gelo e montanhas congeladas.
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Para esta classificação, cada letra tem o seguinte significado, o que nos conclui 
no seguinte mapa do Brasil, segundo Köppen (Figura 4):
GRUPO A - CLIMA TROPICAL CHUVOSO[1]
Am – (de bosque tropical) temperatura elevada; pluviosidade elevada; temp mé-
dia
> 22 °C (em todos os meses); mínima do mês mais frio é > 20 °C.
Aw – (seca no inverno) temperatura elevada; chuva no verão e seca no inverno;
temp. média > 20 °C; no mês mais frio do ano, temp. mínima <18 °C.
Aw`- (chuva no outono) temperatura elevada; chuva no verão e no outono; tem-
peratura
> 20 °C (sempre) 
Af – (falta de estação seca) Temperatura elevada; sem estação seca; temperatura
> 20°C (sempre) 
As – (seca no verão) Chuva de inverno e outono; temperatura elevada, maior que
20°C (sempre) 
B – CLIMA SECO
BSh – (Clima quente de estepe) temperatura elevada, chuvas escassas no inver-
no, temp > 22 °C 
C – CLIMA TEMPERADO CHUVOSO E MODERADAMENTE SECO
Cwa – (seca no inverno e temp do mês mais quente > 22 °C) temperatura mode-
rada;
verão quente e chuvoso; mês mais frio a temp. mínima < 20 °C.
Cwb – (seca no inverno e temp. do mês mais quente é < 22 °C) verão brando e
chuvoso; temperatura moderada; geadas no inverno; temp. média no inverno e
outono é < 12 °C.
Cfa – (falta de estação seca e temp do mês mais quente > 22 °C) temperatura
moderada; chuvas bem distribuídas; verão quente; geadas nos meses de inverno;
temp. média no inverno < 16 °C; temp. máx no mês mais quente > 30 °C.
Cfb – (falta de estação seca e temp. do mês mais quente é < 22 °C) temperatura
moderada; chuva bem distribuída; verão brando; ocorrência de geada (inverno e
outono); temp. média < 20 °C (exceto no verão); temp. média no inverno < 14 °C e
temp mínima, 8 °C (MARIANO, 2014, on-line) 
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Outra classificação muito utilizada no Brasil é a das regiões dos domínios mor-
foclimáticos do professor Aziz Ab’Sáber que, apesar de não ser uma classificação 
apenas climática, é suporte para muitos estudos do clima. Para Ab’Sáber (2003), a 
paisagem – categoria que o autor realmente demonstra nos mapas – é como um 
conjunto de elementos, naturais ou artificiais sempre atrelados à herança. Esse 
caráter de herança é estabelecido por processos de atuação antigos e recentes, 
que remodelam a paisagem, por meio dos aspectos morfoclimáticos, pedoló-
gicos, hidrológicos, ecológicos e fitogeográficos. As potencialidades dependem 
da integração das
[...] feições de relevo, tipos de solos, formas de vegetação e condições 
climático-hidrológicas para formação de complexos fisiográficos e 
biogeográficos homogêneos e extensivos. Tais complexos podem 
Figura 4 - Classificação de Koppen para o Brasil / Fonte: Köppen (1918 apud MARIANO, 2014, on-line).
Descrição da Imagem: a imagem é uma ilustração que representa o clima do Brasil com os climas atuantes em 
cada área segundo a classificação de Köppen. São apresentadas 9 classificações gerais com cores distintas, con-
forme a classificação por grupo dada por este autor. No norte, existe a concentração de climas da classificação 
em grupo A. Ao sul do grupo C e no nordeste do grupo B.
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ser estruturados em arranjos poligonais possuidores de áreas core. 
Essas áreas possuem domínios de transição e de contato, que podem 
formar competências com combinações físico-ambientais diferen-
ciadas com expressão regional, além dos enclaves distinguidos por 
sua própria natureza 
(OLIVEIRA SILVA, 2012, p. 252).
O clima, para este autor, é fator de remodelagem do relevo e, por estar diretamenteliga-
do às condições paisagísticas, também condiciona a vegetação, assim como o contrário 
também é verdadeiro. Ou seja, a Geografia acontece de forma interligada entre relevo, 
clima, vegetação e outros. Nas áreas de transição entre os domínios, pode correr caracte-
rísticas de ambos os domínios ou ainda uma natureza diferenciada de ambos (Figura 5).
a Geografia 
acontece de forma 
interligada entre 
relevo, clima, 
vegetação e outros.
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Figura 5 - Domínios morfoclimáticos brasileiros de Aziz Ab’Sáber / Fonte: Ab’Sáber (2003).
Descrição da Imagem: a figura mostra o mapa do Brasil em preto e branco com a representação dos 1 do-
mínios morfoclimáticos com simbologias distintas. Ao norte, pintado com traços horizontais, encontra-se o 
domínio Amazônico; no nordeste, em traços verticais, o domínio da Caatinga; no centro do Brasil, encontra-se 
o domínio do Cerrado marcado por linhas horizontais contínuas; na região sul, encontra-se, na cor preta, 
o domínio das Araucárias; no extremo sul, em pontilhados pequenos, as Pradarias e, no litoral, o domínio 
dos Mares de Morros em linhas curvas. Todos os domínios, apresentam em sua intersecção uma faixa de 
transição em branco, com exceção do limite entre os Mares de Morro e as Araucárias ao sul, marcando a 
floresta mista. Do lado esquerdo do mapa, está presente a legenda, formada por 1 quadrados pequenos, 
dispostos de forma vertical. No primeiro, na parte superior pintado com traços horizontais, encontra-se 
o domínio Amazônico; no segundo, marcado por linhas horizontais contínuas, está descrito o cerrado; no 
terceiro, está descrito o domínio dos Mares de Morros em linhas curvas; no quarto, composto por traços 
verticais, o domínio da Caatinga; em quinto em pontilhados pequenos, as Pradarias; e, por último, em sétimo, 
o quadrado branco simboliza as áreas de transição.
Vejamos que, para que ocorra o domínio Amazônico, foi necessária uma relação 
direta entre as terras baixas e úmidas e uma temperatura elevada encontrada na 
região que é cortada de perto pelo equador. No Cerrado, considerado de região 
tropical, o calor é marcado pelo trópico de capricórnio, com menor umidade. Nos 
mares de morro, o calor e a umidade do atlântico, são marcados por uma vegeta-
ção de mata. Na Caatinga, a seca é prioritária, com galhos retorcidos e uma alta 
temperatura. Nas araucárias, esta espécie se estabelece justamente pela umidade e 
vento frio que diminui as temperaturas locais. Nas pradarias, as gramíneas verdes 
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e um frio mais intenso fazem do inverno o mais rigoroso do país em um campo 
praticamente plano de relevo. Entre todas elas, uma faixa de transição que se 
mistura em informação, podendo, inclusive, representar uma paisagem diferente.
Esses domínios, que estão diretamente relacionados aos tipos de clima, po-
dem ser comparados e verificados com base na classificação geral do IBGE (Fi-
gura 6), que é sempre atualizada com base em pesquisas e avanços tecnológicos 
das estações climatológicas com dados recentes. Como as estações que já conhe-
cemos, agora sabemos que os mapas podem ser atua-
lizados, já que a cada ano, apesar da média climática, 
ocorrem mudanças consideráveis. Desta forma, pode-
mos, a cada 60 anos, considerar uma média de normal 
climática, ou média de mudança na classificação.
Figura 6 - Climas do Brasil pelo IBGE / Fonte: IBGE (2002).
Descrição da Imagem: a imagem é composta pelo mapa do Brasil inserido na América do sul com a representação 
da legenda do lado direito. O mapa é colorido, em que cada cor representa uma característica climática zonal – 
mesoclima – do Brasil. No canto inferior direito, aparece um outro mapa síntese das zonas climáticas brasileiras e 
um QR Code para acessar o mapa com maiores detalhes. Na porção centro norte do Brasil, há uma concentração 
de cores em tonalidade de rosa, que representam o clima quente – equatorial, assim como no litoral. No nordeste, 
cores em tons de amarelo e laranja demonstram climas mais secos do semiárido e, na porção sul, as cores de tons 
do azul demonstram áreas mais frias e úmidas.
Os climas Tropicais 
e Equatoriais são os 
dois mais atuantes 
no Brasil 
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Os climas Tropicais e Equatoriais são os dois mais atuantes no Brasil, justamente 
devido à sua localização zonal – macroclimáticas de interferência dos maiores 
fatores do clima. Como o norte brasileiro é cortado pela linha do equador e 
grande parte absoluta do país está na área tropical, essas duas características se 
relacionam com mudanças que são intensificadas devido às questões de umidade.
CLIMA EQUATORIAL
Aqui, por exemplo, além de temperaturas elevadas durante todo o ano, o nível
pluviométrico é intenso com chuvas que ocorrem praticamente todos os dias 
A vasta rede hidrográfica faz com que a umidade seja concentrada e que precipi-
tações convectivas ocorram devido ao alto índice de radiação solar Além da
região norte brasileira, mais precisamente na floresta amazônica, regiões como
Indonésia, Tailândia, Serra Leoa, Nigéria, Venezuela, Panamá e Jamaica também
apresentam essas características Nacionalmente, podemos citar índices médios
de temperatura próximos aos 26 °C com pouca variação em amplitude e regime
de chuvas entre 2 e 3 mil milímetros anualmente, com umidade que ultrapassam
a média de 80%.
CLIMA TROPICAL
É predominante no Brasil, com os verões que são quentes e chuvosos, com
invernos considerados mais frios e secos Com amplitude que varia entre 5 °C e 6
°C, a média de mínima e máxima são, respectivamente, de 17 °C e 28 °C, podendo
superar os 30 °C em diversos dias de verão Os principais registros de chuva
variam de 750 mm a 1500 mm, porém com distribuição irregular entre verão e
inverno 
TROPICAL DE ALTITUDE
Clima mais presente no litoral brasileiro e no sudeste, com registro de mares de
morro e serras litorâneas, observa-se quando existe a diferença causada pela
altitude em diferentes níveis de um relevo mais acentuado e acima de 800 m A
amplitude diária pode variar em até 9 °C, com índices entre 15 °C e 22 °C. Apesar
de verões mais amenos que o Tropical típico, a umidade ainda é elevada, com
registros concentrados de 1500 mm
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UNIDADE 3
É importante entendermos que os títulos e subtítulos climáticos podem variar. Isso 
ocorre justamente pelas características médias em macroclima, que sofrem al-
terações quando analisadas em microclima de escala ampliada de cada localidade. 
De forma geral, é interessante trabalhar essas diferenças em sala de aula com 
os alunos e verificar o quanto a realidade do município em que estão inseridos 
tem as características do clima geográfico generalizado, ou seja, as característi-
cas do macroclima, se modificam em qual proporção quando ampliamos para 
a microclimática? A compreensão da realidade pode variar de acordo com 
os índices e com as escalas de análise escolhidas.
TROPICAL SEMIÁRIDO
Clima que ocorre em parte do nordeste brasileiro, as temperaturas médias ultra-
passam 27 °C e com grande amplitude térmica e chuvas escassas que ocorrem
entre 250 e 700 mm anualmente, podendo ficar períodos muito longos sem
nenhuma precipitação Como as chuvas ocorrem raramente e de forma isoladas,
a região é conhecida como polígono da seca nordestina brasileiro.
SUBTROPICAL
Clima presente apenas no sul do Brasil, as temperaturas medianas entre 18 °C
podem chegar a índices negativos em alguns locais, com presença, ainda que
rara, de neve no inverno Geadas são comumente registradas e a pluviosidade
média anual é registrada por volta de 1200 mm. A influência marcante da massa
polar vinda do sul causa ondas mais geladas do que no restante do país, única
fora da tropical 
Concluímos este tema de aprendizagem com a Figura 7 que demonstra o aquec-
imento do globo nas últimas décadas e perguntando: o quanto essa alteração 
influenciou no seu bairro? Ou será que essa relação é contrária? O quanto as 
alterações do seu bairro modificaram o aquecimento total do globo?
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Figura7 - Aquecimento Global / Fonte: Hawkins (2019, on-line).
Descrição da Imagem: a figura é uma ilustração que é composta por 7 blocos que representam 6 grandes zonas, 
sendo respectivamente: América, Europa, África, Ásia, Médio Leste e Pacífico e a média global. Em todos eles, da 
esquerda para a direita, as cores mais frias representadas pelas tonalidades em azul se iniciam no ano de 1901 e 
passam a aquecer até chegarem no vermelho em 2018, demonstrando o aumento do aquecimento no século XXI.
Ouça o podcast no seu ambiente virtual de aprendizagem. 
Neste podcast, falamos sobre os Climas do Brasil. Apesar de 
existirem diversas classificações com nomenclaturas difer-
entes e visões distintas, a caracterização térmica e a dinâmica 
do clima existem de uma maneira integradora entre a pais-
agem, o meio, o relevo e as escalas geográficas. Sendo assim, 
vamos bater um papo sobre as classificações! Ouça o podcast 
no seu ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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UNIDADE 3
UNIDADE 3
Agora que estudamos as classificações do clima no Brasil e a atuação deles em 
cada região, que tal se organizarmos uma comparação? Levando em conside-
ração os climas do Brasil, observe a classificação climática mais antiga e uma 
mais atual para o município em que você reside e analise se ocorreram modi-
ficações. Você pode buscar pela mesma estação, ou por médias anuais. O clima 
local sofreu alterações nas últimas décadas? Vale buscar uma série histórica e 
compreender qual a realidade climática do ambiente em que você passa todos 
os seus dias. Além disso, também é interessante perceber quais são as diferentes 
classificações climáticas dessa área e o que cada autor levou em consideração 
para chegar a essa conclusão.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema de aprendizagem, vimos muitos conceitos e caracterizações diferentes 
dos climas brasileiros. Vamos fazer um mapa mental com essas principais deno-
minações?! Pois bem. O intuito é montar um mapa mental em que os principais 
assuntos vistos neste tema de aprendizagem sejam elencados e interligados. Faça 
uma busca por reportagens e artigos científicos que comentem sobre esses assun-
tos e exponha isso em formato de diagrama neste mapa mental. É muito impor-
tante entender que estes mapas ajudam não somente na compreensão do assunto, 
mas também no desenvolvimento do aprendizado como um todo. Nossos olhos 
observam a conexão dos temas e conseguem fazer correlações mais avançadas. 
Comece seu mapa com o tema central, por exemplo: ESCALA CLIMÁTICA, 
e, então, correlacione as diversas escalas com reportagens sobre o clima. Essas 
reportagens são de escala meso ou microclimática? Depois, conceitue e localize, 
geograficamente, cada uma delas. Outra ideia é correlacionar dois tipos diferen-
tes de classificação climática do Brasil. Por exemplo: compare a classificação de 
Köppen com a do IBGE, separe por região e descreva os itens de acordo com as 
semelhanças e as diferenças em cada uma delas.
Este tema de aprendizagem apresentou para você as eras geológicas e o que 
são e como se formam as ilhas de calor. Com isso, você pôde entender a relação 
dos fatores climáticos com as classificações climáticas e a atuação delas em cada 
região do Brasil.
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AGORA É COM VOCÊ
1. As características do macroclima, se modificam em qual proporção quando amplia-
mos para a microclimática?
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MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8
FENÔMENOS CLIMÁTICOS E SUAS 
CONSEQUÊNCIAS I
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Conhecer os Tópicos Especiais da Climatologia.
Entender o que é climatologia dinâmica e o que a diferencia da climatologia 
geográfica. 
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INICIE SUA JORNADA
Neste tema de aprendizagem, partiremos, então, para o que chamamos, na cli-
matologia, de Tópicos Especiais, principalmente dentro de uma vertente da 
climatologia chamada de climatologia dinâmica.
A Climatologia dinâmica estuda o tempo e o clima com base nos eventos 
atmosféricos e leva este nome devido às mudanças e as consequências dinâmi-
cas dessa atmosfera. Diferente da Climatologia Geográfica, ela não se preocupa 
necessariamente com a série histórica, mas com os índices atmosféricos de cada 
local no globo. É óbvio que elas estão relacionadas, afinal de contas, a série histó-
rica nos leva a entender as reais mudanças dentro dos padrões de normalidade, 
no entanto, como a atmosfera está em constante mudança, ela se preocupa com 
os eventos cotidianos e transformantes especiais, que estão além das questões 
básicas da realidade climática. 
Sendo assim, a principal questão que norteia essa nossa discussão é: quais 
são os tópicos especiais e as ocorrências da climatologia dinâmica no globo? E é 
justamente sobre isso que falaremos a seguir.
A Climatologia 
dinâmica estuda o 
tempo e o clima com 
base nos eventos 
atmosféricos 
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UNIDADE 3
UNIDADE 3
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
As situações do nosso cotidiano estão diretamente relacionadas ao clima. Esta-
mos sempre atentos ao fato de que pode fazer frio em um dia que ficaremos fora 
por muito tempo e teremos que levar um agasalho melhor, ou, ainda, se tem 
probabilidade de chover no dia em que realizaremos um passeio com a família. 
Se, para cada ação do nosso dia, a previsão é importante, imagine então para 
a agricultura, que precisa se programar para a safra que se inicia. Entre uma 
previsão e outra, vemos reportagens e anúncios sobre as mudanças no tempo, 
tanto aquelas comuns, quanto aquelas causadas por alguma interferência de um 
fenômeno climático diferenciado, que atua sobre a região no momento.
Por exemplo: Você já teve contato com alguma reportagem dizendo que o 
efeito da La Niña trouxe uma mudança no tempo de algum local? Pode ter sido o 
El Niño também. Pode ser que você tenha ouvido sobre um Furacão? Tufão? Ou 
quem sabe um ciclone extratropical. Uma reportagem sobre um dia frio atípico, 
sobre o dia mais quente do ano, ou ainda qualquer outro fenômeno meteoro-
lógico que causam variações no clima regional. Esses são exemplos de análises 
em tópicos especiais da climatologia. Afinal, estes são fenômenos que decorrem 
de situações contrastantes às naturais, mas que, na prática, estão presentes no 
nosso dia a dia.
Podemos perceber isso na reportagem do Diário do Nordeste 
que diz sobre as chances de chover durante todo o ano devido 
a presença de La Niña no Ceará, podendo ser a mais longa 
dos últimos 10 anos. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.
EU INDICO
Nesta reportagem, dois pontos chamam a atenção:
 ■ O primeiro, relacionado ao fato de que existe a possibilidade de maior índice 
de chuvas durante todo o ano em local que, pelos dados da série histórica, 
não costuma chover tanto.
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https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/chances-de-chuva-o-ano-inteiro-atuacao-do-la-nina-no-ce-podera-ser-a-maior-dos-ultimos-10-anos-1.3250254
 ■ O segundo tem ligação direta a um fenômeno climático chamado de La Niña.
Nos meses de julho a dezembro, com ênfase aos meses de agosto a novembro, 
apesar da média constante de temperaturas acima de 25 ºC, ocorrem poucas 
chuvas na capital cearense. Segundo a reportagem, a La Niña pode mudar isso.
Figura 1 - Mapa do clima do Ceará segundo Köppen / Fonte: Hunter (2018, on-line).
Descrição da Imagem: a imagem é composta pelo mapa do estado do Ceará em duas cores que se mesclam no 
mapa. Na área mais central, a cor laranja e, nas áreas mais externas, a cor azul. Sobre a imagem, aparece o título: 
Tipos climáticos do Ceará. Na parte inferior do mapa, está a legenda com subtítulo: Tipos climáticos de Köppen, 
seguido de dois quadrados, o primeiro pintado de azul com as escritas: As – Tropical de savana; o segundo em 
laranja com as escritas: BSh - semiárido quente.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Pois bem, como é possível um fenômeno mudar as condições climáticas? Es-
sas mudanças são definitivas ou temporárias? Existem diversos fenômenos? 
Quais são os principais? E por fim, fechamos com a dinâmica climática mundial 
e local.
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UNIDADE 3
UNIDADE 3
A descrição na carta sinótica da América do Sul, disponibilizada no site do INMET 
(2022, on-line), demonstra, para o dia 4 de julho de 2022 às 12h UTC, a seguinte 
análise realizada com base na carta da Figura 2:
Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre o Atlântico oscilando entre 
5ºN/10ºN em relação à linha do Equador. Áreas de instabilidade são observadas 
sobre o noroeste da Venezuela, norte da Colômbia, sul do Peru, centro e oeste 
da Bolívia, sul do Chile, sul e leste da Argentina e, no Brasil, sobre o norte de 
Roraima, centro e norte do Amazonas, em pontos isolados no oeste do Pará, 
Alagoas, nordeste da Bahia e no centro e leste do Rio Grande do Sul. Baixa 
pressão continental de 1013 hPa em torno de 25°S/60°W, de onde se estende um 
cavado sobre o nordeste da Argentina, sul e leste do Rio Grande do Sul e Oceano 
Atlântico ao longo da costa entre o Rio Grande do Sul e São Paulo. Outro cavado 
prolonga seu eixo sobre o Atlântico ao longo da costa leste do Nordeste do Brasil. 
Frente estacionária ondulando desde o sudoeste e sudeste do Rio Grande do 
Sul e Oceano Atlântico adjacente, prosseguindo com seu ramo frio a leste de 
30°S/33°W. Alta pressão pós-frontal com centro de 1026 hPa em 34ºS/38ºW. 
Ao sul desse sistema, observa-se outra frente fria ocluindo em baixa pressão 
de 980 hPa em torno de 50°S/21°W. Frente fria atuando desde a Província 
de Rio Negro, na Argentina, prosseguindo pelo Atlântico até baixa pressão de 
994 hPa em torno de 51°S/65°W. Frente fria sobre o Oceano Pacífico atuando 
desde 36°S/88°W até baixa pressão de 9879 hPa ocluindo em 51°S/84°W. Alta 
Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) com centro de 1028 hPa em 24ºS/22ºW; Alta 
Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) com centro de 1036 hPa a oeste de 100ºW.
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Pode parecer um pouco complicado, mas é interessante ler cada anotação e pro-
curar por estes índices no mapa. Repare que o texto diz: “sobre o Atlântico os-
cilando entre 5ºN/10ºN”, ou ainda que: “Áreas de instabilidade são observadas 
sobre o noroeste da Venezuela, norte da Colômbia”, ou seja, para descrever uma 
análise, o INMET apresenta a localização da qual a análise se refere. Sendo assim, 
busque cada informação no mapa, localize o que é exposto e compreenda, com 
base no mapa, o que o texto realmente se refere climatologicamente. Esta ativi-
dade prática, além de ajudar nas relações geográficas do local, te fará perceber 
cada simbologia e cada forma de apresentar uma dinâmica no tópico especial 
sinótico do mapa.
Para fazer uma leitura climática como esta, utilizamos uma carta sinótica. É 
importante conhecermos diversas fontes de informações sobre as bases meteoro-
lógicas do globo. Dados de temperatura e pressão podem nos auxiliar a conhecer 
Figura 2 - Carta sinótica da América do Sul / Fonte: INMET (2022, on-line).
Descrição da Imagem: a figura mostra o mapa da América do Sul com contorno em preto. Sobre o mapa,apare-
cem faixas vermelhas e azuis que simbolizam baixas e altas pressões, além de diversos números de localização 
sobre as correntes.
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UNIDADE 3
o tempo em determinado local. Você já ouviu falar em uma carta sinótica? 
Vamos refletir sobre sua atuação a fim de aumentarmos o nosso conhecimento 
e o nosso poder de buscar novos conteúdos e novas práticas dentro da ciência 
geográfica e da climatologia. 
Antes de iniciarmos os nossos estudos sobre clima, o que 
você já conhecia da carta sinótica? Já tinha ouvido falar nela? 
E agora que já estudamos os principais conceitos e estamos 
analisando os tópicos especiais, quais expressões são novas 
para você? O que mais te chamou atenção nestes estudos? 
Busque por este e outros mapas sinóticos no site do INMET, 
na aba “Clima” - “análise sinótica” e descreva as suas ideias. 
Quando anotamos o que estudamos, nosso senso visual nos 
ajuda na memorização e no entendimento. Busque essas in-
formações e anote suas respostas!
EU INDICO
Até este momento, mesmo quando falamos da prática da climatologia, referi-
mo-nos às questões conceituais. Ou seja, debatemos os estudos básicos e diretos 
sobre os fatores e elementos do clima, ligados à climatologia e à meteorologia. 
Falamos das classificações climáticas e também das mudanças climáticas. No 
entanto, é importante saber que cada localidade, cada elemento e cada fator 
pode ser analisado e estudado com um olhar específico, gerando, assim, 
dados relacionados a tópicos especiais em climatologia.
Você provavelmente já conhece os fenômenos climáticos e pesquisas espe-
cíficas que compõem os tópicos especiais aqui apresentados. Falaremos, então, 
de questões específicas de um determinado local, ou de uma determinada ação 
climática que ocorre isoladamente, ou ainda em um ponto único e que geram 
consequências globais. Falar de fenômenos climáticos sem falar de El Niño e 
La Niña é praticamente impossível. Esses fenômenos causam consequências 
no globo como um todo, mas ainda mais efetivos e diretos aqui no hemisfério 
sul. Além disso, esses fenômenos geram uma das maiores curiosidades e conse-
quências do mundo atual em climatologia. De forma geral, eles são fenômenos 
climáticos que alteram, de forma natural, um padrão, também natural do clima, 
no globo terrestre.
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https://portal.inmet.gov.br/
O nome “El Niño” surgiu devido a uma crença cristã, quando pescadores da 
costa do pacífico sul se sentiram abençoados devido ao aumento no número de 
peixes que conseguiram pescar em um dia de trabalho. Os pescadores, então, 
disseram que o ocorrido era um milagre do menino Jesus, já que era final de ano 
e o dia do natal estava perto. O nome “La Niña” ficou conhecido anos seguintes, 
quando perceberam um efeito contrário na quantidade de pesca no mesmo local 
– ou seja, quando o volume de peixes diminuiu.
A extensão da região do Pacífico Equatorial onde ocorrem as ano-
malias da temperatura da superfície do mar (TSM), somado à gran-
de capacidade de um fluído, como a água, em transportar energia, 
faz com que o El Niño provoque mudanças no padrão normal de 
circulação atmosférica. Por isso, a ocorrência deste fenômeno é vista 
como agente de anomalias climáticas, principalmente no regime 
pluviométrico e, por consequência, afetando os diversos setores da 
sociedade e da economia. 
MINUZZI, 2006, p. 8
O fenômeno do El Niño, climatologicamente e meteorologicamente anali-
sado, tem como principal efeito o aquecimento das águas do pacífico sul, 
principalmente próximas à costa chilena. As águas, que normalmente são 
frias, passam por um processo de inversão das correntes próximas à zona 
equatorial, que aquecem as águas em cerca de 2 ºC a 3,5 ºC. No ano de 1997, 
foi registrado o maior aumento devido ao El Niño, chegando a 4 ºC acima do 
comum, que, na superfície, é de 26 ºC. Este fenômeno pode causar alterações 
em todo o globo, mas principalmente no hemisfério sul e ainda mais direta-
mente na América do Sul, como observado na Figura 3 a seguir.
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UNIDADE 3
Sabemos que esses fenômenos são cíclicos, ou seja, ocorrem um após o outro, 
no entanto, sem período padrão de permanência. Tanto a durabilidade de cada 
um, quanto o período de transição entre um e outro e sua dada normalidade cli-
mática das condições meteorológicas do pacífico não são totalmente conhecidas 
pelos cientistas. Mas vejamos o que as pesquisas mostram e os seus principais 
indicadores: dois indicadores são os mais utilizados para medir a ocorrência e 
a intensidade do El Niño: Índice de Oscilação Sul (IOS ou SOI) e Anomalia de 
Temperatura da Superfície do Mar (SSTA). A Oscilação Sul (OS) caracteriza-se 
por uma ‘gangorra barométrica’ de grande escala observada sobre a Bacia do Pa-
cífico Tropical. Walker e Bliss (1932, 1937), citado por INFORMAÇÕES (2002), 
definiram a OS como uma flutuação inversa verificada na pressão ao nível do mar 
nas estações de Darwin (12.4S - 130.9E) localizada no norte da Austrália e Tahiti 
(17.5S - 149.6W) situada no Oceano Pacífico Sul. A diferença entre as pressõesFigura 3 - Atuação do El Niño no pacífico sul / Fonte: o autor.
Descrição da Imagem: a figura é composta por duas ilustrações. A primeira representa a costa da Austrália rece-
bendo uma corrente quente, na cor vermelha que tem origem na costa do Chile com temperaturas mais baixas. 
A segunda mostra a inversão desta corrente, onde as águas quentes que saem da Oceania chegam até a costa 
chilena. O título apresenta a seguinte nomenclatura: O fenômeno do El Niño. Do lado esquerdo dos mapas: -ANO 
NORMAL com: ventos equatoriais se juntam para o oeste; e ANO DE EL NIÑO com: ventos do leste que se enfra-
quecem. Água morna se move para o leste. Do lado direito: água fria ao longo da costa sul-americana e inverno 
úmido. Dentro da imagem: Austrália sobre o país australiano / Oceano Pacífico sobre o mar / Equador sobre a linha 
do Equador / América do Sul, sobre o continente americano.
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normalizadas (em desvio padrão) nas estações de Tahiti e Darwin é definida 
como o Índice de Oscilação Sul (IOS). Este índice é geralmente negativo nos anos 
de El Niño e positivo nos anos de La Niña, tendo dados disponíveis para mais de 
um século (KESSLER, 2002 apud KIYUNA, 2002, on-line).
Essa explicação pode ser analisada de forma visual no gráfico a seguir, que nos 
mostra, justamente, a atuação cíclica deste fenômeno, com os dados apresentados 
na citação anterior. Atente-se ao fato de que uma ação sempre interfere na outra 
e que, apesar de não existir um padrão, propriamente dito, na maioria das vezes, 
quando uma atuação é muito forte, a seguinte é mais amenizada.
Figura 4 - Índice de Oscilação Sul entre El Niño e La Niña
Fonte: Kessler (2002 apud KIYUNA, 2002, on-line).
Descrição da Imagem: gráfico demonstra a oscilação de pressão do ano de 1880 a 2000 com índices positivos 
em colunas verticais em azul no período de La Niña e índices negativos verticais em vermelho no período de El 
Niño. A cada ano, os índices vão de -2 a 2 graus saindo da linha zero.
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Como já estudamos, as estações do ano ocorrem de maneira oposta nos hemis-
férios norte e sul do globo, com isso, o efeito do fenômeno El Niño não poderia 
ser diferente. Ou seja, quando em atuação, ele é percebido de forma diferente 
em cada estação, de acordo com sua ocorrência. No período de junho, julho 
e agosto, conhecido como inverno no hemisfério sul, a região centro-norte da 
América do Sul passa por um aquecimento e diminuição das chuvas, enquanto 
o centro-sul da América do Sul é acometido por invernos mais chuvosos, o que 
não é o comum dentro da série climática normal. Na Oceania, a região passa por 
uma seca quando em período de El Niño (Figura 5).
Fenômeno climático: consequências climáticas ou meteorológicas formadas 
por ações naturais ou antrópicas e que acarretam alterações na normal climáti-
ca global e local. Principalmente ligados à umidade, temperatura e pressão at-
mosférica. 
Tópicos especiais em climatologia: estudo de fenômenos climáticos espe-
cíficos com consequências globais e locais.
ZOOM NO CONHECIMENTO
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Figura 5 - Influência do El Niño de julho a agosto no globo / Fonte: Kiyuna (2002, on-line).
Descrição da Imagem: a imagem mostra dois contornos de mapas mundiais. O mapa superior representa o 
efeito do El Niño de junho a agosto, com manchas coloridas sobre os locais de atuação. As manchas em marrom 
demonstram ar seco próximo à Oceania, as manchas em laranja o ar quente e seco no leste da Oceania. Em 
verde, as manchas no centro no Oceano Pacífico e no sul da América do Sul demonstram período chuvoso, e em 
amarelo a mancha quente e seca da América Central. O segundo mapa apresenta os mesmos efeitos, porém no 
período de dezembro a fevereiro. A mancha marrom se desloca ao norte da Oceania e ao sul asiático. Em amarela, 
a mancha quente e seca se desloca para sul da África. No Oceano Pacífico, oeste da América do Sul, encontra-se 
uma mancha em verde claro simbolizando tempo chuvoso e quente. No leste da Ásia, assim como no norte da 
América do Norte, concentram-se manchas vermelhas de ar seco, no nordeste brasileiro uma mancha marrom 
seca e, no sudeste brasileiro, uma mancha vermelha que simboliza ar quente. No sul da América do Norte, uma 
mancha azul simboliza tempo chuvoso e frio.
Entre dezembro e fevereiro, ou seja, verão no hemisfério sul, a América do sul 
passa a ficar mais quente que o normal e com secas mais severas no nordeste, 
contrapondo um verão mais chuvoso no extremo sul, assim como na região sul 
africana. Na América do Norte, a influência é de invernos mais quentes que o 
habitual. No sul da África, ocorre um aquecimento, seguido do ar mais seco.
Entre um ciclo regular e um ciclo com a presença de El Niño, ocorre o fenô-
meno da La Niña, que é a intensificação das características naturais de tempera-
tura das águas do Oceano Pacífico sul. Ou seja, as águas que já são gélidas passam 
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a ficar ainda mais frias. Como consequência deste processo, ocorre, no Brasil, o 
aumento de chuvas na região amazônica, o que causa ainda mais enchentes nas 
várzeas, assim como aumento de chuvas no nordeste, tornando o tempo menos 
seco que o habitual. 
Na região sul, as secas são intensificadas com o aumento da temperatura lo-
cal. No período de dezembro a março, este fenômeno faz com que os elementos 
climáticos do sul sejam representados pelo aumento das chuvas e queda na tem-
peratura. Já no período de julho a setembro, ocorre um aquecimento na Austrália, 
seguido de uma seca no centro do Oceano Pacífico e no sul do Brasil, além de 
tornar as áreas equatoriais mais frias que o habitual.
Além de importante para a sensação térmica, condições de saúde e conheci-
mento climático, o estudo deste fenômeno é importante para o planejamen-
to agropecuário, que pode se preparar para a incidência dessas características 
que, apesar de ter origem local, têm grande influência regional.
Os estudos atuais não responderam, ainda, o período exato de ocorrência 
entre o ciclo desses dois fenômenos que normalmente se intercalam, podendo 
ser um mais extenso que o outro. No período de 2010 a 2020, por exemplo, a 
presença da La Niña tem se tornado mais longa do que o de costume, causando 
seca no sul do Brasil, devido ao aquecimento. Mesmo assim, as pesquisas me-
teorológicas conseguem prever quando os fenômenos se apresentam e, assim, 
possibilitar o planejamento necessário.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema de aprendizagem, você aprendeu que a Climatologia dinâmica estuda 
o tempo e o clima com base nos eventos atmosféricos. Com isso, pôde perce-
ber quais são os tópicos especiais e as ocorrências da climatologia dinâmica no 
globo. A partir dessa questão norteadora, apresentamos o El Niño e a La Niña, 
fenômenos que causam consequências no globo como um todo, mas ainda mais 
efetivos e diretos aqui no hemisfério sul.
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AGORA É COM VOCÊ
1. Que tal assumirmos nosso entendimento em um mapa de empatia que pode abrir 
nosso olhar para tudo que já aprendemos e o que ainda nos falta explorar?Podemos 
começar com a pergunta: o que você compreende por fenômenos climáticos?
Explique com suas palavras e busque por outros fenômenos que não foram apre-
sentados neste material. É importante conectar suas consequências para a vida em 
sociedade e como você abordaria este tema em sala de aula.
Pense na realidade dos alunos, o que eles já podem conhecer sobre a temática e 
amplie o conhecimento com questões conceituais de um assunto que eles já ouvi-
ram falar, ou já viram. A climatologia faz parte do nosso dia a dia, da nossa vida em 
sociedade, da economia e da globalização. O intuito aqui é criar um mapa de empatia 
em que você organize os seus pensamentos sobre o que aprendeu, mas também 
pense em como disponibilizar essas ideias em formato de aprendizagem pedagógica.
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UNIDADE 3
MINHAS METAS
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FENÔMENOS CLIMÁTICOS E SUAS 
CONSEQUÊNCIAS II
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Entender o que são e ondeocorrem os fenômenos climáticos, ciclone, 
furacão, tornado e tufão.
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INICIE SUA JORNADA
Alguns fenômenos climáticos bastante recorrentes e que precisam de atenção 
para manutenção da vida e evitar graves acidentes são:
 ■ Ciclones;
 ■ Furacões;
 ■ Tornados; e
 ■ Tufões. 
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Assim como muitos conceitos geográficos, a nomenclatura desses fenômenos 
foi estabelecida com base na localização de sua ocorrência. Você pode não sa-
ber, mas eles são o mesmo fenômeno meteorológico, causados pela presença de 
uma tempestade que ocorre em formato giratório, devido à diferença de pressão 
intensa em uma área significativamente menor e sua temperatura ligeiramente 
maior do que as áreas que estão ao redor.
Os CICLONES são normalmente divididos em 
tropicais (entre os trópicos) e extratropicais (fora dos 
trópicos) uma vez que ocorrem próximos ao limite 
dos trópicos ou em latitudes médias. Dessa forma, 
tufão e furacão são dois tipos de ciclones tropicais. 
Com este fenômeno, mais uma vez, percebemos a 
importância da relação existente entre a latitude do 
globo e a climatologia, um dos principais fatores cli-
máticos de formação zonal em macroclima. Os ciclones ocorrem no centro de 
baixa pressão com formação de nuvens ou ainda de forma inversa, formando 
os anticiclones (Figura 1). Normalmente, o ar quente e úmido – mais leve – se 
desloca verticalmente fazendo a troca com o ar frio e seco – mais pesado. Esse 
processo de convecção provoca um grande movimento circular que aumenta 
quanto maior for a umidade.
Os CICLONES são 
normalmente 
divididos em 
tropicais (entre 
os trópicos) e 
extratropicais (fora 
dos trópicos)
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UNIDADE 3
UNIDADE 3
O FURACÃO é formado próximo à costa da América do Norte no Oceano 
Atlântico como, por exemplo, no Mar do Caribe, no Golfo do México e no Ocea-
no Pacífico. Chegam a alcançar a velocidade de 120 km/h e com longa duração. 
Sua intensidade é aferida não apenas pela velocidade, mas também pela pressão 
encontrada no centro de troca de pressão – o olho do furacão – que é o que causa 
maior danos à superfície. Um furacão não pode ser visto na paisagem, uma vez 
que pode alcançar mais de 1500 km de diâmetro, diferente do tornado, que não 
ultrapassa 2 km. Um furacão não pode ser visto na paisagem.
O TORNADO é tipicamente continental, ou seja, formado sobre a superfície 
sólida com formato de redemoinho que atinge cerca de 500 km/h, no entanto, 
se dissipa mais rapidamente que os outros tipos de ciclones, principalmente o 
Figura 1 - Formação de ciclones e anticiclones / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é composta por duas figuras de formação ciclônica. A primeira, à esquerda, com 
uma zona de encontro de baixa pressão demonstrada por setas vermelhas (quentes) que se resfriam e passam a 
ser demonstradas em azul que se elevam verticalmente formando movimentos giratórios. Vemos a presença de 
grandes nuvens verticalizadas. Já na segunda figura à direita, a alta pressão se dissipa no sentido inverso, ou seja, 
de cima para baixo e do centro para fora. As setas vermelhas que simbolizam o ar quente na parte superior passam 
a ficar azul, simbolizando o ar frio na base. Ciclones são a forma genérica de se referir aos demais fenômenos a 
ele associados e que depende da localização geográfica em que se encontram..
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furacão. Quando formados sobre as águas, são conhecidos como tromba d’água. 
Normalmente ocorrem ao final da tarde na costa dos Estados Unidos e na Amé-
rica do Sul, como Uruguai.
O TUFÃO é o mesmo fenômeno do furacão, porém formado no Pacífico 
próximo ao Japão, ao sul da Ásia e no leste do Oceano Índico. O tufão é formado 
no Pacífico próximo ao Japão. Existem muitos outros fenômenos climáticos, 
entre eles, a própria Ilha de Calor, já estudada, a inversão térmica, a chuva ácida, 
o efeito estufa, a desertificação, os próprios desertos, entre outros. Muitos deles 
são naturais, outros já são consequências da urbanização e das ações antrópicas. 
Busque sempre aumentar seu conhecimento e entender a influência da socieda-
de e da falta de políticas públicas nestes fenômenos. Será que quando uma casa 
cai em um deslizamento, a culpa é realmente da chuva, do solo, do furacão? Por 
que na maioria das vezes são em bairros pobres que isso acontece? A política 
capitalista do merecimento e do poder aquisitivo para a qualidade de vida tem 
o mesmo peso do clima, não?! Pense nisso!
Você já presenciou algum desses fenômenos? 
Pois existem muitos outros, por exemplo, o SOL DA 
MEIA NOITE. Já imaginou passar 6 meses na luz 
do sol e os outros 6 apenas com a lua sendo vista no 
céu? Pois bem, em alguns locais, devido à inclinação 
da Terra, quando é verão no hemisfério norte, o Sol 
é visto todos os dias no polo norte. Em contrapartida, no polo sul, ele não é 
visto. Em alguns locais como na Noruega, isso pode acontecer por um período 
menor de tempo, depende da localização, podendo ocorrer por alguns dias ou 
até 6 meses, onde o sol não se põe. Se o sol não se põe por 6 meses (Figura 2), no 
outro semestre todo, ocorre o contrário, o sol não chega a nascer. São os meses 
de inverno nos polos, com frio rigoroso.
Quando formados 
sobre as águas, são 
conhecidos como 
tromba d’água. 
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UNIDADE 3
Não deve ser fácil se acostumar com esse fenômeno, mas a maioria dos moradores 
dizem estarem acostumados. As casas precisam ter adaptações para que os mora-
dores possam ter noites de sono com qualidade, uma vez que a OMS regulamenta 
que o cérebro apenas descansa e se recompõe, quando em ambientes escuros.
Figura 2 - Sol da meia noite / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é composta por 9 figuras apresentadas uma ao lado da outra e que representam 
a imagem do sol no mesmo local visto no céu, porém em horários diferentes, desde as 18h até as 6h. Devido à 
localização, inclinação terrestre e latitude global, o sol é visto durante toda a noite, hora mais alto, hora mais 
baixo no céu.
Vamos observar o processo de formação de um furacão? A mu-
dança de temperatura e pressão, junto à umidade, condicionam 
uma relação meteorológica que acaba sendo o motor para o 
furacão se movimentar. Convido para conhecer o site como um 
todo que, além de muito informativo, pode te dar base para de-
senvolver a temática dos fenômenos climáticos na sala de aula. 
Assista aqui ao vídeo de formação de um furacão.
EU INDICO
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https://www.climatempo.com.br/videos/video/B2zSWZGJTdc
Outro fenômeno é o céu de vários sóis chamado de sol de halo, sun dog, parélio, 
falso sol, entre outros nomes, dependendo da cultura onde são observados. São 
ilusões ópticas atmosféricas causadas pelo sol e o sistema atmosférico do local 
naquele momento devido à luz do sol que atravessa uma camada de cristais de 
gelo presente na atmosfera em uma altitude próxima ao planeta Terra. Um fator 
interessante neste fenômeno, apesar de não causar consequências diretas na so-
ciedade, como o El Niño, por exemplo, é que ele também é atribuído a questões 
culturais religiosas. Diversas tribos canadenses, por exemplo, veem esse fenôme-
no como algo relacionado às crenças locais. Na Figura 8 a seguir, percebemos o 
momento registrado em Swan Lake, Manitoba – Canadá no dia 19 de janeiro de 
2021, ou seja, no período de inverno do hemisfério norte. Este mesmo fenômeno 
pode ser visto em diversos locais do globo.
Figura 3 - Sol de Halo – céu de 4 sóis – Canadá / Foto: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia que é composta por uma foto do horizonte onde o sol se 
projeta em um círculo de luz que marca a presença óptica de outros sóis. O terreno, onde o sol se põe, é coberto 
por neve com algumas árvores e uma residência no centro.
Observe o esquema a seguir que resume os fenômenos que estudamos neste tema.
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UNIDADE 3
UNIDADE 3
É importante entendermos as técnicas, as pesquisas e os equipamentos tecnoló-
gicos que permitem avançar no conhecimento de todos os fenômenos da clima-
tologia. No entanto,não podemos nos esquecer das nossas sensações, dos nossos 
sentidos, afinal, é por conta deles que temos um conforto térmico garantido, ou 
ainda escolhemos locais mais quentes ou mais frios para viver. Cada espécie ani-
mal e vegetal tem sua adaptação temporal, sendo assim pare por um momento 
e amplie as suas sensações e aproveite para fazer isso com seus alunos e 
alunas, afinal, é importante compreendermos o que sentimos do clima.
Temos aqui mais uma conversa com o Prof. Dr. Victor Borsa-
to. Não deixe de ouvir este episódio dessa entrevista super 
bacana na qual batemos um papo muito geográfico sobre os 
fenômenos climatológicos! Ouça o podcast em seu ambiente 
virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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“O Brasil é um país tropical. Essa afirmação, aceita de maneira ge-
ral pela sociedade, está diretamente relacionada às características 
naturais da imensa extensão do território brasileiro, cuja posição 
geográfica, na faixa tropical, lhe confere aspectos particulares” 
(MENDONÇA; DANNI-OLIVEIRA, 2007, p. 16). 
Os autores afirmam, ainda, que essa tropicalidade é marcada por uma das maio-
res luminosidades dos raios solares com níveis pluviométricos consideráveis. 
No entanto, o Brasil também faz parte de uma das áreas preocupantes quanto à 
desertificação de locais áridos e semiáridos. 
Essa preocupação ocorre justamente devido à localização geográfica e aos condicion-
antes climáticos já estudados. Sendo assim, com base nos seus conhecimentos, analise 
o mapa de desertificação apresentado por estes autores e explique por que essas áreas 
são mais susceptíveis a este fenômeno climático.
APROFUNDANDO
Figura 4 - Desertificação em terras áridas no mundo / Fonte: Mendonça e Danni-Oliveira (2007, p. 196).
Descrição da Imagem: a figura é composta pelo mapa mundi em preto e branco com áreas propícias à desertifica-
ção espalhadas pelos continentes em escala de cinza. Quanto mais escuro, maior a probabilidade de arenização, 
que ocorre, por exemplo, no norte da Índia e no oeste da América do Sul. Locais como nordeste brasileiro, norte da 
África, oeste canadense e na Austrália têm propensão média a maior desertificação. No canto inferior esquerdo, 
aparecem quatro quadrados pequenos, dispostos verticalmente, simbolizando, em cor mais clara, a atuação mais 
fraca e, em tom mais escuro, a atuação mais forte que se intensifica gradativamente entre os quatro quadrados. 
No canto inferior esquerdo, temos a legenda: fraca, moderada, severa e muito severa.
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UNIDADE 3
UNIDADE 3
Que tal assumirmos nosso entendimento em um mapa de empatia que pode abrir 
nosso olhar para tudo que já aprendemos e o que ainda nos falta explorar? Pode-
mos começar com a pergunta: o que você compreende por fenômenos climáticos? 
Explique com suas palavras e busque por outros fenômenos que não foram apre-
sentados neste material. É importante conectar suas consequências para a vida em 
sociedade e como você abordaria este tema em sala de aula. Pense na realidade dos 
alunos, o que eles já podem conhecer sobre a temática e amplie o conhecimento 
com questões conceituais de um assunto que eles já ouviram falar, ou já viram. A 
climatologia faz parte do nosso dia a dia, da nossa vida em sociedade, da econo-
mia e da globalização. O intuito aqui é criar um mapa de empatia em que você 
organize os seus pensamentos sobre o que aprendeu, mas também pense em como 
disponibilizar essas ideias em formato de aprendizagem pedagógica.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema de aprendizagem, você estudou sobre os fenômenos climáticos ciclo-
ne, furacão, tornado e tufão, entendendo como eles ocorrem e em quais regiões 
do globo surgem.
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AGORA É COM VOCÊ
1. Como você descreveria o processo de formação de um furação?
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REFERÊNCIAS
UNIDADE 1
Tema 1
BORSATO, V. da A. A dinâmica climática do Brasil e massas de ares. Curitiba: CRV, 2016.
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MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São
Paulo: Oficina de Textos, 2007.
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STEINKE, E. T. Climatologia Fácil. São Paulo: Oficina de Textos, 2012. 
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GIAO_DA_SERRA_DO_CADEADO_PR. Acesso em: 5 out. 2022.
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Paulo: Oficina de Textos, 2007.
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Station: Texas A&M University, 2007.
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REFERÊNCIAS
Tema 1
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temperatura média na região da Serra do Cadeado (PR). Revista Brasileira de Climatologia, 
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Paulo: Oficina de Textos, 2007.
STRAUSS, R. F. International Annotated Bibliography of Climate Classifications. Collage 
Station: Texas A&M University, 2007.
UNIDADE 2
Tema 4
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Brasil,2007.
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Tema 5
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Tema 1
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UNIDADE 3
Tema 1
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TROPPMAIR, H. Biogeografia e Meio Ambiente. São Paulo/ Rio Claro: UNESP, 1987.
Tema 8
AZEVEDO, T. R.; GALVANI, E. Técnicas de Climatologia. In: VENTURI, L. V. (org.). Geografia 
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https://tempo.inmet.gov.br/AnaliseSituacaoAtual. Acesso em: 19 out. 2022.
IPECE. Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará. Índices de aridez no estado 
do Ceará, 2007. Disponível: http://www.funceme.br/?page_id=5826. Acesso: 24 jan. 2022.
KIYUNA, I. El Niño 2002-03 e a Anomalia Climática. 2002. Disponível em: http://www.iea.sp. 
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REFERÊNCIAS
MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São 
Paulo: Oficina de Texto, 2007.
Tema 9
AZEVEDO, T. R.; GALVANI, E. Técnicas de Climatologia. In: VENTURI, L. V. (org.). Geografia – Prá-
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MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São 
Paulo: Oficina de Texto, 2007.
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CONFIRA SUAS RESPOSTAS
Tema 11:
1. Resposta pessoal.
Tema 11:
 
Movimento de Rotação - DIA E NOITE - de oeste para leste.
Movimento de translação - ESTAÇÕES DO ANO.
Eixo de inclinação - peculiaridades das estações.
Sombra - movimento aparente do sol que não está no centro exato do sistema.
Periélio - TERRA MAIS APROXIMADA DO SOL.
Afélio - TERRA MAIS DISTANCIADA DO SOL.
SOLSTÍCIO - dias e noites com diferentes durações.
EQUINÓCIO - dias e noites com durações aproximadas e equivalentes.
Zonas climáticas - latitudes que geram os Climas Globais - interferência nos BIOMAS, na 
paisagem e no fuso horário.
Tema 11: 
Clima Equatorial
Clima Tropical
Clima Temperado
Clima Subtropical
Clima Mediterrâneo
Clima Frio Subpolar
Clima Frio de Montanha
Clima Polar ou Glacial
Clima Semiárido
Clima Desértico 
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CONFIRA SUAS RESPOSTAS
Tema 14:
1. D. As chuvas ácidas ocorrem, principalmente, quando a precipitação encontra o ar poluído 
de óxidos e ácidos decorrentes de ações antrópicas. Mesmo podendo ocorrer por questões 
naturais, todos os outros itens mencionados são de origem natural.
Tema 15:
D. A orografia, ou seja, o relevo serve como uma barreira que concentra toda umidade no 
local que recebe a massa de ar úmida, causando precipitação. Do outro lado da barreira, a 
massa de ar continua a se deslocar, porém mais seca que anteriormente.
Tema 11:
Tema 07: 
A compreensão da realidade pode variar de acordo com os índices e com as escalas de análi-
se escolhidas.
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CONFIRA SUAS RESPOSTAS
Tema 08: 
Fenômenos climáticos são consequências naturais ou antrópicas com bases nos elementos e 
nos fatores climáticos. Dependendo da localização geográfica, da zona em que está inserida 
e ainda do uso dado àquela localidade, um fenômeno pode ser mais ou menos atenuante da 
vida das pessoas. Muitas vezes ele causa danos ao ambiente, à própria sociedade e a bens 
materiais. Pode causar mortes e destruição ou, ainda, proporcionar o aumento de colheita, 
pesca e beleza na atmosfera. O importante é compreender sua formação e relacionar-se com 
as questões sociais e políticas. Um local é mais ou menos afetado por um fenômeno climático 
quanto maior ou menor seu poder aquisitivo. Locais que estão acostumados a receber fura-
cões também se preparam efetivamente para isso. No entanto, já percebemos a mudança na 
rítmica desses fenômenos. O aquecimento global, sendo ele natural ou antrópico, ocorre no 
nosso ambiente. E você? Como propõe levar este assunto para a sala de aula? Reportagens, 
artigos, entrevistas, imagens e músicas podem ser ferramentas importante para facilitar e 
garantir o processo de ensino e aprendizagem.
Tema 09: 
A mudança de temperatura e pressão, junto à umidade, condicionam uma relação meteoro-
lógica que acaba sendo o motor para o furacão se movimentar.
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MEU ESPAÇO
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MEU ESPAÇO
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	unidade 1
	O que é de fato a climatologia?
	FUNDAMENTOS DA CLIMATOLOGIA
	ESTAÇÕES DO ANO: ROTAÇÃO E TRANSLAÇÃO
	AS PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES CLIMÁTICAS
	unidade 2
	ATMOSFERA E ÁGUA: ESPAÇO GEOGRÁFICO EM ANÁLISE
	ELEMENTO CLIMÁTICO: A PRECIPITAÇÃO E O CICLO DA ÁGUA
	AS ESCALAS DE ESTUDOS CLIMÁTICOS
	unidade 3
	CLASSIFICAÇÕES CLIMÁTICAS
	FENÔMENOS CLIMÁTICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS I
	FENÔMENOS CLIMÁTICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS II
	Botão 33: 
	Botão 34: 
	Botão 29: 
	Botão 30: 
	Botão 31: 
	Botão 32:

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